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debalves

Peru light em Setembro de 2018 - Lima e Cusco (incluindo Machu Picchu)

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Olá amigos Mochileiros!

Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". 🙃

Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou com a cabeça um pouco mais aberta à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos.

Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa!

O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é  bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada.  O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa  freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos  mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo.

Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)!

Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite.

Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião.

No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral.  Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico.

Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro.

Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total.

 Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas!

Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas.  Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?!

À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas!

No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante.  Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados!

Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina!

Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois.

Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?!

De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles.

Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 Soles para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada.

Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com  design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também.

Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá.

Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?!  Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. 😟 Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles.

Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo.

Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.

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Visão da "praça", com o shopping abaixo.

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Deste mesmo lugar, dá pra ver o mar.

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A primeira vez que vimos lhamas no Peru... pena que eram falsas...

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Sanduíches e batatas da La Lucha Sanguchería

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Vista do Shopping Larcomar à noite

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Shopping Larcomar à noite.

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Débora na Plaza de Armas com a Catedral ao fundo

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Com o Palacio do Governo ao fundo

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na Plaza Perú

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Catedral de Lima

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Catacumbas dentro da Catedral

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Igreja de San Francisco

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Bebendo Inca Kola

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Museo Larco

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Museo Larco

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Museo Larco

 

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Huaca Pucllana

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Explicando como eles faziam os tijolinhos de barro

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Passeando no Malecón de Miraflores

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Parque Del Amor

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Farol

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Mais do Malecón de Miraflores

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Circuito Magico del Agua

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A foto não faz juz a beleza que é lá

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Muitas fontes, tudo lindo!

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Depois de muitas dúvidas, entrei... e a água que respinga no chão, molha os pés todos

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Dentro do túnel... esse não molha

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Infelizmente não consegui tirar fotos muito boas do Rodrigo... mas essa ficou com um efeito diferente!

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Em 30/09/2018 em 00:29, debalves disse:

Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

hahahahauaha, é isso aí! 😂😂💙💚

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E lá vamos nós continuar o relato! No dia seguinte era nosso último dia “útil” de Lima. Poderíamos ter visitado mais museus, pois a cidade é cheia deles, mas não nos animamos. Foi meio questão de honra para o Rodrigo descobrir onde ficava o Parque Maria Reiche, o parque que tinha a decoração com flores lembrando as figuras de Nazca, e pegamos um uber até lá. O motorista do Uber até estranhou e nos perguntou se era ali mesmo que queríamos ir. Acho que não é um lugar muito frequentado pelos turistas, vimos muitos locais passeando com seus cachorros e algumas pessoas fazendo exercícios.

Passeamos um pouco e tiramos algumas fotos e voltamos andando, passando de novo pelos outros parques, o que é muito agradável. A área que vimos em obras no dia anterior, no final das contas não nos atrapalhando em nada a caminhada.

Depois de muito discutir sobre onde almoçar, ficamos olhando as resenhas no Google e no Trip Advisor de alguns restaurantes por perto, acabamos decidindo almoçar em uma lanchonete do shopping mesmo, em um lugar chamado Hermanas Ambulantes, que tinha comida que não era lanche e estava bem boazinha, pois achamos as comidas dos restaurantes ali por perto um tanto caras.

Falei com o Rodrigo que eu queria visitar o bairro Barranco, com sua encantadora Ponte dos Suspiros, a charmosa igrejinha... é o bairro mais boêmio da cidade. Na verdade, eu queria também visitar a Bajada de Baños, e atravessar a passarela e descer para a beira-mar, mas vi as fotos na internet e achei um pouco “abandonado”... E também confesso que não me animei descer tudo pra depois subir tudo de novo... Então pegamos um uber e fomos até o Bairro Barranco, onde dava acesso à ponte dos suspiros. Achei o local com um encanto bem diferente... mas também achamos frequentado por algumas pessoas meio estranhas, alguns com cara de moradores de rua... muitos restaurantes pareciam que iam abrir só mais tarde e então ficamos andando por ali e tirando algumas fotos... Mas qual não foi a nossa surpresa quando fomos alvejados de cocô de pombo várias vezes enquanto caminhávamos e acabamos saindo de lá correndo e pegando um novo Uber de volta ao hotel, pra tomar banho e trocar de roupa... Sorte que os casacos eram impermeáveis (Passamos um lencinho de limpeza e pronto), mas a camisa também virou alvo!

À noite comemos onde?! Em La Lucha Sanguchería, porque procuramos por esse lugar no Google e no Trip Advisor em Cusco e não achamos... Então essa seria a nossa despedida... e os sanduíches lá são muito gostosos mesmo.

Descansamos, pois no dia seguinte iríamos a Cusco. Acordamos, fomos trocar mais um pouco de dinheiro no câmbio, ver algumas lojinhas de souvenir (encontrei um pacotinho de balas de coca e comprei, e nos foi muito útil em Cusco), depois voltamos, fizemos o check out no hotel e rumamos para o aeroporto. Nosso voo era por volta de 14h, se não me engano, então quando chegamos no aeroporto, comemos no McDonald’s, para comer bem rapidinho e embarcar, já que ao chegar lá, já seria umas 15h. Achei o meu sanduíche um pouco picante... Será que era minha imaginação ?! Será que é reflexo de toda comida no Peru?! Fizemos bem em comer antes, pois como o voo é rapidinho, não teve nem lanche à bordo, só bebidas.

Chegando lá pegamos um transfer para o hotel, da mesma empresa que pagamos vários passeios por lá, a Condor Travel. O rapaz nos orientou naquele dia comer coisas leves (como sopa e peixe), não beber bebidas alcoólicas e descansar. Poderíamos passear e conhecer a cidade também, mas de forma leve. Eu tinha lido várias coisas previamente sobre o mal da altitude, inclusive sobre uma moça que comeu uma empanada de frango e viu tudo rodar e deitou no chão do restaurante e vieram trazer um chá de coca correndo pra ela tomar... Uma amiga minha que já tinha viajado no ano passado falou que você tem que mastigar a coca e não pode deixar começar a dor de cabeça, depois que começa, não tem remédio que faça passar... confesso que fiquei morrendo de medo... mas tínhamos que enfrentar esse mal da altitude pra conhecer essa cidade encantadora!

