Pessoal, segue nem tão breve relato da minha 2ª passada pela Ilha Grande, agora em setembro/09.
Segunda: Cheguei na rodoviária de Angra às 05:40. Fechei com o catamarã da IGT por R$20,00 para ir até o Abraão. Este catamarã é uma das formas mais convenientes de ir ao Abraão. Muito rápido, fez a travessia em 40minutos, saindo às 08:00. Se você comprar o ticket no próprio cais de Santa Luzia, vai pagar R$25. Comprando na agência da IGT na própria rodoviária se paga R$20.
Chegando no Abraão, tudo muito molhado, porém ainda não chovia. Coloquei o pé na trilha às 09:00 e segui para Dois Rios, com destino final Parnaióca. A estradinha apesar do absurdo que tem chovido não estava muito lamacenta. Nesse caso, o tal atalho pela trilha no bambuzal a direita da estrada (utilizada para cortar caminho) não vale a pena, pois ali sim estava tudo muito escorregadio. Eu pequei essa trilhinha, mas tava brabo mesmo. A cargueira nas minhas costas (esqueci de pesar) atrapalhava bastante, mas cheguei a Dois Rios após 1 hora de subida e 1 hora de descida, às 11:00.
A companheira no perrengue.
Ainda sem chuva, dei um rolê bem rápido por ali, pois estava bem preocupado com o horário, pois os guardinhas me disseram que eu teria 04:30 horas de trilha muito escorregadia até Parnaióca.
Dois Rios
Recepção em Dois Rios pela belas palmeiras...
Imagine esse lugar com sol..
Ainda enquanto conhecia as ruínas do presídio começou a chover, e CHOVEU MUITO MESMO. A trilha é bem legal, limpa, com algumas atrações, mata belíssima e perfumada, muitos pássaros, macacos e até algumas cobrinhas, ehhehe. Enquanto São Pedro lavava a ilha, eu cruzei a ensaboada trilha praticamente sozinho, tenho cruzado com apenas 3 pessoas voltando de Parnaióca. Bom, eu estava sozinho, e sozinho eu fico muito ansioso e ando que nem um cavalo. Cumpri a trilha quase 'submarina' de tanta água em 03:00 horas.
Parnaióca é linda. É o tipo de praia que eu gosto, pouca infra, poucas casas e natureza bem selvagem.
Parnaióca, into the wild...
Maravilhosa praia
No dia em particular, a 'natureza selvagem' estava praticamente hostil. A chuva caía sem dó, o mar estava numa ressaca monstruosa e o vento que via do oceano varria até passarinho. Mesmo assim, concluí meu objetivo e dei uma entrada na praia, quase congelando. Não havia mais nenhum turista em Parnaióca, em nenhum dos campings.
Acampei (R$15) na própria cozinha do camping da Janete, sob recomendação do Rossi, gente boa que cuidava das coisas por lá. Aí foi tomar um banho, cozinhar um miojo com molho de tomate e proteína de soja, e relaxar vendo a chuva cair e tomando uma cerveja vendida no camping (itaipava lata r$3). Chovia tanto que até às 20:00, quando fui dormir pregado, não havia condição de sair para dar uma volta. Cheguei sim, a tomar um pouco de chuva e caminhar na praia à noite, mas o tempo não estava para brincadeira mesmo.
Armando uma bivak da T&R sem specks: só amarrando tudo mesmo...
Ah, importante dizer que nesse dia nenhum camping servia comida, e não havia qualquer barco na praia. Portanto, vá prevenido com comida, e ciente de que podem não haver barcos!
Na terça feira acordei bem cedo, e com o tempo ainda sem chover, decidi voltar para o Abraão, pois as condições do dia anterior me assustaram, e achei melhor não encarar a travessia para o Aventureiro por causa das condições, principalmente pelo mar revolto. Deu tempo de passar bastante pela praia, maravilhosa, com esquilinhos brincando a beira mar, uma belíssima sinfonia de pássaros e para minha alegria um silêncio humano espetacular. Saí de lá com a certeza de que volto outra vez, mesmo se tiver mais gente. O Lugar é incrível mesmo.
