Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

rafacarvalho33

CUBA - Resumo de Havana, Cienfuegos, Trinidad, Santa Clara, Camaguey, Santiago de Cuba, Baracoa, Bayamo e Varadero.

Posts Recomendados

Havana é a capital de Cuba e a cidade mais importante da ilha, é um dos lugares mais visitados pelos turistas, a cidade é bem grande, dando oportunidade para você escolher o bairro que prefere ficar, sendo que a grande maioria prefere ficar perto do centro, no bairro Havana Vieja ou em algum dos grandes hotéis no Malecón, perto do mar, cada lugar tem sua beleza e encanto, eu preferi ficar mais afastado desses 2 lugares, bem próximo ao Estádio Latino-americano que fica a 10 minutos da praça da Revolução, lá é um lugar mais local, meio longe do centro, cerca de 3/4 km de distancia.

 

Havana tem muitos predios abandonados, ou bem velhos, coisa que em outras cidades já não se vê tanto, mas isso da um ar charmoso para a cidade, junto aos carros antigos e pessoas bem tranquilas, tudo isso faz de Havana ser uma cidade especial e diferente da grande maioria, sendo um lugar super seguro, te da a liberdade de andar por qualquer rua sem ser incomodado.

 

 

4bd889_261e7ad675e54dc496ebc0d6f144c27b~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

- Como chegar

 

Geralmente todos os voos para Cuba têm como destino de chegada em Havana, a capital do país, porém o aeroporto fica um pouco mais distante da cidade, caso você chegue de dia é possível pegar um ônibus que custa 1 peso cubano que passa perto do aeroporto, é necessário andar ate a avenida e esperar ele passar com a numeração P122, ou então ir de taxi, geralmente o taxi vai te cobrar 30 cuc´s por cabeça, mas no fim eu consegui por 10 cuc´s a pessoa, para mim e uma colombiana que conheci no voo, acabamos rachando o taxi para ficar mais barato.

 

- Hospedagem

 

Havana é a maior cidade cubana, o que não falta é lugar para ficar por lá, existem muitas casas disponíveis por toda região, eu preferi ficar próximo ao Estadio Latinoamericano, que fica a uns 10 minutos da Praça da Revolução, ele fica mais longe do centro e de Habana Vieja, o lugar mais turístico da cidade, preferi assim, pois ficaria mais perto dos bairros, para ter esse contato com o povo local, e quando fosse para o centro poderia ir caminhando tranquilamente pelas ruas ate chegar lá e assim ir conhecendo a cidade.

 

 

 

4bd889_d6fa75f6af6544878b4995bd35296c2f~mv2.webp

 

Eu fiquei na casa da Dona Teresa, na Avenida 20 de Maio, ela mora no prédio azul no nono andar, ao lado do estádio, o valor da diária varia de 6/8 Cuc´s por noite, o quarto tem 05 camas de solteiro, virando uma espécie de hostel, o legal é que você pode conhecer mais mochileiros dessa forma, tem um banheiro dentro do quarto, ventiladores e agora ela esta providenciando um ar condicionado, já que o verão esta chegando, além disso você pode conhecer um dos filhos dela (Jorge) e o marido (Fran), isso te da uma interação muito boa com o povo cubano, você pode conversar de tudo, tirar suas duvidas sobre o país, pedir dicas, realmente é muito bom ficar nessas casas de família, uma experiência bem diferente e para mim bem melhor, você depois de alguns dias acaba se sentindo em casa.

 

- Alimentação

 

No começo ainda estava tentando pegar os esquemas de como comer barato, mas depois de um dia não tem erro, o principal é ver aonde os cubanos vão, e sempre verificar o cardápio, se ele estiver em peso cubano, que é a moeda nacional, provavelmente é um lugar barato, geralmente são lugares simples, que mal tem lugar para sentar, mas a comida é farta e boa, nos cafés da manhã era a mesma coisa, procure pequenas lanchonetes, lá você poderá comer sanduiches e tomar suco natural, em alguns lugares 2 lanches e 1 suco dava 10 pesos cubanos, coisa como 0,40 Cuc´s, por ai, o almoço fica em torno de 35 a 45 pesos cubanos, não chega a 2 Cuc´s, por isso que eu preferi ficar nos bairros mais distantes da zona turística, quanto mais perto dos turistas, mas difícil fica de encontrar esses lugares, ai só terá aqueles restaurantes caros para ir, onde você almoça por 07 cuc´s, sem contar a bebida e a gorjeta.

 

- Segurança

 

Nos primeiros dias a gente ainda fica meio receoso, brasileiro que somos sempre ficamos espertos com celulares, quando a noite chega ate assusta um pouco, a iluminação publica é bem ruim, ruas ficam totalmente escuras, mas mesmo assim não acontece nada, totalmente seguro, depois de 2 dias você já esta andando pelos lugares mais pobres da cidade gravando vídeo com o celular e andando as 2 da manhã pela cidade com a certeza que não acontecera nada, a segurança foi uma das coisas que mais me impressionou aqui, e isso significa liberdade, era livre para andar para qualquer canto a qualquer horário sem me preocupar com assalto, isso foi uma das experiências mais legais que passei na ilha.

 

4bd889_cbac27778d6449da9dd59bb9859ba488~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

 

- Câmbio

 

Em Havana existem diversas CADECAS espalhadas, só se informar qual a mais próxima da sua hospedagem para realizar a troca, no começo é normal ficar um pouco confuso, é ate bom anotar isso, CUC´s são os pesos convertíveis, essa é a moeda do turista, que geralmente usa para pagar hospedagem e transporte, você pode usar ela no dia a dia também, a diferença que a pessoa ira fazer a conversão do peso cubano para Cuc´s para poder receber dessa maneira.

 

01 Cuc = 01 Dolar/Euro, existe uma leve diferença, mas para ficar mais pratico melhor deixar assim, então como é possível ver, tem que tomar cuidado ao gastar em CUC, já o peso cubano que é usado em muitos mercados e restaurantes locais , 1 CUC = 24 pesos cubanos, logo gastar em peso cubano é mais vantajoso, como falei acima, tem ônibus da cidade que custa apenas 1 peso, refrigerante a 10 pesos, suco natural a 3 pesos, lanche a 05 pesos e refeição a 25/45 pesos cubanos, esse é o segredo para economizar em Cuba.

