Pessoal, segue meu primeiro relato escrito aqui, sempre estou de olho mas nunca havia postado um relato ou mesmo participado ativamente, mas agora acredito que possa contribuir mais vezes, segue o meu último mochilão, fiz sozinho em julho-2014 Cuba, Costa e Panamá.
CUBA: HAVANA- SANTA CLARA – REMEDIOS- TRINIDAD(8 dias)
COSTA RICA: ALAJUELA – LA FORTUNA – PUERTO VIEJO(6 dias)
PANAMÁ: CIDADE DO PANAMÁ – SAN BLAS ( 5 dias)
O objetivo dessa viagem era originalmente conhecer Cuba e o Panamá em duas semanas, era o tempo que eu tinha disponível, deixei o Panamá por último, pois pretendia trazer um PS4 e mais algumas muambas.
A viagem para Cuba não teve motivo ideológico, estava muito a fim de ver os carros antigos, construções e praias. Cuba é um grande museu automobilístico a céu aberto e em movimento, havia tb a curiosidade de ver como funciona um país socialista, apesar de que aos poucos o país está se abrindo e evoluindo muito rápido.
Durante as pesquisas para a compra das passagens não consegui achar um bom preço mesmo com antecedência, numa dessas pesquisas incansáveis, vi que o trecho Havana – Alajuela( San Jose, CR) estava cerca de R$500,00 mais barato do que para a cidade do Panamá, sempre tive a curiosidade de conhecer a CR, daí pensei, pq não agora.... A partir disso consegui mais uns dias e fechei a viagem toda com 19 dias. Consegui casar a passagem de Ida e volta com a Avianca, ida para Havana e volta pela Cidade do Panamá, sempre com conexão em Bogotá, comprei o trecho de Havana para Alajuela a parte ,pois não consegui comprar junto, esse voo com escala em San Salvador.
Passagem ida e volta com taxas R$2100,00
Passagem Havana- Costa rica com taxas R$600,00
Visto e exigências:
Somente Cuba exige o visto, vi alguns relatos que a COPA e a AVIANCA forneceriam o visto, a informação sobre a COPA estava mais clara, mas sobre a Avianca não confiei muito nos relatos que já eram um pouco antigos, entrei em contato com eles e me informaram de modo curto e grosso que não passam informações consulares. Enfim acabei indo no consulado de Cuba em São Paulo, paguei a taxa(R$45,00) e o visto foi impresso com os meus dados.
Em Bogotá, a Avianca estava vendendo o visto no balcão de embarque .... então não posso confirmar se eles sempre fornecem o visto durante o embarque , não sei se vale o risco.
Na Costa Rica é exigido o comprovante internacional da vacina de febre amarela, me pediram no check in em Havana e na Imigração em Alajuela.
No Panamá e Costa Rica eles podem solicitar o comprovante de saída do país, imprimi todos os meus trechos mas só me pediram isso no Check in em Havana.
CUBA-
Em Cuba circulam duas moedas, o peso convertível chamado CUC destinado aos turistas e o peso normal para os Cubanos, o CUP, o CUC vale mais ou menos U$$1 dólar, mas para realizar o cambio a melhor opção é levar EUROS e foi o que eu fiz, pois o dólar tem uma taxa extra.
Vale muito a pena conseguir uns CUPs, não havia trocado de início mas no meio da viagem troquei e poupei algumas moedas na hora de comer.
1° Dia Havana
Comecei mal, o voo de GRU para BOG foi num A319 e meu assento era na última fila, o assento não reclinava, talvez foi o pior trecho que já voei haha, principalmente por ser noturno e não ter uma posição boa para dormir... , ao menos havia sistema multimídia para distrair, foram 5 horas longas.... O Segundo voo saiu atrasado de Bogotá em cerca de 2 horas, quando chegamos em Havaná já era 16 h , um calor infernal como há muito não havia sentido no Brasil, como meu voo estava atrasado ele encavalou com mais uns 4 voo internacionais , a imigração ficou lotada , fiquei uma hora na fila. Já estava ficando preocupado, pois tinha feito a reserva numa casa e combinado de um táxi me pegar no aeroporto, como já havia acumulado umas 3 horas de atraso pensei que não estariam me aguardando, mas assim que saí do aeroporto lá estava o Carlos, o motorista gente boa com uma placa com meu nome. A imigração foi tranquila , nada diferente de outros países. Fiz um pouco câmbio no próprio aeroporto. Táxi já acertado anteriormente 25 CUC.
Do Aeroporto até o centro de Havana é uma distância razoável, havia pesquisado e dificilmente conseguiria chegar lá sem ser táxi.
Em Cuba os hotéis são muito caros e não vi muita info sobre hostels, então temos a opção de se hospedar nas casas de algumas famílias, antes da viagem havia imaginado que seria um ambiente familiar, mas tive a impressão de que são pousadas, talvez com a experiência o pessoal meio que caminhou para profissionalizar o esquema, algumas casas contam até com funcionário.
Casa muito boa, bem localizada, fica próximo do museu da revolução e do malecon, o quarto tinha AC Split e TV, a cama e chuveiro eram bons.
Assim que cheguei na casa perguntei como poderia ligar para o Brasil , precisava avisar que havia chegado e estava vivo, o Pablo disse que seria quase impossível fazer uma ligação internacional, até é possível mas seria complicado, ele me indicou ir no Hotel Parque central e comprar um cartão de internet, 8 CUC para 1 hora.
Coloquei uma bermuda e um chinelo e saí para usar a internet, a essa altura já estava morrendo de fome. Saí e fui andando no Passeo del prado que era próximo da casa, ali é pior lugar para caminhar , te abordam por todos os lados te oferecendo de tudo, charutos, chicas, almoço, café e tudo mais. Conheci os famosos Jineteiros, como já havia lido muito sobre isso, já estava esperto, mesmo assim é difícil não dar atenção, são muito insistentes e bons de papo chegam a ser chatos, perguntam da onde a gente é, depois já vai emendando conversa até pedir algo, querer te vender aquele charuto COHIBA mais barato que nas lojas, e aqui vai um ALERTA, NÃO COMPREM CHARUTO NAS RUAS, no primeiro dia já encontrei uma família brasileira que caiu nesse golpe ,deixe para comprar nas lojas oficiais, geralmente nos hotéis mais top tem.