 

Eu comprei as balas de coca pois imaginei que o Rodrigo fosse recusar mastigar a folha de coca por achar que está suja e que fosse implicar de tomar o chá de coca porque ele não é fã de chá... e foi muito bom ter comprado, elas têm gosto de menta e ajudam de verdade no mal da altitude.

O rapaz nos entregou nossos tickets dos passeios que fechamos (city tour e Machu Picchu) numa pasta pequena e falei que queria fechar outros passeios, como o de Moray e das Salineras de Maras, mas ele falou que eu teria que ligar para o telefone que estava na pasta para fechar com eles... fiquei chateada pois falar em espanhol pessoalmente é uma coisa, mas pelo telefone é mais difícil!

Durante todo o trajeto, ficamos nos entreolhando e perguntando: “E aí? Tudo bem?” E ainda estávamos muito bem, sem sentir nada... Não estávamos enjoados e nem com falta de ar, graças a Deus. Eu tinha as balinhas de coca na bolsa e já comecei a chupar logo, com medo do que minha amiga falou sobre as dores de cabeça dela, mas não senti muita diferença, na verdade não estava me sentindo mal naquele momento.

Chegamos no hotel (ficamos no San Augustin Plaza) e estava meio confuso, com  um grupo grande que estava saindo. Minha coluna estava doendo (nessa viagem minha coluna doía bastante nos dias de voo de avião) e eu queria deitar. Fizemos o check in e nos colocaram em um quarto no térreo, com duas camas de solteiro (mesmo nós tendo fechado previamente quarto com cama de casal). Reclamamos, mas as funcionárias da recepção falaram que só poderiam trocar no dia seguinte. Fomos para o quarto e deitamos para descansar. O Rodrigo brincou que se era pra descansar e não fazer muito esforço, então que tínhamos que aproveitar! Dormimos praticamente a tarde toda e acordamos lá pelas 19h, com fome. Então fomos procurar algum lugar para comer e andar pela cidade. Não estávamos com vontade de comer nem sopa e nem peixe (ainda mais que tinha lido que a sopa é rala, é quase uma “água suja” de frango e não curto). Ficamos procurando na internet algum lugar para comer e Rodrigo teve a idéia de comermos massa... será que seria pesado ?! Eu tinha lido em algum blog de viagem recomendação sobre um lugar chamado Carpe Diem e resolvemos comer lá. Saímos do hotel e fomos caminhando devagar pela rua do hotel (que era uma principal) até a praça principal da cidade. Confirmamos que nosso hotel ficava bem em frente ao Qoricancha, um dos locais turísticos a se conhecer na cidade. Descobrimos que a rua do hotel era um pouco íngreme e tínhamos que andar devagar, pois dávamos alguns passos e parecia que tínhamos andado dois quarteirões. Comemos mais uma balinha e nos sentimos um pouco melhor daquele cansaço da caminhada. Andamos um pouco e chegamos na praça onde fica a Catedral e os prédios principais. Na hora de pesquisar os hotéis, procuramos por um hotel que não ficava em uma rua que era muita subida (vimos algumas assim lá que tinha alguns restaurantes bem recomendados e não subimos com medo de passar mal). Na verdade não contava que a rua do nosso hotel fosse um pouco íngreme... e nem que fosse um pouco distante do centro, embora não tão distante.

Ah! E não precisa nem dizer que em Cusco estava ainda mas frio à noite do que em Lima... fazia lá pelos seus 6 graus de frio e às vezes até menos!

Procuramos por esse restaurante e ele ficava em uma rua com vários restaurantes, todos com pessoas nas portas assediando para a gente entrar... Entramos no restaurante, era bem pequenininho, e tinha uma parte de baixo, que estava cheia, e uma parte de cima, subimos a escadinha e eu fiquei preocupada em como iríamos descer se passássemos mal depois da comida.  Juro que fiquei olhando se do lado da mesa tinha espaço pra eu deitar no chão se por acaso visse tudo rodar, igual a história que eu tinha lido. Achei o restaurante caro e com ar de comida sofisticada. Não ligamos muito pra isso, na verdade minha alma de gordo adora quando o restaurante serve comida farta e gostosa e, infelizmente quando o restaurante tem comida sofisticada, as porções embora quase sempre gostosas, são pequenas. Pedimos pratos de massa que não tinham nada de carne pra não ficar pesado e estava bem gostoso. Ficamos esperando um tempinho e graças a Deus não passamos mal. Dividimos uma sobremesa pra adoçar a vida e voltamos para o hotel caminhando novamente. Cusco é uma cidade com ar de cidade pequena e bem antiga o que a torna encantadora. Dá pra fazer tudo ali pelo centro à pé... só não dá pra ir nos sítios arqueológicos a pé... é uma pena... Hehehe!

Voltamos para o Hotel e descansamos de novo, porque no dia seguinte tinha City tour à tarde.  

 

 

  • Vou acompanhar! 1

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Parque Maria Reiche

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Nós no Parque Maria Reiche

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Débora em Parque Maria Reiche

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Rodrigo em Puente de Los Suspiros

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Nós em Puente de Los Suspiros

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A ponte vista da rua de baixo

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Outra vista

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Outra vista da ponte

 

