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Queria saber se há outros lugares (pousadas, campings, albergues) para ficar no Jalãpão, além do acampamento da Korubo? Pois em todos lugares as viagens são na Korubo.

E tambem qual a melhor 'cidade' para ficar?

Obrigado

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Olá, acho que a melhor cidade por lá é Ponte Alta do Tocantins. Estive no acampamento da Korubo e eles param antes nessa cidade que é considerada a porta de entrada. É uma cidade pequena mas têm algumas pousadas. Agora, se vc não têm um veículo 4x4 nem adianta ir pq tudo é muito longe e as estradas, em alguns lugares, são de areia pura. Eu vi em algum desses guias (acho q o novo da 4 rodas) q existem 2 caminhonetes para a lugar por lá mas o preço da diária era absurdo (algo como na faixa de 900 reais). É isso, se ficar o bicho como e se fugir o bicho pega !!!!! mas vale a pena pq o lugar é lindo.

Abraços

Dmtr

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Afastado e de difícil acesso, pouco conhecido e selvagem, o Jalapão fica no Estado mais novo do Brasil, Tocantins, cuja capital é Palmas. Celulares não funcionam nem há orelhões. O meio de comunicação usado é a telefonia por satélite, disponível na Pousada do Jalapão e no acampamento Korubo - dois únicos meios de hospedagem da região.

 

Prepare-se também para enfrentar longas distâncias, sempre percorridas em estrada de terra num carro 4x4, e "engolir" muita poeira.

 

Tenha em mente, no entanto, que todos esses "poréns" fazem do Jalapão um lugar inusitado e são totalmente recompensados.

A liberdade de lobos-guarás e veados-mateiros, que correm pelo cerrado alheios é comum.

 

Fervedouro: Nesse ponto, é preciso seguir à pé por um trecho curto, que inclui a travessia de um riacho sobre troncos tombados.

 

Diz-se que a beleza inicial "enche" os olhos e de cara recompensa toda a poeira "engolida". Flutuar na água morna e transparente do Fervedouro. A pressão, criada por um fenômeno chamado de ressurgência das águas, impede que o corpo afunde.

 

Sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. (nesse caso nós!)

 

Depois, cinco passos adiante mergulha-se nas frias águas do Rio Carrapato -afluente do rio Sono- (afluente do rio Tocantins).

 

Cachoeira da Formiga: A areia branca que reveste seu fundo, os tons de verde e azul da cachoeira da Formiga se confundem em suas águas transparentes.

 

Com uma queda pequena e forte, a cachoeira funciona como uma hidromassagem natural.

 

Dá para chegar à parte alta caminhando pela lateral e sentar-se em uma das pedras que, esculpidas pela água, são superanatômicas.

 

Cuidado porque o poço não é muito profundo, tome atenção para não se machucar.

 

Dunas

 

Um dos melhores horários para visitar o grande banco de areia, formado pela erosão das rochas de arenito, é o final da tarde. Conforme o sol se põe, o tom dourado da areia fina e alaranjada fica ainda mais acentuado.

 

 

Gruta da Suçuapara - Canyon da Suçuapara, por onde a água cai de uma fenda. Quem passa ao lado da gruta da Suçuapara nem percebe que ali existe uma enorme fenda de cerca de 15 metros de altura e 60 metros de comprimento.

 

A umidade, as plantas e a ausência do sol, cujos raios não conseguem penetrar, fazem da gruta um refúgio refrigerado.

 

Apesar de escondida, descer à gruta da Suçuapara não é tão difícil, desde que se tenha um pouco de equilíbrio e se use um calçado adequado.

 

Como chegar:

 

de Palmas, a melhor opção é seguir até Porto Nacional e de lá para Ponte Alta do Tocantins: este trecho está todo asfaltado e em boas condições. Existem outras opções, como seguir por Taquaruçu até Santa Tereza do Tocantins, mas a estrada é de terra e sem atrativos. Em Ponte Alta, deve-se pedir informações sobre onde começa a estrada para o Jalapão e depois segui-la até o final da viagem. Só se deve deixar a estrada cascalhada principal, para visitar os atrativos naturais.

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Olá...

 

Eu estive lá em 2002 e fiquei em Mateiros. É uma cidade de 800 habitantes que fica no coração do Jalapão. Tem uma única pousada (bem tranqueira) e um único orelhão em todo o vilarejo. Em Ponte Alta tem mais pousadas, porém, fica muito mais longe de tudo. Na cachoeira da Velha tem uma pousada tb. Fica um pouco distante dos pontos turísticos de mateiros, mas ainda assim é mais perto que Ponte Alta. Essa pousada, porém, é bem mais caro que o resto da região. Mas como foi falado anteriormente, se vc não tem um carro 4x4 desista. Não tem a menor chance de conseguir passar de Ponte Alta e o aluguel de uma picape lá é uma fortuna.

 

abs

Marcelo

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Pretendo conhecer sozinho o lugar no estilo mochileiro. Pelo que andei lendo, acho que a tarefa será extremamente cara, o que foge totalmente da filosofia mochileira. Alguém tem alguma dica de como fazer para conhecer os lugares e não ser esfolado pelos preços absurdos dessas 2 agencias?

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Oi...