Mais uma vez, minha ansiedade me fez "camelar" voando baixo nas escorregadias trilhas. Cheguei a Dois Rios 02:30 depois. Apenas garoava fraco e parava, então aproveitei para curtir bastante, entrei no mar, no rio, no presídio, nas ruínas, conversei com os muitos urubus (que eram os únicos a me fazer companhia na praia) e aproveitei para 'comer' minha mochila, reduzindo peso. Quando eu saia de Dois Rios chegavam os primeiros visitantes do dia vindo do Abraão, isso já perto do meio-dia. Voltei ao Abraão sem passar pela trilha escorregadia, no mesmo tempo da ida, com alguma garoa na cabeça.
Árvore descomunal, na trilha entre Dois Rios e Parnaióca
No Abraão fiquei no camping do Bicão (R$10,00 a diária), muito bom, estava tranquilo com apenas mais 3 barracas. Aproveito para responder o que perguntaram no fórum, o hostel "Resta 1" estava R$20 com café, e o "Hostel do Bugio" estava R$20 sem café. Lembrando que era fora de temporada, durante semana e em época chuvosa. De tarde a chuva voltou a cair forte, e eu me entretive com várias cervejas que comprei no mercado e deixei na geladeira do camping. Ah, nessa noite a vila estava bem quieta, com muitos lugares fechados... Os poucos turistas eram gringos, e a opção mais barata para comer era PF de R$15. Portanto, nada melhor que usar a infra do camping, e cozinhei bonito umas abobrinhas com omelete.
Quarta acordo bem cedo também, e ainda sob tempo nublado - mas sem chuva - fui trilhar até o saco do céu, ou até onde aguentasse. Parei em todas as bifurcações possíveis, com algumas surpresas legais como prainhas bacanas, muitas árvores frutíferas bonitas, conchas delicadas e tudo absolutamente vazio. Os macacos e esquilos estavam sempre por perto. Bom, quando ao saco do céu, que eu conheci de barco em fevereiro, realmente não recomendo que ninguém vá de trilha para esta atração. Contornar o local nada mais é que se enfiar num povoado desorganizado e sujo, em visualizar do mangue as belas águas desta protegida baía da ilha grande. Augusto, onde você ficou aqui? Cara, realmente não gostei do lugar, será que estivemos no mesmo lugar? hehehe
Uma das praias entre a praia preta e o saco do céu... esses são 'taxi boats', para os cansados de trilhar...
Como o sol não saia de jeito nenhum, fiquei algum tempo na praia da Camiranga, uma bem no meu estilo, acompanhado de pássaros mergulhões e alguns cachorros vadios, ehheehe.
Adorei essa prainha de camiranga... várias pitangueiras carregadas de frutas... muito bom...
Voltei para a vila, aonde ainda fui dar uma volta pelo circuito do Abraão, e acompanhar o anoitecer do mirante da praia preta. Em dias de sol, o 'poção' deve fazer a alegria da galera. Eu entrei aqui e meu queixo quase desmontou de tanto tremer de frio. O aqueduto é muito bacana! Por aqui, encontrei vários turistas, mas o pouco movimento me permitiu (principalmente quando já havia anoitecido) visualizar muitos bichos, corujinhas lindas, aranhas medonhas (que os olhos refletem na cor verde a luz da lanterna) e até uma bela e perigosa jararaca.
Saco do Céu, quase um espelho
belíssimo animal...
Enfim, um dia como esse motivaria qualquer um, pois apenas garoou leve por um curto período. Mas lá pelas 22:00 entrou um vento fortíssimo, a madrugada foi de tempestade e ventos fortíssimos, que até me acordaram, mesmo com várias itaipavas na cabeça.
Quinta feira amanheceu debaixo de muita chuva e vento, o que foi meu convite para embarcar no catamarã às 12:30 (novamente pagando R$20 na agência, ao invés de R$25 no barco) e seguir para Sampa no busão das 15:00.
Enfim, o tempo realmente não ajudou a revelar as belezas da ilha, mas eu curti bastante o passeio, nada melhor que uma boa mochilada para te tirar da pressão da bolha paulistana.
