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Bora viajar?

VOLTA COMPLETA EM ILHA GRANDE – FEVEREIRO/2022!

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INTRODUÇÃO

Olá pessoal, eu sou o Alan, e como havia comentado em outras postagens, tinha planejado uma viagem até o Rio de Janeiro para fazer o trekking ao redor da Ilha Grande, qual pertence ao município de Angra dos Reis.

Comigo nesta viagem, tive a companhia do meu irmão e de mais quatro amigos.

A ideia de fazer esse trekking surgiu devido a pandemia, que nos impediu de direcionar os esforços para efetuar o Circuito O de Torres del Paine, no Chile, e para não ficarmos parados por mais um ano, buscamos uma alternativa nacional que não exigisse um investimento tão significativo.

Como estávamos em um grupo relativamente grande, tivemos algumas reuniões antes da viagem para decidirmos diversos pormenores, e tentar encontrar um acordo em relação ao o que esperávamos disso tudo.

A primeira decisão foi, naturalmente, escolher o período para viajarmos, qual ficou, após vasta pesquisa de preços de passagens aéreas, definido para os dias 03 de fevereiro até 12 de fevereiro de 2022.

Eu havia pesquisado sobre a melhor época de visitar a ilha com o intuito de fazer trekking, e estava consciente que apesar de fevereiro ser um mês quente, haveriam grandes chances de chuvas de verão, mesmo assim, foi a época que nos apresentou o melhor período considerando as limitações individuais de cada integrante do grupo.

Feito isso, começamos a nos organizar para a viagem!

 

PLANEJAMENTO

Como falei anteriormente, o objetivo dessa viagem era efetuar a ‘volta a ilha’, um percurso de aproximadamente 130km com uma altimetria razoável – queríamos inclusive visitar eventuais pontos de interesse que houvessem no caminho, e em especial, além da volta, entrar na Gruta do Acaiá, subir o Pico do Papagaio e conhecer Lopes Mendes (ambos não fazem parte da volta a ilha).

Acho importante frisar que existem diversas regras em Ilha Grande por se tratar de um parque nacional e também estadual, como por exemplo, de não poder acampar em qualquer lugar, restringindo assim as possibilidades de roteiro.

Para isso, reservamos um total de 10 (dez) dias de viagem, sendo que o primeiro e o último serviriam quase que exclusivamente para fazermos o translado de ida e volta até nosso destino.

Do saldo de 08 (oito) dias, decidimos distribui-los da seguinte forma: 05 (cinco) dias para a volta na ilha, 01 (um) dia de folga em Aventureiro, e 02 (dois) dias em Abraão para, de lá, subir o Pico do Papagaio e conhecer Lopes Mendes.

Estaríamos levando toda a comida e equipamento necessário para toda a volta e os demais dias.

Durante minhas pesquisas, soube que haviam campings que ofereciam barracas e refeições, mas no intuito de reduzir ao máximo a despesa (e também ter a experiência de uma travessia autônoma), insistimos no plano inicial de levar tudo que usaríamos (só utilizaríamos esse serviço caso algum imprevisto ocorresse – como salvaguarda).

Havíamos decidido que faríamos tudo da forma mais independente possível, dessa forma, estaríamos usando nossos próprios fogareiros durante a viagem – porém tivemos que mudar nossos planos quanto a isso pois não poderíamos estar despachando cartuchos de gás nos voos, e não tive qualquer sucesso em encontrar alguma loja em Ilha Grande (antes de irmos) que estivesse comercializando esse item (liguei para vários estabelecimentos, conversei com guias e proprietários de campings). Na dúvida, para não arriscar, decidi entrar em contato com cada camping que havia reservado espaço questionando-os se eles possuíam cozinha compartilhada, e como todos confirmaram, decidimos levar os fogareiros e tentar achar cartuchos de gás no nosso primeiro dia em Abraão, e se não achássemos, usaríamos as cozinhas compartilhadas.

Antecipo que, como havíamos planejado, fomos atrás de cartuchos de gás em Abraão no primeiro dia e, depois de procurar em todos os cantos possíveis, não achamos qualquer loja que vendesse esse produto (a maioria das pessoas nem sequer sabia o que era um cartucho de gás).

 

RESERVAS E AUTORIZAÇÃO

Alguns dias após a compra de nossas passagens, qual fora em novembro de 2021, tivemos a surpresa que a Gol havia cancelados algumas rotas e isso havia trazido alguns prejuízos para nosso planejamento inicial.

