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Adriana Gar Mi

Presidente Figueiredo -> Pará ou Roraima

Posts Recomendados

Olá, pessoal!

Em outubro irei passar 14 dias no Amazonas com meu marido, dos quais, 5 dias em Presidente Figueiredo. Estaremos com um carro alugado e gostaria de estender até o Pará ou Roraima, já que não são tão distantes. Alguma dica do que posso fazer em algum desses lugares? Dá pra chegar de carro até lá, alguém já se aventurou?? Obrigada!

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Salve, Adriana!

Olha, do Amazonas não dá para ir pro Pará de carro, mas para RR sim (via BR-174, que por sinal pega presidente figueiredo), e super indico! Só administra bem os dias do aluguel pq de Presidente Figueiredo para Boa Vista levam mais ou menos umas 8-10 horas de viagem se não houverem muitas paradas e com o carro indo com tudo, rs. Ah, passando Presidente tem a reserva indígena que tem restrição de passagem no período da noite, se eu não estiver desatualizado, então a viagem precisa ser de dia.

Em presidente, corredeiras e pequenas cachus não vão faltar, vc pode passar no CAT que te dão um panfletinho com o mapa dos principais banhos, cachoeiras, etc. Super acessíveis de carro. Tiraria uns 2, 3 dias ali. 5 dias penso eu que é um período muito extenso, maaaas vai de vc, claro.

Em Roraima, olha, tem a capital que vale a visita, com alguns banhos próximos, entre eles o famoso lago do robertinho, um laguinho de água clara no meio do lavrado roraimense, bem legal de visitar. Tem a serra do tepequém, que fica a uns 200 km de Boa Vista, no qual vc sobe a BR-174 no sentido venezuela e entra numa rodovia estadual, não é difícil de achar. Lá tem muita atração natural também. Tem o lago Caracaranã, que fica no território Raposa Serra do Sol, já no lado mais leste do Estado, e Lethem, na fronteira com a Guiana (inglesa), lá é um centro de compras bem visitado (estilo Ciudad del Este), do norte do Brasil.

Pro Pará vc vai precisar ir de Barco ou Avião.

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Ola Adriana,

 

Figueiredo é um encanto, tenta visitar as Grutas Maruaga e Judeia, aproveita e vai logo no Santuário, Porteira e Passaros, Mutum e Pedra Furada, você vai está no mesmo caminho, estarda de Balbina. No sentido Roraima, pode passar  na Lagoa Azul (MARCELO, é maior e mais estruturado), pq tem outra antes, furo do Maranhão, é pequeno e sem estrutura. 

Se desejar ir mesmo em Roraima, a viagem de carro é tranquila, não é igual as BR do restante do Brasil, é tranquilo! No caminho é só mato, quando avistar comunidade, abasteça e vá no banheiro "SEMPRE". Na reserva indígena abre ás 06:00 e fecha ás 18:00. Nunca pare no percurso da reserva, é proibido, os índios tem mais direitos do que nós, então, é perigoso! Mesmo que veja uma onça atravessando, uma índia, um indiozinho, continue seu caminho, alguns falam nosso idioma, outros não, e se você parar, eles pegam o que querem e tá tudo bem. Então, não pare!

Tem muito venezuelanos em Boa Vista, está muito estranho andar por lá...

Pode ir em Lethen, se quiser comprar "mande in china"...

Bjsss

 

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@Adriana Gar Mi 

Oi Adriana, eu moro aqui em Manaus e posso te passar algumas dicas.

De carro só dá para ir em Roraima, a viagem dura em média 7h, sendo que você tem que sair bem cedo de Manaus pq uma parte da estrada é reserva indígena e tem horário certo para passar de carro. Na minha opinião vale muito a ir pra Roraima, perto da capital tem a Serra do Tepequem, fui la em Março desse ano (2019), lá é muito lindo, amei conhecer, tem também o Lago do robertinho que é um banho comum perto da capital, eles comparam lá com Jericoacoara. 

Criei recentemente um site e lá eu falo sobre Manaus e Roraima.

O que fazer em Manaus.

O que fazer em Roraima.

E se surgir alguma dúvida pode entrar em contato no instagram que respondo mais rápido (@aprazzivel)

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    • Por maizanara
      Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine,  e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas.
      Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS,  faríamos?
      Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil,  lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? 
      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL


      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
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    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, o último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada para frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não é essencial, não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
       

    • Por Mario Medeiros
      Em Brasília, 15 horas.
      No caminho do desembarque do avião, precisávamos encontrar a Nara e o Nelson, pois viemos em voos diferentes, nem precisamos nos telefonar, e já nos encontramos de cara!
      Pegamos a van para a Localiza, ganhamos o up grade do carro e pelas 16 horas saímos de Argo em direção a Chapada dos Veadeiros.
      Todos com fome, logo que saímos da cidade e paramos no supermercado Oba, achamos que ali certamente teria opção de comida. A melhor opção encontrada: pães de queijo, bananas e pão francês – não compramos cacetinhos ok!?
      Bora comer na estrada, acho que juntou a fome, a ansiedade de chegar logo em Alto Paraíso com não tínhamos pesquisado onde iriamos almoçar 😃 Poucos metros pra frente tinha um super restaurante na beira da estrada, mas nossos sanduiches estavam ótimos.
      Estrada aos poucos vamos reconhecendo novas paisagens, começam aos poucos os primeiros morros, vales, buiritis e logo que escureceu passamos pela espaço nave, pórtico de entrada da cidade Alto Paraíso. Pelo maps, indicava sair da estrada logo após o pórtico, mas como estava distraído passando por uma possível abdução o Mario passou reto. Recalculando rota entramos pela rua principal da cidade e já vimos várias lojinhas, restaurantes, achamos de cara a cidade muito astral.
      Alugamos pelo airbnb as casas da Dana, ela super querida fez um grupo mandou endereço, explicações e localização, mesmo assim o maps nos mandou para rua de trás do portão de entrada, mas como ela havia enviado fotos do portão conseguimos reconhecer.
      Dentro do portão um super pátio e duas casa lindas. Mario e Kaka no chalé, com um banheiro muito legal, o quarto em cima com um deck que iriamos olhar as Araras Canindé se alimentar toda manhã pelos próximos 3 dias. Nara e Nelson ficaram na casa ao lado, com nossa cozinha e varanda que comemos todos os dias em Alto.
      Saimos a pé de casa, subindo a rua principal em busca da janta. Escolhemos o restaurante 22, um prato executivo por 30 reais, tipo um ala minuta que podia escolher a carne e a Kaka comeu omelete como opção veggie. Um som ao vivo bem bom rolando, e pegamos as primeiras dicas com a garçonete, a Dani (@danirootsistah – não lembro de onde ela é – Bahia? ela tem um projeto de reggae meditation e toca pela chapada).  
      Volta pra casa, mais umas risadas e bora dormir que o próximo dia é Santa Barbara.
       
