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SamuelSchw

Travessia Sete Quedas - Chapada dos Veadeiros

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Diz a velha Bíblia que “o coração dos homens faz os planos, mas a resposta certa vem da boca de Deus” Bem, estava eu tocando a vida em Curitiba, planejando comprar um lote em algum lugar da zona rural da região metropolitana quando por volta do final de julho recebi notícia de convocação de um concurso público prestado em 2012, e teria que me mudar pra Brasília. E assim aconteceu, um galego saiu do frio e chuva curitibana para o sol e secura intensos do planalto central.

 

Cidade nova, começar tudo do zero, círculo social praticamente zerado. Ficava me questionando se haveria morros pra subir e acharia pessoas para fazer trilhas e me apresentar a região. Resolvi procurar no facebook com as palavras chave trekking brasília e...tinha um grupo com esse nome; arrisquei entrar e conhecer as pessoas. Galera bacana e animada, companhia de qualidade pra se enfiar no mato. E eis que alguém resolveu organizar a ida para as Sete Quedas.

 

Fiquei sabendo da Travessia das Sete Quedas na internet quando foi inaugurada, e lembro de ter dito que um dia ainda faria, não sabendo exatamente quando. No fim das contas, devido à mudança, acabou sendo mais cedo do que imaginava. Mas vamos ao relato da expedição:

 

26/09/14

Sexta-feira à noite. Éramos 19 pessoas, reunimos o povo e fomos rumo a São Jorge. Tivemos um leve atraso e acabamos chegando perto das 23h, indo direto a pousada. Ficamos no Casa da Sucupira. Como éramos um grupo grande, o pessoal conseguiu fechar em 35 reais a diária, sem café, em quartos coletivos. O lugar lá é bem bacana e limpo, disponibiliza a cozinha e utensílios, fomos muito bem atendidos. Alguns saíram para um bar, esse que vos escreve foi dormir rs

 

27/09/14

No sábado levantamos cedo para tomar café, arrumar as coisas e esperar o transfer. O Transfer (levar até o PARNA Chapada dos Veadeiros e trazer de volta no dia seguinte) ficou em 20 reais. Todos prontos, van na porta, partimos ao PARNA.

 

Chegamos para abrir o parque com os funcionários da segurança, creio que era entre 8:30 e 9 horas. Passaram uma lista para deixar os dados individuais, e feito isso, nos conduziram para assistir um vídeo sobre o Parque, Trilhas e regras. Protocolo cumprido, demos uma olhada no material do centro de visitantes e iniciamos a caminhada, seguinto pelas setas - e tubos eventualmente - laranja, sempre.

 

Caminhamos um bom pedaço e chegamos no Canion 1, se não me engano por volta das 10:30, ficando lá por mais de uma hora. O lugar é realmente belo. Infelizmente eu fui explorar sem a câmera.

De lá, continuamos. Ai foi caminhada e mais caminhada. Essa foi a minha segunda experiência de trekking no cerrado, confesso que o calor e sol intensos tornam a situação mais difícil, mas no fim o corpo sempre aguenta mais do que você pensa, e a paisagem, compensa.

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Uma coisa que me chama muito a atenção, é que as cores no cerrado são extremamente vivas, não existe meio termo. Belo é o tom de verde das folhas que rebrotam após o fogo, e o azul do céu. De vez em quando, alguma nuvem gentil passava por sobre nossas cabeças, fornecendo uma sombra para amenizar a temperatura. Infelizmente elas não nos seguiam.

 

Depois de uma boa caminhada, chegamos ao ponto de travessia do Rio Preto. Optei por encontrar uma caminho entre as pedras que não precisasse tirar as botas, e deu certo e rápido, mas a maioria preferiu atravessar com os pés descalços. Fica a seu critério, só registro pra informar que há as duas possibilidades (dependendo do nível do rio). Lá matamos mais um bom tempo no rio sendo atacados incessantemente pelas piabinhas. Fizemos o almoço e continuamos.

 

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Era cerca de 15:30 quando avistamos no horizonte algo que parecia ser um rio, e no plano anterior, um tipo de cabana. Eu e um do colegas que estava ao meu lado comentamos que deveria ser lá o local do acampamento, por conta do relevo do local, como se estivessemos em fundo de vale e pelo tempo de caminhada. No fim era mesmo. Pouco tempo depois encontramos a placa da área de camping e do banheiro seco - a tal cabana mencionada. Chegamos enfim, ao ponto do merecido descanso, do refrescante e relaxante banho.

Mochila tirada, acampamento montado, pés liberados, fomos aproveitar as Sete Quedas.

 

Aqui entra um mistério que nenhum de nós conseguiu solucionar: uns viram quatro, outros cinco, outros seis, mas ninguém contabilizou Sete Quedas. Já conseguimos pousar uma sonda em um meteoro, e eu ainda não tenho a resposta. Se alguém aí conseguiu, por favor comente e esclareça. Mistérios numéricos a parte, o local é realmente bonito. Confesso que a altura das quedas não impressiona, nem o volume de água ou o som, mas o local como um todo é belo. Olhar o curso do rio, longe no horizonte, com uma bela combinação de laranjas, vermelhos e roxos no céu de fim de tarde ao som das corredeiras vale muito a caminhada.

 

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Sol posto, hora de voltar ao acampamento e iniciar os preparativos para a janta, aquele bom e velho miojo, mas na versão talharim, com um saboroso molho 100% industrial, complementando com pão, salame, frutas, chá. Verifiquei in loco que com uma espiriteira improvisada com lata de atum, abastecida completa com etanol 3 pessoas puderam preparar seus miojos e ainda sobrou fogo para outra começar a esquentar um risoto. Importante: não deixe de levar a tampa da panela, não só para otimizar o preparo dos alimentos, mas também para evitar que uma quantidade imensa de insetos caia na panela atraída pelo fogo e pela luz da headlamp, mas caso você não se importe de acrescentar um pouco mais de proteína à refeição, sinta-se à vontade.

 

Infelizmente minha expectativa de contemplar o céu estrelado na Chapada foi frustrada. O céu estava com muitas nuvens, uma escuridão densa. Não restava muito mais o que fazer, e o corpo pedia o repouso.

