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Olá viajante!

Bora viajar?

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Oi, gente!

Vou procurar fazer o relato da nossa viagem incluindo informações, dicas e gastos. Acho que vai ser um looongo relato :lol: , então vamos lá.

 

24/01 – Chegada em Roma

 

Nosso voo havia saído de Porto Alegre no dia anterior, às 20:45, direto a Lisboa, pela TAP. Bom serviço de bordo, janta gostosa (com direito a vinho português!), travesseirinho e coberta, boas opções de filmes, e ainda café-da-manhã.

A imigração foi muito tranquila. A gente lá com aquela pasta cheia de comprovantes impressos, hospedagem, bilhete aéreo da volta, comprovantes das compras de euros, seguro (Certificado de Schengen), e até os contracheques levamos para comprovar vínculo de emprego no Brasil... e tudo se resumiu a olhar o passaporte, carimbar e chamar o próximo da fila.

Tínhamos mais ou menos 1 hora para chegar no portão do embarque para Roma, mas tratamos de ir logo. Foi nossa primeira ida à Europa, estávamos impressionados com o tamanho do aeroporto! Não foi difícil de achar, embarque e decolagem praticamente na hora, e uhuuuu, estamos quase chegando!

Chegamos no aeroporto Fiumicino mais ou menos 15h. Foi um pouquinho confuso de achar a esteira das bagagens (um pouco atordoados pela excitação de ter chegado!), fomos seguindo o fluxo de quem tinha desembarcado e encontramos. Na saída do desembarque mais um pouquinho de tensão “Será que teremos que mostrar o passaporte carimbado? Será que pedirão para ver nossos comprovantes das bagagens?”, e nada, ninguém nem olhou para nossa cara! :)

Para ir do aeroporto ao Termini (estação central de trens e metrôs), estávamos entre 2 opções: 1ª os ônibus que custam entre 6 e 8 euros e levam cerca de 50-60 minutos, logo ao sair do desembarque tem alguns balcões de empresas que têm esse serviço. O próximo sairia em cerca de 1 hora. 2ª o trem Leonardo Express, 14 euros, cerca de 30 minutos a viagem. Nesse tempinho em que decidíamos como ir, fomos abordados por um taxista que ofereceu nos largar na porta do hotel por 15 euros por pessoa, era um taxista com crachá, nos mostrou o balcão da empresa dele, parecia confiável. Agradecemos e fomos no Ponto de Informações Turísticas comprar nosso Roma Pass (34 euros cada, mais informações http://www.romapass.it/). Com o cartão comprado (que não inclui transporte do/para aeroporto), e por estar uma chuvinha chata, resolvemos ir com o taxista, apesar do nosso hotel ser bem ao lado do Termini.

Era uma Doblô, e junto foram mais dois casais que ele iria largando pelo trajeto. Foi muito legal, foi praticamente uma tour inicial por Roma. Quando passamos por umas ruínas e vi uma plaquinha escrito Therme di Caracalla já fiquei emocionada, e de repente surge à nossa frente o Coliseu... a sensação de “estamos MESMO em Roma” foi indescritível!

O taxista foi bem simpático, foi nos dando várias dicas legais de onde comer e passear. Chegando ao nosso hotel a rua estava em obras, então ele andou duas quadras de ré :o por outra rua para nos deixar o mais perto possível da entrada, ficamos a meia quadra, e ele ainda largou um “eu sou o rei de Roma” cheio de orgulho, :D que figura!

Ficamos no Hotel Ciao (Via Marsala, 96), mas a recepção, o check-in e o café-da-manhã eram no Hotel Luciani (Via Milazzo, nº8), a meia quadra de distância. Fizemos todas as reservas de hotéis pelo Booking, e cerca de duas semanas antes da viagem mandamos e-mail para todos confirmando as reservas (levamos impressos os vouchers do Booking E as confirmações por e-mail, vai saber...). Pagamos 195 euros por 5 diárias (sem incluir 2 euros por pessoa por diária de imposto municipal). Gostamos do quarto, bom aquecimento, chuveiro bom e bem quente, cofre, não tem wi-fi. Café-da-manhã bem bom: máquina com algumas variedades de café, pão, frios, um croissant por pessoa, e Nutella (esse eu comi TODOS os dias), naquelas embalagenzinhas pequenas do tipo de manteiga ou geleia. O que eu não como de Nutella no Brasil por ser caro, comi lá! ::otemo::

Já eram umas 17 h quando largamos as malas no hotel, saímos para conhecer os arredores e ir à única visita turística do dia, que era próxima do hotel: a Basílica de Santa Maria Maggiore (horário de abertura 7h-18h45min). Linda, desde a sua fachada, seus portões, ao interior, o teto, etc.