Cheguei no hotel parque central, comprei o cartão e avisei pra minha família que estava vivo, usei esse cartão até o final da viagem, usei poucos minutos por dia, nem tentem usar Skype pois é bloqueado, wathsapp e facebook são tranquilos. Saí em direção ao Capitólio em busca de algo para comer e já tirar umas fotos dos belos carros antigos que ainda circulam em Cuba.
Assim que saí na praça um rapaz me abordou e me ofereceu para dar uma volta nos carros antigos pela cidade, já estava meio cabreiro com tanta gente me abordando e tb aquele clima de cidade nova, tudo estranho, papo vai papo vem, confiei , o carro passaria nos principais pontos, seria bom para ter uma referência da Cidade. Negociei com ele uns 20 minutos, tinha me pedido 30 CUC, depois abaixou para 25 CUC e chegamos no 18 , escolhi um chevy belair conversível azul e branco , o tour leva cerca de 1 hora, o motorista explica bem os locais e tudo mais, achei que valeu a pena, faria de novo.
Já estava escurecendo e voltei para a casa tomei um banho e fui deitar um pouco, depois saí para jantar, achei um restaurante simples perto, comi e fui dormir.
2° Dia Havana
Nesse dia havia combinado com o Carlos para me levar no terminal da VIAZUL , é a única empresa rodoviária para turista, existe uma outra para cubanos, mas não arrisquei , parece que os ônibus são bons tb mas fiquei com medo de ser barrado ou algo do tipo, acredito que as passagens são bem mais baratas . Passagens compradas para o dia seguinte 18 CUC, depois pedi para ele me deixar no Hotel Nacional. Tudo por 6 CUC.
Cheguei no hotel nacional, ambiente fino, estava tendo uma conferência com uns chinenes, dei uma volta tirei umas fotos e fui ate o barranco em direção ao malecon, ali tem uma trincheira , é tipo um museu que explica sobre o período da guerra fria, um senhorzinho simpático toma conta do local e me explicou tudo detalhadamente, demos a volta em toda a trincheira, show de bola, no final dei 1 CUC de gorjeta.
O sol já estava ficando alto e o calor insuportável, para economizar umas moedas resolvi voltar caminhando pelo malecon , passei na casa antes de ir para o museu da revolução, o próximo destino.
Quase uma hora andando, cheguei na casa, tomei 2 litros d agua e fui para o museu, muito grande, tem muito informação, fotos e vários monitores a disposição, ao lado tem uma praça com uns aviões, tanque e carros muito legal.
Próximo ao Museu tem o edifício Bacardi, é possível subir no topo dele, tem uma bela vista 360 de Havana, paga-se 1 cuc.
Parti em direção a Calle obispo, a principal rua de comércio, ali tem as Cadecas(casa de câmbio oficial) , comi num restaurante um franguinho muito bom, gastei 6 cuc com a cerveja.
Fui até o Castillo da Fuerza Real que fica na Bahía de Havana e depois fui andando pelo centro em busca do museu do automóvel que estava no guia Lonely planet mas não achei.
Tem uns museus interessantes da região, como uma antiga armaria e um museu de bombeiros.
Caminhei pela Bahia de Havana em direção a Estação Central , somente para conhecer pois me passaram a informação de que os trens não são muitos pontuais, mas parece que tem ligação por toda a ilha com serviço regular, quem sabe numa próxima viagem com mais tempo. Já estava morto de tanto andar, combinei com um taxista para levar para a casa por 2 CUC.
Cheguei tomei outro banho e descansei um pouco peguei um táxi até o Castillo de los três Reyes Malgos del Morro, , conhecido popularmente como Castillo del Morro no outro lado da Bahia, 5 CUC sem choro, tinha intenção de subir no farol mas ele fecha as 6pm e o Castillo as 7 pm, então quem quiser subir tem que chegar antes.
Do Lado do Castillo tem a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã, local que acontece o famoso canhonzaço as 9 pm, lá dentro tem um restaurante bacana, comi algo e fui ver o pôr do sol e depois ver o espetáculo do canhonzaço.
Na volta para a casa fui ver um táxi e tinha centenas na saída da fortaleza, um rapaz me abordou e pediu 8 CUC , negociei e iria pagar 6 CUC, iria pois assim que o taxi chegou na casa dei 6 contado e o táxi falou que era 8, discuti com ele, e o bixo ficou exaltado para arrumar treta, acabei pagando 8...
Depois dessa eu aprendi que toda vez que fosse negociar um táxi já pagaria no começo para não ter dor de cabeça depois.
3° Dia Havana – Santa Clara- Remédios
Acordei cedo e fui para o terminal da Viazul.
O ônibus saiu pontualmente as 8:40 e a viagem foi tranquila, ônibus novo com AC, cerca de 4 horas até Santa Clara com uma parada para comer, um fato curioso foi que no meio da viagem os motoristas trocaram de posição com o busão em movimento, tinha uns gringos que ficaram assustados , ouvi “oh my god” repetidas vezes hahaha .
Chegando em Santa Clara o terminal estava uma zona, assim que o pessoal descia do ônibus já tinham 3 , 4 pessoas oferecendo de tudo, fiquei até meio perdido com um senhor me oferecendo um tour com seu taxi de forma agressiva, como que se eu fosse obrigado a fechar com ele, estava buscando info de como deixar a mala ali e depois de como ir para Remédios, já estava ficando puto, nesse dia saí com a camisa do Corinthians e em meio a muvuca, alguém me cutuca e pergunta se eu era Brasileiro, eu disse opa, daí conheci o Victor, que estava fazendo quase o mesmo roteiro que eu. Ele já tinha deixado a bagagem guardada e já sabia dos esquemas do tour em Santa Clara, deixei minha bagagem e o senhor continuava atrás da gente, enfim negociamos com ele para guiar pelos principais pontos de Santa Clara e depois voltaríamos ao para tentar chegar em Remedios no mesmo dia.
Fomos no Memorial do Che, no Monumento do trem Blindado e no local que tem a estátua do Che com o ninho.
Ele tinha um Chevy , estava novinho, fechamos o tour por 6 cuc, sem pressa, no nosso tempo, só de andar no carro dele já valeu a pena.