 

Não sei se o Jalapão mudou muito nos últimos 2 anos e meio, mas qdo eu estive lá em 2002 deu pra ver que o lugar não tem estrutura nenhuma. Não existe agência de turismo, guias, pousadas, restaurantes ou qualquer outro serviço voltado pra turista. Assim tb como não tem ônibus de linha cruzando os vilarejos do Jalapão. Ou seja, acho que é praticamente impossível ir pra lá no esquema mochileiro. Quem quiser ir pra lá tem que ir com um pacote de agência com tudo incluso. Ou então ir com um carro 4x4, pq sem pickup não se consegue nem entrar na região do Jalapão, e se virar pra conhecer a região (dessa forma é bem mais divertido). A pé e sozinho por lá não rola.

 

abs

Marcelo

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Galera, acho q vcs estão exagerando, tem como ir para o Jalapão sem ser pela Korubo (aliás, odeio a Korubo e odeio os preços dela, risos...). De acordo com os relatos abaixo eu descobri esses dois guias, Da. Lázara e o Belêco q fazem os passeios pelo Jalapão. Aliás, a Da. Lázara tem sim uma pousada lá bem barata (custa 15 reais sem Tv e frigobar... com é 60 para duas pessoas - fica em Ponte Alta) e ela cobra 300 reais para o passeio, mas só dura dois dias. O Belêco cobra 1000 reais, mas podem ser divididos entre as pessoas q forem, e dura 3 dias. Eu reservei com os dois, mas queria saber de mais pessoas q pudessem ir pq a minha intenção é dividir o passeio, e prefiro com o Belêco, pq parece ser mais bem informado, sabe... quem tiver intressado, me avisa... estou indo com uma amiga dias (pode ser dia 10) 11, 12 e 13 de julho (pq estamos vindo de veadeiros)!!! Bom, abaixo estão os relatos do guilherme, um cara q já foi pra lá. ANIMEM-SE GALERA, JALAPÃO É O MÁXIMO!!

 

Seguinte, to aqui em Palmas, capital do TO! Eta lugarzinho bizarro...

Eh uma cidade projetada, tipo Brasilia, mas nao tem nada, apenas um

monte de quadras uma bem longe da outra, com uma galera bem de leve...

Tudo eh longe e as avenidas tem 200m de largura... bizarro...

 

Bom, voltei hj de Ponte Alta do Tocantins, q eh uma cidadezinha porreta

e porta do Jalapão, um parque estadual maneiro por aqui (tá meio na moda

entre os mochileiros do brasil!).

O Jalapas eh demais, mas não eh todo o desespero q dizem por ai.

O lance eh q tem algumas atraçoes muito legais, mas elas sao muito

distantes.. tipo 100km... em estrada de terra bem zuada, entao precisa

ter pickup 4x4 pra passar... Fechei um grupo com um casal de Marilia SP

(uma mina mala e um marido bem bronco e mal educado!) e um outro casal e

filha de Salvador (eta povinho estranho!), pq reservamos uma pickup da

dona da pousada pra fazer o passeio... O motorista foi o Dorival,

ex-caminhoneiro... maior figuraça... o cara jah casou 3 vezes, tem 3

filhos "oficiais" e mais 6 espalhados (gerados na estrada!)...

O passeio começou na segunda as 5:00 (acordei neste horairo, antes do

sol nascer, nos ultimos 3 dias!, tah loko!) e fomos pra tal fenda

Sussuapara, um buraco no chao... meio sem graça... depois foi quase

180km de terra e sol (eu tava dentro da pickup, ainda bem, mas coitado

dos negos q ficaram sentados na carroceria comendo poh!) por uma estrada

bem inabitada, no meio do cerrado, com lindos chapadoes (aquelas

montanhas com uns 600m de altura q sao planas em cima)... atravessamos

umas boiadas e finalmente chagamos no Fervedouro, q eh uma nascente q

jorra agua pra cima, formando um laguinho com areia... o divertido eh q

vc nao consegue afundar e fica com o cuh cheio de areia... hehehe

Depois fomos no camping do Seu Vicente... outro figuraça... o camping eh

muito maneiro, o cara tem sua propria cascata e ateh uma mesa de sinuca

(algo raro aqui nesse mundinho isolado)... Rolou um camping e no dia

seguinte, de novo umas 5:00, acordamos e fomos na cachoeira do

Formiga... pequeninha, mas charmosa, com aguas quentes.. Alias, o tempo

aqui eh maior solaca... agora faz uns 40 C! O engraçado eh q a temp.

desce uns 20 graus a noite... fica friozinho... Nao eh o deserto do

Saara, mas jah eh uma boa diferença... Depois do Formiga fomos numas

dunas de areia avermelhada... a maior atraçao daqui.. elas ficam no meio

do cerrado, meio estranho... Mas o local eh muito lindo... tem uma

lagoa com buritis e um corrego no peh das dunas... o legal eh q tem uma

bela vista, pq o Jalapas eh uma grande planicie (cercada pelos tais

Chapadoes)... Eu curto dunas, pq vc pode sentar no meio delas e ficar

numas de isolado no meio do deserto... o engraçado eh q aqui vc nao tah

no meio do deserto e sim cercado de matas...

Ontem subimos umas dessas Chapadas q tem uma puta vista de toda esta

planicie... muito maneiro... e fomos na cachoeira da Velha, em forma de

ferradura, bem grande (entrei embaixo dela, por tras das agua... pra

desespero da tia da pousada q era a guia... alias, estou me

especializando em escaladas radicais ao lado de cachoeiras... !)

