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Chapada Diamantina sem guia: dicas e planilha dos passeios


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Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.

Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.

Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:

 

- Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.

 

- A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.

 

- Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.

 

- Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.

 

-Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.

 

- Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.

 

- Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.

 

- O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.

 

-Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.

 

- O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.

 

- Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.

 

- Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.

 

- É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.

 

-Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é

chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.

 

- A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.

 

SOBRE O VALE DO PATI

-Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.

 

- Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.

 

- As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.

 

- Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial

 

- Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.

 

- Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.

 

Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing

 

Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses:

http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html

http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html

http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html

http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html

http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html

 

Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.

  • Gostei! 3
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  • 1 mês depois...
  • Colaboradores

Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações

https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing

 

Na sua planilha diz "cachoeira da fumaça por cima - Entrada até as 13hs". Tem algum ponto de controle lá? alguém vigiando pra ninguém seguir depois das 13hs? ou é apenas uma dica devido ao tempo necessário pra chegar lá antes de escurecer?

Vou em abril e estou começando a planejar o roteiro. Passaria pela Fumaça indo de lençóis para o vale do capão, possivelmente no 3º dia de trilha seria a parte alta, terminando o dia no capão.

Obrigada pelo relato e dicas!

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Na sua planilha diz "cachoeira da fumaça por cima - Entrada até as 13hs". Tem algum ponto de controle lá? alguém vigiando pra ninguém seguir depois das 13hs? ou é apenas uma dica devido ao tempo necessário pra chegar lá antes de escurecer?

Vou em abril e estou começando a planejar o roteiro. Passaria pela Fumaça indo de lençóis para o vale do capão, possivelmente no 3º dia de trilha seria a parte alta, terminando o dia no capão.

Obrigada pelo relato e dicas!

 

Vanessa, no começo da trilha da fumaça por cima há uma guarita da associação de condutores ... o prazo limite pra subir é as 13 horas pois o trajeto tem o seguinte tempo estimado:

 

1 hora de subida

1 hora de caminhada por cima

1 hora de contemplação

1 hora de caminhada por cima

1 hora de descida (um pouco menos)

 

Portanto se entrar após as 13 horas você corre o risco de descer no escuro!

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Na sua planilha diz "cachoeira da fumaça por cima - Entrada até as 13hs". Tem algum ponto de controle lá? alguém vigiando pra ninguém seguir depois das 13hs? ou é apenas uma dica devido ao tempo necessário pra chegar lá antes de escurecer?

Vou em abril e estou começando a planejar o roteiro. Passaria pela Fumaça indo de lençóis para o vale do capão, possivelmente no 3º dia de trilha seria a parte alta, terminando o dia no capão.

Obrigada pelo relato e dicas!

 

Vanessa, no começo da trilha da fumaça por cima há uma guarita da associação de condutores ... o prazo limite pra subir é as 13 horas pois o trajeto tem o seguinte tempo estimado:

 

1 hora de subida

1 hora de caminhada por cima

1 hora de contemplação

1 hora de caminhada por cima

1 hora de descida (um pouco menos)

 

Portanto se entrar após as 13 horas você corre o risco de descer no escuro!

 

hum.. obrigada por esclarecer! Mas então isso é no caso de quem vai do Capão até lá e não de quem está vindo de lençóis, certo? Ou os dois caminhos passam pela guarita?

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Na sua planilha diz "cachoeira da fumaça por cima - Entrada até as 13hs". Tem algum ponto de controle lá? alguém vigiando pra ninguém seguir depois das 13hs? ou é apenas uma dica devido ao tempo necessário pra chegar lá antes de escurecer?

Vou em abril e estou começando a planejar o roteiro. Passaria pela Fumaça indo de lençóis para o vale do capão, possivelmente no 3º dia de trilha seria a parte alta, terminando o dia no capão.

Obrigada pelo relato e dicas!

 

Vanessa, no começo da trilha da fumaça por cima há uma guarita da associação de condutores ... o prazo limite pra subir é as 13 horas pois o trajeto tem o seguinte tempo estimado:

 

1 hora de subida

1 hora de caminhada por cima

1 hora de contemplação

1 hora de caminhada por cima

1 hora de descida (um pouco menos)

 

Portanto se entrar após as 13 horas você corre o risco de descer no escuro!

 

hum.. obrigada por esclarecer! Mas então isso é no caso de quem vai do Capão até lá e não de quem está vindo de lençóis, certo? Ou os dois caminhos passam pela guarita?

 

Só é utilizado o caminho entrando pela guarita do capão...

 

Deve ter outra forma se chegar lá mas através de trilhas bem mais longas... O que não é usual

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  • 11 meses depois...
  • Membros

Tiago, 5 dias é uma quantidade razoável para conhecer alguns pontos de localidades especificas.

Porém te garanto que vai ficar ansioso para retornar e ver o que não viu.

Recomendo escolher um ponto de apoio, como por exemplo o Capão, Andaraí, Igatu, Mucugê, etc. e explorar as redondezas.

Ficando no Capão você pode utilizar os 5 dias para conhecer a Fumaça e o Riachinho (dia 1), Angélica, Purificação e Fadas/Duendes (dia 2), Rodas e Rio Preto (dia 3), Conceição dos Gatos/Poço das Cobras (dia 4), Águas Claras e Morrão (dia 5).

Na Fumaça recomendo ir cedo, se seguro ir até a queda d'água e na volta depois ir no Riachinho,

Rodas e Rio preto recomendo passar por fora da cachoeira por uma trilha pouco explorada e vir descendo e aproveitando os pequenos poços e passagens entre pedras,

Poço das Cobras recomendo atravessar e se banhar numa pequena queda meio escondida.

A chapada é fantástica e muito sempre haverá para ser explorado.

Garanto que voltará várias vezes.

 

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  • 4 semanas depois...

