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Serra da Mantiqueira à pé - 1.100 kms pela Rainha dos caminhos (Jan/Fev 2018)


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Grande susto na rodovia

9° dia -  12.01.2018  -  Sexta-feira

Saída de Maromba e chegada a Visconde de Maua RJ
+-9 kms em aprox. 02 horas
Acumulado: 205 kms

Essa pousada só serve café da manhã a partir das 08, resolvemos aguardar e sair mais tarde,  nossa intenção era  dormir em Visconde de Maua, isso se achar pousada dentro do nosso orçamento.
Uma chuva fina teimava em cair, como o trecho era curto saímos assim mesmo. Para nossa sorte nossa roupa secou à noite.
O caminho é muito bonito, beiramos um belo rio, com muitas pousadas e restaurantes.
Rapidamente chegamos em Maringa do Rio de Janeiro, atravessamos o rio por uma ponte que passa somente pedestres e chegamos a Maringa de Minas Gerais. Andamos um pouco e atravessamos o rio mais abaixo, onde pegamos uma estrada asfaltada com lindo visual, chegamos em outra estrada asfaltada e viramos à esquerda , essa mais movimentada e com muitas curvas fechadas e sem acostamento, com muito trânsito de veículos, estrada muito perigosa neste trecho.
Uns quilometros, chegamos a pequena, pacata  e bela Visconde de Mauá - RJ,  seguindo indicação da dona de um loja de artesanato,  conseguimos um quarto no Cantinho da Cris  (muitoooo bom).

Visconde de Maua-RJ: pequena, 1050 msnm, não tem nem caixa eletrônico,  linda e limpa,  com muitas flores no canteiro da principal avenida que corta a cidade. Algumas pousadas no centro e outras na redondeza(para todos os bolsos), vários restaurantes e bares, supermercados e artigos turísticos.

Hospedagem: Cantinho da Cris, fone: 024 3387-2222 e 99816-3301, na avenida, perto de tudo, camas ótimas, tv aberta, banheiro compartilhado limpo,  churrasqueira. Preço: $60 por pessoa sem café da manhã.
Lugar ímpar,  casa estilo alemão,  muitas flores,  muitos pássaros,  lugar muito aconchegante. A Cris é uma senhora super gentil. RECOMENDO
 

Lindas pousadas

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Maringa - Rj

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Estrada

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Cantinho da Cris,  linda casa

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O rio grande nasce aqui..

10° dia  -  13.01.2018  -  Sábado

Saída de Visconde de Mauá-Rj e chegada a Bocaina de Minas Mg
+-36 kms em aprox. 08:40hrs
Acumulado: 241 kms

Acordamos 04:30hrs, a Cris gentilmente acordou e preparou um cafezinho para nós  (pessoa ótima), batemos um papo rápido e saímos.
A previsão do tempo indicou alerta amarelo para os próximos dias, com chuvas e trovoadas na parte da tarde dos dias, por isso saímos bem cedo, além do longo trecho  (mais de 36 kms).

Visconde de Mauá-Rj  a Mirantao: +- 11 kms em aprox. 02:45 horas
Alguns quilômetros em rodovia asfaltada sem acostamento e com mato alto(às 05 da manhã tinha pouco movimento),  viramos à esquerda e atravessamos a ponte dos cachorros,  chegamos num bairro, viramos à esquerda e seguimos estrada de terra com lindo visual de montanha. muita sombra, somente uma subida forte (trecho tranquilo,  paramos para tomar um cafezinho numa padaria em Mirantão) - (Têm padarias, mercearia, segundo morador tem pousada).

Mirantao x Santo Antônio +- 11 kms em 02:30horas
Atravessamos a ponte e começou subida, leve no início e muito forte no final. No topo +- 1250msnm,  lindos mirantes dos picos e montanhas da região.
Começou descida forte até o distrito de Santo Antônio(Bocaína de Minas ). Trecho com muita sombra.
Tem padarias, mercearias e Restaurante, pousadas e quartos para alugar  ($60 por pessoa)
Nascente do Rio Grande.

Santo Antônio a Bocaina de Minas:
+- 14 kms em aprox. 03:10hrs.
Trecho mais fácil dos 3, muitas retas algumas subidas e descidas leves,  uma subida média. 
+- 11kms em estrada de terra larga  sem sombra,  o sol forte atrapalhou muito. Os últimos 3 kms em estrada asfaltada sem acostamento e sem sombra.

BOCAINA DE MINAS: Cidade pequena, 1200msnm, tem 3 pousadas na cidade,  mercearias, farmácias, restaurantes.

