Olá pessoal, aqui vai o relato de seis dias inteiros na incrível Chapada. Foram 7 noites, divididas em 2 em Alto Paraíso, 2 em São Jorge e 3 em Cavalcante.
O período da viagem foi de 8 a 15 de outubro, início da época da chuva. Choveu apenas uma noite, mas na semana anterior choveu todos os dias praticamente, o que deu uma aumentada no volume das cachoeiras, mas também poderia ter dificultado o acesso a algumas.
Voo pela latam, passagens compradas com uns 3 meses de antecedencia num desses fins de semana de promoção, por 270 reais ida e volta sem bagagem despachada. Alugamos carro pela rentcars com cupom de desconto do Melhores Destinos, locadora Unidas, por 900 reais com seguro completo da rentcars. O carro foi o Mobi, super recomendado pelo pessoal da Chapada, aguenta bem o tranco 9se bem que tinha hora que parecia que ia desmontar kkk).
Dia 8/10 - Chegada em Brasília por volta de 14 horas, retirada do carro, partida para Alto Paraíso. No posto de gasolina na saída do aeroporto tem um PF estilo Giraffas por 19,90 com refri, almoçamos lá. Paramos na Vó Belmira Pamonharia em São Gabriel, metade do caminho mais ou menos, para uma esticada nas pernas e sorvet e de pequi. Eles tem empadão goiano, salgados, produtos locais, e claro, pamonhas. Chegamos em Alto Paraíso por volta das 19 horas, deu um pouco mais que 3 horas de viagem. Nossa hospedagem era um chalé pelo airbnb, posso mandar o link, uma graça, a uns 4 minutos de carro do centrinho. Era meu aniversário, fomos comer pizza no Vendinha, preços ok, música ao vivo boa, legal. Essa madrugada choveu forte. E só.
Dia 9/10 - Fomos com a guia Semíramis na Catarata dos Couros, entrei em contato com o CAT de lá, e acabei entrando em contato com guias e pessoas que queriam dividir guiagem e carro, isso é bem comum por lá. Dividimos os custo com um casal. Entrada gratuita, guia 250 reais (125 por casal), 1 hora mais ou menos de Alto. Acho legal fazer guiada lá, eu não encontraria todos os luigares que fomos sem a guia. A catarata principal é a Muralha, logo na chegada, mas as mais lindas ficam entre muitas subidas e descidas. Achei bem pesado o role completo. No estacionamento vendem sucos de frutas da região, 5 reais o copo, e pedem contribuição para cuidar dos carro, 10 reais. Na saída almoçamos nu, restaurante da comunidade que vive ali (Dona Eleuza), 40 reais por pessoa, comida gostosa mas com pouca variedade, bem de roça mesmo, feita na lenha.
Dia 10/10 - Saímos de mala e cuia de Alto e fomos para São Jorge. A estrada é bem linda, o Jardim de Maytrea, Morro da Baleia, visual incrível. No caminho fomos no Vale da Lua. é bonito mas sinceramente não acho que valha a pena os 40 reais da entrada. Estava bem cheio ( a Chapada estava cheia, era semana de feriado, mas lá estava incomodo). Em seguida deixamos as coisas no AirBnb, Hospedagem Giralua, legal também, e partimos para Cachoeira do Segredo. Entrada 50 reais, trilha linda, com dois poços no caminho, e a cachoeira ao final de 3,5 km é um espetáculo. Almojantamos no Restaurante Buritis, do seu Messias, um restaurante de massas, pratão a 28 reais, ele monta na hora e pode repetir. São Jorge é uma delícia, para andar pelas ruinhas no fim do dia, tomar uma cerveja, enfim, vibe.
Dia 11/10 - Parque Nacional Trilha Saltos - entrada 20 reais, estacionamento 15 reais, bem pertinho do centro da vila. Trilha pesada, de 11 km, levar muita água e ir o mais cedo possivel. Essa trilha tem possibilidade de transporte em van de ida e/ou volta, pagas a parte. Almojanta no Luar da Vila, um restaurante bonitinho com pizza num preço ok e bem gostosa, massa bem fina.
