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O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/02/2020 às 7h15, com chegada em Assunção aproximadamente às 09h00. No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi o processo de migração foi bem tranquilo, até por conta de ser uma simples escala (aproximadamente 8 horas). De lá pegamos um táxi (100.000 guaranis, em torno de R$77) que nos deixou exatamente no Panteão Nacional dos Heróis, de onde iniciamos a visitação na cidade. Além do Panteão, visitamos o Palácio de Los Lopez (apenas a vista externa), Museu Casa da Independência e a Catedral Metropolitana de Assunção (apenas a vista externa). Nota-se a existência de muitas praças nas redondezas. Casas de cambio no local são bem comuns e fáceis de achar. A cerveja Pilsen é a característica da região, a base de Mandioca, muito boa para dar uma degustada. Além dela, tomamos também uma Budweiser 66, mas não chegou nem aos pés da cerveja característica da região.

Fato interessante no Panteão é acompanhar a troca de turno dos guardas do local, pois é uma cerimônia muito bonita de ser vista. Após rodar pelas principais praças, ruas (comercio eletrônico é o forte do local) e feiras, decidimos almoçar; encontramos o Carlito's Way Bar & Restó, assemelha-se a um pub, local muito confortável, preço justo e comida boa. Após o almoço pegamos um Uber até o Shopping Del Sol (32.400 guaranis, em torno de R$25) onde demos uma volta, tomamos um bom café e pegamos outro Uber de volta para o Aeroporto (30.000 guaranis, em torno de R$23).

Nosso voo partiu rumo à Buenos Aires às 18h25, chegando na capital argentina às 20h15. Após chegar no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) pegamos um Uber diretamente para o Siga La Vaca (719 pesos, em torno de R$57) que fica nas dependências do Puerto Madero. Jantamos no local e, sinceramente, despensa comentários. O valor do rodízio por pessoa sai por volta de R$100, com diversos cortes de carne, além de um buffet excepcional, uma bebida inclusa e também a sobremesa.

Após o jantar caminhamos pelo calçadão do Puerto tomando algumas latas de Quilmes, até então pegarmos um táxi para o Aeroparque Internacional Jorge Newbery, onde passamos a noite aguardando o voo para Salta.

Nosso voo partiu rumo à Salta às 05h15, chegando na capital da província às 07h20. A primeira vista ao sair do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Guemes é deslumbrante, com toda a cadeia montanhosa cercando sua vista, realmente de deixar abismado.

Havíamos realizado uma reserva de um carro através do site Rentcars, mas em específico da locadora Rentar Low Cost, a qual a princípio aponta ter um local nas dependências do aeroporto, mas não tem. Apesar disso o carro foi entregue na hora marcada pelo site (08h), mas graças ao auxílio de um outro profissional que entrou em contato com nossa locadora. Na reserva solicitamos um Renault Logan equipado com GPS (inclusive pagamos as diárias do mesmo), porém na entrega foi nos dado um Ford EcoSport sem a presença do navegador GPS, mas por questões de manter o planejamento decidimos seguir desta maneira. Um vacilo foi termos feito a pré-reserva no Brasil e deixar o pagamento para o local, pois com a subida considerável do valor do dólar acabamos gastando mais no aluguel do carro, mas segue como aprendizado para próximas expedições. Em todo caso, indico que analisem outras locadoras que já tenham guichê no próprio aeroporto.

Saímos de lá por volta das 09h e partimos sentido San Miguel da Tucumán, o trajeto todo foi feito pela famosa Ruta 9, em uma totalidade de 311km, levando cerca de 5 horas para chegar. O tempo foi devido algumas paradas em pontos de interesse, postos de combustíveis, mercado e blitz. Neste trajeto paramos em um posto YPF exclusivamente para comprarmos um mapa que abrangesse toda a região do NOA. Isso nos ajudou a tirar algumas dúvidas no trajeto, mas o ponto guia foi o Google Maps, mas somente após Tucumán, onde explicarei mais à frente.

Neste trajeto o único incomodo foi durante uma parada em um posto de controle da Gendarmeria Nacional, onde tivemos problema para abrir o porta mala do carro, além de todos os questionamento dos policiais, conferencia de todos os documentos pessoais e do carro e também revista de todas as malas. Mas ao final deu tudo certo. Observa-se que é muito comum a presença destes postos de controle ao longo das estradas, além dos postos fixos (geralmente nas entradas e saídas de algumas cidades maiores) também existem vários postos pontuais ao longo das rotas nacionais.

Ao chegarmos em Tucumán, o primeiro passo foi achar um Hotel, escolhemos o Hotel del Jardin, pagamos um preço justo, contando com seu café da manhã, estacionamento e também com uma localização muito boa. Fomos então comer algo, onde achamos um Mostaza a duas quadras do hotel, pedi um Mega Doble Cuarto, e, sinceramente, que lanche! Era um domingo, durante a tarde a região central de Tucumán estava muito vazia, então ao voltarmos ao hotel aproveitamos para tomar banho e descansar, pois a noite no Aeroparque tinha sido bem puxada. Após um bom descanso, resolvemos sair para tomar alguma coisa. Em frente ao Burguer King (também a duas quadras) achamos uma Drugstore, foi onde ficamos por algumas horas, aproveitamos a promoção de Quilmes, Brahma e Stella que ali estava rolando. Após algumas cervejas derrubadas, voltamos para o hotel para descansar para a jornada do dia seguinte. Curiosidade simples, mas interessante, é observar os rótulos da cerveja Quilmes e Brahma, onde a primeira exalta o nacionalismo, a pátria e sua excelência na produção, já a segunda exalta a importância de padrões internacionais de produção, dando um contraste interessante para as mesas de bar.

No dia seguinte (02/03/2020) partimos por volta da 09h do Hotel para visitarmos o Museo Casa Histórica de la Independencia, local repleto de aprendizados e que vale a pena visitar. Neste dia estava havendo uma manifestação na região central de Tucuman, devido a isso o transito estava complicado, então paramos em um local proibido para podermos ir ao mercado comprar algumas coisas para comer na estrada, os preços do Carrefour estavam em uma boa média. É legal observar nos mercados algumas etiquetas escritas Precios Cuidados em alguns produtos, isso é uma medida aplicada pelo governo para congelar alguns preços a fim de combater a inflação no bolso do consumidor final. Voltando para o carro foi quando veio a surpresa, uma multa por estacionamento irregular, acontece...

Seguindo então o planejado, abastecemos no YPF (média de 60 pesos por litro – Gasolina Super), vale ressaltar que lá a gasolina é chamada de Daft, aprendi isso na prática ao abastecer pela primeira vez. Após encher o tanque partimos sentido Cafayate. A estrada em si é bem tranquila de dirigir, apenas com alguns trechos de serra que exigem maior atenção, ainda mais quando existem caminhões próximos a ti. Neste trecho realizamos uma parada no Mirador del Rio, um ponto estratégico para umas boas fotos nas correntezas do Rio la Angostura. Pouco tempo depois, chegamos em um ponto chamado El Indio, onde há uma escultura muito notória, ponto alta dessa serrania, além disso, há também uma interessante feira de artesanatos e artefatos locais, vale a pena uma parada. Esse ponto faz parte da cidade de Tafí del Valle, por isso encontra muitos artesanatos que referem ao local em questão.

O trajeto é muito bonito, interessante notar a diferença existente, onde observa-se trechos uma mata muito densa, e pouco a pouco o clima do deserto vai mostrando sua cara. A mudança ocorre profundamente ao passar pelo Dique la Angostura, um enorme lago que situa-se um pouco antes do centro de Tafí. Mais adiante encontra-se uma bela vista panorâmica da região, situada à 3.042m de altitude, ponto bom para algumas fotos e compra de artesanatos (local onde vimos a primeira Lhama). Dali continuamos pela Ruta Provincial 307 até seu final, que encontra-se diretamente com a Ruta Nacional 40, no chamado Colalao del Valle. Um pouco a frente deste ponto encontra-se a divisa provincial Tucuman – Salta. É certeira a presença de postos de controle policial na saída/entrada de fronteiras das províncias, portanto a parada nestes postos acaba virando rotina. Na entrada da província de Salta fomos parados, mas perguntaram questões de praxe, como solicitação dos passaportes/RGs, questões de destinos e afins.

