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Raffa

Trilha para Choquequirao em 4 dias - Peru - Sem agência

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Raffa, que fantástico!!!! tô aqui babando... maravilha ...

Eu sou super fraca em subidas mas como vc mesmo disse não há conquista sem sacrifício!! parabéns pra vcs todos!! relato tá massa!!!

Abraços!!! ::otemo::

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Raffa, que fantástico!!!! tô aqui babando... maravilha ...

Eu sou super fraca em subidas mas como vc mesmo disse não há conquista sem sacrifício!! parabéns pra vcs todos!! relato tá massa!!!

Abraços!!! ::otemo::

 

::otemo:: eeee brigado Frida

 

Ah, para quem sofre um pouco em subidas, é só alugar um burrinho a mais.

só não pode ter preguiça e ficar em casa ou dependente de carros.

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Raffa primeiramente meus parabéns pelo relato.

Gostaria de saber uma coisa, além de tudo q vcs levaram como barraca, saco de dormir, comida, fogareiro etc.. Vcs levaram tbm as panelas e talheres ou conseguiam nos campings q ficavam?

Desde já, Brigadão.

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Obrigado Renato,

 

Levamos tudo: panela, pratos, copos, talheres, fogareiros, mantimentos e barracas (inclusive para o arrielo)

 

abraços

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Obrigado Renato,

 

Levamos tudo: panela, pratos, copos, talheres, fogareiros, mantimentos e barracas (inclusive para o arrielo)

 

abraços

 

Fala ai Raffa!

 

Irado mesmo o relato e a trip cara! Baixo impacto, ajudando a população local! Tiraram onda!

 

Eu vou agora em marco pra la to muito amarradão pra fazer Coqueirirao. Vou tentar fazer dois dias depois que eu chegar só pq preciso de um tempo pra me aclimatar e ver se acho alguém que queria ir comigo.

 

Vi aqui que um dos guias recomendados pela Leap Local o Domingo Danion tem material de camping pra alugar. Como ali sera meu primeiro treeking e o unico que precisaria levar minha barraca e meu material de camping, vou preferir alugar, levando somente meu saco de dormir, copos e talheres. Nao consegui encontrar, ainda, nenhuma informacao referente a possibilidade e quanto seria o aluguel desse material la.

 

Outra coisa que esta me deixando um pouco preocupado eh a qualidade do material dos guias.

 

Outra coisa tambem que me deixa bolado eh se encontrarei com facilidade mantimentos pra comprar antes de cair na trilha em Cachora ou se eh melhor eu levar de Cusco.

 

Uma ideia, como eu comeco e termino minha viagem em Cusco, seria levar minha barraca, fogareiro e panelas e deixar no Hostel (devo ficar no mesmo no inicio e no final da viagem) e pegar antes de voltar pra casa, mas tu sabe como eh o apego pelo material de camping (especialmente minha barraca hehehehe)..entao preferiria alugar.

 

Espero que voce ou outros amigos possam me dar uma luz!!!

 

Valeu!

 

Abs

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Pablo,

 

as compras é melhor comprar em Cusco, mais opções de comidas de trilhas. Cachora é bem pequena, talvez chegue e não tenha nenhum mercadinho funcionando.

Sobre a trilha, é bom se informar se esta liberada, normalmente essa época é de muita chuva e caos pelas montanhas e rios.

 

Em Cusco, vendem umas sacolas tipo de sacoleiros, da para voce condicionar tudo ali, e deixar no hostel e pegar na volta. Vale a pena levar suas coisas.

 

abs e boa viagem

 

Obrigado Renato,

 

Levamos tudo: panela, pratos, copos, talheres, fogareiros, mantimentos e barracas (inclusive para o arrielo)

 

abraços

 

Fala ai Raffa!

 

Irado mesmo o relato e a trip cara! Baixo impacto, ajudando a população local! Tiraram onda!