Dia 12/10 - Parque Nacional Trilha Canions e Cariocas - mesmo valor para entrada e estacionamento, trilha mais leve , mas de mesma distancia (11 Km) que a dos Saltos. A partir desse dia, o tempo esteve mais aberto e quente, então sofremos com o calor na trilha. Achamos o canion incrível, poço enorme para nado, dá pra pular do canion, sensacional. Cariocas também lindíssima e agradável. Os locais para nado nessa trilha são mais tranquilos que na dos Saltos, então gostamos mais. Importante levar muita água e começar o mais cedo possível. Almoçamos num restaurante por quilo simples e partimos para Cavalcante. Uma hora e meia de viagem. Nos hospedamos no Hostel Portal das Fadas, bom custo benefício, café da manhã super caprichado. Ficamos em umas cabaninhas de madeira com banheiro compartilhado. Jantamos no restaurante árabe Lamirah, excelente (o melhor da viagem) e com ótimos preços.
Dia 13/10 - Comunidade Kalunga Engenho II - Compartilhamos o guia com mais um casal, valor total 200 reais (100 por casal). O guia pode contratar lá na hora, mas se já for com isso resolvido ganha tempo. Fizemos as cachoeiras Candaru e Santa Bárbara. Chegando ao centrinho da comunidade, pega-se um transporte para as cachoeiras, pagos a parte das entradas (reservei pela internet) e do guia. Fomos primeiro na Candaru, cachoeira lindíssima, só para nós, vale muito a pena. Em seguida Santa Bárbara, bem cheia, tivemos que esperar uma meia hora pelo transporte porque tinha bastante gente. A fama não é a toa, ela é lindíssima mesmo. Ideal chegar entre meio dia e uma hora porque é a hora que bate mais sol. Não estavam controlando o tempo nesse dia então ficamos bastante por lá. Na volta almoçamos no restaurante da comunidade, comida na lenha, bastante variedade, praticamente tudo produzido ali, verduras e legumes, carnes, aves, 50 reais por pessoa. Na volta fomos tomar sorvete na Frutos de Goiás, sabores locais (muita variedade). Aliás uma dica é experimentar os sabores do Cerrado. Sucos de mangaba, umbu, cajá, cajuzinho do cerrado. Sorvetes de bburiti, araticum, cajá. Depois ainda pegamos esfihas no Lamirah e fomos comer no hostel.
Dia 14/10 - Complexo Águas Lindas/Canjica - o lugar mais lindo da Chapada, na minha opinião. Dividimos o guia entre 6 pessoas, cobrou 75 reais por pessoa. A guiagem lá é mais cara e o guia que escolhemos, Daniel Maia, além de ser ótimo guia, tira altas fotos, então acho que vale a pena. Pelo que vi, ele cobra no total da diária dele 50 reais a mais que os "piso". São 2 horas de estrada de terra até lá (72 km), o Mobi aguenta bem, fomos em 2 carros e ele nos deu um rádio para manter comunicação. Há risco grande de furar pneu por causa das pedras na estrada, quebra de vidros também. Mas deu tudo certo com a gente. Entrada 50 reais. O Canjica merece a fama que está criando, a água é absurdamente transparente (e isso que já fui em época de início de chuva), ora azuis, ora verdes, são vários poços, a borda infinita para o Tocantins é algo inexplicável. Vale MUITO a pena. Voltamos já no fim de tarde, pegamos boa parte da estrada a noite e paramos para fazer uma foto do céu estrelado no Mirante Nova Aurora, que fica no caminho (vale parar lá de dia também, é caminho). Dia incrível. Levar bastante lanche e água, no começo do circuito dá pra encher a garrafa mas depois eles não recomendam mais. Ah, e deixar encomendado um caldo de cana com seu Altinho para a volta é essencial. Almojantamos na pracinha principal, no restaurante da esquina (esqueci o nome), preço legal e comida boa.
Dia 15/10 - Volta Cavalcante - Brasília - paramos em Alto Paraíso para a feira do produtor rural, legal para visitar com tempo, verdadeira woodstock do Cerrado - paramos também na Vó Belmira, vale experimentar o empadão goiano e o curau de lá (levei pra viagem).
Viagem good vibes, conexão super com a natureza , mas não é barata, os preços dos atrativos e dos guias acaba encarecendo. Comida e hospedagem tem de todo preço. Fotos no meu insta @janacometti, tem destaques dos stories também. Se alguém quiser posso passar links das hospedagens também.
