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Bora viajar?

Viagem pela França/Bélgica/Países Baixos em julho/2024 [+custo por dia]

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Estive pensando se eu escreveria esse relato, já que escrever parece estar ultrapassado. Chuto que 95% do material que encontramos sobre viagens atualmente estão em forma de vídeos. Apesar de ser formado na área de tecnologia, tenho certa aversão aos excessos dela. E isso inclui informação através de vídeos, salvo raras exceções de qualidade disponíveis por aí. Mas cheguei à conclusão que o relato também serve para guardar as lembranças das viagens que fizemos, além de trazer informações que podem ser úteis para pessoas que ainda preferem uma leitura.

 

O ano de 2024 estava chegando e dessa vez teríamos a chance de viajar em julho, época de calor no hemisfério norte. Pensamos que seria uma boa voltar para a Europa. Nossas outras três viagens ao velho continente foram em janeiro, então teríamos uma experiência completamente diferente em relação ao clima. O roteiro básico não foi difícil definir. Com certeza voltaríamos para Paris, além de tentar encaixar os Países Baixos na viagem.

Comecei a pesquisar preços das passagens aéreas em outubro/2023, mas deixei para comprar na Black Friday. A ideia era chegar à Europa por Paris e sair por Amsterdã, ou vice-versa. Tínhamos no máximo quinze dias, entre 06 e 20 de julho. Voos com conexão estavam saindo entre R$ 5.400 e R$ 6.000. Os melhores preços que vi foram pela ITA Airways, com direito a bagagem despachada incluída na tarifa. Mas queria evitar conexão na chegada dentro do Espaço Schengen, com medo de ter atrasos por conta de fila na imigração, algo não muito interessante para quem tem os dias de férias contados.

No fim resolvemos escolher voos diretos. Saíram um pouco mais caros, mas com a certeza que não teríamos problemas com conexão. Comprei Guarulhos a Paris pela Air France para o dia 06/07 e Amsterdã a Guarulhos pela KLM para o dia 19/07. As duas empresas pertencem ao mesmo grupo e fiz a compra diretamente no site da KLM. Saiu R$ 6.700 por pessoa na tarifa mais básica, sem malas despachadas e sem possibilidade de marcar assento antecipadamente. Era o preço que a Air France e KLM estavam cobrando antes da Black Friday. Em pesquisas posteriores não encontrei preços para voos diretos melhores do que esses para as mesmas datas.

 

Roteiro

Passagens compradas com quase oito meses de antecedência. Teríamos, portanto, muito tempo para planejar o roteiro. Nossa última viagem para Paris deixou a impressão de que ficou muita coisa a fazer, então reservamos quatro noites para a cidade. Nesse tempo, incluímos um passeio aos Jardins de Monet e outro ao Castelo de Chantilly, que ficam nos arredores da cidade. Queríamos conhecer também o Monte Saint-Michel. Para este fim, reservamos duas noites em Caen. Escolhi essa cidade como base, pois além de ter preços mais acessíveis de hospedagem e de transporte para o Monte Saint-Michel se comparada a Rennes, tentaria conhecer alguma das praias do Dia D a partir dela.

Ainda sobravam seis noites. Pensei em deixar tudo para os Países Baixos, mas achei que seria exagero. O foco era ver os moinhos e os jardins de tulipa. Não conseguiria visitar Keukenhof, pois já estaria fechado em julho. Descartei Delft, Gouda e outras cidades menores, pois não vi nenhum grande atrativo a não ser o fato de serem charmosas. Por fim deixamos quatro noites apenas para os Países Baixos. Uma em Roterdã para visitar Kinderdjik, outra em Utrecht para conhecer o Kasteel de Haar, e duas noites em Zaandam, pertinho de Amsterdã e com opções de hospedagem baratas de mais qualidade. Fora essas cidades, apenas Maastricht me deu vontade de visitar, mas era muito fora de rota. As duas noites restantes deixei para Antuérpia, na Bélgica. Não escolhi Bruxelas pelo preço dos hotéis. Estavam caros e os que eram baratos e perto das estações de trem também eram muito ruins. A partir da Antuérpia faríamos bate-volta para Bruges e Bruxelas.

 

O roteiro ficou assim:

06/07 – Saída do Brasil

07/07 – Paris

08/07 – Paris

09/07 – Paris/Giverny

10/07 – Paris/Chantilly

11/07 – Caen

12/07 – Caen/Monte Saint-Michel

13/07 – Antuérpia/Bruxelas

14/07 – Antuérpia/Bruges

15/07 – Roterdã/Kinderdjik

16/07 – Utrecht/Kasteel de Haar

17/07 – Zaandam/Zaanse Schans

18/07 – Zaandam/Amsterdã

19/07 – Retorno ao Brasil

 

Para o nosso gosto o roteiro foi acertado. As quatro noites em Paris foram suficientes para aproveitar com tranquilidade as atrações da cidade que planejamos ver, mas ainda sim outros lugares ficaram para uma próxima visita. Usar Caen como base para ver o Monte Saint-Michel foi interessante. Não sofremos com um bate-volta cansativo a partir de Paris e ainda deu para ter um gostinho de ver uma das praias do Dia D, ainda que rapidamente e de longe. Amante da História que sou, a Normandia certamente será um destino mais bem explorado em outra viagem à França. A passagem pela Bélgica foi relâmpago. O bate-volta a Bruges me pareceu suficiente, mas meio dia em Bruxelas certamente foi pouco. É uma cidade que eu não tinha expectativas, até estava relutante em adicionar ao roteiro, mas que foi uma boa surpresa. Sobre Antuérpia, é uma cidade charmosa, mas nada além disso. Quanto aos Países Baixos, creio que o objetivo foi atingido. A ideia principal era conhecer os moinhos. Vimos em Kinderdjik e Zaanse Schans. Roterdã também surpreendeu. Cidade moderna, bonita e organizada. Utrecht cumpriu o papel de base para visitar o Kasteel de Haar, mas é algo que daria tranquilamente para ser feito a partir de Roterdã ou Amsterdã. A hospedagem em Zaandam para fugir dos altos preços dos hotéis de Amsterdã foi acertada. A estação de trem perto de onde ficamos permitiu deslocamentos rápidos para vários lugares, incluindo a capital, Zaanse Schans e o Aeroporto Schiphol. Sobre Amsterdã... bem, vou deixar para falar mais a frente no relato.

Sobre destinar tão pouco tempo para a Bélgica e Países Baixos, vou explicar melhor. Sempre associei uma viagem no verão europeu à cidades com os jardins verdes e floridos. E o roteiro que me vinha à mente era Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo. Só que eu e minha esposa podemos contar com férias com duração maior apenas em janeiro. A oportunidade de uma viagem de quinze dias em julho poderia não ocorrer tão cedo e queríamos de qualquer jeito adicionar Paris novamente ao roteiro. Se fosse nossa primeira viagem para a Europa, provavelmente teríamos feito o roteiro todo na Bélgica e Países Baixos, talvez Luxemburgo, e incluiríamos outras cidades menores, até porque tudo seria novidade. Mas depois de três idas ao velho continente aprendi que não adianta visitar um lugar só porque todo mundo vai nele para tirar uma foto bonita. Precisa ter algo que realmente seja interessante, que dê um propósito à visita. As cidades menores que ficaram de fora seguiram essa linha de raciocínio. Não havia nada nelas que me interessava a não ser o fato de serem bonitas. Não encontrei nelas monumentos, museus, paisagens ou sítios históricos imperdíveis.

 

Preparativos para a viagem

Assim como nas viagens anteriores, eu e minha esposa viajaríamos acompanhados da minha sogra e sua irmã. Elas compraram as passagens alguns meses depois de nós e acabaram pagando consideravelmente mais caro por isso.

Nessa viagem escolhi por levar pouco dinheiro em espécie, 395 euros, ou basicamente o que sobrou de 2020. Usei como principal meio de pagamento um cartão da Wise. Carreguei-o com 1320 euros na cotação média de R$ 6,04 por euro. Funcionou em praticamente todos os lugares, com exceção de dois estabelecimentos nos Países Baixos. Também levei dois cartões de crédito caso o Wise não funcionasse, um da Caixa e outro do Banco do Brasil. Todos os cartões eram bandeira Visa.

Reservei os hotéis aos poucos, a maior parte pelo Booking, dando preferência para aqueles com opção de cancelamento gratuito e sem cobrança antecipada. Assim, ia fazendo novas reservas caso aparecesse opções melhores. Dei uma olhada no AirBnB, mas não estava tão vantajoso se comparado aos preços dos hotéis. Apartamentos com camas suficientes para quatro pessoas e dois banheiros eram mais caros que dois quartos de hotéis na mesma localidade. Chegando próximo da viagem, adiantei o pagamento de todas as hospedagens.

Para alguns passeios comprei os ingressos com antecedência: basicamente aqueles com alta procura ou horário marcado: Museu do Louvre, Os Jardins de Claude Monet, Castelo de Chantilly, Abadia do Monte Saint-Michel e Casa da Anne Frank.

Comprei as passagens de trem com preços flutuantes com antecedência, assim que eram disponibilizadas. Alguns trechos, se eu não tivesse comprado com antecedência, teria problema em conseguir o horário desejado por conta da alta demanda.

Ainda no Brasil adquiri um eSIM da Airalo. Utilizei no Chile em 2023 e fiquei satisfeito. Paguei 13 dólares por um plano regional da Europa com 30 dias de duração e 3GB de franquia. Foi suficiente para utilizar o Google Maps e fazer algumas pesquisas. No telefone da minha esposa deixei para comprar o eSIM quando chegamos na França. Peguei da operadora francesa Bouygues Telecom. Foi mais caro, 19,90 euros, mas tinha uma franquia de 15GB. Para comparação, em 2020 comprei o pacote Travel da Orange em Paris por 40 euros fora do aeroporto.

Usamos o seguro de viagem fornecido gratuitamente pelo cartão de crédito Visa (disponível a partir do Visa Plantinum). Para minha sogra e sua irmã, fiz o seguro de viagem da Allianz, ao custo de R$ 174,17 por pessoa.

 

Algumas curiosidades antes de começar o relato de fato

Viajar para a Europa no verão sempre foi um sonho. Esperávamos um clima bem diferente do inverno, época de nossas visitas anteriores, e muito mais horas de sol disponíveis. Mas não pegamos o calorão esperado. Em alguns dias estava até friozinho, parecido com o inverno desse ano da cidade que moramos em Santa Catarina. E o dia claro durar tanto meio que atrapalhou algumas coisas. As cidades ficavam iluminadas somente depois de 22h00 no horário local. Era bem tarde para quem passou o dia batendo pé. A noite das cidades europeias também tem seu charme e praticamente não aproveitamos.

Cabe falar também das Olímpiadas de Paris, que iriam começar no final de julho. Algumas atrações na cidade estavam fechadas, como o Hôtel des Invalides e o Jardim do Trocadéro. Outras estavam com restrição de circulação, como o Campo de Marte e as margens do Rio Sena. Em outras a entrada só era permitida para quem tinha comprado o ingresso pela internet. Algumas estações de metrô também estavam fechadas. Enfim, um estorvo para quem tinha o propósito de conhecer a cidade.

Agora vamos ao relato.

 

06/07 – Saída do Brasil

Como havia comprado a passagem aérea sem direito a marcação de assento antecipada, fiquei na dúvida se seria possível marcar sem custo na hora do check-in. Então sim, a Air France permite isso. Com isso, consegui colocar nós quatro juntos.

O voo estava marcado para sair de Guarulhos às 18h55. Não houve atrasos. Destaque para o serviço de bordo da Air France na classe econômica. Os comissários foram extremamente simpáticos. As refeições servidas foram fartas, suficiente para encher uma pessoa que come bem. No jantar também tinha vinho praticamente à vontade.

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07/07 – Chegada em Paris

Pousamos em Paris no aeroporto Charles De Gaulle próximo de 11h00, dentro do horário previsto. Ainda no avião liguei o telefone com o eSIM da Airalo e em pouco tempo já estava com a internet funcionando.

Saindo da aeronave, seguimos as placas para a migração. O atendimento no guichê foi feito com nós quatro juntos. O agente de migração perguntou em inglês quantos dias ficaríamos e pediu comprovante das reservas dos hotéis. Como de praxe, levei uma pasta com toda a documentação referente à viagem: reservas dos hotéis, passeios, transportes e roteiro. Entreguei a papelada, ele deu uma folheada, carimbou nossos passaportes e nos liberou. Ainda que tranquila, foi a migração com mais perguntas por qual passamos, talvez pela proximidade das Olimpíadas.