Depois ele levou num lugar para almoçar, um lugar muito bacana mas não peguei o nome. Acredito que foi a melhor refeição que fiz em Cuba. Cerca de 10 CUC
O senhor disse que o filho dele também trabalha com táxi e poderia nos levar a Remedios, fechamos com ele por 20 CUC, e tinha ar condicionado \o/\o/\o/.
Após uma hora de viagem, chegamos em Remédios, cidadezinha que parou no tempo, muito tranquila, o Victor tinha indicação de uma casa e foi a melhor hospedagem que tive em cuba , o quarto para nos dois saiu por 15 CUC , tinha AC, cama e chuveiro bom. Casa da Yunai(http://cubacasas.net/cities/remedios/lalucia/) , super gente boa e atenciosa, preparou uma lagosta por 10 CUC que foi a melhor da viagem.
4° Dia REMEDIOS - CAYOS
No dia anterior combinamos com a YUNAI de um táxi nos levar até o Cayo Santa Maria e Las Brujas por 30 cuc o dia todo no nosso tempo. O caminho é fantástico, chamado de El pedraplén
Fomos Primeiro no Cayo Santa Maria numa praia que parecia ser a única aberta sem estar cercada por um resort , se tornou uma reserva a pouco tempo, o motorista deixou a gente lá, tem que atravessar a mata por uns 500 metros e depois chega na praia, tem um monitor que toma conta e tem que pagar 3 cuc para ele, praia fantástica, uma piscina, nunca tinha visto algo como aquilo.
Ficamos umas horas por lá e partimos para o Cayo Las Brujas, entre esses Cayos tem uma vila que atende os resorts, com restaurantes, boliche, etc. Paramos ali e comemos um lanche .
Depois partimos para uma praia que é mais acessível para Cubanos e estava lotada, fomos andando pela praia até uma parte mais tranquila onde tinha um resort, “ tomamos conta’’ das cadeiras até a hora de ir embora.
5° Dia REMEDIOS-TRINIDAD
Não existe uma ligação direta da Viazul entre Remedios e Trinidad, teríamos que voltar até Santa Clara, provavelmente de táxi e pegar o ônibus que sairia a tarde para Trinidad, ou seja perderíamos o dia,
A Yunai então deu a dica para fazer o trajeto de táxi coletivo, mas um direto ia ficar muito caro, então ela traçou um roteiro para nós , o único receio foi por conta de ser um domingo e talvez não teriam muitos táxis disponíveis.
Então o primeiro táxi pegou a gente na casa as 7 am.
Remedios - Placetas 10 CUC
Placetas – Camayguan 6 CUC
Camayguan – Sanct Spirits 4 CUC
Sanc Spiritis – Trinidad 6 CUC (esse por pessoa)
O esquema desses táxis é que eles são coletivos , normalmente eles esperam o carro encher e partem, como era um domingo e não queríamos perde tanto tempo, já íamos fechando logo com o motorista, a exceção foi o ultimo que a viagem é mais longa e ficaria mais caro, e aconteceu algo irado.
Assim que chegamos em Sanct Spiritis no terminal de ônibus o nosso motorista perguntou para um outro taxista do outro lado da rua se ele estava saindo para Trinidad e ele confirmou. Então pegamos nossas coisas e caminhamos até o táxi, mas assim que chegamos ele viu que éramos gringos e meio que desconversou e disse que não estava saindo, então pensamos fudeu... Entramos no terminal para ver se tinha algum ônibus e ele já tinha saído.... Voltamos para a rua e fomos insistir mesmo sem entendo o que passava, nesse meio tempo tinha chegada uma van trazendo uns turistas e esse motorista ofereceu para nos levar por 20 cuc, achamos caro e fomos insistir com o taxista. Ele disse para aguardar um pouco que ia sair, ele ia cobrar 6 por cabeça, então fechamos com ele, ainda estávamos no lucro e pela distancia o valor era razoável, entramos no carro e começou a entrar mais gente, fomos em 8 num carro americano tipo perua, no final da viagem o pessoal pagou cerca de 2 a 3 cuc e os gringos trouxas aqui pagaram 6, daí questionamos ele pq de cobrar o dobro da gente e tal e começamos a bater boca com ele, no final deixamos quieto e pagamos os 6 combinados, mas ficamos puto.
Chegamos em Trindad antes do meio dia.
Buscamos a casa que o Victor tinha pego referência, Casa da Nairobi ,no nosso quarto o AC estava muito fraco e a cama não era das melhores, mas indico como uma segunda opção. 15 CUC por quarto, ela preparou uma lagosta excelente por 10 CUC.
Pegamos informação e fomos atrás do ônibus que levam para a Praia na Península Ancon, mas ele só sairia as 2 pm por 2 CUC ida e volta , para não perder tempo perguntamos para alguns taxistas e ficaria de 5 a 6 cuc, no fim achamos 3 argentinas e rachamos um táxi maior que ficou 8 no total. Praia é legal, mas nada diferente que temos no litoral norte de sp, por ex, talvez por eu ter ido nos cayos no dia anterior não achei a Peninsula Ancon tão bela.
Na volta fomos pegar o ônibus pensando que íamos pagar 1 cuc por pessoa, mas não, o bilhete é único. 2 cuc para ida e volta, então pagamos, as argentinas ficaram bravas e foram atrás de táxi... Pegamos o último ônibus as 6 pm, ficou lotadaço, como pegamos ele no ponto inicial fomos sentados, mas o trajeto é curto, então suave.
Toda noite rola numa escadaria próximo a Igreja um tipo de show, conhecido como Casa de lá musica, começa cerca de 9 pm, muito bacana.
6- Dia TRINIDAD
Acordamos cedo e fomos numa cachoeira no vale dos engenhos de cavalo, custou 15 cuc por cabeça e um guia nos acompanhou, valeu muito a pena, a região é belíssima, fizemos no nosso tempo sem correria, e o cavalo dava umas galopadas legais, fantástico, a cachoeira estava com pouca água, reflexo da falta de chuva dos dias anteriores, mas só pelo passeio com cavalo valeu a pena.