Hospedagem: Pousada da Cida, Rua João de Sousa Balieiro n° 35 fone: 032 3294-1374 , camas boas, tv aberta, wifi, simples mas limpo. Preço  $40 por pessoa sem café da manhã. RECOMENDO
Tem restaurante Self-service a  $15 por pessoa à vontade.
No almoço de ontem sobrou muita batata frita(cortadas em fatia bem fina, crocante), como fomos despedir dela na cozinha e vimos aquelas deliciosas batatas, pedimos algumas pra degustar, ela colocou um monte num saco e nos ofereceu. Comemos o dia todo.
Essa pousada tinha tudo para não agradar: como a pousada não foi terminada ainda,  as paredes estavam sem tinta, na noite anterior acabou a eletricidade, tomamos banho frio..
Mas o atendimento fraternal da dona CIDINHA fez  toda a diferença.

VISCONDE DE MAUA-RJ x Mirantão 

Forte subidas com lindo visual 

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Cadeia de montanhas 

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Chegando em Mirantão 

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MIRANTÃO X DISTRITO DE SANTO ANTÔNIO 

Vista de Mirantão 

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Longa e íngreme subida 

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Visual de cair o queixo 

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Descida forte até Santo Antônio 

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Pequeno distrito onde nasce o rio grande

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SANTO ANTÔNIO  X BOCAINA DE MINAS 

Estrada de terra larga

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Vale

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Rodovia asfaltada e ao fundo montanhas e bocaina no meio 

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O dia da batata frita. .

11° dia  -  14.01.2018  -  Domingo

Saída de Bocaina de Minas e chegada a Liberdade Mg.
+-25 kms em aprox. 04:50hrs
Acumulado: 266 kms

Devido às fortes chuvas na região ontem, faltou energia elétrica em Bocaína de ontem à noite até a madrugada.  Tivemos que tomar banho gelado.
Acordamos mais tarde, neste dia eram somente 25 kms em estrada asfaltada com poucas subidas e descidas  Saímos às 08:30hrs,  dona Cida preparou um café especial para nós  (café, banana, biscoito de polvilho e BATATA FRITA de ontem(levamos um monte), simplesmente demais) atendimento nota 1000.
O tempo estava encoberto e com nuvens negras, indicando chuva forte, dona Cida ofereceu sombrinha pra nós. ..demais!
Cruzamos o pequeno município e retornamos pela mesmo trecho da rodovia asfaltada que chegamos ontem (fomos até o trevo para Santo Antônio e seguimos reto na rodovia).
Trecho muito tranquilo, muitas retas, algumas subidas e descidas leves, pouco movimento de veículos, apesar da rodovia não ter acostamento não tivemos problemas  (só assustamos com uma cascavel morta no acostamento). Muita criação de gado leiteiro e algumas plantações.

LIBERDADE: cidade pequena, 1160 msnm,  com boa estrutura,  tem banco do Brasil e agência lotérica,  não tem caixa eletrônico. Algumas pousadas e pensões. Têm restaurantes, comércio bem ativo.

Hospedagem: hotel Central, centro, fone: 032 3293-1234 e 99921-0126 ,  camas ótimas, tv, wifi, ventilador, muito confortável e limpo. Preço: $50 por pessoa com café da.  RECOMENDO
Comemos um excelente Self-service à vontade por  $15 por pessoa próximo ao hotel. 
 

Tempo encoberto, 

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Retas sem fim

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Ponte sobre o rio grande (fio dagua)

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Preparando o espírito pra enfrentar as temíveis subidas dos dias seguintes..

12° dia  -  15.01.2018  -  Segunda-feira

Saída de Liberdade e chegada a
Carvalhos Mg
+-19 Kms em aprox. 03:50hrs
Acumulado: 285 kms

Por ser um trecho curto, resolvemos sair mais tarde. Aguardamos o hotel servir o café da manhã e saímos com o tempo fresco e nublado.
Caminhamos cerca de uns 3 kms em rodovia asfaltada sem acostamento com pouco movimento de veículos. Entramos à esquerda numa estrada de terra.
Trecho com algumas subidas e descidas médias, algumas retas,  com linda vista de montanha.
Algumas plantações,  principalmente milho, criações de gado leiteiro.
De novo vimos uma cascavel  morta no meio da estrada (segundo os moradores,  é muito comum, principalmente próximo a represa, avistar cascavéis), ficamos bem atentos.

CARVALHOS: pequena cidade, 1070 msnm, tem 2 ou 3 pousadas,  restaurantes, comércio bom, tem caixa eletrônico do Bradesco e casa lotérica.

Hospedagem: hotel pousada Bianca, fone: 035 3345-1313 99906-3226 ,  camas boas, ventilador, tv aberta, frigobar, wifi. Preço: $50 por pessoa com café da manhã.
Almoçamos Self-service à vontade por  $15 por pessoa próximo a praça principal.

Caminhando com o leiteiro 

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Do lado esquerdo uma barragem, antes levamos um susto com uma cascavel morta na estrada 

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De frente com o maravilhoso e belo pico do papagaio. De volta ao caminho dos anjos. 