Depois de pegarmos nossas malas na esteira, seguimos para a fila de táxi. O preço da viagem até o centro da cidade é tabelado, já incluído malas, mas variando de acordo com o lado do Rio Sena que você vai. Nosso hotel estava do lado direito, então a viagem sairia por 56 euros (65 euros na margem esquerda). Se tivesse só eu e minha esposa, o trem saindo do aeroporto seria mais jogo em termos de valor, mas com quatro pessoas já não valia tanto a pena. O deslocamento levou cerca de quarenta minutos, bem rápido considerando a distância percorrida. Pagamos ao motorista 60 euros, deixando o troco de gorjeta.

Ficamos hospedados no Hôtel Berne Opéra. Escolhemo-lo pelo custo benefício e por estar próximo da Gare Saint-Lazare, estação de trem que usaríamos para fazer alguns deslocamentos durante nossa estadia em Paris. De quebra, ainda tinha duas estações do metrô próximas e de linhas diferentes, além de opções de mercados e restaurantes. A diária saiu por 126,54 euros, pagos no Brasil, e 5,20 euros por dia/pessoa de taxa turística, que pagamos no check-in utilizando o cartão Wise. Comparado ao que pagamos em nossa viagem de 2020, os valores em euro não aumentaram tanto, ainda mais considerando que estávamos na alta temporada. A recepcionista que nos atendeu foi a Maria, nascida em Guiné Bissau e falante do português. Ela nos deu dicas do que fazer nas proximidades do hotel e foi bem atenciosa durante toda nossa estadia.

Mesmo chegando antes do horário de check-in, os quartos já estavam prontos, então aproveitamos para descansar um pouco. Perto das 16h00 saímos para procurar um lugar para comer alguma coisa. Fomos para o lado da Gare Saint-Lazare, pois era domingo e lá provavelmente encontraríamos algum local aberto para comer. Escolhemos o Café Marco Polo. Pegamos um espaguete a bolonhesa e um tartare. A comida estava boa e bem servida. Nossa parte com bebidas inclusas ficou 47,80 euros. Li algumas informações de que na França, assim como Bélgica e Países Baixos, gorjetas não são esperadas. De fato, com exceção de um restaurante em Amsterdã, nenhum outro pediu gorjeta, mesmo que de forma sutil. Então não dei gorjeta na maioria dos lugares.

Após o almoço, pegamos o metrô para ir à Basílica de Sacré Cœur, um local que não visitamos em nossa primeira viagem à França. Compramos o ticket numa máquina de autoatendimento ao custo de 2,15 euros por pessoa. Importante manter o ticket até o fim da viagem, caso haja alguma fiscalização. Nunca passamos por uma no metrô, mas vai que... Descemos na estação Abbesses. A saída dela até a superfície é uma escadaria circular sem fim. O caminho até a Basílica também tem bastante subida. Há uma opção paga de pegar um funicular, mas não creio que vale a pena.

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Fizemos a visita apenas na parte externa da Basílica. A visitação no interior é gratuita, mas a fila para entrar desanimava. O local estava tomado de pessoas. Depois demos uma volta pelo bairro. Aproveitei para usar os cartões de crédito da Caixa e do BB nos comércios locais. Ambos passaram sem problemas. Tinha dúvida quanto ao da Caixa pois ele me deixou na mão no Chile. Voltamos caminhando para o nosso hotel. No trajeto passamos pelo Moulin Rouge. Tem uma fachada legal, mas deve ser mais bonita à noite. Pena que em julho o sol demora muito se por.

Antes de entrar no hotel passamos em um Carrefour City que havia bem ao lado. Compramos água, bolachas e uns queijos para comer mais tarde. Na recepção do hotel aproveitei para adquirir o eSIM da Bouygues Telecom para minha esposa e nossas companheiras de viagem. Depois fomos descansar.

Gastos do dia:

60 euros no táxi do aeroporto até a margem direita do Rio Sena, em Paris

506,16 euros em quatro diárias no Hôtel Berne Opéra (pago no Brasil)

41,60 euros em taxas turísticas (para as quatro noites e duas pessoas)

47,80 euros em refeição no Café Marco Polo

4,30 euros em dois tickets no metrô

15,56 euros no Carrefour City

19,90 euros no eSIM da Bouygues Telecom

 

08/07 – Passeando em Paris

Acordamos sem pressa, para descansar bem da viagem de avião do dia anterior. Descemos do quarto para tomar café da manhã. Demos uma passada no do hotel para ver se valia a pena. O preço era 14 euros por pessoa. Considerando a boa variedade de alimentos, compensava. Acabou sendo nosso ponto de café da manhã nos dias seguintes.

Saindo do hotel, nos dirigimos a uma estação do metrô para passear nas redondezas da Torre Eiffel. A estação mais próxima onde podíamos descer era a Bir-Hakeim. Havia algumas que estavam fechadas por conta das Olimpíadas. Diversos locais da região estavam com acesso de pedestres proibido ou limitado. Não podíamos ir ao Jardim do Trocadéro e nem ao Campo de Marte. Ficamos algum tempo no local contemplando a Torre. Decidimos não subir, pois já o havíamos feito na nossa primeira visita a Paris.

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Da Torre Eiffel nós fomos até os Jardins das Tulherias caminhando pelas margens do Rio Sena, ou pelo menos tentando. Alguns caminhos estavam fechados, muitas vezes sem sinalização óbvia indicando isso. Por diversas vezes tivemos que dar meia volta e procurar outra rota. Chegando aos Jardins, confesso que fiquei um pouco decepcionado. Esperava um local com bastantes flores, mas elas só eram abundantes próximas dos laguinhos. No mais, eram apenas diversas árvores sem graça. O visual no inverno era bem mais impactante. As árvores sem folhas em contraste com o gramado verde tornavam o local bem mais charmoso ao mesmo tempo em que dava um ar de dramaticidade.

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Já se aproximava de 12h00 e decidimos procurar um local para almoçar, já que tínhamos ingressos comprados para visitar o Museu do Louvre às 13h30. Fizemos nossa refeição no Café de Paris, localizado nas proximidades. Pedimos um croque madame e um tartare. Refeição mais bebidas saiu por 45 euros.

Já havíamos visitado o Museu do Louvre na nossa primeira vez em Paris, mas o acervo dele é tão vasto que uma nova visita foi necessária. Por conta das Olimpíadas, só podia ingressar no local quem comprou o ingresso com antecedência pela internet, ao custo de 22 euros por pessoa, 5 euros mais caro que em 2020. Do lado de fora havia muita gente, mas a maioria aparentava estar lá apenas para tirar fotos da parte externa. Dentro o público se dispersava e a maioria das salas estava bem tranquila. Focamos a visitação nas coleções de antiguidades do Oriente Próximo, onde o objeto mais famoso provavelmente é o Código de Hamurabi, e nos apartamentos de Napoleão III. Por fim, demos uma passada na sala onde estava a Monalisa. O local e arredores eram os únicos onde realmente havia muitos turistas, mas nada muito diferente de quando fomos no inverno de 2020.

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Saindo do Museu, seguimos de metrô até chegar ao Bateaux-Mouches para fazer o passeio de barco. Compramos o ingresso na hora ao custo de 17 euros por pessoa. É uma forma diferente de ver a cidade. Em um passeio de cerca de uma hora, o barco partiu em direção à ilha onde esta localizada a Catedral de Notre-Dame de Paris, seguiu até a Ponte Charles de Gaulle, fez a volta e foi até a Ponte de Bir-Hakeim, retornando então ao local de embarque.

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Já era 18h00 quando o passeio de barco acabou e estávamos com fome. Decidimos ir a um restaurante italiano que visitamos na nossa primeira vez em Paris. Dava uns quinze minutos de caminhada de onde estávamos. Jantamos no Il Grigio e a refeição para o casal mais bebidas saiu por 41 euros. A comida continuava muito boa e não muito cara. Já de barriga cheia, pegamos o metrô e retornamos ao hotel para descansar.

Gastos do dia:

12,90 euros em seis tickets no metrô

45 euros em almoço no Café de Paris

44 euros em dois ingressos do Museu do Louvre (pago no Brasil)

34 euros em dois ingressos do Bateaux-Mouches

41 euros em jantar no Il Grigio

 

09/07 – Jardins de Monet com chuva

Hoje planejamos visitar os Jardins de Claude Monet em Giverny, local distante cerca de uma hora de Paris, perfeito para um bate-volta. Compramos os ingressos ainda no Brasil ao custo de 11,50 euros por pessoa, com horário agendado para 10h30. Os jardins não estão abertos para visitação o ano todo, fechando nos meses mais frios. Em 2025 será possível visitá-lo entre 1º de abril e 1º de novembro.

Comprei a passagem de Paris para Vernon, cidade onde está localizada a estação de trem mais próxima de Giverny, por 9 euros pagos no Brasil. O preço dessa passagem não varia se comprada com muita antecedência, mas se comprar faltando dois dias ou menos para a viagem ela pode ficar significativamente mais cara em porcentagem.

Nota: para planejar o transporte entre cidades dessa viagem, utilizei o site www.thetrainline.com. Ele tem um sistema de pesquisa bem simples e intuitivo que permite ver os melhores preços e horários em viagens de trem e ônibus por diversos países da Europa. É possível comprar a passagem pelo site também, mas eles cobram uma taxa. Então eu pesquisava por ele e comprava diretamente no site da companhia de trem. No caso das viagens na França, o site da SNCF (www.sncf-connect.com).

O trem sairia da Gare Saint-Lazare em Paris às 08h14, então acordamos bem cedo e tomamos café da manhã no hotel. Entramos na estação, validamos a passagem em uma catraca eletrônica e chegamos às plataformas de embarque. Faltavam quinze minutos para o trem sair e ainda não havia informações nos painéis da estação de qual seria a nossa plataforma. Na verdade ocorreu uma pane na estação e nem os painéis nem o aplicativo da SNCF indicavam a plataforma de embarque de qualquer trem. Infelizmente demorei perceber e quando pedi informações aos funcionários para achar o trem, ele já estava partindo. Havia diversas outras pessoas na mesma situação que a nossa. Procurei um funcionário da SNCF, expliquei o ocorrido e fomos encaminhados para o escritório da empresa no local. Uma gerente estava ciente da pane ocorrida e remarcou nossa viagem gratuitamente. Teríamos apenas que esperar cerca de duas horas pelo próximo trem.

Perto das 10h00 o trem partiu. No caminho o tempo estava fechando e começou a chover. Chegamos a Vernon cerca de cinquenta minutos depois. Giverny está distante da estação de trem pouco mais de 5 quilômetros. Dá para ir caminhando, mas boa parte do trajeto não há nada interessante para ver. É mais jogo pegar o ônibus ou trenzinho turístico na saída da estação. Os horários desses meios de transporte normalmente casam com a chegada do trem. Ambos custam 5 euros cada pernada. Escolhemos o ônibus por conta da chuva e pagamos em dinheiro diretamente ao motorista. Vinte minutos depois o ônibus chegou a um estacionamento próximo dos Jardins, local de desembarque.

Nota: caso queiram consultar horários de partida e retorno do ônibus e do trenzinho, deixo os links com informações: www.sngo.fr/la-navette-shuttle e petittrain-vernon.fr.

O acesso aos Jardins de Monet fica a 500 metros do estacionamento e é feito pela Rua Claude Monet. No percurso a chuva ficou mais intensa. Procuramos uma lojinha para comprar um guarda chuva. Como não havia muitas opções, tivemos que pagar 22 euros em um bem meia boca, coisa que no Brasil custaria uns 30 reais. Mas era isso ou ficar molhado. Mesmo chegando bem depois do horário agendado para a visita (já passava das 11h30), um funcionário liberou nossa entrada.

Por conta da chuva, começamos o passeio direto na casa onde Claude Monet morou. Em seu interior há diversos quadros do artista e o local é decorado com a mobília da época. Havia muitos turistas e a casa não é tão espaçosa, então a visitação foi feita praticamente o tempo todo em fila indiana.

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Quando saímos da casa a chuva havia dado uma trégua. Aproveitamos para explorar os jardins, que são muito bem cuidados, com plantas e flores diversas. Seguindo as placas chegamos ao famoso lago que foi plano de fundo para diversos quadros do pintor. É uma visita imperdível para quem gosta de apreciar a natureza e a vegetação molhada pela chuva deu um toque especial.

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Por conta do atraso na chegada a Giverny tivemos que abreviar o passeio nos jardins, pois tínhamos passagens de trem compradas para retornar a Paris às 13h50. Voltamos para o estacionamento e embarcamos no ônibus que partiu às 13h20 rumo à estação, a tempo de embarcar no trem, dessa vez sem emoção.

Chegamos a Paris por volta de 14h45. Estávamos com fome, então fomos novamente ao Café Marco Polo, que é pertinho da Gare Saint-Lazare e já conhecíamos. Resolvei pedir uma coisa que sempre tive curiosidade em provar, mas faltava coragem: escargot. Quando a iguaria chegou, não pensei muito e fui logo experimentando, se não poderia dar para trás. E não é que o trem é gostoso? O prato é bem rico em tempero, e o sabor lembra o mexilhão. A iguaria, mais dois pratos e bebidas saíram por 52,10 euros.

