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CUBA - Resumo de Havana, Cienfuegos, Trinidad, Santa Clara, Camaguey, Santiago de Cuba, Baracoa, Bayamo e Varadero.

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Havana é a capital de Cuba e a cidade mais importante da ilha, é um dos lugares mais visitados pelos turistas, a cidade é bem grande, dando oportunidade para você escolher o bairro que prefere ficar, sendo que a grande maioria prefere ficar perto do centro, no bairro Havana Vieja ou em algum dos grandes hotéis no Malecón, perto do mar, cada lugar tem sua beleza e encanto, eu preferi ficar mais afastado desses 2 lugares, bem próximo ao Estádio Latino-americano que fica a 10 minutos da praça da Revolução, lá é um lugar mais local, meio longe do centro, cerca de 3/4 km de distancia.

 

Havana tem muitos predios abandonados, ou bem velhos, coisa que em outras cidades já não se vê tanto, mas isso da um ar charmoso para a cidade, junto aos carros antigos e pessoas bem tranquilas, tudo isso faz de Havana ser uma cidade especial e diferente da grande maioria, sendo um lugar super seguro, te da a liberdade de andar por qualquer rua sem ser incomodado.

 

 

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- Como chegar

 

Geralmente todos os voos para Cuba têm como destino de chegada em Havana, a capital do país, porém o aeroporto fica um pouco mais distante da cidade, caso você chegue de dia é possível pegar um ônibus que custa 1 peso cubano que passa perto do aeroporto, é necessário andar ate a avenida e esperar ele passar com a numeração P122, ou então ir de taxi, geralmente o taxi vai te cobrar 30 cuc´s por cabeça, mas no fim eu consegui por 10 cuc´s a pessoa, para mim e uma colombiana que conheci no voo, acabamos rachando o taxi para ficar mais barato.

 

- Hospedagem

 

Havana é a maior cidade cubana, o que não falta é lugar para ficar por lá, existem muitas casas disponíveis por toda região, eu preferi ficar próximo ao Estadio Latinoamericano, que fica a uns 10 minutos da Praça da Revolução, ele fica mais longe do centro e de Habana Vieja, o lugar mais turístico da cidade, preferi assim, pois ficaria mais perto dos bairros, para ter esse contato com o povo local, e quando fosse para o centro poderia ir caminhando tranquilamente pelas ruas ate chegar lá e assim ir conhecendo a cidade.

 

 

 

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Eu fiquei na casa da Dona Teresa, na Avenida 20 de Maio, ela mora no prédio azul no nono andar, ao lado do estádio, o valor da diária varia de 6/8 Cuc´s por noite, o quarto tem 05 camas de solteiro, virando uma espécie de hostel, o legal é que você pode conhecer mais mochileiros dessa forma, tem um banheiro dentro do quarto, ventiladores e agora ela esta providenciando um ar condicionado, já que o verão esta chegando, além disso você pode conhecer um dos filhos dela (Jorge) e o marido (Fran), isso te da uma interação muito boa com o povo cubano, você pode conversar de tudo, tirar suas duvidas sobre o país, pedir dicas, realmente é muito bom ficar nessas casas de família, uma experiência bem diferente e para mim bem melhor, você depois de alguns dias acaba se sentindo em casa.

 

- Alimentação

 

No começo ainda estava tentando pegar os esquemas de como comer barato, mas depois de um dia não tem erro, o principal é ver aonde os cubanos vão, e sempre verificar o cardápio, se ele estiver em peso cubano, que é a moeda nacional, provavelmente é um lugar barato, geralmente são lugares simples, que mal tem lugar para sentar, mas a comida é farta e boa, nos cafés da manhã era a mesma coisa, procure pequenas lanchonetes, lá você poderá comer sanduiches e tomar suco natural, em alguns lugares 2 lanches e 1 suco dava 10 pesos cubanos, coisa como 0,40 Cuc´s, por ai, o almoço fica em torno de 35 a 45 pesos cubanos, não chega a 2 Cuc´s, por isso que eu preferi ficar nos bairros mais distantes da zona turística, quanto mais perto dos turistas, mas difícil fica de encontrar esses lugares, ai só terá aqueles restaurantes caros para ir, onde você almoça por 07 cuc´s, sem contar a bebida e a gorjeta.

 

- Segurança

 

Nos primeiros dias a gente ainda fica meio receoso, brasileiro que somos sempre ficamos espertos com celulares, quando a noite chega ate assusta um pouco, a iluminação publica é bem ruim, ruas ficam totalmente escuras, mas mesmo assim não acontece nada, totalmente seguro, depois de 2 dias você já esta andando pelos lugares mais pobres da cidade gravando vídeo com o celular e andando as 2 da manhã pela cidade com a certeza que não acontecera nada, a segurança foi uma das coisas que mais me impressionou aqui, e isso significa liberdade, era livre para andar para qualquer canto a qualquer horário sem me preocupar com assalto, isso foi uma das experiências mais legais que passei na ilha.

 

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- Câmbio

 

Em Havana existem diversas CADECAS espalhadas, só se informar qual a mais próxima da sua hospedagem para realizar a troca, no começo é normal ficar um pouco confuso, é ate bom anotar isso, CUC´s são os pesos convertíveis, essa é a moeda do turista, que geralmente usa para pagar hospedagem e transporte, você pode usar ela no dia a dia também, a diferença que a pessoa ira fazer a conversão do peso cubano para Cuc´s para poder receber dessa maneira.

 

01 Cuc = 01 Dolar/Euro, existe uma leve diferença, mas para ficar mais pratico melhor deixar assim, então como é possível ver, tem que tomar cuidado ao gastar em CUC, já o peso cubano que é usado em muitos mercados e restaurantes locais , 1 CUC = 24 pesos cubanos, logo gastar em peso cubano é mais vantajoso, como falei acima, tem ônibus da cidade que custa apenas 1 peso, refrigerante a 10 pesos, suco natural a 3 pesos, lanche a 05 pesos e refeição a 25/45 pesos cubanos, esse é o segredo para economizar em Cuba.

 

Eu sempre andava com as duas moedas no bolso, na própria CADECA, você troca seu dinheiro por CUC´s e depois troca alguns CUC´s por CUP, que são os pesos cubanos, deixava um bolso reservado para os CUC´s e outros para os CUP´s, assim ficava mais fácil de gastar o dinheiro no dia a dia.

 

 

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- Passeios

 

Aqui em Havana, os passeios que tem para se fazer são conhecer os monumentos históricos em homenagem aos libertadores de Cuba, como Jose Martí e Maceo, e dos revolucionários, como Che e Camilo, além disso, tem diversas praças, tem o malecón e o museu da revolução.

 

Um dos primeiros passeios que fui fazer, e por estar próximo também, foi conhecer a Praça da Revolução, é lá que o Governo Cubano dirige o país, todos os prédios da região são ministérios, e nele se encontram 2 homenagens das mais famosas de Cuba, o rosto do Che Guevara com a frase “ Hasta la victoria siempre” e de Camilo Cienfuegos “ Vas bien Fidel”, na frente dessa praça tem um enorme monumento e um museu ao libertador Jose Martí, que foi um dos lideres cubanos contra os espanhóis pela independência de Cuba.

 

O segundo lugar é o Capitólio, que ate se parece com a Casa Branca, e ate se pode imaginar que lá é o lugar do governo, mas na verdade não é e no momento que fui ele esta fechado para reformas, ali será um museu.