Ao deitar, o ambiente estava quente, diria até um pouco abafado, mas era cerca de 4 horas da manhã, começou a ventar forte, e a temperatura caiu bastante, obrigando-me a usar o saco de dormir. Alguns disseram que houve uma chuva leve, eu mesmo só ouvi o vento forte e senti a queda brusca de temperatura, mas nada que obrigaria alguém a colocar uma calça, blusa e meias.

 

28/09/14

No domingo acordei cedo para contemplar o nascer do sol. Acabei não conseguindo levantar no horário previsto, mas a tempo de ver metade do sol ainda a nascer. Após, foi tomar café, desmontar a barraca e arrumar a mochila, processo interrompido por um porivinha kamikaze que se chocou com meu olho e não saiu. Esfregar o olho, jogar água, nada. Um bicho tão pequeno, mas a sensação é increvelmente incômoda. No fim, umas das gurias do grupo colocou soro no meu olho, e depois de uns minutos, finalmente o infeliz parou no canto do olho e foi retirado e sepultado. Imagino que a sensação de uma lente de contato perdida no olho deva ser semelhante.

 

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Finalizada a operação e a arrumação da mochila, fomos às quedas, dar aquele último mergulho. Uma parte do grupo, eu incluído, saiu às 10:30, os demais, pouco depois das 11. O segundo dia possui menos kilômetros, mas há mais subidas, mas de qualquer forma, é muito mais tranquilo que o primeiro dia. Quanto ao o visual, o descampado é extremamente belo, com os morros ao fundo. Que as fotos falem.

 

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Depois de no máximo umas três horas caminhando, passamos pela caixa para depositar a ficha de controle do parque, o fim da trilha estava próximo. Saimos do parque, estrada vazia, não havia sombra para se refugiar até o transfer chegar. Até tentamos nos esconder embaixo de umas árvores mirradas, mas não demorou muito e a van apareceu.

 

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De volta a São Jorge, combinamos de, na volta, parar no Valdomiro para almoçar. Voltando de São Jorge rumo a Brasília, fica no lado esquerdo da estrada, numa baixada, pouco depois do Morro da Baleia, se não estou enganado. Vale muito a pena, a comida é boa, o prato é bem servido e o preço é justo!

 

Considero que a Trilha das Sete Quedas é uma trilha muito bela. Uma aula prática perfeita pra se conhecer o Cerrado, passando por vários tipos de vegetação diferentes. A sinalização é excelente, a área de camping muito boa, com o banheiro seco. Exige certo preparo físico e o calor pode ser um fator dificultador, mas quem já tem uma certa experiência faz fácil!

 

Termino o relato por aqui.

Abraços

 

PS:

Aqui tem um vídeo produzido por um dos membros do Trekking Brasília, sobre a trilha! Quem for de Brasília e quiser entrar, só procurar lá no facebook!

 

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Excelente relato!

Fiz a travessia há uns 10 dias atrás, então, da minha experiência, acrescentaria as seguintes dicas:

1. Leve, no mínimo, o equivalente a umas 4 garrafinhas de água (500ml). É possível reabastece-las ao cruzar o rio ou visitar os canios, mas existem trechos de sol a pino que são castigantes, principalmente no segundo trecho da travessia.

2. Assegure-se que seu calçado é apropriado e está em boas condições. Minha botinha da Columbia, já surrada e com passagem no sapateiro, abriu o solado no meio da trilha, que é bem pedregosa. Isso acabou resultando em vários calos, tropeções e unhas roxas ao final da trilha... Além disso, um casal que fazia a trilha de tenis terminou com o tornozelo torcido, então não é aconselhável.

3. Se puder, reserve duas pernoites no camping da 7 quedas. Me arrependi de ter ficado só uma noite, porque, além do lugar ser lindo e valer a pena passar um dia por lá lagartixando, penso que seria melhor pra se restabelecer do cansaço da ida e se preparar pro batidão da volta (trecho mais íngreme e castigante). Tem gente que vai e volta pelo mesmo trecho, sem completar a travessia, é uma ideia tb.

4. Não deixe de dar uma desviada e ir na cachoeira das Cariocas. Lindo lugar, vale a pena começar a trilha mais cedo e passar uma horinha por lá.

Espero ter ajudado!!!

 

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    • Por john_carmack
      Fala galera mochileira!!
      Este tópico foi criado para que todos possam postar dicas sobre roteiros, dicas, preços de transpote, comida, hospedagem, e outras na Chapada do Veadeiros e Região.
      Alguém se habilita??
      Quem não conhece e está afim ou que já foi é quer voltar, seja bem vindo e junte-se à nossa turma!!!!
      Abraços,
      Sergio
    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
      ********** A ATUALIZAÇÃO DO SITE AFETOU A FORMATAÇÃO, ELIMINOU AS LEGENDAS DAS FOTOS E ADICIONOU ESPAÇAMENTOS EXTRAS. COM CALMA IREI EDITAR TODO O RELATO PARA FICAR MAIS AGRADÁVEL VISUALMENTE ********* 
    • Por DSS
      Olá pessoal,
       
      Morei em Brasília por um tempo e em alguns finais de semana fui conhecer a Chapada dos Veadeiros. Me apaixonei por aquele lugar. Natureza em estado bruto! Acordava com tucanos nas árvores do lado do meu quarto. Enfim, segue um pequeno vídeo que fiz dos momentos que passei lá...
       