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    • Por Rafael Presente
      Vale Do Pati vindo de São Paulo
      Estamos (Eu e minha esposa) no planejamento ainda... a viagem vai ser em outubro, sairemos aqui de São Paulo dia 13 e voltamos dia 24 de outubro( ficaremos no Vale do Pati uns 7, 8 dias...)
      Já comprei as passagens, consegui comprar com os pontos do cartão de credito porém além dos pontos teve + uma taxa de +/- 210 reais ( valor referente a ida e volta para nós dois)...e mais pra frente terei que pagar uns 200 reais para despachar a minha mochila (100 pra ir e 100 para voltar) acredito que terei que despachar pois a minha talvez não passe como bagagem de mão, ai coloco tudo dentro dela assim só pagamos o despache de 1 mala.
      OBS: A ideia é iniciar o Trekking entrando pelo Vale do Capão e sair por Andaraí.
      Para Chegar no Vale do Capão:
      -Pegaremos o voo no dia 13 de outubro de São Paulo para Salvador às 14:10, previsão de chegada às 16:25 em Salvador
      Eu tinha visto que teria que pegar um ônibus até Lençois e de Lençois pegar outro até Palmeiras e de Palmeiras pegar um até o Vale do Capão, porém descobri que existe uma opção de ônibus que vai direto de Salvador até Palmeiras e sai até mais barato (R$105,60), pois se pegar o ônibus de Slvador até Lençóis ele sai por 99 reais, aí de Lençóis até palmeiras sai +/- 13 reais, fora o desgaste de sair de um ônibus e esperar o horário do outro, etc....se eu conseguir a passagem para o dia e horário que eu quero vou pegar ônibus direto para Palmeiras, vamos ver se vai rolar....se não vou por Lençóis mesmo... !!
      O horário que daria para eu pegar seria o das 23 hrs saindo de Salvador e chegaria às 5:45 do dia 14 em Palmeiras. Detalhe não faremos o trekking com agencia, nem guia, pois o dinheiro que separamos e temos, não daria para contratar esses serviços ( se fossemos contratar, o rolê pelo Pati que poderia durar 8 dias duraria no máximo 3 com os custos dos serviços, eu super valorizo porém nesse momento não estou tendo dinheiro o suficiente para bancar)....pesquisei bastante sobre o local e junto com os relatos das pessoas, decidir ir por conta usando gps, o app Wikiloc e vou atrás de um mapa impresso da região tbem por precaução...Grato a todos que fizeram os relatos por aqui ( ajudou muito )
      Ai em Palmeiras pelo oque eu vi tem opções de condução que fica na rodoviária para fazer esse translado até o Capão...acredito que como vou chegar de manha, devo conseguir esse translado.
      Descobri que as casas dos moradores não estão recebendo as pessoas para acampar, e que estão funcionando com 50% a menos da capacidade devido a pandemia, ou seja é necessário fazer as reservas com antecedência, as minhas eu já fiz no começo de setembro ( vou colocar o whastapp das principais casas que estão recebendo as pessoas, assim quem tiver interesse é só chamar pelo Whats que o pessoa retorna rapidinho)
      Estão cobrando 200 reais por pessoa com jantar e café da manhã inclusos ou 80 reais para dormir, tem casas que cobram uma taxa de uns 20 reais para usar o fogão a gás, e outras não cobram caso use o fogão a lenha. No caso faremos um Mix, levaremos alguns itens para cozinhar na mala, outros compraremos nas casas e locais de apoio que tenham essas opções e prepararemos as nossas refeições lá ...e um dia ou outro pegaremos o pacote completo de 200 reais cada um. Como somos veganos veremos como seria a flexibilidade e possibilidade dos moradores em relação a adaptação das refeições, acredito que seria de boa, pois sempre conseguimos nos virar em outras situações que passamos, nada que um belo arroz e feijão não resolva :D, e se sobrar feijão da janta, já temos uma bela pastinha proteica pra passar no pão para o café da manhã do seguinte rsrsr.
      Segue o Whats da galera
      Agnaldo e Miguel –+55 75 9221-2159 Alto do Luar – +55 75 9128-2170 Seu Eduardo – +55 75 98190-7153 / +55 75 98247-9816 João (Dona Raquel) – +55 75 98127-1012 Igrejinha- +55 75 98330-5594  Prefeitura (Jailso e Maria) – +55 75 99131-9076 Dona Raquel – +55 75 99296-4664  Seu Jóia-  75 82758313
       
      Ah, teve lugares, como Prefeitura que já estava lotado que não tinha vaga.....
      Vários moradores me deram uma baita assistência para me auxiliar na tomada das decisões em relação ao roteiro que eu ia fazer dentro dos dias que eu tinha para ficar dentro do Vale do Pati ( no caso entre 7 e 8 dias ), como não conheço nada, precisava saber em qual localização o morador estava para assim eu poder reservar o dia que eu chegaria lá na casa dele, e nessas eles acabavam me auxiliando no roteiro e eu fui entendendo cada vez melhor sobre o lugar, os caminhos e as sequencias das casas de acordo com o trecho, enfim vale perguntar quando for fazer a reserva onde o morador está localizado.
      A princípio o roteiro está assim (estou aberto para sugestões e dicas, caso alguém queira se manifestar :D)
      1° dia (14/10) chegarei no Vale do Capão, vou ver se pego um mototáxi até o Bomba que é por onde acessa o vale do pati ( pelo menos foi oq eu vi) ai vou até a igrejinha onde já fiz a reserva, vou dormir lá e descansar.
      2° dia ( 15/10)- Igrejinha x Cachoeirão por cima, retorno a igrejinha e descanso ou caço algo pra fazer por lá se chegar cedo de mais....
      3° dia (16/10) Igrejinha x casa do Agnaldo ( deixo as coisas lá ) e faço as cachoeiras do Funil e depois o Castelo e volto para o Agnaldo
      4°dia (17/10) Agnaldo x Cachoeira do Calixto X Poço da Arvore X Agnaldo
      5° dia (18/10) Agnaldo X casa do Seu Jóia, repousaremos lá (Não sei oq teria no caminho...vamos descobrir)
      6°dia (19/10) Seu Jóia x e oque tiver para fazer a partir da casa ele, preciso ver isso ainda, mas era algo do tipo Cachoeirão por baixo e Guariba
      7° dia (20/10) Seu Jóia x e mais algum passeio que dê para fazer ainda, e depois retorno para o seu Jóia
      8° dia (21/10) Seu jóia x Andaraí
      9° dia (22/10) Andaraí x algum passeio por la, pensei na gruta azul e na encantada...não sei ainda, aceito sugestões....esse dia tiraremos para fazer os possíveis passeios a partir de Andaraí e que os que derem para fazer apenas em 1 dia ( não sei ainda onde vou ficar hospedado, mas a ideia é já ficar próximo a rodoviária)
      10° dia(23/10) Começar a volta até Salvador ( estou vendo as opções de ônibus para Salvador direto, Palmeiras, Lençois...ta ruim de achar viu)
      11° dia (24/10) Salvador voo às 7 da manha para São Paulo
       