 

 

 

 

O terceiro lugar visto foi o Museu da Revolução, a entrada custa 08 Cuc e lá é onde você poderá entender um pouco mais da historia cubana, que conta sobre o período pré e pós-revolução, com muitas fotos e capas de jornais da época, vale a pena ler tudo e entender uma parte da história cubana.

 

O quarto lugar foi passear pelo Malecón, que é a região costeira que tem um calçadão, no caminho ate o centro de Havana você encontra muitos monumentos da independência cubana, e também a embaixada americana.

 

O quinto lugar foi ir à região do hotel Havana Libre, ali tem a universidade de Havana e é uma região bonita para se passear, com avenidas grandes, dali você pode ir ate o centro velho que não é tão longe assim.

 

 

 

 

O sexto lugar é simples, é uma sorveteria próximo ao Hotel Havana Libre, é um lugar muito conhecido pelos cubanos chamado de COPPELIA, onde vende o melhor sorvete de Cuba, no menor preço possível, você come 05 bolas de sorvete por 05 pesos, muito barato, esta sempre com fila, mas que dura cerca de 30 minutos, as filas são para a organização do lugar apenas, vale muito a pena conhecer lá.

 

Para quem quer ir a um lugar barato para tomar um mojito, cuba livre ou coisa do tipo, existe um lugar muito bacana chamado CASA BALEAR, fica próximo ao Coppelia, coisa de 05 minutos andando, em uma esquina com outra grande avenida, lá tem mojito a 15 pesos cubanos e cuba libre por 20 pesos cubanos, muito barato, menos de 1 cuc... o lugar é bacana e sempre depois das 18 horas fica lotado, o lugar é mais visitado por cubanos, mas já percebemos que esta ficando famoso pelos turistas, sempre encontramos outros viajantes por lá.

 

Um lugar para sair a noite, é ir a Fabrica de Artes, a entrada custa 2 cuc´s e ali tem 2 pistas de dança e uma exposição de arte em todo lado, realmente é um lugar muito bonito, mas é bem cult, quando fomos tinha uma banda que tocava rock, então não é uma coisa cubana de tocar salsa e reggaeton, vale a pena a visita porque da a sensação que você nem esta em Cuba pela quantidade de gringos.

 

 

 

 

 

Fora tudo isso, a parte mais legal é andar pelas ruas sem rumo, conhecendo as casas cubanas por fora, almoçar nos lugares locais, experimentar algum doce caseiro ou tomar aquele suco natural, escutar a musica cubana ecoando pelas ruas e andar sem rumo, sem a preocupação de ser assaltado ou cair em uma rua errada. Havana é uma cidade diferente e especial, não tem muito como explicar, só indo para saber, e claro manter sempre a mente aberta para absorver o máximo possível, ir com a mente já direcionada para criticar tudo o que vê ou elogiar tudo o que vê, pode te dar certa ilusão sobre o lugar, como todo país, como toda cidade, Cuba tem seus pontos positivos e seus pontos negativos, tem suas coisas que funcionam perfeitamente e aquelas que precisam melhorar, basta você estar livre de preconceitos e curtir tudo o que a ilha pode te oferecer.

 

É isso ae galera...

 

Espero que tenham gostado do relato e...

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Cienfuegos é uma cidade especial, além de ter sofrido uma colonização francesa, ela é patrimônio mundial da Unesco, a cidade tem belíssimo centro histórico, muito bem preservado, um calçadão para passeio e outro ao lado do mar, a cidade é muito importante porque aqui foi a ultima batalha da revolução liderada pelo Fidel Castro, daqui ate a Havana foi a passeata da vitória, já que o Ditador Fulgêncio Batista já havia fugido de Cuba.

 

Próximo a Cienfuegos esta a Praia de Giron onde tem como conhecida a Baía dos Porcos, lugar onde um grupo paramilitar de mercenários desembarcou em Cuba para tentar tirar Fidel do Poder, isso em 1961 já, tudo isso financiado pelos EUA, porém não contavam com a força do povo cubano que se uniu ao exército e conseguiu derrotar a força invasora da ilha, por isso é mais comum ver frases, cartazes e outdoors exaltando o povo de Cienfuegos e sua coragem.

 

- Como chegar

 

Para vir de Havana a Cienfuegos há diversas formas, há pelo ônibus da Empresa Via Azul que é destinada a somente ao estrangeiro que custa em torno de 20 Cuc´s, há também uma forma de vir de caminhão que deve demorar mais e ser bem mais barato, mas foi dificílimo encontrar informações precisas sobre o lugar que saem e quanto custam, e há os táxis compartilhados que cobram as vezes 30 Cuc’s nesse trajeto, e negociando caem ate para 25 Cuc´s, isso se a pessoa quiser deixar reservado, esses táxis compartilhados só saem quando lotar, se você quiser deixar tudo reservado e bonitinho acaba pagando mais por isso, o que eu fiz foi acordar bem cedo lá pelas 07 da manhã e ir a um terminal grande que tinha perto do Hostal e ver tudo na hora, ao chegar lá havia um táxi que iria fazer esse trajeto e estava com uma pessoa dentro do carro, como era eu e o Paulo, o brasileiro que esta viajando comigo, nós tínhamos uma pequena vantagem para negociar, não podíamos forçar muito senão o cara podia se irritar e a gente não conseguiria ir para lá, então o taxista começou pedindo 20 Cuc´s por cabeça, respondi que estava caro e pagaríamos 15 Cuc´s cada um, a principio ele não quis e ficamos parados lá, na nossa, passou 2 minutos ele veio e aceitou, e pronto só faltava mais uma pessoa para completar o carro, 30 minutos depois chegou um cubano e assim partimos, foram 03 horas de estrada sem parada, uma viagem tranquila, as pistas são bem largas e boas até, um dos maiores desafios de viajar em Cuba é se locomover entre as cidades, além de ter essa diferença gigante nos preços, as informações são sempre bagunçadas.

 

 

- Hospedagem

 

 

Hospedei-me em uma casa de família na Avenida 54, entre as ruas 51 e 53, em uma casa verde, a uns 20 minutos do centro andando, quanto mais longe do centro, mais barato fica, esse é um dos esquemas para baratear a viagem. O taxista que nos trouxe perguntou se tínhamos lugar para ficar e respondemos que não, assim ele indicou um amigo dele que poderia nos ajudar, mas a casa custaria 25 Cuc´s, de pronto já respondi que estava muito caro e que aceitaríamos pagar 20 Cuc´s, ai veio todo o discurso que não conseguiríamos a esse preço e bla bla bla, respondi que tentaríamos, que fazia parte do nosso espirito buscar o impossível hahaha.

 

Veio o amigo dele e nos levou a uma casa que cobrava 20 Cuc’s, que milagre, logo o preço que procurávamos, obvio que o taxista já tinha dado um toque para o intermediário que avisou a mulher, como achamos que o desconto foi muito fácil, resolvemos procurar mais barato, agora por 15 Cuc’s, só foi atravessar a rua e surgiu outro intermediário oferecendo casa, falei que estava disposto a pagar 15 Cuc´s por noite para 2 pessoas, mas que isso nem adiantaria mostrar, fomos em uma casa e não rolou, na segunda a dona aceitou e assim nos hospedamos, a 7,5 Cuc para cada um por noite, praticamente o mesmo preço de Havana, mas agora o quarto é só nosso, com banheiro e ar condicionado, ate pensamos em pechinchar um pouco mais para arranjar por 12 Cuc´s, mas os 15 já estava de bom tamanho, temos que escolher nossas batalhas ne hahaha.