Bom, o Jalapao foi isso, quilometros de estrada de terra com muitos

bichos (vimos lobo guara, veadinhos, emas, raposa, tatu, arars,

coruja...) , quase nenhuma pessoa, e paisagens paradisiacas...

Sem falar nos por e nascer do sol (sim, como acordamos as 5:00 todos

dias, deu pra ver o sol nascer...)

 

 

(...)

 

O lance eh que vc anda muito de carro, pois os lugares legais de visitar

são longes. No total, o passeio tem uns 400km, e vc precisa de uns 3

dias e 2 noites pra fazer tudo com calma. Tem gente q diz q faz em 2

dias, mas eu acho q deve ficar meio corrido, e vc perde algumas coisas.

Vc vai precisar de um carro/pickup com tração 4x4 pra passar pelas

estradas (diz q dah pra fazer sem, mas eu acho roubada, e vendo a

estrada vc vai concordar comigo!). Exitem 2 pessoas lá (Em Ponte Alta

do Tocantins, cidade porta de entrada no Jalapão) q tem um L200 4x4 e levam rpo

passeio. Esse "passeio" são os 3 dias, rodando os 400km, e parando nas

atrações. Uma das pessoas eh a Dona Lazara q eh dona de uma pousada lah

(a menos ruim, diária a cerca de R$15 por pessoa), em frente a Igreja.

Ela tava construindo uma pousada/hotel maior. TAlvez esteja pronto.

Ela forneceu barracas pras 2 noites q dormimos durante o passeio, e um

rango basico. Outra pessoa q tem a L200 eh o Beleco (tel. 63-3781119).

Quando fui, ele não fornecia as barracas.

 

Fiz o passeio com a Lazara, q jah eh uma senhora, pq me hospedei na

ppousada dela e pq fechamos um grupo com ela. O Beleco pareceu-me mais

gente fina (ele tem uns 30 naos) e com certeza eh muito melhor guia (eu

encontrei com ele em alguns lugares no meio do passeio, pois ele tava

levando um cara da revista 4 Rodas, e o Beleco dava muito mais dicas, e

falava coisas bem mais interessantes).

O lance eh q tanto Lazara como Beleco vão cobrar cerca de R$900 pelo

paseio (pra pagar pelo combustivel, carro, tempo deles, etc). Agora, não

importa se vc vai sozinha ou em até 6 pessoas, o preço eh este.

Assim, eu fechei um grupo (liguei pra Lazara antes de ir, pra saber se

ela jah tinha alguem combinado/fazendo o passeio na epoca q eu tava indo.

Perdi o fone dela. Mas vc deve achar no google, jah q ela tem a pousada

lah) e saiu R$150 pra cada um.

Eh legal vc entrar em contato com eles (Lazara ou Beleco) antes de ir,

assim vc pode fechar um grupo e ir com tudo certo pra lah.

 

Acabei indo de carona da Chapada pro Jalapão.

Mas dá pra ir de bumba na boa. De Palmas vc pode ir pra Porto

Nacional e de lá pra Ponte Alta do TO. Se não me engano, tem um

onibus direto Palmas -> Ponte Alta agora...

Esta cidadezinha eh tranquila, tem um rio cortando ela.

Tem umas 3 pousadas (da Dna. Lazara, do Sr. Didico, e um outro

hotelzinho bem ruim), e uns 3 restaurantes, alem de mercado e

loja/comercio basico.

 

D. Lazara (Hotel Planalto) - (63) 3378 1141

Didico e Dolores (Pousada Portal do Jalap?o) - (63) 3378 1313

(site: www.portaldojalapao.com.br)

Beleco (tel. 63-3781119)

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Eu fiquei dois dias na pousada da D. Lázara. O lugar é decente e ali perto tem um barzinho que rola uma sinuca, a única diversão da cidade.

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Ano passado, em Novembro, estava 1.640 reais (em 5X)a partir de Palmas. 2 dias em Palmas numa pousada e 4 no acampamento com tudo incluido.

 

Dmtr

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Putz, R$ 1.640 pratas para fazer o q ? Inda mais sendo a partir de Palmas. Então tem ainda q ir até Palmas ? Meu, q paulada. Eu tava pensando em fazer Jalapão, mas não vai rolar.

Mas o q tem lá de interessante para ver e fazer ? Compensa gastar essa grana prá ficar num caminhão ?

Paulo

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Olá pessoal,

 

Pretendo fazer uma viagem de 15 dias para o Jalapão e também para a Chapada das Mesas, no sul do Maranhão em setembro ou outubro. Para isso, pretendo, ao chegar em Brasília, alugar um carro para fazer essa trip.

 

Já me falaram que é bastante recomendável um jipe 4x4, mas gostaria de confirmar com alguém daqui que tenha ido pra saber se é fundamental ou não um 4x4, ou se eu alugar um carrinho qualquer serve. Sei que o aluguel de um 4x4 não é barato, mas como estou indo com mais 3 pessoas, talvez valha a pena. Por isso, quem souber de um bom local pra alugar um veículo em Brasília e puder me falar, ficaria imensamente grato.

 

Detalhe : não tem problema em alugar o veículo em Palmas, por ser mais perto, mas creio que em Brasília haja mais opções.

 

Abraços a todos,

Carlos

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Fala Carinha,

 

Também estou tentando ir para lá. Liguei para Ponte Alta e tudo que lí aquí foi confirmado: é extremamente necessário um veículo 4x4 pois existe muitas estradas de lama e areia...

 

Em brasília, no aeroporto piso térreo, existem váááárias agências de carro, algumas locais com preços bem interessantes.

