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Descomplicando o Vale do Pati - Com ou Sem Guia (fotos)

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A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!

 

 

Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.

Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!

Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!

As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.

Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.

As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).

Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).

Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.

Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.

 

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Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!

 

 

 

Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.

 

Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.

 

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Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!

 

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Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.

 

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Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!

 

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Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!

 

Roteiro MASTER 360 no Pati:

Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)

Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3

Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)

Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)

Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)

Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)

Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)

Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão

Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.

 

 

ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!

 

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  • Hélio Jr1502432675
    Hélio Jr1502432675

    Pessoas, acidentes (fatais, inclusive) ocorrem com a companhia de um guia ou não. A questão é: você tem experiência em caminhadas longas? Tem noção de cartografia e sabe se localizar? Uma caminha

  • Juniortrekking
    Juniortrekking

    Olá a todos do fórum, eu sou um guia nativo de Guiné e confirmo q na situação em que estamos nesse Brasil vc fazer uma viagem não é nada barato e como no relato acima do mochileiro o vale do Pati não

  • Maria Goretti Avelino Gadelha
    Maria Goretti Avelino Gadelha

    Obrigada Júnior, você foi muito gentil e sua dica pra que eu não descesse aquela rampa foi nota dez!!!!!! Foram 2hs a mais pelo arrodeio mais valeu a pena. Você é um excelente profissional pois mesmo

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Obrigada Júnior, você foi muito gentil e sua dica pra que eu não descesse aquela rampa foi nota dez!!!!!! Foram 2hs a mais pelo arrodeio mais valeu a pena. Você é um excelente profissional pois mesmo a gente dizendo que preferia o desafio de irmos sozinhos você não boicotou informações como alguns fizeram. Parabéns!!!!

  • 2 meses depois...
Postado
  • Membros

Vocês tiveram muita coragem parabéns. 

Saibam que um guia serve não somente para mostrar o caminho mas também para ir pedir ajuda quando tem acidentes. 

Si um de vocês quebrassem o pé como iriam fazer? Na rota do Pati muitas vezes não tem pessoas para indicar. 

são mas de 12h a pé. 

 

Mas a a tentativa foi mas do que vitóriosa. 

  • 2 meses depois...
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Em 04/01/2017 em 11:10, Thathy Theodoro disse:

 

Bom dia. Derline me passa o contato do guia Davi.

muito obrigado.. Abraços

Desculpa Thathy, desde essa época eu não entrei mais no Mochileiros e só vi agora teu pedido : (

Bom, na época nós acabamos indo com outro guia porque o nosso não pôde na hora. Vou fazer um post específico sobre a viagem incluindo nosso guia, etc.

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05/01/16: SERRA DO BECO/ GERAIS DO RIO PRETO/ RIO PRETO / MIRANTE DA RAMPA 

06/01: CACHOEIRÃO POR CIMA

Depois do café é hora de iniciar a caminhada até o Cachoeirão por cima, com algumas subidas iniciais e longa caminhada pelos Gerais do Rio Preto, que durou 4hr só de ida. É possível avistar o cachoeirão e o vale de dois mirantes próximos.

O retorno é realizado pela mesma trilha.

Nesse dia, a chuva veio com muita força a partir das 14hr, logo após termos iniciado o retorno.


07/01: MORRO DO CASTELO - GRUTA DO CASTELO - CACHOEIRA DOS FUNIS
A subida até a maior elevação do Pati, o Morro do Castelo, requer esforço, cuidados e atenção, com duração de cerca de 2horas e subida de 2km.
Após a subida passamos pela gruta do Morro do Castelo, durante cerca de 20 minutos, utilizando lanternas, e após atravessar a caverna estava o Mirante Morro do Castelo, 
 
À tarde, caminhada até a Cachoeira dos funis, com duração de cerca de 1h30 de ida, a partir da casa de Sr. Wilson. A trilha possui algumas subidas e descidas dentro da mata, com travessia do rio por cima das pedras ao final. Antes de chegar à cachoeira, passamos por 2 cachoeiras menores.

08/01: TRAVESSIA DA CASA DE SR. WILSON ATÉ A CASA DE SR. JÓIA
É necessário nesse dia andar por dentro da mata, com algumas descidas e subidas, chegamos à Prefeitura em 2 horas, após cruzar o rio pelas pedras. 
Depois caminhamos mais 1 hora até a Cachoeira do Poção.
A trilha segue ainda por 2 horas até a casa de Sr. Jóia, com travessia por uma pequena ponte de troncos e uma extensa subida de pedras. 

09/01: SAÍDA DO VALE DO PATI ATÉ A CIDADE DE ANDARAÍ
Saímos da casa de Sr. Jóia, com descida até uma extensa e alta ponte de troncos para travessia do rio. 
Em seguida, haverá a subida da Ladeira do Império, durante cerca de 2km. 
Após chegar ao topo da ladeira, e ter toda a vista do vale, a caminhada segue para Andaraí, durante 9km, em sua maioria plana, com descidas mais fortes ao final até chegada à cidade .
Percorremos toda a trilha em 7h20.
 
