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O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/02/2020 às 7h15, com chegada em Assunção aproximadamente às 09h00. No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi o processo de migração foi bem tranquilo, até por conta de ser uma simples escala (aproximadamente 8 horas). De lá pegamos um táxi (100.000 guaranis, em torno de R$77) que nos deixou exatamente no Panteão Nacional dos Heróis, de onde iniciamos a visitação na cidade. Além do Panteão, visitamos o Palácio de Los Lopez (apenas a vista externa), Museu Casa da Independência e a Catedral Metropolitana de Assunção (apenas a vista externa). Nota-se a existência de muitas praças nas redondezas. Casas de cambio no local são bem comuns e fáceis de achar. A cerveja Pilsen é a característica da região, a base de Mandioca, muito boa para dar uma degustada. Além dela, tomamos também uma Budweiser 66, mas não chegou nem aos pés da cerveja característica da região.

Fato interessante no Panteão é acompanhar a troca de turno dos guardas do local, pois é uma cerimônia muito bonita de ser vista. Após rodar pelas principais praças, ruas (comercio eletrônico é o forte do local) e feiras, decidimos almoçar; encontramos o Carlito's Way Bar & Restó, assemelha-se a um pub, local muito confortável, preço justo e comida boa. Após o almoço pegamos um Uber até o Shopping Del Sol (32.400 guaranis, em torno de R$25) onde demos uma volta, tomamos um bom café e pegamos outro Uber de volta para o Aeroporto (30.000 guaranis, em torno de R$23).

Nosso voo partiu rumo à Buenos Aires às 18h25, chegando na capital argentina às 20h15. Após chegar no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) pegamos um Uber diretamente para o Siga La Vaca (719 pesos, em torno de R$57) que fica nas dependências do Puerto Madero. Jantamos no local e, sinceramente, despensa comentários. O valor do rodízio por pessoa sai por volta de R$100, com diversos cortes de carne, além de um buffet excepcional, uma bebida inclusa e também a sobremesa.

Após o jantar caminhamos pelo calçadão do Puerto tomando algumas latas de Quilmes, até então pegarmos um táxi para o Aeroparque Internacional Jorge Newbery, onde passamos a noite aguardando o voo para Salta.

Nosso voo partiu rumo à Salta às 05h15, chegando na capital da província às 07h20. A primeira vista ao sair do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Guemes é deslumbrante, com toda a cadeia montanhosa cercando sua vista, realmente de deixar abismado.

Havíamos realizado uma reserva de um carro através do site Rentcars, mas em específico da locadora Rentar Low Cost, a qual a princípio aponta ter um local nas dependências do aeroporto, mas não tem. Apesar disso o carro foi entregue na hora marcada pelo site (08h), mas graças ao auxílio de um outro profissional que entrou em contato com nossa locadora. Na reserva solicitamos um Renault Logan equipado com GPS (inclusive pagamos as diárias do mesmo), porém na entrega foi nos dado um Ford EcoSport sem a presença do navegador GPS, mas por questões de manter o planejamento decidimos seguir desta maneira. Um vacilo foi termos feito a pré-reserva no Brasil e deixar o pagamento para o local, pois com a subida considerável do valor do dólar acabamos gastando mais no aluguel do carro, mas segue como aprendizado para próximas expedições. Em todo caso, indico que analisem outras locadoras que já tenham guichê no próprio aeroporto.

Saímos de lá por volta das 09h e partimos sentido San Miguel da Tucumán, o trajeto todo foi feito pela famosa Ruta 9, em uma totalidade de 311km, levando cerca de 5 horas para chegar. O tempo foi devido algumas paradas em pontos de interesse, postos de combustíveis, mercado e blitz. Neste trajeto paramos em um posto YPF exclusivamente para comprarmos um mapa que abrangesse toda a região do NOA. Isso nos ajudou a tirar algumas dúvidas no trajeto, mas o ponto guia foi o Google Maps, mas somente após Tucumán, onde explicarei mais à frente.

