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PedrãodoBrasil

Travessia Chapada Diamantina Extreme (9 Dias, 176 km) (Ibicoara x Lençóis) Sul x Norte

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Essa foto do centro de Lençóis me trouxe tantas boas memórias!!!

Essas cadeiras do lado direito são de um restaurante delicioso e baratíssimo, pelo menos era em 2011 hehehe.

  • kkkkkkk 1

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Em 20/09/2018 em 17:48, top_dog disse:

Essa foto do centro de Lençóis me trouxe tantas boas memórias!!!

Essas cadeiras do lado direito são de um restaurante delicioso e baratíssimo, pelo menos era em 2011 hehehe.

Sim Grisante Restaurante é o nome e tem uma carne de Sól muito boa. abraços. Ano que vem tem a fase 5

  • Gostei! 1

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    • Por rxc2010
      Bom dia pessoal!
      Alguém conhece a Bota Xterra?
      Desde já muito obrigado!
      Ricardo
    • Por carolin[email protected]
      Olá pessoal, trago um relato da Chapada Diamantina, um roteiro feito em 10 dias tentando explorar ao máximo o melhor de tudo que vimos na Bahia.
      A data da Viagem foi em Junho de 2018
      Nosso estilo de viagem consistiu em avião Cuiabá/MT x Salvador/BA
      Alugamos um veículo econômico (Ford Ka) no aeroporto (reservando com meses de antecedência você vai pagar MUITO mais barato), para aproveitarmos ao máximo o tempo reduzindo a limitação por deslocamento, apesar de irmos apenas em casal digo que vale MUITO a pena, pois a Chapada é muito grande e consiste em cidades diversas, então eu penso que é um investimento de tempo e dinheiro.
      DICA DE OURO: Antes de fechar uma reserva de veículo abra em todos os navegadores possíveis < Celular, Chrome, Explorer, aba privativa.. > os preços variam no mesmo aluguel, no mesmo carro e na mesma locadora, confere e me conta. 🤑
      CUSTOS TOTAIS:
      Passagens Aéreas: R$ 350,00 cada
      Aluguel de Veículo: R$ 732,54
      Combustível: R$ 531,96
      Pedágio: R$ 13,80
      Lavagem+Balsa: R$ 50,00
      Total de Transporte: R$ 1.678,30 

      Estadias: R$ 955,92 / 2 = R$ 477,96 por pessoa

      Alimentação:
      Mercados R$ 417,62 + Restaurantes R$ 513,93
      Total alimentação: R$ 931,55 / 2 = R$ 465,77 por pessoa

      Entradas e Vouchers: R$ 461,00 / 2 = R$ 230,00 por pessoa

      VALOR TOTAL DO ROTEIRO DE 10 DIAS POR PESSOA: R$ 2.012,88

      ROTEIRO:
      Mapa principal que utilizamos da Chapada Diamantina
      Para você se contextualizar

       
      Dia 01 - Salvador > Palmeiras > Vale do Capão (474 km)
      Deslocamento Aéreo Cuiabá > Salvador
      Fomos ao centro conhecer o Elevador (estava quebrado no dia) e o Mercado Modelo (Tipo Mercadão/Feira)
      Seguimos viagem Salvador > Vale do Capão  (474 km)
      Hospedagem em Hostel Pajé Gaudeé (Vale do Capão) - 3 diárias por R$ 300,00 casal com café
      Chegamos de Madrugada no Vale do Capão (01h30 da manhã), é muito importante dizer que o Capão é beeem depois de Palmeiras, ficamos perdidos porque não acreditávamos que era tão adiante e já era de madrugada, ninguém para nos informar, então chegando em um vilarejo mantenha a esquerda e continue por alguns quilômetros a mais. (aprox. mais 20 km de terra)

      Centro de Salvador - Aonde fica o Mercado Modelo e o Elevador que leva ao Pelourinho (quebrado no dia)

      Dia 02 - Cachoeira da Fumaça (por cima)
      Localização: Vale do Capão
      Distância: 12km de trilha ida e volta. Não precisa guia.
      Trilha de nível: Médio
      Entrada: R$ 9,00 (Não existe uma taxa oficial, é feita uma doação no valor que puder)
      DICA: Leve jaqueta de frio e lanterna para ficar para o pôr do sol no ponto mais alto da trilha.
       

      Vista da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima
       

      Vista do Mirante que há de frente para a Cachoeira, se der sorte, se molhará mesmo desta distância

       

      É inacreditável ver ela "cair" pra cima, as gotinhas dançam aos céus em uma sintonia delicada e harmônica.
       

