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Cuba – Mochilão Mulambo - ponta/ponta - HAVANA, CIENFUEGOS, TRINIDAD, BARACOA, SANTIAGO, CAYO GUILHERMO, VIÑALES...
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Cuba – Mochilão Mulambo
Introdução
Boa tarde, senhor@s.
Meu nome é Lucas, meu parça é Marcelo. Somos dois mulambos.
Antes de começar gostaria de agradecer a todos que contribuíram para que essa viagem acontecesse, em especial aqueles que publicaram relatos nesse site.
Com muito esforço (muito mesmo) e parcelando em 10 vezes, compramos passagens pra Cuba.
Dizíamos: “Até a data da viagem vamos conseguir juntar uma grana pra gastar lá”. Não conseguimos.
Partimos duros.
Os relatos daqui, que já são bem rootz, apontam como confortável um gasto em média de 100 dólares/dia. Tínhamos 20.
Pois bem.
Observamos que os gastos se concentravam basicamente em:
Hospedagem (casas de família), Alimento (paladares) e Transporte (Viazul).
Hospedagem: Ficamos em albergues (5 CUC/noite/pessoa) ou viajávamos pela madrugada. Levamos ainda barraca e equipamentos de acampamento, mas acabamos nem utilizando.
Alimento: Levamos carboidrato e proteína pressurizada do Brasil, além de biscoitos de todo tipo. Porém por toda Cuba encontramos restaurantes bem baratos para pagar com moeda nacional (nestes se gasta no máximo 1,5 CUC).
Transporte: Levamos uma bandeira com os dizeres “botella” que é como os cubanos se referem a “carona” e íamos pra estrada. Porém, a bandeira não serviu de nada. Descobrimos um modo muito mais prático: As guaguas (guaguas)! E aí talvez esteja a maior contribuição deste relato.
Posso dizer que apesar de mendiga essa foi, sem sombras de dúvida, uma viagem absurdamente incrível.
Obs: Cuba opera com um sistema de duas moedas, uma para os cubanos (MN – Moneda Nacional) e outra para os estrangeiros (CUC), assim: 1 CUC = 1 US$ = 24 MN.
10 Constatações:
1. Vá de guagua!
Há basicamente dois modos de viajar entre as cidades de Cuba e que são bastante mencionados nos relatos desse site: Viazul, a única cia de ônibus oferecida aos turistas, e táxis.
A escolha pelo taxi é atraente posto que é um meio rápido, confortável e que acaba não saindo muito mais caro que a Viazul (por vezes sai até mais barato).
As demais companhias, como a Astro, são de uso exclusivo dos cubanos. Nós bem que tentamos, mas sempre nos pediam a tarjeta (RG).
Sendo assim, descobrimos uma terceira via! As guaguas!!!
São espécies de caminhões com a carroceria adaptada para trafegar pessoas entre cidades. Como são veículos particulares, então não exigem a Tarjeta (RG) e, diante dos outros meios de transporte, são extremamente baratos. Pode-se constatar a economia mais adiante, mas para exemplificar:
“Ciego d´Avila ---- La Habana”:
Viazul: 27.00 CUC
Guagua: 72 MN (3.00 CUC)
“Trinidad ----- Santiago”:
Viazul: 33.00 CUC
Guagua: 150 MN (6.00 CUC)
Os cubanos que andam de guagua são pessoas humildes que não tem condição de pagar a já barata tarifa da Astro ou não conseguiram passagem, já que existem filas de espera para os ônibus nacionais. E com estes pudemos passar horas sentados frente a frente. Algumas vezes, lado a lado. Olhávamos para eles e eles nos olhavam. Como são extremamente comunicativos, assim como eu e meu amigo, pudemos conversar bastante. Eles nos contavam coisas incríveis, alguns desabafavam a vida dura, outros exaltavam a revolução, falávamos sobre futebol, novela, música, chicas, viagens...
Contávamos piadas o tempo todo pra vê-los dar risada. Nunca havíamos conhecido risada tão gostosa quanto a dos cubanos.