Precisei entrar em contato com a Gol, e após algumas tentativas, tive sucesso em reagendar os nossos voos nas mesmas datas, porém em horários diferentes.

Com medo que isso poderia acontecer novamente, decidimos deixar todas as confirmações das demais reservas para as vésperas da viagem (pois em alguns casos precisávamos pagar um sinal de garantia).

Assim que tivemos a certeza, primeiramente fui atrás de uma empresa que pudesse efetuar o translado do aeroporto (GIG) até a Ilha Grande.

Encontramos a empresa Easy Transfer, qual nos buscava em um horário predefinido no aeroporto e nos levava até Conceição do Jacareí, onde de lá pegaríamos um barco até Abraão – o deslocamento todo estava anunciado em 02:30 horas, e havia desconto comprando a ida e volta simultaneamente.

Por garantia, entrei em contato com os campings antecipadamente buscando meios de reservar nossa estadia nos dias específicos.

DIA

LOCAL

CAMPING

VALOR

1 – 2

ABRAÃO

ALFA CAMPING

50,00

2 – 3

BANANAL

CAMPING DA CRISTINA

40,00

3 – 4

ARAÇATIBA

CAMPING DO BENÉ

35,00

4 – 5

AVENTUREIRO

CAMPING DO LUIZ

40,00

5 – 6

AVENTUREIRO

CAMPING DO LUIZ

40,00

6 – 7

PARNAIOCA

CAMPING DA JANETE

40,00

7 – 8

ABRAÃO

ALFA CAMPING

50,00

8 – 9

ABRAÃO

ALFA CAMPING

50,00

9 – 10

ABRAÃO

ALFA CAMPING

50,00

 Estarei falando melhor do serviço da Easy Transfer e de cada camping mais abaixo durante o relato de viagem.

Além das reservas, precisei ir atrás de uma autorização para poder passar pelas faixas de areia da Praia Sul e Praia Leste, entre Aventureiro e Parnaioca, pois elas estão dentro de uma área protegida e legalmente proibida de ser acessada.

Enviei um e-mail formal para secretaria.peig@gmail.com identificando o grupo e apresentando o nosso interesse, fiz isso mais de um mês antes da viagem. Precisei reenviar este mesmo e-mail outras três vezes (semanalmente), pois nunca obtinha retorno.

Com medo de não conseguir a autorização, acessei o site oficial do órgão responsável http://www.inea.rj.gov.br/ e tentei contato (por muuuitas vezes, em dias e horários diferentes) através do número anunciado na página (sempre chamava até cair, nunca tive sucesso nesse canal).

Já estávamos convictos que não teríamos autorização, e teríamos que ‘dar um jeito’ para atravessar aquela parte da ilha – porém uma semana antes da viagem recebi retorno dos e-mails que enviei, nele vinham instruções e a solicitação de uma série de documentos do grupo. Providenciei tudo no mesmo dia e enviei de volta, solicitando ainda que a autorização, caso concedida, nos fosse enviada por meio digital, visto que estávamos nas vésperas da viagem e não seria prático termos que busca-la em qualquer lugar.

Um dia antes de embarcar recebi um e-mail com a autorização anexada em PDF, apresentando os nomes e os respectivos CPFs de cada membro do grupo que fora autorizado. Das condições impostas, teríamos que recolher lixo na Praia Sul enquanto passássemos por ela.

Editado por Alan Rafael Kinder

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9º DIA – SEXTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2022
ENSOLARADO
ABRAÃO > LAGOA AZUL / LAGOA VERDE / GRUTA DO ACAIÁ > ABRAÃO

Em nosso último dia líquido em Ilha Grande, novamente acordei cedinho e fui aproveitar o centro da vila, assim como fiz no dia anterior.

Pretendia tomar um bom café da manhã na padaria que havia encontrado no dia anterior (e que pedi qual o horário que estaria abrindo hoje) – porém diferente do que me foi dito, ela demorou muito mais para abrir, e mesmo quando finalmente começou a atender, não havia nada se não café para servir (o restante das coisas estava sendo preparado, com previsão para às 08:30 horas).

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Enfim, como meus planos não deram certo, retornei para o camping e fiz meu próprio café da manhã (felizmente hoje a cozinha havia sido aberta mais cedo).