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Passamos em um supermercado em frente à Basílica para comprar água e alguns lanchinhos para os próximos dias, tipo biscoitos e frutas. Nós gostamos de passear em supermercados também :lol: , ver os vegetais típicos do local, os produtos em geral, sem falar na variedade e nos preços dos vinhos, dá vontade de trazer uma mala cheia.

Para finalizar o dia, jantamos em um restaurante próximo. Um menu fisso que saiu por 10 euros por pessoa, aliás foi o menu fixo mais barato que comemos por lá. Incluía um primo piatto entre 3 opções de massa, um secondo piatto que dava 3 opções de carne com algum acompanhamento, uma taça de vinho ou de água (tomamos vinho, claro!) e uma porçãozinha de sobremesa que era tipo um tiramisu falsificado, mas estava bom. Claro que por esse preço a comida era simples, mas ao longo de toda a nossa viagem todas as massas simples que comemos eram deliciosas!

Voltamos ao hotel para descansar de toda essa função da viagem e da chegada, o dia seguinte era dia de nada mais nada menos que Coliseu!

 

25/01 – Coliseu e arredores, Museus Capitolinos, entre (muitos) outros

 

Pegamos o metrô no Termini utilizando nosso Roma Pass, que é ativado ao ser usado pela primeira vez em um meio de transporte ou em alguma das atrações inclusas. O Coliseu fica a apenas duas paradas, e ao sair da estação já se dá de cara com ele, lindo, majestoso, impressionante! Chegamos 8h25, tinha uma pequena fila para quem ia comprar ingressos na hora e nenhuma fila para quem tinha o Roma Pass. Aliás, essa é uma das maiores vantagens do cartão: filas à parte, que costumam ser muito menores.

Demos uma caminhada por fora antes de entrar, e lá dentro... bom, lá dentro não tem explicação, as fotos dão uma pequena ideia, mas só estando lá para sentir.

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Depois de mais ou menos uma hora e meia curtindo calmamente o lugar, que começava a encher, saímos e fomos ao Palatino. O conjunto Coliseu+Palatino+Foro Romano conta como uma só atração para quem usa o Roma Pass, e para quem compra o ingresso um único bilhete (12 euros) dá direito a entrar nos 3.

O Palatino foi o lugar com menos gente dos 3. Lugar bem arborizado, muito agradável de se conhecer. É recomendável levar um guia que explique o que é cada um das construções, fica muito mais interessante, no nosso caso levamos o Guia Visual da Folha.

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Após o Palatino, já emendamos o Foro Romano. Fantástico! Uma sensação de viagem ao passado, saber que estamos pisando onde era o centro da vida daquele povo há 2 mil anos atrás, e ainda assim uma parte dos prédios que existiam naquela época ainda está ali até hoje. Aqui vale aquela mesma dica do Palatino, de ter um guia que explique o que é cada coisa.

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Era próximo do meio-dia quando saímos do Foro Romano. Passamos pelo Monumento a Vittorio Emanuele, subimos umas escadarias por dentro dele que levam a uma saída lá em cima, na porta da igreja Santa Maria in Aracoeli. A sua fachada é bem rústica e até simples, e resolvemos entrar “só para dar uma olhadinha”. Linda, seguindo a regra das igrejas por aqui. Ficamos pouco minutos dentro dela, até sairmos por uma porta quase nos fundos que dava em uma ruazinha ao lado dos Museus Capitolinos, e que levava a um mirante com uma vista espetacular do Foro Romano, com o Coliseu ao fundo. Belíssima vista! Voltamos até a Piazza del Campidoglio, ficamos um pouco ali curtindo, e aí tivemos que voltar ao hotel porque o meu amorzinho queria pegar mais um casaco. Não menospreze o frio italiano! Mesmo com um dia lindo de sol, como era o caso, o frio pega em janeiro!