Neste trajeto o único incomodo foi durante uma parada em um posto de controle da Gendarmeria Nacional, onde tivemos problema para abrir o porta mala do carro, além de todos os questionamento dos policiais, conferencia de todos os documentos pessoais e do carro e também revista de todas as malas. Mas ao final deu tudo certo. Observa-se que é muito comum a presença destes postos de controle ao longo das estradas, além dos postos fixos (geralmente nas entradas e saídas de algumas cidades maiores) também existem vários postos pontuais ao longo das rotas nacionais.

Ao chegarmos em Tucumán, o primeiro passo foi achar um Hotel, escolhemos o Hotel del Jardin, pagamos um preço justo, contando com seu café da manhã, estacionamento e também com uma localização muito boa. Fomos então comer algo, onde achamos um Mostaza a duas quadras do hotel, pedi um Mega Doble Cuarto, e, sinceramente, que lanche! Era um domingo, durante a tarde a região central de Tucumán estava muito vazia, então ao voltarmos ao hotel aproveitamos para tomar banho e descansar, pois a noite no Aeroparque tinha sido bem puxada. Após um bom descanso, resolvemos sair para tomar alguma coisa. Em frente ao Burguer King (também a duas quadras) achamos uma Drugstore, foi onde ficamos por algumas horas, aproveitamos a promoção de Quilmes, Brahma e Stella que ali estava rolando. Após algumas cervejas derrubadas, voltamos para o hotel para descansar para a jornada do dia seguinte. Curiosidade simples, mas interessante, é observar os rótulos da cerveja Quilmes e Brahma, onde a primeira exalta o nacionalismo, a pátria e sua excelência na produção, já a segunda exalta a importância de padrões internacionais de produção, dando um contraste interessante para as mesas de bar.

No dia seguinte (02/03/2020) partimos por volta da 09h do Hotel para visitarmos o Museo Casa Histórica de la Independencia, local repleto de aprendizados e que vale a pena visitar. Neste dia estava havendo uma manifestação na região central de Tucuman, devido a isso o transito estava complicado, então paramos em um local proibido para podermos ir ao mercado comprar algumas coisas para comer na estrada, os preços do Carrefour estavam em uma boa média. É legal observar nos mercados algumas etiquetas escritas Precios Cuidados em alguns produtos, isso é uma medida aplicada pelo governo para congelar alguns preços a fim de combater a inflação no bolso do consumidor final. Voltando para o carro foi quando veio a surpresa, uma multa por estacionamento irregular, acontece...

Seguindo então o planejado, abastecemos no YPF (média de 60 pesos por litro – Gasolina Super), vale ressaltar que lá a gasolina é chamada de Daft, aprendi isso na prática ao abastecer pela primeira vez. Após encher o tanque partimos sentido Cafayate. A estrada em si é bem tranquila de dirigir, apenas com alguns trechos de serra que exigem maior atenção, ainda mais quando existem caminhões próximos a ti. Neste trecho realizamos uma parada no Mirador del Rio, um ponto estratégico para umas boas fotos nas correntezas do Rio la Angostura. Pouco tempo depois, chegamos em um ponto chamado El Indio, onde há uma escultura muito notória, ponto alta dessa serrania, além disso, há também uma interessante feira de artesanatos e artefatos locais, vale a pena uma parada. Esse ponto faz parte da cidade de Tafí del Valle, por isso encontra muitos artesanatos que referem ao local em questão.

