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Olá viajante!

Bora viajar?

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Oi, gente!

Vou procurar fazer o relato da nossa viagem incluindo informações, dicas e gastos. Acho que vai ser um looongo relato :lol: , então vamos lá.

 

24/01 – Chegada em Roma

 

Nosso voo havia saído de Porto Alegre no dia anterior, às 20:45, direto a Lisboa, pela TAP. Bom serviço de bordo, janta gostosa (com direito a vinho português!), travesseirinho e coberta, boas opções de filmes, e ainda café-da-manhã.

A imigração foi muito tranquila. A gente lá com aquela pasta cheia de comprovantes impressos, hospedagem, bilhete aéreo da volta, comprovantes das compras de euros, seguro (Certificado de Schengen), e até os contracheques levamos para comprovar vínculo de emprego no Brasil... e tudo se resumiu a olhar o passaporte, carimbar e chamar o próximo da fila.

Tínhamos mais ou menos 1 hora para chegar no portão do embarque para Roma, mas tratamos de ir logo. Foi nossa primeira ida à Europa, estávamos impressionados com o tamanho do aeroporto! Não foi difícil de achar, embarque e decolagem praticamente na hora, e uhuuuu, estamos quase chegando!

Chegamos no aeroporto Fiumicino mais ou menos 15h. Foi um pouquinho confuso de achar a esteira das bagagens (um pouco atordoados pela excitação de ter chegado!), fomos seguindo o fluxo de quem tinha desembarcado e encontramos. Na saída do desembarque mais um pouquinho de tensão “Será que teremos que mostrar o passaporte carimbado? Será que pedirão para ver nossos comprovantes das bagagens?”, e nada, ninguém nem olhou para nossa cara! :)

Para ir do aeroporto ao Termini (estação central de trens e metrôs), estávamos entre 2 opções: 1ª os ônibus que custam entre 6 e 8 euros e levam cerca de 50-60 minutos, logo ao sair do desembarque tem alguns balcões de empresas que têm esse serviço. O próximo sairia em cerca de 1 hora. 2ª o trem Leonardo Express, 14 euros, cerca de 30 minutos a viagem. Nesse tempinho em que decidíamos como ir, fomos abordados por um taxista que ofereceu nos largar na porta do hotel por 15 euros por pessoa, era um taxista com crachá, nos mostrou o balcão da empresa dele, parecia confiável. Agradecemos e fomos no Ponto de Informações Turísticas comprar nosso Roma Pass (34 euros cada, mais informações http://www.romapass.it/). Com o cartão comprado (que não inclui transporte do/para aeroporto), e por estar uma chuvinha chata, resolvemos ir com o taxista, apesar do nosso hotel ser bem ao lado do Termini.

Era uma Doblô, e junto foram mais dois casais que ele iria largando pelo trajeto. Foi muito legal, foi praticamente uma tour inicial por Roma. Quando passamos por umas ruínas e vi uma plaquinha escrito Therme di Caracalla já fiquei emocionada, e de repente surge à nossa frente o Coliseu... a sensação de “estamos MESMO em Roma” foi indescritível!

O taxista foi bem simpático, foi nos dando várias dicas legais de onde comer e passear. Chegando ao nosso hotel a rua estava em obras, então ele andou duas quadras de ré :o por outra rua para nos deixar o mais perto possível da entrada, ficamos a meia quadra, e ele ainda largou um “eu sou o rei de Roma” cheio de orgulho, :D que figura!

Ficamos no Hotel Ciao (Via Marsala, 96), mas a recepção, o check-in e o café-da-manhã eram no Hotel Luciani (Via Milazzo, nº8), a meia quadra de distância. Fizemos todas as reservas de hotéis pelo Booking, e cerca de duas semanas antes da viagem mandamos e-mail para todos confirmando as reservas (levamos impressos os vouchers do Booking E as confirmações por e-mail, vai saber...). Pagamos 195 euros por 5 diárias (sem incluir 2 euros por pessoa por diária de imposto municipal). Gostamos do quarto, bom aquecimento, chuveiro bom e bem quente, cofre, não tem wi-fi. Café-da-manhã bem bom: máquina com algumas variedades de café, pão, frios, um croissant por pessoa, e Nutella (esse eu comi TODOS os dias), naquelas embalagenzinhas pequenas do tipo de manteiga ou geleia. O que eu não como de Nutella no Brasil por ser caro, comi lá! ::otemo::

Já eram umas 17 h quando largamos as malas no hotel, saímos para conhecer os arredores e ir à única visita turística do dia, que era próxima do hotel: a Basílica de Santa Maria Maggiore (horário de abertura 7h-18h45min). Linda, desde a sua fachada, seus portões, ao interior, o teto, etc.

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Passamos em um supermercado em frente à Basílica para comprar água e alguns lanchinhos para os próximos dias, tipo biscoitos e frutas. Nós gostamos de passear em supermercados também :lol: , ver os vegetais típicos do local, os produtos em geral, sem falar na variedade e nos preços dos vinhos, dá vontade de trazer uma mala cheia.

Para finalizar o dia, jantamos em um restaurante próximo. Um menu fisso que saiu por 10 euros por pessoa, aliás foi o menu fixo mais barato que comemos por lá. Incluía um primo piatto entre 3 opções de massa, um secondo piatto que dava 3 opções de carne com algum acompanhamento, uma taça de vinho ou de água (tomamos vinho, claro!) e uma porçãozinha de sobremesa que era tipo um tiramisu falsificado, mas estava bom. Claro que por esse preço a comida era simples, mas ao longo de toda a nossa viagem todas as massas simples que comemos eram deliciosas!

Voltamos ao hotel para descansar de toda essa função da viagem e da chegada, o dia seguinte era dia de nada mais nada menos que Coliseu!

 

25/01 – Coliseu e arredores, Museus Capitolinos, entre (muitos) outros

 

Pegamos o metrô no Termini utilizando nosso Roma Pass, que é ativado ao ser usado pela primeira vez em um meio de transporte ou em alguma das atrações inclusas. O Coliseu fica a apenas duas paradas, e ao sair da estação já se dá de cara com ele, lindo, majestoso, impressionante! Chegamos 8h25, tinha uma pequena fila para quem ia comprar ingressos na hora e nenhuma fila para quem tinha o Roma Pass. Aliás, essa é uma das maiores vantagens do cartão: filas à parte, que costumam ser muito menores.

Demos uma caminhada por fora antes de entrar, e lá dentro... bom, lá dentro não tem explicação, as fotos dão uma pequena ideia, mas só estando lá para sentir.

