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debalves

Peru light em Setembro de 2018 - Lima e Cusco (incluindo Machu Picchu)

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Olá amigos Mochileiros!

Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". 🙃

Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou com a cabeça um pouco mais aberta à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos.

Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa!

O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é  bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada.  O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa  freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos  mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo.

Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)!

Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite.

Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião.

No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral.  Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico.

Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro.

Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total.

 Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas!

Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas.  Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?!

À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas!

No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante.  Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados!

Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina!

Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois.

Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?!

De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles.

Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 Soles para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada.

Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com  design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também.

Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá.

Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?!  Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. 😟 Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles.

Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo.

Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.

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20180903_113645.thumb.jpg.6ea8bb422d7c77b628bccc9e512d2c03.jpgRodrigo e o shopping Larcomar

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Visão da "praça", com o shopping abaixo.

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Deste mesmo lugar, dá pra ver o mar.

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A primeira vez que vimos lhamas no Peru... pena que eram falsas...

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Sanduíches e batatas da La Lucha Sanguchería

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Vista do Shopping Larcomar à noite

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Shopping Larcomar à noite.

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Débora na Plaza de Armas com a Catedral ao fundo

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Com o Palacio do Governo ao fundo

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na Plaza Perú

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Catedral de Lima

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Catacumbas dentro da Catedral

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Igreja de San Francisco

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Bebendo Inca Kola

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Museo Larco

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Museo Larco

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Museo Larco

 

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Huaca Pucllana

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Explicando como eles faziam os tijolinhos de barro

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Passeando no Malecón de Miraflores

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Parque Del Amor

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Farol

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Mais do Malecón de Miraflores

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Circuito Magico del Agua

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A foto não faz juz a beleza que é lá

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Muitas fontes, tudo lindo!

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Depois de muitas dúvidas, entrei... e a água que respinga no chão, molha os pés todos

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Dentro do túnel... esse não molha

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Infelizmente não consegui tirar fotos muito boas do Rodrigo... mas essa ficou com um efeito diferente!

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Em 30/09/2018 em 00:29, debalves disse:

Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

hahahahauaha, é isso aí! 😂😂💙💚

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E lá vamos nós continuar o relato! No dia seguinte era nosso último dia “útil” de Lima. Poderíamos ter visitado mais museus, pois a cidade é cheia deles, mas não nos animamos. Foi meio questão de honra para o Rodrigo descobrir onde ficava o Parque Maria Reiche, o parque que tinha a decoração com flores lembrando as figuras de Nazca, e pegamos um uber até lá. O motorista do Uber até estranhou e nos perguntou se era ali mesmo que queríamos ir. Acho que não é um lugar muito frequentado pelos turistas, vimos muitos locais passeando com seus cachorros e algumas pessoas fazendo exercícios.

Passeamos um pouco e tiramos algumas fotos e voltamos andando, passando de novo pelos outros parques, o que é muito agradável. A área que vimos em obras no dia anterior, no final das contas não nos atrapalhando em nada a caminhada.

Depois de muito discutir sobre onde almoçar, ficamos olhando as resenhas no Google e no Trip Advisor de alguns restaurantes por perto, acabamos decidindo almoçar em uma lanchonete do shopping mesmo, em um lugar chamado Hermanas Ambulantes, que tinha comida que não era lanche e estava bem boazinha, pois achamos as comidas dos restaurantes ali por perto um tanto caras.

Falei com o Rodrigo que eu queria visitar o bairro Barranco, com sua encantadora Ponte dos Suspiros, a charmosa igrejinha... é o bairro mais boêmio da cidade. Na verdade, eu queria também visitar a Bajada de Baños, e atravessar a passarela e descer para a beira-mar, mas vi as fotos na internet e achei um pouco “abandonado”... E também confesso que não me animei descer tudo pra depois subir tudo de novo... Então pegamos um uber e fomos até o Bairro Barranco, onde dava acesso à ponte dos suspiros. Achei o local com um encanto bem diferente... mas também achamos frequentado por algumas pessoas meio estranhas, alguns com cara de moradores de rua... muitos restaurantes pareciam que iam abrir só mais tarde e então ficamos andando por ali e tirando algumas fotos... Mas qual não foi a nossa surpresa quando fomos alvejados de cocô de pombo várias vezes enquanto caminhávamos e acabamos saindo de lá correndo e pegando um novo Uber de volta ao hotel, pra tomar banho e trocar de roupa... Sorte que os casacos eram impermeáveis (Passamos um lencinho de limpeza e pronto), mas a camisa também virou alvo!

À noite comemos onde?! Em La Lucha Sanguchería, porque procuramos por esse lugar no Google e no Trip Advisor em Cusco e não achamos... Então essa seria a nossa despedida... e os sanduíches lá são muito gostosos mesmo.

Descansamos, pois no dia seguinte iríamos a Cusco. Acordamos, fomos trocar mais um pouco de dinheiro no câmbio, ver algumas lojinhas de souvenir (encontrei um pacotinho de balas de coca e comprei, e nos foi muito útil em Cusco), depois voltamos, fizemos o check out no hotel e rumamos para o aeroporto. Nosso voo era por volta de 14h, se não me engano, então quando chegamos no aeroporto, comemos no McDonald’s, para comer bem rapidinho e embarcar, já que ao chegar lá, já seria umas 15h. Achei o meu sanduíche um pouco picante... Será que era minha imaginação ?! Será que é reflexo de toda comida no Peru?! Fizemos bem em comer antes, pois como o voo é rapidinho, não teve nem lanche à bordo, só bebidas.

Chegando lá pegamos um transfer para o hotel, da mesma empresa que pagamos vários passeios por lá, a Condor Travel. O rapaz nos orientou naquele dia comer coisas leves (como sopa e peixe), não beber bebidas alcoólicas e descansar. Poderíamos passear e conhecer a cidade também, mas de forma leve. Eu tinha lido várias coisas previamente sobre o mal da altitude, inclusive sobre uma moça que comeu uma empanada de frango e viu tudo rodar e deitou no chão do restaurante e vieram trazer um chá de coca correndo pra ela tomar... Uma amiga minha que já tinha viajado no ano passado falou que você tem que mastigar a coca e não pode deixar começar a dor de cabeça, depois que começa, não tem remédio que faça passar... confesso que fiquei morrendo de medo... mas tínhamos que enfrentar esse mal da altitude pra conhecer essa cidade encantadora!