13° dia  -  16.01.2018  -  Terça-feira

Saída de Carvalhos e chegada a Aiuruoca Mg
+-19 Kms em aprox. 04:20hrs
Acumulado: 305 kms

A pousada só serve café da manhã(bem fraco) depois das 06:30hrs, por isso saímos mais tarde.
Caminhamos aprox. 1 km e entramos numa estrada de terra à esquerda da rodovia asfaltada  (depois do posto de abastecimento).
Seguimos tranquilos num trecho praticamente reto. Depois começou uma longa e íngreme subida até o topo (+-1400msnm) com lindos mirantes de toda região,  inclusive do pico do papagaio. Após começa uma fortíssima descida, muito escorregadia, até a periferia da cidade.

AIURUOCA: Pequena cidade, 985msnm,  devido ao potencial turístico da região, tem várias pousadas,  restaurantes e comércio estruturado. Tem agência do Bradesco,  lotérica.

Hospedagem: hotel kravo e Kanela(antiga pousada 2 irmãos) centro, próximo matriz, fone 035 3344-1910 e 99757-7633  todo reformado,  limpo, camas ótimas, tv aberta, wifi. Preço: $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO.
Tem restaurante no térreo, com ótima comida, $25 por pessoa à vontade ou $38,40 o quilo.

Tempo com muita neblina e frio 

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Lindo visual do pico do papagaio de outro ângulo 

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Idem, aqui começa descida forte até Aiuruoca 

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Chegando a Aiuruoca 

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Retornando ao pico do papagaio num dos caminhos mais difíceis que já fizemos.

14• dia  -  17.01.2018  -  Quarta-feira

Saída de Aiuruoca e chegada a espairada do Gamarra(antiga pousada do Nadinho).
+-37 kms em aprox. 09:50hrs
Acumulado: 342 kms

Gentilmente a pousada deixou, á noite, café da manhã no nosso quarto.
Acordamos às 04:20hrs, tomamos um rápido café e saímos às 05:05 hrs.
Chegamos na praça da matriz e uma rua antes do Bradesco viramos à esquerda,  descida curta e depois começamos a subir por uma rua até chegar numa estradinha de terra, seguimos sempre subindo,  algum tempo vimos um caminho à direita e subimos até a rodovia asfaltada.
Viramos à esquerda e seguimos sempre subindo, algum tempo vimos as placas indicativas para o Parque do pico do papagaio,  viramos à esquerda e pegamos estrada de terra. Continuamos a subir nesta estrada, depois tivemos subidas em pedra pé de moleque, e mais acima mesclava terra e pedra. Lindo visual do pico do papagaio, do vale e no fundo, Auriouca, ainda com as luzes acessas. Chegamos na pousada Canto das bromelinas(tinha uma placa: fechada - 1650msnm em 02:45 horas).
Continuamos subindo,  até o topo (1900msnm em 03:40hrs), lindo visual de toda região.
Mais 1 km e chegamos na entrada para a descida, viramos à direita e começou um sobe e desce até começar as descidas fortes,  algumas em pedra pé de moleque.
Dessa vez estava mais fácil,  passaram trator na estrada.
No meio da descida tem uma bica d'agua. Teve um incêndio no parque até hoje as árvores estão pretas,  mas recuperando aos poucos.
Chegamos na estrada de terra no final da descida  (1185msnm em 05:45hrs).
Esse trecho também é complicado,  muitas subidas e descidas fortes com muita pedra e escorregadia. Lindos visuais de montanhas, algumas fazendas de criação de gado leiteiro, plantações de milho. O sol castigou muito neste trecho, chegamos sem água na pousada.
Obs. : encontramos um motociclista na estrada e, segundo ele,  tem onça parda solta no parque,  portanto todo cuidado é pouco
Espairada do Gamarra(distrito de Baependi), 910 msnm, tem somente um bar que oferece hospedagem e refeições mas tudo muito simples e caro.

hospedagem: Pousada da dona Filomena  (antiga do Nadinho).
Beliche com colchão muito mole, 
banheiro compartilhado e muito simples, mas pelo menos o quarto estava limpo. Preço: $75 por pessoa com café da manhã(que dispensamos) e almoço simples.
Obs.: eles pediram  $120 por pessoa no início  (expliquei para eles que esse preço estava abusivo e negociamos a $75 por pessoa). Entendo que estão a 10 kms da cidade, mas pelo que oferecem, $120 por pessoa é muito caro, nem ventilador ofereceram. Que saudade do Nadinho.
Conversando com os frequentadores do lugar, eles cobram  $50 para dormir e $15 a refeição.  Como assim  $120 para pessoas que fazem o caminho dos anjos.
Comprei coca-cola em lata a $5 cada,  o pessoal estava pagando  $4.
 

Subidas fortes em pedra pé de moleque ao lado do pico do papagaio 

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Lindo amanhecer 

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No topo do caminho

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Descida 

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A mesma árvore, resistiu ao grande incêndio 

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Verde exuberante 

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Chegando a espirada do Gamarra como muito sol 

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Descida fortíssima com lindo visu. 