 

Se estiver afim de rachar, estou pensando em arriscar ir para lá por volta do dia 15 de agosto.

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Visitante

Topic author: PriPacheco

Subject: JALAPÃO!!!

Posted on: 03/06/2005 12:47:46

Message:

 

 

Gente, percorri todos esses fóruns atrás de ajuda para a minha viagem ao deserto do Jalapão e praticamente não há informações. Será que alguém que já foi pra lá poderia dar uma ajuda sobre guias, locais para ficar e principais atrações? Eu já fiz uma baita pesquisa e é super difícil conseguir informações valiosas sobre este fantástico lugar.

 

Aliás, aqui em Sampa tá rolando um salão de turismo - destinos Brasil. Fui lá ontem e a parte do jalapão era super pequena e o cara tinha praticamente quase nada para me falar... então, por favor me ajudem!!!!

 

Valeu galera.

 

Replies:

 

 

 

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Reply author: PriPacheco

Replied on: 03/06/2005 13:03:20

Message:

 

Galera, desencana... tô tão preocupada com veadeiros q eu tb vou q postei esse tópico no centro-oeste. Vou checar na região norte, JÁ Q É LÁ Q FICA O JALAPÃO!!! risos, foi mal.

 

 

 

 

--------------------------------------------------------------------------------

 

 

Reply author: gilou

Replied on: 13/06/2005 17:56:46

Message:

 

PODE ACHAR INFORMACOES NO SITE GAIAEXPEDICOES.COM

RUBRIQUA "VEJA OUTRAS EXPEDICOES"

 

 

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Reply author: PriPacheco

Replied on: 14/06/2005 12:48:42

Message:

 

valeu mesmo pela dica. Mas a minha dificuldade está, justamente, no fato de que eu estou indo sem carro... e não queria pagar 1.000 reais por um guia, ou melhor, ao menos queria tentar encontrar mais alguém para rachar o guia, pq estou indo só com uma amiga, entendeu? (eles racham até 4 pessoas). Algumas pessoas me dizem q dá para conseguir mais barato, mas até agora não rolou nada de concreto. E se for pra ir pela Korubo (q é a q faz a principal excursão pra lá) simplesmente não dá, já q eles cobram dois mil reais por pessoa! Complicado, não? risos... mas eu vou, ah, vou...

 

 

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Reply author: juvitela

Replied on: 29/06/2005 20:37:18

Message:

 

Pri

 

Vc já achou alguém pra rachar a grana do Beleco? Eu e meu marido estamos indo de carro, vamos passar por Veadeiros antes e depois Jalapão!! Com vc e sua amiga somos quatro, vamos rachar?? Me escreve no [email protected]

 

 

--------------------------------------------------------------------------------

 

 

Reply author: mataripe

Replied on: 01/07/2005 20:04:10

Message:

 

Curiosidade,

 

O Jalapão esta na Região Norte ou Centro-Oeste do Brasil? Penso q os Estados da Federação do Centro-Oeste são: Mato Grosso do Sul, Goiás, e Mato Grosso.

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Galera,

Infelizmente só vou poder ir em setembro ou outubro. Se alguém tiver a fim de ir.

Outra coisa, vcs sabem sobre o aluguel de carros 4x4?

 

Abs,

Carlos

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      JALAPÃO
      Vou iniciar com algumas considerações que acredito ser importantes para quem vai ao Jalapão.
      - CARRO. É necessário um veículo 4x4 para trafegar pelo Jalapão, ao menos no período de seca, de junho a setembro. Vi um carro sem tração, no caso um doblô, atolar várias vezes e sempre precisar de resgate;
      - GUIA. Eu optei por ir com um guia e recomendo. Acredito que ganhei tempo e segurança estando com o guia. Além disso, tivemos a felicidade de ir com um guia que nos falava sobre a fauna e a flora do Jalapão, que nos chamava a atenção para os animais, identificando-os, que nos contou as histórias dos morros e das serras. Enfim, o guia não era uma seta humana. Fizemos nosso roteiro e apresentamos ao guia, que foi bem solícito para que pudéssemos aproveitar ao máximo o Jalapão. Mas ressalvo que há pessoas que vão sem guia e conseguem ir a grande parte dos lugares. O guia que foi conosco é conhecido como China, telefone (63) 98432-6518. Recomendo-o. Tenho contato de outro guia, que foi quem nos ajudou muito durante o planejamento da viagem, mas não foi conosco por já ter outro passeio no mesmo período. Um cara muito tranquilo e gente boa. Oziel o nome dele, telefone (63) 98424-5822. A diária do guia custa R$ 150,00. O guia Oziel também faz o passeio no carro dele. Acredito que dessa forma seja R$ 600,00 a diária. Vão até 4 pessoas no carro, mais o guia;
      - DINHEIRO. Há poucas opções de caixa eletrônico. Em Ponte Alta, onde há melhor estrutura, só tem Bradesco e Correios, pra quem tem conta no Banco do Brasil. Não sei se tem lotérica, mas deve ter. Alguns restaurantes e pousadas aceitam cartão. Os postos de combustível passam cartão;
      - HOSPEDAGEM. Há poucas opções de hospedagem e os valores nas pousadas, no mês de julho, variaram entre R$ 140,00 e R$ 270,00, o quarto de casal com café da manhã;
      - ALIMENTAÇÃO. Há lugares para jantar em Ponte Alta, Mateiros e São Félix. Contudo, quanto ao almoço, haverá dias em que não será possível almoçar. A refeição custa em média R$ 35,00 por pessoa. Leve lanches a seu critério para comer durante o dia, pois também não há paradas para lanches. Eu e minha namorada somos vegetarianos, mas mesmo assim conseguimos nos alimentar numa boa;
      - GASTOS. A entrada nos fervedouros custa entre R$ 15,00 e R$ 20,00. Nas Dunas é sugerido uma contribuição para manutenção do local e normalmente as pessoas contribuem com R$ 5,00. Fora isso, só é cobrada entrada nas cachoeiras do Formiga, do Prata e das Araras, cujas entradas variam entre R$ 10,00 e R$ 20,00;
      - LEVE REPELENTE E PROTETOR SOLAR. Porém, é proibido utilizá-los nos fervedouros, por questão ambiental.
      1º DIA (23/07) - (Cachoeira da Fumaça / Rio Soninho / Cachoeira do Rio Soninho / Pedra Furada)
      Nesse primeiro dia fomos à cachoeira da fumaça, que tem esse nome por conta da nuvem de fumaça formada por sua volumosa queda d’água. Logo no início do caminho vale a pena sair alguns metros da estrada para ir ao pé do Morro da Cruz. De Ponte Alta até a cachoeira da fumaça são 90 km, sendo 70 km em estrada de chão. Após, voltando pelo mesmo caminho, tomamos banho no Rio Soninho, apreciamos a bela cachoeira do Rio Soninho, e assistimos ao pôr do sol da Pedra Furada. Nesse dia não há parada para almoço. Dormimos novamente em Ponte Alta. Fotos da Cachoeira da Fumaça e da Pedra Furada. Ao fundo da Pedra Furada está o Morro da Cruz.