Nosso guia foi Milson de Lençóis.
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Iremos novamente esse ano, em março, porém ficaremos por Lençóis.

Alguém saberia informar se é possível fazer o Mirante do Pati e o Cachoeirão por cima em um dia, bate e volta?

Postado
  • Membros
Iremos novamente esse ano, em março, porém ficaremos por Lençóis.
Alguém saberia informar se é possível fazer o Mirante do Pati e o Cachoeirão por cima em um dia, bate e volta?

Subindo pelo Aleixo, dá sim! Nesse caso ficaria a critério a passagem no Mirante na ida ou na volta do Cachoeirão
Postado
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11 horas atrás, mirandamaario disse:


Subindo pelo Aleixo, dá sim! Nesse caso ficaria a critério a passagem no Mirante na ida ou na volta do Cachoeirão

Tô meio perdida kkk.Achei que tinha ido por Guiné em 2016, mas acho que não foi por lá porque era perto de Palmeiras e não passamos pelo Gerais do Vieira, passamos pelo Rio Preto...

Era um povoado chamado Bomba, algo assim... Aí tinha uma placa, o início da trilha e uma subidona. Aí depois passamos no Rio Preto e umas 3hrs depois do início da trilha chegamos ao Mirante.

Aí descemos uma rampona, como não dava tempo de ir pro Cachoeirão e ia chover, subimos uma ladeirona, lá em cima tinha mais uma subidinha pro Cruzeiro, e depois descemos pra casa de Sr. Wilson.

Alguém reconhece esse meu caminho? kkk

Sei que tem quatro formas de entrar, certo? Como só faremos o Mirante, essa do Aleixo é a mais rápida é isso? E dá pra fazer o Cachoeirão no mesmo dia mesmo? Meu ritmo de caminhada não é maravilhoso...kkk

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Algumas atualizações sobre o Vale do Pati.

Pretendo fazer um tópico detalhado da trip que fizemos (eu e minha namorada) saindo de Recife até a Chapada Diamantina (e Vale do Pati), em setembro de 2018. Tudo sem carro, sem guia (quase) e com total baixo custo. Mas como esse tópico me ajudou MUITO, vou compartilhar aqui algumas informações para deixar registrado.

 

Roteiro:

A primeira dica que posso adiantar sobre isso é a extrema necessidade de planejar e se organizar. Se você for com guia, ótimo, ajuda muito nessa parte. Se não, saiba que o estudo sobre a trilha tem que fazer parte de sua vida por meses.

Como fizemos sem guia (exclusivamente por questões financeiras) eu passei meses estudando. Tanto que parecia até que já tinha ido lá. Quanto a isso, agradeço muito alguns tópicos (como este) aqui no mochileiros, relatos em sites diversos (wikiloc é muito válido) e a Hélio Júnior que tem um material riquíssimo.

Bom, como fizemos sem guia, ter complicações e mudança de planos TEM que fazer parte. Nesse caso, seja cabeça aberta e, pelo amor de Deus, entenda seus limites e os grandes riscos da trilha. SEMPRE tenha um plano de contingência em mente e não hesite em desistir de visitar alguma coisa caso veja que será arriscado demais para você ou seu grupo (caso não esteja só). No nosso caso a ideia era sair do Vale do Capão e passar pelas Cachoeiras Angélica e Purificação antes de seguir pelos Gerais do Vieira e Rio Preto (pelo Quebra Bunda). No dia da saída tivemos um atraso com o moto táxi e, de cara, no primeiro dia, desistimos de ir pela trilha das cachoeiras e seguimos pela trilha padrão até o Gerais do Vieira. Foi uma sábia decisão, pois do contrário iríamos atrasar e possivelmente chegaríamos à noite na Igrejinha. O roteiro que formamos incluía muitos destinos que, já no Vale, fomos riscando um a um, como o Cachoeirão por Baixo (já que estava seco), a Cachoeira do Calixto (pois estava com muitos relatos de cobras na trilha e preferimos não arriscar) e a volta seria por Andaraí saindo de Jóia, mas preferimos voltar por Guiné e deixar Jóia e a Ladeira do Império para outra oportunidade, conhecendo melhor o "Pati de Baixo". Em resumo: não se arrisque desnecessariamente e não se empolgue a ponto de fazer besteira. Mesmo estudando muito e com todos os aplicativos o risco é enorme. Muita gente se perde e sofre acidente simplesmente porque não achava que "era para tanto". Como exemplo, na semana que a gente estava lá tinha rolado um grupo que, sem guia, se perdeu tentando descer pela Fenda (do Cachoeirão para o Pati). Sorte que não sofreram nada e foram "salvos" por um guia e passava. Aliás, já adiantando o tópico, será que o guia realmente evita que você sofra acidentes? Não necessariamente. Depende do guia e de você. A gente estava na Igrejinha e uma menina mostrou as fotos de uma sucuri enorme que ela quase pisou quando estava na Cachoeira dos Funis. O guia não estava próximo e, segundo ela, não orientou muito bem sobre os riscos naquele lugar específico. Detalhe que no mesmo dia estávamos lá e fomos com todo cuidado do mundo.