Depois, como sempre, aguardei os demais irem acordando, e quando todos estavam prontos, decidimos ir atrás de um passeio até a Gruta do Acaiá.

Depois de uma procura, encontramos em uma agência um barco que fazia um roteiro que chegava até o nosso destino, mas também parava em outros dois pontos pelo caminho – a Lagoa Azul (qual passamos de barco lá nos primeiros dias), e a Lagoa Verde (que já tínhamos passado um dia inteiro).

Concordamos em pegar esse barco e nos organizamos indo até o mercado comprar algumas coisinhas, e depois esperando no cais o momento do embarque.

Compartilhamos o barco com outras pessoas – um casal de São Paulo, mãe e filho que falavam espanhol, e três alemãs.

O passeio foi divertido, e junto com o capitão tínhamos um guia turístico que tentava (apesar do barulho do motor) explicar o que estávamos vendo.

Nossa primeira parada foi na Lagoa Azul, com um sol forte que trazia todo o esplendor do lugar à vida. Ficamos um bom tempo lá. Eu mesmo não entrei muito na água, fiquei lá fora curtindo a paisagem e sentindo a energia do lugar.

Não demorou muito e seguimos para a segunda parada – a Lagoa Verde, qual já havíamos visitado antes.

Dessa vez a maré estava muito baixa, e o lugar parecia outro (particularmente eu achei mais bonito na primeira vez que estivemos ai).

Como a galera já tinha curtido esse espaço, ficamos lá de boas, uns aproveitando e outros apenas esperando, até dar a hora de irmos para o último destino do passeio.

Para chegar na Gruta do Acaiá, tivemos que atracar num costão rochoso com pneus protegendo o barco, caso este fosse empurrado pelas ondas.

Não é nada complicado, mas é preciso ter um pouco de agilidade e confiança para dar o passo da embarcação até o pneu, e logo sair de lá.

Depois que todos desceram, o guia nos deu uma baita aula sobre sambaquis (interessante, mas também tediosa), e então pagamos a entrada aos proprietários do local.

Seguimos até a entrada da caverna, e lá recebemos uma série de instruções de como teríamos que nos deslocar pela gruta.

Parecia exagero, mas sinceramente fiquei surpreso pela dificuldade desse acesso.

Enquanto ouvíamos as instruções, eventualmente uma forte lufada de vento saia pela boca da gruta – o guia explicava que conforme o movimento do mar, a lagoa subterrânea se enchia de ar e impulsionava-o para fora, como um pulmão.

Pois bem, chegada a hora de entrarmos, fizemos uma fila indiana, e começamos descendo uma série de escadas de bambu (devidamente amarradas e firmes), por uma descida vertical irregular de cerca de seis metros.

Já adianto que pessoas com claustrofobia, com problemas de mobilidade, ou gordas/obesas muito provavelmente teriam problemas severos nessa experiência.

Após a descida das escadas, nos deparamos com um corte entre duas rochas, em um ângulo de cerca de 50 graus, com um leve sobressalto onde se podia pisar para não escorregar, e uma distância de cerca de 70cm entre as duas pedras (qual variava para mais e menos em sua extensão) – que seguia por uns seis metros, e depois ficava mais branda (com menor declive e maior distância até o teto) por outros quatro metros.

É meio difícil explicar, mas era preciso se arrastar por essa fenda. E eu, que tenho 192cm, dei diversas cabeçadas no teto. Saí de lá com diversos cortes nas pernas e pés, e também nos cotovelos.

Mas voltando, após esse deslocamento de dez metros, chegamos em uma nave bem larga, estimo que tinha uns vinte metros, e a altura nesse ponto permitia ficar sentado (porém bastava uma levantada para dar outra cabeçada). A pedra no chão seguia em declive leve até uma lagoa que brilhava verde – a única luz de todo o lugar.

Segundo o guia, só existe um outro lugar no mundo que apresenta as mesmas características da Gruta do Acaiá.

Você não precisa de guia para visita-la, mas como estávamos com um, e nosso grupo era relativamente grande, ele começou a coordenar o pessoal para que todos pudessem aproveitar o espaço – e especialmente bater fotos.

Eu achei essa condução bem limitadora, não gosto de atividades guiadas por diversos motivos, e no fim, acabei curtindo a experiência, mas desisti completamente de tentar registra-la em fotos.