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Voltamos até o Coliseu para pegar o metrô, durante a caminhada passamos pela Coluna de Trajano (linda, toda trabalhada!), e avistamos o Mercado de Trajano. Depois de passar no hotel, aproveitamos para almoçar ali pertinho mesmo. Pedimos uma lasanha à bolonhesa, uma berinjela à parmeggiana, e uma fatia de pizza de mussarela, tomate e rúcula, tudo estava delicioso e deu 13,50 euros.

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A próxima atração do dia seria a igreja de San Pietro in Vincoli (das 8h às 12h30min e das 15h às 18h). Poderíamos pegar o metrô novamente, pois tínhamos 72h de transporte público liberado com o Roma Pass, mas ainda faltava mais ou menos uma hora para a abertura da igreja, então fomos andando. Aproveitamos para passar na Santa Maria degli Angeli e dei Martiri (na Piazza della Repubblica, a duas quadras do Termini). Não estava entre as atrações imperdíveis do nosso roteiro, mas foi uma ótima surpresa. Além do seu interior ter uma decoração lindíssima em mármore rosa, tem um meridiano (uma espécie de relógio solar) muito interessante no chão, e um órgão de um tamanho descomunal!

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Seguimos caminhando até San Pietro in Vincoli, para chegar nela é preciso subir uma ruazinha estreita bem na frente da estação de metrô Cavour. Nesta igreja estão as correntes que supostamente prenderam São Pedro, o que é bastante interessante, mas queríamos mesmo era ver o Moisés, de Michelângelo. Que escultura linda! Impressionante! Os detalhes esculpidos, a musculatura, a leveza com que ele segura sua barba... Só mesmo um gênio para fazer uma obra dessas. Sentamos nos degraus bem em frente à escultura e ficamos ali um tempão, admirando cada detalhe.

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Saindo dali paramos para tomar o primeiro cafezinho italiano. Se pedir um espresso, não se assuste, vem mais ou menos um dedo de café no fundo da xícara, preto, cremoso, forte! A gente já sabia e estávamos preparados, e achamos delicioso, eu particularmente tomaria cafezinho sempre desse jeito. Custou 1,5 euro cada. Quem quiser um cafezinho parecido com o brasileiro deve pedir um espresso lungo.

Fomos caminhando novamente até a Piazza Venezia, em frente ao Monumento a Vitorio Emanuele, caminhamos mais um pouco passando por algumas atrações não tão famosas: Teatro di Marcelo, Templos do Foro Boarium, Arco de Janus, até chegar à igreja onde está a Bocca della Verittá. Tinha uma fila de umas 50 pessoas para tirar foto com a mão dentro da Bocca, e ainda por cima tinha que pagar 0,50 euro. Tiramos uma foto do lado de fora e seguimos. Seguimos por algumas ruazinhas dos arredores, e a cada esquina que se virava tinha uma igrejinha, uma fonte, uma escultura... Reserve algum tempo para caminhar sem rumo pelas ruas de Roma, é muito legal.

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Voltamos e fomos aos Museus Capitolinos, seria a 2ª e última atração grátis com o Roma Pass, e o último ponto turístico do dia, pois fecha mais tarde que as outras coisas (3ª a Dom, das 9h às 20h). Cerca de 2 horas dá para curtir com calma o Museu, entre os destaques estão a Lupa Capitolina, a Medusa de Bernini e o original da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo, toda em bronze, cuja cópia está no centro da Piazza del Campidoglio.

Fomos embora a pé pela Via dei Fori Imperiali, vendo o Foro Romano à noite. Fomos até o Coliseu, muito lindo todo iluminado, ficamos ali curtindo mais um pouco. Pegamos o metrô para voltar ao hotel. Jantamos em outro restaurante que oferecia menu fixo, no mesmo esquema primeiro+segundo prato+vinho ou água, em um restaurante bem pertinho do hotel, o L'Antica Locanda, na Via Marsala, muito bem servido, ficou em 15 euros por pessoa.

