Viagem de 6 dias para a Serra Gaúcha (RS), em julho de 2018 (Hospedagem em Canela, Carro Alugado) Do ES para RS.
Essa viagem começou uns 15 dias antes, com toda uma pesquisa de fizemos, em sites como o próprio mochileiros.com, vídeos no Youtube e outros sites que nos trouxessem informações interessantes. Contratamos a viagem pelo site da CVC, pedimos o serviço de bagagem pelo site da GOL. Se não tivéssemos questões muito particulares e pudéssemos programar com mais antecedência, não teríamos contratado os serviços dessa empresa e, não possivelmente não passaríamos por algumas situações um tanto frustrantes.
1º DIA - VIAGEM DE IDA
Nossa viagem começou de fato num sábado de madrugada. Saímos de Colatina, no interior do ES às 02:30. Em Vitória, pegamos o vôo para o RJ e de lá para Porto Alegre, onde já havíamos contratado o serviço de aluguel de carros da Movida. O carro foi um FIAT MOBI da cor vermelha. Alias, gostamos muito do serviço dessa empresa. O carro estava novo e deu conta muito bem de ir a todos os lugares que precisamos, foi bem econômico também.
Viajamos por 02:00 até a Pousada Casa Rosa, em Canela. No caminho paramos para almoçar, o que nos chamou a atenção foi o tipo de prato que pedimos, o qual não conhecíamos, uma "Alaminuta", tipo um PF (com arroz, batata frita, bife de carne de boi ou frango, salada e feijão). Tudo estava gostoso mas o valor já começou a fica meio salgado. Foram 25 reais por cada prato. Daí pra lá tudo vai ficando muito mais caro.
Chegando à Pousada Casa Rosa fomos muito bem recebidos. Para chegar ao quarto 39 precisamos subir alguns lances de escada, mas o recepcionista as levou. Quando oferecemos a gorjeta, pois as malas estavam realmente pesadas, ele negou dizendo: "Capaz, capaz..." e foi uma forma curiosa de se expressar.
A pousada é muito boa, tem piscina (embora não vi ninguém usando pois a água pareceu bem fria), uma área bonita de café da manhã, chuveiro quentinho (apesar de um pouco instável as vezes), água da pia aquecida (embora demorasse um pouco para aquecer), bem limpo, com excelente serviço de quarto e principalmente ótima cordialidade de todos os atendentes. Ou seja, o atendimento e a limpeza foram os pontos fortes. No entanto o ponto fraco a meu ver, foi a calefação, que demorava a ligar, pois só era acionada quando a temperatura caía a uns 17 graus, e de manhã já estava desligada. No entanto o quarto era bem quentinho, as cobertas davam conta de aquecer a noite e isso não fez lá tanta diferença.
Nota 8 pra pousada Casa Rosa, em Canela, RS.
Nesse dia a noite fomos convidados pelo atendente da Pousada a experimentar um prato típico da região, o "Fundue em sequência" e o próprio restaurante Sky providenciou o transporte. Ganhamos de brinde um vinho local. Chegamos lá tinha música ao vivo, muito legal. Serviram vinho e trouxeram a primeira sequência, batatas, brócolis e torradas no molho de queijo, em seguida, trouxeram as carnes (de boi, porco e frango) e nós mesmos fritamos, com uns 15 molhos diferentes à nossa disposição, desde os agridoces aos apimentados, por último, trouxeram as frutas e o chocolate.
Gostamos muito apesar de ter ficado bem caro. Foram 77 reais por pessoa, mais o couvert artístico, mais o atendimento (10 %) e a conta ficou bem alta. Nos levaram de volta ao hotel e estava relativamente frio. Fazia uns 16 graus.
2º DIA - ANDANÇAS POR CANELA E GRAMADO
No outro dia acordamos um pouco mais tarde, afinal, foram muitas horas de viagem no dia anterior. Tomamos um café da manhã reforçado e partimos andando de Canela para Gramado. Nesse dia andamos cerca de 23 km. Passamos por muitas lojas de roupas de frio, sapatos, tapetes... comprei um casaco de frio vermelho (R$160) na loja artesanato do Noel e um tênis Adidas para caminhar (afinal, o tênis que usava fez uns estragos no meu pé direito) no Mundo dos Sapatos por R$60,00.
Passamos por pontos turísticos como O Mundo a Vapor, Super Carros, O Museu da Moda, mas não entramos. Não é muito nosso barato essas atrações mais enlatadas.
Em Gramado, fomos ao Palácio dos Festivais, à Rua Torta, passamos pelo famoso Termômetro, Praça das Etnias, Fonte do Amor Eterno (onde coloquei um cadeado com um coração vermelho com nossos nomes, tranquei na grade da fonte e joguei a chave fora), à Igreja de Pedra de Gramado e ao Lago Negro. Tudo a pé.
Nesse meio tempo, almoçamos no restaurante Belle Vitrine. No início ficamos impressionados com a entrada, muito farta, com molhos, torradas, tudo muito gostoso. Mas não pedimos. Eles trouxeram. Depois cobraram 17 reais somente por isso. Escolhemos saladas como pratos, eram opções que nos agradavam e mais em conta, e de fato, estava muito bom, ótimo tempero. No entanto, quando veio a conta, aos 17 reais, somaram-se os pratos e o atendimento e a conta, mais uma vez, ficou um pouco salgada.
