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Bora viajar?

De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017

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De Manaus (inclusive Selva) a Alter do Chão – De barco, de mochila, SOZINHA – Junho/2017

 

Relato fresquinho de quem voltou da Amazônia semana passada!

 

Em tempos de vacas magras, promoções escassas, dólar e euro nas alturas, o coração mochileiro sofre. Em especial, o coração daqueles que, como eu, têm na sua lista de próximos destinos de viagens o mundo inteiro. ::love::::mmm:

 

Enfim, este ano, não encontrei (ou não consegui chegar a tempo) de pegar nenhuma promoção bacana para o exterior. Sorte a nossa que o Brasil é um lugar incrível, fonte inesgotável de destinos surreais. Vergonhosamente, eu nunca tinha tido uma imersão verdadeira na Amazônia. Conhecia duas capitais do norte: Belém e Rio Branco. Sendo assim, defini que conheceria Manaus, que estava na minha lista de capitais a conhecer desde a infância.

 

Quando comecei a ler relatos vi que algumas pessoas viajavam de barco pelo rio Amazonas rumo a Belém ou a Santarém. Achei os relatos bem interessantes e resolvi imergir nessa parte da cultura popular da região norte, tão desconhecida para nós que estamos acostumados a carro, ônibus, avião. Comprei uma passagem de ida para Manaus e de volta para Santarém.

 

Descobri a iguana turismo por meio do site do local hostel e durante a troca de email com eles me apaixonei pelos pacotes de pernoite na selva. Outra decisão tomada! Três dias e duas noites na selva que relatarei com mais detalhes adiante.

 

Espero que eu possa ajudar mais pessoas com mais um relato e como sempre a minha recomendação é VÁ, com ou sem companhia, com ou sem dinheiro, com ou sem coragem... O mundo é lindo e grande demais pra ser contemplado apenas por telas...

 

Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.

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  • brunasscarvalho
    brunasscarvalho

    03/06/17 – Manaus Cheguei a Manaus 8h da manhã. Como fechei a estadia com a iguana turismo por email, o dono da agência, Ricardo, foi gentilmente me buscar no aeroporto, direitinho, conforme já havia

  • brunasscarvalho
    brunasscarvalho

    08/06/2017 e 09/06/2017 – Barco     Com tudo arrumado tomei um café da manhã beeeem reforçado e esperei o pessoal da agência de turismo vir me buscar. O horário combinado era as 9h, mas só apare

  • brunasscarvalho
    brunasscarvalho

    11/06/2017   Reservei esse dia para ir até a ilha do amor, que nessa época está quase toda submersa, mas sobra um pedaço de areia para a nossa alegria.       A lancha até lá custa R$10,00. L

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03/06/17 – Manaus

Cheguei a Manaus 8h da manhã. Como fechei a estadia com a iguana turismo por email, o dono da agência, Ricardo, foi gentilmente me buscar no aeroporto, direitinho, conforme já havia prometido com antecedência (um super diferencial para uma mochileira hehe). ::love::

 

Quando te falam que a cidade é quente, tente mensurar que é infinitamente mais do que você imagina. Com uma umidade fora do comum. Manaus é um super nebulizador quente. Então leve roupas leves!

 

Depois do check in e de todos os acertos fui ao jardim botânico de ônibus.

Ele fica muito longe. Muito longe mesmo. Pensei que fosse chegar na Venezuela. Então reserve uma manhã ou uma tarde para ir até lá (fecha às 16h). Lá existem dois tipos de visita a fazer: Subir na torre que fornece uma visão bem legal da floresta e de parte da cidade (R$20) e fazer uma visita guiada (R$10). Por uma relação pouco tempo x fome demais optei por subir na torre. Subida tranquila, vista bem legal da floresta e de uma parte da cidade. Com sorte, se você estiver só por lá, dá pra contemplar um pouco da orquestra sinfônica da natureza.

O diferencial desse jardim botânico é que o que tem de artificial lá é a torre! Nada foi construído, plantado, colocado com essa intenção. É bem natural.

 

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Voltando para a cidade, nos arredores do Teatro Amazonas há algumas opções de lugares bem legais para comer com preços bem bons (comer um prato farto, em um restaurante legal em Brasília ou outras capitais por R$30 é impossível). Há opções mais baratas por perto.

Nesse dia aceitei a opção do dono do restaurante e comi costela da tambaqui. Recomendo!