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Não tínhamos nada planejado para a tarde, então resolvemos bater perna. Deixei minha esposa e as companheiras nas lojas perto da Ópera Garnier e fui sozinho rodar a região. Da ópera segui para a Praça Vendôme, que conta com um memorial de guerra no centro e diversas lojas de grife ao redor. Depois fui para a Igreja de la Madeleine, que possui uma arquitetura clássica no interior e exterior. A entrada na igreja era gratuita, então não perdi a oportunidade. O interior é enorme e muito bem ornamentado, com esculturas em mármore e detalhes dourados. Última parada foi na Igreja de Saint-Augustin. Ela estava fechada, então não pude ver como era seu interior. Por fora parecia que ela tinha passado por um incêndio. As paredes estavam bem sujas, cobertas com fuligem.

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Após o pequeno passeio, encontrei-me com minha esposa e companheiras e voltamos para o hotel para descansar. Acabamos nem jantando. Fizemos um lanche com o que tínhamos comprado no mercado.

Gastos do dia:

23 euros em dois ingressos para os Jardins de Claude Monet (pago no Brasil)

18 euros em duas passagens de trem de Paris a Vernon (pago no Brasil)

10 euros em duas passagens de ônibus de Vernon a Giverny

10 euros em duas passagens de ônibus de Giverny a Vernon

18 euros em duas passagens de trem de Vernon a Paris (pago no Brasil)

52,10 euros em refeição no Café Marco Polo

 

10/07 – Castelo de Chantilly

Em nosso último dia inteiro em Paris teríamos mais um bate-volta. Hoje iríamos visitar o Castelo de Chantilly, distante cerca de trinta minutos de Paris. Compramos os ingressos no Brasil ao custo de 18 euros por pessoa, sem necessidade de escolher um horário.

Comprei a passagem de Paris para Chantilly por 2 euros pagos no Brasil. Esse valor reduzido estava disponível para alguns horários. A maioria custava 9 euros, então foi um bom desconto. Tal como a passagem para Vernon, tirando o valor reduzido, o preço dessa passagem também não varia se comprada com muita antecedência, mas se comprar faltando 2 dias ou menos para a viagem ela pode ficar significativamente mais cara em porcentagem.

O trem sairia da Gare du Nord em Paris às 08h21, então acordamos bem cedo e tomamos café da manhã no hotel. Pegamos o metrô e seguimos para a Gare du Nord. Ao chegarmos lá validamos a passagem em uma catraca eletrônica e chegamos às plataformas de embarque. Dessa vez não tinha problemas nos painéis, então tudo saiu como planejado. Por volta de 08h50 chegamos à estação Chantilly – Gouvieux.

A caminhada da estação de trem até o Castelo não é longa. São cerca de 2,5 quilômetros, mas eu seria voto vencido se escolhesse fazer ela. Há ônibus gratuito saindo de um terminal perto da estação que leva ao Castelo. É só localizar a plataforma onde passa a linha DUC ou 645 no sentido Lefébure.

Nota: caso queiram consultar horários de partida do ônibus, o link www.keolis-oise.com/se-deplacer/duc-chantilly/ pode ajudar. Só precisa cuidar de um horário que passe pelo ponto de ônibus Notre-Dame/Musée du Cheval/Château (um pouco mais afastado da entrada do Castelo, mas bem mais frequente) ou Château/Grille d’honneur (para bem na entrada do Castelo, porém menos frequente). Os horários variam de acordo com o dia da semana e a época do ano.

No horário que pegamos o ônibus, deveríamos descer no ponto Notre-Dame/Musée du Cheval/Château , mas acabamos comendo mosca e descemos num ponto mais adiante. No fim tivemos que caminhar igual, 1,5 quilômetros até chegar à entrada do Castelo. Juro que não foi maldade XD. Ainda assim, chegamos aos portões faltando trinta minutos para a abertura, que era às 10h00.

O Castelo de Chantilly é enorme. Além da construção principal, conta com os estábulos, onde está localizado o Museu do Cavalo (incluído no ingresso), vários jardins, mini zoológico (tem até canguru) e um bosque. O castelo propriamente dito é muito bonito, tanto por fora quanto por dentro. Não tem o impacto do interior do Palácio de Versalhes, mas tem seu charme. Quanto aos jardins em volta, fiquei um pouco decepcionado. Havia diversas partes que passava a impressão de desleixo. Visitamos jardins de outros palácios no inverno que eram muito mais bonitos e bem cuidados. Essa falta de cuidado talvez refletiu no público presente. Mesmo em alta temporada, não tinha tanta gente.

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Perto das 13h00 fomos para a entrada do Castelo esperar o ônibus que nos levaria à estação de trem. Pegamo-lo no ponto bem em frente, mesma linha, mas sentido Boussac. O trem de volta para Paris, também ao custo de 2 euros por pessoa, só sairia às 14h12. Então tínhamos tempo para procurar algum lugar para um lanche rápido. Não havia tantas opções interessantes nas redondezas da estação. Meio com um pé atrás, fomos no Gourmandises de Paula, que fica numa rua perto. E não é que os lanches eram bons? As últimas avaliações no Google Maps não eram boas, mas com certeza não correspondia ao que vimos no local. A dona é portuguesa, mas antes de falar isso ela me deixou tentar fazer os pedidos em um francês sofrível para só depois na hora de pagar a conta nos dizer que percebeu que nos éramos brasileiros, em português. Meu lanche e o da patroa saiu por 10,40 euros.

Embarcamos no trem no horário e retornamos para Paris. Da Gare du Nord, pegamos o metrô para a estação Châtelet - Les Halles, que fica no subsolo de um shopping. Deixei minhas companheiras no local fazendo compras e peguei outro metrô para a estação Alma-Marceau, para visitar o Museu do Quai Branly.

O Museu do Quai Branly estava na minha lista de lugares a visitar na nossa primeira vez em Paris, mas por falta de tempo não deu. Ele possui artefatos de civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas. A coleção é muito bem organizada e dividida por continentes e regiões. É tudo muito diferente do que se encontra na maioria dos museus europeus, provavelmente por conta da origem dos artefatos. Para quem gosta de história com certeza vale muito a visita. O ingresso foi comprado na hora, por 14 euros, e o museu não estava muito cheio.

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De metrô voltei para a estação Châtelet - Les Halles para me reencontrar com as companheiras. Já passava de 18h00 e estávamos como fome. Resolvemos achar algum lugar na praça de alimentação do shopping. Jantamos no restaurante Miss Italia. Fomos atendidos por uma garçonete brasileira. A comida era muito boa. Uma entrada, dois pratos e bebidas para o casal custaram 55,90 euros.

Saindo do shopping, pegamos o metrô de volta ao hotel, mas antes demos uma passada no Carrefour City que havia ao lado para comprar águas e algumas besteiras para comer.

Aproximava-se das 22h00 e estávamos cansados, mas eu e minha esposa decidimos visitar a região da Torre Eiffel, já que seria nossa última noite em Paris e vimos em notícias que ela estava com uma iluminação especial por conta das Olimpíadas. Nossas companheiras não quiseram ir. Pegamos o metrô e descemos na estação Bir-Hakeim. Estava tudo muito cheio: metrô, estações e ruas. Muito mais gente que na manhã do dia 08, quando fomos ao local. A temperatura estava bem agradável, suficiente para ficar de manga curta. Foi nosso dia mais quente em Paris, mas bem longe do calorzão que esperávamos.

Quando chegamos à Torre, ela já estava com as luzes ligadas, mas o céu só ficou escuro depois das 22h30. Quando deu 23h00 um show de luzes começou, durando alguns minutos. Um espetáculo. Todos que estavam nas ruas pararam para ver.

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Ficamos nas redondezas da Torre até às 23h30 e depois retornamos de metrô para o hotel para, enfim, descansar.

Gastos do dia:

25,80 euros em doze tickets no metrô

4 euros em duas passagens de trem de Paris para Chantilly (pago no Brasil)

36 euros em dois ingressos no Castelo de Chantilly (pago no Brasil)

10,40 euros em lanche no Gourmandises de Paula

4 euros em duas passagens de trem de Chantilly para Paris (pago no Brasil)

14 euros em um ingresso para o Museu do Quai Branly

55,90 euros em jantar no Miss Italia

15,20 euros no Carrefour City

 

Em breve continuarei com o restante do relato...

Editado por pedro.phma

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@pedro.phma Apareceu outro que foi pegar chuva como eu no meio do ano passado em Paris. Diferença é que seu relato está recebendo positivaçoes, enquanto o meu fica aí sem, porém o que importa é que gostamos do que vimos e,bem lembrado, tenho que completar o meu dos Países Nórdicos, pois o da França está pronto há tempos. 

  • 2 semanas depois...
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11/07 – Seguindo para a Normandia

Dia de se despedir de Paris. Ainda voltaríamos à cidade, mas somente para pegar o trem para a Bélgica (que já adianto, foi com emoção). Hoje seguimos para a Normandia.

Comprei a passagem de Paris para Caen por 16 euros por pessoa, pagos no Brasil, faltando três meses para a viagem. Para comparação, as passagens das nossas companheiras foram compradas faltando um mês e saíram praticamente pelo dobro do que pagamos. Por ser um trem de longa distância, o valor da passagem pode aumentar bastante quanto mais próximo da data da viagem.

O trem sairia da Gare Saint-Lazare em Paris às 08h29. Acordamos cedo e fizemos nosso último café da manhã no hotel. No check-out acertamos o valor. A recepcionista nos deu um pequeno desconto, de 14 euros por 12,25 euros por pessoa, totalizando 98 euros para o casal pelos quatro dias de café da manhã.

Seguimos caminhando para a estação de trem. Ao chegarmos lá validamos a passagem em uma catraca eletrônica e chegamos às plataformas de embarque. Pontualmente o trem partiu com destino a Caen, chegando lá por volta de 10h35.

Por que escolhi Caen? Queria conhecer alguma das praias relacionadas ao Dia D e de quebra evitar um bate volta ao Monte Saint-Michel a partir de Paris. Outra opção pensando no mesmo objetivo seria ficar em Bayeux, mas a hospedagem lá estava consideravelmente mais cara e não havia muitas opções de hotéis próximos da estação de trem.

Pretendíamos fazer o passeio pelas praias do Dia D de transporte público. É possível conhecer a maioria delas e sai bem mais barato do que alugar um carro, mas se perde muito em versatilidade. Os horários dos ônibus não são frequentes e as linhas possuem um tempo de operação bem limitado, mesmo em alta temporada. E como “plano B” caso perca o horário do ônibus, principalmente o último do dia, não conte muito com táxi ou transporte por aplicativo na região. Eles existem, mas são escassos.

Para planejar horários e linhas de ônibus a serem utilizadas, utilizei o Google Maps e o site da NOMAD (nomad.normandie.fr/), empresa que opera ônibus e trens na Normandia. Nos links nomad.normandie.fr/itineraire e plan.atoumod.fr/fr/schedules é possível ver com mais detalhes os pontos de paradas e horários dos ônibus. Vale reforçar que determinado horário de uma linha pode não passar em todos os pontos. Além disso, a linha pode não funcionar todos os dias da semana e pode ser afetada por obras. Portanto, um bom planejamento ajuda a reduzir imprevistos.

As linhas de ônibus cobrem quatro das praias do Dia D: Omaha, Gold, Juno e Sword. A exceção é Utah. Se tem como chegar nela de ônibus, não encontrei. A linha 120 passa pela praia de Omaha e tem como pontos terminais Bayeux e Grandcamp-Maisy. A linha 121 passa pelas praias de Gold e Juno e tem como pontos terminais Bayeux e Courseulles-sur-Mer. A linha 101A/101R passa pelas praias de Sword e Juno ou somente Gold (de acordo com o horário) e tem como pontos terminais Caen e Courseulles-sur-Mer  ou Asnelles (de acordo com o horário). Por fim, existe a linha D-Day, uma linha turística que percorre as praias de Omaha, Gold e Juno entre Grandcamp-Maisy e Courseulles-sur-Mer. Essa linha estava disponível na alta temporada de 2024 em caráter experimental.

