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Circuito: Cachoeira dos Grampos à Tartaruguinha e fumaça!


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Trilha feita em 25/04/2013.

 

Álbum com todas as fotos estão em:

https://picasaweb.google.com/110430413978813571480/CachoeiraDosGramposATartaruguinhaEFumaca?authuser=0&feat=directlink

 

Eram 8:15h quando saltei do trem na estação de Rio Grande da serra (Linha 10 - CPTM), originalmente construída pelos ingleses no século XIX que tal como Paranapiacaba, estava envolvida no seu tradicional "fog" de inicio da manhã, qdo noto que, ainda faltavam 15 minutos até a partida do busão das 8:30h, aproveitei para dar um pulo na padaria Barcelona e comprar presunto para o pão sovado que trazia de casa, mas que esquecera de comprar presunto para o recheio.

 

Feito isso, fui para o ponto do busão e após o curto percurso com meia dúzia de passageiros no interior do veiculo, saltei no km 43, próximo a entrada da estradinha do etilenoduto a direita, portal que foi já palco de várias outras picadas feitas anteriormente. Após umas alongadas básicas, dei inicio a pernada propriamente dita as 8:50h. Durante a caminhada, notei que o sol estava rapidamente dissipando a névoa e os trechos de céu azul mostrara que o dia seria igualmente aproveitável e livre de qualquer vestígio de nuvem nas próximas horas.

 

A estradinha estava bem seca, mostrando que fazia mais de 1 semana pelo menos que não caíra uma gota sequer naquela região, coisa rara em se tratando de uma das regiões mais chuvosas do país, perdendo apenas para a Amazônia. Mas quase todo lugar tem seu período seco (ou menos chuvoso) e a serra de Paranapiacaba não seria diferente, mesmo sendo próximo a Sampa, muitas vezes aqui passa 1, 2 até 3 meses sem cair uma gota sequer, enquanto lá o efeito da orografia e a alta umidade da serra, provoca chuviscos e chuvas fracas, mas constantes, durante a passagem de qualquer frente fria, mesmo fracas e pelo oceano.

 

Trecho%2520inicial%2520da%2520trilha%2520pela%2520estradinha%2520de%2520terra.JPG

Ainda no trecho inicial da estradinha de terra

 

A estrada + seca permitiu uma pernada mais tranquila até o inicio da trilha, exceto por 2 caminhões que passaram por mim durante o trecho inicial, me fazendo comer poeira. Adentrei a primeira bifurcação a esquerda, que leva a cachoeira do vale, trilha das torres, morro do careca e cachu escondida. Os trechos tradicionalmente enlameados e que ficam difícil de transpor, com o tempo seco, viram terra batida e as marcas de bota afundada na terra ficam duras como se tivessem sido cimentadas.

 

Ótimo para ter o prazer de pisar ali sem afundar o tênis na lama, além de agilizar o ritmo da pernada. O som dos caminhões carregando e descarregando algo em alguma obra ali perto, foram ficando para trás dando lugar ao silêncio da floresta, depois de passar por uma antena de transmissão de energia, a estradinha adentra de vez na floresta até que as 9:16h, cheguei ao encontro das 2 estradinhas de terra que vem lá do asfalto com o inicio oficial da trilha (bem no meio entre as 2) a direita.

 

Mas não deu nem 5 minutos na trilha da cachu do vale que logo chego no trecho onde a trilha cruza o rio vermelho. A partir dai, abandono a picada principal em favor da pequena e curta trilha a esquerda, que desce em poucos metros somente até a margem do rio vermelho. A partir de agora, já não tem mais trilha, a próxima hora será toda percorrida pelo leito pedregoso, porém calmo do rio vermelho, sabendo disso, antes de meter o pés na agua, aproveitei para trocar de roupa e colocar as roupas mais surradas, preservando a bota e calça secas para a volta.