Na volta Tinha a opção de almoçar num rancho , mas achamos caro e partimos para Trinidad, deixamos o cavalo, pagamos uma caixinha para o guia , no caminho para casa achamos um restaurante que tinha os preços em CUP expostos na janela, achamos muito barato, entramos com desconfiança mas acabamos comendo lá, tinha uns 3, 4 sucos naturais muito gostoso, foi o lugar mais barato que comi, valores irrisórios, ficou 1-2 CUC contando com uns 6 copos de suco , ganhei o dia hahaha.
No meio da tarde demos uma volta com calma na cidade e subimos o morro da antena para tirar uma foto do pôr do sol e da península ancon. Na antena tem um vigilante, chamado carlos, uma pessoa muito legal, ele nós chamou para subir numa lage para ter uma vista melhor, me liguei que ele ia pedir uma propina como normalmente aconteceria..., mas fomos, ele gosta de conversar, foi o melhor papo que tive sobre o sistema,foi uma troca de experiência legal, nos explicou de forma clara como tudo funcionava em Cuba, tiramos muitas dúvidas com ele, ficamos umas 3 horas batendo papo, no final demos uma propina como forma de agradecimento.
Na volta já estava de noite e fomos novamente para casa de La musica e nesse dia estavam cobrando 4 ou 5 cuc para entrar, até isolaram a escadaria com uma corda, não entendemos mas pagamos, ficamos um pouco lá e o Victor encontrou um casal de Brasileiros que veio no voo junto com ele, tomamos uma gelada e fomos para uma balada dentro de uma caverna que por coincidência ficava no caminho do morro da antena, o ambiente é muito louco,uma caverna mesmo haha nunca vi nada como aquilo, mas a balada em si é bem fraca, tocando músicas de 10 , 15 anos atrás , tipo Britney spears, me lembrou as festas de debutantes kkkk. Ficamos pouco e vazamos
7- Dia TRINIDAD - HAVANA
No dia anterior combinamos com a Nairobi de pegar um táxi coletivo para Havana no mesmo preço da Viazul, com a comodidade de sair mais cedo e ser mais rápido. Blz, combinamos as 7 am e o táxi chegou as 7.30, era um Peugeot 207 novo , alugado, o motorista ainda foi abastecer, engraçado que ele parou o carro numa casa ao lado do posto e completou o tanque com uns galões, ai me veio em mente a conversa do dia anterior , o jeitinho cubano de sobreviver, em cuba existem dois sistemas, o que o governo cubano acho que existe e o que realmente existe.... ele abasteceu e ficou enrolando um tempo , perguntamos se ia demorar muito e blefamos dizendo que a gente ia perder o voo em Havana, daí partimos quase 8 am.
Viagem de quase 4 horas, chegamos em havana e fomos na casa onde o Victor havia se hospedado assim que chegou em Havana, lugar muito bacana, mas não tinha mais quarto, então ela nos levou numa vizinha, 25 cuc, local bom tb, mas não anotei a referência . Dei umas dicas de Havana para o Victor e ele me passou algumas, então nós separamos e combinamos de se encontrar no parque central no fim da tarde para racharmos um tour de carro antigo novamente , foi tão massa que iria repetir, hahaha, só que choveu e não deu certo, a chuva parou logo depois e como o Victor não tinha ido no Castillo de los três Reyes, fechamos um táxi até lá, eu estava doido para entrar no farol, massss chegando lá estava fechado por causa da chuva, até argumentei que já tinha parado de chover há 1 hora, mas não teve jeito, vai ficar para uma terceira visita...
Dia estava acabando e o Victor tinha visto um restaurante que tinha uma lagosta por um preço bom , 12 cuc, para havana estava barato, comemos lá, rolou uma briga numa mesa ao lado de uns mexicanos haviam cobrado a mais deles, blz, na nossa vez ficamos espertos e aconteceu a mesma coisa, cobraram além de 10% uma taxa de serviço absurda, no total ia ficar quase 40 cuc para nos dois, batemos o pé é só pagamos os 10%, detalhe que em nenhum lugar tinham me cobrado isso em cuba e o garçom avisou antes que cobraria os 10%, mas somente essa taxa... e não a outra, blz, problema resolvido, fomos na Bodeguita del Médio tomar o famoso mojito, mas nem tomamos, muito caro, hahaha.
8 –Dia HAVANA
O voo do Victor era bem cedo, então nos despedimos ele foi rumo ao aeroporto. Eu ainda tinha a manhã livre antes do meu voo que era no meio da tarde. Nesse dia aproveitei para tirar fotos dos carros e dos principais pontos de havana com calma, peguei o ônibus turístico que circula praticamente na cidade toda com o esquema hop on hop off , 5 cuc , ele sai do parque central.
Voltei para a casa antes do meio dia, arrumei minhas coisas e peguei um táxi para o Aeroporto. Negociei por 20 cuc.
No Aeroporto tem que pagar uma taxa de 25 cuc antes de embarcar após o check in, detalhe , como cheguei muito cedo no aeroporto, antes de fazer o check in dei uma volta para comprar umas lembranças e vi que tinha uma fila gigante num guichê para pegar tal taxa, mas no outro lado do tinha outro guichê e não tinha ninguém, não tive dúvida depois que fiz o check in fui no outro e nem peguei fila, ganhei uns 30 minutos haha. Fica a dica, principalmente pra quem chegar em cima da hora.
Tudo ocorreu normal e peguei meu voo para Costa Rica com conexão em San Salvador , numa das filas conheci um Costarriquenho e ficamos batendo papo, por coincidência quando cheguei em Alajuela as nossas malas foram as últimas a sair, então para não ser enganado pelos taxistas perguntei para ele quanto sairia um táxi até o meu hostel, o maluco fez questão de ir comigo negociar o preço com o taxista, acertou tudo pra mim. Hahaha, peguei o táxi até o Hostel Alajuela backpackers, pertinho do aeroporto, paguei 4 dólares.
Enfim, Cuba é um país fantástico, voltaria lá tranquilamente, o que mais me surpreendeu foi a segurança, em nenhum momento me senti ameaçado, seja em Havana ou em outras cidades menores.
Pessoal, segue meu primeiro relato escrito aqui, sempre estou de olho mas nunca havia postado um relato ou mesmo participado ativamente, mas agora acredito que possa contribuir mais vezes, segue o meu último mochilão, fiz sozinho em julho-2014 Cuba, Costa e Panamá.
