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Mochilão Am. do Sul - BOL - CHI - PERU em 27 dias 'sozinho' JAN/2019


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  • 3 semanas depois...
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DIA 2 - SUCRE E O PARQUE DOS DINOS

No café da manhã fui comer pela primeira vez o que me seguiria durante toda viagem: aquele pão redondo seco com chá (café só solúvel e intragável).
Depois do café o Cleverson e a Cintia encontraram mais duas brasileiras (Clau e Eli) indo para Uyuni no ônibus noturno. Nosso grupo BR tava se formando... combinamos de nos encontrar na rodoviária e saímos para resolver nossas pendências.

Decidimos ir logo cedo na rodoviária pra resolver a questão das passagens (ainda bem), chegando lá era tipo uma garagem com uma mesa e cadeira hahaha
Eu gastando todo meu portunhol pra convencer o cara que deveria trocar minha passagem, visto que mandei email dia 30/12 pedindo pra trocar a minha e do Kaique (migué a dele 👀). O cara ligou pro pessoal responsável pelo site e disse que eu teria que convencê-los!

Deu um puta frio na barriga precisar falar espanhol por telefone e ainda ter ganhar uma discussão, mas era desconto né?! . Briga vai, briga vem... Conseguimos que eles vendessem duas passagens pelo valor de uma. O valor no local físico já era metade do que no site e durante esse rolo havia pedido pro Kaique ir na fila das passagens e segurar duas, visto que tinha ouvido que haviam pouquíssimas. De um jeito ou outro iríamos ter que pegar as passagens e acabamos ficando com as duas últimas!

Depois decidimos fazer algo pela cidade e alguém falou que lá havia um parque de dinossauros, decidimos ir. Foi divertido? Sim. Eu voltaria se soubesse o valor + o que tem la? Não (eles cobram uma taxa maior pra turista e valor a mais pra foto) . Não que fosse ruim, mas achei bem voltado para as crianças, logo eu invoquei meu melhor lado e resolvi simplesmente me divertir ali com os dinos.

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Após o parque fomos ao mirante da cidade onde diziam ter uma vista completa de Sucre, só não imaginava que era uma subida até o céu hahahaha
Valeu a pena, a vista era bonita e passamos numa das muitas feirinhas, onde o pessoal comprou touca, luvas e lembranças, me contentei em barganhar (mas acabei comprando uma touca no fim do dia por 20 bols).

 

Sucre é uma cidade bonita, histórica, com belas arquiteturas, calçadas minúsculas, ótima pra fazer passeios a pé e sentir o clima.

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Lá pras 18h fomos tomar banho, pegar as coisas rumo Uyuni e o tão esperado deserto de sal! A rodoviária era um caos, demoramos pra nos acharmos, o ônibus atrasou, mas enfim embarcamos. Encontrei as meninas apenas dentro do ônibus.

Lembro de flashbacks da viagem noturna, eu acordando algumas vezes com o motô fazendo umas curvas fechadas, o ônibus quebrando (motô/mecânico arrumou), mais algumas curvas, ônibus quebrando novamente, o povo aproveitando pra usar o famoso 'banheiro inka' e finalmente a chegada de madrugada em Uyuni.

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DIA 3 - O ESPERADO E ESPETACULAR DESERTO DE SAL

O ônibus chega de madrugada numa rua deserta, geral estava lesado de sono, sem saber o que fazer... Maaaas eu estava preparado! Assim como havia lido no relato do @rodrigovix e da @Maryana Teles, um senhor nos abordou, já mandei com todo meu portunhol: Eres de lo Nonis café?
Quando o senhor concordou, já gritei pra geral me seguir que sabia exatamente onde ia, me sentindo o guia. 🤣😂

A felicidade de achar o Nonis(story)


Havia um pessoal tentando abordar em relação à passeios, mas ignorei todos com sucesso (melhor esperar as agências abrirem e vc estar mais consciente antes de fechar algo). Eu estava me sentindo em casa, pedi um chá com pão redondo e comecei a conversar com nossa turma BR (por enquanto era Eu, Kaique, Cleverson, Cintia, Clau e Eli, a quantidade exata de pessoas pro 4x4), eu estava bem aliviado por que curti geral e tinha lido muito relato de pessoas que não curtiram tanto a travessia do deserto por conta da companhia no carro.