Escolhemos fazer o roteiro utilizando a linha 120 e o objetivo era conhecer pelo menos o Cemitério Americano em Colleville-sur-Mer e La Pointe du Hoc. Como tínhamos apenas uma tarde, dependíamos que o trem de Paris para Caen não atrasasse e que conseguíssemos deixar as malas no hotel rapidamente para pegar o primeiro trem para Bayeux. O trem chegou em Caen na hora certa, mas tivemos problemas com o hotel. Escolhemos o Hôtel Mary's Caen, na frente da estação de trem. A diária saiu por 84 euros, pagos no Brasil, além de 0,60 euros por dia/pessoa de taxa turística, que pagamos no check-in. Mas infelizmente quando chegamos, o hotel estava com as portas fechadas e não havia ninguém na recepção. Demorou cerca de vinte minutos até aparecer alguém, o suficiente para perdemos o trem de 11h02 que iria para Bayeux. O próximo sairia apenas às 12h13, e isso mudaria tudo o que planejamos.

O trem de Caen para Bayeux às 11h02 chegaria a tempo de pegar o ônibus da linha 120, que parte às 11h30. O próximo ônibus da linha 120 só sairia às 13h30, o que atrapalharia todo o roteiro, já que o ônibus demora chegar aos pontos turísticos. Até o Cemitério Americano são quarenta minutos e mais vinte minutos até La Pointe du Hoc. O último ônibus voltando para Bayeux sairia de La Pointe du Hoc às 17h15. Descontando o deslocamento, sobraria pouquíssimo tempo para visitar o que queríamos. Então optamos por conhecer apenas o Cemitério Americano em Colleville-sur-Mer.

Saindo do hotel fomos para a estação e compramos a passagem do trem para Bayeux às 12h13, utilizando o ponto de compra automática que havia lá. A passagem custou 8,60 euros por pessoa, caro para uma viagem de menos de vinte minutos. Se comprada com até um dia de antecedência, ela sairia um pouco mais em conta. Enquanto aguardávamos o trem, aproveitamos para almoçar em Caen. Comemos no L'Escale de la Gare, um fast food meio árabe. A comida estava gostosa e saiu por 16,50 euros para o casal.

O trem para Bayeux chegou pontualmente e às 12h30 já estávamos na cidade. Ainda faltava uma hora para o ônibus da linha 120, então decidimos dar uma volta no centro da cidade. Fomos caminhando até a Catedral de Bayeux, que é enorme e belíssima.  A entrada é gratuita e seu interior possui uns vitrais bem legais.

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Saindo da Catedral, voltamos para a estação de trem para pegar o ônibus. A passagem custou 2,90 euros por pessoa e pagamos diretamente para o motorista em dinheiro. Também dá para pagar no cartão. Quarenta minutos depois estávamos no Cemitério Americano. O ponto de ônibus fica a uns 500 metros da entrada, que é gratuita. O local é impressionante, igual ao que se vê nos filmes. No local há diversas vistas panorâmicas para a praia de Omaha, provavelmente a mais conhecida do Dia D. Há também uma trilha para acessar a praia, mas que infelizmente estava fechada. Nas imediações do cemitério ainda dá para encontrar algumas trincheiras e bunkers utilizados pelas tropas nazistas.

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Queria ter decido na praia, mas estava preocupado com o transporte. Não vi nenhum táxi nas imediações e não estava muito confiante no ônibus. O que nos trouxe ao local estava bem vazio, sinal que não é muito utilizado. Não queria pagar para ver e contar com o último ônibus do dia. E estava decidido a voltar novamente a Normandia numa outra viagem, dessa vez com mais tempo. Há muita coisa interessante para fazer por lá, mas pelo menos deu para ter um gostinho. Perto de 15h20 voltamos para o ponto de ônibus e às 15h30 ele passou em direção à estação de trem de Bayeux. A passagem novamente custou 2,90 euros por pessoa.

Chegamos à estação de trem por volta de 16h10 e compramos a passagem do trem para Caen, com partida às 16h30, por 8,60 euros. Chegando em Caen fomos para o hotel descansar. O clima tinha ficado o dia todo nublado e fazia um pouco de frio. Além disso, começou a garoar, então ficou ruim de bater perna pela cidade.

Dormimos até 19h00 e acordamos com fome. Tinha esfriado ainda mais. Fazia uns 15°C, mas pelo menos tinha parado de garoar. Vimos que tinha um shopping próximo e fomos lá procurar alguma coisa para comer. Jantamos no Le Bistrot. A comida mais bebidas para o casal saiu por 47,90 euros. Depois voltamos para o hotel e fomos dormir.

Reflexão:

Recomendo conhecer as praias do Dia D de ônibus só se realmente quiser economizar muito. Os horários das linhas são poucos e operam num período muito limitado. Por exemplo, a linha 120 e 121 em março/2025 tem horário saindo da estação de trem de Bayeux apenas na parte da tarde. E não opera no domingo. Os trajetos também são demorados.

E quanto seria essa economia se comparado com o aluguel de carro? Eu diria que seriam necessários, de ônibus, pelo menos uns quatro dias para conhecer as praias do Dia D e seus pontos de interesse. Dois dias para a linha 120, um dia para a linha 121 e um dia para a linha 101A/101R. E ainda tem Bayeux e Caen, que também possuem pontos turísticos relacionados ao Dia D e Segunda Guerra Mundial. Montando base em Caen, quatro diárias no hotel que ficamos sairiam por 340 euros para um casal. Três deslocamentos ida e volta Bayeux/Caen de trem sairiam por 103,20 euros para um casal. Cada deslocamento na linha 120 e 121 sairia por 5,80 euros para o casal. Três viagens por dia nessas linhas sairiam por 17,40 euros (52,20 euros para três dias). Cada deslocamento na linha 101A/101R sairia por 7,80 euros para o casal. Três viagens nessa linha em um dia sairiam por 23,40 euros para o casal. O gasto com transporte totalizaria 178,80 euros para o casal. Quatro diárias de aluguel de carro em julho/2025 com retirada em Caen sairia por 221 euros a mais barata (quanto maior a duração do aluguel, menor o valor da diária).

Como se pode ver, para duas pessoas a diferença existe, mas não é tão grande. Para viajante solo já seria significante. Para três ou mais pessoas eu não pensaria duas vezes em alugar um carro. E de quebra ainda poderia colocar outros lugares bacanas da Normandia no roteiro.

Gastos do dia:

98 euros em quatro dias de café da manhã para duas pessoas no Hôtel Berne Opéra

32 euros em duas passagens de trem de Paris para Caen (pago no Brasil)

168 euros em duas diárias no Hôtel Mary's Caen (pago no Brasil)

2,40 euros em taxas turísticas (para as duas noites e duas pessoas)

16,50 euros em almoço no L'Escale de la Gare

17,20 euros em duas passagens de trem de Caen para Bayeux

11,60 euros em quatro passagens de ônibus da linha 120 da NOMAD

17,20 euros em duas passagens de trem de Bayeux para Caen

47,90 euros em jantar no Le Bistrot

 

12/07 – Monte Saint-Michel

O dia seria dedicado a conhecer o Monte Saint-Michel, um dos pontos turísticos mais emblemáticos da França. De Caen há duas formas de chegar até lá utilizando transporte público. A primeira é pegando um trem até Pontorson, estação mais próxima, e depois um ônibus que para perto da entrada da ilha. A segunda forma é pegando um ônibus de Caen para Le Mont Saint-Michel. A parada do ônibus não é exatamente na ilha, mas sim no estacionamento para o pessoal que chega de carro, onde há um serviço de transporte gratuito para a ilha.

Questão de preço não muda muito. O trem custa 7 euros (preço de julho/2024) se comprado com alguma antecedência e o ônibus de Pontorson até o Monte Saint-Michel custa 3,10 euros (preço de julho/2024). Já o ônibus de Caen a Le Mont Saint-Michel custa 8,99 euros (preço de julho/2024). O que muda muito é a duração da viagem. São cerca de 2h40min de Caen a Pontorson utilizando o trem e mais 25min de ônibus até a ilha. De Caen a Le Mont Saint-Michel de ônibus são cerca de 1h50min e mais 15min de ônibus do estacionamento até a ilha.

Escolhemos ir de ônibus pelo tempo de viagem e pelo horário de partida. O trem sairia muito cedo de Caen, às 06h01. Precisaríamos madrugar para pegá-lo. Outro trem sairia apenas às 11h05, um pouco tarde para uma viagem de um dia. Já o ônibus operado pela Flixbus sairia de Caen às 09h45, chegando ao destino às 11h35. Além da passagem, desembolsamos mais 1,49 euros por pessoa para poder marcar o assento. Pagamos tudo ainda no Brasil e recomendo fazer a reserva com antecedência, pois não são muitos lugares disponíveis e o ônibus estava lotado.

Acordamos e resolvemos tomar café da manhã no hotel. O preço era 10 euros por pessoa. A variedade era bem inferior ao do hotel de Paris, mas optamos pela praticidade.

O ônibus partiu de um terminal ao lado da estação de trem de Caen. Dava três minutos de caminhada saindo do hotel. O local era bem ajeitado, com amplo espaço para aguardar sentado. O ônibus atrasou uns dez minutos para aparecer no terminal, mas chegou ao destino na hora certa. O nível de conforto era razoável. Achei um pouco apertado para as pernas, mas os bancos eram confortáveis.

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Chegando ao nosso destino, descemos do ônibus e seguimos a sinalização que indicava onde ficavam os ônibus gratuitos até a ilha. Aguardamos cerca de cinco minutos na fila e embarcamos. Pouco tempo depois estávamos diante dos portões de entrada no Monte Saint-Michel.

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A visão inicial é impactante. O local é muito bonito, diferente de qualquer outra vila medieval que já visitamos. Já era pouco mais de 12h00 e estávamos com fome. Então, antes de explorar a ilha, resolvemos procurar um lugar para almoçar. Os restaurantes estavam todos cheios. Entramos na fila de espera do La Sirène Lochet, uma creperia bem legal cuja entrada é numa loja de souvenirs. Para não ficar parado esperando, combinamos com a atendente de voltar em uma hora, provável tempo mínimo de espera. Enquanto isso, fomos bater pé pelas muralhas. Na hora combinada regressemos à creperia. Valeu a pena a espera. A comida estava bem gostosa. Dois crepes, sobremesa e bebidas saíram por 37,50 euros.

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Após o almoço subimos as ladeiras até o topo do Monte Saint-Michel, onde está localizada a abadia. A entrada é paga, custando 13 euros por pessoa. Como tinha horário de entrada e era alta temporada, compramos os ingressos ainda no Brasil. A abadia em si não achei grande coisa. Há uma ou outra sala legalzinha. O que impressiona mesmo é a vista que se tem lá de cima.

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Ficamos na abadia cerca de uma hora e saímos de lá para explorar outros lugares dentro da muralha. Após tantas escadas, minhas companheiras cansaram e acharam um lugar para sentar. Resolvi então contornar a ilha pela parte externa, aproveitando que a maré estava baixa. Não demora e se vê o local de ângulos diferentes.

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Perto das 17h10 fomos para o ponto onde passa o ônibus que vai a Pontorson. Em pouco tempo uma fila grande se formou. Provavelmente sabendo da alta demanda, a empresa disponibilizou pelo menos três ônibus para o horário das 17h31. Eles iam enchendo e partindo. A passagem saiu por 3,10 euros por pessoa e pagamos diretamente ao motorista utilizando cartão. Por volta de 18h00 chegamos a Pontorson, onde pegaríamos o trem de volta a Caen. Escolhemos o trem pelo horário de partida. A Flixbus possui ônibus que faz o trajeto em um tempo bem menor, mas o horário de partida encurtaria nosso tempo disponível na ilha.

Como ainda havia um tempo até a partida do trem, procuramos algum lugar para comer alguma coisa. Pegamos um lanche na Maison Varin, ao custo de 8,60 euros para o casal.

Às 18h48 o trem partiu, chegando em Caen perto das 21h30. O percurso não é tão longo. O trem que é devagar mesmo, e nem para em tantas estações. Cada passagem, comprada ainda no Brasil, saiu por 7 euros.

Chegando em Caen minha esposa sentiu fome. Passamos novamente na L'Escale de la Gare e pegamos uma pizza para comer. Junto com as bebidas saiu por 11,50 euros. Depois fomos para o hotel para descansar.

Reflexão:

Valeu a pena evitar o bate-volta saindo de Paris? Em questão de tempo de deslocamento até o Monte Saint-Michel, com certeza. Caen não é a cidade para se utilizar de base mais próxima e os trens que passam por ela são lentos. Com isso, gastamos cerca de 5h30min com deslocamentos e tivemos pouco mais de 5h para aproveitar ilha.

A partir de Paris pode-se fazer o bate-volta por meio de transporte público utilizando trem e ônibus ou apenas ônibus. A Flixbus opera uma linha de ônibus que sai da Gare Routière de la Défense e vai até o estacionamento para o pessoal que chega de carro ao Monte Saint-Michel. Desse modo, seriam cerca de 9h30min de deslocamentos e cerca de 3h na ilha. O custo (baseado em uma viagem ida e volta no dia 07/06/2025) ficaria em torno de 75 euros.

