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Pessoal, estou indo para praia do sono (Paraty) agora em outubro, pretendo acampar por lá.

Gostaria de saber algumas dicas de quem foi, em relação a Camping, bar, mercadinhos, restaurante na praia do sono e região nessa época do ano, se há infraestrutura operante o ano todo...ou se devo me preparar e levar comigo em termos de suprimentos para passar aproximadamente 4 dias.

Grata.

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    • Por StanlleySantos
      "O ano de 2020 tirou a vida de muita gente. De tantas outras levou um ano inteiro. Sem reembolso. Irei atrás desse reembolso"
      ~ pensamentos de um mochileiro júnior frustrado no final de suas férias, março de 2021
       
      Pois bem, o objetivo deste relato é expor uma visita à "ilha da magia", com duração de 8 dias. para quem não conhece, Florianópolis é a capital do grande estado de Santa Catarina, uma herança da colonização litorânea portuguesa e presença açoriana, além de imigrantes de vários lugares da Europa. Nos dias atuais é considerada um paraíso do ecoturismo e uma capital do surfe, além de um nicho cultural fomentado pelos moradores mais antigos. Falarei das praias, mas tentarei focar mais no que dá para fazer longe das mesmas. E téleze! Como tem coisa pra fazer!
       
      "Mas peraí, viajando em plena pandemia, seu genocida, negacionista, fascista, taxista...."
      Calma que não é bem assim, caro(a) leitor(a). Bem, essa pequena viagem é fruto de 2 cancelamentos, sendo um mochilão em Minas Gerais organizado em 2019 (antes dessa coisa toda ocorrer), que foi perdido em 2020 e convertido em um mochilão em SC que deveria ter ocorrido nesse mês de março de 2021 (pessoa inocente que achava que o país estaria mais tranquilo em relação à pandemia). Chega 2021, ameaça de lockdown geral no Estado, mais uma viagem que duraria quase um mês cancelada. A passagem teria que ser usada em 2021 ou a perderia. E não havia mais espaço no ano para isso.
      Em virtude das circunstâncias do meu emprego, acabei sendo imunizado no início do ano. Já tinha contraído a doença há uns meses atrás, e, com esta proteção adicional, + um perfil de viajante que procura evitar aglomerações ao extremo (leia-se anti-social  ), veio a certeza de que não iria dar trabalho ao já comprometido sistema público catarinense. Reuni coragem e resolvi usar a passagem para andar por uma semana na ilha. Claro, isso não me impediu de obedecer as recomendações sanitárias e respeitar o próximo, fazendo uso das máscaras, álcool gel, etc (melhores do que as medidas aplicadas na minha cidade, diga-se de passagem). Mas no final das contas minha maior medida de prevenção foi o isolamento in natura (vc vai entender). Sei que fiz o necessário para evitar quaisquer problemas e a viagem correu perfeitamente bem em virtude disso, sem febre ou espirros na fuça dos outros. Consciência limpa, com ou sem julgamento alheio. Esclarecido? Ok, vamos lá.
       
      A época escolhida foi os dias 22-29 de março, início do outono na região, fora da alta temporada. As águas marinhas ainda estavam na temperatura ideal, e lindas de se ver (azul numa hora, esverdeado em outra, aí já viu). O clima deu uma colaborada, pois ia de nublado a sol forte durante o dia, caindo a chuva somente no início da noite. Primeiro mandamento de quem quer conhecer bem a ilha: NÃO.VÁ.EM.ALTA.TEMPORADA.NUNCA.JAMAIS. Primeiro: obviamente as coisas encarecem e a hospedagem fica concorridíssima. Segundo: a ilha não dá conta de tanta gente no mesmo lugar. Para você ter uma ideia, formam-se filas quilométricas de carros parados nas ruas e avenidas, devido a pouca quantidade de rotas alternativas (sabe aquelas matérias do datena cobrindo o caos no Tietê de fim de tarde? Pois é). Não convenci? pera lá:

      Essa é a avenida das rendeiras, uma das  principais da lagoa da conceição, e o principal acesso para o lado leste da ilha. É uma avenida estreita demais, dada a sua importância, e às vezes em dias de semana formam-se filas de carros. Imagina isso na temporada...
       

      Essa é uma cachoeira no sul da ilha num final de semana, isso com o "medo" da pandemia (que pandemia?). Imagina na temporada...
       
      Chegando na cidade no dia 22/03, como não conhecia patavinas do lugar, achei que uma voltinha inicial no Centro e arredores seria uma boa prévia. Já adiantaria lembranças e iria adquirir informações sobre a locomoção na ilha. Em virtude da pandemia, a maior parte dos museus ou estava fechada, ou funcionado em horários muito restritos, o que desmotivou, nesse primeiro momento, um roteiro mais "cult". Confesso que queria ter conhecido o Museu do Lixo da comcap, ou o Museu Estação do Mar, que abordam a relação do homem com o meio ambiente. Fica para a próxima.
      O centro de Floripa é bem pequeno, então vc consegue explorar o comércio local em uma manhã, sem problemas. Fui atrás das lembrancinhas e de um café no mercadão municipal, e depois fiquei circulando pelas ruas. Tem magazine, tem véio da havan, lojinha de 4,99, enfim, opções para vários gostos. Ah sim, o centro é um bairro mais marginalizado, como em qualquer capital, então cuidado redobrado ao andar por aí.

      Le mercadão. Dessa vez sem espaço para jogar moedinhas como no mercadão de POA
       
      Na mesma área tem a famosa praça XV de novembro. Anote essa referência pois tem muitos lugares para visitação nesse entorno. A figueira centenária por si só já é uma maravilha da natureza, e nem cem máquinas humanas poderiam recriar a história e o simbolismo deste ser. Os galhos são tão frondosos que foi necessária a instalação de barras para estabilizar a giganta. Sabe o que é uma árvore estar aí desde o início do Brasil-república?
       
      Majestosa

      Le catedral metropolitana, bastante visitada também
       
      Ainda na região do centro, passei pelo beira mar norte, com uma vista da ponte Hercílio Luz, o grande cartão-postal urbano da cidade. Tem um museu histórico de armas embaixo dela, que aparentemente estava aberto, mas como precisava passar na decathlon local para comprar uma coisa ou duas, passei batido dessa vez .