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07/02 – Veneza

 

Logo ao sair do hotel já havia um “ponto” de gôndolas, e os gondoleiros com a sua tradicional blusa listrada. Aproveitei para perguntar quanto custava, era 80 euros o preço fechado para até seis pessoas. Deixamos para outra hora.

Fomos para a Praça São Marcos.

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Ficamos muito tempo curtindo os detalhes dos prédios ao redor da praça, do Campanário, da Torre dell'Orologio, e claro, especialmente da Basílica de São Marcos e do Palazzo Ducale. Parte da fachada da Basílica estava coberta, em reparos, mas não tirou a beleza dela.

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Caminhamos até a beira da laguna e seguimos, passando pela Ponte dei Sospiri. Nesse lugar há muitas banquinhas de souvenirs, mas é claro que os preços não são dos mais atrativos.

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Após um bom tempo na Praça São Marcos, pegamos um vaporetto e fomos até o Mercado di Rialto. É um feirão com muitas bancas de vegetais, além de uma seção só de frutos do mar, dos mais variados tipos, tudo fresquinho, bonito de ver. Passeamos pelo mercado e pelas ruas dos arredores, e aí pegamos outro vaporetto para ir até a Scuola Grande di San Rocco, descemos na parada San Tomá. Pretendíamos conhecer a Scuola Grande (http://www.scuolagrandesanrocco.it ), que possui um belo acervo de obras de arte, mas estávamos tão encantados em simplesmente caminhar por aquelas ruelas e canais e pontes sem fim, que decidimos não entrar.

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Ali perto fica a igreja de San Pantalon, que possui uma pintura ilusionista no teto semelhante à de Sant'Ignazio di Loyola em Roma. Estávamos só nós dentro da igreja esperando algum outro turista entrar e colocar a moeda de 0,50 centavos de euro para iluminar o teto, mas ninguém apareceu ::tchann:: . Muitos lugares tem esse sistema de colocar uma moeda para iluminar uma pintura ou uma escultura, que já estão estrategicamente em uma penumbra para que as pessoas se obriguem a iluminá-las. Dica para mochileiros/turistas mão-de-vaca: espere um pouquinho que sempre aparece alguém que coloca a moeda, e aí todos os outros aproveitam :D . Nesse dia ninguém apareceu, e tivemos que desembolsar. Mas valeu a pena, o teto era muito bonito.

Seguimos andando em direção ao Dorsoduro, tínhamos lido que é uma região onde é bom e barato comer. O mapa de Veneza que o hotel nos deu era muito bom, até a viela mais estreita constava no mapa. A gente ia alternando um pouco andar sem rumo e um pouco nos localizarmos e seguirmos o mapa, que era muito tranquilo de usar.

Chegamos no Campo Santa Margherita, eles chamam de “Campo” os espaços mais amplos, como uma praça aberta rodeada por edifícios. Aqui encontramos alguns restaurantes que serviam menu fixo, e melhor ainda, por preços decentes! Almoçamos no Ristorante Ai Sportivi, menu fixo para os dois, meia jarra de vinho e dois cafezinhos deu 30,90 euros.

Fomos por dentro das ruazinhas até atravessarmos a Ponte dell'Accademia, de onde se tem uma vista muito legal do Canal Grande.

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Continuamos por dentro até sairmos novamente na Praça São Marcos. Resolvemos então entrar na Basílica.

O interior da Basílica é surreal, toda decorada com mosaicos onde a cor predominante é o dourado, então suas paredes e teto literalmente reluzem! É impressionante! Não é permitido tirar fotos no seu interior, apesar de ter muitas pessoas que não estão nem aí.

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É muito interessante também notar o chão da Basílica, todo irregular em função do fenômeno da acqua alta. A Praça São Marcos é o ponto mais baixo de Veneza, então é só a acqua alta subir um pouco e a Basílica é um dos primeiros lugares a alagar. Apesar de estar todo torto, o chão também é belíssimo, todo em mosaicos. Entramos no Tesouro da Basílica, 3 euros por pessoa, tem muitos objetos expostos, mas não achei imperdível. Ficamos pouco tempo.

Pegamos novamente um Vaporetto (esta é a grande vantagem do passe de Vaporetto, é só usar conforme der vontade) e atravessamos até a igreja Santa Maria della Salute. Ela é interessante, bem redondinha, mas o mais interessante é pensar que ela está sobre mais de um milhão de estacas dentro d'água.

