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Este post não é um relato de viagem, trata-se um roteiro de trekking fruto das minhas experiências no interior do vale. Como nem todos tem tempo e/ou dinheiro pra passar vários dias no interior do Pati, segue a sugestão de um roteiro "completo" - com todos os principais atrativos - que pode ser feito em 3 noites - um feriadão qualquer!

Este trekking pode ser feito com a presença de um guia local ou de forma autônoma. Não há OBRIGATORIEDADE de contratar guia, tampouco não é obrigatório ficar nos pontos de apoio.

QUEM PODE FAZER? Qualquer pessoa com um mínimo de condicionamento físico. Embora não seja uma trilha altamente exigente, é necessária alguma condição física para percorrer distâncias razoáveis (+10km) por trilhas em dias consecutivos.

QUANDO FAZER? Qualquer época do ano, na Chapada não é comum chover por vários dias seguidos sem parar. Pesquise a previsão do tempo antes. Se puder, faça este trekking após um período de chuvas na região, assim contemplará o Cachoeirão a todo vapor.

ONDE INICIAR? Como a ideia é encurtar as distâncias para aproveitar o máximo, a sugestão é começar nas entradas mais próximas ao Vale do Pati, que são: Trilha dos Aleixos e Beco do Guiné. Ambas entradas estão nas proximidades do povoado de Guiné, pertencente ao município de Mucugê. O caminho pela Trilha dos Aleixos é 1km mais curto que o do Beco do Guiné (distância do início até o Mirante do Pati). Se a opção do primeiro dia for o Cachoeirão, a trilha dos Aleixos é cerca de 2.5km mais curta.

Para reduzir as distâncias de carro, sugiro da seguinte maneira: quem vem de Lençois ou Palmeiras, comece pelo Beco do Guiné; quem sai de Ibicoara, Andaraí ou Mucugê, comece pela Trilha dos Aleixos.

1º DIA: GUINÉ X IGREJINHA: 8km

Dia de entrada no Vale, seja pela Trilha dos Aleixos ou pelo Beco do Guiné. Quem sobe pelos Aleixos tem a opção de banho no Rio3h Preto após 4km de caminhada. Quem vem pelo Beco também passa pelo Rio Preto, mas em um local diferente. Adiante terá o Mirante do Pati, com visual clásssico do Vale. Descida pela Rampa do Pati e chegada à Igrejinha (casa de João Calixto).

Tempo de movimento: cerca de 3h, descontando as paradas.

Pernoite: Igrejinha como apoio (pensão ou camping) ou seguir a trilha em direção ao Rio Pati (Cachoeira dos Funis) até um descampado próximo ao rio.

2º DIA: IGREJINHA X PREFEITURA: 11km (Funis e Castelo/Morro Branco)

Saída da Igrejinha para o Rio Pati, pelo Cemitério. Na chegada ao leito do rio, a trilha segue pelas margens e, em alguns trechos, pelo leito. Neste ponto o Rio Pati possui diversas quedas, formando alguns poços interessantes para banho. A queda principal, que também forma um bom poço para banho, é conhecida como Cachoeira dos Funis, está a cerca de 40 minutos da Igrejinha (1.8km).

Depois de aproveitar o rio, seguir descendo até encontrar a trilha de saída para casa de Sr. Wilson, onde finaliza a caminhada pelo leito. Após a casa de Sr. Wilson tomar um atalho à esquerda, para interceptar a trilha do Castelo. Caso esteja com cargueira, pode optar por escondê-la em algum canto, antes de iniciar a subida, ou deixá-la na casa de Sr. Wilson ou de Agnaldo. A subida é bem acentuada e pode ser escorregadia, caso tenha chovido recentemente, possui cerca de 2km.

Entre Funis e topo do Castelo são aproximadamente 2h de caminhada. Castelo x Prefeitura também são cerca de 2h.

Tempo de movimento: cerca de 5h, descontando as paradas.

Pernoite: sugiro na Prefeitura (Casa de Jailson), para adiantar o dia seguinte. Porém são muitas as opções no caminho: Agnaldo, Dona Leia, Dona Raquel, João e André. Para camping natural sugiro uma área do outro lado do Rio Pati, próximo a Prefeitura.

3º PREFEITURA X SR EDUARDO (CASA DO CACHOEIRÃO): 15km (Cachoeira do Calixto e Poço da Árvore)

Saída da Prefeitura para a Mata do Calixto, atravessando o Rio Pati. São aproximadamente 4.5km (2h) até a Cachoeira do Calixto. Fazer o trajeto sem as cargueiras, deixando guardada na Prefeitura. Se a pernoite anterior for na casa de Agnaldo, pode seguir pela trilha da margem esquerda do Rio Pati (não passa na Prefeitura), deixando as mochilas escondidas no acesso à mata do Calixto.

No retorno da Cachoeira do Calixto, passagem pela Prefeitura. Cerca de 1km após a Prefeitura está o Poço da Árvore, que é um opcional no trajeto.

Tempo de movimento: cerca de 6h30, descontando as paradas.

Pernoite: sugiro na casa de Sr. Eduardo, onde o filho Domingos toma conta. Para camping natural, sugiro uma área após a Casa de Seu Eduardo, próxima ao ao Rio Cachoeirão.