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Depois de mais ou menos uma hora e meia curtindo calmamente o lugar, que começava a encher, saímos e fomos ao Palatino. O conjunto Coliseu+Palatino+Foro Romano conta como uma só atração para quem usa o Roma Pass, e para quem compra o ingresso um único bilhete (12 euros) dá direito a entrar nos 3.

O Palatino foi o lugar com menos gente dos 3. Lugar bem arborizado, muito agradável de se conhecer. É recomendável levar um guia que explique o que é cada um das construções, fica muito mais interessante, no nosso caso levamos o Guia Visual da Folha.

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Após o Palatino, já emendamos o Foro Romano. Fantástico! Uma sensação de viagem ao passado, saber que estamos pisando onde era o centro da vida daquele povo há 2 mil anos atrás, e ainda assim uma parte dos prédios que existiam naquela época ainda está ali até hoje. Aqui vale aquela mesma dica do Palatino, de ter um guia que explique o que é cada coisa.

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Era próximo do meio-dia quando saímos do Foro Romano. Passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele, subimos umas escadarias por dentro dele que levam a uma saída lá em cima, na porta da igreja Santa Maria in Aracoeli. A sua fachada é bem rústica e até simples, e resolvemos entrar “só para dar uma olhadinha”. Linda, seguindo a regra das igrejas por aqui. Ficamos pouco minutos dentro dela, até sairmos por uma porta quase nos fundos que dava em uma ruazinha ao lado dos Museus Capitolinos, e que levava a um mirante com uma vista espetacular do Foro Romano, com o Coliseu ao fundo. Belíssima vista! Voltamos até a Piazza del Campidoglio, ficamos um pouco ali curtindo, e aí tivemos que voltar ao hotel porque o meu amorzinho queria pegar mais um casaco. Não menospreze o frio italiano! Mesmo com um dia lindo de sol, como era o caso, o frio pega em janeiro!

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Voltamos até o Coliseu para pegar o metrô, durante a caminhada passamos pela Coluna de Trajano (linda, toda trabalhada!), e avistamos o Mercado de Trajano. Depois de passar no hotel, aproveitamos para almoçar ali pertinho mesmo. Pedimos uma lasanha à bolonhesa, uma berinjela à parmeggiana, e uma fatia de pizza de mussarela, tomate e rúcula, tudo estava delicioso e deu 13,50 euros.

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A próxima atração do dia seria a igreja de San Pietro in Vincoli (das 8h às 12h30min e das 15h às 18h). Poderíamos pegar o metrô novamente, pois tínhamos 72h de transporte público liberado com o Roma Pass, mas ainda faltava mais ou menos uma hora para a abertura da igreja, então fomos andando. Aproveitamos para passar na Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (na Piazza della Repubblica, a duas quadras do Termini). Não estava entre as atrações imperdíveis do nosso roteiro, mas foi uma ótima surpresa. Além do seu interior ter uma decoração lindíssima em mármore rosa, tem um meridiano (uma espécie de relógio solar) muito interessante no chão, e um órgão de um tamanho descomunal!

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Seguimos caminhando até San Pietro in Vincoli, para chegar nela é preciso subir uma ruazinha estreita bem na frente da estação de metrô Cavour. Nesta igreja estão as correntes que supostamente prenderam São Pedro, o que é bastante interessante, mas queríamos mesmo era ver o Moisés, de Michelângelo. Que escultura linda! Impressionante! Os detalhes esculpidos, a musculatura, a leveza com que ele segura sua barba... Só mesmo um gênio para fazer uma obra dessas. Sentamos nos degraus bem em frente à escultura e ficamos ali um tempão, admirando cada detalhe.

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Saindo dali paramos para tomar o primeiro cafezinho italiano. Se pedir um espresso, não se assuste, vem mais ou menos um dedo de café no fundo da xícara, preto, cremoso, forte! A gente já sabia e estávamos preparados, e achamos delicioso, eu particularmente tomaria cafezinho sempre desse jeito. Custou 1,5 euro cada. Quem quiser um cafezinho parecido com o brasileiro deve pedir um espresso lungo.

Fomos caminhando novamente até a Piazza Venezia, em frente ao Monumento a Vitorio Emanuele, caminhamos mais um pouco passando por algumas atrações não tão famosas: Teatro di Marcelo, Templos do Foro Boarium, Arco de Janus, até chegar à igreja onde está a Bocca della Verittá. Tinha uma fila de umas 50 pessoas para tirar foto com a mão dentro da Bocca, e ainda por cima tinha que pagar 0,50 euro. Tiramos uma foto do lado de fora e seguimos. Seguimos por algumas ruazinhas dos arredores, e a cada esquina que se virava tinha uma igrejinha, uma fonte, uma escultura... Reserve algum tempo para caminhar sem rumo pelas ruas de Roma, é muito legal.

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Voltamos e fomos aos Museus Capitolinos, seria a 2ª e última atração grátis com o Roma Pass, e o último ponto turístico do dia, pois fecha mais tarde que as outras coisas (3ª a Dom, das 9h às 20h). Cerca de 2 horas dá para curtir com calma o Museu, entre os destaques estão a Lupa Capitolina, a Medusa de Bernini e o original da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo, toda em bronze, cuja cópia está no centro da Piazza del Campidoglio.

Fomos embora a pé pela Via dei Fori Imperiali, vendo o Foro Romano à noite. Fomos até o Coliseu, muito lindo todo iluminado, ficamos ali curtindo mais um pouco. Pegamos o metrô para voltar ao hotel. Jantamos em outro restaurante que oferecia menu fixo, no mesmo esquema primeiro+segundo prato+vinho ou água, em um restaurante bem pertinho do hotel, o L'Antica Locanda, na Via Marsala, muito bem servido, ficou em 15 euros por pessoa.

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31/01 – San Gimignano, vinícola em Castellina in Chianti e Siena

 

A programação para esse dia era passar a manhã em Siena e a tarde em San Gimignano, já tínhamos pesquisado as formas, preços e horários dos ônibus e trens (além do site da Trenitália, o http://www.sienamobilita.it/ fornece todas essas informações). Somando todos esses deslocamentos, gastaríamos 21,5 por pessoa. No hotel havia uns panfletos de operadoras de turismo que faziam passeios para vários locais, entre eles um para San Gimignano+Siena+almoço em vinícola na região de Castellina in Chianti, por 45 euros por cabeça. Considerando o gasto que teríamos com almoço se fôssemos por conta, e que só visitaríamos uma vinícola se alugássemos um carro, chegamos à conclusão de que valia a pena e fechamos o pacote. Reservamos com a My Tours, no dia anterior, pelo hotel mesmo (aproveito para elogiar mais uma vez os atendentes do Hotel Fiorita, eles ligaram, fizeram a reserva, esclareceram todas as nossas dúvidas, nota 10!). ::otemo::

Desde cedo da manhã seguia a chuvinha fina e fria, o que se estendeu pelo resto do dia. O ponto de encontro para a saída do passeio foi em frente à estação de Santa Maria Novella. Um micro-ônibus fez o transporte. O guia falava inglês e espanhol, e como quase a metade das pessoas era de brasileiros, puxou um português também. O guia era bem legal, e deu muitas informações sobre os lugares visitados.