Enfim, por tudo isso, viaje de caminhão! Em toda Cuba não encontramos NENHUM viajante se utilizando desse meio de transporte! E essa talvez tenha sido a melhor parte de nosso mochilão.
Obs: os cubanos usam o termo “guagua” tanto para os “caminhones” quanto para os ônibus. Logo, quando for perguntar nas cidades sobre os postos de onde saem, especifique que você está buscando os “caminhones”.
2. Centro Habana foi uma boa escolha.
Ficar em Centro Havana foi uma indicação de um brother daqui dos Mochileiros e deu super certo.
É das zonas mais pobres da capital então dá pra sentir a essência da cidade fora dos limites turísticos de Havana Vieja, El Vedado e Miramar.
O preço de tudo é mais baixo, tem padarias locais que vendem pão a 1MN (sério!), mercadinhos e frutarias.
Fica a dez minutos de havana velha. Tem ponto de ônibus que parte pra todo lado da cidade. Enfim...
Recomendo em especial o albergue que ficamos: Hostal Robles Cayo – Calle San Rafael nº 870, entre Soledad e Aramburo. Centro Havana. É a casa da Dona Regla, da qual já antecipo que não deves esperar muitos sorrisos. É uma mulher forte e sábia, sempre desconfiada. Carrega em si todos os belos traços de uma mama africana.
3. Os cubanos são a maior preciosidade de Cuba.
Há um sentimento em Cuba de “se é estrangeiro, é rico”. Por vezes tentávamos barganhar dizendo “nós somos brasileiros, latinos como vocês, não temos dinheiro” e eles tinham as mesmas respostas: “você pode vir ao meu país, mas eu não posso ir ao seu”, “comprou passagens é porque têm dinheiro”, “se não tem dinheiro não deveria estar viajando”.
Quando, entretanto, percebiam que de fato éramos viajantes com poucos recursos eram extremamente solícitos em nos ajudar.
Muitas vezes ouvimos: “voltem quando quiser. Eu não vou cobrar de vocês”.
É um povo pobre, mas extremamente amável.
Em Cuba há uma ocupação do espaço público totalmente diferente do Brasil. As pessoas ficam nas calçadas e praças bebendo, rindo, conversando e ouvindo música a noite inteira. Isso te dá muita tranquilidade de caminhar mesmo pelos becos mais escuros.
Cuba é acima de tudo um país de portas abertas. Literalmente. Privacidade é um conceito que parece não existir nos dicionários da ilha.
Em um momento cheguei a conclusão de que o símbolo de Cuba é a “cadeira de balanço”. Não apenas porque encontramos esse objeto em praticamente todas as casas, mas também pelo seu significado simbólico. Uma cadeira de balanço representa conforto, mas também movimento. Ao sentar em uma dessas cadeiras você quase que automaticamente começa a ouvir a música de Buena Vista Social Club. É um convite a brisa solitária ou a conversas que duram horas com alguém que você gosta.
É um povo autêntico, comunicativo e sorridente com o qual ficamos, de verdade, encantados.
4. A Revolução gera controvérsias.
Quanto maior a renda, menor a aprovação à Revolução.
As classes mais humildes se dividem entre o desinteresse por política e o apego aos grandes heróis de 59.
A classe média se divide entre os fanáticos pelos Estados Unidos e os “defensores de la Revolucion con Fidel y Raul”.
Muitos acreditam que se não fosse o embargo econômico dos EUA a vida de todos seria melhor. Todos elogiam o sistema educacional e de assistência médica em Cuba.
É perceptível que não apenas no aspecto material Cuba parou no tempo. Ao lado dos prédios e carros antigos, a mentalidade dos cubanos é de ainda vivemos a Guerra Fria. Para os apoiadores do regime, a URSS pode ter declinado, porém Cuba ao lado da Venezuela se encarregam de manter firme o “bloco socialista” em oposição ao “imperialismo ianque”.
Há cartazes e outdoors por toda parte celebrando a queda de Batista há 50 anos como se tivesse sido ontem.