 

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- Alimentação

 

 

Em todas as cidades sempre buscamos lugares cubanos para comer, existem pequenos restaurantes que as vezes tem apenas 1 mesa disponível e que vendem um bom prato de comida a 25/35 pesos cubanos, a moeda nacional, rodamos a cidade e encontramos um e fizemos uma bela refeição, com um refrigerante e ate uma sobremesa, no total deu 60 pesos cubanos ou 2 Cuc´s, como preferir. Sempre vamos em busca desses restaurantes mais baratos, os restaurantes turísticos cobram em torno de 7 Cuc´s a refeição.

 

 

- Segurança

 

 

Cuba é um dos lugares mais seguros que já conheci, andamos a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com celular, dinheiro, câmera fotográfica e em nenhum momento sequer vemos alguém com um olhar de maldade ou aquele tipo que fica só na boa esperando o turista dar mole, a sensação de você poder andar nas ruas sem se preocupar com isso é incrível, dar uma paz de espirito enorme, olha que não andamos apenas em lugares turísticos, geralmente andamos mais na parte dos bairros para conhecer a real vida de um cubano, andamos em lugares que ficamos horas sem ver nenhum gringo por ali e somos sempre tratados de uma forma amigável e quando descobrem que somos brasileiros, nos sentimos em casa.

 

 

- Câmbio

 

 

Aqui em Cuba funcionam as Cadecas que são controladas pelo Governo e em qualquer cidade as taxas são fixas, já fiz um artigo contando qual foi a melhor moeda para se trazer para cá, é um dos primeiros posts, você só precisa buscar na cidade o lugar certo e trocar, eu preferi trocar uns 300 dolares canadenses em Havana, então não precisei trocar aqui.

 

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- Passeios

 

Centro Histórico: A cidade tem um centro muito preservado, alias a cidade como um todo é mais bonita e preservada que Havana, que ainda conta com muitos prédios por reformas e outros abandonados, o centro conta com uma escola, um teatro, uma igreja, alguns prédios históricos e um palácio do governo local, a cidade tem um ritmo bem interiorano e o calor pelo menos nessa época do ano judia, mas a praça conta com muitas arvores e bancos para descansar, o legal que nessa praça tem o ponto da internet local, então os mais novos ficam ali usando internet, escutando musica, é a tecnologia chegando em Cuba. rs

 

 

 

 

 

 

Playa Giron: Aqui onde aconteceu a grande batalha na Baía dos Porcos, na época a CIA contratou paramilitares mercenários para tentar derrubar Fidel Castro do poder, isso nos anos 1961, lembrando que a Revolução se deu em 1959, com esse racha entre EUA e Cuba e a aproximação da União Soviética, e toda confusão da Guerra Fria se aproximando as tensões entre os países estavam acirradas, e com isso a CIA fez essa tentativa em CUBA, mas ela não contava com a força do povo cubano que se uniu ao exército do país para combater a invasão e saíram vitoriosos, por isso que Cienfuegos tem uma importância para Cuba, pois foi aqui que se defendeu o país de uma invasão estrangeira, infelizmente não consegui ir a esse lugar, esperei um caminhão durante 2 horas que não apareceu, era a forma mais barata de ir, já que custava apenas 1 Cuc, taxistas cobravam 30 Cuc´s, mas gostaria de ter passado na praia onde aconteceu essa grande batalha.

 

Malecón: é um calçadão que vai beirando o mar e um belo ponto para ver o pôr do sol, ali os cubanos fazem exercícios de corrida e os turistas param para tirar foto, um lugar bem agradável para se estar no final da tarde.

 

 

 

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Trinidad, a Paraty Cubana.

 

 

Trinidad é uma das cidades mais turísticas de Cuba, geralmente o turista convencional vem fazer a rota Havana – Trinidad – Varadero, por isso que ate o momento essa é a cidade mais cara que passei, a cidade é muito bonita, tem um charme especial, a todo o momento você vê artesanatos lindos, coisas que dificilmente se encontra por aí e muita musica cubana, há lindos restaurantes e bares por todo o centro histórico.

 

Trinidad se parece muito com Paraty, com suas ruas de pedras e casas coloniais, porém tudo é muito caro, precisa ter grana para curtir essa parte boa da cidade, eu como um mero mochileiro pobre e liso tive que rodar muito pela cidade procurando lugares baratos para comer ou buscar algum tipo de transporte que me levasse a alguma praia ou Topes de Colantes um parque a 20 km daqui com cachoeiras e muito verde, infelizmente não consegui, apesar de tentar muito. rs

 

Fiquei com a sensação para curtir aqui tem que ter uma grana para gastar, geralmente cidade totalmente voltadas ao turismo são assim.

 

- Como chegar

 

Quem vem de Cientifuegos como eu, taxistas começam a cobrar entre 8 Cuc´s a corrida em táxi coletivo, negociando fazem por 5 Cuc´s, na Via Azul os ônibus custam 6 Cuc´s, a viagem dura cerca de 1 hora e 30 minutos, uma dica é ir do lado direito do veículo, lá você terá a imagem do mar e verá belas e desertas praias pela costa cubana.

 

 

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- Hospedagem

 

Antes de viajar me preocupava um pouco com esse item, mas depois de ver como funciona aqui, estou sossegado, são centenas de casas que estão liberadas para receberem hóspedes, são muitas mesmo, então as ofertas são grandes e a demanda nem sempre acompanha, simplesmente escolha uma rua, lógico que há algumas quadras do centro, e vá perguntando os valores e diga que esta procurando um quarto de 15 Cuc´s (que da para 2/3 pessoas, se viajar em 3 pessoas, melhor ainda, a conta fica menor para cada um), na primeira tentativa a dona da casa queria 25 Cuc´s, fui para a segunda já queria 20, o último vendo que eu estava atrás somente de preço aceitou os 15 Cuc´s por noite, como eu estava viajando com outro brasileiro, o Paulo, ficou 7,5 Cuc´s por pessoa a noite.

 

Transporte e Hospedagem são os dois itens que você precisa negociar bastante e sem medo, da para cortar os gastos pela metade sabendo como funciona o jogo deles, para vir para Trinidad paguei 5 Cuc, um gringo que veio no táxi pagou 10, a noite nos encontramos e ele nos contou que estava pagando 25 Cuc, e nós 15... Ele estava gastando praticamente o dobro pelo mesmo serviço.

 

 

 

- Alimentação

 

Esse foi uma das frustrações em Trinidad, aqueles maravilhosos restaurantes que encontrávamos vendendo comida a 1,2 Cuc, praticamente não existem por aqui, rodamos a cidade toda buscando, perguntando para as pessoas, mas essa batalha nós perdemos, o mais barato que achamos foi um arroz frito com salada e presunto que com um refrigerante dava 4 Cuc´s, único lugar barato existente na cidade foi as pizzarias, onde vendem mini pizzas ate umas 07 horas da noite (que ainda é de dia por aqui rs) e o preço esta em pesos cubanos, umas 4 mini pizzas, onde você comendo 2 já esta cheio, custa 1 Cuc, fora isso se prepare para pagar mais do que 4/5 Cuc´s em 01 única refeição.

 

E nesses lugares de pizza é bom tomar cuidado, eu e Paulo pedimos 04 pizzas, cada uma custava 06 pesos cubanos, então o total daria 24 pesos cubanos que equivale a 1 Cuc, na hora de pagar o cara queria cobrar 04 Cuc´s da gente, devolvemos as pizzas prontas e fomos para outro lugar onde era o mesmo preço, compramos 4 e pagamos 1 Cuc. Então tem que combinar antes certinho e confirmar para eles não tentarem esse migué, por mais que os caras pensem que sou gringo, aqui é brasileiro e é difícil enganar o enganador hahaha.