4º SR EDUARDO X GUINÉ: 20km (Cachoeirão por baixo e por cima)

Saída da casa de Sr. Eduardo sentido os poços do Cachoeirão, trilha com duração aproximada de 1h. Se estiver com cargueira, deixe ela no entroncamento com a trilha da fenda do Cachoeirão. O acesso aos poços é bem irregular e será mais difícil transportando uma cargueira. Sol no poço até o início da tarde, porém sugiro a saída do local até, no máximo, 12:00. No retorno do poço, subir pela trilha da fenda, que, apesar do nome, não possui tanta dificuldade técnica.

São 2 a 3 horas de subida até o topo do Cachoeirão, onde será possível contemplar a vista da 4ª cachoeira mais alta do Brasil e nadar em um pocinho em meio a mata. Deixando o Cachoeirão, a trilha segue pelos gerais até iniciar a descida da Serra do Esbarrancado. São 10km até o final dos Aleixos e 12km até o fim do Beco do Guiné. Sugiro sair do topo até às 15h, para não trlhar no escuro.

Tempo de movimento: aproximadamente 7h, descontando as paradas.

Último dia de trekking, caso queira optar por mais uma pernoite, a opção é o topo do Cachoeirão ou em algum ponto viável do gerais.

CONSIDERAÇÕES:

Desta forma, o trekking proposto tem aproximadamente 55km. Sugiro fazer neste sentido pois, na maior parte do tempo, a caminhada terá o relevo favorável.

Dos atrativos conhecidos do Vale do Pati, o único não contemplado neste roteiro é o cânion do Guariba, que fica próximo a Casa de Joia, na saída para Andaraí.Alguns locais possuem mercadinho (Igrejinha e Prefeitura), onde é possível comprar alguns produtos básicos. Preços bem superiores ao de mercado, cabe frisar.

Se possível, utilize calçados impermeáveis, de preferência botas. Leve o mínimo de peso possível nas cargueiras.

 

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Em 21/05/2018 em 11:29, Ronaldo Barbosa disse:

Muito bom! Valeu!

Sabe dizer os valores que estão sendo praticados para o camping (barraca e SD próprios) + alimentação?
Valeu.

Olá Ronaldo,

o valor do camping nas casas de apoio é R$20 por pessoa. Isto é, se você fechasse o pacote com janta + camping + café da manhã sairia por R$100.

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@Rogerio K C , acabei de voltar de lá. Fiquei 5 dias no Pati. O lugar é realmente espetacular, vale muito a pena.

A estrutura das casas de apoio me surpreendeu: todas muito bem cuidadas e com bastante conforto. Fiquei em três pontos: Igrejinha, Casa do Sr. Aguinaldo e Casa do Sr. André (do lado da casa de Dona Raquel, sua mãe). Todas as casas que fiquei e que vi tinham banheiros bem equipados, com papel higiênico e tudo. Cozinha coletiva tinha nas três "casas", mas na Igrejinha se paga R$ 15,00 pelo uso do gás (Set. de 2018), enquanto nas casas de Aguinaldo e André o uso do fogão à lenha é free. Sim, detalhe: na igrejinha eles fizeram uma estrutura para captar o calor do sol e aquecer a água do banho, assim tem duas duchas lá (as do meio, 2 e 3 da esquerda para direita) que possuem banho quente. É só se informar lá. Realmente funciona (se estiver com sol durante o dia, claro).

As refeições são espetaculares. Aconselho bastante fazer as refeições por lá, se não todas, pelo menos o jantar. E o pão que a esposa de Sr. Aguinaldo faz é uma delícia. Se estiver passando por lá vale a pena encomendar um, ainda que não durma na casa. Apesar de custar R$ 2,00 vale pelo sabor e pelo tamanho.

Abraço.

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Uma duvida, na casa dos moradores pode se carregar baterias,celular etc  a vontade ou se paga pra utilizar a tomada eletrica? 

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Em 04/12/2018 em 22:58, Raul-SE disse:

Uma duvida, na casa dos moradores pode se carregar baterias,celular etc  a vontade ou se paga pra utilizar a tomada eletrica? 

Oi, Raul!

Eu fiquei na casa da dona Raquel e o uso era livre. Mas no fim do dia as tomadas são bem disputadas e, como não tem energia elétrica, nem sempre funcionam.
Abs!