      É isso por enquanto !!
      Aceito sugestões pessoal !!
      Mais uma vez grato pela atenção, e pela dedicação que todos tem em compartilhar, e auxiliar uns aos outros!!
      Saúde e alegria para toda vida !!!
    • Por MThebaldi
      Viagem de casal. ❤️
      Tempo da Viagem: cerca de 15 dias, incluindo translados.
      Origem: Colatina/Espírito Santo.    Destino: Chapada Diamantina/Bahia.
      Meios de transporte: Carro próprio de Colatina até Vitória/ES. Avião de Vitória a Salvador/BA (com conexões). Carro (Mobbi) alugado em Salvador – cerca de R$100,00 por dia de aluguel. (Na volta – avião até Vitória/ES e carro próprio até em casa – Colatina.)
      Andados com o carro alugado: 2.000 km.
      Valor médio da gasolina nesse período: R$6,25.
      Quando: agosto de 2021
      Valor total por pessoa, sem contar as passagens de avião, pois usamos “milhas”: cerca de R$7.000,00. Total (sem o translado de avião): R$14.000,00.
      Localidades que nos hospedamos na Chapada Diamantina, nessa ordem: Ibicoara, Mucugê, Vale do Capão, Lençóis.
      Lugares que visitamos (em ordem aleatória): Cachoeira do Buracão, Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Licuri, Projeto Sempre Viva, Museu do Garimpo, Ruinas do Garimpo Diamantino em Igatu, Cachoeira das Raízes, Poço Encantado, Poço Azul, Pantanal Marimbus, Mirantes do Vale do Pati, Cachoeira da Fumaça, Pôr do Sol na Cachoeira do Riachinho, Trilha das Águas Claras, Pinturas Rupestres na Serra das Paridas, Gruta da Lapa Doce, Pôr do sol no Morro do Pai Inácio, Cachoeira do Mosquito, Fazenda Pratinha, Poço do Diabo.
      Quanto aos guias: Tinha indicação de dois guias por conta de um colega que já tinha feito esse passeio. Esses dois guias indicaram os outros guias que contratamos. Foram eles: Marcinho (Ibicoara), Davi e Guido (Mucugê), Alexandre (Vale do Capão) e Jajal (Lençóis). Tratei sobre as datas dos passeios com os guias pelo WhatsApp, antes da viagem.
      Obs.: Nos dias de translado, sendo possível, fizemos passeios por conta própria.
      Locais que nos hospedamos em toda a viagem:
      Salvador – Reserva feita pelo Booking - Onix Hotel Aeroporto – foi 1 diária – Valor: R$ 126,00.
      Ibicoara – Reserva feita pelo Booking - Hotel Raio de Sol – foram 4 diárias – Valor médio por diária: R$135,00.
      Mucugê – Reserva feita pelo Booking - Pousada Recanto da Chapada – foram 3 diárias – Valor médio por diária: R$160,00.
      Vale do Capão – Reserva feita pelo Booking  - Pousada Pico da Vila – foram 2 diárias – Valor médio por diária: R$120,00.
      Lençóis - Reserva feita pelo Airbnb – Chalé Charme-Lua, no Complexo Halley – foram 4 diárias  - Valor médio por diária: R$92,00.
      Olá mochileiro! Olá mochileira!
      Sou muito grata pelo site mochileiros.com e, após fazer essa viagem, resolvi retribuir todas as informações preciosas que colho do site, no planejamento das nossas viagens.
      Minha tentativa e dar uma noção geral de uma viagem de cerca de 15 dias para a Chapada Diamantina (BA), de forma itinerante (passando de cidade em cidade), usando um carro alugado, incluindo impressões e valores gastos de forma geral, incluindo as entradas cobradas para conhecer as cachoeiras e afins. O momento econômico do Brasil é de inflação alta, então já tínhamos uma noção que não sairia barato. Como ficamos dois anos sem viajar por conta da Pandemia do Corona Vírus, juntamos uma grana e resolvemos ir assim mesmo. Meu intuito é ajudar de uma forma efetiva no planejamento de quem pretende fazer uma viagem para a Chapada Diamantina, de alguma maneira.
      O que colocamos de especial nas malas: Algumas roupas de frio, já que estamos no inverno e em Ibicoara e Mucugê, por serem lugares altos, faz um friozinho. Corta-vento para levar nas caminhadas, pois em alguns pontos tem vento muito frio. Toalhas de banho de microfibra para os passeios nas cachoeiras. Roupas de banho – usadas em todos os passeios. Muitas roupas leves para caminhada e de proteção UV. Chapéus e bonés. Protetor Solar. Tênis de caminhada e botas de caminhada.
      Obs.: não usamos as lanternas que levamos. Não foi necessário, já que nas grutas e cavernas recebemos os equipamentos na entrada e os guias que contratamos levavam esse tipo de equipamento nos passeios.
      12/08 – Sem guia – Translado de carro próprio e avião até Salvador.
      Saímos de Colatina/ES. Fomos de carro até Vitória, deixamos o carro no estacionamento do Aeroporto. Voamos para Salvador/BA (fazendo conexão em Belo Horizonte – MG).  Chegamos a noite e nos hospedamos no Onix Hotel Aeroporto para passar a noite.
      Impressões sobre a cidade de Salvador e do Hotel: O taxi até o Hotel era perto e foi muito caro na minha opinião, cerca de R$35,00.  Estávamos cansados e resolvemos seguir logo, já que o carro do taxista estava parado na nossa frente. Muito movimentado, muitos carros, típico das capitais. O quarto do Hotel tinha uma estrutura legal, mas não tinha cobertor a disposição. Fez um friozinho a noite e não tinha com o que cobrir. Resolvi não pedir na recepção, mas podia ter feito. Também tinha muito mosquito no quarto. No meio da noite chegaram umas garotas no quarto ao lado – gritando, rindo, bagunçando, pareciam bêbadas - e fizeram isso por um bom tempo. Atrapalharam o sono e o descanso. Foi bem desagradável.
      13/08 – Sem guia - Translado de carro alugado para Ibicoara.
      Fomos até a Movida e alugamos um Mobbi (que é, na minha avaliação, um carro valente e o mais barato). O valor total ficou em torno de R$1.304,00 (13/08 a 26/08/21). Saímos de Salvador por volta das 08:00 e fizemos uma viagem de cerca de 459 km. Chegamos em Ibicoara por volta das 16:00, mesmo com as paradas para ir ao banheiro e para o almoço. Nesse percurso pegamos um caminho que incluiu um trecho de estrada de chão bem isolado, irregular, passando até por trechos alagados – na chegada a Ibicoara. Foi interessante, apesar do sacolejo.
      Demos entrada no Hotel Raio de Sol (Ibicoara) e fomos conhecer a cidade a pé. Uma coisa que nos chamou a atenção é que o comércio lá, em geral, abre cedo e funciona até as 19:00. Tivemos o entendimento que se trata de comércio familiar. Compramos algumas coisinhas que faltavam, tomamos um café. Fizemos contato com o guia Marcinho pelo WhatsApp e combinamos os passeios para os dois dias seguintes. Jantamos um caldo verde no Bistrô Arte e café.
      Sobre o Hotel Raio de Sol: Hotel bom, limpo, bom café da manhã bem completo com ovos mexidos, pães, bolos, café, leite, sucos. Achamos interessante servirem farofa no café da manhã. hehehe
      Indicamos na cidade de Ibicoara:
      Michas – a melhor tapioca “ever”, simpatia total da proprietária Michele, excelente atendimento. Café de qualidade para quem gosta de café especial.
      Bistrô Arte e Café – dos simpáticos Eduardo e Pérola. Caldo verde com a melhor prosa. (Abre de quinta a sábado à noite).
      14/08 – Com guia – Cachoeira do Buracão
      Acordamos, tomamos o café no Hotel e as 9:00 saímos com o guia Marcinho para o passeio na Cachoeira do Buracão. Fomos de carro (o guia foi com a gente), pegamos uma estrada de chão e chegamos numa portaria: Pagamos uma taxa de R$15,00 por pessoa. Detalhe: o guia não paga e também não paga nos almoços.  Nesse ponto recebemos, cada um, um colete salva vidas que é obrigatório para entrar na cachoeira do Buracão.
      O guia cobrou R$ 150,00 para o passeio do casal – C. do Buracão.
      Nessa caminhada passamos pelo Rio Espalhado e conhecemos outras cachoeiras como a das Borboletas, Buracaozinho, Recanto Verde. Lá tem um ponto de Rapel bem bacana, mas optamos por não fazer.
      Fizemos uma caminhada com trechos de subida e chegamos até a entrada do Buracão. Lá deixamos nossas coisas e entramos (de colete) na água. Passamos por um Canion e saímos dentro da cachoeira do Buracão. Ela é linda e imponente. Tem um grande poço. A água é  muito limpa, embora seja num tom naturalmente amarelado. Estava bem fria a água, mas logo nos acostumamos. Foi uma ótima experiência. Ficamos ali, curtindo a cachoeira e retornamos em caminhada.
      Aí passamos pela parte de cima da cachoeira do Buracão. O visual é bem bonito. Seguimos e na chegada à portaria, um senhor vendia água de coco – nos deliciamos e partimos de carro para o almoço, a alguns quilômetros dali, no Restaurante Mirante da Chapada. Comida boa, bem caseira.
      Chegamos na pousada por volta das 15:00, tomamos um café com a melhor tapioca na “Michas” e compramos mantimentos para a caminhada do dia seguinte no comércio local (pão de misto, barrinhas de cereal, frutas) além de um secador de cabelos bi volt já que lá na Bahia a energia é 220v, e no ES é, em geral, 110v.
      A noite, jantamos um caldo verde no Bistrô Arte e Café.
      Fomos dormir cedo, pois o dia seguinte seria mais cansativo.