 

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- Segurança

 

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, andamos as 05 da manhã e super tranquilo, não tem muitos policiais na rua, mas isso não quer dizer nada, povo cubano é um povo muito honesto e sabem que roubar é errado, a cada dia que passa me espanto com essa tranquilidade, posso dizer que é o país mais seguro de toda América Latina, disparado.

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup.

 

 

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- Passeios

 

Trinidad oferece alguns passeios na sua região, como ir para alguma praia próxima daqui ou ir conhecer o parque Topes dos Colantes , infelizmente a maneira ir para lá são pelas agências do governo como CUBATUR e cobram um valor acima do que o mochileiro pode pagar, e os táxis também enfiam a faca, assim percorremos a cidade em busca de informação e descobrimos que as 06 horas da manhã saem caminhões levando os trabalhadores para o parque Topes, assim fomos ate lá mas não conseguimos embarcar, foram 2 caminhões que passaram lotados e levavam somente trabalhadores, ate tentamos, mas o “cobrador” meio que não deixou, fechando a porta na nossa cara, ate entendemos, já que o povo cubano não esta acostumado com os mochileiros pobres do mundo hahaha, mas caso isso venha a mudar a nossa ideia era pegar o caminhão ate o parque, e depois ir andando pela estrada e ir conhecendo alguma praia deserta para depois voltar para a cidade de alguma maneira, o Parque fica apenas 21 km da cidade.

 

 

O que se pode fazer aqui além desses dois passeios é conhecer o centro histórico, tem vários museus pela cidade e as ruas são fechadas para os carros, então você pode passear tranquilo e ver os prédios históricos, conhecer o artesanato local e curtir o clima da cidade, pelo menos nessa época o sol se põem somente às 20 horas, então nas horas que o Sol esta muito forte, a gente da uma descansada e depois sai no fim da tarde rodando a cidade.

 

 

 

Há também a opção de você subir o morro que fica encostado a cidade para ter uma visão da cidade, realmente é muito bonito, e não tem segredo é só ir subindo hehe

 

Essa é a cidade de Trinidad, espero que tenham gostado do relato.

 

 

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Santa Clara, cidade do Che

 

A principio íamos nos hospedar em Santa Clara, ao menos por uma noite, quando estivéssemos já regressando para Havana, mas ao descobrir que a cidade ficava apenas 1/2 horas de Cienfuegos e que daqui há caminhão por 1 Cuc para lá, resolvemos mudar nosso roteiro e incluir esse bate volta, assim ficando uma noite a mais em Cienfuegos, tudo se deu em causa do transporte que encontramos, como não sabemos se na volta para Havana teremos um transporte barato assim, preferimos não perder a chance de além ter a experiência viajando em um caminhão acabar economizando alguns preciosos Cuc´s.

 

 

Santa Clara é uma cidade que tem uma importância gigantesca para a Revolução Socialista, porque foi em 29 de dezembro de 1958 que Ernesto Che Guevara e sua tropa venceram a batalha de Santa Clara, fazendo com que o Ditador Fulgêncio Batista fugisse de Cuba dando a vitória para o Comandante Fidel Castro.

 

Com essa importante batalhada liderada por Che Guevara, a cidade acabou se tornando referência na história dele e para aqueles que querem conhecer um pouco mais, precisa vir conhecer Santa Clara.

 

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A principio saímos de Cienfuegos as 9 e 30 da manhã e chegamos lá as 11 e 30 da manhã, fomos ate a o monumento dedicado ao Che, são 10 minutos de caminhada da rodoviária de caminhões, lá você tem um grande monumento dedicado a ele, e algumas frases famosas espalhadas pelo local, com a carta que ele redigiu ao Fidel Castro e a Cuba quando abriu mão de todos seus cargos para continuar o movimento revolucionário pelo mundo, abaixo do monumento tem a entrada do museu, onde tem diversas fotos, itens e histórias de Che, muito legal ver fotos de momentos antes de batalhas, ou do discurso dele na ONU, ou ele em Congo ou se preparando para ir a Bolívia, totalmente disfarçado e diferente, também há metralhadores e roupas no local, não só dele como de cubanos que lutaram ao lado dele, a foto que mais me impressionou foi a dele na ONU esperando para discursar e ao lado havia vários engomadinhos de terno e gravata, com barba feita, e ele cabeludo, barbudo, com roupa de militar, pé na parede e fumando um charuto e as pessoas a volta dele só observando.

 

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Ao lado desse museu, a o mausoléu, onde esta enterrado os restos mortais de Ernerto, não só o dele, como o de varias pessoas que perderam a vida na batalha de Santa Clara, os museus são totalmente gratuitos, após isso é necessário ir ate o centro da cidade e de lá andar uns 4 quarteirões ate o museu dos trens, andando da uns 40 minutos, ou você pode ir de táxi também.

 

O museu dos trens conta a historia onde Che e mais 17 revolucionários descarrilaram 2 locomotivas com 18 vagões, onde levavam 408 homens e um grande número de armas, bazucas, metralhadoras e canhões que estavam indo em direção a Havana, onde o Ditador Fulgêncio Batista esperava para fazer sua ultima tentativa de defesa, mas após esse ataque coordenado por Che Guevara ao trem e suas 1 hora e 30 minutos de guerra e a rendição dos militares, tudo isso ocorreu no dia 29 de dezembro, fazendo com que as tropas de Fidel saíssem vitoriosas da batalha de Santa Clara, após essa derrota, Fulgêncio Batista fugiu com sua família e 300 milhões de dólares, deixando o caminho livre para a vitória do Comandante Fidel Castro.

 

É por toda essa história pré-revolução que Santa Clara é um ponto importante para se conhecer em Cuba.

 

Espero que gostem e...

 

 

 

 

 

 

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Obrigado Marcela =]

 

Santiago de Cuba, terra de Fidel Castro.

 

 

Santiago de Cuba é a segunda maior cidade cubana onde, por exemplo, nasceu Fidel Castro e Jose Martí, a cidade tem um centro muito animado, com muita barraca de comida na rua, música por todo lado e praças lotadas de pessoas, aqui as pessoas tem um tipo mais duro de falar, mas é só jeito mesmo e nada que um “eu sou brasileiro” não quebre o clima, aqui eu percebi que as pessoas na rua tem a tendência de pedir mais coisas ao turista, como aqui alguns Cruzeiros desembarcam aqui, acabou criando um pouco dessa cultura, mas não é nada excessivo ou que encha o saco, aqui foi a primeira vez que 2 cubanas meio que nos perseguiram e queriam conversar com a gente e todo papo furado, provavelmente eram garotas de programa já tentando garantir o cliente da noite, já tínhamos sido alertados para isso.

 

Santiago tem várias praças, tem um forte que fica em torno de 10 km daqui que merece ser visitado, tem o cemitério da cidade onde esta o Fidel Castro e outros revolucionários, ao fim da tarde lá pelas 17 horas tem a troca da guarda, consegui pegar o finalzinho, além dos pontos turísticos, o bacana é andar pelas ruas e ver a vida local, molecada jogando futebol ou baseball pelas ruas, e pessoas mais velhas sentadas na calçada para bater aquele papo com o vizinho, como disse uma cubana aqui “Temos uma boa vida, só não temos muito dinheiro.” Essa é a frase que pode resumir Cuba.