Pessoal, segue nem tão breve relato da minha 2ª passada pela Ilha Grande, agora em setembro/09.
Segunda: Cheguei na rodoviária de Angra às 05:40. Fechei com o catamarã da IGT por R$20,00 para ir até o Abraão. Este catamarã é uma das formas mais convenientes de ir ao Abraão. Muito rápido, fez a travessia em 40minutos, saindo às 08:00. Se você comprar o ticket no próprio cais de Santa Luzia, vai pagar R$25. Comprando na agência da IGT na própria rodoviária se paga R$20.
Chegando no Abraão, tudo muito molhado, porém ainda não chovia. Coloquei o pé na trilha às 09:00 e segui para Dois Rios, com destino final Parnaióca. A estradinha apesar do absurdo que tem chovido não estava muito lamacenta. Nesse caso, o tal atalho pela trilha no bambuzal a direita da estrada (utilizada para cortar caminho) não vale a pena, pois ali sim estava tudo muito escorregadio. Eu pequei essa trilhinha, mas tava brabo mesmo. A cargueira nas minhas costas (esqueci de pesar) atrapalhava bastante, mas cheguei a Dois Rios após 1 hora de subida e 1 hora de descida, às 11:00.
A companheira no perrengue.
Ainda sem chuva, dei um rolê bem rápido por ali, pois estava bem preocupado com o horário, pois os guardinhas me disseram que eu teria 04:30 horas de trilha muito escorregadia até Parnaióca.
Dois Rios
Recepção em Dois Rios pela belas palmeiras...
Imagine esse lugar com sol..
Ainda enquanto conhecia as ruínas do presídio começou a chover, e CHOVEU MUITO MESMO. A trilha é bem legal, limpa, com algumas atrações, mata belíssima e perfumada, muitos pássaros, macacos e até algumas cobrinhas, ehhehe. Enquanto São Pedro lavava a ilha, eu cruzei a ensaboada trilha praticamente sozinho, tenho cruzado com apenas 3 pessoas voltando de Parnaióca. Bom, eu estava sozinho, e sozinho eu fico muito ansioso e ando que nem um cavalo. Cumpri a trilha quase 'submarina' de tanta água em 03:00 horas.
Parnaióca é linda. É o tipo de praia que eu gosto, pouca infra, poucas casas e natureza bem selvagem.
Parnaióca, into the wild...
Maravilhosa praia
No dia em particular, a 'natureza selvagem' estava praticamente hostil. A chuva caía sem dó, o mar estava numa ressaca monstruosa e o vento que via do oceano varria até passarinho. Mesmo assim, concluí meu objetivo e dei uma entrada na praia, quase congelando. Não havia mais nenhum turista em Parnaióca, em nenhum dos campings.
Acampei (R$15) na própria cozinha do camping da Janete, sob recomendação do Rossi, gente boa que cuidava das coisas por lá. Aí foi tomar um banho, cozinhar um miojo com molho de tomate e proteína de soja, e relaxar vendo a chuva cair e tomando uma cerveja vendida no camping (itaipava lata r$3). Chovia tanto que até às 20:00, quando fui dormir pregado, não havia condição de sair para dar uma volta. Cheguei sim, a tomar um pouco de chuva e caminhar na praia à noite, mas o tempo não estava para brincadeira mesmo.
Armando uma bivak da T&R sem specks: só amarrando tudo mesmo...
Ah, importante dizer que nesse dia nenhum camping servia comida, e não havia qualquer barco na praia. Portanto, vá prevenido com comida, e ciente de que podem não haver barcos!
Na terça feira acordei bem cedo, e com o tempo ainda sem chover, decidi voltar para o Abraão, pois as condições do dia anterior me assustaram, e achei melhor não encarar a travessia para o Aventureiro por causa das condições, principalmente pelo mar revolto. Deu tempo de passar bastante pela praia, maravilhosa, com esquilinhos brincando a beira mar, uma belíssima sinfonia de pássaros e para minha alegria um silêncio humano espetacular. Saí de lá com a certeza de que volto outra vez, mesmo se tiver mais gente. O Lugar é incrível mesmo.