 

Eu vou agora em marco pra la to muito amarradão pra fazer Coqueirirao. Vou tentar fazer dois dias depois que eu chegar só pq preciso de um tempo pra me aclimatar e ver se acho alguém que queria ir comigo.

 

Vi aqui que um dos guias recomendados pela Leap Local o Domingo Danion tem material de camping pra alugar. Como ali sera meu primeiro treeking e o unico que precisaria levar minha barraca e meu material de camping, vou preferir alugar, levando somente meu saco de dormir, copos e talheres. Nao consegui encontrar, ainda, nenhuma informacao referente a possibilidade e quanto seria o aluguel desse material la.

 

Outra coisa que esta me deixando um pouco preocupado eh a qualidade do material dos guias.

 

Outra coisa tambem que me deixa bolado eh se encontrarei com facilidade mantimentos pra comprar antes de cair na trilha em Cachora ou se eh melhor eu levar de Cusco.

 

Uma ideia, como eu comeco e termino minha viagem em Cusco, seria levar minha barraca, fogareiro e panelas e deixar no Hostel (devo ficar no mesmo no inicio e no final da viagem) e pegar antes de voltar pra casa, mas tu sabe como eh o apego pelo material de camping (especialmente minha barraca hehehehe)..entao preferiria alugar.

 

Espero que voce ou outros amigos possam me dar uma luz!!!

 

Valeu!

 

Abs

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Pablo,

 

as compras é melhor comprar em Cusco, mais opções de comidas de trilhas. Cachora é bem pequena, talvez chegue e não tenha nenhum mercadinho funcionando.

Sobre a trilha, é bom se informar se esta liberada, normalmente essa época é de muita chuva e caos pelas montanhas e rios.

 

Em Cusco, vendem umas sacolas tipo de sacoleiros, da para voce condicionar tudo ali, e deixar no hostel e pegar na volta. Vale a pena levar suas coisas.

 

abs e boa viagem

 

Obrigado Renato,

 

Levamos tudo: panela, pratos, copos, talheres, fogareiros, mantimentos e barracas (inclusive para o arrielo)

 

abraços

 

Fala ai Raffa!

 

Irado mesmo o relato e a trip cara! Baixo impacto, ajudando a população local! Tiraram onda!

 

Eu vou agora em marco pra la to muito amarradão pra fazer Coqueirirao. Vou tentar fazer dois dias depois que eu chegar só pq preciso de um tempo pra me aclimatar e ver se acho alguém que queria ir comigo.

 

Vi aqui que um dos guias recomendados pela Leap Local o Domingo Danion tem material de camping pra alugar. Como ali sera meu primeiro treeking e o unico que precisaria levar minha barraca e meu material de camping, vou preferir alugar, levando somente meu saco de dormir, copos e talheres. Nao consegui encontrar, ainda, nenhuma informacao referente a possibilidade e quanto seria o aluguel desse material la.

 

Outra coisa que esta me deixando um pouco preocupado eh a qualidade do material dos guias.

 

Outra coisa tambem que me deixa bolado eh se encontrarei com facilidade mantimentos pra comprar antes de cair na trilha em Cachora ou se eh melhor eu levar de Cusco.

 

Uma ideia, como eu comeco e termino minha viagem em Cusco, seria levar minha barraca, fogareiro e panelas e deixar no Hostel (devo ficar no mesmo no inicio e no final da viagem) e pegar antes de voltar pra casa, mas tu sabe como eh o apego pelo material de camping (especialmente minha barraca hehehehe)..entao preferiria alugar.

 

Espero que voce ou outros amigos possam me dar uma luz!!!

 

Valeu!

 

Abs

 

 

Valeu Raffa! Entrei em contato com uns guias mas ainda to tentando barganhar um preco melhor e tentar juntar mais um ou dois pra cairem na trilha tbm e ficar tudo mais barato!

 

Abs!

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::otemo::

 

Boa trilha Pablo ! Espero que de tudo certo.