      O orgulho manezinho
      Ainda numa breve andada pelo beira mar, encontro o obrigatório point para fotos e uma curiosa escultura. O cão Harry, que era uma figura conhecida, supostamente é a primeira escultura brasileira em homenagem a um cão (ou a todos, se formos pelo contexto dos cães de rua). Achei simplesmente o máximo 

      Para quem quer declarar seu amor à cidade, tem um desses no mirante da lagoa da conceição, também

       
      Compras feitas, partiu para a base secreta. Segunda dica: fora da temporada, o transporte coletivo de Floripa funciona muito bem. Estava só, então carro alugado estava fora de cogitação. Mas você tendo o aplicativo local em mãos (floripa no ponto, embora o moovit tbm ajude), fica bem fácil e barato se deslocar pelos diversos pontos da ilha. Basta ter timing e disposição. Floripa tem alguns terminais de integração que facilitam bastante o deslocamento (sempre um prefixo TI + a inicial da região de referência, por exemplo, TICEN - Terminal do Centro; TILAG - Terminal da Lagoa da Conceição, e assim por diante). Caso quiser poupar no transporte, decore os terminais, suas localizações, e veja as melhores rotas no app. Claro, no momento da pandemia, havia redução de ônibus, com ênfase nos finais de semana, mas deu tudo certo, a meu ver. Outra opção é alugar bicicleta (o ciclismo é bastante forte na ilha).
       Fui para a Lagoa da Conceição, uma recomendação geral, e faço coro a tal dica, pois o bairro é bonito, é tranquilo, e é "central", ou seja, dá para pegar as 4 direções da ilha a partir dali. Acertei o checkin e fui tratar de descansar, pois os próximos dias seriam bem agitados.
       
      No dia 23 (aniversário de 348 anos da cidade, diga-se de passagem 🎂 ), levantei cedinho para realizar a primeira atividade na ilha. Queria algo afastado do povo (por motivos óbvios), e diferente de praia, então vamos de trilha! A ilha possui várias, 90% delas bem conservadas e acessíveis, rendendo aqui uma estrela de bom menino para a gestão das mesmas 👏👏👏👏👏 
      O hostel onde fiquei hospedado fica próximo da Trilha da Costa da Lagoa, uma das mais populares (e longas também, 7,5km em sua extensão completa). Uma trilha que "arrudeia" a lagoa propriamente dita, alternado entre caminhadas na mata, subidas em pedras, ruínas históricas, mirantes do lago, e pequenas vilas de moradores, Um charme.

      partiu??




      A única aglomeração que quero é a de árvores. O único sintoma que desejo é euforia. E a única infecção que almejo é a de boas vibes
       
      A trilha tem uma dificuldade baixa, e a única questão é a distância, como já informado, e isso pode ser contornado pegando barcos em certos portos da trilha (como disse, existem vilas e comunidades ao longo dela, logo fica fácil retornar). Por ser exatamente "feriado" de aniversário, não sabia como seria o funcionamento dos barcos, então acabei fazendo a ida e volta a pé mesmo (aproximadamente 15km).
      Perto do fim da trilha há uma bela recompensa, a Cachoeira da Costa da Lagoa. Por ser de manhã, num dia de semana, não havia ninguém além do caseiro local. Aquela lindeza e suas águas claras e geladas seriam só para mim =D

      Eeeeeee maravilha =D

      gatilho?

      mago d'água lvl 1
      Fiquei bastante feliz por ter aquele "isolamento" ao ar livre, por um tempo. Somente lá para meio-dia que começou a aparecer gente, o que dá a entender que Deus ajuda quem cedo começa a caminhar  Creio que nos finais de semana isso lote, pela facilidade do acesso, o que é mais um motivo para você visitar lugares como esse nos dias de semana, e fora da temporada. Hidratado e fresco, fiz a trilha de volta, encontrando algumas famílias no caminho. Sortudos são por terem lugares assim para fortalecerem seus laços familiares.
      Depois do almoço, decidi que iria conhecer a primeira praia, a Praia da Joaquina. Ela fica relativamente próxima da Lagoa da Conceição, embora aparentemente não tenha uma linha de ônibus que te deixa lá (ao menos era isso que o app dizia). Então fui de App (meu único uso em toda a viagem), e voltei a pé ao anoitecer. Essa praia é bem famosa pela prática de surfe, e tem uma história mórbida sobre seu nome. Banho tomado, andei um pouco nas famosas Dunas da Joaquina, que é vista de longe em vários mirantes da ilha, e é onde se faz sandboard (um snowboard sem neve, tá ligado?). Eu, com experiência ZERO disso, resolvi colocar meu corpinho jovem de 31 anos à prova e aluguei uma prancha. Caí algumas vezes, em outras comi areia, e em raras ocasiões conseguia me manter em pé. Quase quebro o toba de tanto cair. valeu a pena? Valeu, claro. =]

      Dunas e praia da Joaquina


      Vai lá, ow Tony Hawk desnutrido, vai se achando o fodão do sandboard, vai

      "Se a coluna ficar dormente não liga não que daqui a uns dias volta ao normal"
      Depois de passar vergonha na areia, começou a chover, e precisava voltar para o hostel. Estava bem feliz (e quebrado) com o tanto de coisa que vi e fiz em um único dia. Mal imaginava que era apenas um aquecimento para o que estava por vir...
      O dia 24 (quarta) foi dedicado à famosa Trilha da Lagoinha do Leste. Junto com a costa da lagoa com certeza é a trilha mais popular pelo seu fabuloso e conhecido mirante. Torcendo para ter a trilha somente para mim, madruguei no TILAG, rumo ao Sul da Ilha. Pessoalmente achei massa as trilhas começarem do nada em alguma rua aleatória de um bairro, fico imaginando os moradores acordando com o som de passos dos trilheiros.
      O clima foi perfeito nesse dia, pois o céu ficou aberto, deixando a trilha e o oceano lindos aos olhos do visitante.

      Segundo partiu??

      Pausa pro H2O. Tem algumas fontes no caminho que aparentam ser confiáveis
      Essa trilha é fácil, até porque as escadas de toras de madeira e pedras estão bem colocadas para ajudar o trilheiro. Apesar de ser meio "nutella", o resultado ficou muito bonito. Se não me engano leva aproximadamente 1 hora para fazer ela.

      A praia estava com poucas pessoas, a maioria surfistas de plantão. E assim que cheguei, lá estava o morro da coroa convidando mais um visitante. Essa é a parte "gostosa" do passeio. A trilha clássica para chegar ao topo do morro é feita pela praia, fazendo uma escalaminhada até o final. É um pouco difícil, e mesmo perigosa para quem não for acostumado(a) com essa intensidade. Precisei parar algumas vezes para pegar um ar e me hidratar. Mas o visual vai ficando cada vez mais lindo.

      Olhando assim vc não dá nada pra subida, ne?

      Bora que nem cheguei na metade ainda

      Pausa para contemplação. Calliandra, uma das minhas flores favoritas.
      O esforço é grande, mas o resultado sem dúvidas vale a pena! Lá de cima você pode seguir por outras trilhas para acessar alguns pontos da encosta do Pântano do Sul, mas que requerem cuidado redobrado e paciência (pois como não são trilhas oficiais, por vezes são difíceis de acompanhar em virtude da mata fechada). Mas o negócio mesmo é a pedra do surfista, provavelmente o ponto mais googleado da ilha. Para interessados, o local também é plano o suficiente para o camping. Lamentei por não ter levado minha barraquinha nessa trip.

      Mas sim, chapada dos veadeiros isso agora???