O trajeto é muito bonito, interessante notar a diferença existente, onde observa-se trechos uma mata muito densa, e pouco a pouco o clima do deserto vai mostrando sua cara. A mudança ocorre profundamente ao passar pelo Dique la Angostura, um enorme lago que situa-se um pouco antes do centro de Tafí. Mais adiante encontra-se uma bela vista panorâmica da região, situada à 3.042m de altitude, ponto bom para algumas fotos e compra de artesanatos (local onde vimos a primeira Lhama). Dali continuamos pela Ruta Provincial 307 até seu final, que encontra-se diretamente com a Ruta Nacional 40, no chamado Colalao del Valle. Um pouco a frente deste ponto encontra-se a divisa provincial Tucuman – Salta. É certeira a presença de postos de controle policial na saída/entrada de fronteiras das províncias, portanto a parada nestes postos acaba virando rotina. Na entrada da província de Salta fomos parados, mas perguntaram questões de praxe, como solicitação dos passaportes/RGs, questões de destinos e afins.

Seguimos pela Ruta 40 até Cafayate, local onde passamos de forma rápida, acessando então a Ruta Nacional 68, palco de locais fantásticos para paradas ao longo do caminho até Salta. O primeiro ponto é a Quebrada de las Conchas. Deixamos o carro na beira da estrada (junto à algumas vans de turismo) e adentramos o local de acesso. Essa parada vale muito a pena, tem uma vista incrível, a caminhada até a beira do rio que cerca essa quebrada é bem tranquila e rápida. Em épocas de seca é possível atravessar o rio sem maiores dificuldades, podendo então adentrar a quebrada e ter uma boa sensação e ponto para fotos. Nessa época de seca observa-se que a maioria dos rios da região encontram-se quase ou totalmente secos, é um cenário espantoso.

A próxima parada nessa mesma Ruta 68 foi o Mirador Tres Cruces, com uma notória parada à beira da estrada. O local é um ótimo ponto para boas fotos, pois a vista realmente é de tirar o folego. No dia em questão estava com pouco movimento de pessoas, sendo ainda melhor para captar boas fotos. Mas como um todo é um local muito movimentado na região.

Mais adiante chegamos no ponto mais comentado da região, El Anfiteatro; após o mirante comentado anteriormente deve-se ficar atento às placas, pois o Anfiteatro não tem uma boa sinalização de parada, com isso, torna-se fácil passar batido por ele. O local tem uma beleza indescritível, suas formações rochosas geram uma acústica incrível. Ao chegarmos lá tinham dois homens tocando e cantando no local, um com um violão e o outro com o violino, foi uma situação incrível de ser presenciada. Para melhorar ainda mais, chegou um casal e, conversa vai conversa vem, eles acertaram com os dois homens que iriam dançar ao som deles. Novamente, que situação incrível de ter presenciado, tornou-se um espetáculo lindo e emocionante.

Após o belo espetáculo, seguimos para o próximo ponto de parada, a Garganta del Diablo, a qual fica à aproximadamente 1km do Anfiteatro. Esse local também tem uma incrível vista, sua formação rochosa gera um ponto afunilado com uma altura estrondosa, muito bela de ser vista e fotografada, daí surgindo seu nome. Ficamos alguns minutos no local observando sua beleza.

Seguimos adiante pela Ruta 68, o caminho é super tranquilo, mas deve-se ficar atento à alguns deslizamentos rochosos que ocorrem nestas estradas, existem várias placas que advertem o condutor. Ao longo do trajeto passamos por mais algumas cidades, mas sempre se mantendo na mesma estrada até chegarmos em Salta. Chegando na capital da província por volta das 19h30, decidimos nos hospedar no Hotel Posada del Sol, localizado em uma boa região do centro e a apenas uma quadra da Plaza 9 de Julio. Após um belo banho decidimos sair para jantar, aproximadamente duas quadras da Plaza 9 de Julio fomos em um restaurante chamado La Higuerilla, e sem dúvidas foi um dos melhores de toda a viagem, atendimento excelente, comida e bebida em um ótimo preço, realmente muito bom. A diária neste hotel estava saindo por volta de R$200, vale a pena analisando que são para duas pessoas, com banheira, ar, café da manhã e ótima localização.

