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Serra Gaúcha à pé - Janeiro 2017 + Litoral Catarinense + serra Rio do Rastro + vale do Contestado + Paraná

Posts Recomendados

ROTEIRO À PÉ:

 

RIO GRANDE DO SUL:

Portão

Bom Princípio

Carlos Barbosa

Garibaldi

Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos

Bento Gonçalves - Pinto Bandeira

Bento Gonçalves - pela cidade

Bento Gonçalves - caminho de Pedras

Caxias do Sul - flores da Cunha

Caxias do Sul - estrada dos imigrantes

Nova Petropolis

Gramado - Natal de Luz

Canela - Cachoeira do Caracol

Gramado - pela cidade (parques, centro)

Santa Maria Herval

Picada Café

Ivoti

Sapiranga

Três Coroas

São Francisco de Paula

São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)

Tainhas

Cambará do Sul

Cambará do Sul - Canyon Itambezinho

Cambará do sul - canyon Fortaleza

Torres - praia

 

SANTA CATARINA:

Praia Grande - descida Serra do faxinal

Balneário Gaivota - Praia

Balneário arroio do Silva - Praia

Balneário Rincão - Praia

Balneário corrente - Praia

Farol de Santa Marta - Praia

Laguna - cidade histórica + Praia

Orleans

Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro

Bom Jardim da Serra

ROTEIRO DE ÔNIBUS :

São Joaquim

Urubici

Bom Retiro

Lages

Fraiburgo

CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:

Videira

Treze Tílias

Água Doce

Jaborá

Concórdia

Seara

Chapecó

 

PARANÁ (ÔNIBUS):

Curitiba

Paranagua

Morretes

 

QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias

 

PESSOAS:

No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.

Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).

Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.

Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.

 

CIDADES:

Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).

 

ESTRADAS:

Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.

 

COBRAS:

Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.

Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).

 

ANIMAIS SELVAGENS:

Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.

 

PRECONCEITO:

Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.

O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.

O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.

Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.

 

PREÇOS HOTÉIS:

Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,

Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.

Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.

 

PREÇOS REFEIÇÕES:

variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.

Peso : de $20 a $44 o quilo.

Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.

 

ABUSO CONTRA TURISTA:

Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:

Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.

Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!

Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.

 

CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.

.fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.

.quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).

.dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.

 

SEGURANÇA:

Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.

.na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.

 

NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:

Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.

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1° dia - 30.12.2016 - Sexta-feira

 

Chegada Porto Alegre ida para Portão (início da caminhada).

 

Pegamos no aeroporto aerotrem até estação de trem $1,70.

Fomos até a última estação (mercado ) muito movimento .

Do lado de fora comemos pêssego dos produtores locais.

Retornamos a estação mercado e pegamos o trem para São Leopoldo  ($1,70) , saimos da estação de SL e na avenida ao lado pegamos ônibus($3,50) para Portão,  descemos do lado do hotel  (estrada).

Fizemos compra num mercado,  pois o hotel não estava fornecendo café da manhã.

 

Hospedagem: Hotel de Stefani,  depois de Portão-RS, na rodovia, antes do pedágio, novo,  limpo,  ar condicionado, cofre, tv a cabo, wifi,  preço  $60 por pessoa sem café da manhã. RECOMENDO

Obs.: O ônibus para praticamente ao lado do hotel.

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2° dia - 31.12.2016 - Sábado

 

Saída hotel de Portão e chegada em Bom Princípio -RS.

25 kms em aprox. 6 horas.

 

Saímos cedo, trecho totalmente em asfalto, mas com acostamento.

Algumas subidas /descidas leves.

Tempo fresco com período de chuva fina.

Os restaurantes estavam fechados, tivemos que adquirir produtos num supermercado.

 

Hospedage: Hotel Steffen, 051 3634-1302, bom princípio,  camas ótimas, tv aberta,  ar condicionado, frigobar, wifi,  limpo,  preço  $70 por pessoa sem café da manhã.  RECOMENDO.

 

BOM PRINCÍPIO: cidade pequena, tem alguns bancos, supermercados,  farmácias, restaurantes e 1 hotel.

 

Algumas fotos:

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3° dia - 01.01.2017 - Domingo

 

Saída de Bom Princípio e chegada a Carlos Barbosa - RS

+- 33 kms em aprox. 08:15 hrs

Acumulado 58 kms

 

Saímos por  volta das 05:30hrs, pequeno trecho dentro da cidade.

Depois entramos na rodovia asfaltada  (pista dupla) com algumas subidas fortes e descidas médias.

Em São vendelino entramos numa estrada de pista simples e sem acostamento até Carlos Barbosa,  saímos em +-100 msnm e chegamos a quase 700 msnm.

O que dificulta esse trecho de subida, é que a pista não tem acostamento, com grande movimento de veículos.

Hoje fez clima ameno até 10 horas,  na subida da serra estava fazendo um calor infernal. Parei numa "boate" para pedir água gelada.

Como era feriado poucos restaurantes abertos,  comemos um prato a $13 cada na praça da matriz de Carlos Barbosa. 

 

Hospedagem: hotel San Marco,  ótimo,  limpo,  tv a cabo, frigobar, ventilador, wifi,  preço  $75 por pessoa com ótimo café da manhã.

Pelo preço eu não recomendo.

 

CARLOS BARBOSA, cidade com ótima estrutura. Linda pista para caminhada  com muitas hortensias. Sede das indústrias Tramontina.

 

Algumas fotos:

Estrada entre Bom Princípio e Carlos Barbosa - rS

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Estrada entre Bom Princípio e Carlos Babosa - RS

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Chegada a Carlos Barbosa, lindo trevo com muitas flores e a fábrica da Tramontina:

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4° dia - 02.01.2017 - Segunda-feira

 

Saída de Carlos Barbosa e chegada a Garibaldi - RS

+- 7 kms em aprox. 01:30 hrs

Acumulado 65 kms

 

Acordamos mais tarde, com isso tomamos excelente café da manhã.

Trecho bem curto, fomos devagar,  seguimos até o trevo pela pista de pedestre /ciclista, lugar lindo,  todo cercado por lindas hortensias.

Depois pegamos rodovia em pista simples com acostamento até entrada de Garibaldi.

 

Hospedagem: Pieta hotel 54 3462-1283, tv, wifi, frigobar, ventilador,  ar condicionado, apto reformado, preço  $160 com café da manhã bom.

Esse hotel tem aptos mais baratos mas sem ar condicionado.

 

GARIBALDI: cidade bem estruturada.

 

Algumas fotos:

Pista de caminhada saída de Carlos Barbosa

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Trevo chegada a Garibaldi RS

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Estação Maria Fumaça em Garibaldi RS

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5° dia - 03.01.2017 - Terça-feira

 

Saída de Garibaldi e chegada a Bento Gonçalves - RS

+-13 Kms em aprox. 03 horas

Acumulado 78 kms

 

Resolvemos ir pela rodovia  (tem outros caminhos: pela estada de ferro da Maria fumaça;  ir pela zona rural e chegar no vale dos vinhedos de Bento Gonçalves).

O tempo esquentou muito, saímos um pouco tarde,  apesar do pequeno trecho,sofremos com o forte calor.

O trecho é bem tranquilo com algumas subidas e descidas médias,  numas partes não tem acostamento o que torna perigoso devido ao grande movimento de caminhões.

Chegamos até a polícia rodoviária federal , logo a seguir fomos no escritório de turismo perto da pipa, pegamos mapas e informações.

Comemos Self-service à vontade por $19 por pessoa no centro da cidade.

À tarde visitamos a vinicola Aurora que fica bem próxima ao hotel.

Visitamos os pequenos Shoppings da cidade.

Self-service: Tratorista do sabor, Rua Saldanha Marinho 180.

$39 o quilo ou $19 buffet livre.

 

Hospedagem: hotel Imigrante, perto praça das rosas e Maria fumaça, ótimo atendimento,  limpo,camas ótimas,  ventilador,  tv a cabo, wifi, preço  $70 por pessoa com ótimo café da manhã. RECOMENDO (apesar do quarto pequeno, recomendo em função do excepcional atendimento, excelente café da manhã e a proximidade com as principais atrações, e, ainda , serviram o café bem antes para nós).

 

BENTO GONÇALVES : A maior cidade até agora, grande estrutura de apoio ao turismo.

 

Algumas fotos:

Estrada entre Garibaldi e Bento Gonçalves, grande movimento de veículos

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Pórtico de Entrada a Bento Gonçalves (Pipa)

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6° dia 04.01.2016 Quarta-feira

 

BENTO GONÇALVES - RS

Saída pousada ida até vale dos vinhedos - bento Gonçalves

+- 24 Kms em aprox. 7 horas

Acumulado 102 kms

 

Saímos cedo, hotel disponibilizou café da manhã antes das 06:30hrs.

Descemos até a entrada principal do vale dos vinhedos  (uns 2,50 kms)depois do portal da cidade,  direção Garibaldi.  Esse trecho é pela rodovia numa descida forte.

Depois pegamos a estrada asfaltada com pista simples. Passamos por diversas produtoras de vinho com seus belos vinhedos.

Visitamos a Miolo, grande produtor de vinhos de boa qualidade,  vimos 45 variedades de uvas.

Andamos mais 2 kms à frente e viramos à direita e pegamos estrada de terra  (única até agora), logo a frente começou estrada de paralelepípedos, sempre dentro de plantações de uva, Figo,  caqui....

Ontem teve chuva forte,  um parreiral foi destruído pelo forte vento. Uma pena pois as uvas estavam prontas para serem colhidas.

Esse trecho tem algumas subidas e descidas fortes.

Lindo visual das plantações,  prédios imponentes das vinícolas.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Entrada do Vale dos vinhedos

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Casas coloniais muito bem preservadas no Vale dos vinhedos

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Vinícola Miolo, tudo muito bem organizado .

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Vinícola casa Valduga

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7° dia - 05.01.2017 - Quinta-feira

Caminhada pela cidade, uns 16 kns

Acumulado 118 kms

 

Fomos conhecer algumas partes da cidade:

Pavilhão da festa da uva;

Centro da cidade;

Estádio da montanha;

Lago, próximo da rodoviária.

Visita a vinícola Aurora;

Estação da Maria fumaça;

Praças

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

Prefeitura de Bento Gonçalves

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Algumas fotos:

 

8° dia - 06.01.2017 - Sexta-feira

Saída bento Gonçalves e chegada a Pinto bandeira e retorno à Bento Gonçalves - RS

+- 19 Kms em 4:30 horas

Acumulado 137 kms

 

Saímos do hotel as 06 da manhã,  caminhamos uns 6 kms dentro da cidade, no entrocamento para caminho de pedras,  viramos à esquerda e pegamos asfalto sem acostamento  com algumas subidas e descidas médias.