      Por mim a viagem podia acabar amanhã, esse momento já fez a viagem valer.
      Após as fotos e um tempinho para contemplação (sozinho por um bom tempo), um merecido mergulho no mar para recarregar as energias. Na praia existem algumas banquinhas que vendem o básico, a um preço meio exorbitante. Mas ponto turístico é isso ne?
      Depois do nado, pensei em fazer a trilha para o Dedo de Deus (que é outro ponto com um visual muito massa), mas a fome, o sol e a água acabando estavam acendendo o sinal amarelo. Fica para a próxima. Retornei à cidade, comprei algumas besteiras para comer/beber, e fiquei um tempo na praia do Pântano do Sul. Ah, da Lagoinha do Leste tem uma trilha que te leva até a Praia do Matadeiro, essa já mais colada com a cidade. Mas a trilha é longa (2-3 horas), e pelo mesmo motivo pelo qual não fiz o Dedo de Deus, acabei não fazendo ela nessa viagem.
      Antes de voltar para o hostel, no fim do dia, fiz um desvio. Ao invés de seguir para a lagoa, peguei um ônibus que entra no Campeche (um bairro com uma praia e ilha de mesmo nome, bem famosos, aliás), pois queria encerrar o dia com uma visão privilegiada. Então tratei de subir o Morro do Lampião. Não tem exatamente uma trilha, e sim um "ramal" de argila, pedras e cascalho, que vc sobe por uns 15, 20 minutos. A vista é sensacional, te dando um 180 graus que vai da Joaquina (norte) até morro das pedras (sul), com a Ilha do Campeche quase que na sua frente. Pela facilidade do acesso, e por ser dentro da área urbana, confesso que bateu receio de assalto, mas como me disseram em mais de uma ocasião que Floripa é mais de boa em termos de segurança pública (apesar das dezenas de maconheiros com quem cruzei na ilha ), coloquei minha vontade de viver e aproveitar em frente dos receios.

      Le início

      aos poucos a obra de arte vai se revelando, só continuar a subir...

      Show

      Le Campeche.
      Com o anoitecer nesse mirante, o dia estava fechado. As pernas iriam me xingar a partir do dia seguinte sob a forma de pontadas de dor, mas, nada que desmotivasse o tio.
      No dia 25, o destino acabou sendo uma das praias mais isoladas da ilha, Naufragados, no extremo-sul, com um acesso demorado por uma única estrada e aparentemente feito por uma única linha de ônibus. Notei que curiosamente do lado oeste da ilha as praias não são tão badaladas (até por estarem mais em contato com as cidades, as ondas serem mais fracas, a sujeira se fazer mais presente, e os locais serem usados mais para a pesca do que para o banho em si). 
      A trilha de naufragados é de nível fácil, bastante aberta, com fontes de água, perfeita para levar a família



      Seria um guardião que me testaria para saber se sou digno da passagem?
      A trilha termina em uma comunidade que se divide entre os moradores pesqueiros locais e alguns moradores alternativos (uma coisa que notei é que tem muita gente roots, hippie na ilha, assim como o consumo de maconha é bem pesado, mas o pessoal de lá é mais de boa, não são como traficantes ou viciados de outros lugares), sendo que há alguns locais para o camping (pago), mas nada que te impeça de levantar acampamento em outros lugares 0800 da praia. Aproveitei para catar conchinhas (é, não tive infância), curtir o dia, e explorar o lugar.


      Como eu tenho raiva da raça humana e sua porquisse

      Ahh, bem melhor
      Além da praia em si há umas trilhas que te levam para 3 canhões de treinamento e defesa da época da segunda guerra, no topo de uma pequena colina, e uma trilha (esta meio mal conservada) para um farol da União/forças armadas, que supostamente te dá uma visão privilegiada de algumas ilhas pequenas (incluindo a ilha da fortaleza), e do continente, mas que na ocasião estava fechado com cadeado e avisos de proibição. Como não queria correr o risco de cruzar com milico de passagem e tretar, não quis invadir o farol (MST não curtiu isso). Mas os canhões compensaram a visita, um espaço aberto muito legal para um piquenique e contemplação.

      me amarro em artefatos históricos. Bélicos então, nem se fala

      Mete bala nesse invasor fi duma égua, pau na moleira!!!!
      Esse dia foi dedicado única e exclusivamente a naufragados. A trilha é gostosa de se fazer, a praia é bem isolada, tem curiosidades para serem vistas, posso dizer que foi uma das minhas praias favoritas. O que me incomodou bastante foi a presença de lixo de alguns sem noção. Diz que não há coleta de lixo naquelas partes, o que complica um pouco. Se fosse morador organizaria um mutirão ocasional.
       

      Adianta? Adianta nada, só um milico dando cacetada no joelho de cabra que sujasse a trilha mesmo 

      O famoso peixe-porco da ilha, bastante consumido ali. Para deixar claro, esse carinha foi solto logo em seguida.
      O legal de estar fazendo todos esses passeios era a independência total. Sem agências, sem gente burocratizando os locais. Só eu mesmo e até onde as pernas e determinação levam. Estava curtindo muito cada dia ali. E queria aumentar o nível mais uma vez.
      O dia 26 era dia de "Sextou" com "S" de subida, e era o que iria fazer. Depois de um pouco de estudo no mapa de Floripa, fiquei bastante interessado na Trilha da pedra da Boa Vista. Essa trilha fica na Barra da Lagoa, no leste da ilha, bairro famoso por suas piscinas naturais. O bom é que partindo da lagoa da conceição é um dos lugares mais fáceis de se chegar de ônibus.
      A barra é bastante usada para pesca, deu para ver a rotina de alguns moradores locais.

      Amanhecer nos molhes da barra (não o gaúcho)

      A prainha da barra, diz que tem um sítio arqueológico na área, inclusive com uma pegada de dinossauro

      Essa trilha com certeza é uma das mais fáceis da ilha. Mais nutella que isso só sendo carregado, rs. Alguns minutos e eu já estava na área das pedras e piscinas. 

      Aparentemente tem que esperar a maré dar uma baixada para curtir melhor

      Aquecimento
      O legal das piscinas, a meu ver, não era nem o banho em si, mas a riqueza de vida marinha nos mínimos detalhes. Acho que passei mais tempo observando a vida local do que na água, de fato.

      caranguejos, mestres do stealth
      Depois do breve banho, tratei de comprar uns lanchinhos e procurar a entrada da trilha (meio escondida mas bem sinalizada). A trilha tem uma dificuldade fácil (chegando ao moderado para quem é cheio das frescuras). Muita subida, inclusive em pedras, com poucas oportunidades de se esconder do sol forte. Muito mato fechado também, o que sugere que não é bom fazer trilha noturna, em virtude das cobras. Mas é uma atividade, no mínimo, prazerosa e revigorante. O legal é que em uma boa parte da trilha tem sinal, então dá pra fazer uma ligação, ou mandar fotos pro insta lá do alto e matar a galera de inveja.


      Até aqui ainda é de bobs

      Tá melhorando, tá melhorando =D

      Que visão espetacular, essa foi a melhor fritada que levei do sol neste ano

      Chegando lá em cima, o visual é surreal. Você tem um 360 daquele ponto da ilha, com a cidade de um lado e a imensidão azul do outro. É uma sensação muito boa poder estar no topo daquelas grandes elevações que vc fica observando lááá da rua. 