Obs.: descida antes da casa rosa 

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Dia leve. No caminho dos anjos, estrada real, Crer e mais alguns

15° dia  -  18.01.2018  -  Quinta-feira
Saída de Espairada do Gamarra e chegada a Caxambu Mg
+-21 kms em aprox. 04:25hrs
Acumulado: 363 kms

Não esperamos o café da manhã,  saímos cedo e pegamos estrada de terra até Baependi,  trecho curto com poucas subidas e descidas, praticamente reto.
Saímos de Baependi  acompanhando os marcos da estrada Real, pouco tempo depois já estávamos no centro de Caxambu, pois é praticamente reto.

CAXAMBU: Cidade turística, 905 msnm, boa estrutura turística  (muitos hotéis, pousadas e restaurantes). Comércio pujante.

Hospedagem: Pousada Águas de Caxambu, fone: 035 3341-4646 centro, camas ótimas, tv a cabo, frigobar, wifi fraca, ventilador, limpo e reformado,  pessoal atencioso. Preço: $60 por pessoa com café da manhã.
Almoçamos Self-service à vontade por pessoa a $19,90 numa padaria próxima ao hotel.

Lindo amanhecer

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Trecho bem leve

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Parque das águas de Caxambu - Mg

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Tomando água gaseificada direto do chão. Circuito das águas de Minas Gerais. 

16° dia  -  19.01.2018  -  Sexta-feira

Saída de Caxambu e chegada a Conceição do Rio Verde Mg
+-27 kms em aprox. 05:15hrs
Acumulado: 390 kms

Gentilmente a pousada providenciou café da manhã as 05:30hrs, pegamos trecho dentro da cidade,  sentido mirante  (apesar da rodovia asfaltada ser mais perto, optamos em andar mais numa estrada de terra com pouco movimento) no final da rua entramos à esquerda e pegamos estrada com lindo visual de montanha. Chegamos, após uma hora, na rodovia asfaltada e viramos à esquerda,  estrada com grande movimento de caminhões e veículos leves, sem acostamento mas sem grandes subidas e descidas. Depois de uma hora e pouco, viramos à direita noutra rodovia asfaltada sem acostamento,  pouco  movimento de veículos, trecho praticamente reto, em pouco mais de uma hora chegamos ao distrito de Águas de Contendas(C.  Rio Verde), vimos uma fila de pessoas enchendo várias garrafas d'agua, eles gentilmente nos deixaram pegar na frente deles (o nosso era só 2 litros) - água gaseificada naturalmente  (segundo eles,  só ali e na França tem desse tipo de água ) realmente é muito boa.
Em Contendas estão construindo um parque das águas pois tem alguns tipos de água por lá.
Cruzamos o pequeno distrito e pegamos estrada asfaltada de novo, esse trecho tem algumas subidas e descidas médias. O que realmente atrapalhou muito foi o sol forte. Logo chegamos à Conceição do Rio Verde mg.

CONCEIÇÃO DO RIO VERDE: pequena cidade,  870 msnm algumas pousadas, restaurantes, bares e comércio bom. Tem agência do Banco do Brasil e Caixa econômica Federal  (não vi outros ).

Hospedagem: Pousada Vale do Rio Verde, ao lado da câmara municipal,  camas boas, ventilador, tv aberta, wifi, limpo, banheiro privado ótimo.  Preço: $60 por pessoa com café da manhã. RECOMENDO.
Almoçamos um ótimo Self-service à vontade por  $17 por pessoa próximo ao banco do Brasil.

Estrada de terra ao amanhecer

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Rodovia asfaltada sem acostamento 

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Lindo visual 

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Entrada da cidade

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A água de Cambuquira foi eleita a segunda melhor do mundo, a primeira colocada secou..então. 

Circuito das águas de Minas Gerais. 

17 ° dia  -  20.01.2018  -  Sábado

Saída de Conceição do Rio Verde e chegada a Cambuquira Mg
+-34 kms em aprox. 07:00hrs
Acumulado: 424 kms

O dono da pousada garantiu que deixaria café pronto para nós  (pois sairíamos muito cedo, 05 da manhã ), acordamos e o café não apareceu, sorte que sempre carregamos mantimentos, mas mesmo assim gostei dessa pousada (apesar do calor monumental).
Saímos às 05 horas,  somente os garis varrendo as ruas do centro,  atravessamos toda a cidade e pegamos estrada asfaltada sem acostamento e com pouco movimento de veículos. Logo chegamos na Br, viramos à direita e, aí sim, muito movimento de caminhões e veículos leves. Essa estrada tem poucas subidas e descidas,  praticamente reta, paramos em dois postos para tomar café.
O sol deu as caras lá pelas 09 horas, em alguns lugares tinha sombra, mas na maioria do trecho não tinha.
Chegamos no trevo(depois de 04:30hrs, 860msnm) que vai para Lambari, e continuamos à direita,  logo a frente entramos numa estrada de terra com subidas e descidas fortes, muita sombra, lindo visual de montanha. No topo  (+-1000msnm em 06:15 de caminhada desde C Rio verde) chegamos num entrocamento e viramos à esquerda,  continuamos subida leve, logo chegamos na periferia da cidade e mais uns 2 kms ao parque das água e hotel.
Percurso com muitas plantações de milho, soja, criações de gado