 

Depois poste sua aventura aqui no mochileiros.

 

abs

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Raffa

 

Que relato !

Já estou com água na boca

Estou pra faze-la agora em junho, a partir do dia 26 (depois do inti raymi) e pretendo fazer com 1 dia a mais que voce fez

 

Não pretendo levar nada de barraca e instrumentos (fogareiro, saco de dormir).

Será que arrumo tudo em Cachora ou em Cusco ?

 

Obrigado !

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    • Por janicehartmann
      Choquequirao – 4 dias e 3 noites
      Saída do hostel as 5:30 da manhã, com destino a São Pedro de Cachora.
      Embora se possa iniciar a caminhada já em Cachora, realizando um percurso de 12 km em uma estradinha “pendurada” nas montanhas, a trilha propriamente dita começa mesmo em Capulyoc, onde tem um posto de controle em que se registra a entrada junto ao Guarda Parque, paga a entrada (60 soles para brasileiros) e, se quiser, eles carimbam seu passaporte.

      Capulyoc se localiza a 2.915 metros de altitude e é muito lindo, pois de um lado se abre um amplo vale em que se vislumbram as típicas plantações em terraços dos moradores locais e em frente se pode admirar um bonito grupo de nevados do complexo Salkantay “o Padreyok”.

       

       
      Cerca de 500 metros após o vilarejo de Capulyoc  é que inicia a descida, no “Camino de Herradura”, que desce em zig zag e já permite vislumbrar o Rio Apurimac, com suas águas muito verdes, no fundo do cânion. “Apurimac” em quechua significa “Deus que fala” em razão do rumor de suas corredeiras muito audível quando se começa a chegar mais perto do rio.
      Seguindo a descida, no KM 16 fica o acampamento Cocamasa que pode ser uma opção de estadia para quem inicia a caminhada no final da tarde. Mas nós seguimos a caminhada até o KM 19, ao acampamento Chikisca, que está localizado a 1.950 metros de altitude. Iniciamos a caminhada em Capulyoc cerca de 10:30 horas da manhã e chegamos em Chikisca perto das 13 horas. Caminhada tranquila, com muitas paradas para fotos, mas muito quente nesta época do ano (agosto) e com muita poeira.

      No acampamento, que é uma espécie de oásis verde, com muitas árvores frutíferas, como manga, abacate, limão, chirimóia e outras, e se destaca em meio à vegetação do vale muito mais seca nesta época do ano, nos refrescamos em uma ótima sombra e aguardamos o almoço, que foi preparado por moradores locais. Ali tem um pequeno mercadinho com itens básicos de higiene, bebidas e comidas.
      Como estava muito quente almoçamos e aguardamos até as 15 horas para retomar a caminhada.
      Dali se descemos em zig zag por mais 400 metros de desnível, cerca de uma hora de caminhada, até chegar a Playa Rosalina, as margens do Rio Apurimac, a 1.560 metros de altitude. Descemos até as margens do rio para molhar os pés em suas aguas geladas e ficamos curtindo o visual por cerca de uma hora.

       

       
       

       
      Reiniciando a caminhada, atravessamos a bonita ponte suspensa e iniciamos a subida pelo outro lado do vale, num interminável zig zag até o acampamento Santa Rosa,no KM 25,5 e a 2.115 metros de altitude.  Chegamos já quase escurecendo. Neste acampamento tem água, banheiros, banho frio, mercadinho básico, local para cozinhar e bonitos platôs de frente para o vale, onde se acampa.  Noite de lua quase cheia propiciando um vista espetacular do vale em frente.
      No segundo dia iniciamos a caminhada ainda no escuro,  cerca de 4 horas da madrugada, até o Caserio Marampata, no KM 28,5 a 2.910 metros de altitude. É uma subida bem puxada, com altimetria de cerca de 800 metros e na parte final já se sente um pouco os efeitos da altitude.

