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Deserto do Atacama e Uyuni em 15 dias - Setembro de 2016


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Eu e meu namorado somos de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais. Pesquisei muito qual seria a melhor maneira de chegar até Uyuni, partindo do Brasil, e acabamos nos decidindo por fazer o que a maioria das pessoas faz: ir até Calama de avião, hospedar em San Pedro de Atacama e fazer o tour de 4 dias pela Bolívia, voltando ao Chile no 4º dia. Outra opção que teríamos seria chegar pela Bolívia e fazer o caminho contrário. Apesar da passagem de avião ser mais barata (Guarulhos a La Paz), a opção para chegar até Uyuni seria um ônibus de muitas horas, e achamos que não valeria a pena. No final das contas, compensou mais chegar pelo Chile também para driblar melhor o mal de altitude, uma vez que SPA (San Pedro de Atacama) fica a 2.000m de altitude e La Paz a 3.600m.

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Pouso Alegre fica a 200km de São Paulo, e as passagens partindo de Guarulhos para Calama estavam mais em conta que partindo de Viracopos (Campinas). Compramos a passagem no início de junho, pelo site da TAM, para ir no dia 18/setembro e com retorno no dia 01/outubro. Pagamos RS1.345,50, com as taxas inclusas, fazendo escala em Santiago. Achei razoável o valor. O único inconveniente é a escala grande em Santiago: na ida pegamos uma escala de madrugada, passando 5h no aeroporto; na volta pegamos uma escala por toda a noite, passando 12h (preferimos não pagar mais uma noite de hospedagem e nos viramos como deu pelo aeroporto mesmo) e partindo no começo da manhã. Foi um inconveniente calculado, porque muitas pessoas costumam ficar 3 ou 4 dias em Santiago também, o que diminui esse desconforto. Como já conhecíamos Santiago, preferimos só fazer a escala mesmo. Tem quem compre a passagem de Guarulhos a Santiago e deixa pra comprar de Santiago a Calama no aeroporto mesmo, mas achei arriscado pagar um valor muito alto.

 

Então, resumindo os valores por pessoa que paguei de passagem:

* Viação Santa Cruz - Pouso Alegre a São Paulo, ida e volta: R$92,00

* Airport Bus Service - rodoviária Tietê a aeroporto Guarulhos, ida e volta: R$93,00

* LATAM Guarulhos a Calama, ida e volta: R$1.345,50

* Trans Licancabur - aeroporto Calama a SPA, ida e volta: R$95,00 (comprando ida e volta juntos)

TOTAL: R$1.625,50

 

Enquanto planejava a viagem, pesquisei aqui no Mochileiros e no grupo do Facebook por indicação de hospedagem em San Pedro de Atacama, bem como de agências para fazer os tours por lá e pela Bolívia. Entrei no Booking e pesquisei os hostels indicados aqui e com vagas disponíveis para a data da minha viagem, selecionei alguns e mandei no meu e-mail. No dia que resolvi fazer minha reserva, quase não tinha mais vaga em nenhum desses hostels selecionados! Realizei nova busca pelo Booking e pelo Mochileiros, até encontrar o Hostal Tuyasto, com diárias a US$40 o quarto privativo para casal.

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Ou seja, saiu a US$20 pra cada. Nesse hostel só existem quartos privativos, para 1, 2, 3 ou 4 pessoas; sendo alguns com banheiro privativo também. Selecionamos um quarto com banheiro compartilhado mesmo. O café da manhã era incluso no valor e só reservamos as 6 primeiras diárias, antes de ir para Uyuni. Preferimos verificar o hostel primeiro antes de fechar as diárias restantes, na volta da Bolívia.

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O hostel nos surpreendeu muito positivamente! Fica a 600m da principal esquina de SPA: Caracoles x Toconao, de fácil acesso e a 100m da aduana. Tem mercadinho perto, é bem seguro, limpo e organizado. O chuveiro tem água quente de aquecimento solar e o banheiro é limpo diariamente. O quarto é quentinho também e o hostel bem sossegado. Gostamos tanto que acabamos reservado as últimas diárias lá mesmo, por CLP20.000 a diária pelo quarto de casal (aproximadamente R$100,00).

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Para quem quiser saber melhor, fiz uma avaliaçãodo hostel no TripAdvisor: https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g303681-d2628556-r424711010-Hostal_Tuyasto-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html#CHECK_RATES_CONT

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Quando estava planejando a viagem, praticamente em todos lugares que eu pesquisava nos indicavam que deixássemos para fechar os tours em San Pedro de Atacama mesmo. Pesquisei nomes de agências e troquei alguns e-mails com a Agência Juriques, com a Nataly ([email protected]). Pedi um orçamento para duas pessoas, que envolvesse os seguintes pontos turísticos: Valle de La Luna y La Muerte, Lagunas Altiplânicas, Piedras Rojas, Salar de Tara, Laguna Cejar, Geyser el Tatio. Ela nos passou o valor de CLP 70.000 por esses passeios, trocando somente o Salar de Tara pelo Salar de Atacama. E nos informou que se fechássemos mais um tour, esse teria 10% de desconto.

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Reservamos nosso primeiro dia em SPA (19/09) para conhecer a cidade e ir até a agência fechar pessoalmente os passeios. Fomos muito bem atendidos pelo Roberto (se não me falha a memória o nome era esse mesmo), que apesar de tímido, foi bem solícito ao planejar com a gente nosso itinerário. Adicionamos o tour ao Salar de Tara, que custava CLP40.000 e negociamos/fechamos por 30.000. Ou seja, nosso pacote com a Juriques Tour ficou por CLP 100.000, o equivalente a R$500,00.

Reservamos as seguintes datas:

 

20/09 - terça-feira: Salar de Atacama + Lagunas Altiplânicas + Piedras Rojas (FULL DAY)

21/09 - quarta-feira: Valle de la Luna (a partir das 16h)

22/09 - quinta-feira: Geiser el Tatio pela manhã e Laguna Cejar pela tarde

23/09 - sexta-feira: Salar de Tara (FULL DAY)

 

Os passeios de terça, quinta e sexta-feira tinham café da manhã incluso, sendo que os passeios FULL DAY incluíam almoço também. Na Laguna Cejar são servidos snacks e pisco sour (uma versão industrializada da bebida, mas bastante gostosinha), e o único passeio sem comidinha é o tour ao Valle de La Luna.

Um costume corriqueiro das agências no Atacama é de realocar os turistas para outras agências, para ter "quórum" no passeio. O que notamos no decorrer dos dias é que a Juriques Tour REALOCA TODOS OS PASSEIOS, ou seja, NÃO TEM CARRO, rs. Não que isso tenha sido um inconveniente, mas acho importante ressaltar.

 

O primeiro passeio fizemos com a agência Atakama Cultura Aventura, com o motorista Cláudio e o guia Maurício. Era um full day, e segundo o Maurício essa era a especialidade dele e do Cláudio: os passeios de dia todo. No fim do dia, ele nos recomendou que voltássemos à Juriques Tour e solicitássemos que o passeio ao Salar de Tara fosse feito com eles novamente! Ficamos tão satisfeitos com o serviço deles que seguimos a dica do Maurício e solicitamos eles para o Salar de Tara mesmo.

Cláudio é um motorista prudente e que entende muito de seu carro, além de ter uma playlist ótima! rs.

Maurício é da Patagônia e mora a pouco tempo em SPA, é muito curioso e dá pra notar que ele gosta muito do que faz. Sempre chama a atenção pra algum detalhe da paisagem, contando as lendas dos vulcões e fotografando a paisagem.

 

Para o Valle de la Luna, fomos com a agência Terra Extreme, motorista Victor e guia Cristóbal. O Valle de la Muerte geralmente é feito nesse mesmo dia, mas como estão cobrando entrada, não está incluso com o de la Luna mais. Cristóbal explica razoavelmente bem, mas achei ele bem apressado. Terminamos esse passeio na famosa Piedra del Coyote.

Nesse mesmo dia, antes de sair pro tour, fomos à Cordillera Traveller (http://www.cordilleratraveller.com/) fechar o tour para Uyuni. Fomos atendidos por uma moça, mas esqueci o nome dela. Ela é muito bem informada e passa todas as diretrizes para nós. O tour de 4 dias e 3 noites sai por US$220,00 ou CLP 138.000, coisa de R$700,00, com 3 refeições diárias, transporte e estadia inclusos. Reservamos nossa vaga e pagamos ali mesmo, em dinheiro.

 

No dia seguinte, fomos para o Campo Geotérmico el Tatio, ver os geisers, novamente com a Terra Extreme. Dessa vez, Victor foi nosso motorista e guia, e ele sim manja pra caramba do lugar! Ficamos muito satisfeitos com as explicações dele, além dele ser um ótimo motorista também. No final desse dia, supostamente deveríamos ir à Laguna Cejar, mas chegamos às 14h de volta a SPA e estávamos bem cansados. Resolvemos dar uma chegadinha na agência e tentar reagendar esse passeio pra quando voltássemos da Bolívia. Conversamos novamente com o Roberto e acertamos que na próxima quinta-feira, dia 29/09, faríamos a Laguna Cejar. Sem custo, sem amolação, simples assim. Aproveitamos e solicitamos que o passeio do dia seguinte fosse com o carro do Cláudio e do Maurício, da Atakama Cultura Aventura.

 

Na sexta-feira ficamos na expectativa esperando o carro no hostel, torcendo para que nosso pedido tivesse sido atendido. Tocou a campainha e comprovamos: fomos atendidos ::otemo:: Maurício e Cláudio estavam a nossa espera! Mais um dia muito agradável, com uma paisagem de tirar o fôlego!

 

Voltando da Bolívia faríamos o tour astronômico também, com a SPACE Obs (http://www.spaceobs.com/es) por CLP 20.000, coisa de R$100,00. Esse tour é fechado no dia de sua realização, não do agendamento, porque depende das condições climáticas.

 

Nas próximas postagens darei mais detalhes de cada dia.

Os valores dos tours foram os seguintes, então:

Juriques Tour: CLP 100.000

Cordillera Traveller: US$220,00 ou CLP138.000

SPACE Obs: CLP 20.000

Total: CLP 258.000 ou R$1.220,00

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Para evitar que o mal de altitude estrague o seu passeio, o ideal é que vc faça os passeios de menor altitude primeiro, e depois vá subindo aos poucos. São Paulo fica a 760m acima do nível do mar, enquanto San Pedro de Atacama fica a 2.000m! Ou seja, já dá pra sentir os efeitos só de ficar na cidade mesmo. Os principais sintomas são dor de cabeça, enjoo, fadiga e falta de ar; mas também podemos apresentar outros sintomas de mal estar, como gases, por exemplo. O ideal é beber muita água (muita mesmo, até mais de 2L ao dia) aos poucos, comer comidas leves e evitar muito esforço físico, até que o corpo se acostume. Carne vermelha e bebidas alcoólicas devem ser evitadas também na noite anterior a um passeio de grande altitude, como o Geiser (4.200m) ou o Salar de Tara (4.265m). Acho importante ressaltar essas informações sobre altitude, porque elas interferem diretamente no seu aproveitamento em uma viagem dessas. Ninguém quer ficar trancado no carro porque está estourando de dor de cabeça ou com um enjoo do capeta, por exemplo. ::essa::

Bom, daí vocês devem estar indignados com o primeiro tour que fizemos ser justamente um tour de grandes altitudes (as lagunas altiplânicas ficam a mais de 4.000m). Explico pra vocês do mesmo jeito que o Roberto, da Juriques Tour, nos explicou e convenceu: até chegar nas lagunas altiplânicas a gente vai subindo lentamente e fazendo paradas no caminho, justamente para ir acostumando. De toda forma, comprei no dia anterior um pacotinho de folhas de coca secas, para mascar sempre que precisar. Encontrei um pacote compridinho por CLP500 (R$2,50) na Feira de Artesanatos que fica na pracinha de SPA.

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O carro estava programado pra passar entre 7:00 e 7:30 na porta do nosso hostel, mas acabou atrasando um pouquinho e passando às 7:45. Nesse dia, fomos com a Atakama Cultura Aventura (https://www.facebook.com/atakamaculturaaventura, do motorista Cláudio e do guia Maurício. Eles fazem os passeios em um microonibus da Mercedez. Nem bem entramos no carro e eles já pararam no mercadinho que fica a menos de 50m pra cima do nosso hostel, pra gente comprar alguns snacks e água. Meu namorado, Douglas, desceu e comprou uma água da Nestlé de 6L, por CLP 2.000 (R$10,00). No dia anterior já tínhamos comprado barrinhas de cereal da Dr Oetker por CLP 200 (R$1,00) cada, e levamos para o tour.

Nesse dia, nossos companheiros de tour eram um grupo de meninas chilenas, uma família chilena, um grupo de holandeses que estava estudando espanhol em Santiago, um casal que acho que era do Chile também e apenas mais uma brasileira. Maurício traduzia pro inglês no início, mas quando ele descobriu que os holandeses estavam estudando espanhol, nosso tour passou a ser somente em espanhol.

A primeira parada foi no Salar de Atacama, que fica a 109km de SPA e a 2.304m acima do nível do mar. Ah, informação importante que me esqueci de falar na postagem anterior: tem que pagar entrada em alguns passeios. Os preços variam de CLP 2.000 a CLP 17.000. A agência informa isso quando vc fecha os tours. E sempre que tiver que pagar entrada, o lugar conta com uma estrutura de guichê, banheiros e local para café da manhã/picnic que a agência leva. No caso do Salar de Atacama, o valor da entrada por pessoa é CLP 2.500 (R$12,50).

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Lá pudemos ver os primeiros flamingos da nossa viagem! Eles se alimentam de pequenos crustáceos, por isso vão adquirindo a coloração rosada. Quanto mais comem, mais rosa os flamingos ficam. Ali fica a Laguna Chaxa, que reflete um pedaço da Cordilheira dos Andes (os vulcões Licancabur e Juriques) e da Cordilheira Domeico (o Cerro Quimal). Após uns 40 minutos para fotos, voltamos para o carro que o café da manhã estava pronto. Tinha pães, queijo e presunto, manteiga, geléia, frutas, cookies e bolo. Para tomar, café solúvel, chás variados (inclusive podia fazer com as folhas secas de coca), leite e suco. Em seguida, fomos ao banheiro para seguir viagem. O banheiro é muito limpo e tem papel, dá pra usar sossegado. Uma dica preciosa, principalmente pras meninas: carregue sempre aqueles lenços de papel, de bolso, sabe? Nem sempre tem papel nos banheiros e ele quebra um galho. Ah, álcool em gel é muito útil também, além de lenços umedecidos.

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Dali fizemos uma parada onde o Trópico de Capricórnio passa e vimos o trajeto do Caminho Inca, que começa em Quito e termina na Patagônia, passando pelos dois lados dos Andes. Tiramos foto com a placa na estrada, tiramos foto sentados na estrada vazia e aprendemos sobre as apachetas (montes de pedras empilhadas, podendo ser grandes ou pequenos, em oferenda a Pachamama). Por ali conseguimos avistar o vulcão Lascar, um vulcão ativo a poucos quilômetros de SPA. Todas as manhãs, saem fumarolas de sua cratera, devido ao frio. É possível fazer a ascensão ao Lascar, que tem 5.207m de altitude.

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Depois, uma parada no povoado de Socaire, que fica a 3.294m. Paramos na estrada, na porta do que seria o restaurante do almoço na volta. Fomos ao banheiro novamente (bem limpo e usável) e demos uma volta no povoado. O guia nos lembrou que o em Piedras Rojas não há banheiro, então seria bom aproveitar aquele, pois demoraria até as Lagunas Altiplânicas. Vimos duas igrejas e as plantações em terraços. Ali já comecei a sentir os efeitos da altitude e, voltando ao carro, coloquei algumas folhas de coca na boca. Devemos colocá-las entre os molares, no fundo da boca, para que hidratem antes de mascarmos. Uns 15 a 20 minutos é suficiente. Depois é só mascar um pouco, tomando cuidado pra não engolir. Não faz mal engolir, mas o gosto não é muito bom e podemos ficar enjoados se engolirmos. É comum sentir o coração acelerado, pois o efeito da folha de coca é justamente esse: bombear mais sangue carregando oxigênio para o cérebro. Água também é importante, já que regula a pressão sanguínea.

Dali, fomos pro Salar de Talar (ou Salar de Águas Calientes), onde ficam as Piedras Rojas. A distância até SPA é de 111km, a uma altitude de 3.934m. No caminho avistamos algumas vicuñas, espécie de camelídeos selvagens que andam em grupos pequenos (um macho e o resto fêmeas, um tipo de "harém", rs). Após a curva de onde podemos avistar pela primeira vez o Salar de Talar, havia uma van de turismo parada, aparentemente quebrada. Nosso motorista Cláudio parou para ver se conseguia ajudá-lo e aproveitamos para fazer umas fotos lá de cima, por uns 10 minutos. Infelizmente o Cláudio não pode fazer muito por eles, mas já haviam avisado em SPA e o socorro estava vindo. Enquanto isso, os turistas desceram a pé até o salar para aproveitar a vista.