Primeira parada: San Gimignano. Cidadezinha medieval, com muro de pedras, assim como suas ruas e suas construções. Linda! Eu tranquilamente passaria mais tempo aqui, quem sabe até dormiria uma noite para fazer um passeio noturno por suas ruas. Os principais pontos da cidade são a Piazza della Cisterna, onde ocorre uma feira local, o Duomo e uma torre que é aberta para visitação, dentre as 13 torres da cidade. Não entramos nesses lugares, que eram pagos, ficamos apenas andando pelas ruazinhas, entrando nas vielas conforme dava vontade. A cidade é bem pequeninha, dá para se permitir se perder porque logo logo se encontra o caminho de volta. Simplesmente adoramos San Gimignano, sem contar que dos pontos mais altos dela se tem uma vista maravilhosa dos vinhedos que cercam a região. Antes de sair de lá comemos um gelato de limão por 2 euros, muito bom.

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Seguimos então para a Vinícola Poggio Amorelli, na região de Castellina in Chianti. É nessa região que se produz o delicioso vinho Chianti Clássico. A visita começa com uma breve palestra de como o vinho é produzido e algumas informações sobre a própria vinícola. Depois, fomos ao que interessava. Todos acomodados em mesas grandes, e enquanto um funcionário apresentava o vinho que seria servido, outro servia o prato da harmonização. Primeiro um vinho branco Vermentino acompanhando bruschetas de tomate e de azeitonas. Delícia. Depois, uma salada temperada com um aceto balsâmico que eles mesmos produzem, envelhecido 12 anos, denso, saboroso, acompanhado de um penne al ragu, harmonizando com um vinho tinto Morellino di Scansano. Tudo muito gostoso! Aí, um pratinho com frios para degustar com ele: o Chianti Classico. E para finalizar, um prato com biscoitinhos adocicados acompanhando uma dose de Vin Santo, um vinho doce de sobremesa. Tudo estava maravilhoso, e as porções foram bem servidas. Ficamos muito felizes de termos vindo com a operadora, como eu disse antes essa visita à vinícola não teríamos feito por conta própria. A visita termina na loja do local, não resistimos e compramos uma garrafa de Morellino di Scansano, por 12 euros.

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Próxima parada: Siena. Uma pequena caminhada depois de descer do micro-ônibus e já chegamos na Piazza del Campo. Que praça diferente, pitoresca! Muito bonita. Pretendíamos subir na Torre del Mangia (abre das 10h às 16h, custa 8 euros), mas estava fechada em função da chuva. Foi a única coisa que tivemos que deixar de fazer por causa da chuva em toda a viagem, e olha que foram vários dias chovendo. Paciência!

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Paramos para tomar um cafezinho em um bar de uma rua que saía da Piazza del Campo. Era um lugar meio estranho, com tabelas de apostas nas paredes e pessoas jogando e nos olhando com o canto dos olhos. 1 euro cada café e nos mandamos dali :o .

Passeamos pelas ruas, e chegamos à Catedral de Siena. Muito bonita e muito diferente também, com suas listras em preto e branco. Passamos um bom tempinho ali curtindo os detalhes. Voltamos por um caminho diferente do que tínhamos vindo. Enquanto esperávamos no ponto de encontro com o restante do grupo, ainda comemos outro gelato, 3 euros cada um.

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Mesmo já sendo noite, ainda havia uma parada do tour: Monteriggioni. É um vilarejozinho no alto de uma colina, cercado por uma muralha. Uma pintura! Se atravessa ele a pé em 5 minutos, tudo de pedra. Pena que estava já escuro e caía uma chuvinha fina que reduziu muito a visibilidade, as fotos não ficaram boas mas seguem aí para dar uma ideia. Tipo do lugar muito agradável para passar algumas horas ou até uma pernoite.

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De volta à Florença, demos um passeio pela Ponte Vecchio iluminada, e depois jantamos na Trattoria Gabriello Firenze, perto da Piazza della Signoria. Pedi uma porção de risoto de alcachofras (delícia – como é bom comer na Itália!) e o Rodrigo foi de menu fixo. Tomamos duas cervejas long neck, tudo deu 27,5 euros.

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01/02 – Pisa e Lucca

 

Fomos à estação pegar o trem para Pisa, compramos o bilhete na máquina de auto-atendimento, 7,9 euros cada. Pretendíamos pegar o trem das 8:28, estávamos olhando o painel para saber a plataforma e nada de aparecer a informação desse trem. Fomos perguntar no balcão de informações e ele já tinha saído, aí percebemos que estávamos cuidando o painel das chegadas, e não o de partidas ::putz:: ! Tinha outro trem em cerca de meia hora, ainda bem que esse bilhete é válido para o trecho, e não para determinado horário específico (se eu não me engano é válido até 6 horas depois da compra), mas é imprescindível convalidar o bilhete antes de embarcar. É só inserir o bilhete com o lado indicado na maquininha e ela faz um carimbo com data e hora.

Na viagem até Pisa passou o fiscal conferindo nossos bilhetes, tudo certo. Logo atrás de nós havia duas meninas, acho que inglesas, que não tinham convalidado o delas. Elas ficaram um bom tempo tentando se explicar, dizendo que não pretendiam usar de novo aquele passe, mas não teve jeito. O fiscal em momento nenhum levantou a voz, mas foi firme e o resultado foi uma multa de 50 euros!

Chegamos em Pisa, poderíamos pegar um ônibus até o Campo dei Miracoli ou fazer uma caminhada de mais ou menos 25 minutos, optamos por caminhar. Passamos pela igrejinha de Santa Maria della Spina, à beira do rio Arno, bem pequena, uma gracinha.

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Um pouco mais à frente já começamos a avistar a Torre! Fiquei muito empolgada, mesmo sabendo que não seria uma das coisas mais lindas da nossa viagem, tive aquela sensação maravilhosa de ver pessoalmente uma coisa já tanto vista em filmes e fotos.

