Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.
Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.
Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:
- Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.
- A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.
- Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.
- Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.
-Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.
- Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.
- Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.
- O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.
-Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.
- O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.
- Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.
- Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.
- É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.
-Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é
chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.
- A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.
SOBRE O VALE DO PATI
-Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.
- Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.
- As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.
- Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial
- Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.
- Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.
Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações
Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.
Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.
Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:
- Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.
- A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.
- Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.
- Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.
-Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.
- Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.
- Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.
- O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.
-Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.
- O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.
- Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.
- Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.
- É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.
-Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é
chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.
- A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.
SOBRE O VALE DO PATI
-Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.
- Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.
- As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.
- Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial
- Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.
- Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.
Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações
https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing
Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses:
http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html
http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html
http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html
http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html
http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html
Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.