      CUSTOS DIA 1
      R$ 632,16 Passagem Porto Alegre – Brasília
      R$ 9,20 Uber Aeroporto Porto Alegre
      R$ 12,00 Pão de Queijo Aeroporto (para 2 pessoas)
      R$ 349,44 Seguro Carro (para 2 pessoas)
      R$ 46,64 Mercado Oba (Lanche para 4 pessoas)
      R$ 59,00 Jantar + Bebidas no Restaurante 22 (para uma pessoa)
       
      Nossa casa no AIRBNB : https://www.airbnb.com.br/rooms/24552222?source_impression_id=p3_1572817066_drJ7OYPVGFta7mhs
       
      DIA 02 – QUILOMBO KALUNGA \ SANTA BARBARA \ CAPIVARA
       
      Acordamos com a gritaria das araras e cedinho e fomos em busca do Mercado e da padaria que a Dani Roots Sistah tinha passado as direções na noite anterior. Facilmente achamos os 2, afinal Alto Paraíso não é nenhuma metrópole. Compramos o café da manhã, pão vegano vários grãos, mangas, bananas e mais as refeições dos próximos dias, ovos, arroz, massa e vários vegetais.
      Após o café na varanda, saímos pelas 9h em direção de Cavalcante e Cachoeira de Santa Barbara. Cerca de 120km de estrada seguindo pela BR 010 até a cidade, nem precisa entrar em Cavalcante, o GPS já manda seguir por algumas ruas paralelas até começar a estrada de chão. Ok, tínhamos lidos em vários blogs sobre a dúvida de alugar 4x4 ou não, mas estávamos de up grade no Arguinho que em toda a viagem não nos decepcionou! Sobe vários morros, passa por vários buracos e até por dentro de um rio tivemos que passar. A ponte estava interditada e o desvio era por dentro d’agua, não era nenhum rio profundo então foi divertido passar pela agua, mas já dizia o Nelson: Não pode molhar as velas e cuidado para não entortar o eixo em todos esses buracos!
      Ok vela secas ou não seguimos em frente, paramos no mirante Nova Aurora e lomba acima até chegarmos as primeiras casas da Comunidade Kalunga. Por ali um amigo do Ibama nos fez sinal de dentro de sua camionete e avisou que a placa do nosso carro estava quase caindo! Paramos e com a chave do airbnb apertamos melhor, realmente ela estava na diagonal, presa somente por 1 dos 2 parafusos que seguram a placa... Estávamos salvos pois perder a placa sairia caríssimo na locadora por causa de muitos buracos e alguns saltos que o Mario deu dirigindo. 
      Logo à frente a estrada estava obstruída, levando todos os carros para dentro do estacionamento do CAT do Quilombo Kalunga. Lá descobrimos que é obrigatório ter guia para ter acesso a Cachoeira Santa Barbara, o guia custa R$100,00 para até 6 pessoas, havia um casal no CAT que já nos convidou para fechar em 6 a Guia Marli (ou a Rita, nome que o Nelson chamou ela durante todo o passeio)
      Bom, são 20 reais por pessoa para ir até a Santa Barbara, logo após o CAT tem o estacionamento onde paramos o carro, outros 5 reais para andarmos por 5km em um 4x4 com a caçamba adaptada para levar os turistas. E ainda temos outros 1,8km em um trilha super tranquila andando pelo campo até chegarmos nas cachoeiras. Sim são 2, logo que entramos em um pequeno mato chegamos na Cachoeira Barbarinha, uma queda de agua linda com aguas transparentes e um poço onde não é permitido tomar banho. Passando pelas pedras, sobe uma escadinha e caminha alguns metros para ai sim, chegar em um dos pontos altos da Chapada: Cachoeira de Santa Barbara, um poço azul transparente lindo com uma queda d’agua de 15 metros. Simplesmente sensacional a primeira vista e só melhora após o primeiro mergulho. Ficamos por volta de 1 hora curtindo a cachoeira. Voltamos pela trilha, esperamos o próximo transporte de volta ao estacionamento, pegamos outros 5 reais e de carro fomos até o CAT. Como o tempo estava bom, pagamos outros 10 reais por pessoa para ir até a Cachoeira da Capivara, a guia seguiu conosco e nos levou até estas quedas d’agua. A trilha nos leva por cima da cachoeira, com algumas piscinas bem boas de banho. A Nara e o Nelson decidiram ficar curtindo ali, nós e o casal de amigos descemos por uma trilha ao lado da queda d’agua, eram as primeiras trilhas descendo por pedras de tantas que teríamos nos próximos dias. Após uma descida tranquila, descobrimos que o rio que lá em cima parecia único, se divide criando uma queda grande e um paredão de agua, ambas formam um poço ótimo para banho. De um lado tu olha essas duas quedas lindas e o rio segue para outras cachoeiras que adentram para um cânion gigantesco. É sensacional ficar sentado nas pedras a esquerda do poço admirando estas belezas!
      Havíamos encomendado almoço no Restaurante Auria e Ana quando voltamos ao CAT, lembre-se de fazer isto! E famintos após as cachoeiras conhecemos a cozinha Kalunga. Um restaurante bem simples com uma comida maravilhosa toda feita em casa. Arroz, abobora, quiabo, galinha caipira, mandioca e peixe frito entre várias saladas todas produzidas na roça do quilombo, acompanhada de um suco de mangaba foi a combinação perfeita. O Restaurante Auria e Ana foi eleito por unanimidade no TOP 3 pela comissão julgadora do nosso grupo na Chapada.
      Durante as trilhas fomos conversando sobre a realidade do povo local com a nossa guia, ela tem 23 anos é mãe de 3 filhos e nunca saiu das terras do quilombo, trabalha na roça além do serviço de guia. Não é todo dia que ela atende um grupo, varia muito de acordo com o número de turistas e a ordem de guias que se estabelece no CAT, nós ficamos bem sensibilizados com a historia deste povo e por isso indicamos que todos que forem até Santa Barbara contratem um guia quilombola – também existe a opção de ir com guia da cidade – e aproveite para andar na caçamba do 4x4 e desfrute de uma comida local, orgânica e curta o tempeiro de um dos restaurantes da comunidade.
      A volta para casa ainda nos reservavam algumas risadas, após todos os buracos da estrada estávamos preparados para filmar a travessia de carro pelo rio na ponte interditada.  Paramos o carro e o Mario atravessou por cima da ponte e esperou a Kaka passar com o carro pelo rio. Lembrando de todos os ensinamentos do Nelson lá vem a Kaka acelerando rio adentro para chegar do outro lado. Porém, no meio do rio a placa se solta e o Arguinho sai do outro lado do rio pelado, sem a placa dianteira!! E tudo isso foi filmado, por sorte achamos a placa e seguimos pela estrada de chão até a chegada a Cavalcante, lá conseguimos uma chave emprestada apertamos bem a placa! Voltamos já no anoitecer para Alto Paraiso.
       