O conjunto do Campo dei Miracoli é muito bonito, mas a Torre realmente se destaca. E ela é muito inclinada! Compramos os ingressos para subir no próximo horário (18 euros cada), e deixamos nossas mochilas no guarda-volumes. No horário programado todos entram e escutam uma palestrinha sobre a história do lugar, e só depois disso é que se sobe. Já na subida dá para sentir a inclinação da torre, a escada é em espiral acompanhando o contorno da construção, de um lado a gente se inclina para a direita e do outro para a esquerda, muito engraçado!

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A vista do alto é bem legal, apesar do dia estar nublado. 30 minutos depois do início da visita todos são “convidados” a descer para que o próximo grupo possa subir.

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Ficamos nos arredores curtindo as pessoas fazendo as mais malucas poses para as fotos, é divertido de ver!

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Um rapaz nos deu um panfleto de um restaurante buffet livre, coisa que ainda não tínhamos visto na Itália, a duas quadras dali, e fomos almoçar lá. The Wall Ristorante, o buffet era 9 euros por pessoa, comida boa, pedimos ainda um copo de Coca-Cola que custou 4 euros, refrigerante é caro naquela terra!

Com a barriguinha cheia voltamos caminhando à estação de trens, a moça que trabalhava no restaurante disse que os ônibus que iriam para lá poderiam demorar um pouco em função de ser sábado (tipo uns 15' ou 20').

Compramos os tickets para Lucca por 3,3 euros cada, tinha acabado de sair um trem para lá e esperamos meia hora pelo próximo.

Logo ao sair da estação de Lucca já se vê a muralha do outro lado da rua. É muito legal, parece uma fortaleza. Se atravessa um tunelzinho para chegar na parte de dentro da cidade. A muralha é bem larga, sobre ela há um caminho onde as pessoas correm, andam de bicicleta etc.

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Lucca é uma muito bonitinha e agradável, com ruas estreitas, chão de pedras. Fomos à igreja de San Michele in Foro (aberta das 7h40 às 12h e das 15h às 18h). Sua fachada é bem bonita e diferente, mas o interior não tem nada demais.

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Depois, fomos até a igreja San Martino, uma fachada bem parecida com a anterior, com as colunas todas diferentes entre si. Nem entramos nesta.

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Seguimos pelas ruazinhas super charmosas, fomos à Piazza Anfiteatro, passamos pela Torre Guinighi e pelo Museu da Tortura, mas preferimos não entrar em nenhum desses lugares e simplesmente passear pela cidade e sobre a muralha.

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No final da tarde entramos em uma lancheria/confeitaria para comer. Tudo tinha uma cara ótima, pedimos um café preto e um cappuccino, um sanduíche e quatro doces pequenos. Achamos que estávamos fazendo uma extravagância, porque tudo realmente estava uma delícia. Mas deu 6 euros tudo, achamos barato.

Andamos sem pressa de volta à estação para pegar o trem das 18h31 para Florença, 7,1 euros por pessoa.

Na chegada passamos no supermercado, compramos umas coisinhas para jantar no hotel: pães, queijos e frios para acompanhar o vinho que tínhamos comprado na vinícola no dia anterior. Compramos um queijo chamado Camoscio D'Oro, parecido com um brie, maravilhoso! Comemos também uma pasta de trufas brancas que tínhamos comprado no Mercado Centrale, divina!

 

02/02 – Galleria dell'Accademia, Cappella Brancacci e Palazzo Pitti

 

Iniciamos o dia na Galleria dell'Accademia, horário marcado para as 9h, ingressos comprados com antecedência como eu já contei anteriormente.

No primeiro saguão após a entrada já se dá de cara com ela ao fundo: a estátua original do Davi de Michelângelo. Divina, estupenda, magnífica! Mais de 5 metros de altura de uma perfeição absoluta. Todos os detalhes de um corpo humano estão ali: músculos, tendões, cutículas! Até as cutículas! Ficamos emocionados com tamanha beleza, ficamos muuuito tempo ali alternando entre circundar a estátua e sentar para olhá-la. Depois fomos olhar o resto das obras expostas, mas nada que tenha atraído a nossa atenção. Antes de sair, mais um tempo admirando o Davi.

Fomos então para o Palazzo Pitti. Há alguns tipos diferentes de ingressos conforme as atrações inclusas, com horários diferenciados entre elas, dá para conferir em http://www.polomuseale.firenze.it/musei/pitti.php?m=palazzopitti. Compramos o de 23 euros para cada em função de uma mostra temporária que estava acontecendo, senão seria 15,5.

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Iniciamos a visita pelo Giardino de Boboli e fomos logo à Grotta Buontalenti, chegamos bem na hora em que um funcionário estava abrindo ela. É muito legal sua parte interna, as esculturas feitas com pedra são bem diferentes.

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Demos uma boa caminhada pelos jardins, belíssimos. Entramos no Museo del Costume achando que seriam várias roupas de época expostas, mas são coisas bem contemporâneas, nos decepcionamos e não ficamos muito tempo lá.

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Saímos do Palácio e fomos procurar um lugar para almoçar. Andamos pelos arredores e escolhemos comer no La Mangiatoia (http://ristorantelamangiatoia.it/, Piazza San Felice, nº8). Que refeição espetacular fizemos! Os pãezinhos de entrada já eram muito gostosos. Pedimos um pappardelle al peposo, que é uma massa larga com molho de carne de panela, e um ravioli al burro e salvia, que é um molho de folhas de sálvia refogadas na manteiga. O ravioli em especial estava extremamente gostoso. Foi a melhor massa que comemos na vida! Tomamos meia jarra de vinho da casa, e finalizamos com um tiramisu e uma panna cotta com calda de chocolate, ambos deliciosos. Tudo deu 31 euros, bom preço pela qualidade do que comemos.

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Depois do almoço, fomos conhecer a Cappella Brancacci, na igreja de Santa Maria del Carmine, aberta das 10h às 17h, 6 euros cada entrada. Muito bonitos os afrescos.

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Voltamos ao Palazzo Pitti, ficamos um bom tempo conhecendo a Galleria Palatina e vendo a exposição temporária que tinha edições originais de diversos livros bastante antigos.

No final da tarde o cansaço bateu e fomos para o hotel dormir um soninho, afinal de contas aquilo era férias! Pelo menos um diazinho a gente podia se dar o direito de dormir à tarde!

À noite jantamos no restaurante La Dantesca, pedi uma porção de salada e uma de berinjela à parmeggiana, o Rodrigo pediu uma pizza que era enorme, com muita cobertura, assada em forno à lenha que estava ótima. Tomamos uma garrafa de vinho, a conta fechou em 37 euros.