CUBA: HAVANA- SANTA CLARA – REMEDIOS- TRINIDAD(8 dias)
COSTA RICA: ALAJUELA – LA FORTUNA – PUERTO VIEJO(6 dias)
PANAMÁ: CIDADE DO PANAMÁ – SAN BLAS ( 5 dias)
O objetivo dessa viagem era originalmente conhecer Cuba e o Panamá em duas semanas, era o tempo que eu tinha disponível, deixei o Panamá por último, pois pretendia trazer um PS4 e mais algumas muambas.
A viagem para Cuba não teve motivo ideológico, estava muito a fim de ver os carros antigos, construções e praias. Cuba é um grande museu automobilístico a céu aberto e em movimento, havia tb a curiosidade de ver como funciona um país socialista, apesar de que aos poucos o país está se abrindo e evoluindo muito rápido.
Durante as pesquisas para a compra das passagens não consegui achar um bom preço mesmo com antecedência, numa dessas pesquisas incansáveis, vi que o trecho Havana – Alajuela( San Jose, CR) estava cerca de R$500,00 mais barato do que para a cidade do Panamá, sempre tive a curiosidade de conhecer a CR, daí pensei, pq não agora.... A partir disso consegui mais uns dias e fechei a viagem toda com 19 dias. Consegui casar a passagem de Ida e volta com a Avianca, ida para Havana e volta pela Cidade do Panamá, sempre com conexão em Bogotá, comprei o trecho de Havana para Alajuela a parte ,pois não consegui comprar junto, esse voo com escala em San Salvador.
Passagem ida e volta com taxas R$2100,00
Passagem Havana- Costa rica com taxas R$600,00
Visto e exigências:
Somente Cuba exige o visto, vi alguns relatos que a COPA e a AVIANCA forneceriam o visto, a informação sobre a COPA estava mais clara, mas sobre a Avianca não confiei muito nos relatos que já eram um pouco antigos, entrei em contato com eles e me informaram de modo curto e grosso que não passam informações consulares. Enfim acabei indo no consulado de Cuba em São Paulo, paguei a taxa(R$45,00) e o visto foi impresso com os meus dados.
Em Bogotá, a Avianca estava vendendo o visto no balcão de embarque .... então não posso confirmar se eles sempre fornecem o visto durante o embarque , não sei se vale o risco.
Na Costa Rica é exigido o comprovante internacional da vacina de febre amarela, me pediram no check in em Havana e na Imigração em Alajuela.
No Panamá e Costa Rica eles podem solicitar o comprovante de saída do país, imprimi todos os meus trechos mas só me pediram isso no Check in em Havana.
CUBA-
Em Cuba circulam duas moedas, o peso convertível chamado CUC destinado aos turistas e o peso normal para os Cubanos, o CUP, o CUC vale mais ou menos U$$1 dólar, mas para realizar o cambio a melhor opção é levar EUROS e foi o que eu fiz, pois o dólar tem uma taxa extra.
Vale muito a pena conseguir uns CUPs, não havia trocado de início mas no meio da viagem troquei e poupei algumas moedas na hora de comer.
1° Dia Havana
Comecei mal, o voo de GRU para BOG foi num A319 e meu assento era na última fila, o assento não reclinava, talvez foi o pior trecho que já voei haha, principalmente por ser noturno e não ter uma posição boa para dormir... , ao menos havia sistema multimídia para distrair, foram 5 horas longas.... O Segundo voo saiu atrasado de Bogotá em cerca de 2 horas, quando chegamos em Havaná já era 16 h , um calor infernal como há muito não havia sentido no Brasil, como meu voo estava atrasado ele encavalou com mais uns 4 voo internacionais , a imigração ficou lotada , fiquei uma hora na fila. Já estava ficando preocupado, pois tinha feito a reserva numa casa e combinado de um táxi me pegar no aeroporto, como já havia acumulado umas 3 horas de atraso pensei que não estariam me aguardando, mas assim que saí do aeroporto lá estava o Carlos, o motorista gente boa com uma placa com meu nome. A imigração foi tranquila , nada diferente de outros países. Fiz um pouco câmbio no próprio aeroporto. Táxi já acertado anteriormente 25 CUC.
Do Aeroporto até o centro de Havana é uma distância razoável, havia pesquisado e dificilmente conseguiria chegar lá sem ser táxi.
Em Cuba os hotéis são muito caros e não vi muita info sobre hostels, então temos a opção de se hospedar nas casas de algumas famílias, antes da viagem havia imaginado que seria um ambiente familiar, mas tive a impressão de que são pousadas, talvez com a experiência o pessoal meio que caminhou para profissionalizar o esquema, algumas casas contam até com funcionário.
Fiquei na Casa Pablo(http://www.casaparticular.org/viewproperty.asp?code=HAV107&Lang=0), 30 CUC , tentei negociar o preço sem sucesso , mas consegui um café simples incluído, o café seria mais 5 CUC.
Casa muito boa, bem localizada, fica próximo do museu da revolução e do malecon, o quarto tinha AC Split e TV, a cama e chuveiro eram bons.
Assim que cheguei na casa perguntei como poderia ligar para o Brasil , precisava avisar que havia chegado e estava vivo, o Pablo disse que seria quase impossível fazer uma ligação internacional, até é possível mas seria complicado, ele me indicou ir no Hotel Parque central e comprar um cartão de internet, 8 CUC para 1 hora.
Coloquei uma bermuda e um chinelo e saí para usar a internet, a essa altura já estava morrendo de fome. Saí e fui andando no Passeo del prado que era próximo da casa, ali é pior lugar para caminhar , te abordam por todos os lados te oferecendo de tudo, charutos, chicas, almoço, café e tudo mais. Conheci os famosos Jineteiros, como já havia lido muito sobre isso, já estava esperto, mesmo assim é difícil não dar atenção, são muito insistentes e bons de papo chegam a ser chatos, perguntam da onde a gente é, depois já vai emendando conversa até pedir algo, querer te vender aquele charuto COHIBA mais barato que nas lojas, e aqui vai um ALERTA, NÃO COMPREM CHARUTO NAS RUAS, no primeiro dia já encontrei uma família brasileira que caiu nesse golpe ,deixe para comprar nas lojas oficiais, geralmente nos hotéis mais top tem.