      Em Marampata, sentido o vento frio daquela altirude, tomamos nosso café a manhã preparado por uma moradora local e as 8 horas da manhã partimos para a parte final da caminhada até Choquequirao, no KM 36, a 3.033 metros de altitude.
      A partir de Marampata a trilha deixa de ser íngreme e vai alternando entre trechos com retas, subidas e descidas e, após 500 metros de caminhada já se começam a divisar terraços “pendurados” nas encostas e a choquequirao muito ao longe.
      Cerca de um quilometro antes de chegar às ruínas há um desvio para o camping Raqaypata, que também é uma boa opção de estadia.
      A chegada às ruínas já impressiona pela grandiosidade dos terraços com suas pedras extremamente bem alinhadas.
      Choquequirao trem 12 setores, nem todos reconstruídos / escavados:
      Praça principal – local onde o pessoal costuma para descansar;
      Colcas – onde eram armazenados produtos alimentícios e vestuário;
      Terraços ou “andenes” – onde eram realizadas as plantações, com destaque para o setor de “llamas” com seus 440 degraus;
      Habitações dos sacerdotes – localizada na parte alta;
      Cemitério inca
      Kallancas – edifícios retangulares que serviam como oficinas, centro administrativo, espaço para reuniãos, etc.
      Ushnu – plataforma  cerimonial no topo da colina.
      Chegamos às ruínas pelas 10 horas da manhã, não sem antes nos impressionarmos com dois setores de terraços já recuperados “pendurados” nos penhascos e visíveis de vários pontos do caminho.

       

      Chegando na Plaza Central descansamos alguns minutos na sombra de uma “arbol papel” ou polilépis, no meio de uma gramado muito verdinho curtindo o astral do local com apenas outros três turistas que estavam ali naquele momento.

       

       

      Depois, subimos por uma trilha a esquerda até o “Ushnu” ou platô cerimonial, de onde se tem uma bonita vista do cânion formado pelo Rio Apurimac, das ruínas e das montanhas nevadas, ou quatro “Apus” que cercam Choquequirao.

      Após, voltamos a Plaza Central e atravessamos para a parte de trás e seguimos a trilha que conduz ao setor de Llamas, numa descida com desnível de cerca de 200 metros até chegar a um mirante que permite ver este setor de frente. Na verdade o setor de “Llamas” se trata de terraços que “despencam” da montanha abaixo de forma quase vertiginosa, que tem em suas paredes de pedra incrustados desenhos de llamas em uma rocha branca, provavelmente quartizito branco.

       

      No retorno, ao invés de seguir a trilha, subimos a escadaria original, com infindáveis 440 degraus em meio aos terraços. Na parte alta dos terraços está incrustado desenho de a uma serpente.

       

      Após a cansativa subida retornamos a Plaza Mayor onde nosso cozinheiro nos esperava com uma marmita de almoço bem quentinho.  Sentamos no gramado em uma área um pouco mais afastada para almoçar e descansar / cochilar um pouco.


       
       
      Depois fomos visitar o setor de colcas e o da residência dos sacerdotes, bem como observar o sistema hidráulico do complexo.

       


                                                                                          
      Após as 16 horas iniciamos o retorno para o acampamento Marampata e na descida pudemos apreciar um lindo pôr do sol.

       

      Já no acampamento descobri que pagando 10 soles eu teria direito a um banho quente, em chuveiro a gás, o que vale ouro depois de tanta caminhada e do vento frio da noite.
      Tivemos outra noite fantástica, bem fria, mas agora com a lua um pouco mais cheia.
      No terceiro dia saímos cedinho, despencando cânion abaixo por cerca de 1400 metros de desnível. Após atravessar o Rio Apurimac reiniciamos a subida pelo outro lado e após 400 metros de desnível, chegamos em ChiKisca já com muito calor. Aguardamos o almoço e esperamos por bastante tempo, até as 15 horas, para reiniciar a caminhada, pois fazia muito calor.
       