 

E assim, as 9:30h saio da trilha e inicio a caminhada pelo trecho do rio vermelho. As águas do rio estavam + geladas do que normalmente já são, o que fez meus pés doerem um bocadinho no começo até acostumarem com a temperatura da agua. Tchibum em alguma piscina natural pelo visto estava totalmente fora de cogitação, pois a friaca do outono e o vento gelado da manhã, me fez supor que dificilmente faria calor durante a tarde, mas por via das dúvidas, sempre carrego comigo meu bermudão para banho.

 

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Rio vermelho visto da trilha da cachoeira do vale

 

Prosseguindo%2520pelo%2520leito%2520do%2520rio%2520vermelho.JPG

Trecho do Rio vermelho

 

Durante o percurso pelo leito do rio vermelho, cujas aguas seguiam calmas e rasinhas em direção ao topo da serra, dando voltas e contornando o trecho de planalto, notei que mesmo sem trilhas, havia marcas de botas recentes em suas margens além de um silêncio maior do que o normal, onde só se ouvia o barulho das aguas correndo calmamente em direção ao seu destino, o mar. É incrível como esse rio faz juz ao seu nome, pois a coloração vermelha bem forte se faz presente em todo o percurso do mesmo até o topo da cachu dos grampos, tornando-o único em toda região, pois não vira nenhum outro rio com uma coloração vermelha tão forte e intensa como a desse rio.

 

Durante o percurso, observei atentamente se não havia nenhuma picada brotando de suas margens, ora saindo temporariamente do rio para uma rápida espiada no meio da mata em busca de algum vestígio de picada, ora varando trecho de mato para vencer os trechos cujo rio ficava represado e tinha profundidade muito acima da cintura, como em um único, porém enorme trecho erodito que me fez até ficar um pouco tenso, por conta de uma pequena caverna que poderia ser a toca de algum felino, além de estar até meio escuro naquele trecho onde o rio fazia uma curva bem fechada. Nada demais, apenas fruto de uma mega erosão provocado por trombas d´agua. ::mmm:

 

Prainhas%2520fluviais.JPG

Prainhas fluviais

 

As 9:55h passei por uma área descampada a direira, onde cabe pelo menos umas 3 barracas pequenas. Sai do rio e dei uma espiada em busca de alguma picada que seguira na direção desejada. Notei restos de papel, garrafas de breja no chão e uma picada a esquerda. Pronto, imaginei que seria o fim do percurso lento pelo rio e que passaria a ser por trilha até o topo da cachu, o que aceleraria meus passos, diferentemente do que indo pelo rio.

 

Mero engano, a curta trilha voltava para o rio um pouco mais a frente e terminara ali mesmo, sem continuação na outra margem, o que me fez lembrar das marcas de botas em alguns trechos de prainhas fluviais do rio, que aqueles que vão até a cachu seguindo por esse caminho, o faz pelo leito do rio mesmo. Diferentemente das trilhas da cachu da fumaça e vale, não há trilha alguma que segue o rio vermelho desde a bifurcação da trilha da cachu do vale até a cachu dos grampos. E se houve no passado, fechou por completo, infelizmente.

 

Porém, a surpresa maior por não ter trilha ali seria descoberto lá no topo da cachu dos grampos. E das boas. Durante o percurso, passei por 2 pequenas, mas simpáticas cachus formadas pelo rio, que em dias de calor me deixaria tentado a dar um rápido tchibum, mas a insistência de são pedro em manter o "ar condicionado natural" ligado ao máximo, me fez mais uma vez, desistir da ideia, já que sequer estava suando, mesmo andando direto sem pausa para descanço desde o asfalto até aqui. Porém, pausa rápida para fotos em cada uma delas.

 

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Pequena queda + piscina natural do rio

 

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2ºqueda, mais a frente....

 

As 10:10h passei por mais um trecho descampado a direita, com uma pequena trilha de acesso a ela. Já do outro lado do rio,notei um pequeno afluente e uma pequena e discreta picada adentrando mata adentro. Lembrei dela por ter percorrido a mesma de outra pernada anterior, de pelo menos uns 5 anos atrás. A trilha estava batida, porém meio fechada, com o mato tomando conta, entrei um pouco nela e a reconheci, mas voltei ao trecho do rio e fui dar uma espiada do outro lado, na área descampada, mas era só mais uma área de camping.