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    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
                Informações sobre Caraíva (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
           A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranhém pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com saída a cada 30min, se houver lotação antes (ou a presença de uma ambulância/carro de polícia) ele sai antes. Custa R$4,50 (preço de não morador, a volta é grátis). Vou falar da ida em ônibus porque foi a que eu fiz. Talvez a forma mais cômoda e com certeza barata de chegar à vila. Quem faz o serviço é a empresa Viação Águia Azul. O micro-ônibus que eles utilizam para fazer a linha não é dos melhores (não vou mentir, meu assento não tinha nem cinto), mas cheguei vivo lá.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
            Se você chegou de manhã, um dos primeiros lugares que você pode ir é na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, é lá que está a famosa casinha que tem escrito “Sorria você está em Caraíva” que tooodo mundo tira foto, depois já escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos são lindos. De frente para a praia se vê à sua esquerda as falésias da praia do espelho, e à direita, a ponta do Corumbau, a água de ambos é extremamente azul e linda, porém a do mar para tomar banho é mais escura, porque é onde o rio deságua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse paraíso.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
            Esse também é o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um até que utiliza tochas de bambu, fica lindo. Junto com algumas opções de forró, o Beco da Lua (que fica fechado durante o dia) abre como mais uma opção de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, é lá que tem as casinhas cenográficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
             Não imaginaria que uma vila tão pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas opções para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, árabe, japonês, indígena, brasileira, vegetariana... Uma das comidas mais tradicionais lá que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos estão fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
      ________________
      Bom essas foram minhas impressões sobre Caraíva, caso queiram mais detalhes entrem lá no blog que tem mais coisa: EstandoPorAí.wordpress.com ou no instagram @daanielvalverde
      Qualquer dúvida podem perguntar
    • Por Thaís Liege
      Resolvi fazer esse relato pra contar sobre a minha viagem para a Itália entre dezembro/2018 e janeiro/2019, desde os preparativos até o retorno.
      PASSAGENS
      Comprei minhas passagens meio que no susto, no mês de novembro para datas em dezembro. Como só consigo pegar férias a partir do dia 20 de dezembro, fico sempre dependendo de promoções, porque mesmo comprando com antecedência, os valores estão lá no alto.
      Comprei as passagens no site da Latam, sendo que o valor de ida e volta, já com as taxas ficou em R$ 2.080,48.
      Na ida, eu sairia de Guarulhos no dia 24/12, às 23h15 (sim, para economizar, nem Natal a gente comemora), fazendo escala em Madrid e chegando em Milão - Malpensa no dia 25/12, às 17h45.
      Na volta, o voo seria direto, saindo de Milão – Malpensa, no dia 11/12, às 19h05 e chegando em Guarulhos às 04h50.
      Ocorre que o meu voo de ida foi cancelado. Belo início de viagem, mas isso é assunto para processinho hahahaha...
      A cia aérea me realocou em um voo para Frankfurt no dia seguinte (25/12), às 23h00. Como no dia 26/12 eu já tinha viagem de Milão para Veneza, conseguiram que eu pegasse um voo de Frankfurt direto pra lá, pela Lufthansa. O resultado é que perdi um dia em Veneza. Sorte de pobre soberbo.
       
      Comprada a passagem, fui para os preparativos e entre eles, estava descobrir o que era necessário para que não fosse extraditada ainda no aeroporto.
      Basicamente, era necessário passaporte com validade superior a 3 meses, passagem de retorno ao Brasil, reserva dos locais em que ficaria hospedada, o seguro saúde e comprovação de recursos financeiros para me manter lá durante a viagem.
      Passaporte e passagens em ordem, precisava arrumar os demais.
       
      SEGURO SAÚDE
      Para o seguro saúde, é necessário dar mais uma pesquisada por conta das coberturas necessárias. Também chamado de Seguro Schengen, por conta do Tratado de mesmo nome que visa dar livre circulação de visitantes entre os países signatários (entre eles a Itália), o seguro saúde para a Europa precisa de ter uma cobertura de no mínimo 30.000 euros, além de cobrir traslado de corpo e outras coisas.
      Para encontrar o que se encaixava nas minhas necessidades, eu usei um dos buscadores de seguro que tem na internet (não lembro o nome) e acabei optando pelo AC 35 Europa, da Assist Card, que custou R$ 179,85, do dia 24/12/2018 à 12/01/2019. Lembro que antes pesquisei pra ver e muitas pessoas que precisaram de usar o seguro, tinham falado bem da agilidade e atendimento deste, sem qualquer tipo de problemas.
       
      COMPROVAÇÃO DE RENDA
      A comprovação de renda você pode fazer de várias formas. Pode levar um travel card (cartão pré-pago) carregado, com o extrato de quanto tem nele, ou então um cartão de crédito, com comprovante do limite. Apesar de essas opções trazerem um pouco mais de segurança por não ficar andando com um monte de grana por aí, tem que ter em mente que a cotação diferenciada do travel card e o IOF do cartão de crédito podem pesar do bolso. Por exemplo, quando fui atrás disso, a diferença de cotação para dinheiro vivo e para carregar o cartão pré-pago era de quase 20 centavos por euro.
      Por conta disso, preferi levar tudo em dinheiro mesmo (cotação de R$ 4,59) e não tive nenhum problema com isso. Na maioria das vezes eu levava tudo comigo quando saía, em uma doleira (as várias camadas de roupas escondiam o volume da minha pequena fortuna). Nas poucas vezes que deixei nos armários dos hostels, não senti falta de nada.
      Ao todo, levei 900 euros e voltei com 164,64 euros, o que deu quase 40 euros por dia de alimentação, transporte dentro das cidades, lembrancinhas, algum passeio que resolvia fazer no dia e as diárias de Bolonha e de Florença, que paguei na hora.
       
      Feitos alguns dos preparativos, era hora de decidir o roteiro, para poder fechar as acomodações e os deslocamentos dentro da Itália.
       