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Caminhamos até a Punta della Dogana, que fica bem na ponta do Canal Grande. Batia um ventão muito forte, contornamos a ponta e viemos caminhando pelo outro lado. Começou a cair um chuvisqueiro bem fininho, entramos em um bar/lanchonete que era todo decorado com camisas e posteres da Inter de Milão. Tomamos dois chocolates quentes e comemos dois sanduíches, em pé no balcão saiu 7 euros, se tivéssemos sentado teria sido mais que o dobro.

Voltamos para o hotel, novamente passando pela Ponte dell'Accademia.

À noite fomos jantar novamente na Tavernetta San Maurizio. Decidimos fazer uma extravaganciazinha já que a viagem estava quase no fim e até então todos os gastos estavam dentro do planejado. Comemos massa e salada, com prosecco da casa, e sobremesas. Acabei não anotando quanto gastamos nessa refeição, mas chegou perto de 50 euros.

 

08/02 – Veneza e Burano

 

Saímos do hotel e fomos direto à Praça São Marcos, pretendíamos subir no Campanário. O tempo estava meio feio, um pouco nublado. Ficamos pela praça, curtindo, e quando pareceu que tinha clareado um pouquinho subimos.

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A entrada no Campanário custa 8 euros por pessoa, a subida é somente de elevador. A vista lá de cima é muito legal, mesmo com a névoa sobre a cidade que atrapalhou um pouco a visibilidade.

Entramos novamente na Basílica de São Marcos, e dessa vez fomos no seu museu, 5 euros por pessoa. O museu fica na parte de cima, e dá acesso a alguns balcões na parte interna da Basílica. É possível chegar muito próximo dos mosaicos que decoram as paredes, e fiquei ainda mais impressionada ao ver o tamanho das pedrinhas que formam os desenhos. E pensar que todas aquelas figuras foram feitas daquela forma, pedacinho por pedacinho, é incrível!

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Pegamos um vaporetto e fomos até a Ponte Rialto. Andamos, tiramos fotos, olhamos as lojinhas de souvenirs. Encontramos lembrancinhas por preços bem bons aqui, achei que justamente por ser um ponto turístico famoso tudo seria caro.

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Fomos caminhando até o Campo Santa Margherita, para almoçar em um daqueles restaurantes com menu fixo. Dessa vez fomos no Alba, ao lado do restaurante que tínhamos almoçado no dia anterior. Menu fixo, incluindo um spaghetti com frutos do mar que estava bem gostoso, vinho e cafezinhos, deu 36 euros.

Caminhamos até a Ponte dell'Accademia, onde pegamos o vaporetto até a parada Ca D'Oro. Atravessamos as ruazinhas até a Fondamenta Nuove, de onde sai o vaporetto (linha 12) para as ilhas de Murano e Burano.

40 minutos depois chegamos a Burano. Um encanto! Casinhas coloridas, uma ao lado da outra, enfeitadas com flores, à beira dos canais, com os barquinhos ancorados... Acredito que o clima de final de semana (era um sábado) contribuiu um pouco para a atmosfera muito tranquila do lugar. Logo ao descer do vaporetto há algumas lojinhas de artesanato e fica um grupo de turistas meio barulhento, mas é só andar um pouco ruas adentro que dá para curtir muito o astral da ilha. Simplesmente andamos a esmo...

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Quando chegamos em uma ruazinha com alguns estabelecimentos comerciais abertos, paramos para provar um Aperol Spritz. Uma dose de água com gás ou tônica, duas de aperol, três de prosecco, gelo e uma fatia de limão siciliano ou laranja e... é uma delícia! Combina muito mais com o verão, mas a gente tinha que provar. 2 euros cada, no balcão.

Depois de muito se enfiar em tudo que era ruazinha com casinhas coloridas, pegamos o vaporetto e voltamos.

No caminho entre a Fondamenta Nuove e o Canal Grande encontramos, finamente, um supermercado. Compramos umas coisinhas para fazer um lanche.