Seguimos pela Ruta 40 até Cafayate, local onde passamos de forma rápida, acessando então a Ruta Nacional 68, palco de locais fantásticos para paradas ao longo do caminho até Salta. O primeiro ponto é a Quebrada de las Conchas. Deixamos o carro na beira da estrada (junto à algumas vans de turismo) e adentramos o local de acesso. Essa parada vale muito a pena, tem uma vista incrível, a caminhada até a beira do rio que cerca essa quebrada é bem tranquila e rápida. Em épocas de seca é possível atravessar o rio sem maiores dificuldades, podendo então adentrar a quebrada e ter uma boa sensação e ponto para fotos. Nessa época de seca observa-se que a maioria dos rios da região encontram-se quase ou totalmente secos, é um cenário espantoso.

A próxima parada nessa mesma Ruta 68 foi o Mirador Tres Cruces, com uma notória parada à beira da estrada. O local é um ótimo ponto para boas fotos, pois a vista realmente é de tirar o folego. No dia em questão estava com pouco movimento de pessoas, sendo ainda melhor para captar boas fotos. Mas como um todo é um local muito movimentado na região.

Mais adiante chegamos no ponto mais comentado da região, El Anfiteatro; após o mirante comentado anteriormente deve-se ficar atento às placas, pois o Anfiteatro não tem uma boa sinalização de parada, com isso, torna-se fácil passar batido por ele. O local tem uma beleza indescritível, suas formações rochosas geram uma acústica incrível. Ao chegarmos lá tinham dois homens tocando e cantando no local, um com um violão e o outro com o violino, foi uma situação incrível de ser presenciada. Para melhorar ainda mais, chegou um casal e, conversa vai conversa vem, eles acertaram com os dois homens que iriam dançar ao som deles. Novamente, que situação incrível de ter presenciado, tornou-se um espetáculo lindo e emocionante.

Após o belo espetáculo, seguimos para o próximo ponto de parada, a Garganta del Diablo, a qual fica à aproximadamente 1km do Anfiteatro. Esse local também tem uma incrível vista, sua formação rochosa gera um ponto afunilado com uma altura estrondosa, muito bela de ser vista e fotografada, daí surgindo seu nome. Ficamos alguns minutos no local observando sua beleza.

Seguimos adiante pela Ruta 68, o caminho é super tranquilo, mas deve-se ficar atento à alguns deslizamentos rochosos que ocorrem nestas estradas, existem várias placas que advertem o condutor. Ao longo do trajeto passamos por mais algumas cidades, mas sempre se mantendo na mesma estrada até chegarmos em Salta. Chegando na capital da província por volta das 19h30, decidimos nos hospedar no Hotel Posada del Sol, localizado em uma boa região do centro e a apenas uma quadra da Plaza 9 de Julio. Após um belo banho decidimos sair para jantar, aproximadamente duas quadras da Plaza 9 de Julio fomos em um restaurante chamado La Higuerilla, e sem dúvidas foi um dos melhores de toda a viagem, atendimento excelente, comida e bebida em um ótimo preço, realmente muito bom. A diária neste hotel estava saindo por volta de R$200, vale a pena analisando que são para duas pessoas, com banheira, ar, café da manhã e ótima localização.

Partimos do hotel por volta das 09h, completamos o tanque no YPF (estava com ¼, saiu o mesmo valor que antes, por volta de R$177). Seguimos então sentido San Salvador de Jujuy, existem duas rotas principais para chegar até lá, a primeira dela e mais utilizada é a Ruta Nacional 34 juntamente com a Ruta Nacional 66, a segunda é através da Ruta Nacional 9, e foi essa que escolhemos. Ela é mais curta e sem pedágios, porém seu trajeto é muito complicado. O trecho é feito em grande parte por região montanhosa, onde mesmo sendo pavimentada a estrada é muito estreita, com diversas curvas sem visibilidade, deve-se rodar com cautela nesta estrada, que apesar da dificuldade é muito gratificante completar este trecho. Assim que saímos do trecho montanhoso da Ruta 9 (próximo de El Carmen) fomos parados em um posto de controle policial, seguindo o mesmo padrão comentado anteriormente. Pouco tempo depois chegamos na capital da província de Jujuy.

Na capital visitamos o Museo Histórico Provincial, existiam outros pontos no roteiro, mas devido horário e reformas não foi possível. Com isso, demos uma volta para registrar fotos de algumas catedrais (em especial a Basílica de Jujuy) e fomos almoçar no Welt, um restobar que fica bem ao lado da basílica, estava com uma boa promoção, por volta de 200 pesos à milanesa + um suco de limao incrível. Após o almoço tiramos mais algumas fotos na Plaza Belgrano, então voltamos ao estacionamento para pegar o carro e partir para a próxima aventura.

De Jujuy nos encaminhamos para a Ruta Nacional 9, de onde seguimos passando por todas as cidades até Humahuaca, decidimos parar em alguns pontos na volta. Durante a rota paramos em um mirante muito bonito (Mirador El Monolito), onde há um retrato de Jesus Cristo no alto do palanque, local bonito para algumas fotos. Vale ressaltar que um pouco antes de Huacalera passa o Trópico de Capricórnio, então no local há um Relógio Solar, caso esteja com tempo vale a pena a parada para registro fotográfico.

Chegamos então em Humahuaca por volta da 16h50. Fomos diretamente em busca de um Hotel, onde achamos o Hosteria Camino del Inca; um local super agradável, com um belo jardim, quarto aconchegante. Pagamos cerca de R$160 na diária, com café da manhã incluso, estacionamento privativo (muitos não contam com estacionamento) e escolhemos esse lado da ponte em especial, pois já é o lado da estrada que leva ao Hornocal, então por facilidade pegamos um Hotel ao lado da estrada.

Após nos acomodarmos no Hotel, saímos para conhecer a cidade. O primeiro ponto que vimos foi o Monumento a los Héroes de la Independencia que fica bem na região central da cidade. É um monumento magnífico, inclusive pode ser visto de diversos pontos da cidade. Ao lado dele existe a Torre de Santa Bárbara, um ponto bonito também. Ao lado destes pontos existe um museu novo, pagamos cerca de 10 pesos para entrar, mas ainda está bem vazio em questão de obras e afins. Na escadaria e na praça são ótimos pontos para comprar de inúmeros tipos de artesanatos. Depois disso resolvemos encostar em uma lanchonete na Plaza Dr. Ernesto Padilla, onde pedimos algumas Empanadas e uma cerveja, foi quando veio a surpresa, nos foi notificado que na província de Jujuy não era permitido beber nas ruas, que se a guarda e/ou polícia turística identificasse nós poderíamos ser autuados. Decidimos então comer algumas empanadas e levar algumas latas para a viagem. Ao lado da lanchonete, com uma senhora que aparentava ter uma idade bem avançada, compramos um saco de folha de coca, pagamos cerca de 10 pesos. Com tudo em mãos partimos rumo ao Hotel.

Chegando no quarto arrumamos algumas coisas para beliscar junto com as cervejas. Lá tomamos as cervejas Salta e Norte. O tempo estava frio, por volta de 10ºC, mas a sensação térmica garantia menos devido as rajadas de vento. Ligamos o aquecedor do quarto e resolvemos sair pela cidade. A cidade a noite é uma mescla, existem locais pouco movimentados, mas também existem diversos que tem um movimento constante. Fomos até o terminal, de onde então encontramos uma feira local. Lá observa-se que a situação é muito precária, com alguns locais de alimentação no início e depois repleto de tendas de venda de roupas e acessórios. Bem no meio do caminho passa um pequeno fluxo de esgoto. Foi notório que várias famílias que vendem ali também fazem do local a sua morada, pois praticamente todas as tendas maiores tinham um local atrás com camas e afins. É um local impressionante! Na volta decidimos parar para comer uma Parmegiana de Lhama no Restaurante Tejerina, já bem próximo da ponte. O local estava bem movimentado, ainda mais por ser dia de jogo, foi um bom jantar, bem caprichado, ficou em torno de 500 pesos para cada.

Chegando no hotel decidimos descansar para poder seguir tranquilos dia seguinte, foi quando a situação mais complicada da viagem começou. Devido à altitude e também com o aquecedor ligado a horas o ar dentro do quarto acabou ficando muito seco, então realmente foi uma noite complicada para dormir. Além disso, durante a madrugada acordamos com um barulho intermitente de sirene, onde prevaleceu em intervalor por mais de 30 minutos, ouvimos algumas conversas sobre estarem atrás de uma pessoa na região, e nisso acordaram a todos. Apesar das dificuldades o conforto do quarto proporcional uma noite sem frio.

