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Relato de 38 dias em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola entre junho e julho de 2018


Schumacher

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  • Silnei featured this tópico
  • Colaboradores

Esse Schumacher É mais doido que eu.kkkk

Seguinte,você precisou do visto no aeroporto de Luanda só para fazer a conexão

Vi essas promoções do melhores destinos, não comprei devido a esta conexão, mas pelo visto o problema também está em Santo Thomé. 

Português deve entrar com maior facilidade, há várias agências de turismo que vendem pacotes para esse lugar.  

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  • Colaboradores

Mais um me chamando de doido, vou considerar uma visita ao sanatório hahah. Valeu, cara. Sobre a segurança, São Tomé e Príncipe é um dos mais seguros em que já estive. Já a capital do Gabão e da Angola são meio perigosos, mas quase todo o interior é tranquilo, ao menos durante o dia. Apesar de todo mundo ver que eu era gringo, não tive problema em lugar algum.

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  • 3 semanas depois...
  • Membros

@Schumacher muito obrigada pelo relato! Estou planejando uma viagem por terra na Angola de Luanda até a fronteira com a Namíbia em Santa Clara. Em contato com alguns angolanos eles me disseram que é impossível fazer essa viagem de ônibus pois as estradas são péssimas! Qual a sua experiencia? Qual a condição atual da estrada entre Luanda e Benguela e Benguela e Lubango? Obrigada!

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  • Colaboradores

@AmandaAzevedo disponha! Que legal! Impossível é exagero, só vai precisar de um pouco mais de paciência, ainda mais se for durante ou após o período de chuvas, que é quando as estradas se acabam. De Luanda até Cabo Ledo está boa, depois disso fica precária até Lobito, que é a cidade vizinha de Benguela. De lá até Lubango a estrada está melhor, bem como de Lubango a Namibe, que apesar de estar fora da rota até a fronteira, recomendo bastante pela paisagem.

1 hora atrás, AmandaAzevedo disse:

 

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    • Por Ian Gon
      CICLOVIAGEM SERRA DA CANASTRA
      Saudações cicloviajantes.
       Como tive dificuldades de encontrar informações precisas, deixo aqui minha experiência de cicloviagem de 6 dias pela Serra da Canastra realizada no final de abril de 2021.
      Preparei tudo alguns dias antes para evitar faltar algum item e parti de carro de Belo Horizonte até São Roque de Minas (SRM) (321 Km – média de 4:30 o percurso com 3 pedágios R$ 6,40 cada).
      O roteiro foi praticamente o abaixo em que cada cor praticamente corresponde a cada dia (a cor roxa maior e a marrom houve alteração do percurso explicado no dia 4).

      1° dia: BH a SRM a São Joao Batista da Canastra (SJB da Canastra)
      Acordei 04:00 e saí cerca de 04:30. No início é um misto de expectativa (não conhecia a região) e prazer em poder conhecer esta Serra tão comentada pelos ciclistas. No caminho, parei em Formiga para um café e segui viagem. A ideia era chegar em SRM e já começar a viagem de bike.
      Ao chegar em SRM, parei no Centro de informações ao Turistas (bem na entrada da cidade) e conversando com o guia ele me deu algumas orientações (roteiro já estava definido porem alterei o percurso do dia 4 – relato mais abaixo).
      A cidade de São Roque é pequena mas aconchegante e tem toda a estrutura de pousadas, bares e guias.
      Parei o carro no posto da entrada da cidade no qual há o Empório Portal da Canastra, no qual havia obtido o contato da dona (Luciana) que me permitiu deixar o carro durante a viagem (Aproveito para agradecer imensamente a Luciana pela disponibilidade – a cidade é bem segura mas a gente fica mais tranquilo desta forma).
      Retirei a bike e as coisas da viagem (bike, alforges, barraca, isolante, etc - bom anotar alguns itens para lembrar de não esquecer no carro – exemplo celular).
      Comi um salgado muito bom no Empório (recomendo) e cerca de 11:00 comecei a odisséia rumo a São Joao Batista da Canastra
      O dia estava ensolarado com algumas nuvens. Saí de SRM sentido a portaria 1 do Parque Nacional (PN) da Serra da Canastra que aos poucos vai subindo a serra (algumas vezes empurrando). O terreno durante a subida era mais de pedras soltas e chão batido com algumas erosões durante o caminho. Para esta viagem, tem que haver muito preparo para subidas longas e íngremes, além do preparo psicológico exigido em todas as cicloviagens. Foram cerca de 10 Km de subidas até o Centro de visitantes – Portaria 1 (antes desta, há uma casinha do parque mas não havia ninguém). No centro, tem que apresentar documento de identidade e pagar entrada (deve ser em dinheiro) – o valor era R$ 11,00 mas não estava cobrando - imagino que devido a pandemia.

      Subindo a serra após SRM

      Subindo a serra

      Casinha antes do Centro de visitantes (Portaria 1)
      A partir daqui o percurso vai cortando dentro do PN da Serra da Canastra. Continua mais uns 2 Km subindo.
      Não vou ficar falando da beleza do Parque, pois é magnífico, mágico, de uma serenidade e paz. A viagem vale a pena fazer com calma para apreciar a região.
      A primeira atração era a Trilha do Cerrado logo após a Portaria, porém como fui subindo, acabei não vendo a entrada.

      Centro de visitantes (Portaria 1)

      Subida após Centro de visitantes (Portaria 1)

      Caminho dentro do parque com pedras soltas
      Depois uma região mais plana de cerca de 4 Km e depois começa-se a descer até chegar na nascente do Rio São Francisco (tudo sinalizado). Aproveitei para abastecer as caramanholas porém neste trecho havia uns mosquitos bem chatos, principalmente quando parei na nascente, incomodavam bastante que nem fiquei muito tempo. Custei para achar o repelente e depois que passei, no decorrer da viagem foi mais tranquilo.
       

      Dentro do parque

      Dentro do parque

      Placa indicativa da nascente do rio São Francisco


      Dentro do parque

      Dentro do parque
      Depois pega-se uma subida até chegar em uma bifurcação sentido Curral de Pedras (10 Km após a portaria 1).

      Curral de pedras

      Curral de pedras

      Vista do mirante do Curral de pedras

      Caminho após Curral de pedras
      Continuei em uma região mais plana e aos poucos vai intercalando algumas subidas, descidas e planos. Passa-se pela entrada da cachoeira Rasga Canga/Rolinhos e depois entrada da Casca D’anta. Continuei pois não haveria tempo para visitar e no outro dia seria exclusivo para fazer estes passeios.

      Placa indicativa par as cachoeiras
      Mais no meio do parque, há descida e depois subida bem fortes e depois repete, como se fosse um W. Tem que descer devagar pois pega muita velocidade devido a inclinação e por causa de pedras soltas e nas subidas as pedras soltas dificulta subir montado. Cruza-se algumas pontes sobre riachos e depois alguns trechos mais planos com subidas ou descidas leves. Passa-se pela entrada da cachoeira do Fundão (esta não visitei devido o tempo mas importante ter ciência de que segundo informações, o acesso era de descida bem íngreme que somente carro 4x4 consegue ir).
       

      Uma das descida/subida em W
      Continua até chegar na placa indicativa para SJB da Canastra. Daí são cerca de 3 Km só de descida em chão batido até chegar na Portaria 2. Um pouco mais chega-se ao vilarejo de SJB da Canastra que é pequeno com cerca de 200 habitantes sem muito atrativo – não vaia achando que vai jantar em um restaurante melhor ou pizzaria não.
       