 

Eu comprei as balas de coca pois imaginei que o Rodrigo fosse recusar mastigar a folha de coca por achar que está suja e que fosse implicar de tomar o chá de coca porque ele não é fã de chá... e foi muito bom ter comprado, elas têm gosto de menta e ajudam de verdade no mal da altitude.

O rapaz nos entregou nossos tickets dos passeios que fechamos (city tour e Machu Picchu) numa pasta pequena e falei que queria fechar outros passeios, como o de Moray e das Salineras de Maras, mas ele falou que eu teria que ligar para o telefone que estava na pasta para fechar com eles... fiquei chateada pois falar em espanhol pessoalmente é uma coisa, mas pelo telefone é mais difícil!

Durante todo o trajeto, ficamos nos entreolhando e perguntando: “E aí? Tudo bem?” E ainda estávamos muito bem, sem sentir nada... Não estávamos enjoados e nem com falta de ar, graças a Deus. Eu tinha as balinhas de coca na bolsa e já comecei a chupar logo, com medo do que minha amiga falou sobre as dores de cabeça dela, mas não senti muita diferença, na verdade não estava me sentindo mal naquele momento.

Chegamos no hotel (ficamos no San Augustin Plaza) e estava meio confuso, com  um grupo grande que estava saindo. Minha coluna estava doendo (nessa viagem minha coluna doía bastante nos dias de voo de avião) e eu queria deitar. Fizemos o check in e nos colocaram em um quarto no térreo, com duas camas de solteiro (mesmo nós tendo fechado previamente quarto com cama de casal). Reclamamos, mas as funcionárias da recepção falaram que só poderiam trocar no dia seguinte. Fomos para o quarto e deitamos para descansar. O Rodrigo brincou que se era pra descansar e não fazer muito esforço, então que tínhamos que aproveitar! Dormimos praticamente a tarde toda e acordamos lá pelas 19h, com fome. Então fomos procurar algum lugar para comer e andar pela cidade. Não estávamos com vontade de comer nem sopa e nem peixe (ainda mais que tinha lido que a sopa é rala, é quase uma “água suja” de frango e não curto). Ficamos procurando na internet algum lugar para comer e Rodrigo teve a idéia de comermos massa... será que seria pesado ?! Eu tinha lido em algum blog de viagem recomendação sobre um lugar chamado Carpe Diem e resolvemos comer lá. Saímos do hotel e fomos caminhando devagar pela rua do hotel (que era uma principal) até a praça principal da cidade. Confirmamos que nosso hotel ficava bem em frente ao Qoricancha, um dos locais turísticos a se conhecer na cidade. Descobrimos que a rua do hotel era um pouco íngreme e tínhamos que andar devagar, pois dávamos alguns passos e parecia que tínhamos andado dois quarteirões. Comemos mais uma balinha e nos sentimos um pouco melhor daquele cansaço da caminhada. Andamos um pouco e chegamos na praça onde fica a Catedral e os prédios principais. Na hora de pesquisar os hotéis, procuramos por um hotel que não ficava em uma rua que era muita subida (vimos algumas assim lá que tinha alguns restaurantes bem recomendados e não subimos com medo de passar mal). Na verdade não contava que a rua do nosso hotel fosse um pouco íngreme... e nem que fosse um pouco distante do centro, embora não tão distante.

Ah! E não precisa nem dizer que em Cusco estava ainda mas frio à noite do que em Lima... fazia lá pelos seus 6 graus de frio e às vezes até menos!

Procuramos por esse restaurante e ele ficava em uma rua com vários restaurantes, todos com pessoas nas portas assediando para a gente entrar... Entramos no restaurante, era bem pequenininho, e tinha uma parte de baixo, que estava cheia, e uma parte de cima, subimos a escadinha e eu fiquei preocupada em como iríamos descer se passássemos mal depois da comida.  Juro que fiquei olhando se do lado da mesa tinha espaço pra eu deitar no chão se por acaso visse tudo rodar, igual a história que eu tinha lido. Achei o restaurante caro e com ar de comida sofisticada. Não ligamos muito pra isso, na verdade minha alma de gordo adora quando o restaurante serve comida farta e gostosa e, infelizmente quando o restaurante tem comida sofisticada, as porções embora quase sempre gostosas, são pequenas. Pedimos pratos de massa que não tinham nada de carne pra não ficar pesado e estava bem gostoso. Ficamos esperando um tempinho e graças a Deus não passamos mal. Dividimos uma sobremesa pra adoçar a vida e voltamos para o hotel caminhando novamente. Cusco é uma cidade com ar de cidade pequena e bem antiga o que a torna encantadora. Dá pra fazer tudo ali pelo centro à pé... só não dá pra ir nos sítios arqueológicos a pé... é uma pena... Hehehe!

Voltamos para o Hotel e descansamos de novo, porque no dia seguinte tinha City tour à tarde.  