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A paisagem é uma das mais impressionantes de todo o Atacama: as pedras são realmente muito vermelhas. O contraste delas com o céu muito azul e com a laguna verde-água dali encantam. Podemos colocar os pés e as mãos na laguna, que é bem fria. Nesse dia demos sorte e não havia muito vento, porque o comum é ventar demais. Vale lembrar também que: quanto mais alto o passeio, mais frio ::Cold:: . Leve consigo uma jaqueta corta-vento, luvas e gorro. Não precisei usar esse dia porque não ventava, mas não custa se prevenir.

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Depois de muuuuitas fotos, voltamos pro carro, pra seguir até as Lagunas Altiplânicas, já no caminho de volta pra SPA. São duas as lagunas: Miscanti e Miñiques, com seus vulcões de respectivos nomes. Ali, pagamos CLP 3.000 (R$15,00), com direito a usar os dois banheiros (mistos, sem distinção de feminino e masculino). Não sei se é sempre, mas não tem descarga hidráulica nele, apesar do vaso sanitário.O que tem é um tambor de plástico grande com água e uma vasilha pra jogar essa água no vaso, após o uso. Acabei não conseguindo usar :roll:

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Primeiro fomos na Laguna Miñiques, que é a mais distante e menor. A coloração da água azul profundo em contraste com a paisagem e a vegetação é de tirar o fôlego, mas não podemos nos aproximar muito. Sei de amigos que choraram de emoção nessa hora (beijo, Ana Laura! :P ). Nosso guia Maurício contou que, quando o vulcão Miñiques entrou em erupção, há muitíssimos anos, lançou pedras a uma distância impressionante, e que tem vestígios de que algumas tenham atingido SPA. Depois, voltamos para a Miscanti e caminhamos a pé até próximo dela. Para proteger a fauna (muitas taguas cornudas e outras aves) e a própria laguna, a aproximação é restrita. Devo admitir que a laguna Miscanti impressiona mais lá do alto, próximo aos banheiros. Por ela ser umas 10x maior que a Miñiques, de perto prejudica o efeito da coloração da água e acaba não ficando tão bonita quanto ela.

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De volta ao microonibus, demos início ao final do tour. Precisei tomar um paracetamol, pois estava com bastante dor na cabeça. Um pouco era a altitude, outro tanto era fome, rs. Passava das 14h e estava somente com o café da manhã e algumas barrinhas de cereal no estômago. Paramos em Socaire, no restaurante. O almoço é incluso no valor do passeio e tem dois pratos: a entrada e o prato principal. O menu do dia contava com duas entradas: sopa de lentilha ou sopa de legumes, optei pela de legumes enquanto meu namorado tomou a de lentilha. Ambas uma delícia. De prato principal, as opções eram ají de galinha (uma espécie de "estrogonofe" com pimenta, que é o ají), cerdo ao horno (costelinha de porco assada no forno), pavo (peru) ou omelete de quinua (opção vegetariana). Pra acompanhar, pães e suco de tangerina. Estava tudo uma delícia e as porções são muito fartas, além de acompanhar arroz e salada de repolho roxo todos pratos principais. Após o almoço, fui novamente ao banheiro, mas após alguns turistas ele já estava mais sofrível um pouquinho. Apesar disso, consegui usar.

Antes de finalizar o tour, demos uma voltinha em Toconao, outro povoado minúsculo no caminho para SPA, onde vimos alguns cactos e uma lhama doméstica! Descendo em SPA, Maurício perguntou se alguém queria ver o por do sol do alto da cidade, pois seria em breve e o espetáculo costuma ser muito bonito. Fomos no microonibus mesmo, até o trevo para Calama. Dali vimos os vulcões Licancabur e Juriques mudarem de cor, naquela paisagem deslumbrante. Se quiser arriscar, não esqueça o casaco, pois ali sim ventou demais da conta!

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Pra terminar, demos uma "propina" pela nossa satisfação e pelo bom serviço prestado.

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O tour para o Valle de la Luna acontece às 16h, todos os dias. Geralmente esse é o passeio que as pessoas fazem já no primeiro dia em San Pedro de Atacama. Como a gente tinha bastante tempo disponível, acabamos deixando o nosso roteiro mais flexível, com pausas para descanso, e optamos por fazer esse passeio após o de Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas. Nesse dia, acordamos cedo para o café da manhã do hostel, que é servido após as 7:30. Ele é incluso na diária e tem: pão, presunto e queijo, manteiga, geléia, iogurte e café/chá. A gente podia comprar as coisas no mercadinho e deixar na geladeira, com nome e nº do quarto, além de poder utilizar o fogão e etc. Por volta das 13h, saímos do hostel para o centrinho da cidade para almoçar, e já fomos prontos para o passeio. O sol no Atacama é muito forte, então evitei usar blusas cavadas nos passeios. Ia de blusa de manga longa bem fininha, com uma regatinha de alça por baixo. Já adianto aqui que usei meu all star de cano baixo (aquele mais normalzinho mesmo) e me arrependi amargamente pela quantidade de areia que entrou nele, darei mais detalhes aqui pra baixo. Se tiver botinha de trekking, vá com ela, senão vc carrega uma duna nos pés de volta do passeio.

Demos uma volta e resolvemos comer no mesmo lugar que almoçamos no primeiro dia: Restaurante Casa de Piedra. Fica na calle Caracoles, 225, entre as ruas Tocopilla e Calama. Pedimos novamente uma pizza para dois, napolitana. A pizza tem a massa bem fininha e é crocante, uma delícia. Foi na medida certa de nossa fome. No total, a conta ficou CLP 10.450 para os dois, incluindo duas Coca-Cola (que é o mesmo valor da água, CLP 1.000) e a propina (gorjeta).

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Combinamos na agência Juriques que em todos os passeios que saíssem na parte da tarde, o ponto de encontro seria na porta da agência (calle Toconao, esquina com Aucalquincha). Antes de ir pra lá, como tínhamos tempo ainda, resolvemos entrar na Cordillera Traveller para mais informações sobre o tour para Uyuni (calle Tocopilla). Havia pesquisado antes de sair do Brasil e a empresa mais cotada na internet é essa. Os pontos que todo mundo ressalta é: segurança, já que os carros andam em comboio, alimentação e motoristas mais preparados. Conversamos com uma moça, que não me lembro do nome, mas que foi bastante solícita pra responder nossas dúvidas. Ela detalhou todo o itinerário, mostrando as paradas do caminho no mapa que fica na mesa de atendimento da agência. Perguntamos da necessidade de levar sacos de dormir, pelo frio que passaríamos, já que as altitudes são grandes nesse passeio, e ela sugeriu que alugássemos na agência parceira deles, a Travel Latina (calle Toconao). Funcionou assim: demos CLP 15.000 cada pelo saco de dormir, no mesmo esquema de cheque-caução, dos quais CLP 10.000 seriam devolvidos quando entregássemos o saco na volta da viagem. Ou seja, o aluguel sairia por CLP 5.000 (R$25,00). Lá também poderíamos trocar pesos chilenos por bolivianos. Voltando à reserva do tour: já tinham 14 pessoas confirmadas para a data que queríamos sair (25/09, domingo), então seria legal que já deixássemos pago pra reservar nossos lugares. Segundo a moça, tinha alguns brasileiros, italianos, americanos, etc. Não titubeamos muito e resolvemos fechar ali mesmo. US$220,00 (R$700,00) por pessoa, preço padrão e não negociável, rs. Ela também sugeriu que a água de 6L que fôssemos levar poderia ser comprada no mercadinho ali em frente à agência e deixada na agência um dia antes da viagem, porque daí não precisava carregar peso pro hostel depois. Pronto, agora não tinha escapatória! Confesso que estávamos bem ansiosos e com medo, sem saber muito o quê esperar desse tour. Sempre lemos que é bem inóspito o percurso, que a galera passa perrengue de verdade e tal.

Saindo de lá, fomos pra porta da Juriques Tour. Chegando, nos avisaram que era pra encontrar o resto do grupo na mesma rua da agência, mas a uma esquina da praça. Um funcionário da agência nos acompanhou até lá. Chegamos e o grupo todo já estava lá, inclusive estava sendo feita a chamada pro tour e cheguei bem na hora do meu nome! A agência era a Terra Extreme dessa vez, com o guia Cristóbal e o motorista Victor. É cobrado CLP 3.000 (R$15,00) para ter acesso ao Valle de la Luna, e Cristóbal passou recolhendo esse valor dentro da van, para agilizar o processo, já que a fila na entrada do parque era bem grande. Lá tem estrutura com banheiros também, estes impressionantemente limpos e cheirosos. Sério, foi o segundo banheiro mais bonito/limpo do passeio.

Da entrada do parque, passamos por mais uma guarita, onde um vigia confere os nomes, quantidade de pessoas e se foi paga a entrada. Nossa primeira parada foi na Cordilheira de Sal e na Caverna de Sal. Se não tiver levando lanterna vale apelar para o flash do celular. É uma caverna pequena e sem maiores dificuldades, exceto na hora de sair dela, porque a saída é feita com uma pequena escalada na parede da caverna. Certifique-se de ir com roupa que possa sujar também, pois tem horas que passamos esbarrando nas paredes e teto da caverna.

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Dali, seguimos até as Três Marias. Tiramos algumas fotos e sentimos falta de maiores explicações por parte do guia, uma vez que as outras excursões que ali estavam davam detalhes sobre a formação rochosa das Três Marias e do terreno dali. Achei uma falha da agência Terra Extreme isso, a impressão é que Cristóbal estava apressado para não perdermos o pôr do sol na Piedra del Coyote e acabava por não se demorar nas explicações. Dali, subimos ao lado de uma duna, mas não sei ao certo o nome desse lugar, me desculpem. Tiramos várias fotos com o Licancabur ao fundo e fizemos amizade com um casal de chilenos. Foi nessa subida que me arrependi de meu all star, desci com uma duna em cada pé. Precisei tirar os tênis no ponto de ônibus que tem lá embaixo, próximo a onde estava nosso ônibus, pra conseguir terminar o passeio.

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Por fim, seguimos para a saída do parque e fomos para a Piedra del Coyote. O lugar estava todo lotado, obviamente, pois todo mundo praticamente termina o tour por lá nesse dia. Demoramos, mas encontramos a tal piedra. Tinha uma fila para fotografar lá, além de uma fita isolando a piedra. Analisando as fotografias depois, notamos uma rachadura imensa na pedra que fica suspensa! Descobrimos o porquê do isolamento e da cautela de ir um por um posar na piedra, rs. Enfim, o pôr do sol lá realmente é tudo isso. A vista que se tem de todo o vale é estonteante e as fotografias ficaram lindíssimas. Nem parece que tinha aquele alvoroço de turistas atrás da gente, hahahaha!

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Voltamos para a cidade às 20h, trocamos contato com o casal que conhecemos e passamos no mercado pra comprar pan amassado e manteiga pro “jantar” daquele dia. Inclusive: comam pan amassado de SPA, é bem diferente do que estamos acostumados. Geralmente comprávamos um pan e uma manteguilla individual por CLP 320 (R$1,80).

Ah, nos foi informado que estão cobrando entrada para o Valle de la Muerte, coisa que não era cobrado antes. Por isso, muitas agências não estão fazendo os dois vales no mesmo passeio. Dessa forma, não sei dizer se vale a pena ir lá também ou não.

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  • 2 semanas depois...
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Pouco depois das 5h da manhã, a van nos chamou no hostel. Na noite anterior, avisamos o dono do hostel que sairíamos bem cedo para ver os geisers. Saímos na porta, obviamente ainda estava escuro pra caramba (o sol nasce por volta das 7:30 nessa época do ano). Victor, do Terra Extreme, nos esperava lá fora. Fomos praticamente os primeiros a serem pegos, já que a saída pro campo geotérmico ficava do outro lado da cidade. Passamos em todos os hostels e seguimos rumo a el Tatio. Nesse dia, faz bastante frio no passeio. É extremamente recomendável roupas quentes, gorro, luvas, cachecol e botas (de preferência, pois pode molhar e ficar com os pés úmidos não é opção, né?). Os mais corajosos podem arriscar e levar roupa de banho e toalha para entrar na piscina térmica – confesso que levei, mas conto mais adiante sobre, rs. O sono reduzido da noite é recompensado pelo cochilo na van, durante as quase 2h entre SPA e o campo geotérmico.

O campo geotérmico fica a uma altitude de 4.500m, por isso não pode descuidar da água e das folhas de coca. Na noite anterior é bom evitar carne vermelha e bebidas alcoólicas também, para evitar mal estar. De longe já conseguimos avistar alguns geisers, é surpreendente. Chegamos à entrada por volta das 7:00 da manhã. Saímos da van pra pagar e o choque térmico foi grande: fazia -6º C lá fora, o que é considerado quente pro horário e época do ano, segundo uma funcionária da segurança do local (normalmente faz entre -15º e -10ºC). O mais triste é ficar na fila pra pagar, o jeito foi ficar movimentando pra tentar aquecer um pouco. O valor é de CLP 10.000 por pessoa (R$50,00). Voltei o quanto antes para a van e logo descemos para perto dos geisers.

Descemos novamente e o choque térmico já foi menor, mas ainda assim fazia muito frio. Estava com uma blusa de fleece gola alta por cima de outra de manga longa, coloquei o gorro e as luvas ::Cold:: , mas não senti necessidade de colocar a jaqueta corta-vento. Nos pés, estava de bota com pelos dentro, uma meia e polainas, além de calça segunda pele e uma calça legging por cima. O sol ainda estava começando a aparecer, o que garantiu fotos lindíssimas. Tivemos 40 minutos para circular entre os diversos jatos de água e fumaça. É muito importante ter cuidado por onde caminhamos, pois tem jatos que são intermitentes, desaparecendo e aparecendo do nada. No chão, tem pedras coloridas indicando o caminho, e é fortemente recomendável prestar atenção nas marcações. Conforme o sol vai aparecendo e a temperatura subindo, a fumaça dos geisers vai ficando menor, chegando a desaparecer em alguns pontos.

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Depois de muitas fotos, voltamos para a van e tomamos nosso café da manhã: pão esquentado na hora pelo Victor, presunto e queijo, geléia e manteiga, chá, café, achocolatado e suco, além de bolachinhas e bolo. Tudo muito caprichado e gostoso. Em seguida, fomos para a piscina térmica. Não criei coragem para entrar, apesar da água ser bem quente mesmo. Só conseguia pensar no frio para colocar todas as roupas de volta, hahaha. Mas, ali nos arredores da piscina tem mais 3 geisers bem grandes, onde podemos ficar admirando e fotografando enquanto o tempo passa.

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Após 40 minutos, entramos todos para a van e começamos nosso retorno a SPA. Paramos na entrada novamente, para usar os banheiros – os quais são razoavelmente limpos. Quando voltava para a van, nos deparamos com um zorro, ou raposa-colorada. Um animalzinho muito fofo e endêmico daquela região. Com a ajuda de alguns homens que trabalham nas construções da entrada do parque, conseguimos algumas fotos bem próximas do bichinho, afinal é um animal selvagem e precisamos nos aproximar com cautela (tanto para nos proteger quanto para não os incomodar).

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Começamos nossa volta e logo paramos em um mirante, para observar o vulcão Putana ao longe. Também é um vulcão ativo, que nem o Lascar, e fica soltando fumarolas. Nesse local tem um pequeno lago com alguns patos e outras aves da região. Por ali também avistamos vicuñas. Na descida, paramos mais uma vez para fotografar algumas lhamas num vale e tentamos a sorte de encontrar alguma vizcacha (espécie de coelho selvagem), sem sucesso com esse último.

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A última parada antes de SPA foi no povoado de Machuca. Lá moram cerca de 6 pessoas, das 20 famílias que ali vivem. Elas costumam fazer uma espécie de “rodízio” ao longo do ano, para atender aos turistas, cuidar das criações e das casas. É possível comer churrasquinho de lhama ali, além de comprar queijo de cabra. Faço aqui um adendo: no dia seguinte, durante nosso café da manhã, a moça do hostel conversava com uma chilena e uma espanhola na cozinha, discutindo sobre o quão lhama era esse espetinho, rs. No fim das contas, como não experimentei, não sei dizer se aquilo que é vendido em Machuca era lhama mesmo, carne de vaca ou se fazem os espetinhos variados e os turistas tiram na sorte, rs.

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Um pouco mais a frente, paramos novamente para observar e fotografar alguns flamingos em uma laguna.