       
      Juntei algumas informações e dicas dos lugares que visitei. Segue abaixo:
       
      Informações gerais
      A Chapada dos Veadeiros é formada por várias cidades e mais de 2000 cachoeiras catalogadas para a região.  A regiao fica no mesmo paralelo que Macchu Picchu e esta localizada em cima de uma imensa placa de cristal de quartzo que, reza a lenda, tornam a região brilhante se vista do espaço e atrai uma energia cósmica... Ou seja, a Chapada dos Veadeiros é considerada um dos maiores destino místicos do Brasil. As 3 cidades mais populares como ponto de acesso aos principais atrativos são Alto Paraíso, São Jorge e Cavalcante.
      Alto Paraíso é a maior cidade das 3. É onde se encontra maiores opções de hospedagem, restaurantes, etc.
      São Jorge é um vilarejo localizado a 35 km de Alto Paraíso e porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. São Jorge tem uma atmosfera mais hippie, com muitas lojas de artesanato e ruas apertadas (muitas delas sem asfalto).  
      Cavalcante, localizada a 91 km de Alto Paraíso, é a cidade aonde todos vão com o objetivo de conhecer Santa Bárbara, a cachoeira mais famosa da Chapada. Mas também existem outras atrações imperdíveis como Rio da Prata.
      A maior cidade mais próxima da Chapada é Brasília. São 230 km da capital até Alto Paraíso que podem ser feitos de carro (melhor opção pois te dá autonomia em relação aos passeios), ônibus (empresa Real Expresso) ou carona. Existe dois grupos no Facebook de pessoas que oferecem carona (muitas vezes vc contribui na gasolina) que funcionam muito bem! Os links:
      https://www.facebook.com/groups/240194479350012/?ref=br_rs
      https://www.facebook.com/groups/1636791463255652/?ref=br_rs
       
      Dicas Gerais
       - A primeira coisa a se fazer assim que chegar m Alto Paraiso, Cavalcante ou São Jorge: Ir ao CAT (Centro de atendimento ao turista). Lá vc vai ver todos os passeios disponíveis, pegar informações sobre o estado atual das trilhas, contratar guias, etc.
      - Tênis confortável, protetor solar e MUITA água pras trilhas.
      - Não faça fogueiras nem use sabonete ou shampoo nas cachoeiras.
      - Na rua principal de Alto Paraíso tem um mercado e uma padaria muito bons (é fácil achar). A Padaria abre as 6:30 todo dia. Vendem omeletes, bolos e salgados bons pra levar pra trilha (pão de queijo deles é mto bom tbm), só não vendem água (que vc tem que comprar no mercado do lado).
      - Todo sábado pela manha acontece uma feira onde se vende artesanato, sucos, lanches, etc. Vale muito a pena ir tomar um café da manha por lá. É só perguntar no hotel que eles sabem dizer onde fica.
      - Quer ver muitas maritacas e tucanos? Tem um terreno baldio em Alto Paraiso que parece ser o dormitório deles. Siga até a Pousada Meu Talento e de lá ande uns 10 metros vc verá um terreno abandonado. É lá! Chegue umas 17:50 e espere ate eles aparecerem. Os tucanos ficam mais nas embaúbas. Eu pulei a cerca e entrei um pouco mais para ficar mais de perto (cuidado com os cachorros! Kkkk).  
      Clique na imagem abaixo para ler melhor as informações:

       
      Dinheiro
      Leve dinheiro em espécie! Em Alto Paraíso tinha um caixa eletrônico, mas na época que fui (Agosto/2017) não tinha nenhum! Em São Jorge e Cavalcante também não existem caixas.
       
      Qual a melhor época?
      Existem 2 períodos: O da seca (maio a setembro) que é quando o nível de água das cachoeiras diminui e é possível tomar banho sem riscos. Já no período das chuvas o volume aumenta e elas ficam mais bonitas, mas o perigo de trombas d’água é maior.
       
      Onde se hospedar?
      A cidade com maior opção de hospedagem é Alto Paraíso. Das 3 vezes que fui fiquei em Alto Paraíso. Segue a avaliação das pousadas:
      - Buddy’s Hostel: Quarto limpo, staff atencioso e ambiente bacana. Tem quarto compartilhado e cozinha. Fica uns 10 minutos a pé da rua principal. Recomendo! Site: http://www.buddysalto.com/
       - Pousada Caminhos de Santiago: Ótimo ambiente e café da manhã. O único problema é que alguns quartos ficam no segundo andar em uma construção de madeira que faz mto barulho quando as pessoas passam. Principalmente a noite. Site: http://www.pousadacaminhodesantiago.com.br/
       - Pousada Meu Talento: Uma das melhores pousada que fiquei na vida! Café da manhã completo com vários tipos de queijo, frutas, sucos, etc. Staff extremamente atencioso, piscina, ambiente... Tudo perfeito! Ambiente romântico. Perfeito para casal. Mas se prepare pq é caro! Site: http://pousadameutalento.com.br/
       
       Onde comer?
      Na rua principal de Alto Paraíso tem varias opções.
      - Caverna do Crepe: Crepe realmente muito bom e barato.
      - Ateliê da Pizza (conhecida tbm como Pizzaria 2000): Pizza OK. Nada demais.
      - Vendinha 1961: Um restaurante/bar com um clima legal. Olhando de fora parece que é caro, mas é um preço justo. Musica ao vivo, mas atendimento não muito bom. Especialidade em pastéis. Muito gostosos!
      - La Vita e Bella: Restaurante de comida italiana. Experimentei um nhoque que tava bem meia boca. Pode ser que os outros pratos sejam melhores.
      - Cravo e Canela: Restaurante vegetariano muito bom! Sabores bem diferentes. Me surpreendi. Só demoram pra fazer o prato. Recomendo!
      - Santo Cerrado Risoteria: Esse restaurante fica em São Jorge. Especialidade em risotos (óbvio) e realmente são muito bons! Com musica ao vivo no segundo andar. Ótima opção em São Jorge. Em feriados fazer reserva com antecedência!!
      - Jambalaya: Restaurante caro, mas um dos melhores de Alto Paraiso. Todo a luz de velas. Clima romântico. Comida maravilhosa (Pedi um pesto com filé ao molho de limão siciliano que tava perfeito).
       
      Ir de carro ou não?
      Fui 1 vez sem caro e outras 2 com carro. Sem carro fazia o seguinte: Fazia amizade com alguém do hostel pra conseguir carona ou acordava cedo e ia pra frente do CAT (Centro de Atendimento ao Turista, abre as 8h) e tentava puxar um papo com alguém que aparecesse ali em busca de informações e desenrolava uma carona. Dá certo! Tente não pedir carona para casais... Eles geralmente são mais fechados. Procure por turmas de amigos. Existe uma cultura enorme de carona na Chapada. É super comum! O fato é que o carro te dá maior liberdade de fazer os passeios que vc quiser na hora que quiser, portanto se puder, vá de carro!!
       