      Pôr do Sol no retorno da trilha
       
      Dia 03  - Fazenda do Pratinha + Morro do Pai Inácio
      Cidade: Iraquara
      Dificuldade: Não possui trilha. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 40,00 por pessoa.
      Incluso: Flutuação no Rio Pratinha, observação da Gruta Azul e observação da Gruta Pratinha. 
      Se quiser flutuar na Gruta Pratinha terá um adicional de R$ 40,00 por pessoa. A vantagem é poder observá-la mais de perto e adentrar a cerca, mas se tiver limitação com locais escuros, fechados e morcegos, aconselho que não vá. Rs!
      Almoço no Pratinha: R$ 20,00 por pessoa
      A Fazenda tem ótima infraestrutura, a observação da Gruta azul é ideal às 14h pois é quando entra o feixe de luz na gruta, se possível chegue um pouco antes pois formam filas para fotografar no momento.


      Rio Pratinha (Mirante) - Acesso à agua por baixo (não é muito profundo, no máximo 2m)


      Gruta Pratinha - Para observação ou flutuação


      Gruta Azul - Caminhada leve de 500m
       
      Localização: Iraquara
      Morro do Pai Inácio
      Dificuldade: 800 metros de subida rápida, 20 minutos. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 6,00 por pessoa
      Último horário para entrada: 17h, ideal é chegar até as 16h.
      Vá para o pôr do sol

      Morro do Pai Inácio 

       

      Morro do Pai Inácio - pôr do sol

      Ao fim do dia fizemos as compras necessárias para fazer o Vale do Pati no dia seguinte, a noite o Vale do Capão é bem movimentado e gostoso de caminhar.
      Compre um mapa físico (R$ 30,00) como garantia em qualquer Hostel da rua principal, várias cidades não pegam sinal e mesmo que consiga um Wifi não conte com isso para carregar seus mapas, o mapa físico é uma garantia a mais caso você fique sem bateria, afogue o celular, etc. Vai te ajudar a entender os nomes e localizações e depois fica de lembrança.

      Dia 04 - Vale do Capão > Guiné > Vale do Pati (48 km)
      Saímos do Hostel Pajé Gaudée (hoje não existe mais ) e seguimos viagem para Guiné: a cidade de apoio mais próxima do Vale do Pati. Se trata de uma vila MUITO pequena com apenas um restaurante funcionando, não funciona internet em local nenhum após Palmeiras, o local é simples mas são muito hospitaleiros, comida gostosa e com preço justo, porém, cuidado com o dia e horário que passará lá pois não possuem muitos estabelecimentos.



      Hostel Pajé Gaudée - Check Out
       
      A entrada para o Vale do Pati fica bem próximo do centro de Guiné, carregue tudo no Waze no Wifi do seu Hostel no Capão.
      Almoço Guiné R$ 24,00 por pessoa
       
      Localização: Vale do Pati (Guiné)
      Entrada: Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS, usamos sempre o Wikiloc.
      Dificuldade da Trilha: Difícil
      Aqui vou te convencer a alugar o carro: como o Pati é um trekking muito pesado, e fizemos uma viagem "eclética" com nossos itens de mergulho, roupas para muitos dias, entre outras coisas, pudemos deixar o excesso de peso no porta malas do carro e fazer o Pati só com o necessário.
       

      A porta de entrada do Pati, glorioso!

      O carro ficou estacionado bem a minha direita, na foto superior, é relativamente seguro, não costuma acontecer nada com os carros aqui.
       

      Mirante do Vale do Pati - Da entrada até este ponto são 6km de trilha :: Elevação de 1.200m

      A partir daqui você fará a "descida da rampa" que é uma ladeira íngreme até a base do vale.

      Na base da Rampa haverá uma tri-furcação, para frente você vai para Dona Raquel, são uns 3km até lá (hoje em dia ela já tem Instagram).
      À Esquerda para a Igrejinha - 1km
      À direita para o Cachoeirão por cima -  8km
      Escolhemos a Igrejinha pois já estava tarde, lá é uma hospedagem que oferece quartos, pensão completa ou camping. Tudo bem rústico, mas de boa qualidade.
      A "Igrejinha" é o local aonde mora o filho da Dona Raquel, se tratam de pequenas construções abrigadas no Vale.
      Pagamos R$ 40,00 por pessoa por uma boa cama com cobertor e direito a banho gelado, desistimos de acampar pelo cansaço e frio. Mas carregamos todo o peso de barraca/colchonetes pois não tínhamos como reservar e saber se haveria cama para nós. Hoje em dia eles já possuem Instagram para facilitar este contato (@hospedagemigrejinha).
      Para economizar não pagamos os R$ 40,00 por refeição, por pessoa, escolhemos pagar R$ 5,00 por dia pelo uso do gás deles, e lá possuem um "mercadinho" em que você consegue comprar comida por R$ 2,00 o molho de tomate; R$ 5,00 o macarrão e etc. Lembrando que estes são os valores de 2018, vale consultar novamente.