 

 

  • Vou acompanhar! 1

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Parque Maria Reiche

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Nós no Parque Maria Reiche

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Débora em Parque Maria Reiche

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Rodrigo em Puente de Los Suspiros

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Nós em Puente de Los Suspiros

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A ponte vista da rua de baixo

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Outra vista

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Outra vista da ponte

 

  • Gostei! 1

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No dia seguinte acabei acordando cedo, com muito barulho de mala e turista conversando no corredor no quarto que nos deram, com duas camas de solteiro, no térreo. Fiquei muito chateada com isso... Tínhamos um City tour programado para a tarde, então tomamos café (decidi por tomar chá de coca com menta, que era bem bonzinho, pra dar uma “turbinada”) e fomos andar pelo centro da cidade e tirar algumas fotos. Fiquei com receio de durante o City tour não ter tempo de tirar as fotos com calma e foi muito bom ter feito isso, porque realmente na hora do city tour, essa parte foi um pouco corrida. Antes disso, fiquei tentando entrar em contato com a empresa dos passeios (a Condor Travel), pelo Whats App e pelo e-mail sem sucesso, então pedimos ajuda para a recepção do hotel para ligar para a empresa e fechar o passeio para Moray e as Salineras de Maras. A recepcioista ligou para a empresa e depois de algumas tentativas, conseguiu e me passou e eu tive que falar em espanhol pelo telefone com a atendente, o que foi um desafio... Mas consegui me fazer entender e entender o que era dito pra mim também. Depois de me passarem de um atendente a outro (uns 3), consegui fechar o passeio com uma senhora que não lembro o nome, acabei optando por pagar pelo cartão de crédito, o que seria mais prático, e ela falou que no dia seguinte, o guia estaria passando entre 8h e 8:30 no saguão do hotel e tiraria cópias do passaporte e do cartão de crédito. Então, tudo resolvido, fomos passear... mas qual não foi nossa surpresa quando a recepção do hotel nos perguntou se éramos nós que queríamos trocar o quarto e que teríamos que deixar nossas coisas arrumadas para trocar o quarto?! Pensei: “pronto, é agora que não vamos mais passear”... Voltamos e arrumamos nossas coisas que já estavam espalhadas, jogamos tudo dentro da mala de novo e eles falaram que eles mesmos iam levar de um quarto a outro, quando o outro estivesse pronto. Ficamos tranquilos (a mala estava trancada), e só aí fomos passear.

Caminhamos devagar, sentindo agora uma leve dor de cabeça e de vez em quando meu estômago ficava um pouco embrulhado... mas nada terrível não. Tiramos várias fotos no centro histórico, na praça onde tem a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus e a fonte com a estátua em homenagem ao Inca Pachacuti que foi um dos governantes mais importantes do império inca e o grande responsável pela expansão e prosperidade desta civilização. Tentamos entrar na Igreja da Companhia de Jesus, achando que era a Catedral, mas era pago e eu achei caro para nós dois (não lembro o valor), o Rodrigo falou para eu ir sozinha, mas acabei desistindo. Entramos em uma feirinha para olhar os artigos e fomos procurar um lugar para comer, pois era umas 11h e o city tour era por volta de 13h (e ainda tínhamos que voltar até o hotel pra encontrar o guia lá). Procuramos no Google e no Trip Advisor, mas todos os restaurantes bem recomendados e baratos ficavam em ladeiras bem íngremes e não nos arriscamos a subir nesse segundo dia. Achamos na internet a recomendação de um restaurante oriental, que nem lembro mais o nome, mas quando chegamos lá, não tinha mais nada no lugar (dava pra ver pela porta de vidro) e estava fechado. Achamos então a recomendação de um restaurante chamado Hanz Homemade Crafts and Beers, mas tivemos dificuldade em achar a porta deles e depois desistimos, pois parecia uma hamburguería e eu queria comer comida e não lanche. Andamos para lá e para cá e tudo o que víamos, em todos os restaurantes, os preços eram por volta de 40 Soles cada prato ou mais caro... achávamos caro... fomos abordados inúmeras vezes por funcionários dos restaurantes que queriam que entrássemos, mas dizíamos que não, até que vimos que era próximo de meio dia, nos demos por vencidos e aceitamos entrar em um restaurante que um rapaz simpático que nos abordou, nos indicou. Ele disse que poderíamos sentar no balcão, com a vista para a praça... subimos uma escadinha meio escondida e chegamos lá em cima, um salão cheio de mesinhas, decoração interessante e o balcão, que achei por fora que era maior, com as mesinhas... O nome do lugar era La Estancia Andina Grill. Depois percebi que os restaurantes dos lados tinham todos esse mesmo balcão! Pedimos trutas, o Rodrigo com um acompanhamento de quinoa e eu com legumes. Trouxeram uma entradinha com milho seco, batatas chips, batata doce chips, e outras coisinhas mais, e demorou... mas demorou pra servir os nossos pratos e ficamos impacientes, pois tínhamos hora para o passeio. Assim que serviu, tínhamos uns 15 minutos para comer e mais 10 para andar até o hotel de volta. Comemos até no tempo certo, rapidinho, e estava bem gostoso, não posso me queixar! Pedimos a conta e... demorou de novo... aí levantamos para indicar que tínhamos pressa e a senhora, que parecia a dona, falou com impaciência que poderíamos ficar esperando sentados, mas falamos que tínhamos pressa. Pagamos e voltamos praticamente correndo até o hotel. Ao chegar no hotel faltando tipo uns 3 minutos para as 13h, a recepção do hotel nos avisou que nós teríamos que estar presentes na troca da mala, de quarto. Ficamos tensos, e falamos que tínhamos o passeio, ao passo que o hotel falou que assim que o guia chegasse, nos avisavam e pediam para ele esperar. Acompanhamos o funcionário, abrimos a porta do quarto, ele pegou nossa mala e ficamos esperando o elevador, que não chegava de jeito nenhum. Ele resolveu subir de escada com a mala no ombro e nós subimos atrás (fiquei preocupada em subir as escadas rápido e na altitude, mas não sentimos nada, graças a Deus). Deixamos a mala no quarto e aproveitamos para ir no banheiro rapidinho. Quando estávamos saindo do quarto, o telefone tocou, nos avisando que o guia estava nos esperando. Ufa! Deu tempo!