 

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O teatro amazonas tem visitas guiadas a R$20. Nas terças as visitas são grátis. Uma boa opção de conhecê-lo é indo a algum evento. No dia em que cheguei havia uma ópera com ingressos a preços populares que variavam de R$5 a R$60. Comprei um por R$17, não fiquei em um lugar muito bom, mas não curto ópera. Curti mesmo foi o teatro que é lindo demais. Como uma boa mochileira que carrega só o mínimo necessário também não tinha vestimentas adequadas, então fui de camiseta, calça e havaianas e banquei a quase gringa.

 

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Depois disso fui à missa (para aqueles que gostam é sempre interessante participar da missa em outros lugares)

 

Por fim, no menu da tacaria amazônica tem tacacá para alérgicos a camarão, como eu! Assim, tive a oportunidade de experimentar um tacacá com charque e descobri que o jambu é o rivotril da língua...

 

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Sobre o hostel:

O local hostel é uma gracinha. Já me hospedei em muitos hostels nesta vida e sem dúvidas é um dos melhores em que já estive. Staff super atencioso, localização bacana, quartos e banheiros limpos, camas com cortininhas que dão privacidade, lâmpadas de leitura individuais, tomadas individuais, área de integração ampla e bonita. O café da manhã é pago, mas é bem farto no padrão hostel. Recomendo demais. ::love::::otemo::

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Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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Que bom que está ajudando!

O hostel e a iguana são excelentes!

O barco para Belém leva 5 dias, mas conheço quem fez e achou a experiência legal. Mas a questão de tempo realmente inviabiliza muita coisa. Em outubro Alter estará com praias perfeitas!

 

bjs

 

 

Tô adorando o seu relato!!

Estou com viagem pra Manaus marcada pra outubro, também ficarei no Local hostel e farei os passeios com a Iguana!! Depois sigo pra Alter do Chão, Belém e Ilha do Marajó. Queria muito ir de barco mas não terei tempo então farei os deslocamentos aéreos.

Ahhh e também irei sozinha! Rs

Aguardando os próximos capítulos!!

Bjo

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04/06/2017 - Selva

 

Dia de fazer o passeio na selva. ::love::

Como já falei anteriormente fiz toda a negociação por e-mail, a equipe da empresa é super amigável, fornece todas as informações necessárias, pergunta se há alguma restrição alimentar como vegetarianismo, por exemplo.

 

O pacote para 3 dias e 2 noites saiu por R$ 510,00 (acomodação em dormitório coletivo. Acomodação individual sai por R$ 600,00. Pode parecer caro, mas colocando na ponta da caneta e levando em consideração que café da manhã, almoço e jantar estão inclusos, e que na selva não há muito com o que gastar (minto, na pousada tem caipirinha que quebra os gringos kkk) o custo-benefício é excelente. Depois de ter passado pela experiência posso dizer com propriedade que cada centavo desse dinheiro foi muito bem aplicado numa experiência INCRÍVEL.

 

 

 

Pois bem, era domingo de manhã e como a agência fica muito perto do hostel combinei que iria pra lá para seguir viagem. Lá conheci Mateus, que foi nosso guia e um grupo de pessoas muito gente fina de BH.

 

Embarcamos em uma kombi até um porto um pouco mais afastado do centro. Lá embarcamos em uma lancha de onde tivemos a oportunidade de ver o encontro das águas. Depois desembarcamos em um povoado, pegamos outra kombi até o rio. De lá fomos de barco até a pousada. Todo esse trajeto durou a manhã toda.

 

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Chegando na pousada almoçamos (e o almoço de lá é maravilhosamente surreal de bom), tomamos banho de rio, arrumamos nossas coisas e por volta das 16h fomos rumo à selva, onde passaríamos a noite. Nesse lindo caminho tivemos a oportunidade de apreciar árvores encantadoras, diversos tons de verde, botos, garças, macacos e bicho-preguiça.

 

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No fim da tarde chegamos ao nosso local de “hospedagem”.

