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Rancho Wind Inn e Cachoeiras do Túnel e Itagyba em Delfim Moreira - MG

Feriado de 15 novembro, previsão de tempo bom, então bora viajar! Dessa vez o convite veio do meu primo Fepa. O destino seria Delfim Moreira em Minas Gerais, lugar ao qual o Fepa já havia visitado outras vezes e sempre me relatava o quão bom era lá. Lugar de pura paz e boa vibe em meio à roça do sul de minas gerais. 

Delfim Moreira se situa na Região de Itajubá e fomos de carro seguindo pela via Dutra e um trecho da Carvalho Pinto. Foi uma viagem de um pouco mais de 4 horas de duração saindo de São Paulo, capital. Passamos então por Arujá, Jacareí, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá, Loreta e já perto de Delfim Moreira, fizemos uma pausa pra lanche em Piquete. 

Lanchonete bem legal e com lanches bons, assim já juntamos meio que um café da manhã e um pré-almoço. Não me recordo o nome da lanchonete agora, mas é bem na entrada da cidade. Logo depois, a subida da serra começou e assim pudemos ir apreciando cada vez mais o visual da serra abaixo. O Rancho Wind Inn se encontra a 2km do centro de Delfim Moreira e ao chegarmos fomos recepcionados pelo Tuia, dono do estabelecimento.

O Rancho Wind Inn inspira tranquilidade desde o primeiro contato, é composto por algumas Casinhas da Roça e uma área para Camping. Por vezes, funciona o Bar do Vento, com seu ambiente meio rural e meio alternativo, uma ótima pedida pra curtir e relaxar numa roda de amigos onde se flui boas vibes e bons papos. Tem área para fogueira num ambiente bem arborizado, com flores e uma vista para as montanhas. Mas, para além de tudo, existem dois diferenciais, uma vitrola onde se pode ouvir diversos discos com música boa e variada. Outro diferencial é o atendimento do Tuia, que nos deixa bem à vontade com sua recepção. Paguei no camping R$45,00 (nov/19) onde se teve incluso um café da manhã mega especial com produtos frescos diretamente da roça!  

Mapa da Entrada pra estrada do Rancho: https://goo.gl/maps/sJYYsiPPjY7nW3Lo9

Página do Rancho: https://www.facebook.com/Rancho-Wind-Inn-1000026003472797/

Foram duas noites que se passaram voando, no entanto, conseguimos nos carregar com um pouco dessa atmosfera rural do sul de minas. No primeiro dia nos pusemos a relaxar no próprio rancho, só saímos mesmo pra dar um rolê pela cidade e almoçar. Um almoço super bom, saboroso e de tempero tipico de minas. (R$15,00) foi onde almoçamos nesses dois dias.

2.thumb.JPG.a2ecfd11812a920a35af231b951ca515.JPG     3.thumb.JPG.e9b533d99a8f9646149b33fe0e37591b.JPG

Legenda: visual dos arredores - Legenda: corte de cabelo

4.thumb.JPG.675a6802b54ab4b3565ed5047d6bbdc1.JPG     6.thumb.JPG.3397e33893465c0069ca73ce20d3afa5.JPG

Legenda: vários discos e paz - Legenda: Caminhada na cidade

No segundo dia acordamos cedo, a mesa já estava forrada com muitas delicias para o café da manhã. O sol já pairava lindo sobre nossos corpos e por toda extensão de Delfim, daí então foi a pedida para fazermos um rolê pelas cachoeiras mais próximas. O Fepa estava no comando do roteiro, pois ele era o conhecedor da região, e assim ele decidiu visitar primeiro a Cachoeira do Túnel. Distante uns 8km do camping, ao sair da estrada que leva ao rancho, dobramos a direita para acessar uma estrada de terra e numa bifurcação à esquerda seguimos o trecho último até a cachoeira. Nessa bifurcação contem uma placa, é bom manter a atenção. Para melhor orientação segue o link do google 

maps: https://goo.gl/maps/t9p4CxrWCzF9a8Rj9 

Ao chegarmos no ponto certo, exitem duas trilhas a se seguir, é bom fazer as duas, uma de cada vez. Nosso caso fomos no da direita primeiro, que é uma queda maior e não chega a passar pelo túnel, já na segunda queda, no qual pegamos a trilha da esquerda da estrada, lá sim tem que se passar por um túnel, é um trajeto curto, mas que é bom fazê-lo bem de boa. Ambas as quedas são ótimas para banho, volume bem tranquilo das águas e é possível também se refrescar sob a cachoeira de fato. Renovador e massageador natural e de graça. é só preservar para manter, na nossa experiência trombamos uma área bem limpa, e tomara que as pessoas que frequentam mantenham essa premissa.  

7.thumb.JPG.d9971c767d37a950222848dd2140ea1e.JPG     8.thumb.JPG.d662369435dd673a2950badf966f55d8.JPG

Legenda: Cachoeira do Túnel - Legenda: Lado oposto cachu do túnel

9.thumb.JPG.1f4703960dc1af2ed758a47eefdbcc07.JPG     10.thumb.JPG.f1ab05c236210aa9ba10c5fc2ad757cd.JPG

Legenda: a pose dos primos - Legenda: após atravessar i túnel

Em seguida, partimos para a Cachoeira Itagyba, agora então voltamos sentido o centro da cidade e de lá tomamos o caminho de 1km até a porteira da cachoeira. Nessa trilha logo se aparece diversas placas de propriedade particular (Fazenda Bartira), e assim parte da trilha estava bloqueada, pudemos ver a cachoeira de longe e mesmo assim não íamos nos banhar nela pois possui um volume bem forte de água, todo cuidado é pouco. Ficamos nos perguntando e levantando respostas sobre o que deveria ter acontecido para o bloqueio. No almoço, foi nos informado que algumas pessoas estavam fazendo churrasco na beira da cachoeira e de seu leito, assim tentaram inibir de alguma forma essa prática. Contudo, a queda é bem linda e dá uma dimensão da força da natureza. 

Mapa: https://goo.gl/maps/GEm5wrTTPBZLeAoz6

Nosso rolê estava feito, agora mais do que nunca aquele ambiente do Rancho Wind Inn nos cairia como uma luva para passar uma tarde e noite de muita paz com os amigos de verdade! Não preciso nem falar que esse tipo de rolê fica marcado de fato por um longo tempo. Essa é minha busca na vida, na medida do possível viver dias agradáveis pode ser fruto de muita reflexão e saber o que se quer para a vida. Por vezes vale parafrasear o ditado popular de alguns mochileiros: viajar não é gasto, é investimento!