O guia do passeio era muito, muito simpático. Se eu não me engano, o nome dele era Joseph. Contava apaixonadamente a história da cidade. Ele falou que sabia falar um pouco de português e poderia fazer isso para nós, mas dissemos que estava bem ele falar em Espanhol porque queríamos treinar os ouvidos (e conseguimos entender o Espanhol, quando falam devagar, muito melhor do que conseguimos falar em espanhol). Passamos em outros hotéis para pegar outros turistas: Um casal de idosos com uma filha jovem espanhóis de Pamplona (que disseram que no dia seguinte iriam a Machu Picchu), um casal jovem de Jerez, na Espanha também e um casal jovem Colombiano. Seguimos o passeio e o primeiro lugar de parada foi o Qoricancha. Distribuíram alguns fones de ouvido, os tickets de entrada (o nosso foi parcial, enquanto o dos outros foi total, achei estranho, mas não falei nada na hora, achei que iam nos dar o restante depois) e fomos adiante. Chegou um casal novo também que levaram para lá para junto de nós na entrada e depois descobrimos que eram paraguaios. Fiquei encantada com a visita feita pelo guia do Qoricancha e tudo que foi contado sobre a história do lugar e dos Incas... É surpreendente a história desse povo! No meio da visita mais um casal chegou e o guia até pediu desculpas pela confusão que tinham feito com eles. Era um casal novo também, do México. Saindo do Qoricancha, seguimos para Sacsayhuaman. Chegando lá, o guia explicou a história do lugar, que se acredita ter sido um forte, e visitamos por fora, observando as paredes com aquelas pedras enormes, que foram montadas como em um quebra cabeças... o guia falou que tinha uma subida para um mirante e quem não quisesse ir ou não aguentasse no meio do caminho, que iríamos voltar pelo mesmo caminho, então poderia esperar. Mas quem quisesse ir, seguia com ele. E tentamos seguir, quase morrendo, pois subir qualquer subida que seja naquela altitude, não é fácil. Quando chegamos lá em cima, falei com o guia que isso não vale, pois vivemos no nível do mar e ele riu da piada. Ficamos nós e o casal de paraguaios (que tinham chegado naquele mesmo dia, coitados) um pouco para trás, mas conseguimos chegar lá em cima, observar a cidade, tirar algumas fotos e voltar. O lugar é muito bonito, mas também parece que foi palco de muitas batalhas sangrentas. Voltamos para a van, passamos por uma turba de vendedores de bugigangas, e fomos para o novo sítio, chamado Puca Pucara. Neste lugar descemos da van, um pouco longe do local e o guia nos explicou (de longe) que era como um posto entre duas cidades, para pernoitar. Explicou sobre as pedras utilizadas, que em cada sítio arqueológico são diferentes umas das outras (umas são avermelhadas, outras, se não me engano, amareladas e outras brancas). Neste momento estava um vento muito muito frio e voltamos para a van para nos abrigar e não fomos até lá o local. Mas me dei por satisfeita em olhar de longe mesmo, parecia mais do mesmo, daquelas incríveis paredes de pedra. Continuamos o passeio e fomos para Q’enqo, que pelo que o guia explicou, era um local sagrado, onde faziam as mumificações dos antepassados. Ele falou do que os Incas acreditavam de vida e morte e dos mundos, e que a população de hoje, em geral, da região acredita no cristianismo, mas também na Pacha Mama e todas as coisas consideradas sagradas para os Incas.

Seguimos de novo para a van e nos levaram para uma ONG que auxilia os produtores locais de tecido com pelos de lhamas e alpacas. Eles mostram como tingem e a diferença entre um bom produto e o “genérico” e nos deixam à vontade para olhar tudo, comprar e ajudá-los. Tive muita vontade de comprar várias coisas, mas era tudo muito caro, não dava para o meu orçamento, infelizmente! Acabamos só comprando uma água mesmo, pois a garrafa que tínhamos levado já tinha acabado.

Neste momento nosso grupo de turistas já estava bem entrosado e conversando sobre vários assuntos e nós tentando nos comunicar também. Foi bem legal! O rapaz mexicano disse que já tinha estado em São Paulo e ficou tentando falar algumas palavras em português e falando bem do guaraná e do açaí. Nós ficamos tentando explicar aos colombianos que já estivemos na Colômbia e gostamos de lá, e a moça colombiana não acreditava que tínhamos gostado de Bogotá e falando rápido, como vimos que na Colômbia eles falam rápido mesmo (e eu nem imaginava que falavam tão rápido antes de irmos!)

Seguimos mais uma vez com a van que retornou para Cusco, para o centro histórico... e andamos à pé de onde a van nos deixou, para a Catedral. O guia tinha perguntado se poderíamos terminar no centro histórico e muitas pessoas gostaram, para depois comer por ali mesmo. Chegando na Catedral, o guia nos explicou sobre a conquista espanhola e como foi para os Incas participar das artes da igreja e tudo mais e do sincretismo religioso que acabou existindo, mesmo que um pouco escondido. E graças ao filho de um conquistador espanhol com uma Inca, que aprendeu a ler e escrever, e que deixou registrado os costumes dos seus ancestrais, que sabemos um pouco sobre esse povo, que era muito inteligente, mas que infelizmente não tem registros de escrita.

O tour acabou por aí, na porta da Catedral, devolvemos os fones de ouvido e nos despedimos... acho que era por volta de 19h... acabou que voltamos para o hotel, deitei um pouco para consertar a coluna, uns 30 minutinhos, fomos ao banheiro e nos arrumamos de novo para ir comer. Decidimos comer pizza e Rodrigo achou uma boa indicação chamada El Molino. O lugar não era grande e era bem familiar. Ficamos no primeiro salão e não vimos o outro que tinha adiante, mas ficamos bem acomodados. A pizza era divina! Adoramos! Depois voltamos para o hotel, deitamos cansados e com uma dor de cabeça chata e fomos descansar, pois no dia seguinte eu tinha inventado mais passeio pra gente! Mas estávamos lá, naquela altitude, tínhamos que aproveitar! E é um local com tantos sítios arqueológicos para visitar, que sempre vai ter alguma coisa por fazer, infelizmente.

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Nós e a Catedral

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A catedral

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Mais da praça

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Mais da praça, que é linda

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Nós e a fonte com o Inca

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Almoçando com vista para a praça

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Qoricancha

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Dentro do Qoricancha

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Mais de dentro do Qoricancha

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Sacsayhuaman

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sacsayhuaman

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Subindo para o mirante

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Nós no mirante

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Descendo... a vista é incrível!