      ROTEIRO
      Tive que levar em consideração que parte da viagem eu faria junto com um amigo que já estaria na Itália e parte faria sozinha, mas isso em nenhum momento foi problema, tanto que fechamos os mesmos destinos, só que em ordem inversa.
      Como eu chegaria e voltaria para o Brasil por Milão, Ficou assim o meu roteiro:
      25/12 à 26/12 – Milão
      26/12 à 28/12 – Veneza
      28/12 à 30/12 – Bolonha
      30/12 à 03/01 – Roma
      03/01 à 06/01 – Florença
      06/01 – Pisa
      06/01 à 09/01 – Turim
      09/01 à 11/01 – Milão
       
      ACOMODAÇÕES
      Decididos os locais e datas, passei a pesquisar as acomodações, optando por hostels que ficassem próximos ao transporte público e de restaurantes e bares, pois apesar de querer algo econômico, não queria cozinhar, já que um dos motivos para eu estar indo para Itália era pra comer bem.
      Todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking.
      Como perdi minha diária em Milão por conta do cancelamento do meu voo, nem vou comentar sobre o mesmo.
      Veneza - Generator Venice – 2 diárias = 37,40 euros para quarto misto, com 16 camas, banheiro compartilhado e sem café da manhã.
      Mesmo tendo muitas camas, achei o espaço muito bom, sendo que cada cama tinha seu gaveteiro, além de ser super quentinho.
      O banheiro pelo que eu vi tem um por cada andar. Ele era BEM pequeno no geral e mais ainda nos dois boxes para banho, mas nada que fosse extremo e a limpeza dele era ok.
      O mais legal é que esse hostel tem um bar no térreo, frequentado tanto por hospedes quanto por pessoas de fora. Lá eles servem algumas coisas no café, além de massas, pizzas e drinks. Um ambiente muito legal, com mesa de sinuca, cadeiras, sofás e música.
      A localização também é ótima, porque apesar de não ficar em Veneza e sim na Ilha de Giudecca, ele fica de cara para a Praça de São Marcos, tendo dois pontos de barco muito próximos, com travessia de no máximo 5min. até Veneza.
      Bolonha – Dopa Hostel – 2 diárias = 60 euros para dormitório feminino, com 6 camas, banheiros compartilhados e café da manhã incluso.
      Esse foi o meu hostel favorito na viagem toda. As camas eram no estilo capsula, só que no tamanho GG, tanto que dava pra ficar sentado lá dentro, além de ter uma cortininha para maior privacidade. Uma das hostess era maravilhosa, na minha primeira noite ela fez risoto ao funghi pra mim e uma galera que estava conversando na cozinha, sem cobrar nada, além de conversar com todos e ter belas recomendações da cidade.
      Tinham 3 banheiros, mas daquele tipo de banheiro de casa mesmo e sempre limpos.
      Aqui foi o único lugar que encontrei café da manhã com comida salgada, como pão, torrada, queijo parmegiano reggiano, salame, além de ter geleias e nuttela. Eles também tinham café, leite e chá. Uma delícia.
      Além disso, as recomendações de lugares para comer deles foram as melhores. Melhor lasanha que comi na minha vida foi de um restaurante que eles nos passaram.
      A localização em Bolonha eu acho que não tem muito segredo. Andamos a pé para todos os cantos. 
      Roma – Roma Scout Center – 4 diárias = 104,76 euros para dormitório feminino, com 4 camas, banheiro compartilhado e café da manhã incluso.
      Esse hostel foi escolhido porque não tínhamos mais tantas opções, já que estava muito próximo da viagem e englobava o réveillon.
      Apesar disso, foi um bom hostel. O quarto dava para uma varanda e tinha armário. O aquecedor que era meio desregulado, ou você estava com frio, ou com calor.
      O banheiro era ok, estilo de colégio e a limpeza também não tenho do que reclamar.
      O café da manhã só tinha uma torradinha pra quebrar o açúcar de geleias, pastéis de massa folhada com recheio doce, cereal, entre outras coisas. Apesar disso, era muito bom e tinha até água com gás.
      Ponto negativo é que não tinha área comum, sendo que você acabava conversando apenas com o pessoal que estava no seu quarto.
      A localização era boa, apesar de não estar próxima às principais atrações da cidade. Esse hostel fica próximo a várias estações de metrô e da estação de trem de Tiburtina. 
      Florença – Emerald Palace – 3 diárias = 69 euros para quarto misto, com 4 camas, banheiro privativo e café da manhã.
      Hostel limpo e confortável.
      Pelo que eu entendi, quem cuida do hostel é uma senhora e o filho. Essa senhora era a simpatia em pessoa. Apesar de falar pouquíssimas coisas em inglês, ela tentava entender a todo custo. No café ela prepara torrada e cappuccino para todo mundo.
      Esse hostel fica MUITO bem localizado. Em frente à Basílica de San Lorenzo, pouquíssimas quadras da Duomo, dos principais Museus e tem diversos restaurantes e bares à sua volta, mas também não tinha lugar para interação entre os hóspedes. 
      Turim – Bamboo Eco Hostel – 3 diárias = 72 euros para quarto misto, com 6 camas, banheiro compartilhado e café da manhã.
      Hostel ok, não tenho maiores reclamações.
      Fica longe da estação de trem e dos principais pontos da cidade, mas fica super próximo de ponto do TRAM e tem restaurantes por lá, inclusive em frente, tem um boteco brasileiro que estava fechado justamente no período em que estava na cidade.
      O café da manhã também era ok, com vários tipos diferentes de leite e tinha a cozinha e uma sala de área comum. 
      Milão – Milano Ostello – 2 diárias = 44 euros para quarto feminino, com 6 camas, banheiro privativo e sem café da manhã.
      Apesar de não ter acontecido nada, achei esse um hostel meio estranho. Sei lá, mas não gostei muito.
      Para ir na área comum, tinha que descer as escadas e quando fui lá, só tinham funcionários do hostel.
      Fica longe dos principais pontos da cidade, mas a poucos metros de uma estação de metrô.
      Também está próximo de mercado e vários restaurantes.
      Gostei muito da localização. 
      *Uma coisa importante é que existe um tal de imposto municipal em pelo menos todas as cidades em que passei, que deve ser pago em dinheiro, na hora do check-in. Portanto, o valor desse imposto não está incluído no da diária e vai de 1 à 3 euros no total, para cada uma das acomodações.
       