      Essa parte em especial é muito boa para descansar ou fazer um piquenique com uma visão digna de aplausos.
      no fundo tem lagoa, praia mole, galheta e gravatá. Queria muito ter um drone nessas horas.
      Após um tempo para descanso, lanches de trilha e reflexões diversas, era hora de descer. Da pedra da Boa Vista você pode voltar para a cidade, ou fazer um desvio para a Praia da Galheta, famosa por, digamos, ser uma praia de nudismo oficial. Como o nudismo é opcional, tinha mais gente com roupa do que sem, salvo por alguns vovôs sem vergonha, alguns homossexuais, e umas moças de topless. Bom, já que estava aqui, então pq não ter uma conquista desbloqueada e uma história a mais para contar pros futuros filhos? Roupas jogadas, aproveitei para tomar um banho de mar do jeito que vim ao mundo =]  Por motivos óbvios (sedução em massa, claro), não posso postar fotos. Vão e descubram!
      Após essa atividade, retornei à cidade para comprar lanches para a tarde, e como ainda estava cedo, fui conhecer outro lugar. Perto da Lagoa da Conceição existe a Trilha e Praia do Gravatá, então estava decidido. A trilha principal é pequena e fácil, embora tenha desvios para outras trilhas, que não pude explorar. Inclusive acredito que dê para chegar no topo de um morro que tem na área, dando uma vista privilegiada da Lagoa da Conceição. Descubro na próxima viagem.


      Aqui é um ponto de saída de parapente ou asa-delta, com uma vista privilegiada de Pedra Mole e Galheta. E pensar
      que há umas horinhas atrás estava no topo daquele morro do fundo

      A praia é pequena e de ondas tranquilas, acredito que ela seja bem "familiar" por isso (vi crianças e cachorros na água de boa, coisa que não tinha visto nas demais), e parece que tem muita coisa para ver nessa região. Uma pena que um temporal estava chegando na ilha, me obrigando a ir embora mais cedo (e o temporal no final das contas ficou isolado na região sul! ).
      Com o sábado chegou o temido final de semana , afinal, com esses dias de sol era óbvio que o povo iria para os banhos, com ou sem pandemia. Escolhendo a dedo no google maps, resolvi conhecer a Praia e Cachoeira da Solidão, no sul da ilha (do lado do Pântano do Sul, onde vc faz a trilha da Lagoinha do Leste). Antes eu soubesse que solidão seria a última coisa que sentiria ali! 
      A cachoeira é de fácil acesso, seguindo uma trilha atrás de um pequeno conjunto de casas, não só a água é linda como o poço é bastante fundo para o mergulho, inclusive tem uma gruta atrás da cachoeira que mesmo eu, corajoso que só, não quis desbravar (bem claustrofóbica mesmo). Infelizmente já tinham algumas pessoas no local (aquele bem egoísta ), e só iria piorar dali para frente (sabe aquela aglomeração no início do relato? Pois é), então as fotos não saíram tão boas. Mas o lugar vale a visita (nos dias de semana, claro).

      Me disseram que é bem fundo o poço, com grutas submersas. Como a água é clara, um óculos, uma lanterna de mergulho e uma GoPro devem valer bastante a pena aqui. Para meu azar não tinha nenhum dos 3. 

      Sorriso forçado de "ahhh que maravilha que tem uma pessoa no fundo da foto"
      Bom, aí começou a aglomeração master de gente, e como o espaço não é muito grande, era mais que justo ceder meu lugar para alguém e ir embora. Passei um tempo na praia propriamente dita, e aproveitei para brincar de ser criança novamente.

      A parte legal dessa brincadeira é que eu estava numa parte protegida por pedras, e com minhas coisas em cima de uma pedra grande. Logo depois dessa foto veio a água, NÃO SEI DE ONDE CARALHOS POIS NÃO TINHA DADO ÁGUA NAQUELA PARTE ATÉ O MOMENTO, levando tudo pela frente, inclusive meu corpo de sereio  minha mochila e smart quase viram oferenda (dei um cagaço enorme pelo meu aparelho estar funcionando até agora só com uma oxidação na entrada USB). Eu não sei se foi um PUTA azar, ou se Iemanjá ficou pistola comigo por apropriação cultural. No meu estado Iara não fica com essas paradas não, viu?
      Logo depois desse incidente, tive que tirar areia de tudo o que tinha levado banho, e ir embora, pois o buzu tinha um horário mais limitado. Nessa região tem uma trilha (saquinho) que não sei pq diabos não fiz, ao invés de levar água na praia. Mas sem crise.
      O domingo veio, penúltimo dia da minha estadia no paraíso, e tinha ficado interessado numa trilha no Parque Municipal da Lagoa do Peri, um local de preservação enorme e bonito, diga-se de passagem. Na verdade não iria fazer trilha no parque propriamente dito (que também vale a pena, mas por falta de tempo não conheci), mas sim a Trilha da Gurita, que fica dentro das dependências do parque. Inclusive a entrada é bem escondida, próxima do projeto Lontra. 


      Essa trilha tbm tem uma dificuldade fácil, mas com 2 ressalvas: a distância (+ de 3km, o que levou 1 hora e meia por minha pessoa), e as várias modalidades de chão que aumentam o tempo de caminhada (de caminho firme dos pôneis sorridentes a subidas em raízes e pedras do tamanho de carros, e a parte mais escrota que são os pequenos lamaçais, é bom que você não tenha ciúmes de seu calçado limpinho ao fazer essa trilha, aviso dado).

      Tralalala oi passarinho oi planta oi céu azul tralalalalala....

      ...GODDAMMIT, EU TINHA LAVADO ESTA CARALHA DE TÊNIS ONTEM MESMO!!!!! 

      Um momento para exercitar a solitude e ter um bom papo consigo mesmo...
      A trilha termina numa cachu que na verdade é um conjunto de pequenas quedas d'água e piscinas naturais para o banho, a água estava meio turva (diferente dos outros lugares que visitei), mas o caseiro local disse que era resultado da chuva da noite anterior. Em todo o caso, uma belíssima paisagem. Tinha que aproveitar, pois logo receberia mais visitas.

      Vocês de Floripa são uns sortudos oh, mantenham esta obra limpa e preservada, por favor

      Valeu a pena. Cada segundo. Cada bendito segundo.

      Depois da cachu grande vc sobe um pouquinho que tem uma área mais "Vip", com uma queda legalzinha, acho ideal para casais que queiram um pouco de intimidade no fim da tarde, se vc me entende ( ͡° ͜ʖ ͡°)
      Logo depois começou a chegar gente, aparentemente tem uma galera que faz SUP e caiaque de outros pontos do lago até a parte da cachoeira, cortando toda a trilha. Eis uma atividade que queria ter tido tempo para fazer, adoro fazer caiaque nos igarapés amazônicos. Também fica para a próxima. Banho tomado, tinha reparado que dali havia uma segunda trilha que dava para um tal de "Sertão do Ribeirão". Como ainda estava cedo, então, pq não? Além do mais, nesse dia não tive tempo de comprar nada para lanchar, então, talvez houvesse algum mercadinho na tal estrada que o google maps dizia que levaria.