Olá pessoal, aqui vai o relato de seis dias inteiros na incrível Chapada. Foram 7 noites, divididas em 2 em Alto Paraíso, 2 em São Jorge e 3 em Cavalcante.
O período da viagem foi de 8 a 15 de outubro, início da época da chuva. Choveu apenas uma noite, mas na semana anterior choveu todos os dias praticamente, o que deu uma aumentada no volume das cachoeiras, mas também poderia ter dificultado o acesso a algumas.
Voo pela latam, passagens compradas com uns 3 meses de antecedencia num desses fins de semana de promoção, por 270 reais ida e volta sem bagagem despachada. Alugamos carro pela rentcars com cupom de desconto do Melhores Destinos, locadora Unidas, por 900 reais com seguro completo da rentcars. O carro foi o Mobi, super recomendado pelo pessoal da Chapada, aguenta bem o tranco 9se bem que tinha hora que parecia que ia desmontar kkk).
Dia 8/10 - Chegada em Brasília por volta de 14 horas, retirada do carro, partida para Alto Paraíso. No posto de gasolina na saída do aeroporto tem um PF estilo Giraffas por 19,90 com refri, almoçamos lá. Paramos na Vó Belmira Pamonharia em São Gabriel, metade do caminho mais ou menos, para uma esticada nas pernas e sorvet e de pequi. Eles tem empadão goiano, salgados, produtos locais, e claro, pamonhas. Chegamos em Alto Paraíso por volta das 19 horas, deu um pouco mais que 3 horas de viagem. Nossa hospedagem era um chalé pelo airbnb, posso mandar o link, uma graça, a uns 4 minutos de carro do centrinho. Era meu aniversário, fomos comer pizza no Vendinha, preços ok, música ao vivo boa, legal. Essa madrugada choveu forte. E só.
Dia 9/10 - Fomos com a guia Semíramis na Catarata dos Couros, entrei em contato com o CAT de lá, e acabei entrando em contato com guias e pessoas que queriam dividir guiagem e carro, isso é bem comum por lá. Dividimos os custo com um casal. Entrada gratuita, guia 250 reais (125 por casal), 1 hora mais ou menos de Alto. Acho legal fazer guiada lá, eu não encontraria todos os luigares que fomos sem a guia. A catarata principal é a Muralha, logo na chegada, mas as mais lindas ficam entre muitas subidas e descidas. Achei bem pesado o role completo. No estacionamento vendem sucos de frutas da região, 5 reais o copo, e pedem contribuição para cuidar dos carro, 10 reais. Na saída almoçamos nu, restaurante da comunidade que vive ali (Dona Eleuza), 40 reais por pessoa, comida gostosa mas com pouca variedade, bem de roça mesmo, feita na lenha.
Dia 10/10 - Saímos de mala e cuia de Alto e fomos para São Jorge. A estrada é bem linda, o Jardim de Maytrea, Morro da Baleia, visual incrível. No caminho fomos no Vale da Lua. é bonito mas sinceramente não acho que valha a pena os 40 reais da entrada. Estava bem cheio ( a Chapada estava cheia, era semana de feriado, mas lá estava incomodo). Em seguida deixamos as coisas no AirBnb, Hospedagem Giralua, legal também, e partimos para Cachoeira do Segredo. Entrada 50 reais, trilha linda, com dois poços no caminho, e a cachoeira ao final de 3,5 km é um espetáculo. Almojantamos no Restaurante Buritis, do seu Messias, um restaurante de massas, pratão a 28 reais, ele monta na hora e pode repetir. São Jorge é uma delícia, para andar pelas ruinhas no fim do dia, tomar uma cerveja, enfim, vibe.
Dia 11/10 - Parque Nacional Trilha Saltos - entrada 20 reais, estacionamento 15 reais, bem pertinho do centro da vila. Trilha pesada, de 11 km, levar muita água e ir o mais cedo possivel. Essa trilha tem possibilidade de transporte em van de ida e/ou volta, pagas a parte. Almojanta no Luar da Vila, um restaurante bonitinho com pizza num preço ok e bem gostosa, massa bem fina.