  • Gostei! 1

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No dia seguinte acabei acordando cedo, com muito barulho de mala e turista conversando no corredor no quarto que nos deram, com duas camas de solteiro, no térreo. Fiquei muito chateada com isso... Tínhamos um City tour programado para a tarde, então tomamos café (decidi por tomar chá de coca com menta, que era bem bonzinho, pra dar uma “turbinada”) e fomos andar pelo centro da cidade e tirar algumas fotos. Fiquei com receio de durante o City tour não ter tempo de tirar as fotos com calma e foi muito bom ter feito isso, porque realmente na hora do city tour, essa parte foi um pouco corrida. Antes disso, fiquei tentando entrar em contato com a empresa dos passeios (a Condor Travel), pelo Whats App e pelo e-mail sem sucesso, então pedimos ajuda para a recepção do hotel para ligar para a empresa e fechar o passeio para Moray e as Salineras de Maras. A recepcioista ligou para a empresa e depois de algumas tentativas, conseguiu e me passou e eu tive que falar em espanhol pelo telefone com a atendente, o que foi um desafio... Mas consegui me fazer entender e entender o que era dito pra mim também. Depois de me passarem de um atendente a outro (uns 3), consegui fechar o passeio com uma senhora que não lembro o nome, acabei optando por pagar pelo cartão de crédito, o que seria mais prático, e ela falou que no dia seguinte, o guia estaria passando entre 8h e 8:30 no saguão do hotel e tiraria cópias do passaporte e do cartão de crédito. Então, tudo resolvido, fomos passear... mas qual não foi nossa surpresa quando a recepção do hotel nos perguntou se éramos nós que queríamos trocar o quarto e que teríamos que deixar nossas coisas arrumadas para trocar o quarto?! Pensei: “pronto, é agora que não vamos mais passear”... Voltamos e arrumamos nossas coisas que já estavam espalhadas, jogamos tudo dentro da mala de novo e eles falaram que eles mesmos iam levar de um quarto a outro, quando o outro estivesse pronto. Ficamos tranquilos (a mala estava trancada), e só aí fomos passear.

Caminhamos devagar, sentindo agora uma leve dor de cabeça e de vez em quando meu estômago ficava um pouco embrulhado... mas nada terrível não. Tiramos várias fotos no centro histórico, na praça onde tem a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus e a fonte com a estátua em homenagem ao Inca Pachacuti que foi um dos governantes mais importantes do império inca e o grande responsável pela expansão e prosperidade desta civilização. Tentamos entrar na Igreja da Companhia de Jesus, achando que era a Catedral, mas era pago e eu achei caro para nós dois (não lembro o valor), o Rodrigo falou para eu ir sozinha, mas acabei desistindo. Entramos em uma feirinha para olhar os artigos e fomos procurar um lugar para comer, pois era umas 11h e o city tour era por volta de 13h (e ainda tínhamos que voltar até o hotel pra encontrar o guia lá). Procuramos no Google e no Trip Advisor, mas todos os restaurantes bem recomendados e baratos ficavam em ladeiras bem íngremes e não nos arriscamos a subir nesse segundo dia. Achamos na internet a recomendação de um restaurante oriental, que nem lembro mais o nome, mas quando chegamos lá, não tinha mais nada no lugar (dava pra ver pela porta de vidro) e estava fechado. Achamos então a recomendação de um restaurante chamado Hanz Homemade Crafts and Beers, mas tivemos dificuldade em achar a porta deles e depois desistimos, pois parecia uma hamburguería e eu queria comer comida e não lanche. Andamos para lá e para cá e tudo o que víamos, em todos os restaurantes, os preços eram por volta de 40 Soles cada prato ou mais caro... achávamos caro... fomos abordados inúmeras vezes por funcionários dos restaurantes que queriam que entrássemos, mas dizíamos que não, até que vimos que era próximo de meio dia, nos demos por vencidos e aceitamos entrar em um restaurante que um rapaz simpático que nos abordou, nos indicou. Ele disse que poderíamos sentar no balcão, com a vista para a praça... subimos uma escadinha meio escondida e chegamos lá em cima, um salão cheio de mesinhas, decoração interessante e o balcão, que achei por fora que era maior, com as mesinhas... O nome do lugar era La Estancia Andina Grill. Depois percebi que os restaurantes dos lados tinham todos esse mesmo balcão! Pedimos trutas, o Rodrigo com um acompanhamento de quinoa e eu com legumes. Trouxeram uma entradinha com milho seco, batatas chips, batata doce chips, e outras coisinhas mais, e demorou... mas demorou pra servir os nossos pratos e ficamos impacientes, pois tínhamos hora para o passeio. Assim que serviu, tínhamos uns 15 minutos para comer e mais 10 para andar até o hotel de volta. Comemos até no tempo certo, rapidinho, e estava bem gostoso, não posso me queixar! Pedimos a conta e... demorou de novo... aí levantamos para indicar que tínhamos pressa e a senhora, que parecia a dona, falou com impaciência que poderíamos ficar esperando sentados, mas falamos que tínhamos pressa. Pagamos e voltamos praticamente correndo até o hotel. Ao chegar no hotel faltando tipo uns 3 minutos para as 13h, a recepção do hotel nos avisou que nós teríamos que estar presentes na troca da mala, de quarto. Ficamos tensos, e falamos que tínhamos o passeio, ao passo que o hotel falou que assim que o guia chegasse, nos avisavam e pediam para ele esperar. Acompanhamos o funcionário, abrimos a porta do quarto, ele pegou nossa mala e ficamos esperando o elevador, que não chegava de jeito nenhum. Ele resolveu subir de escada com a mala no ombro e nós subimos atrás (fiquei preocupada em subir as escadas rápido e na altitude, mas não sentimos nada, graças a Deus). Deixamos a mala no quarto e aproveitamos para ir no banheiro rapidinho. Quando estávamos saindo do quarto, o telefone tocou, nos avisando que o guia estava nos esperando. Ufa! Deu tempo!

