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Silvana_23

Peru 2017 - Huaraz, Trujillo, Lima

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17/05/2017: voo de São Paulo para Lima (5h). Taxi (empresa taxi green, 50 soles) do aeroporto ao Terminal Los Olivos (empresa Movil Tours). A região em torno desse terminal é bem feia, fiquei dentro do terminal esperando até às 10h a saída do ônibus para Huaraz. O ônibus era convencional, foram cerca de 8h de viagem, com uma parada para almoço. Senti dor de cabeça e um pouco de enjoo no caminho, efeitos da mudança de altitude, mas nada insuportável. Em Huaraz, peguei táxi do terminal da Movil tours (4 soles) até o Hotel America onde eu havia reservado 3 noites. Após check in, saí para procurar agencias e decidir os passeios que faria. Ainda estava indecisa sobre o trekking Santa Cruz.

18/05/17: saída às 9h para o Glaciar Pastoruri. Fechei esse passeio com a agência Pablo Tours (35 soles). Na ida a van estava perdendo um pouco de óleo, motorista parou para olhar, mas deu tudo certo. Fomos e voltamos em segurança. Teve parada na zona de água gaseificada Pumapampa. Vimos as Puias Raymondis (árvores gigantes que vivem cerca de 100 anos e só florecem uma vez, morrem após florescer, possuem muitos espinhos e receberam esse nome em homenagem a um geógrafo italiano).

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Avistamos um pico nevado com imagem semelhante ao rosto de Cristo (Mururu). Finalmente a van parou onde se iniciaria a caminhada até o Glaciar Pastoruri. A caminhada é tranquila, cerca de 35 minutos. Mas a altitude mostra seus efeitos e por ser o primeiro dia, senti um pouco de cansaço. No final da caminhada estamos a mais de 5000 metros de altitude. O Glaciar Pastoruri é patrimônio natural da Humanidade desde 1985. Foi bom e necessário para aclimatação. A caminhada é sobre umas passarelas e no trajeto há fotos contando a história do Glaciar (“La ruta del cambio climático”), mostrando como ele está desaparecendo. Há cerca de 30 anos atrás era possível caminhar sobre a neve. Hoje só se pode avistá-lo de longe.

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Na volta paramos para almoçar: truta frita, arroz, batata e salada. Prato muito bem servido, lugar simples. Chegando em Huaraz, fui ao centro de informações turísticas e à casa de guias perguntar sobre o trekking Santa Cruz. A única agência que contraindicaram foi a Perudiamonds (fiquei curiosa, mas não descobri por que). Falaram que o preço razoável seria 250 dolares pelos 4 dias/3 noites. Empresas que cobram 350 soles provavelmente teriam equipamentos de má qualidade, guias que são mal pagos, não seriam confiáveis. E nas agencias por onde havia perguntado, os preços eram todos 350 ou 400 soles, mal sabiam informar sobre o trekking. Percebi que todas vendiam o mesmo “grupão”. Fiquei com receio de ficar 4 dias sem banheiro, de tomar chuva e passar muito frio.

19/05/17: ônibus passou às 5:30 no hotel para o passeio da Laguna 69. Fiz pela agencia Quechua Andes (35 soles). O ônibus foi lotado, parou no caminho para tomarmos café da manhã. Fui usar o banheiro e tinha um buraco na parede...só vi depois que estava lá dentro...quem estava lá fora poderia ver as pessoas ali, se prestasse atenção...abaixei a cabeça para que pelo menos não reconhecessem o rosto, kkkk....

O ônibus fez mais uma parada no caminho para tirarmos fotos na Laguna Chinancocha (lagoa mulher) que é linda! Há alguns passeios só até ali, eles chamam de Quebrada Llanganuco (onde estão as Lagunas Chinancocha e Orconcocha - lagoa homem). Avistamos o Huascarán, tiramos fotos e seguimos de ônibus até Cebollapampa (3900m de altitude), início da trilha para a Laguna 69 (esta fica a 4600m de altitude).  

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Foram cerca de 3h de caminhada na ida!!! Cansativo, mas muito bem recompensado pelas belas paisagens no caminho e na lagoa. O tempo estava frio, com períodos de chuva, mas estando com roupas adequadas dá para ir muito bem. Não é recomendável para o primeiro dia.

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No ônibus, fui ao lado de uma suíça que iria fazer o trekking sta Cruz. Ela havia reservado pela agencia ECO ICE, pela internet, cerca de 240 dol. Pensei em procurar essa agencia para ver se ainda haveria vaga...

No trajeto de ônibus voltando para Huaraz estava chovendo e frio...acabei decidindo que não queria passar perrengue. Nessa época do ano não seria mais tempo de chuva, mas como o clima está louco...estava chovendo todos os dias...eu preciso de banheiro pelo menos dia sim dia não...decidi ficar mais 3 noites no mesmo hotel, com banheiro privativo e TV e desisti do trekking.

