Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
casal100

Serra Gaúcha à pé - Janeiro 2017 + Litoral Catarinense + serra Rio do Rastro + vale do Contestado + Paraná

Posts Recomendados

ROTEIRO À PÉ:

 

RIO GRANDE DO SUL:

Portão

Bom Princípio

Carlos Barbosa

Garibaldi

Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos

Bento Gonçalves - Pinto Bandeira

Bento Gonçalves - pela cidade

Bento Gonçalves - caminho de Pedras

Caxias do Sul - flores da Cunha

Caxias do Sul - estrada dos imigrantes

Nova Petropolis

Gramado - Natal de Luz

Canela - Cachoeira do Caracol

Gramado - pela cidade (parques, centro)

Santa Maria Herval

Picada Café

Ivoti

Sapiranga

Três Coroas

São Francisco de Paula

São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)

Tainhas

Cambará do Sul

Cambará do Sul - Canyon Itambezinho

Cambará do sul - canyon Fortaleza

Torres - praia

 

SANTA CATARINA:

Praia Grande - descida Serra do faxinal

Balneário Gaivota - Praia

Balneário arroio do Silva - Praia

Balneário Rincão - Praia

Balneário corrente - Praia

Farol de Santa Marta - Praia

Laguna - cidade histórica + Praia

Orleans

Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro

Bom Jardim da Serra

ROTEIRO DE ÔNIBUS :

São Joaquim

Urubici

Bom Retiro

Lages

Fraiburgo

CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:

Videira

Treze Tílias

Água Doce

Jaborá

Concórdia

Seara

Chapecó

 

PARANÁ (ÔNIBUS):

Curitiba

Paranagua

Morretes

 

QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias

 

PESSOAS:

No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.

Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).

Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.

Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.

 

CIDADES:

Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).

 

ESTRADAS:

Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.

 

COBRAS:

Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.

Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).

 

ANIMAIS SELVAGENS:

Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.

 

PRECONCEITO:

Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.

O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.

O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.

Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.

 

PREÇOS HOTÉIS:

Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,

Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.

Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.

 

PREÇOS REFEIÇÕES:

variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.

Peso : de $20 a $44 o quilo.

Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.

 

ABUSO CONTRA TURISTA:

Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:

Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.

Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!

Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.

 

CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.

.fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.

.quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).

.dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.

 

SEGURANÇA:

Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.

.na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.

 

NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:

Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

1° dia - 30.12.2016 - Sexta-feira

 

Chegada Porto Alegre ida para Portão (início da caminhada).

 

Pegamos no aeroporto aerotrem até estação de trem $1,70.

Fomos até a última estação (mercado ) muito movimento .

Do lado de fora comemos pêssego dos produtores locais.

Retornamos a estação mercado e pegamos o trem para São Leopoldo  ($1,70) , saimos da estação de SL e na avenida ao lado pegamos ônibus($3,50) para Portão,  descemos do lado do hotel  (estrada).

Fizemos compra num mercado,  pois o hotel não estava fornecendo café da manhã.

 

Hospedagem: Hotel de Stefani,  depois de Portão-RS, na rodovia, antes do pedágio, novo,  limpo,  ar condicionado, cofre, tv a cabo, wifi,  preço  $60 por pessoa sem café da manhã. RECOMENDO

Obs.: O ônibus para praticamente ao lado do hotel.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

2° dia - 31.12.2016 - Sábado

 

Saída hotel de Portão e chegada em Bom Princípio -RS.

25 kms em aprox. 6 horas.

 

Saímos cedo, trecho totalmente em asfalto, mas com acostamento.

Algumas subidas /descidas leves.

Tempo fresco com período de chuva fina.

Os restaurantes estavam fechados, tivemos que adquirir produtos num supermercado.

 

Hospedage: Hotel Steffen, 051 3634-1302, bom princípio,  camas ótimas, tv aberta,  ar condicionado, frigobar, wifi,  limpo,  preço  $70 por pessoa sem café da manhã.  RECOMENDO.

 

BOM PRINCÍPIO: cidade pequena, tem alguns bancos, supermercados,  farmácias, restaurantes e 1 hotel.

 

Algumas fotos:

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

3° dia - 01.01.2017 - Domingo

 

Saída de Bom Princípio e chegada a Carlos Barbosa - RS

+- 33 kms em aprox. 08:15 hrs

Acumulado 58 kms

 

Saímos por  volta das 05:30hrs, pequeno trecho dentro da cidade.

Depois entramos na rodovia asfaltada  (pista dupla) com algumas subidas fortes e descidas médias.

Em São vendelino entramos numa estrada de pista simples e sem acostamento até Carlos Barbosa,  saímos em +-100 msnm e chegamos a quase 700 msnm.

O que dificulta esse trecho de subida, é que a pista não tem acostamento, com grande movimento de veículos.

Hoje fez clima ameno até 10 horas,  na subida da serra estava fazendo um calor infernal. Parei numa "boate" para pedir água gelada.

Como era feriado poucos restaurantes abertos,  comemos um prato a $13 cada na praça da matriz de Carlos Barbosa. 

 

Hospedagem: hotel San Marco,  ótimo,  limpo,  tv a cabo, frigobar, ventilador, wifi,  preço  $75 por pessoa com ótimo café da manhã.

Pelo preço eu não recomendo.

 

CARLOS BARBOSA, cidade com ótima estrutura. Linda pista para caminhada  com muitas hortensias. Sede das indústrias Tramontina.

 

Algumas fotos:

Estrada entre Bom Princípio e Carlos Barbosa - rS

20170101_084528_zpssczxy5a4.jpg

Estrada entre Bom Princípio e Carlos Babosa - RS

20170101_140053_zpsy9hktml6.jpg

Chegada a Carlos Barbosa, lindo trevo com muitas flores e a fábrica da Tramontina:

20170101_140945_zps9pk8xmed.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

4° dia - 02.01.2017 - Segunda-feira

 

Saída de Carlos Barbosa e chegada a Garibaldi - RS

+- 7 kms em aprox. 01:30 hrs

Acumulado 65 kms

 

Acordamos mais tarde, com isso tomamos excelente café da manhã.

Trecho bem curto, fomos devagar,  seguimos até o trevo pela pista de pedestre /ciclista, lugar lindo,  todo cercado por lindas hortensias.

Depois pegamos rodovia em pista simples com acostamento até entrada de Garibaldi.