O que se seguiu foi rápido e já não vem à mente com clareza, mas ouvimos mais da nossa amada língua e fomos trocando ideia, juntando o povo! Até aí já tínhamos mais cinco meninas (Gabi, Clarissa. Thayna, Vitória e Natália).

Eu dizia ter indicações de duas agências e batendo com do pessoal a agência em comum era a Esmeralda tours. Ficou decidido que ao dar 8h, iríamos num pequeno grupo negociar. Gostamos da proposta e de como fomos recebidos, estava por 800 bols (valor padrão). Ao voltar já havia crescido o grupo BR, tinha até uma gringa no meio (Ivy se não me falha a memória).

Fomos toda cambada de BR pra agência, deixamos os mochiloes, separamos as coisas pra mochila de ataque (importante pois o mochilao fica em cima do 4x4 e não pode ser acessado) e iríamos aguardar teoricamente até as 10h para a partida. Fomos comprar snacks e água (são 2 dias e meio, ponto de água somente nos alojamentos e almoço), dividimos um galão de 6l (se não me engano) em dois.

Ali passei meu primeiro 'perrengue' com inglês, a gringa estava no grupo porém nós já tínhamos comprado snacks antecipadamente e começamos a voltar antes. Ela era da Finlândia, mas o inglês era bem carregado e eu tava bem travado para falar, foi uma conversa bem mais ou menos sobre viagem, porém vi que ela não tava curtindo, tentei usar o tradutor e ela se mostrou menos disposta ainda, então larguei mão.

Fui trocar o dinheiro para pagar o passeio, havia trocado certo para pagar esse passeio, mas o dia a mais em Sucre me fez gastar os bols. Encontrei um grupinho BR na frente e já comecei a trocar ideia, ali estavam a Karla e mais dois. A cotação era HORRÍVEL pra Real e bem ruim pra dolar.
A Karla inclusive se ferrou por ter apenas Real, eu troquei dólares o suficiente pra pagar o passeio. (sempre façam câmbio antes em Santa Cruz ou Sucre)

Ao voltar, já havia outro grupo de brasileiros fechados com a Esmeralda. Estava aquele monte de BR desconhecido trocando ideia, foi mó bagunça na frente e dentro da agência! Ali conheci mais de cada um que iria conosco e a nova integrante, a blogueirinha (Tainá @fora_darotina).

Fomos avisados que haveria atraso na saída por falta de combustível, já estava todo mundo bem cansado da viagem de ônibus, um puta calor e ansiedade à mil, ou seja, geral bolado. Mas foi até de boa, uniu bem mais o grupo! Eu estava me sentindo em casa, como se conhecesse aquele povo louco desde pequeno.

Os carros começam a sair e nada dos da Esmeralda, pressionamos e um tempinho depois chegou a hora! Mochilao pra cima do 4x4 e o povo pra dentro. A disposição de lugares era: Um na frente ao lado do motô, três no banco de trás e dois no fundo que era meio apertado (decidimos ir revezando).

Duas coisas importantes que aprendi durante essa travessia: a segurar o xixi (não pode fazer no deserto de sal por risco de contaminar) e que um bom grupo no carro realmente faz TODA diferença! Passamos 90% do tempo dentro do 4x4 e se a companhia for ruim, as horas irão se arrastar, eu tive uma grande sorte. Ah, outra coisa é levar folha de coca e algo para quebrar sua amargura, dica da Eli que levou uma espécie de bola de menta. A gente "bolava" a folha de coca com uma bolinha de menta no meio, era ótimo e ajudou bastante na aclimatação (o corpo acostumar com a altitude elevada).