      CUSTOS DIA 2
       
      R$ 16,00 Café da manhã Padaria (para 4 pessoas)
      R$ 75,00 Supermercado (para 4 pessoas)
      R$ 20,00 Taxa Entrada na Santa Bárbara
      R$ 5,00 Transfer Santa Bárbara
      R$ 10,00 Taxa entrada na Capivara
      R$ 100,00 Guia Kalunga (valor para até 6 pessoas)
      R$ 30,00 Almoço Auria e Ana (Individual)
       
       
      DIA 3 - MACAQUINHOS
      Nosso amigo Carioca (Gustavo Ritto) tinha indicado um passeio imperdível, Cachoeiras Macaquinnhos. Nós vimos nosso roteiro, olhamos alguns relatos de Macaquinhos e mudamos tudo em direção à estas 9 cachoeiras. Eram 12km no asfalto, 31 km de estrada de chão e trilha cerca de 2 km, “Tranquilo” pensamos todos. Porém, no resumo do dia: Perdemos o Nelsão!
      Na ida tudo certo, passamos por estradas de chão, adentramos em uma fazenda que estava na entressafra da soja, até quase atolarmos na estrada. Neste ponto encontramos outro carro voltando pelo caminho e o carro que vinha atrás de nós acabou atolando onde recém havíamos passado. Desatolados, resolvemos os 3 carros nos unirmos e irmos em frente pelo caminho juntos – ok o carro que recém tinha atolado estava com guia o que nos deu aval e tranquilidade para onde iriamos.
      Bom, a estrada passa da plantação para sobe e desce morro, muito cascalho e pedra, mas nada que o nosso super carro não suportasse, no caminho já começamos a notar outra vegetação, algo bem mais próximo do que conhecíamos como cerrado, neste caminhos também vimos de perto os primeiros estragos que as queimadas fazem na região. A dica é, segue sempre pela estrada até chegar em uma placa que faltam 900m para Macaquinhos, ali quem não tem carro 4x4 deve parar e seguir a pé, segue pela metragem indicada até chegar a entrada do Complexo de Macaquinhos, paga 30 reais por pessoa e acessa o camping e inicio da trilha para as cachoeiras.
      No acesso paramos um pouco, reenchemos as garrafinhas de agua nos filtros, descobrimos e reforçamos a descoberta que lá não tem lixo, conforme nos informaram os donos do local. Então já grava ai, leva teu lixo embora, orgânico e principalmente lixo seco. Achamos isso ótimo! Afinal, somos os únicos responsáveis por todo o lixo que geramos.
      Bóra para as trilhas, seguimos por um caminho bem diferente do que havíamos feito no dia anterior, foi completamente outro tipo de cerrado, muita vegetação e flores diferentes através de um terrenos super acidentado, sobe, desce, pula pedra, caminha, passa ponte, cascalhos acompanhando a beira do Rio Macaquinhos, passando por alguns cânions até chegarmos a Cachoeira da Caverna com vista de cima da Cachoeira do Encontro. Um pouco antes, o Nelson e a Nara já estavam querendo parar, mas como estávamos em um local ruim para descansar e tomar banho fomos indo mais um pouquinho, mais um pouquinho, até que descobrimos que chegamos no fim da trilha.
      O fim da trilha é lindo, os Rios Macaquinhos e Rio Fundão se encontram formando a Cachoeira do Encontro com uma queda d’agua de 50 metros. Um poço que deu um banho gelado, de aguas fortes e escuras – depois descobrimos que na seca todo este lugar tem aguas esmeraldas tipo Santa Barbara.
      Fomos curtir a Cachoeira da Caverna, que tem um grande caverna a direita da queda d’agua, outro lugar bem legal para banho. Descansados, seguimos para encarar o caminho de volta. Sobe e desce tudo de volta e nós ainda paramos em algumas cachoeiras extras: Banho dos Pelados, que apesar da vontade achamos o poço um pouco difícil de acessar, com ou sem roupa. Alias a decida ate esta cacheira é tão íngreme que talvez por isso que seja um local ok para a prática de nudismo.
      Depois ainda fomos na Cachoeira da Luna e a Cachoeira da Pedra Furada, esta segunda é sensacional as formações rochosas, as quedas para dentro de um cânion com pedras vermelhas.  Até chegarmos novamente na primeira queda, a Cachoeira Banho dos macacos, onde tomamos um bom banho, com queda pequena ficamos sentados com a agua batendo nas costas fazendo uma massagem de final de trilha. Ok ainda tínhamos outros metros até a entrada do camping e mais aqueles 900 metros lomba a cima ate chegar o carro. Ficamos todos de língua de fora.
      Rolou um almojanta já de noite, descanso e saímos para ver o jogo do Grêmio, era dia da semi final da Libertadores e o Mario, que passou o dia de camiseta do Grêmio, já tinha descoberto um restaurante de gaúcho onde o pessoal ia ver a partida. Chegamos e o restaurante não estava assim propriamente aberto, o dono fazia um churrasco despretensiosamente com uma meia dúzia de amigos e filhos gremistas. Lá conhecemos o Bonfas, grande figura que foi para Alto Paraíso em 1987 desbravar o cerrado como Engenheiro Agrônomo, fez família, abriu restaurante, e nos contou toda história dele que é inclusive primo irmão do André Damasceno, o Magro do Bonfa... tudo isto enquanto tomávamos uma cerveja pré partida. Sobre o jogo não vamos falar hahah, resultado todo mundo sabe Flamengo 5 x 0 Grêmio.
       