 

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- Como chegar

 

Quem vem de Camaguay, a dica é pegar um ônibus da Via Azul por 18 Cuc´s, ele sai a meia noite, logo você pode economizar na hospedagem, como a viagem leva 5/6 horas não há tanta oferta de táxi compartilhado, geralmente esses táxis fazem bons preços quando é ate 3 horas de viagem para algum lugar que eles consigam trazer gente de volta para ganhar mais uma grana, por exemplo de Trinidad para Camaguey o taxista não queria abaixar o preço de jeito nenhum e nós deu essa explicação que faz todo o sentido. É como um táxi te levar de SP ao RJ e te cobrar mais barato que a passagem de ônibus rs.

 

- Hospedagem

 

Chegando a Santiago nós estávamos com uma nova meta de preço, se estávamos conseguindo em todos os lugares a 15 Cuc´s, era hora de baixar para 12 Cuc´s, 6 para cada um por noite, lembrando que os gringos pagam de 20/25 Cuc´s, um absurdo, mas como eles não sabem falar a língua daqui e não tem essa cultura de pechinchar, acabam pagando o valor cheio. Bom, começamos a busca e em menos de 08 minutos achamos, como tem muita oferta as vezes em uma rua só é possível ter várias casas, a primeira estava lotada, a segunda casa só faria se fosse 15 Cuc´s, a terceira aceitou os 12 Cuc´s por noite, e foi mais fácil do que a gente pensava, já comecei a pensar em pedir por 10 Cuc´s a próxima cidade hahaha, se soubéssemos disso antes, já estaríamos pagando isso há muito tempo, mas como disse as informações são escassas, então estamos vivendo e aprendendo, somente em Trinidad que é um lugar MUITO turístico o senhor da casa relutou um pouco mas acabou cedendo aos 15 Cuc´s.

 

Eu não vejo necessidade de postar o endereço das casas que eu fiquei, aqui tem MUITAS em qualquer canto da cidade, é só ver o centro da cidade e ficar a algumas quadras dali.

 

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- Alimentação

 

Como aqui é uma cidade bem grande, tem muita opção para comer, dos lugares mais ricos aos mais simples, os PALADARES onde se vende prato de comida a 25/35 pesos cubanos, que da 1/1,2 Cuc´s precisa procurar um pouco mais, mas da para achar, os lugares para café da manhã são fartos e baratos, com lanches a 5 pesos cubanos, e a noite a mesma coisa.

 

- Segurança

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, andamos as 05 da manhã ou a meia noite e é super tranquilo, não tem muitos policiais na rua, mas isso não quer dizer nada, povo cubano é um povo muito honesto e sabem que roubar é errado, a cada dia que passa me espanto com essa tranquilidade, posso dizer que é o país mais seguro de toda América Latina, disparado.

 

 

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup, aqui em Santiago de Cuba foi a primeira vez que encontramos um cara na porta tentando fazer um câmbio negro, mas não confiamos e ele também buscava dólar americano, e nós tínhamos o dólar canadense.

 

 

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- Passeios

 

Toda cidade cubana é rica em história, seja da independência ou da revolução, aqui eles têm uma cultura de preservar essas historias, por onde você anda, ate nas ruas mais simples é capaz de encontrar um quadro escrito sobre um fato histórico que se passou naquele lugar ou na rua.

 

Umas das coisas a se fazer são conhecer a Praça da Revolução, onde ocorrem os principais festejos, como o Primeiro de Maio, dia do trabalhador, além disso, tem a Praça Cespede, de frente a igreja e do local onde Fidel Castro fez o discurso sobre a vitória da Revolução, além disso, tem outras praças bacanas de se conhecer, ruas com muito artesanato local, um ponto de visita é o cemitério onde estão enterrados Fidel Castro e Jose Martí, um dos libertadores de Cuba que lutou pela independência da ilha, se você tiver pique da para fazer tudo a pé, vai andar bastante, mas assim já conhece a cidade como um todo, se estiver cansado tome um táxi.

 

Outro lugar muito interessante é ir ao Castilho de San Pedro de La Roca que fica a 10 quilômetros da cidade, um lugar muito bonito com um visual sensacional, para chegar lá há duas maneiras, você precisa pegar o ônibus numero 12/13 que custa 01 peso cubano, os ônibus geralmente estão sempre lotados, outra maneira é ir de táxi, ai da para negociar um preço de 4 Cuc´s para ir e 4 para voltar, ou de moto táxi (que tem muitos aqui em Santiago de Cuba), nesses cada corrida sai em 2 Cuc´s, eu tentei fazer de ônibus e não consegui, era um domingo e fiquei esperando por 2 horas, ai fui de táxi e voltei de moto táxi, com certeza a moto é a maneira mais divertida e tranquila para ir e voltar.

 

A entrada ao castelo custa 4 Cuc´s, mas você não pode tirar foto e nem filmagem, se quiser precisa pagar por isso, o museu em si é fraco, não valeu a grana gasta nele, a melhor parte é você andar em volta do castelo, que é gratuito, e ver as paisagens para o mar e praias desertas.

 

Além disso, tive a sorte de ter passado o Primeiro de Maio aqui em Santiago de Cuba, havia muita gente na Praça da Revolução, muitos cartazes com nome do Fidel (ele nasceu aqui), outros com uma das frases famosas por aqui “ Nuestra fortaleza es la unidad” e por ai vai... As pessoas vão chegando as 04 da manhã, a partir das 07 já esta totalmente lotado e vai ate as 10 da manhã, depois nas praças ocorrem festejos com os mais jovens tomando o bom run cubano.

 

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Esse é o relato de Santiago de Cuba, espero que tenham gostado, e...

 

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Baracoa, de Cristovão Colombo aos Tufões.

 

 

Baracoa é uma cidade histórica, com um lindo parque nacional, belas praias ao seu redor e um povo muito acolhedor, cidade pequena com um centro igual porém muito bonito, sua igreja simples, mas que guarda uma peça das mais importantes, suas montanhas cheia de arvores no chão conta um pouco da história sobre os desastres que aqui ocorreram, pergunte ao senhor da casa que você ficar sobre as histórias de tufões na região, em 2016, um deles passou por aqui e destruiu muitas casas, ate hoje você vê as arvores da montanha no chão, e algumas casas sendo reconstruídas ou sobre a história do tsunami, mas que no fim foi um alarme falso, Baracoa apesar disso tudo, resiste bravamente e sempre sorrindo com o mar do caribe a sua frente.

 

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Cidade de Baracoa.

 

- Como chegar

 

Quem vem de Santiago de Cuba há 03 opções, a mais cara, a intermediaria, e a mais barata, logo optamos pela mais barata, mas foi uma grande coincidência, porque não sabíamos que essa opção existia. A mais cara é com os ônibus Via Azul, a passagem custam 15 Cuc´s, a intermediaria é arranjar um táxi compartilhado, era o que iriamos fazer, combinamos com um taxista num preço de 12 Cuc´s cada um e ele nos levaria, mas como essa rota não atrai muita gente, ele provavelmente não conseguiu mais 2 pessoas para ir com a gente e por isso ele nem apareceu no terminal, como ficamos na mão sem saber o que fazer, fomos correr atrás de informação, para resumir tudo, descobrimos um caminhão que vai ate Guantánamo, por 20 pesos cubanos em 2 horas de viagem, lá passa ônibus que não são os Nacionales (esses só para os cubanos), são ônibus privados que fazem algumas rotas, e por sorte ele fazia de Guantánamo a Baracoa por 15 pesos cubanos, mas para você pegar esse ultimo você precisa pegar um ônibus municipal da linha 08 e descer no ponto final, numa casa amarela, ali já é a estrada para Baracoa, onde você pega esse ultimo transporte.