Acordamos na manhã seguinte, tomamos um café muito bom e partimos por volta das 08h40 para El Hornocal. Rodamos aproximadamente 24km (40 minutos) para chegar no mirante, fomos os primeiros no local. Lá é cobrada uma taxa por veículo, em nosso caso pagamos 80 pesos para adentrar ao local. Realmente é uma vista deslumbrante, foi o ponto mais alto da viagem (4.350 metros de altitude). O carro fica bem no mirante, mas dá para descer o terreno até uma ponta da montanha, vale a pena para ter uma vista ainda mais privilegiada. Pelo local estar bem vazio pudemos passar próximos de alguns Guanacos. Este ponto também é conhecido por Cerro de 14 Colores, devido coloração da serrania, porém ela pode ser melhor observada em determinadas horas do dia, pois a posição do Sol influencia diretamente a existência de sombras em alguns trechos. Fizemos um mate, tiramos incontáveis fotos e então partimos para o próximo local. Saímos de lá por volta das 11h, sendo que enquanto descíamos a serra diversos carros e vans estavam subindo para visitar o local, observando que realmente é muito movimentado.

Partimos para a cidade de La Quiaca, a famosa fronteira com a Bolívia. Chegamos lá entorno das 14h. Decidimos nos hospedar no Hotel Refugio del Sol, um local que já havíamos visto anteriormente, realmente vale a pena, o quarto é muito aconchegante, os donos são bem receptivos, ao lado do hotel tem um restaurante do mesmo dono. Nele nós pagamos R$200 na diária, apesar do valor ser um pouco elevado realmente compensa. O Hotel tem um estacionamento, mas decidimos deixar o carro na frente mesmo, a região aparentava ser bem tranquila. Após um belo banho e alguns minutos de descanso, decidimos ir para Villazón, foi quando nos encaminhamos andando para a Puente Internacional La Quiaca; a passagem para a Bolívia foi bem tranquila, apenas carimbaram a saída sem questionamento, a entrava na Bolívia também, após falarmos que apenas daríamos um volta na cidade e depois voltaríamos para a Argentina eles nem carimbaram a entrada. Lá achamos uma casa de câmbio, então demos uma volta pela região. Realmente é uma cidade totalmente comercial, os preços das malhas, tecidos, roupas e afins é muito atrativo, quem vai no intuito de realizar algumas compras vai se dar bem. Observa-se muitos ônibus vindos de outras regiões da Argentina para realizarem compras. Lá encontramos uma senhora que fazia um Pollo & Papa Cone, pagamos cerca de 15 bolivianos nos dois cones. Uma dica importante para essa região é a questão de fotografia, eles tem a crença de que uma foto pode roubar a alma de uma pessoa, portanto apenas tire fotos específicas de pessoas com devida autorização, caso contrário com certeza será advertido. Demos umas uma volta, compramos algumas coisa básicas e resolvemos voltar. Compramos uma Empanada na ponte, mas apesar do preço atrativo não recomendo. Para passar na migração argentina foi meio chato, nos fizeram diversos questionamentos, mas após comentarmos sobre o Hotel que estávamos hospedados a entrada foi concedida. No raio X passamos sem a verificação, pois o nível de compra que estávamos em mãos era totalmente pequena comparada ao que passa comumente por lá. Demos mais uma volta na cidade, passando pela Cartel La Quiaca – Ushuaia, a famosa placa que indica a distância até Ushuaia, o outro extremo do país. Chegando no hotel demos uma enrolada e decidimos ir jantar no restaurante de lá mesmo. Pedi uma Milanesa com Papas Fritas, interessante de provar o mesmo prato em diferentes lugares é observar a diferença de sabor. Para for lá é legal provar o Lomo a la Frontera, um prato típico dessa região fronteiriça. Tomamos algumas Norte e fomos então dormir.

Na manhã seguinte tomamos um bom café da manhã no Hotel e saímos às 09h rumo à Tilcara, descemos então diretamente pela Ruta Nacional 9 até chegarmos na cidade de Tilcara. Neste caminho há um enorme posto de controle da Guendarmería Nacional, por conta de ser a rota de saída da Bolívia. Passamos por ele sem ser parados, mas notou-se que o controle é muito rígido, principalmente para quem está com grandes volumes de carga, onde os policiais verificam todas as malas, mochilas e ônibus. Lá em Tilcara é bem tranquilo de achar um local para estacionar, mas sempre há uma taxa equivalente ao nosso Zona Azul. Visitamos o Museo Arqueológico Eduardo Casanova, depois o Jardín Botánico de Altura e, por fim, o famoso Pucará de Tilcara. O interessante de deixar o Pucará por último é que os outros complementam de alguma forma a experiência que vai viver lá. O Pucará realmente é um local bom para passar um tempo razoável, fazer os dois caminhos, tirar muitas fotos, e na saída há também um local de venda de artesanatos.

Saímos de Tilcara pela Ruta Nacional 9 e fomos até seu encontro com a Ruta Nacional 52. Deste ponto chegamos então em Purmamarca¸ uma pequena cidade da província de Jujuy que conta com aproximadamente 2.000 habitantes. Chegamos lá e já pegamos um Hotel, escolhemos o Hosteria El Viejo Algarrobo, quarto bem pequeno mas com tudo que é necessário para passar uma boa noite. Pagamos a diária R$130, preço justo, incluindo o café da manhã. O carro deixamos na frente, na rua mesmo, sem maiores problemas. Bom comentar que o Wi-Fi do local não funcionava, mas na praça ao lado tem Wi-Fi livre, portanto caso ocorra dá para se virar em urgência.

Aproveitamos o dia e fomos visitar o Cerro de los 7 Colores, pagamos um valor simbólico para acessar o local. A vista frontal da montanha é realmente linda. Junto a isso saímos e fomos direto ao Paseo de Los Colorados, porém fizemos um caminho alternativo, na caminhada, ou seja, cortamos caminho em alguns momentos do circuito. Caso queira ir de carro é possível pelo caminho convencional. Finalizando o passei no final da tarde, decidimos então ir tomar umas cervejas e, mesmo sendo na província de Jujuy, deu pra tomar umas brejas nas mesas do Café El Algarrobo que estavam na praça. A Plaza 9 de Julio de Purmamarca concentra muitos comerciantes de artesanatos, assim como as ruas que a cercam. Foi o local onde mais comprei, tanto devido às variedades como em relação aos preços, os quais estavam melhores que em outras cidades da região. Fomos então procurar um local para jantar, onde achamos o Sabores del Norte, um restaurante próximo da praça, muito gostoso, com um preço justo, música ao vivo, foi um bom momento, a interação com o público foi bem interessante. Após uma bela milanesa fomos então para o Hostel.

Acordamos por volta das 08h para mais uma jornada. Saímos do Hostel às 09h, pegamos a Ruta Nacional 52 e partimos rumo Salinas Grandes (67km). A estrada é bem tranquilo, com muitos Caracoles, com vistas de tirar o folego. Em um ponto da estrada chegamos no Monolito Cuesta de Lipan, um mirante à 4.170 metro de altitude, onde tem algumas bancas de artesanato com materiais muito interessantes, ótimo local para compra de lembranças. Seguimos mais adiante até a Salinas, onde para no segundo acesso (após passarmos por todo o trecho da Ruta cortando o local). Lá encontramos a guia Fabi, a qual nos acompanhou Salinas adentro. O preço do tour foi 400 pesos por pessoa. Durante o passeio ela contou muitos detalhe sobre a Salina e sobre a região como um todo, tirando várias fotos espelhadas, de perspectiva e afins. É um passeio que para quem vai ao local deve ser feito com certeza, vale a pena. Recomendo fortemente usar óculos de sol, pois o branco do sal reflete fortemente a luz solar, parecido com o que ocorre na neve.

Após o passeio na Salinas pegamos as Rutas e dirigimos diretamente até Salta, onde seria nossa reta final. Em Salta nos hospedamos no mesmo Hotel que da última vez, o Posada del Sol. Chegamos e fomos diretamente ao Mostaza comer aquele lanche no capricho, depois pegamos algumas cervejas Iguana e Quilmes para tomar no Hotel. Nesse dia estava havendo uma manifestação religiosa contra o aborto, então a Plaza 9 de Julio estava bem cheia de católicos devido à realização da missa. Nesse meio tempo fomos jantar no Resto Bar Madero, ao lado da Plaza, o prato não vale tanto a pena, a cerveja é muito cara, mas como na província de Salta também é proibido beber nas ruas a cerveja acaba sendo encontrada mais em restaurantes mesmo. O jantar saiu por volta de 500 pesos para cada.