      Chegando no vilarejo de SJB da Canastra

      SJB da Canastra
      No camping conheci os vizinhos de barraca: o Luciano (ciclista também) e a Sandra (casal magnífico que estava conhecendo a região de carro) e o Leandro e sua filha Lorena (dois aventureiros que estavam de carro mas levaram as bikes).
      A rotina média era: montar acampamento, lavar roupa, tomar banho e sair para comer algo e comprar lanche para levar para o dia seguinte (ou ver opção para compra na manhã do dia seguinte).
      Total Dia 1: 51 Km Ascenso 1123 m Descenso 880 m velocidade média 10,8 Km/h
      Resumo: SRM > 10 Km > Portaria 1 > 2,3 Km > Trilha do Cerrado > 4,3 Km > Nascente histórica do Rio São Francisco > alguns Km passando pelo Curral de Pedras (9,8 Km) até chegar no Entroncamento para Rasga Canga – passar direto e logo após à direita > 27,5 Km > Portaria 2 > Camping Vila Canastra (SJB da Canastra)
      Ø  Estadia João Batista da Canastra
      Camping Vila Canastra (34) 98818 6366 (Tirulipa) – camping muito bem estruturado. Diária R$ 40,00
       
      2° dia: Passeio PN Canastra e retorno para SJB da Canastra
      Neste dia deixei o acampamento no camping e fiz o passeio pelo parque sem peso. Tomei café reforçado (pequena lanchonete que serve café ao lado do camping -R$ 20,00). Separei lanche para levar pois dentro do parque não haveria nada para comer. O dia estava bem aberto e ensolarado.

      Vista do camping

      No camping
       
      O terreno do percurso varia entre chão batido, cascalho e algumas pedras soltas maiores com algumas poucas erosões pelo caminho.
       

      Placa indicativa para SJB da Canastra

      Dentro do parque sentido entroncamento da Casca D'anta
      Saí cerca de 09:00 sentido a parte alta da Cachoeira Casca D’anta. Após passar pela portaria 2, são cerca de 3 Km de subida, vira-se à esquerda e segue por região sem muitas subidas fortes (voltando pelo mesmo caminho que cheguei no dia anterior). Depois pega-se as subidas/descidas fortes em W onde encontrei com o Luciano e Sandra que estava vendo um riacho na beira da estrada. Conversamos um pouco e depois segui. No caminho ainda encontrei com a Luciana (Posto de São Roque) que estava indo com sua família visitar SJB da Canastra.
      Depois de cerca de 20 Km chega-se à bifurcação do caminho para a Casca D’anta (pegar à direita, tem sinalização).
      Mais cerca de 7 Km (algumas subidas com descida forte no final, chega-se na cachoeira. Deixei a bike embaixo de uma árvore e fui fazer uma pequena trilha de pedras até o mirante. Muito bonita a visão. Cuidado ao tirar fotos nas beiradas pois qualquer erro e pode ser fatal. Terreno é bem pedregoso e pode ser escorregadio.
       

      Dentro do parque sentido Casca D'anta

      Vista da trilha do mirante da Casca D'anta com a estrada de onde se chega ao fundo

      Uma parte da Casca D'anta

      Vista do mirante da Casca D'anta

      Poço da Casca D'anta
      Depois aproveitei bastante o poço da cachoeira que é bem legal para curtir (cuidado com pedras escorregadias) onde também encontrei novamente com Leandro e Lorena. Reserve algumas horas para ficar na parte alta da Casca D’anta pois vale a pena. O local tem piscinas naturais maravilhosas e a sombra de um quiosque.
      Depois retornei 7 Km até a principal (subida forte e longa no início) e após cerca de 1 Km virei a direita sentido a placa da Rasga Canga/Rolinhos. O percurso é cerca de 9 Km, relativamente tranquilo com algumas subidas e cerca de 4 Km de descidas mais fortes no final (lembrar que essas descidas serão subidas na volta).
       

      Dentro do parque

      Placa indicativa

      Dentro do parque
      Fiquei um pouco na Rolinhos (bem bonito) mas a Casca D’anta dá para aproveitar mais em questão de cachoeira. Depois tem o retorno de 9 Km até a principal (mais subida no início) e mais cerca de 21 Km até a portaria 2 Km (reserve energia e tempo para a volta pois tem muita subida forte e geralmente já está cansado pelo dia – saí da Rolinhos cerca de 15:30 e cheguei ao camping próximo de 17:50 pois fiquei vendo o pôr do sol próximo de 17:40 antes de descer para a portaria 2 (uma coisa que faço sempre é pesquisar nos sites de clima quando será o pôr do sol na época em que viajar, assim dá para ter uma ideia).
       

       

      Poço do Rolinhos


      Entardecer no parque

      Pôr do sol no parque
      Neste dia o camping teve problema com água quente, aí teve que ser frio mesmo (Esta época estava mias quente durante o dia e bem frio à noite).
      Total Dia 2: Média 83,5 Km Ascenso 1305 m Descenso 880 m velocidade média 13 Km/h
      Resumo: São João Batista da Canastra > Portaria 2 > 20 Km > Entroncamento parte alta > 7 Km > Casca D’anta > 7 Km retorno até entroncamento > 1 Km > entrada para Rasga Canga/Rolinhos > 9 Km > Cachoeira Rasga Canga > 1 Km > Poço do Alto dos Rolinhos > 9 Km retorno para a principal > 21 Km > portaria 2 > Camping
       
      3° dia: São João Batista da Canastra a Delfinópolis
      Acordei cedo, recolhi acampamento, tomei café e saí cerca 08:30 sentido Delfinópolis. O dia estava aberto e ensolarado.
      O terreno do percurso era chão batido dentro do parque, asfalto até o entroncamento para Sete Voltas e cascalho com muita poeira (nos últimos Km muita costeleta de vaca e subidas chatas que atrapalha demais o ritmo) até Delfinópolis.
       

      SJB da Canastra
      Saindo do vilarejo, após a portaria 2, subi os cerca de 3 Km e depois mais ou menos 30 Km tranquilos até a portaria 3 (sentido Sacramento) com muitas subidas leves mas longas. Chegando na portaria tem uma trilha com mato de cerca de 3 Km até Ruínas da Fazenda Zagaia mas resolvi não ir pela distância a ser percorrida no dia.
       

      Subida de 3 Km desde a portaria 2 (SJB da Canastra)
       

      Dentro do parque

      Dentro do parque

      Dentro do parque

      Dentro do parque

      Dentro do parque

      Vista da Serra da Canastra

      Uma das subidas

      Saindo do parque tem uma pequena parte de terra e depois começa o asfalto om subida média e depois longas retas em que peguei muito vento forte em que se roda cerca de 18 Km (região de muita produção agrícola) até a MG 464 (virar à esquerda em estrada de terra).
      Depois de cerca 7 Km chega-se em um pequeno vilarejo chamado Sete Voltas (local para abastecimento e lanche. Após alguns trechos planos começa-se a descida da serra que é bem bonita e se vê a represa do Peixoto do alto.
       

      Após sair pela Portaria 3
       

      Subida após saída da Portaria 3

      Sentido Sete Voltas

      Na descida da serra das Sete Voltas

      Vista da represa do Peixoto na descida da Sete Voltas
      Depois tem algumas subidas fortes e a estrada se torna muito poeirenta principalmente quando passa carro (há momentos que a poeira fina levantada impede a visão, logo ande sempre na borda para evitar que outro carro não te veja). Este trecho é bem desgastante devido o sol, poeira e peso da bike. Carca de 30 Km antes da cidade começa-se a margear a represa.
       

      Subida após a descida da serra

      Paisagem depois da descida da serra

      Caminho após a descida da serra (tem muita subida ainda)

      Algumas costeletas de vaca pelo caminho

      Região que começa a contornar a represa sentido Delfinópolis

      Contornando a represa
      O sol foi se pondo e as costeletas de vaca e subidas mais ao final diminuíram o ritmo o que acabou fazendo que pegasse uma parte no escuro tendo que recorrer à sinalização luminosa para ajudar, principalmente pelos carros que passavam e jogavam a poeira para alto e que demorava a sedimentar. Com isso fui chegar próximo de 18:40.
       