Mais uma vez, minha ansiedade me fez "camelar" voando baixo nas escorregadias trilhas. Cheguei a Dois Rios 02:30 depois. Apenas garoava fraco e parava, então aproveitei para curtir bastante, entrei no mar, no rio, no presídio, nas ruínas, conversei com os muitos urubus (que eram os únicos a me fazer companhia na praia) e aproveitei para 'comer' minha mochila, reduzindo peso. Quando eu saia de Dois Rios chegavam os primeiros visitantes do dia vindo do Abraão, isso já perto do meio-dia. Voltei ao Abraão sem passar pela trilha escorregadia, no mesmo tempo da ida, com alguma garoa na cabeça.
Árvore descomunal, na trilha entre Dois Rios e Parnaióca
No Abraão fiquei no camping do Bicão (R$10,00 a diária), muito bom, estava tranquilo com apenas mais 3 barracas. Aproveito para responder o que perguntaram no fórum, o hostel "Resta 1" estava R$20 com café, e o "Hostel do Bugio" estava R$20 sem café. Lembrando que era fora de temporada, durante semana e em época chuvosa. De tarde a chuva voltou a cair forte, e eu me entretive com várias cervejas que comprei no mercado e deixei na geladeira do camping. Ah, nessa noite a vila estava bem quieta, com muitos lugares fechados... Os poucos turistas eram gringos, e a opção mais barata para comer era PF de R$15. Portanto, nada melhor que usar a infra do camping, e cozinhei bonito umas abobrinhas com omelete.
Quarta acordo bem cedo também, e ainda sob tempo nublado - mas sem chuva - fui trilhar até o saco do céu, ou até onde aguentasse. Parei em todas as bifurcações possíveis, com algumas surpresas legais como prainhas bacanas, muitas árvores frutíferas bonitas, conchas delicadas e tudo absolutamente vazio. Os macacos e esquilos estavam sempre por perto. Bom, quando ao saco do céu, que eu conheci de barco em fevereiro, realmente não recomendo que ninguém vá de trilha para esta atração. Contornar o local nada mais é que se enfiar num povoado desorganizado e sujo, em visualizar do mangue as belas águas desta protegida baía da ilha grande. Augusto, onde você ficou aqui? Cara, realmente não gostei do lugar, será que estivemos no mesmo lugar? hehehe
Uma das praias entre a praia preta e o saco do céu... esses são 'taxi boats', para os cansados de trilhar...
Como o sol não saia de jeito nenhum, fiquei algum tempo na praia da Camiranga, uma bem no meu estilo, acompanhado de pássaros mergulhões e alguns cachorros vadios, ehheehe.
Adorei essa prainha de camiranga... várias pitangueiras carregadas de frutas... muito bom...
Voltei para a vila, aonde ainda fui dar uma volta pelo circuito do Abraão, e acompanhar o anoitecer do mirante da praia preta. Em dias de sol, o 'poção' deve fazer a alegria da galera. Eu entrei aqui e meu queixo quase desmontou de tanto tremer de frio. O aqueduto é muito bacana! Por aqui, encontrei vários turistas, mas o pouco movimento me permitiu (principalmente quando já havia anoitecido) visualizar muitos bichos, corujinhas lindas, aranhas medonhas (que os olhos refletem na cor verde a luz da lanterna) e até uma bela e perigosa jararaca.
Saco do Céu, quase um espelho
belíssimo animal...
Enfim, um dia como esse motivaria qualquer um, pois apenas garoou leve por um curto período. Mas lá pelas 22:00 entrou um vento fortíssimo, a madrugada foi de tempestade e ventos fortíssimos, que até me acordaram, mesmo com várias itaipavas na cabeça.
Quinta feira amanheceu debaixo de muita chuva e vento, o que foi meu convite para embarcar no catamarã às 12:30 (novamente pagando R$20 na agência, ao invés de R$25 no barco) e seguir para Sampa no busão das 15:00.
Enfim, o tempo realmente não ajudou a revelar as belezas da ilha, mas eu curti bastante o passeio, nada melhor que uma boa mochilada para te tirar da pressão da bolha paulistana.
Abrãao, com uma brecha de bom tempo...
Comi vááárias...
Até mais!