A aderência a Revolução é maior no oriente (Santiago, Guantanamo, Baracoa) e no centro (Ciego, Moron) do que no ocidente (Havana, Viñales).
Em 20 dias obviamente não é possível estabelecer um juízo de valor quanto ao êxito da revolução. Por isso iremos nos abster quanto a esse mérito. Deixo, porém, a perspectiva de meu companheiro de viagem:
“A maior parte dos cubanos é totalmente alijada de uma concepção marxista. Tudo o que resta são jargões (Revolução, Povo, Líderes, Imperialismo). A revolução falhou justamente onde pensa ter obtido êxito, na educação. A educação em Cuba não é feita sob uma ótica de libertação do indivíduo, mas tão somente de adequação a uma lógica de sistema, qual uma engrenagem.”
Recomendamos por fim, o livro "Da Guerrilha ao Socialismo" de Florestam Fernandes.
5. Levar utensílios de camping foi desnecessário
Ainda que amemos acampar, o nosso intuito ao levar a barraca e os demais utensílios de camping era nos abrigar em qualquer canto caso não encontrássemos lugar para ficar.
Não precisou. Ainda bem.
Em qualquer cidade que chegávamos nos diziam: “ah só com 10 CUC vocês não vão encontrar casa pra ficar nessa cidade”.
Sempre encontrávamos!
Quando não nas casas oficiais que tinham plaquinha “arrendador divisa”, ficávamos nas clandestinas. Sem problemas.
6. Deveríamos ter nos informado mais sobre as novelas brasileiras.
É difícil encontrar em Cuba quem não assista as novelas brasileiras. Ficam muito decepcionados quando você diz que é brasileiro e não conhece o Juvenal Antena, de “Duas Caras”.
Se a gente conhecesse mais sobre as novelas teríamos mais um elemento em comum para puxar papo, ganhar simpatia, além de entender melhor o que eles pensam sobre o Brasil.
Ouvíamos bastante “o Brasil é um país rico. Eu vejo nas novelas brasileiras”. Mal sabem eles...
7. o Brasil será eternamente o pais do fut mesmo que perca de 20 a 1
Mesmo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, os cubanos insistem que o Brasil é o país do futebol e adoram contar a arte dos antigos (Pelé, Garrincha, Zico, Jairzinho).
8. O rum de Santiago é bem melhor que o de Havana.
Essa é uma dica importante. O rum que os turistas tomam em Cuba é o “Havana Club” que é mais caro e não chega aos pés do “Ron Santiago de Cuba”.
9. Aquilo que para nós é “prostituição”, para eles é algo natural.
Estava conversando com uma garota que é funcionária de uma galeria de arte em Havana Vieja.
Começou uma troca de olhares, sentei do lado dela, ficamos trocando ideia, mão na mão e tudo parecia lindo até que ela me perguntou: “Pero cuánto me va a pagar?” Disse: “oi? no lo entiendo”.
Mas eu tinha entendido muito bem. Ela queria saber quantos dólares eu daria para ela deitar comigo.
Nada, óbvio.
Na minha opinião, usufruir do capital em troca de sexo já é algo bizarro, ainda mais em Cuba, um país que se notabiliza pela rebeldia em relação a exploração do homem pelo homem.
Pelo fato de ser uma funcionária pública, que em nada se assemelhava às cubanas que ficavam na porta das boates, fiquei intrigado com essa história. Comentando, porém, com alguns cubanos, todos diziam: “E cuánto va a pagar?”. “NO!!” “Ora, mas você queria sair com a “chica” e não pagar nada?”.
Perguntando se esse costume era somente em relação aos estrangeiros eles negavam. “Todos homens precisam pagar. Se não elas nos chamam de “tacanho”. Mas é justo que você pague, você não quer que a garota tenha uma roupa legal, que ela capriche no cabelo? Então, temos que pagá-las.”
Pelo sim, pelo não, preferi me relacionar apenas com as européias e quando via uma cubana olhando pra mim já deduzia que era por conta dos meus parcos dólares.