      2º DIA (24/07) - (Cânion da Sussuapara / Cachoeira do Lajeado / Cachoeira da Velha / Rio Novo / Dunas do Jalapão)
      Daqui pra frente é tudo estrada de chão. Encha o tanque em Ponte Alta, pois em Mateiros e São Félix o litro da gasolina custou R$ 5,25. Saímos às 8h30 de Ponte Alta com destino final Mateiros. Esse é o dia mais longo da viagem. Percorremos 225 km. Mas curtimos cada momento. Cada lugar visitado oferece uma beleza única e peculiar. Essa é uma característica do Jalapão. O Cânion com suas paredes cobertas por vegetação e água brotando de vários pontos das rochas, a beleza e o banho da Cachoeira do Lajeado, a força e o volume d’água da Cachoeira da Velha, o refrescante banho no Rio Novo e, por fim, as Dunas do Jalapão no meio da imensidão do cerrado. Da estrada nesse dia avistamos os Morros da Bigorna, Saca-Trapo e Dedo de Deus. Nesse dia também não há parada para almoço. Fotos do Cânion da Sussuapara, da Cachoeira da Velha e das Dunas do Jalapão com a Serra do Espírito Santo ao fundo.



      3º DIA (25/07) - (Serra do Espírito Santo / Fervedouro Buriti / Fervedouro do Ceiça / Cachoeira do Formiga / Fervedouro Encontro das Águas / Rio Encontro das Águas / Comunidade Mumbuca)
      Neste dia levantamos às 3h45 para assistir ao nascer do sol da Serra do Espírito Santo. Saímos da pousada em Mateiros às 4h10 e chegamos ao sopé da Serra às 4h45. São 24 km no sentido de Ponte Alta. Levamos lanche pra comer durante o trajeto. Gastamos 30 minutos pra subir a Serra, fazendo algumas paradas no caminho para recuperar o fôlego. Sugiro levar uma blusa de frio, porque até o pleno amanhecer faz frio no topo. Foi uma das melhores aventuras no Jalapão. Foi muito bom curtir a paz lá de cima, o vento forte, o horizonte e os primeiros raios solares. Após o nascer do sol, caminhamos três quilômetros pelo topo da Serra até o mirante voltado para as Dunas do Jalapão. Contando subida e descida da Serra, mais a trilha no topo, são 8 km de caminhada. Aproveitamos bastante a Serra e chegamos de volta à pousada às 9h. Tomamos café da manhã e partimos em direção ao fervedouro do Buriti e depois ao do Ceiça. Cada fervedouro tem seu encanto e em alguns a pressão da água é maior. Acredito que o fervedouro Encontro das Águas seja imperdível, por ser o mais forte e dar a melhor sensação de não afundar. Depois do fervedouro do Ceiça, fomos almoçar na cachoeira do Formiga. Cachoeira bonita, água com tom esverdeado e boa pra banho. Em seguida, fomos ao fervedouro Encontro das Águas e nos lavamos, literalmente, no encontro das águas do Rio Formiga com o Rio Soninho. Disse que nos lavamos porque o fervedouro Encontro das Águas é tão forte que você sai cheio de areia. Para finalizar o dia, fomos à Comunidade Quilombola Mumbuca, onde compramos artesanatos de Capim Dourado e conversamos com alguns membros da comunidade, que nos contaram um pouco de sua história. Foi bacana. Depois de tudo isso, às 18h, partimos para São Félix do Tocantins, onde chegamos às 19h30. Gostaríamos de ter ido na Cachoeira do Prata, mas o tempo não foi suficiente. Sugeriria um dia a mais no Jalapão, a quem interessar visitar essa cachoeira.  Fotos do nascer do Sol do alto da Serra do alto Espírito Santo e da Cachoeira do Formiga.