Naquele dia, tínhamos programado o passeio à Laguna Cejar às 16h. Só que não contávamos que a visita ao Campo Geotérmico fosse tão desgastante! É um combo de acordar muito cedo, dormir mal na van e enfrentar uma altitude muito grande que te derruba de jeito. Meu namorado deu a ideia de tentarmos mudar o passeio à laguna para outro dia, já que teríamos bastante tempo, ainda mais na volta da Bolívia. Descemos na cidade e fomos direto pro escritório da Juriques. Lá negociamos e conseguimos transferir nossa visita à Cejar para dali uma semana, no dia seguinte ao que voltaríamos da Bolívia. Com isso resolvido, passamos na Casa de Piedra pra mais uma pizza antes de voltar pro hostel. Enquanto esperamos nosso prato, fui ao banheiro trocar a roupa e fiquei só com a blusinha de baixo e a calça. Durante o dia, principalmente por volta das 14h, faz muito calor na cidade, o sol está a pino e tem pouca sombra. Comemos e ficou novamente em CLP 10.450.

De volta ao hostel, tomei um banho caprichado e deitamos para descansar. Aí senti um pouco de dor de cabeça, que logo descobri ser comum não só nas grandes altitudes, mas também quando chegamos de locais de grandes altitudes. Cochilamos um pouco e de noite ficamos na área comum do hostel, comendo cookies e conversando com um casal de paulistanos que estava no mesmo hostel que a gente.

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  • 1 mês depois...
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Nosso tour estava marcado para sair entre 8h e 8:30. Ficamos prontos umas 7h e pouco e fomos tomar o café da manhã do hostel. Vesti meu conjunto de segunda-pele da Decathlon (coisa de 30 ou 40 reais cada peça e valeu muito o investimento!), calça legging, malha de lã fininha, meia, tênis de academia e polainas. Coloquei na mochila para levar comigo luvas, cachecol tipo gola, gorro e jaqueta corta-vento. No café da manhã, resolvemos fazer um chá para evitar o mal de altitude, já que passaríamos o dia a mais de 4.000m. A moça da loja da Cordillera Traveller nos recomendou fazer uma infusão de chachacoma (compra na feira de artesanato na praça de SPA, barato que nem folhas desidratadas de coca) e resolvemos experimentar antes de ir para a Bolívia. Agora pensa num chá amargo, putz! E não pode adoçar, o jeito e tapar o nariz e tomar numa golada só haha.

Às 8:30 ouvimos uma van encostar na rua e qual não foi nossa alegria em ver Maurício, o guia da Atakama Cultura Aventura, e Cláudio no volante! Entramos na van, paramos no mercadinho para quem quisesse comprar água e snacks e partimos, rumo ao Salar de Tara. O acesso se dá pela rodovia que leva a Paso Jama (fronteira entre Chile e Argentina) pela Ruta 27. No caminho, seguimos “beirando” os vulcões Licancabur e Juriques por um bom tempo, enquanto víamos SPA ficando pequenininha e distante, conforme fomos subindo a rodovia. Passamos pela entrada do Paso Hito Cajón (fronteira do Chile e da Bolívia, onde se passa pela imigração boliviana para o tour de Uyuni). Dá para enxergar a Laguna Blanca da rodovia, que é a primeira parada do tour para Uyuni. Basta ficar atento quando passar pelos vulcões que vc vê pra baixo deles uma laguna, é ela. Também conseguimos avistar as antenas do Projeto ALMA (Atacama Large Millimeter/Submillimiter Array – o maior projeto astronômico do mundo, com parceria de diversos países), que ficam a uma altitude de mais de 5.000m! Impressionante!

A primeira parada foi pro café da manhã. Novamente, muito caprichado: bolos, bolachas, pão, presunto e queijo, geleia, manteiga. Para tomar: café solúvel, leite, chás e sucos. A parada é feita em um local apropriado na beira da rodovia, porém sem estrutura de banheiros nem nada, mas uma vista lindíssima. Algo importante a alertar: o tour do Salar de Tara leva um dia todo e o banheiro é a naturaleza. Não tem uma casinha sequer, somente diversas pedras e o terreno acidentado da região. Dali, seguimos para a primeira parada contemplativa: Laguna Diamante. Devido à altitude de 4.500m, a laguna congela durante a noite, então é possível ver e pegar placas de gelo nas bordas da laguna. Durante os meses mais frios, ela permanece congelada durante o dia também.

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De volta à van, seguimos viagem, deixando a rodovia que leva ao Paso Jama e entrando em uma estrada de terra. Dali pra frente é aventura off road. Logo no comecinho dessa estrada ficam os Monjes de la Pacana e o Vigilante de la Pacana, os quais podem ser avistados da rodovia mesmo. Tiramos várias fotos em perspectiva e seguimos viagem. Os efeitos da estrada off road podem ser sentidos por aproximadamente 1h do percurso até o Salar de Tara.

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Passando os Monjes e o Vigilante, o percurso é feito somente por caminhos e rastros deixados pelos outros carros. É imprescindível o uso de cintos de segurança, um brasileiro do nosso tour foi arremessado e só não machucou feio porque conseguiu se segurar no banco da frente e teve reflexo rápido. Eu chegava a literalmente sair do banco!

A imensidão do deserto se faz muito presente neste passeio, principalmente quando estamos no altiplano, rodeado por vulcões ao longe. Parece que estamos dirigindo sem rumo. Em certa altura do altiplano, o Cláudio parou a van e descemos. Ele nos mostrou as obsidianas, rochas de origem vulcânicas que são utilizadas na fabricação de bisturis. Elas são impressionantes, porque a gente não dá nada quando elas estão brutas na natureza, mas basta quebrarmos uma para a magia acontecer: o interior da rocha parece ser feito de um vidro muito preto, muito mesmo, e extremamente brilhante! Ela não tem partícula alguma de brilho, vale lembrar, e é isso que a torna facilmente distinguível na natureza. Segundo Cláudio, na região é possível encontrar obsidianas de diversas cores, mas ali naquele lugar predominam as mais escuras, em sua maioria pretas.

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Seguindo o caminho, paramos em um mirador do Salar de Tara. De um lado, podemos avistar o anfiteatro do Salar e o próprio salar, de outro avistamos Los Monjes Blancos (muito semelhantes aos de la Pacana, porém mais claros). É tudo muito impressionante, muito grandioso, muito diferente. Um dos mais belos passeios do Atacama, com certeza! Descendo do mirador para los monjes blancos, precisei urgentemente usar la naturaleza, pois a água que tomei no percurso já não cabia na bexiga rs. A vontade de fazer xixi me privou de tirar mais fotos no mirador, como vc podem perceber. Se reparar bem, meu desconforto fica explícito nas fotos rs. Na parada dos monjes, resolvi achar um lugarzinho privativo. Encontrei e pude finalmente me aliviar. O que eu perdi nesse ínterim? UMA MINI NEVASQUINHA. Sério. Nuvens carregadas estavam se aproximando desde que estávamos no mirador, mas pensei: chuva, né. Só me esqueci que a 4.500m e a uma temperatura abaixo de 10ºC, a chance de nevar seria maior. Nevou, minúsculos flocos de neve, mas nevou. E eu perdi. Enfim, é a vida. O ensinamento que fica é, faça seu xixi saindo dos monjes de la Pacana, não deixe para a região propensa a neve.

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Nessa hora, aproveitei e coloquei gorro e luvas, pq né. Mas continuei somente com a blusa de segunda pele da Decathlon, sem colocar jaqueta nem nada. Ô brusinha que valeu uns cobre! Quando chegamos mais perto do Salar propriamente dito, descemos da van e fomos a pé, pra apreciar a vista e dar tempo do Cláudio preparar nosso almoço próximo à laguna do Salar. No cardápio tinha arroz ou salada de macarrão, salada de folhas e frango ou porco. As carnes eram preparadas na hora pelo Cláudio, que levou um fogão portátil e frigideiras. Estava tudo maravilhoso, muito bem temperado, daqueles almoços que a gente sente saudade por saber que nunca mais comeremos nada igual. Havia tbm sucos para acompanhar. Onde almoçamos tem uma pequena estrutura de casinha, acredito que pra quando estiver nevando/chovendo e poder almoçar lá dentro. Mas o banheiro ainda é na naturaleza.

Após almoçar, começamos a volta a SPA. Quando chegamos no altiplano novamente, Cláudio e Maurício desceram da van e saíram correndo. Descemos pra esticar as pernas e ver o que se passava. Qual não foi nossa surpresa ao ver um carro de outra agência atolado na areia. Sério. O motorista devia ser inexperiente e tava meio que cortando caminho por ali. Era visível que o carro dele não conseguiria subir a espécie de duna que tinha naquele pedaço. Cláudio pegou o volante da van do moço e outro carro tbm parou pra ajudar. O motorista desse 3º carro, o motorista inexperiente e Maurício ajudaram a empurrar a van atolada, enquanto Cláudio mostrava toda sua destreza ao volante. Sério, escolham bem sua agência, perrengues assim são extremamente comuns na região.

Desde que entramos no carro após o almoço eu tava com uma dor de cabeça chatinha. Acho que vacilei bebendo pouca água pra poupar a bexiga (quem nunca?). Cochilei do Salar até essa parada, mas nessa hora precisei de uma neosaldina, não teve jeito. Passamos novamente pelos Monjes e entramos na rodovia, mas no sentido do Paso Jama. Poucos km a frente, paramos em um mirador na beira da rodovia, para fotografar mais lagunas. Ali também se chama Águas Calientes. Ventava demais nesse lugar e precisei colocar a jaqueta corta-vento, não teve jeito, rs.

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De volta à van, paramos somente na placa do vulcão Licancabur, para fotografar toda a excursão na frente dele e do Juriques. A vista dos vulcões de pertinho é belíssima! Esse é um dos passeios mais distantes, ficando a mais de 140km de SPA. Chegamos na cidade e compramos coisas para comer de noite: pan amassado e mantequilla, rs.

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Acordamos com calma por volta de 8h da manhã, para aproveitar o café da manhã do hostel. Dormimos relativamente tarde, porque chegamos agitados do tour para o Salar de Tara, então voltamos a cochilar depois do café, rs. Aproveitamos para colocar algumas roupas para lavar no próprio hostel. Deixamos as roupas de segunda pele, algumas meias, calças legging e outras camisetas para lavar com a mocinha da recepção, por CLP 2000 (aproximadamente R$10).

Aproveitamos para reservar as diárias para quando chegássemos da Bolívia, ali no hostel mesmo. O senhor que trabalha lá nos fez 3 diárias por CLP60.000 o quarto, ou seja, CLP20.000 pesos a diária. Isso, dividido por 2 pessoas, deu aproximadamente R$50 por pessoa a diária. Achei bastante justo, ainda mais barato que a reserva que fizemos do Brasil. Pagamos em pesos mesmo, já que a reserva não foi feita pelo Booking e sim diretamente no hostel.

Saímos para almoçar no centrinho e comprar suplementos para levar na viagem. No caminho, encontramos uma espécie de feira livre que fica dentro de um espaço próprio, na calle Caracoles. Fica próximo à Heladeria Babalu, na altura do número 420. Compramos uma maçã de cada tipo, para cada um de nós: uma chilena (imensa e muito doce), uma argentina e uma verde por pessoa, totalizando cerca de CLP 1000 (R$5,00, quase R$1 cada maçã). Como a moça da Cordillera Traveller havia nos sugerido, fomos no mercadinho que fica de frente para a agência. Nossa lisitinha de compras ficou em CLP 10500 (R$50,) para duas pessoas:

- papel higiênico: 1 rolo por pessoa

- 6L de água por pessoa

- barrinhas de cereal, acho que 6 unidades por pessoa

- uma barra de chocolate pro casal

- um pacote de amendoim por pessoa

Chegamos na agência para deixar a água e a moça nos corrigiu, disse que era uma garrafa de 6L para o casal, e não por pessoa, para evitar o sobrepeso dos carros. ::putz:: Eita, lá fomos tentar devolver a água no mercadinho. Como era esperado, a moça não devolveu o dinheiro, mas nos deixou trocar em produtos. ::otemo:: Pegamos mais cookies e barrinhas, acho.

Dali, passamos na outra agência, Travel Latina, parceira da Cordillera, para trocar os pesos chilenos por bolivianos e pegar nossos sacos de dormir. Se vc procurar no Google Maps por “Cordillera Traveler”, eles vão te mandar para o endereço da Travel Latina. Trocamos 50000 pesos chilenos em 434 bolivianos, no caso cada 10 bolivianos correspondia a aproximadamente 1000 pesos chilenos, ou 5 reais. Ou seja, real equivalia a 2 bolivianos. É importante lembrar que o necessário é levar até uns 300 bolivianos, a menos que se queira comprar artesanatos de recordação. Pegamos os sacos de dormir lá também, estavam em bom estado, limpos e não cheiravam mal rs. Eu, como boa preocupada, resolvi fazer uma paradinha na farmácia Cruz Verde, ali na esquina da Caracoles com a Tocopilla mesmo. A ideia era comprar um remédio para possível disenteria na Bolívia. Cheguei pedindo por medicamento para o “soroche” (mal de altitude), mas ali no Chile não vendem. A atendente me sugeriu um medicamento que “tranca”, rs. Segundo ela, se o problema for mais forte, tomar duas pílulas seguidas, depois uma pílula a cada 6h. Senão, se a atividade for leve, apenas uma pílula a cada 6h mesmo. Custou CLP3.390, cerca de R$16. Se eu lembrar o nome do remédio, posto aqui.

A ansiedade era muito grande, dormimos bem pouco e mal. Minhas principais preocupações eram as mais banais: a situação dos banheiros que iríamos encontrar no caminho, as refeições, etc, quando qualquer pessoa normal se preocupa com os prováveis acidentes e perrengues mais graves hahaha. ::hein:

Arrumamos as malas, deixando uma guardada na recepção do hostel e levamos somente a do meu namorado, com as coisas de nós dois. Levei 3 blusinhas de manga longa, duas regatinhas de alça, uma calça de segunda pele, duas leggings, 5 pares de meia, polaina, jaqueta corta-vento, duas blusas de fleece, cachecol, gorro, óculos escuros, toalha, lenços umedecidos, biquíni e luvas. Biquíni, toalha, gorro, luva e cachecol, levei na mochilinha de ataque, pois no primeiro dia faríamos uma parada na piscina de água térmica, a caminho dos Geiseres de la Mañana. As comidas levei na sacolinha do mercado mesmo, na mão. E o papel higiênico deixamos um na mochila de ataque e o outro colocamos na mochila grande. Ah, é bom ter em mãos álcool gel também, porque se não tem estrutura de banheiro nem papel, quem dirá sabonete né! rs

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    • Por anselmoportes
      O deserto do Atacama foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Fiquei lá entre os dias 22 e 26 de Março de 2017.
      Aconselho ficar pelo menos 4 dias lá. É que tem muita coisa legal pra fazer e se ficar menos que isso vai deixar de ver o essencial, então não compensa.
      A cidade de San Pedro de Atacama é bem pequena e dá praticamente pra fazer tudo à pé nela.
       
      ONDE FICAR:
      O hostel que fiquei se chama LASKAR e os quartos compartilhados (3 beliches em cada quarto) custam em média 10.000 pesos chilenos por dia. Também possui quartos individuais, mas não sei o valor. Tem 2 banheiros compartilhados e sempre que usei estavam muito limpos. Tem tb uma cozinha com fogão, geladeira e talheres. Há duas vendinhas ao lado do hostel que dá pra comprar coisas básicas (água, pão, ovos, sucos, etc) e o hostel se encontra a 10min de caminhada do centro. Gostei muito do staff de lá! Um pessoal jovem e muito gente fina.
       
      A principal rua de San Pedro de Atacama se chama “CARACOLES” e a maioria dos bares, restaurantes e agências de turismo estão nela.
      PASSEIOS:
      A primeira coisa que você tem que marcar ao chegar lá é o TOUR ASTRONÔMICO. É um tour de observação do céu que vale muito a pena. Só que ele não sai em dias de lua cheia ou se houver nuvens. Então tente fazê-lo o quanto antes pq se deixar para o final é capaz de não conseguir. 
      Esse tour eu fiz com a agência SPACE (20.000 pesos chilenos) e foi maravilhoso. Como só havia brasileiros no tour o guia explicou tudo em português (muito bom, por sinal).
       Para os demais passeios a agência que escolhi foi a GRADO 10 (www.turismogrado10.com), que fica numa travessa da Caracoles, próximo à praça central.
       