De toda forma, valeu muito a pena, mas teria sido muito melhor em um grupo menor e talvez não guiado.

Após isso, retornamos pela passagem – devo salientar que a volta é mais complicada, pois agora precisávamos fazer uma força extra pra vencer a subida pela fenda (que tinha que ser percorrida da mesma forma que a vinda).

Ao final do grupo todo tinha saído, e nos dirigimos até a área de embarque (que era uma pedra que corria até o mar, de forma bem íngreme). Lá haviam sido adaptados dois ‘chuveiros’ para que as pessoas pudessem se lavar antes de entrar na embarcação.

E por fim, pegamos o barco, que durante o retorno nos levou até uma praia (que não recordo do nome) bem pequena, mas bonita. Ficamos lá por um tempo. Eu mesmo só fiquei esperando, não havia o que fazer.

E depois embarcamos novamente para irmos até uma praia com um restaurante estruturado qual nos serviria o almoço (perto das 15:00 horas). Naturalmente, como podem imaginar, esse procedimento era bem direcionado (o capitão nos pediu ainda no barco para reservarmos os pratos, de forma que ele estaria pedindo-os antecipadamente para quando chegarmos, sermos logo servidos). Os preços eram altos, mas não absurdos.

Nesse trecho pegamos muita chuva, e a temperatura caiu horrores, ficando muito frio.

Chegamos então na dita praia, com um grande restaurante pé na areia, e lá ficamos e nos empanturramos.

Depois disso, de volta à embarcação, finalmente retornamos para Abraão, mas não sem antes pegar mais um bom tanto de chuva e frio, mas felizmente perto do cais de Abraão a chuva já havia largado mão de nós.

Chegando lá, e de certa forma, concluindo nossa última atividade relevante dessa viagem (tínhamos ainda o resto do dia para curtir, e foi muito bem aproveitado), me deparei com uma cena lamentável onde um jovem casal (possivelmente americano) era abordado por um homem vestindo uma camisa de ‘agente autorizado’ negociando um deslocamento de barco até Praia Vermelha pelo valor de R$ 500,00 reais. Naturalmente, para estrangeiros, o valor exorbitante talvez não parecesse tão agressivo, com suas moedas valorizadas, mas mesmo assim presenciar essa má fé me fez sentir desolado.

Apenas para ilustrar tal discrepância, nosso grupo pagou, individualmente, R$ 160,00 para fazer um roteiro três vezes mais extenso, e que envolvia paradas para aproveitar determinados lugares.

Enfim, depois disso tudo voltamos para o camping e nos arrumamos com calma para nossa última noite.

Meus amigos que haviam jantado em outro lugar no dia anterior sugeriram irmos lá novamente – um bar que ficava distante percorrendo a praia de Abraão, num canto que haviam outras casas de evento com muros altos e música ao vivo.

A que decidimos visitar chamava-se Che Lagarto, e prometia musica eletrônica a partir das 20hrs (e combo de caipirinha até o mesmo horário).

Chegamos cedo, pedimos as bebidas e os lanches, e curtimos o espaço que era administrado por argentinos (também havia uma pousada no mesmo local).

Foi uma noite muito agradável, e valeu como uma boa lembrança de nossa viagem.

Depois voltamos de boas, e basicamente caímos na cama.

Editado por Alan Rafael Kinder

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10º DIA – SÁBADO, 12 DE FEVEREIRO DE 2022
ENSOLARADO
ABRAÃO > GIG > NVT

Enfim, o último dia!

Acordei um pouco mais tarde que o habitual hoje, mas ainda mais cedo que os demais.

Esperei meu irmão levantar e decidimos ir tomar um café naquela padaria do dia anterior (mas dessa vez esperei dar 08:30hrs).

Depois disso voltamos e ajeitamos nossas coisas, desmontando o acampamento pela última vez e organizando nossas coisas já pensando no embarque e despacho da bagagem no aeroporto.

Tínhamos que estar na frente do cais aí pelas 09:45hrs, então alinhei tudo para chegar lá ainda mais cedo, só por garantia.

Cheguei lá com meu irmão e amiga, enquanto aguardávamos os outros chegarem também (novamente, em cima do laço).

Em todos os dias, e em tudo que havia sido negociado e reservado, eu mandava mensagem no dia anterior confirmando nossas reservas – e dessa mesma forma, verifiquei os horários e o nome da pessoa que estaria nos recebendo para encaminhar o serviço de transfer marítimo, e posteriormente rodoviários até o Galeão.