      15/08 – Com guia – Cachoeira da Fumacinha.
      Não deu pra tomar café da manhã no Hotel, nesse dia. Saímos do quarto por volta das 6:00 e tomamos café numa padaria local. Saímos de carro com o guia Marcinho – que nos cobrou R$300,00 o casal para nos guiar - exatamente as 6:30 da manhã. Seguimos até o estacionamento na fazenda do Sr. Marão.  Não tem taxa de entrada. Iniciamos a caminhada de cerca de 18km, no total, com longo trecho de pedras (leito de rio) e escalaminhadas. Foi bem cansativo mas valeu a pena. A cachoeira é linda, linda. Fica dentro de um cânion bem escondido. Ficamos cerca de 1 hora contemplando. O retorno ao estacionamento se deu por volta das 16:00 e tomamos uma jarra de caldo de cana do Sr. Marão como se fosse a coisa mais importante do mundo. Kkkk Faltou água no caminho. Nesse dia não teve almoço.  Voltamos ao hotel por volta das 16:00. Tomamos um café com tapioca na Michas e jantamos caldo verde com prosa no Bistrô Arte de Café.
      Algumas dicas para esse passeio: Vá se bota de caminhada, se tiver. Leve bastante água. Treine antes (foi o que fizemos).  Leve comidas para suprir a falta do almoço.

      16/08 – Sem guia – Cachoeira Licuri e Cachoeira das Raízes
      Acordamos cedo e ficamos por nossa conta nesse dia.
      Fomos conhecer a cachoeira Licuri (entrada R$10,00) e de lá seguimos caminhando para a cachoeira das Raízes.
      Comemos a famosa “coxinha de jaca”, que lembra um pouco o sabor do nosso pastel de palmito (no ES). Tem em vários estabelecimentos que vendem no caminho das principais cachoeiras.
      Sem pressa, esse dia foi de curtir e descansar um pouco.
      Tomamos um café com tapioca na Michas e a noite comemos uma pizza na Pizzaria Trilheirus.

       17/08 – Sem guia – translado para Mucugê – Cemitério Bizantino, Museu do Garimpo e Cachoeira do Tiburtino.
      Acordamos cedo e arrumamos as malas. Partimos de carro para a cidade de Mucugê. Conhecemos o Cemitério Bizantino (não paga nada pra entrar).
      Demos entrada na pousada Recanto da Chapada. Quarto limpo, amplo, pousada bem bonita.
      Almoçamos no centro de Mucugê, em frente à praça, no restaurante do Sr. Zeca, cuja receptividade e boa comida não esqueceremos.
      Conhecemos nesse dia o Museu do Garimpo (entrada a R$10,00 por pessoa) e fomos ao Projeto Sempre Viva (R$15,00 por pessoa). Lá conhecemos a Cachoeira da Piabinha (que estava com pouca água) e a cachoeira do Tiburtino (que tinha bastante água, por se de um afluente diferente) e ficamos lá um bom tempo curtindo.
      A tarde lanchamos no Bistrô Café Preto e depois jantamos um caldo delicioso no Café São João – da esposa do sr. Zeca.
      Combinamos com o guia, o Davi, o passeio no dia seguinte (cobrando pelo dia R$200,00).

       
      18/08 – Com guia – Poço Encantado, Poço Azul (banho), Olho D'água e Pantanal Marimbus
      Tomamos um ótimo café da manhã – elogio à pousada Recanto da Chapada. Seguimos, as 9:00 com o guia Davi para o Poço Encantado onde pagamos uma taxa de cerca de R$25,00 por pessoa. Lá não pudemos entrar na água, mas vale muito a pena, pois é uma visão diferenciada. Depois seguimos para o Poço Azul, cuja taxa de ehntrada foi de cerca de R$35,00 – onde pudemos os banhar nas águas azuis e límpidas de uma caverna por 15 minutos. Almoçamos lá mesmo, na entrada do Poço Azul e seguimos para o Olho D´água (Taxa: R$10,00 por pessoa) onde nos banhamos em água cristalina por um bom tempo.
      Seguimos então de carro para o Pantanal Marimbus – pagamos uma taxa (cujo valor não me recordo mais) e seguimos, no último horário, as 16:00, para o passeio. 
      Foi um passeio maravilhoso, vale muito a pena. Ficamos lá e hacompanhamos o pôr do sol.
      A noite, jantamos novamente no Café São João.