 

Hospedagem: Pieta hotel 54 3462-1283, tv, wifi, frigobar, ventilador,  ar condicionado, apto reformado, preço  $160 com café da manhã bom.

Esse hotel tem aptos mais baratos mas sem ar condicionado.

 

GARIBALDI: cidade bem estruturada.

 

Algumas fotos:

Pista de caminhada saída de Carlos Barbosa

20170102_070047_zpsrdzcyolc.jpg

Trevo chegada a Garibaldi RS

20170102_080600_zpsqjjnuwzq.jpg

Estação Maria Fumaça em Garibaldi RS

20170102_164001_zpsba268zih.jpg

 

 

5° dia - 03.01.2017 - Terça-feira

 

Saída de Garibaldi e chegada a Bento Gonçalves - RS

+-13 Kms em aprox. 03 horas

Acumulado 78 kms

 

Resolvemos ir pela rodovia  (tem outros caminhos: pela estada de ferro da Maria fumaça;  ir pela zona rural e chegar no vale dos vinhedos de Bento Gonçalves).

O tempo esquentou muito, saímos um pouco tarde,  apesar do pequeno trecho,sofremos com o forte calor.

O trecho é bem tranquilo com algumas subidas e descidas médias,  numas partes não tem acostamento o que torna perigoso devido ao grande movimento de caminhões.

Chegamos até a polícia rodoviária federal , logo a seguir fomos no escritório de turismo perto da pipa, pegamos mapas e informações.

Comemos Self-service à vontade por $19 por pessoa no centro da cidade.

À tarde visitamos a vinicola Aurora que fica bem próxima ao hotel.

Visitamos os pequenos Shoppings da cidade.

Self-service: Tratorista do sabor, Rua Saldanha Marinho 180.

$39 o quilo ou $19 buffet livre.

 

Hospedagem: hotel Imigrante, perto praça das rosas e Maria fumaça, ótimo atendimento,  limpo,camas ótimas,  ventilador,  tv a cabo, wifi, preço  $70 por pessoa com ótimo café da manhã. RECOMENDO (apesar do quarto pequeno, recomendo em função do excepcional atendimento, excelente café da manhã e a proximidade com as principais atrações, e, ainda , serviram o café bem antes para nós).

 

BENTO GONÇALVES : A maior cidade até agora, grande estrutura de apoio ao turismo.

 

Algumas fotos:

Estrada entre Garibaldi e Bento Gonçalves, grande movimento de veículos

20170103_074634_zpslb2jjibw.jpg

Pórtico de Entrada a Bento Gonçalves (Pipa)

20170103_094157_zpsre44jxpp.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

6° dia 04.01.2016 Quarta-feira

 

BENTO GONÇALVES - RS

Saída pousada ida até vale dos vinhedos - bento Gonçalves

+- 24 Kms em aprox. 7 horas

Acumulado 102 kms

 

Saímos cedo, hotel disponibilizou café da manhã antes das 06:30hrs.

Descemos até a entrada principal do vale dos vinhedos  (uns 2,50 kms)depois do portal da cidade,  direção Garibaldi.  Esse trecho é pela rodovia numa descida forte.

Depois pegamos a estrada asfaltada com pista simples. Passamos por diversas produtoras de vinho com seus belos vinhedos.

Visitamos a Miolo, grande produtor de vinhos de boa qualidade,  vimos 45 variedades de uvas.

Andamos mais 2 kms à frente e viramos à direita e pegamos estrada de terra  (única até agora), logo a frente começou estrada de paralelepípedos, sempre dentro de plantações de uva, Figo,  caqui....

Ontem teve chuva forte,  um parreiral foi destruído pelo forte vento. Uma pena pois as uvas estavam prontas para serem colhidas.

Esse trecho tem algumas subidas e descidas fortes.

Lindo visual das plantações,  prédios imponentes das vinícolas.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Entrada do Vale dos vinhedos

20170104_072113_zps2zzaiyyp.jpg

Casas coloniais muito bem preservadas no Vale dos vinhedos

20170104_082529_zpsh3vawugw.jpg

Vinícola Miolo, tudo muito bem organizado .

20170104_091723_zps3p77cpoz.jpg

Vinícola casa Valduga

20170104_114933_zpstukaqbub.jpg

 

7° dia - 05.01.2017 - Quinta-feira

Caminhada pela cidade, uns 16 kns

Acumulado 118 kms

 

Fomos conhecer algumas partes da cidade:

Pavilhão da festa da uva;

Centro da cidade;

Estádio da montanha;

Lago, próximo da rodoviária.

Visita a vinícola Aurora;

Estação da Maria fumaça;

Praças

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

Prefeitura de Bento Gonçalves

20170105_114335_zps5o1qbe5l.jpg

 

 

Algumas fotos:

 

8° dia - 06.01.2017 - Sexta-feira

Saída bento Gonçalves e chegada a Pinto bandeira e retorno à Bento Gonçalves - RS

+- 19 Kms em 4:30 horas

Acumulado 137 kms

 

Saímos do hotel as 06 da manhã,  caminhamos uns 6 kms dentro da cidade, no entrocamento para caminho de pedras,  viramos à esquerda e pegamos asfalto sem acostamento  com algumas subidas e descidas médias.

Grandes plantações de uva, caqui, figo, pêssego. ...

Lindo visual de montanha, perto de uma pousada na subida da serra um terraço de madeira com fantástica visão de uma linda cachoeira e de parte de bento Gonçalves.

Conhecemos empresa de manipulação de frutas (Pêssego,  Figo,  uva ) , na praça da matriz um senhor nos abordou oferecendo ameixas e pêssegos colhido minutos antes, simplesmente deliciosos.

Retornamos para BG de ônibus  $9,60 por pessoa.

Horários ônibus:

Pinto Bandeira x Bento Gonçalves

06:55horas

12:00 horas

18:00 horas

 PINTO BANDEIRA : pequena cidade com pousada e Restaurante.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Linda estrada com muito verde, mas sem acostamento com pouco movimento de veículos

20170106_075512_zpskjx4gtvk.jpg

Linda cachoeira e no fundo Bento Gonçalves

20170106_084435_zpsdk9ffqqv.jpg

Plantações de pessêgos(prontos para colheita, comemos alguns oferecidos pelo produtores, deliciosos)

20170106_091626_zpsllocn7fd.jpg

Chegada a Pinto Bandeira

20170106_105031_zpscfseqyw5.jpg

Na praça da matriz de Pinto Bandeira um senhor chegou com essa cesta de frutas e nos ofereceu, por educação, pegamos uma fruta, ele quase nos obrigou a pegar várias....POVO GAÚCHO SIMPLESMENTE SENSACIONAL!!!