 

Eu sempre andava com as duas moedas no bolso, na própria CADECA, você troca seu dinheiro por CUC´s e depois troca alguns CUC´s por CUP, que são os pesos cubanos, deixava um bolso reservado para os CUC´s e outros para os CUP´s, assim ficava mais fácil de gastar o dinheiro no dia a dia.

 

 

4bd889_7eaa69b2c0994c52accd7c8e1193a8d0~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

- Passeios

 

Aqui em Havana, os passeios que tem para se fazer são conhecer os monumentos históricos em homenagem aos libertadores de Cuba, como Jose Martí e Maceo, e dos revolucionários, como Che e Camilo, além disso, tem diversas praças, tem o malecón e o museu da revolução.

 

Um dos primeiros passeios que fui fazer, e por estar próximo também, foi conhecer a Praça da Revolução, é lá que o Governo Cubano dirige o país, todos os prédios da região são ministérios, e nele se encontram 2 homenagens das mais famosas de Cuba, o rosto do Che Guevara com a frase “ Hasta la victoria siempre” e de Camilo Cienfuegos “ Vas bien Fidel”, na frente dessa praça tem um enorme monumento e um museu ao libertador Jose Martí, que foi um dos lideres cubanos contra os espanhóis pela independência de Cuba.

 

O segundo lugar é o Capitólio, que ate se parece com a Casa Branca, e ate se pode imaginar que lá é o lugar do governo, mas na verdade não é e no momento que fui ele esta fechado para reformas, ali será um museu.

 

 

 

 

O terceiro lugar visto foi o Museu da Revolução, a entrada custa 08 Cuc e lá é onde você poderá entender um pouco mais da historia cubana, que conta sobre o período pré e pós-revolução, com muitas fotos e capas de jornais da época, vale a pena ler tudo e entender uma parte da história cubana.

 

O quarto lugar foi passear pelo Malecón, que é a região costeira que tem um calçadão, no caminho ate o centro de Havana você encontra muitos monumentos da independência cubana, e também a embaixada americana.

 

O quinto lugar foi ir à região do hotel Havana Libre, ali tem a universidade de Havana e é uma região bonita para se passear, com avenidas grandes, dali você pode ir ate o centro velho que não é tão longe assim.

 

 

 

 

O sexto lugar é simples, é uma sorveteria próximo ao Hotel Havana Libre, é um lugar muito conhecido pelos cubanos chamado de COPPELIA, onde vende o melhor sorvete de Cuba, no menor preço possível, você come 05 bolas de sorvete por 05 pesos, muito barato, esta sempre com fila, mas que dura cerca de 30 minutos, as filas são para a organização do lugar apenas, vale muito a pena conhecer lá.

 

Para quem quer ir a um lugar barato para tomar um mojito, cuba livre ou coisa do tipo, existe um lugar muito bacana chamado CASA BALEAR, fica próximo ao Coppelia, coisa de 05 minutos andando, em uma esquina com outra grande avenida, lá tem mojito a 15 pesos cubanos e cuba libre por 20 pesos cubanos, muito barato, menos de 1 cuc... o lugar é bacana e sempre depois das 18 horas fica lotado, o lugar é mais visitado por cubanos, mas já percebemos que esta ficando famoso pelos turistas, sempre encontramos outros viajantes por lá.

 

Um lugar para sair a noite, é ir a Fabrica de Artes, a entrada custa 2 cuc´s e ali tem 2 pistas de dança e uma exposição de arte em todo lado, realmente é um lugar muito bonito, mas é bem cult, quando fomos tinha uma banda que tocava rock, então não é uma coisa cubana de tocar salsa e reggaeton, vale a pena a visita porque da a sensação que você nem esta em Cuba pela quantidade de gringos.

 

 

 

 

 

Fora tudo isso, a parte mais legal é andar pelas ruas sem rumo, conhecendo as casas cubanas por fora, almoçar nos lugares locais, experimentar algum doce caseiro ou tomar aquele suco natural, escutar a musica cubana ecoando pelas ruas e andar sem rumo, sem a preocupação de ser assaltado ou cair em uma rua errada. Havana é uma cidade diferente e especial, não tem muito como explicar, só indo para saber, e claro manter sempre a mente aberta para absorver o máximo possível, ir com a mente já direcionada para criticar tudo o que vê ou elogiar tudo o que vê, pode te dar certa ilusão sobre o lugar, como todo país, como toda cidade, Cuba tem seus pontos positivos e seus pontos negativos, tem suas coisas que funcionam perfeitamente e aquelas que precisam melhorar, basta você estar livre de preconceitos e curtir tudo o que a ilha pode te oferecer.

 

É isso ae galera...

 

Espero que tenham gostado do relato e...

  • Gostei! 1
  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Cienfuegos é uma cidade especial, além de ter sofrido uma colonização francesa, ela é patrimônio mundial da Unesco, a cidade tem belíssimo centro histórico, muito bem preservado, um calçadão para passeio e outro ao lado do mar, a cidade é muito importante porque aqui foi a ultima batalha da revolução liderada pelo Fidel Castro, daqui ate a Havana foi a passeata da vitória, já que o Ditador Fulgêncio Batista já havia fugido de Cuba.

 

Próximo a Cienfuegos esta a Praia de Giron onde tem como conhecida a Baía dos Porcos, lugar onde um grupo paramilitar de mercenários desembarcou em Cuba para tentar tirar Fidel do Poder, isso em 1961 já, tudo isso financiado pelos EUA, porém não contavam com a força do povo cubano que se uniu ao exército e conseguiu derrotar a força invasora da ilha, por isso é mais comum ver frases, cartazes e outdoors exaltando o povo de Cienfuegos e sua coragem.