De trem há duas formas com preços bastante diferentes, ambos saindo da estação Paris Montparnasse. O trem direto, que leva 3h50min até Pontorson, e o trem que faz baldeação em Rennes e leva 3h30min também até Pontorson (a duração varia de acordo com o tempo da baldeação em Rennes). Em ambos os casos deve-se somar 50min do ônibus de ida e volta entre Pontorson e o Monte Saint-Michel. O tempo total de deslocamento (baseado em uma viagem ida e volta no dia 06/06/2025) varia entre 08h e 09h, restando entre 4h e 5h para aproveitar a ilha. O custo (baseado em uma viagem ida e volta no dia 06/06/2025) ficaria a partir de 60 euros.

Resumindo, aconselho bate-volta a partir de Caen apenas se for aproveitar para conhecer outros lugares da Normandia relacionados ao Dia D. Se o foco é apenas o Monte Saint-Michel e quer evitar o deslocamento a partir de Paris em um dia, então ficar em Rennes seria mais interessante. É uma cidade de bom porte, com algumas atrações, e dá para chegar nela a partir de Paris utilizando o rápido (e caro) TGV, o trem de alta velocidade francês.

Gastos do dia:

20 euros em café da manhã para duas pessoas no Hôtel Mary's Caen

20,96 euros em duas passagens de ônibus de Caen para Le Mont Saint-Michel (pago no Brasil)

37,50 euros em almoço no La Sirène Lochet

26 euros em dois ingressos para a Abadia do Monte Saint-Michel (pago no Brasil)

6,20 euros em duas passagens de ônibus do Monte Saint-Michel para Pontorson

8,60 euros em lanche no Maison Varin

14 euros em duas passagens de trem de Pontorson para Caen (pago no Brasil)

11,50 euros em jantar no L'Escale de la Gare

 

Próxima parte será a rápida passagem pela Bélgica. Até a próxima.

 

 

Editado por pedro.phma

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Quando eu visitei St Michel, ainda em 2013, eu fiquei em Rennes por  2 noites, no primeiro dia fui a St Malo, no segundo a St Michel. Facilita bastante e tbm consegue aproveitar melhor quando a maioria dos turistas vão embora, ou chega bem cedo.

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15 horas atrás, Davi Leichsenring disse:

Quando eu visitei St Michel, ainda em 2013, eu fiquei em Rennes por  2 noites, no primeiro dia fui a St Malo, no segundo a St Michel. Facilita bastante e tbm consegue aproveitar melhor quando a maioria dos turistas vão embora, ou chega bem cedo.

Quando comecei a planejar o roteiro a ideia inicial também era montar base em Rennes por dois dias para poder visitar Mont Saint-Michel. Também cheguei a ver alguma coisa para visitar em Saint-Malo. Mas desanimei com o preço da passagem de trem. Para ir de Paris a Rennes era tranquilo. O horário mais cedo do TGV tem um preço razoável pela distância percorrida, além de muito rápido. Mas na volta para Paris queríamos seguir no mesmo dia para a Bélgica, e não consegui achar nenhuma combinação que chegasse antes das 15h00 na Antuérpia por menos de 100 euros e sem espera muito longa em Paris. Daí invoquei em conhecer alguma coisa do Dia D, então troquei de vez Rennes por Caen.

  • 1 mês depois...
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13/07 – Partindo para a Bélgica com muita emoção

O deslocamento de hoje seria o maior de toda a viagem. Sairíamos de Caen com destino a Antuérpia. A viagem de trem seria feita em dois trechos. O primeiro, de Caen para a Gare Saint-Lazare em Paris, custou 19 euros por pessoa. O segundo, da Gare du Nord em Paris para Antuérpia, custou 29 euros por pessoa e seria de Eurostar. Compramos as passagens ainda no Brasil de forma independente uma da outra.

Aqui vimos o tanto que comprar passagens de viagens mais longas pela França com antecedência faz diferença. Minha passagem e da minha esposa foram compradas com três meses de antecedência e de nossas companheiras com um mês. Enquanto nossa ida e volta de Paris a Caen saiu por 35 euros, a delas saiu por 62,30 euros por pessoa. No caso do trecho Paris a Antuérpia, a diferença foi ainda maior. A passagem delas custou 87 euros por pessoa.

Acordamos sem muita pressa, pois o trem não sairia tão cedo. Fizemos o check-out no hotel e fomos tomar café da manhã numa lanchonete dentro da estação de trem chamada Pain Soleil. Dois cafés com leite e salgados saíram por 11,30 euros.

Às 09h06, no horário previsto, o trem saiu de Caen rumo a Paris, chegando à cidade luz por volta de 11h00. Descemos na Gare Saint-Lazare, mas o trem para Antuérpia partiria da Gare du Nord. Por questão de tempo e praticidade, fomos de uma estação para outra utilizando a linha E do RER, que faz o trajeto de forma direta em cerca de dez minutos. O preço foi o mesmo do metrô, 2,15 euros por pessoa.

A Gare du Nord é a estação de trem mais movimentada da Europa. É dela que parte o Eurostar, operadora do trem de alta velocidade que leva ao Reino Unido, Bélgica e Países Baixos. Devido ao tamanho da estação, recomendo chegar com pelo menos trinta minutos de antecedência.

Nosso trem partiria às 12h22. Vinte minutos antes começou o embarque. Como nossas companheiras compraram as passagens delas bem depois da nossa, não conseguimos ficar no mesmo vagão. Fui com minha esposa até o vagão cinco, que era o nosso. Deixei-a com as malas grandes e fui com as companheiras até o vagão delas, que era o quinze. Chegando nele, voltei para o cinco. Dez minutos depois minha sogra me liga falando que o fiscal não deixou elas embarcarem, pois a passagem estava errada, isso faltando pouco mais de cinco minutos para a partida do trem. Nesse trem, diferente dos outros que pegamos, um funcionário da empresa conferia a passagem antes dos passageiros entrarem no vagão. Eu disse para minha esposa se preparar para sair do trem com nossas malas caso eu não voltasse a tempo e corri para ver o que estava acontecendo. O fiscal me dizia que o horário da passagem das companheiras estava errado, mas demorou eu perceber. Acho que entrei numa visão de túnel. Comprei a delas para o trem de 14h22, enquanto a nossa era para o de 12h22. Baita mancada minha, mas os minutos iguais me levaram à confusão. Pedi para o fiscal se poderia pagar a diferença a bordo do trem. Ele disse que era possível sim, mas pediu para eu levar as companheiras para o meu vagão, pois elas não falavam inglês e teriam dificuldade em explicar para o carinha que confere as passagens a situação. O fiscal me deu um papel com sua assinatura autorizando o procedimento.

Faltava menos de dois minutos para o trem partir e não tinha como nos deslocar por dentro dele, pois havia um vagão de maquinista no meio do caminho. Aparentemente havia dois trens unidos. Peguei a mala de mão e mochila que as companheiras tinham e falei para elas correrem. Saímos em disparada. De onde estávamos até o vagão que minha esposa se encontrava dava uns 500 metros. Na corrida eu via os fiscais de cada vagão acenando para nos apressarmos. Quando finalmente avistei o vagão cinco (parte do trem estava numa curva) acenei desesperadamente para o fiscal nos esperar. E minha esposa na porta agoniada nos esperando com as malas nas mãos. Para terem noção do tamanho do drama, minha sogra e a irmã dela já tem mais de 65 anos, então não foi nada fácil para elas correrem. Cheguei ao vagão e uns trinta segundos depois as companheiras também conseguiram entrar. Logo em seguida o fiscal fechou a porta e o trem partiu. Com certeza ele estava nos esperando.

O trem estava lotado. Não havia lugares disponíveis nos vagões próximos para nós quatro sentarmos. Acomodei minha sogra e a irmã dela nos nossos lugares, que eram marcados. Eu e minha esposa ficamos em uns assentos rebatíveis próximo do acesso aos vagões. Eram bem desconfortáveis, mas pelo menos estávamos no trem. Quando o fiscal passou conferindo as passagens das companheiras, fui até ele e expliquei toda a situação. Já estava preparado para morrer em pelo menos 100 euros da diferença da passagem, já que o Eurostar é caro e em cima da hora é pior ainda. Para minha surpresa, ele disse que estava tudo certo. Insisti que eu pagava a diferença. Ele repetiu que não precisava, que estava tudo certo. Agradeci e voltei para os assentos rebatíveis onde minha esposa estava. Depois o mesmo fiscal passou por nós e nos deu quatro vouchers para usar no vagão restaurante. Agradeci novamente. Dizem que os franceses são arrogantes e mal educados. Eu já não concordava com isso em nossa primeira viagem à França. A segunda viagem serviu para discordar mais ainda do estereótipo. Todas as vezes que precisamos de ajuda eles foram solícitos e compreensíveis.

O vagão restaurante estava perto de nós. Fomos lá e trocamos os vouchers por quatro sucos de laranja. Não pegamos comida. O medo de perder o trem foi tão grande que a fome foi embora.

Chegando a Bruxelas houve troca dos funcionários. O que nos ajudou também desceu. Novamente o agradeci. Pouco tempo depois outro fiscal passou conferindo novamente as passagens. Expliquei para ele todo o ocorrido e que o fiscal anterior disse que estava tudo certo. Ele só disse OK e seguiu.

Por volta de 14h25 chegamos à estação central de Antuérpia. Saímos dela e seguimos direto para o hotel reservado, que era bem perto. Duas diárias no Ibis budget Antwerpen Centraal Station saíram por 153,65 euros pagos no Brasil. No check-in pagamos também 12 euros de taxas turísticas e 40 euros no café da manhã dos dois dias.

Deixamos as malas no quarto e voltamos para a estação de trem. Queríamos algum lugar para comer e também comprar as passagens para Bruxelas. Pegamos para viagem dois sanduíches e bebidas no Capri Coffee por 12 euros. Depois procuramos uma máquina de autoatendimento e compramos as passagens de trem. Como era fim de semana, havia uma promoção bacana. A passagem ida e volta de Antuérpia para Bruxelas sairia por 10,20 euros por pessoa, enquanto cada trecho separado sairia por 8,90 euros. Um bom desconto.

Diferentemente da França, que você compra a passagem para um horário específico, as passagens de trens regionais da Bélgica são bem mais maleáveis. As passagens normais são compradas para um dia específico, podendo ser usada uma vez em qualquer horário daquele dia. E comprar com antecedência ou na hora não faz diferença no preço. Horários podem ser consultados no site da empresa belga de trens, a SNCB-NMBS (www.belgiantrain.be).

Às 16h10 o trem partiu, chegando cinquenta minutos depois na Estação Central de Bruxelas. Já estava tarde para entrar na maioria das atrações com visita interna, então ficamos andando na região da Grand-Place. Primeira parada foi na Catedral de São Miguel e Santa Gudula, que ainda estava aberta e contava com entrada gratuita. Como diversas outras igrejas da região, elas são bem ornamentadas, tanto no exterior quanto no interior.

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Da Catedral seguimos para a Grand-Place. Acho interessante a composição de boa parte das praças europeias. Normalmente são grandes áreas retangulares com pouca ou nenhuma vegetação, muitas com esculturas ou fontes no centro, algumas sem absolutamente nada, e cercadas por construções. A Grand-Place não tem nada no centro. Sua beleza reside na imponência das fachadas das construções. Possui um estilo arquitetônico que eu ainda não tinha visto pessoalmente. Não sei o nome dele, mas comparado com o que se vê em Paris, as fachadas são mais coloridas e vibrantes.

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Antes de continuar o passeio passamos numa padaria chamada Panos e pegamos um sanduíche que saiu por 6,20 euros. Depois passamos pelo Mont des Arts, local que conta com um belo jardim, e continuamos em direção ao Palácio Real de Bruxelas. Ficamos um tempo por ali sentado em um banco do Parc de Bruxelles, que ficava na frente do Palácio.

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Já batendo uma fome, voltamos para mais próximo da Grand-Place e procuramos um local para jantar. Optamos pelo restaurante The Blue. Escolhi um prato típico da Bélgica, o carbonade flamande, um cozido de carne bem gostoso. Minha esposa pegou um Spaghetti All'arrabiata que estava bem matador de pimenta. Para beber escolhemos dois chopes. A janta saiu por 44,20 euros.

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Já passava das 19h30, mas o sol continuava brilhando. Antes de voltar para Antuérpia, passamos em uma loja de chocolates belgas. Tinha várias nas redondezas, mas escolhemos a La Belgique Gourmande. Comparado com as barras de chocolates que compramos nos mercados, não é barato, mas valeu a pena pelo sabor.

Seguimos para a estação para pegar o trem de volta. Às 20h20 embarcamos, chegando ao destino cerca de uma hora depois. Seguimos para o hotel e fomos descansar.