 

9° dia - 07.01.2017 - Sábado

Saída de Bento Gonçalves e chegada

Vinhos Salton e retorno à BG

+-26 kms em aprox. 6 horas.

Acumulado 163 kms

 

Nossa intenção era fazer uma parte do roteiro VALE DO RIO DAS ANTAS(até Vinícola Salton) e parte da ROTA ENCANTOS DE EULÁLIA.

Saímos do hotel pouco depois das 06 da manhã com o tempo encoberto e fresco. Caminhamos uns 5kms dentro da cidade, até entrocamento com a BR, uns 3 kms no trevo, viramos à direita numa estrada asfaltada mas sem acostamento.  Depois de pouco mais de 5 kms chegamos à Salton (lindo prédio e seus parreirais).

A visitação começaria somente mais tarde.

Encontramos um casal que estavam aguardando a abertura da Salton, eles residem próximo a Chapecó  (caminho que faremos depois de terminar o da serra gaúcha ), batemos um longo papo, peguei várias dicas sobre o deslocamento naquela região.

Conversamos tanto que resolvemos abortar ida a Rota encantos de Eulália.

Retornamos pelo mesmo caminho almoçamos no mesmo Self-service.

No final da tarde estivemos novamente na estação da Maria fumaça  (3 quadras do nosso hotel), aguardamos a partida dele (uma festa ).

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior.

 

Algumas fotos:

Rodovia entre Bento Gonçalves e trevo para o Vale do Rio das Antas

20170107_074046_zpsxj7vfopz.jpg

Vale do Rio das Antas

20170107_080754_zpstu2dqrwd.jpg

Próximo a Vinícola Salton

20170107_090025_zpso2hpvi3t.jpg

Vinícola Salton

20170107_090731_zpsv6grr3l8.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

10° dia - 08.01.2017 - Domingo

 

Saída de Bento Gonçalves e chegada a Farroupilha - RS

+- 25 kms em aprox. 6 horas

Acumulado 188 kms

 

Deixamos para fazer o CAMINHO DE PEDRAS quando fôssemos para Farroupilha,  pois é um caminho alternativo e mais bonito entre as duas cidades.

Saímos depois das 6 horas, tempo nublado e fresco, depois de uns 5 kms chegamos ao mesmo entrocamento que passamos quando fomos para Pinto Bandeira.

O caminho de PEDRAS na verdade é em asfalto, em pista simples e sem acostamento. Vimos algumas cobras mortas no acostamento (nos outros dias também ).

Lindas casas em pedras  (por isso o nome do caminho), também tem casas rústicas de madeira e casas modernas.

Os proprietários são bem amistosos,  paramos várias vezes para conversar com eles,  todos se ofereceram para que conhecêssemos suas propriedades.

Paramos pra conversar com um italiano, depois de quase pisar numa cobra morta(que susto), ele me convidou pra conhecer sua plantação de uvas,  nisso vi uma placa informando que ali foi filmada cenas do filme O QUATRILHO,  lugar lindo, muito bem preservado. VALE A VISITA.

Mais à frente vimos uma criação de ovelhas,  a senhora com boa vontade ofereceu para que pudéssemos ver os animais de perto  (uma pena que o sol estava queimando nossa pele ), agradecemos e continuamos.

Chegamos a outra estrada asfaltada, viramos à direita e seguimos até a BR, e viramos à esquerda,  passamos em alguns vendedores de frutas que ofereciam frutas e sucos de graça para nós.

ESTAMOS IMPRESSIONADOS COM A RECEPTIVIDADE DO POVO GAÚCHO.

QUE PESSOAL EDUCADO E PRESTATIVO!

Resolvemos ficar no primeiro hotel que vimos devido ao forte calor.

Almoçamos Self-service a $39 por pessoa buffet livre com churrasco.

 

Hospedagem: hotel A'doro, primeiro trevo da cidade, parte nova com camas ótimas,  ventilador, tv pequena, wifi, limpo. Preço  $70 por pessoa com café da manhã ótimo.  RECOMENDO.

 

Algumas fotos:

Casa de pedra no caminho de pedras

20170108_080802_zpsxuas8shy.jpg

Cenário do filme O Quatrillo caminho de pedra

20170108_091517_zpslxvtfxmc.jpg

Vendedores de frutas na rodovia, ofereciam frutas de graça

20170108_112700_zpsyh6utwoa.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

11° dia - 09.01.2017 - Segunda-feira

 

Saída de farroupilha e chegada a Caxias do Sul - RS

+- 14 kms em aprox. 3:30 horas

Acumulado: 202 kms

 

Saímos cedo com tempo fresco,  pegamos rodovia com pista dupla e com acostamento bem estreito, movimento muito intenso de veículos.

Na chegada a Caxias do Sul começou a chover forte, resolvemos pegar um

ônibus circular até o centro da cidade($3,40 por pessoa).

Demos umas voltas pela cidade à tarde, Almoçamos um Self-service a $29,80 o kg, próximo ao supermercado Big.

 

Hospedagem: City hotel, centro, prédio antigo,  camas boas; tv a cabo, wifi, frigobar; preço  $65 por pessoa com café da manhã fraco. Tem outras opções melhores e mais barata na cidade.

 

CAXIAS DO SUL : A cidade é a maior da região com boa estrutura.

 

Foto

Estrada entre Farroupilha e Caxias do Sul, caiu um diluvio

20170109_074531_zpselqhzaf9.jpg

Algumas casas coloniais em Caxias do Sul

20170110_091609_zpsngb4zxkn.jpg

Casa de pedra em Caxias do Sul

20170110_093838_zps9xu4yib5.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

12° dia - 10.01.2017 - Terça-feira

 

Saída de Caxias do Sul e chegada a Flores da Cunha  - RS

+- 23 kms em aprox. 05:10hrs

Acumulado: 225 kms

 

Acordei 05:30 horas e a previsão do tempo informou ALERTA LARANJA  (perigo de tempestade e vento forte ), voltei a dormir, acordei as 08 horas e o tempo firme.