       
      Saí numa área de estradinha de terra e vários sítios , realmente um sertão da ilha. Não havia mercadinho algum por ali, algumas fazendinhas vendiam produtos-base (ovos, leite, mel), e como não tinha aparato para transformar essas coisas em uma refeição, começou a dar a desanimada de fazer agora 5km de trilhas até voltar para a cidade. Mas eis que encontro o Sítio e Café Hortêncio, que salvou minha barriguinha da miséria com seus lanches caseiros. Um sítio muito bonito com hospedagem, visita guiada nas áreas dos bichos (uma coisa mais família com criança), e o café colonial propriamente dito. O pastel de queijo recém fabricado e goiabada caseira foi uma coisa divina  O outro pastel de pernil de porco completou minhas necessidades terrenas do momento  Fui muito bem atendido, então faço questão de recomendar uma visita aqui se você passear pela região. Aliás, o Sertão do Ribeirão é uma atração por si só, pois possui mirantes, lugares para banho, alguns alambiques e sítios para visitação.

      Só o filtro de barro já ganhou minha simpatia, isso vai de encontro com minha infância...

      Quando é feito com amor são outros 500

      Pooo, vcs são muito show, voltarei a visitá-los no futuro
       
      Antes de ir embora, passei numa última cachoeira da região, aparentemente era a Cachoeira da Carabina, bem fácil de achar. Assim como gurita, possui várias quedinhas e piscinas para o banho. Essa em particular tem muita área perigosa, então não acho um lugar muito bom para crianças (pedras escorregadias, lugares altos e tal).



      Tinham umas oferendas ali num cantinho, acredito que é algo da cultura dos locais
      Bom, mais um banho tomado, e tudo mais, mas o horário já estava dando, um tempo de chuva suspeito estava formando, e tinha a questão dos ônibus, por ser domingo, então precisava ir embora. Mas a preguiça de voltar pela trilha bateu forte, MUITO forte  então o que um turista que nunca pisou naquele lugar no meio do "nada" (apenas força de expressão, tinha achado um local muito interessante na ilha) poderia fazer? Seguir a estrada, ora!
      Então liguei o player do smart, comecei a cantar as músicas sozinho na estrada, e ver onde a mesma iria dar. Às vezes os melhores momentos da vida estão nas decisões mais sem noção e na certeza da incerteza à frente.

      Mais partiu??? Partiu

      Ahlá a lagoa do Peri no fundo

      Mas donde carajos estoy, google maps???
      Essa estrada iria me deixar em 2 lugares: no bairro dos açores, próximo de onde a onda tinha me trollado no dia anterior, ou na armação do pântano do Sul, não muito longe da trilha da lagoinha do leste. Foi uma andada de 1 hora (achei que duraria mais, uma pena), até chegar na parada e esperar minha limusine com chofer me deixar no Hostel.
      A segunda-feira (29) foi meu último dia na ilha, mas resolvi dar uma descansada no corpo e ver se iria levar mais algumas coisas para casa, no centro. Fora que, coincidentemente nesse dia, choveu de manhã e de tarde, então de qualquer forma não faria nada. Sendo assim, o relato acaba por aqui, garotada =]
      Como de praxe em meus relatos, algumas informações adicionais:
      Gastos: para uma semana na ilha combinei que levaria exatos 1000 reais, apesar de que me conhecendo (economista, vulgo pata de vaca como minha mãe me chama), não usaria tudo. No final das contas, com os gastos essenciais foram usados aproximadamente R$ 500,00 (transporte, comida para cozinhar no hostel, restaurante, compra de lanches para trilha, essas coisas). De hospedagem dei uma sorte do hostel ter dado uma promoção muito boa para o período que fui, e não está incluso nessa conta (141 reais para 8 diárias no booking). Acredito que o fato de ser período de pandemia, e ter ido fora da temporada influenciaram bastante nos valores.
      Transporte: como dito, achei muito bom o serviço de coletivo da ilha, uma boa frota de ônibus em boas condições, e geralmente pontuais, fora os pulos em múltiplos terminais que te permitem gastar pouco para visitar todos os lugares da ilha. Uber é uma opção, mas pelo que me falaram, e pela demora que tive em conseguir um, não tem tanto motorista como em outras capitais brasileiras, então às vezes poder ser que vc fique na mão. Na alta temporada, em algumas praias afastadas existe o transporte de barcos, de volta para a cidade, o que é uma mão na roda. Outra opção (que eu acabei não usando mas recomendo) é o aluguel diário de bicicletas, mas tenha em mente que a ilha não é tão pequena assim, e que pode ser mais jogo ir de bus ou carro sem se cansar previamente antes de fazer uma trilha. Mas vale a pena, dado o respeito dos motoristas pelos ciclistas e a boa infraestrutura para os mesmos.
      Hospedagem: bom, não me considero um expert nesse quesito, mas vi opções para todos os gostos, desde hotéis de frente para o mar a campings 0800 em algumas atrações. Pessoalmente penso que uma hospedagem nas proximidades do centro ou da lagoa sejam boas opções em termos logísticos.
      Lugares para conhecer: eis aqui um ponto interessante. TODA A ILHA tem lugares para conhecer. Eu passei uma semana andando sem parar de um lugar para outro e posso dizer que só desbravei uma boa parte do Sul da ilha. Não quis ir ao norte por simplesmente não dispor de tempo para isso  e para lá tem lugares conhecidos como o Jurerê, a vila de Santo Antônio de Lisboa, Canasvieiras, Ingleses..... Isso fora o que não explorei no centro e no sul. E isso eu falo de conhecer a pé. Tem os passeios de barco, tem as atividades mais radicais como vôo de parapente, asa-delta, lancha, caiaque, etc. tem passeio para certas ilhas. Tem as trilhas não oficiais que levam a lugares mais exclusivos e belos. Tem a zona rural e o Sertão. Tem as visitas a museus, institutos naturais e afins. Nossa, eu nem tenho ideia de quanto tempo disponível uma pessoa precisaria para "zerar" Floripa. 
      Melhor época: eu já disse e repeti qual a época a ser evitada, certo? No mais, penso que por questões lógicas, evite o Inverno (que compreende o meio do ano) e vá para a serra catarinense beber chocolatinho quente. Dizem que no inverno dá surfista na ilha, pelas águas estarem mais "bravas", mas aí é confirmar com algum conhecido (caso vc praticar a atividade ne?)
      Mais alguma coisa? Leve bastante água, lanches, protetor solar e roupas que te protejam do sol, no caso das trilhas, ir de calça/legging ao invés de short (como o teimoso aqui foi) vai te poupar de canelas queimadas, picadas, mordidas, etc. 
       