Reflexão:

Bruxelas me surpreendeu positivamente. Estava hesitante em colocá-la no roteiro, apesar de ter algumas atrações interessantes. Talvez por conta dos preços dos hotéis. Perto da estação central de trem estavam tão caros quanto Paris e as avaliações não eram muito animadoras.

A cidade é bonita e merecia pelo menos um dia inteiro. Se tivesse esse dia disponível, teríamos passeado pela região do Atomium e ido ao Museu Autoworld, que conta com um acervo de veículos bem interessantes, e ao Museu das HQs. Mas infelizmente só tínhamos um final de tarde disponível e como não está nos planos futuros regressar à Bélgica, era pegar ou largar.

Gastos do dia:

11,30 em café da manhã para duas pessoas no Café Relay

38 euros em duas passagens de trem de Caen para Paris (pago no Brasil)

4,30 euros em dois tickets no metrô de Paris (RER)

58 euros em duas passagens de trem de Paris a Antuérpia (pago no Brasil)

153,64 euros em duas diárias no hotel Ibis budget Antwerpen Centraal Station (pago no Brasil)

12 euros de taxas turísticas (para duas noites e duas pessoas)

40 euros em dois dias de café da manhã para duas pessoas no Ibis budget Antwerpen Centraal Station

12 euros em lanche no Capri Coffee

20,40 euros em duas passagens de trem ida e volta de Antuérpia para Bruxelas

6,20 euros em lanche no Panos

44,20 euros em jantar no The Blue

24,85 euros em chocolates no Le Belgique Gourmand

 

14/07 – Bate-volta em Bruges

Acordamos sem muita pressa hoje. Já havia alguns dias que não tínhamos nada com horário marcado pela manhã, então foi bom para descansar um pouco mais. Tomamos café da manhã no próprio hotel. Os 10 euros foram muito bem pagos. A variedade de comidas e bebidas disponíveis foi a melhor até então.

Às 08h45 fomos para a estação de trem. Ainda aproveitando a promoção do fim de semana, compramos a passagem de ida e volta de Antuérpia para Bruges por 19,20 euros por pessoa. Se fossemos comprar cada trecho separado, seriam 17,80 euros para cada lado. Novamente um baita desconto. O trem partiu às 09h05, chegando ao destino cerca de uma hora e meia depois.

Vi diversos relatos de viagem comparando Bruges a Veneza, por vezes a chamando de Veneza do Norte. Mas olhando o mapa, a cidade parecia ter poucos canais em seu centro turístico, bem diferente da cidade italiana. Eu achava que Bruges era um lugar superestimado pelos turistas. Ela só entrou no roteiro porque havia visto recentemente o filme The Monuments Men, que conta a história de um grupo cuja função é localizar e resgatar obras de arte roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, dentre elas a Madona de Bruges, uma escultura de Michelangelo, discípulo do Mestre Splinter.

Saímos da estação de trem e fomos caminhando para a área turística, que é bem perto. Passamos por diversas áreas verdes, pontes e construções medievais até chegar à Igreja de Nossa Senhora, local onde se encontra a Madona de Bruges. Compramos o ingresso para visitação ao custo de 8 euros por pessoa, mas como estava tendo um evento no local a entrada só poderia ocorrer depois de 13h30.

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Aproveitamos para conhecer outras partes da cidade. Fomos em direção a Grote Markt, a principal praça de Bruges. Diferentemente da Grand-Place de Bruxelas, a de Bruges conta com uma estátua em seu centro. Ao redor há diversas edificações com fachadas bonitas.

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Já era perto do meio dia e a cidade estava cheia de turistas. Por comodidade, resolvemos então achar um lugar para almoçar na região da Grote Markt. A grande maioria dos restaurantes possuíam avaliações bem ruins de acordo com o Google Maps, muitos mencionando golpes contra turistas. Felizmente encontramos o Sint Joris, que tinha um preço razoável e boa avaliação. Foi uma escolha acertada. A comida era gostosa, bem servida e o atendimento muito bom. A moça que nos atendeu falava português, além de outros tantos idiomas. A refeição para o casal custou 53,10 euros.

Já alimentados, seguimos para De Burg, outra praça com edificações bonitas. Nela está localizada a Basílica do Sangue Sagrado, local com entrada gratuita que abrigaria uma relíquia com o sangue de Jesus. A basílica é bem pequena e possui um interior decorado com belos vitrais.

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Seguimos depois para a Igreja de Nossa Senhora, que já estava aberta para visitação. Ela possui uma área de visitação gratuita, mas se quiser ver a Madona de Bruges e outros itens é necessário pagar a entrada. A visita é rápida, não levando mais do que uma hora. Vale a pena comprar o ingresso para quem gosta de arte. As pinturas e esculturas no local são muito bonitas. A Madona está localizada num altar exclusivo para ela. Comparando com a Pietà que está no Vaticano, é igualmente bela, mas consideravelmente menor.

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O restante do tempo em Bruges foi dedicado a visitar lojas e comer waffles. Pegamos um por 6 euros em uma das diversas lojinhas existentes nas ruas. Estava gostoso, mas nada de espetacular.

Por volta das 16h00 voltamos para a estação de trem. Às 16h30 ele partiu rumo a Antuérpia.

Reflexão:

Não vá para Bruges com a ideia de que ela é a Veneza do Norte. Tirando o fato de ambas possuírem canais, são cidades completamente diferentes, a começar pelo estilo arquitetônico e organização das ruas. E justamente isso dá uma personalidade única para cada uma das duas cidades. Perguntei para minha esposa o que ela achava dessa comparação e a resposta dela não poderia ser mais simples e objetiva: Bruges parece ter saído de um conto de fadas.

Chegamos a Antuérpia cerca de uma hora e meia depois. Aproveitamos para conhecer o hall principal da estação de trem, que é famosa por sua beleza. De lá seguimos caminhando na direção do rio Escalda. No caminho passamos pela Catedral de Nossa Senhora, que infelizmente já estava fechada, e pela Grote Markt. Tal como a praça principal de Bruges, conta com belas construções ao redor, além de uma fonte no centro. Na beira do rio Escalda encontra-se Het Steen, uma fortaleza medieval e também a construção mais antiga de Antuérpia.

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Já voltando na direção da estação de trem, paramos para fazer um lanche. Passamos no Tota Empanadas Argentinas. Como o nome do local sugere, esse prato típico dos hermanos é a especialidade da casa. Elas estavam saborosas e bem recheadas. Minha parte e da esposa saiu por 22,80 euros.

Depois do lanche passamos novamente pelo Grote Markt e depois pela frente da Igreja de São Borromeu. Antes de ir para o hotel descansar, demos uma passada num Carrefour Express próximo para comprar água e garantir alguns chocolates de marca Côte-d'Or, que não sabíamos se seria fácil de encontrar nos Países Baixos.

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Gastos do dia:

39,40 euros em duas passagens de trem ida e volta de Antuérpia a Bruges

16 euros em duas entradas na Igreja de Nossa Senhora em Bruges

53,10 euros em almoço no restaurante Sint Joris

6 euros em um waffle em Bruges

22,80 euros em lanche no Tota Empanadas Argentinas

21,20 euros no Carrefour Express

 

Espero publicar a próxima e última parte até o fim do mês que vem, relatando nossa passagem pelos Países Baixos.

Editado por pedro.phma

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@pedro.phma Vai completar 2 anos que andei por estes lugares que foi uma das melhores viagens que fiz,não comparável com Suíça e Noruega,pois cada uma tem suas peculiaridades,só dá Itália que não estou gostando, porém tenho um país para conhecer ainda. 

  • 2 meses depois...
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Ótimo relato! Vou salvar para consultar depois com mais atenção. Estou me inspirando em destinos semelhantes para o próximo ano. =]

  • 3 semanas depois...
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15/07 – Primeiros moinhos holandeses

Optamos por não pegar o trem com destino aos Países Baixos muito cedo, já que o trajeto não era longo, então pudemos descansar bem. Tomamos café da manhã no hotel e seguimos para a estação de trem.

O destino de hoje era Roterdã, de onde partiríamos para visitar Kinderdijk. Compramos a passagem de trem diretamente no site da SNCB-NMBS faltando três meses para a viagem. O valor foi de 14,50 euros por pessoa. Comprando com até uma semana de antecedência o preço não tem muita variação escolhendo o trem Intercity.

Às 08h45 o trem partiu. No caminho conheci um neerlandês que fez um ano de intercâmbio em São Paulo e desenrolava bem no português. Dos diversos assuntos que conversamos perguntei o que ele achou do nosso país. A resposta foi interessante. Ele definiu o Brasil, mais especificamente São Paulo, como um caos organizado, e que quer voltar a morar lá novamente.

Chegamos a Roterdã pouco mais de uma hora depois. Saímos da estação e fomos caminhando até o próximo hotel, que não ficava longe. Uma diária para casal no Hotel Not Hotel Rotterdam saiu por 94,26 euros pagos no Brasil. Nesse valor já estava incluído a taxa turística. Mesmo chegando bem antes do horário do check-in, os quartos já estavam disponíveis e pudemos deixar nossas malas neles sem nenhum custo a mais. No check-in o hotel cobrou uma caução de 50 euros no cartão, que seria estornado na saída. Apesar de ser uma novidade para nós, era algo que estava previsto no momento da reserva pelo Booking. Durante as pesquisas por hospedagem nos Países Baixos, não foi incomum encontrar hotéis exigindo a caução.

Antes de prosseguir, vou tentar explicar como funciona o transporte público nos Países Baixos, ou pelo menos o que entendi. Os meios de transporte (ônibus, trens, metrô, etc...) aceitam diversas formas de pagamentos. Você pode usar travel ticket, passe diário, ticket avulso, ov-chipkaart (que seria um cartão de transporte recarregável) ou cartão de crédito/débito com pagamento por aproximação. O travel ticket ou passe diário te dá acesso ilimitado ao transporte público na região de cobertura dentro do período adquirido. O ov-chipkaart cobra conforme a distância percorrida. Possivelmente seja a forma mais barata, mas é necessário pagar o custo da aquisição do cartão e manter um saldo mínimo de valor pelo menos igual ao custo máximo do modal utilizado. O cartão de crédito/débito com pagamento por aproximação é provavelmente a forma mais prática para o turista. Você também paga de acordo com a distância percorrida. Só que o valor na fatura do cartão nem sempre é processado rapidamente e algumas vezes vêm agrupado com outros usos do transporte, dificultando saber exatamente quanto foi gasto por utilização. Assim, o valor que passarei aqui em alguns casos será aproximado.

Em todos os meios de transporte utilizei apenas cartões de crédito bandeira Visa da Caixa e do BB e o cartão Wise. O funcionamento é simples. Aproximar o cartão em local específico para fazer o check-in e check-out. Nos ônibus e bondes era um dispositivo instalado próximo aos acessos. Nos trens eram em catracas nas estações maiores e totens instalados nas plataformas das estações menores. Nos terminais de waterbus que passei também é em totens. Se esquecer de fazer o check-in poderá tomar uma multa caso a fiscalização passe. Se esquecer de fazer o check-out o único problema é que será cobrado pelo valor máximo possível para a linha do transporte utilizado.

Eu não tive problema com nenhum dos cartões que levei. A tia da minha esposa teve problema com o cartão de crédito dela. Era um cartão novo com bandeira Visa que foi solicitado junto ao BB quase que exclusivamente para a viagem, então não sei que tipo de liberação foi feita nele para uso no exterior. Antes de tentar utilizá-lo no transporte público primeiro testamos numa máquina de atendimento automático que vende bebidas. Ele foi aceito. Daí foi utilizado no primeiro meio de transporte, um bonde, também sem problemas. Já no uso seguinte, no terminal de waterbus, ele passou a apresentar uma mensagem de erro e não funcionou mais para pagamento no transporte público. As passagens da tia passaram então a ser adquiridas com ticket avulso, que tinha uma cobrança adicional de 1 euro, ou pagamento diretamente ao motorista ou cobrador quando possível.

Para obter informações das linhas de transporte, horários e preços, utilizamos o Google Maps e o site 9292.nl (que enquanto escrevia esse relato só consegui acessar com VPN).

Voltando ao relato... Livre das malas, pegamos o bonde próximo da Estação Central de Roterdã com destino ao terminal do waterbus Erasmusbrug. A passagem custou 3,20 euros por pessoa. Achei bem salgado pela pequena distância percorrida, mas queríamos chegar a tempo de pegar o waterbus que partia para Kinderdijk às 10h55.

A linha 21 do waterbus faz o trajeto direto do terminal Erasmusbrug para o terminal Kinderdijk Molenkade. A ida e volta saiu por 7,88 euros por pessoa. A tia da minha esposa adquiriu a passagem diretamente com o cobrador, que também fiscalizou todos os passageiros. O percurso, que durou cerca de quarenta minutos, é bonito, passando próximo de pontos turísticos de Roterdã e até de uma réplica da Arca de Noé.