 

03/02 – Piazzale Michelângelo, Santa Croce, Palazzo Vecchio

 

A Piazzale Michelângelo oferece uma vista linda de Florença e é um lugar maravilhoso para assistir ao por-do-sol. Esse era o nosso plano inicial, mas como em todas as tardes estava chovendo ou no mínimo muito nublado, resolvemos ir nessa manhã do nosso último dia em Florença. Compramos o bilhete em uma banca de revistas dentro da estação de trens Santa Maria Novella (1,2 euro cada), e ao lado dela esperamos o ônibus nº 12 para ir até a Piazzale (não esqueça de validar o bilhete na máquina dentro do ônibus). Dá para ir a pé, mas é uma boa subida, optamos por ir de bus e descer caminhando.

A vista que se tem da Piazzale realmente é sensacional, se enxerga todos os principais pontos turísticos. Depois de um tempo, fomos descendo pelas ruazinhas e escadarias que vão em direção ao rio Arno.

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Fomos até a Igreja Santa Croce (aberta das 9h30 às 17h30), pagamos 6 euros cada para entrar. É aqui que estão os túmulos de Michelângelo, Galileu, Dante Allighieri e Maquiavel, além de dezenas de outros não famosos. A igreja ainda possui pinturas e vitrais muito bonitos. No seu pátio estava acontecendo uma exposição de vários murais, todos inspirados na Divina Comédia, de Dante, bem interessante.

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Queríamos almoçar novamente no La Mangiatoia, o mesmo do dia anterior, de tanto que gostamos. Andamos até lá e demos com a cara na porta! Como algumas partes do Pallazzo Pitti não abrem às segundas-feiras, eles aproveitam para folgar. Achamos outro lugar próximo para comer, não me lembro o nome do lugar. Pedimos duas bruschettas de entrada, uma porção de massa para cada um, duas taças de vinho e dois cafezinhos, deu 35 euros.

Seguimos para o Palazzo Vecchio, compramos o ingresso museu+torre, 14 euros cada. Antes de entrar paramos para olhar com atenção os detalhes das estátuas da Loggia dei Lanzi. Fantástico! Tudo ali, aberto, grátis, impecável! Como eles valorizam o seu patrimônio artístico e histórico, tomara que um dia a gente chegue lá!

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Entrando no Palazzo, fomos direto subir na torre. Bem legal, toda em pedra. Como os demais lugares altos que visitamos antes, um visual lindo da cidade, com a diferença de ser próxima ao Duomo, deixando este em evidência.

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Descemos e conhecemos o restante do Palazzo. O Salone dei Cinquecento é muito bonito, e abriga esculturas lindas também. Ficamos nos divertindo seguindo os pontos do livro “Inferno”, do Dan Brown (assim como em Roma tínhamos seguido os pontos de “Anjos e Demônios”), como por exemplo a máscara mortuária de Dante Allighieri, a Sala dos Mapas e a pintura de Giorgio Vasari com a bandeirinha escrito “Cerca Trova”. :P

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À noite fomos jantar em um lugarzinho bem pequeno que servia pizza a taglio (em fatias) bem em frente ao Batistério. Pegamos um chopp delicioso de 500ml (Chopp Peroni – prove!) e três fatias de pizza, deu 13,5 euros. Sentamos nas mesas externas, com o Duomo como cenário. Caía um chuvisqueiro que de tão fino nem molhava, só aumentava o frio, mas que não nos tirou dali tão cedo. Foi um belo fechamento da estada em Florença. :D

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04/02 – Dia em Milão e pernoite em Verona

 

Pegamos o trem para Milão às 8h, passagens já compradas pelo site com antecedência como relatei antes. Chegamos às 9h40. Deixamos as malas no depósito de bagagens da estação, 1 mala + 1 mochilão deu 14 euros.

Saímos da estação de trens e foi notável a diferença de cenário em comparação às cidades anteriores, com prédios altos e modernos. No metrô, compramos 4 bilhetes na máquina de auto-atendimento, 6 euros no total. Pegamos a linha M3 e seguimos para o Duomo.

Ao chegarmos lá, caía um chuvisqueiro chato. Mesmo assim, ficamos um bom tempo ali admirando os detalhes da fachada, o Duomo é lindo e bem diferente.

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Na praça em frente ao Duomo existem muitas pessoas que ficam oferecendo pulseirinhas, como se fosse um “mimo”, não aceite ou eles vão se colar em você até ganhar algum dinheiro! Seja enfático ao dizer não, eles também se colam em quem fica na dúvida.

Passeamos pelo interior da Galleria Vittorio Emanuele, olhamos os preços nas vitrines (e eles eram ainda maiores do que o absurdo que imaginávamos que eram ::hein: !). No centro da Galeria há um mosaico de um touro no chão, e diz-se que pisar e dar uma volta sobre os testículos dele dá sorte. Demos risada das pessoas rodopiando sobre o pobre do touro que nem tem mais testículos, já gastaram :D !

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Entramos no Duomo, estava acontecendo uma espécie de encontro da juventude católica e tinha muita gente! Somente uma parte lateral estava aberta para os turistas, não deu para apreciar muito o interior.

Depois, subimos para o terraço. O acesso custa 7 euros, ou 12 com elevador. Fomos pelas escadas mesmo, perto das outras escadas que subimos nos pontos turísticos aquela foi moleza. A subida ao terraço é muito legal, dá para ver muito mais de perto a riqueza de detalhes que adornam o exterior do Duomo. Cada uma daquelas “agulhas” é cheia de esculturas de pessoas. Todo o Duomo está (ou estava) passando por uma restauração, mas era muito visível a necessidade de uma limpeza, o branco do seu revestimento em muitas partes estava coberto de sujeira. Mesmo assim curtimos muito e achamos tudo muito lindo.

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Procuramos nas ruazinhas próximas um lugar para almoçar, mas o menus eram para o poder aquisitivo de quem tinha feito compras na Galeria Vittorio Emanuele :lol: ! Não quisemos caminhar muito e procurar porque a chuvinha estava chata, então acabamos comendo no McDonalds mesmo, gastamos 16,50 euros.

Depois de comer, a chuva deu um tempo e fomos caminhando até o Castelo Sforzesco, é perto do Duomo. O Castelo abre das 7h às 18h e tem entrada gratuita, com exceção do museu que custa 3 euros. Passeamos somente pelas áreas externas do Castelo, que tem uma arquitetura bem interessante.

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A uma quadra do Castelo, encontramos uma loja da Decathlon e não resistimos a umas comprinhas. Apesar de ser uma loja de artigos esportivos, nosso foco foram as roupas térmicas, muito mais baratas do que no Brasil.