      PASSAGENS PARA DESLOCAMENTOS NA ITÁLIA
      Já os valores com deslocamentos não teve pra onde correr, ficaram bem mais pesados, pois as passagens mais baratas já estavam esgotadas.
      Optei em fazer todas as viagens internas de trem, mas sei que em alguns trechos, principalmente os mais longos, as passagens de ônibus ficariam bem mais em conta. O ponto negativo é que de ônibus demora bem mais tempo. Também decidi por fazer essas viagens no período da manhã, o que acredito ter sido um erro. Como esse período é de inverno na Europa, amanhecia tarde e escurecia super cedo, no ponto de 17h00 parecer noite e às 20h00 eu já estar pensando em dormir. Acho que se fizesse os deslocamentos no fim do dia, teria aproveitado bem mais os curtos períodos de sol.
      Para passagens de trem pela Itália, existem duas cias, a Trenitalia e a Italo. Pelo que eu vi, a Italo opera poucos trechos, mais próximos de Milão, então a maioria dos meus deslocamentos foram todos pela Trenitalia.
      Importante observar que existem categorias diferentes. As que eu comprei foram da Regionale e da Regionale Veloce, que não tem assento marcado e você pode pegar qualquer trem dentro das 4 horas a partir do horário para o qual você comprou a passagem, desde que seja para o mesmo trecho. Também comprei da Frecciarossa, FrecciaBianca e Intercity que não sei a diferença, mas acho que seriam os assentos marcados.
      Na real eu nem fiquei olhando essas categorias, apenas escolhi as passagens mais baratas para os horários que eu queria.
      Os custos com trem foram os seguintes:  
      Veneza – Bolonha = 12,60 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe)
      Bolonha – Roma = 65,80 euros (Trenitalia – Intercity 1ª classe)
      Roma – Florença = 24,90 euros (Trenitalia – Frecciarossa 2ª classe)
      Florença – Pisa = 8,60 euros (Trenitalia – Regionale 2ª classe)
      Pisa – Genova = 9,90 euros (Trenitalia – FrecciaBianca 2ª classe)
      Genova – Turim = 12,40 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe)
      Turim – Milão = 9,90 euros (Italo – Smart)
       