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Quando pensava em Países Baixos logo vinha à mente os moinhos. E Kinderdijk provavelmente seja o lugar mais pitoresco para ver esses tipos de construções. A região possui dezenove moinhos e é Patrimônio Mundial da UNESCO. A maioria deles foi construída no século XVIII com a função de drenar a água. Hoje não funcionam mais com essa finalidade.

O ponto de desembarque do waterbus é pertinho da entrada em Kinderdijk. Aqui você pode caminhar pelo parque sem nenhum custo ou pagar o ingresso que dá direito a visitar o interior de dois moinhos-museus e passear de barco pelos canais. O custo era 18 euros por pessoa. Achei o preço elevado e optamos por fazer apenas o passeio gratuito, que já vale muito a pena.

Era o dia mais quente de nossa estadia na Europa e o céu estava muito bonito. Tudo isso contribuiu para deixar a paisagem ainda mais espetacular. Logo no começo do parque pegamos um waffle numa barraquinha chamada Dough. Estava bem gostoso, melhor do que o que comemos em Bruges. Saiu por 6 euros e só aceitava cartão como forma de pagamento. Notamos no decorrer da viagem que nos Países Baixos ficou muito mais comum encontrar estabelecimentos comerciais que não aceitavam dinheiro. Cada vez mais vi que acertamos em deixar a maior parte dos recursos no cartão Wise.

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Caminhamos até a altura do Museu-moinho Blokweer, o que dá aproximadamente 1,5 quilômetros da entrada do parque. No caminho ainda pegamos um cachorro quente em outra barraquinha. Saiu por 4 euros. Começamos então a voltar para o terminal do waterbus. Os horários diretos não são tão frequentes e ainda pretendíamos almoçar em Roterdã.

Às 13h30 embarcamos no waterbus, chegando ao terminal Erasmusbrug quarenta minutos depois. Almoçamos nas proximidades, no Grand Café-Restaurant Loos. A comida era bem servida e estava gostosa. A refeição para o casal custou 54,25 euros.

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Depois de almoçar fomos caminhar pela cidade. Não sou fã da maioria das cidades modernas, mas Roterdã é diferente, elegante e arrojada, misturando construções tradicionais com outras de formas nada convencionais. Infelizmente era segunda-feira e muitos dos pontos turísticos não abriam nesse dia.

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De repente o tempo começou a fechar. Como estávamos perto do hotel, voltamos para ele para descansar um pouco e esperar melhorar o clima. Já era perto das 19h00 quando resolvemos sair novamente. Ainda caía uma garoa chata, mas pelo menos não estava frio. Fomos para a estação central e pegamos um trem, ao custo de 2,60 euros por pessoa, para a estação Rotterdam Blaak, que fica perto do Markthal, um moderno edifício de uso misto e que conta com um mercado com vários quiosques de comida no térreo.

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A ideia era jantar algo no Markthal, mas quando chegamos boa parte dos quiosques já estavam encerrando a cozinha. Peguei um prato de comida coreana no Miss Chara por 15,45 euros. Minha esposa e as companheiras não gostam de experimentar novidades culinárias, então botaram na cabeça que só servia comer misto quente. O único lugar que achamos que servia isso era o Brunch and Brew, mas que não faria mais pois a cozinha já estava encerrada. Então cada uma deles pediu um café com leite, ao custo de 4 euros cada um, e saíram de lá com fome.

Perto do Markthal fica Kunstkubus, as famosas casas cubos de Roterdã. Passamos lá para dar uma olhada, mas a garoa insistia em cair. Resolvemos então abortar a caminhada e fomos para a estação de trem. Chegando à Estação Central comprei água em um mercado que havia lá e pegamos um kebab para a patroa no The Döner Company por 7 euros. Todo mundo alimentado, voltamos para o hotel para descansar.

Gastos do dia:

29 euros em duas passagens de trem de Antuérpia para Roterdã (pago no Brasil)

94,26 euros em uma diária no Hotel Not Hotel Rotterdam (pago no Brasil)

6,40 euros em duas passagens de bonde (tram) em Roterdã

15,76 euros em passagens de ida e volta para duas pessoas no waterbus de Roterdã para Kinderdijk

6 euros em um waffle no Dough de Kinderdijk

4 euros em um cachorro quente em Kinderdijk

54,25 euros em almoço no Grand Café Loos

10,40 euros em quatro passagens de trem local em Roterdã

15,45 euros em lanche no Miss Chara do Markthal

4 euros em um café com leite no Brunch and Brew do Markthal

2,80 euros em água num mercado da Estação Central de Roterdã

7 euros em lanche The Döner Company da Estação Central de Roterdã

 

16/07 – Kasteel de Haar

Mais um dia sem pressa para acordar. Como não havia muitas opções de cafeterias nas imediações do hotel, a não ser na estação de trem, resolvemos tomar café da manhã no próprio hotel. O serviço ocorreu num restaurante anexo. O valor foi de 12,50 euros por pessoa, mas era bem básico. Café com leite só tinha de máquina “tudo em um”, que não curtimos muito. Pedimos então um café expresso com leite preparado na hora. Achamos que era incluído, mas na hora de acertar a conta descobrimos que custou 6 euros cada xícara. O pagamento do café da manhã foi feito descontando a caução que fizemos no check-in. Tivemos apenas que pagar a diferença do café com leite que pedimos.

Vi no Google Maps que havia um trem de Roterdã a Utrecht, nosso próximo destino, saindo às 10h00 da Estação Central. Programamo-nos, então, para chegar à estação um pouco antes. Essa passagem não foi comprada com antecedência pois o valor do trem Intercity dentro dos Países Baixos não muda se comprado na hora ou com antecedência. Como utilizamos o cartão com aproximação na catraca, a passagem saiu por 13,20 euros por pessoa. Somente a da tia da minha esposa que custou 1 euro a mais pois o ticket foi adquirido num terminal de autoatendimento, já que o cartão dela não funcionava mais nos meios de transporte.

O trem saiu pontualmente, chegando ao destino quarenta e cinco minutos depois. O hotel escolhido foi o Hampton by Hilton Utrecht Central Station, que fica dentro de um shopping em frente à Estação Central. Fiz essa reserva pelo Hoteis.com e o pagamento no Brasil foi direto em real, com uma diária para casal saindo por R$ 761,78 com café da manhã incluído. Além disso, foi cobrada uma taxa turística de 9,46 euros para duas pessoas.

A escolha de Utrecht foi principalmente para visitar o Kasteel de Haar. Confesso que, antes de fazer o roteiro, nem sabia da existência dele. Mas, pesquisando pelo que fazer nos Países Baixos, li sobre o castelo e achei que seria interessante visitá-lo. Kasteel de Haar possui uma história antiga. Estima-se que a primeira edificação seja do século XII. Passou por destruições e reconstruções até chegar ao formato atual, que começou a ganhar forma no fim do século XIX. Hoje é o maior castelo dos Países Baixos.

Pra visitar o Kasteel de Haar utilizando transporte público é necessário pegar um trem e um ônibus. Deixamos as malas nos quartos, que já estavam disponíveis, e voltamos para a estação para pegarmos o trem (chamado de sprinter) com destino à Estação Vleuten. O percurso é feito em aproximadamente dez minutos e custou 2,60 euros por pessoa. Saindo da estação há um pequeno terminal de ônibus. Ali pegamos a linha 111, que chega à entrada do Kasteel de Haar em menos de dez minutos por 1,83 euros por pessoa.

Chegando ao castelo fomos adquirir os ingressos. Daria para comprar pela internet, mas como é com horário marcado e não fazíamos ideia que hora chegaríamos, deixamos para comprar na hora. O valor foi de 19 euros por pessoa e escolhemos a entrada das 13h00, assim teríamos tempo para almoçar.

A região não conta com muitas opções de alimentação, mas felizmente o restaurante do castelo tem uma comida boa e não é tão caro. Um almoço para o casal no local saiu por 38,70 euros com as refeições, bebidas e sobremesa.

Após o almoço, nos dirigimos para o local de início do passeio. Apesar de haver algumas nuvens no céu, o dia estava bonito. Então aproveitamos um pouco da área externa do castelo. Seu estilo arquitetônico é bem bonito. Dos castelos que conheci, ainda não tinha visto nada igual.

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Depois de um tempo fomos para o interior do castelo. Ele é todo mobiliado e cheio de detalhes. Não tem a suntuosidade de um Palácio de Versalhes, mas os detalhes mostram muito luxo. Destaque para a enorme cozinha e seus diversos utensílios de cobre.

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Terminada a visita interna, nos deparamos com uma guinada no clima. O tempo fechou e começou a chover. Ainda insistimos um pouco e esperamos a chuva passar, mas infelizmente não deu e resolvemos voltar para o centro de Utrecht. Utilizamos a mesma linha de ônibus e trem.

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Chegando ao centro, me separei da minha esposa e companheiras. Enquanto elas foram ao shopping, fui bater pé para conhecer a cidade, aproveitando que a chuva deu uma trégua e o tempo começava a limpar.

Primeira parada foi na Domkerk (ou Catedral de São Martinho de Utrecht). Seu interior segue o padrão de diversas outras igrejas no estilo gótico, bastante ornamentada e com belos vitrais. A entrada é gratuita. Na frente da igreja fica a Domtoren (Torre Dom de Utrecht). Trata-se da torre de igreja mais alta dos Países Baixos. Ela já esteve conectada à Domkerk, mas a ligação foi destruída no século XVII por um tornado e nunca foi restaurada. Como a entrada era paga, não subi a torre.

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Segui caminhando em direção ao Oude Hortus, um jardim botânico local. As ruas no entorno dele são bem bonitas. Depois fui para o lado oposto, passando por canais que cortam a cidade, até chegar ao Ganzenmarkt Tunnel, um túnel cheio de grafite e com luzes que ficam mudando de cor. Por fim, fui até o Molen Rijn en Zon, um moinho no meio de Utrecht.

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Voltei para o shopping para encontrar minha esposa e as companheiras. Resolvemos procurar um lugar ali para jantar. Escolhemos o Mado, um restaurante de comida turca. A refeição para o casal com sobremesa incluída custou 57,50 euros. Aqui foi o primeiro lugar que o cartão Wise não passou. Não entendi exatamente o motivo, mas acredito que a atendente estava tentando passar o cartão na função crédito, que não é compatível com o Wise. Utilizei então meu cartão da Caixa, que passou sem problema. Depois de jantar voltamos ao hotel para descansar.

Gastos do dia:

37 euros em café da manhã para duas pessoas no Hotel Not Hotel Rotterdam

26,40 euros em duas passagens de trem de Roterdã para Utrecht

R$ 761,78 em uma diária com café da manhã no Hampton by Hilton Utrecht Central Station (pago no Brasil)

9,46 euros em taxas turísticas para duas pessoas

10,40 euros em quatro passagens de sprinter (ida e volta da Estação Central para a Estação Vleuten)

7,32 euros em quatro passagens de ônibus (ida e volta da Estação Vleuten para o Kasteel de Haar)

38 euros em duas entradas para o Kasteel de Haar

38,70 euros em almoço no Restaurante Kasteel de Haar

57,50 euros em jantar no restaurante Mado

 

17/07 – Os moinhos de Zaanse Schans

Esse negócio dos trens Intercity dos Países Baixos não ter variação de valor se comprado em cima da hora ou com antecedência é excelente. Na França muitas vezes pegamos trens com partida mais cedo porque o valor pode variar bastante. Nos Países Baixos, como isso não existe, nos demos ao luxo de partir quando quiséssemos. Assim, acordamos novamente um pouco mais tarde e fomos tomar o café da manhã que estava incluído na diária do hotel. Ele possuía boa variedade, estilo o que encontramos no Ibis.

Havia um trem de Utrecht a Zaandam, nosso próximo destino, saindo às 10h30 da Estação Central. Chegamos um pouco antes e fizemos o check-in na catraca utilizando o cartão com aproximação. A passagem saiu 11,80 euros por pessoa. A viagem durou aproximadamente quarenta minutos.

Saímos da estação de trem em Zaandam e fomos ao hotel. Escolhemos o easyHotel Amsterdam Zaandam, que ficava bem perto. Duas diárias saíram por 194,40 euros, pagos ainda no Brasil. Além disso, foi cobrado 30,16 euros de taxa turística, o maior valor que já pagamos para algo do tipo até hoje. Não bastasse isso, para fazer o check-in antecipado tivemos que desembolsar mais 20 euros. Era isso ou pagar 5 euros por mala para deixar no depósito de bagagem. E estávamos com quatro malas.