       
      Então é isso amigos, quando essa pandemia se acalmar, ou quando geral estiver vacinado, organizem um roteiro bacana na ilha da magia.
    • Por Ana Lazara Paiva
      Aproveitando o feriado do Natal resolvi aproveitar viajando, esta foi minha primeira viagem estilo mochilão e o destino escolhido foi Paraty, cidade que sempre me encantou devido a junção da parte histórica, que remonta a história colonial do brasil, e a deslumbrante Costa Verde do Brasil: uma conservada porção de mata atlântica formando um verdadeiro paraíso tropical com praias, cachoeiras, entre outros. 
      Vale ressaltar que não possuo carro e que todas as minhas viagens são low cost, ou seja, aqui vou compartilhar informações de como fiz para viajar sem gastar muito.
      Minha aventura começa em Passos, cidade do interior de Minas Gerais, sendo assim foi necessário primeiramente me deslocar de busão até o Terminal Rodoviário do Tietê. Tentei economizar nas passagens, sendo que nos trajetos Passos - São Paulo, e São Paulo - Passos, utilizei meu IDJOVEM, um benefício do governo onde é possível fazer trajetos interestaduais com 50% de desconto, ou então gratuitamente (depois posso fazer um post explicando mais sobre).
      Para chegar em Paraty não foi possível utilizar o IDJOVEM isso porque todas as passagens já haviam sido reservadas, sendo assim comecei a buscar alternativas, como caronas no aplicativo BlaBlaCar, ou então nos grupos de Facebook, entretanto o que mais compensou nessa trip foi utilizar o Buser, uma alternativa inovadora que estou completamente apaixonada, pois além de muito seguro oferece passagens de ônibus muito baratas! Para vocês terem ideia o trajeto São Paulo - Paraty pela empresa que possui guichê dentro da rodoviária custa em dezembro de 2020 R$111,15 já pela Buser paguei R$49,90. Vou deixar aqui o link para que vocês possam se cadastrar e procurar disponibilidade de passagens para Paraty ou qualquer outro destino: https://www.buser.com.br/convite/cqvkdy2. (Para primeira viagem você só paga a passagem de volta.)
      Foram aproximadamente 15 horas de espera somando ida e volta na rodoviária do Tietê devido a diferença de horários das conexões. Depois de um verdadeiro chá de rodoviária cheguei em Paraty durante à noite e fui direto para meu camping, e essa foi minha primeira experiência acampando. Fiquei no Camping Portal de Paraty e em dezembro de 2020 e paguei 35,00 a diária. Super recomendo esse camping, existem partes com tendas para proteger da chuva (que diga-se de passagem salvaram minha viagem pois choveu muito durante minha passagem por Paraty e eu não tinha uma super barraca), banheiro com ducha água quente, cozinha equipada e uma localização estratégica.
      Como eu disse anteriormente choveu muito durante essa viagem, por isso no primeiro dia foi impossível sair para curtir o mar, apenas já de tarde que eu aproveitei para conhecer o centro histórico de Paraty. Eu tenho que confessar que achava que o centro era menor, mas ainda existe uma porção bem conservada de casinhas coloridas, fiquei zanzando por entre as ruas, conheci o cais onde ficam os barcos que fazem os passeios (existem agências que fazem passeios de escuna, entre outros, como eu estava evitando gastar deixei para outra oportunidade), e as praias acessíveis de Paraty, que são impróprias para banho, mas valem para admirar a paisagem.

      No segundo dia a chuva já estava mais fraca, decidimos partir então para Trindade, uma vila onde ficam algumas das praias de Paraty, mas não espere nada luxuoso, o lugar tem uma vibe hippie e caiçara. Peguei o ônibus Trindade no ponto que ficava bem próximo ao camping, o valor da passagem em dezembro de 2020 foi de R$ 5 reais. Descemos em uma das primeiras praias do percurso do ônibus: a praia dos Ranchos. Nessa praia escolhi não ficar na parte onde estão os restaurantes e as cadeiras, isso porque prefiro locais mais vazios, e foi assim que descobri no canto oposto da parte badalada da praia um verdadeiro canto de paz, nessa parte existem imensas pedras, porém não recomendo tentar entrar na água pois as ondas quebram com muita força, mas dá sim para molhar os pés. Acho que por conta da chuva e da força da água não havia mais ninguém nessa parte, o que deixou o lugar ainda mais espetacular, foi um momento de introspecção, vendo a força do mar e claro tomando chuva hahaha mas esse foi de longe meu lugar favorito de Trindade. (No último dia descobrimos que andando mais pelas pedras você encontra uma praia para poder entrar).

      Depois de um certo tempo, parti para conhecer as Praias do Meio e do Cachadaço, as distâncias entre as praias são bem curtas e você consegue fazer o caminho a pé, aproveitando também para conhecer um pouco do centrinho de Trindade. 
      Na Praia do Meio apenas aproveitamos a passagem pois mesmo sendo cedo, já estava muito cheia, o que intensifica devido a faixa de areia pequena, entretanto é onde observei que as águas são mais calmas e sem fortes ondas, ou seja ideal para quem tem medo, ou então para quem pretende levar crianças.
      No final dessa praia é que fica uma pequena trilha de cerca de 10min que leva a Praia do Cachadaço, depois de atravessar o rio de água doce que deságua no mar é que fica o início da trilha. Pessoalmente achei muito tranquila de fazer, mas isso pode variar de pessoa a pessoa e quantidade de peso que você está carregando. 
      Como gosto mais de mar com ondas, a praia do Cachadaço foi excelente para passar um tempo, existem alguns bancos de areia, mas mesmo sendo um dia nublado com o mar mais agitado estava muito bom para tomar um banho. Na praia do Cachadaço existe outra trilha que leva às piscinas naturais, não visitamos esse local pois novamente estávamos evitando aglomerações, e o fluxo de pessoas que estava pegando a trilha era grande, logo resolvemos ficar apenas na praia onde havia mais espaço para relaxar.

      No terceiro dia fiz o passeio que mais estava com vontade, a trilha para a Praia do Sono. Deixamos para esse dia na esperança de que a chuva cessasse, acontece que não foi bem isso que aconteceu, apesar de existirem barcos que fazem esse trajeto, escolhi a opção que era mais barata, debaixo de chuva mesmo. Tomei o ônibus para a Vila Oratório, cujo valor também era de R$ 5,00. Você precisa descer no ponto final dessa linha que já é praticamente  no início da trilha. Posso resumir o trajeto em 3  palavras: chuva, lama e tombos! Mas a sensação de recompensa quando avistamos aquela praia praticamente deserta não teve preço. Essa trilha deve ser uma dificuldade média, com duração de 1h, mas por conta da lama e da chuva ficou mais complicada e demoramos mais. A praia estava absurdamente vazia, e foi de longe o melhor passeio da viagem. Existem alguns campings e restaurantes por lá, além das casas da população tradicional caiçara que mora na Praia do Sono, mas novamente nada luxuoso, a única coisa que se pode ostentar nesse local é conexão com a natureza bastante preservada.