20/05/2017: tive uma noite péssima, acordei com barulho de hóspedes bêbados chegando no hotel de madrugada, além de música de alguma casa noturna que ficou com som alto até 5h da manhã!!! Conversei na recepção e me mudaram para o andar de cima que foi mais tranquilo nas outras noites. Nesse dia fui por conta própria para a Laguna Churup. Peguei van às 8:30h até Pitec. A van sai da esquina da Av. Prorrogação Augustin Gamarra com Av. Antonio Raimondi; passa por uns bairros bem simples. Passa por Llupa e até ali seriam 5 soles, mas como estávamos em 5 pessoas que iriam até Churup ele continuou por mais 5 soles até a entrada do Parque. Eu havia sido informada no Centro turístico que era possível fazer essa trilha sozinha, mas não achei fácil! Teve um trecho com cordas e que precisava cruzar a água, contei com ajuda de um grupo.

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Teria desistido se não fossem eles. Também exige bom condicionamento devido altitude (fica a 4480m) e trechos com pedras. Demorei 1h40 no trecho de ida. Estava nublado, mesmo assim a vista era linda! A Lagoa é verde, bem diferente da Laguna 69. Recomendo as duas igualmente. Mas a sensação de vencer desafio na Churup foi maior. Além de ter menos muvuca que na 69. Eu havia comprado o bilhete de 65 soles pois a princípio faria o trekking santa cruz. Esse bilhete valia para qualquer parte do parque Huascaran. Mas como só utilizei em 3 partes, teria sido mais vantajoso pagar os 10 soles de cada entrada.

Tinha horário para voltar, a van que nos levou ficaria esperando. Sem ela não havia outro tipo de transporte.

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Então comecei a fazer a trilha da volta sozinha, pois o grupo que me ajudou era de moradores de Huaraz que estavam fazendo picnic e iriam ficar mais tempo por lá. Na volta conheci uma brasileira que estava morando no Peru e faz escaladas e sua amiga peruana. Perguntei sobre o Nevado Mateo, que haviam me falado ser um local em que se podia caminhar na neve. A peruana me indicou a agencia Andeankingdom e fui me informar...seria uma experiência muito diferente. Na agencia disseram que faziam o passeio a partir de 2 pessoas, ainda não sabiam se teria mais uma pessoa para fazer comigo...fiquei na espera.

À noite jantei um ¼ monstrito no restaurante ao lado do hotel: era um prato muito grande, ¼ de frango assado, arroz chaufa (ovo, moyashi, pimentão), batatas e salada.

21/05/2017: fiz o passeio para Ruinas de Chavín com a agencia Pablo Tours (35 soles + 10 entrada no parque). Sai de Huaraz às 9h, a van foi lotada e eu era a única não peruana! Paramos no caminho para tirar fotos na laguna Querococha (3980m) que é linda também! No trajeto tem passagem por um túnel sob a cordilheira, incrível o caminho. Gostei muito. É o passeio que menos exige esforço físico. O Sítio Arqueológico de Chavín de Huántar é Patrimônio Histórico da Humanidade. O povo Chavín teve grande importância histórica para a civilização peruana, por isso tantos peruanos visitando o local. E quem entende de arqueologia fica mais fascinado ainda. Passamos também no Museu Nacional de Chavín, que foi uma doação do governo japonês em 2008, onde se conta de forma mais didática como funcionava a civilização Chavín. Algumas informações interessantes desse passeio: Estela de Raimondi é uma escultura pétrea, original está no museu em Lima; El Lánzon é uma escultura esculpida em granito irregular, mede 4,54m; Cabezas clavas eram esculturas de cabeças que ficavam na parede dos templos com feições de felinos. Xamãs tomavam chá do cacto de San Pedro, alucinógeno, e possivelmente a imagem das cabeças clavas poderiam ser as imagens formadas após o efeito do chá.

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22/05/2017: a agencia não conseguiu outra pessoa para o passeio do Nevado Mateo, mas me fez a proposta de fazer sozinha com o guia e eu aceitei! Foram 210 dol pelo passeio com alimentação e equipamentos. Caro, mas valeu por ser algo totalmente diferente e pela alegria que senti ao ver tanta beleza. Passei um pouco de medo também e muito frio, mas adorei!

O taxi com o guia me pegou no hotel às 3:45!!!!  Foram 2 horas de estrada, passamos por Carhuaz e depois Ulta, até a base para subir o nevado. Dava para sentir que a estrada tinha muitas curvas, o tempo estava ruim, com chuva e o carro quase bateu numa vaca no caminho, não tinha quase nada de visibilidade! Ao chegarmos no alto, onde teríamos que começar a caminhar, estava nevando! Eram 6h da manhã...esperamos uma hora e como melhorou um pouco iniciamos a caminhada. Havia mais um turista com seu guia no local! Passeio super vip!!!! Desde o início fui ligada ao guia com equipamento de segurança. Tem uma parte em que se caminha por pedras e depois começa o trecho com neve (nessa parte coloquei os sapatos especiais e os grampos e óculos escuros). Senti até calor com a quantidade de roupa que estava usando, fui tirando as camadas conforme subia... Lá do alto consegui avistar 3 lagoas e estava em frente ao Huascaran! Fiquei um pouco até recuperar energias e descemos de volta. Cair na neve até era gostoso, mas fiquei imaginando como saber se naquele trecho não teria um buraco sem fim? O guia disse que a textura da neve indica por onde é possível caminhar e nos trechos mais íngremes a chance de avalanche é maior...correu tudo bem, voltei cansada, mas feliz!!! Os donos da agencia são também donos do Hostel e bar Campo Base e eu e o guia ganhamos uma porção de pasteis e um pisco sour cortesias por termos subido ao cume do nevado Mateo. Achei muito gentil! E gostei da região onde fica esse hostel, é um tipo de vila com vários restaurantes, agencias, hostels...O guia que me acompanhou é o Jack Sierralta, super gente boa.