Cheguei no hotel parque central, comprei o cartão e avisei pra minha família que estava vivo, usei esse cartão até o final da viagem, usei poucos minutos por dia, nem tentem usar Skype pois é bloqueado, wathsapp e facebook são tranquilos. Saí em direção ao Capitólio em busca de algo para comer e já tirar umas fotos dos belos carros antigos que ainda circulam em Cuba.
Assim que saí na praça um rapaz me abordou e me ofereceu para dar uma volta nos carros antigos pela cidade, já estava meio cabreiro com tanta gente me abordando e tb aquele clima de cidade nova, tudo estranho, papo vai papo vem, confiei , o carro passaria nos principais pontos, seria bom para ter uma referência da Cidade. Negociei com ele uns 20 minutos, tinha me pedido 30 CUC, depois abaixou para 25 CUC e chegamos no 18 , escolhi um chevy belair conversível azul e branco , o tour leva cerca de 1 hora, o motorista explica bem os locais e tudo mais, achei que valeu a pena, faria de novo.
Já estava escurecendo e voltei para a casa tomei um banho e fui deitar um pouco, depois saí para jantar, achei um restaurante simples perto, comi e fui dormir.
2° Dia Havana
Nesse dia havia combinado com o Carlos para me levar no terminal da VIAZUL , é a única empresa rodoviária para turista, existe uma outra para cubanos, mas não arrisquei , parece que os ônibus são bons tb mas fiquei com medo de ser barrado ou algo do tipo, acredito que as passagens são bem mais baratas . Passagens compradas para o dia seguinte 18 CUC, depois pedi para ele me deixar no Hotel Nacional. Tudo por 6 CUC.
Cheguei no hotel nacional, ambiente fino, estava tendo uma conferência com uns chinenes, dei uma volta tirei umas fotos e fui ate o barranco em direção ao malecon, ali tem uma trincheira , é tipo um museu que explica sobre o período da guerra fria, um senhorzinho simpático toma conta do local e me explicou tudo detalhadamente, demos a volta em toda a trincheira, show de bola, no final dei 1 CUC de gorjeta.
O sol já estava ficando alto e o calor insuportável, para economizar umas moedas resolvi voltar caminhando pelo malecon , passei na casa antes de ir para o museu da revolução, o próximo destino.
Quase uma hora andando, cheguei na casa, tomei 2 litros d agua e fui para o museu, muito grande, tem muito informação, fotos e vários monitores a disposição, ao lado tem uma praça com uns aviões, tanque e carros muito legal.
Próximo ao Museu tem o edifício Bacardi, é possível subir no topo dele, tem uma bela vista 360 de Havana, paga-se 1 cuc.
Parti em direção a Calle obispo, a principal rua de comércio, ali tem as Cadecas(casa de câmbio oficial) , comi num restaurante um franguinho muito bom, gastei 6 cuc com a cerveja.
Fui até o Castillo da Fuerza Real que fica na Bahía de Havana e depois fui andando pelo centro em busca do museu do automóvel que estava no guia Lonely planet mas não achei.
Tem uns museus interessantes da região, como uma antiga armaria e um museu de bombeiros.
Caminhei pela Bahia de Havana em direção a Estação Central , somente para conhecer pois me passaram a informação de que os trens não são muitos pontuais, mas parece que tem ligação por toda a ilha com serviço regular, quem sabe numa próxima viagem com mais tempo. Já estava morto de tanto andar, combinei com um taxista para levar para a casa por 2 CUC.
Cheguei tomei outro banho e descansei um pouco peguei um táxi até o Castillo de los três Reyes Malgos del Morro, , conhecido popularmente como Castillo del Morro no outro lado da Bahia, 5 CUC sem choro, tinha intenção de subir no farol mas ele fecha as 6pm e o Castillo as 7 pm, então quem quiser subir tem que chegar antes.
Do Lado do Castillo tem a Fortaleza de San Carlos de La Cabanã, local que acontece o famoso canhonzaço as 9 pm, lá dentro tem um restaurante bacana, comi algo e fui ver o pôr do sol e depois ver o espetáculo do canhonzaço.
Na volta para a casa fui ver um táxi e tinha centenas na saída da fortaleza, um rapaz me abordou e pediu 8 CUC , negociei e iria pagar 6 CUC, iria pois assim que o taxi chegou na casa dei 6 contado e o táxi falou que era 8, discuti com ele, e o bixo ficou exaltado para arrumar treta, acabei pagando 8...
Depois dessa eu aprendi que toda vez que fosse negociar um táxi já pagaria no começo para não ter dor de cabeça depois.
3° Dia Havana – Santa Clara- Remédios
Acordei cedo e fui para o terminal da Viazul.
O ônibus saiu pontualmente as 8:40 e a viagem foi tranquila, ônibus novo com AC, cerca de 4 horas até Santa Clara com uma parada para comer, um fato curioso foi que no meio da viagem os motoristas trocaram de posição com o busão em movimento, tinha uns gringos que ficaram assustados , ouvi “oh my god” repetidas vezes hahaha .
Chegando em Santa Clara o terminal estava uma zona, assim que o pessoal descia do ônibus já tinham 3 , 4 pessoas oferecendo de tudo, fiquei até meio perdido com um senhor me oferecendo um tour com seu taxi de forma agressiva, como que se eu fosse obrigado a fechar com ele, estava buscando info de como deixar a mala ali e depois de como ir para Remédios, já estava ficando puto, nesse dia saí com a camisa do Corinthians e em meio a muvuca, alguém me cutuca e pergunta se eu era Brasileiro, eu disse opa, daí conheci o Victor, que estava fazendo quase o mesmo roteiro que eu. Ele já tinha deixado a bagagem guardada e já sabia dos esquemas do tour em Santa Clara, deixei minha bagagem e o senhor continuava atrás da gente, enfim negociamos com ele para guiar pelos principais pontos de Santa Clara e depois voltaríamos ao para tentar chegar em Remedios no mesmo dia.
Fomos no Memorial do Che, no Monumento do trem Blindado e no local que tem a estátua do Che com o ninho.