       

      Igrejinha - Vale do Pati
       

      Nosso quarto com vista privilegiada - Igrejinha - Vale do Pati
       
      Dia 05 - Cachoeirão por cima (18km ida e volta)
      Dificuldade: Difícil. Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS.
      A cada passo uma paisagem, é impossível descrever o Pati, todo o ambiente te convence de como vale a pena viver para ver este cenário, e registrar tudo te fará lembrar com grande saudade o que foi vivido ali. Só vai!
       

      Vale do Pati - Caminho para o Cachoeirão por cima

       


      Vista para o Vale de um dos Mirantes do Cachoeirão por cima


      Vale do Pati - Retorno da trilha para o Cachoeirão por cima

      Dia 06 - Vale do Pati > Guiné > Mucugê > Ibicoara
      Após o desgaste da última trilha desistimos de fazer o Morro do Castelo, mas aconselho reservar um dia a mais para fazê-lo.
      Retornamos a trilha para Guiné, pegamos o carro, almoçamos novamente na cidade e seguimos para Ibicoara.
      DICA: Se precisar, saque dinheiro em Mucugê pois Ibicoara não possui caixa eletrônico.

      Localização: Ibicoara
      Ficamos em um AirBnb chamado: Hospedagem da Ivana - 2 diárias por R$ 295,92 
      E até hoje nada superou essa experiência. Se puder fique em AirBnb, é mais barato e é uma experiência ÚNICA, e melhor ainda, fique na Ivana, esse casal é mais que especial, hoje são amigos, e nos deixaram usar a máquina e o varal para lavar as roupas, fora as dicas e um café colonial baiano sem igual. s2

      Café Colonial Baiano da Hospedagem da Ivana - AirBnb
       
      Dia 07 - Cachoeira do Buracão + Mirante do Campo Redondo
      Nível da Trilha: Fácil. Obrigatório Guia, contratamos o Luciano (77) 99130-0392
      Ele cobrou R$ 120,00 casal + taxa de R$ 6,00 por pessoa que é pago para a administração local


      Cachoeira do Buracão - Vista por baixo



       

      Cachoeira do Buracão - Vista por cima
       
      No retorno para Ibicoara existe o Mirante do Campo Redondo que fica na beira da estrada, gratuito, sem guia, é parada obrigatória.
      Se organize para estar voltando um pouco antes do pôr do sol. A subida é de 5 minutos, muito fácil.

      Mirante do Campo Redondo 
       
      Dia 08 - Ibicoara > Itaetê > Nova Redenção > Lençóis
      Saímos de Ibicoara e seguimos viagem para Itaetê para conhecer o Poço Azul e Poço Encantado.

      Poço Encantado
      Entrada: R$ 20,00 por pessoa, sem guia, apenas observação.
      São montados grupos para descer. O raio de sol reflete na água das 10:00 às 13:30h


      Poço Encantado - Apenas observação
       
      Almoçamos em um local simples do lado do atrativo e seguimos viagem sentido Nova Redenção para conhecer o Poço Azul.
      Poço Azul
      Entrada: R$ 30,00 por pessoa, não precisa guia, apenas flutuação com colete e máscara.
      Obs: Levamos pé de pato mas não permitem o uso.
      O sol incide na água entre às 12h30 e 14h00, mas priorizamos o Poço Encantado pela logística.
      No poço azul é preciso pegar uma balsa (R$ 20,00) para chegar ao outro lado do rio, você também pode ir de barco, mas como pretendíamos seguir viagem pelo caminho mais curto, atravessamos, se você for retornar para Itaetê, não precisará atravessar o carro.

      Para realizar a flutuação você entra na lista de espera e aguarda sua vez, essa parte pode se tornar estressante pois você passa mais tempo esperando para descer do que dentro do atrativo. E quando dá o seu horário quem estava no horário anterior demora sair da água então conseguir uma foto com o poço limpo é tipo jogar na loteria, ou você tem que ser o primeiro, ou o último.