Grandes plantações de uva, caqui, figo, pêssego. ...

Lindo visual de montanha, perto de uma pousada na subida da serra um terraço de madeira com fantástica visão de uma linda cachoeira e de parte de bento Gonçalves.

Conhecemos empresa de manipulação de frutas (Pêssego,  Figo,  uva ) , na praça da matriz um senhor nos abordou oferecendo ameixas e pêssegos colhido minutos antes, simplesmente deliciosos.

Retornamos para BG de ônibus  $9,60 por pessoa.

Horários ônibus:

Pinto Bandeira x Bento Gonçalves

06:55horas

12:00 horas

18:00 horas

 PINTO BANDEIRA : pequena cidade com pousada e Restaurante.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Linda estrada com muito verde, mas sem acostamento com pouco movimento de veículos

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Linda cachoeira e no fundo Bento Gonçalves

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Plantações de pessêgos(prontos para colheita, comemos alguns oferecidos pelo produtores, deliciosos)

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Chegada a Pinto Bandeira

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Na praça da matriz de Pinto Bandeira um senhor chegou com essa cesta de frutas e nos ofereceu, por educação, pegamos uma fruta, ele quase nos obrigou a pegar várias....POVO GAÚCHO SIMPLESMENTE SENSACIONAL!!!

 

9° dia - 07.01.2017 - Sábado

Saída de Bento Gonçalves e chegada

Vinhos Salton e retorno à BG

+-26 kms em aprox. 6 horas.

Acumulado 163 kms

 

Nossa intenção era fazer uma parte do roteiro VALE DO RIO DAS ANTAS(até Vinícola Salton) e parte da ROTA ENCANTOS DE EULÁLIA.

Saímos do hotel pouco depois das 06 da manhã com o tempo encoberto e fresco. Caminhamos uns 5kms dentro da cidade, até entrocamento com a BR, uns 3 kms no trevo, viramos à direita numa estrada asfaltada mas sem acostamento.  Depois de pouco mais de 5 kms chegamos à Salton (lindo prédio e seus parreirais).

A visitação começaria somente mais tarde.

Encontramos um casal que estavam aguardando a abertura da Salton, eles residem próximo a Chapecó  (caminho que faremos depois de terminar o da serra gaúcha ), batemos um longo papo, peguei várias dicas sobre o deslocamento naquela região.

Conversamos tanto que resolvemos abortar ida a Rota encantos de Eulália.

Retornamos pelo mesmo caminho almoçamos no mesmo Self-service.

No final da tarde estivemos novamente na estação da Maria fumaça  (3 quadras do nosso hotel), aguardamos a partida dele (uma festa ).

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Rodovia entre Bento Gonçalves e trevo para o Vale do Rio das Antas

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Vale do Rio das Antas

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Próximo a Vinícola Salton

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Vinícola Salton

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10° dia - 08.01.2017 - Domingo

 

Saída de Bento Gonçalves e chegada a Farroupilha - RS

+- 25 kms em aprox. 6 horas

Acumulado 188 kms

 

Deixamos para fazer o CAMINHO DE PEDRAS quando fôssemos para Farroupilha,  pois é um caminho alternativo e mais bonito entre as duas cidades.

Saímos depois das 6 horas, tempo nublado e fresco, depois de uns 5 kms chegamos ao mesmo entrocamento que passamos quando fomos para Pinto Bandeira.

O caminho de PEDRAS na verdade é em asfalto, em pista simples e sem acostamento. Vimos algumas cobras mortas no acostamento (nos outros dias também ).

Lindas casas em pedras  (por isso o nome do caminho), também tem casas rústicas de madeira e casas modernas.

Os proprietários são bem amistosos,  paramos várias vezes para conversar com eles,  todos se ofereceram para que conhecêssemos suas propriedades.

Paramos pra conversar com um italiano, depois de quase pisar numa cobra morta(que susto), ele me convidou pra conhecer sua plantação de uvas,  nisso vi uma placa informando que ali foi filmada cenas do filme O QUATRILHO,  lugar lindo, muito bem preservado. VALE A VISITA.

Mais à frente vimos uma criação de ovelhas,  a senhora com boa vontade ofereceu para que pudéssemos ver os animais de perto  (uma pena que o sol estava queimando nossa pele ), agradecemos e continuamos.

Chegamos a outra estrada asfaltada, viramos à direita e seguimos até a BR, e viramos à esquerda,  passamos em alguns vendedores de frutas que ofereciam frutas e sucos de graça para nós.

ESTAMOS IMPRESSIONADOS COM A RECEPTIVIDADE DO POVO GAÚCHO.

QUE PESSOAL EDUCADO E PRESTATIVO!

Resolvemos ficar no primeiro hotel que vimos devido ao forte calor.

Almoçamos Self-service a $39 por pessoa buffet livre com churrasco.

 

Hospedagem: hotel A'doro, primeiro trevo da cidade, parte nova com camas ótimas,  ventilador, tv pequena, wifi, limpo. Preço  $70 por pessoa com café da manhã ótimo.  RECOMENDO.

 

Algumas fotos:

Casa de pedra no caminho de pedras

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Cenário do filme O Quatrillo caminho de pedra

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Vendedores de frutas na rodovia, ofereciam frutas de graça

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11° dia - 09.01.2017 - Segunda-feira

 

Saída de farroupilha e chegada a Caxias do Sul - RS

+- 14 kms em aprox. 3:30 horas

Acumulado: 202 kms

 

Saímos cedo com tempo fresco,  pegamos rodovia com pista dupla e com acostamento bem estreito, movimento muito intenso de veículos.

Na chegada a Caxias do Sul começou a chover forte, resolvemos pegar um

ônibus circular até o centro da cidade($3,40 por pessoa).

Demos umas voltas pela cidade à tarde, Almoçamos um Self-service a $29,80 o kg, próximo ao supermercado Big.

 

Hospedagem: City hotel, centro, prédio antigo,  camas boas; tv a cabo, wifi, frigobar; preço  $65 por pessoa com café da manhã fraco. Tem outras opções melhores e mais barata na cidade.

 

CAXIAS DO SUL : A cidade é a maior da região com boa estrutura.

 

Foto

Estrada entre Farroupilha e Caxias do Sul, caiu um diluvio

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Algumas casas coloniais em Caxias do Sul

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Casa de pedra em Caxias do Sul

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12° dia - 10.01.2017 - Terça-feira

 

Saída de Caxias do Sul e chegada a Flores da Cunha  - RS

+- 23 kms em aprox. 05:10hrs

Acumulado: 225 kms

 

Acordei 05:30 horas e a previsão do tempo informou ALERTA LARANJA  (perigo de tempestade e vento forte ), voltei a dormir, acordei as 08 horas e o tempo firme.

Resolvemos sair, se por acaso chovesse voltaríamos para Caxias.

Caminhamos uns 4 kms dentro da cidade, passamos em frente a casa de pedra e do parque de exposição da feira da uva(Subida bem forte).

Atravessamos por baixo do viaduto da BR, poucos metros depois, começa

o ROTEIRO TURÍSTICO CAMINHO DA COLÔNIA. Estrada asfaltada com subidas e descidas médias,  lindas paisagens, grandes plantações de uva,  Figo, pêssego, milho.

Paramos numa casa com grande plantação de uva, gentilmente a dona abriu o portão e nos ofereceu uvas à vontade. POVO FANTÁSTICO!

Lindas construções antigas em madeira e pedras  com lindos jardins.

Fomos até o centro de FLORES DA CUNHA,  linda e pacata cidade.

Ônibus Flores da Cunha x Caxias do Sul : $4,30 por pessoa (vários horários ).

Depois de uns 50 minutos chegamos à Caxias do Sul,  como os restaurantes estavam fechados, fomos até supermercado Big e compramos frango assado com maionese.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior. Mas negociamos por $58 por pessoa.

 

Algumas fotos:

Pavilhão da festa da Uva em Caxias do Sul RS

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Início do caminho da colônia entre Caxias do Sul e Flores da Cunha RS

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Grandes plantações de uvas

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Lindas flores nos jardins das casas à beira da rodovia

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O antigo com o novo

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Portal de entrada de Flores da Cunha RS

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13° dia - 11.01.2017 - Quarta-feira

 

Saída de Caxias do Sul e chegada ao distrito de Cristina(Caxias do Sul).

+-24 Kms em aprox. 05:15hrs

Acumulado: 249 kms.

 

Acordamos cedo,  o tempo estava nublado, logo depois começou um chuvisco, resolvemos sair assim mesmo.

Logo depois da perimetral comecou a chover forte, paramos num posto de abastecimento e colocamos capas nas mochilas e aguardamos diminuir de intensidade.  Meia hora depois a chuva parou, andamos mais um pouco pela periferia de Caxias,  e seguindo as placas chegamos rapidamente ao portal da ESTRADA DOS IMIGRANTES.

A primeira parte de uns 8 kms é em estrada asfaltada em pista simples e com pouco acostamento. Esse trecho têm várias casas de madeira bem preservadas, grandes plantações de uva, caqui, figo, pêssego, milho,  babosa. .

Terminando o asfalto,  começa estrada de terra estreita com uma grande e íngreme descida, neste trecho pequenas fazenda com produção de uva, caqui, figo, pêssego e milho.

Numa casa conversamos com um morador que gentilmente ofereceu uva para nós,  só tivemos o trabalho de colher, MOSTRANDO NOVAMENTE O ESPÍRITO DE COOPERAÇÃO DO POVO GAÚCHO. POVO FASCINANTE!

Uma ou outra criação de gado e ovelhas.

Chegamos noutra estrada asfaltada,  viramos à esquerda e depois de alguns quilômetros chegamos a outra rodovia asfaltada, seguindo dica de um morador,  atravessamos a pista e fomos conhecer o HOTEL FAZENDA DO VALE, a um quilômetro da pist.

Desistimos de hospedar neste "hotel" (mesmo sabendo que naquele distrito tinha somente aquele "hotel" é que teríamos que pegar um busao até Nova Petropolis), pelo pouco caso do gerente, pois chegamos suados e cansados pelo fortíssimo calor que estava fazendo(acho que se não sentirem confiança em receber caminhantes, é só dizer que o hotel está LOTADO. É muito melhor). No distrito confirmaram que funciona assim mesmo, e olhe que esse "hotel" é bem simples.

Retornamos a rodovia e viramos à direita e depois de um quilômetro chegamos na BR116 no distrito de CRISTINA (caxias do sul ).

Neste distrito tem somente esse "hotel", mas nem de graça ficaria ali.