      CUSTOS DIA 3
       
      R$ 198,11 Gasolina em Alto Paraíso
      R$ 30,00 Entrada no Complexo Macaquinhos (valor individual)
      R$ 8,00 Padaria
      R$ 46,00 Jogo do Grêmio
       
       
      DIA 4 – ALMÉCEGAS E VILA DE SÃO JORGE
       
      Acordamos mais um dia com as Araras na árvore de frente de casa, arrumamos as malas, tomamos café da manhã e nos despedimos das nossas casas de Alto Paraíso. Completamos o tanque do Arguinho, pois na Vila de São Jorge não tem posto.
      Indo em direção á São Jorge, logo no começo da estrada paramos na Fazenda São Bento, onde ficam as famosas cachoeiras Almecegas I e II. A fazenda já é um assunto à parte, desde 1840 e hoje tem hospedagens, café e fomos super bem atendidos, com mapa da propriedade e das trilhas para as atrações. Pagamos R$40 por pessoa para entrar, salgadinho o preço e o dia estava novamente meio chuvoso. Ficamos um pouco em dúvida se íamos ou não nesse dia. Porém estávamos confiantes com o tempo: Antes de irmos viajar, olhamos a previsão e marcava temporal para TODOS os dias que estaríamos na Chapada. Kaká fez até ThetaHealing para mudar o tempo, e como de costume conversamos com São Pedro e “Diretoria” e estávamos tendo muita sorte com o tempo! Basta acreditar!
      Lá fomos nós para as atrações, de carro andamos 1km até o estacionamento da primeira cachoeira, saímos pela trilha de 800 metros até chegar em Almecegas I. O Nelson não animou, ficou no carro descansando do dia anterior, seguimos em frente, Nara,  Kaka e Mario, por uma trilha tranquila até avistarmos pela primeira vez as quedas desta cachoeira.  É um grande paredão de agua, que escorre para dentro de um cânion, temos a visibilidade de cima, na trilha tem dois mirantes lindos onde tu encara toda  aquela beleza de frente. Já estávamos maravilhados, e seguimos pela trilha que começou a descer morro abaixo até chegarmos de frente com um grande poço e a queda da cachoeira.  É lindo, não existe outra palavra para descrever toda a beleza desse lugar. Ah, logicamente quando chegamos na cachoeira São Pedrinho já estava esperto e mandou aquele sol para curtirmos o banho, não tinha outra alternativa a não ser ficar um bom tempo dentro d’agua, mergulhando, nadando e deixando as aguas da cachoeira bater na cabeça.
      Nos ali curtindo, vimos que um guia que chegou por outro ponto na cachoeira, ao lado da trilha que descia formava um morro de pedras, o guia chegou por ali com mais algumas turistas, até ali tudo bem, devia ser outro ponto de vista para admirar, mas nisto vimos o guia tirar a camiseta e se jogar de cima das pedras. Não temos ideia de que altura, imagino uns 50 metros de pulo! Deve ser um baita cartão de visitas, ninguém mais se animou a fazer o mesmo pulo e acho que ele deve ser um dos únicos a ter coragem para fazer isto. Na volta, a Kaka e o Mario subiram nestas mesmas pedras, mas só para tirar fotos legais.
      Na trilha de volta se tem acesso as piscinas que ficam no rio, na parte superior da queda da cachoeira Almecegas, aguas bem tranquilas, piscinas rasas e levam a super queda que havíamos visto lá de baixo. Da para chegar bem na beirada, com cuidado até a Kaka foi ali na ponta ver a cachoeira de cima.
      Seguimos de volta, encontramos o Nelson e fomos para Almecegas II, nova trilha, esta sim super curta e tranquila,  o tempo já estava nublado outra vez e chegamos em outra cachoeira muito  bonita.  Chega por cima dela, acompanha a queda d’agua para dentro de um poço com a agua caindo em uma laje de pedra e mais para direita tem o poço limpo. Encontramos ali o guia saltador de Almécegas I, Mario se aproximou e já perguntou onde era seguro pular nesta, Nara e a Kaka só curtiram as aguas que caem da cachoeira sobre as lajes de pedra, não chegaram a entrar no poço que para voltar pra cachoeira precisa fazer uma forcinha com uma leve escalada nas pedras. Mas nada muito difícil de subir.
      Curtindo por ali, uma vista da cachoeira e o seu percurso pelo rio e um lindo vale em frente. Avistamos um Tucano e ficamos um bom tempo curtindo ele voar de galho em galho. Ai nos demos conta que uns Bentivis estavam a mil na volta dele, fazendo uma grande correria para expulsar o Tucano, descobrimos que esta ave bem linda é um predador que come os ovos e os filhotes de aves menores.  Os Bentivis apesar de bem menores botaram o Tucano para correr.
      Começando a chuva, voltamos para o estacionamento, encontramos o Nelson e voltamos para a sede da fazenda. Neste momento já chovia forte, mas ainda assim decidimos ir conhecer o ultimo atrativo da fazenda, a Cachoeira São Bento,  uma trilha de 300 metros chega próximo ao rio que leva para uma boa queda dagua, com um grande piscinão na frente. Chovia bastante, foi só olhar um tempo e voltar para o carro.
      Tínhamos lido que o grande atrativo da Fazenda São Bento era Almecegas I, e realmente é, este lugar é especial por vários motivos, mas também achamos as outras duas cachoeiras e as piscinas ótimas de curtir. Vale a pena visitar todas e aproveitar o que cada uma tem de legal.
      Conversando no café da fazenda nos indicaram um restaurante na beira da estrada para almoçar, e de lá fomos até o Rancho do Waldomiro. Um barracão bem simples, com varias mesas e comida típica do Cerrado, pode pedir comida a vontade ou um prato feito – diferença de 10 reais um para o outro, mesmo famintos pedimos o prato feito e já foi bastante comida. Matula com carne para os carnívoros, uma carne feita na lata com banha, parece carne de panela de tão macia e desmanchando, arroz, mandioca frita, feijão, salada e farofa complementam esta delicia. E Matula sem carne para os veggies (eles já têm essa opção no cardápio). Enquanto esperávamos chegar o prato ficamos apreciando as famosas cachaças e licores do Waldomiro. Tem uma mesa cheia de garrafas onde tu pode servir a vontade todas as provas que quiser, gostamos muito dos licores de frutas do cerrado: Mangada, Buriti, Baru, Ananá e acho que as pingas começaram a fazer efeito porque não lembro de quais outras gostamos de tantas provinhas que tomamos, hahah.
      O restaurante fica aos pés do Morro da Baleia, um super morro que dizem ter formato de baleia (eu vi a baleia no morro da baleia é uma frase clássica da chapada). Do outro lado do morro, abre um vale lindo e comprido onde é o inicio da área do Parque Nacional e neste ponto é o Jardim de Maytrea, para um pouquinho para olhar é muito bonito mesmo.
      Chegamos em São Jorge no meio da tarde, achamos de cara a Pousada Shanti que seria nosso lar nos próximos dias. A Pousada é linda, muito bem cuidada pela Ana e pelo Vinicius (conhecido como o Curva), descarregamos as coisas e ficamos de papo com o casal, já conhecendo um pouco da vila, da historia e dos costumes dali.
      Saímos para jantar à noite, descobrimos um centrinho pequeno mas bem animado com várias lojinhas e opções de restaurantes. O que mais curtimos é que tudo é muito colorido na Vila, todas as casas e lojas tem os muros pintados, são diversos grafites de vários estilos e artistas diferentes, a Vila tem um astral muito legal!
      Jantamos na pizzaria Lua Nova, lá tocava uma artista local cantando sons autorais e musicas conhecidas. O lugar é bem legal, só achamos que  as pizzas são um pouco pequenas para nossa fome 😃
       