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23/05/2017: dia de descanso para andar por Huaraz. Passei pela Praça Soledad onde está a igreja Soledad, padroeira de Huaraz. Caminhei até a Rua José Olaya, que foi a rua onde permaneceram intactas casas após o último terremoto em Huaraz. Aos domingos tem feira gastronômica ali. Como não era domingo, o mais interessante nessa rua foi ver 2 vacas andando soltas e um rebanho de ovelhas sendo tocadas por ali!!!

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Caminhei até a Igreja S. Francisco, fui ao mercado Central e fiquei horrorizada como eles deixam carnes expostas sem refrigeração e as cestas de pão no chão. Almocei no Bistro de Los Andes. Fica numa esquina na Praça das Armas, no andar superior, de onde se pode avistar a praça e as cordilheiras. Tomei Shacue (sopa de feijões andinos com ovo e queijo). Visitei o museu arqueológico de Ancash onde vi um resumo do que já havia visto em Chavín. Descansei um pouco no Hotel até o horário de jantar e pegar o ônibus para Trujillo. O jantar foi no Café Andino, que ficava próximo ao hotel e achei bem aconchegante. Comi quinaufa (parecido com arroz chaufa, mas com quinua no lugar do arroz). O ônibus para Trujillo saia do quarteirão atrás do hotel, era da companhia Linea (50 soles), executivo, consegui descansar. Apesar de um trecho cheio de curvas no início e não ter nenhuma parada, a viagem foi tranquila.

24/05/17: tomei taxi (5 soles) até o hostel Munay Wasi. Encontrei um casal de franceses que havia feito o trekking santa cruz, mas havia se queixado de terem tomado ônibus público!!! Não havia um transporte contratado para eles, então tiveram que esperar muito para chegar do fim da trilha em Huaraz. Além disso disseram que o guia não explicava nada no trajeto, só caminhava e os turistas iam cada um por si...não me arrependi de não ter feito, ao saber disso. Gostei dos passeios que fiz, mas se algum dia tiver companhia pretendo ir com alguma agencia melhor. Encontrei a suíça que também fez o trekking, mas pela eco ice e disse que foi melhor, era um grupo menor, os equipamentos eram ok, transporte real para o grupo.

No hostel me deram informações sobre os passeios que conseguiria fazer em Trujillo sem agencia. Fui para Huaca de La Luna, visitei o museu e depois visitei a Huaca. A visita guiada está inclusa no valor do ingresso e foi ótima. A Huaca del Sol está fechada para investigação, está bem destruída. As Huacas foram provavelmente pirâmides. Templos administrativos (Sol) e religioso (lua) da civilização Moche, que viveu de 100 a 600 dC. Viviam entre a montanha (pai) e rio (mãe). Cerro Branco: pessoas de Trujillo subiam no cerro, mas demorou para saberem que ali haviam as Huacas. Civilização fazia sacrifícios (sangue dos guerreiros em troca de água) pelos Deuses, quando demorava muito para chover faziam as oferendas. Huaca del sol: 11 andares. Desenhos simétricos, muitas aves, répteis, coloridos. Há uma teoria de que os Moches teriam se mudado e virado o povo de Chan Chan...

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25/05/2017: fui a Chan Chan. Estava sozinha, então não paguei pelo guia. Comprei um folheto informativo. A grandiosidade do lugar é interessante, mas gostei mais das Huacas. Caminhei até o Museu de Chan Chan, mas não compensa, não tinha quase nada. Peguei o ônibus até Huanchaco, mas também não gostei dessa praia. Ela é cheia de pedras, não se pode caminhar molhando os pés na água, só pelo calçadão. O céu é cinza, deve ser boa para surfistas (tinha muitos). Caminhei um pouco, passei por uma igrejinha e peguei o ônibus de volta para almoçar em Trujillo. Fui ao restaurante que me recomendaram como tendo o melhor ceviche da cidade: El Rincón de Vallejo.  Foi gostoso, não sei se é realmente o melhor pois não comi em outros lugares. Mas gostei do ambiente. Depois do almoço caminhei pelo centro histórico, entrei na casa de la Emancipación e no Centro cultural de Trujillo. À noite voltei à Casa de la Emancipación pois havia um show gratuito de lançamento do cd de uma cantora de Trujillo.

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26/5/2017: Fui ao Palácio Iturregui que atualmente é um clube privado e abre das 8-10:30 para visitas ao seu interior. Cobram 5 soles. Não gostei. Em compensação, fui também na Casa Urquiaga, onde a entrada é gratuita e tem guia que explica cada cômodo, nessa Casa valeria pagar para entrar! Caminhando pela Calle Pizarro, vi uma apresentação de marinera na Plaza de la Merced. Teve um mini-aula também, mas não participei, só fiquei olhando como as pessoas se empolgam! Almocei e à noite peguei o ônibus para Lima.

