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Viagem de FDS à São Thomé das Letras - MG ::DICAS E INFOS::


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Relato

O relato que farei neste post é sobre uma trip feita para São Thomé das Letras de 4 a 6 de julho de 2014, essa trip foi feita pelos integrantes grupo dos mochileiros de SP e região metropolitana, grupo este que iniciou-se em Fevereiro com uma viagem à praia de Boracéia - SP (que foi INCRÍVEL) e estende-se até hoje com viagens muito divertidas, baratas, com amigos queridos.

 

Para quem não conhece STL (São Thomé das Letras) é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população segundo o Censo realizado pelo IBGE em 2010 é de 6.655 habitantes. Existem diversas atrações de visita obrigatória, como a Gruta São Tomé, Gruta do Carimbado, Casa-da-Pirâmide, Formações Rochosas - a da Bruxa é a mais famosa, construções em pedra e as cachoeiras - Shangri-lá, Eubiose, Véu de Noiva, Paraíso e da Lua, entre outras. São Thomé das Letras está localizada no pico de uma montanha de pedra, incrustada na Serra da Mantiqueira, a 1.444 metros do nível do mar. O céu é muito azul e a cidade é envolvida por um vale intensamente verde, onde se escondem magníficas grutas, cachoeiras, cavernas sem fim e ladeiras onde os carros sobem sozinhos, lugar onde OVNIs são avistados, onde gnomos, duendes, fadas e bruxas são habitantes. (bagui de loko, ver pra crer rs)

 

Alguns acreditam que São Tomé seja um dos sete pontos energéticos da Terra, o que atrai para o lugar místicos, sociedades espiritualistas, científicas e alternativas, o que dá razão a outro nome: Cidade Mística. Existem várias sites, blogs espalhados na internet para quem deseja obter informações precisas da cidade mágica.

 

SOBRE OS CUSTOS

 

O custo total para dois dias na cidade foi de: R$ 255 00 (na época).

R$ 60,00 pousada

R$ 125,00 van ou micro ônibus

R$ 20,00 para compras no mercado

R$ 40 a 50,00 Outros custos

 

Viagem em grupo sempre é mais barato ;)

 

COMO CHEGAR

 

• De avião

O aeroporto mais próximo é o de Juiz de Fora, a 280 quilômetros

 

• De carro

Vindo de Belo Horizonte, acesso pela BR-381 (sentido São Paulo), BR-491

(sentido Três Corações) e MG-167 (sentido São Bento Abade)

 

Vindo do Rio de Janeiro, acesso pela BR-116 (sentido São Paulo até Itatiaia),

BR-354 (até Caxambu), BR-267 (até Cambuquira) e MG-167 (sentido Três

Corações)

 

Vindo de São Paulo, acesso pela BR-381 (sentido Belo Horizonte até

Campanha), BR-491 (até Três Corações) e MG-167 (sentido São Bento Abade)

 

* Evite a Estrada Velha

 

 

• De ônibus

Falando de SP,  há ônibus partindo do terminal Tietê (SP) com destino Três Corações( MG) e de lá pegar outro para São Tomé.

 

http://www.temonibus.com/passagem-onibus/sao-paulo-tiete-sp-x-tres-coracoes-mg

http://pousadareinoencantado.blogspot.com.br/2017/02/horarios-atualizados-de-onibus-de-tres.html

 

• Circulando

A melhor maneira de circular pela região é de carro, uma vez que as cachoeiras

e grutas ficam afastadas do Centro. Quem não está motorizado pode fazer um

passeio de jipe e leva a diversos atrativos, ou pode optar pelo Pororoca (ônibus turístico rústico rs).

 

 

Vamos lá! Como dito, saímos de SP e optamos pela van ou micro ônibus no lugar de um ônibus convencional, pois com a van podíamos rodar dentro da cidade e fazer o nosso próprio roteiro de cachoeiras e grutas., o caminho até STL é bem a cara do interiorrrr rs, é muito escuro, mas com alguma queimadas (de alguma plantação) que presenciamos no deslocamento até a cidade, pudemos observar a paisagem da região.

 

centro-63292.jpg

A caminho da cidade

 

A pousada que ficamos hospedados era muito aconchegante, limpa, e com ótima localização no centro da cidade perto de mercado, padaria etc. http://www.orientaltata.com

 

Bom, vamos ao que interessa, a viagem até STL foi feita por 23 amigos mochileiros. Locamos 2 vans https://www.facebook.com/pages/Frandini-Transportes-Ltda-Epp/229678977106850?fref=pb&hc_location=profile_browser pela empresa Frandini Transportes, cada van com capacidade máxima para 12 pessoas. O ponto de encontro foi às 16:30 estação do metrô Tamanduateí e seguimos viagem às 17:00. A viagem teve duração de quase 5 horas ( contabilizando as paradas em postos para comprarmos alguma coisa, idas ao banheiro e para jantarmos rsrs).