      Balsa para o Poço Azul
       
       

      Poço Azul - Fomos os últimos do dia para conseguir a tão sonhada foto

      Mas o melhor nos aconteceu neste meio tempo, ao negociar a balsa, um morador local nos ofereceu para, enquanto esperávamos a lista do Poço Azul andar, fossemos conhecer a Nascente Olho D´água que fica próximo em uma comunidade. (Mais um motivo para ir de carro)
      Então atravessamos de barco, colocamos nome na lista de espera, voltamos de barco, pegamos o carro e fomos para a Nascente e depois retornamos e conhecemos o Poço Azul com o último grupo do dia.
      E a Nascente foi o melhor mergulho da Chapada Diamantina.
      Apenas frequentada por locais, levamos pé de pato e não tínhamos conseguido usar em local nenhum, e fomos presenteados:

      Nascente Olho D´água
      Entrada: R$ 25,00 por pessoa para o guia local. 



      Nascente Olho D'água - até 5m de profundidade
       
       
      Seguimos a estrada de terra sentido Nova Redenção, desviamos sentido Lençóis, chegamos de noite na pequena e encantadora cidade.
      Nos hospedamos em um outro AirBnb, chamado: Casa LIS, mas não recomendamos. É uma casa de família simples, mas não por isso, fica em uma viela de difícil acesso, e não nos explicaram muito bem sobre isso. Insistiram em saber nosso roteiro e tentaram "empurrar" um guia tentando nos colocar medo sobre a trilha. Já éramos conscientes das dificuldades, mas passamos desconforto com essa questão, não gostamos de contratar guia pela economia e também pois nos sentimos pressionados, apressados e desconfortáveis, e com a fotografia precisamos de tempo para fazer registros e nem sempre compreendem isso. 
       
      Dia 09 - Cachoeira do Sossego
      (14km de trilha ida e volta)
      Cidade: Lençóis
      Entrada: Gratuito, nível da trilha: Difícil
      Não necessita guia, mas necessita GPS.

      Caso você não tenha NENHUMA experiência sozinho ou em casal, aconselho que contrate sim um guia local, mas um que seja indicado por alguém de preferência.
      Baixamos a trilha no Wikiloc porém por serem cânions o GPS fica doido! O maior aviso e cuidado nesta trilha é sempre o mesmo: Cascavel.
      Se você for picado, será muito difícil te socorrer pois é uma trilha técnica com muitas pedras enormes e as cobras adoram ficar entre elas para tomar o seu sol.
       


      Cachoeira do Sossego - Lencóis
       

      Cobra Cascavel - Trilha para Cachoeira do Sossego
       
      Dia 10 - Lençóis > Salvador (435km)
      Finalizamos neste dia nosso roteiro na Chapada Diamantina retornando para Salvador. Valeu cada memória.
      Espero que nosso roteiro auxilie outros a montarem os seus.
      Poderão notar que fizemos a volta na Chapada, infelizmente não contemplamos todos os locais e cidades, mas escolhemos as que melhores pudemos para aproveitar o melhor de cada região, mas quem puder ficar mais, tenho certeza que não se arrependerá, e um detalhe importante da viagem é o povo baiano que é sem igual. 
       
      Relato: Caroline Brito
      Fotografia: Murillo Raggiotto
      Todos os direitos reservados.
       
       
       