Em frente ao posto de abastecimento pegamos ônibus  ($5,00 cada) até Nova Petropolis,  descemos na rodoviária e seguindo dicas dos moradores entramos no primeiro hotel.

À tarde fomos almoçar um rango a $25,90 por pessoa à vontade.

 

Hospedagem: Pousada Serrana, camas ótimas, tv aberta, frigobar, wifi, sala de jogos, limpo. Preço  $93 por pessoa com café da manhã ótimo.

Obs.: na cidade tem opções mais barata, ficamos ali pq chegamos tarde e cansados.

 

Algumas fotos:

Portal início da estrada do imigrante, em Caxias do Sul

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Lindas flores

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Casas coloniais bem preservadas

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Estrada de terra com muita neblina

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      Hoje começo mais uma loucura de ir até Portugal e fazer o caminho de Santiago de Compostela...

    • Por Diego Minatel
      Esse é um relato de uma volta quase completa por Ilha Grande. Primeiramente, queria agradecer o @Augusto por fazer o guia definitivo das trilhas de Ilha Grande (https://www.mochileiros.com/topic/1171-volta-completa-de-ilha-granderj-uma-caminhada-inesquec%C3%ADvel/). Salvei o relato e não tivemos problemas em realizar as trilhas. Então, esse relato não tem nenhuma pretensão em ser mais preciso ou descrever minuciosamente as trilhas, isso já foi muito bem feito pelo @Augusto . A ideia aqui é tentar transmitir as sensações que tive ao realizar a minha volta por Ilha Grande e tentar acrescentar algumas informações.
      Na minha visão, é possível realizar a volta (isso falando apenas da orientação no percurso) pela Ilha Grande tendo em mente apenas três coisas. A primeira é levar o relato do @Augusto , ele descreve muito bem as passadas das trilhas, os lugares e tudo mais. No meu caso, salvei o relato no celular e foi muito útil, principalmente nos dois primeiros dias, quando ainda não estávamos familiarizados com as trilhas. A segunda dica: no caso de dúvida siga à rede elétrica.  A terceira, a mais importante, é interaja com as pessoas locais, em todas as comunidades da ilha haverá pessoas e todas elas conhecem as trilhas de acesso a comunidade em questão. Todas as pessoas que tivemos contato ajudaram-nos com informações e detalhes valiosos sobre as trilhas.
      Agora vamos ao relato!
      Desde a minha última viagem vinha pensando em qual seria o meu próximo destino, pois a data da viagem iria ser pelo final de ano. Queria algo não muito longe. Pensei na Serra da Canastra, Serra da Bocaina, Parque do Itatiaia e Paraty. Confesso que estava pendendo pelo Itatiaia, mas algumas lembranças vieram a tona e fizeram-me mudar de decisão. Agora estava decidido, seria Ilha Grande o destino e iria dar a volta na ilha. Das lembranças que alteraram o rumo da viagem, foram apenas vozes de uma amiga que sempre dizia-me para fazer a volta na ilha e naquele momento essas vozes me soavam como um chamado.  
      Fazia alguns anos que eu viajava sozinho e mal planejava minhas viagens, apenas me deixava ir. Porém, final de ano é complicado, todos os destinos são invadidos por centenas/ milhares de pessoas, tudo fica mais escasso e os preços são todos mais altos. Ano passado já tinha me frustrado por não me organizar nessa data do ano e tive que mudar de última hora o meu destino. Dessa vez não cometeria o mesmo erro e teria que voltar a fazer algum planejamento antes de sair de casa.
      Como teria que me planejar porque não ter companhia? Fiz-me essa pergunta. A primeira pessoa que conversei sobre a viagem foi com o Vinicius, amigo que conheci no mestrado, e logo percebi que ele estava afim de fazer esse rolê por Ilha Grande. Depois entrei em contato com duas amigas que no primeiro momento tiveram interesse, mas com o tempo e outros planos não iriam conseguir embarcar nessa. Matheus é um velho amigo e está fazendo um mochilão de longa data pelo Brasil, falei com ele sobre a viagem e ele também animou de fazer parte da trupe. Assim, estava fechado o grupo: Eu, Vinicius e o Matheus. Dias antes de embarcar, pesquisei (no mochileiros.com) se haveria mais alguém fazendo a volta na mesma data e meio sem querer encontrei a Jordana. Ela estaria na ilha nas mesmas datas e estava procurando companhia para dar a volta na ilha. Entrei em contato com ela e consequentemente o grupo tinha mais uma nova integrante. Agora, éramos quatro.
      Confesso que não houve um super planejamento. O plano resumiu-se a levar comida para os primeiros dias, comprar as passagens para Angra com antecedência e ler alguns relatos. No entanto, é importante comentar que a decisão de fazer a volta na semana do Natal foi a mais acertada de todas, pois na semana entre o Natal e Ano Novo a maioria dos campings estavam trabalhando com pacotes e os preços aumentavam substancialmente devido a grande procura. Em questão de economia acho que o maior acerto da volta foi ser realizada entre os dias 20-27 de dezembro e não dos dias 27-02 como pensado inicialmente.
      Era uma terça-feira. Acordei cedo. Organizei minhas coisas, aprontei minha mochila e o relógio ainda marcava 09:00. A passagem para São Paulo era só para as 16:00. A ansiedade para mais um trekking era grande. Ouvi música, vi televisão e o tempo passava devagar. Às 13:30 decidi que era hora de partir, caminhei até a rodoviária. Lá fiquei esperando o tempo que restava. Sentei no ônibus que estava praticamente vazio. Li um pedaço do livro que eu levava comigo. Cochilei. Quando a marginal Tietê se tornou a paisagem na janela do ônibus percebi que, enfim, a viagem tinha começado. Na rodoviária de Sampa, logo encontrei o Vinicius.
      Vinícius é um amigo que conheci no meu mestrado. Ele faz parte do mesmo laboratório no qual eu trabalho e já está no final do seu mestrado. Essa viagem seria a primeira dele nesse estilo.
      Ficamos esperando e conversando até o Matheus chegar. O Vinícius e o Matheus não se conheciam até então. Foi feita as formalidades e saímos para achar algum lugar para jantar.
      Matheus é um amigo de longa data. Fizemos graduação, estágio e nossos primeiros mochilões juntos. Hoje em dia ele está em um período sabático viajando pelo Brasil e relata suas aventuras em seu blog (http://fazeraquelasuaviagem.com.br/).
      Às 22:00 embarcamos no ônibus. Eu, como sempre, levei um livro que eu sabia que não iria ler durante o percurso na ilha. Comecei a lê-lo e dez minutos depois desisti. Estava ansioso. Tentei dormir e não consegui. Depois me senti em viagem escolar, por causa que quase todos os outros passageiros do ônibus se conheciam e a viagem foi seguindo com música e violão. Isso até despertar a ira dos passageiros restantes. Enfim, mal dormi naquela noite. Quando consegui cochilar o ônibus tinha adentrado Angra dos Reis. Ficamos um tempo na rodoviária. Depois seguimos para TurisAngra e assim conseguimos a autorização para acampar na praia de Aventureiro. Logo em seguida pegamos um barco e navegamos até a ilha de codinome grande.
      Informação 1 - A TurisAngra fica no caminho para o porto. Saindo da rodoviária é só virar a esquerda e seguir caminhando na calçada até chegar na TurisAngra e depois no porto.

      Angra dos Reis

      Indo para Ilha Grande
      Já no barco ficamos fascinados pela cor da água, um verde bem escuro. Logo depois fomos margeando o trajeto de Saco do Céu até Abraão, que seria o percurso inverso do nosso primeiro dia. Atracamos no cais. A nossa espera estava a Jordana que havia chegado um dia antes. Antes da nossa chegada ela havia tentado a autorização no Inea para cruzarmos as praias do Sul e Leste para conseguirmos sair de Aventureiro e chegar em Parnaioca caminhando. Ela não havia conseguido a autorização e isso deu uma desanimada na hora.  
      Jordana é uma guria tocantinense, estudante de medicina em Brasília e seria o seu primeiro trekking. Até aqui era tudo que eu sabia sobre ela.
      Conhecemos a Jordana e jogamos algumas conversas fora. Tomamos um café coado e logo seguimos para iniciar as trilhas (T01 e T02) até o Saco do Céu, onde iriamos dormir naquela primeira noite. O sentido do percurso foi determinado pelos relatos que consultamos antes de ir, pois todos falavam que o sentido anti-horário era mais tranquilo. Na minha opinião não existe muita diferença não, o principal ponto é entre Aventureiro e Provetá, onde no sentido horário a subida é numa tacada só, mas em compensação a maior parte do trajeto é descida. Enfim, acho que o sentido da volta não faz muita diferença na dificuldade do percurso.
      Informação 2 - Site com as informações oficiais das trilhas e suas nomenclaturas (http://www.ilhagrande.com.br/atrativos/atividades/trilhas-da-ilha-grande/)

      Bem-vindo a Abraão
      Nos primeiros metros vimos que seria difícil completar o dia. Levamos muita comida, o suficiente para uns quatro/cinco dias e assim, economizar o máximo com alimentação. Pra piorar fui na frente e segui a passos largos, sem perceber que estava forçando a passada do restante do pessoal que faziam algo do tipo pela primeira vez. Até o Aqueduto tudo estava tranquilo. Depois no caminho para a Cachoeira da Feiticeira o pessoal foi desanimando, até que o Matheus passou mal. Descansamos e depois fomos devagarinho. O clima entre nós era pesado, creio eu que ninguém além de mim estava curtindo caminhar naquele momento. A umidade também maltratava-nos. Quando chegamos na cachoeira da Feiticeira tudo mudou. Banhar naquelas águas renovou a energia de toda a trupe. Foi bom demais. À partir daí, começamos interagir como um grupo. Seguimos para a Praia da Feiticeira. A praia é bem bonita e muito movimentada. Tirei minha camiseta, torci ela e jorrou suor, parecia que havia acabado de lavar a camiseta. Ficamos por ali por um tempo, tomamos o primeiro banho de mar da viagem e depois seguimos caminhada. Aqui é importante ressaltar, voltando na trilha até uma bifurcação siga para onde continua a rede elétrica. Enfim, sempre siga a rede elétrica.