      CUSTO DIA 4
      R$ 40,00 Entrada em Almécegas (valor individual)
      R$ 54,00 Almoço no Rancho do Waldomiro (para 2 pessoas)
      R$ 115,46 Jantar + Bebidas Pizzaria Lua Nova (para 2 pessoas)
       
       
      DIA 5 – PARQUE NACIONAL DA CHAPADA
       
      Acordamos tranquilos e sem pressa, já que o café da pousada começava a servir às 8 horas. Na mesa recebemos um super tratamento das meninas que fazem o café da pousada, alias, aqui é um capitulo a parte, cada dia tivemos um café diferente, todos preparados na hora, com pastas, pães especiais e frutas frescas, e tudo vegano! No primeiro dia o ponto alto era uma ricota de amendoim, tahine, melado e chapati. Tudo à vontade e uma delicia!
      Conversando com as meninas da pousada, decidimos ir conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a entrada custa 17 reais – nosso casal de idosos não precisava pagar – e como fomos de carro tem mais o custo do estacionamento, 15 reais por carro.
      Na entrada preenchemos uma ficha de controle de acesso e assistimos um vídeo obrigatório de 3 minutos. Um guia do parque explica as regras, os cuidados e as trilhas disponíveis. Orientados, abastecidos de bastante agua e comidas fomos para a trilha amarela. Estra trilha tem um percurso total de 12km, saindo da entrada do parque, vai até os Saltos 120m e 80m, passa pela Cachoeira do Carrossel que havia fechado no dia anterior devido as chuvas, chega até as corredeiras e depois volta para entrada do parque. A Kaka e o Mario encararam todo o percurso, enquanto a Nara e o Nelson foram direto para as corredeiras curtir o dia todo e esperar nossa chegada, só esta parte da trilha já deu uns 6km de caminhada para os dois.
      Parque adentro, lá fomos nós, curtindo a paisagem, admirando a vegetação, passando por alguns locais de garimpo até chegarmos no primeiro atrativo, o Salto de 120 metros. Chega-se a um mirante onde só é possível admirar as duas quedas gigantes que caem dentro de um vale enorme onde segue o curso do rio. Este ponto é só para admirar, não é possível tomar banho, mais alguns metros e chegamos ao Salto de 80 metros, a Cachoeira do Garimpão e ali sim tem um grande ponto para banho. Paramos uns minutos admirando a força da queda d’agua, é algo bem grandioso pois diferente do dia anterior a agua cai direto no poço e não escorrendo nas paredes da cachoeira.  A agua é tão forte que na parte de banho tem uma corda que demarca até onde as pessoas podem desfrutar da agua, então respeita a corda, por favor.
      Ficamos um bom tempo lá descansando, aproveitando a água e curtindo a quantidade infinita de peixes que tem nesta cachoeira, eles se aproveitam da galera comendo e ganham um monte de sobrinhas dos lanches, fazem a festa.
      O Parque é outro local que não tem lixeiras e temos que carregar todo o lixo, seco e orgânico deve ser levado embora, nada fica dentro do parque e na saída tem lixeiras para deixar tudo separado conforme o tipo do lixo.
      Depois da nossa contemplação e dos lanchinhos seguimos em frente, próxima parada mirante para a Cachoeira do Carrossel. Em épocas de seca pode acessar e tomar banho, nos falaram que é um banho ótimo, porém, demos azar de ter fechado no dia anterior ao que chegamos no parque. Mas tudo bem, a vista já vale a pena e a trilha vai acompanhando pelo lado do rio e tivemos vários pontos de observação dela, seguimos em frente até as corredeiras. Chegando lá já estávamos um pouco cansados, molhamos o corpo, descansamos alguns minutos, o lugar já estava bem cheio de turistas, tinham algumas abelhas, até uma cobra passou por ali, com todo esse agito resolvemos seguir em frente de volta para o acesso ao parque.
      Nos encontramos com Nara e Nelson na sede do parque e eles recém haviam chegado de volta. Eles sim, curtiram bastante as corredeiras, descobriram vários poços, com quedas d’água que faziam massagem natural no corpo, aproveitaram o lugar e ainda conversaram com vários outros turistas que estavam por ali.
      Saindo do Parque já paramos no centrinho e comemos um super açaí para repor as energias. Ainda era “cedo”, deixamos a Nara e o Nelson na pousada para o descanso de todos os dias e fomos aproveitar o final do dia no Vale da Lua.
      Pegamos a estrada em direção de Alto Paraiso e logo tem a entrada para o Vale, andamos 4km pela estrada de chão até a chegada no acesso ao Vale. Pagamos R$20 por pessoa, fizemos mais uma trilha em torno de 1km até chegar no rio e nas pedras que formam o tão famoso Vale da Lua. Durante a trilha é tudo normal, nada de diferente na paisagem do cerrado, mas quando chega neste ponto especifico é algo surreal. Aqui tem muitos riscos de tromba d’agua, a força da agua é tão grande e a formação rochosa  diferente do restante do cerrado que formaram muitas crateras, buracos, cânions e piscinas  para banho em curto espaço do atrativo.