10. Os jiheteiros são insuportáveis
Se prepare, ma friend.
Em Cuba você vai ter que enfrentar os jiheteiros.
Incluem-se nesse grupo os cubanos que te perseguem nas calçadas dizendo: “taxi amigo? Tabacco? Ron? Chicas?” ou então “where are you from??” e não desistem nunca. Todos vêm amigavelmente, como se não quisessem nada, mas em menos de um minuto já se desmascaram e dizem a que vêm.
Pra você que vai embarcar na onda dos caminhões, fique ligeiro pois mais de uma vez quiseram cobrar a mais de nós por sermos “gringos”. A estratégia é perguntar aos outros passageiros o valor do trajeto e já entregar o dinheiro contado (em moeda nacional, óbvio) quando o cobrador passar.
Vale lembrar do “princípio da insignificância”. Se o cobrador da guagua quiser te cobrar 20 MN a mais por você ser estrangeiro, pague e ainda sorria pra ele. Você estaria pagando 20 CUC a mais se estivesse de Viazul.
Trajeto:
1 08/jul SP - Havana
2 09/jul Havana
3 10/jul Havana
4 11/jul Havana
5 12/jul Havana
6 13/jul Cienfuegos
7 14/jul Trinidad
8 15/jul Trinidad
9 16/jul Trinidad
10 17/jul Trinidad
11 18/jul Baracoa
12 19/jul Baracoa
13 20/jul Baracoa
14 21/jul Baracoa - Santiago
15 22/jul Moron
16 23/jul Cayo Guilhermo
17 24/jul Havana
18 25/jul Viñales
19 26/jul Havana - SP
Day by Day
*Os gastos mencionados são relativos a 1 pessoa.
*no total levamos 500 euros e gastamos 450
Dia 1 Havana –
O visto para entrar em Cuba pode ser comprado no balcão da Copa.
No aeroporto de Havana, busquei outros 3 turistas para compartilhar o taxi.
Nos primeiros minutos já fica claro que você está em outro mundo.
Caminhada pelo Malecon.
Jantar e Baile afrocubano numa ferinha nas proximidades. Coisa linda.
Em havana ficamos no HOSTAL ROBLES CAYO HUESO - Calle San Rafael nº 870, entre Aramburo e Soledad.
Telefone 005378788048
E-mail: reglamercy67@gmail.com
Visto: US$20
Taxi compartido: 7 CUC
Janta: 2 CUC
Baile + cervejas: 2 CUC
Hospedagem: 5 CUC
Dia 2 Havana –
Andamos pelo bairro chino e centro havana. Comemos un croissant de desayuno.
Você pode trocar CUC por MN em qualquer cadeca ou com os locais. Se comer em lugares simples pode pedir para te darem o troco em MN.
Conhecemos uma escola de ensino fundamental.
Nessa tarde, conversamos com muitos locais, inclusive um senhor que participou da batalha contra os mercenários, na baia dos porcos. Nos chamou a atenção o fato deste senhor falar com muito receio dos episódios, como se temendo uma iminente onda contrarrevolucionaria.
A principal queixa dos cubanos está em não poder sair do país, seja pela falta de grana, seja pela falta de visa. Aqueles que se opõe ao regime tem o dito abertamente. Inclusive alguns se definem "capitalistas".
Conversamos horas com um rapaz da “juventude negra de Cuba”, ele entende não haver socialismo em cuba, vez que existe desigualdade social e racismo.
Almoçamos chic el la pina de prata ao lado da floridita e tomamos daiquiri.
Fizemos amizade com duas neozelandezas muito divertidas, caminhamos por havana.
Fomos a Casa de la musica, mas não curtimos muito. É cara, tocou pouca salsa e só tinha aqueles turista-bacana, manja?
Café da Manhã: 0,5 CUC
Almoço: 9 CUC
Hamburguesa 1 cuc
Casa de la musica 8 cuc (custa 10 CUC, mas mendigamos)
Taxi compartido: 1 cuc
Hospedagem: 5 CUC
Dia 3 Havana
Durante a madrugada, as tropas de Fulgencio Batista atacaram em forma de dor de barriga. Passamos mal por todo dia, não tomamos café, nem almoçamos.