      Quando passa carro é uma poeira só

      Camping
      O camping era bom e perto havia estrutura boa para comer.
      A cidade de Delfinópolis é maior e está localizada entre a Represa de Peixoto (Rio Grande) e a Serra Preta ao sudoeste do Estado de MG.
      *Como este percurso são mais de 100 Km e a estrada não ajuda muito, recomenda-se sair mais cedo afim de evitar pedalar a noite e também prevendo imprevistos como caso de problemas na bike.
      Total Dia 3: 113 Km Ascenso 1233 m Descenso 1360 m velocidade média 13 Km/h
      Resumo: Portaria 2 São João Batista da Canastra > 33 Km > Portaria 3 PN Canastra > 18 Km > MG 464 à esquerda > serra das Sete Voltas > 7 Km descida > 45 Km com subidas chatas, poeira e costeletas de vaca > Delfinópolis
      Ø  Estadia Delfinópolis
      §  Trilhas de Minas - Pousada e Camping (35) 99955 7463 Muito bom
       
      4° dia: Delfinópolis a Pousada da Vanda (Caminho do Céu)
      A princípio, o roteiro era fazer Delfinópolis a São João Batista do Glória porém quando cheguei em São Roque, o guia do centro de turismo disse que a estrada iria ser de muita poeira e que passava muito carro e que com isso corria sério risco de acidentes, então me recomendou fazer o Caminho do Céu sentido Vargem Bonita. Segue relato.
       

      Vista de Delfinópolis
      O dia estava aberto com nuvens e ao longo foi mudando para nublado. Terreno varia de estrada de chão batido, cascalho, mais ao meio do percurso alguns trechos com areia dificultando a pedalada, tendo um chamado de Areião que não entendi direito como passei por lá e depois trechos de chão batido com diversas pedras soltas e erosão pelo caminho.
       

      Bosque sentido subida da serra para Caminho do Céu 

      Bosque sentido subida da serra para Caminho do Céu 
      Esse dia não tem nenhuma estrutura para lanche pelo caminho, logo se preparar para tal.
      Tomei café no camping e saí cerca de 08:30 sentido Complexo do Claro (complexo de cachoeiras em que há cobrança para entrar). Não é difícil de achar o caminho, só perguntar que qualquer um sabe. É uma estradinha gostosa e arborizada (aproveite a sombra pois mais a frente vai ser raro). Depois começa-se a subir uma serra longa e cansativa (essa não é a pior).

      Subindo a serra

      Subindo a serra

      Alguns sobe e desce

      No caminho
      Chegando no Areião (tem uma placa e não tem como errar, é muita areia funda e fofa) começa alguns sobe e desde e algumas partes planas com riachos pelo caminho por 8 Km até chegar no último local de abastecimento de água (riacho).

      No caminho, após o Areião

      Vista do alto da serra
      A partir daí começa a subida da Serra da Bateia, essa sim foi a pior do dia, muito difícil e cansativa, com longos trechos empurrando a bike pesada e parando para retomar o folego, mas a visão lá de cima é magnífica conseguindo ver o imenso vale.

      Antes da subida da Serra da Bateia (um pouco a frente te o último riacho para abastecimento). Ao fundo o início da serra.

      No caminho, subindo a serra

      Vista do vale

      No caminho com muita subida

      Visão da crista da serra

      Nunca me deixou na mão
      Depois de 8 Km do início da serra, chega-se m uma bifurcação em que há uma placa indicando “Pousada da Vanda” à direita, mas este caminho é mais longo e vai durar mais de 1:30 e o guia disse para pegar à esquerda. Peguei à esquerda e é praticamente só descida (vale mais a pena). Ao final da descida, quando começa-se a ver algumas casinhas, tive que abrir uma porteira e foi passando por dentro de uma propriedade pois não havia mais caminho mas não houve nenhum problema. Depois só virar à esquerda e mais alguns Km chega-se na Vanda.
      Este dia foi bem cansativo e quando cheguei acabei ficando em quarto para não ter que montar acampamento (R$ 110,00 com jantar e café pois não tem estrutura nenhuma perto).
       

      Pousada da Vanda

      Pousada da Vanda
      Resumo: Delfinópolis > 16 Km com subida de serra > Areião > 8 Km > último ponto de água > subida da Serra da Bateia > 8 Km até bifurcação para virar à esquerda > cerca de 15 Km de longas descidas até a pousada
      Total Dia 4: 47 Km Ascenso 1364 m Descenso 680 m velocidade média 7 Km/h
      Ø  Estadia Delfinópolis (zona rural)
      §  Pousada da Vanda (é uma pousada estilo rural em que vários aventureiros se hospedam para curtir a região – grupos de motos, bike, jeepeiros) Zona rural de Delfinópolis (35) 99997-0057
      *Em São João Batista do Glória iria ficar na Pousada Sempre Viva pois não havia conseguido camping na cidade entretanto o dono, o Leandro se prontificou a deixar montar a barraca na pousada (com a mudança de planos acabei não ficando lá). Aqui vai meu agradecimento ao Leandro pela disponibilidade e minha indicação para quem precisar de hospedagem - Pousada Sempre Viva Rua Mauro Venâncio de Freitas, 6. (35) 98815 2462
       
      5° dia: Pousada da Vanda a Vargem Bonita
      O dia estava ensolarado com nuvens e depois mais nublado, o que ajudou para evitar o desgaste.
      O terreno do percurso varia entre pedras soltas e erosão na subida da Serra Branca, estrada de terra com cascalho fino e depois estrada poeirenta.
      Acordei cedo e me preparei para subir a Serra Branca, bem difícil, praticamente somente empurrando e parando para pegar folego.

      Serra Branca, olhando assim parece pequena e fácil

      Subida da Serra Branca - olha o tamanho das pedras soltas

      Subida da Serra Branca

      Vista do vale

      Algumas erosões pelo caminho mas a paisagem compensa

      Praticamente uma hora depois, pega-se uma parte mais plana com alguns sobe e desce e vai cruzando por cima da serra com muitas paisagens bonitas. Depois umas descidas e volta a ficar plano com uma subida mais forte depois. Ao praticamente chegar na crista da serra, começa-se a descer sentido São José do Barreiro com algumas subidas até a pequena cidade, passando antes pela parte baixa da cachoeira Casca D'anta (ela vai estar de costas para quem está indo para São José do Barreiro)

      No caminho sentido São José do Barreiro

      No caminho

      Chegando ao mirante antes de São José do Barreiro

      Antes da descida forte para São José do Barreiro

      No caminho

      Parte baixa da Casca D'anta

      Crista da Serra
      Em São José cheguei quase 13:00 e como era dia de semana a cidade estava praticamente fechada (mais turística, logo o comércio abre mais durante o final de semana). Achei uma pequena lanchonete aberta e comi algo para depois seguir pela estrada poeirenta para o camping que ficava entre São José e Vargem Bonita.

      Pelo caminho (Em São José)

      São José do Barreiro
      O camping é bem estruturado, inclusive havia uma família em um trailer acampando por lá.
      *Praticamente não há estrutura próximo do camping, logo deve se prevenir e comprar algo em São José.
       

      Camping e o trailer da família que estava acampando

      Camping
      Resumo: Pousada da Vanda > 34 Km > São José do Barreiro > 9 Km > Camping (por mais que fosse pouca Km, o percurso é difícil)
      Total Dia 5: 44 Km Ascenso 1070 m Descenso 790 m velocidade média 10 Km/h
      Ø  Estadia Vargem Bonita
      §  Pousada e Camping Praia da Crioula Serra da Canastra (7 Km de Vargem Bonita): (37) 99999-5333
       
       
      6° dia: Vargem Bonita a SRM
      O programa era fazer do camping até SRM, pegar o carro e seguir para Belo Horizonte.
      Acordei cedo, recolhi o acampamento, saí cerca 08:30, sentido Vargem Bonita (a 5 Km em estrada de terra) para tomar café.
      Dia ensolarado com nuvens e o percurso seria quase todo em asfalto.