Resolvemos sair, se por acaso chovesse voltaríamos para Caxias.

Caminhamos uns 4 kms dentro da cidade, passamos em frente a casa de pedra e do parque de exposição da feira da uva(Subida bem forte).

Atravessamos por baixo do viaduto da BR, poucos metros depois, começa

o ROTEIRO TURÍSTICO CAMINHO DA COLÔNIA. Estrada asfaltada com subidas e descidas médias,  lindas paisagens, grandes plantações de uva,  Figo, pêssego, milho.

Paramos numa casa com grande plantação de uva, gentilmente a dona abriu o portão e nos ofereceu uvas à vontade. POVO FANTÁSTICO!

Lindas construções antigas em madeira e pedras  com lindos jardins.

Fomos até o centro de FLORES DA CUNHA,  linda e pacata cidade.

Ônibus Flores da Cunha x Caxias do Sul : $4,30 por pessoa (vários horários ).

Depois de uns 50 minutos chegamos à Caxias do Sul,  como os restaurantes estavam fechados, fomos até supermercado Big e compramos frango assado com maionese.

 

Hospedagem: o mesmo do dia anterior. Mas negociamos por $58 por pessoa.

 

Algumas fotos:

Pavilhão da festa da Uva em Caxias do Sul RS

20170110_095157_zpsxdkwk2zi.jpg

Início do caminho da colônia entre Caxias do Sul e Flores da Cunha RS

20170110_101611_zpswjw8u6pk.jpg

Grandes plantações de uvas

20170110_112825_zpscmlgwfd9.jpg

Lindas flores nos jardins das casas à beira da rodovia

20170110_113512_zpsjom8x1em.jpg

O antigo com o novo

20170110_115018_zpsn1w1v8ec.jpg

Portal de entrada de Flores da Cunha RS

20170110_134308_zps9gx8lkfg.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

13° dia - 11.01.2017 - Quarta-feira

 

Saída de Caxias do Sul e chegada ao distrito de Cristina(Caxias do Sul).

+-24 Kms em aprox. 05:15hrs

Acumulado: 249 kms.

 

Acordamos cedo,  o tempo estava nublado, logo depois começou um chuvisco, resolvemos sair assim mesmo.

Logo depois da perimetral comecou a chover forte, paramos num posto de abastecimento e colocamos capas nas mochilas e aguardamos diminuir de intensidade.  Meia hora depois a chuva parou, andamos mais um pouco pela periferia de Caxias,  e seguindo as placas chegamos rapidamente ao portal da ESTRADA DOS IMIGRANTES.

A primeira parte de uns 8 kms é em estrada asfaltada em pista simples e com pouco acostamento. Esse trecho têm várias casas de madeira bem preservadas, grandes plantações de uva, caqui, figo, pêssego, milho,  babosa. .

Terminando o asfalto,  começa estrada de terra estreita com uma grande e íngreme descida, neste trecho pequenas fazenda com produção de uva, caqui, figo, pêssego e milho.

Numa casa conversamos com um morador que gentilmente ofereceu uva para nós,  só tivemos o trabalho de colher, MOSTRANDO NOVAMENTE O ESPÍRITO DE COOPERAÇÃO DO POVO GAÚCHO. POVO FASCINANTE!

Uma ou outra criação de gado e ovelhas.

Chegamos noutra estrada asfaltada,  viramos à esquerda e depois de alguns quilômetros chegamos a outra rodovia asfaltada, seguindo dica de um morador,  atravessamos a pista e fomos conhecer o HOTEL FAZENDA DO VALE, a um quilômetro da pist.

Desistimos de hospedar neste "hotel" (mesmo sabendo que naquele distrito tinha somente aquele "hotel" é que teríamos que pegar um busao até Nova Petropolis), pelo pouco caso do gerente, pois chegamos suados e cansados pelo fortíssimo calor que estava fazendo(acho que se não sentirem confiança em receber caminhantes, é só dizer que o hotel está LOTADO. É muito melhor). No distrito confirmaram que funciona assim mesmo, e olhe que esse "hotel" é bem simples.

Retornamos a rodovia e viramos à direita e depois de um quilômetro chegamos na BR116 no distrito de CRISTINA (caxias do sul ).

Neste distrito tem somente esse "hotel", mas nem de graça ficaria ali.

Em frente ao posto de abastecimento pegamos ônibus  ($5,00 cada) até Nova Petropolis,  descemos na rodoviária e seguindo dicas dos moradores entramos no primeiro hotel.

À tarde fomos almoçar um rango a $25,90 por pessoa à vontade.

 

Hospedagem: Pousada Serrana, camas ótimas, tv aberta, frigobar, wifi, sala de jogos, limpo. Preço  $93 por pessoa com café da manhã ótimo.

Obs.: na cidade tem opções mais barata, ficamos ali pq chegamos tarde e cansados.

 

Algumas fotos:

Portal início da estrada do imigrante, em Caxias do Sul

20170111_093809_zpsh0bhpvuh.jpg

Lindas flores

20170111_103744_zpsjg1ykgf0.jpg

Casas coloniais bem preservadas

20170111_104259_zpsrhttjofa.jpg

20170111_104338_zps7nznjbgi.jpg

Estrada de terra com muita neblina

20170111_114507_zpsbblmgf2o.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por Augusto
      Oi pessoal.
       
      Este é um relato dessa caminhada saindo de Tambaú (SP) até a Basílica de Aparecida com algumas dicas, informações e depoimentos em vídeo que fui fazendo ao longo do percurso.
      Iniciei sozinho a caminhada no dia 27 de Maio e fui terminar no dia 10 de Junho. Passei no meio de plantações de café, cana de açúcar, trilhas na mata, trilhos de uma linha férrea e no asfalto.
      Atualmente o Caminho sai de 3 lugares diferentes e sempre estão acrescentando mais cidades. Seguindo sempre as setas amarelas, o Caminho passa por mais de 20 cidades e vilas. Até a cidade de Paraisópolis fui caminhando sozinho e a partir dali continuei a caminhada com a minha esposa Márcia. Ao longo do Caminho encontrei outros peregrinos, alguns de bike e outros caminhando.
       