Dentro do museu da revolução, vomitamos e dormimos.
Os visitantes do local achavam engraçado.
De lá pegamos um bicitaxi ate o hostal (1 cuc).
Museu da revolução - 8 CUC
Bicitaxi 1 cuc
Jantar 3 CUC
Hospedagem: 5 CUC
Dia 4 Havana
Café-da-manhã barato numa padaria na calle san Rafael x calle Escobar. Sentamos comemos nossos pães puros e rimos enquanto a mulher nos olhava com uma cara simpática
Entrada clandestina no Castillo de la Real Fuerza. Este lugar é muito legal! Lá entramos sem pagar. Olhamos que não tinha ninguém vendo e entramos fingindo que já tínhamos pago. Lá dentro o que se vê é uma fortaleza no maior estilo piratas do caribe, com paredes de uns 3 passos de espessura e muitas referências e artigos encontrados no mar do caribe
Almoço em rest muito bacana. Barato e delicia. Guarde: Consulado - 101 entre colon e refugio – Diga a Cindy que mandamos beijos e saudades.
No fim do passeo del prado, quando ele se encontra com o malecon, você pode pegar um onibus direto pro Fuerte de El morro. Dai na entrada choramos e conseguimos pela metade do preço visitar a fortaleza. Vale muito a pena, tem uma vista bacana de Havana e é bem conservada (na torre de controle tem um tiozinho muito gente fina que te deixa entrar e ver tudo e fazer fotos e tals)
Depois voltamos de bus e demos uma caminhada e vimos o pôr do sol no malecon.
A noite tentamos ir a Fabrica de arte (falam muito bem) mas estava fechada, encontramos as neo zelandelas, fomos p um pico de burguês chamado 1830, não paga nada pra entrar, mas quisemos sair fora três minutos depois q entramos.
Pegamos um chevrolet 50 p havana velha, caminhamos pela madrugada, comemos pizza. Compramos cerveja, rum e ficamos bebendo e rindo com os cubanos no malecon.
Café da manhã – pan 2 MN
Almoco – 40 MN
Onibus p fuerte 1 mn
Castillo de la Real Fuerza – custa 3 CUC, não pagamos.
Entrada na fortaleza. custa 6 CUC, pagamos 3.
Constituição de Cuba 25 mn
Onibus p periferia da cidade 1 mn e mais 1 mn para volta
Pizza 10 mn
chevrolet 50 – 20 MN
cerveja, rum – 5 CUC
Hospedagem: 5 CUC
Dia 5 Havana
Fomos a el vedado, praça de revolução, memorial Jose Marti.
Cinema que os locais frequentam. Foi uma experiência incrível, apesar do filme de ficção científica americana ser bem ruim. A lanterninha quer aparecer mais que a protagonista, o rapaz do seu lado chacoalha gelos e todos curtem a vibe de comentar a película enquanto ela ainda está sendo apresentada.
Vendo o povo caminhar em Havana vieja: salsa, mojito e charuto.
Jantamos numa casa de familia
Café da manhã – pan 2 MN
Almoco – 40 MN
Onibus p El vedado1 mn
Cinema - 2 mn
Mojito e charuto: - 4 cuc
Janta: 5 cuc
Hospedagem: 5 CUC
Dia 6 Cienfuegos
Acordamos cedo fomos ao terminal el cubre e conseguimos um taxi coletivo para Cienfuegos.
Almoco “restaurant de paris”. Vi um cartaz que dizia "Jimmy Perez - el autentico cubano". Perguntei a garconete quem era e ela me trouxe o próprio que, ao vivo, cantou para nós muitas musicas do Roberto Carlos (mal sabia ele que queriamos mesmo era ouvir salsa, e que não somos lá muito fãs do Robertin!). Cômico.
Andamos por malecon e praia gorda.
Sentamos na praça e conversamos com dois senhores.