Aliás, algumas coisas importantes para fazer compras na Itália:

1º para pegar os hortifruti, deve-se usar luvas de plástico que estão disponíveis junto com os saquinhos. Nem pense em fazer como eu, que peguei uma fruta sem luvas e ainda levei até o nariz e cheirei, o funcionário me fulminou com os olhos e não sei como ele não me meteu a boca.

2º na placa com o nome e o preço do produto há um código, somos nós mesmos que pesamos e digitamos o código para imprimir a etiqueta com o preço.

3º Se quiseres sacolas, elas serão cobradas à parte, algo em torno de 0,10 centavos cada.

4º Muitos supermercados tem auto-atendimento nos caixas, com somente um funcionário que cuida cerca de 8 a 10 terminais. Nós mesmos passamos os produtos no leitor, escolhemos o nº de sacolas que queremos levar e fazemos o pagamento. Usei o VTM, não prestei atenção se aceita dinheiro.

5º Em feiras livres, não coloque a mão em nada! Diga o quê e quanto queres, e o atende vai escolher e embalar.

À noite fomos a um concerto. Havia no nosso hotel cartazes anunciando a apresentação dos Interpreti Veneziani, tocando “As Quatro Estações” de Vivaldi, na igreja de San Vidal. No dia anterior compramos ingressos no hotel mesmo, custou 27 euros cada.

Nesse espetáculo havia 4 violinistas, um piano (ou talvez um cravo, desculpem minha ignorância), um contrabaixo e um violoncelista. Além de todos tocarem demais, o violoncelista era uma figuraça ímpar, cheio de trejeitos, dava um certo toque engraçado ao espetáculo e por si só já valeu o ingresso. Foi sensacional o concerto, a acústica da igreja era impecável, saímos de lá maravilhados.

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Tirando a parte que tive que virar para trás e fazer “shhh” ::toma:: para um francesa que não calava a boca, o resto estava perfeito :D .

Depois fomos achar um lugar para jantar perto da Ponte Rialto. Acabamos comendo em um lugarzinho pequeno e que não tinha nada demais, nem a comida. Pedimos umas fatias de pizza e tomamos umas cervejas, tudo deu 24,50 euros. Voltamos caminhando para o hotel, a essa altura já se aventurando a não usar o mapa. Um pouco de instinto e um pouco de ajuda de uma ou outra placa e chegamos.

 

09/02 – Dia de voltar ao Brasil

 

Tomamos o café e fizemos o check-out, deixando as malas no hotel.

A última “missão” era fazer o passeio de gôndola, para encerrar a viagem com chave de ouro.

Fomos à Praça São Marcos, passamos pelo Palazzo Ducale, pela Ponte dei Sospiri e seguimos caminhando naquela direção. Entramos em uma ruazinha mais adiante, e paramos em uma das pontezinhas para tirar fotos. Enquanto eu tirava uma foto do Rodrigo, um gondoleiro me ofereceu o passeio. Perguntei quanto era, e ele disse que o preço normal era 80 euros, mas que faria por 70. Perguntei também quanto tempo de duração teria o passeio, dizem que sempre é bom acertar esse detalhe antes, combinamos 40 minutos. E lá fomos nós fazer o famoso passeio de gôndola.

É caro? É, mas é uma vez na vida, e foi indescritível! O gondoleiro foi intercalando momentos onde ele contava um pouquinho sobre os lugares em que estávamos passando, com momentos em silêncio, quando só ouvíamos o barulho da água e sentíamos o leve balançar da gôndola, passando por canais longe do burburinho de turistas. Ele até ensaiou dar uma cantarolada, mas durou pouco. Os 40 minutos passaram voando, foi bom demais, eu não voltaria satisfeita da Itália se não tivesse feito isso.

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Bom, passeio de gôndola realizado, agora podemos ir embora (ah, nããão). Fomos (novamente) até o Campo Santa Margherita para almoçar, comemos no Orange, que fica ao lado dos outros dois restaurantes dos almoços anteriores, e é o mais fraquinho dos 3. Menu fixo para os dois com o indispensável vinho da casa deu 32 euros.

Ao sair do restaurante reparamos que havia um supermercado quase em frente, que não notamos nos outros dias. Entramos para comprar algum lanche para comer no aeroporto e no avião, e não resistimos e compramos duas garrafas de Chianti Clássico para trazer na mala. 8 euros cada uma, estupidamente mais barato do que no Brasil, resolvemos enrolar bem com as roupas e azar, torcer para chegarem inteiras (e de fato chegaram ::otemo:: ).