      Deve se tomar cuidado na beira do cânion, alguns pontos são bem profundos, outros tu só escutas a água passando mas nem consegue ver, são vários buracos nas pedras, alguns bem redondos.  Enfim, é uma paisagem completamente diferente de tudo. Algo único, vale muito a pena a visita, e acho que deve ser parecido com a Lua né, afinal este é o nome.
      As 17 horas já vieram os guias do lugar mandando todos turistas embora, precisava sair de lá até as 17:30, estava um dia bonito de sol e céu claro e a Kaka e o Mario já ficaram animados para pegar o primeiro por do sol no cerrado.  Saímos de carro em busca de um ponto para ver o sol se por, seguimos pela estrada passando por São Jorge em direção oposta a que estávamos até encontrar um vale na beira da estrada, tinha até um morro de cascalho onde subimos e ficamos lá curtindo o pôr. Logo em seguida chegou mais gente, uns 5 ou 6 carros de turistas e locais pararam para admirar a beleza que foi. Não foi um pôr completo, pois no finalzinho tinham algumas nuvens mas deu para curtir o momento.
      De volta a pousada resgatamos nossos parceiros de viagem e fomos jantar na Vila, esta noite fomos no Restaurante Luar com Pimenta, indicação da Ana dona da pousada. Muito legal o lugar, novamente com música ao vivo e várias opções com lanches, pratos e porções de comida, fizemos um banquete.
       Após a janta, fomos curtir o primeiro dia do Festival de Cinema de São Jorge, iniciativa bem legal com várias amostras de filmes na praça principal da Vila, tudo grátis.
       
      CUSTOS DIA 5
       
      R$ 16,00 Lanches para a trilha (para 2 pessoas)
      R$ 15,00 Estacionamento no Parque Nacional
      R$ 17,00 Entrada no Parque (valor individual)
      R$ 17,00 Lanche Açaí (valor individual)
      R$ 20,00 Entrada no Vale da Lua (valor individual)
      R$ 49,00 Jantar no Luar com Pimenta (valor individual)
       
       
      DIA 06 - FEIRA DO PRODUTOR RURAL E MORADA DO SOL
       
      Acordamos, comemos aquele café maravilhoso da pousada e fomos de volta para Alto Paraíso para conhecer a Feira de Produtor Rural que acontece todo sábado das oito ao meio dia. Várias banquinhas, muitos produtos locais, orgânicos, tem realmente um pouco de tudo no pequeno espaço que a feira é realizada.  Também fomos dar uma volta na cidade, olhar as lojinhas que ainda não tínhamos visto e logo voltamos para feira a tempo de comer pastéis, acarajé, tomar vários caldo de cana e comer cookies de sobremesa.
      Foi muita comida boa e um preço bem em conta, almoçados voltamos para Vila de São Jorge, ainda queríamos tomar mais um banho de cachoeira.
      A escolhida do dia foi a Morada do Sol, um lugar tranquilo com trilhas fáceis. O Nelson, desde Macaquinhos já dizia estar satisfeito de cachoeiras, então ficou na pousada de bobeira, vendo os jogos de futebol de sábado pelo celular hahaha. Nara, Kaka e Mario partiram para mais uma tarde dentro d’agua.
      Chegada, recepcionados na porteira pagamos vinte reais por pessoa pelo acesso e seguimos de carro até o estacionamento e começo da trilha. Aqui novamente encontramos outro tipo de vegetação na trilha, uma mata mais fechada, com árvores grandes e também plantas rasteiras, tinha vegetação de tudo quando é tamanho muito legal.
       A Morada do Sol tem três atrativos, Cachoeira Morada do Sol, Canion Vale das Andorinhas e Barra das douradas. Fomos no primeiro ponto e curtimos um banho, quase dentro do mato, uma cachoeira pequena cai em um poço legal para banho, dá para ir até a cachoeira e curtir as aguas batendo e massageando o corpo, o rio segue formando outros locais para banho, mas não é um local muito grande. Para nossa surpresa, quando estávamos saindo da cachoeira encontramos a Mica, uma colega de colégio do Mario que mora em Brasília. Que baita acaso, encontrar alguém no meio do mato foi muito legal, combinamos de nos encontrar novamente em Brasília antes da volta para Poa.
      Seguimos na trilha até o Cânion Vale das Andorinhas, esta só para admiração, fica no meio de um cânion, a água vem forte caindo e formando belas quedas. Logo à frente seguimos até o último ponto que foi o que mais gostamos, chegamos em outra queda d’agua, com um ótimo lugar para banho e o mais legal é que não tinha quase ninguém na Barra das Douradas. De todo tempo que ficamos lá apenas 3 casais passaram por ali, um lugar super tranquilo, um ótimo silencio e um lindo banho até voltarmos pelas trilhas até o carro.
      De volta na pousada a Nara se juntou ao Nelson para o descanso que durou mais que o normal, por isso a Kaka e o Mario saíram para jantar sozinhos antes dos dois acordarem.
      O escolhido da noite foi o Restaurante O Vale, com comida plant based e um som de Jazz muito bom, a comida e o atendimento são ótimos, comemos, tomamos nossa primeira cerveja local, a Araci, e seguimos para passear pela Vila. Aproveitando que tinha espaço, de sobremesa comemos tapiocas nas Tapiocas do Cerrado, doce de leite com muzzarela e doce de goiaba com muzzarela. Super alimentados, paramos na praça onde estava acontecendo o Festival de Cinema, compramos mais uma ceva local, desta vez experimentamos a Chapadeira, e ficamos curtindo o movimento na praça.
       