      Como fui em baixa temporada (Março/2017) achei melhor não reservar antes os passeios e deixei pra marcar tudo quando chegasse. E deu certo. Pedi um orçamento antes por e-mail e os passeios que eu fiz ficavam em:
       
      GEYSERS DEL TATIO & POBLADO DE MACHUCA - 45.000 pesos chilenos
      VALLE DE LA LUNA Y MIRADOR DE KARI - 20.000 pesos chilenos
      LAGUNAS ALTIPLÁNICAS & SALAR DE ATACAMA - 50.000 pesos chilenos
      LAG. CEJAR, OJOS DEL SALAR, LAG. TEBENQUICHE - 30.000 pesos chilenos
      TOTAL: 145.000 pesos chilenos

      Lembrando que cada uma dessas atrações tem uma taxa de entrada que é pago na hora (consulte os valores)
      Havia um desconto se comprasse o pacote com os 4 passeios ficava tudo por 110.000 pesos chilenos
       
      Mas quando eu cheguei lá na agência fechei os 4 passeios por 80.000! 
       
      Gostei muito do serviço da GRADO 10! A Inês que me atendeu foi muito simpática e solícita. Os guias também são bem legais e muito informados. Mas eu acho que o diferencial deles é o veículo que nos leva aos passeios. Enquanto a maioria das agências te leva numa van, eles têm um caminhão IRADO e muito confortável. Dá pra até subir em cima dele pra tirar umas fotos e, dependendo do passeio, o motorista dá uma volta com a gente em cima.
      Nos passeios que levam o dia todo a GRADO 10 disponibiliza um café da manhã ou um lanche no final da tarde. O café da manhã é farto, com pão, presunto, queijo, panquecas, chá, café, leite e suco. Dá pra bater um café reforçado que vai te deixar sem fome até a volta do passeio. O lanche do final da tarde é só uns salgadinhos (chips, amendoim, etc) e umas bebidas (suco, água e pisco sour).
      Recomendo levar em todos os passeios ao menos 1,5 litros de água. Pode parecer muito mas o clima de lá é extremamente seco e vc vai precisar beber muita água. Nas vendas da cidade é possível comprar galões de 5 litros, que saem muito mais em conta. Daí é só colocar numa garrafa menor e levar nos passeios.
      ROUPAS
      Como em qualquer deserto do mundo, as temperaturas lá podem variar bastante. Pode fazer muito frio no começo da manhã e durante à noite e muito calor no meio do dia. O ideal é levar uma blusa tipo “fleece” e uma jaqueta corta vento. Aquelas calças que viram bermudas tb são muito boas e confortáveis. Sapato sempre fechado pq o terreno tem muitas pedras e é arenoso (esqueça chinelos, sandálias, papetes, etc). O passeio “Geysers del Tatio” saí muito cedo então faz muito frio. Reforce a vestimenta se for fazer ele - gorros e cachecóis podem ser muito úteis.
      Não esqueça também roupa de banho e toalhas. No passeio da Laguna Cejar é possível nadar na Laguna Tebenquiche, uma experiência única uma vez que devido à quantidade de sal na água é impossível afundar. Vale a pena!
      Protetor solar, boné e óculos de sol são INDISPENSÁVEIS.
      COMIDA e BEBIDA
      Na cidade há vários restaurantes. Comi num dia em um chamado “Delícias del Carmen” e pedi uma chuleta de porco com arroz e salada (8.000 pesos). Veio muito bem servido!
      Outro dia fui a um mais chique, chamado “Adobe”, comi um frango com batatas e salada de champignon (uns 15.000 pesos). Não veio muito bem servido como o anterior, mas o ambiente era bem melhor.
      Para economizar vale a pena comprar comida nas vendas e fazer o rango na cozinha do hostel ou hotel.
      A maioria dos bares vão exigir que você consuma alguma coisa além das bebidas. Isso mesmo! Para conseguir uma mesa você tem que pedir algo pra comer e eles não deixar você sentar sem pedir ao menos uma porção. No entanto há UM bar (esqueci o nome) que é possível apenas beber, sem ter que comer algo. O bar fica na rua Caracoles e tem um monte de bandeiras e camisas de time de futebol penduradas no teto. Não tem como errar.
      CONSIDERAÇÕES FINAIS:
      Aproveite ao máximo seu tempo em San Pedro do Atacama. Se tiver uma manhã ou tarde livres entre um passeio e outro, alugue uma bicicleta e saia para dar uns rolês por volta da cidade.
      Há muitos cachorros, na maioria de grande porte, pela cidade. Mas são todos mansos e não estranhe se eles entrarem nos bares e restaurantes.
      Se tiver sono leve, não esqueça os protetores auriculares. Pq se ficar em algum hostel com quarto compartilhado a “sinfonia” de roncos pode atrapalhar seu sono.
      Bom, acho que é isso! Deixo anexado nesse relado algumas fotos que tirei lá.
      Espero poder ter ajudado!
      Abraços e boa viagem!
      Anselmo
       







    • Por ms.priscila
      ROTEIRO BOLIVIA (05 DIAS)
      INFORMAÇÕES GERAIS 
      Visto: dispensa de visto por até 30 dias
      Passaporte:  deve ser válido no momento de entrada; permitida entrada com RG
      Vacinas: não há exigências
      Quando ir: de abr-set, por conta das chuvas
      Capital: Sucre
      Moeda: BOLIVIANO ou BOB ($b)
      Idioma oficial: espanhol, quechua, aimará, guarani e uma variedade de língua indígenas
      Cod. telefone: +591
      Padrão bivolt: 230V
      Tomadas: A, C

      Após passarmos 11 dias no Peru, atravessamos a fronteira, por via terrestre, e continuamos nossa viagem à Bolívia. 

      Dia 01
      07:30 – saída de Puno para La Paz de ônibus, com parada em Copacabana (S/40 comprados diretamente no Hostel Pirwa). O ônibus para na fronteira para imigração nos dois países e aqui podemos trocar dinheiro. O Bs vale a metade do real
      12:00 – chegada à Copacabana para almoço no restaurante El fogon de La Cabana – péssimo atendimento, uma só pessoa para atender; há indicação de Wi-Fi, mas o sinal estava cortado, tivemos que pegar os cardápios e ir diretamente no balcão fazer o pedido
      13:30 – saída de Copacabana com destino à La Paz
      17:00 – chegada à La Paz
      20:30 – saída de La Paz a Potosi (80Bs cama) pela empresa Trans Copacabana. Não recomendo de forma alguma. O banheiro ficou fechado boa parte da viagem, tendo o motorista parado para que os passageiros fossem ao banheiro na beira da pista. Não houve uma parada em uma viagem de 10h. Após 6h de viagem, o banheiro foi aberto. O ônibus chegou com 1h de antecedência.
      05:00 – chegada a Potosi, ouvindo Victor & Leo e Leonardo em espanhol.
      07:00 – café da manhã no Café Restaurante Santa Fé: excelente atendimento e café da manhã muito bom.
      Aqui percebemos que estávamos perdidos. Lemos em algum site no Brasil que o Salar de Uyuni estava localizado na região de Potosi, por isso erroneamente pensamos que o passeio sairia dali e que não havia uma cidadezinha chamada Uyuni. Conclusão: perdemos o passeio. Andando pela cidade, fomos salvos pela Hellen, dona da agência de viagens Amigos da Bolívia. Recomendo muitíssimo. Extremamente atenciosa. Salvou-nos a vida. A Hellen nos comprou a passagem de Potosi-Uyuni (que sai de hora em hora e custa 40Bs), reservou o hotel La Cabana (quarto duplo com banheiro compartilhado a 60Bs) e o passeio de 3 dias pelo Salar a 850Bs. Em Uyuni estava 100Bs mais barato, mas naquela altura do campeonato foi nossa melhor opção
      11:30 – almoço
      13:00 – saída de Potosi-Uyuni
      17:00 – chegada a Uyuni. A moça da agência contratada nos buscou e nos levou até o Hostel. Já hospedados, saímos pra comer e conhecer o pouco que há para conhecer da cidade. Curiosidades: há caixas eletrônicos, câmbio de moedas, venda de óculos escuros e roupas de frio.

      Dia 02
      10:30 – saída para o Salar de Uyuni
      12:00 – almoço num hotel de sal
      14:00 – ida para o Salar
      17:00 – chegada à Ilha de Cactus
      18:00 – por do sol no Salar
      20:00 – chegada ao hotel de sal Los Piez para pernoite. Hotel adorável. Não há ducha quente e se paga pela toalha (Bs3) e pela ducha sem água quente (Bs10)
       
      Saída para o Salar
       
      Almoço num restaurante de Sal
        Salar de Uyuni

      Dia 03
      08:00 – visita às lagoas coloridas durante todo o dia! Almoço no caminho. Aqui, por volta das 11:00, nosso carro quebrou. Caminhamos cerca de 40 minutos até a próxima laguna e lá esperamos o carro ate por volta das 15:00
      18:00 – chegada ao acampamento para o pernoite do segundo dia. Os seis integrantes do grupo ficaram hospedados no mesmo quarto. Aconselha-se alugar, ainda em Uyuni, o saco de dormir (Bs50), já que nesse acampamento, no meio do deserto, faz muito frio. Esquecemos uma garrafa de água dentro do carro e ela amanheceu congelada
      21:00 – as luzes, ligadas por gerador, se apagam as 21h da noite
      Na segunda noite, as agências entregam um vinho para o grupo, como cortesia pelo passeio. Mas as vezes, se os turistas não pedem, os motoristas não entregam (ouvimos histórias de motoristas que beberam o vinho)
       
      Laguna Hedionda
        Laguna Colorada
        Jantar no alojamento

      Dia 04
      05:30 – café da manhã no acampamento (e aqui começaram os problemas)
      Deveríamos ter saído às 6h para ver os gêiseres. Entretanto, simplesmente fomos impedidos de deixar o acampamento porque nosso guia não havia pago o alojamento. Enquanto estávamos no carro, com muito frio, a dona do acampamento e o motorista discutiam lá fora. As 07:30 conseguimos partir
      08:00 – visita aos gêiseres. No caminho para a Laguna Verde, o pneu furou
      09:30 – chegada à Laguna Verde. Novamente, o carro apresentou problemas. Conclusão: fim do passeio. As três mulheres voltaram em outra van, que parou para nos ajudar e os três rapazes ficaram com o motorista e chegaram cerca de uma hora depois em Uyuni
      17:00 – depois de muito estresse, chegada à Uyuni. O proprietário da empresa já nos esperava. Expusemos todos os problemas. As inglesas, nervosas, não conseguiam mais falar espanhol. Depois de muita discussão, o Natalio, dono da Atacama Mística nos propôs a devolução de Bs150 por pessoa, pelos transtornos do passeio. Não pudemos visitar os banhos termais
      No ultimo dia, encontramos com outros dois grupos que tiveram diferentes problemas durante o tour (Esmeralda, Full Adventure e a nossa, Atacama Mística). Detalhe que todas foram recomendadas. O que nos parece é que o serviço mal prestado é lei na Bolívia. Não foi diferente em absolutamente nenhum lugar desde que cruzamos a fronteira
      20:00 – saída de Uyuni para La Paz (Bs100 pela empresa Omar: ônibus com calefação, cobertor e banheiro)
       
      Geiseres
        Laguna Verde
        Carro quebrado no meio do deserto
          Fim do passeio

      Dia 05
      09:00 – chegada à La Paz. O ônibus deveria chegar por volta das 7h, mas incrivelmente atrasou duas horas. Nosso voo para Cobija saía às 09:50. Fizemos o check-in exatamente 05 minutos antes de encerrar o check in. Isso porque, por sorte, o aeroporto ficava ao lado de onde o ônibus nos deixou
      10:50 – chegada à Cobija. Logo na saída do aeroporto encontramos o Valdir (68 99787511), que nos ofereceu a corrida até Rio Branco, sem troca de táxis por R$ 210 para 2 pessoas. Paramos na fronteira, carimbamos os passaportes, trocamos dinheiro e entramos no Brasil
      14:30 – chegada ao aeroporto de Rio Branco
      15:40 – saída para Manaus
    • Por Ian Gon
      Saudações mochileiros, principalmente aqueles que querem viajar de carro.
      Não tive tempo de relatar minha viagem de carro de Belo Horizonte ao Atacama realizada em setembro de 2017, mas aqui vai minha contribuição.
      Após várias pesquisas aqui no site e com a ajuda de várias pessoas para o planejamento como o grande viajante de carro HLIRAJUNIOR e sua companheira (muito conhecimento e experiência), ao Alexandre  e Rosângela do blog VIAJANDO DE CARRO (no qual baseei meu roteiro e pelas dicas providenciais por email), o João Carlos Truppel (Facebook), grande viajante de carro da América do Sul, ao Guilherme Pegoraro (que me enviou uma planilha bacana de roteiro e gastos – descobri um relato dele no blog VIAJANDO DE CARRO), ao blog www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br onde peguei várias dicas e mapas dos passeios. Também à Marisa Belle Bertoldo (relato no blog FELIPEOPEQUENOVIAJANTE) pelas dicas e ao blog MOCHILA CRÔNICA pelas informações.
      No relato não vou me a ter a pequenos detalhes. Caso alguém tem interesse, pode entrar em contato ([email protected]).
      Agradeço a todos pela disponibilidade e me coloco também a disposição para ajudar a quem pretende realizar esta viagem espetacular.
      Para quem vai se aventurar de carro pelo NOA ARG e CHI em direção ao Atacama é sempre bom estar com as informações claras e atualizadas. Nesta viagem fomos eu e meu irmão de república da época da faculdade Rômulo. Para quem pretende, é melhor preparar o psicológico, pois a cada dia você está mais longe de casa – mas é muito longe mesmo.
      Todos os hotéis da ida foram reservados antecipadamente via Booking e a volta íamos escolhendo a cada destino (mas com algumas opções já pesquisadas).
      Qual carro nós fomos? Punto Essence 1.6 2013/14. Mas dá para ir? Tranquilamente.
      A viagem foi feita em 17 dias.
       
      DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ARG e CHI) – Dica: organizar pasta com documentos.
      •         Passaporte (agiliza o trâmite nas fronteiras) ou Identidade (com o RG o seu comprovante de entrada e saída dos países será um ticket estilo supermercado, logo se rasgar ou perder vai ter muita dor de cabeça. Com isso recomendo o passaporte).
      •         CNH e muito recomendado Permissão Internacional para dirigir (PID). Não me pediram mas preferi evitar problemas.
      •         CRLV do veículo.
      •         Seguro Carta Verde (Pedi via internet no site Luma Seguros - foi mais em conta do que na minha corretora).
      •         Seguro SOAPEX (comprei no site da HDI Seguros via cartão de crédito – para preencher os dados é necessário o número do motor do carro. Caso tenha dúvida, veja algum vídeo no youtube de como achar o número do motor do modelo do seu carro – lembrando: NÃO é número do Chassi)
      •         Extensão de perímetro do seguro do automóvel (Eu fiz com o corretor do meu seguro. Como o meu seguro cobria o Mercosul, estava tranquilo quanto à ARG, mas os 4 dias no CHI preferir pagar quase 400 reais, pois estaria no meio do deserto e sabe-se lá o que poderia acontecer – melhor prevenir).
       
      Dia 1 Belo Horizonte-MG a Marília-SP.
      Distância média: 880 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo de BH e fomos tranquilos até Marília – SP. O dia estava ensolarado, a pista era duplicada e em bom estado. Paramos para lanchar e almoçar no caminho.
      *No roteiro, defini que os primeiros dias da viagem seriam os mais extensos para poder curtir melhor na ARG e CHI. Com o ânimo de início de viagem e tendo alguém para conversar, ajuda a deixar o cansaço de lado.
      *Pedágios: Foram 13 pedágios entre BH e Marília com média de R$ 5 (total de R$ 65,70).
      Hotel em Marília: Almaru Flat Hotel (Muito confortável). Média R$ 150,00 a diária.
       

      Já na estrada ainda em Minas Gerais.

      Final de tarde chegando em Marília-SP.
       
      Dia 2: Marília-SP a Puerto Iguazu-ARG
      Distância média: 710 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Saímos cedo. O dia estava ensolarado e a estrada era pedagiada e em bom estado. Fomos para Foz do Iguaçu, onde trocamos reais/dólares por pesos argentinos em um shopping. Abastecemos e depois cruzamos a fronteira no mesmo dia para Puerto Iguazu.
      Na travessia, geralmente tem uma pequena fila de carros (depende da época e horário que você estiver atravessando). Já separe os documentos (passaportes e do veículo, abaixe os vidros e acenda as luzes internas (se for noite) pois geralmente eles dão uma olhada geral nos passageiros para ver quantos são e se condizem com os documentos. Nossa travessia foi bem tranquila e rápida.
      Puerto Iguazu é muito legal de conhecer. Preferimos deixar o carro no hotel e sair para conhecer a pé.
      A cotação estava R$ 1 = PA$ 5. (A cotação que consegui em BH foi 1 dólar = R$ 3,28).
      *Pedágios: Foram 8 pedágios entre Marília e Foz do Iguaçú com média de R$ 12 (total de R$ 97,40).
      Hotel em Puerto Iguazu: Hotel Oxum (Simples mas limpo e confortável). Média PA$ 900,00. 

      Na estrada no Paraná.