       

       

      Chegamos ao final da tarde em Capulyoc. O acampamento fica num lugar sensacional, um platô com vista privilegiada do vale e dos nevados em frente. Consegui um banho quentinho, a 10 soles, num sistema de água aquecida no fogo.
      O jantar foi oferecido pelos donos do acampamento e a noite estava belíssima com a lua cheia e o visual montanhoso completamente iluminado.
       

       

       

       

      No quarto dia pudemos dormir um pouco mais e após o café da manhã, também oferecido pelos anfritriões, ficamos curtindo o visual em uma sacadinha de frente para as montanhas enquanto aguardamos o nosso transporte de retorno que chegou as 10 horas da manhã. E levou quase cinco horas para chegar em Cusco.
       

       

       
      Eu realizei o passeio com a agência Qorianka Tour – 084 505959, cel: +51 974-978771 e +51 974-739305 ou contato direto com Renato no watts +51 986-960796 e paguei USD 230,00 com tudo incluído (transporte de ida e volta a Cusco, alimentação, guia, mulas para levar equipamentos comuns e mais cinco quilos de bagagem individual, acampamento em barraca com isolante). Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia e bebidas adquiridas nos acampamentos. Recomendo ainda: Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453 (USD 245,00) e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros.
      Querendo contratar direto se pode fazer contato com Choquequirao Wasi (tem página do facebook), watts app: +51 974-555258.
      Quando estive lá os valores eram os seguintes: 50 soles por dia para o cavalo; 50 soles por dia para o “ariero” (condutor do cavalo ou mula);10 soles por acampamento;  de 30 a 40 soles pra retorno a Cusco nas vans que trazem os turistas das agências (sempre tem lugar) ou 60 soles em transporte local (táxi) até ramal de onde se pode pegar o ônibus para Cusco por cerca de 10 soles. A única coisa que não consegui verificar é como conseguir um transporte de van privado a partir de Cusco, mas o pessoal da Choquequirao Wasi deve ter essa informação.
      Se for de ônibus tem que pegar ônibus para Abancay e depois para Ramal e de lá conseguir transporte para Cachora  ou Capuliok.
      Ou seja: é um trajeto que pode ser feito de várias maneiras. Com agência contratada em Cusco, se tem menos preocupações e está tudo incluído. Contratando cavalo/mula e ariero local é mais em conta e se privilegia a distribuição de renda aos efetivos moradores da região.
      Fazendo 100% solo é bem mais barato, mas é preciso atentar para o preparo físico, pois o desnível do percurso é de mais de 1500 metros, o que torna a caminhada bem pesada. Mas a distribuição dos acampamentos também permite fazer o caminho com mais calma, utilizando mais dias.
      Recomendações: tome muita água, pois o clima é muito seco e quente e procure organizar a caminhada para não estar na trilha nos horários mais quentes do dia. Os acampamentos de altitude (primeiro e último dia) são bem frios, então leve uma roupa bem quente.
      Observação: A partir de Cachora é possível fazer o Trekking até Machupichu. Ou seja, você vai até Choquequirao e não volta, mas segue até Santa Tereza / hidroelétrica e de lá pelo trilhos do trem até Águas Calientes. Me pareceu um maravilhoso passeio, mas leva de 07 a 08 dias e requer um bom planejamento, pois se precisa mais comida e não tenho informação acerca de possibilidades de comprar no caminho entre Choquequirao e Santa Tereza.

       
       
       
       
       
       
       
       



    • Por Carol Montoaneli
      Eu sempre falei que uma boa viagem começava por um bom planejamento, só não sabia que uma aventura poderia tb começar pela FALTA DE PLANEJAMENTO! kkk
       
      Eu não sabia ao certo o que faria nas minhas férias pq estava estudando pra concurso público. Primeiro decidi não viajar e apenas estudar. Depois decidi viajar pouco. Depois eu surtei e vi que tava ficando doida estudando pra um concurso que não tinha nada a ver comigo, tranquei o curso e resolvi optar por um mochilão!
      O roteiro era assim : casa > Aracajú > Maceió > Recife > João Pessoa > Natal > Fortaleza > casa
      Nãooooooooooooooooo muda de página, não!! Tá o tópico certo sim! Vc já vai entender....kkk
       
      Passei bem uns 20 dias planejado gastos, tinha conseguido couchsurfing, carona, hostel... o diabo! Uma amiga (a Jéssica) topou tb a brincadeira e compramos as passagens numa linda tarde de uma segunda-feira!
       