 

- Como chegar

 

Para vir de Havana a Cienfuegos há diversas formas, há pelo ônibus da Empresa Via Azul que é destinada a somente ao estrangeiro que custa em torno de 20 Cuc´s, há também uma forma de vir de caminhão que deve demorar mais e ser bem mais barato, mas foi dificílimo encontrar informações precisas sobre o lugar que saem e quanto custam, e há os táxis compartilhados que cobram as vezes 30 Cuc’s nesse trajeto, e negociando caem ate para 25 Cuc´s, isso se a pessoa quiser deixar reservado, esses táxis compartilhados só saem quando lotar, se você quiser deixar tudo reservado e bonitinho acaba pagando mais por isso, o que eu fiz foi acordar bem cedo lá pelas 07 da manhã e ir a um terminal grande que tinha perto do Hostal e ver tudo na hora, ao chegar lá havia um táxi que iria fazer esse trajeto e estava com uma pessoa dentro do carro, como era eu e o Paulo, o brasileiro que esta viajando comigo, nós tínhamos uma pequena vantagem para negociar, não podíamos forçar muito senão o cara podia se irritar e a gente não conseguiria ir para lá, então o taxista começou pedindo 20 Cuc´s por cabeça, respondi que estava caro e pagaríamos 15 Cuc´s cada um, a principio ele não quis e ficamos parados lá, na nossa, passou 2 minutos ele veio e aceitou, e pronto só faltava mais uma pessoa para completar o carro, 30 minutos depois chegou um cubano e assim partimos, foram 03 horas de estrada sem parada, uma viagem tranquila, as pistas são bem largas e boas até, um dos maiores desafios de viajar em Cuba é se locomover entre as cidades, além de ter essa diferença gigante nos preços, as informações são sempre bagunçadas.

 

 

- Hospedagem

 

 

Hospedei-me em uma casa de família na Avenida 54, entre as ruas 51 e 53, em uma casa verde, a uns 20 minutos do centro andando, quanto mais longe do centro, mais barato fica, esse é um dos esquemas para baratear a viagem. O taxista que nos trouxe perguntou se tínhamos lugar para ficar e respondemos que não, assim ele indicou um amigo dele que poderia nos ajudar, mas a casa custaria 25 Cuc´s, de pronto já respondi que estava muito caro e que aceitaríamos pagar 20 Cuc´s, ai veio todo o discurso que não conseguiríamos a esse preço e bla bla bla, respondi que tentaríamos, que fazia parte do nosso espirito buscar o impossível hahaha.

 

Veio o amigo dele e nos levou a uma casa que cobrava 20 Cuc’s, que milagre, logo o preço que procurávamos, obvio que o taxista já tinha dado um toque para o intermediário que avisou a mulher, como achamos que o desconto foi muito fácil, resolvemos procurar mais barato, agora por 15 Cuc’s, só foi atravessar a rua e surgiu outro intermediário oferecendo casa, falei que estava disposto a pagar 15 Cuc´s por noite para 2 pessoas, mas que isso nem adiantaria mostrar, fomos em uma casa e não rolou, na segunda a dona aceitou e assim nos hospedamos, a 7,5 Cuc para cada um por noite, praticamente o mesmo preço de Havana, mas agora o quarto é só nosso, com banheiro e ar condicionado, ate pensamos em pechinchar um pouco mais para arranjar por 12 Cuc´s, mas os 15 já estava de bom tamanho, temos que escolher nossas batalhas ne hahaha.

 

4bd889_8f3f7e79b2434944ac0e33368b6575e1~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

.

- Alimentação

 

 

Em todas as cidades sempre buscamos lugares cubanos para comer, existem pequenos restaurantes que as vezes tem apenas 1 mesa disponível e que vendem um bom prato de comida a 25/35 pesos cubanos, a moeda nacional, rodamos a cidade e encontramos um e fizemos uma bela refeição, com um refrigerante e ate uma sobremesa, no total deu 60 pesos cubanos ou 2 Cuc´s, como preferir. Sempre vamos em busca desses restaurantes mais baratos, os restaurantes turísticos cobram em torno de 7 Cuc´s a refeição.

 

 

- Segurança

 

 

Cuba é um dos lugares mais seguros que já conheci, andamos a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com celular, dinheiro, câmera fotográfica e em nenhum momento sequer vemos alguém com um olhar de maldade ou aquele tipo que fica só na boa esperando o turista dar mole, a sensação de você poder andar nas ruas sem se preocupar com isso é incrível, dar uma paz de espirito enorme, olha que não andamos apenas em lugares turísticos, geralmente andamos mais na parte dos bairros para conhecer a real vida de um cubano, andamos em lugares que ficamos horas sem ver nenhum gringo por ali e somos sempre tratados de uma forma amigável e quando descobrem que somos brasileiros, nos sentimos em casa.

 

 

- Câmbio

 

 

Aqui em Cuba funcionam as Cadecas que são controladas pelo Governo e em qualquer cidade as taxas são fixas, já fiz um artigo contando qual foi a melhor moeda para se trazer para cá, é um dos primeiros posts, você só precisa buscar na cidade o lugar certo e trocar, eu preferi trocar uns 300 dolares canadenses em Havana, então não precisei trocar aqui.

 

4bd889_e4dfd2418f5440b5a85a7b1c53c356f9~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

- Passeios

 

Centro Histórico: A cidade tem um centro muito preservado, alias a cidade como um todo é mais bonita e preservada que Havana, que ainda conta com muitos prédios por reformas e outros abandonados, o centro conta com uma escola, um teatro, uma igreja, alguns prédios históricos e um palácio do governo local, a cidade tem um ritmo bem interiorano e o calor pelo menos nessa época do ano judia, mas a praça conta com muitas arvores e bancos para descansar, o legal que nessa praça tem o ponto da internet local, então os mais novos ficam ali usando internet, escutando musica, é a tecnologia chegando em Cuba. rs

 

 

 

 

 

 

Playa Giron: Aqui onde aconteceu a grande batalha na Baía dos Porcos, na época a CIA contratou paramilitares mercenários para tentar derrubar Fidel Castro do poder, isso nos anos 1961, lembrando que a Revolução se deu em 1959, com esse racha entre EUA e Cuba e a aproximação da União Soviética, e toda confusão da Guerra Fria se aproximando as tensões entre os países estavam acirradas, e com isso a CIA fez essa tentativa em CUBA, mas ela não contava com a força do povo cubano que se uniu ao exército do país para combater a invasão e saíram vitoriosos, por isso que Cienfuegos tem uma importância para Cuba, pois foi aqui que se defendeu o país de uma invasão estrangeira, infelizmente não consegui ir a esse lugar, esperei um caminhão durante 2 horas que não apareceu, era a forma mais barata de ir, já que custava apenas 1 Cuc, taxistas cobravam 30 Cuc´s, mas gostaria de ter passado na praia onde aconteceu essa grande batalha.

 

Malecón: é um calçadão que vai beirando o mar e um belo ponto para ver o pôr do sol, ali os cubanos fazem exercícios de corrida e os turistas param para tirar foto, um lugar bem agradável para se estar no final da tarde.