      Ainda no Paraná sentido Puerto Iguazu.

      Atravessando a fronteira em Foz para ARG
       
      Dia 3: Puerto Iguazu – ARG a Corrientes - ARG
      Distância média: 625 Km
      Tempo (com paradas): 10h
      Saímos de Puerto Iguazu e o dia estava chuvoso. Seguimos com calma por causa da pista molhada.
      Na saída, ficamos um pouco perdidos com o GPS que estava indicando a rota pelo Paraguai (estava configurado para menor distância. Mudamos para menor tempo e colocamos a cidade de Posadas como destino).
      *Dica: De preferência, no GPS coloque sempre uma cidade próxima ao invés de colocar seu destino final do dia. Com isso, você diminui a chance de ficar perdido!
      Havia algumas barreiras policiais mas apenas uma nos parou (Gerdameria) e perguntou aonde iríamos *Dica: Mesmo indo para o Atacama, sempre falávamos que iríamos para a próxima cidade do nosso destino, pois evitava a suspeita de que estávamos com muito dinheiro e bagagem. Isto funcionou durante toda a viagem sem problemas. As vezes que fomos parados na ARG era apenas para perguntar onde iríamos ou conversar por sermos brasileiros. A maioria era bem receptivo.
      Não tivemos problemas com a corrupção. Independente disso, levamos o formulário de multa anti-corrupção do governo da ARG. Neste caso, deve ser o último recurso.
      Passamos por San Ignácio Mini para almoçar e acabou que não fomos às ruínas (vai ficar para uma próxima oportunidade).
      Nosso destino neste dia foi Corrientes. É uma boa cidade para pernoite. Vale a pena visitar o cassino e a região beira-rio.
      *Pedágios: Foram 3 pedágios entre Puerto Iguazu e Corrientes: Eldorado PA$ 20,00, Santa Ana PA$ 20,00 e Ituazingo PA$ 20,00 (total de 12 reais).
      Hotel em Corrientes: Hotel Orly (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 980,00. Hotel central com estacionamento a uma quadra).
      Em Corrientes abasteça e compre lanche reforçado e água: próximo dia de trecho sem muito atrativo para refeições.
      Observação: Nas cidades das províncias de Missiones, Chaco e Salta durante a tarde, mais ou menos a partir das 14h as cidades ficam vazias depois do almoço até às 17h, parecendo que é feriado (siesta). Após as 17h, tudo volta ao normal e o comércio (principalmente bares e restaurantes) fica aberto até tarde. Ir se acostumando com a rotina das siestas.
       
       
      Na estrada depois da saída de Puerto Iguazu.
       
      Na estrada sentido Corrientes.
         
      Na estrada sentido Corrientes.
       
      Passando por Ita Ibate sentido Corrientes.
       
       Fim de tarde sentido Corrientes.
       
      Chegando em Corrientes.
       
      Corrientes a noite.
       Dia 4: Corrientes – ARG  a Salta - ARG
      Distância média: 820 Km
      Tempo (com paradas): 11h
      Foi um dos percursos mais cansativos. Possui muitas retas e é monótono (pode dar sono). O dia estava nublado, o que ajudou por ser uma região que faz muito calor. Fique atento a animais como cabras atravessando a pista em alguns pontos próximos de cidades. A pista é simples mas boa (não possui acostamento asfaltado). Possui muitos insetos chocando contra o para-brisas (não esqueça de colocar solução de limpeza no reservatório do para-brisas para facilitar o uso).
      Apesar de ser quase tudo reto durante boa parte do trajeto, não abuse da velocidade. Vá curtindo a viagem e além disso não dê sorte para o azar (nem para a polícia).
      Saímos de Corrientes sentido Salta passando logo no início por Resistência. Andamos cerca de 700km pela RN 16 (cerca de 8h). É uma região com pouca estrutura e possui cidades pequenas na beira de estrada sem muitos atrativos para lanche (tente levar da cidade de origem).
      *Muito importante abastecer sempre que o tanque passar de ¾ cheio se seu carro tiver pouca autonomia ou metade se tiver uma boa autonomia (o meu tanque de 60L dava uma média de 750 km). Neste dia paramos em um posto YPF e tivemos que esperar cerca de 40 minutos até o caminhão abastecer o tanque. Os postos ficam mais nas proximidades de cidades, vilarejos (pueblos) e trevo de acesso ao último trecho de 45km para Salta.
      Quando chega próximo de Monte Quemado (Província de Santiago del Estero) o asfalto fica cheio de buracos e deve-se reduzir bem a velocidade. Tomar cuidado com os veículos contrários que invadem a contramão tentando desviar dos mesmos (você também terá que ir para a contramão, então cuidado ao atravessar para a outra pista e não foque apenas nos buracos).
      Antes de chegar no cruzamento com a Ruta 9 começa a ter mais curvas e no horizonte começa-se a ver as primeiras montanhas da Cordilheira dos Andes.
      Após entrar na ruta 9, a viagem já estava bem cansativa, logo redobre a atenção e tente parar um pouco mais para curtir esta região que é muito bonita. Neste momento estava próximo do pôr do sol e a paisagem ficou bem marcante.
      A chegada de Salta é bem bonita com uma descida espetacular. Chegamos cerca de 19:30.
      Durante o percurso passamos por alguns postos e blitz da polícia Caminera e Gerdameria. Não tivemos problemas em nenhum, inclusive no posto mais comentado e famoso de Pampa de Los Guanacos.
      *Pedágios: Foram 2 pedágios entre Corrientes e Salta: Resistência PA$ 15,00 e Makalle PA$ 30,00  (total 9 reais). Na chegada de Salta não havia pedágios (havia lido relatos de que tinha). Havia alguns trechos em obras, logo, no futuro podem haver outros pedágios ou pode ser algum pedágio que existia que estava em reforma.
      Salta: a cidade possui ótima estrutura turística, com diversos hotéis e restaurantes. A temperatura estava agradável. Achei a cidade tranquila e segura.
      A noite vale a pena conhecer as famosas peñas (por mais que seja pega-turista, como gosto da cultura, achei muito interessante).
      Compre folhas de coca seca para mascar ou fazer chá para tolerar melhor a altitude.
      Próximo dia: começa a melhor parte da viagem.
      Hotel: Hotel Samka (Bom, limpo e confortável). Média PA$ 920,00. Hotel central com estacionamento.
        
      Saindo de Corrientes para cruzar a ponte sentido Resistência.
       
      Saindo de Corrientes para cruzar a Ponte sentido Resistência.
                                                      
              Reta do Chaco sentido Salta. Esquece, é só reta.
       
      Reta do Chaco.
       
      Reta do Chaco. 

      Animais na pista próximo a entrada de alguma cidadezinha no norte da ARG.
       
      Começam os buracos próximo a Monte Quemado.
       
      Primeiras montanhas da Cordilheira próximo ao cruzamento com a ruta 9 sentido Salta.
         

                                                                                 Na ruta 9 sentido Salta.
       
      Fim de tarde sentido Salta.

      Em Salta.
       Dia 5: Passeio Salta Cachi Cafayate
      Distância média: 360 Km (boa parte em rípio)
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos tarde de Salta (em torno de 11:30) em direção à Cafayate (rutas 68, 33 e 40), passando pela Cuesta del Obispo e Parque Nacional Los Cardones. O dia estava ensolarado e seco. A Cuesta del Obispo é muito linda, com paisagens bem diferentes das nossas (vale muito a pena). A estrada é de rípio e estava boa, com muitas subidas e curvas. Indo devagar, curtindo a paisagem e ouvindo uma boa música fica tudo tranquilo. Pegamos muitos ventos fortes que levantava muita poeira.
      Ao final do trecho de rípio pegamos um trecho de subida  asfaltado em bom estado (a esquerda tinha uma placa do Parque Los Cardones e uma estradinha mas deve-se seguir direto no asfalto (entramos a esquerda e saímos em um lugar que parecia ser de piquenique, muito legal e bonito mas acabou nos atrasando – se sair cedo de Salta vale a pena).
      Depois tem uma descida íngreme e sinuosa (nessa hora ficamos meio confusos com o GPS pois mandava sair do asfalto - pode continuar no asfalto que não tem erro) até chegar na reta del Tin Tin, onde paramos para tirar fotos dos cactos gigantes. A região também é muito bonita e diferente.
      Depois seguimos para Cachi e achamos tudo fechado por causa da siesta. Só conseguimos o restaurante de um clube que fez uns sanduiches de presunto e mussarela.  A cidade é muito tranquila.
      Seguimos para Cafayate (RN40) em estrada de rípio em estado regular. É uma região pouco habitada. Pegamos muito vento e poeira (parecia o fim do mundo, muito diferente). Atentar sempre para a direção que está seguindo no GPS pois as vezes tem alguma bifurcação e não tem placa indicando. Como saímos tarde de Salta, chegamos tarde em Quebrada las Flechas e já estava escuro e não aproveitamos (logo saia cedo de Salta e aproveite).
      Chegando em San Carlos, a estrada já é asfaltada. Log depois chega em Cafayate.
      Chegamos cansados no hostel e depois do descanso saímos para conhecer a cidade. É pequena mas muito boa e tranquila. Conhecida como a terra do bom vinho de altitude, onde as principais atrações são suas bodegas.
      Dicas
      Levar muita água, roupa corta vento, protetor solar e lanche muito reforçado. É uma região bem inóspita e a falta de água ou alimentação pode levar a uma desidratação ou hipoglicemia e o resgate pode ser muito demorado por ser uma região pouco habitada. Além disso, tem a siesta e caso chegue nestes horários, vai achar a cidade vazia e comércio em geral fechado. Parece cidade fantasma.
      Entre Cachi e Cafayate, dirija devagar.
      Não deixe de tomar o vinho Quara uva Torrontés em Cafayate.
      Ficar atento ao GPS se está configurado como menor distância, menor tempo ou fora de estrada. Quando íamos pegar estrada de rípio muitas vezes mudávamos para menor distância ou fora de estrada. Depende muito da hora, logo é importante estudar e conhecer muito bem todo o roteiro para evitar seguir o GPS e ir por um caminho não programado.
      Na saída de Salta, configure o GPS para menor distância e cidade: Cachi. Quando saímos configuramos para Cafayate e o GPS nos direcionou para a RN 68 (asfaltada e que não passaria por Cachi). Como já havia estudado o roteiro, ficou mais fácil perceber e corrigir.
      Vale a pena ficar 2 dias em Cafayate. Quando for embora, saia mais cedo para aproveitar as paisagens da Quebrada de Cafayate.
      Hotel: Hostel Andino (parece hotel mas é hostel, bem limpo e confortável). Média PA$ 900,00.
        
      Saída de Salta sentido Cuesta del Obispo. Por enquanto asfalto.
        
      Início da Cuesta del Obispo ainda asfalto.
      Ainda asfalto. 
      Início para a Cuesta del Obispo. Ainda asfalto mas depois começa o rípio.
        
      Início da Cuesta del Obispo já com rípio.
        
      Paisagem no início da Cuesta del Obispo.
       
       
      Rípio na Cuesta del Obispo.  
       
      Cuesta del Obispo. A estrada clara ao fundo é de onde viemos. 
       
      Cuesta del ObispoPercorre-se todo a estrada de rípio até em cima. Imensidão.
       
         
      Depois do rípio da Cuesta del Obispo nesta placa deve-se seguir direto no asfalto para chegar ao Parque Nacional Los Cardones. Na placa a esquerda tem uma estrada de rípio que dá em um lugar bem bonito no meio do nada chamado Valle Encantado - mas não é sentido Los Cardones – se sair cedo de Salta vale a pena conhecer). 
       
      Se virar a esquerda na placa vai conhecer o Valle Encantado (do asfalto, dá média 7 Km ida e volta). Ao final da estrada tem umas mesas para piquenique. 
       
      Seguindo no asfalto após a placa sentido Los Cardones.
       
       
      Seguindo no asfalto após a placa vai começar algumas curvas e depois uma descida sinuosa (onde foi tirada a foto). A fina faixa reta na foto é a reta del Tin Tin já em Los Cardones. O embaçado é poeira levantada pela ventania.

      Los Cardones. Aqui tem um local para estacionar o carro e curtir. Cuidado com outros carros ao atravessar o asfalto. Por mais que seja uma região pouco habitada as vezes passa algum carro. 
       
      Após Los Cardones, Payogasta sentido Cachi.
       
       
       Em Cachi. Parecia cidade fantasma por causa da siesta. 

      Vilarejo após Cachi sentido Cafayate. 

      Após Cachi pegamos estrada de rípio sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora, parecia o fim do mundo (veja ao fundo da imagem). 

      Sentido Cafayate. Muita ventania. Paisagem desoladora.
       

       Quebrada las Flechas a noite. Uma pena não ter saído mais cedo de Salta.
       
      Dia 6: Cafayate – ARG a Tilcara
      Distância média:  200 Km (até Salta) e 173 Km (até Tilcara passando por La Cornisa)
       Tempo (com paradas e engarrafamento de acidente): 10 h
      Cerca de 09:00 seguimos em direção a Salta pela Ruta 68 - asfaltada e em ótima condição. No início tem-se as formações rochosas da Quebrada de Cafayate (Los Castillos, El Obelisco, El Fraile, El Sapo, El Anfiteatro e Garganta del Diablo - todas identificadas). Vale a pena fazer este percurso com calma e apreciar as paisagens e as diferentes formações rochosas.
      Paramos no restaurante Posta de Las Cabras (ruta 68 - Km 88) para almoçar. É um lugar gostoso para descansar e curtir a calmaria. Cuidado ao pegar o volante após o almoço por causa do sono que pode vir.
      Seguimos em direção à Salta e de lá pegamos a estreita Estrada de La Cornisa sentido San Salvador de Jujuy para chegar em Tilcara.
      Em Salta, agarramos um pouco e saímos depois de 14hs. A estrada de La Cornisa é muito bonita e diferente, mas aviso que é muito estreita, logo tem que haver muito cuidado, uma certa perícia do motorista e cautela nas curvas. Tem uns mirantes que valem a pena parar. Pegamos a parte final já escuro. Recomendo sair de Salta no máximo entre 11-12h. Vá com calma para curtir cada detalhe.
      Depois de Jujuy houve um acidente na estrada e ficamos mais de 1 hora parados com isso chegamos a noite em Tilcara.
      Tilcara é muito legal de conhecer, um lugar alternativo no norte da ARG.
      Hotel em Tilcara: Villa del Cielo (muito bom, só fica um pouco distante do centro, mas vale a muito a pena). Média PA$ 950,00.
      Bônus: O hotel já havia sido eleito um dos melhores que ficamos, mas algo nos deixou ainda mais confiantes. Meu amigo esqueceu uma bolsa com dinheiro no hotel e só constatou no meio do caminho indo para o Atacama. Como conversei muito com a gerente Marisel por email antes da viagem não preocupei muito e fiquei de mandar um email para ela quando chegássemos ao deserto uma vez que iríamos passar por Tilcara na volta. Então, quando chegamos no hotel em SPA, ela já havia enviado um email informando do ocorrido e que a bolsa estava no cofre do hotel à disposição. Combinei que na volta pegaríamos e foi isso mesmo que aconteceu. O atendimento da Marisel é muito claro e honesto. Inclusive no primeiro dia, ao pagar, o meu cartão de crédito não estava passando, então o funcionário ligou para ela (que estava em Buenos Aires) e conversamos a melhor forma de resolver o problema e foi muito tranquilo. (Dica: tente manter um contato mais próximo com os hotéis que irá ficar para facilitar numa situação como esta).
       
      Vinícola em Cafayate

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate e formações rochosas. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      El Fraile. Quebrada de Cafayate.
       

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Quebrada de Cafayate. Retorno de Cafayate sentido Salta.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.

      Após Salta já na Estrada de La Cornisa. Estreita e sinuosa mas uma experiência sem igual.
       