 

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27/5/17: O ônibus da viação Cruz del Sur era o único que chegava na Javier Prado, em Lima. O hostel havia me dito que esse seria o local mais próximo deles. Mesmo assim precisei pegar um taxi (cerca de 20 min). O hostel ficava em Miraflores e saí para encontrar o tour a pé que sairia dali até o centro de Lima. Há mais de um grupo que realiza esse tour, eu fiz com o guia de colete amarelo e gostei muito. O tour foi pelo centro histórico e o guia contou um pouco sobre a história de Lima.

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Terminou com uma degustação de Pisco Sour e explicação sobre o Pisco. De lá fui ao bairro Barranco, onde almocei e à tarde fiz outro tour a pé. Eu já havia ido nesse bairro boêmio à noite, na minha outra viagem a Lima. Foi interessante vê-lo durante o dia e conhecer um pouco mais sobre sua história. Vi um cara pedindo a namorada em casamento na ponte!

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Não lembro o nome da ponte, mas dizem que as mulheres que atravessam a ponte com a respiração presa e fazendo pedido tem esse pedido realizado em 2 horas! Não consegui passar sem respirar, kkkk.  Nesse bairro fiz tour com pessoal de colete verde (disseram ser o primeiro grupo a fazer tour a pé em Lima), gostei muito também.

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28/5/17: Não gostei do hostel onde me hospedei em Lima, pior custo benefício da viagem. Fiquei num quarto individual, mas o banheiro só ficava no andar de cima. O hostel era uma casa grande, o quarto individual era a provável despensa onde colocaram uma cama. Tinha cheiro de mofo. Nesse local teria sido melhor ficar no quarto coletivo. Nesse dia caminhei por Miraflores, pela costa e fui até o Museu de Arqueologia e história do Peru (vi mais uma vez a Estela Raimondi, dessa vez a original). O museu fica no bairro Pueblo Livre, é muito bonito e didático. Fiquei com vontade de conhecer Ica e Nazca...Depois do museu fui à Huaca Pucllana, uma pirâmide. Lembro de passar por ela à noite e vê-la iluminada da outra vez que estive em Lima. Mas dessa vez fiz o passeio por dentro. Ela existe há 1500 anos, feita de adobitos, construção resistente a sismos (tem espaço entre as pedras). Vi as tumbas dos Wasi (crianças sacrificadas!!! Eram da família ou não? Mistério...).

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À noite fui ao Larcomar, comi lanche no Papachosperu.

No Peru, pelo menos em todas as cidades que visitei, não há um terminal rodoviário para todas as companhias, portanto é bom se assegurar do endereço do embarque e desembarque. A tarifa mais barata pode sair cara pelo tempo de deslocamento (e custo do taxi).

Essa foi minha segunda vez no país (na primeira fui a Puno, Cusco e Machu Pichu e Lima) e com certeza voltarei. Ancash me encantou com a Cordillera Blanca, ainda há muito que ver por lá. E conversando com outras pessoas fiquei com vontade de conhecer Ica, Arequipa, Nazca...

 

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As únicas cidades que tem terminal em Peru são Lima,Arequipa,Ica,Cuzco e Puerto Maldonado. 

Errou em não ir com guia em Chan Chan,ia gostar mais que a Huaca de la Luna.

Mas deve ter sido muito bom,como quando fui achei.Parabéns pelo relato!

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      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que onibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O polícial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repetive que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me estorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34 9 9944 2608
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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    • Por Marçal Luiz Carlos
      Olá,
      Pessoal estarei em viagem ao Peru nos próximos dias e estou em dúvida se levo Real ou Dólar para trocar.
       