 

 

 

4bd889_03875c224dcf4d5eb512c07657741ab0~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

 

Follow me

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Trinidad, a Paraty Cubana.

 

 

Trinidad é uma das cidades mais turísticas de Cuba, geralmente o turista convencional vem fazer a rota Havana – Trinidad – Varadero, por isso que ate o momento essa é a cidade mais cara que passei, a cidade é muito bonita, tem um charme especial, a todo o momento você vê artesanatos lindos, coisas que dificilmente se encontra por aí e muita musica cubana, há lindos restaurantes e bares por todo o centro histórico.

 

Trinidad se parece muito com Paraty, com suas ruas de pedras e casas coloniais, porém tudo é muito caro, precisa ter grana para curtir essa parte boa da cidade, eu como um mero mochileiro pobre e liso tive que rodar muito pela cidade procurando lugares baratos para comer ou buscar algum tipo de transporte que me levasse a alguma praia ou Topes de Colantes um parque a 20 km daqui com cachoeiras e muito verde, infelizmente não consegui, apesar de tentar muito. rs

 

Fiquei com a sensação para curtir aqui tem que ter uma grana para gastar, geralmente cidade totalmente voltadas ao turismo são assim.

 

- Como chegar

 

Quem vem de Cientifuegos como eu, taxistas começam a cobrar entre 8 Cuc´s a corrida em táxi coletivo, negociando fazem por 5 Cuc´s, na Via Azul os ônibus custam 6 Cuc´s, a viagem dura cerca de 1 hora e 30 minutos, uma dica é ir do lado direito do veículo, lá você terá a imagem do mar e verá belas e desertas praias pela costa cubana.

 

 

4bd889_67b18573bcb049e58f2b945d0d393394~mv2_d_3264_2448_s_4_2.webp

 

- Hospedagem

 

Antes de viajar me preocupava um pouco com esse item, mas depois de ver como funciona aqui, estou sossegado, são centenas de casas que estão liberadas para receberem hóspedes, são muitas mesmo, então as ofertas são grandes e a demanda nem sempre acompanha, simplesmente escolha uma rua, lógico que há algumas quadras do centro, e vá perguntando os valores e diga que esta procurando um quarto de 15 Cuc´s (que da para 2/3 pessoas, se viajar em 3 pessoas, melhor ainda, a conta fica menor para cada um), na primeira tentativa a dona da casa queria 25 Cuc´s, fui para a segunda já queria 20, o último vendo que eu estava atrás somente de preço aceitou os 15 Cuc´s por noite, como eu estava viajando com outro brasileiro, o Paulo, ficou 7,5 Cuc´s por pessoa a noite.

 

Transporte e Hospedagem são os dois itens que você precisa negociar bastante e sem medo, da para cortar os gastos pela metade sabendo como funciona o jogo deles, para vir para Trinidad paguei 5 Cuc, um gringo que veio no táxi pagou 10, a noite nos encontramos e ele nos contou que estava pagando 25 Cuc, e nós 15... Ele estava gastando praticamente o dobro pelo mesmo serviço.

 

 

 

- Alimentação

 

Esse foi uma das frustrações em Trinidad, aqueles maravilhosos restaurantes que encontrávamos vendendo comida a 1,2 Cuc, praticamente não existem por aqui, rodamos a cidade toda buscando, perguntando para as pessoas, mas essa batalha nós perdemos, o mais barato que achamos foi um arroz frito com salada e presunto que com um refrigerante dava 4 Cuc´s, único lugar barato existente na cidade foi as pizzarias, onde vendem mini pizzas ate umas 07 horas da noite (que ainda é de dia por aqui rs) e o preço esta em pesos cubanos, umas 4 mini pizzas, onde você comendo 2 já esta cheio, custa 1 Cuc, fora isso se prepare para pagar mais do que 4/5 Cuc´s em 01 única refeição.

 

E nesses lugares de pizza é bom tomar cuidado, eu e Paulo pedimos 04 pizzas, cada uma custava 06 pesos cubanos, então o total daria 24 pesos cubanos que equivale a 1 Cuc, na hora de pagar o cara queria cobrar 04 Cuc´s da gente, devolvemos as pizzas prontas e fomos para outro lugar onde era o mesmo preço, compramos 4 e pagamos 1 Cuc. Então tem que combinar antes certinho e confirmar para eles não tentarem esse migué, por mais que os caras pensem que sou gringo, aqui é brasileiro e é difícil enganar o enganador hahaha.

 

4bd889_e871bafb93514abe8abb8127541196b5~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

 

 

- Segurança

 

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, andamos as 05 da manhã e super tranquilo, não tem muitos policiais na rua, mas isso não quer dizer nada, povo cubano é um povo muito honesto e sabem que roubar é errado, a cada dia que passa me espanto com essa tranquilidade, posso dizer que é o país mais seguro de toda América Latina, disparado.

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup.

 

 

4bd889_ff7150e0e9694c1989129f376fb661b7~mv2.webp

 

 

- Passeios

 

Trinidad oferece alguns passeios na sua região, como ir para alguma praia próxima daqui ou ir conhecer o parque Topes dos Colantes , infelizmente a maneira ir para lá são pelas agências do governo como CUBATUR e cobram um valor acima do que o mochileiro pode pagar, e os táxis também enfiam a faca, assim percorremos a cidade em busca de informação e descobrimos que as 06 horas da manhã saem caminhões levando os trabalhadores para o parque Topes, assim fomos ate lá mas não conseguimos embarcar, foram 2 caminhões que passaram lotados e levavam somente trabalhadores, ate tentamos, mas o “cobrador” meio que não deixou, fechando a porta na nossa cara, ate entendemos, já que o povo cubano não esta acostumado com os mochileiros pobres do mundo hahaha, mas caso isso venha a mudar a nossa ideia era pegar o caminhão ate o parque, e depois ir andando pela estrada e ir conhecendo alguma praia deserta para depois voltar para a cidade de alguma maneira, o Parque fica apenas 21 km da cidade.

 

 

O que se pode fazer aqui além desses dois passeios é conhecer o centro histórico, tem vários museus pela cidade e as ruas são fechadas para os carros, então você pode passear tranquilo e ver os prédios históricos, conhecer o artesanato local e curtir o clima da cidade, pelo menos nessa época o sol se põem somente às 20 horas, então nas horas que o Sol esta muito forte, a gente da uma descansada e depois sai no fim da tarde rodando a cidade.