      No último dia voltamos à Trindade, o tempo ainda estava fechado, dessa vez descobri a praia do Cepilho, o lugar que eu citei mais acima, que você tem acesso pela Praia dos Ranchos, ela tem uma faixa de areia pequena, e é denominada como dos surfistas por conta das ondas, mas mesmo não surfando aproveitei muito pegando uns jacarezinhos. Também gostei muito dessa praia. Depois de curtir, retornamos para Paraty, dessa vez para desmontar nossa barraca e retornar para casa.
      Durante todos os dias cozinhei na própria cozinha do camping, além de levar lanchinhos e bebidas para praia, apenas em uma noite fui em um barzinho chamado Prosa (que pesquisei antes e foi classificado como um local barato) , recomendo o local pois tinha uma vibe legal, mas infelizmente comer em Paraty é bem caro, tanto nos preços do supermercado, tanto nos estabelecimentos. No bar pedi um Jorge Amado (caipirinha feita com uma cachaça de cravo e canela) que é um drink inventado e bem típico em Paraty, duas cervejas e duas porções e gastei R$240,00.
      Minhas considerações finais são que vale muito a pena conhecer Paraty e que 4 dias foram muito pouco!
       
    • Por Rafaela-Almeida
      Ola vim relatar um pouco da viagem que fiz sozinha pra Paraty. Esse é meu primeiro relato, então caso leia alguma coisa que não concorde, desconsidere.
      Estive em Paraty do dia 20/01/2020 a 26/01/2020
       
      Transporte:
      Ônibus São Paulo - Paraty - R$105,24
      Ônibus Paraty - São Paulo R$105,01
      Tempo de viagem: a ida durou 7hs e teve 2 paradas de 30min cada de lanche. A volta durou 9hs, por causa do transito, teve 2 paradas também. A empresa que faz o trajeto é a Reunidas.
       
      Hospedagem:
      Fiquei hospedada no Carpe Diem Hostel, que alias recomendo muito, o gerente Leonardo é muito atencioso, todos os funcionários alias são  simpáticos, prestativos, a localização é ótima, próximo à rodoviária, supermercado, farmácia, restaurantes, centro histórico, café da manha ótimo, cozinha bem equipada e o hostel tem a área comum bem gostosa e uma piscina maravilhosa! Foi minha primeira vez em hostel, e eu gostei bastante, fiz muuuuitas amizades.
      Fiquei no quarto compartilhado misto com 6 camas, banheiro dentro do quarto, total deu R$244,65, 6 dias.
       
      Passeios:
      Dia 20/01- Como cheguei tarde, fui dar uma volta ao centro histórico, fiquei apaixonada pela arquitetura de lá, as igrejas que são lindas.
      Dia 21/01 - Realizei o passeio de Jeep Tour + Alambiques, e eu amei. Fiz com a Paraty Experience, super recomendo. O guia te busca na hospedagem, leva pra visitar o Alambique Pedra Branca, no qual você pode experimentar e comprar as cachaças, logo após leva na cachoeira Pedra Branca, no qual você paga R$5 para entrar caso esteja com guia e R$8 sem guia. Tem um ótimo poço para banho. Depois o guia leva pro Alambique Paratiana, no qual você degusta a cachaça também e lá você conhece o processo de fabricação da cachaça, que é bem interessante, lá também tem o museu da cachaça, com mais de 3 mil cachaças expostas. Logo após eles levam para conhecer o poço do Tarzan e Cachoeira Tobogã que é bem legal, lá tem um restaurante para almoçar também. O passeio vai das 11hs até 16hs.
       
      Dia 22/01- Realizei o passeio de Escuna que pra mim foi o melhor que fiz, realizei também com a Paraty Experience, e a escuna que fomos foi a Ilha Rasa 1 que possui um diferencial. As escunas saem todas no mesmo horário de Paraty para o passeio, porem a Ilha Rasa 1 faz a primeira parada na Ilha do dono da escuna, que leva o mesmo nome, lá tem redes, lugares de descanso e um lugar bem tranquilo para nadar, fica 1hs parada lá, quando a escuna segue viagem, as outras escunas estão indo embora, o que torna os outros lugares bem vazio pra quem não gosta de muvuca é uma ótima opção. Logo depois a escuna seguiu viagem pra Praia Vermelha que é bem gostosa, mar bem tranquilo, seguiu viagem para Lagoa Azul, aonde eles servem almoço (pagos a parte) e  ultima parada é em Ilha comprida, onde dá pra nadar com os peixinhos (recomendo snorkel), e pra quem não sabe nadar, eles disponibilizam Macarrãos e coletes. O passeio dura das 11hs até 16hs.
       
      Dia 23/01 e 24/01- Trindade. Pensa numa cidade com a vibe muito boa. Não cheguei a ir à Pedra que engole, nas piscinas naturais, pois estava chuviscando nos dois dias e as trilhas estavam bem escorregadias. Dividi o tempo entre Praia do Rancho para almoço e Praia do Meio. Fui à praia do Cachadaço também, que para acessa-la tem uma trilha bem curtinha, de nível médio. Infelizmente nos dois dias o mar estava bem agitado, mesmo assim recomendo quando estiver com o sol, deve ser muito calma as águas.
       
      Dia 25/01- Praia do Sono.  Quando sai da minha cidade, essa praia era meu principal objetivo, porem deu tudo errado. Pra chegar à praia do sono tem duas opções, por trilha ou por barco. Para ir eu optei pela trilha, que eu achei de dificuldade média por causa das subidas bem íngremes, e ela estava um pouco escorregadia por causa das chuvas nos dias anteriores. A trilha em si é linda, natureza total, é muito bom escutar o barulho dos riachos, pássaros e até o barulho do mar.  Realizei a trilha em 1h e 20min. A praia do sono em si é linda, porem no dia que eu fui o mar estava bem agitado, porem dava pra entrar na água tomando bastante cuidado. Não tive sorte, pretendo voltar ainda pra essa praia pra ter outra impressão dela. A volta foi realizada por barco, que foi horrível, o mar estava muito agitado, a todo o momento pensei que o barco não ia aguentar e ia virar porem deu tudo certo. O barqueiro te deixa no cais do Condomínio das Laranjeiras (que por sinal é muito top) e logo após vem uma van do próprio condomínio pra te levar até a portaria (você não paga nada por isso)
       
      Dia 26/01- Foi o dia de ir embora, infelizmente.
       
      Impressões que tive: Eu particularmente amei a cidade, achei bem segura, tranquila, o centro histórico é um encanto, pretendo voltar pra ir a Praia do Sono novamente e realizar os passeios pra Ilha dos cocos e Ilha do pelado. 
       