CAMBUQUIRA: Pequena cidade do circuito das águas de Minas Gerais, 950 msnm, não tem grande estrutura igual Caxambu e São Lourenço,  tem alguns hotéis e pousada,  restaurantes e comércio ativo. Povo muito hospitaleiro e gentil. Conhecemos o parque das águas  ($3 por pessoa), apesar de possuir a melhor água mineral do MUNDO,  eles não exploram esse potencial.

Hospedagem: Hotel Cambuquira, fone: 035 3251-1449 próximo parque das águas,  prédio e móveis bem antigo, mas limpo. Camas boas, ventilador, wifi, tv aberta, banheiro privado. Preço: $50 por pessoa com café da manhã.
O hotel tem restaurante com Self-service a $35,90 o quilo.

Amanhecr

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Somente asfalto

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Chegando a terra do requeijão Catupiry
Mais um caminho: (caminho de Aparecida do Zuca)

18° dia  - 21.01.2018 - Domingo

Saída de Cambuquira e chegada a Lambari mg
+- 23 kms em aprox. 05:00hrs
Acumulado: 447 kms

Acordamos mais tarde, tomamos café da manhã às 06:15hrs e saímos. Passamos na porta do parque das águas e viramos à esquerda e pegamos uma subida fortíssima até uma igreja no topo, seguimos o googlemaps chegamos nas torres de TV,  1100 msnm 00:40hrs de caminhada  (subida forte)
Visual 360° de toda região  (Varginha, campanha, Três Corações. ..)...simplesmente sensacional.
Depois das torres descemos tudo, atravessamos fazendas com plantações de café, milho e criação de gado.
Chegamos na Br sem acostamento e com muito movimento de veículos, viramos à esquerda e seguimos até um pouco antes da ponte e viramos à direita numa estrada de terra, no primeiro entrocamento viramos à esquerda e chegamos numa fazenda com um curral,  atravessamos porteira de arame,  logo a seguir viramos à direita e seguimos estrada de terra.
Mais à frente algumas casas abandonadas,  à frente outra porteira de madeira, atravessamos a porteira e seguimos  (na porteira tem mais 2 caminhos). Neste trecho passa o caminho de Aparecida do Zuca (de Varginha a Aparecida).
Obs.: Esse trecho passa dentro de algumas fazendas , algumas com criações de cavalos, tem momento que a estrada vira trilha,  gramado, mas é só seguir em frente.
Depois de alguns quilômetros chegamos noutra rodovia asfaltada com acostamento e praticamente reta (03:00hrs e 855msnm).  viramos à direita.
Depois de alguns quilômetros chegamos na periferia de Lambari.

LAMBARI, Cidade do circuito das águas de Minas Gerais, 915msnm, muito bem preparada para o turismo, grandes hotéis, pousadas, restaurantes, pequeno parque das águas  (acho o menor do circuito ) mas cidade com boas opções de lazer  (piscina, grande lago. .).
Obs.: Foi em Lambari que criaram o requeijão Catupiry.
Na beira do lago está o mais alto bougainville do mundo  (18 metros de altura)

Hospedagem: Pousada das Águas, próxima do parque das águas, fone : 035 3271-4810 e 98808-4810, camas ótimas, ventilador, tv a cabo  (muitos canais), frigobar, wifi, muito limpo e organizado. Preço: $50 por pessoa com café da manhã.  RECOMENDO

Plantações de café, com linda vista 

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Tempo encoberto 

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Atravessamos porteira dentro duma fazenda 

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Outro caminho 

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Um pouco de sombra ajuda

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Casino de Lambari

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      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Carlosfuca
      Marmelópolis é um município que está situado na Serra da Mantiqueira, sul das Minas Gerais. Fica bem próximo da região de Itajubá. Lá eu acampei no Camping e Pousada do Maeda, que, assim com toda a paisagem do local, é uma pessoa incrível, com vasta história no Montanhismo.
      Aqui vou relatar um pouco de como foi esses quatro dias de viagem, sempre me locomovendo de ônibus ou a pé, passando por lugares magníficos, vivenciando aventuras na mata atlântica, cachoeiras, picos e trilhas!
      Essa região por bem dizer era um sonho a ser realizado, na verdade a intenção foi sempre o Pico dos Marins (2420m), mas por uma questão de logística e de reconhecimento do local, preferi fazer o Pico do Marinzinho (2432m) e lá de cima poder avistar o Pico dos Marins bem ao lado. Sim, já o fitando pra uma futura caminhada...