      19/08 – Com guia – Mirantes Vale do Pati
      Acordamos cedo, tomamos café e as 8:30 estávamos prontos para iniciar o passeio pelo Vale do Pati. Pegamos o carro, o guia Guido foi com a gente. O guia cobrou R$200,00 para nos guiar nesse dia.
      Chegamos a um estacionamento e deixamos o carro iniciando a jornada de 23 km até o fim do passeio. Passamos por subidas em brechas no paredão de pedra, visuais incríveis. Uma visão maravilhosa de dois mirantes com vista para a cachoeira do Escondido, além de outros mirantes com visão para o Vale do Pati.  Chegamos na pousada a noite. Bem cansados. Valeu muito a pena e combinamos de, no futuro, voltar e fazer a caminhada inteira no vale do Pati, que são cerca de 5 dias andando pelo vale, com hospedagem e alimentação na casa dos moradores locais.
      A noite conhecemos a pizza do Beco da Bateia. A “bateria” da gente tinha realmente acabado. O stress também. Lugar lindo.

      20/08 – Sem guia –  Igatu e translado de Mucugê para Vale do Capão
      Acordamos cedinho, tomamos um café reforçado, refizemos as malas, acertamos com a pousada e partimos de carro para conhecer Igatu – que fica nas proximidades de Mucugê. A localidade tem muitas ruinas de antigos garimpos. Uma cidade de pedra. É uma vila bem bonita.
      Voltamos de carro para almoçar no restaurante da Rose, em Mucugê, irmã do sr. Zeca. Melhor almoço da Chapada.
      Partimos então na missão de chegar ainda de dia em Vale do Capão. A viagem foi como o esperado, quase toda em estrada de chão, com alguns trechos de bastante sacolejos.
      A Pousada Pico da Vila, que ficamos, fica bem perto a praça central e de lá tínhamos vista privilegiada para as apresentações culturais. E o barulho não privilegiado também. Mas não atrapalhou tanto. Chegamos lá na sexta-feira e estava bem movimentada. Rolou um som bacana até meia noite na praça.
      Jantamos num restaurante italiano com música ótima. Fizemos um rolê para conhecer um pouco a vila. E combinamos com o guia local, o Alexandre, que já foi competidor de MTB, nosso passeio para o dia seguinte. Ele cobrou R$200, por dia.
      Fomos ao supermercado para comprar os mantimentos e os lanches para o café da manhã e caminhada do dia seguinte, já que a pousada não oferecia café da manhã.

      21/08 – Com guia – Trilha Águas Claras e pôr do sol no Riachinho
      Acordamos cedo e tomamos um café da manhã na cozinha da pousada por nossa conta.
      Por volta das 09:30 partimos com o guia, Alexandre, para a trilha das Águas Claras. Após uma caminhada de aproximadamente 2 horas, chegamos no destino. Tomamos banho de cachoeira, curtimos o ambiente, tiramos muitas fotos, almoçamos nosso lanche lá mesmo.
      Voltamos e por volta das 16:00 fomos para o Riachinho ver o pôr do sol. Lá pagamos para entrar uma taxa de R$10,00 por pessoa. Curtimos a cachoeira, os visuais, o pôr do sol e partimos para tomar um café especial no Nutrir Café, com bolo de frutas vermelhas.
      No jantar, comemos uma pizza local.

      22/08 – Com guia – Cachoeira da Fumaça, translado para Lençóis
      Acordamos cedo, arrumamos as malas, tomamos um café no Nutrir Café e partimos com o guia para a Cachoeira da Fumaça (visão de cima), com cerca de 400 metros de altura.
      Na entrada pagamos uma taxa de R$ 11,00 por pessoa (valor opcional). Após um longo trecho de subidas e cerca de 2h e 30min de caminhada chegamos aos mirantes. Uma maravilha da natureza. Após a descida, já com a malas no carro, partimos para Lençóis (a 4ª e última cidade a visitarmos).
      Chegamos em Lençóis, pelo asfalto. Em torno das 16:00 já estávamos dando entrada no Airbnb, com o anfitrião, sr. Marcos. Ficamos no chalé Charme-Lua.
      Então fomos conhecer o comércio e os restaurantes locais e comemos uma pizza no centro histórico.
      Contactamos o guia que nos acompanharia nos três dias seguintes, o Jajal (também ciclista).  Ele cobrou R$150,00 por dia.

      23/08 – Com guia – Cachoeira do Sossego
      Acordamos cedo, e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Achamos uma padaria e as 8:00 saímos a pé com o guia Jajal, do centro da cidade, para o passeio até a cachoeira do Sossego.  Num total de 12 km de caminhada. Acontece que no meio do caminho choveu. E boa parte da caminhada era de leito de rio, em cima de pedras. As pedras ficaram muito, muito lisas e isso tornou os boa parte desses quilômetros um trabalho de equilíbrio, escolhas difíceis e muitos escorregões.  Ficamos algum tempo esperando a chuva mais intensa passar. A cachoeira é linda e valeu a pena mas no final, após alguns banhos de chuva fria, estávamos só a capa do Batman, bem cansados. No final, também passamos pelo Ribeirão do Meio, com uma cachoeira bem  bonita. Chegamos em Lençóis já era noite. Jantamos bife à parmegiana num restaurante mais reservado, sujos e úmidos mesmo. Tomamos um café especial, comemos um bolo de sobremesa. Fomos para o quarto e apagamos.

      24/08 – Com guia – Serra das Paridas, Cachoeira do Mosquito e Pôr do Sol no Pai Inácio
      Acordamos cedo e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Tomamos café da manhã na padaria e seguimos de carro, com o Jajal até a entrada da Serra das Paridas. Pagamos um valor em torno de R$25,00 por pessoa para conhecer o sítio arqueológico. Foi a primeira vez que vi pinturas rupestres com meus próprios olhos.  Achei o máximo. Iago, funcionário do sítio, explicou muitas coisas legais do local.
      De lá fomos almoçar (na entrada da cachoeira do Mosquito tem um restaurante) e conhecer a Cachoeiro do Mosquito, pagamos uma taxa de entrada de cerca de R$15,00 por pessoa. Linda cachoeira. Nos banhamos, tiramos foto e, relaxamos. Partimos então para conhecer o pôr do sol no Morro do Pai Inácio.  Pagamos uma taxa na entrada, no valor de R$12,00 por pessoa, subimos e ficamos curtindo. O clima esfriou, lá de cima tem muito vento. Tiramos muitas fotos e descemos. Chegamos de carro em Lençóis já era noite. Jantamos comida italiana e tomamos um café especial com bolo.

