Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

  • Membros

Boa tarde

Estou pensando em fazer uma viagem a Argentina na maior parte do Roteiro de Bike:

- Saída dia 21/01/20 Florianópolis x Resistência de ônibus de linha levando a bike e outros equipamentos:

- Dia 22/01 Resistência x Bariloche de avião ou ônibus 

-Dia 23/01 7 lagos de bike

Retorno igual, gostaria de ajuda:

-  Qual melhor roteiro para este viagem?

- O que devo levar de roupa para o clima da época?

- Há perigo neste roteiro?

- Está valendo apena ir a argentina de bike?

Deixo meu e-mail e agradeço quem quiser me ajudar:

[email protected]

Link para o post
Compartilhar em outros sites

  • Membros
20 horas atrás, Robson Black disse:

- Saída dia 21/01/20 Florianópolis x Resistência de ônibus de linha levando a bike e outros equipamentos:

Cara, acho que dá uma 24 horas de ônibus até Resistencia!!

 

20 horas atrás, Robson Black disse:

ia 22/01 Resistência x Bariloche de avião ou ônibus 

Neste trecho são quase 40 horas de ônibus!!!

Fazer isto trecho de avião, levando uma bike e outros equipamentos vai lhe custar um rim! 

Numa cotação rápida, só este trecho ficaria por uns R$ 2.000 incluindo passagem de avião e bike despachada!

 

Então sair de Florianópolis no dia 21, e querer chegar dia 23 em Bariloche de ônibus, é completamente fora da realidade, para não dizer impossível.

Vai demorar muito mais do que isto, e fazer isto direto, emendando um ônibus de 24 horas logo em seguida a uma outra viagem de 24 horas, é super cansativo deamis, você vai chegar quebrado lá em Bariloche, e vai precisar de uns 2 ou 3 dias para se recuperar antes de pegar a bike.

20 horas atrás, Robson Black disse:

qual melhor roteiro para este viagem?

Pessoalmente eu pegaria um avião direto de Florianópolis até Bariloche, (fazendo conexão em Buenos Aires) provavelmente será mais barato do que ir até Resistencia de ônibus e pegar um avião até Bariloche, mas principalmente, seria muito menos cansativo, e você poderá usar o seu tempo fazendo algo que seja divertido, e não ficar entediado num ônibus.

Agora se você tiver bastante tempo sobrando, ai sim daria para pensar em fazer tudo de ônibus, mas neste caso ir fazendo a viagem aos poucos, por exemplo: 

Ir até Resistencia, passar 1 ou 2 dias lá, ir até Córdoba, passar 1 ou 2 dias lá, ir até Mendonza, passar 1 ou 2 dias lá, ir até Neuquén, passar 1 ou 2 dias lá, e terminar em Bariloche.

E na volta, passar por Bahia Blanca, Buenos Aires, Montevideo, Porto Alegre...

Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Carol Cavalcante
      Olá Viajantes
      Estou rifando a minha mochila Deuter Traveller 55+10. Só foi usada uma vez, possui mochila de ataque destacável, abre inteira com zíper e ainda tem compartimento separado pra sapatos.
       
      Cada número custa 20,00
      @[email protected] 

    • Por Raiza123
      Oi genteee! Estou planejando ir a caldas novas - GO ou Minas Gerais, busco companhias!!! 
    • Por Nilão e Denise
      Mochilão Bariloche
      Aproveitando a quarentena para escrever esse relato... E lá vem textão...
      Moramos em cidade do interior de São Paulo, sendo assim, fomos até à capital, onde pegamos o voo em Guarulhos (GRU).
      O nosso voo foi pela Aerolineas, no período da manhã. Fizemos uma escala de um dia em Buenos Aires (R$1.338,15 cada passagem + bagagem).
                 