      Estrada sentido Vargem Bonita (muita poeira)
      Na saída de Vargem Bonita há uma subida forte pelo asfalto de cerca de 3 Km. Depois há alguns trechos mais planos e alguns Km chega-se em uma rotatória onde pode-se ir pela estrada de terra (à esquerda, cerca de 12 km) até SRM ou cerca de 21 Km pelo asfalto (à direita). Como sabia como estava a poeira pela estrada de terra, decidi ir pelo asfalto
       
      Vargem Bonita

      Subida forte sentido São Roque
      Este dia praticamente não tirei foto mas a região é bem bonita. Infelizmente não tirei de SRM, no início por querer começar o pedal e no fim pelo cansaço.
      Resumo: Camping > 3 Km de subida > alguns Km relativamente planos > rotatória > cerca de 21 Km > SRM
      Total Dia 6: 33 Km Ascenso 609 m Descenso 740 m velocidade média 13 Km/h

      E aqui chega ao fim a saga. Um abraço
       
      Total: 371 Km Elevação acumulada: 6704 m.
      Nenhum pneu furado (importante ter fita antifuro na viagem)
      Dicas: Dentro do Parque, a vegetação é quase toda rasteira e o sol e o vento castigam bastante. Passar protetor solar e carregar muita água. Dentro do parque não há nenhuma estrutura para alimentação, logo tem que se programar para tal. O reabastecimento de comida durante os deslocamentos é quase inexistente, portanto leve tudo o que for consumir e aproveite bem os jantares e cafés-da-manhã. As serras, são bastante ermas, logo, se preparar com alimentação, água e GPS.
      Durante o passeio no parque o ideal é seguir em silencio aumentando a chance de visualizar animais (consegui ver um tamanduá bandeira pela estrada). Além disso, durante os percursos vi em torno de 5 filhotes de cobra, se não me engano jararaca, logo tenha sempre atenção uma vez que estamos no ambiente delas).
      Neste roteiro, peso é vida. Como os trechos têm muita subida, quanto menos carga, melhor. Leve somente o necessário. Como toda viagem de bike faça uma revisão completa prévia.
      Não me arrependo nem um pouco de ter feito o percurso mas para quem não está acostumado vai ser sofrido demais, logo, recomendo fazer 3 a 4 dias entre SRM e SJB da Canastra, não saindo sentido Delfinópolis. Tem muita coisa para conhecer no parque.
      Com o peso da bike, terreno irregular, poeira, sol forte e subidas íngremes, não subestime a baixa Km do trecho, principalmente nas serras.
      O percurso possui longos trechos por estradas esquecidas, que cruzam serras e vales quase desabitados. Passa-se várias horas pedalando muitas vezes com subidas muito íngremes e longas, grade parte das subidas mais difíceis quase toda empurrando a bike. Há também descidas, de certa forma técnicas, que podem ser vencidas contornando as partes da estrada poupadas pelas pedras e erosão. Recomendo ir devagar nas descidas.
      O parque é muito grande, logo recomendo definir alguns roteiro e deixar outros para uma outra ocasião, conversei com pessoas que viajam para a região por um bom tempo e não conhecem tudo – são 200 mil hectares).
      A região da Serra da Canastra possui uma área de mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: Capitólio, São João Batista do Glória, Delfinópolis, Sacramento, São Roque de Minas e Vargem Bonita.
      Funcionamento do Parque: De quarta a domingo, de 08:00 as 18:00 (só pode entrar até as 16:00)
      O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 para preservar as nascentes do Rio São Francisco, localizadas a uma altitude de 1.200 metros. Esse rio imenso, de tamanha importância para nosso país, nasce como um pequeno olho d’água na serra da Canastra e cresce até desaguar no oceano Atlântico. Possui 200 mil hectares com mais de 90 mil regularizados. Atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. É um lugar diferente do resto de MG, já que a vegetação do parque é uma transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Fica a 400 km de Belo Horizonte. Sua vegetação de transição entre a "borda da Mata Atlântica" e o "início do Cerrado", com predominância de Campos de Altitude que abrigam inúmeras espécies da fauna e da flora do cerrado, como o lobo guará, o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, diversos gaviões e espécies ameaçadas de extinção como o pato mergulhão e o tatu-canastra. A Serra da Canastra apresenta temperaturas médias anuais de 17°C no inverno e 23°C no verão. Pode ser visitada durante todo o ano mas é altamente recomendado ir nos períodos secos, entre abril e outubro, devido a menor incidência de chuva.
      Resumo do percurso de carro: BH > BR-381 (Fernão Dias) > Betim > pegar à esquerda no Shopping Partage Betim > BR 262 sentido Triângulo Mineiro > Pará de Minas > antes de Nova Serrana, pega MG 252, sentido Divinópolis > depois de Divinópolis, pega MG 050, sentido Formiga > Piumhi, pegar MG 341 sentido Bom Sucesso, Capinópolis > São Roque de Minas.  Distância: 321 Km média 5 horas (possui pedágios)
      §  Opções de camping em SRM: Camping Chalé da Mata (37) 98841 6618 (37) 3433-1452 / (37) 3433-1332 Entrada 14:00 Saída 12:00 Média R$ 40,00 ou Camping Picareta Seu Chico (37) 99951 9642 – próximo Portaria 1 (4,5 Km de SRM)
      Referências
      https://revistabicicleta.com/cicloturismo/serra-da-canastra-mg/
      https://ateondedeuprairdebicicleta.com.br/cicloturismo-vales-da-serra-da-canastra/
      https://www.bikersriopardo.com.br/roteiro/36/show
       
       





    • Por Benedetto Beal
      Vou para Curitiba na casa de algumas amigas de role hehehe,trabalho com marketing digital, entao de dia podemos trabalhar e conhecer os lugares .
      O objetivo é o Chile tenho um primo que mora lá e disse que vai ter um encontro de jovens da america do sul la por março no peru,essa é a ideia fml,whatsapp pra contato: 47 996210628 
    • Por Viviana Ciclobeijaflorismo
      Saudações, viajantxs!
      Daí que inventei de voltar a viajar de bike. E voltei em setembro, em meio a pandemia. Porém, na semana em que comecei o pedal tive um caos na clavícula e a luxação precisou até de cirurgia. Tão cedo não vou poder voltar. Dessa forma, e dados os inesperados custos com tratamento, medicação e fisioterapia, estou fazendo um pacotão pela metade do preço do que havia adquirido. O kit é o mais básico para Cicloviagem mas, acredite, essa foi a quarta bicicleta de Cicloturismo que tive e garanto que foi a mais top na categoria roots!
      Comprei tudo em junho desse ano e as notas fiscais devem estar tudo no meu e-mail, se necessário. O fato é: só fiz dois dias de pedal de treino totalizando 50km. Ou seja, tudo semi novo.
      Segue a relação:
      Bicicleta Alfameq Stroll Aro Aero 26, Shimano Tz, quadro 17", passadores Yamada EZ-Fire, Freios V-Break. Já está com bagageiro tubular instalado e acompanha fita antifuro em ambos os pneus. 
       
      Kit Cicloviagem:
      Óculos amarelo + case; ColeteRefletorNoturno; Capacete; Bolsade Guidão; VelocímetroMultifuncional; BandanaQuéchua; Bomba; Câmarasreserva; Correntereserva; MissedLinkI; Iluminaçãovermelha traseira e lanterna dianteira recarregável; parde luvas; Caramanhola.
      De brinde mando 4 elásticos com garrote e óleo para a corrente. 
      Se tiver interesse só na bicicleta, ou só no kit, também é possível. Só não vendo itens individuais. 
      ###FRETE GRÁTIS PARA TODA REGIÃO SUDESTE### *No momento, estou próximo a Belo Horizonte. 
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      Que ela faça alguém ainda mais feliz do que me fez nos 50km que brincamos... Hahahahah 
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    • Por Birovisky
      E aí rezenhadores de plantão beleza? Pedalada marota em plena quarentena, mostrando alguns pontos turísticos da cidade de Taquaritinga, interior de São Paulo. Além de várias divagações, tais como a falta de bom senso do ser humano, sem exceções, em evitar aglomerações e a forma como o Estado concede as coisas com uma mão, em contrapartida com a outra, ele tira, sempre do cidadão que segura o lado mais fraco da corda.
      21,75km | 1:31:23 - Trajeto salvo no STRAVA: https://www.strava.com/activities/3229242961
      Confiram o vídeo Pedalando em plena Quarentena:
       
       
      BTWIN Rockrider – Uma saída alternativa e de qualidade - https://rezenhando.wordpress.com/2015/03/18/btwin-rockrider-uma-saida-alternativa-e-de-qualidade/
      MOSSO Odyssey 29ER - https://rezenhando.wordpress.com/2016/02/22/mosso-odyssey-29er/
       
      Trilha de Bike de Matão até Taquaritinga com fuga
       
      Bicicleta Urbana BTWIN ELOPS 300
       
      Mobilete Elétrica Monark | Projeto MOBILETE ELÉTRICA
       
      Até mais e obrigado pelos peixes!
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    • Por Lucas Mourao Machado
      Olá pessoal pela primeira vez na vida venho a escrever um relato diário de viagem. Um blog. Não tenho muita experiência em blogs, mas devido a pouquíssimas informações que encontrei sobre São Tomé e Príncipe escrito por brasileiros resolvi deixar aqui o meu depoimento para ajudar futuros viajantes. Estou viajando eu Lucas e meu companheiro Jair. Nossa viagem iniciou-se em São Paulo dia 23 de julho de 2018 as 18:20h . Chegaremos em São Tomé dia 25 as 00:30h. Dia 3 de Agosto vamos em um vôo para Príncipe que volta para São Tomé dia 5 de Agosto. Dia 6 de agosto voltamos para o Brasil de madrugada e chegamos dia 7 de Agosto de madrugada. Ou seja. Ao todo serão 9 dias na ilha de São Tomé e 3 dias na ilha de Príncipe. Tentarei relatar com detalhes cada dia dessa viagem a esse país pouquíssimo conhecido.

