Por muitos anos qualquer travessia no PNI era proibida; muita gente fazia, mas sempre na surdina.
Para muitos a Serra Negra era a única opção, já que não passava pelo interior do Parque Nacional e contornava ele pelo norte, mas em 2007 o PNI reabriu a Travessia Rui Braga que liga a parte alta à parte baixa e oficializou a Serra Negra, mas seguindo pelo trecho: Rebouças - Aiuruoca - Serra Negra - Mauá.
E com isso, reles mortais como nós pudemos realizar travessias com autorização do Parque e com isso no mês de Julho marquei com o Sandro (do Fórum Mochileiros) fazermos as 2 travessias juntas e com quase 1 mês de antecedência solicitei ao PNI a Autorização para fazer a Rui Braga.
Antes de chegar na Vila de Maromba, íamos subir a Pedra Selada.
Fotos da Pedra Selada:
Eu, a Márcia, a Sophia (nossa filha) e o Sandro seguiríamos de Sampa em direção à Visconde de Mauá e enquanto eu o Sandro iríamos sair de Maromba na caminhada em direção ao PNI pela travessia da Serra Negra e depois emendar com a Rui Braga, a Márcia e a Sophia iam ficar hospedadas em Maromba por 4 dias para depois nos pegar no final da travessia da Rui Braga, já na parte baixa do PNI.
Nosso plano era chegar no Domingo, 11 de Julho em Maromba a tempo de ainda assistir a final da Copa do Mundo, mas como o técnico Dunga não ajudou, assistir Espanha x Holanda não estava nos planos. A prioridade agora era subir a Pedra Selada só para dar uma aquecida nos músculos.
Por volta das 07:00 hrs saímos de Sampa e com algumas paradas pela estrada, chegamos em Visconde de Mauá pouco antes das 13:00 hrs e logo fomos procurar um lugar para comer.
Saciados da fome, seguimos por uns 12 Km por uma estrada de terra, sentido leste em direção à base da Pedra Selada, margeando o Rio Preto e pouco depois das 14:00 hrs cruzamos o pequeno bairro de Campo Alegre e de lá já era possível avistar a Pedra Selada em todo o seu esplendor à frente.
Chegamos pouco antes das 14h30min chegamos na bifurcação que leva à sede da Fazenda e aqui não tem como errar, pois existe até uma placa indicativa da Pedra Selada.
Já na sede é cobrado uma taxa para se fazer a trilha e estacionar o carro.
As 14h40min eu e o Sandro iniciamos a subida e por razões óbvias a Márcia e a Sophia ficaram na sede, já que o desnível é de mais de 700 metros e o total da trilha chega a uns 2,5 Km.
Ao longo da subida a trilha segue um trecho de descampado para depois entrar na mata fechada e ao longo dela vamos encontrando algumas placas de cachoeiras e altitudes.
Cruzamos com um riacho e passamos próximo dele várias vezes, sendo possível descansar em alguns bancos estrategicamente colocados em alguns mirantes.
A trilha é bem demarcada e segue pelo lado direito da Pedra até atingir a crista e de lá o ataque até o topo por uma subida muito íngreme.
Poucos metros antes do cume encontramos vestígios de acampamento na trilha, mas que não eram muito confortáveis e as 16:00 hrs alcançamos nosso objetivo.
A altitude aqui é de 1755 metros e o visual é de 360º.
A Pedra tem mesmo o formato de uma sela de cavalo por isso o nome que recebe.
Estávamos de um dos lados do cume e pudemos perceber que no outro lado o acesso ao topo só é feito com equipamento de escalada.
Existe aqui um livro de assinaturas onde deixamos as nossas também e as 16h40min iniciamos a descida.
Ainda passamos por um abrigo semi-abandonado próximo da trilha, que vimos do topo.
Ao chegarmos na sede ficamos um pouco mais de tempo, pois naquele momento estava acontecendo o jogo da final da Copa do Mundo e estava ainda em 0 x 0 e somente quando já estava escuro seguimos para a Pousada em Maromba.
A estrada até lá é toda de terra e somente pequenos trechos são asfaltados, mas de péssima qualidade e depois de passarmos as Vilas de Visconde de Mauá e de Maringá chegamos na Praça da Igreja em Maromba por volta das 20:00 hrs.
Ficamos em pousadas diferentes, mas em frente à Igreja Matriz de Maromba e depois de deixar as coisas nas pousadas fomos procurar algum restaurante que ainda estivesse aberto naquele Domingo.
Pelo horário (por volta das 21:00 hrs) só fomos encontrar um restaurante funcionando próximo da Igreja e junto ao Rio Preto.
A comida era boa e farta, mas o rio, que passava nos fundos do restaurante, exalava um cheiro de esgoto que incomodava quando chegávamos perto.
Não era um Rio Tietê, mas parece que estão querendo chegar lá; uma pena.
Depois do jantar marcamos de se encontrar no dia seguinte por volta das 08h30min em frente à Praça para seguirmos em direção ao início da trilha.
Oi pessoal.
Abaixo segue o relato dessas 2 travessias.