      A primeira foto do grupo - Matheus, Eu, Jordana e Vinicius

      Abraão

      Abraão

      Aqueduto

      Trilha T2

      Mirante antes de chegar na Cachoeira da Feiticeira

      Cachoeira da Feiticeira

      Praia da Feiticeira
      Continuamos a caminhada. No meio do caminho tinha a indicação da Praia do Iguaçu, não fomos e seguimos adiante. A trilha desembocou na primeira praia da Enseada das Estrelas, a Praia da Camiranga. Já era final de tarde e a maré estava alta. Descansamos um pouco. Ao passar num trecho que a areia era toda coberta pelo mar, achei que conseguiria passar ileso (sem molhar o tênis) no momento em que a onda do mar recuasse, ledo engano, o trecho era grande demais para passar dessa forma. O resultado foi todos os tênis encharcados. Caminhamos descalços pelas praias de Fora e Perequê. A ansiedade de chegar logo no Saco do Céu era grande, caminhávamos lentamente e todas previsões de tempo que os nativos indicavam nunca confirmava-se em nossa passada. Chegar na Pousada Gata Russa  foi um alívio.

      Próximo de Saco do Céu
      Eu tinha feito um pré contato com a Rilma, dona do lugar. O valor do camping é R$60 com café da manhã e R$40 sem café da manhã, logicamente ficamos sem o café e ainda demos aquela chorada básica e reduzimos o valor para R$35. Destruídos armamos as barracas e tomamos o merecido banho. Depois, como seria de praxe, cozinhamos bastante comida. Convidamos a Rilma para o jantar. Deitamos por um tempo nas redes. Fomos no cais tentar ver o céu, mas o tempo nublado não deixou as estrelas aparecerem. Logo depois fui para a barraca e desmaiei de sono.

      Gata Russa

      Gata Russa
      Na trilha até o Saco do Céu encontramos um bugio preto morto no meio da trilha. Foi meio chocante, nunca tinha visto um bugio e na primeira vez que vejo, vejo um morto. O Vinícius achou que era uma cobra que havia matado ele, mais especificamente uma jararaca. Eu fiquei preocupado com febre amarela. No entanto, comentei sobre isso com a Rilma e ela disse que o pessoal da comunidade havia falado que o bugio havia morrido eletrocutado. Isso deu um certo alívio. Não sou perito em coisa nenhuma, mas o bugio estava muito perfeitinho para ter morrido eletrocutado. Enfim, o que eu sei que foi triste ver aquela cena.

      Saco do Céu
      Na manhã seguinte, tomamos um café da manhã reforçado e assim aliviamos nossas costas com menos peso pra caminhada. Alongamos. Um pouco atrasado partimos, pois já tinha passado metade da manhã. Seguimos pela trilha T03 rumo a Freguesia de Santana. No início da trilha, do lado do campo de futebol, avistamos a diferente Praia do Funil. Particularmente, eu gostei bastante dessa praia, pois nunca tinha visto nada do tipo até então. O restante do pessoal não se encantou muito por ela. Acho que com a maré mais alta e o sol de fundo essa mini praia iria ficar demais.

      Praia do Funil

      Matheus e a Praia do Funil
      Depois seguimos para a Praia do Japariz e logo em seguida para a Praia de Freguesia de Santana. E assim, acabamos a trilha T03 que foi das mais tranquilas do percurso. Ficamos um tempo na praia. Mergulhamos. Tomamos uma coca gelada e descansamos.

      Praia de Japariz

      Praia de Japariz

      Trilha T03

      Beleza de vista

      Trilha T03

      Trilha T03

      Trilha T03

      Praia de Freguesia de Santana

      Preparando-se para partir de Freguesia
      Seguimos por detrás da igrejinha. Caminhamos um pouco e logo avistamos a placa indicando a trilha T04 sentido Bananal. A trilha começa com uma subida forte, porém nessa subida encontrei com a Dona Maria, ela mora na subida, e pedi algumas informações que ela prontamente respondeu e depois ela me disse que vendia sucos. Compramos os sucos. Escolhemos o de acerola. Cada um era R$5 e veio estupidamente gelado. Naquele momento senti que era o melhor suco que havia tomado na vida, era incrivelmente bom. Eu com minha mania de supor coisas, supus que haveria diversas Dona Maria pela volta da Ilha Grande, grande inocência a minha. Não surgiu em nenhum momento mais uma Dona Maria com seus sucos milagrosos. Não teve um dia que em nossas conversas não lembrássemos daquele suco de acerola gelado. Continuamos a caminhar. A trilha é cansativa. Quando avistamos o mar a nossa frente achamos que havíamos chegado em Bananal, mas era Bananal Pequeno. Paramos e descansamos um pouco. A praia de Bananal Pequeno é muito bonita e deserta. Voltamos a caminhar e depois de uns cinco minutos chegamos em Bananal, final da trilha T04.

      A igrejinha

      A Trilha T04

      Bananal Pequeno

      Bananal Pequeno

      Chegando em Bananal

      Chegamos em Bananal - Na vendinha
      Bananal era um ponto de interrogação. Não sabíamos se passaríamos a noite aqui ou se seguiríamos para Matariz ou até mesmo para Maguariqueçaba. Resolvemos olhar o camping da Cristina, o espaço que ela tem no quintal da casa é bem bacana, mas o senhor que nos atendeu parecia meio confuso, dava informações contraditórias e resolvemos não ficar ali. Paramos numa casa para pedir informações e o dono da casa disse que poderíamos acampar no quintal da sua casa por R$30 (mesmo preço do camping da Cristina), ele com sua filha pareciam bem receptivos e então ficamos ali na casa do Juca Bala, na companhia do próprio e de sua filha Josi.
      Nos livramos das mochilas e fomos logo cozinhar o almoço. Pela primeira vez comi macarrão, molho de tomate e bacon. A fome é um bom tempero, mas estava muito bom esse rango. Depois fomos a beira mar. O Vinicius ficou no mar sozinho, como se fosse a primeira vez dele e o mar. Juntamos-se a ele e ficamos até a chuva nos expulsar do mar. Ficamos abrigado na vendinha. A chuva não cessava. A Jordana foi até a casa do Juca Bala e fez pipoca. Ficamos assistindo a chuva, que não tinha fim, debaixo da vendinha, de frente pro mar, comendo pipoca e bebendo as primeiras cervejas da viagem.

      Bananal

      Bananal

      Bananal
      A noite foi boa. Conversamos sobre tudo. Rimos demais. A Josi fez companhia por toda noite. Ela jantou conosco e a janta foi arroz com seleta de legumes, farofa e calabresa frita. A chuva não parou. Pedimos ao Juca se podíamos estender os sacos de dormir na área e dormir por ali mesmo, no relento. O Vinicius que estava sem saco de dormir montou a barraca na área e nós outros estendemos o sacos de dormir e dormimos com aquele ventinho frio que fazia na noite. Diferentemente do primeiro dia, nesse dia conseguimos desfrutar de todo o percurso, das praias, da comunidade, da nossa amizade e tudo mais. Esse dia foi um ótimo dia.

      A varanda
      Levantamos às 06:00. Tomamos o café e partimos para a trilha T05 rumo a Sítio Forte. A primeira parada seria a Praia de Matariz. Não sei ao certo o que aconteceu nesse percurso, foi o único no qual nos perdemos por um instante maior, apesar de ser pouco tempo. Seguíamos pela trilha e depois o caminho começou margear um mangue. O chão cada vez mais tinha buracos com ninhos de cobra. Quando os ninhos eram muitos decidimos voltar. Fomos voltando pela trilha e depois de uns cinco minutos avistamos uma ponte e a orla de Matariz. Creio que foi uma cegueira de olhar apenas pro chão que não nos deixou ver aquela ponte que estava logo ao nosso lado. Aliviados paramos um pouco em Matariz que estava deserta naquela hora do dia.

      Saindo de Bananal

      Rumo a trilha T05

      Rumo a trilha T05

      Trilha T05

      Praia de Matariz
      Seguimos rumo a Praia de Passaterra. Cruzamos com uma gangue de cachorros. Quando chegou na bifurcação não fomos para a Praia de Jaconema e seguimos pela trilha principal. Chegamos em Passaterra e descansamos um pouco. O dia hoje seria o de maior quilometragem até então. Não perdemos tempo e seguimos a caminhada até Sítio Forte. Passamos pela Praia de Maguariqueçaba que estava vazia. Para mim Passaterra e Maguariqueçaba são praias bem parecidas. No final da praia seguimos pela trilha. Caminhamos por mais algum bom tempo e chegamos no final da trilha T05. Enfim, Sítio Forte. O lugar me agradou bastante, com um gramado amplo, alguns poucos moradores, um mar tranquilo, mas o melhor é o contorno da serra o fundo a quilômetros de distância. Ficamos abrigados em um sombra. Comemos, descansamos e enchemos as garrafas de água. O tempo parado ali foi grande.

      Trilha T05

      Trilha T05

      Praia de Passaterra

      Trilha T05

      Trilha T05

      Sítio Forte

      Sítio Forte
      Com as energias renovadas partimos para a trilha T06 com destino Araçatiba. Logo no início cruza-se a Praia da Tapera. Seguimos em frente. Caminhamos por mais uns trinta minutos e chegamos na Praia de Ubatubinha. Paramos só um pouco para descansar as costas e continuamos a caminhada que estava muito agradável. O dia estava nublado, em alguns momentos saiu algumas chuvas finas, mas sempre por pouco tempo. O clima facilitava a caminhada. O trecho entre as praias de Ubatubinha e do Longa é bem mais extenso e mais chato de caminhar. Porém, nada muito complicado. A trilha desemboca numa vendinha. Sentamos na vendinha e tomamos uma Coca 2 litros (R$10) bem gelada. Uma fato na Ilha Grande é que todas as bebidas, em qualquer lugar, vem muito gelada e isso me agradou muito. Ficamos descansando e vendo a bela Praia do Longa. Tínhamos combinado que de acordo com o horário e o clima seguiríamos ou não para a Lagoa Verde. Creio que era umas 13:00, portanto, tínhamos tempo de sobra e as nuvens de chuva tinham dado uma trégua. Resolvemos ir para a Lagoa Verde antes de ir para Araçatiba.