Seguimos passeando pela cidade, tirando fotos e conhecendo, conversando com as pessoas. Uma coisa que percebemos é que tentam te pescar o tempo todo. Oferecendo apresentações de produtos que giram em torno de 40 minutos, em troca de brindes como entradas em parques. Nem sempre isso é exatamente vantajoso, pois em nosso caso, o tempo era precioso para fazer tudo que estava planejado.
Esperamos o UBER na calçada do Hard Rock Café e voltamos para Canela. De lá pegamos o carro e seguimos para conhecer a Igreja de Pedra (Nossa Senhora de Lourdes) de lá e ficamos maravilhados com aquela construção gótica ao entardecer. Como já estávamos com fome, fomos a um café próximo dali no Empório Canela, ambiente descolado, atendimento ótimo, comida em conta. Eu pedi um quiche do dia(R$12,00) e um suco tropical (R$10,00) (abacaxi, morango e laranja) e foi barato. O marido pediu uma torta, um café... tudo muito gostoso.
Rodamos um pouco pela cidade e seguimos para a Pousada, descansamos e voltamos para jantar, dessa vez por nossa conta, em Canela mesmo, no Bistrô Sabor de Mel, simples e aconchegante. Servem um capelete com Legumes delicioso. A temperatura começou a baixar, o céu cheio de nuvens, o dia foi bem quente, ou seja, sinal de chuva. A previsão do tempo estava certa, funciona mesmo.
Fiquei impressionada por ser um domingo, muitas lojas abertas até tarde (até as 18:00). Muitas lojas de chocolates, sapatos e de confecção. No entanto a maioria dos Bistrôs fecha por volta das 10 horas. E os gaúchos me pareceram bem fiéis aos horários.
3º DIA - CHUVA E NEBLINA - PARQUE DO CARACOL E CAFÉ COLONIAL
Amanheceu chovendo, com neblina e isso não nos intimidou. Após o café seguimos de carro até o Parque do Caracol, cuja entrada foi R$20,00 por pessoa. O local é muito limpo, bem sinalizado e organizado. Precisamos usar capas de chuva para andar pelo parque e foi ótimo mesmo assim. A queda principal e linda. E os vários caminhos dentro do parque levavam à cachoeiras, represas, centros históricos, grandes Araucárias, pátios gramados, lugares bem bonitos.
OBS. 1 - Uma armadilha lá dentro, não vá no trenzinho, a não ser que você esteja com crianças. É para crianças e nos custou R$10,00 por pessoa. O passeio não demorou 3 minutos.
OBS. 2 - Leve uma meia extra na bolsa ou deixe no carro, pois em passeios assim as chances de vocẽ molhar o calçado são grandes. E é chato ter que limitar o passeio por conta disso. Uma meia extra e/ou tênis extra resolvem tudo.
Exploramos o máximo que conseguimos, com os tênis encharcados e seguimos para o Parque da Ferradura, no entanto o senhor da guarita de entrada disse que não valia apena entrar pois a neblina nos impediria de ver a paisagem e que era melhor voltar num outro momento.
Foi então que decidimos conhecer um Café Colonial, o Bela Vista. Ambiente bacana, ótima recepção, e muita, muita comida. Nesse dia, esse foi o nosso almoço. Comemos até não aguentar mais. A consumação foi de cerca de R$70,00 por pessoa. Mais alguns acréscimos, que sempre ocorreram.
Como estava chovendo, resolvemos pensar em alguma atração fechada. Foi então que passamos pelo Museu da Moda e resolvemos entrar. Muito organizado, construído a partir de uma pesquisa da Estilista Mika Wolf, conta com vestes de 2000 a.C até os dias atuais. Custou R$70,00 por pessoa (a inteira) mas eu paguei meia pois chorei o desconto por ser professora. Então paguei R$45,00.
Fomos para a Pousada e então pegamos o carro e fomos até Gramado, curtir a noite, embora a neblina estivesse bem forte e pouco conseguíamos ver a estrada à nossa frente. No Largo da Borges encontramos uma cafeteria e livraria em interessante, a Mania de Ler. Então depois de olhar algumas opções, resolvemos jantar um caldo ou creme e optamos pelo creme no Pão. O Bistrô dessa vez foi na rua coberta, o Pastascuitta. Local aquecido, comida saborosa. Cada prato ficou em torno de R$34,00 e pedimos 4 queijos e batata com camarão (veio muito camarão).
Uma cilada: quando estávamos terminando o jantar, vimos um homem chegando com um violão, ele sentou num canto, e começou a tocar. Logo em seguida pedimos a conta e veio incluído o couvert artístico. Nem tentamos contestar. Mas deveria haver bom senso da casa a nosso ver.
Saímos em busca de uma boa sobremesa. A temperatura estava caindo e optamos por um fundue de frutas. Na própria avenida de Gramado subimos uns degraus e entramos no Lounge Gourmet Florybal, local aquecido mas o atendimento deixou um pouco a desejar. Nós mesmos preparamos do fundue e tinham opções diferentes de chocolate. Tudo muito gostoso. E a pessoa podia acrescentar sorvete também. O preço foi bem em conta. E assim encerrou a noite.