      Devo arriscar em duas conversões? 
    • Por JANA COMETTI
      Salve galera! Acabo de voltar de viagem e queria dividir um pouco da minha experiência nessa viagem incrível com vocês.
      Ficamos 3 dias em Lima e 9 dias em Cusco e região. A viagem foi feita entre 27 de junho e 9 de julho. Viajamos em dois casais, o que ajudou na redução de custos em hospedagem e transporte.
      Dia 1 - Lima: Voamos Guarulhos--Lima pela Latam, chegando a Lima as 11 da manhã. Pegamos um táxi da taxi green, no desembarque do aeroporto, que cobrou 80 soles por uma van até Miraflores. Como estávamos em 4 pessoas, saiu um bom preço. Demoramos cerca de 40 minutos para chegar, o trânsito no Peru é uma loucura, especialmente em Lima.  Nos hospedamos no Trendy Host Canvas, em um apartamento de três quartos que saiu cerca de 120 reais a diária por casal(já que estávamos em 2 casais). Ele fica na avenida Pardo, movimentada e barulhenta. Acredito que quanto mais perto do Shopping Larcomar, melhor a localização da hospedagem, os arredores da avenida Larco são bem interessantes. De qualquer forma, o apartamento era bom e tinha supermercado a duas quadras. Almoçamos no Mercado de Surquillo, ao qual fomos de uber, mas poderíamos ter ido a pé. O Uber foi a forma que escolhemos pra nos locomover por lá, como estávamos em dois casais, ficou mais barato que o metropolitano, o ônibus mais turístico deles, que tem um corredor próprio e leva a alguns pontos turísticos. No Mercado de Surquillo almoçamos no El Cevichano, comemos causa(rocambole de batata recheado de peixe), ceviche e chicharron(peixe, lula e camarão empanados fritos) por 36 soles o casal, mais 10 soles a cerveja Cusquenha grande. Excelente escolha. No mercado dá pra provar frutas típicas, comprar petiscos como maiz e camote chips(milho e batata doce típica cor de abóbora), entre outros. Depois fomos caminhando até o Malecón, onde visitamos o Faro de la Marina e o Parque del Amor, lugares lindos e fotogênicos debruçados na falésia de frente ao Pacífico. No Parque del Amor á uma escadaria para descer até a beira-mar, o que fizemso, pois a ideia era alugar prancha e roupa para surfar(ja que surfamos em nossa cidade, Ubatuba), mas o frio deu uma desanimada. Venta bastante em Lima e nessa e´poca do ano o tempo é completamente nublado. Mas não chove. Voltamos de Uber, passamos no mercado, compramos coisas para lance e café da manhã e fomos assistir o  jogo Brasil e Paraguai da Copa América no apartamento.
      Dia 2 - Lima: Fomos ao Centro Histórico, de Uber, uns 40 minutos. Caminhamos e fotografamos a Plaza de Armas, Catedral de Lima, não entramos, vimos a troca de guarda. Caminhamos um pouco pelo lindo Centro Histórico, passamos pela casa de literatura peruana e fomos visitar o museu e catacumbas do convento de São Francisco. A visita foi bem legal, custa 15 soles. Havia uma fila enorme na igreja anexa, era dia de um santo de causas impossíveis de quem os peruanos são devotos e eles estavam lá esperando para poder tocar o santo. Almoçamos um menu, almoço típico oferecido nos restaurantes do Peru, que costuma vir com entrada, prato principal e bebida, no centro por 15 soles, com salada, talharim verde (com pesto, bem comum por la), com lomo saltado e suco de pina (abacaxi). De la fomos de uber para o Parque de la Reserva, 10 minutos, um parque com um circuito de 14 fontes algumas interativas e que se iluminam a noite e dão um show. Programa imperdível em Lima, entrada 4 soles. A partir das 19h a fonte principal apresenta projeções holográficas da cultura peruana. De la, uber para o apartamento.
      Dia 3 - Lima: Fomos ao Museu Larco, de Uber, uns 25 minutos. O museu é incrível, com peças da cerâmica, tecelagem, ouro e prata dos povos pré--incas, incas, entre outros. Há uma sala separada com arte erótica da época. Entrada 30 soles, professora, como eu, paga meia, basta apresentar holerite. De la pegamos Uber e fomos até a praia de La Herradura, que tínamos visto em vídeos em dia de onda e queríamos conhecer. Não tinha onda no dia e achamos o lugar bem abandonado. Seguimos no uber até o bairro mais legal de Lima, Barranco. Almoçamos no Juanito de Barranco, um bar frequentado pela galera local, onde assistimos a partida Peru e Uruguai, vencida nos pênaltis pelos peruanos. Comemos ceviche e chicharron, uns 35 soles por casal e tomei dois chilcanos, um drink parecido com caipirinha feito com Pisco, 7 soles cada. Chopp caneca a 10 soles. De la, caminhamos pelas ruas do bairro, que tem vistas pro Pacífico, muitos muros grafitados, uma pracinha com igreja e biblioteca, como no interior. De lá descemos na beiramar e fomos caminhando até a próxima escadaria, a que já tínhamos descido no parque del amor, w subimos para ir até o Shopping Larcomar, um shopping a céu aberto com vários restaurantes e lojas caras, mas onde a galera se reúne. Comemos uma sobremesa no restaurante Tanta, um suspiro limenho maravilhoso, 12 soles. De lá caminhamos até o apartamento.