Obs: Delfim Moreira está próximo de Marmelópolis, tenho um relato de Marmelópolis aqui, além de se ter diversas outras cachus em Delfim (Ninho da Águia, e Fazenda boa Esperança), pode-se também esticar até a cidade do Marmelo. É nóis. Bons ares!

11.thumb.JPG.6a96fe2248188e9549515675396f8589.JPG     12.thumb.JPG.2817ffff274d2cea13a586c886b030ba.JPG

Legenda: Entrada para a cachoeira Itagyba -    Legenda: Cachoeira Itagyba

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Legenda: Água com seu leito Forte

 

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      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por losestradeiros
      Olá!
      Nós somos Los Estradeiros, dois grandes amigos viajando das mais diversas formas por esse Brasil afora. As vezes de fusca, as vezes de moto, as vezes de a pé e por ai vai. Viajamos SEMPRE com pouca grana, SEMPRE em busca de novas experiências, aprendizados, bons momentos, enfim tudo que a vida tem de bom pra nos mostrar. Temos um sonho de cair na estrada para viver uma longa aventura sem data para terminar. Nos ajude nessa, se inscreva no nosso CANAL NO YOUTUBE, somos meio malucos, mas muito divertidos  https://www.youtube.com/c/LosEstradeiros  SPOILER: Em nosso canal você vai encontrar VLOG's das nossas viagens, desafios em viagens (como: viajar de apé, viajar de bike), e uma série de comédia, onde nós somos 2 personagens vivendo as situações mais absurdas que você pode imaginar, cinemão de comédia mesmo. Enfim, tem muita coisa boa lá, não deixe de se inscrever 
      Acesse nossas outras redes sociais: linktr.ee/losestradeiros
      Nossos relatos são DIÁRIOS das nossas viagens, ricos em detalhes das nossas EXPERIÊNCIAS pessoais, perrengues, momentos divertidos e também informações dos lugares que passamos e os CUSTOS da viagem.
      O relato de hoje vai ser sobre uma viagem que fizemos de FUSCA pela Serra da Canastra MG, nessa viagem conhecemos:
      - Paraíso perdido;
      - Capitólio;
      - Cachoeira Casca D'anta (parte alta e parte baixa);
      - Piscinas naturais da região;
      - Cachoeira do grotão.
      Ao todo percorremos 906km pela região, GASTAMOS UM TOTAL de R$ 844,20 (Sendo: $400 com gasolina, $78,2 com pedágios, $116 com mercado, $150 com camping, $80 no paraíso perdido e $20 na casca d'anta).
      Para garantir o melhor custo dormimos alguns dias em postos de gasolina e outros em um camping em São José do Barreiro MG, fizemos nossa comida todos os dias.
      Nessa playlist estão os 4 episódios dessa viagem: 
       
      DIA ZERO (19/07/19)
      Tivemos um dia cheio, Gabriel em seu último dia de trabalho pré férias e eu passei o dia organizando as coisas da viagem e o logo do canal "Los Estradeiros", até aí tudo correndo como planejado. Bom, vou começar a nossa história indo direto para o final do dia. Por volta de 19:30, fui para casa do Gabriel buscá-lo, na volta estávamos indo em direção ao posto de gasolina, ainda perto da casa do Gabriel eis que a gasolina do Billy (o fusca) acaba (isso porque na hora estávamos falando sobre gasolina, coincidência ou não, não sei). Bom, tivemos que dar um jeito de voltar pra trás, Gabriel pegou sua moto e foi até o posto buscar gasolina.
      Depois de muito esforço finalmente conseguimos abastecer. Fomos para casa, chegando lá, mais um perrengue, a gasolina vazou por cima do tanque, tivemos que tirar um pouco em um galão para parar o vazamento. Feito isso organizamos as coisas no carro, jantamos e por volta de 1 am finalmente dormimos.

      DIA 01 (20/07/19)
      Acordamos as 5:30 am, tomamos aquele café top e as 7h saímos de casa, nosso destino é Paraíso Perdido em MG, após longos 310 km finalmente chegamos, sem nenhum problema com o Billy.
      Ao chegar no paraíso, descobrimos que teríamos que pagar, $40 por pessoa (valor fora de temporada), acabei induzindo o Biel a aceitar, pelo lado financeiro não foi nada bom, vamos ter que apertar os cintos, mas por outro lado, que lugar incrível. Grandes cânions em volta, muitas pedras e água para todo lado, várias quedas d'água, um verdadeiro paraíso.


      No final do dia, por volta de 18h, tomamos um banho e saímos do local, viemos em direção ao posto sul de Alpinópolis MG, e por aqui ficamos, fizemos nossa comida em baixo da janela do banheiro e por aqui dormimos por volta das 22:30.



      DIA 02 (21/07/19)
      Acordamos por volta de 5:30 am, tivemos uma péssima noite, porém dormimos mais do que na noite anterior. O carro é muito apertado, mas conseguimos nos ajeitar. Levantamos, tomamos um café da manhã, usamos o banheiro e as 7h saímos em direção ao nosso camping em São José do barreiro, camping tio zezico.

      Fizemos uma parada no meio do caminho no cânion de Capitólio, mas não sabemos se paramos no lugar certo. Nossa segunda parada foi na cidade de Piumhi para sacar dinheiro, uma cidade pequena mas com uma boa estrutura, porém toda cidade coberta de paralelepípedos. Chegando lá, encontramos um Bradesco e conseguimos sacar. De lá partimos para nosso camping, mais alguns km de estrada asfaltada, após passar por Vargem bonita só terra, estrada toda desnivelada, 20km de terra, após 150km finalmente chegamos no nosso camping, bem próximo a cachoeira casca dantas, um lugar muito bonito.

      O camping é muito simples, diária de 25 reais por pessoa, 2 banheiros (um deles falta telha) e uma grande área para acampar. Paramos o Billy e acampamos ao lado do rio São Francisco. Montamos nossa barraca, fizemos uma cozinha com pedras, pedaços de árvore e um plástico para evitar vento (a ideia mais sem sentido de toda viagem). Depois disso fomos conhecer as piscinas naturais que tem ao lado do camping.

      Passamos o dia mais tranquilos, ao final da tarde tomamos banho, por volta de 20h jantamos um Miojo top, depois jogamos um pouco 21 e logo pelas 22h fomos dormir.

      DIA 03 (22/07/19)
      Planejávamos acordar às 7:30, porém perdemos a hora, acordamos por volta de 9:30. Fizemos um café rápido, tomamos e fomos em direção a cachoeira casca d'anta.