Ele tinha um Chevy , estava novinho, fechamos o tour por 6 cuc, sem pressa, no nosso tempo, só de andar no carro dele já valeu a pena.
Depois ele levou num lugar para almoçar, um lugar muito bacana mas não peguei o nome. Acredito que foi a melhor refeição que fiz em Cuba. Cerca de 10 CUC
O senhor disse que o filho dele também trabalha com táxi e poderia nos levar a Remedios, fechamos com ele por 20 CUC, e tinha ar condicionado \o/\o/\o/.
Após uma hora de viagem, chegamos em Remédios, cidadezinha que parou no tempo, muito tranquila, o Victor tinha indicação de uma casa e foi a melhor hospedagem que tive em cuba , o quarto para nos dois saiu por 15 CUC , tinha AC, cama e chuveiro bom. Casa da Yunai(http://cubacasas.net/cities/remedios/lalucia/) , super gente boa e atenciosa, preparou uma lagosta por 10 CUC que foi a melhor da viagem.
4° Dia REMEDIOS - CAYOS
No dia anterior combinamos com a YUNAI de um táxi nos levar até o Cayo Santa Maria e Las Brujas por 30 cuc o dia todo no nosso tempo. O caminho é fantástico, chamado de El pedraplén
Fomos Primeiro no Cayo Santa Maria numa praia que parecia ser a única aberta sem estar cercada por um resort , se tornou uma reserva a pouco tempo, o motorista deixou a gente lá, tem que atravessar a mata por uns 500 metros e depois chega na praia, tem um monitor que toma conta e tem que pagar 3 cuc para ele, praia fantástica, uma piscina, nunca tinha visto algo como aquilo.
Ficamos umas horas por lá e partimos para o Cayo Las Brujas, entre esses Cayos tem uma vila que atende os resorts, com restaurantes, boliche, etc. Paramos ali e comemos um lanche .
Depois partimos para uma praia que é mais acessível para Cubanos e estava lotada, fomos andando pela praia até uma parte mais tranquila onde tinha um resort, “ tomamos conta’’ das cadeiras até a hora de ir embora.
5° Dia REMEDIOS-TRINIDAD
Não existe uma ligação direta da Viazul entre Remedios e Trinidad, teríamos que voltar até Santa Clara, provavelmente de táxi e pegar o ônibus que sairia a tarde para Trinidad, ou seja perderíamos o dia,
A Yunai então deu a dica para fazer o trajeto de táxi coletivo, mas um direto ia ficar muito caro, então ela traçou um roteiro para nós , o único receio foi por conta de ser um domingo e talvez não teriam muitos táxis disponíveis.
Então o primeiro táxi pegou a gente na casa as 7 am.
Remedios - Placetas 10 CUC
Placetas – Camayguan 6 CUC
Camayguan – Sanct Spirits 4 CUC
Sanc Spiritis – Trinidad 6 CUC (esse por pessoa)
O esquema desses táxis é que eles são coletivos , normalmente eles esperam o carro encher e partem, como era um domingo e não queríamos perde tanto tempo, já íamos fechando logo com o motorista, a exceção foi o ultimo que a viagem é mais longa e ficaria mais caro, e aconteceu algo irado.
Assim que chegamos em Sanct Spiritis no terminal de ônibus o nosso motorista perguntou para um outro taxista do outro lado da rua se ele estava saindo para Trinidad e ele confirmou. Então pegamos nossas coisas e caminhamos até o táxi, mas assim que chegamos ele viu que éramos gringos e meio que desconversou e disse que não estava saindo, então pensamos fudeu... Entramos no terminal para ver se tinha algum ônibus e ele já tinha saído.... Voltamos para a rua e fomos insistir mesmo sem entendo o que passava, nesse meio tempo tinha chegada uma van trazendo uns turistas e esse motorista ofereceu para nos levar por 20 cuc, achamos caro e fomos insistir com o taxista. Ele disse para aguardar um pouco que ia sair, ele ia cobrar 6 por cabeça, então fechamos com ele, ainda estávamos no lucro e pela distancia o valor era razoável, entramos no carro e começou a entrar mais gente, fomos em 8 num carro americano tipo perua, no final da viagem o pessoal pagou cerca de 2 a 3 cuc e os gringos trouxas aqui pagaram 6, daí questionamos ele pq de cobrar o dobro da gente e tal e começamos a bater boca com ele, no final deixamos quieto e pagamos os 6 combinados, mas ficamos puto.
Chegamos em Trindad antes do meio dia.
Buscamos a casa que o Victor tinha pego referência, Casa da Nairobi ,no nosso quarto o AC estava muito fraco e a cama não era das melhores, mas indico como uma segunda opção. 15 CUC por quarto, ela preparou uma lagosta excelente por 10 CUC.
Pegamos informação e fomos atrás do ônibus que levam para a Praia na Península Ancon, mas ele só sairia as 2 pm por 2 CUC ida e volta , para não perder tempo perguntamos para alguns taxistas e ficaria de 5 a 6 cuc, no fim achamos 3 argentinas e rachamos um táxi maior que ficou 8 no total. Praia é legal, mas nada diferente que temos no litoral norte de sp, por ex, talvez por eu ter ido nos cayos no dia anterior não achei a Peninsula Ancon tão bela.
Na volta fomos pegar o ônibus pensando que íamos pagar 1 cuc por pessoa, mas não, o bilhete é único. 2 cuc para ida e volta, então pagamos, as argentinas ficaram bravas e foram atrás de táxi... Pegamos o último ônibus as 6 pm, ficou lotadaço, como pegamos ele no ponto inicial fomos sentados, mas o trajeto é curto, então suave.
Toda noite rola numa escadaria próximo a Igreja um tipo de show, conhecido como Casa de lá musica, começa cerca de 9 pm, muito bacana.
6- Dia TRINIDAD
Acordamos cedo e fomos numa cachoeira no vale dos engenhos de cavalo, custou 15 cuc por cabeça e um guia nos acompanhou, valeu muito a pena, a região é belíssima, fizemos no nosso tempo sem correria, e o cavalo dava umas galopadas legais, fantástico, a cachoeira estava com pouca água, reflexo da falta de chuva dos dias anteriores, mas só pelo passeio com cavalo valeu a pena.
