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Olá viajante!

Bora viajar?

17 dias pela Patagônia de ônibus

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  • Este é um post popular.

Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!

Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.

Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.

A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.

Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.

Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 

Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 

Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.

Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!

Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.

Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 

O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 

Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.

Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.

O melhor ainda está por vir!

Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.

Até logo, aventureiro!

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  • Bruna Crasnojan Chicano
    Bruna Crasnojan Chicano

    Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.

  • Bruna Crasnojan Chicano
    Bruna Crasnojan Chicano

    Depois de dois dias em El Calafate, tomei um ônibus rumo à El Chaltén: o paraíso do trekking!  El Chaltén está dentro da reserva do Parque Nacional Los Glaciares. Em alta temporada é bem fác

  • Bruna Crasnojan Chicano
    Bruna Crasnojan Chicano

    Depois de voltar de El Chaltén, passei mais uma noite em El Calafate, pois no dia seguinte eu iria de ônibus para Puerto Natales, no Chile. A cidadezinha funciona mais como uma espécie de "cid

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  • Membros

O Fitz Roy é uma trilha auto-guiada, e bem fácil de seguir (não quer dizer que a trilha é fácil. É razoavelmente puxada, durando umas boas 10 horas). Não precisa pagar para entrar. Basta, se optar por esta opção, ir até o fim da avenida principal de El Chalten e começar a subir. Muito bem sinalizada. A variante que vc pode fazer, e eu recomendo (eu fiz) é pegar um transfer (uma van, contrata lá mesmo) e ir até a Hosteria Pilar, e começar a trilha por lá. As vantagens:

1 - vc faz 2 trilhas em 01: uma que vai da hosteria até o Fitz Roy e outra que vai do Fitz Roy até El Chalten (a volta a El Chalten, após subir à laguna de los 3,  é pela trilha original, ou seja, pelo caminho que vc iria seguir se não pegasse o transfer). E esta variante passa por um caminho muito agradável, em frente ao glaciar Piedras Blancas.

2 - a ida fica mais fácil, pois o caminho da hosteria até o Fitz Roy é praticamente plano. Já o caminho original é mais subida na ida, e mais descida na volta. Assim vc só pega a descida.

Os tickets  de ônibus eu comprei pela Cal Tur, no dia que cheguei a El Calafate, antes de ir a TDP fazer o W. Tem outras empresas que fazem, como por exemplo a Chalten Travel. Tem outra também, mas esqueci o nome. Comprei pela Cal Tur porque eles me pegaram no hotel no dia da ida a El Chalten.

 

  • 3 meses depois...
Postado
  • Membros

Olá Bruna! Primeiramente, meus parabens pela aventura!! realmente vc soube contar muito bem!! fiquei bem inspirado! 🤣

Ma aproveitando todo esse marasmo da quarentena, resolvi me planejar para essa aventura, que faz MUITO tempo que eu quero fazer.. minha ideia inicial seria dez/2020.. mas, vou ter que aguardar um pouco, porque tanto o parque TDP, quanto as empresas de ônibus q eu pesquisei estao fechadas por enquanto :/

Fiquei com algumas duvidas:

1 - vc recomenda a vertice e a fantastic tour para fazer as reservas de hospedagem.. mas nw seria melhor (e mais barato) fazer direto pelo site da conaf?? vi la q eles tem o botao de reserva, mas por causa da pandemia, nw esta funcionando por enquanto.

2 - sobre o trecho "➼ Punta Arenas à Ushuaia: 12 h (bu) - ARG$ 34000" é tudo isso mesmo? porque em outras companhias (rome2rio.com), achei esse trecho por R$170.. o q vc acha?