      Dique - La Cornisa

      Paisagem na Estrada de La Cornisa

      Parador Posta de las Cabras sentido Salta

      Praça em Tilcara
       Dia 7: Tilcara (ARG) a San Pedro de Atacama (SPA) - CHI
      Distância média:  436 Km
      Tempo (com paradas): 8 h (considere o tempo que pode ficar na aduana, ficamos quase 1:30. Melhor é estimar em 10 horas para ir com calma.
      Esta parte é um dos lugares mais bonitos da viagem (coisa que quem só vai de avião nunca vai conhecer).
      De Tilcara até SPA:  asfalto em bom estado e não há pedágio (apenas algumas curvas da Cuesta de Lipán que estão sem asfalto).
      Tomamos café da manhã e saímos cerca de 8h. Reservamos o dia para a travessia da Cordilheira dos Andes via Paso Jama. Enchemos o tanque um dia antes no posto YPF na saída de Tilcara.
      Saímos de Tilcara e seguimos sentido Purmamarca. Subimos a Cuesta de Lipán com uma visão sem igual. Depois da subida começa uma descida também sinuosa.
      Embora o trecho do dia não seja tão longo, reserve o dia todo pois possui muitos atrativos com lugares bonitos, além disso, possui grande altitude (logo o carro perde potência e vai mais lentamente) além de trechos de subidas e descidas sinuosos. Todo o trajeto é tranquilo mas deve-se tomar cuidado (curvas, subidas, descidas e altitude).
      Quase ao chegar no topo da Cuesta de Lipán (depois de Abra de Porterillos) começa-se a descer uma região bem bonita (todas são).
      Quando acabam as descidas mais ingrímes começa-se uma parte mais reta e chega-se ao salar Salinas Grandes (não tem como não parar e ver a beleza). A RN52 corta o salar e fica bem interessante. Seguindo adiante, passa-se pelo Salar de Olaroz e de Jama, que também são magníficos (ainda na ARG).
      Depois vem Susques (um vilarejo bem diferente; na entrada tem um centro de informação ao turista com muitos mapas e catálogos de turismo grátis). Abastecemos para garantir e seguimos em direção à aduana ARG/CHI.
      Já na aduana, primeiro paramos no posto para completar o tanque e depois loja de conveniência. Depois fomos aos guichês com a documentação, onde faz-se a burocracia de saída da ARG/entrada no CHI (migração).
      Depois você continua os trâmites em várias cabines ao lado (sanitário onde declara que não leva itens proibidos como vegetais e etc. e para verificar a documentação do carro).
      Depois um agente vai vistoriar o carro. O nosso apenas pediu para abrir o porta-malas, deu uma olhada e nos liberou (mas vimos carros que tiveram que tirar a bagagem – aí demora bem mais).
      Depois que você é liberado e recebe o recibo validado, vai com o carro até uma cancela na estrada onde um agente vistoria os recibos de migração e abre a cancela para poder continuar sentido CHI. Aí é uma paisagem mais diferente e impressionante atrás da outra. Sem explicação.
      Após ver paisagens que mais parece outro planeta por um longo tempo começa-se a descida já próximo a SPA (de 4200m para 2200m em 42Km). Tem que ir com o carro sempre engrenado e não deixar embalar muito (ir freando aos poucos para os discos de freio não esquentarem e perderem o atrito). Por segurança mantenha baixa velocidade durante a descida. NÃO UTILIZE O FREIO CONSTANTEMENTE EVITANDO O SUPERAQUECIMENTO.
      Observação: *Com as altas altitudes você vai perceber o carro perdendo potência, mas é normal.  Fique atento também quanto aos sintomas da altitude.
      *Agasalhe bem pois nos pontos mais altos do percurso a temperatura pode chegar a temperaturas negativas.
      *Nos lanches que são levados, se tiver frutas e vegetais terá que jogar fora antes da fronteira; inclusive você consegue ver várias coisas jogadas antes da fronteira. Água e refrigerante fechado não tivemos problema.
      *Na parte de documentação pegamos agentes educados e prestativos mas também pegamos um sem paciência. Então sempre esteja com a sua documentação e a do carro em mãos para agilizar.
      Seguimos sentido SPA pois tínhamos que chegar antes das 16h para pagar o Tour astronômico da Space Orbs. Chegamos um pouco antes e fomos direto acertar e depois procurar o hotel. (É necessário fazer o pagamento até as 15h00 do dia para confirmar o tour, porém combinei antes por email a necessidade de um prazo um pouco maior justificando a travessia da fronteira neste dia e a agência aceitou).
       
      SPA é uma cidadezinha diferente, parecendo o velho oeste moderno em outro planeta. Não vou me ater aos detalhes pois aqui nos mochileiros já tem muitos relatos e informações sobre a cidade. Acho importante dizer que no início você fica meio perdido sem saber como funciona o trânsito. Então, antes de entrar em alguma rua, veja se já tem carros e qual o sentido que eles estão para evitar maiores problemas com os Carabineros do Chile. Sempre via carros da polícia na cidade e região.
      Depois achamos o hotel que havia reservado (Geisers del Tatio). Arranjamos as coisas para cerca de 20h encontrar a van da agência para irmos ao Tour. Vale muito a pena. O céu é muito diferente lá no Atacama. Experiência única estar lá no meio do nada e ver o firmamento. (Fizemos a opção em espanhol).
      Hotel em SPA: Geisers del Tatio (muito bom, cerca de 8 minutos andando do centro de SPA. Boa estrutura. Valeu a pena, embora queria ter reservado o Pueblo de Tierra - melhor custo benefício). Média R$ 1500 as 4 diárias.
      Tour Astronômico: Agência PC$ 20000 (cerca de R$ 105,00 cada).
      Dicas
      *Para o dia da travessia do Passo Jama saia com o tanque cheio pois o consumo de combustível aumenta devido a altitude. De preferência abasteça em Susques e complete o tanque na fronteira.
      *Conselho: NÃO LEVAR NADA REFERENTE A ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL pois pode atrasar e muito! Além disso podem revistar o carro todo ou multar.
      *Pesquise ao menos 3 lugares de câmbio na Calle Toconao e faça o câmbio de pesos chilenos (calcule a  necessidade média para alimentação, passeios e gasolina de acordo com os dias que vai ficar em SPA).
      *Importante atentar que o pagamento do hotel em moeda forte (dólar ou euro) pois isenta os turistas estrangeiros (menos de 60 dias no país) do pagamento do imposto IVA, que tem alíquota de 19% no CHI. Paguei no cartão de crédito e obtive o desconto.(Apesar do IOF, é muito mais tranquilo e seguro do que ficar viajando com uma grande quantidade de dinheiro em espécie, uma vez que o hotel tende a ser o seu maior gasto em SPA).
      Para a isenção tem que apresentar o passaporte ou cartão de entrada no CHI (tarjeta migratória). Veja no site do hotel ou confirme se ele está registrado ano Serviço de Impuestos Internos (SII).
      *Antes dos passeios em altas altitudes: bastante líquido, refeição leve e evitar excesso de bebida alcoólica.
      *Pagamento da entrada dos passeios deve ser em pesos chilenos. De preferência, o de restaurantes também, pois com a conversão que eles aplicam  você pode ficar em desvantagem.
      *Recuse troco de notas de dólares velhas ou rasgadas.
      Tente reservar hotéis ou hostels que possuam estacionamento (algumas ruas não é permitido estacionar).
      Leve no mínimo 2 L de água por pessoa a cada passeio.
      *Restaurantes: por volta das 22h00 já começam a fechar as portas. Adição de 10% de propina (gorjeta).
      *Leve lanche para café da manhã/tarde para os passeios independentes  e para os mais longos levar um lanche mais reforçado ou programe um almoço em algum ponto de apoio (Toconao ou Socaire por exemplo).
      O nosso cronograma básico foi este (a parte de descanso ficou entre descanso e conhecer a cidade):
      Cronograma Atacama
      Manhã
      Tarde
      Noite
      Tilcara
      SPA
      Tour astronômico
      Descanso
      Laguna Chaxa/Ojos del Salar/ Laguna Tebinquiche
      Descanso
      Geisers del Tatio
      Almoço/ Vale de la Luna
      Descanso
      Piedras Rojas/Lagunas Altiplânicas
      Altiplânicas/Socaire
      Descanso
      SPA
      Tilcara
      Descanso
       

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

      Saída de Pumamarca sentido Cuesta del Lipán.

       Cuesta del Lipán.

      No alto da Cuesta del Lipán em Abra de Porterillos.

      Após Abra de Porterillos. Este local também é muito bonito.

      Sentido Paso Jama.

      Faixa branca ao fundo - Salinas Grandes

      Susques

      Susques

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Fronteira ARG/CHI Paso Jama.

      Atravessando a Cordilheira dos Andes

      Gelo na beira da estrada.

      Vulcão Licancabur. Quando avistar está próximo de SPA.

      Descida de 42 Km sentido SPA

      SPA

      SPA

      Hotel Geisers del Tatio
      Dia 8: SPA (CHI)
      A cotação em SPA estava US$ 1 = PC$ 620 (Como comprei o dólar a R$3,28, R$ 1 = PC$ 189).
      De manhã resolvemos descansar, conhecer a cidade, fazer o câmbio (Calle Toconao), almoçar e fechar o passeio de Geisers del Tatio para a manhã do próximo dia.
      À tarde pegamos o carro e fomos para Toconao, Laguna Chaxa, Ojos de Salar e por último ver o pôr do sol na Laguna Tebinquiche. É tranquilo de ir seguindo as orientações (www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br) e placas indicativas. Não fomos à Laguna Cejar pois achei que não justificava o preço absurdo que estão cobrando.
      Para chegar na Laguna Chaxa é bem tranquilo (cerca de 30 min de SPA). Passa se por Toconao e depois tem a placa indicativa para virar à direita numa estrada de rípio e sal em bom estado.
      Da Chaxa, também é simples ir aos Ojos del Salar que já é caminho para Tebinquiche, onde o pôr do sol é um espetáculo.
      De Tebinquiche, volta-se já escurecendo mas fica fácil ao seguir os carros das agências.
      Os passeios valeram muito a pena e é inesquecível o pôr do sol na Laguna Tebinquiche.
      A noite descasamos para o outro dia de manhã (para os Geisers tem que acordar bem cedo, a van passou no hotel cerca de 05:00).
      Ingresso Laguna Chaxa: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00). Ingresso Laguna Tebinquiche: $4000,00 (cerca R$ 21,00).  Em nenhuma da lagunas pode entrar na água.
       

      Toconao

      Rípio sentido Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.
       
      Laguna Chaxa

      Laguna Chaxa

      Placa indicativa. Muito bem sinalizado.

      Ojos del Salar

      Laguna Tebinquiche

      Mudança das cores na Laguna Tebinquiche com o pôr do Sol
       
      Dia 9: SPA Geisers del Tatio e Valle de la Luna
      Resumo do dia: a manhã toda: passeio Geisers del Tatio/povoado Machuca. Almoço em SPA. A tarde: descanso e saída cerca de 15:00 para Valle de la Luna.
      O horário que a agência agendou para a van nos pegar foi próximo de 05:00.
      No dia anterior avisamos no hotel que precisaríamos do café com antecedência e eles deixaram tudo pronto e um funcionário inclusive levantou para nos atender no que pedíssemos. Tomamos pouco café no hotel e levamos um lanche (não deixe de levar água também - ao longo do dia vai fazendo muito calor).
      Estava bem frio e o deslocamento foi um pouco mais de 1 hora até o parque. Leve muita roupa de frio inclusive luvas boas pois as mãos quase congelam e é muito ruim (fui com calça térmica e outra calça por cima além de blusa térmica, uma normal e uma corta vento, duas meias para trilha e luvas - mesmo assim sente um pouco de frio. O pior mesmo foram as mãos). De qualquer forma você faz um sacrifício mas vale muito a pena.
      O lugar é diferente do que estamos acostumados e te faz lembrar os desenhos animados de infância. Foi muito bom conhecer este lugar.
      O frio incomoda mesmo só até o sol aparecer (naquele dia foi cerca de 06:40). Depois ficou muito tranquilo (depende da época que você vai).
      Tomamos um café da agência quando chegamos lá cerca de 06:10 e a temperatura era cerca de 7 graus negativos.
      Na volta, passamos pelo povoado de Machuca que tinha muitos turistas.
      *Cuidados: Os poços são demarcados mas evite chegar muito perto. Nunca coloque a mão diretamente nos poços e nem chegue muito perto. Segundo informações do guia já aconteceram acidentes fatais.  A temperatura da água pode chegar a 85°C.
      Geisers del tatio: Agência PC$ 19000 (cerca de R$ 100,00 cada) e ingresso para entrada: PC$ 5000 (cerca de R$ 27,00 cada).
      Chegamos cerca de 12:00 em SPA e fomos almoçar em algum restaurante. Depois descansamos um pouco no hotel e pegamos o carro e fomos ao Valle de la Luna.
      .
      Valle de la Luna
      É bem perto de SPA. Cerca de 15-20 minutos de carro.
      Para este passeio leve boné, passe protetor solar, óculos de sol, algo para comer, muita água, roupa leve, bota de trilha ou tênis.
      Antes passamos na entrada do Valle de la Muerte mas não entramos pois este dia foi cansativo e não daria para fazer os 3 passeios.
      Seguindo pelo GPS e as placas é bem fácil. O acesso é muito próximo de SPA - cerca de 3km. Depois pega-se uma estrada de rípio.
      Chega-se na entrada do parque e paga-se o ingresso. Eles dão um mapa e explicam o tempo médio entre cada ponto. Depois de pagar a entrada, com o carro, anda-se uma parte de rípio até ter a parada para as Cuevas de sal.
      Estacionamos o carro e seguimos um grupo de turistas com guia nas cavernas. É bem legal mas quem não gosta de lugar fechado não vale muito a pena. Eu não tenho problema com isso, mas como tem gente na frente e atrás, você fica um pouco apreensivo.
      Depois de visitar as Cuevas , pegamos o carro e seguimos até as Tres Marias (cerca de 8 minutos), mas é bem bonito o caminho então paramos muito. Antes de chegar às Tres Marias, do lado direito tem o Anfiteatro. Depois voltamos e paramos em um estacionamento e subimos a pé para a Grande Duna. É uma caminhada de cerca de 10 minutos. Lá em cima cuidado ao ficar nas beiradas dos paredões. Subimos antes do pôr do sol para aproveitar bem a paisagem. Vale muito a pena este passeio. Retornamos para o Hotel antes do escurecer e a cor do ceu é indescritível.
      Valle de la Luna: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
       
       
      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      Geisers del Tatio

      SentidoMachuca

      Povoado de Machuca

      Entrada do Valle de la Muerte

      Valle de la Luna

      Cuevas de sal

      Anfiteatro

      Três Marias

      Valle de la Luna no topo da Grande Duna - a esquerda o Anfiteatro sentido Três Marias

      Pôr do sol no Valle de la Luna

      Retorno do passeio do Valle de la Luna
      Dia 10: Piedras Rojas (PR) / Lagunas Altiplânicas (Lagunas Miscanti y Miñiques) e Socaire (nesta ordem).
       Distância média: 300 Km ida e volta
      Tempo (com paradas): 9h.
       Piedras Rojas (PR): Acordamos cerca de 05:00, tomamos café no hotel (avisamos um dia antes o horário) e pegamos estrada. Ainda escuro e frio fomos tranquilo sentido Toconao, Socaire. Após Socaire seguimos sentido Lagunas Altiplânicas. Passamos pela entrada das Aliplânicas (bem sinalizado) e seguimos a estrada direto, sentido Paso Sico. Após a entrada das Lagunas, a estrada de asfalto, após um tempo,  vira uma estrada de rípio. Toda a paisagem da região é também indescritível.
      Não tinha nenhum carro ou van de agência então ficou um pouco estranho, mas uma hora passou uma van de agência e vimos que estávamos no caminho certo. A estrada de rípio estava transitável e não era ruim. Apenas vá com calma e aprecie.
      Após a entrada das Altiplânicas foi cerca de 35 Km até chegar em Piedras Rojas (GPS -23.91180, -67.69249).
      Antes da entrada das PR havia umas curvas sinuosas e até passei direto (não vi nenhuma placa, apesar de falarem que tem uma placa a direita com o dizer Salar de Águas Calientes). Então fiquei sem saber onde era, mas como uma van havia nos passado, com o zoom da câmera ficamos procurando e a vimos bem de longe (da entrada até o local é cerca de 1,5Km). O caminho até lá é um pouco ruim mas nada demais, só ir devagar. Não conseguimos parar onde a van estava, então paramos antes e fomos andando até o local.
      Obs: A entrada para as PR é gratuita. Não tem banheiros.
      O local estava tão frio que o computador do carro acusou “9 graus negativos. Possível gelo na estrada”!
       