Dia 12/10 - Parque Nacional Trilha Canions e Cariocas - mesmo valor para entrada e estacionamento, trilha mais leve , mas de mesma distancia (11 Km) que a dos Saltos. A partir desse dia, o tempo esteve mais aberto e quente, então sofremos com o calor na trilha. Achamos o canion incrível, poço enorme para nado, dá pra pular do canion, sensacional. Cariocas também lindíssima e agradável. Os locais para nado nessa trilha são mais tranquilos que na dos Saltos, então gostamos mais. Importante levar muita água e começar o mais cedo possível. Almoçamos num restaurante por quilo simples e partimos para Cavalcante. Uma hora e meia de viagem. Nos hospedamos no Hostel Portal das Fadas, bom custo benefício, café da manhã super caprichado. Ficamos em umas cabaninhas de madeira com banheiro compartilhado. Jantamos no restaurante árabe Lamirah, excelente (o melhor da viagem) e com ótimos preços.
Dia 13/10 - Comunidade Kalunga Engenho II - Compartilhamos o guia com mais um casal, valor total 200 reais (100 por casal). O guia pode contratar lá na hora, mas se já for com isso resolvido ganha tempo. Fizemos as cachoeiras Candaru e Santa Bárbara. Chegando ao centrinho da comunidade, pega-se um transporte para as cachoeiras, pagos a parte das entradas (reservei pela internet) e do guia. Fomos primeiro na Candaru, cachoeira lindíssima, só para nós, vale muito a pena. Em seguida Santa Bárbara, bem cheia, tivemos que esperar uma meia hora pelo transporte porque tinha bastante gente. A fama não é a toa, ela é lindíssima mesmo. Ideal chegar entre meio dia e uma hora porque é a hora que bate mais sol. Não estavam controlando o tempo nesse dia então ficamos bastante por lá. Na volta almoçamos no restaurante da comunidade, comida na lenha, bastante variedade, praticamente tudo produzido ali, verduras e legumes, carnes, aves, 50 reais por pessoa. Na volta fomos tomar sorvete na Frutos de Goiás, sabores locais (muita variedade). Aliás uma dica é experimentar os sabores do Cerrado. Sucos de mangaba, umbu, cajá, cajuzinho do cerrado. Sorvetes de bburiti, araticum, cajá. Depois ainda pegamos esfihas no Lamirah e fomos comer no hostel.
Dia 14/10 - Complexo Águas Lindas/Canjica - o lugar mais lindo da Chapada, na minha opinião. Dividimos o guia entre 6 pessoas, cobrou 75 reais por pessoa. A guiagem lá é mais cara e o guia que escolhemos, Daniel Maia, além de ser ótimo guia, tira altas fotos, então acho que vale a pena. Pelo que vi, ele cobra no total da diária dele 50 reais a mais que os "piso". São 2 horas de estrada de terra até lá (72 km), o Mobi aguenta bem, fomos em 2 carros e ele nos deu um rádio para manter comunicação. Há risco grande de furar pneu por causa das pedras na estrada, quebra de vidros também. Mas deu tudo certo com a gente. Entrada 50 reais. O Canjica merece a fama que está criando, a água é absurdamente transparente (e isso que já fui em época de início de chuva), ora azuis, ora verdes, são vários poços, a borda infinita para o Tocantins é algo inexplicável. Vale MUITO a pena. Voltamos já no fim de tarde, pegamos boa parte da estrada a noite e paramos para fazer uma foto do céu estrelado no Mirante Nova Aurora, que fica no caminho (vale parar lá de dia também, é caminho). Dia incrível. Levar bastante lanche e água, no começo do circuito dá pra encher a garrafa mas depois eles não recomendam mais. Ah, e deixar encomendado um caldo de cana com seu Altinho para a volta é essencial. Almojantamos na pracinha principal, no restaurante da esquina (esqueci o nome), preço legal e comida boa.
Dia 15/10 - Volta Cavalcante - Brasília - paramos em Alto Paraíso para a feira do produtor rural, legal para visitar com tempo, verdadeira woodstock do Cerrado - paramos também na Vó Belmira, vale experimentar o empadão goiano e o curau de lá (levei pra viagem).
Viagem good vibes, conexão super com a natureza , mas não é barata, os preços dos atrativos e dos guias acaba encarecendo. Comida e hospedagem tem de todo preço. Fotos no meu insta @janacometti, tem destaques dos stories também. Se alguém quiser posso passar links das hospedagens também.
Editado por JanaCometti