       
      Tem um trecho de uma música do Gilberto Gil que diz: “Andá com fé eu vou que a fé não costuma faiá”. Acho que reflete bem sobre o que eu passei em toda essa caminhada, que me fez reunir forças para caminhar 429 Km.
      Os primeiros dias foram os mais difíceis (muitas dores musculares). Começou a melhorar lá pelo 4º dia, quando caminhei 50 Km em 15 horas direto.
      Na maioria dos trechos eu saia por volta das 08:00 hrs e chegava na outra cidade no final de tarde. Alguns trechos cheguei já escurecendo.
      Para quem usa GPS, no wikiloc eu plotei toda essa caminhada:
      http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=945495
       
      As fotos eu dividi em vários álbuns, sendo que para cada dia eu fiz um.
       
      No final de cada trecho eu também fazia uma filmagem em vídeo relatando sobre os problemas que passei, como foi o percurso e uma descrição de como é a pousada. O tempo médio de cada vídeo ficou entre 5 a 9 minutos.
      Aqui estão todos os vídeos:
      http://www.youtube.com/view_play_list?p=BEB6909BA9522A51
       
       
       
      Abaixo um pequeno resumo dessa caminhada
       
       
      1º dia: Tambaú/SP até Casa Branca/SP - 35 Km

      Trecho dos mais tranquilos, por ser plano e com poucas subidas e descidas. Ideal levar uns 2 litros de água (apesar de haver indicações e lugares onde pegar água pouco antes da divisa). Ao longo do trecho, o caminho passará por plantações de café, cana de açúcar, batata, feijão, laranjas e tangerinas.
      Ao passar pelo cemitério de Tambaú, logo à frente o Caminho sai da Rodovia à direita e segue por estradas de terra até chegar em Casa Branca.
      A divisa de municípios você chega depois de 11 Km, umas 3 horas depois. Cheguei em Casa Branca depois de pouco menos de 9 horas de caminhada.
      A Pousada na cidade fica em uma área da Igreja Nossa Senhora do Desterro e com café da manhã simples.
      Fornece jantar, mas é necessário reservar antecipadamente.
      Os quartos são coletivos e enormes (sem TV), mas um local bastante tranquilo.
       
      Fotos desse dia:
      Vídeo:

       
       
       
      2º dia: Casa Branca/SP até Vargem Grande do Sul/SP - 31 Km

      Trecho bem desgastante e cansativo, sempre com o Sol incidindo. Leve água da pousada ou compre em algum bar da cidade, pois ao longo do trecho eu não achei. Só nos Kms finais. Logo que estiver saindo da cidade e passar embaixo da Rodovia, fique atento que o Caminho pega uma bifurcação à direita e segue cruzando outras Rodovias até chegar no acostamento de uma delas e aí seguir por 6 Km até um desvio à esquerda (fique atento a isso) que agora segue por inúmeros sítios e fazendas. Com varias paradas para descanso fui chegar em Vargem Grande do Sul depois de 10 horas de caminhada. Existe somente um Hotel na cidade para receber os caminhantes: Príncipe Hotel que fornece café da manhã.
      Melhor lugar para jantar na cidade é no Varanda´s Restaurante (próximo da Igreja Matriz).
      Existe outra Pousada a cerca de 10 Km da cidade, que o Caminho passa ao lado: é a Pousada Da. Cidinha.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      3º dia: Vargem Grande do Sul/SP até São Roque da Fartura/SP - 27 Km

      Trecho inicialmente no plano com subidas leves e depois de passados uns 12 Km se iniciará a árdua e íngreme subida da Serra da Fartura (existe a Pousada da Da. Cidinha no início dessa subida). Já do outro lado da serra, o Caminho segue por um pequeno trecho de asfalto, de onde já se consegue ver São Roque da Fartura ao fundo e depois volta a subir a Serra da Fartura, como se fosse um desvio. É um trecho bem desgastante, pois é só subida (o visual lá da crista vale a pena). Levei 8 horas de Vargem Grande do Sul até São Roque da Fartura.
      A Pousada Cachoeira (que pertence Da. Cida) fica depois da Vila, cruzando a Rodovia e se localiza numa subida bem íngreme e oferece jantar. Se quiser fornece café da manhã também.
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134415908
      Vídeo

       
       
       
      4º dia: São Roque da Fartura/SP até Andradas/MG - 50 Km

      O trecho mais longo de todos - caminhei durante 15 horas direto até Andradas. Até o início da descida da serra em direção a Águas da Prata é quase todo no plano, passando por inúmeras nascentes e no meio de plantações de café. Saí de São Roque da Fartura pouco antes das 05:00 hrs e cheguei em Águas da Prata pouco depois das 09:00 hrs. Como encontrei a Pousada do Peregrino fechada, passei direto pela cidade. De Águas da Prata até Andradas o trecho segue por um imenso vale inicialmente no plano para depois só subida. Andradas se localiza em um grande vale entre 2 serras, por isso o trecho final é de descida íngreme e longa.
      Fiquei no Hotel Pastre, mas na cidade existe outro Hotel que é melhor: o Hotel Palace.
      Os dois fornecem café da manhã.
      Melhor lugar para comer é no Restaurante União.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      5º dia: Andradas/MG até Crisólia/MG - 36 Km

      Esse trecho é dividido em vários outros: de Andradas a Serra dos Limas e depois até Barra e depois até Crisólia.
      O trecho de Andradas até a Serra dos Lima lembra um pouco a subida da Serra da Fartura por ser muito íngreme.
      De Serra dos Lima até distrito da Barra é plano e depois descida íngreme até o fundo do vale. Já de Barra até Crisólia é uma subida íngreme muito forte, uma parte plana e pequenas descidas. Na parte final é um longo trecho plano que parece nunca terminar. Não se vê Crisólia do Caminho. Ela aparece de repente, escondida entre os morros. Saí de Andradas por volta das 07h30min, chegando na Barra pouco depois das 12:00 hrs e por volta das 18:00 hrs em Crisólia.
      Na Serra dos Lima, a cerca de 10 km de Andradas fica a Pousada da Da. Natalina.
      No distrito da Barra, a cerca de 20 km de Andradas se localiza a Pousada do Tio João.
      Em Crisólia fiquei na Pousada da Da. Adelaide e que fornecia café da manhã.
      Atualmente em Crisólia só funciona a Pousada do Peregrino, que pertence a Da. Maria.
      Melhor lugar para comer em Crisólia é no Bar da Zéti.
      Fotos desse dia:
      Vídeo

       
       