 

Chegamos por voltas das 22:00/22:30 na cidade e a primeira coisa que chama atenção é o céu imensamente estrelado de STL, muito lindo, fiquei impressionado. Não faça como eu que esqueci de levar umas cobertas a mais na mochila, pois faz MUITO FRIO na cidade à noite. ::Cold::

 

No sábado nosso primeiro destino foi visitar as cachoeiras, a primeira visita foi até a cachoeira Eubiose.

 

http://www.pousadasaothomedasletras.com/cachoeira-da-eubiose-em-sao-tome-das-letras/Sth%20Cachoeira%20da%20Eubiose%2001.jpg.

Cachoeira Eubiose

 

Deslocamento de uma cachoeira até outra é em média de 30 minutos. Depois visitamos a cachoeira Véu das Noivas.

 

http://www.pousadasaothomedasletras.com/cachoeira-veu-de-noiva-em-sao-tome-das-letras/

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Cachoeira Véu da Noiva

 

E a Vale das borboletas.

 

http://www.pousadasaothomedasletras.com/cachoeira-vale-das-borboletas-em-sao-tome-das-letras/

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Cachoeira Vale das Borboletas

 

Todas elas lindas, com suas trilhas e paisagens simplistas, mas o positividade do lugar é de engradecer a alma. Recomendo todas. De preferência vá ao Mirante no final da tarde. Você vai presenciar e participar de um espetáculo único: a reverência ao pôr do sol. Após a visita destas maravilhas fomos até o mirante de STL ver o pôr do sol e visitar a famosa pirâmide de pedra. A pirâmide estava lotada de turistas, não consegui obter um lugar, mas consegui ver a cidade inteira do mirante e relaxar a beira do penhasco de STL e admirar sua magnífica paisagem, uma obra prima.

 

A noite visitamos o centro da cidade com suas lojinhas onde pode-se encontrar cds, roupas, suvenirs, artesenato, muitas coisa feitas de pedra e muito mais. Aliás, a cidade toda é feita de pedra, muito interessante. Resolvemos para em um restaurante que servia pizza e ali fizemos nossa refeição. Também fizemos um churrasco de confraternização com direito a fogueira na pousada mesmo ::otemo::

 

No último dia de visita na cidade, acordamos cedo para vermos o nascer do sol. Saímos da pousada e fomos em direção ao mirante que leva uns 10 a 15 minutos de caminhada da pousada até o local (para mim pe bem pertinho). Ao chegar no mirante pudemos observar a imensidão de STL, com sua paisagem verde entre as montanhas e construções características até o nascer do sol, ao amanhecer ficamos encantados com o nascer tímido do sol que depois se transforma no senhor do céu de STL. VALE MUITO A PENA ACORDAR CEDO PARA PRESENCIAR O NASCER DO SOL.

 

Depois de termos visto o nascer do sol e ter tomado café na padaria (que aliás é ótimo) fomos em direção à GRUTA SOBRADINHO. A Gruta do Sobradinho está situada na estrada que leva até Sobradinho. Ela tem cerca de 100 metros de extensão e dentro dela tem pequenos lagos, que dão origem a uma pequena corredeira. Do lado de fora tem mais poços e quedas d´agua. É acessível para todas as pessoas. É aconselhável levar lanterna.

 

No interior da gruta, são encontrados pequenos lagos e no final do caminho existe uma piscina natural de água cristalina boa para banho.

Recomendo ir de tênis que possa molhar. Não é funda.

 

Visitamos também a famosa LADEIRA DO AMENDOIM

Lugar curioso onde os veículos, com o motor desligado, continuam subindo a ladeira. Fato que ajuda a fomentar as crenças da existência de um grande campo magnético em formato de diamante na parte subterrânea da cidade. O que também seria responsável pelas manifestações ufológicas. Fizemos o teste com nosso micro ônibus e pudemos confirmar a veracidade deste famoso evento na ladeira. O nosso micro ônibus começou a subir a ladeira (que não é bem uma ladeira com um descida longa, mas sim uma ladeira com um leve inclinação) sozinho, será que foi magia dos duendes?? ::lol4::

 

DICAS

 

- Leve agasalhos e cobertores extras, irá precisar.

- Leve uma boa câmera para registrar momento belíssimos.

- Programe-se para evitar qualquer transtorno, se pude já faça o roteiro de visitas para quando chegar em STL.

- As pessoas, turistas da cidade são desencanados, os frequentadores na maior parte são jovens.

- Leve protetor e cuide da pele pois de dia é muito quente.

- Convém andar com calçados firmes, pois as ruas são de pedras e escorregadias. Leve tênis e botas.

 

 

Depois de dois memoráveis em STL, tivemos que partir de volta à Sampa City.. Ahhhhhhhh :roll:

Mas com certeza levaremos fotos e lembranças inesquecíveis da cidade mágica.