O guia do passeio era muito, muito simpático. Se eu não me engano, o nome dele era Joseph. Contava apaixonadamente a história da cidade. Ele falou que sabia falar um pouco de português e poderia fazer isso para nós, mas dissemos que estava bem ele falar em Espanhol porque queríamos treinar os ouvidos (e conseguimos entender o Espanhol, quando falam devagar, muito melhor do que conseguimos falar em espanhol). Passamos em outros hotéis para pegar outros turistas: Um casal de idosos com uma filha jovem espanhóis de Pamplona (que disseram que no dia seguinte iriam a Machu Picchu), um casal jovem de Jerez, na Espanha também e um casal jovem Colombiano. Seguimos o passeio e o primeiro lugar de parada foi o Qoricancha. Distribuíram alguns fones de ouvido, os tickets de entrada (o nosso foi parcial, enquanto o dos outros foi total, achei estranho, mas não falei nada na hora, achei que iam nos dar o restante depois) e fomos adiante. Chegou um casal novo também que levaram para lá para junto de nós na entrada e depois descobrimos que eram paraguaios. Fiquei encantada com a visita feita pelo guia do Qoricancha e tudo que foi contado sobre a história do lugar e dos Incas... É surpreendente a história desse povo! No meio da visita mais um casal chegou e o guia até pediu desculpas pela confusão que tinham feito com eles. Era um casal novo também, do México. Saindo do Qoricancha, seguimos para Sacsayhuaman. Chegando lá, o guia explicou a história do lugar, que se acredita ter sido um forte, e visitamos por fora, observando as paredes com aquelas pedras enormes, que foram montadas como em um quebra cabeças... o guia falou que tinha uma subida para um mirante e quem não quisesse ir ou não aguentasse no meio do caminho, que iríamos voltar pelo mesmo caminho, então poderia esperar. Mas quem quisesse ir, seguia com ele. E tentamos seguir, quase morrendo, pois subir qualquer subida que seja naquela altitude, não é fácil. Quando chegamos lá em cima, falei com o guia que isso não vale, pois vivemos no nível do mar e ele riu da piada. Ficamos nós e o casal de paraguaios (que tinham chegado naquele mesmo dia, coitados) um pouco para trás, mas conseguimos chegar lá em cima, observar a cidade, tirar algumas fotos e voltar. O lugar é muito bonito, mas também parece que foi palco de muitas batalhas sangrentas. Voltamos para a van, passamos por uma turba de vendedores de bugigangas, e fomos para o novo sítio, chamado Puca Pucara. Neste lugar descemos da van, um pouco longe do local e o guia nos explicou (de longe) que era como um posto entre duas cidades, para pernoitar. Explicou sobre as pedras utilizadas, que em cada sítio arqueológico são diferentes umas das outras (umas são avermelhadas, outras, se não me engano, amareladas e outras brancas). Neste momento estava um vento muito muito frio e voltamos para a van para nos abrigar e não fomos até lá o local. Mas me dei por satisfeita em olhar de longe mesmo, parecia mais do mesmo, daquelas incríveis paredes de pedra. Continuamos o passeio e fomos para Q’enqo, que pelo que o guia explicou, era um local sagrado, onde faziam as mumificações dos antepassados. Ele falou do que os Incas acreditavam de vida e morte e dos mundos, e que a população de hoje, em geral, da região acredita no cristianismo, mas também na Pacha Mama e todas as coisas consideradas sagradas para os Incas.

Seguimos de novo para a van e nos levaram para uma ONG que auxilia os produtores locais de tecido com pelos de lhamas e alpacas. Eles mostram como tingem e a diferença entre um bom produto e o “genérico” e nos deixam à vontade para olhar tudo, comprar e ajudá-los. Tive muita vontade de comprar várias coisas, mas era tudo muito caro, não dava para o meu orçamento, infelizmente! Acabamos só comprando uma água mesmo, pois a garrafa que tínhamos levado já tinha acabado.

Neste momento nosso grupo de turistas já estava bem entrosado e conversando sobre vários assuntos e nós tentando nos comunicar também. Foi bem legal! O rapaz mexicano disse que já tinha estado em São Paulo e ficou tentando falar algumas palavras em português e falando bem do guaraná e do açaí. Nós ficamos tentando explicar aos colombianos que já estivemos na Colômbia e gostamos de lá, e a moça colombiana não acreditava que tínhamos gostado de Bogotá e falando rápido, como vimos que na Colômbia eles falam rápido mesmo (e eu nem imaginava que falavam tão rápido antes de irmos!)

Seguimos mais uma vez com a van que retornou para Cusco, para o centro histórico... e andamos à pé de onde a van nos deixou, para a Catedral. O guia tinha perguntado se poderíamos terminar no centro histórico e muitas pessoas gostaram, para depois comer por ali mesmo. Chegando na Catedral, o guia nos explicou sobre a conquista espanhola e como foi para os Incas participar das artes da igreja e tudo mais e do sincretismo religioso que acabou existindo, mesmo que um pouco escondido. E graças ao filho de um conquistador espanhol com uma Inca, que aprendeu a ler e escrever, e que deixou registrado os costumes dos seus ancestrais, que sabemos um pouco sobre esse povo, que era muito inteligente, mas que infelizmente não tem registros de escrita.

O tour acabou por aí, na porta da Catedral, devolvemos os fones de ouvido e nos despedimos... acho que era por volta de 19h... acabou que voltamos para o hotel, deitei um pouco para consertar a coluna, uns 30 minutinhos, fomos ao banheiro e nos arrumamos de novo para ir comer. Decidimos comer pizza e Rodrigo achou uma boa indicação chamada El Molino. O lugar não era grande e era bem familiar. Ficamos no primeiro salão e não vimos o outro que tinha adiante, mas ficamos bem acomodados. A pizza era divina! Adoramos! Depois voltamos para o hotel, deitamos cansados e com uma dor de cabeça chata e fomos descansar, pois no dia seguinte eu tinha inventado mais passeio pra gente! Mas estávamos lá, naquela altitude, tínhamos que aproveitar! E é um local com tantos sítios arqueológicos para visitar, que sempre vai ter alguma coisa por fazer, infelizmente.

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Nós e a Catedral

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A catedral

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Mais da praça

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Mais da praça, que é linda

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Nós e a fonte com o Inca

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Almoçando com vista para a praça

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Qoricancha

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Dentro do Qoricancha

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Mais de dentro do Qoricancha

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Sacsayhuaman

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sacsayhuaman

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Subindo para o mirante

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Nós no mirante

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Descendo... a vista é incrível!