      Buenos Aires- 19/08/2019
      Chegamos em Buenos Aires por volta das 11:00 horas, desembarcamos no Ezeiza (EZE), ele estava em reforma, mas mesmo assim é muito bonito; ficamos mais de 2 horas e meia na Aduana.
      Saindo da Aduana, trocamos R$2.200,00 deu mais de 29.000 pesos (13,20) no Banco Nacion, dentro do próprio aeroporto. Pegamos um transfer gratuito, por voamos pela Aerolineas, o Tienda Leon. Descemos no Terminal Madero.
      Ficamos em um hostel muito aconchegante e bem simpático, o 06 Central Hostel (US$25,70/ R$3,74), fica perto do Terminal Madero. Deixamos os mochilões e saímos para explorar.
      Caminhamos até o Obelisco e o letreiro BA. Seguimos nossa caminhada até San Telmo para visitar a Mafalda e seus amigos Susanita e Manolito.
      Paramos para comer em uma loja que vendia empanadas muito saborosas, Empanadas Express, tem várias promoções bem baratinhas (nos tirou a má impressão que ficou quando comemos empanadas na Cataratas Del Iguazú).
      Com a barriguinha cheia voltamos a explorar, caminhamos até a praça da Casa Rosada e em torno. Já estava bem frio. Queríamos ir até o Porto Madero, mas resolvemos olhá-lo do alto mesmo; o frio já começava a castigar os brasileiros acostumados com o calor. Resolvemos voltar para hostel.
      Antes de entrar no hostel resolvemos parar para jantar na Pizzéria Podestá, que fica na esquina do hostel, fomos muito bem atendidos, o garçom conversou, brincou e até tirou dúvidas. Terminando o jantar, voltamos para o hostel para descansar, pois, nosso voo para Bariloche era pela manhã.

       
      Buenos Aires/Bariloche- 20/08/2019
      Saímos do hostel por volta das 06:30 h, pegamos um Uber até o Aeroparque (AEP), tivemos que ir até a Pizzéria Podestá, pois ele não podia entrar naquela rua par nos pegar na porta.
      No aeroporto, tomamos café no McDonald’s, cappuccino com medialunas (a atendente perguntou ao meu marido se podia ser com grasa, mesmo sem saber o que era ele falou que sim (grasa é uma calda de açúcar). Fizemos check-in, e fomos para a área de embarque, até aí tudo calmo...aí chegaram os egresados (formandos da Argentina); um monte de adolescentes barulhentos e bagunceiros. Na hora do embarque eles passam na frente para entrar no avião, ocuparam quase todo o bagageiro, muitos passageiros tiveram que despachar suas bagagens de mão (é claro que isso não foi cobrado, mas é bem chato e inconveniente). Durante o voo eles fizeram muita algazarra, algumas bem nojentas por sinal; o voo de Buenos Aires até Bariloche, que é de aproximadamente 2 horas, parece que demorou mais que o voo de Guarulhos par Buenos Aires, que é +ou- 3 horas tamanha era a gritaria dos adolescentes.
      Quase chegando ao Aeroporto de Bariloche (BRC), alguns flocos de neve já se formavam nas janelas. Pousamos, pegamos nossa bagagem e entramos na fila para pegar um taxi até o hostel (430 pesos).
      Em Bariloche ficamos no Italia Inn Hostel (US$235,37/ 7 diárias), pagamos uma taxa de 120 pesos de preservação. Ele fica bem localizado na Avenida 12 de outubro, próximo a rodoviária, uns 30 minutos de caminhada até a Rua Mitre, tem um ponto de ônibus em frente, na mesma calçada tem outro ponto em frente a mercearia onde compramos o SUBE (140 pesos/ 1ª recarga 500 pesos), na rua de traz tem o Supermercado TODO. O pessoal do hostel é bem bacana.
      Deixamos os mochilões e saímos para explorar. Caminhamos até a Mitre, procurando algum lugar para almoçar, pois já eram quase 3:00 h, e muitos restaurantes servem almoço até as 2:00 h. Encontramos um restaurante pequeno e muito bonitinho, o Restaurante Cazuela, que ainda estavam servindo almoço; meu marido pediu um talharim ao molho de camarão, eu pedi uma milanesa de frango com fritas, bebemos um vinho indicado pela casa muito bom “1326” - Premium Malbec- 2018, a comida e atendimento eram bons (1.100 pesos).
      Depois do almoço, fomos conhecer um pouco mais da Rua Mitre. Alguns estabelecimentos estavam fechados para a sesta (podendo fechar de 2 a 4 horas após o meio dia).
      Estávamos procurando uma loja de telefonia par comprar um chip. Achamos uma loja da Movistar (que não fechava para a sesta), pedimos para comprar um chip, mas a atendente nos deu e, então compramos somente o pacote de dados para 7 dias por 130 pesos/ 2GB (o 4G pega até no meio da neve, no alto dos cerros). Para ativar nosso chip ainda usamos o Wifi da loja; esse pacote de dados deu até o final da nossa viagem; meu marido roteava o meu celular e falávamos com nossas famílias no hostel, usando o Wifi de lá, assim economizávamos o nosso pacote de dados. Enquanto meu marido terminava de cadastrar o chip, saí da loja e fui esperar do lado de fora, de repente começou a chover bem fininho e nevar, eu fiquei toda feliz vendo água-neve.
      Depois fomos cotar preço de roupas de neve; vimos em várias lojas, ficamos com a última (no princípio não gostei muito dela, até fiquei brava, mas passou). Essa loja fica em uma das muitas galerias da Mitre. Alugamos dois conjuntos completos: calça, jaqueta, luvas, botas e óculos, ficou 1400 pesos por 2 dias. Andamos mais um pouco e paramos no McDonald’s para experimentar o cono relleno, é um sorvete de casquinha com dulce de leche quentinho, uma delícia (45 pesos cada).
      Descemos até a Catedral de Nuestra Señora del Nahuel Huapi, para participar da Santa Missa. Após a Missa, voltamos para o hostel, estava muito frio, chovendo e ventando bastante; no caminho passamos em uma padaria e compramos um lanchinho para a noite (125 pesos).