      Lima é uma cidade segura para o turista, bonita, barata, com vistas incríveis e uma comida sensacional. Vale a pena dar uma chegada antes de subir para os Andes. Uma informação IMPORTANTE que não costuma aparecer nos blogs de viagem é que se você for para Cusco pela latam (ou antiga avianca) e quiser passar uns dias em Lima, já que os voo fazem escala lá, você terá que pagar uma taxa absurda, em torno de 500 reais, no momento do embarque para Cusco. Essa cobrança é só para estrangeiros, para peruanos não há cobrança. Se for só uma conexão, e você não sair do aeroporto, não há essa cobrança. Liguei na latam e eles confirmaram a cobrança, mas a informação não consta no site. Quando descobrimos isso, compramos a passagem Guarulhos-Lima e Cusco-Guarulhhos e o trecho Lima-Cusco compramos pela Peruvian, uma empresa low cost peruana, que tinha muitas críticas no trip advisor, mas nos atendeu perfeitamente. Não houve atraso, avião ok, check in online, embarque organizado, podem voar tranquilamente.
      Dia 4 - Cusco: Nosso voo era as 9:30h da manhã, tudo certo no embarque, chegamos em Cusco já por volta das 11h. Pegamos um taxi por 40 soles (20 soles por casal) para a pousada, que ficava bem perto da Plaza de Armas, o Nao Victoria Hostel. Pousada linda, bom atendimento, café da manhã ótimo para os padróes peruanos, com quartos privados e coletivos. Chegamos, fizemos check in, fomos almoçar algo beeem leve, uma sopa no Chia vegan kitchen, deliciosa sopa andina. Gastamos uns 45 soles em duas sopas, um refri e uma limonada. A ideia nesse dia  era comer leve e descansar e foi só o que fizemos. IMPORTANTE SORROCHE: o mal de altitude acomete a todos, uns mais, outros menos, mas todos sentirão tontura, enjoo, falta de apetite, dor de cabeça, falta de ar, taquicardia. É importante comer leve e descansar bastante no dia que chegar, e nos próximos dias ir fazendo as atividades em um crescente, você vai sentindo que seu corpo vai se acostumando e os efeitos vão sendo mais leves. Antes de sair de Lima, no aeroporto, começamos a tomar as Sorroche Pills, compradas em Lima, composto de cafeína, ácido acetilsalicílico entre outros, que ajuda a diminuir os efeitos. Tomamos por 3 dias, de 8 em 8 horas...sem bebidas alcoólicas nesses dias. Chá de coca e chá de munha, uma outra erva andina, ajudam muito, são super digestivas, eu só evitava tomar a coca a noite. Nos passeios, mascar a coca ajuda muito no combate a dor de cabeça. E a água florida, uma outra medicina andina, os guias espirram na sua mão e você inala, abre os pulmões na hora e ajuda muito na falta de ar. Nos passeios mais pesados, certifique-se que o guia tenha um cilindro de oxigênio para uma necessidade.
      Dia 5 - Cusco: Dia livre para caminhar pela cidade sem compromisso, trocar dinheiro e comprar o boleto turístico (ambos na avenida El Sol, perto da Plaza de Armas), curtir a Plaza de Armas, ver o Qorikancha (não entramos), o Mercado de São Pedro, respeitando a aclimatação. Almoçamos no Antojitos, menu a 14 soles com salada, sopa, prato principal e chicha morada, suco típico feito com o milho roxo, deliciosoo. O prato é enorme, saboroso, e dá pra duas pessoas sob efeito do sorroche rs. Jantamos em uma pizzaria do lado do hostel, pizza para dois e uma jarra de limonada por 25 soles.
      Dia 6 - Cusco: Para economizarmos um pouco e comprarmos o boleto turístico parcial, ao invés do geral, invertemos nossa programação. Faríamos nesse dia maras e moray, mas acabamos fazendo Palccoyo. Pra quem não sabe, Palccoyo é uma montanha colorida alternativa à mais famosa Vinicunca, que também é mais cheia e com trilha mais pesada. São 4 hhoras de van, saindo as 7 da manhã, passando pelo povoado de Checacupe, com uma ponte inca e linda vista. Em Palccoyo, chegamos de van até 4200 metros, então já fomos sentindo o efeito do sorroche ainda na van, o que foi sendo amenizado pela coca e água florida. A caminhada é curta, fizemos o circuito todo em duas horas, o que incluiu subir ao mirante mais alto e em seguida a um bosque de pedras, chegando a 5000 metros de altitude. O lugar é incrível, se vêem várias montanhas coloridas, o valle rojo e as pedras. Na descida, senti bastante dor de cabeça, que me acompanhou até a volta a Cusco. O passeio incluía um almoço, que foi bem fraco. Valor do tour: 35 dólares. Chegamos de volta a Cusco as 18h, e jantamos novamente na pizzaria do dia anterior. E lá assistimos Brasil e Argentina!!
      Dia 7 - Cusco: Saímos as 9h para o passeio de Maras e Moray. Primeira parada foi um centro artesanal em Chinchero, onde uma peruana super simpática deu explicações e demonstrou um pouco sobre a lavagem, fiação e tingimento das lãs. Linda apresentação. Lá se podia comprar artesanatos um pouco mais exclusivos e ver lhamas e alpacas. De la fomos a Moray, sítio arqueológico com terraços agrícolas em formato circular. A visita foi bem rápida. De la para uma loja onde havia para vender sal de maras e a água florida, entre outros produtos típicos. De lá fomos a Salineira de Maras, passeio contemplativo das poças de sal a partir dos mirantes, não se pode mais andar entre as piscinas. Mesmo assim vale a pena. Valor do tour: 10 dólares mais a entrada das salineiras que foi 10 soles. A entrada de Moray está inclusa no boleto turístico, como compramos o parcial foi 70 soles. Chegamos de volta umas 15h, almoçamos no Chauka, menu por 15 soles com entrada, sopa e prato principal, este para uma pessoa só. Demos uma descansada e fomos assisitir o jogo Peru e Chile, semifinal, em um bar cheio de peruanos e gringos, como nós, torcendo para o Peru. O bar estava lotado mas tinha TVs que davam pra calçada, e foi lá que assistimos. Cusquenhha longg neck por 3,70 soles no mercado Gato, bem em frente. Jantamos depois do jogo em uma hamburgueria em San Blas, não anotei o nome.