Espero ter ajuda com esse relato, e mais informações que desejam obter - se puder ajuda, é claro - fiquem à vontade para realizar perguntas.

 

Obrigado e até uma próxima.

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Em 14/08/2017 em 15:11, Débora M. disse:

Olá! Agradeço o relato, me ajudou!

O acesso para as grutas é difícil?

 

é muito tranquilo. A gruta sobradinho, a qual eu fui, tinha crianças e até senhorinhas se aventurando. Vale muito a pena.

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  • 7 meses depois...
  • 1 mês depois...
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@Aline Fontainha Oi! Eu moro no interior do Rio e andei pesquisando por isso também... Bom, você precisa pegar um ônibus até Caxambu (Viação Cidade do Aço) e de lá pegar outro até São Thomé (Viação Coutinho de Caxambu), no qual não encontrei informações de horários na internet, apenas diz que só há um horário disponível por dia 😮
Ainda não entrei em contato para tais informações, mas lhe passo aqui: +55 35 3341-3737 / +55 35 3341-5040
 [email protected]

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    • Por Leandro Z
      🏦 CIDADE Capitólio é uma cidade, em MG, de 10 mil habitantes e fica a uns 300km de Belo Horizonte. A cidade ficou famosa por seus cânions e cachoeiras muito postados no Instagram. No entanto, as atrações ficam no limite da cidade, longe do centro (uns 25km). É possível ficar na cidade São João Batista do Glória, cuja distância até as atrações é a mesma. Ou em São José da Barra / Furnas, que é até mais perto. As 3 cidade são pequenas e tem hospedagem, contudo, como Capitólio é mais famoso, tem mais restaurantes e pousadas.   🔄 DINHEIRO, CÂMBIO, GASTOS Ficou famoso, então ficou caro. Por isso o apelido é "Capitólio Capitalista". Simples mirante custa R$20. Algumas cachoeiras por R$40 eu também acho caro. Refeição é mediano de turista. A média diária de gastos foi: Hospedagem: R$52,80 por pessoa, por noite (Airbnb para 5 pessoas) Alimentação: R$63,78 (às vezes, não almoçamos) Lazer: R$63,75   ✅ ATRAÇÕES ⭐ Retiro Viking - o melhor lugar de Capitólio! O GoogleMaps faz uma confusão entre "Paraíso Proibido" e "Retiro Viking", tem gente que comenta no "Proibido" como se fosse o "Viking". Para chegar, na rodovia MG- 050 pegue a direita na estrada de terra que indica o "Paraíso Perdido" (que é outro lugar) e siga, passa esse "Perdido" e chegará ao "Retiro Viking", não tem erro, dá uns 9km desde a rodovia, ou seja, 9km de estrada de terra. São 5 belíssimas cachoeiras (Trovão, Patinho Feio, Caixinha de Surpresa, Pequena Sereia e Quelé), das quais é possível banhar em 4, a água é bem clara e não é gelada. Não precisa de guia (nenhuma listada aqui precisa).Barato: R$15. O percurso total é de 2km, é um passeio pro dia todo, se quiser banhar nas quatro.   Retiro Viking: Patinho Feio
        Retiro Viking: Pequena Sereia Mirante dos Cânions - certamente você já viu foto, pois é o ponto mais famoso da cidade (fica uns 30km do centro de Capitólio). Começaram a cobrar R$20 por pessoa para mirar de cima os cânion por 3 pontos. E você ainda encontrará fila de instagrammers, um a um, fazendo poses e mais poses. Pessoal, é um mirante! R$20 é caro, não tem nada de estrutura. Mas é aquela história de turista, é uma paisagem famosa, você já está lá e acaba pagando... É uma visão única do cânion? Não, no Cascata Eco Parque você também pode vê-lo. Fila... Trilha do Sol - R$40 (no dinheiro), anda-se pela água geladíssima até o Poço Dourado, cachoeira pequena, é bom ir por volta do meio-dia por causa do sol. Depois anda mais um pouco até a Cachoeira do Grito, queda e poço bons. Havia a cachoeira No Limite, mas agora é só um mirante sem graça. Almoçamos lá mesmo. Trilha do Sol: Poço Dourado Passeio de Lancha - clássico dos visitantes! Tem que fazer, recomendo. Achei passeios de 3h por R$90 a R$120. Fechei com o Beiçola (cel 035 99115 8781) por 4h, R$100. Cara gente boa que tem uma pousada chamada Marina do Farol em São José da Barra, salvo engano. Com ele foi sem pressa nas paradas, enquanto ouvia alguns apitos chamando o pessoal de outras embarcações. O trajeto é padronizado: Lagoa Azul (que é verde, tem cachoeira e poço muito bom para nadar), Vale dos Tucanos (se tem tucanos, não vi, depois nada na saída do vale), Cascatinha (só mirar). São várias lanchas, congestiona em alguns lugares, mas vale a pena.       Cachoeira do Lobo - local com uma ótima cachoeira, poço excelente, cor da água bonita, queda grande e larga. Tem também uma pousada com piscina. Para visitar: R$40, achei caro na época, mas vale a pena. A trilha é curta, bem demarcada e toda cimentada. Morro do Chapéu - mirante da cidade, vista bem bonita. Para este lugar existem dois caminhos: um mais curto que precisa de 4x4 e outro mais longo (uns 20km) que qualquer carro chega (procure no GoogleMaps). Não cobram nada. Canyon Cascata Eco Parque - R$40, sem muita estrutura, mas bom para caminhar (uns 3km), tem poços e umas bonitas cascatas, sendo que a última é a própria Cascatinha do passeio de lancha. Também tem uns belos mirantes dos cânions e lago de Furnas. Lugares que não deu tempo de ir: Pedreira (R$20, tem que ir de 4x4), Paraíso Proibido (R$50), Cachoeira Dicadinha (R$20), Capivara, do Filó e muitas outras!    