Equipamentos e mantimentos:

Se você seguiu a dica de planejar e organizar vai saber bem o que levar para essa trilha. Estude o máximo e faça uma lista detalhada do que levar e, de onde partir, na última arrumação da mochila, confira se está tudo lá (isso é o padrão para qualquer trilha, aliás).

Alguns fatores vai influenciar o que você vai precisar levar. Dessa forma, se pretende ir em período de chuvas, por exemplo, saiba que vai ter lugares mais alagados e vão demandar calçados diferentes e, com o risco de chuva, também vai ser necessário roupas específicas. No nosso caso, como fomos no período seco, fomos com botas impermeáveis e tal, mas não era totalmente fundamental. Também não fomos com aparato contra chuvas. Não fez falta. Levar o fundamental e com conforto, PRINCIPALMENTE para os pés, é o que realmente importa. Não poupe com meias, por exemplo. A diferença é brutal. Levar roupas leves ajuda até no peso da mochila, mas não deixe de levar um casaco simples, lá faz algum frio à noite. 

Sobre mantimentos, vai também de como planejou se manter no Pati. Dá para você entrar e sair apenas com uma mochila de ataque (sério). Para isso é só pagar pelo serviço de pensão completa e, se necessário, comprar por lá o que for necessário (como pequenos lanches). Bom, nesse caso nós realmente não medimos as consequências de tentar poupar ao máximo e fizemos a burrice de levar o máximo de comida possível para o Pati. O resultado disso foi uma mochila extremamente pesada na primeira pernada (a mais longa e cansativa) e uma alimentação pouco saudável. Hoje não acho que valeu tanto a economia. Exemplo: valeria a pena levar apenas alguns mantimentos leves para o café da manhã (economia de 40 reais - set. 2018) e pagar apenas pelo jantar (40 reais - set 2018) todos os dias. Almoço é pequenos lanches (acredite, não dá fome durante o dia a pessoa andando por aquele paraíso), e isso também dá para colocar numa mochila ou comprar por lá (frutas, por exemplo). Vá para o Pati e saiba que a estrutura lá é surpreendente para o quão isolado é o lugar. Todas as acomodações e refeições são impressionantes de tão bom.

Acomodação:

Bom, como dito anteriormente, a estrutura no Vale do Pati é realmente impressionante. Não dá para imaginar o quanto eles conseguem fazer estando tão isolados. As casas dos moradores são muito confortáveis e a hospitalidade é realmente um grande diferencial. Vale MUITO a pena pagar pela estadia nos quartos, com camas e enxovais muito confortáveis. Fomos de barraca mas terminamos acampando apenas um dia (camping 20 reais contra cama confortável e quarto privativo 40 reais - set. 2018). Ficamos na Igrejinha, casa de Sr. Agnaldo e casa do Sr. André. Muito bom todos os lugares. Por outro lado, caso queira ficar roots mesmo, pode acampar e ainda usar a cozinha dos lugares. Na Igrejinha o espaço é aberto com opção de usar o fogão mediante o pagamento de uma taxa pelo uso do gás (no nosso caso não usamos pois levamos fogareiro próprio), em Sr. Agnaldo nós usamos o excelente fogão à lenha, assim como na casa do Sr. André. Todas as cozinhas citadas possui talheres, pratos, panelas, etc. Lave e deixe TUDO como encontrou, sempre. Já a partir de setembro estava funcionando internet via satélite em algumas casas (na Igrejinha e Dona Raquel), porém o uso é RESTRITO a moradores e emergências. A parte boa é que eles conseguem se comunicar de maneira mais fácil atualmente, inclusive recebendo reservas. A comunicação entre as casas é via rádio, de maneira que é possível reservar um quarto e/ou jantar em outra casa (como fizemos, reservando um jantar e acomodação na Igrejinha estando ainda na casa do Sr. André).

GUIA!

Dito tudo isso, diante dos relatos e do próprio teor do tópico, alguns podem estar pensando em ir para o Vale do Pati sem guia porque realmente é algo fácil. Mas não é bem assim.