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A primeira parada é logo na saída de Uyuni, o cemitério de trens. Há quem ache zoado um bando de trem abandonado (se fosse em sampa vc iria ficar empolgado?) e há gente como nós que estávamos ali pra aproveitar tudo o que havia. Eram os antigos trens utilizados para atravessar o deserto, tiramos várias fotos engraçadas em grupo e nosso guia aproveitou para voltar na cidade para pegar algo que tinha esquecido (só faltou nos avisar 🙄), mas não demorou muito.

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A Esmeralda estava com três carros, os três com 17 brasileiros e uma gringa. Porém um deles não estava junto, só o vimos quando partimos do cemitério de trens e lá estava a blogueirinha tirando fotos com seu lenço esvoaçante 🤣

A próxima parada já foi o almoço, foi o tempo de servir a mesa, visto que estava pronto. Tinha carne (de lhama creio), legumes, arroz, salada... Estava fria, porém boa e acompanhava coca quente e água pra beber. Ali a estrutura já era toda de sal, desde às paredes até o banco (obviamente eu provei o sal da parede igual a @Maryana Teles KKK).

Após comer rapidinho e alguns irem no banheiro (2 ou 3 bols, Bolivia é sinal de banheiro pago) fomos para a parada seguinte, o monumento do Dakar e a praça das bandeiras. Como estávamos atrasados, seria uma parada rápida de 15/20 min, o pessoal se separou, alguns foram pegar fila pra tirar foto no monumento, outras na praça da bandeira procurar a bandeira do Brasil. Eu tirei uma foto só da parte de trás do monumento e juntei com um pessoal para começar as frustrantes tentativas de foto em perspectiva! Hahahaha é bem mais difícil do que parece.

Umas tentativas em vão e nos reunimos rapidinho pra foto e vídeo na praça da bandeira (rolou até cântico contra bolsonaro que havia acabado de assumir).

Nesse momento a ansiedade tomava conta do corpo, a viagem finalmente havia começado! Mais alguns minutos de carro e chegamos num ponto seco do grandioso deserto de sal. Aquela imensidão de branco sem fim, o óculos de sol é indispensável, pois o branco chega a cegar.

Descemos e fomos todos empolgados tirar fotos e mais fotos, apreciar aquela vista.
A dificuldade com fotos panoramicas permaneceu, o guia não ajudou, então sobrou disposição! Cheguei a deitar para tirar foto, péssima decisão... O sal grudou na roupa toda hahahaha Tive que lavar antes de dormir!

Meia horinha depois, volta todo mundo pro carro e partiu rumo ao Salar alagado, uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida. O conselho é levar chinelo ou ficar descalço. O carro foi chegando e o fôlego foi sumindo, que visão era aquela... Parecia  um mundo de nuvens, no céu e no chão, algo  infinito.

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Ali eu perdi a noção do tempo, de onde estava, do que fazer. Tirava uma foto ou outra, ficava olhando, voltava a tirar fotos, apreciava... Não estava preparado praquela  paisagem, aquela imensidão de céu!

Dali rumamos para o primeiro abrigo, horas e horas de carro, segurando xixi. Mas era agradável na medida do possível, a companhia era boa, o papo fluía. Nesse caminho um dos carros ficou para trás, em determinado momento paramos num pedacinho de terra e foi uma correria louca quando o motô disse que poderíamos fazer xixi ali! Hahahaha

Vimos um carro atolar de longe e outro estava ajudando. Perrengues dos outros a parte, eu estava exausto. A viagem mal havia começado e eu tinha vivido taaaanta coisa em 3 dias. Depois de um tempo, o carro desatolou e seguimos viagem.

Ao chegar no 'hotel de sal', fui surpreendido novamente! Achei muito bem estruturado, bonito, um rústico com conforto. A fila do banho estava gigante, o banho gelado era free, 10 bols pra ser "quente".

Banho tomado, roupa suja lavada, bem agasalhado (estava frio pra k7), o jantar foi outra surpresa! Chegou uma panela gigante de sopa e me debulhei, até alguém da mesa avisar: gente, é só a entrada.