🏠 HOSPEDAGEM Há muitas opções no Airbnb e Booking, porém, preste atenção na localização, algumas são longe das cachoeiras. Embora a cidade de Capitólio não seja grande, preferimos ficar no centro e a casa no Airbnb para 5 custou R$1145 no total. Como dito acima, há opções de hospedagem em São José da Barra / Furnas (o nome é São José, mas é conhecida pela hidrelétrica de Furnas) e São João Batista do Glória, ficam praticamente a mesma distância de Capitólio para as atrações.   🚌 TRANSPORTE Alugamos carro em BH para irmos direto até Capitólio (4h). Na volta, saímos mais tarde de Capitólio e pernoitamos na cidade de Divinópolis. Há poucos ônibus entre BH e Capitólio, um ou dois por dia, demora 4h e custa cerca de R$104. Do centro de Capitólio até as cachoeiras, não sei como ir de transporte público. Não vi agências, não tem Uber. Não vi ônibus, mas deve ter uma maneira...   🍝 ALIMENTAÇÃO O Restaurante do Turvo é o mais famoso de Capitólio, peixes é o prato principal. O local é grande (perto de onde saem os passeios de barco), o prato é bem servido, é gostoso, mas não é dos mais baratos. Saiu R$50 por pessoa, com bebida, pra comermos bem. Também fomos aos restaurante japonês Mizu e ao Quintal do Brasil. De manhã, sempre comíamos pão de queijo recheado (em média R$10) em algum lugar. Não fomos a Escarpas do Lago, uma bairro elitizado.   ❗ OBSERVAÇÕES, PERIGOS, PERCALÇOS Minas Gerais é um dos lugares que mais acontece tromba d'água, vira e mexe aparecem notícias de tragédias em cachoeiras. Como tomar cuidado? Eu não sei ao certo, mas o principal é estar ciente da previsão do tempo, saber de onde vem o rio, conversar com locais.   https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/09/capitolio-mg.html
    • Por carolcasstro
      Olá, pessoal!
      Há um tempo fiz uma viagem para Capitólio desde SP, onde passei um final de semana acampando no complexo Cascata Eco Parque. A viagem foi bem econômica e acho um estilo de trip legal pra gente recomeçar a viajar depois da quarentena.
      Para ajudar quem ainda pretende conhecer a cidade, fiz um artigo no meu blog Experiências na Mala contando em detalhes quais são os 5 MELHORES PASSEIOS (os mais imperdíveis), quanto custam e uma dica de roteiro para o final de semana. 
      Clique aqui para conferir o artigo e aproveite para me seguir no instagram @experienciasnamala para ficar por dentro de mais dicas de viagens.
      Espero que gostem! 
       
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!!
      No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L.
      A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo!
      Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs!
      A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não??
      Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
      Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados!
       
      BAHIA – UMA HISTÓRIA
      (pq nem só de conhecer lugares vive o viajante)
       
      29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km)
      Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG.
      As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem!
      Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais!
      No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos!
      Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs!
      Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3
       
      1: Ponte sobre o Rio Tietê!

      2: Divisa de Estados!
       
       

      3.mp4 3: Chegamos em Minas, adeus estradas!
       
      No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4
       
      4: o caminho do primeiro dia!
       
      O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs!
       
      30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km)
      Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6
       
      5: Velho Chico!
       

      6: Ponte férrea de 1922!
       
      Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho!
      A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada...
      É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas!
      Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8
       
      7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas!
       
      Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12
       
      9: entrada de Caetité!
       

      10, 11 e 12: Hotel em Caetité!
      Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15
       
      13: amo mesmo!

      14: Caetité tem casa rosada tb!

      15: Igreja matriz da cidade!
      Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17
       
      16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel!
       