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Puca Pucara

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Qenqo

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Entradinha que dá medo

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Onde faziam a mumificação

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tentando sair rapidinho! Hehehe

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Explicação sobre os tecidos

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Comendo pizza

 

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    • Por CarolMagnoni
      Olá pessoal. 
      A partir do dia 16/04 eu e mais quatro amigas vamos partir para um mochilão na América do Sul.
      Vamos passar por Cusco e lá queremos fazer uma tatuagem simples, de lembrança da viagem.
      Alguém indica um bom estúdio de tatuagem por lá?
      Valeuuu
       
    • Por Wesley Felix
      Mochilão
       
      Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER)
       
      “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais)
       
      Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência.
      Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca.
      O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul.
      Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela.
      Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis.
      Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós.
       
      GRATIDÃO E PLANEJAMENTO
       
      Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora.
      Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar.
      Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho.
      Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos.
      Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva.
      Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos.
      Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar.
      Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais.
      Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo.
       
      DOCUMENTOS:
      Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem.
       
      Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail.
       
      OBJETOS:
      01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre).
      01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque);
      01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas);
      01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca);
      01 Cadeado (pelo menos um);
      01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos);
      01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora);
      01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar).
       
      CALÇADOS:
      01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso);
      01 Tênis (também já falei);
      01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising).
       
      ROUPAS:
      01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras);
      01 Toalha de rosto;
      07 Pares de meias;
      01 Sunga;
      12 Cuecas;
      02 Calças jeans;
      01 Bermuda jeans;
      01 Bermuda moletom;
      06 Camisetas (03 foram suficientes);
      02 Camisetas de manga longa;
      01 Conjunto segunda pele térmica;
      02 Blusas fleece;
      01 Jaqueta corta vento;
      02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento);
      01 Capa de chuva;
      01 Óculos de sol (invista em um bom);
      01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné;
      01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar);
       
      ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS:
      Escova, pasta de dentes e fio dental;
      Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos);
      Sabonete e shampoo;
      Hidrante corporal e hidratante labial;
      Protetor solar;
      Desodorante e perfume;
      Pente e creme para pentear (a menos que seja careca);
      Papel higiênico.
       
      Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá.
       
      REMÉDIOS:
      Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia);
      Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas);
      Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande);
      Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo);
      Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto);
      Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze);
      E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche.
       
      Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil.
      Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade.
      Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem.
       
      APLICATIVOS:
      Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão.
       
      Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários);
      Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.);
      Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas);
      TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável);
      Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas);
      Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços);
      Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas);
      Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus);
      Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes).
      Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais.
       
      Com tudo pronto, partiu mochilão.
    • Por João Pedro Carvalho
      INTRODUÇÃO E PREPARATIVOS
      para quem quiser, tem a versão mais bonitinha em PDF aqui -> RELATO TRIP - @der_wanderlust .pdf

      PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA...
       
      Fala galera mochileira e não-mochileira,
       
      Depois de ter colocado o pézinho pra fora desse Brasilzão pela primeira vez na vida na minha primeira trip internacional, me sinto na obrigação moral de retribuir a toda ajuda que eu recebi de outros mochileiros que já tinham feito esse rolê antes, e que compartilharam suas experiências de viagem, para que pessoas como eu, que nunca tinham comprado sequer uma passagem aérea antes, pudessem viver uma das experiências mais incríveis da vida: mochilar!!!
      Então, cumprindo a promessa que fiz antes de viajar, cá estou eu, escrevendo este relato, que também espero que inspire muitas outras pessoas a pegarem sua mochila e partirem pro mundo, porque viajar é preciso!!!
       
      RESUMÃO
       
      O clássico mochilão pelos três países, 40 dias, desembarcando em Lima, indo pra Ica, Arequipa, acampando com escoteiros do mundo todo em Cusco, depois indo pra Puno, passando por Copacabana, La Paz, fazendo a travessia do Salar do Uyuni e chegando no Atacama e descendo até a capital chilena para pegar o voo de volta para casa.
      Tudo realizado entre julho e agosto de 2018, rodando mais de 5.000 km, só andando de bus entre cidades (porque pobre tem que fazer o dinheiro render kkkk).
      E por falar de dinheiro, vamos a parte interessante. João, quanto custou essa brincadeira toda? Pois bem, vamos por partes:
       
      Comida, transportes, hospedagens e passeios fora do acampamento (30 dias)
      R$ 4743 (1000 euros)
      Lembrancinhas e bugigangas pra família toda
      R$ 667 (parte em dólar, parte em reais)
      Passagens Áereas
      (Londrina-Lima/Santiago-Londrina)
      R$ 1476 (em reais mesmo)
      Acampamento em Cusco (10 dias, tudo incluso)
      R$ 1409 (exclua isso da sua planilha)
      Chip Internacional EasySIM4U
      R$ 120 (e ganha 6 revistas super tops)
      Seguro Viagem (40 dias)
      R$ 110 (economizei 500 dólares com ele)
       
      Excluindo o monte de blusa, chaveiro, cobertor, poncho que eu comprei lá (tudo é muito barato no Peru e na Bolívia), foram R$ 7850 tudinho mesmo. O que mais me pesou foram as passagens aéreas, por eu ter que sair do meu país Londrina-PR (pequena Londres com preços de Suíça), que só tem um aeroporto regional, as passagens saíram uns 300 reais mais caras do que se saísse de Guarulhos, só que ai gastaria com ônibus até São Paulo e no fim das contas daria na mesma.
      Então, considerando os 30 dias que eu estava na viagem “regular”, ou seja, que eu não estava acampado, minha média foi de R$ 163 por dia (alimentação, passeios, ingressos, hospedagem e transporte). Saiu um pouco caro, mas muito mais barato do que se eu tivesse ido de pacote de agência de viagem que se vende aqui no Brasil.
               
      O ROTEIRO
       
      O roteiro eu mostro detalhado aí embaixo com o mapa do My Maps (usem o My Maps, é muito bom pra quando você está planejando que lugares quer conhecer, ver quais cidades são próximas, quanto tempo de deslocamento e coisas assim).