O procedimento foi todo bem tranquilo (ganhamos pulseiras de identificação), assim que embarcamos fizemos o trajeto de retorno, e como esperado, o motorista estava nos aguardado (junto com outros passageiros, todos estrangeiros), e assim fizemos nosso retorno até o aeroporto.

Lá logo que chegamos buscamos os guichês da Gol para efetuar o checkin o quanto antes, e também oportunizar o despacho das bagagens (acabei esquecendo o isqueiro na bagagem despachada, comentei com a menina que estava me atendendo, e ela disse que não precisaria me preocupar).

Eu imaginei que iriam abrir a mochila ou rasga-la para remover o item proibido, mas na real quando a retirei em Navegantes ela estava impecável.

Voltando ao Galeão, depois do despacho, buscamos um lugar para almoçar, e depois nos dirigimos para a área de embarque, e lá ficamos de boas esperando o horário estipulado.

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Fim de viagem, o retorno foi bem tranquilo, e chegando em Navegantes fomos recepcionados por meus pais e também os de um amigo que também estava conosco neste passeio.

Editado por Alan Rafael Kinder

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ADEQUAÇÕES DURANTE O TREKKING

Bom, caso você tenha lido o relato até aqui, é muito provável que tenha notado que a viagem que foi planejada foi diferente daquela que acabamos fazendo.

O que especificamente aconteceu foi que alguns do grupo não haviam se preparado o suficiente para encarar o trekking – e dito isso, tivemos que adaptar algumas vezes nosso roteiro para ocupar os dias e tão quanto conseguir ao menos dar a volta na ilha como planejado.

Logo no segundo dia tivemos que contratar uma embarcação para nos levar os quilômetros finais da trilha (de Saco do Céu até Bananal, ignorando completamente a curva pela costa entre esses dois locais). Tivemos a oportunidade de passar pela Lagoa Azul e vê-la ao final do dia, que estava muito bonita.

No terceiro dia foi contratada uma embarcação que nos levou de Bananal até Araçatiba, anulando completamente os quase 18km previstos para o dia. De certa forma isso foi positivo pois nos deu o saldo deste dia para curtir a Lagoa Verde com calma.

No quarto dia foi contratada uma embarcação que nos levou de Araçatiba até Aventureiro, nos fazendo pular alguns lugares bacanas no caminho como Praia Vermelha e Provetá, mas novamente nos economizando tempo, qual usei para lavar toda a minha roupa, e curtir a Praia de Aventureiro com calma.

No sétimo dia quase que foi pego uma embarcação também em Dois Rios, mas felizmente não havia ninguém que se disponibilizava a fazer o percurso, obrigando o grupo a caminhar o trecho até Abraão.

Então, parece muito claro que, infelizmente, uma fração significativa do grupo não estava disposta a caminhar, apesar deste ter sido o motivo de termos decidido e nos preparados para essa viagem. Desta forma, no oitavo ou nono dia tínhamos nos programado para subir o Pico do Papagaio, que naturalmente logo foi descartado, mas oportunizamos o dia agora livre para contratar um serviço que havia nos levados para conhecer a Gruta do Acaiá (qual ficara de fora por não termos feito o caminho a pé no quarto dia).

Todas essas mudanças interferiram na forma como eu enxergo essa viagem, de forma que eu nem consigo dizer que foi efetivamente uma volta a ilha caminhando (pois uma parcela significativa foi feita com barcos).

Mas mesmo assim, não digo que não tenha sido uma experiência agradável, apenas que isso tudo acabou nos custando um bom tanto a mais, pois cada deslocamento de barco ou passeio não previsto havia seu preço.

 

DESPESAS TOTAIS APROXIMADAS

Conforme havia mencionado, eu tinha todas as despesas previamente compiladas antes mesmo de embarcar, pois estava levando tudo o que precisava para concluir a viagem dentro da cargueira.

O valor era de R$ 1.487,92 reais – mas também levei mais uns R$ 800,00 reais em notas para eventualidades (o que se provou muito útil).

Muito do que levei para a viagem acabei vendo que era excesso, especialmente na questão da comida, que sinto ter extrapolado demais. Mas estou aqui demonstrando as despesas reais que tive com a minha experiência.

Como também já dito, nossa viagem tomou uma guinada diferente devido a questão dos deslocamentos com barcos, qual me custou R$ 216,67 ao total.