      Vendinha na Praia do Longa
      A trilha para a Lagoa Verde é tranquila. Acho que levamos uns quarenta minutos saindo da Praia do Longa. Chegar na Lagoa Verde é chegar em um paraíso. Desde do início do trekking já havíamos passados por muitos lugares de belezas ímpares, lugares muitos bonitos, mas agora a percepção de beleza estava num nível mais elevado, enfim, a Lagoa Verde é um paraíso. O verde da lagoa, principalmente pelo alto é encantador. Dentro de suas águas límpidas é possível ver cardumes e cardumes de peixes tão nitidamente como se estivessem em nossa palma da mão. Os peixes por lá são tão coloridos. Uma belezura de momento. Apesar de haver algumas pessoas no local somente nós estávamos nadando, portanto, por alguns minutos a lagoa foi nossa. Em certo momento fui queimado por uma água viva e o Vinicius pisou em um espinho. Assim, eu, ele e o Matheus resolvemos sair um pouco da lagoa enquanto a Jordana mergulhava com seu snorkel. Na saída, caminhando distraído eu pisei numa pedra. No ínicio achei que não havia cortado, mas depois de ver a poça de sangue que se formava debaixo de mim fiquei preocupado. Nesse momento surge o anjo, um anjo de dreadlocks, de nome Mari. Antes de eu esboçar qualquer reação ela já estava com o algodão na mão pressionando o machucado. Foi um corte bem grande na sola do pé. Com toda a paciência do mundo ela ficou ali esperando o sangue estancar. Ela me contou que é de São Paulo e sempre vem com seu pai e seu simpático irmãozinho para a Ilha Grande, mais especificamente a Praia do Longa. A Ilha Grande é sua segunda casa. Limpou o ferimento com álcool, aplicou os remédios que o Vinicius havia levado, fez o curativo e ainda ficou um tempo conversando conosco. Quanta gratidão. Fiquei tão feliz com aquela situação que nem mesmo lembrava do ferimento. Nunca irei esquecer a prontidão, a solidariedade e a doçura da Mari. Nunca é demais agradecer: Mari, muito obrigado!

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde

      Lagoa Verde
      Depois de todo o ocorrido e a presença de nuvens carregadas decidimos partir. Ao colocar o tênis vi que seria difícil caminhar daquele jeito, mas seria suportável. Nos despedimos da Mari e fomos embora. Voltamos a trilha e na bifurcação subimos rumo a Araçatiba. Esse trecho de trilha é tranquila, porém pra mim foi difícil. A cada pisada do meu pé direito uma pontada de dor subia no corpo. O andar era complicado. Chegamos em Araçatiba. Iriamos ficar no camping Bem Natural. A praia de Araçatiba é bem grande e o camping fica no final da praia. Assim, caminhamos por mais uns vinte minutos debaixo de uma chuva forte até chegar no camping. O preço do camping é R$45 (caro!) sem café da manhã, mas é a melhor estrutura que encontramos em toda viagem. Ótima cozinha, muitos banheiros, alguns chuveiros quentes, locais cobertos para armar a barraca e tudo muito limpo. Conseguimos reduzir o valor para R$40. Montamos nossas barracas. Tomei o melhor banho da viagem. Chuveiro a gás com uma boa regulagem de temperatura, consegui massagear bem as costas. A Jordana refez o curativo do meu pé. Preparamos macarrão com molho de tomate, atum, bacon, milho e ervilha, fizemos suco e ainda ganhamos queijo parmesão ralado do Alexandre, um cara gente boa demais que estava acampado por lá também. Foi uma boa janta. Conversamos bastante com o Alexandre. Depois o Vinicius foi dormir. Eu, Matheus e a Jordana fomos beber umas cervejas num bar suspenso no mar. Antes das onze da noite estávamos de volta ao camping.  
      Acordamos bem cedo porque queríamos chegar em Aventureiro o mais cedo possível. Fizemos café da manhã. Conversamos mais um pouco com o Alexandre e partimos para a trilha T08 rumo a Provetá. A trilha é bem agradável e as mochilas nesse momento já estavam bem leves em relação ao primeiro dia. Fomos em um bom ritmo. Chegamos em Provetá. Aqui é uma autêntica vila de pescadores. Não lembro de nenhum turista por lá. Paramos numa vendinha perto da igreja e compramos muitas frutas, destaque para a melancia que devoramos em instantes. Depois de uma dieta sem frutas era hora de comer frutas por todos os outros dias. Descansamos em uma sombra e por lá ficamos por quase uma hora. 

      Finalzinho da trilha T08

      Foto do grupo

      Provetá

      Provetá

      Provetá

      Provetá
      De Abraão até Araçatiba, caminhamos pela parte oeste da ilha que está voltada para o continente. O mar nesse trecho é caracterizado por suas águas plácidas e de coloração verde escura. Ao chegar em Provetá esse cenário muda drasticamente, pois agora inicia-se a caminhada pelo lado leste da ilha que está voltada diretamente ao mar aberto. O mar de Provetá até Lopes Mendes é mais bravo, com muitas ondas e sua coloração pende mais para o azul clarinho. Esse é um dos encantos de dar a volta na Ilha Grande conhecer dois tipos distintos de mar em um trecho tão pequeno de terra.

      Provetá

      Vinicius em Provetá
      Das muitas histórias que já ouvi nessa vida, talvez a melhor seja do João, morador de Provetá. João, um pescador com brilho no olhar e de fala mansa salvou um pinguim-de-magalhães, na qual deu o nome de Din Din, que encontrava-se machucado na orla de Provetá. Depois de meses juntos, Din Din partiu rumo a Patagônia. Depois disso, todo ano Din Din volta a Provetá para visitar o João pela gratidão e amizade, isso já ocorre por seis anos. Não tive o prazer de conhecer o João, mas teria sido imensamente gratificante dar um abraço nesse grande homem. Vou deixar o vídeo com ele contando a história que é muito melhor que minhas palavras:  
       
      Gostamos bastante da Praia de Provetá, o clima menos turístico favorecia isso. Queria ter ficado mais tempo, talvez pernoitado, mas naquele dia queríamos chegar em Aventureiro. Pegamos a trilha T09 e seguimos a caminhada. No início da trilha é uma subida bem chata e sem vegetação, então há outro castigo aqui, além da subida, que é o sol. Difícil aquele trecho, e justo nesse dia o sol apareceu com toda a sua cara. Depois a trilha volta para a mata mais fechada, mas a subida nunca cessa. Sempre subindo. Com toda certeza, essa trilha é a mais pesada de todas. No final da subida, tem uns quatros bancos de madeira que de longe parecem troféus. Ficamos ali deitados por algum tempo. Resolvemos acabar logo com aquela caminhada e partimos para a descida. Nesse momento se desce em zigue-zague. Alguns escorregões e tombos. Descida até o fim. Víamos o mar, a descida estava no final e no fim estavam nossas energias. Depois de Abraãozinho, Bananal Pequeno e Araçatibinha, só faltava haver a praia de Aventureirinho antes de Aventureiro, falava o Vinicius enquanto dávamos risada, mas aquela risada com responsabilidade pois tínhamos um certo medo de haver mesmo uma praia de Aventureirinho. Pra nossa sorte não havia e pra melhorar o camping do Luís ficava bem do lado do final da trilha. Jogamos as mochilas no chão e pela primeira vez nos permitimos não cozinhar. Pedimos um PF (R$30) no camping.

      Início da T09 - Vista para Provetá

      Início da T09 - Vista para Provetá

      O fim da subida e a cara da derrota

      O início da descida

      Camping do Luís

      Camping do Luís

      Camping do Luís

      Camping do Luís
      Caminhei em direção ao coqueiro deitado que é o cartão postal da Ilha Grande. Não sei, coqueiro deitado não me parece um bom nome, o coqueiro está mais para sentado do que para deitado. Prefiro chamá-lo de coqueiro degrau. Entretanto, uma coisa que não tem como discordar que ele é lindo demais, merece o título de cartão postal. Aquele pequeno trecho de praia onde ele se esconde é de uma beleza ímpar.

      O coqueiro deitado

      O coqueiro deitado

      O coqueiro deitado

      Eu eu o coqueiro

      Jordana e o coqueiro
      Depois do almoço o Vinicius se sentiu mal. Ele ficou pelo resto do dia amoitado tentado recuperar-se. Fomos pro mar, ficamos nos divertindo com as ondas do mar que até então era novidade nessa viagem. O Matheus desfilou seu estilo de nado que mais parecia com um afogamento. A tarde naquele mar foi gostosa. Eu estava com certo receio de pisar em algo e abrir o pé novamente. Com isso sai do mar mais cedo que gostaria. Tomei banho. No resto do dia me encostei numa rede. Que delicia. Ficar de bobeira deitado numa rede me lembrava os dias viajando de barco pela amazônia. A noite veio e o lual em Aventureiro não aconteceu. O vento chegou e deixou a noite na rede mais delicia ainda. Só o Vinicius montou a barraca. De resto ficamos todos pelas redes do camping. Dormir na rede naquele cenário foi bom demais. No fim, até o Vinicius desistiu da barraca e se arranjou numa rede para dormir.

      Aventureiro

      Aventureiro

      Aventureiro

      Matheus e Aventureiro

      Matheus e Aventureiro
      Acordei, ainda tudo tava escuro. Caminhei a beira mar e fiquei ali a espera do nascer do sol. A Jordana juntou-se a mim. Pouco a pouco o sol ia erguendo-se e dando brilho aquela praia tão especial e de um mar de cor tão peculiar.

      Eu e o nascer do sol

      O nascer do sol em Aventureiro

      Jordana e o sol 
      Senti muita vontade de passar o resto da viagem em Aventureiro. Desistir da volta e ficar ali em paz. Se algum dia eu voltar para Ilha Grande, será para ir direto rumo Aventureiro e ficar uma semana inteira ali, acampado à beira mar. Entre o céu, o mar, a areia da praia e uma sombra pra descansar. Que saudades de Aventureiro. Que saudades.

      Aventureiro

      O resumo de Aventureiro
      O Vinicius tinha acordado renovado. Tomamos um café da manhã reforçado com direito a pão e queijo deixado por um família que conhecemos no dia anterior. Tentamos uma conexão de internet (no camping tem wifi) para antecipar os votos natalinos com nossas famílias. Tentativa bem sucedida. Saímos era tarde da manhã. Fomos querendo ficar. Não tínhamos a permissão do Inea para atravessar as praias do Sul e Leste, mas fomos mesmo assim. Afinal, não tinha barcos para Parnaioca naquele dia. Logo no inicio da caminhada, no trecho em que caminha-se entre rochas até a Praia do Sul  o momento de maior tensão da viagem. O Matheus distraído pisou na parte da pedra que tinha tipo uma cachoerinha, portanto estava molhado. E assim, foi descendo em direção do mar, escorregando pelo pedra que parecia um tobogã. Na hora que olhei bateu um desespero grande. Já estava tirando a mochila pra pular no mar quando o Matheus milagrosamente conseguiu travar-se num trecho inclinado da rocha. Fomos em sua direção, pegamos sua mochila. Ele saiu tranquilo, na visão dele ele nem tinha passado por nenhum perigo. Porém, eu e o restante do grupo ficamos em choque. Foi um  grande susto. A caminhada infinita pelas também infinitas praias do Sul e do Leste foi de tensão inicialmente, mas a beleza do lugar logo nos fez esquecer do ocorrido. O Matheus ganhou o apelido de Quase Morte e a sobrevida que ele ganhou nesse dia fez ele disparar no percurso. Ele caminhou na nossa frente pela primeira vez e assim foi até não ser mais visível aos nossos olhos. Esse trecho judia, pois só se caminha pela areia e o sol estava forte demais. Eu me encantei pela travessia entre a praia do Sul e do Leste, na parte que atravessa-se pelo mangue. É de uma lindeza indescritível. Depois foi caminhar e caminhar debaixo de um sol escaldante, mas a beleza do lugar tornava tudo mais fácil. 