    • Por Eliseu Francisco
      Com muito espirito de aventura eu Eliseu Francisco e meu amigo Daniel Douglas finalmente decidimos subir uma montanha pela primeira vez e escolhemos o Pico Paraná. Antes de irmos procuramos por vários relatos a fim de nos preparar, e encontramos ótimos relatos que foram de grande ajuda, mas quando chegamos lá sentimos que faltaram informações, então escrevo esse relato com a intenção de agregar mais informações para quem deseja realizar essa incrível aventura de subir o pico mais alto do sul do Brasil.
      Nós só temos disponibilidade durante as férias, sendo assim teríamos que optar por janeiro (verão) ou julho (inverno). Os relatos diziam que ir durante o verão não é uma boa opção devido á instabilidade do tempo, o que faz com que possamos pegar chuva a qualquer momento e ficar impossibilitados de subir o pico ou pelo menos ter mais dificuldades, mas nós ficamos receosos quanto ao frio do inverno, pois a chuva é uma possibilidade, mas o frio no inverno é uma certeza, então optamos por ir em Janeiro.
      Eu moro em Três Corações-MG, meu amigo mora em Florianópolis-SC. Decidimos nos encontrar em Curitiba para organizar nossas coisas e então partir para o pico. Passamos no supermercado para comprar suprimentos (água, frutas, sanduíches, bolacha) e depois fomos até a rodoviária de Curitiba para comprar as passagens para o pico. O pico, aparentemente não é um destino muito comum para quem vai de ônibus porque ninguém na viação sabia me informar ao certo qual ônibus eu deveria pegar, mas como eu havia pesquisado antes, descobri que a melhor opção seria comprar com a empresa Princesa dos Campos, com destino a Barra do Turvo **Não é possível encontrar esse destino no site da empresa, somente no guichê**, a  passagem em Janeiro de 2020 custava R$34,47, e um dos problemas é que esse é um destino muito além da estrada que leva ao pico, que fica á 48km de Curitiba, enquanto Barra do Turvo fica á 153km de Curitiba, ou seja pagamos muito para andar pouco, mas como não tínhamos outra opção... Outro empecilho é que só existem 3 horários por dia nessa rota, sendo ás 7:00h, 12:00h e 17:20h. Optamos por partir em um sábado ás 7:00h. O ônibus possui um cobrador, então pedimos pra ele nos avisar quando tivéssemos chegando próximo ao posto Mahle no km 46, que são os pontos na rodovia mais próximos a estrada que leva ao pico, por via das dúvidas eu acompanhei toda a rota pelo google maps e quando percebi que estávamos chegando próximo me levantei pra arrumar as coisas **Lembre-se de que você precisa levar seus equipamentos com você, pois o motorista não abre o bagageiro fora das rodoviárias**. O cobrador nos lembrou do local e nos avisou que o ponto seria ali, e também nos mostrou que havia outro ponto de ônibus do outro lado da rodovia, onde poderíamos pegar o ônibus para voltar pra Curitiba. **Na volta a passagem fica mais barata, pois o cobrador vai cobrar a passagem a partir daquele ponto**. Ao descer encontramos com um pequeno bar na beira da rodovia onde pedimos informações sobre onde fica a bendita estrada, fomos informados que ela fica á 2km seguindo a frente, ter que andar esse trecho no acostamento da rodovia foi inevitável, já que certamente o motorista não iria querer parar mais a frente por não ser seguro. Dois quilômetros depois nos deparamos com uma estradinha de terra á direita, havia um casal saindo de lá e perguntamos se aquela era a estrada que levava a fazenda Pico Paraná **Essa fazenda á a base de apoio na entrada da trilha que leva ao pico, é ela que você deve citar quando pedir informações**. Do início da estrada até a fazenda são cerca de 10km, eu sei, é muito, mas somos aventureiros e sabíamos que teríamos que fazer esse trecho, estávamos contando com alguma carona, e por sorte foi o que aconteceu, depois de andar cerca de 2km um motorista em uma caminhonete nos ofereceu carona, aceitamos sem relutar é óbvio, e foi realmente sorte, pois esse trecho tem muitas subidas, chegaríamos a fazenda já bem desgastados. Quando chegamos a fazenda fomos recepcionados por um dos proprietários que nos deu ótimas dicas e meio que nos assustou, é que como ele entende do clima local, ele nos disse que não seria uma boa ideia a gente ir até o Pico Paraná ou acampar lá em cima, pois o risco de chuvas, ventos e até raios é muito alto, ele então nos recomendou ir até o Pico Itapiroca ou Caratuva, não me lembro ao certo qual deles, a questão é que essa segunda opção é bem mais perto, tem cerca de somente 10m a menos que o Pico Paraná, a visão geralmente é mais limpa (sem nuvens), a trilha é menos intensa e daria pra subir e descer no mesmo dia para então acampar na base, onde é mais seguro. Obviamente ficamos meio preocupados, mas não pensamos duas vezes, nós fomos lá pra chegar até o topo do Pico Paraná e é isso que iríamos fazer independente do que tivéssemos que enfrentar, então avisamos ele da nossa decisão, assinamos uma folha de controle, deixamos na fazenda aquilo que não usaríamos na trilha e partimos. **É necessário pagar uma taxa de R$10(das 07 ás 18 horas) ou R$15(das 18 ás 07 horas) por pessoa na fazenda, esse valor te dá direito a usar os banheiros, chuveiro e camping. Também é necessário informar corretamente á qual pico você pretende chegar, pois caso se passe tempo demais do tempo comum de chegada, eles montam uma equipe de busca**