Tomamos um cafezinho em um quiosque na rua (1 euro cada), e seguimos para o principal motivo de termos ido à Milão: A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Foi pintada na parede de um antigo refeitório na igreja Santa Maria delle Grazie. Os ingressos para esta atração podem ser comprados com cerca de 75 dias de antecedência, o site vai divulgando a data de abertura de venda conforme o mês. Custa 8 euros por pessoa, e é altamente recomendável comprar com antecedência. Enquanto estávamos na fila para trocar o voucher pelos ingressos vimos umas pessoas que queriam comprar na hora e ouviram um “Só temos ingressos para a partir da semana que vem”, em plena terça-feira de baixa temporada. O site é http://www.vivaticket.it/index.php?nvpg[tour]&id=744&wms_op=cenacoloVinciano.

A visita dura 15 minutos, contados no relógio, para um máximo de 30 pessoas por vez, e é proibido fotografar. O número de pessoas permite apreciar a obra com tranquilidade, sem ninguém te acotovelando. E o lugar é mágico! Ou melhor, a obra é mágica! É claro que os 15 minutos passaram como se fossem 5, saímos de lá maravilhados.

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Pegamos o metrô para voltar à estação de trens. Fizemos um lanche na estação mesmo (12,60 euros 2 cafés e 2 sanduíches), pegamos nossas bagagens e esperamos pelo trem para Verona, passagem já comprada para 18h05min.

O trem chegou à Verona às 19h30. Pegamos um táxi para ir até o B&B Rigoletto, pois o check-in tinha que ser feito até as 20h, era noite, chovendo e frio, carregando malas, cansados etc etc, deu 7,5 euros.

O B&B Rigoletto (Via Amatore Sciesa, nº9) custou 118 euros para duas diárias, mais o imposto municipal de 2,5 por pessoa por dia. O quarto é bem confortável, o banheiro é compartilhado com mais um quarto. O wi-fi é gratuito e de excelente qualidade, e o café-da-manhã é bem bom. O ponto fraco foi a frieza no atendimento, desde o e-mail que enviei para confirmar a reserva, até o momento em que fomos recebidos. Mesmo sendo um B&B, em que não há aquele “acolhimento” de um hotel ou hostel, eles poderiam ter sido um pouco mais receptivos. Depois de pagarmos e recebermos as chaves, não vimos mais algum funcionário/propretário durante o resto da estada. Ah, e também não gostei do fato de haver uma cozinha que fica aberta 24 horas, mas só pode ser usada durante o horário do café-da-manhã. Apesar disso, foi um bom lugar para ficar somente 2 dias, e é muito bem localizado.

Saímos para procurar um lugar para jantar. A chuvinha continuava a nos perseguir, não caminhamos muito. Tiramos umas fotos em frente à Arena, e depois comemos em um restaurante bem ali em frente. Pedimos um saladão com várias coisas, uma porção de spaghetti al pesto (cada um era uma porção para 1 pessoa) e uma garrafa de Valpolicella (vinho típico da região), tudo deu 30 euros.

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Muito legal a viagem de vcs, é tudo que penso fazer um dia com a esposa. No passeio pela Toscana, SG e Siena, vcs optaram pelo ônibus fretado, vc indica? foi legal, o que acha de alugar um carro? Parabéns, acompanhando.

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Muito legal a viagem de vcs, é tudo que penso fazer um dia com a esposa. No passeio pela Toscana, SG e Siena, vcs optaram pelo ônibus fretado, vc indica? foi legal, o que acha de alugar um carro? Parabéns, acompanhando.

 

Olá! Sim, nós fomos a SG e Siena de van, com uma operadora de turismo, e foi muito bom! Nós chegamos a fazer um orçamento superficial de aluguel de carros, e em termos financeiros não valia a pena (para um casal somente não valia, entre mais pessoas acredito que vale). Mas acho que o carro dá muito mais possibilidades de explorar a região, deve ser muito lindo andar pelas estradas da Toscana, ainda mais se for época de parreirais cheios. Por outro lado, quem estiver dirigindo não vai poder beber um vinhozinho, o passeio que fizemos incluiu um almoço em uma vinícola com degustação de vinhos, estava ótimo!

De um jeito ou de outro, a única coisa certa é que tem que ir :D !

Abraço!

  • 3 semanas depois...
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05/02 – Verona

 

Saímos do B&B em direção à Arena, e logo na primeira quadra encontramos uma tabacaria onde compramos nosso Verona Card, 15 euros cada, válido por 24 horas. Esse cartão vale muito a pena pela quantidade de coisas que dá direito com acesso gratuito, para dar uma olhada nas atrações inclusas e o horário de cada uma o site é http://www.turismoverona.eu/nqcontent.cfm?a_id=38678.

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Chegamos na Arena bem cedinho , quando entramos não havia ninguém. Não espere que o seu interior seja comparável ao Coliseu, mas é muito bonita e interessante, principalmente se pensarmos que ela ainda é usada para concertos e apresentações.

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Depois de conhecer a Arena, fomos à igreja de San Fermo Maggiore. É bem bonita, com um teto de madeira onde estão pintados centenas de santos, e o mais interessante dessa igreja é que ela possui uma outra igreja no seu subsolo, muito bonitinha e com pinturas bem conservadas.

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Seguimos em direção à Casa de Giulietta. As ruas são muito agradáveis para caminhar, e há bastante sinalização indicando o caminho para as atrações turísticas.

Chegando à Casa de Giulietta, finalmente encontramos os turistas de Verona, já estávamos estranhando a calmaria dos lugares que tínhamos ido antes. Era muita gente se revezando para tirar a famosa foto com a mão no seio da Giulietta. O portão tapado com cadeados deixados por casais forma um colorido bem legal.

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Entramos na Casa de Giulietta somente porque estava incluso no Verona Card, não tem nada imperdível. O mais legal é a sacada da Giulietta, além de alguns objetos e roupas que foram usados nas filmagens de “Romeu e Julieta”.

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Fomos à Piazza dell'Erbe, há uma feirinha de bugigangas e souvenirs. Passamos por dentro do Pallazzo della Ragione, onde há a Torre dei Lamberti, mas não entramos em nenhum.

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Andamos até o Arche Scalligeri, e seguimos até a igreja Sant'Anastasia. Essa tem uma decoração interna bem bonita, e umas estátuas bem interessantes logo na entrada.

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Fomos até a Ponte Pietra, de onde se tem uma vista bem legal do rio Ádige e de uma parte da cidade. Atravessamos a ponte, andamos um pouquinho e voltamos.

Paramos então para almoçar no restaurante El Tropico Latino. Fomos de menu fixo, como primeiro prato pedi um lasagnete com cogumelos e o Rodrigo comeu nhoque com manteiga e sálvia, ambos estavam deliciosos. De sobremesa pedi uma panna cotta com calda de frutos do bosque, que maravilha! Fomos atendidos por um senhor que parecia ser o dono do lugar, muito simpático e atencioso. Com mais dois cafezinhos, saiu tudo por 33 euros.