É um lugar, aliás, com bons chocolates, pra todo lado.
4º DIA - CONHECENDO CACHOEIRAS E LAGOAS NUM DIA CHUVOSO EM SÃO FRANCISCO DE PAULA/RS & GARFO E BOMBACHA
Acordamos decididos a ir até São Francisco de Paula conhecer o Parque das 8 cachoeiras, mesmo chovendo. Seguimos de carro até lá. o GPS ligado o tempo todo. Levamos carregadores do nosso próprio carro e cabos. O som ficou por conta da JBL Wind, pois o som do carro não tinha Bluetooth. Ao chegarmos lá fomos recepcionados por dois cães bonitos, um escuro e um claro, mas com bocas grandes. Depois entendemos o quanto eram mansos: A Marsha e o Urso. Custou R$20,00 a entrada por pessoa e valeu muito a pena.
Fomos primeiro na cachoeira Remanso, bem exuberante. Estávamos com nossas capas de chuva por que estava chovendo, mas de qualquer forma iríamos nos molhar com os respingos da cachoeira. Depois seguimos para a Escondida, mas não conseguimos completar o percurso pois estava muito cheio o rio e mesmo que a Marsha passou, nós não conseguimos passar. Ela nos acompanhou por todo o percurso e nos esperou. Uma excelente guia, muito quieta e paciente. Uma linda.
Seguimos então em meio a trechos com lama, pedras, água escorrendo, pontes e pinguelas e fomos conhecendo as quedas mais fáceis de acesso. "Cascatinha" nos surpreendeu por ser linda e cordial, não nos molhou e não deu vontade de ir embora. Depois seguimos para a 'Xaxim", que também foi linda e cordial e nos rendeu belas fotos.
Na estrada encontramos um restaurante simples, mas com a comida bem caseira, bife grelhado na hora, a R$20,00 por pessoa, o "Restaurante e Café Sabor Campeiro" RS-235 km 66.
Seguimos viagem até o lago São Bernardo e ficamos encantados com a beleza. Diga-e de passagem, bem mais bonito que o Lago Negro. Demos a volta em torno do lago ,a pé. Nos deparamos com belas paisagens, marrecos, muitos bancos coloridos, locais de contemplação, piers, pinheiros cercando o lago além de cerejeiras e muitas árvores de Plátano (árvore típica do Canadá). Com um visual lindo, nostálgico e belo em todos os ângulos, tiramos muitas fotos, selfies e curtimos àbeça e não pagamos entrada.
Uma curiosidade: No entorno do lago tem uma capela bem mística, onde era um local de adoração indígena, depois católico, protegido também por muçulmanos, evangélicos e budistas ao longo da história. Sem dúvida senti uma energia poderosa, apesar de vandalizado nesse momento.
Seguimos de volta para Canela por uns 30 km, bem pertinho, e descansamos. Ainda chovia e resolvemos conhecer uma casa noturna e churrascaria com show típico: Garfo e Bombacha. Eu gosto muito de dança, música e churrasco, então achei que seria algo inesquecível. Contactei nesta tarde com a própria casa via WhatsApp e logo fui atendida. Custou bem caro, R$179 por pessoa, com o transporte de ida e volta, não incluindo bebidas. Combinamos que iriam nos buscar por volta das 20 horas e lá estavam no horário marcado. A volta seria às 23 horas. Fomos muito bem recebidos e servidos. E no fim, comemos muito até quase estourar, ficamos numa mesa um tanto longe do palco, os garçons circulavam em nossa frente, servindo os clientes, durante o show e não gostamos tanto do churrasco. Ou seja, não consegui ver direito o show, não gostamos muito do churrasco e não foi lá essas coisas. Lá tiram fotos de você usando um chapéu gaúcho e um chimarrão na mão sem compromisso, as imprimem e depois te vendem a 15 reais. Nós, na empolgação do momento, compramos também. Foi nossa primeira lembrança de viagem. No fim todos dançam, mas à essa altura já está bem vazio, e tudo acaba antes de 23 horas. Não achamos que foi um dinheiro bem gasto. Melhor teria sido se escolhêssemos uma churrascaria típica bem renomada e pagássemos o valor do rodízio.
5º DIA - DIA DE SOL DE CONHECER NOVA PETRÓPOLIS E BENTO GONÇALVES (VALE DOS VINHEDOS E CAMINHOS DE PEDRA)
Foi o dia de correr pelas estradas. E foi bem cansativo. 120 km de ida e mais a mesma quilometragem de volta.
A primeira parada foi na Queijaria Valbrenta, onde compramos um biscoito de azeitona muito gostoso. Seguimos até Nova Petrópolis para conhecer o Labirindo Verde no meio da Praça das Flores. Foi bem legal o labirinto, muito divertido, especialmente para crianças. A praça das flores tinha poucas flores nesse momento.
Pegamos a estrada para o Vale dos Vinhedos e visitamos a vinícola Miolo, custou R$30,00 a entrada com direito a reverter R$10,00 em certas bebidas na loja. Nas mais caras.