No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos para o passeio do Tren a Las Nubes. A van sai da estação de Salta, no local há algumas vagas na rua, bem na frente da estação, o flanelinha cobra 150 pesos e dá uma autorização válida até às 20h, fiquem ligeiros, pois na volta haverá outro flanelinha querendo cobrar o mesmo valor novamente. A van saiu às 07h, o trajeto até San Antonio de los Cobres é bem cansativo, existem algumas paradas no caminho, onde ocorre um café da manhã e bons pontos para fotos. É um passeio bem histórico, onde os guias contas muitos fatos interessantes ao longo do trajeto. Chegando lá por volta das 11h, onde fomos diretamente ao trem. O passeio do trem dura aproximadamente 1h entre ida e volta. A única parada para descida é no famoso Viaducto La Polvorilla (4.200 metros de altitude), onde ocorre uma cerimônia de canto do hino nacional argentino e hasteamento da bandeira, local onde também há uma série de comerciantes que vendem alguns tipos de artesanatos. Após uma parada de 15 minutos o trem começa a retornar para San Antonio de los Cobres. Na volta almoçamos no Restobar El Malevo, onde comemos e tomamos algumas cervejas para nos preparar para a volta. A parte mais cansativa foi a volta para Salta, o trajeto realmente é muito cansativo. Nesse dia chegamos no Hotel e capotamos.

Dia seguinte foi de turismo na região de Salta mesmo, fomos ao Museo Histórico del Norte, Cabildo, algumas catedrais por Salta, e o principal, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que sem sombra de dúvidas foi o melhor museu visitado em toda a viagem, conhecer a história por trás do Vulcán Llullaillaco, realmente é imprescindível visita-lo. O jantar desse dia foi uma parrila no Terraza Grill, com um custo de 400 pesos por pessoa, bem caprichado, vale a pena. Nesse dia o Boca ganhou a Super Liga Argentina em uma disputa indireta com o River, dessa maneira as ruas de Salta e a Plaza ficaram totalmente lotadas de torcedores, o clima na capital da província ficou incrível (perdi a conta de quantas pessoas estavam tomando cerveja em garrafas de refrigerante vazias). Na volta para o Hotel entramos em uma cassino para dar uma olhada, mas não foi muito atrativo.

No último dia em Salta ficamos mais tranquilos, fomos ao Cerro San Bernardo, subimos com o famoso bondinho da região, um passeio bem tranquilo que vale a pena ser feito. Lá no alto tem uma feira de artesanatos muito boa. Demos uma volta em feiras de rua, comemos um belo Dog na feira próxima ao bondinho e aproveitamos para arrumar as coisas para o retorno. A noite jantamos na Unión Sírio-Libanesa, um jantar muito bom e regado a muitas cervejas.

Dia seguinte estávamos de pé bem cedo, entregamos o carro no Aeroporto de Salta às 07h10, nosso voo saiu 09h15, chegando em Buenos Aires aproximadamente às 11h10. Lá perdemos muito tempo tentando pedir um Uber nas redondezas do aeroporto, sendo que no final acabamos utilizando o corriqueiro sistema de táxi do aeroporto.

Neste ponto almoçamos, demos uma volta, fizemos algumas compras simples. Visitamos ainda a Casa Rosada, Cabildo e o Obelisco. Fomos ao Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, pegamos o voo às 19h10, chegando em Guarulhos às 22h do dia 10/03/2020.

Ao todo foram 1837,2 quilômetros rodados ao longo destes dias.

É uma região que com certeza voltarei mais vezes para mais explorações. 

 

 

 

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2 horas atrás, gusbarbosa2 disse:

O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/03/2020

Acho que esta data está errada, rs!

 

Essa região norte da Argentina é maravilhosa, estive por uma semana em Jujuy em julho do ano passado, e depois seguimos ao Atacama. Fomos de carro desde o Brasil, foi umas das melhores viagens da minha vida!

Ainda quero voltar tb pra conhecer a região dos vinhos em Cafayate, explorar a Ruta 40... enfim, ainda tenho muitos planos pra Argentina tb!

:)

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@Juliana Champi @Juliana Champi Boa, Juliana kkkk Está errada sim, peguei o voo 29/02/2020, retornei 10/03/2020. Valeu pela observação. 

A Argentina é realmente um local maravilhoso, com infinitas possibilidades de viagens. Uma ideia para próximas trios é seguir o que tu falou, sair de carro desde o Brasil, melhorar ainda mais a viagem@Juliana Champi

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@gusbarbosa2 Conheço tudo isso há anos ,mas de ônibus,era meu caminho a Santiago por San Pedro e Antofagasta.

Como esta a ruta que vai de Paraguay a Salta,cheia de buracos,como sempre?

Você foi ver o museu da múmia na praça central de Salta.Qual a múmia estava em exposição,pois eles mudam sempre?Para mim é o mais interessante da cidade.

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      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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      Links uteis:
      OS LINKS ESTÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO DO VÍDEO.
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      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
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      Gostou do Vídeo? Deixe aquele LIKE, não esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos.
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    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      Tô com uma dúvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restrições de entrada de brasileiros nos países estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconteça mas, ainda com uma política de vacinação melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por lá também. Gostaria de saber o que vocês acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois não estou vendo melhoras na situação atual e temos muito a perder se tomarmos as decisões errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
    • Por Anderson Paz
      Relato de uma viagem feita de carro com um grande amigo entre os dias 12/02 e 22/02 antes da pandemia de coronavírus (espero no futuro ler isso e ver que conseguimos superar a crise). Muitas das informações apresentadas aqui já foram compartilhadas no meu Instagram de viagens: https://instagram.com/viajadon_/
      - Antes de chegar à primeira cidade citada no relato - Jujuy - ficamos dois dias em San Pedro de Atacama (há algumas dicas no meu Intagram e posso passar outras caso deseje). Após o último atrativo citado no relato, ficamos dois dias em Córdoba e mais dois inteiros em Buenos Aires (não relatei nada no Instagram, mas posso passar dicas, caso deseje
      Obs: os preços informados estão em pesos argentinos.
       
      PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS (em ordem cronológica): San Salvador de Jujuy (ou apenas "Jujuy"), Maimara, Tilcara, Humahuaca, Iruya, Purmamarca, Salinas Grandes, San Antonio de los Cobres, Tolar Grande + Cono de Arita, Salta, Cachi, Angastaco, Cafayate,  Amaicha del Valle (Museo Pachamama), Belén, Campo de Piedra Pomez, Parque Nacional de Talampaya, Baldecitos, Parque Provincial Ischigualasto
       
      MAPA GERAL DA ROTA
      * Está faltando Tolar Grande e Cono de Arita, pois o Google Maps dá uma volta muito grande para chegar até os pontos

       
      MAPA INTERATIVO NO GOOGLE MAPS: https://drive.google.com/open?id=1LtTF87I0L1GPBiNd1VGNPVgQESvfSJqs&usp=sharing
       * Arquivo em kmz: Norte da Argentina.kmz
       