      Depois de tudo decidido, começamos então a trilha, eu não vou me apegar aos detalhes do caminho, já que a trilha é bem sinalizada, existem fitas brancas amarradas ás árvores que indicam o caminho para o Pico Paraná e fitas de outras cores para outros picos, além disso se você for em um final de semana provavelmente vai encontrar muitas pessoas na trilha, muitas mesmo, então quase sempre vai ter alguém á quem pedir informações. Quanto ás condições da trilha, quase todo o percurso é em meio ás árvores, então o sol não atrapalha tanto, o começo é uma trilha de chão batido com leves inclinações, depois de mais de uma hora de caminhada começam a aparecer algumas pedras no chão e aumentar a inclinação, logo depois nos deparamos com trilhas bem complicadas, com muitas raízes gigantes que dificultam a movimentação, existem muitas subidas e descidas todo momento, algumas dessas possuem cordas ou grampos para ajudar a escalar, por que fomos no verão e deve ter chovido nos dias anteriores nos deparamos com muita lama na trilha, o que foi péssimo porque os tênis ficaram imundos e as meias então, nem se fale, o chão fica muito escorregadio então a atenção teve que ser dobrada. Mais de quatro horas de caminhada e nos deparamos com uma das partes mais complicadas, pelo menos pra mim, tenho pavor de altura e a escalada nesse ponto é tensa, grampos e uma corda em pedras na vertical onde se você escorregar e não se agarrar a nada, a queda pode ser fatal, subir essa parte com uma mochila pesada e uma barraca nas costas foi muito complicado. **Escolha bons equipamentos, a mochila deve ser confortável e bem fixa ao corpo, se realmente optar por acampar fora da base, escolha a barraca mais leve o possível** Depois de passar por esse trecho tenebroso chegamos ao último acampamento antes do topo, decidimos montar a barraca ali e deixar nossos equipamentos para subir ao topo sem peso, desse ponto até o topo ainda leva cerca de uma hora de escalaminhada. Cerca de 6 horas depois de sairmos da base chegamos finalmente ao topo do Pico Paraná, infelizmente a visão não foi a das melhores, estávamos em meio ás nuvens, mas isso pouco importou, a sensação de poder dizer “nós chegamos, nós conseguimos” é indescritível e foi o que nos deixou satisfeitos. Havia umas 10 pessoas no topo e muitas outras no acampamento ou seja se você pretende ficar mais isolado sugiro ir no meio da semana. Depois de descansarmos por um tempo no topo, decidimos voltar para a nossa barraca e quando chegamos nos demos conta de algo ruim, estávamos quase sem água, levamos dois litros para cada um, erramos achando que seria suficiente **Pouco depois da metade do caminho da base até o topo do Pico há uma bica de água potável, encha o máximo de garrafas que puder** Era cerca de 16:00h, esperar até o amanhecer do dia seguinte não parecia mais uma boa ideia, quase sem água e como já tínhamos completado o nosso objetivo e não queríamos ter que voltar ao topo de novo, decidimos então por descer e acampar na base mesmo, então desmontamos a barraca, juntamos nossas coisas e começamos todo o trajeto de volta, que foi muito mais exaustivo, pois já estávamos arrebentados por ter subido carregando todo aquele peso, com o anoitecer tudo piorou **Leve aquelas lanternas que ficam na sua testa, vai fazer toda a diferença** Como não planejamos fazer trilha a noite não levamos lanternas, somente aquelas luzes de emergência, que usaríamos para iluminar a barraca, o problema é que em grande parte da trilha você precisa das duas mãos, então ficar segurando essas luzes foi um empecilho e tanto. Em certo ponto já estávamos sem água, com sede, alguns arranhões e quase exaustos e nada de chegar na bica que tinha água potável, somente outras bicas **Alguns montanhistas nos falaram sobre a tal pastilha de cloro que você usa para tornar a água potável, se eu soubesse disso antes... Pesquise e compre antes de ir** Depois de finalmente chegar á tão esperada e abençoada água potável nos saciamos, enchemos as garrafas e seguimos em frente, já era cerca de 21:00h quando decidimos que era melhor achar um lugar para acampar por ali mesmo, queríamos ter a experiência de acampar em lugar isolado e estávamos realmente quase sem forças para continuar, depois de andar mais um pouco achamos um lugar excelente, alto, limpo e plano, montamos a barraca e nos desmontamos no chão com ao alívio de que finalmente poderíamos dormir em paz depois de ter feito doze horas de trilha, mas nos esquecemos do frio, só levamos uma manta para forrar o chão da barraca e uma blusa de frio para nos agasalhar, foi outro grande erro, quanto mais tarde ficava mais ventava e a temperatura caía, foi um frio tremendo, eu não consegui dormir nem por um minuto, tremendo de frio, decidimos então acender o fogareiro dentro da barraca para cozinhar um macarrão instantâneo e nos aquecer, óbvio que não ajudou em muita coisa, meu amigo ainda conseguiu dormir apesar do frio, mas ele deve ter algum problema, se fechar os olhos por mais de um minuto, dorme. Com o nascer do sol os ventos param e o calor aumenta muito rápido, dormi por cerca de uma hora para então descermos, cerca de duas horas de trilha com o corpo todo doendo chegamos então a base.
      Foi a nossa primeira montanha, erramos bastante mais aprendemos muito mais. Não recomendo ir sozinho, nós nos apoiamos e zuamos bastante o que tornou tudo mais suportável. Pesquise bem antes de ir, leia o máximo de relatos que puder, se prepare e não se deixe intimidar, é uma aventura para se guardar pelo resto da sua vida, pelo menos eu nunca vou esquecer que eu subi a maior montanha do sul do Brasil.