 

Após varar um trecho de mato em busca da continuação da suposta picada e nada encontrar, voltei para o rio e segui em frente. As 10:25h cheguei a outro descampado, agora a esquerda, bem maior e com traços recentes de uso, nesse havia um bilhete dentro de um saco plastico transparente preso em uma arvore pequena que dizia: "Atenção nóia da p***, limpe a sua imundisse e leve seu lixo de volta com você" + ou - isso, pois alguns trechos estavam meio ilegíveis....

 

Mas foi bom saber que tem gente que tem consciência, pelo menos esse descampado estava totalmente livre de qualquer vestígio de papel, vidro e outras porcarias. Ou o sujeito que deixou o bilhete recolheu e levou embora a sujeira, ou então os últimos que ali acamparam leram o bilhete e levaram o lixo de volta.

 

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Área descampada, próxima ao topo da cachu

 

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Recado para os porcos :D

 

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R.I.P.

 

Aproveitei para fazer meu 1º pit-stop desde que saltei do busão até ali para forrar o estômago e molhar a goela com mais um sucão gelado que sempre trago comigo numa garrafa térmica. Após o descanço, bati algumas fotos) e voltei para o rio, seguindo para a cachu. Mas para a minha surpresa, não deu nem 5 minutos e após virar uma curva, finalmente as 11:00h, chego ao topo da cachu dos grampos.

 

Nova pausa, dessa vez bem maior para fotos e explorar o entorno do topo e também para apreciar a bela visão das aguas do rio vermelho despencando serra abaixo, que lembra um pouco o da fumaça, pelo fato do topo tb ser um mirante, o rio chegar em nível pelo planalto e despencar serra abaixo em 2 grandes quedas....O mirante da cachoeira dos grampos permite uma visão bem parecida com o da fumaça, com destaque para o morro do careca que ficou bem + visível com o céu limpo e o céu bem azul.

 

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Vista do alto da cachoeira dos Grampos

 

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Parte da cachu, vista por baixo (até onde foi possível descer sem cordas)

 

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Morro do careca vista do topo da cachu

 

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Piscina natural do rio no topo da cachu

 

A principio, tentei desescalaminhar a borda esquerda da cachu com o objetivo de chegar até a base da mesma, para vê-la por baixo. Vi alguns grampos de rapel fincados na pedra em alguns trechos do topo, dai ao tentar descer pelas pedras, cheguei a um ponto intransponível sem cordas, então imaginei porque haviam pregado os suportes, descer sem corda ali ainda mais sozinho, seria de uma loucura e o risco que eu não estava nem um pouco afim de correr. E não havia trilha alguma nas 2 margens que descia.

 

Então, comecei a pensar em varar o mato ali até lá embaixo, mas ao adentrar a esquerda exatamente com essa finalidade, es que noto uma picada discreta subindo a pequena encosta e na curiosidade de ver o que é, dou de cara com uma trilha bem aberta e batida, com sinais que fora aberto faz pouco tempo. Na curiosidade de ver onde a dita cuja vai dar, abortei a descida pelo mato até a base da cachu dos grampos e fui explorar a dita picada que seguia sentido leste, na direção desejada. Minutos após entrar nessa picada, passei por um pequeno córrego e continuei pela mesma, seguindo sentido Sudeste.

 

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Piscina natural + Mirante + topo da cachu. Tudo em um lugar só.

 

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Gancho de rapel fincado na pedra.

 

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Baixada santista

 

A picada dá uma pequena volta a direita e depois a esquerda, es que noto que ela está contornando o morro que divide os vales e vai dar em algum outro trecho que ainda iria descobrir. Mas não dá nem 10 minutos de pernada, es que a mesma termina num descampado enorme, que eu reconheci na hora, por conta de outras pernadas anteriores. Na hora, pensei: Não acredito. Fizeram uma trilha de interligação entre os vales da fumaça e do rio vermelho.