      Pela nossa pesquisa anterior o que vale mais a pena para quem vem a São Tomé e Príncipe é trazer consigo Euro. São poucos os locais no país que aceitam cartão de crédito. Os que aceitam muitas vezes não tem as nossas principais bandeiras visa/master. Não existe no país caixas eletrônicos que aceitam cartões internacionais como os nossos para sacar dinheiro. Existe no país uma moeda local a Dobra. Quando utilizamos o euro nos dão o troco na moeda deles. Pelo que pesquisamos Dólar não é bem aceito.

      Calculamos uma média de 100 euros por dia fora os gastos com hospedagem e locação de carro. Pelo que pesquisamos os preços dos passeios com guia são bemmm salgados então conseguimos alugar um carro por 35 euros por dia em São Tomé e 50 Euros em Príncipe e pretendemos fazer os passeios por nossa conta. Quanto a segurança em circular pelo país o que me informaram é que para nós que somos brasileiros acharemos o lugar mais calmo e pacífico do mundo. Assim espero !!!

      Como São Tomé conseguiu sua independência de Portugal super recente (1975) ainda tem muita ligação com o país. Os portugueses são os turistas mais frequentes. Aconselho a quem quiser procurar mais blogs os melhores que encontrei foram de portugueses.

      Nosso vôo partiu de São Paulo com destino a São Tomé com escala em Luanda (Angola). Conseguimos comprar por R$1700,00 reais com taxas. O problema é a conexão em Luanda longuíssima de 18 horas que é onde me encontro neste momento escrevendo o relato do percurso. Saimos de São Paulo ontem as 18:20h. Chegamos em Luanda as 2:20h. 06:20h no horário local. Viemos de cia aérea TAAG. A maneira mais em conta de vir a São Tomé é pela TAAG mas tem essas escala gigantesca em Luanda. O vôo foi excelente. Boing 777 300 new generation. Um avião de dar inveja nos nossos humildes jatinhos. Nos serviram jantar e café da manhã super fartos e variados. Avião extremamente confortável com tudo de mais moderno que se tem hoje. Pousamos em Luanda e já sentimos aquela desordem tipicamente brasileira no desembarque. Viemos para a área de passageiros em conexão para aguardar nosso vôo para São Tomé que sai as 22:00h no horário local. O visto para quem quiser sair do aeroporto e passar o dia em Luanda custa 120 dólares por entrada. Ou seja, 120 na ida mais 120 na volta caso queira deixar o aeroporto em ambas oportunidades. Não pesquisei o que tem para fazer em Luanda pois nos assustamos com o preço e pretendemos fazer uma viagem mais econômica. Como aqui tem internet wifi gratuita no aeroporto não vai ser difícil passar o tempo. A área de conexão onde me encontro é relativamente ampla. Tem várias lojas e um free shop pequeno. Tem também 4 lanchonetes simples com o preço bem salgado. Paguei 7 dolares em um pãozinho com café. Recomendo comerem bem em São Paulo e no avião pois eles não deixam entrar com comidas e bebidas aqui na sala de conexão. Além do preço alto as opções não tem uma boa aparência. Uns salgados meio velhos e uma comidinha com um cheiro de gordura velha que não me interessou nem ver o cardápio. Os assentos são relativamente confortáveis. Dá para deitar em vários e tirar um bom cochilo. Tem um ar condicionado agradável então não vi problemas ... Diferente dos relatos que li na internet onde as pessoas reclamaram muito. Tem também uma área de grandes janelas onde conseguimos ter uma vista panorâmica da cidade o que ajuda a passar o tempo. O único porém na área de conexão são os pernilongos. Tem bastante. E como não podemos trazer repelente na mala de mão estamos expostos ao ataque. Aconselho virem de blusa de frio, meia, e calça para ajudar a evitar as picadas e também pelo ar condicionado que é bem frio. Espero que os pernilongos não sejam da malária hehe.
      Lojas no aeroporto de Luanda
      Lojas típicas do aeroporto.
      Lojinhas no aeroporto.
      Aeroporto visto da sala de conexão.
      Sala de conexão no aeroporto.

      Embarcamos depois de muita confusão na sala de embarque para São Tomé com 1 hora de atraso as 23:00 e adivinham... O avião também estava tomado de pernilongos hehe. Apesar dos sugadores de sangue, o avião também era ótimo. Um 737 novinho. Mesmo a viagem sendo rápida apenas 1:40 foi nos servido um jantar maravilhoso. A tripulação do avião não era bem treinada o vôo foi um caos. Uma desordem na organização das pessoas, do serviço, somado a falta de educação de alguns indivíduos, e o excesso de crianças no vôo deixou tudo bem complicado. Não posso dizer que aterrizamos na pista e sim caímos rs. Meu companheiro de viagem também ja fez ciências aeronáuticas e ele também ficou chocado. Pousamos de ponta em alta velocidade. Quando o avião tocou o chão todos gritaram rs foi um susto imenso. Estava muito nublado e acho que o piloto não tinha lá muita experiência. Desembarcamos e se ja achamos o aeroporto de Luanda desorganizado o de São Tomé é um tumulto. As pessoas desceram do avião e foram correndo para a sala de desembarque, sem fila, ônibus, nem nada. Correndo pela pista. Um empurra empurra danado sem a menor educação de alguns. Na imigração era claro que a policia não tinha controle de nada e nenhuma tecnologia. Não havia cameras de seguranca no saguão nem se quer um aparelho de Rx para revistar as malas. Um rapaz carimbava os visto sem muitas perguntas e entravamos. Um grupo de arruaceiros que estavam no nosso vôo estavam bem bebados. Deixaram uma garraga de whisk quebrar no chao e beberam a no bico quebrada com os cacos em frente a imigração sem nenhum problema. Uma verdadeira farra. Ao ingressar ao país sai rapidamente do aeroporto e me deparei com um campão escuro sem iluminação onde umas 100 pessoas aguardavam seus parentes. Não vi taxi nem nada parecido. Por sorte tinhamos contratado um serviço de transfer e no meio daquele multidão avistei um rapaz com uma plaquinha com o nome do nosso hotel. Nunca me senti tão aliviado. O rapaz do transfer muito carismatico trabalha neste primeiro hotel que estamos de onde escrevo agora. O nome é Sweet Guest House. Amei o hotel. Muito organizado, limpo, quarto ótimo com ar, banheiro limpinho, cama boa, muito espaço. Pessoal super receptivo e bem treinado. Chegamos tomamos um bom banho depois de 48 horas e capotamos.