O primeiro, 76 anos, apoia a revolução e diz que agora pode caminhar na rua sem medo e que antes a policia matava cidadãos nas ruas.
O segundo, 90 anos, disse repudiar o governo revolucionário. Sua fazenda gigantesca sofreu intervenção estatal em 1963 e muitos bois morreram por deficiência técnica dos administradores revolucionários. Enumerou os produtos alimentícios que subiram de preço, lamentou não poder escolher os dirigentes da nação e refuta o argumento da segurança tendo em vista que os revolucionários mataram vinte mil ao assumir o poder.
O dia transcorria pacato como a cidade até que descobrimos um espaço q tocava jazz latino na Praça José Marti, ao lado do grande teatro, lá fizemos amizade com um grupo de suiças.
No momento em que a artista chamou para sambar Sergio Mendes, tirei uma delas para bailar e lasquei um beijo no fim da canção. Andando, bebendo e cantando passamos a madrugada da pequena cidade.
Café da manhã – pan 2 MN
Taxi coletivo para cienfuegos – 5 CUC
Almoco – 45 MN
Night: - 4 cuc
Janta: 50 MN – no El Pollito
Hospedagem: 5 CUC
Dia 7 Trinidad.
Adoramos essa cidade. Chegamos de taxi coletivo.
Um Sr. e suas netas reclamaram que não podiam falar o que pensavam.
Conhecemos Sra loyda e acompanhamo-na ate sua casa na periferia da cidade - "soy una revolucionaria desde 1959." "Desejo? Tranquilidad e salud", "libertad? Soy libre."
Noite em casa de la musica – maravilhosa!
Fizemos amizade com uns irlandeses loucos.
Cantamos nas ruas "alerta, desperta" e nos deparamos com Clotilde, uma senhora que carecia desesperadamente de um carinho. Passamos um bom tempo conversando com ela e voltamos pro agito de Trinidad.
Reencontramos os irlandeses, quase capotamos uma bicitaxi e quase saímos presos pela policia da cidade.
Nenhuma saudade de brasil.
Agora há praças em toda ilha com wi-fi por 3cuc/hora e funciona bem, mas fiz questão de ficar offline os 20 dias de viagem.
Recomendo muitíssimo a casa em que ficamos em Trinidad, nos receberam com muito amor e em todo tempo nos chamavam para degustar doces, sucos naturais... – Calle José Martí, 79. (+53) 0141 992080.
Desayuno 1 CUC
Taxi coletivo 5 CUC
Almojanta 4 cuc
Casa de la musica - 1cuc
Cervejas – 2 CUC
Hospedagem: 5 CUC
Dia 8 Trinidad
Andamos por trinidad - Feirinhas de artesanato.
Almoço muito bom na casa da Daysee, que é um amor de pessoa (Calle Colón, 215).
Visitamos a casa de Clotilde, a senhora que precisava de carinho na noite anterior.
Fomos pela noite na deliciosa casa de la musica e depois a La Cueva, uma balada dentro de uma caverna, algo mágico.
Água em Cuba é algo caro e um pouco difícil de encontrar, principalmente no oriente, então leve cápsulas de clorifil; Estas podem ser encontradas nas lojas da Mundo Terra - http://www.mundoterra.com.br/
Desayuno 1 CUC
Almoço 3 CUC
Casa de la musica - 1cuc
La cueva – 5 CUC
Cervejas – 3 CUC
Hospedagem: 5 CUC
Dia 9 Fomos a nossa primeira praia do caribe - ancon lindíssima.
Jantamos mais chic, trinidad colonial.
Conheci uma nova suíça.
Biscoitos de café da manhã – 1 CUC
Onibus para ancon - 2cuc ida e volta
Janta – 7 cuc
Casa de la musica – entrada penetra
Cervejas – 2 CUC
Dia 10 Trinidad
Almoco em moeda nacional muito bom. recomendo! Calle jose martin com calle colon. Mui rico.
Guagua para sancti spiritus, daí para ciego, daí para Santiago.
Spaguetti no el rápido (o McDonalds de Cuba). Bueno! Conversas incríveis nas guaguas.