 

 

 

Há também a opção de você subir o morro que fica encostado a cidade para ter uma visão da cidade, realmente é muito bonito, e não tem segredo é só ir subindo hehe

 

Essa é a cidade de Trinidad, espero que tenham gostado do relato.

 

 

Follow me

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Santa Clara, cidade do Che

 

A principio íamos nos hospedar em Santa Clara, ao menos por uma noite, quando estivéssemos já regressando para Havana, mas ao descobrir que a cidade ficava apenas 1/2 horas de Cienfuegos e que daqui há caminhão por 1 Cuc para lá, resolvemos mudar nosso roteiro e incluir esse bate volta, assim ficando uma noite a mais em Cienfuegos, tudo se deu em causa do transporte que encontramos, como não sabemos se na volta para Havana teremos um transporte barato assim, preferimos não perder a chance de além ter a experiência viajando em um caminhão acabar economizando alguns preciosos Cuc´s.

 

 

Santa Clara é uma cidade que tem uma importância gigantesca para a Revolução Socialista, porque foi em 29 de dezembro de 1958 que Ernesto Che Guevara e sua tropa venceram a batalha de Santa Clara, fazendo com que o Ditador Fulgêncio Batista fugisse de Cuba dando a vitória para o Comandante Fidel Castro.

 

Com essa importante batalhada liderada por Che Guevara, a cidade acabou se tornando referência na história dele e para aqueles que querem conhecer um pouco mais, precisa vir conhecer Santa Clara.

 

4bd889_3db0a38c97724f659e3d82f5c7c5580d~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

A principio saímos de Cienfuegos as 9 e 30 da manhã e chegamos lá as 11 e 30 da manhã, fomos ate a o monumento dedicado ao Che, são 10 minutos de caminhada da rodoviária de caminhões, lá você tem um grande monumento dedicado a ele, e algumas frases famosas espalhadas pelo local, com a carta que ele redigiu ao Fidel Castro e a Cuba quando abriu mão de todos seus cargos para continuar o movimento revolucionário pelo mundo, abaixo do monumento tem a entrada do museu, onde tem diversas fotos, itens e histórias de Che, muito legal ver fotos de momentos antes de batalhas, ou do discurso dele na ONU, ou ele em Congo ou se preparando para ir a Bolívia, totalmente disfarçado e diferente, também há metralhadores e roupas no local, não só dele como de cubanos que lutaram ao lado dele, a foto que mais me impressionou foi a dele na ONU esperando para discursar e ao lado havia vários engomadinhos de terno e gravata, com barba feita, e ele cabeludo, barbudo, com roupa de militar, pé na parede e fumando um charuto e as pessoas a volta dele só observando.

 

4bd889_d13f2f610abe45538efc1c22fd64c910~mv2_d_2322_4128_s_2.webp

 

Ao lado desse museu, a o mausoléu, onde esta enterrado os restos mortais de Ernerto, não só o dele, como o de varias pessoas que perderam a vida na batalha de Santa Clara, os museus são totalmente gratuitos, após isso é necessário ir ate o centro da cidade e de lá andar uns 4 quarteirões ate o museu dos trens, andando da uns 40 minutos, ou você pode ir de táxi também.

 

O museu dos trens conta a historia onde Che e mais 17 revolucionários descarrilaram 2 locomotivas com 18 vagões, onde levavam 408 homens e um grande número de armas, bazucas, metralhadoras e canhões que estavam indo em direção a Havana, onde o Ditador Fulgêncio Batista esperava para fazer sua ultima tentativa de defesa, mas após esse ataque coordenado por Che Guevara ao trem e suas 1 hora e 30 minutos de guerra e a rendição dos militares, tudo isso ocorreu no dia 29 de dezembro, fazendo com que as tropas de Fidel saíssem vitoriosas da batalha de Santa Clara, após essa derrota, Fulgêncio Batista fugiu com sua família e 300 milhões de dólares, deixando o caminho livre para a vitória do Comandante Fidel Castro.

 

É por toda essa história pré-revolução que Santa Clara é um ponto importante para se conhecer em Cuba.

 

Espero que gostem e...

 

 

 

 

 

 

Follow me

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Obrigado Marcela =]

 

Santiago de Cuba, terra de Fidel Castro.

 

 

Santiago de Cuba é a segunda maior cidade cubana onde, por exemplo, nasceu Fidel Castro e Jose Martí, a cidade tem um centro muito animado, com muita barraca de comida na rua, música por todo lado e praças lotadas de pessoas, aqui as pessoas tem um tipo mais duro de falar, mas é só jeito mesmo e nada que um “eu sou brasileiro” não quebre o clima, aqui eu percebi que as pessoas na rua tem a tendência de pedir mais coisas ao turista, como aqui alguns Cruzeiros desembarcam aqui, acabou criando um pouco dessa cultura, mas não é nada excessivo ou que encha o saco, aqui foi a primeira vez que 2 cubanas meio que nos perseguiram e queriam conversar com a gente e todo papo furado, provavelmente eram garotas de programa já tentando garantir o cliente da noite, já tínhamos sido alertados para isso.

 

Santiago tem várias praças, tem um forte que fica em torno de 10 km daqui que merece ser visitado, tem o cemitério da cidade onde esta o Fidel Castro e outros revolucionários, ao fim da tarde lá pelas 17 horas tem a troca da guarda, consegui pegar o finalzinho, além dos pontos turísticos, o bacana é andar pelas ruas e ver a vida local, molecada jogando futebol ou baseball pelas ruas, e pessoas mais velhas sentadas na calçada para bater aquele papo com o vizinho, como disse uma cubana aqui “Temos uma boa vida, só não temos muito dinheiro.” Essa é a frase que pode resumir Cuba.

 

4bd889_cc905549a0754126a2d5028d75978ef3~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

- Como chegar

 

Quem vem de Camaguay, a dica é pegar um ônibus da Via Azul por 18 Cuc´s, ele sai a meia noite, logo você pode economizar na hospedagem, como a viagem leva 5/6 horas não há tanta oferta de táxi compartilhado, geralmente esses táxis fazem bons preços quando é ate 3 horas de viagem para algum lugar que eles consigam trazer gente de volta para ganhar mais uma grana, por exemplo de Trinidad para Camaguey o taxista não queria abaixar o preço de jeito nenhum e nós deu essa explicação que faz todo o sentido. É como um táxi te levar de SP ao RJ e te cobrar mais barato que a passagem de ônibus rs.