DESCRIÇÃO

VALOR

Fast Boat (Saco do Céu até Bananal)

R$ 66,67

Escuna (Bananal até Araçatiba)

R$ 50,00

Fast Boat (Araçatiba até Aventureiro)

R$ 100,00

 

Além disso, nos dois últimos dias fizemos dois passeios que custaram R$ 200,00 ao total.

DESCRIÇÃO

VALOR

Escuna (Abraão até Praia do Pouso) Lopes Mendes

R$ 40,00

Fast Boat (Lagoa Azul, Lagoa Verde e Gruta do Acaiá)

R$ 160,00

 

Eu não mantive um controle preciso de despesas pontuais, como eventuais bebidas e também lanches quais eu consumi durante a viagem – sei apenas que gastei todo o dinheiro (R$ 800,00) de reserva que havia levado, entretanto nisso existem despesas com os barcos e passeios (mas parte foi paga com cartão de crédito). Todavia, não acho que valha contabilizar isso como despesa de viagem, pois é algo muito individual.

Dessa forma, na prática, a despesa total dessa viagem, desconsiderando custos com bebidas e comida extra (mimos), foi de R$ 1.904,59!

 

CONCLUSÃO, DICAS E SUGESTÕES

Bom, a primeira dica que posso dar pra qualquer pessoa que quiser replicar essa viagem (nos termos que eu apresentei aqui) é de selecionar bem o grupo que participará dessa experiência.

Não tem a ver com questão de amizade, mas sim de propósito, de consciência e comprometimento.

Como pontuei, não foi uma viagem ruim, aproveitei-a da melhor forma que pude – todavia eu havia me planejado para algo que não aconteceu.

Eu poderia ter economizado um bocado de dinheiro se tivesse me organizado para o que aconteceu – de cara posso dizer que não era preciso despachar bagagem alguma (e isso ainda pernoitando em campings).

Quase todos os campings ofereciam opção de aluguel de barraca (por míseros reais a mais) e também até refeições prontas (mas eu também podia comprar coisinhas nos mercados de lá e usar as cozinhas compartilhadas).

Enfim, essa mudança acarretaria em nem usar a cargueira, e dito isso eu nem sei dizer em como tudo seria diferente.

Mas, voltando para a realidade da minha viagem, eu senti que os preços praticados por toda a ilha (e isso incluí a parte sul, mais isolada) eram razoáveis – isto é, no mesmo patamar daqueles praticados onde vivo, e desta forma, mal senti um impacto ‘turístico’ nos preços.

A respeito das caminhadas (desconsiderando os trechos quais não fiz), posso dizer que dificilmente passava por períodos prolongados sem acesso a água potável. Eu levei dois squeezes que me permitiram carregar até 1.5L de água, mas arrisco dizer que apenas um era mais que o suficiente para mim (obviamente, cada um sabe o quanto consome de água, então é preciso ponderar com atenção).

Ainda sobre as trilhas, tirando os trechos que passávamos pelas praias, os caminhos sempre estavam sombreados por árvores altas.

Eu indico todos os lugares e os serviços que tomamos – mesmo nos casos quais eu acho que poderiam ser melhores, todos eles foram suficientes na oferta proposta.

Na prerrogativa anterior, na minha opinião, posso destacar o serviço de qualidade da Easy Transfer (que também havia oferecido o melhor valor dentro dos orçamentos que solicitei).

E sobre a viagem, eu digo que valeu a pena! Se você quiser fazer a volta na ilha, ou se quiseres apenas passar uns dias (talvez uns quatro) para curtir algumas das atrações do lugar, eu só posso incentivá-lo a fazer isso – é uma experiência muito boa por um preço bem acessível.

Editado por Alan Rafael Kinder

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6 horas atrás, SalgadoSJC disse:

relato muito bem detalhado show, vocês alugaram as barracas ?

Obrigado! :)

Não, usamos as nossas barracas (que inclusive eram todas elas para duas pessoas - logo maiores do que o necessário, e também mais volumosas e pesadas).

  • 3 semanas depois...
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Em 14/03/2022 em 13:37, Alan Rafael Kinder disse:

uma semana antes da viagem recebi retorno dos e-mails que enviei, nele vinham instruções e a solicitação de uma série de documentos do grupo. Providenciei tudo no mesmo dia e enviei de volta, solicitando ainda que a autorização, caso concedida, nos fosse enviada por meio digital, visto que estávamos nas vésperas da viagem e não seria prático termos que busca-la em qualquer lugar.