Partimos do hotel por volta das 09h, completamos o tanque no YPF (estava com ¼, saiu o mesmo valor que antes, por volta de R$177). Seguimos então sentido San Salvador de Jujuy, existem duas rotas principais para chegar até lá, a primeira dela e mais utilizada é a Ruta Nacional 34 juntamente com a Ruta Nacional 66, a segunda é através da Ruta Nacional 9, e foi essa que escolhemos. Ela é mais curta e sem pedágios, porém seu trajeto é muito complicado. O trecho é feito em grande parte por região montanhosa, onde mesmo sendo pavimentada a estrada é muito estreita, com diversas curvas sem visibilidade, deve-se rodar com cautela nesta estrada, que apesar da dificuldade é muito gratificante completar este trecho. Assim que saímos do trecho montanhoso da Ruta 9 (próximo de El Carmen) fomos parados em um posto de controle policial, seguindo o mesmo padrão comentado anteriormente. Pouco tempo depois chegamos na capital da província de Jujuy.

Na capital visitamos o Museo Histórico Provincial, existiam outros pontos no roteiro, mas devido horário e reformas não foi possível. Com isso, demos uma volta para registrar fotos de algumas catedrais (em especial a Basílica de Jujuy) e fomos almoçar no Welt, um restobar que fica bem ao lado da basílica, estava com uma boa promoção, por volta de 200 pesos à milanesa + um suco de limao incrível. Após o almoço tiramos mais algumas fotos na Plaza Belgrano, então voltamos ao estacionamento para pegar o carro e partir para a próxima aventura.

De Jujuy nos encaminhamos para a Ruta Nacional 9, de onde seguimos passando por todas as cidades até Humahuaca, decidimos parar em alguns pontos na volta. Durante a rota paramos em um mirante muito bonito (Mirador El Monolito), onde há um retrato de Jesus Cristo no alto do palanque, local bonito para algumas fotos. Vale ressaltar que um pouco antes de Huacalera passa o Trópico de Capricórnio, então no local há um Relógio Solar, caso esteja com tempo vale a pena a parada para registro fotográfico.

Chegamos então em Humahuaca por volta da 16h50. Fomos diretamente em busca de um Hotel, onde achamos o Hosteria Camino del Inca; um local super agradável, com um belo jardim, quarto aconchegante. Pagamos cerca de R$160 na diária, com café da manhã incluso, estacionamento privativo (muitos não contam com estacionamento) e escolhemos esse lado da ponte em especial, pois já é o lado da estrada que leva ao Hornocal, então por facilidade pegamos um Hotel ao lado da estrada.

Após nos acomodarmos no Hotel, saímos para conhecer a cidade. O primeiro ponto que vimos foi o Monumento a los Héroes de la Independencia que fica bem na região central da cidade. É um monumento magnífico, inclusive pode ser visto de diversos pontos da cidade. Ao lado dele existe a Torre de Santa Bárbara, um ponto bonito também. Ao lado destes pontos existe um museu novo, pagamos cerca de 10 pesos para entrar, mas ainda está bem vazio em questão de obras e afins. Na escadaria e na praça são ótimos pontos para comprar de inúmeros tipos de artesanatos. Depois disso resolvemos encostar em uma lanchonete na Plaza Dr. Ernesto Padilla, onde pedimos algumas Empanadas e uma cerveja, foi quando veio a surpresa, nos foi notificado que na província de Jujuy não era permitido beber nas ruas, que se a guarda e/ou polícia turística identificasse nós poderíamos ser autuados. Decidimos então comer algumas empanadas e levar algumas latas para a viagem. Ao lado da lanchonete, com uma senhora que aparentava ter uma idade bem avançada, compramos um saco de folha de coca, pagamos cerca de 10 pesos. Com tudo em mãos partimos rumo ao Hotel.