 

- Hospedagem

 

Chegando a Santiago nós estávamos com uma nova meta de preço, se estávamos conseguindo em todos os lugares a 15 Cuc´s, era hora de baixar para 12 Cuc´s, 6 para cada um por noite, lembrando que os gringos pagam de 20/25 Cuc´s, um absurdo, mas como eles não sabem falar a língua daqui e não tem essa cultura de pechinchar, acabam pagando o valor cheio. Bom, começamos a busca e em menos de 08 minutos achamos, como tem muita oferta as vezes em uma rua só é possível ter várias casas, a primeira estava lotada, a segunda casa só faria se fosse 15 Cuc´s, a terceira aceitou os 12 Cuc´s por noite, e foi mais fácil do que a gente pensava, já comecei a pensar em pedir por 10 Cuc´s a próxima cidade hahaha, se soubéssemos disso antes, já estaríamos pagando isso há muito tempo, mas como disse as informações são escassas, então estamos vivendo e aprendendo, somente em Trinidad que é um lugar MUITO turístico o senhor da casa relutou um pouco mas acabou cedendo aos 15 Cuc´s.

 

Eu não vejo necessidade de postar o endereço das casas que eu fiquei, aqui tem MUITAS em qualquer canto da cidade, é só ver o centro da cidade e ficar a algumas quadras dali.

 

4bd889_51af548e3e2c4c8b8affeeb1b31b7072~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

- Alimentação

 

Como aqui é uma cidade bem grande, tem muita opção para comer, dos lugares mais ricos aos mais simples, os PALADARES onde se vende prato de comida a 25/35 pesos cubanos, que da 1/1,2 Cuc´s precisa procurar um pouco mais, mas da para achar, os lugares para café da manhã são fartos e baratos, com lanches a 5 pesos cubanos, e a noite a mesma coisa.

 

- Segurança

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, andamos as 05 da manhã ou a meia noite e é super tranquilo, não tem muitos policiais na rua, mas isso não quer dizer nada, povo cubano é um povo muito honesto e sabem que roubar é errado, a cada dia que passa me espanto com essa tranquilidade, posso dizer que é o país mais seguro de toda América Latina, disparado.

 

 

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup, aqui em Santiago de Cuba foi a primeira vez que encontramos um cara na porta tentando fazer um câmbio negro, mas não confiamos e ele também buscava dólar americano, e nós tínhamos o dólar canadense.

 

 

4bd889_da84760874b94a7b9e11003b6bf9f94d~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

 

 

 

 

- Passeios

 

Toda cidade cubana é rica em história, seja da independência ou da revolução, aqui eles têm uma cultura de preservar essas historias, por onde você anda, ate nas ruas mais simples é capaz de encontrar um quadro escrito sobre um fato histórico que se passou naquele lugar ou na rua.

 

Umas das coisas a se fazer são conhecer a Praça da Revolução, onde ocorrem os principais festejos, como o Primeiro de Maio, dia do trabalhador, além disso, tem a Praça Cespede, de frente a igreja e do local onde Fidel Castro fez o discurso sobre a vitória da Revolução, além disso, tem outras praças bacanas de se conhecer, ruas com muito artesanato local, um ponto de visita é o cemitério onde estão enterrados Fidel Castro e Jose Martí, um dos libertadores de Cuba que lutou pela independência da ilha, se você tiver pique da para fazer tudo a pé, vai andar bastante, mas assim já conhece a cidade como um todo, se estiver cansado tome um táxi.

 

Outro lugar muito interessante é ir ao Castilho de San Pedro de La Roca que fica a 10 quilômetros da cidade, um lugar muito bonito com um visual sensacional, para chegar lá há duas maneiras, você precisa pegar o ônibus numero 12/13 que custa 01 peso cubano, os ônibus geralmente estão sempre lotados, outra maneira é ir de táxi, ai da para negociar um preço de 4 Cuc´s para ir e 4 para voltar, ou de moto táxi (que tem muitos aqui em Santiago de Cuba), nesses cada corrida sai em 2 Cuc´s, eu tentei fazer de ônibus e não consegui, era um domingo e fiquei esperando por 2 horas, ai fui de táxi e voltei de moto táxi, com certeza a moto é a maneira mais divertida e tranquila para ir e voltar.

 

A entrada ao castelo custa 4 Cuc´s, mas você não pode tirar foto e nem filmagem, se quiser precisa pagar por isso, o museu em si é fraco, não valeu a grana gasta nele, a melhor parte é você andar em volta do castelo, que é gratuito, e ver as paisagens para o mar e praias desertas.

 

Além disso, tive a sorte de ter passado o Primeiro de Maio aqui em Santiago de Cuba, havia muita gente na Praça da Revolução, muitos cartazes com nome do Fidel (ele nasceu aqui), outros com uma das frases famosas por aqui “ Nuestra fortaleza es la unidad” e por ai vai... As pessoas vão chegando as 04 da manhã, a partir das 07 já esta totalmente lotado e vai ate as 10 da manhã, depois nas praças ocorrem festejos com os mais jovens tomando o bom run cubano.

 

4bd889_7cf2aa39a16d47c989636601daf7fe68~mv2.webp

 

Esse é o relato de Santiago de Cuba, espero que tenham gostado, e...

 

Follow me.

  • Gostei! 1
  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Baracoa, de Cristovão Colombo aos Tufões.

 

 

Baracoa é uma cidade histórica, com um lindo parque nacional, belas praias ao seu redor e um povo muito acolhedor, cidade pequena com um centro igual porém muito bonito, sua igreja simples, mas que guarda uma peça das mais importantes, suas montanhas cheia de arvores no chão conta um pouco da história sobre os desastres que aqui ocorreram, pergunte ao senhor da casa que você ficar sobre as histórias de tufões na região, em 2016, um deles passou por aqui e destruiu muitas casas, ate hoje você vê as arvores da montanha no chão, e algumas casas sendo reconstruídas ou sobre a história do tsunami, mas que no fim foi um alarme falso, Baracoa apesar disso tudo, resiste bravamente e sempre sorrindo com o mar do caribe a sua frente.

 

4bd889_b421e6c3f59c492fb85e1a4e877adaed~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

Cidade de Baracoa.