O acampamento consiste em uma cobertura onde são instaladas as redes, uma fogueira, uma mesa e um banco de tronco de árvores. Coletamos gravetos para fazer o fogo, instalamos as redes e os mosqueteiros, alguns colegas tomaram um banho no rio antes do jacaré chegar. Nosso guia fez o jantar que foi frango assado com arroz. Enquanto não ficava pronto ouvimos as muitas histórias contadas por ele e sobre a vida dele…

 

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… O Mateus é um índio que veio de uma tribo localizada na fronteira do Amazonas com a Venezuela e com a Colômbia. Estudou agronomia, teve a oportunidade de estudar nos EUA e morou no México. Durante um ritual indígena no exterior, sob efeito de alguma coisa que eu não entendi muito bem o que era, teve uma revelação e teve que optar entre a carreira ou a família. Optou pela família. É um guia super qualificado, sabe muito da região, da floresta, da cultura…

 

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Com o anoitecer e a falta do que fazer fomos para as redes bem cedo. Eu tive dificuldade de dormir mais pela conversa do pessoal e pela falta de costume de dormir em rede do que pelo ambiente em que estava. Confesso que quando houve silêncio foi surreal ouvir os sons da floresta. Parece uma orquestra sinfônica muito bem regida. É lindo e dá uma paz!

 

 

 

No meio da madrugada choveu, mas como a cobertura do abrigo é muito boa não nos molhou nada.

No meio da madrugada também senti vontade de fazer xixi… Recorri o matinho com uma boa revista com uma lanterna.

 

Sou considerada por muitos uma pessoa extremamente corajosa, então não sei se sirvo como parâmetro. Mas não senti medo em momento algum, mesmo sabendo que havia jacarés no rio bem pertinho de nós (e ouvindo o barulho deles, vendo o reflexo dos olhos deles). A experiência foi bem interessante e eu recomendo desde que haja um mínimo de coragem possível, já que chegando lá não tem volta e talvez seja traumático para os mais sensíveis. Naquelas condições eu voltaria e passaria uma semana ali… O único porém são os mosquitos que são insaciáveis, não respeitam roupa ou repelente.

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[/b]05/06/2017[/b]

 

Mateus nos acordou bem cedo e já havia feito o café da manhã. Havia café, leite, ovos cozidos, biscoito, goiabada, bananas…

Logo após o desjejum, ele deu uma coroa de palha muito legal para cada um de nós.

 

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De lá fomos para a casa de uma família de ribeirinhos onde conhecemos algumas plantas locais, degustamos cana e abacaxi do pé (o abacaxi do Amazonas é o mais doce do mundo, é uma delícia), conhecemos o processo de produção de farinha e um pouco do artesanato feito pela família.

 

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Voltamos para a pousada para o delicioso almoço e conhecemos o restante do grupo que passaria esses dias conosco.

A tarde fomos observar mais árvores e animais da região e pescar. Pela primeira vez na vida consegui pescar!

 

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Contemplamos um lindo pôr-do-sol, um verdadeiro presente para aqueles dias tão maravilhosos.

 

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Jantamos e fomos atrás de um jacaré em uma parte do rio perto da pousada (de canoa). Nessa parte denominada “focagem do jacaré” o guia captura um jacaré, explica um pouco sobre as características dele e depois deixa quem quiser ficar um pouquinho de tempo com ele na mão. Embora eu considere que é uma crueldade amarrar a boca do bichinho para agradar turista, não resisti. Fiz uma oração para que aquele bichinho superasse aquele trauma.

 

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No fim da noite todos ficaram conversando no deck na pousada e curtindo aquela interação legal que quem é mochileiro entende bem… Diversão super saudável!

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06/06/2017

 

Fomos acordados as 5:20h pois iríamos observar o nascer do sol a bordo da canoa. Mas o tempo não colaborou muito e não vimos nada. ::lol3::

 

Voltamos para a pousada para o café da manhã e depois fomos para uma caminhada de aproximadamente duas horas no meio da floresta, para conhecermos plantas, animais, uma experiência extremamente rica. Tive a oportunidade de experimentar cascas de árvore com diferentes funções, comer o bichinho do coco, tomar água de um tronco.

 

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Depois desse momento almoçamos e retornamos aos multitransportes com destino a Manaus e ao sinal de telefone… Ahhh o sinal de telefone que em um ambiente daquele não me fez a menor falta.

 

De volta a Manaus, consegui tomar um belo sorvete na Sorveteria Glacial (indico demais, tem sorvetes típicos deliciosos) e comer mais tambaqui no jantar...

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Adorei saber disso! Estou com a viagem marcada para esse mesmo roteiro agora em Julho. (Manaus - Santarém (alter do chão) - Belém - Ilha de Marajó). ::otemo::

De Manaus até Santarém, irei de barco. Enfim, quero saber se foi tranquila a rota de barco... pois vou sozinha e quero me sentir segura. Outra coisa a saber é se foi tranquilo conseguir o barco em Manaus. É só chegar no porto e comprar a passagem? levo a rede ou eles vendem lá bem bem em conta?