Almoco - 40 MN
Guagua para sancti spiritus - 10 MN
Guagua para ciego - 10 MN
Guagua para santiago – 130 MN
Janta - 1cuc
Dia 11 Baracoa
Guagua para guantanamo e depois taxi coletivo p baracoa. Sofremos uma leve "xenofobia". Esperávamos a guagua e um jiheteiro começou a colocar os locais contra nós.
Conhecemos Laura (colombia) e Emily (taiwan).
Fomos numa balada chamada “Rancho” que só toca reggaeton. Era horrível e nos ofereciam mulheres como pedaços de carne. Nada feito!
Guagua para guantanamo 20 mn
taxi coletivo p baracoa 3 cuc
Almojanta – 4 CUC
Rancho – custa 2 CUC, mas entramos clandestinos.
Hospedagem – 6 CUC
Dia 12 Baracoa
Esse dia foi mágico e nos fez encantar por Baracoa.
Fomos ao rio yumiri e la passamos uma tarde linda com laura e emily.
Andamos de canoa até uma piscina natural.
Na região do rio vive uma comunidade ribeirinha, almoçamos na casa de Dayse, uma moradora dessa comunidade. Foi maravilhoso e muito barato!
Fomos a praia maglito. Que é ótima também.
O taxista nos levou a uma agricultura familiar de cacau.
Noite de vinho (muito vinho para tentar salvar a noite desta cidade) no bar de la trova.
Taxi: 5 CUC
Passeio de canoa no rio: 3 cuc (mendigando, era 5 CUC)
Almoço: 2 CUC
Janta: 50 MN
Charuto: 1,50 CUC
Vinho de Soroa: 3 CUC
Hospedagem – 6 CUC
Dia 13 Baracoa
Fomos a praia Maguaga de caminhão. Absolutamente linda. Agua cristal. Vale muito.
Almoçamos numa casa a beira da praia. Estava maravilhoso e baratíssimo. Comemos cucuruchu. Aprovado. Assim como a rapadura (doce de amendoas 20 mn).
Na estrada para a praia há algumas pessoas vendendo umas “barcas” cheias de manga. Muito barato e gostoso.
Fomos ao Centro de cultura de Baracoa que tava meio bodeado, mas parece ser uma iniciativa interessante.
É bonito observar a relação que Baracoa tem com a África. Caminhei pelo malecon com laura, recitamos poesia e vimos estrelas.
Caminhão para praia: 20 MN
Regalos 3 cuc
Almoço 2 cuc
Caminhão para voltar: 20 MN
Barca de manga: 30 MN
Janta 40 MN
Vinho 3 CUC
Hospedagem – 6 CUC
Dia 14 Santiago
Guagua p Guantanamo. “Bicicore” p Santiago, uma espécie de taxi coletivo.
Achamos Santiago um porre. Deve-se usar máscara de oxigênio para caminhar pelas ruas.
Nos hospedamos da casa do sr. Onesimo - calle selda, 43. Um fofo! (Obs: a casa dele não tem plaquinha do arrendador divisa.)
A dica pra conhecer essa cidade é circular de mototáxi.
Tava rolando carnaval e vivemos uma cena impagável: encontramos abraçadas as duas suíças com quem me relacionei na viagem, a de Cienfuegos e a de Trinidad rs.
Guagua p Guantanamo (20 mn)
Bicicore* p santiago (50mn)
Almoço: 60 MN
4 Mototaxis: 80 MN
Cervejas: 2 CUC
Charuto: 1,50 CUC
Janta: 4 CUC
Hospedagem – 4 CUC
Dia 15 Moron
Decidimos trocar o carnaval de santiago pelos cayos (coco e guilhermo).
Pegamos um taxi até ciego de Ávila, cujo motorista defendia com unhas e dentes a revolução, qual fosse o próprio Fidel.
Depois pegamos caminhão para Moron, cidade mais próxima aos cayos.