3 - nw encontrei o seu relato final do ushuaia 😅

Meus parabens novamente!!! muito bacana vc compartilhar sua aventura tao detalhada!! 👏👏

 

Postado
  • Membros
17 horas atrás, magron@magron.org disse:

Olá Bruna! Primeiramente, meus parabens pela aventura!! realmente vc soube contar muito bem!! fiquei bem inspirado! 🤣

Ma aproveitando todo esse marasmo da quarentena, resolvi me planejar para essa aventura, que faz MUITO tempo que eu quero fazer.. minha ideia inicial seria dez/2020.. mas, vou ter que aguardar um pouco, porque tanto o parque TDP, quanto as empresas de ônibus q eu pesquisei estao fechadas por enquanto :/

Fiquei com algumas duvidas:

1 - vc recomenda a vertice e a fantastic tour para fazer as reservas de hospedagem.. mas nw seria melhor (e mais barato) fazer direto pelo site da conaf?? vi la q eles tem o botao de reserva, mas por causa da pandemia, nw esta funcionando por enquanto.

2 - sobre o trecho "➼ Punta Arenas à Ushuaia: 12 h (bu) - ARG$ 34000" é tudo isso mesmo? porque em outras companhias (rome2rio.com), achei esse trecho por R$170.. o q vc acha?

3 - nw encontrei o seu relato final do ushuaia 😅

Meus parabens novamente!!! muito bacana vc compartilhar sua aventura tao detalhada!! 👏👏

 

respondendo a pergunta 1, CONAF é a corporação florestal nacional do chile, um órgão governamental. Clicando em reserva no site deles você vai ser dirigido ao site da vertice e da fantastic tour, que são as empresas que tem a concessão dos abrigos e camping

a pergunta 2 não consigo te respoder pq fnão fui até ushuaia

Postado
  • Membros
1 hora atrás, FCRO disse:

respondendo a pergunta 1, CONAF é a corporação florestal nacional do chile, um órgão governamental. Clicando em reserva no site deles você vai ser dirigido ao site da vertice e da fantastic tour, que são as empresas que tem a concessão dos abrigos e camping

a pergunta 2 não consigo te respoder pq fnão fui até ushuaia


muito obrigado @FCRO pela rapida resposta! por enquanto eh apenas uma forte prospecção.. ate pq imagino q nessa temporada, SE abrir, vai intupir! queria algo muito "susse".. mas obrigado pelo retorno..

Postado
  • Membros

@magron@magron.org Punta Arenas Ushuaia se tem ônibus pode ser da bus sur ou buses Fernandes,olha o site das 2.Esse site que você cita é de terceiros,nenhuma responsabilidade sobre as informações divulgadas.Detalhe:Empresa chilena não aceita venda sem RUT,então compre quando chegar lá,há muita vaga,pois só vendem assim e não pague IOF ao desgoverno dos reaças.

  • 2 anos depois...
Postado
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Oi gente!

Primeiro, peço desculpas por não ter respondido algumas pessoas! Fazia tempo que não entrava por aqui.

Agradeço de coração todo mundo que leu meu relato, comentou, conversou. Fico muito feliz mesmo por isso!

Me ocorreu que eu nunca contei o final da minha história. Não tem nada demais, mas todo capítulo feliz como esse, merece ser finalizado. Então hoje, vim fazer isso. 

Lá vai: 😃

-------------------------------------------------------------------------------------------
Já faz um tempo desde a última vez que estive por aqui escrevendo. 
Voltei cerca de 3 anos depois, para terminar de contar essa história.
Algumas lembranças já estão meio apagadas, já não me lembro exatamente os horários e valores dessa parte da viagem, mas preciso finalizar essa história, para poder começar a contar outra.
Então vamos lá, fechar esse capítulo. 😃
 
Depois de conhecer rapidamente Punta Arenas, saí da cidade na terça feira às 8h da manhã, num ônibus que me levaria até Ushuaia, pela estrada mais linda que eu já percorri na vida (e olha que eu já percorri muita estrada linda!).
 
Eu estava me sentindo super ansiosa por isso. A primeira vez que estive na Patagônia Argentina havia sido em 2017, no ano anterior. E eu já havia tido a sorte de percorrer um pouco as estradas do "Fin del Mundo", entre Tolhuin e Ushuaia. É de uma beleza única. A sensação de andar por aquelas estradas é indescritível. 
 