      25/08 – Com guia – Poço do Diabo, Gruta Lapa Doce e Fazenda Pratinha
      Acordamos cedo e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Tomamos café da manhã na padaria e seguimos de carro, com o guia Jajal, até a entrada do rio Mucugezinho. Lá compramos presentes de artesanato local. Não pagamos taxa. Fomos caminhando até o Poço do Diabo que é lindo. Voltamos para a portaria, andando e pegamos o carro novamente. Seguimos para a Gruta Lapa Doce. Lá almoçamos (tem um ótimo restaurante na entrada) e custou R$100,00 para o casal a entrada na gruta com guia próprio de lá. Fomos aparelhados com uma lanterna e seguimos para a Gruta que está passando por um plano de manejo, devido a isso nos foram explicadas as regras de visitação. Foram cerca de 40 minutos conhecendo locais de escavação de fósseis, como o tigre dente de sabre, preguiça gigante, dentre outros, além de interessantes formações calcárias. Segundo o guia local, ali já foi mar por três vezes.
      Seguimos então para a fazenda Pratinha, onde pagamos uma taxa de entrada de cerca de R$60,00 por pessoa. Lá dentro tem possibilidade de curtir na tirolesa, fazer flutuação, e andar de caiaque pagando uma taxa extra. No entanto, aproveitamos o que o valor da entrada dava direito, conhecer a Gruta Azul e nadar no poço de água transparente. Ficamos renovados e ao entardecer seguimos de volta para Lençóis. Acertamos com o guia e jantamos caldo de feijão (eu) e Baião de Dois (marido). Comemos um doce local e compramos presentes para trazer para os familiares.

      26/08 – Translado para Salvador (carro), avião para Vitória e retorno a Colatina (carro).
      Acordamos cedinho, arrumamos as malas e iniciamos a jornada de 428 km de Lençóis a Salvador. Almoçamos num posto de gasolina no caminho. Comida bem cara.
      Entregamos o carro na Movida, pegamos o transporte para o Aeroporto Internacional de Salvador/BA, despachamos as bagagens, aguardamos nosso vôo e embarcamos por volta das 19:00. Foram horas e horas de avião (fizemos conexão em São Paulo – Aeroporto de Vira Copos) e chegando ao Aeroporto de Vitória/ES pagamos o estacionamento do nosso carro (Cerca de R$400,00 para os 15 dias). Por volta de 1:00 da manhã partimos de carro para Colatina. Chegamos em casa por volta das 3:00. Fim da viagem e retorno para as patinhas dos nossos bichinhos.





    • Por felipenedo
      Olá viageiros,
      Vou passar 8 dias na Chapada Diamantina e preciso de ajuda com algumas dúvidas que estou tendo dificuldades de encontrar detalhes.
      Vou estar de carro.
       
      O roteiro está assim:
      Dia 1 – Salvador - Palmeiras  -  Devo chegar tarde e não devo fazer nada esse dia
      Dia 2 – Palmeiras  -  Cachoeira da Fumaça e Cachoeira do Riachinho
      Dia 3 – Lençóis  -  Pratinha e Morro do Pai Inácio
      Dia 4 – Lençóis  -  Poço Encantado e Poço Azul
      Dia 5 – Andaraí  -  Pantanal de Marimbus e Cachoeira do Roncador
      Dia 6 – Ibicoára  -  Cachoeira do Buracão
      Dia 7 – Ibicoára  -  Cachoeira da Fumacinha
      Dia 8 – Volta para Salvador
       
      O que vocês acharam do roteiro? Funciona bem? Cabe encaixar alguma coisa que ficou faltando?
       
      Aí de cara eu já tenho algumas dúvidas...
      Dia 3 – Quanto tempo vocês sugerem para ficar na Pratinha? É um lugar para passar o dia inteiro ou algumas horas são suficientes?
       
      Dia 5 – O passeio para o Pantanal de Marimbus é algo que precisa de reserva antecipada? Quanto tempo dura o passeio?
      E como faz para emendar com a cachoeira do roncador? O tempo é suficiente?
       
      Bom, por enquanto é isso. Devem pintar dúvidas novas que vou postando aqui.
      Muito obrigado pela ajuda!
      Abraço,
       
      Felipe
      www.profissaoviageiro.com
      @profissaoviageiro
    • Por ariane_peabiru
      O meu relato de hoje é sobre uma experiência única de imersão em um deserto. Andar quilômetros descalça na areia, dormir em uma rede sob a luz das estrelas e ter uma visão única de um dos Parques Nacionais mais lindos do Brasil. A travessia dos Lençóis Maranhenses vai muito além de uma paisagem surreal, com suas dunas e piscinas naturais. 
      Nesse relato vou contar como foi fazer a minha primeira travessia sozinha com a Peabiru! Esse roteiro combina aventura com turismo de experiência e já está disponível lá no site. Abaixo vou dar algumas dicas extras que podem te ajudar a tornar essa aventura inesquecível.
       
      Lençóis Maranhenses e a infinitude de um deserto
      O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é o maior campo de dunas do Brasil. Seu diferencial são as mais de 7 mil lagoas que se formam entre as dunas, cada uma com a sua particularidade. São vários tamanhos, colorações e composições. Algumas são perenes e outras secam em determinada época do ano, uma vez que toda a água das lagoas é provenientes das chuvas. 
      Segundo o ICMBio, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses fica inserido no Cerrado, mas apresenta forte influência da Caatinga e da Amazônia. São 155 hectares (quase a mesma área da cidade de São Paulo!) que abriga ecossistemas frágeis, como a restinga, o manguezal e o campo de dunas.
      Cerca de ⅔ do parque é coberto pelas dunas de areia livre que se deslocam diariamente há  mais de 5 mil anos. Segundo estudos, elas podem se deslocar até 10 centímetros em um dia de vento forte, que pode chegar a 70 km/h. Na época de chuva, quase não ocorre deslocamento, as intensas chuvas são absorvidas pela areia, elevando o lençol freático e enchendo as lagoas temporariamente. 
      Certamente esse foi um dos fenômenos que mais me marcou nessa experiência, sentir na pele e ver com meus próprios olhos a formação e evolução das dunas. Em vários pontos da travessia o Geovanne indicou cajueiros, casas e comunidades que foram cobertas pelo avanço e movimentação das dunas dos Lençóis Maranhenses. Ele também contou sobre a formação dos cemitérios de florestas, onde toda a vegetação foi coberta pelas dunas de areia, as plantas morreram e agora a migração das dunas deixam em evidência diversos galhos secos e já sem folhas.
       