Chegando no quarto arrumamos algumas coisas para beliscar junto com as cervejas. Lá tomamos as cervejas Salta e Norte. O tempo estava frio, por volta de 10ºC, mas a sensação térmica garantia menos devido as rajadas de vento. Ligamos o aquecedor do quarto e resolvemos sair pela cidade. A cidade a noite é uma mescla, existem locais pouco movimentados, mas também existem diversos que tem um movimento constante. Fomos até o terminal, de onde então encontramos uma feira local. Lá observa-se que a situação é muito precária, com alguns locais de alimentação no início e depois repleto de tendas de venda de roupas e acessórios. Bem no meio do caminho passa um pequeno fluxo de esgoto. Foi notório que várias famílias que vendem ali também fazem do local a sua morada, pois praticamente todas as tendas maiores tinham um local atrás com camas e afins. É um local impressionante! Na volta decidimos parar para comer uma Parmegiana de Lhama no Restaurante Tejerina, já bem próximo da ponte. O local estava bem movimentado, ainda mais por ser dia de jogo, foi um bom jantar, bem caprichado, ficou em torno de 500 pesos para cada.

Chegando no hotel decidimos descansar para poder seguir tranquilos dia seguinte, foi quando a situação mais complicada da viagem começou. Devido à altitude e também com o aquecedor ligado a horas o ar dentro do quarto acabou ficando muito seco, então realmente foi uma noite complicada para dormir. Além disso, durante a madrugada acordamos com um barulho intermitente de sirene, onde prevaleceu em intervalor por mais de 30 minutos, ouvimos algumas conversas sobre estarem atrás de uma pessoa na região, e nisso acordaram a todos. Apesar das dificuldades o conforto do quarto proporcional uma noite sem frio.

Acordamos na manhã seguinte, tomamos um café muito bom e partimos por volta das 08h40 para El Hornocal. Rodamos aproximadamente 24km (40 minutos) para chegar no mirante, fomos os primeiros no local. Lá é cobrada uma taxa por veículo, em nosso caso pagamos 80 pesos para adentrar ao local. Realmente é uma vista deslumbrante, foi o ponto mais alto da viagem (4.350 metros de altitude). O carro fica bem no mirante, mas dá para descer o terreno até uma ponta da montanha, vale a pena para ter uma vista ainda mais privilegiada. Pelo local estar bem vazio pudemos passar próximos de alguns Guanacos. Este ponto também é conhecido por Cerro de 14 Colores, devido coloração da serrania, porém ela pode ser melhor observada em determinadas horas do dia, pois a posição do Sol influencia diretamente a existência de sombras em alguns trechos. Fizemos um mate, tiramos incontáveis fotos e então partimos para o próximo local. Saímos de lá por volta das 11h, sendo que enquanto descíamos a serra diversos carros e vans estavam subindo para visitar o local, observando que realmente é muito movimentado.