      A cachoeira fica a 2km do nosso camping, fomos de a pé, chegando lá mais uma parte do nosso suado orçamento ficou na portaria, $20 para entrar.
      Fomos em direção a parte baixa da cachoeira, caminhada tranquila, 700m da portaria, um lugar incrível, a cachoeira é muito alta, a mais alta que já vi.


      Saímos de lá após um tempo e fomos em direção a parte alta, e dale subida, 3km só subindo, muita terra, pedra, mato, barro e tudo que mais se pode imaginar.

      Cansamos muito, paramos algumas vezes, escorregando outras, mas após 1h30min chegamos lá, na parte alta um rio se forma antes das quedas, de lá se vê tudo, montanhas, até são José do barreiro se vê, bem pequena a cidade. Vimos até nosso camping, bem pequeno lá de cima.



      Ficamos um pouco por lá, gravamos algumas story no Instagram, para falar da história do nosso projeto (canal no YouTube Los Estradeiros), recarregamos as energias e voltamos.
      Demoramos cerca de 1h para descer, escorregamos algumas vezes, mas não caímos. Após chegar lá em baixo comemoramos muito, mas nossos pés estavam fritando.
      Saímos de lá, tentamos pegar sinal no celular, mas nada, seguimos e já a noite chegamos no camping. Tomamos um banho, jantamos, enquanto jantávamos um rato quase subiu na minha perna, foi tenso. Após isso ficamos um pouco no fusca e por volta das 23h dormimos. Hoje está mais frio.
       
      DIA 04 (23/07/19)
      Acordamos por volta de 9:50, tomamos um café da manhã e fomos andar um pouco pela estrada, pegamos um pouco de internet, publicamos as fotos no Instagram do canal e seguimos pela estrada, mais a frente paramos em uma espécie de mirante e lá ficamos por um tempo, só pensando na vida.
      Passado um tempo um carro parou por lá, eu achei que tinham me chamado e fui até eles, mas eles só estavam vendo a cachoeira, eles riram de mim, o Gabriel riu muito, logo voltamos para o camping.
      Logo depois fomos almoçar. Hoje o almoço demorou um pouco mais, terminamos por volta de 16h. Lá pelas 17h demos um pulo nas piscinas naturais.

      As 18h voltamos e fomos tomar banho, depois do banho ficamos no fusca trocando ideia, quando de repente apareceu um cachorro chorando aqui. Passado um tempo projetei a luz da lanterna pela janela para fora do carro para procurar o cachorro e ele estava bem perto da janela, tomei um baita susto, o Gabriel riu muito.
      Após isso fomos jantar, comemos um miojo e voltamos para o Billy, ficamos conversando um pouco, jogamos um 21 e por volta de 22:30 fomos dormir.
       
      DIA 05 (24/07/19)
      Acordamos as 9h, tomamos um café, depois do café fomos arrumar o telhado do banheiro do camping (negociamos com a Neusa, a dona do camping a diária do dia seguinte, pois não teríamos grana para pagar). Logo depois fomos para a estrada pegar um sinal de internet.

      Depois voltamos para o camping e fomos para as piscinas naturais (descobri que o rio que passa ao lado da nossa barraca é o da Lagoinha). Ficamos um tempo na piscina, nadamos um pouco, o Biel ficou peidando na água (fazendo bolinhas), depois de um tempo voltamos para o camping para almoçar.


      Após o almoço arrumamos as coisas no carro e saímos para ver o pôr do sol no mirante.

      Após isso voltamos, tomamos um banho, gravamos o vídeo de apresentação do canal e fomos fazer a janta. No meio da janta o Biel lutou contra dois mosquitos gigantes enquanto eu protegia o molho e as salsichas, após isso ficamos tirando algumas fotos do céu e por volta de 22:30 dormirmos.
       
      DIA 06 (25/07/19)
      Acordamos as 5:30 AM, hoje tivemos um dia cheio. Após acordar arrumamos as coisas, tomamos um café e saímos do camping.
      Fomos em direção a Capitólio, chegando na cidade ficamos um pouco na lagoa principal, logo fomos conhecer a Prainha artificial, porém não é um lugar muito legal, um pouco sujo. Após isso fomos atrás de um adesivo da cidade, mas sem sucesso. Paramos na matriz e procuramos algum lugar para passar o dia, até que encontramos a cachoeira do grotão, que se dizia ser gratuita em um site, fomos até lá, cerca de 18km da cidade, sendo 12 de terra, chegamos lá, a novidade, tinha que pagar $15 por pessoa, ficamos tristes pois não tinhamos a grana, como já estava perto do almoço ficamos na portaria e íamos fazer comida por lá.

      Até que de repente chega um senhor em uma Mobilete (o Pezinho), disse que era o dono, logo começando a conversar com ele, fizemos amizade, expliquei a situação que estávamos sem dinheiro, ele, por ter gostado de nós, liberou nossa entrada de graça.


      Almoçamos por lá, passamos o dia, logo a tarde pezinho voltou, ficou um tempão lá conversando com a gente, muita conversa boa, na despedida ele explicou um caminho melhor para nós e seguimos, no caminho tinham uns bois e vacas na estrada, mas conseguimos passar.
      Paramos no mirante dos canyons de Capitólio (não entramos porque tinha que pagar), de lá fomos até o posto sul (o mesmo que dormimos no primeiro dia). Após um tempo lá resolvemos ir até a loja que tem em frente ao posto, uma loja de doces, queijos, etc Experimentamos uns doces, e TODAS as cachaças q tinham lá, saímos meio bêbados e não gastamos nada. Ficamos no carro conversando até a noite, depois jantamos, comemos uns chocolate e dormimos por volta de umas 23h.

      DIA 07 (26/07/19)
      Acordamos no posto por volta de 5:20, tomamos café, ganhamos um café preto da galera do restaurante. Por volta de 7h saímos. Chegamos em Jaguariúna as 11h.
       