O rapaz que fez a exposição pareceu bem informado, muito conhecedor dos processos e falou tudo com muita clareza e fluidez. Conhecemos o processo inicial, o processo moderno de produção, engarrafamento, fizemos uma prova de 4 vinhos diferentes e foi ótimo. Mas ainda não tinha valido a viagem. Compramos um espumante, um abridor de vinho, suco de uva de 1 litro e tudo estava muito gostoso.
Então seguimos para os Caminhos de Pedra e paramos num Bistrô no início do caminho, um self service de boa qualidade. Lá nos deram um mapa com instruções sobre o caminho e não foi muito legal. Não gostamos muito, talvez porque estávamos cheios e não desejávamos comprar mais vinhos, queijos, massa de tomate ou qualquer outra coisa de comer. Desistimos e seguimos para Canela com a esperança de ainda conseguir ir ao Parque da Ferradura mas pegamos um engarrafamento em Gramado e não deu tempo.
Foi então que vimos o Castelinho Caracol e resolvemos parar para tomar um café. Foi ótimo. Deu a graça que faltava ao dia.
Primeiro conhecemos a propriedade, que é linda. Como beirava as 18 horas, ficamos presos dentro da propriedade. Abriram a porta com cara feita e entramos na casa, pagamos R$10,00 e tivemos acesso ao museu e ao café. Tomei um suco de maça muito bom e meu esposo comeu a torta típica de maça com sorvete de creme, chamada Apfelstrudel.
Seguimos felizes para a pousada e a noite tomamos um caldo verde no charmoso Bistrô em Canela, o Cheiro de Canela.
5º dia - DIA DE CONHECER OS CÂNIONS FORTALEZA E ITAIMBEZINHO
Acordamos cedo, tomamos o café com uns 15 minutos, e pegamos a estrada. O objetivo era chegar em Cambará do Sul a tempo de conseguir conhecer dois Cânions. Os dois ficam em parques estaduais. Tivemos que preencher um documento em ambos. Primeiramente fomos ao Fortaleza, o mais exuberante, digamos "Selvagem". Saindo de Canela, às 07h20min. chegamos à entrada do Cânion por volta das 10h00min. Lá tem uma bica, com água potável. Enchemos o recipiente e seguimos até o estacionamento. De lá seguimos a pé até o Cânion. Com 2/5 da caminhada já dá pra ver o Cânion. É lindo. Tiramos muitas fotos lindas. Como sou espírita, fiz muitas orações naquele ambiente. Ahh, venta muito e é preciso tomar cuidado pois não há contenção, cercas, nada disso. É você e o precipício, frente a frente. Fomos até onde conseguimos andando. Muita gente parou antes. Não deu vontade de ir embora. Mas como tínhamos o objetivo de conhecer Itaimbezinho, no outro parque estadual, resolvemos seguir. Almoçamos num restaurante próximo a um posto, e desta fez sem glamour, foi um PF. Mas estava muito bom. Aliás, adorei o tempero da comida dos gaúchos.
Seguimos e a estrada até Itaimbezinho não estava amigável. Muito cascalho. Um trecho considerável assim. Chegando lá tem um trecho de asfalto e chegamos à sede do parque. Primeiramente tem uma parte mais curta, com uma visão mais limitada, mas bem bonita. Fomos à casa da Vovó, compramos um queijo serrano, admiramos a feitura da lã à moda antiga, compramos um chocolate e seguimos caminho para a parte mais exuberante. São aproximadamente 3 km de ida mas o visual de fato compensa. Inclusive vimos vários ciclistas fazendo o trajeto de bike. Bem bonita a visão do cânion desse ponto. E no ponto final tem uma espécie de arquibancada com troncos de madeira, onde se pode sentar e admirar de um ponto bem privilegiado o cânion.
Voltamos num ritmo de caminhada pesado, pois queríamos um café e o cansaço já estava aumentando. Seguimos de volta para Canela. Descansamos um pouco e saímos para fazer nossa última refeição num Bistrô de Canela. Tomamos um caldo verde e apreciamos o crepe de maça com canela.
6º dia - VOLTANDO PRA CASA
Acordamos cedo, terminamos de arrumar as malas, presenteamos um dos atendentes da pousada com um vinho local, tomamos o café da manhã e partimos para a estrada por volta das 07h30min. Dirigimos até Porto Alegre. Devolvemos o carro na agência. Fomos de Van até o aeroporto. Embarcamos para RJ. No aeroporto Galeão almoçamos uma salada superfaturada e embarcamos novamente no avião para Vitória. De lá pegamos nosso próprio carro e seguimos para nossa cidade. Chegamos por volta das 21 horas. Foram 14 horas de viagem para retornar que valeram totalmente a pena. E temos a intensão de voltar, para conhecer mais de Praia Grande, Cambará e um monte de lugares que não visitamos pro falta de tempo.
Esperamos ter colaborado para a sua viagem com nossa experiência. Hasta la vista e até o próximo relato.