Na volta Tinha a opção de almoçar num rancho , mas achamos caro e partimos para Trinidad, deixamos o cavalo, pagamos uma caixinha para o guia , no caminho para casa achamos um restaurante que tinha os preços em CUP expostos na janela, achamos muito barato, entramos com desconfiança mas acabamos comendo lá, tinha uns 3, 4 sucos naturais muito gostoso, foi o lugar mais barato que comi, valores irrisórios, ficou 1-2 CUC contando com uns 6 copos de suco , ganhei o dia hahaha.
No meio da tarde demos uma volta com calma na cidade e subimos o morro da antena para tirar uma foto do pôr do sol e da península ancon. Na antena tem um vigilante, chamado carlos, uma pessoa muito legal, ele nós chamou para subir numa lage para ter uma vista melhor, me liguei que ele ia pedir uma propina como normalmente aconteceria..., mas fomos, ele gosta de conversar, foi o melhor papo que tive sobre o sistema,foi uma troca de experiência legal, nos explicou de forma clara como tudo funcionava em Cuba, tiramos muitas dúvidas com ele, ficamos umas 3 horas batendo papo, no final demos uma propina como forma de agradecimento.
Na volta já estava de noite e fomos novamente para casa de La musica e nesse dia estavam cobrando 4 ou 5 cuc para entrar, até isolaram a escadaria com uma corda, não entendemos mas pagamos, ficamos um pouco lá e o Victor encontrou um casal de Brasileiros que veio no voo junto com ele, tomamos uma gelada e fomos para uma balada dentro de uma caverna que por coincidência ficava no caminho do morro da antena, o ambiente é muito louco,uma caverna mesmo haha nunca vi nada como aquilo, mas a balada em si é bem fraca, tocando músicas de 10 , 15 anos atrás , tipo Britney spears, me lembrou as festas de debutantes kkkk. Ficamos pouco e vazamos
7- Dia TRINIDAD - HAVANA
No dia anterior combinamos com a Nairobi de pegar um táxi coletivo para Havana no mesmo preço da Viazul, com a comodidade de sair mais cedo e ser mais rápido. Blz, combinamos as 7 am e o táxi chegou as 7.30, era um Peugeot 207 novo , alugado, o motorista ainda foi abastecer, engraçado que ele parou o carro numa casa ao lado do posto e completou o tanque com uns galões, ai me veio em mente a conversa do dia anterior , o jeitinho cubano de sobreviver, em cuba existem dois sistemas, o que o governo cubano acho que existe e o que realmente existe.... ele abasteceu e ficou enrolando um tempo , perguntamos se ia demorar muito e blefamos dizendo que a gente ia perder o voo em Havana, daí partimos quase 8 am.
Viagem de quase 4 horas, chegamos em havana e fomos na casa onde o Victor havia se hospedado assim que chegou em Havana, lugar muito bacana, mas não tinha mais quarto, então ela nos levou numa vizinha, 25 cuc, local bom tb, mas não anotei a referência . Dei umas dicas de Havana para o Victor e ele me passou algumas, então nós separamos e combinamos de se encontrar no parque central no fim da tarde para racharmos um tour de carro antigo novamente , foi tão massa que iria repetir, hahaha, só que choveu e não deu certo, a chuva parou logo depois e como o Victor não tinha ido no Castillo de los três Reyes, fechamos um táxi até lá, eu estava doido para entrar no farol, massss chegando lá estava fechado por causa da chuva, até argumentei que já tinha parado de chover há 1 hora, mas não teve jeito, vai ficar para uma terceira visita...
Dia estava acabando e o Victor tinha visto um restaurante que tinha uma lagosta por um preço bom , 12 cuc, para havana estava barato, comemos lá, rolou uma briga numa mesa ao lado de uns mexicanos haviam cobrado a mais deles, blz, na nossa vez ficamos espertos e aconteceu a mesma coisa, cobraram além de 10% uma taxa de serviço absurda, no total ia ficar quase 40 cuc para nos dois, batemos o pé é só pagamos os 10%, detalhe que em nenhum lugar tinham me cobrado isso em cuba e o garçom avisou antes que cobraria os 10%, mas somente essa taxa... e não a outra, blz, problema resolvido, fomos na Bodeguita del Médio tomar o famoso mojito, mas nem tomamos, muito caro, hahaha.
8 –Dia HAVANA
O voo do Victor era bem cedo, então nos despedimos ele foi rumo ao aeroporto. Eu ainda tinha a manhã livre antes do meu voo que era no meio da tarde. Nesse dia aproveitei para tirar fotos dos carros e dos principais pontos de havana com calma, peguei o ônibus turístico que circula praticamente na cidade toda com o esquema hop on hop off , 5 cuc , ele sai do parque central.
Voltei para a casa antes do meio dia, arrumei minhas coisas e peguei um táxi para o Aeroporto. Negociei por 20 cuc.
No Aeroporto tem que pagar uma taxa de 25 cuc antes de embarcar após o check in, detalhe , como cheguei muito cedo no aeroporto, antes de fazer o check in dei uma volta para comprar umas lembranças e vi que tinha uma fila gigante num guichê para pegar tal taxa, mas no outro lado do tinha outro guichê e não tinha ninguém, não tive dúvida depois que fiz o check in fui no outro e nem peguei fila, ganhei uns 30 minutos haha. Fica a dica, principalmente pra quem chegar em cima da hora.
Tudo ocorreu normal e peguei meu voo para Costa Rica com conexão em San Salvador , numa das filas conheci um Costarriquenho e ficamos batendo papo, por coincidência quando cheguei em Alajuela as nossas malas foram as últimas a sair, então para não ser enganado pelos taxistas perguntei para ele quanto sairia um táxi até o meu hostel, o maluco fez questão de ir comigo negociar o preço com o taxista, acertou tudo pra mim. Hahaha, peguei o táxi até o Hostel Alajuela backpackers, pertinho do aeroporto, paguei 4 dólares.
Enfim, Cuba é um país fantástico, voltaria lá tranquilamente, o que mais me surpreendeu foi a segurança, em nenhum momento me senti ameaçado, seja em Havana ou em outras cidades menores.
Continua....
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