 

Enfim, você pega um caminhão que sai próximo a Plaza da Revolução em Santiago de Cuba por 20 pesos, vai ate a ultima parada dele, nessa mesma parada pega o ônibus numero 08 (não sei quanto custa porque uma cubana que ajudou a gente pagou nossa passagem, mas deve ser muito barato, tipo menos de 1 peso cubano), descer no ponto final que é numa casa amarela e lá esperar os ônibus para Baracoa, qualquer dúvida só perguntar aos locais que eles dão todas as informações, foi assim que descobrimos esse modo, o legal que pelo jeito essa rota louca não é feita por muitos viajantes, então a ajuda brota de todo canto, e quando descobrem que somos brasileiros, fazem com mais gosto hehehe.

 

 

 

- Hospedagem

 

Descemos no centro de Baracoa, e logo na primeira casa que vimos já tentamos a sorte, a cidade é pequena então é tudo muito perto uma coisa da outra, bati na porta e o Sr. Daniel nos atendeu, eu com o meu discurso infalível e decorado falei que éramos brasileiros, viajando há muito tempo, sem muito dinheiro e que estávamos buscando um quarto para alugar por 12 Cuc´s (iriamos tentar 10, com certeza eles aceitariam, mas percebemos que seria um pouco de exploração, os 12 estavam muito bem pagos e justos), Sr. Daniel muito bem humorado me respondeu “se brasileiro não tem dinheiro, cubano muito menos”, e eu respondo que por isso que somos irmãos latinos, ele deu risada e abriu a porta de sua casa, nos apresentou sua esposa e seus filhos, contou sobre um problema de coração que ele tem e ate que sua irmã esta no Brasil, a esposa nos falou sobre a novela e batemos um bom papo, olhamos o quarto e era perfeito, banheiro grande e novo, frigobar, ventilador, ar condicionado, toalhas e duas camas grandes e uma sacada para a rua com duas cadeiras, estou ficando mal acostumado com esses quartos, vai ser foda voltar a dormir com 8 caras no mesmo quarto , dividindo o mesmo banheiro e pagando mais caro por isso hahaha.

 

 

 

 

- Alimentação

 

Como aqui é uma cidade pequena achei que teria dificuldades para encontrar esses lugares, mas percebi que o nosso problema em achar lugar barato só foi em Trinidad, lá não encontramos nenhum lugar econômico para comer, aqui tem muita opção para comer, os PALADARES onde se vende prato de comida a 25/35 pesos cubanos, que da 1/1.2 Cuc´s , tem muitos lugares que vendem lanches e alguma lugares que tem doces também, se você esta com vontade de matar a vontade de doce, aqui é o lugar, bom e barato.

 

 

- Segurança

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, o Sr. Daniel nos alertou para fechar as janelas do quarto a noite para evitar assalto porque uma vez um israelense deixou uma bermuda secando e roubaram ela hahaha olha o nível de violência, quando ele começou a falar já pensei “ Quantas pessoas já morreram nessa rua aqui?”, as vezes a bermuda pode ate ter caído na rua com o vento e alguém ter achado e levado para casa, mas é engraçado essa relação deles com o crime, quem dera se no Brasil o problema de segurança fosse porque roubam roupas do varal hahaha, mesmo assim agradecemos o aviso para deixar ele mais tranquilo.

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup, como eu tinha trocado um bom valor em Santiago de Cuba não precisei trocar aqui.

 

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Parque Nacional El Yunque.

 

 

- Passeios

 

Baracoa foi à cidade onde Cristovão Colombo desembarcou pela primeira vez em Cuba, uma bela e pequena cidade colonial com um passeio em especial para sair da rotina.

 

Primeiro passo é ir conhecer o centro e a igreja, dentro da igreja esta 1 das 25 cruzes que Colombo espalhou pela América Latina, é uma coisa simples, mas impressionante, ver uma cruz com mais de 500 anos trazida pelo próprio Colombo. Além disso, você pode conhecer o malecón que é bem simples, nada de especial, mas que no fim dele tem um forte com um museu, infelizmente quando eu fui o museu estava fechado.

 

Dentro da cidade você sempre terá visão para um hotel amarelo na montanha, lá antigamente era um forte que dava proteção e visão a toda cidade, deixe para ir no fim de tarde quando o sol estiver menos forte para ter uma visão geral da cidade.

 

 

Aqui temos o melhor passeio que já fiz ate agora, se chama EL YUNQUE, uma montanha que da visão para outras montanhas montanhas, as praias do caribe, rios e algumas cidades próximas, ele fica dentro de um parque nacional, é um trekking de 2 horas para subir e mais 1:30 para descer, em uma parte é necessário atravessar um rio, a água chega na cintura só e a cor da água é incrível, tão cristalina, no meio do caminho tem uma parada para um descanso onde tem uma barraca de frutas, lá por 1 Cuc você pode comer a vontade, ótima pedida para repor as energias, as frutas são bem gostosas.

 

A entrada + guia me custou 13 Cuc´s, mas eu acredito que esse preço não deve ser tabelado, acredito que dava para ter chorado e feito por 10 Cuc´s, eu gostei muito desse passeio porque praticamente todos os dias são sempre as mesmas coisas, conhecer a cidade e andar pelas ruas, já estava com saudade de fazer algo na natureza, o parque fica a 8 km da cidade, 3 km em asfalto e 5 km em estrada de terra, para ir acabei indo de moto táxi que cobrou 4 Cuc´s, na volta eu andei os 5 km e quando cheguei na estrada tomei qualquer transporte para o centro da cidade. Há também a opção de bicicleta, você pode alugar uma, estão em torno de 5/6 Cuc´s o dia.

 

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Uma das vinte e cinco cruzes que Cristovão Colombo trouxe para America Latina.

 

Além disso, para quem quiser a região tem muitas praias bonitas, a de Baracoa em si é um pouco feia, a areia é escura e a cor da água é normal, mas nada que um ônibus local não te leve a qualquer outra cidadezinha.

 

Espero que tenham gostado do relato e...

 

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Olá Rafa!

Ja li o relato do mochilão que fez em Cuba, achei muito interessante e útil. Eu e a minha esposa(somos portugueses), em Maio deste ano vamos passar 13 noites em Cuba, em que 4 noites já estão destinadas para um Cayo. 

Queria pedir-lhe a sua opinião, de onde deveria distribuir as 9 noites em falta. O roteiro que estamos a fazer é: Havana, Viñalles (excursão?), Playa Larga, Trinidad, remedios. 

Li que você foi lá no sul da ilha, gosto do relato da Sierra Maestra. Mas como vamos estar menos tempo estava a pensar deixar para uma próxima.

 

Qual a sua sugestão? Quantos dias devo investir em cada local? Lembrando que na chegarei num sábado bem tarde. 

 

Obrogado, saudações 

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      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por Ro St
      Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins.
      Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06.
      Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos).
      Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem.
       
      Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco -  se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme).
      Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru.
      Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola.
      Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche!
      Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril.
      Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço  normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais.
       
      Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio.
      DIA 06/06
      Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2).
      Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião).
      "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás.
      "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 
      07/06
      Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo.
      "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno").
      Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa).
      "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!!  E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses!
      08/06
      Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região!
      "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!!
       