      O trecho de pedra

      Praia do Sul

      Praia do Sul

      Belezura

      O Mangue

      O Mangue

      Praia do Leste

      Praia do Leste

      Fim de caminhada

      Praia do Leste
      Beleza é relativo. Direto eu digo que esse ou aquele lugar é o mais bonito que já vi em minha vida, para mudar de opinião cinco minutos depois. Sobre as praias de Ilha Grande isso também era uma verdade. Toda hora falava que essa ou aquela era a praia mais bonita da ilha. Porém, a verdade que para mim as praias do Sul e do Leste são as mais bonitas. Areia branquinha e mar límpido. Enquanto caminhávamos molhando os pés consegui ver uma raia que nos acompanhou por instantes nadando no rasinho. Lindeza. Naquela situação fiquei feliz demais em ver uma raia. A parte final da Praia do Leste em contraste com a vegetação é lindo demais e é a imagem que eu lembro quando recordo da ilha.

      Matheus no paraíso

      A imagem que grudou na retina - Praia do Leste
      Todas as trilhas que fizemos em nenhuma tivemos problemas com água, exceto essa. O trecho que caminha-se pelas praias do Sul e Leste era de se esperar que não haveria água. São quase duas horas exposto ao sol, então o consumo de água é alto. Ao chegar no trecho que liga a Praia do Leste a Parnaioca volta-se a caminhar em vegetação fechada. Entretanto, nesse trecho não há rios para encher as garrafas. No ínicio da trilha já estávamos sem água. Completar esse percurso foi um martírio, perdíamos muito água pelo suor e a boca estava seca. Quando avistamos o fim da trilha foi um alívio.
      Chegamos em Parnaioca não era nem uma hora da tarde, tínhamos todo o resto do dia para nós. Nesse dia era véspera de Natal. Seguimos para o camping do Silvio. Não tivemos o prazer de conhecer o Silvio que estava no hospital se recuperando de alguma enfermidade. Fomos recepcionados por seu filho Célio e sua família. Almoçamos. Organizamos nossas coisas e levantamos acampamento. Descansamos nos colchonetes do camping. Depois ficamos na praia. O dia estava ensolarado e Parnaioca estava linda demais. Pena que quase não registramos Parnaioca em fotos. No descer do sol voltamos ao camping. Tomamos banho e pedimos um PF para nossa ceia de Natal. Depois fomos convidados para uma fogueira à beira mar. Aceitamos. Ficamos pouco tempo, não entramos em sintonia com o outro grupo que estava em outra vibe. Voltamos para o camping e ficamos o resto da noite conversando e rindo. Foi boa demais aquela noite.  Antes de irmos dormir, como um presente de Natal, o céu se abriu pela primeira vez durante a noite nessa viagem. Curto demais ver o céu estrelado e naquela noite o céu estava bonito de se ver. Fiquei admirando as estrelas até o cansaço me dominar.

      Parnaioca

      Parnaioca  
      Acordamos cedo. Alongamos. Tomamos um café da manhã fraquinho, pois já não havia muitas coisas nas mochilas. Seguimos para a trilha T16 rumo a Dois Rios. No caminho para a trilha tirei as únicas fotos de Parnaioca que naquela hora do dia não estava nada bonita em comparação com a tarde anterior, na qual aproveitamos a Praia de Parnaioca. Essa trilha é chatinha apenas nos primeiros vinte minutos, mas depois é quase toda plana. Delicia de caminhar assim. A T16 é a trilha mais longa de Ilha Grande. Porém, nem de longe é a mais difícil. A trilha é cheia de bugios e ao atravessar algumas áreas de posse deles, eles gritam para espantar os invasores e os gritos de um bando de bugios é assustador, principalmente a primeira vez. Não consigo nem fazer um paralelo ou comparação. Acredite é assustador. Na terceira ou quarta invasão no territórios deles você acostuma com o barulho e começa até aproveitar aquele som peculiar. Quando avista-se a Toca das Cinzas a trilha está no final. Essa toca diz a lenda que era usada para deixar os presos mal vistos do presídio de Dois Rios apodrecendo até a morte. O final da trilha é em uma vegetação rasteira diferente de toda vegetação vista na ilha, não consegui identificar qual era essa vegetação, mas era bem bonita. O fim da T16 anuncia-se no mesmo momento que avista-se o presídio de Dois Rios.

      A trilha T16

      A trilha T16

      A Trilha T16

      A Trilha T16

      A Trilha T16

      Comunidade de Dois Rios

      Dois Rios
      O presídio de Dois Rios é uma tentativa de isolamento e de dificultar a fuga dos detentos, como feito na ilha de Alcatraz nos Estados Unidos. Esse presídio abrigou alguns célebres prisioneiros. O caso mais famoso foi do traficante Escadinha que fugiu de helicóptero do presídio no seu banho de sol. O presídio era de segurança máxima e tal fuga vive até hoje no imaginário da sociedade, inspirando contos, livros e filmes. Porém, o preso mais famoso com toda certeza foi, o fora de série, Graciliano Ramos. Graciliano foi preso por subversão acusado de ser comunista no ano de 1936 no governo Vargas, que na época namorava com os regimes fascistas da europa. Como admitiu posteriormente, Graciliano na época não tinha afinidade com o comunismo, algo que foi só acontecer no pós guerra em 1945. Em Dois Rios, Graciliano terminou de revisar, que para muitos é seu melhor livro, o livro Angústia. Quinze anos depois (e pouco tempo antes de falecer) da sua prisão ele publicou Memórias do Cárcere em que conta seus dias na prisão em Dois Rios. Eu curto demais literatura e antes de embarcar nessa viagem li atentamente o livro Angústia do qual ainda não sei se gosto. Graciliano entrou na minha vida na época que eu prestava vestibular. Tive que ler pela primeira vez Vidas Secas nessa época. Esse foi dos melhores livros que já li. O livro foi muito importante na formação do meu caráter e na minha forma de ver e conceber o mundo em que vivemos. Portanto, estar de frente aquele presídio era estar de frente com uma parte da história de alguém que é importante em minha vida. Não foi especial estar ali, mas tinha que estar naquele lugar e ver um pouco da história. Hoje, resta apenas o paredão da entrada principal do presídio que foi implodido em 1994.

      O presídio

      O presídio
      Desde da caminhada até Aventureiro tomar uma água de coco gelada virou nossa obsessão. Não encontramos em Aventureiro e nem em Parnaioca. Chegamos em Dois Rios e tínhamos a certeza que naquele lugar conseguiríamos, por fim, tomar o coco gelado. Não rolou, nos lugares em que procuramos nada de coco. A comunidade estava meio deserta, afinal era dia de Natal. Tomamos outra Coca de dois litros estupidamente gelada e estupidamente cara, R$14. A comunidade de Dois Rios é bem estilo vilinha de cidade de interior. Eu gostei bastante, porque as casas ficam bem distante das praias. A comunidade é cheia de gramados, isolando a overdose de areia de todas as outras praias, areia que fica apenas na orla. Fomos pra praia e encontramos uma boa sombra. Ficamos na sombra. Dormimos. Almoçamos por ali. Passamos toda a tarde naquele lugar. Surgiu a ideia de montar acampamento, afinal aquela paisagem era demais. Mais uma vez o mar surpreendia por sua cor. Dois Rios não deve em nada em questão de beleza para nenhuma outra praia da ilha. No fim da tarde, o tempo já anunciava chuva. Já havíamos desanimado da ideia de seguir a volta da ilha por Caxadaço, Santo Antônio e Lopes Mendes e com aquele tempo decidimos cortar a pontinha norte da ilha e seguimos para a trilha T14 rumo a Abraão.

      Praia de Dois Rios

      Praia de Dois Rios

      Praia de Dois Rios

      Descanso na Praia de Dois Rios

      O almoço

      Cozinhando
      O contorno da Ilha Grande seria completo se seguíssemos pela T15 rumo a Caxadaço e terminasse a volta pela ponta norte da ilha. Para fazer isso teríamos que fazer um camping selvagem em Caxadaço. Não tínhamos informação de como era o reabastecimento de água por lá, a chuva viria muito forte naquela noite, tinha a questão da trilha entre Caxadaço e Santo Antônio que parece ser confusa e nossos corpos já começavam dar sinais de esgotamento. Decidimos assim, seguir a trilha T14 e ir direto para Abraão, e no dia seguinte faríamos esse trecho sem mochilas. E assim, partimos para nosso último trecho com nossos mochilões. A T14 na verdade é uma pista, a única que transita carros autorizados na ilha. A primeira metade é de subida e a outra metade é só descida. Já na descida tem um mirante bem bonito. A alegria do sucesso já dominava-nos e o cansaço parecia secundário. Demos bastante risada nesse trecho de caminhada. A maior parte dos assuntos eram recordações da volta. Quando chegamos em Abraão o alívio era o sentimento da vez. Agora era hora de comemorarmos. Fomos até o camping Cachoeira. Eu tinha feito contato, antecipadamente, com a Noé e conseguimos a diária de R$25 no camping, um achado por ser a semana dos preços caros. Arrumamos nossas coisas no camping e logo começou a chover. Chuva forte. Chuva que impediu de sairmos das barracas. Chuva que impediu nossa comemoração do final da volta. A chuva ficou até a manhã do dia seguinte, de maneira intensa. O que fez que a nossa decisão de cortar a ponta norte da ilha fosse acertada. O Vinicius nessa noite resolveu antecipar sua partida. Logo ao amanhecer ele partiu.   

      A trilha T14

      O mirante

      O grupo no mirante

      Abraão

      Abraão

      Volta completada
      O dia amanheceu chuvoso. Agora éramos três. Demoramos mais que o normal para sairmos das barracas, afinal, a volta estava dada e o descanso era merecido. Tomamos o café da manhã reforçado preparado pela Jordana e saímos caminhar por Abraão. O sonhado coco gelado surgiu nessa manhã, mas de forma melancólica veio em um copo plástico e não diretamente da fruta. Enfim, estava bom demais. Ficamos a olhar o finito mar com Angra ao fundo. De chinelos nos pés resolvemos ir até Lopes Mendes. Vinte minutos depois de entrar na trilha T10 bateu o arrependimento de ir, pois começou a chover e toda hora meu chinelo se desfazia, e ainda tinha a preocupação em machucar o machucado novamente (ou seria remachucar o ferimento existente?). Caminhamos em frente. Depois de uma hora de caminhada estávamos na praia de Palmas. A chuva cessou com a nossa chegada, avistamos umas espreguiçadeiras e ficamos por lá.