Escolhemos Zaandam para o pernoite por conta dos valores elevados das hospedagens em Amsterdã, principalmente as próximas da Estação Central, além de estar a dez minutos de trem do centro da capital. Até havia hospedagens com valores próximos ao que pagamos em Zaandam, mas ou eram quartos compartilhados ou quartos privativos minúsculos, muitas vezes sem janelas. Quartos no mesmo estilo que pegamos em Zaandam e com avaliação semelhante estavam custando quase o dobro em Amsterdã. Pensei em pegar uma hospedagem perto da estação Amsterdam Sloterdijk. Os valores eram melhores e os hotéis bons, mas não pareceu ter muitas opções de refeições nas redondezas. Também cogitei hospedagem em Haarlem, mas os preços estavam mais caros que Zaandam e o tempo de deslocamento até Amsterdã era um pouco maior.

Nota rápida: peguei a dica de hospedagem no canal do Youtube “Imagina na Viagem”. É um canal pequeno (se comparado com outros de viagem), mas que possui vídeos com bom conteúdo e sem enrolação, direto ao ponto.

Após deixar as malas no hotel voltamos para a estação de trem e pegamos um sprinter até à estação Zaanse Schans, ao custo de 2,60 euros por pessoa e que fez o percurso em seis minutos. Depois caminhamos mais quinze minutos e chegamos aos moinhos de Zaanse Schans.

Diferentemente de Kinderdijk, a maior parte dos moinhos de Zaanse Schans não é original do lugar. Entre os anos 60 e 70, vários moinhos foram transferidos de outros lugares visando suas preservações. Hoje é um bairro turístico de Zaandam muito visitado que, além dos moinhos, conta também com museus e casas com arquitetura típica. A quantidade de pessoas que havia no local era muito maior que em Kinderdijk.

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O passeio por Zaanse Schans em si é gratuito. Mas há algumas atrações que são pagas. Dentre elas tivemos interesse em visitar o Verfmolen De Kat, um moinho utilizado para a fabricação de tinta, mas o local não recebe muitas pessoas por vez e a fila estava gigante. Dos locais gratuitos visitamos a Fazenda de Queijo Catharina Hoeve, uma loja que vende queijos e outros itens, além de contar com demonstrações sobre o processo de fabricação de queijos e degustação dos produtos.

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Para almoçar, escolhemos o restaurante De Kraai. Há algumas outras opções de comidas, mas o carro chefe do local são as panquecas. As que provamos estavam gostosas e bem servidas. A refeição para o casal saiu por 32,15 euros. Depois do almoço, passeamos mais um pouco por Zaanse Schans e vimos uma demonstração da fabricação dos tradicionais sapatos de madeira neerlandeses.

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Mesmo sendo um lugar criado para a manutenção da história dos Países Baixos, Zaanse Schans é um passeio excelente para quem está perto de Amsterdã e quer conhecer moinhos.

Perto das 15h30 voltamos para a estação de trem e pegamos o sprinter até o centro de Zaandam. Chegando lá, ainda demos uma volta pela cidade para conhecê-la antes de voltar para o hotel e descansar um pouco. A região de Zaandam onde nos hospedamos não tem muito que fazer, mas possui uma boa infraestrutura de restaurantes, cafeterias e mercados.

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Depois de descansar um pouco, saímos para jantar. Rodamos pela região e escolhemos o Argentijns Restaurant El Toro, que como o nome sugere, é especializado em culinária argentina. O preço ficou em 72 euros para o casal, com direito a entrada, bebidas, dois pratos com carne e guarnições. Foi o maior valor que já pagamos em uma refeição na Europa, mas nos empolgamos com a possibilidade de comer uma boa carne e fugir das batatas fritas. Valeu a pena? Não estava ruim, mas definitivamente a bisteca fiorentina que comemos em Florença foi mais marcante.

Após o jantar, voltamos para o hotel para descansar.

Gastos do dia:

23,60 euros em duas passagens de trem de Utrecht para Zaandam

194,40 euros em duas diárias no easyHotel Amsterdam Zaandam (pago no Brasil)

30,16 euros em taxas turísticas para duas pessoas (duas noites)

20 euros para adiantamento do check-in no hotel

10,40 euros em quatro passagens de sprinter (ida e volta da Estação Zaandam para a Estação Zaanse Schans)

32,15 euros em almoço no restaurante De Kraai

72 euros em jantar no Argentijns Restaurant El Toro

 

18/07 – Amsterdã

Hoje seria nosso último dia útil na viagem. A bola da vez era Amsterdã, então acordamos cedo para não perder tempo. Nosso hotel não tinha opção de café da manhã, e como a maior parte das cafeterias em volta dele abria tarde, resolvemos tomar café da manhã em Amsterdã. Na Estação Zaandam pegamos o sprinter para a Estação Central de Amsterdã. O custo de cada passagem foi de 3,10 euros por pessoa. O deslocamento durou quinze minutos.

Saindo da estação de trem, a primeira visão de Amsterdã foi meio chocante. Era como se uma nuvem de fuligem tivesse impregnado nas paredes dos prédios, dando um aspecto de desleixo na conservação e limpeza. Mas à medida que nos afastávamos da estação, a situação dos prédios melhoravam.

Caminhamos pelas ruas procurando um lugar para o café da manhã. Escolhemos o Allstars. Fomos tragados para dentro dele pela insistência do garçom que nos chamou enquanto passávamos na frente do restaurante. Pelo menos o preço estava bom e a comida era razoável e bem servida. Dois sanduíches e dois cafés com leite saíram por 24 euros.

Seguimos andando em direção à Praça Dam. As fachadas dos prédios localizados nela ainda lembravam a falta de cuidado dos prédios perto da Estação Central. Certamente uma das praças principais mais feias que conheci na Europa.

Continuando, chegamos ao Begijnhof. É uma antiga comunidade religiosa com um pátio bonito e bem cuidado. O restante do caminho até chegarmos ao ponto onde embarcaríamos em um passeio de barco foi melhorando nossa impressão sobre a cidade. As ruas começaram a ficar mais arborizadas e pontes floridas atravessando canais se tornaram frequentes.

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Escolhemos o passeio de barco pelos canais da cidade com a empresa Stromma. Um dos pontos de embarque dela é perto do Rijksmuseum. O passeio com duração de aproximadamente 01h15min custou 22 euros por pessoa. No trajeto, o barco passou por diversos canais, pontes e pontos turísticos. Não é barato, mas valeu a experiência.

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Finalizado o passeio, procuramos um local para almoçar. Optamos pelo restaurante de comida italiana Rossini. Bebidas e refeições para um casal saiu por 45,55 euros. De toda a viagem, foi o único restaurante que mencionou explicitamente gorjeta. O garçom não pediu na cara dura. Apenas disse que a gorjeta não estava incluída no valor da conta. Como a comida estava gostosa e o atendimento foi muito bom, demos 10 euros de gorjeta.

Depois do almoço me separei da minha esposa e das companheiras. Enquanto elas foram olhar lojas, fui conhecer o Rijksmuseum. A compra do ingresso só estava disponível online, então comprei pelo celular por 22,50 euros. Escolhi o horário mais próximo disponível, das 15h00. Teria que esperar cerca de trinta minutos.

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O museu tem uma coleção bem legal, passando por pinturas, armas antigas, réplica de barcos, mobiliários, etc. É impressionante o tanto que as pinturas antigas dos artistas neerlandeses possuem tons de cores mais vivos que pinturas da mesma época de artistas de outras nacionalidades. O carro chefe do museu é o quadro “A Ronda Noturna”, de Rembrandt. Porém o esquema de segurança dele é tão pesado que nem dá para apreciá-lo direito.

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Fiquei no museu por volta de duas horas. Depois fui para o lado da Praça Dam, onde minha esposa e companheiras estavam. Ainda tínhamos a Casa da Anne Frank para visitar, mas faltava mais de duas horas para o nosso horário. Matamos o tempo fazendo uma das melhores coisas da vida: comer. Lanchamos no Eetcafé Roem. Aproveitei para comer mais uma torta de maçã. A refeição do casal saiu por 21,55 euros.

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Quando eu estava organizando a viagem, li que os ingressos para visitar a Casa da Anne Frank eram concorridos. Eles são disponibilizados uma vez por semana com datas até seis semanas adiante. Só que deu branco e me esqueci dos ingressos. Quando lembrei, faltando quarenta dias para a viagem, havia pouquíssimos horários disponíveis durante o dia que estaríamos em Amsterdã. O mais cedo que consegui foi o de 20h00. O custo foi de 16 euros por pessoa.

Chegada a hora, pudemos acessar o local. O passeio segue uma sequência pelos cômodos do anexo secreto da propriedade, sempre com auxílio de um áudio guia. Como diversas outras histórias relacionadas às guerras, é bem triste. Como ponto negativo, o fato dos cômodos não possuírem a mobília da época tira um pouco da imersão. Mas é possível conhecê-los como eram através do tour virtual disponível no site oficial.

Finalizado o passeio na Casa da Anne Frank, voltamos para a Estação Central, onde pegamos o sprinter de volta para Zaandam. O valor por pessoa foi o mesmo da ida, 3,10 euros. Após, fomos para o hotel descansar.

Gastos do dia:

12,40 euros em quatro passagens de sprinter (ida e volta da Estação Zaandam para a Estação Central de Amsterdã)

24 euros em café da manhã no AllStars Breakfast

44 euros em dois ingressos no passeio de barco da Stromma Boat

45,55 euros em almoço no restaurante Rossini

22,50 euros em uma entrada no Rijksmuseum

21,55 euros em lanche no EetCafe Roem

32 euros em duas entradas na Casa Anne Frank (pagos no Brasil)

 

19/07 – Caos tecnológico no dia do retorno

O nosso voo de volta para casa estava previsto para sair do aeroporto de Amsterdã às 12h55 do horário local. Como Schiphol é gigante e estávamos em pleno verão europeu, programamos de fazer o check-out no hotel às 08h00 para chegar cedo ao aeroporto.

Nota rápida: tal como na Air France, a KLM também permitiu marcação de assento gratuita no check-in. Quando ele é feito, assentos são designados aleatoriamente, mas depois é possível alterá-los.

Já na Estação Zaandam, preferimos adquirir o ticket físico no terminal de autoatendimento. Por conta da impressão do bilhete, o valor do sprinter até a estação do aeroporto custou 6,30 euros por pessoa.

Uma coisa que chamou a atenção na estação é que os painéis com indicação dos horários das linhas e plataformas de embarque estavam inoperantes. Ainda não sabíamos, mas era o prenúncio do caos que seria o dia. Felizmente eu tinha visto no Google Maps o horário e plataforma do sprinter, além da direção que ele seguiria. Quando ele passou perto do horário estimado com o nome da estação final na frente, deduzi que era o que precisávamos pegar.

A viagem até o aeroporto durou pouco mais de quinze minutos. Já dentro do terminal, procuramos o balcão da KLM para despachar as malas. Depois seguimos para o controle de acesso à área de embarque. Procuramos então um local para tomar café da manhã. Escolhemos uma lanchonete que não me recordo o nome. Dois sanduíches e dois cafés com leite custaram 27,90 euros. Meio caro, mas não dá para esperar muito de uma refeição no aeroporto.

O nosso voo já estava com portão de embarque designado, mas reparei que o voo anterior ao nosso saindo do mesmo portão estava com problemas. De repente começou um anúncio no sistema de som do aeroporto, inicialmente em neerlandês e depois em inglês, dizendo que problemas nos sistemas de computadores estavam ocasionando cancelamento ou atrasos dos voos. Nos painéis do aeroporto, vários voos dentro de Europa já apareciam com a situação cancelada, e voos de longa distância com a situação atrasada.

Chegava próximo do horário do nosso voo e as informações dos painéis não indicavam a situação dele. Estávamos no limbo. Chegou o horário e nada. Já estava claro que ele também foi afetado. Só ficava pensando onde que as companhias aéreas iriam acomodar tanta gente em caso de cancelamento de voos generalizados. O tempo ia passando e algumas alterações no portão de embarque foram ocorrendo. Por volta de 14h30 houve um anúncio de que já havia tripulação disponível para o voo. Faltava o avião. Quinze minutos depois o grande pássaro de metal em seu manto azul encostou no finger do último portão de embarque designado. Algum tempo depois começou o embarque. Às 16h30 o avião partiu.

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Sobre o serviço de bordo da classe econômica da KLM, ótimo. Comissários atenciosos e refeições boas e em quantidade decente.

Às 22h30 do horário de Brasília o avião pousava em Guarulhos. Quase três horas atrasado, mas pelo menos chegamos. Depois lendo as notícias vimos o quão grande foi a apagão cibernético ocorrido naquele dia. Felizmente tudo terminou bem.

Gastos do dia:

12,60 euros em duas passagens de sprinter da Estação Zaandam para o Aeroporto

27,90 euros em café da manhã no aeroporto Schiphol

 

É isso. Espero que tenham gostado do relato e até a próxima.

Editado por pedro.phma

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