      E assim termina essa longa viagem, foram 7 dias muito intensos pela serra da canastra, dias de novas experiências, de explorar novos horizontes, de fazer novas amizades.
      E assim fica a lição, permita-se, de a você esse presente de viver novas experiências, viver coisas que nunca imaginou, a felicidade está nas pequenas coisas e é isso que levamos dessa vida.
      Até a próxima  






    • Por Carlosfuca
      Após trabalhar no feriado de carnaval, assim que chegou quinta-feira estava eu partindo rumo a uma bela caminhada pelo Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, no total foram nove dias de pura diversão, tranquilidade e paz rural. Fiz meu planejamento ao meu modo, mas no decorrer do périplo eu soube que alguns trechos fazem parte do Caminho dos Anjos, e eu estava o fazendo ao contrario. Bom, como eu já havia visitado e me encantado por Aiuruoca, decidi começar por lá novamente e conhecer a Cachoeira do Batuque. Segue um relato!
      27/02/2020 - 06/03/2020 - Roteiro:
      Dia 1: Ônibus de São Thomé das Letras até Aiuruoca. Caminhada do centro de Aiuruoca até a Cachoeira do Batuque. Pernoite no Abrigo do Batuque R$40,00 (Distância 6km)
      Dia 2: Abrigo Batuque em Aiuruoca até o centro de Alagoa. Pernoite na Pousada Pica-Pau R$50,00 – (Caminhada de 25km)
      Dia 3: Cachoeira Zé Pena + Corredeira de Itaoca até a Pousada Casarão R$90,00 com café e refeição (Caminhada de 20km)
      Dia 4: Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão – altitude 2380 metros (Caminhada de 20km) Pernoite Pousada Casarão R$90,00
      Dia 5: Cachoeira do Facão e Cachoeira do Veloso – (Caminhada 7km) – Pernoite Pousada Casarão R$90,00
      Dia 6: Cachoeira Ingá e Camping do Formigão Amarelo – Pernoite R$20,00 – (Distância 19km)
      Dia 7: Cachoeira do Escorrega (Caminhada 19km) – Pernoite Chalé Formigão Amarelo R$20,00
      Dia 8: Descanso no Formigão Amarelo – diária R$20,00
      Dia 9: Ônibus para Itamonte centro (R$6,00)
      Dia1
      Mapa Aiuruoca até Batuque: https://goo.gl/maps/TFtxScMJkXp2hHoC8
      Atrasado pra pegar o ônibus das 07h30, saí praticamente correndo em direção ao ponto e cheguei no exato momento em que o ônibus passava, só deu tempo de tirar a mochila das costas e subir os degraus. Não deu 30 minutos e uma vontade horrível tomou conta de mim, com aquele sacolejo todo, de repente, eu queria era urinar, foi aí que tive que me concentrar até chegar a Cruzília, quase uma hora de puro desespero. Também me vem um latão sem banheiro e eu estava sem jeito de pedir pra parar na estrada, até esperei alguma deixa, mas depois de sobradinho ninguém mais desceu ou subiu. Umas 08h50 pensei em descer de vez e ir andando até Cruzília, mas sabia que ia melar a viagem já desde o inicio, pois a previsão em Cruzília era de chegar 09h10 e as 09h20 já saia um ônibus para Aiuruoca pela viação Sandra.
      Contudo, aguentei e a minha chegada em Aiuruoca transcorreu perfeitamente. Logo quando desembarquei, me pus a almoçar no mesmo self service de outrora, o Restaurante Central. Além de comida boa é com preço justo. R$16,00. Vale a pena! Com isso, foi só seguir caminhada até a Cachoeira do Batuque, essa cachoeira eu não havia visitado das duas vezes em que estive em Aiuruoca e nesta ocasião eu fui direto e somente pra ela, no que diz respeito a minha passagem em Aiuruoca.
      Vou contar pra vocês que a previsão do tempo não estava nada boa para se fazer caminhadas, os dias estavam chuvosos e não costumo dizer que é um dia ruim, até porque chuva é sempre bem vinda, uma dádiva, uma benção. Por isso eu disse que só não era apropriado para as andanças, mas “era o que tinha pra hoje” e assim se fez. O jeito foi proteger o que não podia molhar e bora walking and singing in the rain...
      Segui sentido Vale do Matutu, ou seja, pela rua à esquerda da Igreja Matriz até encontrar a estrada de chão batido e após 5km, virei à direita, no local tem placas indicando o Vale do Matutu e as pousadas, mais alguns metros adiante e tomei à direita novamente pra chegar até o Abrigo Batuque. Fui bem recepcionado e mesmo na chuva eu parti pra Cachoeira do Batuque, distante uns 30 minutos do abrigo. De cara, após passar uma porteira, começa uma subida num morro, daí se encontra uma via mais demarcada e com 10 minutos se encontra a placa indicando o início da trilha mais fechada até as quedas. Foram mais 15 minutos de caminho autoguiado até se chegar na imensa, surpreendente e bela Cachoeira do Batuque!
      Devido à chuva não fiquei mais que 30 minutos por ali, e voltei pro abrigo. Bom, já devo adiantar que é mais que indicado se hospedar no Abrigo Batuque.

      Cachoeira do Batuque - fev/2020
            
      Legenda1: acesso ao Abrigo Batuque        -------      Legenda2:    subir o morro ida cachu
       