      ITINERÁRIO RESUMIDO
      * Planilha editável: Roteiro norte argentina.docx

       
      INFORMAÇÕES BÁSICAS
      - Aluguel de carro: fizemos quase toda a viagem em carro alugado, exceto a viagem a Iruya em ônibus de linha regular e os tours a Tolar Grande + Cono de Arita e a Campo de Piedra Pomez realizados em carro 4x4 com motorista contratado. Alugamos um carro popular mesmo e ficamos satisfeito. Não era necessário um carro mais potente para a viagem da forma como a realizamos. Alugamos o veículo na Alma Rent a Car. Saiu por $43.900 ($29.900 aluguel por 13 dias + $14.000 taxa de devolução do carro em Córdoba). Gostamos tanto do atendimento, que depois escrevemos comentários positivos no Google. Segue o comentário que escrevi:
                   " Bom preço e ótimo atendimento ao cliente. Foram super atenciosos e solícitos comigo e meu amigo. Nos receberam no terminal rodoviário com sorriso no rosto,  mesmo após atraso e ausência de comunicação nossa por estarmos sem celular. Depois ainda nos levaram numa casa de câmbio com cotação ótima para trocarmos o nosso dinheiro. Todas as vezes que precisamos de nos comunicar com eles, nos atenderam prontamente pelo Whatsapp."
      - Câmbio: conforme citado acima, trocamos dinheiro inicialmente na casa de câmbio que o pessoal da Alma Rent a Car nos levou. Infelizmente demos mole e não anotamos o nome do local. Pelo pesquisei aqui, provavelmente fica do lado da Graffit Turismo. Depois trocamos mais um pouco com cambistas próximo da praça principal de Salta e em um quiosco na Plaza San Martín em Córdoba (caso vc vá passar por esta cidade antes). Em todas essas situações trocamos R$1 por $17 pesos, a mesma cotação da casa de câmbio Mais Brazucas de Buenos Aires, a qual costuma ser a mais recomendada nesta cidade. Em Salta e em Córdoba, não compensava trocar em casas de câmbio oficiais. Nesse período compensava muito mais trocar real por pesos do que trocar dólar.
      - Hospedagens: de forma geral, ficamos em hospedagens econômicas muito baratas. Demos preferência a hostels com quartos compartilhados, mas em San Antonio de los Cobres e Baldecitos não havia essa opção (mais detalhes no tópico "hospedagens" ao final do relato). O custo da hospedagem girou entre $350 (pouco mais de R$20) e $600 para cada um de nós dois.
      - Comida: a comida de forma geral é baseada na carne, mas se vc é ovolactovegetariano (eu sou pseudo...hahaha...não como carne no dia a dia, mas eventualmente como em viagem em caso de necessidade ou como um experiência cultural), basta negociar, que geralmente fazem alguma coisa tipo uma omelete. Vc conseguirá menú (entrada + prato principal + sobremesa) por $300 em vários locais ou então conseguirá bons pratos entre $180 e $250.
      - Bebida: o vinho é super barato na Argentina e em alguns locais por onde passamos, especialmente na parte do roteiro após Salta, havia opções de vinhos da região. O litro da cerveja tinha um custo geralmente em torno de $200 nos restaurantes e $150 em mercados. 
      - Preços: já citei os valores de hospedagem, comida e bebida, vale dizer que o transporte coletivo também parece ser econômico pelo o que li em relatos. Não posso dar muitas informações a respeito, pois o único transporte coletivo que pegamos foi de Humahuaca a Iruya a $300 (cada trecho). Digo ainda que artesanato também é muitooo barato na região!
      - Viajando de carro - estradas e combustível: de forma geral, mesmo as estradas de terra, são ótimas. Bastante atenção e velocidade reduzida, pois muitos trechos são muito sinuosos e há bastantes depressões nas estradas por onde passa água de rios temporários ou de chuva. É interessante como nessa região muitos vezes não há canalizações d'água ou pontes mesmo nas estradas com ótimo asfalto.
      A respeito do combustível, pagamos entre $58 e $64 pelo litro de gasolina normal. Não há muita variação de preço entre as cidades. No total, gastamos $7.600 (pouco mais de R$400), incluindo a viagem até Córdoba.
      Por últimos, há muitas blitz. Sendo assim, esteja com todos os documentos, inclusive o seguro do automóvel a mãos. Fomos parados apenas em uma por sorte.
       
      ROTEIRO
       
      DIA 1) SAN PEDRO DE ATACAMA - SAN SALVADOR DE JUJUY (JUJUY)
      Ao chegar na rodoviária às 16h30 aproximadamente e fomos muito bem recebidos por um dos funcionários da Alma Rent Car, onde alugamos um carro para percorrer uma boa parte do noroeste da Argentina. Depois de nos receber, fomos até o escritório da locadora e em seguida à uma casa de câmbio para trocar nosso dinheiro (detalhes sobre câmbio em tópico acima).
      Posteriormente, fomos até o Hostel Malala, onde relaxamos um pouquinho, tomamos um banho e depois saímos caminhando até a a Plaza Belgrano, onde estão a catedral, a Casa de Gobierno e outras atrações. Como já era noite, estava tudo fechado, mas deve ser um ponto interessante para se visitar durante o dia. Durante a caminhada, é interessante ver como os argentino são noturnos. Sério! Parece que a galera economiza bateria durante o dia para gastar depois das 19h, 20h. 🤣 

       
      Depois tivemos um jantar maravilhoso no restaurante Viracocha, recomendado pelo funcionário da locadora de carro. Comemos milanesa de quinua (que trem bom!) e milanesa de quesillo (tbm bem gostoso), um arroz especial delicioso e chuño (batata desidratada, super sem graça). De quebra ainda tomamos uma garrafa do gostoso vinho Alamos por $400. Por acaso, depois descobrimos que o restaurante é o n° 1 do TripAdvisor da cidade (e ainda assim bastante barato).
       
      DIA 2) MAIMARA - TILCARA - HUMAHUACA
      Saímos cedo rumo ao norte com primeiro destino em Maimara (a 75 km de distância de Jujuy). Ao longo do caminho, vamos margeando o RIo Grande e montanhas coloridas que podemos apreciar a partir de mirantes estrategicamente posicionados no acostamento. 

      Maimara é uma cidade bem simples, sem muito para conhecer. Seu maior atrativo para mim, foi o seu cemitério (sim, sou o gótico (nem sou!) que se amarra em cemitérios! 🤪👻).


       
      Depois seguimos até a cidadezinha de Tilcara a 7 km de distância. Esta já tem bastante infraestrutura turística, com muitos hostels e restaurantes interessantes. Visitamos o Pucará de Tilcara - comunidade pré-hispânica reconstruída parcialmente por arqueólogos - que teve a sua construção iniciada no séc XVIII e alcançou maior esplendor com a ocupação inca no séc. XV. Bastante interessante, mas achamos a entrada de 350 pesos (cerca de 20 reais) um pouco cara.


      Por fim, chegamos a Humahuaca (a 45 km de distância de Tilcara). Cidadezinha super agradável, com uma praça central bonita, onde ficam muitos vendedores de artesanato. O seu maior atrativo é o Cerro Hornocal ou Serranias de 14 colores (na verdade fica a alguns km de distância) .
        

      Antes ir à Serrania, demos uma volta pela cidade e almoçamos Café e Restaurante Las Glorias. Comemos um menú de $300 que incluía um estofado de llama. Basicamente é uma sopa com carne de lhama e batatas. Não vi muita diferença entre a carne de lhama e a carne de vaca. Tudo bem que não sou a melhor pessoa para degustar carne, mas o Sávio também considerou o mesmo. Ah, e vale dizer que enquanto almoçávamos, fomos agraciados pela apresentação de um cantora e violonista chilena maravilhosa.
      Depois do almoço, seguimos até a Serranía de Hornocal ou Cerro de 14 Colores está situado a 4760 m de altura, a 25 km da cidade de Humahuaca. O caminho é feito em estrada de chão (no linguajar brasiliense ou de terra, se preferir). Na cidade fazem um terror danado com a qualidade da estrada e oferecem transporte de 4x4 para chegar ao local por 2 mil pesos (um absurdo!). Se estiver na cidade em um carro pequeno, não hesite em ir até o local. A estrada na verdade é bem tranquila, apesar de ser muito sinuosa.
      Apesar do nome alternativo de Cerro de 14 Colores, muitas fontes dizem que na verdade são 24 cores, enquanto outras dizem que são 33 tonalidades. Eu tentei contar e vou falar que não consegui definir quantas cores são. Isso vai mais da sua interpretação pessoal. hehehe As diferentes cores são resultado de processo de diferentes processos de intemperismo sobre rochas que têm desde 110 milhões a 40 milhões de anos.

      Há uma entrada de 80 pesos e vale a pena fazer o caminho do mirador até mais perto da serra. Desses lugares que nenhuma foto consegue captar a real beleza.


      Depois desse rolê, voltamos para Humahuaca e fomos procurar hospedagem. Decidimos ficar no Hostel Humahuaca (detalhes ao final do relato). Depois de relaxar um pouco no hostel, saímos para jantar no La Puerta Verde. Menú também a $300 com muitaaa comida. Comemos umas humitas (a pamonha dos nossos vizinhos) e uma tortilla de papas andinas. Ambos estavam razoáveis, nada de mais. E vale dizer também que mais uma vez tivemos música ao vivo no restaurante. Aqui no caso era um grupo, com alguns bolivianos, que tocava música regional e cantou chacarera e fez o povo dançar.
       
      DIA 3) IRUYA
      Dia de conhecer a cidadezinha de Iruya, situada na Serra de Santa Victoria, a 75 km da cidade de Humahuaca.
      Há saídas de ônibus diariamente às 8h20, 9h e 10h30, com último retorno garantido às 15h15. O preço de cada trecho é de $300 pesos (cerca de 18 reais) e a viagem dura quase 3h.
      Iruya teve sua construção iniciada em 1751 e há indícios de que os primeiros habitantes eram descendentes dos incas. A cidadezinha é bem pitoresca e pode ser toda percorrida rapidamente. Primeiro fomos até o cemitério e ao mirante na parte superior. Depois descemos até uma pracinha na parte inferior, onde almoçamos no restaurante Cachis. Eu comi uma tortilla de quinua com papas andinas (espécie de suflê com esses ingredientes), que estava gostosa e caprichada ($230).