Partimos para a cidade de La Quiaca, a famosa fronteira com a Bolívia. Chegamos lá entorno das 14h. Decidimos nos hospedar no Hotel Refugio del Sol, um local que já havíamos visto anteriormente, realmente vale a pena, o quarto é muito aconchegante, os donos são bem receptivos, ao lado do hotel tem um restaurante do mesmo dono. Nele nós pagamos R$200 na diária, apesar do valor ser um pouco elevado realmente compensa. O Hotel tem um estacionamento, mas decidimos deixar o carro na frente mesmo, a região aparentava ser bem tranquila. Após um belo banho e alguns minutos de descanso, decidimos ir para Villazón, foi quando nos encaminhamos andando para a Puente Internacional La Quiaca; a passagem para a Bolívia foi bem tranquila, apenas carimbaram a saída sem questionamento, a entrava na Bolívia também, após falarmos que apenas daríamos um volta na cidade e depois voltaríamos para a Argentina eles nem carimbaram a entrada. Lá achamos uma casa de câmbio, então demos uma volta pela região. Realmente é uma cidade totalmente comercial, os preços das malhas, tecidos, roupas e afins é muito atrativo, quem vai no intuito de realizar algumas compras vai se dar bem. Observa-se muitos ônibus vindos de outras regiões da Argentina para realizarem compras. Lá encontramos uma senhora que fazia um Pollo & Papa Cone, pagamos cerca de 15 bolivianos nos dois cones. Uma dica importante para essa região é a questão de fotografia, eles tem a crença de que uma foto pode roubar a alma de uma pessoa, portanto apenas tire fotos específicas de pessoas com devida autorização, caso contrário com certeza será advertido. Demos umas uma volta, compramos algumas coisa básicas e resolvemos voltar. Compramos uma Empanada na ponte, mas apesar do preço atrativo não recomendo. Para passar na migração argentina foi meio chato, nos fizeram diversos questionamentos, mas após comentarmos sobre o Hotel que estávamos hospedados a entrada foi concedida. No raio X passamos sem a verificação, pois o nível de compra que estávamos em mãos era totalmente pequena comparada ao que passa comumente por lá. Demos mais uma volta na cidade, passando pela Cartel La Quiaca – Ushuaia, a famosa placa que indica a distância até Ushuaia, o outro extremo do país. Chegando no hotel demos uma enrolada e decidimos ir jantar no restaurante de lá mesmo. Pedi uma Milanesa com Papas Fritas, interessante de provar o mesmo prato em diferentes lugares é observar a diferença de sabor. Para for lá é legal provar o Lomo a la Frontera, um prato típico dessa região fronteiriça. Tomamos algumas Norte e fomos então dormir.

Na manhã seguinte tomamos um bom café da manhã no Hotel e saímos às 09h rumo à Tilcara, descemos então diretamente pela Ruta Nacional 9 até chegarmos na cidade de Tilcara. Neste caminho há um enorme posto de controle da Guendarmería Nacional, por conta de ser a rota de saída da Bolívia. Passamos por ele sem ser parados, mas notou-se que o controle é muito rígido, principalmente para quem está com grandes volumes de carga, onde os policiais verificam todas as malas, mochilas e ônibus. Lá em Tilcara é bem tranquilo de achar um local para estacionar, mas sempre há uma taxa equivalente ao nosso Zona Azul. Visitamos o Museo Arqueológico Eduardo Casanova, depois o Jardín Botánico de Altura e, por fim, o famoso Pucará de Tilcara. O interessante de deixar o Pucará por último é que os outros complementam de alguma forma a experiência que vai viver lá. O Pucará realmente é um local bom para passar um tempo razoável, fazer os dois caminhos, tirar muitas fotos, e na saída há também um local de venda de artesanatos.

Saímos de Tilcara pela Ruta Nacional 9 e fomos até seu encontro com a Ruta Nacional 52. Deste ponto chegamos então em Purmamarca¸ uma pequena cidade da província de Jujuy que conta com aproximadamente 2.000 habitantes. Chegamos lá e já pegamos um Hotel, escolhemos o Hosteria El Viejo Algarrobo, quarto bem pequeno mas com tudo que é necessário para passar uma boa noite. Pagamos a diária R$130, preço justo, incluindo o café da manhã. O carro deixamos na frente, na rua mesmo, sem maiores problemas. Bom comentar que o Wi-Fi do local não funcionava, mas na praça ao lado tem Wi-Fi livre, portanto caso ocorra dá para se virar em urgência.

Aproveitamos o dia e fomos visitar o Cerro de los 7 Colores, pagamos um valor simbólico para acessar o local. A vista frontal da montanha é realmente linda. Junto a isso saímos e fomos direto ao Paseo de Los Colorados, porém fizemos um caminho alternativo, na caminhada, ou seja, cortamos caminho em alguns momentos do circuito. Caso queira ir de carro é possível pelo caminho convencional. Finalizando o passei no final da tarde, decidimos então ir tomar umas cervejas e, mesmo sendo na província de Jujuy, deu pra tomar umas brejas nas mesas do Café El Algarrobo que estavam na praça. A Plaza 9 de Julio de Purmamarca concentra muitos comerciantes de artesanatos, assim como as ruas que a cercam. Foi o local onde mais comprei, tanto devido às variedades como em relação aos preços, os quais estavam melhores que em outras cidades da região. Fomos então procurar um local para jantar, onde achamos o Sabores del Norte, um restaurante próximo da praça, muito gostoso, com um preço justo, música ao vivo, foi um bom momento, a interação com o público foi bem interessante. Após uma bela milanesa fomos então para o Hostel.