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      O roteiro por cidades ficou desse jeito:
       
      20 jun – Londrina/Lima
      21 jun – Lima - (City Tour)
      22 jun – Lima/Ica - (Miraflores)
      23 jun – Paracas/Huacachina - (Reserva Nacional e Islas Ballestas)
      24 jun – Arequipa - (City Tour)
      25 jun – Arequipa - (Trekking Canion del Colca)
      26 jun – Arequipa/Cusco - (Trekking Canion del Colca)
      27 jun/05 ago - Acampamento Vale Sagrado
      06 ago – Cusco - (Maras e Moray)
      07 ago – Cusco - (Dia no Hospital)
      08 ago – Cusco/Águas Calientes - (Trilha hidrelétrica)
      09 ago – Machu Picchu - (Huayna Picchu)
      10 ago – Águas Calientes/Cusco - (Trilha de volta)
      11 ago – Cusco - (Montanha Colorida)
      12 ago – Cusco - (Laguna Humantay)
      13 ago – Cusco/Puno - (Mercado San Pedro)
      14 ago – Puno/Copacabana - (Islas Flotantes de Uros)
      15 ago – Copacabana/La Paz - (Isla del Sol e Isla de la Luna)
      16 ago – La Paz - (City Tour)
      17 ago – La Paz - (Downhill Estrada da Morte)
      18 ago – La Paz/Uyuni - (Chacaltaya e Vale de la Luna)
      19 ago – Uyuni -(Salar 3 dias)
      20 ago – Uyuni - (Salar 3 dias)
      21 ago – Uyuni/San Pedro de Atacama - (Salar e Vale de la Luna)
      22 ago – San Pedro de Atacama - (Lagunas Escondidas e Tour Astronomico)
      23 ago – San Pedro de Atacama/Santiago - (Geyseres del Tatio)
      24 ago – Santiago - (1700 km rodados pelo Chile)
      25 ago – Santiago - (City Tour)
      26 ago – Viña del Mar/Valparaíso - (Bate e volta)
      27 ago – Santiago - (Cajón del Maipo)
      28 ago – Santiago/Londrina
       
      Quando eu sai do Brasil, planejava ficar mais dias em Huacachina e menos em Arequipa, planejava fazer o tour do Vale Sagrado Sul em Cusco, assim como outros passeios em San Pedro de Atacama, mas como não viajei com o roteiro amarrado, ou seja, não tinha comprado passagem de bus nenhuma, nem reservado passeios ou hostels (exceto por Machu Picchu), pude muda-lo na hora, seja por amizades que fiz no caminho, ou por perrengues como o dia 07/08 que eu passei no hospital (isso eu conto depois). Por isso eu não recomendo comprar nada daqui do Brasil, nem reservar passeios, nem passagens de ônibus, nem hospedagem, tudo você consegue lá na hora, pechinchando e barganhando, assim você consegue preços melhores e não fica com o roteiro amarrado, você tem mais flexibilidade caso mude de ideia ou aconteça alguma coisa.
       

      Não tem segredo, tem que pesquisar, na internet, em blogs de viagens, no Mochileiros.com, em relatos de quem já foi, no meu caso, peguei um roteiro de 20 dias num blog, e fui adaptando, adicionando cidades e passeios, vendo os ônibus e hostels que eu poderia usar. Para os passeios, eu procurava nos relatos do Mochileiros.com e via as agências que a galera recomendava e já ia anotando o nome e o preço que pagaram pelos passeios.
       
      Para a hospedagem, eu procurava no Booking.com o nome da cidade, ordenava pelo menor preço, e ia vendo as avaliações da galera, se tinham curtido o lugar, mas sem reservar nada, só anotava o nome, o preço da diária, e quando chegava na cidade, ia direto nele (muitas vezes reservava o hostel pelo Booking quando chegava na cidade, pra não ter que pagar em caso de cancelamento).
      Para os transportes entre cidades, procurava no Rome2Rio as empresas que faziam o trajeto, o preço médio das passagens e já deixava anotado, mas também comprava só quando chegava na cidade, teve alguns que deixei pra comprar no dia da viagem mesmo.
      Para a alimentação, era na raça mesmo, perguntava para os locais mesmo onde tinha lugar bom e barato para comer, mas para planejamento, calculava R$ 40,00 por dia com comida. Tinha vez que gastava R$ 10,00, tinha dia que gastava R$ 50,00, mas fome não passava kkk.
       
      QUANTO LEVAR?
       
      Depois de definir o roteiro, ia anotando numa planilha no Excel mesmo, o roteiro por dia, os preços médios dos passeios, dos ônibus, das hospedagens, mais uns R$ 40,00 por dia pra comer, somei tudo e levei uns 20% a mais, só pra garantir. Funcionou bem, pelas minhas contas, eu precisava levar 1400 euros, trouxe 400 de volta, que já estão guardados para a próxima trip.
      Mas ainda levei meu cartão de crédito internacional, já desbloqueado para operações no exterior, só para uma possível emergência. Felizmente não precisei usá-lo.
       