Fomos então até o Duomo de Verona. Decoração interna muito rica, paredes cheias de pinturas, chão trabalhado... Muito bonito.

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Atravessamos o rio Ádige e caminhamos por um bairro mais residencial, com prédios de arquitetura “normal”. Interessante ver um pouco da vida cotidiana dos italianos.

Próximo destino foi (outra igreja!) San Zeno. As quatro igrejas que visitamos tinham aspectos um tanto parecidos, especialmente as fachadas. Mas esta também tinha suas características próprias: pinturas, um pátio interno, uma cripta. Ficou um pouco repetitivo ir a quatro igrejas, mas todas estavam inclusas no Verona Card e cada uma tinha sua beleza, se não faltar tempo para as outras atrações acho que vale a pena conhecer todas sim.

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Fomos até a Ponte Scalligero. Um lugar muito bonito, a ponte em si é muito legal e bem conservada. Atravessamos a ponte, descemos uma escadinha até a beira do rio, e voltamos.

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Para aproveitar os últimos momentos do Verona Card, fomos ligeiro até o Museu de História Natural. Chegamos lá às 16h30, a atendente perguntou se sabíamos que fechava às 17h e concordamos :D . Pegamos os bilhetes, na entrada a funcionária também perguntou se sabíamos que fechava às 17h :lol: ! Fizemos a visita bem corrida no museu, deu pra ver tudo na passada, acho que uma hora de visita feita com calma é suficiente. É interessante, e foi legal para ver coisas diferentes.

Voltamos caminhando até a Arena, e fomos fazer um lanche no mesmo lugar onde tínhamos jantado no dia anterior (Restaurante Ippopotamo). Pedimos um chocolate quente, um cappucino e duas fatias de pizza. Detalhe importante: em boa parte dos lugares, pedir algo no balcão sai mais barato do que sentar à mesa e pedir para o garçom. O fato de estar acomodado em uma mesinha não raro faz custar mais que o dobro o mesmo produto. Pedimos no balcão, deu 7,5 euros.

Passamos em um supermercado para comprar algumas coisinhas para comer à noite: pães, queijos, vinho etc. Esse foi o dia mais frio da nossa estada na Itália, e resolvemos ficar à noite no B&B e arrumar nossas coisas para partir no dia seguinte cedo.

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Ellen,

 

Muito bom seu relato. Vou utilizá-lo como base para minha viagem. Irei com minha esposa em janeiro/2015.

Teremos 4 dias em Roma e 2 dias em Veneza e em Florença. O que você achou que é imperdível para incluir nestes dias.

Estou com muito medo do frio, pois moro em Recife. Conta um pouco do frio, o que precisaram usar para se agasalhar, se foi suficiente, etc.

Valeu!

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Ellen,

 

Muito bom seu relato. Vou utilizá-lo como base para minha viagem. Irei com minha esposa em janeiro/2015.

Teremos 4 dias em Roma e 2 dias em Veneza e em Florença. O que você achou que é imperdível para incluir nestes dias.

Estou com muito medo do frio, pois moro em Recife. Conta um pouco do frio, o que precisaram usar para se agasalhar, se foi suficiente, etc.

Valeu!

 

Dudu Santana,

 

Obrigada! :D

Para completar meu relato falta o dia em Pádua e 3 dias em Veneza.

O que é imperdível? Bom, 4 dias em Roma eu faria tudo exatamente como fiz :lol: ... 1 dia para Coliseu e arredores, outro para região central do centro histórico, 1 para Vaticano e 1 para atrações mais ao norte do centro histórico. 2 dias em Florença... puxa, é difícil escolher! Depende também do gosto de vocês, nós adoramos ir a museus e isso tomou bastante tempo, se vocês não curtem tanto, acho que dá para passar 1 dia em Florença mesmo: Duomo, Piazza della Signoria e Ponte Vecchio, de repente optar entre Galleria dell"Accademia (será um passeio mais rápido) ou Galleria degli Uffizi (este leva mais tempo). E o outro dia optaria por fazer um bate-volta nas redondezas: ou Pisa+Lucca ou San Gimignano+Siena. E para 2 dias em Veneza, acho imperdível entrar na Basílica de São Marcos, fazer o passeio de gôndola (é caro, mas é uma vez na vida e é muito bom!), e o resto do tempo ficar simplesmente perambulando pelas ruelas...

Quanto ao frio, usem camadas: uma blusa térmica, um blusão de fleece e um casacão, uma calça térmica por baixo de uma calça normal, meias grossas e o conjunto luvas+cachecol+touca. Mas só para estar ao ar livre, todos os ambientes internos são aquecidos. Todos mesmo: restaurantes, museus, ônibus, trem, etc. Fiz um "rancho" de roupas térmicas pelo site da Decathlon (http://www.decathlon.com.br/), pois não tem loja física deles em Porto Alegre. Vale a pena investir nas roupas térmicas, são leves para carregar na mala, e são bem quentinhas.

Espero ter ajudado, qualquer coisa é só perguntar.

Abraço!

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06/02 – Dia em Pádua e ida para Veneza

 

Fomos a pé do B&B até a estação de trens, um pouquinho mais de 1km puxando a mala por boas calçadas ::otemo:: .

Já tínhamos comprado o bilhete para Pádua para 8h59, conseguimos pegar uma primeira classe neste trecho! Como o trem vem de outra cidade e Verona é só uma parada no caminho, ele fica pouco tempo para embarque e desembarque, então entramos no primeiro vagão à nossa frente e fomos andando por dentro do trem. Se fôssemos caminhar pela plataforma até entrar pelo vagão certo teríamos perdido a viagem, ele saiu logo em seguida.

Finalmente nos nossos ricos assentos na primeira classe, veio um homem com um carrinho e nos serviu café com leite e biscoitinhos :D . Fomos bem acomodados nas poltronas, que são maiores, pena que a viagem foi curta.

Chegamos em Pádua às 9h42. Deixamos as malas no depósito de bagagens por 11,6 euros.

A primeira parada foi o Musei Civici Eremitani, onde fomos retirar o Padova Card. Já tínhamos comprado este pelo site http://padovacard.turismopadova.it/, incluindo a entrada para a Cappella degli Scrovegni (que foi o maior motivo para irmos a Pádua), custou 17 euros por pessoa. A entrada para a Cappella deve ter seu horário agendado no momento da compra, marcamos para o final da tarde.

Depois, seguimos para a Piazza dell'Erbe, onde há uma feira de roupas e bugigangas. Fica ao lado do Palazzo della Ragione, e do outro lado há a Piazza della Frutta, onde há um feira de hortifruti.