Do nada chega um prato imenso de lomo saltado com papas. Eu já estava cheio só com a sopa hahahhaha
Mas como minha mãe ensinou, bora limpar o prato né?! Falhamos na missão, era muita coisa, ainda havia um vinho pra cada mesa (carro). O guia inclusive achou meio ruim sobrar comida, mas não dava.

Geral bem comidos (rs) e de banho tomado, indo dormir com as 3 cobertas na cama de sal. Tinha um povo juntando os vinhos das mesas pra tomar. Obviamente me juntei a eles, conversamos um bocado, bebemos e rimos muito. E já tava mais que na hora de dormir, no outro dia sairíamos cedinho. Eu sabia que havia feito a escolha certa de traçar esse caminho "sozinho"!

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16 horas atrás, eduardo.segatto disse:

Olá Igor, estou gostando do relato, tá massa! Estou de viagem marcada para 23 de dezembro, eu e minha esposa. 

Já vou te perguntar de antecedência, pegou chuva algum dia? Em cusco por exemplo.

estamos aguardando o restante, abraços!

Opa Eduardo, valeeu! 

Olha, peguei chuva diversas vezes durante a trip, porém eram chuvas passageiras, muitas vezes na volta do passeio, não sei se foi sorte ou Pacha Mama olhando por mim. 

Não atrapalhou NENHUM passeio que fiz, peguei alguns lugares nublados, porém é normal o ano todo. 

Cusco tem um tempo imprevisível hahaha

Meu conselho é ir sempre com troca de roupas e no estilo 'cebola', varias camadas pra ir tirando ou colocando conforme o tempo. 

Pode perguntar quando tiver qualquer dúvida! Postarei as continuações assim que possível :)

Ps: se eu não responder aqui, pode mandar no insta que vejo na hora: @igorbagnara

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      Está pensando em fazer um mochilão pelos Estados Unidos? A América do Norte é um dos principais destinos para mochileiros. Com uma infinidade de regiões que apresentam paisagens e cenários deslumbrantes, você nunca vai ficar sem aventuras para buscar.
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        Continue lendo em: Mochilão nos EUA: Os 5 Melhores Lugares para Visitar em 2021
    • Por rodrigovix
      Índice do Relato:
      [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem
      [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
      [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.
      [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.
      [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.
      [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.
      [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.
      [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.
      [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.
      [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!
      [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]
      [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.
      [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.
      [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.
      [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.
      [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.
      [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.
      [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.
      [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.
      [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.
      [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.
      [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.
      [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.
      [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.
      [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.
      [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.
       
      Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá:
      @queridopassaporte.
      Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe.
       
      Editado:
      Baixe o PDF com o relato completo:
      relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf
       
      (Edit em 14/09/2021: Algumas pessoas estavam me dizendo que não conseguiam mais baixar o pdf, então fiz o upload novamente).
      (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)
       
       
      Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!
       
      Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!
       
      Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?
       
      O ROTEIRO:
       
      O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.
       

       
      01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
      02/04 Sucre x Uyuni
      03/04 Salar de Uyuni
      04/04 Salar de Uyuni
      05/04 Salar de Uyuni
      05/04 San Pedro de Atacama
      06/04 San Pedro de Atacama
      07/04 San Pedro de Atacama x Arica
      08/04 Arica x Tacna x Arequipa
      09/04 Arequipa
      10/04 Cañon del Colca
      11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
      12/04 Huacachina
      13/04 Islas Ballestas + Paracas
      13/04 Ica x Cusco
      14/04 Cusco
      15/04 Cusco (Vale Sagrado)
      16/04 Cusco x Aguas Calientes
      17/04 Machu Picchu
      18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
      19/04 Puno (Uros + Taquile)
      20/04 Puno x Copacabana
      21/04 Isla del Sol
      22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
      23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
      24/04 La Paz (Downhill)
      25/04 La Paz
      26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo  
      Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.
       
      De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:
       
      - Bota Timberland Flume Mid Waterproof
      http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html
       
      Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).
       
      - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.
      http://www.decathlon.com.br/
       
      - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II
      http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html
       
      - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6
      https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html
       
      - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.
       