      PREPARATIVOS
       
      Passagens Aéreas
       
      As duas piores partes da viagem são: comprar passagens aéreas e comprar moeda estrangeira, porque independentemente do quanto você pesquisa, parece que sempre você tá perdendo dinheiro.
      As passagens eu recomendo comprar uns 4 ou 5 meses antes da viagem. As minhas, comecei a procurar em janeiro, comprei em março, pra uma viagem para julho.
      Como eu tinha definido o roteiro primeiro, sabia que queria chegar por Lima e sair por Santiago, então procurava em todos os sites de busca possível na vida. Usei a opção “Múltiplos Destinos” ou “Várias Cidades”, passagens Londrina-Lima (20/07) e Santiago-Londrina (27/08), o Skyscanner tinha os melhores preços, mas ainda assim estava meio caro (R$1600). No site da Latam, Avianca, tudo acima de R$1800.
      Aí por acaso eu fui andar no centro da cidade um dia e passei em frente a agência da CVC, estava com sede, aí pensei, vou entrar, fingir que quero um orçamento e tomar uma água né? Tinha certeza que na agência de turismo seria o lugar mais caro. A atendente fez a busca no sistema dela, aí me disse: “R$ 1500 e pouco com bagagem despachada”, e eu: “como assim???? Mais barato que no site da Latam”. Acabei comprando lá, e como paguei a vista, teve um descontinho lá e saiu por R$1476 (comprei a passagem em março, minha viagem era em julho).
      Depois, de vez em quando eu olhava nos sites de busca e o preço não abaixava mais, então acredito que peguei a passagem com o preço mais barato possível kkk. A única coisa, é que em junho, a Latam trocou as escalas do meu voo de volta, ai a CVC me ligou para avisar que se eu voltasse no dia 27/08, teria uma escala noturna gigante no Rio de Janeiro, e acabaria chegando no dia 28/08, então ela me propôs voltar dia 28/08 num voo que eu pegaria escalas menores e chegaria no mesmo dia. Aceitei, o que foi a melhor coisa, porque ganhei um dia extra no fim da viagem.
       
      Chip Internacional
       
      Vou ser bem sincero, eu queria muito não ter comprado, mas como estava com tudo sem reservar, não conhecia nada, e queria dar um up no meu Instagram, fazer uns stories legais e postar tudo (pobre quando viaja tem que mostrar pra meio mundo, né?), e ainda por cima apareceu uma promoção da Revista Aprendiz de Viajante, que na compra de 6 revistas por R$ 120,00, de brinde ganhava um chip da EasySIM4U, com 4G ilimitado por 30 dias em todos os países, acabei comprando, não me arrependo, a internet funcionou muito bem mesmo, nas cidades, em alguns passeios, até em Machu Picchu funcionava, só no Salar do Uyuni que não tinha sinal nenhum. Também é possível comprar os chips nos países, não custa caro, mas tem que por crédito, troca o número, e tem franquia limitada, além de trocar o chip sempre que troca de país. Esse chip internacional funcionou nos 3 países, mas não servia pra ligações, apenas dados móveis.
      Além disso, como viagem era de 39 dias, e o chip só funcionaria por 30 dias, coloquei sua data de ativação para a partir do 9° dia, assim teria internet nos últimos 30 dias. Nos primeiros dias teria que me virar pedindo “la contraseña del wifi”. Usar chip brasileiro no exterior é pedir para pagar absurdos no fim do mês.
       
      Moeda Estrangeira
       
      Essa parte é com certeza a mais complicada, como levar dinheiro para a viagem? Reais, dólar, euro, cartão internacional, tele sena? Primeiramente, o cartão, mesmo sendo mais seguro, cobrava muitas taxas, fora os impostos que eram altíssimos para uso no exterior, além disso, muitos lugares não aceitam, então já risquei da minha lista.
      Bem, a moeda do Peru é o Novo Sol (S/)(PEN), da Bolívia é o Boliviano (Bs.)(BOB), e do Chile é o Peso Chileno ($)(CLP), por serem moedas “fracas”, suas cotações para compra no Brasil são as piores, então, ou compre dólar/euro no Brasil para trocar lá, ou leve real e troque lá. No meu caso, depois de muitas contas, cheguei à conclusão de que compensaria levar dólar ou euro, ao invés de reais. Para saber se compensa é só usar a formulinha que eu desenvolvi kkk
       
      (Quanto consigo em Soles levando Dólares) / (Quanto consigo em Soles levando Reais * Preço do Dólar em Reais)
       
       
      Se essa conta for maior do que 1, leve dólar, caso contrário, leve reais. Essa fórmula serve para todas as outras moedas, substituindo Soles por Bolivianos, Pesos, ou qualquer outra moeda fraca. Também pode ser substituído o Dólar por Euro, ou Libra, ou outra moeda forte.
       
      País
      Peru
      Bolívia
      Chile
      Real
      0,77 PEN
      1,65 BOB
      152 CLP
      Euro
      3,80 PEN
      8,00 BOB
      753 CLP
      Dólar
      3,25 PEN
      6,90 BOB
      650 CLP
       
      As cotações estavam assim, então preferi comprar euros. No Banco do Brasil a cotação estava melhor que nas casas de câmbio, e para funcionários, não é cobrada a taxa de operação, então se você tem algum parente ou conhecido que trabalhe lá...#ficaadica.
      Enfim, comprei 1400 euros por R$4,72 para levar, depois comprei mais 250 dólares por R$4,04, e na véspera, minha tia ainda me deu mais R$300 para comprar um poncho de lhama kkk.
      Toda essa grana devidamente guardada num saquinho de plástico com um papelão no meio para não amassar, dentro de uma doleira que eu usava amarrada na coxa (na cintura é muito manjada) por baixo da calça, com medo de alguém roubar aquilo assim que eu saísse do aeroporto. Importante, não dobrar as notas de dólar ou euro, lá eles são bem chatos com isso.
      Voltei para casa com R$200,00, 400 euros e 20 dólares.
       
      Seguro Viagem
       
      Aproveitei a Black Friday de 2017 e comprei o seguro viagem da Allianz Mondial, por R$109, plano América do Sul Standart, para 30 dias, estava com 50% OFF. Aí, em março, quando comprei a passagem para mais de 30 dias, liguei lá, expliquei a situação, aí cancelaram minha apólice, devolveram todo meu dinheiro, e fizeram uma nova apólice de 40 dias por R$110, pasmem. E pelo menos no meu caso, não foi um gasto, foi um investimento muito bem usado.
       
      Certificado Internacional de Vacinação
       
      Essa porc%#** desse certificado, teoricamente é obrigatório para entrar na Bolívia ou Amazônia Peruana, aí todo mundo se mata pra conseguir, tendo que ir em algum posto da ANVISA para tirar (é de graça), aí chega na hora da viagem e ninguém nem pede (ninguém me pediu). Mas é a famosa Lei de Murphy, se você viajar sem, tenha certeza de que te pedirão, então não arrisque, procure onde é o posto da ANVISA mais próximo da sua casa e faça esse certificado.
       