Talvez 12 horas de viagem seja um tempo consideravelmente cansativo para se percorrer um caminho de ônibus mas, sinceramente, isso nunca foi um problema pra mim. A principal razão de eu ter escolhido viajar de ônibus pela Patagônia foi essa: vivê-la. Eu queria ver tudo aquilo. Poder passar horas admirando a paisagem, sentir o ônibus ter que desacelerar e - quase parar - por causa do vento, parar numa lanchonete "barra" hospedaria no meio do nada e comer empanadas. Parece que ali o tempo parou.
 
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Cruzando o Estreito de Magalhães.

O dia estava nublado e o vento - um dos principais personagens dessa história - estava super gelado!

Então esse era meu último dia no Chile, eu estava retornando para a Argentina. O ônibus saiu da cidade e seguiu rumo a um pequeno porto, onde atravessamos de balsa o Estreito de Magalhães.
 
Ah, eu acho que nunca me senti tão viva... Eu devo ter escrito isso em alguns outros posts sobre essa viagem, mas "viva" é como me senti durante todos esses 21 dias de aventura.
 
A viagem de ônibus não demorou 12 horas, levou menos tempo, bem menos tempo, acho que umas 9 horas no total. Eu não me arrependi nem por um minuto de ter escolhido viajar de ônibus. A Patagônia é de causar suspiros, um atrás do outro.
 
Quando cheguei em Ushuaia pela 2ª vez, eu só conseguia sorrir.
Desci do ônibus na rodoviária, no centro da cidade, e fui a pé até o hostel, uns 15 minutos de caminhada, talvez menos. 
 
Fiquei num quarto compartilhado, fiz amigos instantaneamente, saímos para jantar, tenho e acompanho eles no Instagram até hoje (estou escrevendo em Novembro de 2022).
Reencontrei, por acaso, uma amiga que fiz em Torres del Paine, uma sul coreana que encontrei e reencontrei na trilha algumas vezes.
Conheci aqui algumas pessoas que me fizeram olhar pra mim mesma e me enxergar. Existem pessoas que são como abraços.
 
Nos dois dias que restavam a partir dali, encontrei um casal de amigos muito querido, a Fran e o Marcell e "guiei" os dois até a Laguna Esmeralda. 
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Que dia maravilhoso foi aquele! Nós rimos muito, muito mesmo. Falei agora há pouco, né? Têm pessoas que são como abraços. Algumas amizades são sinônimo de "casa", lugar onde a gente se sente seguro, feliz, querido. Amigos colorem a vida.
 
Voltamos juntos para São Paulo e foi a última vez que vi meu coração. Sim, porque meu coração ficou por lá, desde a primeira vez que pisei naquele lugar. Se tem algum lugar na Terra a que eu pertenço, é ali.
 
Anos se passaram desde essa viagem, muitas coisas aconteceram, tantas coisas mudaram, outras permaneceram exatamente iguais. Hoje estou um pouco mais longe dessa terra encantada, começando uma nova aventura e tentando aprender um bocado de coisas... mas meu coração continua por lá. Um dia eu volto. Ah, se volto!
 
IMG-20180117-WA0009.jpg
 
Vou finalizar essa história tão bonita (pra mim) por aqui. Em breve começo a contar um nova história, quem sabe essa em tempo real (hahaha). É só o tempo de eu me ajeitar, que eu volto aqui e recomeço.
 
Recomeçar. Pelo jeito, eu gosto mesmo disso.
 
Um beijo e um abraço a todos que acompanharam minha pequena aventura pela Patagônia.
Espero que isso os ajude a ter inspiração para viverem suas próprias aventuras por lá.
 
Vai, só vai.
Até mais, aventureiro!
 
IMG_20180119_151325195.jpg

 

 
Com amor, Bruna.
  • 4 semanas depois...

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