      (Foto: Do Marinzinho avistando Pico dos Marins)
      "O que vocês diriam dessa coisa
      Que não dá mais pé?
      O que vocês fariam pra sair desta maré?
      O que era sonho vira terra
      Quem vai ser o primeiro a me responder?
      Sair desta cidade ter a vida onde ela é
      Subir novas montanhas diamantes procurar
      No fim da estrada e da poeira
      Um rio com seus frutos me alimentar"
      Dia 1: Ônibus, esperas, ônibus, "Seu Maeda, vê se me escuta"...
      Antes de mais nada, vale frisar que a citação da letra 'Saídas e Bandeiras' foi entendido por mim não como uma reverência aos bandeirantes, mas ao contrario, pois ao invés de entrada é saída. Não tenho a intenção de fazer o mesmo que a história "oficial" diz, que fica a cultuar e honrar esses bandidos assassinos.
      Era um domingo de abril e embarquei as 07h00 sentido Itajubá, num ônibus da empresa Santa Cruz, que nesse horário tinha apenas o executivo. O custo foi de R$60,00. Esse busão deu um rolê considerável, fez umas três paradas, só vi a primeira que foi em Bragança Paulista. Nas outras paradas eu estava capotado no sono.
      Deu meio dia, e cheguei na rodoviária de Itajubá, de lá era a vez de embarcar num ônibus pra Marmelópolis. No site dizia que de domingo só teria as 17h30 pela empresa São José, sendo que nos outros dias tinha o das 15h30. Mas foi isso mesmo, tive que esperar até as 17h30, mas sem erro, faz parte. Era sinal que eu teria mais tempo pra almoçar, ler um livro e por que não tomar umas brejas? Assim o tempo passou rápido. Sei que as 19h00 eu estava no centro de Marmelópolis, foi hora de estender o mapa e seguir rumo ao Maeda, no breu, uma escuridão na estrada. Lá fui eu.
      Da igreja matriz, segui à direita passando pela pousada das flores. Com a lanterna do celular acessa, segui o caminho que começou com uma subida. O trajeto do centro de Marmelópolis até a pousada do Maeda tem em torno de 7km, estava um friozinho, mas logo tive que abandonar a blusa na mochila e secar o suor que escorria no rosto. O caminho que fiz vou deixar evidenciado na foto (27), quem tiver de carro tem placas indicativas desde o centro colocadas pelo seu Maeda. Na real, tudo que está sinalizado de pontos turísticos no Município foi ele quem fez, mostrando quem realmente promove o turismo na cidade.
      Deu vinte minutos de caminhada e um susto! Em meio ao escuro fiz o gesto de olhar pra cima. Fiquei 'espantado' com a quantidade de estrelas que avistei no céu. Tinha muita estrela, não chegava a iluminar a estrada de terra, mas com certeza não daria pra contar de jeito nenhum. Estrela demais, uma baita noite linda.
      As 20h20, cheguei na pousada do Maeda e me deparei com as luzes apagadas. Tinha apenas uma luz ao fundo acessa e por isso me fez chamar e gritar por uns 40 minutos e nada. "Boa noite!!!", "É o Carlos que vai acampar", "Olha o portão, boa noite", "Seu Maeda vê se me escuta"... Gritava e nada.
      Nesse momento eu percebi a bateria do celular acabando, desliguei por um momento e o escuro tomou conta, não dava pra ver nada. Eu já logo pensei, "Pronto, tô começando bem". Mas quando se está numa viagem, imprevistos podem acontecer e é necessário improvisar as vezes. Passei na pousada do Dijalma, que fica ao lado, mas parece que não tinha ninguém. O improviso foi a de montar a barraca por ali mesmo e dormir. Não dava pra acampar na frente do portão do Maeda, pois tinha muita formiga, que inclusive subiram nas minhas pernas e só fui perceber depois das dores. Então, para aproveitar o restante da bateria do celular, tirei as coisas da mochila e montei a barraca mais a frente... Foi aí que uma luz acendeu. Sim, era o seu Hideki Maeda no portão, "Esta hora, Carlos?"
      Dei risada e expliquei o horário do busão, que até então no nosso contato por telefone pensávamos que sairia as 15h30 e então eu chegaria mais cedo. Como foi anoitecendo, ele pensou que era algum tipo de trote. Uma pessoa ir sozinha, na caminhada, e num domingo, realmente não é muito comum. O importante é que deu tudo certo nesse dia, ainda jantei e pude ser muito bem recepcionado pelos Maeda.
      Quem diria que um vizinho pudesse ligar pro Maeda avisando que tinha gente gritando. Ufa, salvou!
      Dia 2: Pico do Marinzinho, bate-volta e autoguiado
      Acordei bem cedo, um friozinho ainda pairava dentro da barraca, que estava bastante úmida na parte interna. O café da manhã estava marcado pras 07:00 horas e foi enquanto eu me alimentava que o seu Maeda deu as últimas informações, contou algumas de suas histórias no montanhismo, e disse que seria uma subida tranquila. Me entregou um mapa e uma capa de chuva, item que eu havia esquecido de levar. Mostrei meu roteiro e os mapas que eu tinha em mãos e também alguns relatos sobre o Marinzinho e sua pousada. Ele leu tudo se mostrando bastante curioso ao que se tem disponível sobre sua pousada na internet.
        