      1° dia. Acordamos as 11 da manhã. Levantamos e partimos para o nosso primeiro contato. Neste dia pretendemos ficar mais pelo centro fazendo um city tour a pé pois pegamos nosso carro apenas amanhã. Como no centro de São Tomé tudo é perto não vimos a necessidade de carro neste primeiro dia. Confesso que no caminho do aeroporto para o hotel fiquei assustado em como vamos dirigir por aqui. As ruas são precárias e tudo bem desorganizado. Fomos direto para o mercado municipal e já foi aquele verdadeiro choque cultural. Um tumulto de pessoas, verduras, lugumes, especiarias e peixes vendidos a céu aberto. Bem interessante mas falta um controle sanitário pesado. Não consiguiria comer nada naquele mercado. As frutas, verduras e especiarias são bem semelhantes as nossas mais comuns. Uma ou outra desconhecida. Do mercado fomos almoçar em um dos restaurantes indicados nos blogs que pesquisamos. Xico's. Um lugar super agradável perto do mercado com uma comida gostosa e um atendimento muito bom. Todos aqui são muito solícitos e prestativos. Também tem uma pequena exposição de arte no segundo andar do restaurante. O preço da refeição do dia foi 180 dobras. 1 euro equivale a 25 dobras. Um lombo com pimenta salada e batata frita foi o que nos foi servido.

      Almoço no Xico's.

      Do restaurante fizemos um tour por nossa conta pelos principais pontos turísticos da região central.

      Entrada do mercado central
      Mercado central
      Forte de São Sebastião
      Palácio do Governo
      Baía Ana Chaves
      Forte São Sebastião
      Mercado da cidade
      Museu de artesanato

      A noite saímos para jantar na associação CACAU. Incrível!!! Passam um filme com apresentação da história de São Tomé, tem show ao vivo de músicas locais com dançarinos, e um jantar expetacular super farto por 20 euros. Só nao inclui bebidas alcoólicas. Fotos do jantar a seguir:

      Fomos e voltamos do jantar de taxi que nos cobrou 6 euros por percurso. Vamos dormir que amanhã cedo recebemos nosso carro e vamos sentido norte da ilha.

      2° dia . Acordamos as 8:00h tomamos nosso café da manhã no próprio hotel por 8 euros por pessoa. ( Sweet Guest House). Fizemos o check-out. Gostei muito do hotel. Muito limpo, super novo e bacana. Quarto e áreas comuns sensacionais. Os atendentes que trabalham são perfeitos super gentis e solícitos. Recomendo muito! Em seguida o pessoal da Ban ben Noun Tours chegou com nosso carro. Um carro bem antigo com uma luz de emergência ligada no painel e pneus bem carecas rs. É um toyota 4×4 bem antigo. Tem até toca fita ao invés de CD rs. Mas tem funcionado até o momento. Compramos um chip de internet em uma agência de telefonia móvel no centro para que possamos usar o GPS do google que tem sido muito útil. Depois disso seguimos rumo ao norte para nosa segunda hospedagem. Em 40 minutos chegamos ao Residencial Tamarindos. Amamos o hotel também. Quarto perfeito com ar, frigobar, banheiro ótimo, super novo e limpo. Deixamos as coisas e seguimos para as Roças do norte com uma boa parada de duas horas na Praia Lagoa Azul.

      Praia Lagoa Azul
      Amamos a praia. Quanto as Roças, que são antigas fazendas do seculo XX de café e cacau, estão todas destruídas e sendo usadas como abrigo pela população. O norte da ilha é extremamente pobre. De ambos os lados da estrada passamos por vilarejos paupérrimos. Muita pobreza mesmo como nunca tinha visto em nenhum lugar do Brasil. Mas pelo que percebi ninguém passa fome, pois, como é uma ilha, a pesca é intensa, e eles criam muitos animais que vivem soltos com eles... porcos,galinha,cabras.... também tem infinitas bananeiras, pés de cacau, cana , mandioca, mamão. Frutas bem semelhantes das nossas. Eles pedem o que eles não encontram. Doces rs. Ninguém nos pediu comida. As crianças vem correndo atras do carro pedindo doces em todos os lugares. Todos muitos educados sempre com um sorriso no rosto e prontos para nos ajudar em tudo. A pobreza assusta. Ainda mais que todos andam com um facão gigante na cintura mas não sentimos medo em momento algum. Após passar por todas as vilas e fazendas da época colonial mais ao norte (Santa Catarina, Diogo Vaz e Fernão Dias) voltamos e paramos para almoçar em um eco resort chamado Mucumbli. Maravilhoso! Evidente o abismo social existente como no Brasil.

      Estrada ao norte da ilha.
      Roças do seculo XX
      Meu Xará Lucas e seu côco
      Eco Resort Mucumbli.

      Vimos o pôr do sol em Mucumbli e voltamos para nosso hotel onde fomos surpreendidos pelo eclipse lunar que acontecia hoje. Simplesmente magnífico.

      Eclipse lunar.

      3° dia. Acordamos tomamos café e alugamos bikes no hotel por 5 euros cada. Fizemos um tour pelas praias da costa norte. Fomos ao Morro do Peixe uma comunidade de pescadores próxima ao hotel e de lá fomos a Praia dos Tamarindos, Praia do Governador, Comunidade Fernão dias, Comunidade Micoló, Cidade de Guadalupe e novamente Morro do Peixe. Foi um circuito tenso. As bikes eram péssimas fomos rezando para não quebrarem no caminho e quebraram bem no fim ufa rs. Elas não eram próprias para trilha e a estrada era péssima tanto a de terra como a parte em asfato. As comunidades extremamente pobres mas não sentimos medo. Comprimentavamos todos que passavam e eles ja abriam um sorrisão ainda mais quando descobriam que somos brasileiros. Chegamos a um restaurante esgotados quase mortos rs. Creio que o trajeto total deu uns 20 km mas pela péssima estrada, calor escaldante e as bikes péssimas pareceu que foram 100 rs. Almoçamos no restaurante Celva's. Menu executivo por 17 euros por pessoa. Único por perto foi nossa salvação. De lá pedalamos acabados para o hotel pegamos o carro e fomos a praia Lagoa Azul a mais bonita e mais limpa até o momento. As outras são muito próximas das vilas então acabam que são sujas e desembocam esgotos... Na volta da praia o segurança de lá nos pediu carona e nos levou a Roça Santo Agostinho creio que a maior. Chegou em seu funcionamento a ter 3000 trabalhadores. No momento encontra-se desativada e virou abrigo como todas as outras. Mais uma vez a pobreza chocou bastante. Nessa só não tivemos medo pois estavamos acompanhado desse amigo local que fizemos. De lá voltamos para o hotel jantamos e fim do dia !

      Praia dos Tamarindos
      Praia do Governador
      Caminho entre praias
      Caminho entre praias
      Almoço no Celva's
      Mapa da região do percurso de bike.


      Praia Lagoa Azul.

      Não tiramos fotos das comunidades pois fomos avisados a não fazer. O pessoal não gosta!!! E isso é sério rs. Quase tivemos problemas quando queriamos fotografar uma embarcação e a senhora achou que estavamos tirando foto dela. Foi tenso!!!! Então já fica o aviso. Jamais fotografem alguém sem pedir autorização.