 

Claro que fiquei radiante, pois cheguei a cogitar uma pequena ligação vara-mato com um amigo nesse mesmo dia, seguindo até ao topo da cachu dos grampos pelo rio vermelho e varando mato pelo alto do morro, até chegar no rio da cachu da fumaça, onde voltaríamos até o asfalto pela trilha. Já tinha feito 2 batevoltas entrando por um lado (cachu do vale) e voltando pela cachu da fumaça, mas descendo pelo rio do vale da morte até a trifurcação dos rios, onde os 3 rios (vale, vermelho e fumaça) se encontram e formam o rio da onça, que desce o vale da morte até encontrar com o rio Mogi lá embaixo, próximo a cubatão.

 

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Trecho da trilha de interligação direta: Cachu dos grampos <-> Tartaruguinha e fumaça!

 

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Cachu dos grampos visto do morro, no inicio da trilha de interligação....

 

Ainda no descampado, notei que abriram novas trilhas de acesso ao topo e a borda da cachu das tartaruguinhas, aproveitei para bater umas fotos ali e definido que voltaria por ali e não mais pelo rio vermelho, resolvi retornar pela trilha de interligação dali até chegar no rio da cachu dos grampos novamente. De volta a cachu, tentei (em vão), desescalaminhar pelas pedras mesmo, até onde era possível para bater fotos e ficar ali mais um pouco, afinal, não havia uma alma viva e dono absoluto do lugar, aproveitei que tinha muito tempo livre para curtir o local, mesmo sem tchibum, já que a friaca do outono além do vento frio se mantiveram presentes o dia todo, mesmo com o sol que brilhou a maior parte do dia.

 

Ainda no topo da cachu, as 13:40h, após um rápido cochilo, dou adeus a cachu dos grampos e inicio o retorno para o asfalto, dessa vez, utilizando a trilha de interligação. 10 minutos depois chego novamente a cachu das Tartaruguinhas onde fiz uma rápida pausa para + fotos, claro. Desci o rio pela trilha das tartaruguinhas, passando por outra cachoeira até que as 14:05 cheguei ao trecho do rio da cachu da fumaça, onde acessei a trilha de volta, mas não antes de dar uma rápida passada na velha cachoeira da fumaça.

 

Afinal, estava perto do topo e tinha mais de 3 horas de claridade disponível ainda. Assim como a dos Grampos, não havia uma alma viva no topo da cachu da fumaça e nem nas trilhas em volta, e após espiar o entorno em busca de alguma possível picada recém aberta, mas vendo que tava tudo igual, es que as 14:20h, inicio o retorno até o asfalto, já calculado para chegar com calma (sem precisar correr) para pegar o busão das 16:00hs.

 

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Descampado, próximo a cachu das tartaruguinhas e o final da trilha de interligação a direita.

 

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Cachoeira das tartaruguinhas

 

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Topo da cachu da fumaça

 

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Trecho de rio, próximo ao topo da cachoeira da fumaça

 

Durante a volta, notei que abriram uma trilha nova no trecho esquerdo do rio, na bifurcação entre o rio das tartaruguinhas com o da fumaça. Segui por ela e por estar bem batida e até seca, es que em menos de 10 minutos, já estava passando pela primeira cachoeira do rio. Antigamente, esse trecho até lá era feito somente pelo rio, provavelmente aquela picada nova e bem aberta foi aberto por agencias de ecoturismo, para que seus farofeiros clientes tenham mais "conforto" para chegar até a cachu (como o percurso pelo calmo e tranquilo trecho do rio da fumaça fosse tão ruim assim sem contar o trecho bem lá no começo, o pântano).

 

Bem ou mal, o retorno pela picada foi mais rápido e permitiu uma volta com tempo de percurso menor do que antigamente. As 14:38 cheguei ao mirante e aproveitei para fazer um rápido pit-stop para degustar mais algumas barras de cereais, detonar outra parte do sucão e adoçar a língua com o doce do cereal e biscoito. As 14:50h me mando dali e aproveitando o fato da trilha estar seca, a pernada de volta foi bem rápida.....