        
      Retornamos no último ônibus. Antes de ir pro hostel, compramos umas deliciosas (muito...demais mesmo!) tortillas rellena perto do mercado municipal. Essa tortilla é bem diferente da tortilla citada em Iruya, parece mais um calzone. É uma das coisas mais gostosas que comi durante toda a viagem e é encontrada também em Purmamarca e Salinas Grandes. Não achei mais dela na parte mais ao sul da nossa rota.
       
      DIA 4) PURMAMARCA - CUESTA DEL LÍPAN (ruta 52) - SALINAS GRANDES - RUTA 40 (Tres Morros e El Mojón) - SAN ANTONIO DE LOS COBRES
      Saímos de Humahuaca con direção a Purmamarca, uma cidadezinha fotogênica com uma história centenária, tendo assentamentos humanos desde antes da chegada dos espanhóis. Na cidade destacam-se as suas casas de adobe, o centrinho com muitos vendedores de artesanato, uma igrejinha que data de 1648 e o principal: o Cerro de Los Siete Colores como "tela de fundo". 
      Vale super a pena pagar 20 pesos para subir no mirante do Cerro de Los Siete Colores e também recomendo demais fazer uma caminhada pelo Paseo de los Colorados, uma rota circular de cerca de 3 km, que passa por trás do Cerro.

        

      Depois da nossa volta pela cidade, pegamos a Cuesta del Lipán ou ruta 52: uma estrada bastante sinuosa e bastante inclinada, de pouco mais de 60 km, com belíssimas vistas. Ao longo do caminho, paramos em acostamento para tirar fotos, No local estava um ciclista parado e para nossa surpresa era um brasileiro, o Vieira, que estava fazendo a subida sinistra com o seu amigo Felipe (galera cascuda da porra!). Eles estavam com um projeto massa de pedalar do Atlântico (mais especificamente de Paranaguá) até o Pacífico (Antofagasta), promovendo a doação de medula óssea (dá para encontrar eles no Instagram: @pedalando_para_vida).


      Depois de trocar umas ideias com os ciclistas brasileiros, seguimos pela ruta 52 com destino às Salinas Grandes.
      Localizada a cerca de 3400 m de altitude, na província de Jujuy, as Salinas Grandes ocupam uma superfície de 212 km². Muitos sites a colocam como a segunda maior salina do mundo, mas essa informação é errada já que depois de Uyuni, outras duas (pelos menos) são maiores: a do Atacama e a de Arizaro (mais a frente falarei sobre esta 😆).
      As salinas possuem acesso super fácil, pois a Ruta 52 atravessa o salar, tendo alguns pontos para se estacionar o carro e descer para curtir a paisagem.
      Ao pensar em salina, talvez imediatamente vc pense em mar, não é?! Porém, as Salinas Grandes não têm nenhuma relação com o mar. Elas foram formadas a partir da evaporação de água de origem vulcânica entre 5 a 10 milhões de anos atrás.
       

      Depois de conhecer as Salinas, seguimos rumo a San Antonio de los Cobres. Aqui vale contar uma história: quando pegamos o carro, a galera da locadora nos disse para não pegar a ruta 40 para ir até San Antonio de los Cobres porque estava em péssimas condições. Olhamos no Maps e vimos que essa ruta era afastada da estrada que pretendíamos pegar, a qual não tinha indicação de nome no app, e assim ficamos tranquilos.
      Pegamos essa estrada de terra e depois de dirigir um bocado, avistamos uma placa: ruta 40. Lasqueira! Pegamos outro braço dessa ruta danada. hahaha 😂
      Realmente a estrada tinha muita costela de vaca e alguns trechos de travessia de rio, mas de boa para quem já teve um Celtinha "off-road", que enfiava em todas trilhas e que foi meu veículo de campos de pesquisas no Cerrado por um bom tempo. 😆
      Na verdade, a estrada talvez só não seja viável para carro pequeno em situações de muita chuva quando os rios enchem.
      No final, valeu a pena demais pegar essa rodovia. Muitas paisagens bonitas, umas ruínas massa em um cenário meio Mad Max, incluindo um fundo com salar e montanhas, e ainda dois povoadinhos super pitorescos: Tres Morros e El Mojón. Este último é meio que um projeto de povoado modelo, com restaurante, museu, igreja e hospedagem. Infelizmente não havia ninguém no local e como as informações na internet são escassas e defasadas, não sabemos dizer a quantas anda o projeto.




       




      Por fim, chegamos em San Antonio de los Cobres, uma cidade a 3775 m de altura, baseada principalmente na atividade de mineração e que tem buscado desenvolver o turismo no entorno, no qual se destacam o Viaducto La Polvorilla, o passeio pelo Trem de las Nubes e para Tolar Grande e Cono de Arita (cenas dos próximos capítulos 😆).
       
       DIA 5) TOUR TOLAR GRANDE + CONO DE ARITA
      Segurem-se, que lá vem o tour que talvez seja o mais incrível que já fiz (no mesmo patamar do tour de 3 dias de Uyuni)!
      Fizemos o tour a Tolar Grande e Cono de Arita partindo de San Antonio de los Cobres com o motorista Jorge Olmos (+54 387 519 9112), uma pessoa super tranquila e atenciosa, que nos cobrou barato pelo passeio ($15 mil no total...daria para colocar mais uma pessoa no veículo para dividir e ainda fazer o passeio com qualidade).
      O tour é super cansativo. Durou um total de mais de 13 horas dentro de uma Duster para percorrer pouco mais de 500 km. Mas vou te falar que o cansaço foi muito bem recompensado. Cada paisagem que cê tá doido!!! Passamos por montanhas incríveis, ruínas de casas abandonadas, salares de Pocitos e Arizaro, pelas Coloradas e Deserto del Diablo, por olhos de água salina (Ojos del Mar), pela cidadezinha de Tolar Grande e por último pelo incrível Cono de Arita (uma pirâmide natural no meio do Salar de Arizaro). Seguem as principais atrações:
      Salar de Pocitos
      O primeiro salar do roteiro. Há poucas informações sobre ele na internet (para não dizer nenhuma boa 🤣). Há uma pequena vila na beirada do salar e há bastante extração de sal no local. Há ainda um trilho de trem de carga que o corta.

       
      Las Coloradas e Desierto del Diablo
       A primeira é um conjunto de formações de rochas metamórficas sedimentares constantemente erodidas pelo vento e por chuvas de verão. Simplesmente incrível! 😍
      Já o Desierto del Diablo (está situado a 3700 m de altura e é rodeado por montanhas majestuosas da Serranía de Macón, que degelam e formam pequenos cursos d'água que chegam até o deserto.

      MAH04445.MP4

       
      Tolar Grande
      Atualmente a cidade tem mais de 200 habitantes, mas no passado, no auge da atividade ferroviária devido à mineração nos arredores, chegou a ter cerca de 5 mil habitantes.
       

       
       Ojos del Mar
      Os Ojos del Mar são um conjunto de três pequenas lagoas, situadas pertinho de Tolar Grande, que afloram a partir de um lençol freático bem profundo. Abrigam estromatólitos - rochas fósseis formadas pela atividade de microorganismos - e possuem coloração que variam de azul a verde esmeralda dependendo da luz.

       


       
      Cono de Arita
      Este com certeza é um dos lugares mais incríveis que já vi em toda a minha vida! 😍
      O Cono de Arita se situa a pouco mais de 80 km da cidade de Tolar Grande. É uma formação piramidal com quase 200 m de altura, praticamente perfeita, que está situada no meio do Salar de Arizaro, o terceiro maior do mundo, após o Salar de Uyuni e de San Pedro. 
      Segundo alguns estudos geológicos, o Cono é um vulcão que já chegou a entrar em atividade. Nas suas proximidades foram encontrados alguns artefatos que indicam que o local era usado em cerimônias por povos pré-incas e assim poderia ser considerado um local sagrado para estes.
       
      E para não dizer que tudo são flores, que há contratempos que aumentam a aventura (ou te tiram um tampão hahaha), segue algumas fotinhas de perrengues ao longo do caminho. Fiquei com muita pena do motorista que tava no caminhão da terceira foto. Imagina o esporro que levou! E o pior não faço ideia como ele aprontou essa arte. 😂😂 
       

       
      DIA 6) VIADUCTO POLVORILLA (San Antonio de los Cobres) - SALTA
      Acordamos cedo e fomos conhecer o Viaducto Polvorilla. É um dos maiores viadutos de trem do mundo com 63 m de altura e 223 m de comprimento. É o viaduto mais icônico por onde passa o Trem de las Nubes, um trem turístico que passa por diversos lugares muito bonitos.