      PASSAGENS NAS CIDADES, CITY PASS E ATRAÇÕES
      Alguns city pass e atrações comprei adiantado ou para garantir, ou para agilizar as visitações. Outros ingressos deixei para comprar na hora porque sabia que não eram tão concorridos. 
      Veneza
      VeneziaUnica = 30 euros - https://www.veneziaunica.it/en
      Adquirido no site ou em postos de vendas, esse city pass tinha a validade de 2 dias e valia para ônibus e vaporetto, que é o “barco ônibus”, menos para os mais luxuosos e para o ônibus que sai do aeroporto e vai para Veneza. Esse passe pode ser utilizado no período de um ano desde a sua compra.
      Achei necessário esse city pass, primeiro porque ficaria hospedada em outra ilha, precisando de pegar barco ao menos na chegada e na saída, segundo, queria fazer o passeio para as ilhas de Murano, Burano e Torcello, terceiro, como ficar hospedada de frente para a Praça de São Pedro e não querer dar um pulinho lá? E por último, as passagens de vaporetto estavam 7,50 euros, se eu não me engano.
      No site do VeneziaUnica é possível encontrar combos em que você escolhe o que quer, dá pra colocar mais ou menos dias de transporte, visitação à museus e igrejas e muitas outras coisas.
      Eu comprei pelo site e tentei fazer a retirada do passe (que é um cartão) nas máquinas que ficam na Piazzale Roma, mas não consegui. Sorte que o ponto de venda que fica no mesmo local ainda estava aberto e a atendente me entregou. 
      Ônibus Aeroporto Marco Polo – Piazzale Roma = 8 euros
      Comprei em um guichê dentro do aeroporto e param nos pontos de ônibus logo em frente à saída. Pelo que eu vi eles também vendem lá no ônibus, antes da partida. 
      Bolonha
      Não gastamos nada com atrações e passagens de ônibus. 
      Roma
      Roma Pass = 38,50 euros - http://www.romapass.it/
      Passe com validade de 72 horas que você pode usar para o transporte público (ônibus e metrô) e também dá direito à entrada gratuita em duas atrações e à desconto em outras.
      No site você pode optar pelo passe de menos tempo também e ver quais são as atrações disponíveis pra você visitar com esse passe.
      Nós optamos por ir no Coliseu, Palatino e Fórum Romano (que valem por uma entrada), que não precisam de agendar visita, só enfrentar numa fila enorme. Também fomos ao Museu Borghese, que necessita de agendamento prévio, feito por telefone.
      No momento da compra, você deve escolher o local de retirada dos passes. Eu achei melhor retirar na estação central, sendo que o guichê fica na zona de atendimento aos turistas. Para retirar, você deve levar o número de ordem da compra (preferencialmente a confirmação enviada pelo e-mail) e o passaporte da pessoa que comprou.
      Museu do Vaticano = 21 euros - https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do?weblang=en&do
      Também tem que ter agendamento prévio de data e horário, feito no próprio site, na hora da compra.
      Florença
      Como fiz tudo a pé, não gastei com transporte. 
      Bilhete único para Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardins de Boboli = 18 euros
      Esse bilhete tem validade para 3 dias, sendo que você só deve agendar a data (no próprio site) para visita à Galeria Uffizi, que necessariamente será a primeira das 3 atrações a ser visitada. 
      Bilhete para Galleria dell’Accademia = 16 euros
      Também deve ter agendamento prévio da visita, feita pelo site.  
      Os bilhetes de todas, ou ao menos as principais atrações de Florença estão disponíveis para compra no site https://webshop.b-ticket.com/webshop/webticket/eventlist
      Retirei ambos os ingressos na bilheteria que fica do lado de fora da Galeri Uffizi.
      Turim
      Passagem avulsa de TRAM = 2,50 euro
      Você pode comprar nas máquinas, dentro do TRAM.
      Não lembro ao certo, mas acho que paguei 12 euros na passagem de 2 dias de validade. Comprei em uma lojinha que ficava ao lado do hostel.
      Museu Egipcio = 13 euros + 1 euro para o guarda-volume
      Comprei na bilheteria do próprio museu. 
      Museu do cinema + elevador panorâmico = 11 euros.
      Foi o único museu em que eu consegui o desconto por ter 26 anos (pessoas com até 26 anos tem direito à entrada reduzida em museus e outras atrações).
      Comprei na bilheteria do próprio museu. 
      Milão
      Transporte metrô por 2 dias = 8,50 euros
      Comprei na estação central, assim que cheguei, em uma loja lá dentro.
      Não fui em atrações pagas em Milão, então não tive gastos com isso.
       
      Esses foram os principais gastos que tive com a viagem, sem considerar a conversão e o IOF das compras feitas pelos sites.
      Feitas essas considerações, passo a falar do que mais gostei de cada cidade e quais as minhas considerações sobre elas.
        
      VENEZA
      Como só tive um dia em Veneza, saindo cedo para fazer os passeios em outras ilhas, acabei só conhecendo a cidade à noite. Então não tenho muito o que comentar.
      Devo dizer que amei ficar em Giudecca e passear por ela à noite. Além de ser bem mais barato do que ficar hospedado em Veneza, dá a impressão que você está em uma ilha abandonada, com aqueles casarões antigos dando um ar ainda mais misterioso.
      Murano
      É uma ilha bem simpática e os vidros ali fabricados são mesmo muito lindos (e caros).
      Não visitei nenhuma fábrica, mas parece que o valor pra essa atividade fica entre 3 e 5 euros.
       
       
      Burano
      Toda colorida, é a ilha perfeita pra tirar fotos.
       

       
      Foi nessa ilha que almoçamos, em um restaurante que tinha o menu completo por 20 euros, sendo que você podia escolher o primeiro prato, o segundo e a sobremesa (melhor panna cotta de café).
       
      Torcello
      É uma ilha minúscula que não tem muita coisa, mas que eu achei maravilhosa e queria ter passado uma noite.
       
       
      Tinha um restaurante lotadíssimo por lá, com cheiro muito bom e valor ok. Só não paramos pra almoçar porque estava cheio de pombas (problema da Itália, que tem milhares de pombas em todos os lugares).
       
       
      BOLONHA
      A minha recomendação lá é diminuir o passo, visitar a Piazza Maggiore, almoçar uma lasagne ala bolognese (10 euros) na Trattoria del Rosso, a melhor que já comi na vida e pra gastar as calorias, subir a pé para o Santuário de Nossa Senhora de São Lucas, que estava cerca de 6km do nosso hostel e que é quase todo feito sob pórticos.
       
      Lá existem alguns museus e outras atrações pagas pra visitar, mas preferimos ir com calma e aproveitar o bom tempo que encontramos depois das temperaturas amenas de Veneza.
       