      Na real mesmo, nós estávamos na dúvida pq tava rolando a maior chuva no nordeste! E estávamos com medo pq a ideia era acampar na maioria das cidades. Pensamos em Machupicchu, mas vimos que a trilha inca estava esgotada e a passagem, um absurdo... então... compramos as passagens pro nordeste mesmo! Isso foi mais ou menos por volta das 15h. Quando deu mais ou menos umas 18h uma outra amiga mandou um email “olha só gente! Promoção da Tam pra cusco!”
       
      Poutz! Desembestamos a correr atrás da empresa pra fazer a trilha! Conseguimos uma empresa com vaga para fazer Salkantay. E as passagens ficaram mais em conta que ir pro nordeste! Compramos as passagens pra Cusco e por volta das 23h estávamos cancelando tudo! Maior confusão!!!
       
      Tudo feito e passado o susto, tive que refazer todo meu check list! Trocar meu biquíni por luvas e gorros e ainda precisei pegar algumas coisas emprestadas com alguns amigos!
       
      Nossa peregrinação começou o aeroporto! Maioooooor chá de cadeira!
      Rio de janeiro (galeão) > São Paulo (Guarulhos) > Lima > Cusco. Daí descobri que faço parte daquele movimento dos “mochileiros perdidos que encostam e dormem em qualquer lugar”. Isso é uma arte e não requer prática, tão pouco habilidade! Apenas VOCAÇÃO!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkk
       

      Ah! Detalhe! No aeroporto de Lima eu percebi que talvez eu passasse um perrenguinho básico em relação a alimentação! A Jéssica pediu um suco típico! Era roxo com cara de suco de uva, tinha gosto de beterraba e cheirava a milho.... tipo suco de tamarindo do chaves, sabe?!
       
      De lima pra cusco pegamos um horário cretino, mas consegui apreciar o nascer do sol! Incrível!
       
      Eu tava bem feliz! Tinha acabado de fazer uma trilha com uns amigos na pedra da Mina e tava numa expectativa braba pra Salkantay!
      Daí veio aquela mocinha simpática oferecendo algo pra vc comer e beber. Pedi um café! Claro! E aí veio minha primeira decepção! O café tem gosto de milho! Rapá! Nunca fiquei tão doida de raiva! O avião tava quase pousando e eu lá com aquele café quente, transbordando (pq até o cheiro enjoava) e eu querendo me livrar daquele negócio! Kkk
      Chegamos em Cuscooooooo!!!!!! Só festa!!!!!!!! Só que não!
      Acho que eles são tão brasileiros quanto a gente! Encostou um carinha do nosso lado com aquele carrinho pra “ajudar”. Foi super simpático e nos levou até o taxi.
      A corrida até o hostel custaria 30 soles. E o cara ainda me cobra na cara lavada 20 soles por ter carregado as nossas mochilas.
      “ah! O senhor me desculpa, mas eu não sabia que cobrava. Não tenho dinheiro!”
      Ele ainda insistiu e falou que brasileiro costuma ajudar com 20 soles. Ou até em reais mesmo! Minha amiga tirou 5 reais e entregou a ele. E ele ainda ficou lá insistindo! Só de lembrar, já fico até brava! Kkk
       
      Ficamos hospedadas o Hostel Che Lagarto. O Check-in era as 14h. Então deixamos as mochilas por lá e fomos das uma volta pela cidade. Paramos numa lanchonete chamada Pan...Tástico!
      Realmente o lugar é muito bom e o sanduiche é incrível! E o café? Com gosto de milho! Hauhauahauhauahuahauhauahauhauhauh Eu já tava conformada: Café, só em casa! Kkkkkkkkkkkkk
       
      Fomos para a praça principal!
       