       
      6º dia: Crisólia/MG até Borda da Mata/MG - 38 Km

      Crisólia está próxima de Ouro Fino (7 Km). Esse trecho passa por dentro dessa cidade (passe no Supermercado Peg Pag e visite a Gruta de Nossa Sa. Aparecida) e depois chega a Inconfidentes (pare no Bar do Maurão – fica na entrada da cidade). Depois o Caminho segue por uns 2 Km pela Rodovia e logo sai para a esquerda, junto a um ponto de ônibus. Passa ao lado da Pousada Águas Livres e segue ora no plano, ora subidas leves. Nesse trecho, talvez você encontre o Seu Joaquim, ao lado da bica que ele fez (tem uma enorme placa em frente). O lugar é perfeito para descanso. O trecho final, de onde se enxerga a cidade de Borda da Mata é de descida e algumas partes planas, mas bem tranquilo. Saí de Crisólia as 07h30min e cheguei as 19:00 hrs em Borda da Mata.
      Se puder visite a Igreja Matriz de Borda da Mata, pois os vitrais internos são lindos.
      Fiquei no Hotel Village com café da manhã.
      Melhor lugar para comer em Borda da Mata: Restaurante San Diego onde também funciona um Hotel.
      Fotos desse dia:
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=TyTeRQK1N5A
       
       
       
      7º dia: Borda da Mata/MG até Tocos do Mogi/MG - 16 Km

      Um dos trechos mais tranquilos dessa caminhada. Saí de Borda da Mata por volta das 10:00 hrs e cheguei em Tocos do Moji por volta das 15h30min.
      Alguns aclives e declives bem fáceis e muita plantação de morango ao longo do Caminho (isso se estiver na época).
      Não deixe de ir à Pastelaria Zé Bastião, que vende pastel de fubá. Pouco antes de chegar na cidade encontrei o Ronald (colega de uma lista de trekking da qual eu participo) e que me acompanhou até Estiva (de lá ele retornou para São Paulo).
      Fiquei na Pousada do Peregrino (Da. Terezinha) que não oferece café da manhã e nem refeição.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656209632074
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=zrHN79M3ntY
       
       
       
      8º dia: Tocos do Mogi/MG até Estiva/MG - 22 Km

      Li em alguns relatos de que esse trecho seria um dos mais difíceis, mas não chegou a ser. Depois de uma subida inicial, o Caminho passa pelo distrito de Fazenda Velha e depois uma longa descida e subida pelo Vale dos Teodoros. É um dos trechos mais bonitos de todo o Caminho. Muita plantação de morango também. Saí de Tocos do Moji as 08h30min e cheguei em Estiva pouco antes das 15:00 hrs.
      Fiquei na Pousada do Póka que se localiza sobre Padaria Santa Edwiges e ao lado da Igreja Matriz.
      Melhor lugar para comer: Nélios Restaurante
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656220156963
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=9RLl3q9kO00
       
       
       
      9º dia: Estiva/MG até Consolação/MG - 20 Km

      Trecho também bem tranquilo. Saí de Estiva as 09:00 hrs e cheguei em Consolação por volta das 15h30min. Depois de cruzar a Rodovia Fernão Dias, o Caminho segue no plano a sua maior parte. Cerca de 2 horas depois da cidade se inicia uma longa subida da Serra do Caçador por quase 1 hora. Chegando ao topo o trecho é todo no plano com descidas até chegar em Consolação.
      Fiquei na Pousada da Da. Elza, que oferece jantar e café da manhã.
      A cidade é bem pequena e não oferece muita coisa.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658131337630
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=zPyrn6FpCcc
       
       
       
      10º dia: Consolação/MG até Paraisópolis/MG - 22 Km

      Trecho também bastante tranquilo. Saí as 08h30min de Consolação e cheguei em Paraisópolis as 15h30min. O inicio dele é com leves descidas e todo no plano com uma ou outra subida leve. A longa subida não tão íngreme já tá quase no final, depois que o Caminho segue por uma estrada secundária. Chegando no topo é só descida até Paraisópolis, onde já se avista a Pedra do Baú de ângulo bem diferente.
      Fiquei no Hotel Central que oferece café da manhã.
      Melhor lugar para comer: Restaurante Choupana (simples, mas de qualidade)
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656209731114
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=26TQDEioe6U
       
       
       
      11º dia: Paraisópolis/MG até Campista/MG - 41 Km

      Sem dúvida nenhuma um dos trechos mais difíceis de todos. Aqui eu já estava com a Márcia que se juntou a mim até a Basílica de Aparecida. Por não saber como era o trecho e não encontrar relatos de outros peregrinos, já que ele foi inserido em substituição ao trecho de São Bento do Sapucaí, Sapucaí Mirim e Santo Antônio do Pinhal, caminhamos cerca de 14 horas direto. Ao chegarmos ao Distrito de Luminosa, que fica em um imenso vale, imaginávamos que a subida da serra não fosse tão extensa. Foi um desnível de 1000 metros, tendo de subir um trecho muito íngreme e extremamente cansativo no final.
      Não recomendo fazer esse trecho se você não está preparado para uma longa subida.
      Já quem for fazer esse trecho, deverá estar passando por Luminosa no máximo até 12:00 hrs, para chegar no asfalto antes do anoitecer, senão terá problemas - sugiro ficar na Pousada N. Sra das Candeias (Da. Ditinha) que fica ao lado da Igreja de Luminosa ou na Pousada da Da. Inez, uns 4 Km depois de Luminosa, já na subida da serra. No final da subida da serra, o Caminho segue por um trecho de mata e sem qualquer vestígio de vida humana (só com lanterna para fazer esse trecho no escuro).
      A Pousada Barão Montês fica na Estrada do Campista (que liga Campos do Jordão à São Bento do Sapucaí) e tá no meio do nada.
      Por não saber onde ficava a Pousada, cometemos vários erros nesse trecho.
      Nem imaginávamos que a Pousada ficava longe de tudo. E para piorar nem avisamos ao proprietário da Pousada que íamos chegar durante a noite.
      Por isso avise com antecedência que você vai pernoitar na Pousada para ele preparar o jantar.
      Fornece café da manhã.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134904928
       
      Vídeo 1
      http://www.youtube.com/watch?v=lhWUQKTpd_8
       
      Vídeo 2
      http://www.youtube.com/watch?v=yjXA9ErDFWg
       
      Vídeo 3
      http://www.youtube.com/watch?v=OBkPI-AHOoM
       
       
       