      4º DIA (25/07) - (Fervedouro Bela Vista / Cachoeira das Araras / Serra da Catedral / Morro do Gorgulho)
      Tínhamos programado de fazer o Rafting no Rio do Sono neste dia, mas desistimos porque não formou grupo e pra ir só nós dois ficaria mais caro. A quem interessar, o Rafting geralmente sai da Cachoeira das Araras e tem duração de uma hora e meia. O preço normal é R$ 150,00 por pessoa. Também fazem Rafting no Rio Novo e acredito que os passeios sejam fechados em Mateiros. Há descidas de algumas horas e de até três dias. Dando continuidade à viagem, fomos ao Fervedouro Bela Vista, que é o maior e também é considerado o mais bonito, depois à Cachoeira das Araras, com água límpida e boa para banho, e um ponto para almoço, mas solicitam agendar. Optamos por não ir ao Fervedouro Alecrim, pois já tínhamos sentido a emoção de outros fervedouros e abrimos mão deste. Voltando à estrada, percorremos 140 km da Cachoeira das Araras até Novo Acordo. No caminho pode se avistar ao longe o Morro do Cachimbo ou Fumo e passa-se ao lado da Serra da Catedral e do Morro do Gorgulho. Morro do Gorgulho, ou Vermelho, ou dos Macacos, tratam-se do mesmo lugar e com certeza merece uma parada. Há uma pequena trilha, bem leve, que leva ao topo, de onde se tem um lindo visual. Natureza pura ao redor, vento forte e sensação de muita paz. O Morro do Gorgulho encerra com chave de ouro nossa viagem ao Jalapão. De Novo Acordo até Palmas são 110 km de estrada asfaltada. Fotos do Fervedouro Bela Vista e do Morro do Gorgulho.          


      Por fim, como considerações finais sobre o Jalapão, tenho a dizer que há a possibilidade de fazer o trajeto inverso do que nós fizemos, ou seja, de Novo Acordo a Ponte Alta. Nós optamos por dar a volta completa no parque, já que a distância de Mateiros até Palmas por Novo Acordo é só um pouco maior do que a distância de Mateiros até Palmas por Ponte Alta e também levando em consideração a qualidade das estradas. Se decidir ir somente até Mateiros, o roteiro geralmente vai até a Cachoeira do Formiga.
      DIA 27/07 (VIAGEM DE PALMAS-TO A CAROLINA-MA)
      A continuidade da viagem para a Chapada das Mesas é mais tranquila. Após passarmos a noite em Palmas e conhecermos um pouco da cidade pela manhã, partirmos após o almoço rumo a Carolina-MA, cidade sede para conhecer a Chapada das Mesas. Foram cinco horas e meia de viagem. São 460 km de Palmas até lá. As cidades pelo caminho são Lajeado, Miracema do Tocantins, Miranorte, Colinas do Tocantins e Filadélfia. A estrada entre Miranorte e Colinas do Tocantins, que faz parte da BR Belém/Brasília, é bem movimentada. Entre Colinas do Tocantins e Carolina há um trecho um pouco ruim, com alguns buracos. É necessário pegar uma balsa para atravessar o Rio Tocantins, de Filadélfia-TO para Carolina-MA. Custa R$ 21,50 a travessia. Durante a madrugada custa R$ 28,00. Em Carolina já há mais opções de hospedagem.
      CHAPADA DAS MESAS
      1º DIA (28/07) - COMPLEXO DA PEDRA CAÍDA e PORTAL DA CHAPADA
      O Complexo dista 35 km de Carolina, na direção de Imperatriz. Esse lugar foi o mais decepcionante de toda viagem. Não o indico a ninguém que goste de um contato livre com a natureza. Trata-se de um complexo turístico em que se paga R$ 60,00 para entrar (há meia-entrada). Dentro do complexo há sete cachoeiras acessíveis, piscinas, toboáguas, tirolesas e teleférico. O acesso às piscinas e aos toboáguas é "gratuito". Todos os demais atrativos são pagos à parte, ou seja, fora o valor da entrada. Até pra subir e descer a pé o morro que dá acesso às tirolesas tem de se pagar (R$ 25,00). As piscinas têm boa estrutura, mas os toboáguas não são nada de mais. Há duas tirolesas, sendo uma delas com 392 metros de altura e 1400 metros de comprimento. É possível verificar os valores de todos os passeios no site do complexo. Acho que querem passar a imagem de um ultra/mega empreendimento de lazer, com passeios espetaculares, mas infelizmente no meu ponto de vista não é nada disso. Quero dizer que li alguns relatos negativos sobre o lugar antes de ir, mas mesmo assim achei que poderia valer a pena, que o lugar deveria ser mesmo muito bonito e valer a visita e o dinheiro gasto. Ledo engano. Quando você chega ao local, te direcionam a uma sala, onde há um breve relato sobre todas as atrações do complexo. De lá você se dirige aos guichês para comprar os passeios em horários pré-fixados. Optamos por visitar as cachoeiras Caverna e Capelão, e a cachoeira do Santuário. Acredito que são as mais procuradas. Pagamos mais R$ 50,00 pela Caverna e Capelão, e mais R$ 30,00 pela Santuário, por pessoa. Não há meia-entrada. Fomos num pequeno caminhão para as cachoeiras da caverna e capelão. Não deu 15 minutos o caminho de ida e volta no caminhão. A cachoeira da caverna é bonita. A do Capelão é comum. Foi nessa cachoeira do capelão que nos demos conta que aquele lugar não era pra gente. Digo isso porque, muito embora os passeios sejam guiados, as cachoeiras foram depredadas por pessoas que acham marcante escrever seu nome nas pedras. Mas não sei se isso é o pior. Como a chapada das mesas tem forte presença de arenito em suas formações, na cachoeira do Capelão algum inconsequente do complexo teve a infeliz ideia de abrir buracos nas rochas para que as pessoas pudessem fazer uma pequena escalada e ficar embaixo da queda d’água. Ao ver aquilo, somado aos valores que nos foram cobrados por passeios tão simples, a vontade que nos deu foi de ir embora naquele momento. Não fomos porque queríamos conhecer a cachoeira do Santuário. Entretanto, acabou sendo desapontador também. Caminhamos por uma pequena trilha toda sobre passarela, no horário pré-determinado, com mais umas 50 pessoas e o guia. A cachoeira tem uma queda de 46 metros, cercada por cânions. Algo surreal. O pesar é o fato de suas paredes também terem sido riscadas e a falta de tranquilidade para curtir o lugar numa boa. Falo isso por conta do excesso de pessoas que vão juntas à cachoeira. Ao retornarmos, só aguardamos um tempo para irmos direto ao Portal da Chapada assistir ao pôr do sol de lá. Como consideração final sobre este local, eu pessoalmente não sei se vale a pena visitar, talvez valha pela cachoeira do Santuário, mas mesmo assim, há muito que ponderar, especialmente quanto ao custo-benefício. Claro que minha opinião se baseia nos meus gostos. Outros podem ter uma visão totalmente diferente. Foto da Cachoeira do Capelão com as marcas da falta de respeito e consciência.