      Quando ir
      Embora muitos guias e sites indiquem a visita de Junho a Setembro, quando as lagoas estão mais cheias, eu acredito que cada época do ano traz uma vivência diferente nos Lençóis. 
      Viajei para fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses em Outubro, já no final da temporada. Muitas piscinas naturais já estavam mais secas, mas ainda assim tinham muitas paradas para mergulhar e pude conhecer lagoas incríveis. Em vários pontos foi possível passar “por dentro” de lagoas secas, o que torna o trekking um pouquinho mais curto e cria uma visão linda de cemitérios de florestas. 
      Fiz a travessia em Outubro de 2020, durante a semana (quarta a sexta-feira) e tive o parque praticamente só para mim!
       
      Turismo de base comunitária e a vida nos Lençóis Maranhenses
      Existem vários tipos de passeios para visitar os Lençóis Maranhenses, mas sem dúvida a Travessia é o melhor atrativo. Os passeios tradicionais de 4×4 não podem acessar a zona primitiva do parque, onde está a maior diversidade de vegetação e aves.
      Os roteiros podem chegar até 7 dias, mas o mais comum são as Travessias de 3 a 4 dias. A visitação deve ser feita seguindo as regras de mínimo impacto e obrigatoriamente com guia cadastrado no Parque (fonte: ICMBio). 
      Aqui na Peabiru temos dois condutores cadastrados no Parque, Geovanne (que foi meu guia nessa aventura) e Marcelo. Eles são amigos de longa data e trabalham juntos em muitas ocasiões. Cada um tem sua pegada e forma de vivenciar os Lençóis de uma maneira diferente.
      Cerca de 30 famílias residem nos dois Oásis, Queimada dos Britos e Baixa Grande. Durante a travessia, dormimos em verdadeiros em redes nas casas de moradores de comunidades locais. Lá somos recebidos com refeições simples, mas muito bem preparadas, sendo uma excelente experiência de interação com a comunidade tradicional. 
      Uma das coisas que mais me marcou foi o carinho pelo qual o Geovanne era recebido em cada casa que visitamos. Deu para perceber que ele faz parte da família. Em cada lugar eles também perguntavam carinhosamente sobre o Marcelo. O Marcelo e sua família contribuíram muito para o desenvolvimento das comunidades locais. Eles ajudaram as famílias a estruturarem os espaços para receber visitantes, incentivando a renda das famílias através do turismo de base comunitária.
      Alimentação
      A alimentação nos oásis é simples, tem galinha caipira, peixe frito, macarrão, arroz e feijão. Se você quiser comer uma comida local, pode pedir para o guia solicitar carne de bode. Grande parte da comida vem ali mesmo do quintal dos moradores. No café da manhã tem cuscuz, tapioca, ovos e café, tudo incluso na diária.
      A travessia termina em Betânia, onde tive a oportunidade de comer a comida que mais me encantou em Lençóis Maranhenses: peixe com caju no leite de coco. Esse prato não estava no cardápio, mas é conhecido por todos os moradores locais. O Geovanne conversou com os donos do restaurante e conseguiu que eles fizessem especialmente para nós! Estava simplesmente sensacional!
      Se você é vegetariano ou vegano é importante avisar o guia com antecedência. Os anfitriões são flexíveis e podem preparar algo especial, mas precisam ser avisados o quanto antes para programar as compras e o cardápio.
        Roteiro e Dificuldade
      Se você nunca fez uma travessia, mas tem vontade, recomendo muito começar por essa!
      O ideal é levar uma mochila cargueira, pois ela se adequa e distribui melhor o peso. Mas a mochila vai quase vazia, pois a  rede e as principais refeições são fornecidas nas comunidades locais. Na mochila você precisa levar apenas água, lanterna, kit de higiene pessoal, lanchinhos para a trilha, uma troca de roupa para dormir e um casaco, porque a noite costuma esfriar. 
      Eu acabei levando também meu tênis, pois não sabia se sentiria dores no pé. Vi muitos relatos de pessoas com calos ou bolhas, mas eu tive sorte e não tive problema nenhum. Caminhei quase todo o percurso descalça mesmo e alguns trechos apenas de chinelo. O tênis foi um peso desnecessário que eu acabei carregando
      Um ponto importante é que a aventura deve ser feita em um único sentido: saindo de Atins e indo para Santo Amaro. Dessa forma, você sobe sempre as dunas na sua face mais suave e desce pelo chamado facão. Confesso que fiquei com medo nas primeiras descidas, pois era bem íngreme, mas a cada passo minha perna deslizava até o joelho dentro da areia, fazendo uma deliciosa massagem nos pés e na panturrilha. As descidas se tornaram um momento delicioso e divertido da caminhada.
      Eu imaginava que a areia seria super quente, mas não é. Devido a sua composição de quartzo, ela reflete o sol sem esquentar tanto. Também não sentimos muito calor porque o vento sopra constantemente. Claro que mesmo com o vento, o sol pega forte e é preciso tomar muito cuidado com a hidratação e a proteção. Em muitos momentos eu usei até a canga para proteger o meu rosto do sol.
      Outro ponto importante é que acordamos cedo todos os dias. A jornada começa antes do sol nascer, assim podemos caminhar com sol mais ameno, o que torna a caminhada menos cansativa. Também chegamos na casa dos nativos cedo, para aproveitar o almoço e depois temos a tarde para aproveitar o rio, as redes e o incrível pôr-do-sol nas dunas.
       
      Diário de bordo
      1° Dia – Passeio pelo Rio Vassouras e 8 km de caminhada
      A travessia começa em Atins, mas o Geovanne já organiza todo o percurso para chegar lá. Partimos de Barreirinhas às 9h, em um passeio pelo rio Preguiças de voadeira, que são barcos motorizados. 
      Nossa primeira parada foi Vassouras, onde vi a primeira lagoa. Um lugar lindo e muito conhecido pelos macacos que ficam soltos e pegam coisas dos turistas. Confesso que me senti um pouco mal de ver as pessoas alimentando os animais e incentivando o comportamento, apesar de os guias avisarem o tempo todo para as pessoas não fazerem isso e guardarem bem os seus pertences.
      Depois disso, paramos em Mandacaru, onde conhecemos o farol e tomamos uma água de coco. Almoçamos na praia do Caburé e, enquanto esperávamos o almoço, fomos ver o mar, do outro lado da estreita faixa de areia. Após o almoço partimos para Atins, onde fomos recebidos por um quadriciclo que iria nos levar até o início do trekking. 
      Uma dica interessante é dormir em Atins nesse dia e começar a travessia no dia seguinte. Como eu tinha pouco tempo, não consegui conhecer essa vila que dizem ser muito aconchegante. Dizem que o Camarão do Antônio é algo imperdível!
      Começamos nossa caminhada era umas 16:00 e chegamos no Oásis Baixa Grande após o pôr-do-sol, pois decidimos parar para apreciá-lo. Nesse primeiro dia são cerca de 8 km caminhando, mas eu estava tão empolgada para começar que nem senti!
      Pernoitamos no redário da Dona Loza, uma senhora muito simpática e animada que fez um peixe delicioso. Não havia nenhum turista naquela noite, assim pude conhecer e tomar uma cerveja com alguns moradores de Barreirinhas que estavam ali para visitar as comunidades. 
      Ali conheci o Índio, guia nativo que estava acompanhando uma amiga com suas filhas. Apesar de trabalhar durante a sua vida inteira como guia para os passeios tradicionais, ele nunca tinha feito a travessia. Como estávamos só nós 2, ele pediu para o Geovanne se poderia ir junto e, claro, topei na hora! O Índio foi uma companhia incrível e tirou as minhas melhores fotos!
      No final da noite o Geovanne fez uma pequena fogueira em uma área protegida e ficamos vendo o céu estrelado. Não olhei a hora, mas devo ter ido dormir às 21h. Foi a primeira noite que dormi na rede e achei super confortável.
      2° Dia – 12 km pelo deserto
      No segundo dia acordamos umas 6:00 da manhã, o Geovanne tinha visto que eu caminho bem e deixou a gente acordar um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã bem reforçado e começamos a nossa caminhada rumo ao Oásis Queimada dos Britos. 
      Chego a ficar emocionada ao lembrar do sentimento de imensidão que eu senti caminhando pelas areias naquele dia, sem ver uma pessoa além do nosso grupo. Para cada lado que eu olhava era uma luz incrível, um movimento incrível e uma sensação de vida no deserto. Paramos em 2 lagoas para banho, sempre no momento exato que o corpo pedia um descanso e um refresco.
       