            
      Legenda1: virar à esquerda            --------            Legenda2:  inicio da trilha, esquerda
      Dia 2
      Mapa Batuque até Alagoa: https://goo.gl/maps/2SLAZXdBBcTpb2S28
      Acordei cedinho, com tempo nublado e uma garoa fina, aquele aspecto do dia que não dá vontade de nada fazer. No entanto, eu tinha o anseio de caminhar, de pegar estrada, parecia um remédio que tinha que tomar na hora exata, mas sem hora marcada. Bom, eu ainda estava com uma “carga” pronta pra ser despejada a cada passo dado.
      O dia prometia o trajeto mais longo do meu planejamento, seriam pelo menos 25km do Batuque até o centro de Alagoa. Assim, ainda com o sorriso na boca comecei a pernada. Voltei, como se tivesse indo pro centro de Aiuruoca, às 06h25, mas logo tomei uma curva acentuada para a direita. As placas indicavam as distâncias até cada bairro/povoado. Neste momento nem reparei muito e nem tirei uma foto, depois de 5 minutos eu pensei comigo que deveria ter tirado uma foto só pra ter uma referência a mais.
      Em todo esse trajeto eu tive o Rio Aiuruoca como testemunha, ele sabe que com uns 14km eu tive que abandonar de vez a ideia de andar com tênis e usei um chinelo. Liberdade para meus pés, pois o calçado anterior estava apertado, após certo tempo de uso (meses) e não laceou, uma pena. E com o tênis molhado agravou mais a situação, ainda acho que demorei bastante pra trocar.
      Passaram-se poucos carros por mim, a estrada em muitos trechos estava em condições difíceis de percorrer com carro. Bom, foi chuva por vários dias, e nesta ocasião não tinha sido diferente. Mesmo assim a paisagem se fazia bonita em certos trechos, no Povoado Tamanduá eu parei no mercadinho pra abastecer de alimentos, fiz meu lanche e depois segui novamente. Já tinha se passado das 9h.
      O meu ritmo era de boa, até porque os trechos de lama não permitiam uma velocidade maior. Nesse momento eu ainda tentava evitar me “sujar” muito. Ao chegar no Bairro Nogueira, fiz mais uma parada. Na verdade eu não estava cansado e não se tem tantas subidas nem descidas íngremes e logo me acostumei com a chuva no corpo.
      Após atravessar o bairro de Campina, que se mostrou um lugar bem bonito, diga-se de passagem, eu pausei de novo. Sempre parando num abrigo ou ponto de ônibus e dessa vez do lado de uma placa que indicava 5km pra chegar em Alagoa. Opa, quase lá!
      12h10 eu já estava numa subida, uma lotação escolar subindo também encalhou bem na minha frente, a motorista abandonou por ali e continuou a pé até seu destino, o qual eu não sabia, mas o carro estava vazio, não tinha estudantes. A ideia de tirar o chinelo nas lamas mais profundas foi ganhando força até que uma hora já tava descalço direto mesmo, porém sempre prestando atenção por onde pisava.
      Passei o bairro Ouro Fala e ao chegar no centro, depois das 13h, procurei a Pousada Pica Pau, ao tocar a campainha uma senhora me atendeu, me apresentei e assim fechei a pernoite. Corri pra um banho, pois eu estava todo enlameado e andava assim na cidade e todos me olhavam, estranho rs.
      Após uma boa ducha, fui almoçar de fato no restaurante ao lado da pousada, chama-se Restaurante Pica Pau. Agora, imagina uma comida saborosa... muito bom mesmo e era self service por R$15,00. Pra esse dia só descanso...
      Dia 3
      Mapa Alagoa até Zé pena: https://goo.gl/maps/SMueaH63SD1Tm1nH9
      Mapa Zé Pena até Itaoca: https://goo.gl/maps/cSD1eh2ZtxPKpT2CA
      Mapa Itaoca até Casarão: https://goo.gl/maps/4uBVk6PySQD5BfHQ9
      Mais um dia nublado, mas despertei empolgado ainda, além da expectativa de chegar a Pousada Casarão, eu teria duas cachoeiras para visitar, a do Zé Pena e a Corredeira Itaoca. Com isso, daria em torno de 20km de caminhada.
      Voltei mais pro centrinho até dobrar na rua Jose F. Ribeiro, já em estrada de chão, (barro e lama rs), prossegui mais uma andança. Nesse dia eu já comecei a andar descalço logo de cara, já não ia ficar me preocupando muito. Até a Cachoeira do Zé Pena seriam 5,7km e uma bifurcação à esquerda. Na estrada eu passava por muitos pastos e o silêncio imperava, só os pássaros cantavam. Ainda sem muitas subidas nem descidas.
      Eita Rio Aiuruoca que baita companhia, com 3km veio a bifurcação e tomei o caminho da esquerda, tem até uma placa e no fundo se avista mais um povoado. Assim, com mais 2km eu estava próximo da cachoeira. O acesso fica atrás de uma casa, tem uma ruazinha de acesso, nesse dia estava bem lamaceira mesmo. Ainda bem que tinha uns trabalhadores e pude perguntar o caminho. Já digo que o acesso até a cachoeira tava bem dificultoso, a grama do pasto alta, muita lama e pouca sinalização, mas quando avistei a placa “welcome”, atravessei o curso d’água e na outra margem consegui chegar na queda. Como a correnteza tava bem forte devido as chuvas, só contemplei, comi meu lanche em pé mesmo, fotos e voltei.
            
      Legenda1: atravessar o leito do rio                 --------------------------      Legenda2:       Cachoeira Zé Pena
      O mesmo caminho, mas agora eu ia virar a primeira esquerda pra seguir até a Corredeira Itaoca e passar bem pelo povoado mesmo. Lugar muito simpático, não parei pra prosear mas acenava cumprimentando. Cada vez mais lama e cada vez mais rural. A chuva vinha intermitente. Os passos eram lentos e olhos atentos! Depois de 5km na mesma estrada, virei à esquerda pra já estar na rua da corredeira Itaoca, a corredeira é bem visível!
           
      Legenda1: Panorama Corredeira Itaoca          -----------------------        Legenda2:   Araucárias no caminho
      Faltavam mais uns 8km até a pousada casarão, mas ainda uma parte hard me aguardava, uma subida de 1km pra chegar até a estrada principal que liga Alagoa até Itamonte (LMG-881), muita cautela para atravessar, um pouco de dificuldade pois parecia que não andava, pisei num grampo e sorte que não furou profundo a sola do pé. Ali pensei, O que eu tô fazendo aqui? Haha. As vezes bate esse pensamento, mas é bom, imagina se fosse tudo flores?
      Ao vencer esse trecho que considerei difícil, saí na estrada e de cara um mercadinho, fiz umas compras e mais uns 6km até pousada, só que agora com asfalto e chuva também!
      Têm placas indicativas pra se chegar na pousada Casarão, e de lei que lá cheguei bem sujo, mesmo assim fui muito bem recepcionado pelo Joãozinho e sua família. Ali eu iria permanecer por 3 dias super agradáveis onde deu o tom da magia e tranquilidade dessa viagem.
      Após batermos um papo, fui me ajeitar, pois mais tarde já tinha janta! Na pousada Casarão eles fazem com que os hospedes se sintam em casa. Vale muito a pena passar por lá, seja qual tipo de viagem for a sua, o lugar tem uma ótima estrutura e chalés família, casal, etc. Bom, confira nas redes e verás.  
      Dia 4
      Mapa pico google: https://goo.gl/maps/YUXWA61rnJwAMX8G8
      Após um sono muito confortável, acordei com uma sensação ótima pra se iniciar o dia. Eu havia marcado o café da manhã as 07h com a dona Ana, e assim pude me fortalecer pra subir o Pico do Santo Agostinho ou Pico do Garrafão, que tem no seu cume 2380 metros de altitude. O céu permanecia nublado, mas não se tinha mais chuvas. O café da manhã é muito bem servido e contem, é claro, o famoso queijo parmesão artesanal de Alagoa, no dia anterior o Joãozinho havia me mostrado parte da produção e me encantei, uma pena que dessa vez eu não ia comprar pois ia pesar demais na minha mochila, senão ia trazer umas peças comigo.
      A jornada do dia seria o ponto alto da minha caminhada, alto em todos os sentidos. Muito eu esperava por esse momento e assim me pus a caminhar rumo ao Parque Estadual Serra do Papagaio. Após passar alguns sítios e chegar numa igreja, logo tomei à direita e a subida já se mostrou acentuada e constante. E era isso mesmo, já dizia o ditado quem tá na chuva é pra se molhar. No meu caso só fui presenciar chuva na volta da trilha.
      Foram quase 7km até a porteira que marca o inicio da trilha, ou seja, dali não se passa mais carro. Eu estava acompanhando um mapa wikiloc e em certo ponto me confundi um pouco depois de adentrar a porteira, mas a dica é: a trilha sobe sentido oposto ao de uma casa bonita e é subindo o morro beirando uma cerca.
           