      Contratar guia ou não?
      Depende do passeio. Cachoeira Santa Barbara é obrigatório ter guia. A maioria dos passeios não precisam de guia, mas se vc perguntar no CAT eles vão sempre indicar o guia. Se vc for com um orçamento maior eu acho legal valorizar o trabalho dos guias.
       Minha opinião com base em todos os passeios que fiz: Não foi necessário guia (exceto na Cachoeira Santa Barbara e na Trilha das 7 Quedas), mas se vc gosta de saber informações do local, contrate, mas o guia tira um pouco da sua liberdade tbm. Exemplo: Cheguei ao Mirante da Janela e tinha um grupo com guia. Tiraram as fotos e foram embora! Eu fiquei lá um tempão curtindo sem hora pra voltar.
       
      Passeios
      Fiz todos eles foram saindo de Alto Paraíso. Quase todos os passeios são cobradas taxas de entrada que variam de 15 a 30 reais.
      - Cachoeira Segredo: Cascata enorme! Água congelante (quase todas são...rs). Pra chegar faz uma trilha na mata que vai travessando o rio umas 7 vezes! Tente fazer pela manhã, pois na parte da tarde não bate sol. Passeio de meio dia.
      - Cachoeira dos Cristais: A pior de todas! A queda não é tão bonita e como é de fácil acesso dá muita gente. Tem um restaurante na entrada da trilha o que deixa o lugar ainda mais cheio de gente. Passeio de meio dia.
      - Poço encantado: Lugar bom para crianças (tem salva vidas) e passar o dia relaxando. Tem uma “praia” de areia branca bem legal. Passeio de meio dia.
      - Catarata dos Couros: Uma das cachus mais incríveis da Chapada. Volume de água enorme. Fica um pouco longe de Alto Paraíso. Passeio de dia inteiro. Entrada grátis.
      - Mirante da Janela: Muitos dirão que é bom fazer com guia, mas digo: Não precisa! São 8km de ida e volta. No caminho tem a Cachoeira do Abismo, mas na época que fui estava seca. Do mirante tem vista da cachoeira dos Saltos dentro do Parque. Passeio de dia inteiro, mas se vc sair cedo e for no pique, dá pra fazer em meio dia e depois ir por exemplo no Vale da lua que fica no caminho de São Jorge para Alto Paraíso. Vi algumas pessoas com dificuldades para encontrar a famosa “janela” (onde dá pra tirar aquela foto famosa da Chapada). A dica que dou é: Assim que chegar ao mirante e ver a Cachoeira dos Saltos, observar uma trilha na parte direita no meio das pedras. A Janela fica bem embaixo do Mirante. Qualquer coisa pergunte alguém que estiver por lá.
      - Almécegas I e II e São Bento: Almécegas é uma das cachoeiras mais populares da Chapada. Sempre cheia nos finais de semana. Fica muito próxima a Alto Paraíso na estada que vai para São Jorge. Chegue cedo e vá direto pra Almécegas I (a melhor). Fomos pra Almécegas II no meio do dia e tava impossível andar de tanta gente. Cachoeira São Bento é legal... Tem local pra pular das pedras.
      - Santa Barbara e Capivara: Fica em Cavalcante (Saia bem cedo se vc se hospedar em Alto Paraíso). Santa Barbara é a cachoeira mais bonita que já fui. Água cristalina e fundo de areia branca. A cachoeira fica sob responsabilidade do povo Kalunga. É obrigatório contratar guia. Só chegar no CAT de Cavalcante que terão vários a disposição. O piso dos guias é R$120. Fizemos com a guia Jane. Melhor pessoa que conhecemos nessa viagem!! Atenciosa, preocupada com nosso bem estar. Nota 10! WhatsApp dela: (62)99652-2103. É possível ficar penas 1 hora na Santa Barbara, pois evita que a cachoeira fique lotada. Depois curta a Santa Barbinha que é uma cachoeira menor, mas muito bonita também. Dica: Faça primeiro a Santa Barbara e depois vá para a Capivara que é boa pra curtir e relaxar. Outra dica: Depois das cachoeiras pare no restaurante dos Kalunga e coma a comida de fogão a lenha. R$30 e come a vontade. DELICIOSA!
      - Vale da Lua: Achei bem sem graça. É aquilo q se vê nas fotos... Formações rochosas diferentes. Só. Tem uma parte para banho, mas dependendo de quando vc for vai estar lotado.
      - Loquinhas: Pertinho de Alto Paraiso. São vários poços de água transparente. Lindo demais! Vale muito a pena.
      - Trilha das 7 Quedas: Acordei cedo e fui pro CAT ver se encontrava alguém pra me dar carona pra algum passeio. De cara encontrei um cara que estava fazendo a trilha das 7 Quedas no parque. Só que detalhe: A trilha é feita em 2 dias e ele iria fazer em apenas 1. Colei nele e dividimos o guia. Andamos 25km no total!!!! Das 8:30 as 17:30. Com 3 paradas pra banho. Sol cascando em cima! Passeio bem legal, mas é muito puxado!! Tem que ter pique. Começamos numa entrada no caminho de Alto Paraíso para São Jorge e terminamos na entrada do parque em São Jorge. Esse passeio de 1 dia tem q ser com guia. Levem lanche e muita água. Levei 3 litros e foi pouco.
       
      Fotos
      Equipamento utilizado: Camera Nikon D5100 com as lentes 55-200mm e Tokina 11-20mm f/2.8, uma  GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 7 Plus.
       
       

       


       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       


       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       
       
    • Por cristinegranato
      Olá, vou compartilhar com vocês algumas informações.

      Eu passei uma semana na Chapada dos Veadeiros em Julho/2017. Saí de São Paulo, capital.