      Ingresso para Machu Picchu
       
      O famoso ingresso, como eu ia na alta temporada (junho a agosto) e queria subir a Huayna Picchu (aquela montanha que aparece no fundo de MP), tive que comprar o ingresso em abril para poder subir em agosto. Caso você não queira subir nenhuma montanha ou vá na baixa temporada, não precisa de tanta antecipação. O acesso ao parque é limitado a 2000 pessoas por dia. Pedi para um guia turístico que mora em Cusco que conheci num grupo de viagens do Whatsapp, para que ele comprasse para mim, para que eu conseguisse o desconto de estudante. Mandei foto da minha carteirinha (ISIC e normal) e ele conseguiu comprar com desconto, de 200 soles, paguei 125. Mas caso você não tenha carteirinha, pode comprar pelo site oficial http://www.machupicchu.gob.pe/, ou pode deixar para comprar lá em Cusco mesmo.
       
      Mochilas
       
      De bagagem de mão, eu levei uma mochila de ataque de 30 L daquelas da Decathlon (comprem essas coisas na Decathlon que é top e barato), com uma pastinha com o passaporte, certificado de vacinação, passagens aéreas e minha caderneta de anotações.
      Já pra despachar foram: uma cargueira de 85 L da Conquista que eu já tinha há anos, com praticamente tudo dentro, além de um saco de dormir para -15° (emprestado de um amigo), um isolante térmico inflável (também da Decathlon e também emprestado de um amigo) e minha barraca Azteq Katmandu 2/3. Para não despachar esse monte de coisa amarrado e correr o risco de perder tudo ou alguém enfiar drogas na minha mochila cheia de zíperes (minha mãe assiste aquelas séries de aeroportos no NetGeo e ficou morrendo de medo kkk), eu pedi pra um amigo que trabalha com tapeçaria e ele costurou um saco para colocar tudo dentro e com um zíper só para poder passar um cadeado e deixar a mãe tranquila (ficou parecido com uma bolsa de academia).
       
      O que levar?
       
      Para detalhar melhor, tá aí uma lista completinha de tudo que eu levei:
      ·                 1 bota impermeável (Yellow Boot Timberland), 1 tênis (All Star velho), 1 par de chinelos e 1 par de alpargatas.
      ·                 2 toalhas de banho (1 normal e 1 daquelas da Decathlon que seca rápido) e 1 toalha de rosto, Kit banho (shampoo, condicionador, sabonete e bucha).
      ·                 1 estojo (pasta, escova, fio dental, desodorante, perfume, repelente).
      ·                 Hidratante e protetor labial (levem, senão a boca e o rosto de vocês esfarelam no deserto).
      ·                 4 calças (2 jeans, 1 de sarja com elástico e 1 de moletom) e 2 bermudas (1 jeans e 1 de praia).
      ·                 8 camisetas.
      ·                 12 cuecas e 7 pares de meia.
      ·                 2 camisetas segunda pele.
      ·                 3 blusas (2 de lã e 1 de moletom).
      ·                 1 casaco impermeável corta-vento (R$199 na Decathlon, melhor investimento).
      ·                 Pacote de lenços umedecidos.
      ·                 Remédios usuais (antialérgico, sal de fruta, band-aid, para dor de garganta, Dramin)
      ·                 Pasta com os documentos.
      ·                 Doleira com a grana (dólar e euro).
      ·                 Carteira com a grana trocada, cartão de crédito internacional para emergências, carteirinha de estudante.
      ·                 Celular, carregador, fones de ouvido, bateria extra, adaptador.
      ·                 2 cadeados e algumas sacolinhas plásticas.
      ·                 Caderneta e caneta.
      ·                 1 óculos de sol e relógio de pulso.
      ·                 1 rolo de papel higiênico.
      ·                 1 pacote de paçoca rolha e 1 saco de bala de banana (pra fazer a alegria da gringaiada).
       
      Me arrependi de levar tantas blusas porque lá acabei comprando mais (Mercado São Pedro em Cusco é sucesso), luvas, toucas e cachecóis não compensa levar daqui, porque lá tem mais bonitos e mais baratos.
      Devia ter levado e acabei me esquecendo, protetor solar, lá é caríssimo, aí tinha que ficar pedindo emprestado pros outros, e não esqueçam que nos Andes o Sol é mais forte, fora o vento e a secura do ar, então levem creme, hidratante para o rosto e lábios porque vão usar e muito!
               
      DIÁRIO DE BORDO
       
      Nos capítulos seguintes, vou contar como que foram os passeios, dia por dia, tentei lembrar e ser o mais fiel possível com todos os fatos passados, contando os perrengues, minhas impressões, também tentei contar tudo do modo mais descontraído que eu consigo ser (uiii ele é superdescontraído ele hehe).
      Coloquei algumas fotos para tentar ilustrar o que eu vivi, os lugares por onde passei, a grande maioria delas foi tirada do meu celular mesmo, como não tenho câmeras profissionais, nem GoPro, tive que me virar nos trinta com meu Galaxy S7 Edge, mas felizmente, a câmera dele é bem razoável, algumas poucas fotos, lá na parte do Atacama, foram tiradas com um iPhone X de um desconhecido que eu pedi para tirar do celular dele, porque o meu estava sem bateria e ele me mandou pelo Whatsapp depois.
      O relato em si acabou ficando mais longo do que o planejado, então, caso você não esteja com muita paciência para ler tudo, ou queira só um resumo, no final de cada dia eu coloquei um quadrado cinza com todos meus gastos diários, nome das empresas de bus, de algumas agências, dos hostels onde fiquei hospedado. Além disso, coloquei também algumas caixas coloridas com informações importantes em destaque, deem uma olhada nelas.
      Do mais, é isso, espero que curtam, e qualquer coisa, pergunta, dúvida, me chamem no Instagram @der_wanderlust que eu respondo com o maior prazer.
      Bora lá!!!
       
       


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