O Vale do Pati requer preparo de qualquer forma, isso é fato. O planejamento e organização independe de ir com guia ou não. Mas, por experiência própria, definitivamente NÃO É uma trilha para iniciantes. Sou formado em Geografia, minha namorada em Turismo, já tinha ido na Chapada Diamantina algumas vezes e tenho alguma experiência com trilhas, camping e me considero bastante bom em localização. Fomos para o Pati munidos de um apanhado enorme de informações, mapas e aplicativo, além de todos os equipamentos ditos necessários. Ainda assim sofremos e tivemos momentos de risco de acidentes graves. Por sorte topamos com um guia bem famoso e terminou sendo nosso anjo da guarda (gratidão tamanha que não se mede em palavras) e nos ajudou com informações e até a saída do Vale do Pati por Guiné. Com ele pudemos ter um pouco da noção do quão é arriscado fazer por conta sem o devido preparo e quanto um BOM guia realmente pode se tornar fundamental. Boa parte das trilhas não são lá muito complicadas, é verdade. Mas ocorre uma falta impressão de segurança. Alguns lugares pode render tombos fatais e acidentes com animais (cobras geralmente) não são incomuns. Nesses casos, uma pessoa experiente tira de letra, sabe se virar e entende os sinais da mata, mas uma pessoa com menos preparo pode se complicar bastante. O risco também é para o próprio parque, pois, muitas vezes, na falta de experiência, pessoas sem guias são mais propensas a fazer besteira no parque (lixo, fogo, etc). Assim, um BOM GUIA vai ter ajudar a não fazer besteira, pisar errado, fazer movimentos de risco, pegar em coisas que não se deve, observar animais à espreita, encontrar lugares ideais para tirar fotos ou que são arriscados demais para ir, e, no fim, ajudar em primeiros socorros caso necessário.

MAAAS então ir com guia garante uma boa experiência e reduz os riscos? NÃO necessariamente. Topamos com guias totalmente despreparados (era perceptível) e que mais complicavam a vida do turista do que ajudava. Esse tipo de guia é mal visto pelos demais, mas ainda assim conseguem pessoas para guiar. Presenciamos cenas de total desprezo, de colocar os turistas em risco, de pouco cuidado com a natureza, de arrogância, enfim, pessoas horríveis que trabalham como guia. Será que uma pessoa dessa irá realmente te ajudar caso aconteça algum problema? Será que ele vai cuidar para você não ter problemas e consiga aproveitar o que o parque tem de melhor? Certamente não. Contratar um guia NÃO É apenas para "te ajudar caso você torça o tornozelo" ou para "te mostrar o caminho", mas sim ele te ajuda a ter uma experiência mais completa, mas que no final também depende de seu bom senso e preparo para realmente reduzir ao mínimo os riscos (presenciamos um casal que, depois da primeira pernada Guiné-Pati, que é mais simples, não aguentou e decidiu, com guia, voltar de mula na manhã seguinte). Procurar um guia de referência não é tão difícil, mas conhecê-lo antes de fazer a trilha faz muita diferença. Rapidamente vai perceber as características e capacidades dele. Portanto, se você tem dúvidas sobre sua capacidade ou acha que vai se arriscar demais indo por conta, não hesite, economize uma grana e pague por um guia. 

Em última instância, fazer o Vale do Pati é algo que muda a vida da pessoa. É IMPOSSÍVEL sair de lá sem ter uma nova visão de mundo. É um choque de realidade e de humildade. A pessoa sai já querendo voltar.

Se você tá pesquisando para ir sem guia, não perca a fé e continue pesquisando e pesquisando. Se não tem experiência, busque experiência. Faça trilhas, faça outros roteiros da chapada para "sentir" como é a coisa antes de enveredar para o Pati sem guia. A Chapada Diamantina é um mundo a ser explorado e tem muita trilha mais simples que a pessoa pode ir "treinando". Não necessariamente sua primeira ida na Chapada Diamantina precisa contemplar o Pati, né? Mas, por outro lado, se você está vidrado no Pati e quer fazer logo para sentir essa sensação sem igual, mas está receoso por não ter o preparo necessário, NÃO se arrisque desnecessariamente e contrate um guia. Depois, em outra oportunidade, você não consegue ir só, né verdade?

Espero ter ajudado e boa trip!

  • 2 meses depois...
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Dispomos de uma propriedade no Vale do Capão , na área do Bomba, que serve como ponto de apoio para iniciar a caminhada para o Vale do Pati.  A propriedade está publicada no site www.airbnb.com como Casinha de Campo. Ela já está situada na direção dos principais passeios, a 3,5 da vila. Já hospedamos mochileiros que iniciam a caminhada a partir desse ponto, ou pessoas que chegam da caminhada pra TB desfrutar de um bom descanso. Meu fone de contato wtsp é 71 999781137...

Confiram lá todos os detalhes e comentários.

 

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