Voltamos ao hotel para pegar as malas e acomodar as garrafas de vinho. Pegamos o vaporetto em direção à parada Piazzale Roma. Lá, é só caminhar até os terminais de ônibus e embarcar no nº 5-Aerobus, que é o que leva ao aeroporto. Usamos o mesmo cartãozinho que usávamos no vaporetto, pois já tínhamos comprado ele incluindo uma ida ao aeroporto, como relatei no dia da chegada em Veneza. Ele deve ser validado também dentro do ônibus. Dá para consultar a tabela horária do ônibus aqui: http://www.actv.it/pdf/UM/U-5.pdf

Para coroar a viagem maravilhosa que fizemos, tivemos uma vista estupenda de toda a Veneza com o sol no horizonte enquanto o nosso avião subia ::love:: . E um pôr-do-sol de mais ou menos 2 horas de duração, pois enquanto o sol baixava nós viajávamos na direção dele, passando sobre montanhas cheias de neve na França.

 

Quanto aos gastos totais da viagem, levamos 1700 euros cada e sobrou. Calculamos 100 euros por pessoa por dia, incluindo hotéis, passes de trem, entradas etc. Nesse valor está incluso tudo que pagamos antecipado, levamos a diferença que completasse esse montante. Mas daria tranquilamente para ter calculado 80 euros. Só está de fora do cálculo a passagem aérea, que custou R$2800 por pessoa (em torno de 960 euros pelo câmbio da época).

 

Espero ter ajudado outros viajantes assim como vários relatos aqui e vários blogs nos ajudaram! Qualquer coisa é só perguntar! :)

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Parabéns, maravilha a viagem de vcs, pode ter certeza que as dicas foram muito importantes e vai ajudar bastante. Algumas perguntinhas; vcs levaram algum cartão para sacar dinheiro ou pagar alguma despesa? deu tudo certo? vcs indicam os hotéis de Roma, Firenze e Veneza? Muito obrigado e boas viagens.

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Parabéns, maravilha a viagem de vcs, pode ter certeza que as dicas foram muito importantes e vai ajudar bastante. Algumas perguntinhas; vcs levaram algum cartão para sacar dinheiro ou pagar alguma despesa? deu tudo certo? vcs indicam os hotéis de Roma, Firenze e Veneza? Muito obrigado e boas viagens.

 

:D

Levamos o cartão de crédito para caso fosse preciso, mas nem chegamos a usar. Fizemos o VTM e levamos com 1000 euros, mas carregamos boa parte desse valor antes da alteração do IOF de 0,38% para 6,38%! Para a próxima viagem vamos repensar o uso do VTM por causa do valor, mas pela facilidade de uso vale a pena, é aceito em praticamente tudo! Só não conseguimos usar ele nas cidadezinhas menores ou em um outro estabelecimento pequeno, tipo lojinha de souvenirs etc. E não sacamos dinheiro com ele, pois cada saque é taxado, o dinheiro vivo que usamos levamos daqui. E o VTM eu fiz e coloquei o marido de adicional, assim tínhamos um cartão reserva, mas que nem foi usado, deu tudo certo. Ah, fizemos o VTM com chip e com o nome impresso, há pessoas que relatam algumas dificuldades em usar quando não tem uma dessas características.

 

Quanto aos hotéis, nossos critérios foram: uma cama confortável, quarto e banheiro limpos, bom chuveiro. Como era inverno, aquecimento era importante. Preferimos quarto com banheiro, exceto para um ou dois dias, como foi nosso caso em Verona, e que ofereça café-da-manhã, mesmo que seja simples. Boa localização, para não perder tempo nem dinheiro com deslocamentos. Então, atendendo a esses requisitos, recomendo sim os hotéis que ficamos. São simples, sem decorações, sem lençóis de linho, sem carregadores de mala... enfim, satisfatórios. Nossa média de gastos com hospedagem foi de 47 euros para o casal.

 

Não esquece de passar aqui depois e deixar o link pro relato da tua viagem!

 

Abraço,

 

Helen.

  • 2 meses depois...
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Oi Helen!!!