      PORTAL DA CHAPADA
      O Portal da Chapada fica a 15 km do Complexo da Pedra Caída, no caminho de volta para Carolina, do lado direito. É cobrado R$ 10,00 pra subir (tem meia-entrada). No alto do morro, esculpido na rocha, há uma fenda que lembra o formato do estado vizinho, o Tocantins. Lá de cima se tem uma linda vista da Chapada, com seus morros, inclusive o do Chapéu, e de grande extensão de cerrado. O início da subida é um pouco cansativo, por ser em areia, mas o restante é em pedra. É uma subida rápida e relativamente tranquila. Além do belo pôr do sol, o que nos marcou intensamente no portal foi a oportunidade de ver casais de araras vermelhas, gaviões, papagaios, periquitos, além de outros pássaros, que têm ninho no topo do morro e que ao final do dia saíram em revoada, passando bem próximos de onde estávamos. Mas para ver isso, caminhe pelo topo, pelo lado direito da pedra. Foi emocionante. A foto mostra o Morro do Chapéu do alto do Portal da Chapada das Mesas.

      2º DIA (29/07) - CACHOEIRAS DO ITAPECURU e SUBIDA DO MORRO DO CHAPÉU
      As cachoeiras do Itapecuru ficam a 30 km de Carolina, sentido Riachão. São duas cachoeiras, também conhecidas como cachoeiras gêmeas, com ótimo espaço pra banho. São muito bonitas. O único porém fica por conta do grande número de pessoas que as visitam no mês de julho. Já tínhamos ciência disso e fomos por escolha própria. Mas foi legal. Em um período menos concorrido, deve ser bem melhor. Há dois pontos de acesso a essas cachoeiras. Cada um fica de um lado do rio. Nós optamos pela entrada pelo Balneário Novo Banho, que fica antes da ponte, à direita. O acesso é por um povoado na beira da estrada. E não foi por acaso. O proprietário do acesso mais famoso, chamado de Itapecuru, invadiu a área do curso da água e fez um deck de cimento pra colocar mesas e cadeiras, destruindo a mata ciliar e desviando o curso do rio. Algo inacreditável. Evite o acesso por este local. Não contribua com quem faz algo assim. Além de que, o valor da entrada pelo Balneário Novo Banho custa R$ 10,00, enquanto o outro, R$ 30,00. Ambos têm meia-entrada. Visitamos essas cachoeiras pela manhã. Fotos de uma das cachoeiras gêmeas e do deck que foi construído no curso do rio.


      MORRO DO CHAPÉU
      Depois de almoçarmos nas cachoeiras do Itapecuru e descansarmos um pouco por lá mesmo, partimos às 15h para subir o morro do chapéu. O morro tem cerca de 400 metros de altura e a trilha até o topo por volta de 500 metros. Contratamos um guia. Não sei se é possível ir sem guia. O guia que contratamos se chama Cleiton. O telefone dele é (99) 99148-8050. Também fomos com ele para as Cachoeiras da Prata e São Romão, cujo relato vou expor na sequência. Um guia muito bom, tirou fotos e nos deixou bem à vontade durante os passeios. Cobrou-nos R$ 150,00 por cada dia. São por volta de 24 km de Carolina até o morro, sendo 16 km em estrada de chão. Se não estiver em carro tracionado, tem de deixar o carro 1 km antes do sopé do morro e ir a pé. A subida é mais intensa do que a da Serra do Espírito Santo, no Jalapão. O nível de dificuldade é maior por conta da subida ser mais íngreme e a trilha ter pedras soltas. Necessário ter mais cuidado. Em julho, no período da tarde, sobe-se pela sombra, o que facilita demais. Gastamos por volta de 35/40 minutos pra subir. Do topo avistamos a cidade de Carolina, o Rio Tocantins, o Portal da Chapada e outros morros ao redor. Assistimos o sol se pôr ao fundo do Rio Tocantins. Logo que a estrela maior sumiu no horizonte, já pegamos o caminho de volta para iniciar a descida ainda com um pouco de luz natural. Foi essencial, porque o primeiro trecho da descida é o mais trabalhoso e perigoso. Após, mesmo com o anoitecer, o restante da descida foi tranquilo. Foto do pôr do Sol do topo do Morro do Chapéu.