      As espreguiçadeiras em Palmas
      Almoçamos. Decidimos não mais avançar até Lopes Mendes, o tempo estava fechado e o sol já estava baixo. Ficamos por ali o resto da tarde. Quando a chuva iniciou-se, novamente, partimos rumo a Abraão. Apesar da chuva, essa trilha foi a mais tranquila, sem peso nas costas e por ser o último trecho de trilha que eu iria fazer naquele ano que se encerrava. Tive prazer em cada passo que dei nos últimos sessenta minutos de caminhada. A trilha escorregadia e a chuva incessante não atrapalhava em nada. E assim que avistei os primeiros telhados na enseada de Abraão a sensação de missão cumprida me dominou juntamente com a felicidade.

      Praia de Palmas

      Praia de Palmas
      O Pico do Papagaio é o segundo ponto mais alto da Ilha Grande com 982 metros. O ponto mais alto é o Pico da Pedra D’Água com 1035 metros. Porém, o Pico do Papagaio é acessível por trilha (T13) e sua vista é incrível. A trilha é considerada a mais difícil da ilha em questão de preparo físico. Queria fazer a trilha de madrugada para ver o nascer do sol de cima do pico.
      Não sei explicar a minha relação com as montanhas. Quando digo montanha, excluo a definição literal e jogo no mesmo significado morros, serras, pedras ou qualquer elevação territorial que se destaca no horizonte. Nasci numa cidade plana e por isso, que até onde eu saiba, tinha dos maiores índices de bicicleta per capita do país. Fui conhecer montanhas tardiamente, talvez isso fez eu ter essa fascinação. Só sei que do alto de algum pico, de onde a imensidão domina a paisagem, d'onde faça eu ver o quão pequeno sou é onde sinto-me melhor. Ali do alto é que eu acho o meu equilíbrio de tempos em tempos. Entre o mar e a montanha sempre irei ficar com a montanha. Por isso, o Pico do Papagaio para mim era o ponto alto dessa viagem. No início do dia quando tive a certeza que não daria para subir o pico naquele dia e nem no próximo (por causa das chuvas e da falta de visibilidade), achei que iria ficar frustado. A frustração não veio. Os dias a beira mar haviam compensado e de certa forma o mar me trouxe esse equilíbrio.  
      Inicialmente iria partir no próximo dia no final da noite, mas com o tempo ruim decidi partir no início do próximo dia. Com ressalvas tinha conquistado o objetivo de dar a volta na Ilha Grande, estava satisfeito com tudo que eu havia vivido. Agora sobrava uma noite e era hora de comemorar. Saímos prum bar, comemos bem e bebemos até o inicio da madrugada. As recordações e as risadas deram o tom da despedida.

      A comemoração
      No outro dia acordei cedo. No escuro caminhei por Abraão rumo ao cais. O relógio marcava 06:00, sentei no cais e esperei. Na outra ponta havia um grupo - que imagino eu - que havia pernoitado lá e tocava alguma música. Me aproximei. Não reconheci a música. No momento que o sol se levantava acabei dormindo. Dois caras me acordaram e um deles me perguntou se eu estava procurando hospedagem, eu disse que estava partindo. Corri e consegui alcançar o barco que já estava saindo. Sentei no barco e dormi de novo. Acordei no porto. Novamente com pressa fui até a rodoviária. Subi no ônibus e mais uma vez dormi. Assim, me despedi de Angra e sua Ilha Grande, que facilmente poderia ser chamada de Ilha Bela ou, para evitar o plágio, melhor seria Ilha Linda.

      A última foto da ilha
      Para mim essa viagem foi muito especial. Reencontrar o Matheus foi muito bom, amigo que dividiu comigo tantas experiências, desde das aulas da época da universidade, passando pelo companheirismo nos projetos sociais nos quais nos envolvemos, nos dias de estágio no qual também dividimos o mesmo teto até chegar na nossa iniciação em mochilões, no mochilão pela América do Sul. Passar dias com o Vinícius fora do ambiente, por muitas vezes carregado, do laboratório e conhecê-lo de uma forma mais real também foi legal demais. Conhecer a Jordana de uma forma tão casual também foi muito bom, ela deu o toque feminino que faltava no grupo. Acho que formamos um belo grupo. Contornar cada canto da ilha foi surpreendente. Cada nova praia era uma beleza diferente. As trilhas são todas cheias de charme. Beleza não falta nesse trekking. Claro que existem os pontos altos como Lagoa Verde, Aventureiro e Parnaioca em que as belezas são mais gritantes e a paz prepondera nesses lugares tornando-os mais especiais ainda. Porém, caminhar esses dias sem a companhia da Jordana, Matheus e Vinicius fariam com que esses lugares não fossem tão belos. A soma dos lugares, do nosso grupo e das pessoas que cruzaram nosso caminho nessa jornada fizeram dessa viagem, uma grande viagem. Só tenho agradecer aos céus por mais essa oportunidade. Jordana, Matheus e Vinicius obrigado pela companhia e, principalmente, pelas boas memórias que teremos desses cansativos, porém incríveis dias. Muito Obrigado! E agradeço também os pacientes leitores que conseguiram chegar ao fim desse longo relato. Obrigado! Nos vemos pela estrada.
      Abraços,
      Diego Minatel
    • Por dsilva.rocha
      A Trilha Transcarioca
       
      Inicialmente idealizada pelo diplomata Pedro Cunha e Menezes em seu livro “Todos os Passo de Um Sonho” (2000), a ideia da trilha Transcarioca foi a de implantar no Brasil um circuito de caminhos naturais  de longo curso e sinalizado.
       
      Inspirado em casos de sucesso internacionais, como a Appalachian Trail (E.U.A), Huella Andina (Argentina), Hoerikwaggo Trail (África do Sul) e Te Araroa Trail ( Nova Zelândia),  a ideia era criar um longo percurso de trilhas sinalizadas que interligasse as áreas de proteção natural do Município do Rio de Janeiro, estimulando deste modo a visitação à estes parques.
       
      Depois de alguns avanços e muitos retrocessos, a Trilha Transcarioca finalmente saiu do papel e foi implantada e inaugurada em fevereiro de 2017.
       
      Com 180 Km. de trilhas sinalizadas pelo trabalho de centenas de voluntários, o circuito atravessa grandes áreas de preservação ambiental do Rio de Janeiro, tais como:
       
             Parque Municipal de Grumari        Parque Estadual da Pedra Branca (Maior Floresta Urbana do Mundo)        Parque Nacional da Tijuca        Parque Municipal da Catacumba        Parque Natural Paisagem Carioca        Monumento Natural do Pão de Açúcar  
      Hoje o circuito é uma das grandes atrações e programas dos cariocas amantes de Hiking e Trekking.
       
      É ideal para quem mora numa grande cidade e não deseja realizar uma grande viagem para completar um grande circuito de trekking.
       
      Ele pode ser completado de uma só vez só ou aos poucos, como eu fiz, dando um intervalo de descanso de alguns dias entre um trecho e outro.
       
      Também pode ser feito no sentido Guaratiba – Urca ou no contrário.  Os intrépidos excursionistas que completam o percurso no primeiro sentido são conhecidos como Guarurcas, enquanto os segundos atendem pelo apelido de Urcibas.
       
      Comecei minha empreitada logo depois da inauguração da supertrilha, e relato todos os detalhes desta aventura no meu blog Saga Transcarioca.
       
       Vou resumir aqui um pouquinho da aventura e todos seus principais atrativos.
       
      Percorri a trilha em 23 etapas, fazendo uma adaptação pessoal no roteiro recomendado pela organizadora do circuito, de modo que não deixasse de lado as badaladas Pedras da Gávea e Bonita.
       
                  Já no primeiro dia da aventura, visitei uma das maiores atrações naturais do Rio: a famosa Pedra do Telégrafo, que passou a ser bem procurada depois que passaram a circular nas redes sociais fotos de aventureiros pendurados na ponta da pedra que se projeta sobre o abismo.
       
                  Mas a sensação de perigo, não passa de uma ilusão de ótica, já que a base da pedra está situada poucos metros abaixo, e uma queda dali não causa mais do que alguns arranhões.
       
                  Nos finais de semana, chega a se formar até uma fila de trilheiros que buscam tirar fotos ali em posições criativas.
       
                  Ainda no primeiro dia, visitei as belíssimas praias selvagens que são avistadas do alto da pedra, como as praias do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno.
       
                  No segundo dia, iniciei a caminhada na Praia de Grumari e retomei a caminhada feita pelos piratas franceses que desemcarcaram ali no longínquo ano de 1710 e adentraram a mata, para sair na Baixada de Jacarepaguá e atacar a cidade do Rio pela retaguarda.
      No dia 3, começo a adentrar o coração do Maior Parque Natural Urbano do Mundo, percorrendo o sobe e desce da selvagem Serra Geral de Guaratiba.
       
      O quarto dia é reservado para mais alguns mirantes e a visitação da zona rural de Campo Grande.
      O alto do Mangalarga com sua vista magnífica é atingido no dia 5 e o Pico da Pedra Branca, que é o mais alto do Rio com 1021 mts. é conquistado no dia 6.
       
                  O sétimo dia é um dos mais intensos com a visita à duas das maiores atrações da Transacarioca, o belíssimo Açude do Camorim e a Pedra do Quilombo.
       
                  O dia seguinte é o mais cansativo de todos, pois uma subida extenuante e feita debaixo de Sol durante boa parte do tempo, é o que espera o excursionista que deseja atingir a Pedra do Ponto, que tem uma visão ímpar do Município.
       
                  Altitudes baixas e caminhadas leves com poucas sombras prevalecem nos dias 9 e 10.
       
                  Deixei o pouco conhecido Parque da Pedra Branca, para adentrar a famosa Floresta da Tijuca pelos fundos no dia 11.  Atravessa-se um vale muito selvagem com belas cachoeiras até se atingir os cumes de alguns dos picos mais altos do Parque como o Andaraí  Maior, o Tijuca-Mirim e o Tijuca.
       
                  Grandes altitudes são a norma também do dia seguinte, quando visitei pelo menos quatro grandes picos: o da Coruja, do Papagaio, do Cocanha e da Taquara.
       
                  O roteiro oficial recomenda que a partir daí se atravesse para a Serra da Carioca do outro lado do parque, mas resolvi fazer um looping completo para conquistar as Pedras do Conde, da Caixa e do Anhanguera e visitar a Cachoeira das Almas, o circuito das Grutas, as ruínas do Humaitá, a Fazenda, o Alto do Cruzeiro, o Museu do Açude e o Mirante da Cascatinha, não deixando de fora nenhuma grande atração da floresta.
       