      ROMA
      Reserve um dia para visitar o Coliseu, Palatino e Fórum Romano. Essas atrações estão coladas umas nas outras, sendo que o Palatino e o Fórum estão no mesmo “parque”.
      Coliseu é um clássico e deve ser visitado, mas se fosse pra eu eleger o meu predileto, com certeza seria o Palatino e Fórum Romano. Reserve ao menos umas 4 horas pra passear tranquilamente por essas maravilhas.
       
      Sem falar que na minha opinião, lá fica a melhor e menos concorrida vista para o Coliseu.

      Outro passeio que eu amei foi a Vila Borghese e a Galeria que fica lá e que tem obras mundialmente conhecidas de Bernini, Caravaggio, da Vinci, entre outros.
      O parque é sensacional e enorme, eu também reservaria um dia pra visitar ele e a Galeria.

      O Museu do Vaticano tem um acervo fantástico, desde artefatos egípcios, esculturas gregas e pinturas de valor inestimável (Capela Sistina que o diga).
      Mas como a maioria dos lugares em que fui, estava quase intransitável de tanta gente.

      É bom se programar pra passar ao menos meio dia pra visitar o museu todo, mas acho que o ideal seria um dia todo, pra você descansar, porque o negócio é realmente MUITO GRANDE.
      Também visitei a Piazza di Spagna (lotadíssima), Fontana di Trevi (bufando de gente), Piazza del Popolo e Pantheon que são relativamente próximos. Também fui no Altare dela Patria, que achei o monumento mais bonito da cidade.
      Uma dica é deixar pra comprar as lembrancinhas da viagem em Roma, porque foi o lugar mais barato em que vi. Tem uma banca do outro lado da rua da entrada do metrô da estação central que tinha muita coisa mais em conta e o dono é um etíope muito gente boa. As miniaturas estavam por 1 euro, enquanto 3 chaveiros estavam por 5 euros.
      Outra dica, por experiência própria, é que caso você vá passar o fim de ano em Roma e quer ver os fogos, a praça em frente ao Coliseu não é muito recomendável, pois a queima de fogos ocorre no Circo Maximus, sendo que o coliseu encobre tudo. Decepção hahahahaha
       
      FLORENÇA
      A cidade mais gostosinha pra você caminhar e admirar absolutamente tudo.
      Vá à Galeria Uffizi (enorme e sensacional), à Galleria dell’Academia (David), mas principalmente, vá até o Palácio Pitti, que é um combo entre grandes obras de arte, coleções de porcelana e gemas de pedras preciosas, arquitetura, vista da cidade e a natureza dos Jardins de Boboli. Minha atração favorita.

      Para uma bela vista da cidade, também vá até a Piazzale Michelangelo, principalmente no fim da tarde.
      Uma dica é para que você aproveite para ir no mesmo dia em que visitar o Palácio Pitti, pois as duas atrações são relativamente próximas.
      Fora isso, bata perna por toda a cidade, visite a Duomo, tire várias fotos por lá e pela Ponte Vecchio e admire essa cidade que parece que realmente foi feita pra abrigar arte.

       
      PISA
      Cheguei em Pisa lá pelas 9h00 e saí de lá às 14h30. Queria ter passado uma noite por ali também.
      Amei tudo na cidade que vai muito além da torre.

      Foi aqui que comi a melhor pizza da viagem, na Pizzeria l’Arancio, que encontrei por acaso no meio do caminho, voltando da Piazza dei Miracoli pra estação.
       
      TURIM
      Praticamente ninguém de fora da Itália vai pra Turim, a não ser por conta do futebol.
      Foi um choque, porque a Itália inteira estava lotada de brasileiros, menos Turim.
      Aqui tem o segundo maior museu egípcio do mundo e um dos melhores e mais completos de cinema.
      Inclusive, o Museu de Cinema de Turim, que fica no Mole Antonelliana, é sem dúvidas o meu predileto de todos que já visitei (o segundo é o Minas Vale e o terceiro é o Nacional de Cuba).

      Você precisa tomar a bebida mais conhecida da cidade, o Bicerin, que é deliciosa, apesar de cara (5 euros no Caffe Regio).
      Também recomendo visitar o Parco Valentino, que é lindinho, principalmente no início ou no fim do dia.
       
      MILÃO
      Sem dúvidas, a Duomo merece ser o principal cartão postal, porque aquilo é lindo e incrível. E parece que as pombas acham o mesmo.

      Por ali fica a Galeria Vittorio Emanuele que eu não vi muita graça (sou pobre) e a Rinascente, loja de departamentos gigante e que na cobertura tem um bar e uma bela vista pra catedral (de graça).
      Outro ponto que amei foi o Parque Sempione, que fica atrás do Castello Sforzesco.

      Dá pra entrar no Castelo, mas eu já estava farta de museu nesse ponto da viagem hahaha
      De lá eu fui a pé para conhecer o Bosco Verticale, passando pelo Bairro de Brera que é maravilhoso, cheio de restaurantes, cafés, prédios modernos e capelas antigas.
       