      Legenda1: à direita e inicio aclive           ---------------------           Legenda2:    à esquerda pro pico
           
      Legenda1: pico santo agostinho encoberto                          ---------------------------           Legenda2: primeiro morro vencido
      Após vencer esse morro e com algumas paradas para recompor o fôlego, cheguei na placa indicando “Vale do Garrafão”, um pouco mais de subida até se estabilizar, foi um trecho de quase 3km, a trilha super tranquila de se guiar. Eu sempre atento aos passos pra não pisar em nada que não deveria. O visual estava neblinado o tempo todo, só por um momento que pude visualizar à minha direita o Pico do Papagaio, mas ainda foi pouco perante todo potencial de visual que aquela região tem. Logo adiante, e quase chegando na parte final da trilha, consigo visualizar o Pico do Santo Agostinho, mas rapidamente a neblina o cobriu novamente. Nesse último trecho a trilha se faz por uma mata fechada pra depois abrir nos campos de altitude.
      Eis que após 3h30min de caminhada, cheguei no grande topo do Pico do Santo Agostinho (ou Pico do Garrafão). Lá no alto andarilhei, vi todas as possibilidades de visual (neblina) e também as possibilidades de acampamento, realmente é muito bacana o espaço pra acampar lá no topo. Legal de lembrar sempre de manter uma preservação e seguir uma boa conduta em meio a natureza.
      A única coisa que me incomodava era o meu tênis! Complicado mesmo, e fazia tempo que não passava por isso. Se não fosse tal incomodo minha volta seria bem mais tranquila, no entanto tive que fazer diversas paradas e andar todo torto rs. Contudo, com 3h de trilha eu estava de volta na Pousada Casarão, de lei aquele merecido descanso!
            
      Legenda1-  inicio vale do garrafão 2,7k                                           -----------------------------------            Legenda2- visu do Pico Papagaio
                 
      Pico Santo Agostinho ou Pico do Garrafão
               
      Dia 5
      Mapa Cachoeira do Facão: https://goo.gl/maps/cpZ7gTBPjtbSGWXX8
      Já é Março, nesse dia acordei um pouquinho mais tarde, no planejamento inicial eu havia deixado pra ir até as principais cachoeiras do bairro quilombo, mas resolvi alterar e fazer um pouco mais light, afinal de contas eu fiquei bem satisfeito com o rolê até então. Por isso o novo plano era ir até a Cachoeira do Facão e depois a Cachoeira do Veloso, passei também pela Cachoeira Boa Vista, que fica bem no acesso ao Bairro do Engenho, porém a trilha se mostrou bem fechada, eu tava light rs. Andei uns 7km ao todo.
      Conforme os dias iam se passando o tempo ia abrindo de pouco em pouco, A Cachoeira do Facão que era chamada de Cachoeira da Usina antes, fica a 3km da Pousada Casarão e é só pegar a estrada sentido Alagoa e virar no Bairro Companhia. Ao descer a rua, tem uma placa indicando a trilha no meio do pasto. Trilha demarcada e depois vem um trecho íngreme, tem até umas cordas de apoio em momentos mais críticos, mas no geral é uma trilha curta e tranquila.
           
      Legenda 1 - entrada trilha cachoeira facão                  -----                     Legenda 2 - entrada trilha cachoeira facão
           
      Legenda 1 - Cachoeira do Facão por cima           -----------------                Legenda 2 - cachoeira facão por baixo

      Queda bonita, Cachoeira do Facão
      A outra cachoeira era a do Veloso, pra ir eu tive que voltar a pousada e seguir por mais uns 500 metros e pronto, à direita tem uma trilhinha e então segui pelo leito do rio pra se chegar na queda mais acima, parece ser meio fechado, mas é tranquilo. E do lado da pousada!
           
      Legenda 1: trilha saindo da estrada           --------------                     Legenda 2: Uma Queda, Cachoeira Veloso
      Dia 6
      Mapa Casarão até Formigão: https://goo.gl/maps/kPbxhpotyVD4RfBy8
      Minha última manhã na Pousada Casarão, mais um café da manhã farto e ainda pude fazer um lanche para a caminhada do dia. O destino era o Camping Formigão Amarelo em Itamonte e dar uma passada antes na Cachoeira Ingá, no bairro Quilombo. Bom, a queda eu só vi de panorama mesmo. Segui a estrada e agora com fone de ouvido eu entrei numa brisa muito dez, pus minha playlist pra funcionar e assim fiz uma caminhada agradável por demais. Veja bem, Minas Gerais ajuda também, muitas montanhas ao redor, o clima rural ameno, respirando aquele ar puro por dias já. Eis um cara mais uma vez transformado pela caminhada, eu mesmo. Com 1 hora e 30 minutos de caminhada, uma rapaz me ofereceu uma carona. Aceitei e assim pude bater um bom papo até chegar ao camping formigão amarelo, foi mais uns 10km de estrada, que ora era asfaltada ora de terra ainda. Quando começou a descida de serra eu fiquei atento e ao passar o Mercadinho do Bairro Cachoeira, veio o portão do camping, pedi pra descer e já me despedi, poxa adiantou um bom lado!
      Bati palmas e ninguém me atendia, o portão tava aberto e então adentrei pra ver se a recepção era mais pra baixo. O camping apesar de bem estruturado estava com ar de que não tinha ninguém ali por um tempo, voltei pro portão e lá tem um chalé bem do lado, vi que tinha umas roupas e resolvi chamar novamente. Daí então apareceu uma senhora e disse que estava hospedada lá e que os proprietários estavam viajando. De prontidão ela disse que ia pegar o número do whats app deles e me passou também a senha do wifi.
      Logo entrei em contato, e demonstrei interesse de pousar no chalé de baixo, que era rústico de madeira. A diária era de R$20,00. Só fui checar se estava aberto e sim, estava. Confirmado e então era só eu entregar o dinheiro no centro de Itamonte, pois lá eles têm uma funcionária numa lan house. Chamei a senhora novamente, mas acho que ela não me ouviu, então resolvi descer.
      Só deixei as coisas, relaxei um pouco e com um tempo de sobra, fui ver como era o acesso a Cachoeira da Conquista, e não estava muito a fim de fazer trilhas longas, pois estava de chinelo, não queria usar aquele tênis mais nunca rs. Quando fui sair o portão estava trancado, ou seja, a senhora saiu e nem percebeu que eu estava por lá. Arrumei um jeito de sair e segui rumo ao bairro da conquista. Descendo à direita do camping, logo virei à esquerda e segui numa boa em mais um povoado rural. Muita tranquilidade por sinal, muitos pastos e aos poucos a vista da Serra da Mantiqueira ficava mais linda. Nessa tarde o tempo já estava ensolarado. Andei por uns 40 minutos e logo percebi que não tinha nada de sinalização da Cachoeira da Conquista. Enfim, conforme o mapa que eu tava mostrava de fato o começo de um leito do rio, mas de acordo com algumas informações que colhi teria mais uns 40 minutos de trilhas. É, realmente não dava naquele momento. Uma pena!
      Andei mais um pouquinho subindo mais só pra ver se não tinha alguma placa mais acima e do nada me deparo com uma moça na beira da estrada, sentada e ouvia um som. Era a mesma senhora que me atendeu no camping, que coincidência. Ela estava rezando ali e logo voltei pra não atrapalhar! Assim, foi essa breve caminhada pelo bairro. Passei no mercadinho do bairro Cachoeirinha e fiz um rango/ lanche para aquela tarde! Na paz. Nesse dia eu devo ter andando uns 10km.
      Dia 7
      Mapa Formigão até Cachoeira Escorrega: https://goo.gl/maps/FqbvfZNNWn9mDKnJ9
      Mais uma manhã que eu acordo extremamente bem, e realmente apesar da boa disposição eu fiz mais uma mudança no roteiro, a intenção era ir para a grande Cachoeira da Fragaria, porém de ida e volta daria uns 40km e mesmo que conseguisse alguma carona ainda ficaria muito para caminhar. Então resolvi ir para a Cachoeira do Escorrega, distante menos de 10km do camping e assim peguei estrada, bem de manhã.
      Sentido Itamonte eu segui por uns 5,5 km, até que avistei a placa Usina dos Bragas, então tomei à direita rumo ao Bairro do Morro Grande. Mais 600 metros fiz uma curva à direita de novo e então em 2km eu estava próximo da Cachoeira do Escorrega, já perto da cachoeira tem uma placa indicativa. Se for de carro cobra-se estacionamento, coisa de R$5,00.
      Com uma água bem gelada, que não tive coragem de testar o tobogã natural, o lugar guarda sua beleza. São varias quedas para poder refrescar num dia de calor, ali parece que costuma lotar nos finais de semana. Bati umas fotos, comi meu lanche e fiquei numa boa ali! Paz maior não existe, o sol já era bem presente no dia. A caminhada foi sensacional! Vale muito a pena.
      Caminhada do dia: ida e volta uns 20km.
            