 

Durante o retorno, pouco antes de passar pelo rio das areias, es que as 15:05, noto uma bifurcação bem aberta do lado de uma clareira que já havia explorado anos atrás e que não dava em nada....porém, ao notar que estava mais aberta, es que resolvo dar uma rápida espiada nela. Adentrei e vi que estava bem mais aberta, com marcas de botas e que havia bastante sinais de movimento. Fui seguindo nela até que passei por 1, depois outro córrego pequeno e a picada se mantinha firme e forte, diferente da ultima vez que ela terminava no primeiro riachinho.

 

Segui por 5 minutos e ela adentrou a mata ainda mais fechada, depois para o meu espanto, ela dava umas 2 voltas e terminava nada mais, nada menos que....no mesmo lugar, em um corrego seco, pouca coisa acima do trecho do outro lado. Ao explorar uma suposta continuação da mesma ali, seguindo em frente, dei de cara com um barranco e a trilha novamente, por onde eu passara minutos antes. Na hora pensei: Que raio de trilha é essa que começa do nada e termina em lugar algum?

 

Poderia voltar por ali cortando caminho, mas curioso que sou ainda mais se a trilha for mto aberta e com marcas de movimento, resolvi voltar pelo mesmo caminho que vim, dando novamente a volta e vendo se não havia alguma bifurcação que por ventura poderia ter deixado passar, mas que nada...a trilha seguia assim mesmo, provavelmente era apenas trilha de caçador ou aquelas de parques estaduais de "interpretação da natureza". Ou seja: Estenderam ela, mas continua "não dando em nada". ::mmm:

 

Bem, valeu pelo trecho novo, pelo menos não ficou pendente e não precisarei ir de novo lá só para explorar essa bifurcação....

 

Ao retornar para a principal, segui rapidamente até o asfalto, onde cheguei as 15:58, bem em cima da hora do busão das 16:00hs que passou 10 minutos depois. Como gastei cerca de 25 minutos para explorar a bifurcação proximo ao rio das areias, por pouco não perco o busão das 16:00hs, tendo que esperar o das 17:00hs ou então andar por 6 km até a estação de trem em RGS. Mas tá valendo, a bifurcação poderia ter dado em alguma coisa interessante...Um detalhe que me chamou a atenção no trecho final da trilha da cachoeira da fumaça é que ela está, pouco a pouco, fechando em seu trecho que antes era bem mais mais aberto.

 

Em 2003, era uma estradinha de terra onde passava até carro e moto. Hoje, está resumido a uma trilha pequena desde o começo, com o mato crescendo em volta, embora o trecho após o pantano sentido cachoeira estar ainda mais aberto e bem batida. Se não passarem o facão ali, a trilha do trecho inicial estará totalmente fechada daqui a alguns anos, impossibitando qualquer volta por ela sem vara mato no trecho final (ou na ida).

 

De qualquer forma, a cachoeira dos Grampos mostra mais uma vez, um atrativo que só Paranapiacaba tem, antes escondido da maioria, e agora através da trilha de interligação, se tornou facilmente acessível sem a necessidade de vara mato ou mesmo seguir pelo leito do rio vermelho, sem trilha. Isso mostra o qto de cachus existem nessa região, uma próxima da outra.

 

Melhor que isso, só mesmo uma trilha interligando a cachu do vale com o dos grampos, passando pela escondida. Quem sabe nos próximos anos essa trilha não venha a existir? Mesmo 11 anos depois de ter posto os pés pela primeira vez (e de trem, qdo o mesmo ainda chegava até a vila inglesa) em Paranapiacaba, ainda me surpreende estar voltando lá para explorar trechos, cachus e mirantes novos que não tinha feito até o dias de hoje.

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De qualquer forma, a cachoeira dos Grampos mostra mais uma vez, um atrativo que só Paranapiacaba tem, antes escondido da maioria, e agora através da trilha de interligação, se tornou facilmente acessivel sem a necessidade de vara mato ou mesmo seguir pelo leito do rio vermelho, sem trilha. Isso mostra o qto de cachus existem nessa região, uma próxima da outra. Melhor que isso, só mesmo uma trilha interligando a cachu do vale com o dos grampos, passando pela escondida. Quem sabe nos próximos anos essa trilha não venha a existir? Mesmo 11 anos depois de ter posto os pés pela primeira vez (e de trem, qdo o mesmo ainda chegava até a vila inglesa) em Paranapiacaba, ainda me surpreende estar voltando lá para explorar trechos,cachus e mirantes novos que não tinha feito até o dias de hoje.