       
      E ainda caminhamos até o mercado municipal que tem na cidade. Tudo muuuuuuuito colorido! Tudo muito diferente! Tudo muito lindo!

      A cidade estava em festa. As crianças ensaiavam para as apresentações. Eu tinha visto antes de viajar que dia 24 de junho era a festa do Sol. Mas parece que mês de junho todo rola apresentações e são chamadas as “festas de Cusco”. Então..... eu indico viajar pra lá em junho pq fica tudo tão colorido! A cidade toda fica linda! E as crianças são lindas!!!
      Eu tinha visto algo falado sobre Mama Africa! Parece que é uma baladinha que tem lá e que todo mundo adora e recomenda. Não sei se todo mundo vai pra lá pq é a melhor opção ou se pq não tem outra opção...ahauhauahauhauah
       
      Eu e a Jéssica arrumamos nossas coisas, tomamos banho, resolvemos dormir um pouco pra depois ir pra lá. Acordamos quase uma da manhã. Um toró que só por Deus!!!! Mama Africa.... SÓ QUE NÃO! kkkkk
       
      No dia seguinte levantamos por volta das 7h. O café era servido as 8h então resolvemos usar o pc pra botar a vida em dia e avisar pra todo mundo que tava tudo bem!
      Eu não sei se vocês já ouviram falar num blog Day Trippers.
       
      Um amigo me indicou e eu os sigo no face já faz um tempinho. É um casal (Isa e Rafa) em lua de mel. Eles se casaram em dezembro e resolveram tirar o ano sabático. Eu acho surreal as coisas que eles fazem e adoro! Daí.... tô lá bisbilhotando, né?! Passei o link pra Jéssica dar uma olhada. Ela curtiu e começou a olhar também.
      Hora do café, desligamos os pc´s e subimos pro café!
      QUEM TÁ LÁ TOMANDO CAFÉ?????????? Os dois! ãã2::'>
      Tomei um susto pq eu não consegui assimilar nada com nada! Não andava, não tomava café, olhava pra Jéssica e falava bem parecendo uma retardada “Jéssicaaaaaa.... são eles?”
      Eu não sabia se ia falar com eles, ou se tomava meu café pq tava com meu estomago todo embrulhado e revirado!
      Moral da história.... não consegui falar nada. Hauahuahauhauahauhauhauahuha
      Eles passaram pela gente, deram bom dia, né?! E foram embora!
      Depois que o susto passou eu fui olhar o que tinha de café! E adivinhem só?????????????
      Café solúvel!!!!!!!!!!!!!!!!! E não tinha gosto de milho! Mas o leite era bem ralo! Mas ok! Tava razoável e fiquei bem feliz! Café! café! café!!!!
      Arrumamos nossas coisas e decidimos passear pela cidade! Cusco estava em festa!!! \o/
       


      E tem ainda um pouquinho das crianças dançando nesse link aqui!!! Vale a pena!
       
      Tem uma rua (antes de chegar na praça principal) que tem um moooonte de loja de equipamento de trekking e é tudo mega barato! TIVE QUE COMPRAR! Kkk
      Eu acho... de verdade... que tem muita coisa falsificada!
       
      Mas eu comprei um casaco impermeável super honesto. Não devo ter pago mais que R$70 reais e tô bem feliz! Kkk E tem de tudo! Mochila, bastão, capa de chuva, roupa.... claro que não dá pra falar de qualidade se tudo fica muito duvidoso, mas até aí!!!! O importante é mochilar e qto mais em conta ficar, melhor! Kkk
      Voltamos pro hostel e sentamos um cadinho lá o sofá e quem chegou? Eles!!!!!!!!!
       