      Chegamos no horário do almoço na Queimada dos Britos e a comida já estava pronta para nos servirmos. Depois do almoço, descansei um pouco de baixo da árvore, na beira do rio que corta aquele Oásis. Um sentimento de paz e calma estar ali cercada de tanta vida.
      No final do dia fomos ver o pôr-do-sol e na volta paramos para tomar uma cerveja e uma Tiquira na casa de Seu Raimundo. Depois voltamos para jantar e dormir. 
      Durante o trekking o Geovanne havia comentado várias vezes como gostava de dormir de baixo da árvore ali na Queimada dos Britos, mas eu não havia me animado ainda. Quando chegamos a noite para montar a rede vi que tinha MUITAAAAA barata no redário e fiquei em pânico. Decidi que dormir ao ar livre seria melhor que dormir ali onde eu tinha certeza que tinha muitas baratas.
      O Geovanne montou a rede para mim na beira do Rio e lá fui eu dormir sob o céu estrelado. Confesso que acordei muitas vezes durante a noite, com cada barulhinho. Em um dado momento, escutei até o jegue que foi pastar ali perto. Apesar disso ainda achei uma experiência inesquecível, que me deu coragem para dormir fora da barraca na Chapada Diamantina depois (um dia conto mais sobre essa experiência de bivak).
      3° Dia – uma longa jornada de 19 km 
      Saímos da Queimada dos Britos às 4:00 da manhã, com nossas lanternas acesas, contemplando o céu estrelado, um pouco mais tarde que o habitual. Ver o sol nascer nos Lençóis foi uma aventura fantástica, o céu foi ganhando vários tons rosa e roxo, trazendo muitas emoções em cada momento.
      Nesse dia eu percebi o sol ainda mais forte e o corpo um pouco mais cansado. Foram mais momentos em silêncio e reflexão do que aquilo tudo representava. As paradas para banho traziam uma renovação de corpo e de espírito. 
      Acho que chegamos em Betânia umas 10:30 ou 11:00, onde a travessia do Rio Alegre marcava o final da nossa jornada caminhando. Uma nova energia e correntes de felicidade percorreram o meu corpo.
      Naquele dia ainda almoçamos o peixe com caju, que comentei antes e depois ainda demos muita sorte no transporte de volta. Pegamos um passeio tradicional de 4×4, onde tive a oportunidade de visitar mais duas lagoas. Elas estavam já bem cheias de pessoas e não era mais aquela paz que eu senti durante a travessia. 
      Vimos ainda o pôr-do-sol na saída do Parque em Santo Amaro. Embora tenha sido um lindo espetáculo e despedida do parque, a quantidade de carros e de pessoas tirando fotos e fazendo poses chegava a me incomodar. Foi uma despedida com chave de ouro, pois me deu a certeza que fazer a travessia é a única maneira de ter uma experiência autêntica nos Lençóis Maranhenses. 
       
      Outras Dicas
      Cuidados
      Eu fui sozinha fazer essa travessia, não tinha grupo e fui somente com o guia. Muitas pessoas ficaram preocupadas, e com razão. Infelizmente escutei diversas histórias de pessoas que se perderam e que foram com supostos guias que não conheciam o parque… Para uma mulher sozinha, isso se torna uma preocupação ainda maior.
      Vá com guias conhecidos e respeitados. Aqui na Peabiru você tem mais segurança, conhecemos pessoalmente os guias parceiros na Travessia dos Lençóis Maranhenses. Garantimos, dessa forma, uma experiência segura.
      Como chegar
      Eu fiquei em Barreirinhas, decidi ir para lá e fazer um voluntariado pela Worldpackers. Trabalhei durante 15 dias no Hostel Aquarela, foi uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais sobre turismo e a Bianca é uma excelente pessoa e gosta que os voluntários conheçam bem os Lençóis. Por isso ela super incentivou que eu fizesse a travessia e ainda me apresentou para o Marcelo, outro guia parceiro aqui da Peabiru. 
      Para fazer a travessia aconselho ter como base Barreirinhas, que fica a 256 km da capital São Luiz. Para chegar lá você pode alugar um carro, pegar o ônibus ou a van que leva cerca de 4h. Recomendo agendar a van com antecedência, para garantir um lugar e já combinar onde ela te busca em São Luiz e te deixa em Barreirinhas. 
      Existem outros passeios em Barreirinhas, inclusive dá para tomar banho no Rio Preguiças. Para isso vale a pena ir ao Centro Cultura da cidade, onde tem um bar com redes dentro do rio. Outro passeio gostoso é conhecer a casa de Farinha em Tapuio.
      Dicas Finais
      Leve apenas o essencial, você precisa de muito pouco nos Oásis Leve uma lanterna Leve dinheiro, você irá precisar para consumir bebidas na casa das famílias nativas Leve água e lanchinhos para as trilhas Traga todo o seu lixo de volta! Proteja-se do sol e da areia: use óculos de sol e dê-preferência para roupas de manga comprida, para não contaminar as lagoas com produtos químicos Use chapéu ou boné Leve um casaco ou fleece para a noite, pode esfriar bastante  

    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, o último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada para frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não é essencial, não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Não, só faltavam 8km... As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada já existente até São Luís (só falta transporte).
       

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