      - Passagem Avião - Ida e Volta = R$ 490,00 (comprei 3 semanas antes, comprando 3 meses antes você consegue encontrar por 300,00 ida e volta)
      - Hospedagem - Adubai Hostel = R$ 60,00 a diária (quarto coletivo, café da manhã, cozinha coletiva bem próximo da rodoviaria e da rua principal de Alto Paraiso)
      - Aluguel de carro - Unidas = R$ 640,00 (total de 6 diarias, dividimos esse valor entre 4 pessoas)
      - Na época a gasoline estava R$ 3,99 o litro.
      - Com alimentação gastei uma media de R$ 20,00 a R$ 30,00 por dia com almoço, mas poderia ter economizado fazendo minhas proprias refeições no hostel)

      [DICAS]

      1. A Chapada dos Veadeiros fica em Goias, o aeroporto mais próximo é o de Brasilia.
      2. Quando chegar no Aeroporto de Brasilia ainda terá mais umas 3 horas de carro ou ônibus até Alto Paraiso.
      3. As cidades no entorno do Parque Nacional da Chapada são: São Jorge, Alto Paraiso de Goias e Cavalcante.
      4. As trilhas dentro do Parque são gratuitas, porém recomenda-se chegar cedo pois a limite de visitantes.
      5. Alugar um carro ou arranjar caronas é essencial para visitar as principais cachoeiras. Se você não alugar um carro ficará limitado a conseguir carona.
      6. Se for depender de carona talvez seja melhor ficar em São Jorge onde o Parque fica a 1km e algumas cachoeiras proximas.
      7. Tem cachoeiras a 4km de distância de Alto Paraiso (ex: Loquinhas) e outras a quase 120km (ex: Santa Barbara, Capivara...) 8. Almoço entre R$ 15,00 (prato feito) até R$ 60,00 o kg do Self-service.
      9. A linha de ônibus que vem de Brasilia até Alto Paraiso é a Real Expresso.
      10. Traga dinheiro em cédulas, só tem 1 caixa eletrônico funcionando atualmente e é do Itau. O da Caixa explodiram.
      11. Se você vai na 2° quinzena de Julho todo ano tem o Encontro das Culturas em São Jorge.
      12. Ofereça ou procure caronas nos grupos de carona da Chapada.
      13. Caso venha sozinho(a) ou não tenha CNH procure pessoas que venham na mesma data nos grupos de mochileiros/viajantes e alugue um carro para dividir gastos. (Foi assim que fiz a minha trip, conheci 3 pessoas do grupo dos mochileiros e alugamos um carro em Brasilia)
      14. Um carro 1.0 consegue passar de boa em 95% das estradas pra trilhas.

      [ROTEIRO]

      ➡1° dia
      Saida do Aeroporto de São Paulo para o de Brasilia e de Brasilia vinda de carro até Alto Paraiso.

      ➡ 2° dia
      ☑ Parque Nacional - Trilha dos Canyons II e Cariocas (30km de Alto Paraiso)
      Valor: Gratuito
      Estacionamento: 15,00
      Dica: Chegue 8h/8h30 porque as 9h costuma atingir o limite de visitantes. Após 12h não entra mais ninguém. Horário de funcionamento: 8h as 18h
      ☑ Jardim Maytrea
      Valor: Gratuito
      Estacionamento: na beira da estrada mesmo
      Dica: Visite no finalzinho da tarde, tem um por-do-sol legal

      ➡ 3° dia
      ☑ Catarata dos Couros (50km de Alto Paraiso)
      Valor: Gratuito
      Estacionamento: "no final você me dá um dinheirinho, moça." Dei 10,00 e tudo certo
      Dica: Baixe o mapa para a Catarata dos Couros em offline e se prepare para uns 35km de chão de terra.
      Dica 2: Quando chegar lá, saiba que há 3 cachoeiras. A primeira que é a principal, a segunda é acessada por outra trilha e a terceira acho que só chega nadando.

      ➡ 4° dia
      ☑ Cachoeira Almécegas I, II e São Bento (não lembro a distância)
      Valor: 30,00 por pessoa.
      Estacionamento: Esta incluso nesse valor

      ➡ 5° dia
      ☑ Cachoeira de Santa Barbara + Capivara (120km de Alto Paraiso)
      Valor: 20,00 por pessoa + 70,00 (pode ser dividido por um grupo de até 8 pessoas)
      Estacionamento: Incluso no valor
      Dica: Saia cedo. São em média 1h30/2h até Cavalcante. Pegue um guia local do Quilombo Kalunga. Costumam cobrar mais barato que os da cidade. E baixe o mapa para o local em offline.

      ➡ 6° dia
      ☑ Cachoeira dos Cristais (13km de Alto Paraiso)
      Valor: R$ 20,00
      Estacionamento: incluso no valor
      Dica: EU não gostei muito dessa cachoeira, perto das outras é um pouco sem graça. Mas indicaria pra pais com crianças por ser fácil acesso.
      ☑ Cachoeira Macaquinhos
      Valor: R$ 30,00
      Estacionamento: incluso no valor
      Dica: São 7 cachoeiras, então faça a trilha até a última e na volta tome banho ou pare para fotos nela.

      [DISTÂNCIAS]

      - Cachoeira Loquinhas (4km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira dos Cristais (8,5km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira de São Bento (10km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira Almécegas I e II (13km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira dos Macaquinhos (24km de Alto Paraiso)
      - Jardim de Maytrea (22km de Alto Paraiso)
      - Vale da Lua (35km de Alto Paraiso)
      - Cataratas dos Couros (45km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira do Segredo (50km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira do Abismo (40km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira de Santa Barbara (114km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira de Capivara (106km de Alto Paraiso)
      - Cachoeira do Candaru (106km de Alto Paraiso)
      - Centrol Cultura São Jorge (40km de Alto Paraiso)
      - Entrada do Parque da Chapada dos Veadeiros (41km de Alto Paraiso)

      Meu Instagram: CristineGranato

      Grupos uteis:
      CONEXAO CHAPADA-BSB - Transporte Solidario
      Carona Solidária Chapada dos Veadeiros

      Conexão Brasília - Chapada - DAS MANAS

      Conexão - GYN/DF/CHAPADA
       

    • Por thieny.lemes
      A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado no nordeste do estado de Goiás abrangendo cinco municípios: Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, São João D'aliança e Teresina. Seus primeiros habitantes foram os índios Avá Canoeiros, Crixas e Goyazes. Conhecida por sua beleza natural e riqueza da fauna e flora que compõem sua biodiversidade, o nome da chapada faz referência aos caçadores de veado-campeiro. Nas trilhas entre serras e veredas são inúmeros os atrativos turísticos como rios, cânions, cachoeiras, águas termais, etc.
       
      Desde 2015 estava planejando conhecer a Chapada dos Veadeiros. Convidei vários amigos, montei roteiros, assisti vídeos no youtube e li muito sobre os atrativos da região. Meus companheiros para essa viagem foram: Ana (mãe), Diego (irmão) e Rosana (amiga). Foi muito legal viajar em família e com a Rosana, ótimas companhias.
       