 

- Como chegar

 

Quem vem de Santiago de Cuba há 03 opções, a mais cara, a intermediaria, e a mais barata, logo optamos pela mais barata, mas foi uma grande coincidência, porque não sabíamos que essa opção existia. A mais cara é com os ônibus Via Azul, a passagem custam 15 Cuc´s, a intermediaria é arranjar um táxi compartilhado, era o que iriamos fazer, combinamos com um taxista num preço de 12 Cuc´s cada um e ele nos levaria, mas como essa rota não atrai muita gente, ele provavelmente não conseguiu mais 2 pessoas para ir com a gente e por isso ele nem apareceu no terminal, como ficamos na mão sem saber o que fazer, fomos correr atrás de informação, para resumir tudo, descobrimos um caminhão que vai ate Guantánamo, por 20 pesos cubanos em 2 horas de viagem, lá passa ônibus que não são os Nacionales (esses só para os cubanos), são ônibus privados que fazem algumas rotas, e por sorte ele fazia de Guantánamo a Baracoa por 15 pesos cubanos, mas para você pegar esse ultimo você precisa pegar um ônibus municipal da linha 08 e descer no ponto final, numa casa amarela, ali já é a estrada para Baracoa, onde você pega esse ultimo transporte.

 

Enfim, você pega um caminhão que sai próximo a Plaza da Revolução em Santiago de Cuba por 20 pesos, vai ate a ultima parada dele, nessa mesma parada pega o ônibus numero 08 (não sei quanto custa porque uma cubana que ajudou a gente pagou nossa passagem, mas deve ser muito barato, tipo menos de 1 peso cubano), descer no ponto final que é numa casa amarela e lá esperar os ônibus para Baracoa, qualquer dúvida só perguntar aos locais que eles dão todas as informações, foi assim que descobrimos esse modo, o legal que pelo jeito essa rota louca não é feita por muitos viajantes, então a ajuda brota de todo canto, e quando descobrem que somos brasileiros, fazem com mais gosto hehehe.

 

 

 

- Hospedagem

 

Descemos no centro de Baracoa, e logo na primeira casa que vimos já tentamos a sorte, a cidade é pequena então é tudo muito perto uma coisa da outra, bati na porta e o Sr. Daniel nos atendeu, eu com o meu discurso infalível e decorado falei que éramos brasileiros, viajando há muito tempo, sem muito dinheiro e que estávamos buscando um quarto para alugar por 12 Cuc´s (iriamos tentar 10, com certeza eles aceitariam, mas percebemos que seria um pouco de exploração, os 12 estavam muito bem pagos e justos), Sr. Daniel muito bem humorado me respondeu “se brasileiro não tem dinheiro, cubano muito menos”, e eu respondo que por isso que somos irmãos latinos, ele deu risada e abriu a porta de sua casa, nos apresentou sua esposa e seus filhos, contou sobre um problema de coração que ele tem e ate que sua irmã esta no Brasil, a esposa nos falou sobre a novela e batemos um bom papo, olhamos o quarto e era perfeito, banheiro grande e novo, frigobar, ventilador, ar condicionado, toalhas e duas camas grandes e uma sacada para a rua com duas cadeiras, estou ficando mal acostumado com esses quartos, vai ser foda voltar a dormir com 8 caras no mesmo quarto , dividindo o mesmo banheiro e pagando mais caro por isso hahaha.

 

 

 

 

- Alimentação

 

Como aqui é uma cidade pequena achei que teria dificuldades para encontrar esses lugares, mas percebi que o nosso problema em achar lugar barato só foi em Trinidad, lá não encontramos nenhum lugar econômico para comer, aqui tem muita opção para comer, os PALADARES onde se vende prato de comida a 25/35 pesos cubanos, que da 1/1.2 Cuc´s , tem muitos lugares que vendem lanches e alguma lugares que tem doces também, se você esta com vontade de matar a vontade de doce, aqui é o lugar, bom e barato.

 

 

- Segurança

 

Como toda Cuba, aqui é muito seguro, o Sr. Daniel nos alertou para fechar as janelas do quarto a noite para evitar assalto porque uma vez um israelense deixou uma bermuda secando e roubaram ela hahaha olha o nível de violência, quando ele começou a falar já pensei “ Quantas pessoas já morreram nessa rua aqui?”, as vezes a bermuda pode ate ter caído na rua com o vento e alguém ter achado e levado para casa, mas é engraçado essa relação deles com o crime, quem dera se no Brasil o problema de segurança fosse porque roubam roupas do varal hahaha, mesmo assim agradecemos o aviso para deixar ele mais tranquilo.

 

- Câmbio

 

Como toda cidade, é só buscar as CADECAS, que são os locais onde o governo efetua a troca da sua moeda para o Cuc e o Cup, como eu tinha trocado um bom valor em Santiago de Cuba não precisei trocar aqui.

 

4bd889_025d5e1e183846ddb0a3ac220367c527~mv2_d_4128_2322_s_2.webp

Parque Nacional El Yunque.

 

 

- Passeios

 

Baracoa foi à cidade onde Cristovão Colombo desembarcou pela primeira vez em Cuba, uma bela e pequena cidade colonial com um passeio em especial para sair da rotina.

 

Primeiro passo é ir conhecer o centro e a igreja, dentro da igreja esta 1 das 25 cruzes que Colombo espalhou pela América Latina, é uma coisa simples, mas impressionante, ver uma cruz com mais de 500 anos trazida pelo próprio Colombo. Além disso, você pode conhecer o malecón que é bem simples, nada de especial, mas que no fim dele tem um forte com um museu, infelizmente quando eu fui o museu estava fechado.

 

Dentro da cidade você sempre terá visão para um hotel amarelo na montanha, lá antigamente era um forte que dava proteção e visão a toda cidade, deixe para ir no fim de tarde quando o sol estiver menos forte para ter uma visão geral da cidade.

 

 

Aqui temos o melhor passeio que já fiz ate agora, se chama EL YUNQUE, uma montanha que da visão para outras montanhas montanhas, as praias do caribe, rios e algumas cidades próximas, ele fica dentro de um parque nacional, é um trekking de 2 horas para subir e mais 1:30 para descer, em uma parte é necessário atravessar um rio, a água chega na cintura só e a cor da água é incrível, tão cristalina, no meio do caminho tem uma parada para um descanso onde tem uma barraca de frutas, lá por 1 Cuc você pode comer a vontade, ótima pedida para repor as energias, as frutas são bem gostosas.