      3º DIA (30/07) - CACHOEIRAS PRATA E SÃO ROMÃO
      Ficam a 85 km de Carolina, direção de Imperatriz, sendo 50 km em estrada de chão. É necessário veículo 4×4 e a companhia de um guia. Ficam dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas. É recomendável sair de Carolina 8h30 para aproveitar melhor o dia. Peço desculpas por não recordar o valor exato de entrada de cada uma, mas me lembro que não pagamos mais de R$ 20,00 por pessoa em nenhuma das duas. E há meia-entrada em ambas. São grandes cachoeiras, com bastante volume d’água, principalmente a São Romão. Em ambas há espaço para banho, ao menos na época de seca. Primeiro fomos na Prata, onde almoçamos. É possível almoçar na São Romão também, onde até há uma melhor infraestrutura. Mas não nos arrependemos de termos almoçado na Prata. Fomos muito bem recebidos por um senhor bem simples, que nos preparou uma deliciosa comida caseira pelo valor módico de R$ 20,00 por pessoa. Na nossa opinião, é um dos passeios mais bonitos da Chapada das Mesas, juntamente com a poço azul e o encanto azul. Não pode ficar fora do roteiro. Foto da Cachoeira São Romão.

      4º DIA (31/07) -  ENCANTO AZUL e POÇO AZUL
      São 135 km de Carolina, na direção de Riachão. Fica 25 km depois de Riachão e há um trecho em estrada de chão. Para este trecho não é necessário carro tracionado e há placas indicando o caminho. É recomendado sair por volta de 8h de Carolina, para aproveitar a incidência do sol tanto no encanto azul quanto no poço azul, que ocorre entre 10h e 14h. Melhor ir durante a semana. Disseram ter muita gente aos finais de semana. É um dos melhores passeios da Chapada das Mesas.
      ENCANTO AZUL
      Fomos primeiro no Encanto Azul, que é um poço, cuja água tem um tom azulado. Não faz parte do Poço Azul. Após chegar ao poço azul, tem que percorrer mais 6 km em estrada de areia. Não há como ir sem carro tracionado. Há camionetes no local que cobram R$ 20,00 por pessoa pra levar até lá. O cenário é deslumbrante. Para se chegar até o poço, desce-se uma longa escada, que dizem ter 140 degraus e está em boas condições. Dá pra descer e subir numa boa. Não há restaurante no local. Banheiros só lá em cima, na entrada. Não deixe de levar máscara e snorkel para apreciar o fundo do poço e os peixes. Melhor horário para ir é entre 10h e 13h, quando o sol incide no poço. A entrada custa R$ 20,00 e aceitam meia-entrada. Pagamento só em dinheiro. Optamos por ir ao Encanto Azul primeiro por conta do horário do sol e também para almoçarmos e aproveitarmos o restante do dia no Poço Azul, onde há mais atrativos e um restaurante Self-service. Foto do Encanto Azul.

      POÇO AZUL
      É um complexo turístico que abriga, além do poço azul, seis cachoeiras. No trajeto até o poço, feito por passarelas, passa-se por todas as cachoeiras. Mas ao chegarmos, fomos direto ao poço azul, para apreciá-lo ainda com o sol resplandecendo no poço. Além da beleza, é um delicioso lugar para banho. Depois fomos almoçar. As principais cachoeiras são a Santa Bárbara, que é a mais alta da Chapada das Mesas, com 70 metros, a Santa Paula e a dos Namorados. Há uma tirolesa de 300 metros no local. A entrada custa R$ 50,00, também há meia-entrada e dá direito a todos os atrativos, exceto à tirolesa. Aceita cartão. Neste lugar encerramos toda a nossa viagem. Foto do Poço Azul.

      Há mais ainda o que fazer na Chapada das Mesas e na cidade de Carolina. Na cidade de Carolina vale assistir ao Pôr do sol do Rio Tocantins e caminhar pela cidade à noite para conhecer sua história e um pouco da sua vida. Há opções interessantes para jantar e lanchar à noite. Já na Chapada das Mesas, há ainda outras opções de cachoeiras, como as cachoeiras Adeia do Leão, da Mansinha e do Dodô, que ficam a 18, 27 e 30 km, respectivamente, de Carolina, todas na direção de Imperatriz. São cachoeiras pequenas, mas boas para banho. Tem de passar por estrada de chão, mas não tenho conhecimento das condições. Importante perguntar aos locais antes de ir. Obtive essas informações num mapa que consegui no hotel e em conversa com pessoas da região.
      No regresso a Brasília, decidimos voltar pela Chapada dos Veadeiros, mesmo sendo 150 km mais distante, pois a rodovia Belém-Brasília tem grande fluxo de veículos e nos pareceu bem perigosa, exatamente o contrário da estrada que passa por dentro da Chapada dos Veadeiros.
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