       
      Optamos por ficar 7 dias na região, sendo 3 dias em Alto Paraíso e 4 em São Jorge. Observe no mapa abaixo que não foi fácil escolher quais atrativos visitar, pois são inúmeros.
       

       
      A seguir relatarei como foi cada um desses dias que nos aventuramos pela Chapada dos Veadeiros.
       
      Dia 1: 19/07/2016 - Cataratas dos Couros
       
      Saímos de São José dos Campos - SP às 4h e chegamos ao estacionamento no Aeroporto de Guarulhos por volta das 5h30. Conseguimos nos perder até chegar no estacionamento ZASTRÁS. Tivemos que deixar o carro no Airport Park e pagar a tarifa de R$29,90 por dia.
       
      Chegamos ao aeroporto de Guarulhos às 6h e foi uma correria só. Enfim, decolamos às 06h50 e às 08h30 chegamos ao aeroporto de Brasília.
       
      Para conhecer os atrativos da Chapada dos Veadeiros, recomendo o aluguel de carro. Sem carro a viagem ficará muito cara, pois será necessário contratar os passeios com as agências da região. No nosso caso, alugamos um carro pela Localiza e tivemos um bom desconto, pois reservamos pelo site da Gol. Pegamos um Sandero Stepway, 0km. Valor da diária? R$73,00, sem seguro.
       
      Meu irmão, Diego, por ser mais velho se acha o sabidão e logo assumiu a direção. Com o sertanejo sofrência estalando (irmão e mãe adoram, tive que ficar quieto), seguimos rumo a Chapada dos Veadeiros. Por volta das 11h paramos em São Gabriel de Goiás e almoçamos no restaurante São Gabriel. Por R$20,00 você pode comer a vontade e apreciar uma comida caseira deliciosa. Vale a pena!
       
      Como não pretendíamos desperdiçar nenhum dia, inserimos um atrativo no primeiro dia. A escolha foi certeira: Cataratas dos Couros. São mais de 30km de estrada de terra com muita poeira para chegar até o estacionamento. Na época das chuvas acredito que só carros 4x4 cheguem nesse atrativo, pois têm alguns morros bem íngremes.
       
      A entrada para as Cataratas dos Couros fica a 18 km de Alto Paraíso, sentido Brasília. Saindo da rodovia, ande 22,5 km em estrada de terra sempre pela estrada principal. Chegando numa bifurcação, após andar os 22,5 km, vire à direita e depois ande aproximadamente 9km, sempre virando à esquerda. Assim chegará no estacionamento de carros.
       
      O rio dos Couros faz uma sequência incrível de corredeiras, cachoeiras e poços. A trilha é moderada, tem aproximadamente 4km (ida e volta) e têm muitas pedras. O lugar é incrível. Como fomos na época de seca, foi possível entrar nos poços de água cristalina. A última cachoeira é a mais bonita, mas como estava tarde, não conseguimos descer até a base para conhecê-la. Para saber mais, clique aqui.
       

       
      Recomendo usar tênis. Como estava o dia inteiro de tênis, caí na bobeira de fazer essa trilha de sandália e consegui chutar as pedras várias vezes, e numa dessas cortei um dedo. Esse corte me atrapalhou bem nos dias seguintes. Outra dica importante é levar bastante água e comida, pois o lugar não possui infraestrutura para receber os trilheiros.
       
      Saímos da Catarata dos Couros por volta das 17h e fomos direto para Alto Paraíso de Goiás.
       
      Alto Paraíso é a principal cidade da região. Têm formas arquitetônicas bem diferentes, como iglus, gotas ou pirâmides. Lugar alto astral onde pulsa a espiritualidade para quem busca se interiorizar, ou simplesmente, um lugar de paz e vivências de bem-estar para quem quer apenas descansar. O município acomoda uma charmosa rede de hotéis, pousadas e campings com capacidade de aproximadamente 3500 leitos.
       
      Escolhemos o Reges Hostel para passar 3 noites por lá. Hostel super legal. Tem 4 suítes e dois quartos coletivos. O custo-benefício é ótimo e a localização, a limpeza e o atendimento são excelentes. Recomendo! O dono é o Joka, super atencioso e sempre disposto a ajudar! Valeu Joka, abração!!!
       
      Seguem informações sobre Hostel:
      Reges Hostel
      Página no facebook: https://www.facebook.com/reges.hostel
      Contato: (62) 82364316
       
      Dia 2: 20/07/2016 - Cachoeira Loquinhas / Poço Encantado
       
      Acordamos às 8h e fomos à padaria tomar o café da manhã. Dizem que o pão de queijo de minas é show, mas comemos um nessa padaria que era fenomenal. E mais, por R$1,00 você levava 3 pães de queijo. Fiz a festa! hehehe.
       
      Nesse dia, nosso destino (período da manhã) era a Cachoeira das Loquinhas. Localizada a 3 km do centro da cidade, lá você encontra um complexo de sete poços de beleza única, caracterizado por suas águas cor de esmeralda. O valor da entrada é R$22,00 por pessoa e a trilha é extremamente fácil, com passarela de madeira em boa parte do caminho. Para saber mais, clique aqui.
       

       

       

       
      Retornamos da Cachoeira das Loquinhas às 12h e paramos em Alto Paraíso para almoçar. Depois do almoço seguimos por aproximadamente 52km, sentido Teresina de Goiás, até chegar ao Poço Encantado. A trilha para esta cachoeira é bem curta e sossegada. O lugar é ótimo para passar uma tarde inteira. O valor da entrada é R$20,00 por pessoa. Vale a pena!!! Para saber mais, clique aqui.
       

       
      Retornamos no fim do dia, descansamos e saímos a noite para comer algo e tomar uma gelada, afinal nem só de trilhas e cachoeiras vive o homem….hehehe.
       

       
      Dia 3: 21/07/2016 - Cachoeira Santa Bárbara / Cachoeira da Capivara
       
      Planejamos sair cedo em nosso terceiro dia, pois nosso objetivo era sermos os primeiros a chegar na famosa Cachoeira Santa Bárbara. Seguimos de carro até Teresina de Goiás, em uma estrada ótima. Lá você vira à esquerda, sentido Cavalcante, e dali pra frente a estrada está toda remendada, bem “meia boca”.
       