Por muitos anos qualquer travessia no PNI era proibida; muita gente fazia, mas sempre na surdina.
Para muitos a Serra Negra era a única opção, já que não passava pelo interior do Parque Nacional e contornava ele pelo norte, mas em 2007 o PNI reabriu a Travessia Rui Braga que liga a parte alta à parte baixa e oficializou a Serra Negra, mas seguindo pelo trecho: Rebouças - Aiuruoca - Serra Negra - Mauá.
E com isso, reles mortais como nós pudemos realizar travessias com autorização do Parque e com isso no mês de Julho marquei com o Sandro (do Fórum Mochileiros) fazermos as 2 travessias juntas e com quase 1 mês de antecedência solicitei ao PNI a Autorização para fazer a Rui Braga.
Antes de chegar na Vila de Maromba, íamos subir a Pedra Selada.
Fotos da Pedra Selada:
Eu, a Márcia, a Sophia (nossa filha) e o Sandro seguiríamos de Sampa em direção à Visconde de Mauá e enquanto eu o Sandro iríamos sair de Maromba na caminhada em direção ao PNI pela travessia da Serra Negra e depois emendar com a Rui Braga, a Márcia e a Sophia iam ficar hospedadas em Maromba por 4 dias para depois nos pegar no final da travessia da Rui Braga, já na parte baixa do PNI.
Nosso plano era chegar no Domingo, 11 de Julho em Maromba a tempo de ainda assistir a final da Copa do Mundo, mas como o técnico Dunga não ajudou, assistir Espanha x Holanda não estava nos planos. A prioridade agora era subir a Pedra Selada só para dar uma aquecida nos músculos.
Por volta das 07:00 hrs saímos de Sampa e com algumas paradas pela estrada, chegamos em Visconde de Mauá pouco antes das 13:00 hrs e logo fomos procurar um lugar para comer.
Saciados da fome, seguimos por uns 12 Km por uma estrada de terra, sentido leste em direção à base da Pedra Selada, margeando o Rio Preto e pouco depois das 14:00 hrs cruzamos o pequeno bairro de Campo Alegre e de lá já era possível avistar a Pedra Selada em todo o seu esplendor à frente.
Chegamos pouco antes das 14h30min chegamos na bifurcação que leva à sede da Fazenda e aqui não tem como errar, pois existe até uma placa indicativa da Pedra Selada.
Já na sede é cobrado uma taxa para se fazer a trilha e estacionar o carro.
As 14h40min eu e o Sandro iniciamos a subida e por razões óbvias a Márcia e a Sophia ficaram na sede, já que o desnível é de mais de 700 metros e o total da trilha chega a uns 2,5 Km.
Ao longo da subida a trilha segue um trecho de descampado para depois entrar na mata fechada e ao longo dela vamos encontrando algumas placas de cachoeiras e altitudes.
Cruzamos com um riacho e passamos próximo dele várias vezes, sendo possível descansar em alguns bancos estrategicamente colocados em alguns mirantes.
A trilha é bem demarcada e segue pelo lado direito da Pedra até atingir a crista e de lá o ataque até o topo por uma subida muito íngreme.
Poucos metros antes do cume encontramos vestígios de acampamento na trilha, mas que não eram muito confortáveis e as 16:00 hrs alcançamos nosso objetivo.
A altitude aqui é de 1755 metros e o visual é de 360º.
A Pedra tem mesmo o formato de uma sela de cavalo por isso o nome que recebe.
Estávamos de um dos lados do cume e pudemos perceber que no outro lado o acesso ao topo só é feito com equipamento de escalada.
Existe aqui um livro de assinaturas onde deixamos as nossas também e as 16h40min iniciamos a descida.
Ainda passamos por um abrigo semi-abandonado próximo da trilha, que vimos do topo.
Ao chegarmos na sede ficamos um pouco mais de tempo, pois naquele momento estava acontecendo o jogo da final da Copa do Mundo e estava ainda em 0 x 0 e somente quando já estava escuro seguimos para a Pousada em Maromba.
A estrada até lá é toda de terra e somente pequenos trechos são asfaltados, mas de péssima qualidade e depois de passarmos as Vilas de Visconde de Mauá e de Maringá chegamos na Praça da Igreja em Maromba por volta das 20:00 hrs.
Ficamos em pousadas diferentes, mas em frente à Igreja Matriz de Maromba e depois de deixar as coisas nas pousadas fomos procurar algum restaurante que ainda estivesse aberto naquele Domingo.
Pelo horário (por volta das 21:00 hrs) só fomos encontrar um restaurante funcionando próximo da Igreja e junto ao Rio Preto.
A comida era boa e farta, mas o rio, que passava nos fundos do restaurante, exalava um cheiro de esgoto que incomodava quando chegávamos perto.
Não era um Rio Tietê, mas parece que estão querendo chegar lá; uma pena.
Depois do jantar marcamos de se encontrar no dia seguinte por volta das 08h30min em frente à Praça para seguirmos em direção ao início da trilha.
Continua no 2º dia
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