       
       
      Bariloche- 21/08/2019
      Acordamos e descemos para tomar café da manhã, achei o café bom e variado, terminado o café subimos para colocar a roupa de ‘astronauta’, fomos no mercado comprar salgadinhos e água (256,96 pesos); pegamos a linha 55 para o Cerro Catedral (em Bariloche o transporte público é cobrado de acordo com o destino, o máximo que pagamos foi 64,45 pesos).
      Chegando ao Catedral, o nosso primeiro contato com a neve, compramos os bilhetes para subir a montanha de Cable Carril (1620 pesos); você pode subir até o topo da montanha, como estava muito fechado o tempo decidimos não subir, brincamos lá mesmo; antes de descer paramos na Cafeteria Punta Nevada, 2 medialunas de jamon y queso e 2 cappuccino (600 pesos). Descemos e brincamos na neve da base, fizemos até um Olaf. Seguimos até o ponto de ônibus, voltamos para o centro.
       
      Lá seguimos até a Galeria do Sol, na Agência Destino Sul, onde compramos um pacote para o Piedras Blancas para o dia seguinte, pagamos 3.500 pesos (1.500 pesos cada bilhete para a subida com 6 seis descidas de trineo e 500 pesos do transfer). Antes de irmos para o Catedral, pedimos ajuda ao atendente do hostel, para saber quanto os remises cobravam, 800 pesos só para subir, ele também achou muito caro; e de ônibus não era viável, pois, ele parava na estrada e teria que subir a pé até a base do Piedras Blancas.
      Voltamos para o hostel, trocamos de roupa e partiu mercado comprar ingredientes para o nosso jantar e lanchinhos par o passeio do dia seguinte (779,53 pesos).

       
      Bariloche- 22/08/2019
      O transfer passou no hostel ás 08:30 h. Seguimos em direção ao Piedras Blancas, com paradas em outros hotéis; já na montanha subimos de aerosillas até o topo, meu marido desceu de trineo, já eu amarelei e não desci fiquei esperando lá em cima, admirando a vista. O Nilo desceu 5 vezes, paramos para lanchar, aí ele desceu a última vez; descemos de aerosillas até a base pegamos o transfer, descemos no centro, devolvemos as roupas, passamos na Rapanui compramos o famoso Franui (180 pesos) e uma rama de leche (120 pesos). Almoçamos no McDonald’s (903 pesos). Voltamos para o hostel, descansamos. Depois, enquanto fiquei preparando o jantar, o Nilo foi ao mercado comprar umas bebidas e salada (234,93pesos).
       