 

A entrada + guia me custou 13 Cuc´s, mas eu acredito que esse preço não deve ser tabelado, acredito que dava para ter chorado e feito por 10 Cuc´s, eu gostei muito desse passeio porque praticamente todos os dias são sempre as mesmas coisas, conhecer a cidade e andar pelas ruas, já estava com saudade de fazer algo na natureza, o parque fica a 8 km da cidade, 3 km em asfalto e 5 km em estrada de terra, para ir acabei indo de moto táxi que cobrou 4 Cuc´s, na volta eu andei os 5 km e quando cheguei na estrada tomei qualquer transporte para o centro da cidade. Há também a opção de bicicleta, você pode alugar uma, estão em torno de 5/6 Cuc´s o dia.

 

4bd889_0312837c0e234cda868191f7a69088bc~mv2_d_2322_4128_s_2.webp

Uma das vinte e cinco cruzes que Cristovão Colombo trouxe para America Latina.

 

Além disso, para quem quiser a região tem muitas praias bonitas, a de Baracoa em si é um pouco feia, a areia é escura e a cor da água é normal, mas nada que um ônibus local não te leve a qualquer outra cidadezinha.

 

Espero que tenham gostado do relato e...

 

Follow me

  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá Rafa!

Ja li o relato do mochilão que fez em Cuba, achei muito interessante e útil. Eu e a minha esposa(somos portugueses), em Maio deste ano vamos passar 13 noites em Cuba, em que 4 noites já estão destinadas para um Cayo. 

Queria pedir-lhe a sua opinião, de onde deveria distribuir as 9 noites em falta. O roteiro que estamos a fazer é: Havana, Viñalles (excursão?), Playa Larga, Trinidad, remedios. 

Li que você foi lá no sul da ilha, gosto do relato da Sierra Maestra. Mas como vamos estar menos tempo estava a pensar deixar para uma próxima.

 

Qual a sua sugestão? Quantos dias devo investir em cada local? Lembrando que na chegarei num sábado bem tarde. 

 

Obrogado, saudações 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá. Casal com filha de 15 anos, pensei nesse roteiro e gostaria da sua opinião:

4 dias em Havana, sendo 1 de Vale de Viñales.

Havana / Cienfuegos. Dorme lá

Cienfuegos / Santa Clara (passeio na cidade) e dorme em Cienfuegos

Cienfuegos / Trinidad (passeia na cidade e ?dorme em Trinidad???)

Trinidad / Havana (passeia em Havana)

Volta

Pegando táxi, já que somos 3????

Melhor roteiro que encaixa no nosso!!!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por maria.alves
      Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 
      É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas:
       - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️
      -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além  disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮
      Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba.
      Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano:
      CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina.  MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC  (se fala CU ou Ce-u-ce)
      Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque?
                  1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar)
                  1 EURO = 1,08 CUC
                  1 CUC = 25 CUP
      OU SEJA, 
                  1 CUC = 4,07 reais
                  1 CUP = 0,15 centavos.
      obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens.

      Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente.
      *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil.
      _________________________________________________________________________________________________________
      OUTRAS DICAS  RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR
      ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.  
       

       
    • Por Carlos Arthur Newlands Junior
      1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01
      Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si).
      Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja.
      A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde.
      Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo).
      Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons.
      Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete.
      3º dia – 02/01
      Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras.
      Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano.
      Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar.
      Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões.
                      4º dia – 03/01
                      Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível).
                      Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela.
                      Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros.
      Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão.
      Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados.
      Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca.
      5º dia – 04/01
      Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás.
      Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil.
      Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo.
      À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita).
      6º dia – 05/01
      Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas).

      O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando.
      Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante.
      7º dia – 06/01
      Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo!
      Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo.
      Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo.
      8º dia – 07/01
      Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos.
      Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos.
      Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill.
      Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja.
      Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”.  Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla.
      9º dia – 08/01
                      Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais.
                      Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável.
                      Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá.
                      Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce).
      10º dia – 09/01
                      Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada.
                      Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal).
                      Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade.
                      Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom.
                      Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política.
                      À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida.
                      O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem.
                      Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia).
      11º dia – 10/01
                      De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada.
                      Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00).
      12º dia – 11/01
                      Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba.
                      Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava).
                      O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares.
      A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais.
      Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas.
                      Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota!
      13º dia – 12/01
                      Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída.
                      À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara.
      14º dia – 13/01
                      De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara.
                      Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história.
                      Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação.
                      Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida.
      No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas.
      Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT.
      15º dia – 14/01
      Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan.
      Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS!
      A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros.
      Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta.
      16º dia – 15/01
      Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos).
      17º dia – 16/01
      Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima.
      Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”.
      Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante.
      Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”.
      À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo.
      18º dia – 17/01
      Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre.
      Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima.
      Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47  com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México).
      18º dia – 19/01
      Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio).
      Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero.
      O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso.
      Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito.
      Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio.
      Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla.
      19º dia – 20/01
      Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana.
      Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto.
      Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”.
      Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem.
      20º dia – 21/01
      No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos.
      Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar.
      À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO.
      21º dia – 22/01
      Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas:
      1)      no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”;
      2)      a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá);
      3)      o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia.
      À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável.
      O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!




































    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      É necessário que o visto de cuba seja feito antecipadamente? Vi em alguns sites que para solicitar o visto é preciso ter o certificado da febre amarela, só que em outros pede que se tome a vacina 10 dias antes da viagem. Confesso que to bastante confusa nessas infos. 
      (Irei de Cancun para Havana)
    • Por Natygirl
      Galera vou passar o mês de Março mochilando por esses países, quem estiver por algum desses nas datas vamo se encontrar!! Abs!!
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima 
      23/03 (Sábado) Lima
      24/03(Domingo) Lima
      25/03(Segunda-feira) Lima
      26/03(Terça-feira) Lima
      27/03(Quarta-feira) Lima-Cusco
      28/03(Quinta-feira) Cusco
      29/03(Sexta-feira) Cusco
      30/03(Sábado) Cusco
      31/03 (Domingo) Cusco
      -Saída de Cusco às 05:30
    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      gostaria de saber a opinião de vocês sobre o roteiro abaixo. Na verdade a dúvida maior é sobre os trechos que vou fazer de ônibus noturno. É viável? É seguro? Da para comprar os trechos antes pela internet? Tulum ou Playa, qual melhor para se hospedar?
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima (vou fazer a volta por lima pq fico no Peru até dia 31/03)
       
      Desde já sou muito grata a quem puder contribuir!! Abs!


×
×
  • Criar Novo...