 

Um dia antes de embarcar recebi um e-mail com a autorização anexada em PDF, apresentando os nomes e os respectivos CPFs de cada membro do grupo que fora autorizado. Das condições impostas, teríamos que recolher lixo na Praia Sul enquanto passássemos por ela.

Fala Alan, tudo bem?

Por gentileza, o que dizia o e-mail? O que deve ser feito para obter a autorização?

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40 minutos atrás, bad-and-ugly disse:

Fala Alan, tudo bem?

Por gentileza, o que dizia o e-mail? O que deve ser feito para obter a autorização?

Tudo certo @bad-and-ugly!

Fiz um recorte da autorização em PDF que recebi (deixei de fora a parte com os dados pessoais).

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Essencialmente, a autorização nos permite atravessar os cordões arenosos (praias) em troca de coletarmos o lixo que encontrarmos pelo caminho.
Existe um ponto onde deve-se depositar os sacos com lixo ao final da Praia Leste, pouco antes de pegar a trilha que a conecta à Parnaioca (isso é claro, caso estejam fazendo o percurso de Aventureiro até Parnaioca).

Abraços!

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Em 14/03/2022 em 13:37, Alan Rafael Kinder disse:

instruções e a solicitação de uma série de documentos

Ei Alan! Brigado pelas dicas e pelo relato. Deixa eu te perguntar uma coisa por gentileza: quais eram as instruções para pedir a autorização de passagem pelas praias? Que documentos precisaram mandar?

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Em 08/04/2022 em 16:23, bad-and-ugly disse:

Ei Alan! Brigado pelas dicas e pelo relato. Deixa eu te perguntar uma coisa por gentileza: quais eram as instruções para pedir a autorização de passagem pelas praias? Que documentos precisaram mandar?

Buenas!

Primeiro eu consultei o site do INEA a respeito do Parque Estadual Ilha Grande (PEIG), no material disponibilizado por lá não ficava claro o que poderia ser feito - apenas constava que se deveria consultar o órgão para visitas com o intuito de pesquisa.

Acessei o Portal da Transparência do governo do Rio de Janeiro e encontrei algumas leis e decretos referentes ao PEIG, com anexos complexos e nada de útil.

Tentei ligar no número informado no site do INEA, sem sucesso, então parti para minha última alternativa... mandar um email para secretaria.peig@gmail.com.

Eu fiquei muito receoso com esse método, pois órgãos governamentais costumam utilizar emails institucionais.

De toda forma, segue abaixo recorte do email que enviei para lá (e qual foi posteriormente respondido):

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Demorou um bocado, mas recebi o seguinte retorno:

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Providenciei os documentos solicitados no email e os encaminhei logo no dia seguinte.

A resposta com a autorização chegou no dia 02/02/2022 (um dia antes de começarmos a volta).

Postado
  • Membros
Em 10/04/2022 em 13:03, Alan Rafael Kinder disse:

Buenas!

Primeiro eu consultei o site do INEA a respeito do Parque Estadual Ilha Grande (PEIG), no material disponibilizado por lá não ficava claro o que poderia ser feito - apenas constava que se deveria consultar o órgão para visitas com o intuito de pesquisa.

Acessei o Portal da Transparência do governo do Rio de Janeiro e encontrei algumas leis e decretos referentes ao PEIG, com anexos complexos e nada de útil.

Tentei ligar no número informado no site do INEA, sem sucesso, então parti para minha última alternativa... mandar um email para secretaria.peig@gmail.com.

Eu fiquei muito receoso com esse método, pois órgãos governamentais costumam utilizar emails institucionais.

De toda forma, segue abaixo recorte do email que enviei para lá (e qual foi posteriormente respondido):

619163014_Semttulo.thumb.png.e030fd9660d6d51b38ae69cf1490134a.png

Demorou um bocado, mas recebi o seguinte retorno:

1034824512_Semttulo2.thumb.png.97c18d5900d90ca51e6c66887b648846.png

Providenciei os documentos solicitados no email e os encaminhei logo no dia seguinte.

A resposta com a autorização chegou no dia 02/02/2022 (um dia antes de começarmos a volta).

Nossa! Obrigado! 🙂

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