       
      Bariloche- 23/08/2019
      Pegamos a linha 20 até o Cerro Campanario, a subimos de aerosillas (220 pesos/ pessoa), a vista de lá é fantástica, é um lugar abençoado. Está a 1.049 metros do nível do mar, de lá se vê a Cordilheira dos Andes. Na Confiteria Campanario, bebemos 2 cappuccinos, 1 pedaço da torta mil folhas e 1 cubanito (640 pesos).
      Voltamos par o centro, quase 4 horas da tarde, passamos no Carrefour, compramos 5 vinhos, 1 pacote de alfajor e 1 sacola de compra (901,39 pesos). Descemos para o hostel e descansamos um pouco.
      Caminhamos até a Catedral, participamos da Santa Missa. Fomos jantar na La Parilla de Tony, pedimos a parillada para duas pessoas, no começo vem porções pequenas, depois você pode pedir o que mais ti agradou e repetir quantas vezes quiser (+ou- 2.300 pesos com bebida). Passamos na Del Turista e compramos 2 geleias (250 pesos).

       
      Bariloche- 24/08/2019
      Fomos até a rodoviária comprar as passagens para Villa La Angostura (360 pesos). Pegamos a linha 20 até o Llao Llao, tiramos algumas fotos do lado de fora Rsrsrs. Apreciamos a vista do mirante; descemos até o Porto Pañuelo, tiramos mais fotos; seguimos para a Capilla San Eduardo, tem uma escadaria bem grande, mas valeu apena, é um lugar de muita paz com uma bela vista, a capela é linda toda de madeira. Descemos a escadaria, para ir até o mercadinho para recarregar o SUBE, mas estava fechado. Enquanto esperávamos o ônibus, comemos o alfajor comprado no mercado; nossos créditos do SUBE não dariam pra chegar no centro, decidimos parar no Museo del Chocolate da Havana, a entrada custa 90 pesos por pessoa, 50% desse valor é abatido nas compras na loja, compramos 2 alfajor, ficou 90 pesos com o credito do museu acabamos não pagando por eles; na minha opinião os comprados no mercado (TOFI) eram mais gostosos.
      Caminhamos até o centro, recarregamos 100 pesos no SUBE, voltamos para o hostel para descansar.
      Jantamos no Rock Chicken, pedimos 1 milanesa de ternera a la Suiza com papas fritas, 1 bife de chorizo com ensalada mista, 1 gaseosa e 1 cerveja litrão (1.660 pesos), o garçom nos perguntou se iríamos pagar a taxa de serviço, sim afinal fomos muito bem atendidos, meu marido perguntou se repassavam o valor, ele nos explicou que ao final do expediente era somado todo o valor e dividido entre todos, inclusive com o cozinheiro e o funcionário da limpeza, achamos bem legal (valor final 1820 pesos). Pegamos um taxi e voltamos para o hostel (120 pesos). 


       
      Bariloche/ Villa La Angostura- 25/08/2019
      Saímos do hostel por volta das 09:15h, o nosso ônibus para Villa La Angostura saiu às 09:45h, chegamos por volta das 11:00h ao nosso destino.
      Ao lado do Terminal Neuquen, tem um posto de informação ao turista, lá perguntamos se era necessário alugar roupas, foi nos dito que não, apesar de estar -2°C, só precisaríamos de bota.
      Pegamos um taxi até o Cerro Bayo (500 pesos), perguntamos ao motorista como fazíamos para chamá-lo de volta, ele nos falou de uma lojinha que ligava para o ponto de taxi.
      Alugamos as botas na própria loja do Cerro Bayo (1760 pesos), para subir pagamos 335 pesos cada. Nós brincamos bastante na neve fofa e bem branquinha (ainda não pisoteada), a vista é fantástica. Comemos em uma das lanchonetes lá de cima, 2 waffle com dulce de leche (60 pesos cada), 1 cappuccino (80 pesos), 1 cerveja (120 pesos). Brincamos mais um pouco e descemos até a base. O atendente da lojinha chamou o taxi (500 pesos), voltamos para o Terminal, compramos as passagens de volta para Bariloche (180 pesos cada). Enquanto esperávamos o ônibus, fomos dar uma olhadinha nas lojinhas ao lado, compramos uma lembrancinha de lá (50 pesos).
      Voltamos para o Terminal, pegamos o ônibus. Chegando e Bariloche, passamos no mercado e compramos algumas coisas para o nosso jantar (380,78 pesos).