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Puca Pucara

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Qenqo

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Entradinha que dá medo

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Onde faziam a mumificação

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tentando sair rapidinho! Hehehe

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Explicação sobre os tecidos

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Comendo pizza

 

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    • Por milehist
      Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis.
      Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco).
      Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco.
      Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles.
      Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos.
       
      Plaza de Armas
      Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco.
      Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte.

      Ollantaytambo
      Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal).

      Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu
      Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse.

      Laguna Humantay
      Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir.

      Moray
      Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia.

      Montaña
      Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45.
      Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível.
      No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta).
      A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante.
      Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos.
      Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem.
      A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado.
      Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção.
      Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
    • Por wealsi
      Mochileiros e Mochileiras,
      Em abril/2017 fiz uma viagem de 8 dias pelo Peru, visitando somente as duas principais cidades turisticas: Lima e Cuzco. Minha viagem na verdade foi de 22 dias ao todo, tendo comecado pelo Equador, onde fiquei 14 dias.
      Do Equador ao Peru fui de Avião, saindo de Guayaquil e chegando a Cusco em algumas horas. 
      CUSCO:

      Chegando em Cusco a primeira coisa que percebi foi o frio (consideravel). A cidade fica na regiao da cordilheira dos Andes, a 3300m de altitude, logo as temperaturas por lá costumam ser amenas. Em relacao a altitude, vale a pena falar do mal de altitude, ou mal de montanha (conhecido por la como SOROCHE): para os marinheiros de primeira viagem, se voce for viajar para uma cidade que esteja há mais de 2000m de altitude, é comum sentir enjoo, dores de cabeca, fadiga muscular, desidratacao... vá preparado com medicamentos para amenizar esses sintomas para vc n passar 12h de sua viagem sem fazer nada rsrs. É comum ocorrer, viu? Mas tb tem gente que nao sente nada. Recomendo que assim que vc chegar a cidade, procure fazer uma ambientacao, faca caminhadas curtas, deixe o primeiro dia lá para voce se ambientar, se vc já chegar e imendar algum passeio, é capaz de comecar a passar mal e estragar a experiencia. Balas de coca, chas de coca, folhas de coca, tudo de coca vc encontrara por la, nao tenha medo de consumir (exceto o subproduto produzido quimicamente, q tb e proibido por la rsrss), pois ajudam a combater a soroche. Como eu já havia passado um bom tempo no Equador, onde tb predomina a altitude, eu nao tive problemas com o mal de altitude.
      Eu imaginava q cusco fosse inteira uma cidade historica, toda contruida em pedras e tal, como nas fotos que vemos, mas na vdd cusco é uma cidade normal, com casas normais, predios, avenidas de asfalto, carros normais, pessoas normais trabalhando normalmente. Achei que desceria em cusco e ja daria de cara c aquele povo vestido colorido, que o aeroporto fosse cercado de momumentos hitoricos, massss nada disso. Para voce imergir nessa viagem ao tempo, voce precisa ir para a parte historica da cidade, que é a parte turistica. É como se fosse um grande bairro de cusco. Vc pega um taxi lá no aeroporto e vai andando por uma cidade normal, ai de repente vc chega na famosa CUSCO... um choque! A cidade é simplesmente deslumbrante, é um verdadeiro regresso no tempo.
      As ruas e calcadas todas de pedra, os postes sao naquele estilo colonial, os hoteis e hosteis sao todos em casas historicas, reformadas por dentro, mas por fora com a arquitetura de centenas de anos atras. A cidade é um luxo, muito bonita mesmo! Estou escrevendo esse relato em outubro/2019, exatos 2 anos e meio depois de ter ido para cusco e depois de ter conhecido outros 4 paises e posso dizer que em termos de belezas, cusco é a cidade mais fenomenal que conheci. Nao so pela parte de cusco em si, mas tb pela quantidade gigantesca de coisas que vc pode fazer partindo dali.
      Me hospedei no hostel LOKI, que é muitissimo bem conceituado (depois que conheci a rede, me hospedei tb no Loki Lima e Loki La Paz) e localizado. O Loki, para quem n conhece (eu n conhecia ate entao), é uma rede de hosteis, q possui unidade em alguns paises aqui na america do sul. É muito badalado o hostel, tem fstas todos os dias, vem pessoas dos outros hosteis participar das festas. Além disso, na área do bar e restaurante tem uma série de jogos que vc pode usufruir, como pingue pongue, beer pong, um cata-varetas de madeira, mutia coisa mesmo pra fazer, é excelente para vc interagir c gente do mundo todo. A média de idade ali gira nos 20 e poucos anos, mas tem gente de todas idades mesmo. O bar tinha uma bandeira do brasil gigantesca bem em cima, no meio do salao. As festas eram tematicas, tinha dia de festa grega, festa do brasil, festa das cores... muito louco. Eu fiquei num quarto coletivo com um monte de beliche, devia ter umas 15 beliches, o piso era de madeira entao era horrivel para vc dormir e tb pra ficar transitando la, pq vc atrapalhava todo mundo. A higiene era boa do hostel, mas a estrutura geral na minha opiniao poderia ser melhorzinha. O pessoal do hostel era fantastico, te ajudava em tudo que vc precisasse, te orientavam em tudo tb. Há uma agencia de turismo do proprio LOKI, que tem alguns precos legais.
      Fiz um Walking Tour free, oferecido pelo proprio LOKI, muito 10 a experiencia! Vc sai com um guia partino do hotel e caminham pelos principais pontos turisticos da cidade, e muito bom para orientacao e para vc se situar, conhecer um pouco da historia, vale a pena fazer!
      O ponto mais frequentado da cidade é a Plaza de Armas, a praca central da cidade. Muiiiiito bonita, principalmente a noite, quando fica parecendo um formigueiro de tanta gente. Ali voce encontrara nos arredores tudo que precisa, desde casas de cambio, agencias de turismo, bares, restaurantes... tudo esta ali. Vale a pena inclusive vc comprar seus pacotes para os passeios por ali. Eu orcei em varias diferentes e os precos sao exatemente os mesmos. As agencias que forem mais baratas que as outras e porque oferecem algum servico a menos, como por exemplo nao oferecer refeicao ou ir em onibus de pior qualidade, essas coisas. Os precos sao mto parelhos.
      Como disse acima, Cusco é fenomenal para turistas pq ali tem simplesmente dezenas e dezenas de passeios que voce pode fazer. Fiquei ao todo 5 dias na cidade e nao consegui fazer tudo, se eu soubesse q era tao legal ali eu teria deixado pelo menos 7 dias livres para lá. Vou falar pra vc quais sao os passeios mais conhecidos e que vc precisa fazer, senao todos, pelo menos alguns: MACHU PICCHU / linhas de nazca (n fui) / SkyLodge e Via Ferrata / salar de maras / Oasis de Oacachina (n fui) / raimbow montain (n fui) / Sitios arqueologicos (fui em alguns, mas tem vários).
      Como viram acima, deixei de fazer algumas coisas que queria por nao ter dado tempo.
      MACHU PICCHU (COISA MAIS DOIDA Q VI NA VIDA):