      Chegamos em Cavalcante por volta das 9h. Dica: passe no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e peça informações de como chegar até a comunidade Kalunga. Não esqueça de abastecer o carro, pois são aproximadamente 30 km de estrada de terra até chegar a comunidade Kalunga. Essa é a maior comunidade de remanescentes de quilombos do Brasil. O fato de os Kalungas terem permanecido distantes dos centros urbanos, num lugar inóspito e de difícil aproximação, acabou fazendo deles um dos poucos exemplos de remanescentes negros que quase não sofreram influências externas em seu modo de vida.
       
      No dia-a-dia, o povo kalunga dedica-se à plantação de mandioca, arroz, fumo, milho e, às vezes, feijão. Cria gado e aves, pratica a caça e a pesca. A atividade turística é organizada pela população local.
       
      Para visitar as cachoeiras de Santa Bárbara e da Capivara pagamos uma taxa de R$20,00 por pessoa, e é obrigatório o acompanhamento de guia. Caso você esteja sem, eles oferecem o serviço de guia por R$70,00 para grupos de até 5 pessoas. Nós contratamos o guia Jean. Fizemos ”n” perguntas ao jovem, que sempre nos respondia com um sorriso no rosto.
       

       
      Da comunidade Kalunga até o estacionamento percorremos 5km, atravessando dois rios com o carro. Segundo o guia, se fosse época das chuvas seria impossível atravessar de carro. Confesso que morri de medo do carro “dar pau”, afinal estava sem seguro e era um carro 0 km. Chegamos ao estacionamento e percorremos cerca de 1km de trilha até chegar na primeira cachoeira, conhecida como Barbarinha. Continuamos até chegar à Cachoeira Santa Bárbara.
       

       
      Aqui devo confessar, fiquei meses sonhando com o dia que estaria nessa cachoeira. Ao chegar, não acreditava no que estava vendo: simplesmente a cachoeira mais bonita que visitava. Tirei várias fotos enquanto estava vazia e em seguida fiquei um bom tempo observando a beleza que Deus reservou para aquela comunidade. É como se eles tivessem um tesouro. Posso escrever o que quiser aqui que não vou chegar nem perto de deixar vocês a par do quanto essa cachoeira é bonita. Confira as fotos a seguir, é de tirar o fôlego.
       

       

       

       

       
      Saímos da Cachoeira Santa Bárbara e retornamos para comunidade. De lá fomos conhecer a Cachoeira da Capivara. Outra cachoeira muito linda que tem um poço bem legal para nadar. Como gastei muita tinta com a Santa Bárbara vou deixar as fotos falarem pela Capivara. hehehe.
       

       

       

       
      Retornamos da Cachoeira da Capivara por volta das 14h e fomos almoçar. Reservamos o almoço com a mãe do guia Jean. Uma comida bem natural, simples e excelente. Pagamos R$30,00 por pessoa para comer à vontade. Valeu a pena! Esse dia foi inesquecível. Espero que gostem das fotos!
       
      Dia 4: 22/07/2016 - Cachoeira Almécegas I e II - Cachoeira São Bento
       
      Acordamos por volta das 8h, tomamos café, nos despedimos do dono do Hostel, o Joka, e partimos rumo à Fazenda São Bento.
       

       

       
      Localizada a 9km de Alto Paraíso, sentido São Jorge, na Fazenda São Bento você tem a opção de conhecer três cachoeiras: Almécegas I (trilha de 3km ida e volta), Almécegas II (trilha de 600m ida e volta) e São Bento (trilha de 400m ida e volta). Para saber mais, clique aqui.
       
      Pagamos R$30,00 por pessoa para conhecer as três cachoeiras. Preferimos conhecer primeiro a Cachoeira Almécegas I, pois a trilha era mais longa. A trilha é moderada, tem subidas íngremes, um mirante e a base da cachoeira é formada por um poço de água extremamente gelada. Vale a pena conhecer essa cachoeira, ela é sensacional.
       

       

       
      Saindo da Almécegas I, retornamos ao estacionamento e fomos conhecer a Almécegas II. Eu, particularmente, não curti muito, pois você chega pela parte de cima da cachoeira e como eu estava cansado, fiquei com preguiça...hehehe. Muitos aproveitam pra saltar das pedras.
       

       
      Ficamos apenas uns 40 minutos na Almécegas II e retornamos à Alto Paraíso de Goiás, já que o almoço no restaurante da Fazenda São Bento custava R$60,00 por pessoa. Com esse valor consigo almoçar a semana inteira em São José dos Campos….hehehehe.
       
      Após o almoço, retornamos à Fazenda São Bento e fomos conhecer a Cachoeira São Bento, que fica muito próxima do estacionamento, cerca de 200 metros. Ela tem um poço gigante, então dá para dar boas braçadas e passar a tarde toda lá. Estava lotada, deve ser porque o acesso é fácil. E acreditem, 80% das pessoas que lá estavam, nesse dia, curtiam um “tchozen”! Só com a “marola” ficamos bem relaxados, inclusive minha mãe...hehehehehe.
       

       
      Nosso plano era passar no Vale da Lua antes de seguir para São Jorge, mas o tempo deu uma virada e preferimos seguir direto para a vila. Chegamos em São Jorge por volta das 17h e logo notamos que a vila é muito “roots”. Até então não tinha conhecido um lugar tão descolado quanto lá, onde as ruas não são asfaltadas (terra batida mesmo) e têm muitos hippies. Na data em que estávamos na Vila acontecia o
      . Tudo é muito diferente naquele lugar, gostei muito! hehehe 
      Nossa hospedagem em São Jorge foi numa casa alugada. A dona da casa chama-se Edicelma. A casa fica localizada na rua 4, na vila de São Jorge. É uma casa de 2 quartos, recém construída e que nos atendeu muito bem. Se for em grupo de 4 ou 5 pessoas, recomendo entrar em contato e fazer uma cotação:
       
      Casa alugada da Edicelma
      Página no facebook: https://www.facebook.com/edicelma.costa
      Contato: (62) 9657-8225
       
      Dia 5: 23/07/2016 - Saltos do Rio Preto
       
      Sábado foi o dia de conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Localizado a 800m da Vila de São Jorge e criado em 1961, o parque possui quatro trilhas para chegar aos atrativos: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânios e Trilha da Seriema. Para saber mais, clique aqui.
       