 

Essa "trilha" entre a cachu grampos-vale não existe devido ao terreno terrivelmente acidentado.. eu já procurei de tds as formas. A única "interligação" é dando a volta por cima. Ou baixo mesmo. Mas o desafio de percorrer as 5 gdes quedas próximas dali num dia só já foi feito a algum tempo, sem gde necessidade de picada de intercecção. Basta apenas sair cedo e ter o mínimo de fôlego.

http://altamontanha.com/Aventura/3185/o-desafio-das-cinco-grandes-quedas

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Ótimo relato Renato.

A bastante tempo não ando pela região; muito bom ter atualizações do estado das velhas trilhas e de novos acessos.

 

Abraço. ::otemo::

 

Valeu Sandro. Ouvira dizer que no passado, a trilha de interligação estava fechada por desuso ou desconhecimento da maioria, mas qdo passei por lá,vi que estava bem aberta e com sinais que foi reaberta novamente. ::otemo::

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  • Membros de Honra

Em tempo: essa trilha de interligação nunca esteve fechada! O Nei, um amigo da Ecocultural viagens (SBC), q a manteve sempre roçada pois vira e mexe rapela a Cachu do Rio Vermelho, e depois leva a clientela pra Fumaça. Foi quem q colocou os grampos da tal "Cachu dos Grampos", inclusive. Como foi ele q colocou esse trem somente o próprio (e amigos) sabiam do acesso e suas condições. Até outras agencias desconhecem essa interligação.

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           Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos no mirante que existe no meio da trilha, seria a segunda parada da trilha onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e as cidades, ótimo lugar para contemplar e tirar belas fotos.



      (Mirante)

       Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda chamada de Fumacinha com um volume de água muito bom caindo. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma, mas seguimos em frente pois ainda haviam alguns minutos para chegarmos ao ponto de camping.


      (Cachoeira da Fumacinha)
           Caminhando mais alguns minuto chegamos em uma bifurcação do rio. Para a esquerda fica a grandiosa cachoeira da Fumaça com vista para o mar e para a direita ficam as áreas de camping e a Cachoeira da Tartaruga. Seguimos para a direita e alguns minutos depois chegamos nas suas lindas quedas. Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali mesmo ao som das águas da cachoeira. Fizemos a trilha toda até a Cachoeira da Tartaruga em 2:00 horas, esse tempo foi por causa da lama que dificultou muito na trilha. Em dias sem chuva se faz a mesma trilha num tempo um pouco menor. 
       

      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

           Aproveitamos que o sol tinha dado as caras e fomos na Cachoeira da Fumaça. Retornamos a trilha até a bifurcação dos rios e seguimos por dentro do rio mesmo até chegar em poucos metros na Cachoeira da Fumaça com uma vista sensacional. 
       




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
      Volta - 25/01/2020 - 17h00min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Uber R$5,00 - Metrô e Trem R$4,40
           Ficamos por um tempo contemplando o lindo visual que se tem de cima da cachoeira com vista para o litoral de São Paulo. Logo retornamos para a Cachoeira da Tartaruga para despedir de dois do nosso grupo que iriam acampar por ali mesmo na base da Cachoeira da Tartaruga. Partimos por volta das 17:00 horas e fizemos a trilha em aproximadamente uma hora e meia. Ao chegarmos na porteira não foi preciso esperar pelo ônibus para retornar a Rio Grande da Serra no ponto que fica a direita na rodovia. Pelo fato de terem muitas pessoas na trilha, já haviam diversos carros aguardando as pessoas para o retorno a Rio Grande da Serra. Então foi só tirar um pouco da lama nos pés embarcamos por R$5,00 cada um e em 15 minutos estávamos na estação para pegar o trem de volta a São Paulo e finalizar mais uma trilha com sucesso! 
      Gratidão!!! 


       
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    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
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