Ah! outra dúvida é sobre esses pacotes para "conhecer a floresta"... Vale realmente a pena. Já ouvi relatos de viajantes que acham um tanto quanto artificial (Tudo montado pra turista). Ajuda aí nas dúvidas que a eu fico grata! ::sos::

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07/06/2017

 

Destinei esse dia para conhecer o centrão de Manaus. Aproveitei a ida ao porto para fazer cotações do barco para Santarém.

 

::sos:: O esquema do barco é o seguinte… O preço da viagem varia conforme o dia da semana… Os dias que saem mais barcos fica mais em conta. No domingo não tem barco. Segunda-feira me parece que era R$80,00, terça, quarta e sábado R$100, quinta e sexta R$ 120. Como o preço no porto era o mesmo preço pelo qual estavam vendendo no hostel, preferi comprar no hostel porque a empresa de turismo manda um motorista te buscar lá e te deixar bonitinha no porto… Isso pra quem anda de mochila e quer economizar no transporte faz uma big diferença (mas do hostel para o porto dá pra ir andando de boas). ::sos::

 

Nessa ida ao porto já da pra sentir como é o centrão da cidade, o comércio… também é uma boa oportunidade para comprar a rede, que será sua companheira no barco!

 

::sos:: Só recomendo tomar cuidado com conversa de vendedor… Como eles sabem quem é turista e quem não é, eles querem empurrar as redes mais caras alegando que as redes mais baratas não dão conta do recado. Se você realmente quiser uma rede muito boa, tudo bem… Como eu nem tenho onde colocar a rede em casa e não estava disposta a carregar uma rede pesada no lombo, queria uma rede para cumprir sua função naquela noite (tanto é que transformei a minha numa coberta de cama). Não estava disposta a pagar R$50,00 numa rede, então dando mais umas voltinhas achei uma por R$28,00 e um par de cordas por R$5,00 (essa rede não caiu e eu dormi muito bem… e acho que se tivesse andado mais ainda teria economizado mais. ::sos::

 

Do lado do porto fica o mercado municipal que vale muito a visita.

 

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Lá tem uma infinidade de artigos regionais, ervas, pós, cascas, sabonetes (adooooooro). Uma lembrancinha muito legal pra quem quiser presentear a família são uns chocolates com cupuaçu. Comprei uma caixa com 50 unidades a R$12,00 e todo mundo gostou. Também achei mini sabonetes de açaí, guaraná, pupunha… que chorando consegui a R$4,00. Pechinchar é tudo nessa vida!

 

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::sos:: Na volta para o hostel fiz compras no mercado porque sabia que não conseguiria comer no barco, já que sou muito chata com essas coisas (nutricionista que ama vigilância sanitária não come no barco mesmo…). Levei sucos, biscoitos, amendoins, frutas que salvaram minha pele. Como me conheço há três décadas levei frutas desidratadas e mix de castanhas de casa. Tudo isso me salvou muito no barco. Recomendo também levar água. Embora tenha bebedouro no barco, só Jesus sabe a procedência dessa água. Pode parecer frescura minha, mas a dona do hostel em Alter do Chão me disse que é bem comum chegar gente com problemas gastrintestinais depois da viagem de barco, principalmente os gringos (ela tem até um canteiro com boldo para oferecer…). ::sos::

 

Na tarde desse mesmo dia fui tentar ver o pôr-do-sol em ponta negra (vale muito a pena).

Isso porque peguei um ônibus com três bandidos declarados. Eles contavam histórias sobre os seus roubos, abordagens policiais, prisões e falaram que só não assaltariam o ônibus porque o cobrador era muito legal. E onde eles iam descer? No mesmo lugar que eu!!! Fiquei com medo e não desci… E acabou que a outra parada era muito longe, fui parar com o motorista e o cobrador no ponto final que era tipo uma favela bem esquisita… Mal estar desfeito, voltei nesse mesmo ônibus e cheguei em Ponta Negra a tempo de ver um pouquinho do resto do fim do pôr-do-sol. A orla é bem linda, bem cuidada, cheia de quiosques… Se tivesse mais tempo iria lá durante o dia para tomar um banho de rio!

 

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De volta à cidade deixo uma dica beeeem bacana… Toda quarta-feira tem um projeto em frente ao teatro amazonas onde uma banda interpreta algum cantor de MPB. O melhor, 0800. A praça lota, o ambiente é bem legal, a música também e nada mal tomar uma caipirinha de jambu ao som de Tim Maia!