      12º dia: Campista/MG até Campos do Jordão/SP - 21 Km

      Saímos de Campista as 09:00 hrs e chegamos em Campos do Jordão por volta das 15h30min. O trecho é tranquilo e segue descendo pelo asfalto durante uns 30 minutos e ao chegar na divisa São Bento do Sapucaí/Campos do Jordão, o Caminho segue por estradas de terra à direita, agora em aclive.
      Chegando na crista o visual compensa, mostrando alguns bairros de Campos do Jordão e passando próximo da Pedra do Baú, à direita. Existe um pequeno bar à esquerda, pouco depois de se avistar a Pedra do Baú. O ideal é parar aqui, pois ainda tem um longo trecho até a Pousada Refúgio do Peregrino, que oferece café da manhã.
      Campos do Jordão oferece inúmeras opções de alimentação, mas dependendo da época se tornam muito cara.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658478799316
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=gxLkCskaDCM
       
       
       
      13º dia: Campos do Jordão/SP até Pindamonhangaba/SP - 42 Km

      O trecho inicial ainda é pelo asfalto com algumas subidas e descidas, passando pelo ponto culminante ferroviário do país. O trecho mais chato é quando você caminha pela linha do trem (cuidado com o trenzinho, pois sempre tem algum descendo ou subindo). Chegando na Estação Eugênio Lefreve, em Santo Antônio do Pinhal, aqui é ponto final dos trenzinhos que saem de Campos do Jordão, por isso está sempre cheia - dizem que o bolinho de bacalhau do barzinho da estação é um dos melhores. No local tem um belo mirante de todo o vale e agora o Caminho sai da linha do trem e segue por uma trilha no meio da mata - tem a opção de continuar pela linha do trem, mas é bem mais cansativo. Terminando a descida chegamos no Bairro de Piracuama, onde existe uma estação de trem e 2 Pousadas, mas no dia nenhuma tinha vaga. Se quiser pernoitar por aqui em qualquer das pousadas é necessário reservar antecipadamente. Até o centro de Pindamonhangaba são uns 20 Km e lá existem mais 3 pousadas. Saímos de Campos do Jordão as 08h30min e chegamos no centro de Pindamonhangaba por volta das 20:00 hrs. Tivemos um pequeno problema nesse trecho. Veja no vídeo.
      Ficamos no Hotel Comendador, que oferece café da manhã.
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658134964888
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=O_2Kc4BSmqc
       
       
       
      14º dia: Pindamonhangaba/SP até a Pousada Jovimar (Aparecida)/SP - 27 Km

      Saímos por volta das 08h30min e chegamos na Pousada Jovimar as 17:00 hrs.
      O percurso foi todo no asfalto, ao lado da Rodovia que segue para Aparecida. É bem entediante, monótono e barulhento e para piorar não existem trechos de sombra (foi Sol na cabeça o tempo todo). Como não pretendíamos chegar no final de tarde na Basílica ficamos em uma Pousada a 3 Km antes, de onde ainda não se consegue ver a Basílica. O legal é que durante todo percurso sempre vão passando bikers ou peregrinos de outras cidades e ao verem eu e a Márcia de mochilas passam incentivando.
      Fotos desse dia:https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157658478853556
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=6o8_9wGcKpw
       
       
       
      15º dia: Pousada Jovimar até Basílica - 3Km

      Saímos da Pousada pouco antes das 09:00 hrs, já que pretendíamos participar da Missa das 10:00 hrs. Assim que nos aproximávamos da Basílica, percebíamos que estaria lotada, haja vista o número impressionante de ônibus de turismo.
      Fomos subir as escadas da Basílica as 09h40min e depois da Missa fomos pegar nossa Mariana (certificado de quem conclui o Caminho da Fé) e no final da tarde voltamos para São Paulo.
       
      Fotos desse dia: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656220376453
      Vídeo
      http://www.youtube.com/watch?v=jZnqML264mg
       
       
      Por hora é isso.
       
       
       
      Abcs
    • Por glimaz
      Fala Pessoal,
      Gravei esse vídeo abaixo para documentar a minha primeira viagem com a minha Sportster 1200. Confesso que estava um pouco receoso de pegar a estrada com ela de escapamento aberto e com o guidom Seca Suvaco, mas realmente não tive nenhum problema com esses itens. Aliás, o único problema foi um pneu furado e a lâmpada do farol baixo que queimou na volta. O pneu, tive sorte de parar num posto com borracharia, o borracheiro consertou com macarrão, não é a melhor solução, mas eu já estava para trocar o pneu, então não teve problema. A luz eu só troquei no dia seguinte, em casa.
      Ao todo foram 4 dias de viagem, onde saí de São Paulo, fui para Blumenau, São Joaquim (para fazer a Serra do Rio do Rastro na volta), Balneário Camboriú e São Paulo – 2.230km.
       




    • Por casal100
      Quando estamos fazendo essas travessias, muitas gente pergunta se não temos medo. Claro que temos, são perigos reais: cobras venenosas, atropelamento, assaltos, hipotermia, insolação. .. mas a recompensa é muito grande, lindos visuais, ótimas comidas, ar puro, povo maravilhoso, e tudo mais. .
      Depois de fazer o caminho de Cora Coralina, resolvemos fazer outra parte da serra da Mantiqueira  (alguns mapas informam que a serra da Mantiqueira vai até a Divinolandia), então fizemos uma parte do Caminho da Fé que também passa por essa serra.
      Acordar bem cedo,  ouvir os pássaros,  respirar ar puro e, ainda, conseguir ver e registrar uma cena dessa,  não tem preço:

      Outra atração da serra da Mantiqueira é a pedra do Baú,  subida em grampos de aço,  forte subida até o topo. Recompensa: lindo visual 360° de toda região,  não tem preço que paga!