      31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana
      Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está!
      Mas segue a história deste dia fantástico!
      Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! 💗
      Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões.
      Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim.
      Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã!
      Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios...
      Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga!
      Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa!
      Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)!
      E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando!
      Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés!
      Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20
       
      18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher!

      20: comendo pequi num restaurante de Caetité!
      E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles!
      Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro.
       
      21: Igaporã, pórtico de entrada!
      E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ele estava de volta no seu sertão!
      Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar!
      Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28
       
      22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis!
       

      24: a carta!

      25: a carta no pote!

      26: o cemitério na beira da estrada!
       

      27 e 28: emoção!
      Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal!
       
      01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité
      Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité!
      Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29
       
      29: eu volto!
      “O sertão é do tamanho do mundo”
      “O sertão é dentro da gente”
      Guimarães Rosa sabe o que diz! 💙
      CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!
    • Por losestradeiros
      Olá!
      Nós somos Los Estradeiros, dois grandes amigos viajando das mais diversas formas por esse Brasil afora. As vezes de fusca, as vezes de moto, as vezes de a pé e por ai vai. Viajamos SEMPRE com pouca grana, SEMPRE em busca de novas experiências, aprendizados, bons momentos, enfim tudo que a vida tem de bom pra nos mostrar. Temos um sonho de cair na estrada para viver uma longa aventura sem data para terminar. Nos ajude nessa, se inscreva no nosso CANAL NO YOUTUBE, somos meio malucos, mas muito divertidos  https://www.youtube.com/c/LosEstradeiros  SPOILER: Em nosso canal você vai encontrar VLOG's das nossas viagens, desafios em viagens (como: viajar de apé, viajar de bike), e uma série de comédia, onde nós somos 2 personagens vivendo as situações mais absurdas que você pode imaginar, cinemão de comédia mesmo. Enfim, tem muita coisa boa lá, não deixe de se inscrever 
      Acesse nossas outras redes sociais: linktr.ee/losestradeiros
      Nossos relatos são DIÁRIOS das nossas viagens, ricos em detalhes das nossas EXPERIÊNCIAS pessoais, perrengues, momentos divertidos e também informações dos lugares que passamos e os CUSTOS da viagem.
      O relato de hoje vai ser sobre uma viagem que fizemos de FUSCA pela Serra da Canastra MG, nessa viagem conhecemos:
      - Paraíso perdido;
      - Capitólio;
      - Cachoeira Casca D'anta (parte alta e parte baixa);
      - Piscinas naturais da região;
      - Cachoeira do grotão.
      Ao todo percorremos 906km pela região, GASTAMOS UM TOTAL de R$ 844,20 (Sendo: $400 com gasolina, $78,2 com pedágios, $116 com mercado, $150 com camping, $80 no paraíso perdido e $20 na casca d'anta).
      Para garantir o melhor custo dormimos alguns dias em postos de gasolina e outros em um camping em São José do Barreiro MG, fizemos nossa comida todos os dias.
      Nessa playlist estão os 4 episódios dessa viagem: 
       
      DIA ZERO (19/07/19)
      Tivemos um dia cheio, Gabriel em seu último dia de trabalho pré férias e eu passei o dia organizando as coisas da viagem e o logo do canal "Los Estradeiros", até aí tudo correndo como planejado. Bom, vou começar a nossa história indo direto para o final do dia. Por volta de 19:30, fui para casa do Gabriel buscá-lo, na volta estávamos indo em direção ao posto de gasolina, ainda perto da casa do Gabriel eis que a gasolina do Billy (o fusca) acaba (isso porque na hora estávamos falando sobre gasolina, coincidência ou não, não sei). Bom, tivemos que dar um jeito de voltar pra trás, Gabriel pegou sua moto e foi até o posto buscar gasolina.
      Depois de muito esforço finalmente conseguimos abastecer. Fomos para casa, chegando lá, mais um perrengue, a gasolina vazou por cima do tanque, tivemos que tirar um pouco em um galão para parar o vazamento. Feito isso organizamos as coisas no carro, jantamos e por volta de 1 am finalmente dormimos.

      DIA 01 (20/07/19)
      Acordamos as 5:30 am, tomamos aquele café top e as 7h saímos de casa, nosso destino é Paraíso Perdido em MG, após longos 310 km finalmente chegamos, sem nenhum problema com o Billy.
      Ao chegar no paraíso, descobrimos que teríamos que pagar, $40 por pessoa (valor fora de temporada), acabei induzindo o Biel a aceitar, pelo lado financeiro não foi nada bom, vamos ter que apertar os cintos, mas por outro lado, que lugar incrível. Grandes cânions em volta, muitas pedras e água para todo lado, várias quedas d'água, um verdadeiro paraíso.