 

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08/06/2017 e 09/06/2017 – Barco

 

::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::::love::

 

Com tudo arrumado tomei um café da manhã beeeem reforçado e esperei o pessoal da agência de turismo vir me buscar. O horário combinado era as 9h, mas só apareceu um táxi para me buscar no hostel as 10:30h. Enfim, minha maior preocupação era pegar um lugar ruim no barco.

 

Embarquei no Ana Beatriz V, que pelo que falam é um dos melhores barcos que fazem o trecho Manaus-Santarém. O porto é uma zona, e você consegue comprar qualquer coisa que porventura tenha esquecido (qualquer coisa mesmo… tinha ambulante vendendo remédio!). ::hahaha::

 

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Durante o embarque uma equipe te recebe, pede os documentos, colocam seu nome na lista. Nesse aspecto achei que seria mais zuado, mas há um certo controle de quem embarca ali.

 

O Ana Beatriz é imenso, com cinco andares.

 

No primeiro ficam os carros e as cargas. Carrega-se absolutamente TUDO (mudança, alimentos, coisas que só Deus sabe). Depois que se inicia a navegação é proibido o acesso a essa área (agora se obedecem são outros 500…)

 

No segundo fica a área climatizada. É um andar inteiro para as redes em um ambiente teoricamente fechado com ar condicionado. Fugi dessa área e foi a melhor decisão que tomei. Conforme já tinha lido, é o andar que mais lota e aquelas janelas supostamente fechadas, com cheiro de comida, de gente sem banho e com menino chorando me deram medo. Durante a viagem várias vezes o ar condicionado foi desligado porque as pessoas abriam as janelas (tem um sistema de rádio no barco onde o comandante manda os recados… tipo avião, mas sem voz bonitinha rs). Nesse andar também ficam os banheiros, as pias e o refeitório.

 

No terceiro fica a área sem climatização. Foi onde me instalei. Consegui colocar a rede em um bom lugar, sem ficar muito próximo a ninguém, com ventilação boa. A recomendação é que se coloque a rede longe dos banheiros (nesse barco isso não se aplica porque os banheiros já ficam isolados) e do motor do barco (porque faz barulho). Não fiquei tão longe do motor e o barulho não me incomodou.

 

No quarto andar fica o bar com alguns mantimentos para vender também. Lá o calypso toca 24 horas.

 

No último andar fica um terraço, muito legal para curtir o pôr do sol, a lua, a paisagem… ::love::

Tanto no segundo quanto no terceiro andar ficam as cabines individuais. Nelas há banheiro, um beliche, não sei se tem geladeira. Para viajar lá deve-se desembolsar em torno de 600 mangos… Nunca precisei!

 

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Meio dia em ponto o barco saiu do porto. Não se preocupe que antes desse horário os ambulantes levam comida, bebida e o que mais você quiser até você. A entrada deles é livre até o barco sair.

 

O cuidado com os pertences é essencial. Adotei uma estratégia que deu certo. Coloquei tudo de valor na mochila pequena (dinheiro, documentos, celular)… Essa mochila não desgrudava de mim pra nada nessa vida. Já a mochila grande foi guardada numa capa de proteção que eu tenho (excelente investimento para quem viaja de mochila) e trancada com o cadeado. Depois amarrei essa mochila na rede (quando cheguei no barco todas as pilastras já estavam ocupadas). Fazendo isso não tive problemas. Entrando nessa discussão da proteção de mochila desde outros carnavais, meu maior medo não é nem tirarem algo (já que os artigos de valor não ficam na mochila), mas é colocarem algo (lembrando que tem revista pela PF no meio do caminho, falarei isso mais adiante… ::sos:: então no caso de ter algum bagulhinho na bolsa, desfaçam-se dele antes de chegar em Óbidos, no Pará). ::sos::

 

Aliás, outra coisa que acho legal informar é o itinerário. O barco para nas cidades nos seguintes horários aproximados:

 

Itacoatiara – AM – 19h

Parintins – AM – 5h do dia seguinte.

Juriti – PA – 9h do dia seguinte já no horário do Pará (tem diferença de fuso entre o Amazonas e o Pará)

Óbidos – PA – 12h do dia seguinte.

 

Em todas essas paradas há venda de comidas e bebidas pelos ambulantes, em alguns lugares com mais ou menos fartura.