      09/06
      Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc.
      Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso!
      Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não!
      10/06
       Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! 
      Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). 
      Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos.
      Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles).
      "SOBRE AS  VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 
      11/06
      De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE!
       
      "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6.
      Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!!
       
      ...AMANHÃ CONTINUO SOBRE HUARAZ E AS VIAGENS DE BUS!
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























      Confira mais no https://www.instagram.com/leo.tavares
    • Por Nicollas Rangel
      Eu já tinha postado aqui um texto sobre como a Bolivia mudou a minha vida, então resolvi relatar o roteiro, os custos e algumas dicas. Entaaao:
      Janeiro/2018 - saída 12/01 e chegada 02/02
      Roteiro: Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Sta Cruz > Sucre > Potosí > Uyuni > La Paz >  Copacabana/Isla del Sol > La Paz > Cochabamba > Sta. Cruz > Puerto Quijarro > Corumbá > Campo Grande.
      Cotação: R$ 1 = BOB 2 
      Custo total dentro da Bolívia = USD 600/R$ 1800,00 - pouco dinheiro, mas fiz tudo o que planejei (custos totais por categoria no final do relato)
      Vou relatando por partes, porque é muita coisa (tentando colocar o máximo de dicas) haha e vou colocando os custos mais importantes e os que lembro, pois não me recordo dos minimos detalhes rsrs
      Meu primeiro mochilão e iniciei minha viagem em rumo à Campo Grande. Sou do interior de Minas, e toda a minha viagem de ida e volta fui rodando de onibus, sem nenhum trecho por avião (o que em um certo trecho me arrependi kkkkkk), todos os custos de transporte incluem onibus e vans.
      CAMPO GRANDE - CORUMBÁ
      Cheguei em Campo Grande no dia 13/01 em torno de 13h e já fui comprar minha passagem das 23h para Corumbá. Eu preferi pegar nesse ho´rario pelo fato de ir menos pessoas do que no de 00h, mas no final não faz diferença alguma kkkkkk os dois vão mais vazios.
      Uma dica que dou para ficar na rodoviária de CP é levar comida, meu Deussssss tudo lá é ridiculamente caro e em volta não tem nada (quando digo nada é realmente nada, porque fica na avenida de entrada da cidade, uma avenida linda mas muito extensa e meio deserta de pessoas, pois só se passa carros nessa avenida) só encontrei um restaurante que custava R$ 12,00 o prato feito. É bom até, da pra satisfazer bem, quando estiver saindo da rodoviraria pelo corredor da entrada, é só perguntar os mototaxistas onde é o restaurante mais próximo, ou já vai ter uma moça lá que vai te abordar te perguntando se está com fome kkkkkkkkkkkkkk. O bom da rodoviária é que tem WIFI e guarda volumes, além de banho de graça. Eu dormiria lá (o que por pouco não aconteceu) hahaha 🤭
      Aqui conheci um rapaz da minha idade (18 anos) que estava acabando de voltar de um mochilão de lá e que me deu seu roteiro impresso, fiquei grato demaaaaaaaaaais. Eu literalmente abordei ele por estar com a mochila tipica nas costas (primeira viagem sozinho, então mesmo que já estva em CP ainda tava inseguro, porque tudo era novo incluindo as sensações, masssss logo acostuma e já se deixa levar rsrsrs) ele me deu muita informação essencial pra passar meu medo e duvidas, ele foi importante demaaaaaaaaaaaaais rsrs. Detalhe: basicamente não vi outros mochileiros como pensei que veria.  Perto do horário do onibus conheci um casal de bolivianos mais velhos já (pelos 40 anos) e que iriam pelo mesmo caminho que o meu, ali já viraram quase meus pais e cuidaram demais de mim, principalmente no Espanhol, sabia bem básico pois eu tinha estudado uns 50% pelo Duolingo kkkkkk (ajuda demais)
      CORUMBÁ - PUERTO QUIJARRO
      Aqui começou a saga rsrsrs Chegando em Corumbá conheci a Livia, outra boliviana que também era de Santa Cruz. Loucaaaaaa e o máximo de pessoa. Estava fazendo mochilão pelo Brasil, também era mais velha, em torno dos 45, com aquela mochila imeeeeeensa nas costas kkkkkk então juntamos nós três e fomos juntos direto pr fronteira. Eu super extasiado por me forçar a falar espanhol por conta dos 3 😂😂.
      Pra chegar a fronteira desde a rodoviária de Corumbá por meio de ônibus, é só sair e atravessar a rua, tem um ponto bem em frente à rodoviraria, ele deve passar de 20 em 20 minutos: via Cristo Redentor. Depois disso, ele vai parar no terminal onde ficam todos os outros onibus, é só descer e esperar o via Fronteira chegar. Depois disso demora alguns minutos e já está na receita federal. Eu cheguei na Receita Federal no domingo 14/01 e também era horario de verão, então tinha uma diferença de hora quando atravessei a fornteira, 2 horas de diferença, sendo que quando não é epoca de horário de verão é apenas 1 hora de diferença. Dei saida do Brasil bem rápido só com a identidade e já fomos nós tres para a Anduana Boliviana. Aí sim, demorou kkkkk fiquei TRES HORAS na fila em pé com chuviscos kkkkkkkk acabei perdendo o trem da morte :ccc . 
      Não me recordo muito bem a hora que abre a receita federal brasileira, se não me engano creio que as 8h ou 9h. Na parte boliviana abre às 7h ❤️ 
      Guardar os dois papeis que se recebe, o do brasil e da bolivia, um é verde e o outro branco, é super importante. Sem eles vocÊ não sai ou não entra dos países e também precisa pra mostrar na entrada da Reserva Nacional Eduardo de Avaroa. Ninguem me pediu a Carteira Internacional de Vacina, mesmo sendo obrigatório a vacina de febre amarela para entrar na Bolivia, porém por precaução, é melhor providenciar. Todos foram bem camaradas comigo, só os agentes brasileiros que são extremamente rudes com os bolivianos, até eu fiquei ofendido pra caramba. Os agentes bolivianos não tratam ninguém de maneira diferente. Do lado da Aduana tem muitas "tiendas" hahaha lá tinha um cambio e troquei meu dinheiro e comprei um chip da Bolivia da operadora TIGO por uns BOB 12 eu acho, muitoooooooooooooo boooooooooom , bate de 100 vezes nas do Brasil cara kkkkk, coloquei BOB 25 de créditos e continuei com eles por uma semana toda usando internet, sem nenhum problema, super fácil e simples ( fica a dica se alguém vai viajar sozinho por lá e não quer depender de WIFI pra acalmar a familia aqui, o que só existe nos hostels e nas rodoviárias rsrs).
      Saindo da fronteira graças a Deussssss, já se entra em Puerto Quijarro e já ve como é a cultura boliviana. Eu ficava em extase kkkkkkkkkkk meses e meses planejando e pesquisando tudo, e depois chegar e viver de fato aquilo é emocionante, eu me empolgava cm tudooooo, com as pessoas, os carros velhos, a comida (pollo pollo pollo) kkkkk almoçamos, batemos muito papo com muita risada (principalmente com os pernilongos fomos para a Rodoviária e compramos a passagem das 19h por BOB 70.
      Gastos do dia:
      BOB 70 - onibus p/ Santa Cruz