                  Assim me senti satisfeito o suficiente para atravessar o vale e visitar alguns dos mirantes mais espetaculares de todo o circuito como o da Freira e do Morro Queimado.

                  Descendo deste morro, resolvi fazer mais um desvio para visitar as  Pedras da Gávea e Bonita. No meio do caminho passei pelas imponentes ruínas da Fazenda Van Moke, que foi uma das maiores produtoras de café do Brasil, durante o século XIX.
       
                  A Pedra Bonita, que é um dos morros mais visitados do Rio, foi conquistada no dia 16 e a imponente e misteriosa Pedra da Gávea no dia 17. Por ser a trilha mais difícil, e pela vista incrível que proporciona, a conquista da Gávea, representa um dos momentos culminantes da Transcarioca.
       
                  No dia 18 volto para a rampa de voo livre da Pedra Bonita e de lá inicio uma árdua caminhada em mata muito fechada, passando por trilhas de traçado muito indefinido que interligam os Picos da Agulhinha, Morro do Cochrane e Ponta das Andorinhas.
       
                  No final do dia reencontro com o traçado oficial da Transcarioca, saindo logo adiante na famosa Vista Chinesa.  E de lá pego uma trilha que sai no Solar da Imperatriz no bairro do Jardim Botânico.
                 
                  Lá retomo a caminhada no dia 19, que reservado para o banho nas várias cachoeiras do Horto, como as do Jequitibá, do Chuveiro e da Gruta.
       
                  Começo o dia seguinte com o banho em mais uma cachoeira: a dos Primatas, mas a atração principal do dia, também é a principal de todo o circuito: o topo do Corcovado, que é alcançado depois de vencida trilha bem sinuosa e cansativa.
       
                  A vista única do alto do Cristo, justifica o título de ponto turístico mais visitado do Brasil.
       
                  Do alto do Corcovado vislumbro minhas próximas e últimas metas: os morrinhos de Sacopã, São João e Babilônia, que os destinos dos dias 22 e 23.
       
                  Suas baixas altitudes não apequenam em nada as visões grandiosas e inusitadas que proporcionam de Botafogo e de Copacabana.
       
                  A Transcarioca é finalizada com a fácil subida do Morro da Urca, seguida da descida até a praça de fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
       
                  Nenhum lugar seria mais apropriado para terminar esta épica jornada de 23 dias, e que ficará para sempre na memória.
       
                 
       
       
                 
       
       
       
       
    • Por casal100
      Biografia de Cora Coralina:
      https://www.ebiografia.com/cora_coralina/
      Terminamos ontem, domingo 24.06.2018, o mais novo Caminho do Brasil  (Cora Coralina), situa-se no estado de Goiás, inicia na cidade de Corumbá de Goiás terminando no município de Goiás(antiga Goiás velho), terra da escritora que dá nome ao caminho. São aproximadamente 300 quilômetros de extensão, passando por alguns municípios e distritos do interior Goiano.
      Obs.: Paisagens magníficas, trilhas bem demarcadas(algumas difíceis), rica culinária, visualização de pássaros  (destaco a quantidade de Araras e tucanos), receptividade incrível do povo Goiano, riquíssima cultura, muita histórias e estórias,  foram 11 dias de muita alegria e tranquilidade,  nenhum problema.
      Apesar desse caminho ter sido inaugurado a somente 2 meses, destaco que, pela quantidade de atrações, sinalização, apoio dos idealizadores, recebimento dos peregrinos,  esse caminho, sem dúvida está entre os 5 melhores caminhos do Brasil. SHOW DE BOLA.

    • Por edver carraro
      [t3]The Great Himalaya Trail - A mais alta e longa trilha do mundo[/t3]
       
      [align=justify]Escritores de guias de viagem e montanhistas experientes estão fazendo de tudo para criar a mais alta e longa trilha do mundo: a The Great Himalaya Trail (Grande Trilha do Himalaia). Com 4.500 quilômetros, ela passará por China, Butão, Nepal, Índia e Paquistão.
       
      O Himalaia – casa do Everest, do K2 e de mais de cem picos com altura superior a 6.000 metros – é, sem dúvida, o mais conhecido e imponente conjunto de montanhas no mundo. Mas como um destino de trekking, o majestoso e sempre nevado cenário tem um longo caminho a percorrer. Dos seis países que atravessam a cadeia montanhosa, só o Nepal conseguiu até agora suprir o crescente interesse do turismo de aventura pela região. Enquanto isso, nações como Afeganistão, Butão, China e Paquistão ainda não aproveitam o seu potencial devido à regulamentação rigorosa e aos conflitos internos. Nem mesmo a Índia tem feito muito progresso apesar de representar a maior parte da faixa principal dos Himalaias e de oferecer uma experiência mais ou menos segura e amigável – se não livre de problemas – para os turistas.
       
      Aproveitando a campanha de marketing “Visite o Nepal” que o governo daquele país pretende lançar em 2011, um grupo de montanhistas e escritores está lutando para promover a indústria do trekking nos Himalaias. Reunindo a bagagem de milhares de quilômetros e centenas de milhares de palavras, autores de guias de viagem e experientes trekkeiros como o nepalês Depi Chaudhry, o britânico baseado na Austrália Robin Boustead, o australiano Gary Weare (autor de vários Lonely Planet sobre a região) e o neozeolandês Jamie McGuinness (que já escalou o Everest várias vezes) estão mapeando e promovendo uma rota comercial de trekking que atravessa os Himalaias de ponta a ponta. Batizada como The Great Himalaya Trail ou GHT, a travessia vai costurar centenas de trilhas da região para absorver, por exemplo, parte dos mais de 30 mil turistas que fazem a popular caminhada até o campo base do Everest e o circuito de trekking do Annapurna, ambos no Nepal.
       
      O sonho dos “organizadores” da GHT é que um dia a travessia de toda a rota possa ser a meta de vida dos trekkeiros que prezem esse nome. “Passei muito tempo pensando em como fazê-lo”, diz Robin Boustead, que terminou recentemente um guia para a seção do Nepal da GHT. “Tenho toda a intenção de fazer a primeira caminhada contínua, sem parar no inverno e nas monções, que é o que tem acontecido com as duas únicas travessias já abertas. Existe muita vontade de criar uma trilha permanente que possa ser executada ao longo de um ano ou talvez 14 meses.”
       
      As trilhas de longa distância já são populares em muitos outros países. A Trilha dos Apalaches, que atravessa o leste dos Estados Unidos por 4.368 quilômetros, do Estado da Geórgia ao Maine, vê milhares de trilheiros que escolhem apenas um trecho para percorrer todos os anos. – fora os cerca de 10 mil heróis caminhantes que completaram todo o percurso em uma única temporada desde os anos 1930. Os 354 quilômetros da travessia Coast to Coast, no norte da Inglaterra, possuem uma estrutura semelhante, assim como a menorzinha Tour du Mont Blanc, que circunda o pico famoso em uma rota que passa por partes da Suíça, Itália e França.
       
      Só que nenhuma trilha de caminhada de longa distância no mundo teve que superar os obstáculos políticos e logísticos que a GHT enfrenta agora. Passagens muito caras, clima inclemente, inacessibilidade por estradas de rodagem em grande parte do percurso e centenas de quilômetros do aeroporto mais próximo fazem essa travessia ser quase impossível em uma única temporada. Mas a geografia não é nada em comparação às barreiras políticas para estabelecer um monitoramento terrestre que atravesse seis países em desacordo sobre territórios, com casos comprovados de violações dos direitos humanos, assédio moral diplomático e até terrorismo entre fronteiras. Mesmo na quase pacífica Índia, porções significativas da travessia estão fechadas para caminhantes estrangeiros porque passam por áreas sensíveis de fronteira em disputa com a China e o Paquistão.
       
      No entanto, Robin acredita que o momento é propício para a criação da GHT. Apesar de muitas rotas permanecerem fechadas ou acessíveis somente “sob permissão”, a Índia tem explorado comercialmente o trekking e o montanhismo como uma forma de solidificar sua posição em territórios disputados. Em janeiro deste ano, por exemplo, o governo anunciou que estava retirando restrições aos escaladores e abriu 104 montanhas nas regiões de Leh e Ladakh, ao longo da fronteira com a China e o Paquistão. “Se você vai fazer valer a sua autoridade sobre uma região, a melhor maneira de conseguir isso é pelo controle de acesso ao local, permitindo às pessoas irem até lá”, afirma o escritor, que lamenta as restrições de trekking em algumas das montanhas mais impressionantes da Índia. “Por que não há um circuito de Nanda Devi? É a mais conhecida montanha na Índia”, questiona ele.
       
      Até agora, apenas o segmento nepalês da GHT está oficialmente aberto para o turismo de aventura, com um mapa da rota estabelecida e nove trechos bem definidos. Mas a equipe está trabalhando para fazer o resto da trilha funcionar. De acordo com Depi Chaudhry, o mapa da rota na Índia está “quase completo”. Tendo andado cerca de 60% das trilhas para escrever o livro Trekking Guide to the Western Himalayas (Guia de Trekking para os Himalaias Ocidentais), ele prevê a divisão da GHT na Índia em cerca de oito partes adequadas para trekkings comerciais e acha que a trilha pode estar pronta e funcionando ainda em 2010. “A maioria dessas trilhas já existe e é usada pelos pastores para andar e uma aldeia para outra, ou para negociação, ou para fins de casamento. Apenas ainda não foram popularizadas”, conta Depi.
       
      Em março, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD) realizaria uma conferência em Katmandu pra reunir todas as partes interessadas na GHT. A organização sem fins lucrativos vê a travessia como um meio “para atrair visitantes para a região do Himalaia e desvia-los para visitar rotas menores nas zonas rurais de montanha como uma ferramenta para redução da pobreza”. Reunindo os interessados, não só do Nepal e da Índia, mas também do Butão, da China e do Paquistão, a conferência tem como objetivo explorar a viabilidade de promover a GHT como um projeto de abrangência regional. Robin acredita que a GHT representa uma oportunidade crucial. “É um divisor de águas para o turismo de aventura na Ásia”, diz ele. “Há trilhas para caminhada de longa distância na África, na América do Sul, na América do Norte, na Europa e na Austrália. Mas não na Ásia.” A GHT pode se tornar não apenas a primeira rota da Ásia – ela tem tudo para ser também a trilha de longa distância mais famosa do mundo.
       
      [creditos]Piti Vieira - Revista GoOutside - Edição 59 - Abril/2010[/creditos][/align]


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