Vista para o Vale dos Quilombos
Andando por Canela e Gramado a pé
Andando por Canela
Lago Negro
Lago Negro
Andando por Gramado
Fonte do Amor Eterno
Termômetro em Gramado
Rua Coberta
Igreja de Pedra de Canela
Lago São Bernardo
Lago São BernardoParque das 8 Cachoeiras e a MarshaParque das 8 Cachoeiras
Viagem de 6 dias para a Serra Gaúcha (RS), em julho de 2018 (Hospedagem em Canela, Carro Alugado) Do ES para RS.
Essa viagem começou uns 15 dias antes, com toda uma pesquisa de fizemos, em sites como o próprio mochileiros.com, vídeos no Youtube e outros sites que nos trouxessem informações interessantes. Contratamos a viagem pelo site da CVC, pedimos o serviço de bagagem pelo site da GOL. Se não tivéssemos questões muito particulares e pudéssemos programar com mais antecedência, não teríamos contratado os serviços dessa empresa e, não possivelmente não passaríamos por algumas situações um tanto frustrantes.
1º DIA - VIAGEM DE IDA
Nossa viagem começou de fato num sábado de madrugada. Saímos de Colatina, no interior do ES às 02:30. Em Vitória, pegamos o vôo para o RJ e de lá para Porto Alegre, onde já havíamos contratado o serviço de aluguel de carros da Movida. O carro foi um FIAT MOBI da cor vermelha. Alias, gostamos muito do serviço dessa empresa. O carro estava novo e deu conta muito bem de ir a todos os lugares que precisamos, foi bem econômico também.
Viajamos por 02:00 até a Pousada Casa Rosa, em Canela. No caminho paramos para almoçar, o que nos chamou a atenção foi o tipo de prato que pedimos, o qual não conhecíamos, uma "Alaminuta", tipo um PF (com arroz, batata frita, bife de carne de boi ou frango, salada e feijão). Tudo estava gostoso mas o valor já começou a fica meio salgado. Foram 25 reais por cada prato. Daí pra lá tudo vai ficando muito mais caro.
Chegando à Pousada Casa Rosa fomos muito bem recebidos. Para chegar ao quarto 39 precisamos subir alguns lances de escada, mas o recepcionista as levou. Quando oferecemos a gorjeta, pois as malas estavam realmente pesadas, ele negou dizendo: "Capaz, capaz..." e foi uma forma curiosa de se expressar.
A pousada é muito boa, tem piscina (embora não vi ninguém usando pois a água pareceu bem fria), uma área bonita de café da manhã, chuveiro quentinho (apesar de um pouco instável as vezes), água da pia aquecida (embora demorasse um pouco para aquecer), bem limpo, com excelente serviço de quarto e principalmente ótima cordialidade de todos os atendentes. Ou seja, o atendimento e a limpeza foram os pontos fortes. No entanto o ponto fraco a meu ver, foi a calefação, que demorava a ligar, pois só era acionada quando a temperatura caía a uns 17 graus, e de manhã já estava desligada. No entanto o quarto era bem quentinho, as cobertas davam conta de aquecer a noite e isso não fez lá tanta diferença.
Nota 8 pra pousada Casa Rosa, em Canela, RS.
Nesse dia a noite fomos convidados pelo atendente da Pousada a experimentar um prato típico da região, o "Fundue em sequência" e o próprio restaurante Sky providenciou o transporte. Ganhamos de brinde um vinho local. Chegamos lá tinha música ao vivo, muito legal. Serviram vinho e trouxeram a primeira sequência, batatas, brócolis e torradas no molho de queijo, em seguida, trouxeram as carnes (de boi, porco e frango) e nós mesmos fritamos, com uns 15 molhos diferentes à nossa disposição, desde os agridoces aos apimentados, por último, trouxeram as frutas e o chocolate.
Gostamos muito apesar de ter ficado bem caro. Foram 77 reais por pessoa, mais o couvert artístico, mais o atendimento (10 %) e a conta ficou bem alta. Nos levaram de volta ao hotel e estava relativamente frio. Fazia uns 16 graus.
2º DIA - ANDANÇAS POR CANELA E GRAMADO
No outro dia acordamos um pouco mais tarde, afinal, foram muitas horas de viagem no dia anterior. Tomamos um café da manhã reforçado e partimos andando de Canela para Gramado. Nesse dia andamos cerca de 23 km. Passamos por muitas lojas de roupas de frio, sapatos, tapetes... comprei um casaco de frio vermelho (R$160) na loja artesanato do Noel e um tênis Adidas para caminhar (afinal, o tênis que usava fez uns estragos no meu pé direito) no Mundo dos Sapatos por R$60,00.
Passamos por pontos turísticos como O Mundo a Vapor, Super Carros, O Museu da Moda, mas não entramos. Não é muito nosso barato essas atrações mais enlatadas.
Em Gramado, fomos ao Palácio dos Festivais, à Rua Torta, passamos pelo famoso Termômetro, Praça das Etnias, Fonte do Amor Eterno (onde coloquei um cadeado com um coração vermelho com nossos nomes, tranquei na grade da fonte e joguei a chave fora), à Igreja de Pedra de Gramado e ao Lago Negro. Tudo a pé.