      SOBRE AS MOCHILAS...
       
      Usei uma Forclaz 50L Quechua...
      http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478
       
      E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.
      http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us
       
      Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.
       
      Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.
       
      Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.
       
      Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:
      7 camisetas
      1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
      1 calça segunda pele (1ª camada)
      1 casaco fleece (2ª camada)
      1 casaco impermeável (3ª camada)
      1 calça-bermuda
      3 bermudas
      8 cuecas
      6 pares de meias grossas cano alto
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 saco-lençol de dormir
      1 money belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      2 cadeados
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 canivete suíço
      1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 pacote de lenços umedecidos
      1 celular
      1 carregador
      1 par de fones de ouvido
      1 máquina fotográfica
      1 lente 18-55mm
      1 lente 10-20mm
      2 cartões de memória 32GB
      1 tripé grande
      1 mini-tripé
      1 kit limpeza para câmera
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva para a mochila
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional  

       
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      Cartões de embarque
      Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
      Cartão internacional de vacina (ANVISA)
      Certificado do Seguro Viagem
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
      Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem  
      É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:
       
      - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.
       
      - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.
       
      - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.
       
      - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.
       
      - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.
       
      - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.
       
      NO MONEY BELT:
      Dólares
      Reais
      Passaporte
      Chave reserva do cadeado  
      O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.
       
      Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.
       
      PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:
       
      Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.
       
      As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.
       
      Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.
       
      Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.
       
      Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:
       

       
      Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”
      Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”
      Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”
      Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”
       
      Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?
       
      PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
    • Por Diogo Rodrigues
      Oi Pessoal!
      Meu nome é Diogo, e queria apresentar o meu canal no Youtube e site chamado "Uma Câmera na Mão e o Pé na Estrada"
      Nele mostro locais na natureza, trilhas, praias, cachoeiras, permacultura, e muitas outras experiências, sempre prezando pelo meio ambiente, e com a interação com o mesmo.
      Convido a quem quiser, se inscrever no canal, isso ajuda muito a mim, e além de entregar os vídeos novos pra quem se inscreve.
       
      "Quanto mais os anos passam, fico mais medroso, coloco a culpa na correria, no cansaço, ou no trabalho, mas eu tento sempre me forçar a arriscar, porque no momento que saio de casa pra fazer o que quero, tudo faz sentido. Eu quero chegar na velhice ainda fazendo coisas pela primeira vez."
       

      Endereço do canal: www.youtube.com/umacameraviagens
       
       
      Alguns vídeos do canal:
       
       
       
       
       
       
      Algumas fotos:

       

       

       

       

      Valeu pessoal, espero que gostem!
    • Por EletricFeel
      Oi, gente. Tudo bem?
      Nunca viajei por conta própria então tô arrancando minha cabeça de tanto coçar, cheia de dúvidas kkk
      Eu planejo ficar 24 dias na Grécia, entre jun/jul de 2022 (claro que isso é só se a pandemia estiver controlada)
      Meu desejo é ficar alguns dias em Atenas, Tessalônica, Milos, Santorini e nos meus últimos 4 dias, passar em Istambul.
      Quero muito conhecer Delfos também e queria passar pela ilha de Delos (existe alguma forma de ir sem ser saindo de Mykonos?)
      Em Tessalônica eu não terei gasto com hospedagem nem transporte, pois vou ficar na casa de alguns parentes (e acredito que ficarei 1 semana em média com eles, pois eles planejam fazer alguns passeios comigo)
      Eu não ligaria de cozinhar minha própria comida nos hostels, mas quero experimentar a comida local em alguns restaurantes bem típicos (típico mesmo, onde os locais costumam comer)
      Eu não tenho um roteiro muito certo, mas Atenas, Tessalônica, Milos, Santorini, Istambul e Delfos e Delos precisam estar nele
      O problema é que vou ter apenas 12 mil reais, vocês acham que dá? Que roteiros vocês me sugerem? Dicas pra economizar, etc?
      PFVR gente, eu me sinto muito perdida kkk 
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