      Machu Picchu nao fica em cusco exatamente. O monumento fica em um povoado chamado Aguas Calientes, situado ha alguns varios e varios KM de cusco. Entao, para ir a Machiu Picchu, vc sai de cusco e vai para esse povoado. O povoado é muito bonito, bem charmoso mesmo, com bares e restaurantes construidos em estilo classico, lembra muito cusco. Se vc estiver em casal, vale a pena dormir uma noite por lá.
      Para chegar a Aguas Caliente, vc tem 3 opcoes: 1 - Ir de trem (umas 2h de trajeto) / 2 - Ir a pé, por uma trilha inca (3 dias de trilha) / 3 - Ir de Van (7h de viagem) + trilha (2h).
      Se vc estiver com familia ou com idosos, ou estiver em uma viagem com namorada ou namorado que nao goste muito de aventura, vá de trem. É mais caro, porém é mais rápido e vc economiza praticamente 1 dia de sua viagem (se vc for de van, perdera ao todo qse 20h em translado entre ida e volta). O trem parte algumas vezes durante o dia e vc pode comprar 3 classes diferentes, uma mais pobre (cara), uma média (mais cara) e outra mais chique, com teto panoramico e tal (ainda mais cara). Veja q coloco q é caro pra mim, principalmente pq o valor é em dolar. Lembro que ultrapassava os 100 dolares o trecho do trem (no mais barato, lembre q sao 2 trechos q vc faz, um ida um volta, logo...). Vc compra pelo site deles (www.perurail.com) e o trem n parte de cusco exatamente, vc precisa pegar um taxi ate a estacao deles.
      Se vc tiver um espirito muito aventureiro e tempo sobrando, vale a pena fazer o caminho pela trilha, q leva 3 dias e o trajeto é o mesmo que era percorrido pelos incas na epoca deles. Conheci pessoas que fizeram e me falaram super bem, diz q a experiencia é bem valiosa.
      Como nao sou tao mao-aberta e nem tao aventureiro, decidi ir de van. Lembro que me custou algo como 100 e poucos dolares ida e volta, ja incluindo uma diaria num hotel em quarto compartilhado. Basicamente funciona assim: vc compra o passeio em qq companhia de turismo em cusco, todas obviamente fazem. Vc parte de cusco geralmente saindo da frente da companhia muito cedo, tipo 6h da manha vc tem que estar lá. Vc entra na van e segue viajando por umas 7h (eu demorei mais, pq o pneu da van furou), a viagem nao é taoooo distante assim, mas vc segue pelas famosas rodovias peruandas, cheias de subidas, descidas, curvas completamente fechada, algumas onde so passa 1 carro por vez, passa por pequenos riachos, depenhadeiro (é incrivel, realmente incrivel, vc passa beirando, muito proximo do despenhadeiro, da van da pra ver o abismo bem do seu lado) e até um bom trecho de estrada de chao. É muita aventura o trajeto, muita curva, a velocidade de viagem é baixa por conta de todos esses entraves. A experiencia na van e muiiito show, vc ve muitas paisagens exuberantes, pode passar 7h conversando com pessoas de diversas nacionalidades. 
      O trajeto de auto termina em um ponto na base de uma usina, por volta das 2h da tarde. Vc chega, tem um almoco bem safado te esperando. Vc almoca ali e segue uma caminhada por uma trilha de +- 2h, margeando o trilho do trem caro. É muiiiiita gente, gente indo, gente vindo, coisa de louco. Tem trechos que vc acaba ficando sozinho e ai da pra contemplar a paisagem. A caminhada e bem legal, as vezes os trens passam por vc e dao aquela buzinada de trem kkk, tem ate trachos q vc passa em pontes sobre rios e vc vai caminhando sobre os trilhos, parece coisa de filme. No final da tarde, ja bem cansado vc chegara a Aguas Calientes e tera um guia esperando a sua turma (que nao segue junta, cada um vai na velocidade que quiser). A chegada e mto tumultuada, tem mta gente chegando, mtos guias gritando, eu fiquei perdido la, demorei pra encontrar o guia de minha companhia. Como ja cheguei praticamente a noite, foi só jantar e ja iri dormir cedo pq a ida as ruinas e logo pela madrugada.
      A ida as ruinas vc acorda as 04h da manha, as 05h vc tem que estar no ponto de encontro que é onde partem os onibus. A subida pra Machu Picchu e feita em um onibus proprio do sitio arqueologico, na verdade sao dezenas e dezenas deles subendo e descendo levando gente. Vc pode ir a pe tb, fazendo uma trilha q leva algumas horas. De onibus a subida leva uns 10 min. Pra entrar na ruina vc paga mais alguns dolares e eu recomento que vc pague um dos guias que ficam la oferecendo seus seervicos, vale muito a pena pelas explicacoes que te dao. O que posso falar de macchu picchu? Deslumbrante, insdescritivel, uma das coisas mais perfeitas que ja vi, é realmente um regresso no tempo, todas aquelas construcoes, aquela engenharia avancadissima pra epoca, os monumentos perfeitamente construidos, as pedras polidas com encaixe perfeito... senssssacional, vale muito a pena. Nao é a toa que é umas das 7 maravilhas do mundo modeno. 
      Qto mais cedo vc entrar e melhor. Eu entrei logo qdo amanhecia, tinha pouca gente, dava pra transitar bem, tirar fotos com tranquilidade. Qdo deu umas 09h da manha, virou um formigueiro, era gente adoidada, muita gente mesmo, impressionante.
      No meu caso (e de outras dezenas de pessoas), como eu estava no pacote da van, qdo deu por volta de 12h tive q pegar o onibus de volta a Aguas Calientes, depois caminhar mais 2h pela trilha e retornar pro ponto de encontro das vans (sao dezenas e dezenas), que partiria por volta das 03h da tarde. Outra confusao ali, pq é muita va, vc nao consegue identificar em qual vc tem que ir, é mta gente perdida lá, uma loucura. Entrou na van? mais 7h de viagem a cusco, nas mesmas condicoes precarias da estrada. Cheguei em cusco umas 10h da noite, mortooo, mas muito agradecido e deslumbrado pelo passeio. Foram ao todo 2 dias de viagem para conhecer cusco na forma como fiz. Na minha opiniao, o translado mais legal é sem duvidas o de van, apesar de ser meio cansativo, faz parte né! Se vc for de trem, vc pode fazer tudo em apenas um dia, saindo bem cedo de cusco e retornando no final do dia, sem a necessidade de dormir em Aguas Calientes (acho q vale a pena uma noite lá, viu).
      SKYLODGE E VIA FERRATA:

      Depois de Machu Picchu, foi o passeio mais fantastico que fiz por lá. O Skylodge é um hotel que fica suspenso a 400m de altura, preso no alto de um paredao no vale dos incas. Trata-se de capsulas feitas em material espacial, suspensas, todas transparentes. Imagina so, vc se hospedar num lugar desses, no meio do nada, suspenso em uma capsula a 400m de altura. Muito diferente, nao? Para chegar ao hotel vc tem que escalar (escalar de vdd) por uma via ferrata (uma escadinha de ferro) que construiram. Vc sobe com material de alpinismo, preso por mosquetoes de seguranca e com os guias ao seu lado sempre... A vista e a experiencia sao fenomenais! Experiencia unica no mundo, ta? Nao tem nada parecido em outro lugar.
      Vc simplesmente escala 400m, faz um cafe da manha la nas alturas, conhece o hotel, e depois desce por 7 zip lines (tirolesas), sendo uma com 700m de comprimento.... COISA DE LOUUUUCOOOO, experiencia muuuuuuuuiiiito massa!!! Pensa na vista, no vento... La de cima vc ve o rio q passa ao lado, inclusive da pra ver o trem passando, os trilhos dele passam proximo a base dessa montanha... Por isso eu falo que vale muito a pena vc conhecer.
      No meu caso eu nao me hospedei no hotel, paguei apenas para fazer o passeio que inclui o translado partindo de cusco até o hotel, a subida e o regresso a cusco. Todo o passeio vc faz em meio dia. Nao é mto barato pq inclui alem dos translado, o material de protecao e os guias. O passeio nao e dos mais conhecidos do Peru, mas so pq mta gente nem sabe, pq qdo conhecerem, vao querer fazer. Muito 10!
      OUTROS PASSEIOS NOS ARREDORES DE CUSCO

      Outras coisas que fiz foi ir ao salar de maras, que é muito legal. É uma mina de extracao de sal, onde eles tiram o sal da propria agua que sai das montanhas. É uma construcao divina, com centenas de tanques de agua e sal. La vc pode comprar bastante bugiganga e o famoso sal rosa tb. Fui tb passeios a outros sitios arqueologicos (vc consegue fazer geralmente 2 por dia). Todos passeios sao bonitos, muito show, cada um reserva uma coisa diferente, mas os que mais me impressionaram mesmo foram machu picchu  e o skylodge.
      Na minha opiniao, se vc tiver mais tempo que eu, vá a montanha colorida e tb vá ao Oasis de Oacachina, ele fica bem no deserto, é um oasis igual de filme, um lago com naturezao ao redor dele, no meio do nada. O pessoal faz passeios q incluem um lual bem divertido lá, passeios de bugue e tal. Eu se tivesse tido mais ttempo e me planejado melhor, teria feito.
      CUSCO DE NOVO:

      Vou te dar mais uma dica sobre cusco: Tire um dia pelo menos da viagem para n fazer nenhum passeio. Separe esse dia para vc andar livremente pela cidade, percorrer as ruas, ver o movimento, tomar umas cuzqueñas (breja regional). Passeio é legal, mas vc acaba nao curtindo essa cidade que é maravilhosa. Me lembro que eu andava tranquilo, observando tudo, as pessoas, os artistas de rua tocando musicas, tudo... é uma oportunidade unica vc estar ali, nao tem nada parecido com cusco. Desfrute da cidade tb e nao se deixe ser levado pela febre de ficar correndo o tempo todo na viagem pra fazer 1000 passeios e tirar 1000000000000 fotos, usufrua tb!
      LIMA:

      De cusco a Lima vc pode ir de busao ou de aviao. Sao 1.100km de distancia. Se fosse por rodovias normais, vc levaria umas 15h pra chegar, mas como sao rodovias peruanas, vc levara praticamente 24h pra chegar. Se for de aviao, sao cerca de 3h de voo. Como n tinha mto tempo e queria conhecer Lima, fui de aviao.
      Ao contrario de Cusco, Lima e uma cidade gigante, tem 9 milhoes de habitante... uma loucura. o Transito é louco, carros velhos pra burro, taxistas muito mal educados. No geral a cidade é  bonita, fica no litoral. A praia lá é morta, é praia do pacifico, entao a areia é dura, feia, escura, em alguns pontos nao tem nem areia, é so pedra. Na vdd eu acho que ali nas redondezas de Lima nao se entra na praia.
      Eu aluguei uma bike e passei uma tarde pedalando, conheci varios pontos da cidade. O ponto para os turistas se hospedarem é a regiao de Miraflores, que é bem bonita, urbanizada, segura, cheia de estrutura para o turista. Tem mercado, taxi, hotel, hostel, padaria... bar... pracas, fica perto dos principais pontos de turismo de Lima e tem acesso facil pra qq lugar. Do aeroporto a miraflores é meio longe.
      Vale a pena vc passear no Malecon (orla) ali da regiao de miraflores, é um shopping a ceu aberto. Bem bacana a ideia, bem chique e organizado. Va tb ao parque das aguas, que e um parque cheio de atracoes interessantes com água. Sao umas 50 atracoes, dentre elas a famosa danca das aguas, que sao chafarizes que fazem desenhos absurdos somente com agua, seguindo o ritmo de alguma musica. Va tb a belissima plaza de armas de Lima, que é onde ficam os poderes do governo. Muito bonito!
      Fui tb para uma boate lá, tava meio parado, mas tomei umas geladas boaaas.
      No meu caso, me hospedei novamente no hostel LOKI. Como sempre o staff de lá é muito receptivo e atencioso com os hospedes, te ajudam no que vc precisar. A estrutura é bem legal, muito melhor que o Loki cusco, mas nao é nem de perto badalado igual.
      Muita gente aqui fala que nao vale a pena conhecer Lima, pq n tem nada demais e nao sei o que, mas eu discordo totalmente. Eu gostei mto da cidade, achei bem legal a regiao de miraflores, muito bonita mesmo. Muito rica a experiencia gastronomica em Lima. Se vc gosta de comer, tem restaurantes conceituadissimos e a precos justos. Claro que, se vc tiver uns 10 dias de ferias, eu recomento que fique 7 em cusco e 3 em Lima.
      Fiquei apenas 3 dias em Lima e parti de volta ao Brasil.
      RAPIDINHAS:
      * MOEDA: A oficial lá e o Sol. Ele vale mais ou menos o mesmo que o real. Na epoca que fui 1 dolar estava R$ 3,00 e 1 dolar tb estava 3 soles. Dolar vc tera que trocar pela moeda local.
      * TAXI: Como sempre, isso é um problema. Eles sao muito vagabundos, se aproveitam a role dos turistas. Vc tem que combinar certinho tudo antes com o taxista. No aeroporto de Lima eu fique barganhando com os taxistas e ninguem queria me levar pelo valor eu ja tinha lido aqui q era o preco pra ir a miraflores partindo do aeroporto. Eles fazem uma mafia ali, um ajuda o outro a enganar vc. Eu fui entao saindo do aeroporto pra pegar taxi la fora, ai o cara me chamou pra me levar junto com uns indianos. Combinamos de ele me levar ate o meu hostel por 20 soles e os indianos ficariam tb em miraflores, perto. Chegou em miraflores o vagabundo nao queria nos levar aos hosteis, queria nos deixar numa praca la, pq segundo ele o preco q nos pagamos nao dava p levar ate os hosteis. Enfim, passei umas situacoes com taxistas no Peru. Seja esperto!
      * CLIMA: Em Cusco faz mto frio, se prepare, principalmente a noite. Durante o dia faz sol e calor moderado, entao é bom levar roupa leve tb. Leve proteror solar, beba muita agua pq altitude desidrata. Lima é quente, clima tropical. Fui na epoca de maio, quando ainda esta um periodo bom para vc ir a macchu picchu. Se vc for na epoca das chuvas, é bem capaz de voce nao ver nada lá. Li  vaaaaarios relatos aqui falando que foram na epoca errada e nao viram nada la. Eu peguei tempo aberto, perfeito!
      * IDIOMA: Como tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiito brasileiro la no peru, principalmente em cusco (em todo lugar mesmo vc ouvira portugues, vi dezeeeeeenas de brasielriros por la), eles entendem tudo q vc fala e vice-versa. Eu estava tentando arranhar um espanhol la, mas o pessoal pedia p eu falar em portugues q era melhor pra eles compreenderem kkkkkkkk 
      * BUZINA: Nao sei por que cargas da agua eles buzinam tanto la. Nunca vi nada igual, tanto em Lima como em Cusco, os carros buzinam a todo momento, dezenas e dezenas de buzinas... mesmo sem ter transito sem nada, eles passam e buzinam, é muito bizarro isso. No Equador eles tem esse habito tb, mas no Peru era inacreditavel, vc fica louco la pelo 3 dia vc que matar eles.
      * BEBIDAS: Beba Inka cola (refri tipico), cuzqueña (breja tipica) e Psico sour (goró ripico)
      * CUIDADO EM CUSCO: Como a parte turistica e toda feita de pedra, o chao as vezes e muito escorregadio. Eu levei um tombo, andando sozinho, pois estava garoando e o hostel ficava em uma ladeira, as pedras ficam lisas igual a sabao. Muito cuidado, perigoso machucar!.
      É isso ai pessoal... espero ter contribuido um pouco com o fórum! Abaixo, mais algumas fotos de minha viagem: 

      Machu Picchu
       

      Plaza de Armas de Lima
       

      Parque das Aguas de Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima

      Orla de Lima

      Orla de Lima a Noite

      Loki - Lima

      Skylodge 
       

      Loki Cusco
       

      Galera do Free Walking Tour
       

      Mais do Loki Cusco
       

       

      Uma das festas do Loki Cusco
       

      Povoado de Aguas Calientes
       
      Madrugada, fila esperando os bus Madrugada, povo esperando p subir a machu picchu
       

      Trilha a machu picchu
       

      Uma das pontes da trilha

      Cusco

      Vista do alto da via ferrata.




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