Acordamos por volta das 08h para mais uma jornada. Saímos do Hostel às 09h, pegamos a Ruta Nacional 52 e partimos rumo Salinas Grandes (67km). A estrada é bem tranquilo, com muitos Caracoles, com vistas de tirar o folego. Em um ponto da estrada chegamos no Monolito Cuesta de Lipan, um mirante à 4.170 metro de altitude, onde tem algumas bancas de artesanato com materiais muito interessantes, ótimo local para compra de lembranças. Seguimos mais adiante até a Salinas, onde para no segundo acesso (após passarmos por todo o trecho da Ruta cortando o local). Lá encontramos a guia Fabi, a qual nos acompanhou Salinas adentro. O preço do tour foi 400 pesos por pessoa. Durante o passeio ela contou muitos detalhe sobre a Salina e sobre a região como um todo, tirando várias fotos espelhadas, de perspectiva e afins. É um passeio que para quem vai ao local deve ser feito com certeza, vale a pena. Recomendo fortemente usar óculos de sol, pois o branco do sal reflete fortemente a luz solar, parecido com o que ocorre na neve.

Após o passeio na Salinas pegamos as Rutas e dirigimos diretamente até Salta, onde seria nossa reta final. Em Salta nos hospedamos no mesmo Hotel que da última vez, o Posada del Sol. Chegamos e fomos diretamente ao Mostaza comer aquele lanche no capricho, depois pegamos algumas cervejas Iguana e Quilmes para tomar no Hotel. Nesse dia estava havendo uma manifestação religiosa contra o aborto, então a Plaza 9 de Julio estava bem cheia de católicos devido à realização da missa. Nesse meio tempo fomos jantar no Resto Bar Madero, ao lado da Plaza, o prato não vale tanto a pena, a cerveja é muito cara, mas como na província de Salta também é proibido beber nas ruas a cerveja acaba sendo encontrada mais em restaurantes mesmo. O jantar saiu por volta de 500 pesos para cada.

No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos para o passeio do Tren a Las Nubes. A van sai da estação de Salta, no local há algumas vagas na rua, bem na frente da estação, o flanelinha cobra 150 pesos e dá uma autorização válida até às 20h, fiquem ligeiros, pois na volta haverá outro flanelinha querendo cobrar o mesmo valor novamente. A van saiu às 07h, o trajeto até San Antonio de los Cobres é bem cansativo, existem algumas paradas no caminho, onde ocorre um café da manhã e bons pontos para fotos. É um passeio bem histórico, onde os guias contas muitos fatos interessantes ao longo do trajeto. Chegando lá por volta das 11h, onde fomos diretamente ao trem. O passeio do trem dura aproximadamente 1h entre ida e volta. A única parada para descida é no famoso Viaducto La Polvorilla (4.200 metros de altitude), onde ocorre uma cerimônia de canto do hino nacional argentino e hasteamento da bandeira, local onde também há uma série de comerciantes que vendem alguns tipos de artesanatos. Após uma parada de 15 minutos o trem começa a retornar para San Antonio de los Cobres. Na volta almoçamos no Restobar El Malevo, onde comemos e tomamos algumas cervejas para nos preparar para a volta. A parte mais cansativa foi a volta para Salta, o trajeto realmente é muito cansativo. Nesse dia chegamos no Hotel e capotamos.