      BOB 5 - carregar celular / BOB 7 - banho
      BOB 25 - créditos TIGO/BOB 12 - chip TIGO 
      TOTAL: +- BOB 120/R$ 60,00
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Chegamos em Santa Cruz lá pelas 5h e fiquei na rodoviaria esperando ela abrir (até hj não entendi o porquê daquilo fechar, uma cidade daquele tamanho kkkk) nos separamos com tristeza, perdi o contato do casal :c e fiquei na casa da Livia na ida e na volta :)))) 
      Quando vi os micros e o fuzuê de Santa Cruz fiquei loucooooo kkkk muito louca aquela cidade kkkkk aqui gastei muito com Transporte, porque a casa da Livia era bem proxima da Plazza 24 de Septiembre (bem no centro) e a rodoviária é bem longe. Eu peguei Micro pra carambaaaaaaa uns 4 ou 5, sendo que peguei um errado e fui parar num bairro tão longe que as ruas nem eram asfaltadas 😂 😂 me desesperei kkkkk mas deu tudo certo no final. Encontrei um Restaurante Cubano andando na rua atoa e a comida era maravilhosaaaaaa, pena que não tinha nada de fora mostrando que era um restaurante, então não tem como por o nome aqui :c paguei BOB 35 no prato + salada e suco, o que é caro para o valor das comidas bolivianas, mas eu ainda não tinha muita noção dos preços então ok haha
      Gostei de Santa Cruz, é linda do seu modo de ser, mas não carrega muita história e nem muita cultura, já que é a cidade mais 'modernizada da bolivia', então de todas foi a que menos gostei. Por isso tanto na ida quanto na volta, eu não me hospedei. Acabei curtindo o dia todo (da ida e da volta) com a Livia, passeamos muito, fui fazer compras com ela, conhecer as lojas, as comidas, bebidas e tudo mais kkkk ela foi essencial pra que eu aprendesse mais o idioma, pois ela sabia o básico de português e tirava minhas duvidas haha.
      Comprei a passagem pra Sucre por BOB 100 e mais uns biscoitos e água (sempre carregue água, ninguem lá toma agua da torneira, nem as proprias pessoas que morar lá.)
      Outra questão é que as pessoas lá falaram que Santa Cruz é muito perigosa, com umas historias bem sinistras kkkkk me disseram pra nunca sentar na janela do micro com o celular na mão e muito menos com ele na rua, pois quando ele para, alguem enfia a mão na janela e te rouba ele num piscar de olhos. Achei bem louco, mas né, fiquei atento haha. Eu fiquei um pouco sismado com tantas pessoas falarem que era perigoso, mas sinceramente, não vi nada demais. O país TODO, é muito seguro, não existe assalto, nem nada do tipo. O máximo é um furto se estiver dando bobeira, mas isso existe no mundo inteiro. Creio que para O PADRÃO DELES Sta Cruz é perigosa, mas para nós brasileiros, não. Já que estamos muito acostumados com violencia e assaltos, então somos muito atenciosos com nossas coisas e sabemos reconhecer situações de perigo, o que é natural e espontâneo. Por isso em momento algum da viagem, me senti inseguro, aliás, me senti mais seguro lá que em qualquer parte que ja fui no Brasil rsrsrsrs
      CUSTOS:
      BOB 100 - passagem Sucre - 19h
      BOB 35 - almoço 
      BOB 10 - micros (BOB 2 a passagem de micro)
      BOB 15 - lanches e água
      TOTAL: +- 160 BOB/R$ 80,00
      SANTA CRUZ x SUCRE
      Essa rodovira merece atenção cara rsrs eu sabia que era ruim e perigosa por ler sobre, mas não sabia que era tantooo kkkk eu tomei DOIS remédios para dormir já imaginando o q viria, mas sem exageros, eu não dormia profundamente. Cochilava e a cada curva (que são várias, pois sai de Sta Cruz de 400 metros para Sucre de 2800 metros acima do nivel do mar, vai subindo em torno das montanhas) eu acabava acordando, olhava da janela e via o despenhadeiro e o contorno das montanhas pela luz do céu. Era aterrorizante olhar pra aquele abismo cara, eu simplesmente não ficava relaxado, e ficava putassoooooooooooooooo por que todos os outros dormiam igual criança e eu com o olho na nuca 😂 😂  foi a pior viagem da vida cara kkkkk. Uma alternativa é pegar um avião de Sta Cruz para Sucre, mas sai bem caro se comparado ao valor dos onibus. Porém tem outra opçãp bem viável, pode se comprar uma passagem para Cochabamba (que fica no centro da Bolivia) e de lá para Sucre, só vai demorar um pouco mais, mas em compensação, vai dormir bem e não vai passar medo, além de poder sair mais barato também. O onibus chacoalhava muito, pois parte da estrada era de terra. No final acabei perdendo meus tenis, pois chegando em Sucre fui calçar eles e simplesmente não estavam debaixo do meu assento!! Ai eu irei o desespero em pessoa, pois só levei um par de tenis e um de chinelo kkkkkkkkkk todos ficaram rindo da minha cara, acabei ficando um pouco bravo e me ajudaram a procurar hahaha. Hoje, dou razão pra eles, pois a cena deve ser sido hilária kkkkkkkkkk eu louco gritando "donde están mis zapatos? Mis zapatos!!" 😂 😂 😂 😂
      SUCRE
      Euforia passada, cheguei em Sucre às 7h, num frio de uns 11°C em pleno verão, gelando até meu cérebro hahahaha paguei uns BOB 1,50 (não me lembro ao certo, pois to confundindo todos os valores dos micros) até a Plazza 22 de Mayo. Sucre é lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, a cidade mais linda da bolivia, só não mais cultural que Potosí e La Paz, mas mesmo assim maravilhosa. Toda branca, muito branco, super limpa, tranquila, com gente alegre, frio, comida boa... eu viveria lá cara. Parece que eu tava na Europa, na moral kkkkkk fiquei 3 dias hospedado la. Fiquei no Hostal Clavel Blanco, calle Loa (rua paralela à Plazza 25 de Mayo) que era extremamente próximo de tudo!!!!!! Recomendo demais o lugar, lá conheci a Rosa da Holanda e a Manon da França, minhas colegas de quarto,  dali ficamos tão amigos que viajamos o resto do país juntos ❤️❤️ misturando ingles com espanhol + mímica, mas com boas risadas deu tudo certo hahaha. Paguei BOB 55 o quarto com 10 camas misto + desayuno = café da manhã rsrs. Fora que a proprietária era um amor, mas não me lembro bem o nome dela, acho que era Angela. Conheci a Laura que era da Argentina, também ficamos super amigos e nos reencontramos em La Paz ❤️ 
      Aproveitei muitooo Sucre. Fui no Mercado Campesino, no Mercado Central, comprei blusas de frio (pois havia levado somente uma, e perdi em Campo Grande rsrsrs, subi no terraço de uma igreja com uma vista maravilhosa de Sucre, conheci gente demais, cada uma de um canto do mundo, me perdi vaaaaaaaaarias vzes pelas ruas de Sucre, pois são muito iguais, sendo a arquitetura colonial em todas e tudo branco hahahaha, mas amava me perder kkkkk ficava na praça central, observando a vida passar, o q mais amavaaaaaaa!! Tomei um negocio de Oreo que era maravilhoso, não me recordo o lugar mas sei que era na mesma rua do hostel, um pouco mais para baixo. Comi um prato com a Rosa em lugar que acabamos encontrando por conta da carne assada que nos chamou haha. Acabei ficando mais no centro, então não fui à Recoleta, o que me arrependi depois. Sucre é uma cidade que guardo comigo cara, queria muito ter ficado mais tempo, a cidade é extremamente tranquila, super jovem, sério tem muitos universitarios, então é uma cidade super viva e gostosa de passear.
       
       


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