      Após curtir e comtemplar muito aquele local magnífico (não faça como muitos que vi por lá, chegam, tiram fotos e saem – sente e curta por muito tempo aquele local inesquecível).
      Antes de sair, conversei com um guia para saber se as Lagunas Altiplânicas estavam abertas (por causa do gelo, no dia que chegamos houve relatos que estava fechado – logo o local que mais queria conhecer), mas aí o guia falou que estava liberado o acesso.
       Dica: se for em época de muito frio tem grande chance de não conhecer as Altiplânicas por causa da neve, pois o acesso é de subida até chegar no guarda parque e descida mais íngreme para chegar às lagunas).
      Lagunas Altiplânicas
      Voltamos das PR pelo mesmo caminho e viramos à direita no acesso às  Altiplânicas.
      Depois de sair da estrada principal, a estrada de acesso até o guarda parque é muito tranquila (cerca de 8 minutos). Chegando lá, pagamos a entrada e recebemos as instruções. Depois descemos até as lagunas (lá tem estacionamentos e banheiros).
      A descida estava um pouco molhada e com barro por causa do derretimento do gelo, com isso tinha que ir com mais cuidado.
      O local é magnífico. Se Deus quiser eu vou voltar (de carro).
      Depois de parar na Miscanti e contemplar, seguimos para Miñiques (parece um quadro)!
      Acabei perdendo algumas fotos, mas na minha memória ainda estão as paisagens.
      Saímos cerca de 13:00 e fomos em direção a Socaire para almoçar. Não me lembro muito bem o nome do restaurante mas fica na estrada que corta a cidade.
      Lagunas Altiplânicas: Ingresso $3000,00 (cerca R$ 15,00 por pessoa).
      Dica: este dia você vai para um lugar que não tem estrutura, então leve muita água, protetor solar, protetor labial, casaco corta vento, luvas, gorro, chapéu, óculos de sol e muito lanche. Faz bastante frio (e venta muito).
      Saia cedo para aproveitar melhor o local pois a medida que o tempo vai passando vai chegando mais turistas e fica difícil de aproveitar (como fomos bem cedo teve momentos bem tranquilos sem turistas).
      Como saí bem cedo ainda está escuro, então tome cuidado na estrada pois acaba sendo mais perigoso.
      De preferência, leve folhas de coca para mastigar pois o passeio está a quase 5000 metros de altitude.
      Não ultrapasse as demarcações das trilhas. Respeite a cultura e a preservação do local.
       
      Socaire: cidadezinha interessante, povoado pré-colombiano. Paramos na volta para almoçar uma comida típica atacamenha.
      Depois voltamos para SPA (mais uns 45 minutos). É um dia cansativo mas que vale muito a pena.
      Piedras Rojas: recomendo colocar as coordenadas no GPS antes de sair para garantir que vai achar.
      Sobre os Carabineros de Chile
      Os Carabineros de Chile são muito honestos. Relato duas experiências com eles.
      Uma foi no dia da volta da Laguna Chaxa, já a noite e na chegada, já dentro da cidade encostei o carro para verificar o GPS para ver qual caminho seguir. Como estávamos vindo da estrada, o farol estava alto e esqueci de abaixar o farol. Logo, vem um carro no sentido contrário e quando fui ver uma caminhonete verde dos Carabineros e o policial já foi logo falando em tom forte: Baja la luz! Baja la luz! Um pequeno detalhe, mas que para eles pode influenciar na segurança dos demais motoristas. Só fiquei com certo medo de querer multar, mas abaixei a luz e disse que tinha abaixado e eles foram embora.
      Em outro episódio, voltando das Lagunas Altiplânicas, iria parar em Socaire para almoçar e havia uma blitz na estrada principal que corta a cidadela. O policial veio e solicitou a documentação do veículo e motorista. Entreguei logo a PID (Permissão Internacional para Dirigir) para não ter problema e o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo). Ele verificou e começou a anotar algumas coisas num caderninho dele (aí eu fiquei pensando: será que ele vai me multar?). Já fui perguntando: ¿Que eres esto? Aí ele falou que era apenas para controle deles (me pareceu mais alguma coisa sobre estatística - talvez sobre veículos estrangeiros - ou evitar parar um carro mais de uma vez, pois quando fui embora ele já acenou para passar direto). Nesta abordagem, pedi para tirar uma foto do carro dos Carabineros e ele autorizou (é bem diferente), mas acabei perdendo a foto mas não a memória. Se tiver interesse veja no google como são.
       
       Estrada asfaltada para Piedras Rojas/Altiplânicas

      Estrada de rípio após a entrada das Altiplânicas sentido Piedras Rojas

      Piedras Rojas. Lá na frente fica a estrada de rípio sentido Paso Sico

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Piedras Rojas

      Lagunas Altiplânicas

      Lagunas Altiplânicas (perdi muitas fotos da Lagunas)
       
      Retorno das Lagunas Altiplânicas sentido Socaire
      Dia 11: SPA (CHI) a Maimará (ARG)
      Aqui termina nossa estadia no deserto, mas não a aventura.
      Retornamos de SPA para Maimará apreciando as paisagens. Foram muitas paisagens diferentes .
      No caminho demos carona para um casal de mochileiros argentinos. Foi muito legal a troca de experiência e poder treinar um pouco o espanhol.
      Paramos muito pois na ida paramos menos por causa que tínhamos que chegar em SPA a tempo de pagar o Tour Astronômico.
      Na fronteira foi bem tranquilo. Inclusive meu amigo foi atendido e tomou oxigênio no centro médico. Atendimento bem rápido e prestativo.
      Chegamos em Maimará e fomos ao hospital da cidade pois meu amigo estava sentindo um pouco de mal por causa da altitude. Embora tínhamos o seguro viagem, resolvemos ir no hospital da cidade (público). O atendimento também foi bem prestativo e mediram a oxigenação dele que estava um pouco baixa.
      A noite fomos a Tilcara para distrair pois Maimará não tem opção a noite.
      Hotel em Maimará: Posta de Gherard (simples mas o quarto que ficamos estava com um pouco de cheiro de mofo, o que para mim é muito ruim por causa de rinite).
      No mais atendimento muito atencioso. Sem café da manhã. Média PA$ 600,00. Estacionamento na frente do hotel.

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG

      Retorno de SPA para ARG
       
      Paletas del Pintor – Maimará

      Cierro Siete Colores - Pumamarca

      Pumamarca

      Tilcara
      Dia 12: Maimará (ARG) a Joaquín Victor Gonzales (ARG) 490 km 08h-17h
      Distância média:  490 Km
      Tempo (com paradas): 8 h
      Saímos cedo de Maimará para conhecer as Paletas del Pintor e depois fomos para Pumamarca conhecer o Cierro Siete Colores e passamos a manhã por lá e almoçamos. Possui muitas feiras de artesanato e é bem diferente.
      Havia decidido que não iríamos em Humahuaca e Iruya desta vez por falta de tempo (vai ficar apara a proxima). Em Humahuaca tem o Cierro Cuatorze Colores que parece valer muito a pena.
      Depois do almoço seguimos sentido joaquín Vicotr Gonzales (JVG) onde havíamos decidido que seria nossa pernoite. Na volta da viagem não reservamos nenhumlocal para ficar e achamos uma pousada de um português na beira da estrada principal que corta a cidade.
      JVG não tem muito atrativo, acho que vale mais como ponto de apoio para pernoite.
       Sem fotos. 
      Dia 13: Joaquín Victor Gonzales a Resistência
      Continuação do retorno da viagem. Reta do Chaco sem muito atrativo. Manter autonomia de gasolina e comprar lanche.
      Resistência é uma cidade melhor estruturada do que Corrientes. Gostei muito de conhecer. Lá vale a pena tomar um chope na Choperia Mosto e tomar café da manhã na lanchonete Cascanueces.
        Sem fotos. 
      Dia 14: Resistência a Foz do Iguaçu
      Retorno ao BRA por Foz do Iguaçu.
      Dia também cansativo mas tudo tranquilo. Demos carona para um venezuelano mochileiro que mora em Bariloche e estava indo para o Rio de Janeiro e nos ensinou muito o espanhol.
      Antes da travessia da fronteira passamos em Puerto Iguazu para comprar uns vinhos pode vale a pena.
      Jogar fora qualquer vestígio de folhas de coca antes de atravessar a fronteira pois é proibido no Brasil. A travessia da fronteira foi tranquila.
      A noite no Brasil te traz uma certa tranquilidade de saber que está em casa. A noite o venezuelano saiu para tomar uma cerveja gelada conosco.
      Hotel em Foz: Hotel Coroados (simples e preço justo). Média de 135,00 a diária.
        Sem fotos. 
      Dia 15: Foz do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu)
      Resolvi deixar mais um dia em Foz no roteiro devido a previsão do cansaço acumulado da viagem. É uma boa opção tendo em vista que você pode conhecer as Cataratas do Iguaçú. Já conhecia mas vale muito a pena o passeio.
      Neste dia também fomos no Free Shop na ARG pois vale a pena para muitos produtos (tente ter uma noção dos preços no BRA mas as promoções de bebidas estavam com preço bom).
      Ingressos Cataratas: R$ 37,00 mais R$ 20,00 de estacionamento.
      Próximo dia preparar para pegar estrada.

      Cataratas do iguaçú. Por mais que seja apenas uma foto vale muito a pena conhecer.
      Dia 16: Foz do Iguaçu a Marília
      Neste dia na saída de Foz a Polícia Rodoviária Federal nos parou e deu uma revistada básica no carro, inclusive pedindo para abrir bagagem. Como há um grande contrabando de mercadorias do Paraguai para o Brasil é normal eles pararem neste posto. Não é proibido levar bebida só não vá levar todo o bagageiro de bebidas.
      O retorno fica mais cansativo com o passar dos dias da viagem. Logo tem que descansar bem e distrair relembrando cada detalhe de uma aventura e experiência que você vai poder contar para as pessoas mais próximas e se Deus quiser para os filhos e netos!
        Sem fotos. 
      Dia 17: Marília a BH
      Este percurso foi bem longo e cansativo mas chegamos bem em BH, quase 22:00. Fica aqui o nosso relato e que possa ajudar muito mochileiros que desejam fazer uma aventura dessas.
      Abraço a todos.

      Último registro da viagem
       
      Dicas gerais  da viagem
      *A média do preço da gasolina na  ARG e CHI não estavam muito diferentes do Brasil, porém a gasolina lá é mais pura e rendia mais, logo acho que estava valendo o preço.
      *De preferência  para roupas fáceis de lavar, pois uma viagem longa requer que você constantemente lave algumas peças de roupa para economizar espaço no carro.
      *Conhça bem o carro que vai e mantenha sempre revisado.
      *Na nossa saída de Belo Horizonte levamos 2 fardos de 12 garrafas de 500 mL e 1 fardo de 6 garrafas de 1L. Vale muito mais a pena você comprar antes da viagem e levar. Durante toda a viagem no carro há um grande consumo de água. Se for comprar toda essa água no caminho fica no mínimo 4 vezes mais caro. Essa água deu até o segundo dia em SPA sendo que em alguns hotéis a gente reabastecia. Se coubesse tinha levado no mínimo mais um fardo de 6 de 1 L. Logo, tente levar mais.
      *Segundo a legislação não pode levar bagagem no banco de trás do carro, então tente se programar com um carro que caiba toda a bagagem no porta malas de acordo com o número de pessoas. Algumas coisas levávamos embaixo e atrás dos bancos (motorista e passageiro – cuidado para não rolar para os pés do motorista podendo causar acidentes). Evitávamos colocar mochilas no banco de trás para não ter problemas com a polícia.
      *Tente prever uma média de gastos em cada país com alimentação, hospedagem e combustível para facilitar a média de dinheiro que será convertido em outra moeda. Caso tenha maior interesse entre em contato.
      *O carro fica todo empoeirado se for na época de seca, então tem que parar um dia para tentar passar uma pano úmido por dentro para facilitar a viagem (lavar não adianta muito).
      *Viajei de carro próprio então se for de veículo financiado procure maiores informações.
      *Na ARG, veículo não pode ter engate traseiro.
      *De preferência todos os passageiros adultos devem ter uma noção do roteiro e outros detalhes importantes da viagem.
      *Ande sempre com um galão de água no carro.
      *Tente reduzir o custo da viagem pegando promoção em sites de reserva de hoteís, levando água e lanches já da sua cidade de origem ou comprando em supermercados.
      *O preço médio das refeições não estavam muito diferentes do Brasil (embora a maioria dos lugares que comemos você pedia um prato e dava para duas pessoas.
      *Agende e/ou pague as contas/compromissos (Cemig, Condomínio, Net e outros) do período antes da viagem.
       
      Site pesquisados:
      www.viagensaamericadosul.blogspot.com.br
      http://mydestinationanywhere.com/
      http://www.fragatasurprise.com/2016/03/San-Ignacio-Mini.html
      http://www.meumapamundi.com.br
      https://www.viagemdigital.com.br
      http://www.phototravel360.com/
      http://www.estrangeira.com.br/
      http://www.maiorviagem.net/
      http://www.portao02.comi
      http://viajarintenso.com.br
      http://estradaseuvou.com.br/
      http://queimandoasfalto.com.br/
      http://www.abrainternacional.com.br/servicos/paises-signatarios/
      https://weather.comHYPERLINK "https://weather.com/"/
      https://weatherspark.com/
      http://maladeaventuras.com/
      www.viaggiando.com.br
      http://apureguria.com/tag/atacama/
      https://viajento.com/
      https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-qHYPERLINK "https://omochileiro.wordpress.com/2014/12/24/deserto-do-atacama-para-mochileiros-tudo-que-voce-precisa-saber/"ue-voce-precisa-saber/
      http://www.ruta0.com/
      http://www.guiaviagem.org/argentina-clima/
      https://www.welcomeargentina.com/purmamarca/caminata_cerroscolorados.html
      http://viajandodecarro.com.br/
      http://www.360meridianos.com/2015/02/purmamarca-e-o-cerro-de-los-siete-colores.html
      http://mundosemfim.com
      http://HYPERLINK "http://www.cabostral.com/clima-argentina.php"www.cabostral.com/clima-argentina.php#
      http://www.pasosfronterizos.gov.cl/complejos_pais.html
      http://chile.travel/donde-ir/norte-desierto-atacama/san-pedro-atacama/
      http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagHYPERLINK "http://roteirosemais.com/dicas-de-viagem/frases-basicas-em-espanhol-para-viagem/"em/
      http://aurelio.net/viagem/atacama/
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atHYPERLINK "http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/deserto-do-atacama/"acama/
      http://www.terraadentro.com/2015/02/21/deserto-do-atacama-de-carro/
      https://atacamadecarro.wordpress.com/2015/06/14/trajeto-de-san-pedro-de-atacama-as-lagunas-antiplanicas-e-laguna-chaxa/
      Tem muitos mais sites que pesquisei não salvei.
      http://www.viajologoexisto.com.br/dicas-vle/dicas/sete-motivos-para-voce-conhecer-o-deserto-no-atacama/
      http://www.vidavivida.com.br/2010/12/24/deserto-do-atacama-cidades-e-passeios/comment-page-1/ (Cidades norte ARG)
      http://viajandodeHYPERLINK "http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/"carro.com.br/como-planejar-sua-viagem/combustivel/ COMBUSTÍVEL
      http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoesHYPERLINK "http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/assuntos-consulares/organizacoes-de-assistencia"-de-assistencia CENTROS DE AJUDA AO TURISTA EM CASO DE NECESSIDADE
      MAPAS DE COMO CHEGAR EM ALGUNS LUGARES NO ATACAMA
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/2013/08/deserto-do-atacama-mapas-e-gps-viajando.html
      http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicHYPERLINK "http://www.viajenaviagem.com/2013/01/roteiro-atacama-50-dicas"as
      http://www.rbbv.com.br/americas/america-do-sul/chile/
      Postos YPF
      http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicioHYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"&HYPERLINK "http://www.ypf.com/guia/mapa/paginas/mapa.aspx?entidad=EstacionServicio&filtro=ProvinciaES"filtro=ProvinciaES
      COTAÇÕES
      http://brl.pt.fxexchangerate.com/ars/
      http://www.oanda.com/lang/pt/currency/HYPERLINK "http://www.oanda.com/lang/pt/currency/historical-rates/"historical-rates/
      http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=HYPERLINK "http://www.exchangemoney.com.br/novosite/?ref=mundodeviajante"mundodeviajante
      http://www.cambiosantiago.cl/?page_id=17
      http://g1.globo.com/economia/mercados/cotacoes/moedas/index.html
      http://blogdescalada.com/saiba-quais-sao-as-vacinas-necessarias-para-viajar-pela-america-do-sul/ (VACINAS)
      Pesquisa de notas falsas: Blog Viajeibonito e Descortinando horizontes
       













    • Por filiperocha
      Fala galera!
       
      Eu acabei de chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendei muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda a viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estive lá de 14 até 20 de outubro de 2016.
       
      As fotos (muitas) não postadas aqui estão no meu instagram: @ofiliperocha
      Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado:
       
      Passagens aéreas
       
      Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No meu caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados.
       
      Comprei as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por mil reais em voos diretos!
       
      Sobre o trecho Santiago - Calama, comparei os preços e decidi comprar no site chileno da SKY AIRLINES
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que comigo não foi preciso nada disso.
       
      Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades.
       
      O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 55 dólares já com as taxas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam.
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse.
       
      No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! 
       
      Parti do Rio às 6:40 do dia 14/10 e cheguei em Santiago pouco antes das 11:30. Meu voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso.
       
      Nesse meio tempo, aproveitei para:
       
      comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Comntrolei o uso do 3G (não deixei ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios.
       
      Chegada a hora, embarquei rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA.
       
      Vista na viagem para Calama:
       

       
       
      Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro
       
      Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, fiquei com a primeira opção.
       
      Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes.
       
      Reservei meu transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando cheguei já estavam  esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que peguei te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui.
       
      O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar)
       
      Cheguei no deserto!

       
      Paradinha para fotos logo na chegada:

       
      Hostel:
       
      Pra mim, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era minha primeira viagem pra fora, passei meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabei escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente.
       
      O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval!
       
      Dentre os pontos relevantes do Hostel estão:
       
      1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal!
       
      2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos.
       
      3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água!
       
      4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos.
       
      5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq fiquei afastadoa da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer.
       
      6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passei frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele.
       
      Entrada do Hostel:

       
      Área comum:

       
      Cozinha:

       
       
      Ja já eu volto pra continuar contando!
    • Por Daniela Alvares
      Chegamos em San Pedro pelo aeroporto de Calama. Lá pegamos uma van que cruza parte do deserto e nos leva até o povoado. Nos hospedamos por 5 noites no Ckoi Atacama Lodge http://www.ckoiatacama.cl, uma ótima dica de hospedagem. Boa estrutura, atendimento super simpático, perto de tudo, mas longe o suficiente do barulho e com bom preço. 
      O Atacama é uma viagem cara. Todos os passeios são feitos com agências e embora isso interfira na liberdade de quem é bicho solto, é de fato a única forma de preservar aquela natureza absoluta.
      Uma rua de terra principal com duas paralelas e quatro transversais formam o casco histórico de San Pedro de Atacama. E ali naquele pequeno povoado, naquele oásis perdido em meio a uma paisagem que muda de cor com o passar das horas, há uma efervescência, com mercadinhos, restaurantes e lojas que vão de um artesanato simples a joias de pedras preciosas.
      Não se pode dançar em San Pedro de Atacama. Sob os nossos pés, um imenso cemitério indígena, restos de um povo que acreditava que tudo aquilo o que víamos era o bem mais precioso que tínhamos. Um povo que sabia honrar cada pedaço daquela terra e extrair dela tudo o que precisávamos para existir. Um povo que tinha um enorme respeito pela nossa grande e única fonte de tudo, e entendia sobre o que realmente importava. Ouvir música é permitido, contanto que ela não desperte, no corpo e nos pés, a vontade de manifestar euforia e, por consequência, desrespeito sobre aqueles que nos ensinaram tudo o que jamais poderíamos ter esquecido. 
      E mesmo com todas as fotos e vídeos e relatos que havíamos visto e ouvido, não fazíamos ideia da imensidão que nos aguardava e nem do tamanho que isso seria aqui dentro. 
       
      Deserto do Atacama
      O deserto do Atacama não é real. É um outro planeta inventado num filme. É um sonho confuso que se divide ao acordar. É uma mentira contada sobre um paraíso. É uma miragem que nos faz duvidar, o tempo todo, se estamos acordados. Uma memória que temos certeza que está a nos enganar. Um medo constante dos olhos esquecerem a beleza, a imensidão e a intensidade do que veem. Uma emoção que faz chorar todos os dias diante da magnitude do que nos rodeia. O lugar mais especial que já pisamos. 
      No deserto do Atacama há muitas possibilidades de passeios e dificilmente, por tempo e dinheiro, você fará todos. Pesquise bastante e escolha passeios diferentes e que se encaixem no seu gosto e no seu bolso. Optamos por fechar todos os passeios com a mesma empresa, Araya https://www.arayaatacama.com/, e adoramos. Pode não ser a agência mais barata, mas os guias são excelentes e pontuais, as vans são ótimas e nos pegam e nos deixam de volta no hotel e os lanches oferecidos em cada passeio, eram visivelmente melhores que o de outras empresas.
       

       

       

       
      Escolhemos os seguintes passeios:
       
      Lagunas Escondidas
      Três litros de água por dia é o que se recomenda beber no deserto. O corpo rapidamente sente a secura na boca, nas mãos, nos poros, na língua, na pele. A desidratação chega sutil, a saliva falta e a dor de cabeça se aponta lá no fundo dos olhos. Um mínimo gole de água resolve instantaneamente. Sentimos cada parte do nosso corpo reagir ao ambiente em que recebemos muito mais do que damos, como deveria ser sempre na natureza. 
      Saímos às 8h da manhã para as Lagunas Escondidas, um conjunto de 7 lagoas formadas no meio da Cordilheira do Sal. Uma viagem de uns 20min de carro e uma caminhada de uns 15min nos levam à primeira delas, uma piscina natural com a água tão salgada que, se secarmos as mãos na roupa, uma capa branca se forma no mesmo instante. Dá pra ver pequenas bolhas brotarem do solo, indicando a nascente de água subterrânea, um fenômeno banal explicado pelos geólogos, mas impressionante para nós. Água verde clara, transparente e salgada. 
      Seguimos a trilha adiante e, entre uma e outra lagoa verde, nos deparamos com a penúltima do conjunto. Falta ar e palavras para descrever o que os olhos não acreditavam ver. No meio de um concentrado de sal na superfície, rodeado de rochas de sal que vão escurecendo pelo horizonte até ficarem marrom, um pedaço do céu se abre no chão, de uma cor tão azul esverdeada, tão verde azulada, tão aturquezada, tão ainda sem nome, que os olhos se enchem de lágrimas e a boca saliva a vontade das mãos de toca-la. E o corpo desaba na pedra mais próxima e se rende, sem qualquer outra chance de alternativa, enquanto o silêncio e a suspensão são a única manifestação comum e possível dos sentidos. E ali, naquele instante mágico, naquele intervalo que a noção de tempo não consegue explicar, entendemos o nada que somos. 

       

       

       

       

       
      Vale de La Luna e Vale de la Muerte
      É curioso e surpreendente perceber-se no lugar considerado o mais inóspito da Terra, o ambiente que temos de mais próximo à superfície da Lua. Por isso o nome, Vale de la Luna. 
      23 milhões de anos soam como um número perdido e vago, já que é humanamente incalculável para aqueles que vivem, quando muito, um mísero século por aqui. São 23 mil gerações da nossa família vivendo por um período acima da média. Um número impossível para nós. 
      Mas não para a Terra. Não para a natureza. Não para aquele lugar onde tempo e espaço são conceitos que temos que ressignificar para tentar, com muitos esforços, começar a entender o início de nós. 
      Cavernas no meio de cânions de um tamanho muito além do alcance dos olhos; gesso, argila, cristais de sal, granito, quartzo, infinitos minérios cuja explicação para aparecerem ali não existe; cinzas e pedaços de rochas espalhados por todo o vale; e o vento, que faz tudo aparecer e sumir conforme a sua vontade, moldando esculturas que os humanos, tão perdidos diante daquela fonte gigante de tudo, chamam de “Marias”; e a chuva que, raríssima, quando aparece vem imensa, abrindo caminhos em espaços invisíveis. 
      Da mesma forma é o Vale de la Muerte, que era para ser Marte, pelo óbvio, mas a dramaticidade ocidental não permitiu. Do topo do vale vemos o horizonte rosa, as cordilheiras desenhadas, a terra vermelha, as fontes intermináveis de minérios, o sal, os vulcões, o tamanho daquilo tudo. 
      Ali somos nós os estrangeiros, os extras do território, aqueles que não pertencem, achando que sabem alguma coisa, mas que não conseguem explicar quase nada do que se passa nesse outro planeta, que só parece nosso, mas que é ele muito mais o dono da gente. 

       

       

       

       
      Laguna Céjar
      O céu do deserto do Atacama é de um azul firme, fixo, que de tão certo e forte faz os olhos duvidarem. E o horizonte de montanhas e cordilheiras de um colorido que vai do branco da neve nos cumes dos Andes, passa pelo avermelhado rosa da cordilheira do sal, depois pelas formações rochosas amarronzadas de sal seco, pelo bege do solo de pedras menores, até voltar ao branco do sal puro e, por fim, ao azulverde da água das lagoas. É como uma paleta cíclica de cores que só existem ali. 
      A Laguna Céjar é um imenso de água no meio dessa esfera impossível. Começa rasa e transparente, tentadora aos pés, e aos poucos, ao passo lento e natural que a natureza impõe, vai passando pro verde, todos os tons, até chegar ao azul, confundindo o nosso olhar entre céu e água, entre cima e baixo, entre nós e a imensidão. 
      Ali não se pode tocar. É preciso aprender a apalpar com os olhos. 

       

       

       
      Ojos del Salar
      Acredita-se que há milhões de anos, não se sabe dizer quantos, contra toda e qualquer teoria geológica de probabilidade, dois meteoritos caíram na Terra, um ao lado do outro, bem ali no meio do deserto. E com menos explicação ainda, esses buracos formados se encheram de água, doce, limpa, onde se pode mergulhar. E mesmo com toda a seca que se vive lá, ano após ano, a água não diminui. Se evapora, é novamente alimentada por alguma nascente que não se sabe sequer de onde poderia vir. Os buracos possuem uma profundidade que máquina nenhuma inventada pelo homem consegue calcular. 
      Eles te encaram, imensos, como que rindo da tentativa vã e sem propósito de entender o que não se pode explicar. Nos emocionamos entre os Ojos del Salar.

       

       

       
      Laguna Tebinquiche
      A Laguna Tebinquiche é a origem de tudo. No momento em que o mundo acabar e a Terra sucumbir às torturas que praticamos a cada segundo, é ali que tudo recomeça. As bactérias presentes nas pedras que rodeiam toda a lagoa são capazes de dar início ao ciclo da vida. A potência daquele lugar é assustadora. 
      Há um caminho delimitado para caminhar, para que se tente não acabar com o nosso único possível recomeço. E após uma trilha no meio dessa fonte de vida tão invisível aos nossos olhos, tão possivelmente desacreditável a olho nu, chega-se a um ponto onde a luz do pôr do sol a oeste reflete nas montanhas a leste, mudando-as de cor. A beleza é tão arrebatadora que, ao não sabermos para onde olhar, se para o sol que se põe por trás das montanhas e vem até nós pelo reflexo na água ou para o horizonte que vai seguindo o movimento do olhar em amarelo claro, amarelo escuro, laranja claro, laranja escuro, rosa claro, rosa escuro, até atingir a cor púrpura do outro lado, a luz do dia acaba, deixando somente o silêncio daquela visão impossível. E pedimos, com lágrimas que escorrem em meio ao sorriso incessante, que os olhos não esqueçam o milagre que acabaram de ver.
       
      Termas de Puritama
      Há 3 mil metros de altitude cresce uma espécie de cacto que só existe em bando. Chegando aos 6 metros de altura e vivendo por cerca de 200 anos, esse tipo que sequer vinga diante da solidão, possui uma madeira porosa dentro de sua casca de espinhos perfeita para o artesanato. De tão esbelto e firme, é difícil crer que, assim como as rolinhas, não sabe e não suporta ser só. Mas gosta de topos, talvez para ter a certeza de avistar os seus a todo instante, como uma galinha que não perde seus pequenos de vista, mas todos sendo mãe e filho ao mesmo tempo. 
      Num dos cânions em que vive essa espécie há um rasgo feito por um raio, há milhões de anos, que foi se abrindo com o movimento da Terra e formando um caminho. Por ali corre um rio, que não se sabe como, nasce dentro de um vulcão e vem correndo toda uma montanha até desaguar entre cactos carentes e rabos de raposa, planta que só cresce perto d’água e mais parece um capim dourado brilhando no meio da rocha seca e do céu azul.
      Pequenas cachoeiras de uma água inacreditavelmente morna, que quanto mais se sobe o caminho no cânion, mais quente fica.
      Ora na sombra, ora sob o sol fervente do deserto, quando as mãos encostam nessa água, o corpo inteiro arrepia a sensação inesperada daquela temperatura improvável. 
      Caminhamos por 2 horas na abertura do cânion, às vezes ao lado das águas, às vezes na rocha laranja, avistando somente a vegetação que garantia que o rio estava ali. Com a boca seca e os olhos em choque, atingimos o cume e as famosas Termas de Puritama. 7 piscinas naturais desenhadas como que em andares, cada uma delas com formatos e temperaturas diferentes, que vão dos 23 aos 30 graus.
      A água é quente feito abraço, potável e de uma transparência que se confunde com as lágrimas, dando a impressão de que choramos cada gota daquele elixir que, se não cura doença, acalenta a alma.
      Quando o corpo emerge aquelas águas, o coração palpita; a boca não consegue não beber; as mãos correm os braços na tentativa de sentir ainda mais o abraço que envolve por inteiro; os olhos não conseguem se fechar para não perderem um segundo daquela sensação indescritível e choram ao mesmo tempo em que querem ver; e o sorriso vem, completamente involuntário, mais do que convidado e sem nenhum necessidade de ser chamado, aguçando cada poro e cada mínimo sentido e despertando a absoluta certeza de que a plenitude do amor está dentro e só pode ser isso.
      Esse passeio é o Termas da Puritama + trekking. Não deixe de ir caminhando. A sensação de chegar ao topo vivendo o caminho é incomparável do que alcançar as termas numa van.

       

       
      Tour Astronômico
      A altitude alta e as nuvens raríssimas fazem do céu do Atacama o ponto de observação mais limpo da Terra. É ali que estão os maiores e mais modernos telescópios da Nasa* e os mais competentes astrônomos. 
      A realidade é que, para além das pesquisas, olha-se para cima após as 23h e tudo parece um filme. As estrelas são holofotes, dispensando qualquer luz artificial, e o céu parece tão baixo e tão perto que é possível ver o movimento da Terra em tempo real, com os planetas visíveis a olho nu mudando de lugar a cada segundo. A Via Láctea é um borrão branco nítido, grande, que prende os olhos ao tentarmos entender o inexplicável. Mas o que o telescópio mostra ao parar em Saturno beira o indescritível. O coração palpita quando os olhos se deparam com os anéis perfeitos e a nitidez do imaginário de toda uma vida. É preciso coragem para descer as escadas do imenso observador do céu e aceitar registrar aquele instante somente na memória, rezando pra que ele permaneça, forte, vivo e intenso, exatamente como o segundo em que os olhos perceberam o que viam. E num misto de felicidade e medo do que o tempo muitas vezes prega em nossa lembrança volátil, três estrelas cadentes rasgam o céu, roubando a respiração e deixando ainda mais claro que a gente é um pingo de absolutamente nada.
      Fizemos o tour astronômico com a Space Obs, porque lemos muitos relatos de que eles teriam os melhores telescópios. Não gostamos. Extremamente técnico. Grupos grandes, muita espera e filas para cada telescópio. Um casal de simpáticos astrônomos estrangeiros nos recebe e nos guia pelo tour. Observamos o céu a olho nu, com ela apontando estrelas, planetas e constelações. Seguimos para a observação nos telescópios e finalizamos com uma roda de chocolate quente e uma palestra bem entediante sobre física quântica, cálculos astronômicos e informações numéricas pouco interessantes e nada relevantes para quem, como nós, busca um pouco mais de magia. Nos arrependemos de não termos feito também esse passeio com a Araya. Algumas pessoas que fizeram com eles, amaram a experiência. O guia era um senhor nascido no Atacama e entendedor do céu, que em meio aos telescópios, contava sobre as crenças ancestrais do surgimento das constelações. Tudo acompanhado de chocolate quente ou de whisky.
      Preparem-se para o frio da noite do Atacama. Especialmente nesse passeio, que é feito na madrugada por razões óbvias, o frio é congelante. Gorros, cachecol, luvas e meias. Tudo é necessário. 
      *O D FABIANO nos atualizou com a informação correta. Telescópios do ALMA Observatory.
       
      Passeios que não fizemos
      Salar de Tara - queríamos muito, mas estava fechado, com muita neve no acesso.
      Geyser el Tatio - era muito cedo, muito frio e estávamos mais interessadas nas belezas das lagoas.
      Vale do Arco-Íris - faltou tempo.
      Lagunas Antiplânicas - na seleção de cada passeio, optamos pelas outras lagunas.
       
      Onde comer?
      Não achamos tão tranquilo comer em San Pedro. Tentamos tudo. De restaurantes típicos locais a pizzarias. Destacamos somente a Pizzería El Charrúa, com pizzas crocantes e saborosas, e o Empório Andino, com empanadas de diferentes sabores.

       

       
      Também lemos muito sobre Las Delicias de Carmen. Comemos lá 2 vezes e não gostamos nenhuma. 
       
      Dicas
      Na rodoviária há o precioso e pouco divulgado Mercado dos Produtores. Não deixe de caminhar até lá. É onde os artesão locais tem suas oficinas e lojas. Nos apaixonamos pela Dona Carmem, uma das mais antigas artesãs do Atacama e dona de mãos que tecem belíssimas peças, de uma lã natural que ela mesma prepara, monta em novelos e encaixa em seu tear. E também o Manolo, exímio ourives e conhecedor de cobre, mineral abundante na região. Suas joias são obras de arte.

       

       

       

       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       

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