Dia seguinte foi de turismo na região de Salta mesmo, fomos ao Museo Histórico del Norte, Cabildo, algumas catedrais por Salta, e o principal, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que sem sombra de dúvidas foi o melhor museu visitado em toda a viagem, conhecer a história por trás do Vulcán Llullaillaco, realmente é imprescindível visita-lo. O jantar desse dia foi uma parrila no Terraza Grill, com um custo de 400 pesos por pessoa, bem caprichado, vale a pena. Nesse dia o Boca ganhou a Super Liga Argentina em uma disputa indireta com o River, dessa maneira as ruas de Salta e a Plaza ficaram totalmente lotadas de torcedores, o clima na capital da província ficou incrível (perdi a conta de quantas pessoas estavam tomando cerveja em garrafas de refrigerante vazias). Na volta para o Hotel entramos em uma cassino para dar uma olhada, mas não foi muito atrativo.

No último dia em Salta ficamos mais tranquilos, fomos ao Cerro San Bernardo, subimos com o famoso bondinho da região, um passeio bem tranquilo que vale a pena ser feito. Lá no alto tem uma feira de artesanatos muito boa. Demos uma volta em feiras de rua, comemos um belo Dog na feira próxima ao bondinho e aproveitamos para arrumar as coisas para o retorno. A noite jantamos na Unión Sírio-Libanesa, um jantar muito bom e regado a muitas cervejas.

Dia seguinte estávamos de pé bem cedo, entregamos o carro no Aeroporto de Salta às 07h10, nosso voo saiu 09h15, chegando em Buenos Aires aproximadamente às 11h10. Lá perdemos muito tempo tentando pedir um Uber nas redondezas do aeroporto, sendo que no final acabamos utilizando o corriqueiro sistema de táxi do aeroporto.

Neste ponto almoçamos, demos uma volta, fizemos algumas compras simples. Visitamos ainda a Casa Rosada, Cabildo e o Obelisco. Fomos ao Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, pegamos o voo às 19h10, chegando em Guarulhos às 22h do dia 10/03/2020.

Ao todo foram 1837,2 quilômetros rodados ao longo destes dias.

É uma região que com certeza voltarei mais vezes para mais explorações. 

 

 

 

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2 horas atrás, gusbarbosa2 disse:

O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/03/2020

Acho que esta data está errada, rs!

 

Essa região norte da Argentina é maravilhosa, estive por uma semana em Jujuy em julho do ano passado, e depois seguimos ao Atacama. Fomos de carro desde o Brasil, foi umas das melhores viagens da minha vida!

Ainda quero voltar tb pra conhecer a região dos vinhos em Cafayate, explorar a Ruta 40... enfim, ainda tenho muitos planos pra Argentina tb!

:)

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@Juliana Champi @Juliana Champi Boa, Juliana kkkk Está errada sim, peguei o voo 29/02/2020, retornei 10/03/2020. Valeu pela observação. 

A Argentina é realmente um local maravilhoso, com infinitas possibilidades de viagens. Uma ideia para próximas trios é seguir o que tu falou, sair de carro desde o Brasil, melhorar ainda mais a viagem@Juliana Champi

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@gusbarbosa2 Conheço tudo isso há anos ,mas de ônibus,era meu caminho a Santiago por San Pedro e Antofagasta.

Como esta a ruta que vai de Paraguay a Salta,cheia de buracos,como sempre?

Você foi ver o museu da múmia na praça central de Salta.Qual a múmia estava em exposição,pois eles mudam sempre?Para mim é o mais interessante da cidade.

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      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electrónico: [email protected]
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      Contatos importantes
      Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são:        
      Ambulâncias: 107       
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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      Links uteis:
      OS LINKS ESTÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO DO VÍDEO.
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      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
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    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      Tô com uma dúvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restrições de entrada de brasileiros nos países estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconteça mas, ainda com uma política de vacinação melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por lá também. Gostaria de saber o que vocês acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois não estou vendo melhoras na situação atual e temos muito a perder se tomarmos as decisões errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
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