      Alimentação: 
      Achei as coisas bem caras em Paraty, até mesmo no próprio supermercado. O pacote de macarrão é R$4,50 de 500g e o molho de tomate é R$2,05. A coca 2l é R$8,00. Bolacha R$3,00. A garrafinha de água eu achei barata, R$0,99, porem comprei uma só, pois no Hostel tinha filtro.
      - Em Paraty eu comi no Candeeiro Musica e Gastronomia, o prato pra uma pessoa é aproximadamente R$50 (penne com camarão) e o drink Jorge Amado (vocês não podem deixar de tomar, é uma delicia) é R$17,00. Foi o lugar mais barato do centro histórico que achei. Comemos lá para comemorar o aniversario da Poliana, que alias conheci aqui no Mochileiros.
      - Em Paraty também tem um restaurante chamado Bom Apetite, fica em frente a uma pracinha, ao lado da Caiçara Tours, 1 quadra do centro histórico, aonde o PF é R$15 á R$18, comida deliciosa, bem servido.
      - Em Trindade eu comi no Ardentia, fica na Praia do Rancho, o PF lá é salgado, R$40, suco R$10, refri R$8. O atendimento é excelente e a comida também.
      - Em Trindade, na rua principal também tem restaurantes que o PF é entre R$20 e R$25. Infelizmente eu só vi na hora de ir embora.
      - No passeio de Jeep Tour, comi no restaurante do Poço do Tarzan, comida com preço salgado R$49,00 o prato feito.
      - Na escuna, eles vendem o próprio almoço, R$45,00 no PF de strognoff de frango, não lembro o preço exatamente, mas as outras opções de PF e as porções eram bem caras. Refri R$8,00. Eu gostei do almoço, estava bem delicioso.
      - Em Paraty tomei sorvete na Miracolo Gellateria, R$16,00 duas bolas de sorvete, porem não me arrependo, foi um dos melhores sorvetes que tomei até hoje.
      - Na praia do sono eu não almocei, comi bolacha, salgadinho que comprei no mercado, pois fiquei na duvida se lá tinha restaurantes.
       
      Dicas
      - Para realizar a trilha da Praia do Sono, usem tênis, levem repelentes e no mínimo 1L de água.
      - Saem ônibus de hora em hora da rodoviária de Paraty para Trindade, custa R$5,00 a passagem e dura 1h em media. Porem ao lado da rodoviária saem vans que custam R$5,00 também e levam 40min e é bem mais confortável, mas as vagas esgotam muito rápido, tem que ser ligeiro kkk.
      - A agência que realizei os passeios foi a Paraty Experience (http://paratyexperience.com.br/), o atendimento deles é ótimo, tiraram todas minhas duvidas pelo whats.
      - Caso forem no passeio dos Alambiques, deixem pra comprar cachaça no Alambique Pedra Branca, que é mais barato que o Alambique Paratiana e Centro histórico. Porem eu achei a cachaça da Paratiana mais gostosa.
      - Não deixem de experimentar a cachaça Gabriela (contem cachaça, cravo e canela, melaço de cana), é uma delicia.
      - Não deixem de experimentar o drink Jorge Amado (contem cachaça Gabriela, limão, gelo e maracujá) é uma delicia também.
      - O preço do barco na Praia do Sono é alto, R$40 a ida ou à volta.
      - O passeio de escuna é R$80,00.
      - O passeio de Jeep tour + Alambiques é R$80,00
      - Os preços das agências é tabelado, porem se você negociar sai por R$70,00.
      - A Praça da Matriz no Centro Histórico é o point à noite, bem agitado, porem acaba cedo, às 23h30min o pessoal começa a ir embora.
      - Os preços das cervejas eu vou ficar devendo, pois não bebo kkkk, mas nas praias de Trindade a lata é R$8,00, long neck R$10 e o litrão de Brahma é R$20.
      Eu acho que é isso, qualquer coisa é só perguntar
       
      insta:@rafaeladealmeiida
       
       
    • Por eitagu
      Fala, galera!
       
      Esse é meu primeiro post aqui no site e eu quis escrevê-lo como forma de retribuir tudo o que li aqui que me foi MUITO útil pra montar esse roteiro. Inicialmente seríamos dois amigos fazendo essa viagem, mas chamamos mais umas pessoas e acabamos viajando em quatro. Nossa meta era gastar em torno de R$1k cada e ficar dez dias de rolê pela costa verde - região do RJ que engloba Paraty, Angra e suas particularidades.
       
      Se alguém tiver lendo isso e tiver meio perdidão sobre como montar um roteiro, assim como eu tava no início, vou deixar aqui mais ou menos como a gente começou a planejar. Antes de mais nada: o Excel (ou, no meu caso, o Google Sheets) é seu melhor amigo! Lá tu pode lançar todos os links úteis de relatos de outras pessoas, dicas, lugares pra ficar, visitar, etc. A gente fez uma planilha que tinha uma relação de transportes e hospedagens e os preços. Aí ficava até mais fácil comparar. Botamos lá uma coluna de observações também que era bem útil. A gente deixava já na ordem dos dias também pra ficar mais fácil pra gente se guiar. 
       
      Se alguém quiser ver como a planilha ficou no final, só dar uma ideia aí que eu mando o link!
      No mais, bora lá! Viagem feita dos dias 15/07 ao dia 24/07 (de 2019).
       
      Dia 1. Paraty
      Viajamos de BH pro RJ de Buser e como a gente tinha distribuído nosso código, conseguimos salvar essa ida e volta. Chegamos no RJ por volta de 5h30 e pegamos o primeiro ônibus direto pra Paraty. O busão sai da rodoviária Novo Rio mesmo, às 7hs (mas costuma atrasar muito!), e custa R$83 pela Costa Verde. Ficamos hospedados no Chill Inn Hostel e, sinceramente, recomendo demais! Staff muito atencioso e café da manhã na praia. Almoçamos por lá mesmo, paramos pra tomar umas brejas e fazer umas compras pros próximos dias. Não sei se era pq a cidade ainda tava cheia de gringos pós-flip, mas tava rolando um forró na praça em frente à Matriz pela noite e o comércio ficou aberto até bem tarde no centro histórico. Ficamos apaixonados pelo lugar e pegamos nosso carimbo do passaporte da Estrada Real. O preço das coisas é normal fora do centro histórico (almoço em torno de R$20,00) e bem alto dentro do centro histórico.
      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
      R$34 almoço e brejas
      R$20 de rolezin a noite durante o forró
      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por nnaomi
      Período: 24 a 26/10/2009
      Cidades: Paraty - Vila de Trindade
      A Vila de Trindade pertence à cidade de Paraty, porém enquanto o centro histórico preserva a arquitetura de época e fica devendo em matéria de praia, a pequena vila, embora com menos infra-estrutura, esbanja em natureza e praias lindas. Ficou conhecida como reduto e símbolo dos hippies e depois como destino dos aventureiros que ousavam percorrer a terrível estrada de terra, para acampar nas belas praias. A estrada era tão terrível que um morro foi nomeado como Deus Me Livre, tal era a dificuldade de passar por esse trecho, especialmente em épocas chuvosas. Atualmente a estrada asfaltada permite o acesso a pessoas não tão aventureiras e as casas dos pescadores viraram pousadas e bares simples, bem como mercearias, lojinhas e restaurantes foram abertos, aumentando a infra-estrutura do local. As praias são belíssimas e as trilhas ótimas para cansar o corpo, mas descansar a mente e encher os olhos.
       
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem.
       
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
       
      A cidade
      A Vila de Trindade, pertencente à cidade de Paraty, fica situada na região conhecida como Costa Verde, no Rio de Janeiro. A cidade faz limite com as cidades de Angra dos Rei, Cunha e Ubatuba. Possui cerca de 33mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 928 Km². Apresenta clima tropical com temperatura média de 24 ºC.
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