      (Foto: Barraca e jardim do Maeda)                                (Foto: Araucárias e os picos)
      As 07h45, eu já estava com o pé na estrada, pronto pra um bate-volta 'Pico do Marinzinho x Camping Maeda'. A intenção era subir direto e na volta passar pela Pedra Montada.
      Em 35 minutos, cheguei na cerca que delimitava a reserva particular (RPPN Terra da Pedra Montada), e a partir desse ponto não se passa carro nem moto. A trilha continuou ainda bem larga, mostrando que ali fora uma estrada, estrada essa criada a mando de um prefeito jipeiro pra chegar até a Pedra Montada. Hoje em dia está em desuso e tem trechos bem erodidos, mas parece que tem um projeto de asfaltar essa parte no sentido de facilitar o turismo local.
      Por ora, quem alimenta a estrutura turística daquela região é o seu Maeda. E uma dica que dou: quem não tem muita experiência consegue fazer essa trilha. É só estar com a segurança básica, ter vontade e um certo condicionamento pra chegar no topo. De resto tá tudo muito bem sinalizado, sendo uma subida autoguiada. Tem trecho com cerca de arame farpado pra ninguém se perder, e as placas características e com o 'selo Maeda', estão por todo lado onde se é necessário informar a direção.
      Peguei um tempo excelente, e isso fez com que a minha caminhada passasse voando. Não tem nada de andança monótona, foi tudo sempre com um visual esplendido à minha direita e na esquerda, depois de um tempo, eu conseguia avistar o meu destino do dia.
      Depois que passei pelo trecho da Pedra Montada a trilha foi se fechando na mata, tudo estava bem demarcado, mas vira e mexe eu tinha que me agachar pra passar. Após menos de 2 horas cheguei no mirante São Pedro, quem tem 2135 metros de altitude. Ali fiz uma parada pra comer algo, beber água e recompor as energias. Dali pro Marinzinho faltava 1 hora, sendo que o estilo da trilha mudaria um pouco, seria mais rocha e tendo que fazer escalaminhada.
      A partir de então começou a ficar mais puxado, sorte que minha mochila tava leve, o que pesava mais eram os 4 litros de água que eu tava carregando. Com um clima agradável a caminhada ficava sussa, apenas tive que prestar bastante atenção em cada passo, assim diminuí o risco de qualquer tipo de acidente.
      No geral, o silêncio da mata imperava, quando os pássaros voavam, dava pra escutar o barulho das asas de muitos deles que passavam bem perto. Era uma segunda-feira e não encontrei um ser humano sequer na trilha, e nem quando eu estava já no topo do Marinzinho e admirando o Pico dos Marins, não vi ninguém subindo.
      Faltando pouco pra chegar no topo, o tempo fechou e todo o visual que eu tinha, nesse momento só via nuvens. Isso não atrapalhou minha navegação, pois as marcações eram constantes e também tinha cordas amarradas pra ajudar na escalaminhada em trechos mais difíceis.
      E foi por volta das 11h35 que estacionei no topo do Marinzinho. Todo o esforço compensado, o tempo abria aos poucos e formava uma paisagem impressionante. O cenário mudava tão rapidamente que ficava até difícil captar tudo. Depois de uns vinte minutos, a situação se estabilizou e por sorte minha com uma visão aberta pra diversas cidades, o Pico do Itaguaré, o Pico dos Marins e outras montanhas mais ao fundo. Show!
      Coloquei a blusa, pois ventava muito. Comi meu lanche e descansei um pouco. Lógico que tirei várias fotos, mas para além disso fiquei contemplando bastante a natureza para que eu pudesse carregar memórias assim como nas fotos...
      Pra descer foi tranquilo, tive um escorregão que me deixou mais atento e não baixar a guarda na segurança. Exigiu mais dos joelhos, mas foi de boa.
      Passei na Pedra Montada e foi onde vi o ponto de Água, que me pareceu ser o único da trilha. Lembrando que esse trecho da água também estava sinalizado.
      Percebi que o ideal é subir pra ver o pôr e o nascer do sol, mas seria necessário acampar lá em cima. Então, que fique pra uma próxima rs.
      Já na pousada do Maeda, caiu a ficha do rolê que eu fiz, fiquei bastante contente, tinha dado tudo certo até então, e parti direto pro banho. Deitei um pouco na barraca e as 19h00 era hora da janta.
      Pensa numa janta farta, comida bem diversa, uma mistura de mineira com chinesa e japonesa. Foi cobrado o valor de R$30,00, já com refrigerante incluso, salada e frutas. O valor do camping com café R$40,00; sem o café é R$30,00 a diária.
      Para informações sobre o Camping segue Contatos:
      https://pt-br.facebook.com/marmelopolispousadamaeda/
      http://pousadaecampingmaedasuldeminas.blogspot.com.br/
      Os dias 3 e 4 da viagem deixarei pra próxima postagem. Aguardem...
      Até mais!
      Fotos:
        