Ficar nessa cidade é top pra quem quer conhecer os cayos mas não tem grana pra pagar os caríssimos resorts.
taxi até ciego 15cuc
Guagua p moron (5 mn)
Almojanta – 100 MN
Hostel moron- 6 cuc
Dia 16 Cayo Guilhermo
Playa pillar em cayo guilhermo. Essa praia foi a mais incrível que estive em toda minha vida.
É a praia que serviu de cenário para "O Velho e o Mar" do Hemingway.
Como disse um outro: "Os cayos cubanos são a prova de que o paraíso existe."
Lembre-se que p entrar nos cayos deve-se apresentar passaporte.
Pegamos um Almedron (Chevrolet dos anos 50, que cabem 7 pessoas).
Voltamos de caminhão p havana
Taxi até cayo guilhermo 5 CUC
Almoço 5 CUC
Taxi pra voltar 5 CUC
Almedron p ciego - 40 mn
Caminhão p havana - 5 cuc
Dia 17 Havana novamente.
Conhecemos duas austríacas.
Caminhamos pela cidade e no fim da noite pelo malecon.
Almoco na cindy 75 MN
Janta 4 CUC
Hospedagem – 5 CUC
Dia 18 Vinales
Com as austriacas.
Passeio de cavalo pelo vale. Curtimos demais.
Fabricação de tabaco nas fazendas (uma experiência muito boa).
Cueva del índio.
Voltamos a havana.
Bebemos no malecon.
Indico o passeio para vinales com a Cubanacam, que tem um stand no Hotel Plaza, custa 20 CUC com almoço incluso. Esse passeio em especial é direcionado aos cubanos, mas os estrangeiros têm acesso. Quando fomos comprar já estava esgotado.
Taxi compartido: 25 CUC
Almoço: 3 CUC
Cavalos: 5 CUC
Cueva del índio: 4 CUC (chorado, custa 5 cuc)
Charuto: 1,50 CUC
Hospedagem – 6 CUC
Dia 19 Havana
Compramos souvenires.
Pegamos o ônibus P12 em frente ao “hospital-emergência” para o aeroporto.
A taxa de 25 CUC NÃO é mais cobrada pelo aeroporto de Havana.
Viajar de Copairlines foi bem tranquilo. Eles tem um menu delícia para os vegetarianos que deve ser solicitado com antecedência.
Souvenires: 10 CUC
Almoço: 75 MN
P12: 2 MN (sério, os táxis cobram 25 CUC!)
Conclusão
Cuba é um dos países mais incríveis do mundo, e com certeza oferece opções para todo o tipo de gente, desde os mochileiros mulambos como nós, aos rednecks americanos e suas meias até os joelhos. Mas uma coisa não podemos esconder de vocês que nos leem, você nunca conhecerá a verdadeira Cuba desde a janela de um ônibus com ar condicionado. Cada sorriso, cada expressão feminina de fortaleza, cada palavra doce, cada olhar amigo, condensa o espirito e as ambiguidades deste país repleto de história. Está certo que se fizeres tours, terá uma bela explicação de cada lugar, mas infelizmente tudo que verá será prédios históricos e elegantes carros antigos. Nosso convite com este breve relato é pra que você conheça mais do que a Cuba da época da revolução. É pra que você conheça a Cuba que como eles mesmo dizem “tem que ter criatividade para sobreviver”, Cuba que não se dobrou, e que ainda vive os ecos de sua libertação! Caminhar por las calles, da cidade hipnotizada pelo mar, ou conversar com o cavalheiro de paris, ou de ver uma senhora que não tem o que comer mas ententa comprar uma breja pra ti, ou dormir em uma casa clandestina de um desconhecido, ou andar uma madrugada inteira bebendo rum e rindo com seus novos amigos cubanos, e viver a experiência antropofágica de absorver a alma do lugar é o que desejamos a todos. Viva Cuba!
Lucas Ciénfuegos e Marcelo Guevara ;D
ps: Se quiser chama nois no whats (11) 993380033
ps2: tem mais fotos na página 4.
ps3: quando voltar chama nois pa toma uma breja e contar como foi!
Editado por Visitante