      .
      Depois seguimos pela belíssima ruta 51 até Salta. Ao longo do caminho, montanhas nevadas e belas paisagens, como a da Quebrada del Toro, e ainda o importante sítio arqueológico de Santa Rosa de Tastil, que acabou nos passando batido. 🤦‍♂️ As estradas que percorremos durante a viagem às vezes eram mais atrativas do que os próprios destinos.



      Depois de cerca de 3h de belas paisagens na estrada, chegamos a Salta, a capital da província de mesmo nome, fundada em 1582. O nosso maior objetivo na cidade era visitar os Museus de Antropologia e de Arqueologia de Alta Montanha, o qual tem as famosas múmias de Llullailaco. Porém chegamos na cidade na segunda, o dia oficial dos museus fechados em várias cidades do mundo. 😂 
      Bola para frente. Fomos curtir a cidade que tem belas igrejas, como a grande Catedral e as coloridas Iglesia de la Candelaria e Iglesia San Francisco; uma charmosa e movimentada praça central; e ainda um teleférico que vai até o alto do cerro San Bernardo, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade. Nós subimos nele e depois descemos a pé.

       
       
       
      Depois do rolê pela cidade, ao fim da tarde paramos no Café Van Gogh para almoçar (sim, almoço oficial (ou já seria janta?!) às 17h30 🤣). Comemos um menú por $380 com um crepe de verduras de entrada, filé de merluza de prato principal e ainda um crepe de banana com doce de leite. Tudo muito gostoso! 
       
      DIA 7) SALTA - CACHI - ANGASTACO - CAFAYATE
      Dia de um rolezão enorme! Não tanto pela distância percorrida (320 km), mas pelas estradas de chão muito sinuosas e pelas paradas que fizemos em lugares muito lindos.
      Saímos de Salta, pegando a ruta 33. Depois de alguns quilômetros, passamos pelo Parque Nacional Los Cardones (espécies de cactus). De acordo com as fotos que vimos, o Parque tem vistas de paisagens incríveis. Porém, para o nosso azar pegamos muita neblina neste trecho do Parque, que muitas serras e curvas, e assim pouco conseguimos ver da paisagem. Depois de passarmos por esse trecho nublado, chegamos à bela Recta del Tin Tin, uma retona ladeada por muitos cactus e morros bonitos, onde paramos para tirar umas fotos e apreciar os cardones.

       
       

       
      Depois seguimos com destino à Cachi: uma cidadezinha branca linda, super agradável, com várias opções de restaurantes. Curtimos demais essa cidade! 😍
       

      Depois de um bom rolê pela cidade, compramos umas empanadas baratas em uma casinha em um rua subindo logo após a praça principal (a de frango estava bem gostosa...a de carne vermelha, o Sávio não curtiu) e seguimos rumo a Angastaco, uma cidadezinha minúscula, super agradável, em que eu poderia facilmente me hospedar por um dia para descansar. Ao longo do caminho até essa cidade, muitas casas de adobe com tetos de barro, que escorrem pelas paredes formando um visual de filme de terror e diversas paisagens lindas, mas o mais incrível de todo esse caminho viria logo após: a belíssima Quebrada de Las Flechas. Paramos em todos os mirantes desse trecho e curtimos uma paisagem mais bonita que a outra.




       
      > Quebrada de las Flechas:



      Por fim, chegamos até Cafayate, uma cidade que muitas pessoas visitam para fazer visitas a vinícolas. Vou ser sincero que esperava um pouquinho mais da cidade em si. Achei bem sem graça e com um aspecto de lugar que na década de 70 e 80 era muito visitado, mas que hj em dia ficou meio defasado.
      Jantamos no restaurante Chikan na praça principal. Pedi um ravioli de verduras que estava bem fraco e ainda veio com um pedaço de carne cozida horrível, que não constava no cardápio.
       
      DIA 8 ) QUEBRADAS DE CAFAYATE (ruta 68) - MUSEO PACHAMAMA - CAFAYATE
      Começamos o dia conhecendo as quebradas e paisagens próximas da cidade de Cafayate, na ruta 68. No caminho, paramos para dar carona para um casal super gente boa de russos. Acabou que depois eles conheceram todas as quebradas com a gente. hehehe Dar carona é legal, pois é uma oportunidade de contribuir com outros viajantes e ainda conhecer um pouco mais sobre suas culturas, pegar dicas de roteiros e ainda fazer amizades. Sempre quando viajo de carro, dou caronas. Também já peguei muitas! Foi massa ver como a cultura da carona é forte nessa parte da Argentina.
      Quebradas basicamente são caminhos estreitos que passam entre montanhas ou desfiladeiros. Nesse trecho se destaca a belíssima Quebrada de las Conchas, o mirante de Los Castillos e
      Las Ventanas.





      Depois desse rolê pelas quebradas, seguimos no carro com destino a Belén, fazendo um pequeno desvio para conhecer a cidadezinha de Amaicha del Valle e o seu Museo Pachamama.
      O museu traz informações sobre a geologia da região e faz uma interpretação de como poderia ser a vida dos primeiros habitantes pré-incas da região, além de ter obras de arte do artista que o fundou, Héctor Cruz. A parte de acervo e de informações no museu é meio fraquinha. O que chama atenção mesmo é a arquitetura, as esculturas e ornamentações da área comum que recriam símbolos dos povos originários. Entrada: 200 pesos (cerca de 12 reais na cotação atual do peso).



      Por fim, seguimos caminho até a cidade de Belén, que seria a nossa base para o passeio ao Campo de Piedra Pómez. Essa cidade, que não é nem um pouco turística, tem três agências de viagem onde se pode contratar o passeio. Depois da contratação (falo sobre a empresa no final do tópico abaixo), jantamos no restaurante Ateneo. Era o que tinha opções mais baratas e onde consegui ver um esquema vegetariano (ovos com batatas fritas 😝). Porém não recomendo, não. Demos o mole de comer duas vezes no lugar. No segundo dia, a comida estava horrível.
       
      DIA 9) CAMPO DE PIEDRA POMEZ
      Segure-se que lá vem mais um passeio pedrada!
      Saímos rumo ao Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) às 7h30, com o excelente guia e condutor Pierino na sua SW4 (4x4 é obrigatório para entrada no Campo). Ao longo do caminho até o Campo, passamos por formações incríveis, como Puerto Viejo (uma sequência de formações que parecem proas de barcos) e Cuesta de Randolfo (com dunas imersas em montanhas altas...muito louco!), e ainda tivemos o prazer de ver várias vicunhas, inclusive algumas cruzando a estrada.




      VID_20200220_092737.mp4 O Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) é uma área natural protegida de pouco mais de 75 mil hectares na província de Catamarca. É uma paisagem surreal formada por rochas originárias de eventos vulcânicos (especialmente no Vulcão Blanco) que inundaram a área de magma entre 20 milhões e 10 mil anos atrás. Posteriormente, essas rochas foram esculpidas pelo vento, dando origem a diferentes formas e relevos. Lugar único, incrível!!!





       
      Depois de conhecer o Campo, voltamos até a vila de El Peñon,  praticamente na base do Campo, e almoçamos no restaurante Comedor La Pomez. Na verdade o restaurante é a casa de um morador da cidade, sendo a comida servida na sua sala. Comi uma tortilla de batata e o Sávio uma carne vermelha. Gostamos bastante da comida!
      Depois do almoço, já no nosso retorno a Belén, demos uma passadinha na Laguna Blanca. Situada na Reserva de Biosfera de mesmo nome infelizmente estava com pouca água e bastante turva. Segundo o Pierino, de uns anos para cá anda geralmente muito seca, mesmo em períodos de chuva. No local vimos alguns flamingos e vicunhas 😍.


       
      No total, o passeio durou 10h30. Fizemos com a empresa Fanayfil por 12 mil pesos (carro para até 4 pessoas, cerca de R$400...facada!). As outras empresas estavam negociando pelo mesmo preço. Há ainda a opção de partir de El Peñón, cidadezinha praticamente na base do Campo (assim deve sair mais em conta...seguem alguns contatos abaixo caso queiram verificar).