    • Por Panchovilla
      Há muitos roteiros e relatos sobre a Chapada, bastante detalhados. Por isso tentarei ser objetiva e qualquer dúvida podem perguntar, visto que me sinto em dívida por tantas dicas legais que obtive nesse fórum.
      Eu e meu namorado fizemos essa viagem final de julho de 2017; foi nossa primeira vez na Chapada. Gastamos cerca de R$ 1500,00 cada, incluindo-se hospedagem, alimentação e passagens aéreas (Curitiba a Salvador).
      Após realizarmos essa viagem recomendamos o seguinte:
      1- A Chapada é enorme. É uma área de preservação ambiental, cuja área equivale à de um país. Não ache que irá conhecer tudo. Perguntamos à diversos guias e eles dizem que nem em uma vida poderia se conhecer tudo. Tendo ciência disso, poderá selecionar atrações para visitar em diferentes viagens. É que muitas levam até mais de um dia para se visitar.
      2-Considerando-se isso, recomendamos para quem gosta de cachoeiras informar-se com a associação "bicho do mato". Os preços são ótimos (pagamos R$ 40,00 pela diária) e o pessoal é muito legal. Embora tenhamos feito os pontos mais conhecidos da Chapada, entendemos que uma semana em Ibicoara já teria sido mais que sensacional. Ter percorrido o "mapa" foi cansativo e como nós curtimos cachoeira mesmo, acabamos gostando muito de Ibicoara. As outras cidades são mais trilha e visuais lindos, mas como disse - opinião pessoal mesmo - nos divertimos mais com cachoeiras
      3- É imprescindível um carro, na nossa opinião. Alugamos o nosso por R$ 35,00 a diária (bandeira do cartão oferece o seguro). No entanto, para quem for de ônibus é possível tentar conseguir carona. Nós fizemos amigos assim e foi ótimo!  
      4- O GPS não identifica os trajetos mais ao sul da Chapada. Então quando saímos do Capão com destino à Ibicoara (buracão) acabamos nos perdendo e chegando muito tarde lá. Tivemos que fazer Buracão no outro dia, pq lá só entra até 15h (tem sombra depois disso e fica frio tb). Enfim, é possível perguntar aos locais e chegar à Ibicoara sem precisar passar por Mucugê.
      5- Vale à pena comprar o guia impresso. O aplicativo da Chapada é meio vazio de informações. O guia tem tudo e inclusive atualiza os locais a respeito dos passeios. Nós não adquirimos e nos arrependemos. No fim acabamos tirando fotos de um livro emprestado, que nos auxiliou muito.  Procure no google "guia impresso diamantina". Não consegui colocar link aqui.
      Nosso roteiro PREVISTO foi
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e iremos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Dá 5h20 de viagem. Nesse dia iremos à cachoeira do mosquito + poço do diabo. Ficam a 15min de lençois.
      3-dia saimos de Lençois e vamos para o Vale do Capão. Dá 1h40 de viagem.Nesse dia Faremos a Cachoeria da fumacinha
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara. Cachoeira do BUracão. 3h 20 de viagem. Podemos dormir em Mucugê ou Ibicoara
      5- dia. Iremos aos poços encantados, que ficam em Itaete. Dá 1h58 de viagem (se dormirmos em ibicoara) ou 1h16 (se em Mucuge)
      6- dia. Iremos a Iraquara visitar as grutas.Da 3h20 itaete -> iraquara
      7 dia- Voltamos para salvador!
      NÃO CONSEGUIMOS ATENDER essa expectativa. Embora tenhamos montado esse roteiro com base nos relatos do fórum, percebemos que para uma viagem de carro ele não tem muito sentido.
      Recomendamos deixar Ibicoara por último, pois da para voltar à salvador de lá. Não é necessário fazer o que nós fizemos nos pontos 5 e 6. Recomendamos mudar a ordem e resolver os passeios antes no "norte" da chapa (cidades lençois, capão e Iraquara) para depois descer à Ibicoara e retornar à Salvador. Só tem sentido subir novamente caso se esteja retornando ao aeroporto de Lençois, o que não foi nosso caso.
      Nosso roteiro ficou
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e fomos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Deu 6h de viagem. Chegamos lá à noite só e acabamos dormindo cedo para descansar.
      3-dia saimos de Lençois e fomos ao Vale do Capão. Chegamos à Fumaça e começamos a trilha às 13h (chegamos em cima do horário limite. Quase não nos deixaram subir! Vão antes disso) Fizemos a trilha sem guia. Optamos pelo aplicativo Wikiloc - mas só o utilizamos nesse passeio. 
      Achamos a trilha cansativa para quem não tem preparo físico. Quando chegamos lá em cima foi lindo. Porém é absurdamente alto. Para enxergar a cachoeira precisa rastejar pela pedra (por segurança mesmo, acho que pro vento ou a vertigem não te derrubarem) e alguém segura sua perna. Muito louco, quem tem medo de altura esqueça. Não consegue enxergar a cachoeira. Meu namorado não a viu pq ficou com receio.
      À noite visitamos a vila do Capão, que é bem "roots". Amamos! Lá tem um mercado (flamboyant) que vende umas coisas naturais, produzidas por locais. Barrinhas de cereais e sabonetes, por ex.
      Tem uma pizzaria que é uma lenda por lá. Apenas dois sabores são fabricados: um salgado e outro doce. 
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara.
      Chegamos à Ibicoara por umas estradas de Terra. Foi muito louco, andamos demais pq o GPS não identificava caminho para Ibicoara, sem passar por Mucugê. Mas tem esse caminho, depois que fomos saber... 