Em Óbidos a Polícia Federal faz a revista no barco. Dos gringos eles cobram inclusive documentação. De mim, pediram para revistar as bolsas. Essa parada pode atrasar MUITO a viagem. A minha teve um atraso de 2h por conta dela. As demais paradas são curtas, em torno de 15 minutos, não dá pra descer do barco nem nada.

 

Sobre a experiência: ::love::::love::::love::::love::::love::::love::

 

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É um tanto cansativo viajar 32 horas em um barco. Desconfortável dormir numa rede. Não consegui tomar banho porque o banheiro era muito pequeno e molhava papel, vaso e ficava um nojo. Também precisava fazer um psicológico pra conseguir fazer xixi. Não consegui comer no restaurante também. ::toma:: Mas a experiência vale MUITO a pena. ::love::

 

Primeiro porque você conhece muita gente legal e isso por si só é enriquecedor. Conheci gringos e brasileiros, conversei sobre economia, política, educação, segurança alimentar, viagens, experiência de vida e essa troca é muito bacana.

A paisagem é muito linda. É muita água, durante muito tempo e muita floresta. Pensar na dimensão de tudo aquilo é espetacular. Fora os shows protagonizados pelo sol e lua nos fins de tarde (não acordei para ver o sol nascer).

 

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E a reflexão sobre a vida daquelas pessoas que estão no barco, sobre a vida das pessoas que moram naquelas casas tão distantes na beira do rio (como elas vivem, qual é o acesso delas às coisas, será que são felizes, como crescem as crianças, mó viagem, mas enfim…) e sobre a minha vida. As vezes temos tudo na mão, temos acesso a carro, ônibus, avião e não visitamos nosso parente que mora na rua de cima, reclamamos porque gastamos meia hora para se deslocar até o trabalho, reclamamos porque o trânsito tá ruim… Aloooww, tem estrada onde você mora! ::toma:: Aquelas pessoas pagariam muito caro em uma passagem aérea para cumprir aquele itinerário. E a única opção delas é passar 32 horas em um barco para ver a família, trabalhar, fazer a mudança… E elas se divertem no meio do caminho… Ouvem música (teve show de calipso gospel ao vivo com um teclado e gringos desengonçados dançando ao redor), fazem sua farofada (adooooro), conversam… Foram momentos de reflexões incríveis. E de ócio forçado também (sou meio hiperativa, então ser “obrigada” a deitar numa rede e descansar foi sensacional.

 

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O sinal de celular pega nessas principais cidades que eu mencionei. Tem tomadas suficientes para todos. Recomendo levar uma extensão para facilitar o carregamento de eletrônicos.

Fazer amizade com as pessoas ajuda muito! Pegando certa confiança fica mais fácil abandonar a rede e circular pelo barco (sempre com a bolsa de artigos valiosos na mão… confiar plenamente nunca).

Não me senti insegura em momento algum. Dormi tranquilamente usando tampão de ouvidos e máscara nos olhos como já faço em hostels. Não subestimem o frio da Amazônia. Não é arrebatador, mas uma coberta teria me dado um pouco mais de aconchego (mas a blusa de frio, calça cumprida e meias não me desampararam). ::Cold:: sqn

 

Que textãozão… Mas quero encorajar, principalmente as meninas que têm me questionado muito sobre isso, a viver essa experiência… Dois dias numa rede numa situação não tão confortável não vai degradar a vida de ninguém e vai render uma experiência legal e no mínimo uma história boa para contar para os filhos.

 

Chegamos a Santarém às 19h. Gostaria de ter chegado mais cedo para dar uma volta na cidade e de fato fiquei muito sentida por não ter feito isso. ::Ksimno::

 

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É possível ir a Alter do Chão de ônibus saindo do porto. É só andar em linha reta até achar o Banco do Brasil e o Ministério Público. A passagem fica do lado oposto a eles. O ônibus se chama “Alter do Chão”, passa a cada 40 minutos, demora 40 minutos para chegar, o último passa as 21:30h. Custa 3 mangos.

 

Um gringo resolveu se hospedar no mesmo hostel que eu. Acabamos nos perdendo na procura do hostel pois como já estava tarde o motorista não quis ir até o lugar indicado no mapinha. De começo fiquei com medo porque as ruas estavam escuras e vazias, mas conversando com o povo da cidade depois me foi dito que a cidade é bem tranquila e que dá até pra dormir de portas abertas.

 

No próximo post escrevo sobre o hostel, que esse já está gigaaaaa

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