Entramos no Palazzo della Ragione usando o Padova Card. É um enorme salão, todo decorado por afrescos, e ali dentro há um cavalo gigante de madeira, que é cópia da estátua que está em frente à Basílica de Santo Antônio de Pádua. Uma boa parte estava interditada para reparos, então ficamos pouco tempo lá dentro.

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Fomos ao Duomo de Pádua. Interior bem simples. Entramos no Batistério (com o Padova Card), é pequeno mas bem bonitinho e rico em pinturas.

Fomos então à Piazza Pratto della Valle. É uma praça oval, decorada com diversas estátuas. O dia estava maravilhoso, um lindo sol brilhando em um céu com poucas nuvens, e já estávamos há vários dias sem ver o sol! Pegamos um gelato delicioso, sentamos na praça e ficamos ali aproveitando o sol e vendo os moradores passeando com seus cachorros.

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Depois de um tempo ao sol, tirando o mofo do corpo, fomos para a Basílica de Santo Antônio de Pádua. A fachada também estava parcialmente coberta para reparos, mas dá para admirar a arquitetura dela, bem diferente das outras visitadas até aquele momento. No seu interior não é permitido tirar fotos, mas pra mim foi a igreja mais bonita que conhecemos. Que interior lindo, rico em detalhes, cores, ornamentos. Achei linda mesmo, deslumbrante.

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Começamos a procurar um lugar para almoçar. Após olhar alguns restaurantes meio caros e outros mais baratos que já não tinham mais comida, entramos no Trattoria da Dante. Ainda bem que vimos o cartaz com o preço do menu fixo antes de entrar, porque lá dentro era tudo bem chique: talheres e sousplat de prata, guardanapinhos brancos rendados, o garçom veio nos atender com a maior pompa do mundo! A comida estava ótima, comemos um spaghetti al nero di sepia (aquele preto, feito com tinta de lula) com frutos do mar, uma delícia. A conta, com duas taças de vinho, deu 36 euros.

Andamos mais um pouquinho pela cidade e voltamos ao Musei Civici Eremitani, ficamos olhando algumas coisinhas nos arredores e esperando nosso horário de entrar na Cappella degli Scrovegni.

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Eu estava muito ansiosa e cheia de expectativas para conhecer esse lugar. No horário marcado as pessoas entram em uma sala com ar condicionado, e permanecem ali por 15 minutos para que se estabilize o microclima. Enquanto isso, passa um vídeo contando a história da Cappella e falando da importância desse processo de controle do microclima para que os afrescos não se deteriorem mais. O Rodrigo me olhava com cara de tédio :( e dizia “eu não acredito que eu tenho que ficar 15 minutos sentado aqui só para olhar uns afrescos”. Finalmente então entramos na Cappella, e todas as minhas expectativas foram correspondidas! Fantástico! Afrescos maravilhosos, retratando cenas lindíssimas! Não é permitido fotografar. A visita dura outros 15 minutos, que passam voando!

Quando saímos o Rodrigo disse: “é, valeu a pena ficar aqueles 15 minutos sentado” ::tchann:: . Simplesmente magnífico.

Ainda tínhamos um tempo antes de pegar o trem, então visitamos o Musei Civici Eremitani, tem muitas obras bonitas e foi legal de conhecer.

Voltamos à estação, pegamos nossas bagagens e embarcamos no trem das 18h14 para Veneza.

A viagem é curtinha. Já era noite quando o trem atravessava a ponte e a gente avistava aquele monte de água, anunciando que estávamos chegando em Veneza. Chegamos 18h40.

Saindo da estação já se dá de cara com o Grande Canal e aqueles prediozinhos típicos. É mágico, me senti num cenário de filme. Bem em frente há os pontos de parada do Vaporetto (“ônibus” que fazem o transporte público pelos canais), e algumas máquinas de auto-atendimento para compra dos passes. Existem os passes para 12h, 24h, assim por diante, acho que vale o investimento pois um bilhete para uma só viagem custa 6 euros! Compramos o passe de 72h, com ônibus para o aeroporto (dá para analisar as opções em http://www.veneziaunica.it/it/ecommerce/composer), custou 39 euros para cada. É obrigatório validar o passe antes de embarcar no vaporetto em todas as vezes, mesmo que dentro do prazo de validade.

Pegamos a linha 1, que atravessa todo o Grande Canal. Poucos minutos depois já avistamos a Ponte Rialto, iluminada, linda!

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Descemos na estação San Marco Vallaresso, a menos de 5 minutos do Hotel Lisbona (http://www.hotellisbonavenice.com/). Pagamos 151 euros por 3 diárias, mais 3 euros por pessoa por diária de imposto municipal. Quarto simples, com banheira. Ótimo café-da-manhã e ótimo atendimento.

Fizemos o check-in, largamos as malas e rumamos à Praça São Marcos. 3 minutos do hotel até a praça! Localização excelente! Fizemos só um passeio de reconhecimento em frente à Basílica de São Marcos e o Palazzo Ducale, e começamos a procurar um lugar para jantar. Ficamos assustados, todos os restaurantes cobravam uma taxa de “coperto” (taxa de valor fixo, pelo uso da mesa), mais 12% de taxa de serviço, e os pratos eram caros :shock: ! Voltamos em direção ao hotel e passamos por ele, maravilhados com as ruelas e canais estreitos e gôndolas estacionadas e o cheiro de laguna (Veneza não fede, pelo menos não nessa época, só tem um cheirinho bem próprio de laguna).

Encontramos um lugar com preços decentes: a Tavernetta San Maurizio. Pedimos uma porção de massa para cada (um espaguete ao alho e pimenta e um talharim ao penne), ganhamos uma salada de folhas verdes de cortesia, e pedimos meia jarra de prosecco da casa. Os pratos de massa eram tão bem servidos que sobrou comida. Tudo estava uma delícia, custou 35,65 euros. O lugar também era bem legal, bem estilo taverna.

Caminhamos mais um pouco pelos arredores. Cuidado com pessoas oferecendo inocentemente rosas, eles se colam em quem aceita até ganhar algum dinheiro, tipo os que “dão” pulseirinhas em Milão. Há também vendedores de falsificações de bolsas de grifes famosas. Se não pretende comprar, é bom nem olhar. Quem olha para as bolsas por um pouco mais do que uma fração de segundo é perseguido sob interrogatório “gostou de qual?”, “quanto quer pagar nela?”, “quer olhar essa outra aqui?” e assim vai :roll: .

Depois de um longo e ótimo dia, voltamos para o hotel, sem ainda acreditar direito que estávamos em Veneza.

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