Precisando mais uma vez de tua ajuda!

Estou usando teu roteiro como base do meu. Na verdade, fazendo quase tudo igual.

No dia do Vaticano, às 14h30, tenho uma visita guiada à tumba de São Pedro, que deve ter 1h30 de duração.

 

Minha dúvidas:

 

- mesmo com esta visita, é possível fazer a Praça, a Basílica e a Cúpula pela manhã, ir para a visita e depois aos Museus Vaticano, iniciando próximo das 16h?

- é possível iniciar os museus, parar para o almoço, fazer a visita guiada e depois voltar para completar os museus? Utilizando o mesmo ingresso ou é necessário pagar novamente?

- ou é melhor iniciar o dia fazendo os museus e a Capela Sistina e, depois da visita guiada, ir à Basílica e à Cúpula?

 

Obrigado!

 

Dudu

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Olá, Dudu!

 

Fico feliz em saber que o meu roteiro é base pro teu, tomara que tudo seja tão maravilhoso quanto foi para mim ::otemo::.

 

Bom, acho que com essa visita guiada que tu tens, eu faria o museu no primeiro horário (9h), sairia para almoçar, e após a visita guiada subiria à cúpula para curtir a vista antes de escurecer (talvez tu vejas um pôr-do-sol sensacional lá de cima - dá para consultar horários de nascer e pôr-do-sol aqui http://www.sunrise-and-sunset.com/pt/italia/roma), e por último a Basílica. Ou se tu tiveres disposição de acordar cedo, dá para visitar a Basílica antes do museu, porque ela abre às 7h, ou mesmo a cúpula, que abre às 8h. Eu não deixaria o museu por último porque o último horário de entrada é às 16h e ele fecha às 18h, duas horas é muito pouco tempo para curtir o museu, a não ser que tu corra para ver a Capela Sistina e uma ou outra coisa que te interesse mais.

Quanto à possibilidade de sair do museu e depois voltar com o mesmo ingresso, não vou poder te ajudar, não sei mesmo.

Segue os horários de cada atração pra analisares o que fica melhor:

http://www.museivaticani.va/2_IT/pages/z-Info/MV_Info_Orari.html

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/it/basilica/orari.htm

http://www.vatican.va/various/basiliche/san_pietro/it/cupola/orari.htm

 

Faça uma ótima viagem, se tiveres mais dúvidas pode perguntar!

Depois deixa o link do teu relato aqui, ok?

 

Abraço.

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Oi Helen!

 

Obrigado pela resposta.

Tua sugestão bate com o que tinha achado mais sensato. Acho que irei fazer isso mesmo. Se tiver com disposição no dia, acordo cedinho! Mas acho difícil...

Quando voltar, postarei meu relato também. O teu foi muito válido para mim. Me quebrou um galhão!

Pode deixar que postarei o link!

 

Abraço!

  • 2 semanas depois...
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Oi Helen!

 

Mais uma informação: os bilhetes de trêm, vocês compraram por qual site? Pagaram alguma taxa extra, de gestão, ou algo do tipo?

 

Valeu!

 

Dudu

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Olá!

 

Compramos os bilhetes de trem no site da Trenitália: http://www.trenitalia.com/.

Não pagamos nenhuma taxa extra, a não ser o IOF do cartão de crédito.

Aqui tem um passo-a-passo de como comprar nesse site: http://www.viajenaviagem.com/2011/10/passo-a-passo-como-comprar-passagens-de-trem-online-na-trenitalia

 

O site da Trenitália tem uma fama de encrencar com alguns cartões de crédito. Não tive problema nenhum para fazer a compra, tenho um Visa do Banco do Brasil. O site usa a tecnologia "Verified by Visa", onde é preciso digitar a senha do cartão de crédito.

 

Abraço!

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Oi Helen!

 

Comprei ontem 02 tickets, com as datas e horários os quais queria. Porém, para minha surpresa, os bilhetes vieram com a data do dia posterior. Isso aconteceu com vocês? No bilhete veio o dia certinho?

 

Abraço!

Postado
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Puxa, que azar :? ! Não, não aconteceu comigo, deu tudo certinho!

E agora? Vai tentar contatá-los?

 

Boa sorte!

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