      Escolhemos conhecer a Trilha dos Saltos no sábado e a Trilha dos Cânions no domingo. Saímos às 8h15 e chegamos na recepção do parque às 8h30. Não é cobrada taxa de visitação. Lá você assiste um vídeo (5 minutos) sobre as regras do parque, assina um termo de responsabilidade e pé na trilha…
       
      A Trilha dos Saltos tem aproximadamente 9 km entre ida e volta, considerando a partir da recepção do parque. O nível de dificuldade é moderado se você escolher conhecer somente as corredeiras, e pesado se você quiser conhecer as corredeiras e os saltos. A trilha é autoguiada e sinalizada por setas amarelas na ida e setas brancas na volta.
       

       
      O percurso é feito na maior parte do tempo em terreno acidentado e bastante pedregoso. Depois de aproximadamente 4 km de caminhada, chega-se ao Salto de 120 m. Só é possível aprecia-lo de um mirante, ponto alto do percurso de onde se vê a queda d’água do Rio Preto. É de perder o fôlego. A 800 metros dali está o Salto de 80 metros, onde é possível tomar banho no rio. Fizemos o percurso de ida em aproximadamente 1h15, andando num ritmo bom. Após tirar inúmeras fotos no mirante e curtir a cachoeira do Salto de 80 metros por cerca de 3h, decidimos retornar.
       

       

       
      Ao retornar, pega-se uma subida bastante íngreme de cerca de 800 metros que requer cuidados para pessoas com problemas respiratórios, hipertensão arterial e asmáticos. Com mais 1,5 km de caminhada chega-se às Corredeiras do Rio Preto, onde também é possível tomar banho de rio nas hidromassagens formadas em suas pequenas quedas. Optamos por retornar para casa sem conhecer as corredeiras, pois ficamos muito tempo no Salto de 80 metros e estávamos com muita fome. Nesse dia minha mãe preferiu ficar em casa para descansar e preparar um almoço pra nós...hehehe.
       
      Algumas dicas importantes: chegue cedo ao parque se for em época de feriados ou alta temporada, tome um café da manhã bem reforçado, leve 2 litros de água por pessoa e um lanche bom. E no mais, força nas pernas e nos pés, pois as trilhas são cansativas. Vale o esforço!
       
      Dia 6: 24/07/2016 - Cânion - Cachoeira Cariocas - Águas Termais
       
      Domingo acordamos às 7h, tomamos um bom café da manhã e partimos rumo ao Parque. Nosso objetivo era fazer a Trilha dos Cânions. Nesse dia minha mãe optou em ir com a gente, afinal já tinha descansado no sábado e estava preparada para enfrentar os 9km de trilha.
       
      A Trilha dos Cânions também é autoguiada e é sinalizada com setas vermelhas na ida e brancas na volta. O percurso total é de cerca de 9km entre ida e volta. Mas é bem mais tranquila que a Trilha dos Saltos, pois não tem tantas subidas e descidas. Fizemos o percurso de ida em 1h15 e o retorno em 1h10 caminhando num ritmo bom. Os atrativos são os Cânions e a Cachoeira Cariocas. Ficamos muito tempo nadando na Cachoeira Carioca e depois retornamos para a Vila.
       

       

       

       
      Nesse dia aproveitamos o final de tarde para conhecer as piscinas de águas termais da Pousada Éden. Lá paga-se R$20,00 por pessoa para entrar nas piscinas e usar a sauna a lenha. Esse foi o único passeio que me arrependi de ter ido. A água estava fria, nesse dia estava ventando, o banheiro estava extremamente sujo (sem condições de uso) e a sauna a lenha nos deixou com cheiro de fumaça. Depois de ficar uns 40 minutos por lá, nossa vontade era pedir o dinheiro de volta, sentimos que compramos “gato por lebre”...kkkkkkkk. Para saber mais, clique aqui.
       
      Dia 7: 23/07/2016 - Cachoeira do Segredo
       
      Nosso último dia na Chapada dos Veadeiros foi reservado para conhecer a Cachoeira do Segredo. Para chegar a Cachoeira do Segredo você segue 10km pela estrada que vai para Colinas do Sul e vira à esquerda. Tem placas indicando o caminho.
       
      Uma informação importante: que você deve comprar o ingresso antecipadamente na vila de São Jorge (consulte: http://www.operadorasegredo.com.br/). A taxa de visitação é R$35,00.
       
      A trilha para chegar até a cachoeira do segredo é realizada pelas margens do rio Segredo e tem sombra em boa parte do percurso. São 6 km entre ida e volta e é necessário atravessar o rio algumas vezes. Mas isso não é nenhum problema, pelo menos na época que visitamos (julho-2016). A cachoeira tem 120 m e é cercada de paredões de 150 m, um verdadeiro paraíso no cerrado. A água é tão gelada que tira qualquer “encosto”….hehehehe. É ótima para pegar um resfriado também, eu provei isso...hehehe. Se você for conhecer a região, não deixe de visitar a Cachoeira do Segredo, ela é FENOMENAL.
       

       

       
      Bom, não falei sobre a noite em São Jorge que é sempre bem agitada. Saímos todas as noites, tomamos umas, curtimos algum som e retornávamos para descansar. No período que estávamos na Vila, estava acontecendo o Encontro das Culturas e, com isso, a vila estava muito movimentada. Gostamos muito do lugar e o que ficou foram boas lembranças e saudades.
       
      Espero que tenham gostado do relato, inseri apenas 5% das fotos...hehehe. No decorrer do texto citei várias sites e dicas. A planilha de gastos ficará disponível também. Qualquer dúvida entre em contato, estou à disposição.
       
      Agradeço a colaboração das amigas Edna e Rosana que dedicaram um tempo na leitura e correção do texto. Obrigado!!!!
       
      Foto 32
       
      Até a próxima!!! Abraço!
       
      Para saber mais sobre a Chapada dos Veadeiros, acesse:
      http://www.veadeirosoficial.com.br/
      http://www.chapadadosveadeiros.com/
      http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html





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