      CUSTOS DIA 06
       
      R$ 6,00 1 Acarejé na Feira do Produtor Rural
      R$ 18,00 Pastéis + Caldos de Cana na Feira do Produtor Rural
      R$ 9,00 Cookies na Feira do Produtor Rural
      R$ 90,04 Gasolina em Alto Paraíso
      R$ 20,00 Entrada na Morada do Sol (valor individual)
      R$ 79,00 Jantar Plant Based no O Vale de São Jorge (para 2 pessoas)
      R$ 16,00 2 Tapiocas no Tapiocas do Cerrado
      R$ 30,00 Cerveja Chapadeira
       
       
      DIA 07 – MIRANTE DA JANELA
       
      Dia 07, no último dia na Vila de São Jorge combinamos de fazer a trilha do Mirante da Janela, esta foi indicado que a gente fosse acompanhado de um guia principalmente porque queríamos fazer a trilha no final do dia com direito a por do sol lá de cima. Fechamos o passeio com o Felipe, amigo do Curva e da Ana, uma pessoa muito gente boa que já andou por boa parte do mundo e há 6 anos está na Vila. Custo são 150 reais, podíamos ter um grupo maior para rachar este valor mas só a Kaka e o Mario que estavam dispostos para esta caminhada.
      A parte da manhã ficamos de boa pela pousada, saímos somente as 14:30 quando o Felipe chegou na pousada, de carro fomos até o estacionamento no inicio da trilha e seguimos caminhando pelo nosso percurso.
      Nestes pontos de cara já vimos várias heranças do garimpo, encontramos buracos enormes, de 10, 12 metros de profundidade abertos com picaretas nas épocas de garimpo, até os anos 80 aproximadamente.
      Pagamos 20 reais por pessoa para acesso a trilha, no posto de entrada tem um senhor que faz o controle e sempre deixa um café passadinho à espera de quem precisar de mais energia para as caminhadas.
      Seguindo pela trilha, existem novidades de melhorias recentes realizadas pelo dono do local, outro ponto interessante, pois a pouco o local virou parte do Parque Nacional e mesmo assim o atual proprietário está investindo em melhorias nas trilhas. Enfim, agora existem vários pontos de passarelas, corrimão e deques feitos de madeira que facilitaram muito a caminhada.
      No meio da trilha passamos pela cachoeira do Abismo, que só fica boa para banho nos períodos mais fortes de chuva, só vimos umas pequenas poças de água acumulada, não deu nem para ter ideia de como ela fica quando está cheia de água.
      Tivemos um ou outro ponto de maior dificuldade, mas nada muito diferente do que já tínhamos andados nos últimos dias. Chegamos enfim no Mirante da Janela, que lugar sensacional, para ter ideia ele fica no alto de um morro com vista de frente dos Saltos de 120 e 80 metros que fomos nos dias anteriores dentro do Parque. E para completar no ponto alto três rochas se acomodaram de um jeito incrível que formam uma janela, com vista direta para a maior queda de agua do Parque Nacional.
      Tiramos varias fotos, curtimos o visual, nosso guia disse que não é legal subir no encaixe de cima das pedras que formam a janela, apesar de muita gente subir, então nós respeitamos e não tiramos uma das fotos clássicas de instagram.
      Depois de um tempo, seguimos pela trilha até outro mirante de contemplação dos saltos, dá para ver todo o curso do Rio Preto, Cachoeira do Carrosel, que segue para a Cachoeira do Garimpão que segue para o Salto de 120 metros que cai em um poço grande e segue para o vale e acompanha todo o rio.
      Em outra pedra próxima, o dono do local construiu um deque inacreditável, até com arquibancada para ficar curtindo a vista. De um lado as cachoeiras e de outro o vale onde o sol ia se pondo. Não rolou um pôr do sol, mas deu para ficar sentado curtindo e admirando toda a beleza deste lugar. Já no finalzinho do dia iniciamos nossa trilha de volta, no meio do caminho acabou totalmente a luz do dia e seguimos caminhando com lanternas para iluminar nosso percurso. Tanto conversamos com o guia Filipe que mal vimos o tempo passar, para completar abriu um céu estrelado incrível acima de nós, fizemos algumas paradas e o Felipe ia nos ensinando algumas constelações.
      Na chegada ao estacionamento ainda seguimos olhando o céu e conversando, por volta das 20horas voltamos para nossa pousada.
      Na nossa chegada encontramos a Nara e o Nelson sentados nos esperando, o Nelsão estava assustado e preocupado com a nossa demora. Ai lembramos que durante nossas conversas na pousada o pessoal falou que na trilha do Mirante já aconteceu do pessoal encontrar onça, o Nelson estava morrendo de medo que a gente tivesse cruzado com uma pelo caminho hahaha, infelizmente ou felizmente não encontramos ela, apenas alguns ratões, corujas e muitos calangos.
      Este foi outro dia lindo na Chapada de muita energia boa! Para finalizar voltamos ao Restaurante Flor de Pimenta onde comemos várias coisas boas, curtimos um som até voltar para a pousada, cansados, satisfeitos e de coração cheio de alegria destes dias em São Jorge.
       