      No final do dia, por volta de 18h, tomamos um banho e saímos do local, viemos em direção ao posto sul de Alpinópolis MG, e por aqui ficamos, fizemos nossa comida em baixo da janela do banheiro e por aqui dormimos por volta das 22:30.



      DIA 02 (21/07/19)
      Acordamos por volta de 5:30 am, tivemos uma péssima noite, porém dormimos mais do que na noite anterior. O carro é muito apertado, mas conseguimos nos ajeitar. Levantamos, tomamos um café da manhã, usamos o banheiro e as 7h saímos em direção ao nosso camping em São José do barreiro, camping tio zezico.

      Fizemos uma parada no meio do caminho no cânion de Capitólio, mas não sabemos se paramos no lugar certo. Nossa segunda parada foi na cidade de Piumhi para sacar dinheiro, uma cidade pequena mas com uma boa estrutura, porém toda cidade coberta de paralelepípedos. Chegando lá, encontramos um Bradesco e conseguimos sacar. De lá partimos para nosso camping, mais alguns km de estrada asfaltada, após passar por Vargem bonita só terra, estrada toda desnivelada, 20km de terra, após 150km finalmente chegamos no nosso camping, bem próximo a cachoeira casca dantas, um lugar muito bonito.

      O camping é muito simples, diária de 25 reais por pessoa, 2 banheiros (um deles falta telha) e uma grande área para acampar. Paramos o Billy e acampamos ao lado do rio São Francisco. Montamos nossa barraca, fizemos uma cozinha com pedras, pedaços de árvore e um plástico para evitar vento (a ideia mais sem sentido de toda viagem). Depois disso fomos conhecer as piscinas naturais que tem ao lado do camping.

      Passamos o dia mais tranquilos, ao final da tarde tomamos banho, por volta de 20h jantamos um Miojo top, depois jogamos um pouco 21 e logo pelas 22h fomos dormir.

      DIA 03 (22/07/19)
      Planejávamos acordar às 7:30, porém perdemos a hora, acordamos por volta de 9:30. Fizemos um café rápido, tomamos e fomos em direção a cachoeira casca d'anta.

      A cachoeira fica a 2km do nosso camping, fomos de a pé, chegando lá mais uma parte do nosso suado orçamento ficou na portaria, $20 para entrar.
      Fomos em direção a parte baixa da cachoeira, caminhada tranquila, 700m da portaria, um lugar incrível, a cachoeira é muito alta, a mais alta que já vi.


      Saímos de lá após um tempo e fomos em direção a parte alta, e dale subida, 3km só subindo, muita terra, pedra, mato, barro e tudo que mais se pode imaginar.

      Cansamos muito, paramos algumas vezes, escorregando outras, mas após 1h30min chegamos lá, na parte alta um rio se forma antes das quedas, de lá se vê tudo, montanhas, até são José do barreiro se vê, bem pequena a cidade. Vimos até nosso camping, bem pequeno lá de cima.



      Ficamos um pouco por lá, gravamos algumas story no Instagram, para falar da história do nosso projeto (canal no YouTube Los Estradeiros), recarregamos as energias e voltamos.
      Demoramos cerca de 1h para descer, escorregamos algumas vezes, mas não caímos. Após chegar lá em baixo comemoramos muito, mas nossos pés estavam fritando.
      Saímos de lá, tentamos pegar sinal no celular, mas nada, seguimos e já a noite chegamos no camping. Tomamos um banho, jantamos, enquanto jantávamos um rato quase subiu na minha perna, foi tenso. Após isso ficamos um pouco no fusca e por volta das 23h dormimos. Hoje está mais frio.
       
      DIA 04 (23/07/19)
      Acordamos por volta de 9:50, tomamos um café da manhã e fomos andar um pouco pela estrada, pegamos um pouco de internet, publicamos as fotos no Instagram do canal e seguimos pela estrada, mais a frente paramos em uma espécie de mirante e lá ficamos por um tempo, só pensando na vida.
      Passado um tempo um carro parou por lá, eu achei que tinham me chamado e fui até eles, mas eles só estavam vendo a cachoeira, eles riram de mim, o Gabriel riu muito, logo voltamos para o camping.
      Logo depois fomos almoçar. Hoje o almoço demorou um pouco mais, terminamos por volta de 16h. Lá pelas 17h demos um pulo nas piscinas naturais.

      As 18h voltamos e fomos tomar banho, depois do banho ficamos no fusca trocando ideia, quando de repente apareceu um cachorro chorando aqui. Passado um tempo projetei a luz da lanterna pela janela para fora do carro para procurar o cachorro e ele estava bem perto da janela, tomei um baita susto, o Gabriel riu muito.
      Após isso fomos jantar, comemos um miojo e voltamos para o Billy, ficamos conversando um pouco, jogamos um 21 e por volta de 22:30 fomos dormir.
       