       
      Bariloche- 26/08/2019
      Esse foi o nosso dia de “bobis”, tomamos café da manhã; caminhamos parte da extensão do Lago Nahuel Huapi, até o letreiro de Bariloche para tirar fotos. O lago estava bem agitado nesse dia e o vento bem forte. A água do lago é potável, meu marido queria colocar a mão dentro do lago, mas tinha um cachorro que queria brincar com ele, mas o cachorro estava com um pauzinho na boca que mais parecia uma árvore kkkkkkkk, quase derrubou o Nilo dentro do lago, aí ele desistiu... não ia ser boa ideia cair no lago super hiper mega gelado.
      Fizemos umas comprinhas na Rapanui (720 pesos). Passamos na casa de câmbio Andina e trocamos mais R$200,00 deu 2.340 pesos.
      Caminhamos até a praça da feirinha na Calle Moreno, comemos choripán na barraquinha de um tiozinho gente boa (35 pesos cada) é bem gostos e sustenta.
      Seguimos até o Carrefour, compramos 3 potes de dulce de leche e 2 pacotes de alfajor (349,50 pesos). Deixamos essas coisinhas no hostel e fomos ao mercado comprar mais alguns vinhos (9 vinhos/ 932,16 pesos). Voltamos para o hostel arrumamos nossos mochilões e descansamos um .
      Pegamos o ônibus para a Mitre e jantamos novamente no Rock Chicken, 1 milanesa de pollo com purê, 1 milanesa de ternera com purê, 1 gaseosa de 1,5l + a taxa de serviço ficou 1120 pesos. Voltamos de ônibus para o hostel.

       
      Bariloche/Buenos Aires- 27/08/2019
      Demos uma última volta na Mitre, tomamos um helado na Fiore Helados (190 pesos). Fizemos uma recarga de 100 pesos no SUBE.
      Voltamos para o hostel, fizemos nosso almoço com as coisas que tinham sobrado dos outros dias. Fizemos o check out e fomos para o ponto em frente ao mercadinho, pegamos a linha 72 para o aeroporto; lá compramos um Franui (190 pesos) e meu marido comprou uma cerveja de framboesa para experimentar (120 pesos) ele não gostou, ele disse que é muito doce e enjoativa.
      Partimos com destino ao Aeroparque em Buenos Aires; e como na vinda à Bariloche haviam muitos egressados no voo de volta.

      Meu marido estava tão estressado com eles, que íamos trocar mais um pouquinho de dinheiro, acabamos nem trocando, pois tinha uma festa de boas-vindas aos egressados. Aí pegamos o primeiro taxi que vimos (o Uber não vai até a entrada do aeroporto, tem que ir até o estacionamento).
      Que arrependimento, Taxista maluco!
      Entramos no taxi, meu marido passou o endereço, o motorista fechou os vidros, aumentou o som no último e saiu em disparada. Ele deu 140 km na avenida do Obelisco. E depois ainda queria gorjeta, claro que não.
      Pernoitamos no Hostel Suites Florida (US$32,72) eu não gostei de lá, o atendimento ruim, a janela do nosso quarto não tinha nem cortina, dava para ver o quarto da frente, improvisamos uma cortina com nossa jaquetas.
      Saímos cedo, caminhamos até o Terminal Madero, pegamos o transfer Tienda León (gratuito) até o Ezeiza. Já no aeroporto, troquei R$50,00 deu 660 pesos, para o nosso café da manhã.
      Pegamos nosso voo retornamos para o Brasil.
      Agradecemos à Deus pela oportunidade de conhecer mais um lugar. E aguardamos ansiosos o próximo Mochilão.

          
    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Kondellian
      Salve [email protected] Sou de Sergipe e pretendo sair num mochilão por todas as praias desse meu belíssimo estado, sozinho e levando apenas o ESSENCIAL na mochila.
       Qual o tamanho ideal de mochila pra mim? 40L? Barraca ou saco de dormir?
       Valeu, obrigado, namastê, gratidão!
×
×
  • Criar Novo...