      Legenda 1 - indo pra Cachu Escorrega, direita                 ------------            Legenda 2 - Usina dos Braga
           
      Legenda 1 - esquerda, poucos metros       ----------------------       Legenda 2 - primeira corredeira

      Cachoeira do Escorrega - Itamonte - MG
      Dia 8 e Dia 9
      Tirei o dia pra descansar já que o camping era propicio para isso. Recomendo o Camping Formigão Amarelo, eles contam com algumas atividades como tirolesa no próprio local, tem uma cozinha comunitária, churrasqueira, banheiros com chuveiros quentes e preço bom! Esta a 13km do centro de Itamonte.
      Na minha estadia, pude refletir na pura tranquilidade, por ora comecei a relembrar a leitura de Walden ao visualizar o chalé de madeira, só que em meio aos eucaliptos o bosque.
            
      No centro de Itamonte eu ia embarcar no ônibus para São Lourenço e depois, para Três Corações (passou por Cachoeira do Carmo, Jesuania, Lambari, Cambuquira). E, por fim, embarquei num ônibus para São Thomé das Letras. Tomei ciência de um ônibus que ia até o centro de Itamonte, horário único, as 07h, a um custo de R$6,00. Esse ônibus sai de Alagoa as 06h e volta às 15h. Fica aí a dica. (o preço de Alagoa até Itamonte eu não sei). É bom até pra mim, pois quem sabe logo poderá ter outros passeios por essa região que tanto me agrada!
      Faltou com certeza a Cachoeira da Fragária, mas ainda darei um jeito de visita-la e emendando com outro pico.
      Assim é Pé de Natureza! Até a próxima!
    • Por Carlosfuca
      Luminárias: Cachoeira do Mandembe + Cachoeira Pedra Furada (ônibus e a pé)
      (02/02/2020 a 05/02/2020)
      Localizada no sul de Minas Gerais, Luminárias é um município que faz parte do antigo caminho da estrada real e possui, assim, diversas Cachoeiras cercadas por uma região montanhosa. Apesar de todo o potencial dessa cidade, não aparenta ser tão visitada quanto São Thomé das Letras e Carrancas, que são alguns municípios limítrofes, e que recebem um maior contingente turístico do que Luminárias.
      Bom, então partindo de São Thomé das Letras, eu fui fazer uma visita a esse lindo e tranquilo lugar. O transporte foi o coletivo mesmo e para ir aos atrativos eu encarei a estrada na caminhada. Numa boa, na paz! Fiquei hospedado na Pousada Vó Vevinha, no centro de Luminárias. Pra almoçar eu fui ao Restaurante Padre Bento, comida boa e é self service!
      O roteiro foi bem simples: Um dia na Cachoeira do Mandembe e outro dia na Cachoeira da Pedra Furada, lembrando que fiquei com muita dúvida pois queria ir pra região da Cachoeira Serra Grande, mas ficará pra próxima ida!
      Como Cheguei
      Embarquei no ônibus da Viação Coutinho saindo de São Thomé das Letras rumo a São Bento Abade, o horário foi o das 13h15, era domingo. Cheguei em São bento as 14h e o próximo ônibus que me levaria pra Luminárias só passava as 18h, a viação é a Trectur. Bom, aproveitei a tarde de domingo nas lanchonetes, bares e na praça de São Bento. Enfim, cheguei em Luminárias as 18h45 e a pousada já é na rua do ponto final da linha. Foi tranquilo!