      Acho que é isso. Gostei muito da viagem, mas não tanto quanto eu esperava.
      Não comi tão bem quanto imaginei (senti MUITA FALTA de arroz, feijão e carne mesmo), mas comi a melhor pizza e a melhor lasanha da minha vida por lá.
      Acho que se algum dia eu me recuperar do rombo financeiro dessa viagem, a Itália não estrará tão cedo na minha lista de destinos.
       
      Ps1: na maioria das cidades eu não tive problemas em falar inglês com o pessoal do comércio ou mesmo com transeuntes.
      Ps2: em todas as maiores ou mais movimentadas cidades por que passei tinha uma loja da Venchi, onde tomei os melhores gelatos.
      Ps3: o gelato da Amorino, na Galeria Vittorio Emanuele é bonito (e caro), mas não tão bom.
      Ps4: o trecho de viagem de trem entre Pisa e Genova é todo feito pela Costa. Tome cuidado para pegar passagens durante o dia, pra poder ver essa maravilha.
       

    • Por Luiza Salles
      Eu e uma amiga estamos planejando mochilão de Porto Alegre-RS para o Uruguai com partida entre os dias 08/02 e 12/02. Estamos em busca de carona até a fronteira, ou até alguma cidade por lá. Podemos contribuir um pouco com a gasolina, mas o orçamento é apertado. Aceito dicas de roteiro, camping, locais baratos para alimentação, custos e também companhias. 
    • Por lavine
      Olá!
      Alguém que tenha ido em 2018 ou agora em janeiro (2019), poderia indicar alguma hospedagem? De preferência que tenha um bom custo-benefício.
      Grata.
    • Por f0soare
      Olá pessoal..
      Tenho acompanhado bastante e vejo que surgem bastante pessoas novas quase que diariamente em busca de informações para sua primeira viagem, que não é bem exatamente um mochilão, mas sim uma viagem de férias. Há o guia para orientação (https://www.mochileiros.com/blog/mochilao#Como_economizar_na_hospedagem), que ajuda bastante mas ele acaba não entrando muito nos detalhes de um dos principais e mais importantes (minha opinião) pontos da viagem: A Hospedagem. 
      Como eu tenho realizado pelo menos uma viagem ao ano, também tenho muitos amigos que se vêem na mesma situação em relação a contratação de Hospedagens e me procuram para ajudar a dar uma economizada. 
      Não sou expert no assunto, então gostaria de deixar a pergunta aqui para compartilharmos as "táticas" usadas para economizar neste ponto que consome uma grande fatia do orçamento da viagem. Sei que muitos vão falar, para economizar fique em Hostel... mas nem todos querem ou podem usar por diversas questões (viajar com família e não querer compartilhar quarto, banheiro, etc.)
      Vou começar falando o que eu faço para me organizar com hospedagem:
      1 - Depois de definir quanto tempo ficar em cada lugar, procuro os Hoteis em sites de buscadores para identificar o melhor preço para o Hotel que atende as minhas necessidades.
      2 - Faço a mesma busca no Airbnb. Dou preferência ao aluguel de apartamento, pois geralmente é mais barato e você pode realmente viver a cidade, mas só uso este tipo de reserva em estadias de 3 ou mais dias. Estadias de 1 ou dois dias, prefiro Hotel devido a questão de check in e check out (geralmente por sair cedo ou chegar mais tarde).
      3 - Dou uma olhada no site do Hotel de menor preço do buscador para ver se não tem um preço melhor por ali (geralmente não)
      4 - Começo a fazer isso uns 6 meses antes da viagem. Escolhido o Hotel, sendo os preços similares no buscador, sempre dou preferência ao Hoteis.com (Muita gente prefere o booking, mas em minhas pesquisas o preço geralmente é igual nas duas plataformas). Mas por que eu uso o Hoteis.com? Pelo fato de sempre haver cashback no Meliuz (mínimo de 2%) e pelo programa de fidelidade onde a cada 10 estadias, você ganhar uma grátis (isso no fim acaba sendo um desconto de 10%, já que com certeza vou usar ela no futuro). Então se o preço estiver igual no buscador ou com diferença menor que 12%, eu não compro em outro site.
      5 - Faço reservas sempre com cancelamento grátis e pago parcelado (sou trabalhador brasileiro né, não sobra muita grana no mês). Quando chega próximo a data máxima de cancelamento e tenho certeza que não vou mais alterar meu roteiro, faço uma nova busca no mesmo Hotel. Se a tarifa sem reembolso por cancelamento estiver mais barata, faço nova reserva e cancelo a anterior.
      6 - Se meu destino não é as grandes cidades, procuro ficar hospedado nas cidades ao redor que sejam de fácil acesso a elas e mais baratas (Ex.: Para visitar Florença, me hospedei em Pistoia, Para visitar Mônaco, fiquei em San Remo, etc.). Claro que faço isso pois geralmente eu alugo carro para me locomover, então andar uns 50km não é sacrifício para mim....
      7 - Café da manha, só se for grátis ou estiver muito em conta, mas dou preferência a sem café para poder aproveitar as padarias/cafeterias locais..  
      Enfim, essa é a tática que eu uso e quando comparo com parentes e amigo que também viajam com frequência, vejo que consigo fazer mais por menos...
       
      E você, o que faz para economizar na hora de escolher um Hotel?


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