      DIA 05 (24/07/19)
      Acordamos as 9h, tomamos um café, depois do café fomos arrumar o telhado do banheiro do camping (negociamos com a Neusa, a dona do camping a diária do dia seguinte, pois não teríamos grana para pagar). Logo depois fomos para a estrada pegar um sinal de internet.

      Depois voltamos para o camping e fomos para as piscinas naturais (descobri que o rio que passa ao lado da nossa barraca é o da Lagoinha). Ficamos um tempo na piscina, nadamos um pouco, o Biel ficou peidando na água (fazendo bolinhas), depois de um tempo voltamos para o camping para almoçar.


      Após o almoço arrumamos as coisas no carro e saímos para ver o pôr do sol no mirante.

      Após isso voltamos, tomamos um banho, gravamos o vídeo de apresentação do canal e fomos fazer a janta. No meio da janta o Biel lutou contra dois mosquitos gigantes enquanto eu protegia o molho e as salsichas, após isso ficamos tirando algumas fotos do céu e por volta de 22:30 dormirmos.
       
      DIA 06 (25/07/19)
      Acordamos as 5:30 AM, hoje tivemos um dia cheio. Após acordar arrumamos as coisas, tomamos um café e saímos do camping.
      Fomos em direção a Capitólio, chegando na cidade ficamos um pouco na lagoa principal, logo fomos conhecer a Prainha artificial, porém não é um lugar muito legal, um pouco sujo. Após isso fomos atrás de um adesivo da cidade, mas sem sucesso. Paramos na matriz e procuramos algum lugar para passar o dia, até que encontramos a cachoeira do grotão, que se dizia ser gratuita em um site, fomos até lá, cerca de 18km da cidade, sendo 12 de terra, chegamos lá, a novidade, tinha que pagar $15 por pessoa, ficamos tristes pois não tinhamos a grana, como já estava perto do almoço ficamos na portaria e íamos fazer comida por lá.

      Até que de repente chega um senhor em uma Mobilete (o Pezinho), disse que era o dono, logo começando a conversar com ele, fizemos amizade, expliquei a situação que estávamos sem dinheiro, ele, por ter gostado de nós, liberou nossa entrada de graça.


      Almoçamos por lá, passamos o dia, logo a tarde pezinho voltou, ficou um tempão lá conversando com a gente, muita conversa boa, na despedida ele explicou um caminho melhor para nós e seguimos, no caminho tinham uns bois e vacas na estrada, mas conseguimos passar.
      Paramos no mirante dos canyons de Capitólio (não entramos porque tinha que pagar), de lá fomos até o posto sul (o mesmo que dormimos no primeiro dia). Após um tempo lá resolvemos ir até a loja que tem em frente ao posto, uma loja de doces, queijos, etc Experimentamos uns doces, e TODAS as cachaças q tinham lá, saímos meio bêbados e não gastamos nada. Ficamos no carro conversando até a noite, depois jantamos, comemos uns chocolate e dormimos por volta de umas 23h.

      DIA 07 (26/07/19)
      Acordamos no posto por volta de 5:20, tomamos café, ganhamos um café preto da galera do restaurante. Por volta de 7h saímos. Chegamos em Jaguariúna as 11h.
       
      E assim termina essa longa viagem, foram 7 dias muito intensos pela serra da canastra, dias de novas experiências, de explorar novos horizontes, de fazer novas amizades.
      E assim fica a lição, permita-se, de a você esse presente de viver novas experiências, viver coisas que nunca imaginou, a felicidade está nas pequenas coisas e é isso que levamos dessa vida.
      Até a próxima  






    • Por Carlosfuca
      Se o ancestral João Antão conseguiu ver a imagem de São Thomé, lá fui eu ver a São Thomé das Letras em Minas Gerais também. Cidade de beleza inigualável, de energias contundentes, de atmosfera reluzente, do turismo e das pedras.
      Dentre tantas belezas, guardei um dia da minha rápida estadia pra ir à Cachoeira Shangri-lá. Após uma conversa com o Delei, que é dono do camping onde fiquei, citei o meu interesse de ir a essa cachoeira e por coincidência ele tinha ido uma semana antes, porém ele não sabia passar as coordenadas exatas, pois ele fez vários rolês no dia e tava com um guia. Perguntei sobre o guia e ele indicou um. Eu tinha algumas informações e tava disposto a ir a pé, mas depois decidi contratar o guia, que cobrou R$110,00.
      Vou relatar aqui trechos dos caminhos que guardei, mas aviso que pra ir na caminhada é uma pernada boa. Então a melhor opção é chamar um guia. Mas também não é nada impossível, é em média 19km de caminhada só pra ir. Eu fui por um caminho e voltei por outro e pra quem tá sem condições e quer ir á pé ou já tá de carro dá pra ir sim.
      Uma dica é pegar uma carona sentido três corações e descer depois do 5km da estrada, onde tem uma placa indicando o caminho pra "Pousada Shangrila", https://goo.gl/maps/eaq1jWQSPh12 >>>lembre-se tá entre o km 5 e 6 indo sentido três corações.>>> O outro caminho para a cachoeira é depois do Km11, o primeiro trevo à direita depois da placa de 11km. https://goo.gl/maps/nAmMz3Ajk9n
      Tem a opção de pegar um ônibus de STL a Três Corações e descer na entrada, deve sair R$10,00.