Nesse meio tempo, almoçamos no restaurante Belle Vitrine. No início ficamos impressionados com a entrada, muito farta, com molhos, torradas, tudo muito gostoso. Mas não pedimos. Eles trouxeram. Depois cobraram 17 reais somente por isso. Escolhemos saladas como pratos, eram opções que nos agradavam e mais em conta, e de fato, estava muito bom, ótimo tempero. No entanto, quando veio a conta, aos 17 reais, somaram-se os pratos e o atendimento e a conta, mais uma vez, ficou um pouco salgada.
Seguimos passeando pela cidade, tirando fotos e conhecendo, conversando com as pessoas. Uma coisa que percebemos é que tentam te pescar o tempo todo. Oferecendo apresentações de produtos que giram em torno de 40 minutos, em troca de brindes como entradas em parques. Nem sempre isso é exatamente vantajoso, pois em nosso caso, o tempo era precioso para fazer tudo que estava planejado.
Esperamos o UBER na calçada do Hard Rock Café e voltamos para Canela. De lá pegamos o carro e seguimos para conhecer a Igreja de Pedra (Nossa Senhora de Lourdes) de lá e ficamos maravilhados com aquela construção gótica ao entardecer. Como já estávamos com fome, fomos a um café próximo dali no Empório Canela, ambiente descolado, atendimento ótimo, comida em conta. Eu pedi um quiche do dia(R$12,00) e um suco tropical (R$10,00) (abacaxi, morango e laranja) e foi barato. O marido pediu uma torta, um café... tudo muito gostoso.
Rodamos um pouco pela cidade e seguimos para a Pousada, descansamos e voltamos para jantar, dessa vez por nossa conta, em Canela mesmo, no Bistrô Sabor de Mel, simples e aconchegante. Servem um capelete com Legumes delicioso. A temperatura começou a baixar, o céu cheio de nuvens, o dia foi bem quente, ou seja, sinal de chuva. A previsão do tempo estava certa, funciona mesmo.
Fiquei impressionada por ser um domingo, muitas lojas abertas até tarde (até as 18:00). Muitas lojas de chocolates, sapatos e de confecção. No entanto a maioria dos Bistrôs fecha por volta das 10 horas. E os gaúchos me pareceram bem fiéis aos horários.
3º DIA - CHUVA E NEBLINA - PARQUE DO CARACOL E CAFÉ COLONIAL
Amanheceu chovendo, com neblina e isso não nos intimidou. Após o café seguimos de carro até o Parque do Caracol, cuja entrada foi R$20,00 por pessoa. O local é muito limpo, bem sinalizado e organizado. Precisamos usar capas de chuva para andar pelo parque e foi ótimo mesmo assim. A queda principal e linda. E os vários caminhos dentro do parque levavam à cachoeiras, represas, centros históricos, grandes Araucárias, pátios gramados, lugares bem bonitos.
OBS. 1 - Uma armadilha lá dentro, não vá no trenzinho, a não ser que você esteja com crianças. É para crianças e nos custou R$10,00 por pessoa. O passeio não demorou 3 minutos.
OBS. 2 - Leve uma meia extra na bolsa ou deixe no carro, pois em passeios assim as chances de vocẽ molhar o calçado são grandes. E é chato ter que limitar o passeio por conta disso. Uma meia extra e/ou tênis extra resolvem tudo.
Exploramos o máximo que conseguimos, com os tênis encharcados e seguimos para o Parque da Ferradura, no entanto o senhor da guarita de entrada disse que não valia apena entrar pois a neblina nos impediria de ver a paisagem e que era melhor voltar num outro momento.
Foi então que decidimos conhecer um Café Colonial, o Bela Vista. Ambiente bacana, ótima recepção, e muita, muita comida. Nesse dia, esse foi o nosso almoço. Comemos até não aguentar mais. A consumação foi de cerca de R$70,00 por pessoa. Mais alguns acréscimos, que sempre ocorreram.
Como estava chovendo, resolvemos pensar em alguma atração fechada. Foi então que passamos pelo Museu da Moda e resolvemos entrar. Muito organizado, construído a partir de uma pesquisa da Estilista Mika Wolf, conta com vestes de 2000 a.C até os dias atuais. Custou R$70,00 por pessoa (a inteira) mas eu paguei meia pois chorei o desconto por ser professora. Então paguei R$45,00.
Fomos para a Pousada e então pegamos o carro e fomos até Gramado, curtir a noite, embora a neblina estivesse bem forte e pouco conseguíamos ver a estrada à nossa frente. No Largo da Borges encontramos uma cafeteria e livraria em interessante, a Mania de Ler. Então depois de olhar algumas opções, resolvemos jantar um caldo ou creme e optamos pelo creme no Pão. O Bistrô dessa vez foi na rua coberta, o Pastascuitta. Local aquecido, comida saborosa. Cada prato ficou em torno de R$34,00 e pedimos 4 queijos e batata com camarão (veio muito camarão).
Uma cilada: quando estávamos terminando o jantar, vimos um homem chegando com um violão, ele sentou num canto, e começou a tocar. Logo em seguida pedimos a conta e veio incluído o couvert artístico. Nem tentamos contestar. Mas deveria haver bom senso da casa a nosso ver.