      4° dia. Acordamos fizemos o check out e saimos sem tomar o café da manhã. Dirigimos direto para a região central e fomos para o Hotel Me-zochi. Este hotel é basicamente um jardim grande com uma casa central de madeira com algumas suites (creio que 4), e uma sala conjugada com cozinha comum. No hotel não havia ninguém para nos receber. A casa estava toda aberta entramos vimos algumas malas que devem ser de outros hospedes mas nem sinal de uma alma viva rs. Sai do hotel e fui a uma casa próxima onde o dono ligou para o rapaz que toma conta e ele disse que estava no centro fazendo compras e depois voltava mas que podiamos deixar nossas coisas em uma das suites rs. Fizemos conforme indicado e saimos para o nosso primeiro dia na região central. Começamos pela Roça Monte Café. Uma das únicas roças que mantém alguma produção após a independência do país em 1975. Todas as roças após a independência tiveram seus territórios divididos entre os trabalhadores que acabaram optando por um cultivo individual para sub existência e as dependências das roças viraram abrigo ou foram abandonadas. Apenas o Monte Café tem um museu do café que é do governo e uma cooperativa que é dos locais que estão tentando retomar o cultivo de forma coletiva e colocar de novo a Roça para funcionar. Super bacana a ideia deles. A cooperativa também faz um tour pelas antigas áreas de produção do café e cacau meio que disputando os turistas com o museu que é do governo. Fizemos o tour com eles para fortalecer a população. Foi ótimo. No final eles oferecem uma degustação de 3 tipos de café orgânico que são plantados lá e um chá. De lá fomos ao Jardim Botânico e adivinha? Também foi meio que abandonado. Pelo que o guia que contratamos explicou havia uma fundação da união européia que patrocinava alguns parques na África em vários países mas encerraram o projeto. De 24 trabalhadores restaram apenas 3 que fazem o tour meio que por conta própria. Apesar disso gostamos. O senhor que nos guiou trabalha lá a muitos anos e sabe muito sobre as plantas. Nos explicou sobre todas as frutíferas que foram trazidas pelos portugueses, as medicinais e as ornamentais. Pagamos 4 euros por pessoa a ele. De lá fomos a Cascata São Nicolau. Uma cachoeira que fica na beira da estrada de 20m de altura. Como estamos na época da Gravana,época de seca tem pouca água mas a natureza em volta é muito bonita bem preservada. Essa região central é mais montanhosa que o norte que é região de Savana. A mata é mais densa. Típica Floresta Tropical. Diferente do norte que é mais quente e seco. Aqui no centro chega a fazer um friozinho. Adoramos a Cascata pois havia uma turma de crianças e batemos muito papo. Nos contaram das novelas brasileiras que assistem os cantores de funk e sertanejo brasileiros que gostam. Eles escutam muita música brasileira mais até mesmo que a deles. E novelas só passa as nossas da Globo. A criança mais velha nos contou que queria muito fazer jornalismo ou sociologia mas que aqui nao tem universidade pública. De lá fomos a Roça Saudade onde funciona o museu Almada Negreiros um escritor e pintor nascido aqui que viveu em Portugal. Lá no museu também tem um restaurante com um mirante lindo! Almoçamos um menu executivo que foi a melhor comida até o momento. Duas entradas, prato principal e sobremesa sensacionais por 17 euros por pessoa. Voltamos para o hotel descansamos um pouco e não vimos ninguém. Realmente acho que é um hotel fantasma. Acordamos as 19:00h para jantar. Fomos ao Café Nunes. Comemos um franguinho bem fraco por 15 euros para os dois. Não recomendo comerem outro tipo de carne aqui que não venha do mar. Tudo do mar é muito mais fresco e os peixes são excelentes. Não vale a pena fugir do trivial percemos isso hoje rs. Voltamos para o hotel e adivinha? Ainda nao vimos ninguém!!!!! Entramos para o nosso quarto e aqui estamos. Estou com um pouco de medo de verdade rs. É um hotel fantasma mesmo. Amanha ja vamos para a costa oeste e acho que não terá ninguém para fazer o check out kkk muito doido isso.

      Roça Monte Café
      Jardim Botânico
      Cascata São Nicolau
      Museu Almada
      Restaurante Almada

      5° dia. Acordamos e gente adivinha. Apareceu 2 senhoras no hotel para fazer o café da manhã kkk. Nos prepararam uma omelete com pão e café. Comemos e partimos para o dia. Resolvemos fazer um tour pelo Parque Nacional Obô. Fizemos o percurso até a Lagoa Amélia. É uma cratera de vulcão a 1400 m de altitude que se encheu de água devido as nascentes próximas e teve sua superfície coberta por uma vegetação rasteira que nos permite andar por cima. Diz o guia que a cratera tem mais de 30 metros de profundidade. Quando andamos por cima dela parecemos que estamos sobre um colchão d'água. Super legal. São 3 horas o percurso de ida e volta. De lá voltamos ao Museu Almada e comemos novamente o menu executivo. Voltamos ao hotel buscamos nossas coisas e seguimos rumo a costa leste para a cidade de Santana. Nessa costa tem vários locais no Airbnb para hospedagem incríveis. As suites são cravadas na montanha sobre o mar com uma vista maravilhosa. É em um vilarejo paupérrimo. Custamos a encontrar nossa casa que alugamos no Airbnb que se chama Cabin Lover's. Amamos o quarto. No nosso terreno haviam 4 bangalôs do mesmo dono com uma escadinha que leva ate a praia que é meio que particular. São piscinas naturais incríveis. Eles oferecem todas as refeições no quarto a um preço ok creio que 15 euros o menu executivo e 8 euros o café da manhã. Chegamos nadamos rapidamente jantamos e ficamos a curtir o luar rs.

      Topo da Lagoa Amélia no parque Obô. Cratera do vulcão coberta por esse arbusto que nos permite andar por cima da água.
      Parque Obô
      Piscinas naturais do Cabin Lover's
      Varanda do quarto do Cabin Lover's.

      6° dia. Dormimos super bem. Acordamos as 6:00h para ver o nascer do sol no mar do quarto e 12:00 descemos para as piscinas naturais. Nadamos com umas crianças do vilarejo que apareceram por lá. Voltamos umas 14:00h fizemos as malas e partimos para o sul da ilha onde viemos nos hospedar no Jalé Ecolodge. No caminho paramos para almoçar no restaurante Mionga. Comemos o menu executivo por 10 euros e seguimos viagem. Passamos por várias praias bacanas mas não paramos pois pretendemos visita-las no nossos dias de hospedagem aqui no sul com mais calma. Também este hotel é bem longe. É a última hospedagem no sul. Da quase 2:30h de viagem da cidade de São Tomé. E como saímos tarde não queriamos parar para não chegar a noite. Ainda bem que fizemos isso pois chegando no Jalé tem uma vila extremamente pobre e é estrada de terra. Daria um pouco de receio passar a noite sem conhecer. O Jalé é uma praia particular onde ocorre a desova das tartarugas. É um hotel ecologico criado por uma ONG com apoio da união européia. Um lugar super roots. Só tem energia elétrica das 18 as 23 horas rs. O chuveiro é frio. Eles oferecem as 3 refeições e caso queira tem que avisar com antecedência. Jantamos hoje um polvo acompanhado de arroz, legumes, e banana frita. Comemos vendo o pôr do sol. Foi lindo. O Jalé tem apenas 3 chalés distribuídos em uma praia de 1 km particular. É uma verdadeira imersão na natureza. Relax total para quem curte essa vibe.

      Nascer do sol visto do quarto Cabin Lover's.
      Cidade de Santana. Piscinas naturais do Cabin Lover's.

      Pico Cão Grande. Pode ser avistado apenas da estrada no caminho para o Sul da ilha.

      Praia do hotel Jalé Ecolodge

      Jantar no Jalé ao pôr o sol.

      7°dia. Acordamos e junto a um guia que arrumamos aqui no Jalé saimos para desbravar as praias do sul. O guia é o segurança do Jalé que estava de folga neste dia e faz esses bicos nas horas vagas. Disse que poderiamos pagar o quanto quiséssemos. Oferecemos 10 euros por pessoa. Foi ótimo tê-lo conosco pois algumas praias não aparecem no mapa do google e ele nos levou também em uma cachoeira maravilhosa que jamais chegariamos por nossa conta. Ela não tem nem nome. Visitamos as praias Piscina, Cabana, Inhame, Grande, Micondó, e a cachoeira sem nome próximo a comunidade morro do peixe. Todas essas praias do sul são expetaculares e desertas. Em todas que fomos eramos as únicas pessoas na praia. Incrível!!! A que mais gostamos foi a praia Piscina. São várias piscinas naturais ótimas para nadar. A que estamos hospedados que é a Praia Jalé é a segunda mais interessante. Mas todas são únicas!!! Além dessas belezas naturais visitamos também a Roça São João dos Angolares. Ela funciona como um hotel e restaurante utilizando as estruturas da antiga Roça. Tem também uma exposição de arte bem interessante de artistas locais. É um lugar bem chick para os padrões daqui. Inclusive o presidente de São Tomé estava almoçando lá no momento. De lá voltamos para o nosso hotel na Praia do Jalé jantamos e descansamos. O jantar estava divino. Um peixe com ervas acompanhado de batata doce com um molho deliciso. Apesar do sabor maravilhoso ele não me fez bem. A noite tive febre, enjôo, e dor de barriga. Tomei uns remedinhos e consegui dormir.