      Link de uma mapa na net (não é meu): https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8866447
      A ida.
      Combinei com o guia as 07h30 na rodoviária de São Thomé e fomos de moto. Duas rodas na estrada e neblina. Ainda no topo dissemos, "vamos pra neblina", pois conforme perdemos altitude adentramos nas 'nuvens'. O caminho iniciado por ele foi o depois do km5, onde tem como referência a placa indicando "Pousada Shangri la". A partir daí foi estrada de terra, que estava precária, pois havia chovido dias antes, Foi coisa de 10 minutos e começou a ficar muito escorregadio e quase impossível de manter a moto em pé, Marcelo parou, olhou e disse, "puts, o pneu furou".
      Pensando no que fazer, ele voltou pra STL pra ver se conseguia arrumar a moto ou pegar uma emprestada. O tempo tava muito agradável, o lugar é de uma tranquilidade imensa, resolvi ir caminhando, SEMPRE PELA PRINCIPAL, e ele iria me resgatar tempos depois.
      Acabou que caminhei mais de uma hora achando que já tava perto, mas depois descobri que faltava muito ainda. A primeira bifurcação veio rápido, mas nessa lógica de seguir a principal, ficou fácil seguir pela esquerda. (Na foto 4 tem a vista de quem ta voltando e uma seta no canto inferior esquerdo da foto indicando a ida pra direita.)
      Segui por mais alguns minutos, sempre vislumbrando a natureza ao redor, aquele ar mágico, passando por fazendas e assim logo avistei uma placa dizendo "Boa Vista" (seta pra direita) e "Shangri lá" (seta subindo), então reafirmou que eu estava no caminho certo. Mais uns 15 minutos e veio uma bifurcação a direita. Na foto 6 se vê a placa indicando São Thome a 5km, essa placa tá na direção de quem volta, então só enxergará depois que fizer a curva pra direita, que é obvia também.
      Continuei seguindo e seguindo a pé até sair numa igrejinha cor (bege/rosa?), vista na foto 7. Nessa igreja é só seguir reto de novo. Depois dela, vieram duas bifurcações e fui reto à esquerda nas duas. Na primeira pode escolher os dois caminhos o da direita indica "Fazenda São Francisco", mas só se vê também pra quem volta, eu fui direto mesmo, e na outra esperei o guia, pois estava com duvidas.
      Veio outro moço de carro e seguimos, ainda tinha coisa pra caramba e a estrada sempre esburacada e cheia de barro. Ele seguiu por mais 20 minutos de carro e chegou uma hora que virou à direita obrigatório, e já saiu numa guarita do Exercito, paramos pra dar o nome e a partir de então a área era deles e a estrada estava bem melhor. Notei que todo esse tempo as placas pra Shangri-lá sumiram, aparece algumas pra "Fazenda São Francisco" e pode ser a mesma coisa, pois essa cachoeira se encontra dentro da fazenda.
      Demoramos mais 15 minutos da guarita do exército até a cachoeira
       
         
         
         
       

      Ao chegar na cachoeira, que é uma união de várias corredeiras formando poços, meu olhos brilharam ao presenciar tanta beleza, o formato das rochas me deixou bem espantado, parte delas dialogando com as arvores e matas e outra com as águas.
         
      Escolhi dois poços que considerei mais seguros e tomei meu banho e dei uns mergulhos, parei pra admirar a paisagem e fui ver as escritas rupestres que fica numa pedra já quase no topo da corredeira.
      Vale dizer sobre a preservação do local que deve partir de nós visitantes e visar o menor impacto possível. Apesar de eu ter ouvido relatos de que as pedreiras estão explorando de forma desenfreada, não devemos cair nessa da degradação do lugar.
      Outras coisa é com relação a segurança. As pedras são escorregadias muito cuidado, não confie totalmente e não tenha pressa pra se locomover por lá. Escolha bem os lugares pra nadar, principalmente se for em época de chuva!
          
         
         
         
      Pra voltar fizemos outro caminho que foi bem mais fácil, vamos se dizer que do ponto da guarita do exercito demorou 20 minutos até a estrada que vai pra STL e seguindo praticamente pela principal rodeada de plantação de milho e café. Saímos no trevo "Km11" e da estrada foi tocar o carro pra STL novamente. Totalmente satisfeito com o rolê e com a natureza de São Thomé das Letras!!!
      Péde Natureza, é nois!
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