      Dia 8 - Cusco-Ollantaytambo: Saímos as 8h para o tour do Vale Sagrado. Valor: 20 dólares, entradas inclusas no boleto turístico. Pegamos um guia ótimo, Eri, que fez a galera bater palma. Inicialmente passamos em um povoado para compras de artesanato, em seguida paramos em um mirante com vista linda para as plantações de milho do Vale, e enfim fomos a Pisac. Na cidade, paramos em uma fábrica de prata, onde vimos explicação e demonstração. Infelizmente meu tour não foi ao mercado de Pisac. De lá fomos ao sítio arqueológico. O tour incluía um almoço típico em um restaurante em Urubamba, boa comida. De lá seguimos para Ollantaytambo para visitar o incrível sítio arqueológico, onde ficamos até o fim do dia. Deixamos o grupo e ficamos em Ollanta para dormir e no dia seguinte seguir para Águas Calientes. Que ótima escolha! A cidade é linda, pequenininha, 10 mil habitantes, toda de pedra. Nos hospedamos na Inka Wasi hostal, pagamos 100 reais com café da manhã. Jantamos no Chuspa, uma pizza pra dois com uma taça de vinho por 30 soles, boa escolha.
      Dia 9 - Ollantaytambo-Águas Calientes: Tínhamos a manhã livre e fomos visitar o sítio arqueológico de Pinkuylunna, que é gratuito e fica ali mesmo dentro da cidade. É uma subida intensa, mas tem um lindo visual do sítio arqueológico de Ollantaytambo, vale super a pena. Almoçamos na Plaza de Armas de Ollanta por 15 soles o menu, com sopa, prato principal e chicha morada. Pegamos o trem da Inca Rail as 16:20, excelente serviço com bebidas quentes e snacks. Chegamos em águas Calientes por volta das 18h, compramos os tickets pra van e fomos pra pousada Hostel LunaMuna, por 85 soles o casal. Jantamos por 30 soles pizza para dois, cerveja Cusquena dois por um e pisco sour grátis. Cuidado com a pegadinha nos restaurantes de Águas Calientes, que tem várias promoções na porta para atrair os clientes mas acabam cobrando serviço de mesa, o que não esta escrito em lugar nenhum e acaba por anular as promoções. Pagamos 10 soles pelo serviço. Foi o único lugar do Peru que cobra esse serviço, lá não cobram 10% do garçom.
      Dia 10 - Machu Picchu: Nossa entrada era as 8h, mas subimos meio tarde, porque esperamos pelo guia (10 dólares por pessoa) e o resto do grupo. Não vi ninguem conferindo na porta se estávamos com guia, então acho besteira. Chega lá dentro, você não que ouvir explicação, você quer explorar e absorver aquela energia toda. Pegamos uma fila de uns 10 minutos para a van e entramos, antes carimbando o passaporte numa barraquinha que fica logo na entrada, do lado de fora. Não vou falar muito de MP, não há palavras que descrevam, mas uma dica é fazer a trilhazinha pra Ponte Inca, tem um visual incrível e pouca gente vai pra lá. Descemos umas 14 horas, uma fila de uns 20 minutos pra van pra descer. Chegamos, comemos em uma feira popular que estava acontecendo na cidade e as 16:20 pegamos o trem da Inca Rail, sem serviço de bordo(opções sempre mais baratas dos trens). Chegando em Ollanta havia um carro nos esperando (20 soles por pessoa, total 80 soles), já combinado com a agência. Chegamos em Cusco por volta das 20h. Jantamos no Chakruna, hamburgueria delícia em San Blas, por 34 soles dois hamburueres com batata rústica(limonada acompanhando) e uma Cusquenha. Mudamos de hostel nessa segunda etapa em Cusco, subimos o morro e fomos pra San Blas, na Pension Sanblena, 100 dólares por 3 noites.
      Dia 11 - Cusco: Dia livre para passeios e comprinhas no mercado de San Blas e de São Pedro. Almoçamos no Nao Victoria Café, menu 15 soles com entrada de pasteizinhos de queijo(eles dão outro nome) com guacamole e pasta a carbonara, mais limonada. A tarde assistimos a final da Copa América, Peru e Brasil, primeiro tempo na Plaza de Armas, onde colocaram um telão; segundo tempo no barzinho que vimos o outro jogo, muitos brasileiros assistindo também. Depois de algumas Cusquenhas com a vitória do Brasil, fomos jantar em San Blas, não gostei do restaurante e não anotei o nome.
      Dia 12  Cusco: Último dia, tour iniciando as 4:30 da manhã, Laguna Humantay, valor 25 dólares. Meu tour preferido, já aclimatada, subi num ritmo bom, não senti efeito do sorroche praticamente. Uma hora e meia de caminhada aproximadamente na subida. Uns 40 minutos embasbacada com a beleza daquilo tudo e depois uns 40 minutos pra descer (em ritmo bem acelerado). O tour incluiu um bom almoço no povoado de Soraypampa (e desayuno típico também). Chegamos em Cusco umas 17h. Jantamos no Beers & Burguer em San Blas, 20 soles hambúrguer delicia de alpaca com fritas típicas e 10 soles caneca de cerveja artesanal IPA.
      Dia 13-Volta ao Brasil, vôo as 8 da manhã, taxi até o aeroporto 40 soles para 4 pessoas.
      Todos os passeios de Cusco fiz com a agência Peru Happy Travel, contato Carlos. Tem página no Facebook.
      Quem quiser ver fotos, relatos, vídeos, segue lá no insta @janacometti
      Viagem incrível, já deixou saudades!! Povo amável, autêntico e acolhedor!!
       