      CUSTOS DIA 07
       
      R$ 49,60 Almoço no Restaurante da Nenzinha (para 2 pessoas)
      R$ 15,36 Lanches para Trilha (para 2 pessoas)
      R$ 150,00 Guia Felipe (para até 5 pessoas)
      R$ 20,00 Entrada na Trilha Mirante da Janela (valor individual)
      R$ 25,00 Cerveja São Jorge
      R$ 107,25 Jantar no Luar com Pimenta (para 2 pessoas)
       
       
      DIA 08 – CACHEIRA DOS COUROS E BRASILIA
       
      Acordamos e arrumamos todas as malas, tomamos aquele café caprichado na pousada e fomos à caminho de Brasília, onde entramos em uma saída em direção a Cachoeira dos Couros. Na estrada, são vários kms de chão batido, no caminho não tem uma sinalização muito clara mas no feeling e seguindo as dicas que o guia Felipe havia nos passado no dia anterior chegamos sem dificuldades no estacionamento desta atração.
      Lá funciona da seguinte forma, eles não cobram nada para o acesso das Cachoeiras, pedem apenas uma contribuição espontânea para cuidar do carro que fica no estacionamento. Novamente o Nelson não quis encarar as trilhas de 2km até o ultimo atrativo e ficou no barracão na portaria de altos assuntos com os dois locais que cuidavam do ponto, depois nos contou muitas histórias destas 2 horas de conversa.
      Na trilha, novamente encontramos os rastros do fogo, duas semanas antes tudo estava queimando e hoje já encontramos muita vegetação florescendo e várias plantas que resistiram as chamas, dava ainda para sentir o cheiro de queimado. Muito louco entender como o cerrado se recompõe tão rápido, como as plantas já são preparadas para estas queimadas e como isto faz parte do processo de renovação – obviamente que muitos fogos são criminosos e isto não é legal. Alias, tivemos várias aulas sobre o fogo no cerrado, pois o Curva e o nosso guia Felipe fazem parte da Brigada Voluntária de Incêndio de São Jorge.
      Voltando a Couros, seguimos por uma trilha e logo a 800 metros chegamos a primeira Cachoeira, a Muralha é imponente e grande, parece realmente um grande muro onde caem as águas do rio. O pessoal local nos instrui para irmos direto até o ultimo ponto e na volta vir curtindo as aguas dos atrativos que o complexo possui. Seguimos caminhando pela beira do Rio dos Couros passando por vários córregos, varias piscinas e pontos legais para banho até o ultimo atrativo. A imensa Catarata dos Couros, um paredão gigante, tanto para cima quanto para os lados, onde corre muita agua. Um espetáculo que desagua em um poço, as águas seguem correndo para outras quedas que formam a Cachoeira do Parafuso e a última cachoeira que adentra por um cânion. Banhados, depois de muito curtir este espetáculo que é a Cascata dos Couros voltamos toda a trilha e curtimos mais alguns banhos pelo caminho.
      De volta ao estacionamento, partimos para nosso tão esperado almoço no Restaurante da Heleusa, que é outro show a parte. A comida é uma delícia e Dona Heleusa é uma super querida, conversou bastante conosco e mostrou o camping que fica próximo ao rio na propriedade dela.
      De barriga cheia o jeito era pegar a estrada de volta e rumar para Brasilia! No caminho ainda paramos em um laja jato para dar um banho no Arguinho que estava daquele jeito, por 20 reais ele saiu como novo de tão limpo.
      Chegada em Brasilia, havíamos reservado o Hotel Casa do Lago que é outro lugar muito legal, fica próximo as embaixadas na beira do lago Paranoá, tem piscina, churrasqueira e foi a hospedagem mais em conta que achamos na Capital. Apesar da vontade de fazer um churrasquinho, saímos para encontrar a Mica, jantar perto do lago e descobrir um pouco da vida de Brasília.
       
      CUSTOS DIA 08
       
      R$ 30,00 Almoço no Restaurante da Eleusa (valor individual)
      R$ 15,00 Contribuição para estacionamento na Catarata dos Couros
      R$ 60,55 Combustível em Formosa
      R$ 25,00 Lavagem do Carro
      R$ 118,11 Jantar no Surf Mormaii Brasília (para 2 pessoas)
      R$ 110,00 Hostel A casa do Lago em Brasília (para 2 pessoas)
       
      DIA 09 – DE VOLTA A PORTO ALEGRE
       
      Foi acordar cedinho, ir para o aeroporto, devolver carro e esperar nosso voo de volta para Poa. Voltamos um pouco cansados de todas as trilhas mas numa felicidade estampada em cada um dos 4 rostos. Tivemos dias lindos na chapada, curtimos muito, visitamos 24 cachoeiras em 7 dias, conhecemos muitas pessoas legais, muitas histórias inspiradoras e já contamos os dias para voltar para este paraíso no meio do Brasil.
       
      CUSTOS DIA 09
       
      R$ 0 Passagem de volta comprada com milhas
      R$ 39,75 Café da manhã no Aeroporto Bsb (valor para 2 pessoas)
      R$ 8,92 99 Taxi retorno aeroporto casa (valor para 2 pessoas)
       
      Instagram https://www.instagram.com/mario_medeiros/  - https://www.instagram.com/kavita.ie/
      Youtube - https://www.youtube.com/channel/UCjwhCUIO986f1vfpcjKUGxg
       
       





    • Por clevsampaio
      Olá, sou novo aqui no fórum e vi um artigo interessante de uma travessia, porém fiquei na dúvida se essa travessia precisava de alguma autorização ou guia, então espero que alguém já mais experiente ou conheça essa travessia puderes me ajudar, artigo que eu olhei link.
    • Por Lucas Borsato
      Fala galera!
      Esse é meu primeiro post aqui no site, e queria saber quem esta na vibe de fazer uma travessia de Mendoza até Santiago. Provavelmente entre os dias 1 e 8 de março de 2020. Estarei fazendo mochilão de Buenos Aires até o Atacama, então estou flexível quanto ao dia da travessia.
      Interessados podem enviar um email para [email protected]


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