       
       DIA 10) EL SHINCAL - PARQUE NACIONAL DE TALAMPAYA
      Saímos de Belén com primeiro destino nas Ruínas de El Shincal e segundo no Parque Nacional de Talampaya.
      El Shincal, fica a pouco mais de 20 km de Belén, e é o principal sítio arqueológicos dos incas na Argentina. Infelizmente encontramos informações de horário de funcionamento conflitantes na internet e ainda erramos o caminho (não siga o Google Earth; vá pelas placas). Assim, perdemos um dos horários de saída da visita guiada obrigatória e não podíamos aguardar a saída do próximo grupo pq depois a gente poderia perder o passeio em Talampaya. Segue abaixo os horários desde o ano passado para não ter contratempos:

      Depois de cerca de 4h30 de viagem e pouco mais de 300 km percorridos (mais uma vez com alguns trechos incríveis), avistamos serras altas dos dois lados da estrada em uma região árida e com vegetação composta por arbustos e algumas árvores esparsas, características da ecorregião de Monte de Sierras y Bolsones. Chegamos a um dos patrimônios naturais da humanidade declarados pela UNESCO: o Parque Nacional de Talampaya (declarado em conjunto com o seu vizinho, o Parque Provincial Ischigualasto...ambos considerados uma mesma unidade geográfica).
      O parque possui cânions e formações geológicas incríveis e abriga cerca de 190 espécies de vertebrados, entre eles guanacos, o condor, serpentes e nandu. No passado, abrigou dinossauros répteis e protomamiferos do Triassico (precursores dos dinossauros dos grandes dinossauros do Jurássico), que podem ser estudados e reconstituídos a partir de fósseis bem conservados encontrados na região (vou falar pouco mais sobre isso no post seguinte sobre o parque vizinho Ischigualasto).
      🚩 Passeios: são feitos com empresas concessionárias ou com permissionários da comunidade local. Optamos por fazer um dos mais famosos: o do Cañón de Talampaya ($1490 + $400 de entrada, cerca de R$120...verifique no site oficial do Parque os horários dos passeios).
      O passeio é feito em um microônibus 4x4, com acompanhamento de guia e tem uma duração de 2h30, com saídas em diferentes horários ao longo do dia. O ônibus sai da entrada do parque e depois de percorrer alguns quilômetros - em parte pelo leito de um rio seco, que se enche apenas temporariamente com enxurradas nos meses dezembro e janeiro -, chega ao primeiro ponto de parada: um sítio com petrogriflos, alguns com cerca de 2500 anos, que trazem representações de animais, pessoas e figuras geométricas. 🖖


      Depois percorremos mais uns quilômetros no ônibus e adentramos no incrível Cañón de Talampaya, o ponto alto do parque. Um cânion com paredes serpenteantes e em algumas partes tão retas na sua projeção ao céu, que parecem que foram cortadas por uma grande faca. Maravilhoso! 
       

       
      Depois de ouvir explicações do guia, tirar fotos, gritar e escutar o eco, apreciar os loros (papagaios) que fazem festa nas árvores e ainda tomar uns vinhos locais oferecidos pelo guia🥂, seguimos até a formação Catedral Gótica. Bem massa!

      Por fim, seguimos até a última parada para contemplar a formação o Monge, que fica em uma parte mais aberta do parque, com outras formações geológicas bem interessantes.


      Que passeio incrível! Sim, é caro, mas vale super a pena.
      Depois seguimos até a cidadezinha de Baldecitos, uma cidade minúscula com apenas duas ou três opções de hospedagens, onde nos hospedamos em uma hospedagem familiar logo na entrada da cidade, onde há também o Armazém e Restaurante Alba. À noite, jantamos nesse restaurante. Eu comi um macarrão improvisado feito na manteiga e com ovos (não foi uma boa invenção, mas como tava com fome, foi de boa 🤣).
      p.s : Se tiver mais tempo na região pode valer a pela fazer outros passeios no Parque Talampaya, como o do Cañón Arco Íris e o da Ciudad Perdida.
       
      DIA 11) PARQUE PROVINCIAL ISCHIGUALASTO
      Depois de conhecer o Parque de Talampaya, foi a vez o conhecer o seu vizinho, o igualmente fantástico Parque Provincial Ischigualasto.
      Famoso mundialmente por ser o local onde foram encontrados 5 das 7 espécies de dinossauros conhecidos mais antigos do mundo, datados do período Triassico (250 a 201 mi anos) entre elas ancestrais dos mamíferos, de crocodilos e dos dinossauros do Jurássico. Ischigualasto é o único lugar do mundo com uma sequência de rochas continentais triassicas completa e contínua, que permite estudar uma das transições de fauna mais importantes da história.
      O passeio no parque é feito em veículo particular próprio, que deve seguir um comboio em que um guia, funcionário do parque, segue no primeiro veículo. O passeio tem 3h de duração e o custo/ pessoa é de $600 (aprox. 35 reais). As saídas acontecem a cada hora, iniciando às 9h.
      São cinco pontos de paradas no passeio. O 1º no Valle Pintado, onde é possível ver as três formações do parque com suas características e cores próprias: Coloradas, Los Rastros e Ischigualasto.

      2º: Cancha de Bochas: um local com pedras ovaladas, algumas lembram bolas de bocha. Ainda não há uma explicação definida para a origem e processo de formação, mas supõe-se que são provêm de blocos esféricos de rochas arsênicas, que depois foram englobadas por detritos e com o tempo, reveladas pela ação do vento.

      3º: um pequeno museu de estrutura metálica, onde se encontra no seu centro fósseis de três espécies ainda presas ao solo.

      4º e 5º: duas formações interessantes: Submarino e El Hongo. Curiosidade: o Submarino há 4 anos tinha dois telescópios, mas um foi derrubado por fortes ventos. Isso mostra como o parque está em constante evolução e como o que vemos hoje pode não ser o mesmo do que existirá no futuro.



      Por fim, voltamos,  margeando as belas Coloradas, à entrada do parque, onde visitamos o ótimo museu (não perca!).



       
      Depois de conhecer o parque, seguimos até Córdoba, onde ficamos dois dias e entregamos o carro. Como fomos em época de Carnaval, com muitas coisas fechadas, e como a cidade é grande e com várias dicas na internet, prefiro encerrar por aqui o relato dessa viagem incrível! Espero que tenham curtido! 
       
      >Veja abaixo os meus top 10 e as informações de hospedagens<
       
       
      TOP 10 DA VIAGEM
      1 - Cono de Arita (tour de Tolar Grande)
      2 - Campo de Piedra Pomez
      3 - Coloradas e Desierto del Diablo (tour de Tolar Grande)
      4 - Serranía del Hornocal (Humahuaca)
      5 - Parque Nacional de Talampaya
      6 - Parque Provincial Ischigualasto
      7 - Quebrada de las Flechas (Angastaco)
      8 - Ojos del Mar (tour de Tolar Grande)
      9 - Quebradas de Cafayate
      10 - Purmamarca
       
      HOSPEDAGENS
       - San Salvador de Jujuy: Malala Jujuy Hostel - bom. Hostel barato em uma casa antiga com bom ambiente, cama confortável, bom café da manhã (com pães gostosos e frutas) e atendentes atenciosos. O único problema para mim foi o banheiro externo com área de chuveiro muito apertada. A cortina ficava grudando no corpo. $350, quarto para 6 pessoas
      - Humahuaca: Humahuaca Hostal - satisfatório. Super econômico, com quartos não muito espaçosos no caso de quarto para seis, cama confortável, café simples (pães e geleia), ótima área de convivência (se não estiver chovendo) e banheiro limpo, mas um pouco meio sem privacidade. $300, quarto para 6 pessoas.
      - San Antonio de los Cobres: Hosteria La Esperanza - satisfatório. Quarto privativo com cama confortável, banheiro privado, boa localização e café simples (pães, geleia, manteiga e doce de leite). $1200 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Salta: Hostal Namasté - bom. Quarto privativo com cama confortável, excelente atendimento, ótima limpeza. Não tem café da manhã. Um pouquinho distante do centro. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Cafayate: Hostel Esperanto - Fraquinho. Café da manhã simples (pães, geleia e doce de leite), quarto muito quente e com cama estreita, cozinha meio desorganizada. $350, quarto para oito pessoas.
      - Belén: Hostel Bazetta - muito bom. É uma casa que foi transformada em hostel com três quartos com duas camas cada. Há boa cozinha, banheiro bom e tanque na área externa para lavar roupas. Sem café da manhã. $440 por pessoa pelo quarto duplo.
      - Baldecitos: infelizmente perdemos o nome da hospedagem, mas é uma familiar que fica logo na entrada da cidade, próximo de um armazém/restaurante. Achamos muito bom! Super limpa e confortável! Sem café da manhã. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas. 
       
       
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