      (Foto: Portal RPPN - Pedra Montada )        (foto: após passar pedra montada, o pico)
          
      (Foto: outro angulo do pico )                                  (Foto: Mirante São Pedro (2135m))
         
      (Foto: pronto pra subir)                              (Foto: na escalaminhada e olhei pra trás)
          
      (Foto: agora vai, o ataque)                                  (Foto: cheguei no topo, sem visual)
            
      (Foto: vento e o tempo se abrindo )                       (Foto: muito vento)
           
      (Foto: nuvens que se foram e tbem ficaram)                     (Foto: bem loko )
           
      (Foto: o zoom na cidade )      (Foto: o tempo abriu pra ver o Itaguaré)
           
      (Foto: depois da mudança de tempo)                     (Foto: as nuvens se dispersando)
           
      (Foto: tempo abriu pra ver o Marins)             (Foto: Marins, nuvens e sombra)
         
      (Foto: Selfie e Itaguaré desfocado no fundo)      (Foto: Marcações e a corda pra ajudar)
           
      (Foto:Descendo na volta e o Visual Itaguaré )   (Foto: Flora local)

      (Foto: Na volta passei na Pedra Montada)

      (Foto: Do Centro pra Pousada)
    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      ROTEIRO À PÉ:
       
      RIO GRANDE DO SUL:
      Portão
      Bom Princípio
      Carlos Barbosa
      Garibaldi
      Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos
      Bento Gonçalves - Pinto Bandeira
      Bento Gonçalves - pela cidade
      Bento Gonçalves - caminho de Pedras
      Caxias do Sul - flores da Cunha
      Caxias do Sul - estrada dos imigrantes
      Nova Petropolis
      Gramado - Natal de Luz
      Canela - Cachoeira do Caracol
      Gramado - pela cidade (parques, centro)
      Santa Maria Herval
      Picada Café
      Ivoti
      Sapiranga
      Três Coroas
      São Francisco de Paula
      São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)
      Tainhas
      Cambará do Sul
      Cambará do Sul - Canyon Itambezinho
      Cambará do sul - canyon Fortaleza
      Torres - praia
       
      SANTA CATARINA:
      Praia Grande - descida Serra do faxinal
      Balneário Gaivota - Praia
      Balneário arroio do Silva - Praia
      Balneário Rincão - Praia
      Balneário corrente - Praia
      Farol de Santa Marta - Praia
      Laguna - cidade histórica + Praia
      Orleans
      Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro
      Bom Jardim da Serra
      ROTEIRO DE ÔNIBUS :
      São Joaquim
      Urubici
      Bom Retiro
      Lages
      Fraiburgo
      CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:
      Videira
      Treze Tílias
      Água Doce
      Jaborá
      Concórdia
      Seara
      Chapecó
       
      PARANÁ (ÔNIBUS):
      Curitiba
      Paranagua
      Morretes
       
      QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias
       
      PESSOAS:
      No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.
      Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).
      Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.
      Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.
       
      CIDADES:
      Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).
       
      ESTRADAS:
      Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.
       
      COBRAS:
      Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.
      Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).
       
      ANIMAIS SELVAGENS:
      Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.
       
      PRECONCEITO:
      Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.
      O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.
      O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.
      Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.
       
      PREÇOS HOTÉIS:
      Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,
      Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.
      Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.
       
      PREÇOS REFEIÇÕES:
      variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.
      Peso : de $20 a $44 o quilo.
      Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.
       
      ABUSO CONTRA TURISTA:
      Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:
      Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.
      Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!
      Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.
       
      CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.
      .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.
      .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).
      .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.
       
      SEGURANÇA:
      Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.
      .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.
       
      NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:
      Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.
    • Por casal100
      Realizamos no período de 19 a 28 de julho de 2015, o circuito completo do Vale europeu em Santa Catarina. Foram 10 dias contemplando e vivienciando lugares, pessoas maravilhosas.
      Destaco alguns locais incriveis: Pomerode, blumemau, fazenda campo do zinco e sua maravilhosa cachoeira, lindos mirantes, estradas encantadoras, pessoas hospitaleiras e cordiais. Nāo tivemos nenhum incidente.
       
      Começamos antes do circuito, fazendo o caminho entre blumenau e pomerode a pé, e no final fizemos do mesmo modo a rota enxaimel em Pomerode, por isso o roteiro foi concluido em 10 dias.
       
      Brevemente relato completo.

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