    • Por TARLEY PERSAN
      Organizei essa travessia um mês antes de pegar a estrada definitiva que me conduzia para mais uma aventura. Como normalmente sou um viajante solitário, nada me prendia, como o tempo, clima, calendário em fim nada mesmo, só eu e minha mochila.Sabia que ia ser uma travessia árdua e cansativa, porem minha curiosidade pelo desconhecido foi maior que meu medo.
      Bem, minha longa caminhada começou em uma cidadezinha pitoresca e histórica chamada São José do Barreiro. Cheguei bem tarde, ás 8:00 da noite, pois fiquei esperando o ônibus em Guaratinguetá por longas horas na rodoviária.
      Chegando em São José do Barreiro, logo fui procurar uma pousada para descanar. Fiquei no da dona Maria, por um preço camarada, tomei um longo banho e sai para comer algo e explorar a cidade a noite. Somente três bares estavam abertos beirando a praça central e que também eram o ponto de encontro do pessoal. Percebi que todos se conheciam, e que eu era o forasteiro na cidade. Sentei, pedi uma cerveja e alguns petiscos para comer e lá fiquei por algumas horas observando aquelas pessoas e do que elas falavam. Paguei a conta e sai para andar um pouco pela cidade, lógico acompanhado sempre pela minha inseparável câmera. Passei pela praça, onde haviam várias pessoas por lá, algumas fantasiadas de festa junina e outras com roupas pesadas de inverno e eu de bermudão e camiseta perambulando pela praça. Eu acho que era o único turista daquele dia. Sobe ladeira e desce ladeira dei de cara com o histórico cemitério dos escravos em uma ruela sem saída. Dei uma volta ao redor do muro e  encontrei uma passagem perfeita para explorar aquele lugar ás 11:30 da noite. Pulei o muro e dei de cara com um túmulo meio aberto, onde quase caí dentro dele. Bem tirando o susto, adentrei no cemitério para fazer uma matéria. Com uma lanterna na mão e a câmera em outra comecei minha excursão por lá.  E um verdadeiro cenário de terror.Voltei para a pousada umas 2:00 h da manhã, sendo que pretendia sair bem cedo, mas só pretendia, pois acordei ás 10:00 h.Pulei da cama, reorganizei minha mochila e deixei a pousada ás pressas. Tomei um rápido café em um bar e parti para a empreitada. A minha intenção logo de início era subir a serra á pé, que até o parque são 27 km de subida, e muita subida.
      No começo é tudo flores, mas depois de duas horas em uma subida que não tem fim, seu corpo começa a reclamar e cada placa de quilometragem te avisa o quanto ainda tem que andar. A música fazia me esquecer um pouco do cansaço e a beleza da serra me extasiava de prazer e felicidade e uma paz que invade a alma. Em cada curva um cenário diferente. Já eram 4:00 h da tarde, precisava parar, escançar, na verdade repousar. Meu corpo já estava esgotado e no Km 6 estava louco procurando um lugar para montar acampamento, o que era difícil. Em uma região onde havia morro e algumas fazendas cercadas, eu tinha que procurar muito.Quando estava descendo a estrada, bem do alto, pude visualizar a região e encontrar um possível lugar para acampar, foi quando eu vi uma área plana em cima de um barranco. Mas ainda tinha que chegar lá e trinta minutos depois me deparei com esse barranco, que tinha uns dois metros de altura e ficava bem em uma curva. Soltei a mochila e circulei o barranco para encontrar alguma parte mais baixa. Nada feito, mas tinha uma árvore em cima e algumas raízes que me ajudaram a subir. Amarrei uma corda na mochila e lá de cima puxei, já quase sem forças. Quando eu olhei para esse plano, percebi que na verdade era um pasto, um imenso pasto. Não tinha gado, mas sua marca estava em quase todo lugar. Procurei um lugar mais limpo e realmente consegui montar a barraca e cair dentro, onde dormi até ás 10:00, com um frio de congelar e com uma chuva fina que não dava trégua. Fiz a minha janta e tomei um copo de vinho tinto e voltei a dormir até ás duas da manhã, quando um mugido alto veio me acordar. Eu pensei: isso são horas de vacas pastarem e eu lá bem no meio do quintal delas. Levantei, peguei minha lanterna e sai para fora da barraca para ver onde elas estavam. Nada vi, e o som abafado não parava nunca e nada de vacas, bois e nem bezerros.Entrei na barraca e consegui dormir. Ás 6:00 h levantei no meio da forte neblina e um frio cortante, comecei desmontar acampamento para prosseguir e quando estava tudo pronto dei uma última olhada no lugar e descobri de onde estava vindo aquele som de vacas.Em uma fazendinha bem distante onde eu estava, lá estavam elas, berrando feito doidas.Serra da Bocaina
      Quando cheguei no Km 7 encontrei minha companheira de trilha, parece que ela estava lá me esperando. Parei para descansar, abri um pacote de bolacha e ela acanhada me olhando devorar aqueles biscoitos. Ofereci alguns para ela, que não fez cerimônia alguma, até que finalmente terminamos aquele pacote, mas eu precisava prosseguir minha jornada. Peguei minha mochila e segui.Essa cadela me acompanhou até o Km 25
      Não estava nem na metade do caminho e já estava precisando descansar mais uma vez. Quando o trajeto é longo e em subida ingrime, sua velocidade é lenta, e com uma mochila pesada, se torna mais árduo e cansativo. Tive que fazer mais um pernoite na estrada. Desta vez peguei um terreno acidentado, mas era o que tinha e lá montei mais uma vez a barraca e dormi no Km 18. Ao amanhecer me senti mais disposto, eu já estava bem no alto da serra, mas tinha mais subida pela frente, até o Km 25, depois é suave até a entrada do parque.
      A subida continua, e a vontade de chegar lá, aumentava em cada passo. Cada quilômetro percorrido já era uma vitória, uma conquista. Mas o prazer de estar lá, lá em cima era imenso. Todo meu esforço foi compensado. Porque fazer o trajeto do modo mais fácil, alugar um carro e subir aquela imensa serra, deixando tudo passar pelo retrovisor ou apenas sentir o vento frio entrando pela janela, se pode sentir isso e muito mais subindo em companhia dela, da natureza. E assim fui eu caminhando no meio do nada, ou melhor de tudo, tudo que é belo e magnífico, que com certeza jamais esquecerei, e lógico, voltarei a passar pelo mesmo caminho, onde que do cansaço e exaustão extraiu minha perseverança e coragem de prosseguir o meu caminho no parque, que irei atravessar.    
       27 Km a menos. Agora eu prossigo o caminho do ouro até o final da trilha. Será o próximo relato de um caminhante solitário.  
       
       
       
       
    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.calangosviajantes.com.br
      Veja as fotos desta aventura AQUI. Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
        Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! Neste post falamos como fazer as reservas)
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos aoMirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

      Veja as fotos desta aventura AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       


×