       
    • Por Biasalmeida
      Pessoal chegarei em lima no dia 24/09 e de lá passarei por paracas e nasca, ate chegar a cusco, onde ficarei de 30/09 ate 09/10.
      Alguem nesse período nessas cidades?
    • Por SchullerRenan
      --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
       
       
      Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e  já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca:
      O Trekking de Santa Cruz

      Trata-se de um trekking que leva em média 4  a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia.
      O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria.
      Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia.
      ITENS  QUE LEVAMOS NA MOCHILA
      Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição.

      Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço!
      Nossa alimentação para 5 dias de trekking
      Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade  NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso  com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮
      O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou  itinerário a seguir. Liberdade!
      Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto,  isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco )
      Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana,  óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente.
      Kit higiene compacto
      Kit primeiro socorros
      GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras.
      Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás.
      Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°.
      O LUGAR
      Cordilheira Branca, Huaraz, Peru
      Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju
      O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27  com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado!
      O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru  e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado.
      É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe.
      A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época.
      O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome.
      No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes  da Paramount Pictures.
      O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca.
      Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem.
      Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas
      Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada.

      O TREKKING
      DIA 1  – Subindo o vale montanhoso
      Segunda feira – 27 de agosto de 2018.
      Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha.
      Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia)  e  quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar,  já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado.
      A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans.
      Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz
      Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo  local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado.
      Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz
      Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer.
      Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa
      Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha!
      As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região.
      De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa.  Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou  mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho!
      Era tudo que queríamos naquele final de tarde!

      O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada.  Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia.
      Noite linda, descobrindo um lugar incrível!
      Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza.
      Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho.
      DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas
      28 de agosto de 2018
      Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza  um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida!
      Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h.  Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz.
      Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar.
      Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs)
      Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada.
      Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto!
      Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h.
      Área de Camping Llamacorral
      Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono!
      Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil.
      O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável.
      Parada para lanche abrigados do vento e do sol!
      Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia.
      Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais.
      Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo.
      Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas.
      Laguna Jatuncocha! Surreal!
      Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico.
      Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo.
      Veios de água que correm da montanha
      Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante!
      Se aproximando das montanhas nevadas
      Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo.

      Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union.
      A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer.
      Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos  subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo.
      Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados!
      Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil )

      2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union.
      Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde:

      Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou.
      Segundo acampamento
      A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração.
      DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas
      29 de agosto de 2018
      Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados…

      Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas!

      Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur,  para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union.
      No caminho:

      No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras!
      Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo.
      Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!”
      Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas.
      Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar.
      Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek.
      Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash,  que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard.
      Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro.
      Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES!
      Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz.
      Nevado Artesonranju, a montanha piramide.
      Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados!
      Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava!
      Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo.
      Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha.
      Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) .
      Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali.
      Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo)
      Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado.
      Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas
      Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que  passaram por aqui.
      Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos.
      Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água.
      Valeu a pena chegar aqui!
      Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia.
      Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju
      Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde.
      No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis!
      Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis.
      Nossa sala de jantar!
      Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória!
      Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union
      30 de agosto de 2018
      Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento.
      Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca
      Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas!

      Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria.
      Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer
      Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia.
      Rota de colisão 😮
      Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível.

      Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha.
      Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás.
      Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu.
      A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue.
      No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos.
      Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude.
      Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor.
      Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha
      Subindo o Passo Punta Union:

      Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez!
      Subindo…
      Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos  poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens.  Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência!
      Subindo o passo Punta Union!
      Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas!
      Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui.
      Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível!
      Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora!
      Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria 
      Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima…
      Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda
      Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union.
      Chegada ao Passo Punta Union!
      O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer.  Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso.

      Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e  fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados.
      À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção,  ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali.
      Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização!
      Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria
      31 de agosto de 2018
      No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo.
      As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem.
      Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa.
      As 9:30h chegamos ao posto de controle
      Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs.
      Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro.
      Chegada ao Pueblo Huaripampa!
      Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando  ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali.
      Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e  ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza.
      Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais
      Seguimos até uma quitanda,  tomamos uma cerveja quente e comemos bananas.  Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”.
      Quitanda, em Huaripampa
      A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte.
      Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho  ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho!
      Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas.
      Pueblo de Yanama – Vaqueria
      Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada!
      Final da caminhada
      Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus.
      Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão!
      E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo!
      Descendo a montanha
      Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes  na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69.
      Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita
      Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra!
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      Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy.
      Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul
      Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama!
      Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos  e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso!

      Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/


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