      5- dia. Como nos perdemos no dia anterior só fizemos Buracão nesse dia. Foi irado, o pessoal da "Bicho do Mato" foi conosco e o passeio é espetacular. Deixe um dia todo para ele, pq fomos com um pessoal que precisou ir embora antes e dai perdeu o tempo de banho na cachoeira do buraquinho. Ai fazer passeio correndo é uma tristeza...
      Nós conseguimos otos linda esse dia. Levamos uma câmera DSLR e estávamos preocupados em molhar. Ai fizemos um saco estanque com Ziplock e rezamos para que funcionasse. Foi de boa. De todo modo, o nosso guia tinha um saco estanque e colocou o celular de td mundo lá, as câmeras e etc.
      No buracão precisa fazer uns 100m de trilha pela água. Quem não sabe nadar, tenha ciência disso. É tranquilo, todos precisam de colete.
      6- dia. Visitamos as cavernas em Ibicoara, a gruta azul, flutuação na gruta pratinha e o morro do pai inácio (por do sol).
      Amamos as cavernas! A gruta azul e a da pratinha ficam numa fazenda, super estruturada. Essa fazenda é bem exploração turística mesmo. Totalmente diferente da vibe dos passeios dos dias anteriores. Para quem tem criança, ou é mais velho, é bem tranquilo.
      Nós achamos meio cheio demais. A gruta azul é linda, mas tem umas 50 pessoas batendo foto. Sei lá, achamos meio demais...
      A flutuação é massa. É uma gruta bem escura, precisa ir de lanterna. Vimos uma tartaruga e vários peixes pequenos. Foi ótimo! Mas é um passeio meio caro e bastante curto. Bem turístico esse dia.
      7 dia- Voltamos para salvador!
      Não conseguimos ver tudo, por obvio. Mas foi suficiente para dizermos que foi a melhor viagem de nossas vidas!
      Para não sobrecarregar o post, coloquei algumas fotos no FLICKR. Na verdade não consegui inserir as fotos por aqui hahahaha.
       
       


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