      Praia Jalé.
      Os únicos 3 bangalôs no Jalé onde estamos hospedados. Pé na areia.
      Praia com rio proximo ao Pico Cão Grande.
      Cachoeira sem nome rs
      Mangue no sul que oferece passeio.
      Praia Hotel próximo ao Inhame.
      Praia Hotel Inhame
      Cachoeira sem nome.
      Pico Cão Grande.
      Praia Piscina.

      Roça São João dos Angolares.
      Museu Roça São João.

      8° dia. Acordei ainda um pouco indisposto. Hoje iriamos ao Ilheu das Rolas. Uma ilha aqui próxima onde tem um Resort all inclusive da rede Pestana e algumas praias bacanas. Tem também um marco onde passa a linha do Equador. Mas como ainda estou um pouco fraco decidimos ficar por aqui mesmo no Jalé. Curtir mais a nossa praia que é pé na areia e ficar bem próximo do banheiro rs. O passeio a ilha é de barco e sai do vilarejo de Porto Alegre que é paupérrimo. São 30 minutos de barco até a ilha. Vai que a dor de barriga volta no trajeto. Após o café da manhã e um cochilo me senti melhor e decidimos ir para a Praia Inhame bem próxima da nossa que tem um hotel super bacana estilo ecológico também mas com mais estrutura. Inclusive recomendo muito ele ao invés do nosso mas é mais caro. Chegando lá tinha um pessoal fazendo um tour para o Ilheu das Rolas por 10 euros por pessoa saindo do hotel mesmo em um barco muito mais confortável dos que o que saem de Porto Alegre que são de pescadores e ainda é 15 euros e mais longe. Como eu estava melhor embarcamos. A ilha é linda. Chegamos e fomos para o Resort Pestana. Pode entrar e participar do almoço e ou jantar sem estar hospedado. Rodamos o Resort todo para conhecer. Adoramos a piscina com borda infinita para o mar. Resolvemos rodar a ilha toda e voltar para almoçar no resort mais tarde. Fomos rodando a ilha que tem mirantes lindos com uma vista para o mar incrível. Depois fomos ao marco por onde passa a Linha do Equador. É um mirante bem no alto com uma vista surreal. De lá descemos para a praia mais linda que vimos em toda viagem a Praia Café. Perfeita para um mergulho e uma relaxada na areia fofinha. Ficamos umas duas horas na praia e voltamos para o Resort Pestana. Participamos do buffet livre que serviam por 28 euros por pessoa. Tinha de tudo um pouco gostamos bastante. Depois voltamos para o local onde marcamos nosso barco de volta as 16 horas. Retornamos para o hotel Inhame de barco onde tinhamos parado nosso carro e retornamos para o nosso hotel. O Jalé.

      Barco que sai do Hotel Inhame e faz a travessia.
      Piscina Resort Pestana.
      Bar e piscina borda infinita para o mar do Resort Pestana.
      Mirante em torno da ilha.
      Marco linha do Equador.
      Praia Café a melhor analisando todos os aspectos. Cor da água, limpeza da praia, temperatura da água, faixa e textura da areia, estrutura por trás com almoço etc...

      9° dia. Acordamos as 5h da manhã pois nosso vôo que vai para Príncipe partia as 9h da manha. E como o trajeto do extremo sul da ilha ate o aeroporto demora cerca de 2:30h saimos bem cedo. Pagamos na passagem para Príncipe 110 euros ida e volta. O avião é um bimotor turbo hélice para 35 pessoas. Foi tranquilo o vôo. Chegamos em Príncipe e conseguimis alugar um carro por 100 euros os 3 dias. Do dia 3 ao dia 5. O carro não era uma 4×4 como deve ser pois as estradas em Príncipe são péssimas. Mas por outro lado economizamos muito. Queriam nos alugar por 80 euros cada dia. 240 euros os 3 dias !! Absurdo !! Mas conseguimos esse carro com um local que nos alugou o carro particular dele rs. Nos hospedamos no hotel Príncipe Residencial. Pagamos 45 euros a diária. Hotel simples mas limpinho. Nesse primeiro dia fomos inicialmente a praia do Macaco e Praia do boi. Ambas maravilhosas pertinho uma da outra. Desérticas com uma natureza surreal. As praias mais bonitas de toda a viagem mais até mesmo que do Ilheu das Rolas. Ficamos umas 3 horas nessa praia nadando e curtindo o sol e de lá fomos a Roça Belo Monte. A Roça funciona como um hotel chiquérrimo super bacana de visitar e pode usufruir do restaurante mesmo sem estar hospedado. Como ja tinhamos comido apenas visitamos e voltamos para o hotel ja no fim do dia. Começou uma chuva torrencial e não saímos mais do quarto.
      Baia da cidade de Santo Antônio.
      Cidade de Santo Antônio.
      Praia do Boi a mais linda que fomos.
      Mirante Com vista para praia do Macaco
      Roça Belo Monte

      10° dia. Fomos na parte da manhã no Resort Bombom que tem uma ilha particular com um restaurante sensacional. Tem também um snack bar com uma piscina TOP que pode usurfruir por 15 euros sem estar hospedado. Se não nadar não paga rs. De lá fomos para o Resort Sundy Praia. Nele nadamos e passamos a tarde toda foi uma delicia. Ele é da mesma rede do Bombom e pode se usurfruir da piscina por 15 euros. A piscina é ainda mais TOP com uma borda infinita maravilhosa para a praia. De lá fomos tentar ver o pôr do sol na Roça Sundy. Outro hotel da mesma rede mas em cima das montanhas com uma vista linda. Lá fizemos um tour pela Roça onde se cultiva cacau e vimos tudo sobre a prova da Teoria da Relatividade de Einstein que foi feita lá. Um amigo de Einstein fotografou o Eclipse do sol lá de Sundy e provou que Einsten estava certo e que o Universo é curvo e a luz ao passar por ele distorce a real posição das estrelas no universo. Saindo de Sundy já era noite e fomos jantar na cidade de Santo Antônio onde fica nosso hotel. Comemos em um restaurante beira mar de um Português mas não tinha nem placa com nome.

      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Sundy Praia

      11°dia. Acordamos e chovia. Queriamos aproveitar a manhã para darmos um último mergulho na praia Bombom que é a mais perto com a melhos estrada mas não deu devido a chuva. Fomos então a um mirante chamado Terreiro Velho. Bem bonito a vista mas a estrada péssima. Ele é sentido sul da ilha que é onde fica o Parque Florestal que ocupa a maior parte da ilha. De lá voltamos a cidade e visitamos algumas lojinhas até dar o horário que devolveriamos o carro 12:30h. O nosso vôo para São Tomé partiu as 14:20h. Chegando a Sao Tomé e como estavamos agora sem carro alugado reservamos com a mesmo pessoa que nos alugou o carro um transfer para o aeroporto de ida e volta por 10 euros por percurso. (Empresa Ban Ben Noun Tours). Ele nos levou para o nosso hotel o Hospedaria Porcelana. Hotel simples mas bem limpinho e organizado super bem localizado. Pagamos 40 euros na diária. Deixamos as coisas no hotel e fomo almoçar no Restaurante Papa Figo. Comemos um peixe gostoso compramos alguns artesanatos e voltamos ao hotel onde dormimos ate 00:30. O transfer nos buscou e nos levou para o aeroporto pois nosso voo partia para Luanda as 03:00h. Pegamos o vôo que foi super tranquilo voltamos para Luanda e aqui estamos aguardando para voltar ao Brasil :)

      Mirante Terreiro Velho

      Cidade de Santo Antônio.

      Dicas Gerais:

      $$$: Leve apenas Euro. Não aceitam dólar em lugar algum e não aceitam cartão mesmo!!!! Impossível sacar dinheiro. Recomendo 100 euros por dia fora hospedagem e dinheiro para aluguel de carro. Apesar de termos gastado apenas 50 euros por dia não é bom arriscar. Lembre que esta viajando para um país extremamente pobre de pouquíssima estrutura. Não vai querer passar aperto né?

      Hospedagem: Vale a pena ficar em uma hospedagem diferente em cada região da ilha. As estradas são muito ruins e se você for e voltar todo o dia para a cidade de São Tomé vai ficar muito cansativo e vai ter pouco tempo para aproveitar os lugares. Os hoteis estão todos no Booking e Airbnb.


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