Saímos em busca de uma boa sobremesa. A temperatura estava caindo e optamos por um fundue de frutas. Na própria avenida de Gramado subimos uns degraus e entramos no Lounge Gourmet Florybal, local aquecido mas o atendimento deixou um pouco a desejar. Nós mesmos preparamos do fundue e tinham opções diferentes de chocolate. Tudo muito gostoso. E a pessoa podia acrescentar sorvete também. O preço foi bem em conta. E assim encerrou a noite.
É um lugar, aliás, com bons chocolates, pra todo lado.
4º DIA - CONHECENDO CACHOEIRAS E LAGOAS NUM DIA CHUVOSO EM SÃO FRANCISCO DE PAULA/RS & GARFO E BOMBACHA
Acordamos decididos a ir até São Francisco de Paula conhecer o Parque das 8 cachoeiras, mesmo chovendo. Seguimos de carro até lá. o GPS ligado o tempo todo. Levamos carregadores do nosso próprio carro e cabos. O som ficou por conta da JBL Wind, pois o som do carro não tinha Bluetooth. Ao chegarmos lá fomos recepcionados por dois cães bonitos, um escuro e um claro, mas com bocas grandes. Depois entendemos o quanto eram mansos: A Marsha e o Urso. Custou R$20,00 a entrada por pessoa e valeu muito a pena.
Fomos primeiro na cachoeira Remanso, bem exuberante. Estávamos com nossas capas de chuva por que estava chovendo, mas de qualquer forma iríamos nos molhar com os respingos da cachoeira. Depois seguimos para a Escondida, mas não conseguimos completar o percurso pois estava muito cheio o rio e mesmo que a Marsha passou, nós não conseguimos passar. Ela nos acompanhou por todo o percurso e nos esperou. Uma excelente guia, muito quieta e paciente. Uma linda.
Seguimos então em meio a trechos com lama, pedras, água escorrendo, pontes e pinguelas e fomos conhecendo as quedas mais fáceis de acesso. "Cascatinha" nos surpreendeu por ser linda e cordial, não nos molhou e não deu vontade de ir embora. Depois seguimos para a 'Xaxim", que também foi linda e cordial e nos rendeu belas fotos.
Na estrada encontramos um restaurante simples, mas com a comida bem caseira, bife grelhado na hora, a R$20,00 por pessoa, o "Restaurante e Café Sabor Campeiro" RS-235 km 66.
Seguimos viagem até o lago São Bernardo e ficamos encantados com a beleza. Diga-e de passagem, bem mais bonito que o Lago Negro. Demos a volta em torno do lago ,a pé. Nos deparamos com belas paisagens, marrecos, muitos bancos coloridos, locais de contemplação, piers, pinheiros cercando o lago além de cerejeiras e muitas árvores de Plátano (árvore típica do Canadá). Com um visual lindo, nostálgico e belo em todos os ângulos, tiramos muitas fotos, selfies e curtimos àbeça e não pagamos entrada.
Uma curiosidade: No entorno do lago tem uma capela bem mística, onde era um local de adoração indígena, depois católico, protegido também por muçulmanos, evangélicos e budistas ao longo da história. Sem dúvida senti uma energia poderosa, apesar de vandalizado nesse momento.
Seguimos de volta para Canela por uns 30 km, bem pertinho, e descansamos. Ainda chovia e resolvemos conhecer uma casa noturna e churrascaria com show típico: Garfo e Bombacha. Eu gosto muito de dança, música e churrasco, então achei que seria algo inesquecível. Contactei nesta tarde com a própria casa via WhatsApp e logo fui atendida. Custou bem caro, R$179 por pessoa, com o transporte de ida e volta, não incluindo bebidas. Combinamos que iriam nos buscar por volta das 20 horas e lá estavam no horário marcado. A volta seria às 23 horas. Fomos muito bem recebidos e servidos. E no fim, comemos muito até quase estourar, ficamos numa mesa um tanto longe do palco, os garçons circulavam em nossa frente, servindo os clientes, durante o show e não gostamos tanto do churrasco. Ou seja, não consegui ver direito o show, não gostamos muito do churrasco e não foi lá essas coisas. Lá tiram fotos de você usando um chapéu gaúcho e um chimarrão na mão sem compromisso, as imprimem e depois te vendem a 15 reais. Nós, na empolgação do momento, compramos também. Foi nossa primeira lembrança de viagem. No fim todos dançam, mas à essa altura já está bem vazio, e tudo acaba antes de 23 horas. Não achamos que foi um dinheiro bem gasto. Melhor teria sido se escolhêssemos uma churrascaria típica bem renomada e pagássemos o valor do rodízio.
5º DIA - DIA DE SOL DE CONHECER NOVA PETRÓPOLIS E BENTO GONÇALVES (VALE DOS VINHEDOS E CAMINHOS DE PEDRA)
Foi o dia de correr pelas estradas. E foi bem cansativo. 120 km de ida e mais a mesma quilometragem de volta.
A primeira parada foi na Queijaria Valbrenta, onde compramos um biscoito de azeitona muito gostoso. Seguimos até Nova Petrópolis para conhecer o Labirindo Verde no meio da Praça das Flores. Foi bem legal o labirinto, muito divertido, especialmente para crianças. A praça das flores tinha poucas flores nesse momento.