      (Legenda: Cachoeira do Mandembe I - Luminárias - MG)
       
      Cachoeira do Mandembe
      Distante menos de 8km do centro de Luminárias, a Cachoeira Mandembe é linda e de fácil acesso, possui pelo menos duas quedas e alguns poços para banho. As quedas não são grandes, mas são bem agradáveis e com água cristalina. Não há necessidade de se fazer trilhas extensas, pois se está bem próxima da estrada e dos dois lados da estrada se tem quedas. Vale a pena demais. Vou dizer como foi minha caminhada até lá!
      Acordei cedo, tomei café da manhã na pousada e já segui pro destino do dia. Conferi se o celular estava com a bateria devidamente carregada, até porque o mapa da cachoeira estava nele e seria minha referência. No caso fiz umas cópias do mapa do google e de trackloc com uma aproximação bem boa pra não se perder na caminhada.
      As 08h eu passo pela placa que indica a estrada para Cruzília e Cachoeira Mandembe, na Rua Prefeito Antônio Furtado. Segui direto até chegar na Estrada do Areião, com isso já veio uma ladeira pra subir numa boa e após ter subido o morro me deparei com a primeira bifurcação, tomei à esquerda pois na direita eu iria pra estrada da torre. A partir de então começou uma descida! Nisso já era 08h40min.
           
      (Legenda: Rua Prefeito Antônio Furtado - Legenda: tomei à esquerda)
      Mais 15 minutos e encontrei outra bifurcação e tomei à esquerda novamente! Tinha até uma espécie de barricada na via da direita, acho que muita gente se perdia ali. Mas enfim, segui mais 10 minutos e tomei à esquerda novamente! Passei por umas casinhas que na ida não tinha ninguém ao redor, mas na volta eles me cumprimentaram, com aquele ar bem receptivo. Eu já tinha passado por diversos pastos, o visual das montanhas era lindo e com algumas tonalidades de verde, por vezes eu via as pedreiras trabalhando e deixando suas marcas nas montanhas! Não se passava muitos carros, passaram algumas motos e caminhões carregados de pedras.
           
      (Legenda: esquerda novamente - Legenda: outra esquerda)
      As 09h15, ou seja, 10 minutos depois da última bifurcação, eu continuei à esquerda e a partir de então segui pela estrada de terra sempre na principal até chegar numa ponte, vejam bem, ponte é ponte não é mata burro rs. Na ponte já é a Cachoeira Mandembe, daí é só escolher o lado que quiser visitar primeiro. Eu desci pra direita primeiro, depois subi pra esquerda!
           
      (Legenda: seguir direto! - Legenda: tinha uma cobra no meio do caminho)

      (Legenda: Cachoeira Mandembe, direita da ponte)
      Curti numa boa paz aquela queda, o sol começava a aparecer naquele poço, pois já se ia passando das 10h00, arrumei uma “cama” natural bem em frente a queda e lá fiquei por um tempo. Depois segui o leito do rio, que estava tão calmo e reluzia o sol numa beleza imensa, assim fui até encontra uma confluência com um rio bem turvo e então eles seguiam junto virando a direita. Voltei, e fui pro outro lado da ponte!
           
      (Legenda: placa da entrada - Legenda: parte da esquerda)
       
      Foi então que me surpreendi mais ainda, formando um poço enorme e muito cristalino e límpido, não sei como explicar direito, mas ali fiquei bem contente, sensação ótima de estar ali e como era meio de semana, eu era dono do lugar por alguns instantes. Até nadar eu nadei, mas tem uma parte do poço que é bem funda, sempre bom ter cuidado!
      Em suma, assim foi o meu dia. Voltei pra pousada numa caminhada agradável, totalizando uns 16km no dia. Almocei e fui relaxar escutando o barulho da chuva!
      MAPA Google (https://goo.gl/maps/mQk1pY49XZ2Le9db7)

      (Cachoeira Pedra Furada, Panorama das quedas!)
       
      Cachoeira da Pedra Furada
      Chuva fina pela manhã, tempo nublado e um frio de leve. Assim começou o dia 04/02, uma terça-feira. O meu programa era ir até a Pedra Furada e fui. Tomei um café da manhã sem nada de pressa e antes das 08h30 o tempo sinalizou, vá! Conferi o que tinha que levar e nesse dia a caminhada seria de mais 9km até o destino.  
      Dessa vez segui pra Rua João Ferreira Diniz e assim mudou de asfalto para estrada de terra. A ladeira veio novamente como no dia anterior, mesmo sendo outro caminho. Em resumo, a primeira bifurcação apareceu depois de 1 hora de caminhada e fui pra direita! Tem uma placa tímida nessa bifurcação, mas na foto se vê como é. Mais 10 minutos e teve outra bifurcação, dessa vez segui à esquerda, pois direto ia rumo a Fazenda Palestina (tem placa mas já tava apagada).
           
      (Legenda: festas tradicionais e natureza - Legenda: chegando estrada de terra)
           
      (Legenda: seguir pra direita - Legenda: agora pra esquerda)
      Menos de 10 minutos e mais uma à esquerda, que na verdade não se sai da principal, nessa bifurcação teve uma placa indicando que a Cachoeira Pedra Furada estaria a 3km dali. Assim segui e voltou uma leve subida de serra. Mais 40 minutos de caminhada e veio outra bifurcação, fui à esquerda e então já estava quase lá. Com mais 20 minutos andando, eu cheguei na Cachoeira. Tem um estabelecimento lá, pois é propriedade particular e cobra-se uma taxa de conservação de R$5,00. Como não tinha ninguém cobrando nesse dia eu desci direto e qualquer coisa na volta eu ia pagar.
           
      (Legenda: seguir esquerda, falta 3km - Legenda: à esquerda, já tá chegando)
      Mais um lugar sensacional, superou a expectativa. Mesmo com o céu nublado a paisagem estava bela. São várias quedas ao longo do complexo Pedra Furada, tem algumas trilhas e vale a pena fazê-las para obter diferentes ângulos de mais um pedaço do paraíso. Novamente eu estava sozinho no local e pude ficar bem em paz. Acho que não preciso nem me alongar nas descrições, mas só por esses dois passeios que fiz deu pra perceber que Luminárias vale muito a pena e mesmo para quem esteja de carro, um fim de semana ainda é pouco. No entanto, se essa for a possibilidade de ir por que não ir? Fica a dica! Quem sabe em breve eu volte pra ir ao Complexo de Cachoeiras Serra Grande e esticar até Carrancas... Pé de Natureza!
            

            
      - De São Thomé até São Bento Abade
      Horário ida: 13h15, preço R$8,75
      - De São Bento até Luminárias
      Horário ida: 18h00, preço R$10,50
       
      - De Luminárias até São Bento Abade
      Horário volta: 07h00, preço R$10,50
      - De São Bento até São Thomé
      Horário volta: 07h50, preço R$8,75
       
      Maiores informações de horário é bom ligar para a Viação Coutimnho e a Viação Trectur.
      - Pousada Vó Vevinha: Diária com café da manhã, R$60,00
      - Almoço no Restaurante Padre Bueno: R$17,00 self service
      - Ótimo pastel na lanchonete de frente a Vó Vevinha.
      - São bento Abade tem algumas lanchonetes legais também!


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