Pegamos a estrada para o Vale dos Vinhedos e visitamos a vinícola Miolo, custou R$30,00 a entrada com direito a reverter R$10,00 em certas bebidas na loja. Nas mais caras.
O rapaz que fez a exposição pareceu bem informado, muito conhecedor dos processos e falou tudo com muita clareza e fluidez. Conhecemos o processo inicial, o processo moderno de produção, engarrafamento, fizemos uma prova de 4 vinhos diferentes e foi ótimo. Mas ainda não tinha valido a viagem. Compramos um espumante, um abridor de vinho, suco de uva de 1 litro e tudo estava muito gostoso.
Então seguimos para os Caminhos de Pedra e paramos num Bistrô no início do caminho, um self service de boa qualidade. Lá nos deram um mapa com instruções sobre o caminho e não foi muito legal. Não gostamos muito, talvez porque estávamos cheios e não desejávamos comprar mais vinhos, queijos, massa de tomate ou qualquer outra coisa de comer. Desistimos e seguimos para Canela com a esperança de ainda conseguir ir ao Parque da Ferradura mas pegamos um engarrafamento em Gramado e não deu tempo.
Foi então que vimos o Castelinho Caracol e resolvemos parar para tomar um café. Foi ótimo. Deu a graça que faltava ao dia.
Primeiro conhecemos a propriedade, que é linda. Como beirava as 18 horas, ficamos presos dentro da propriedade. Abriram a porta com cara feita e entramos na casa, pagamos R$10,00 e tivemos acesso ao museu e ao café. Tomei um suco de maça muito bom e meu esposo comeu a torta típica de maça com sorvete de creme, chamada Apfelstrudel.
Seguimos felizes para a pousada e a noite tomamos um caldo verde no charmoso Bistrô em Canela, o Cheiro de Canela.
5º dia - DIA DE CONHECER OS CÂNIONS FORTALEZA E ITAIMBEZINHO
Acordamos cedo, tomamos o café com uns 15 minutos, e pegamos a estrada. O objetivo era chegar em Cambará do Sul a tempo de conseguir conhecer dois Cânions. Os dois ficam em parques estaduais. Tivemos que preencher um documento em ambos. Primeiramente fomos ao Fortaleza, o mais exuberante, digamos "Selvagem". Saindo de Canela, às 07h20min. chegamos à entrada do Cânion por volta das 10h00min. Lá tem uma bica, com água potável. Enchemos o recipiente e seguimos até o estacionamento. De lá seguimos a pé até o Cânion. Com 2/5 da caminhada já dá pra ver o Cânion. É lindo. Tiramos muitas fotos lindas. Como sou espírita, fiz muitas orações naquele ambiente. Ahh, venta muito e é preciso tomar cuidado pois não há contenção, cercas, nada disso. É você e o precipício, frente a frente. Fomos até onde conseguimos andando. Muita gente parou antes. Não deu vontade de ir embora. Mas como tínhamos o objetivo de conhecer Itaimbezinho, no outro parque estadual, resolvemos seguir. Almoçamos num restaurante próximo a um posto, e desta fez sem glamour, foi um PF. Mas estava muito bom. Aliás, adorei o tempero da comida dos gaúchos.
Seguimos e a estrada até Itaimbezinho não estava amigável. Muito cascalho. Um trecho considerável assim. Chegando lá tem um trecho de asfalto e chegamos à sede do parque. Primeiramente tem uma parte mais curta, com uma visão mais limitada, mas bem bonita. Fomos à casa da Vovó, compramos um queijo serrano, admiramos a feitura da lã à moda antiga, compramos um chocolate e seguimos caminho para a parte mais exuberante. São aproximadamente 3 km de ida mas o visual de fato compensa. Inclusive vimos vários ciclistas fazendo o trajeto de bike. Bem bonita a visão do cânion desse ponto. E no ponto final tem uma espécie de arquibancada com troncos de madeira, onde se pode sentar e admirar de um ponto bem privilegiado o cânion.
Voltamos num ritmo de caminhada pesado, pois queríamos um café e o cansaço já estava aumentando. Seguimos de volta para Canela. Descansamos um pouco e saímos para fazer nossa última refeição num Bistrô de Canela. Tomamos um caldo verde e apreciamos o crepe de maça com canela.
6º dia - VOLTANDO PRA CASA
Acordamos cedo, terminamos de arrumar as malas, presenteamos um dos atendentes da pousada com um vinho local, tomamos o café da manhã e partimos para a estrada por volta das 07h30min. Dirigimos até Porto Alegre. Devolvemos o carro na agência. Fomos de Van até o aeroporto. Embarcamos para RJ. No aeroporto Galeão almoçamos uma salada superfaturada e embarcamos novamente no avião para Vitória. De lá pegamos nosso próprio carro e seguimos para nossa cidade. Chegamos por volta das 21 horas. Foram 14 horas de viagem para retornar que valeram totalmente a pena. E temos a intensão de voltar, para conhecer mais de Praia Grande, Cambará e um monte de lugares que não visitamos pro falta de tempo.
Esperamos ter colaborado para a sua viagem com nossa experiência. Hasta la vista e até o próximo relato.
Lago Negro
Termômetro em Gramado
Parque do CaracolParque do Caracol