      A Isa veio falar com a gente e deu muita risada qdo contei da história! Depois de muito papo conhecemos até o jipe! Cara! Eu parecia criança no parque de diversões, sabe?!
      Foi SENSACIONAL!!!!!
       

      E aqui segue uma boa indicação pra vocês! http://www.facebook.com/daytrippersbr?fref=ts
       
      Sabe aquele tipo de pessoa que você encontra por aí e tem a sensação que é seu amigo de infância? Eu não sei se algum dia encontrarei com eles novamente, mas cara..... nunca mais vou esquecer dos papos, “dos causos”, das gargalhas sinceras!
      Na minha humiiiilde opinião (e acho que já cheguei a comentar isso aqui), eu acredito que são as pessoas que encontramos pelo caminho que fazem nossas viagens valerem a pena e eu posso afirmar que ter conhecidos esses dois aí “perdidos no mundo” (assim como eu) fizeram uma boa parte da minha estadia em cusco ter valido a pena!
       
      Bom..... depois de hooooooras tentando organizar o que ia com a gente e o que ia ficar no hostel, conseguimos acertar tudo e uma moça da empresa foi até a gente pra acertar o restante do combinado. Pagamos metade da trilha como sinal, né?! E o restante a gente acertava na hora.
      Daí a moça simpática foi explicar tudo pra gente com o mapa.
       

      Daí eu sei que no meio da explicação eu só ouvi a moça falando “85km”
      Rapidinho eu virei pra Jéssica : “são 85km?”
      Ela: “é! Eu mandei isso no email pra vc. Você não viu?!”
      Eu: “são 85km? Como eu não vi isso?”
      Naquele exato momento tudo se encaixava! Todas as caras de reprovações que o povo fazia quando a gente falava que ia fazer Salkantay... pq a minha amiga tinha me falando que eu ia me fu fu de verde e amarelo... pq tinha gente me chamando de doida.....
       
      Bom..... a empresa é super, mega, ótima! Super recomendo e os dados estão no mapa!
      Tem uma ótima estrutura! Os guias são excelentes e falam inglês e espanhol! Os cozinheiros são incríveis!!! Não emagreci 10 gramas! haauhauahauhauah
      Comi muito melhor na trilha do que nos restaurantes de Cusco! De verdade!
      Detalhe: sou vegetariana e eles tem a opção. Tinham duas canadenses com intolerância a glúten e eles tinham cardápio diferenciado pra elas tb.
      E tínhamos direito a entregar até 5 quilos (por pessoa) para o cavalo transportar.
      E o esquema era assim... Os cozinheiros acordavam a gente bem cedão (tipo 5h da matina) com o chá de coca! Daí a gente arrumava as coisas e partia pra trilha. Era montado um acampamento base para almoçarmos (saladinha, sopa e almoço), e depois a gente caminhava mais umas 4 ou 5 horas. Daí a gente chegava no acampamento base pra dormir. Tinha o lanchinho (chá com pipoca) e depois o jantar (saladinha, sopa e jantar).
      TUDO SENSACIONAL!!! (exceto a história dos 85 km que eu não olhei direito no email)
       
      Enfim.... não tinha como arrumar, né?! Então.... bora chinelar!
      Eu nem sei que horas fomos dormir. Pensamos em mil estratégias por causa das mochilas... só sei que as 4h já estávamos prontas. Detalhe..... o menino lá do hostel não ascendeu a luz, não vi o último degrau e rolei com mala, mochila e o diabo! Meu pé inchou e eu não conseguia levantar do chão! Daí já vem o filminho novamente na cabeça, né?! Chinelar 85km com o pé bichado não ia ser moleza! Kkkkkkkkkkk
       
      Antes de sair do Brasil eu tinha comprado um anti-inflamatório mega, ultra, power. Nem pensei duas vezes.... encharquei meu pé e já comecei a andar pra não deixar o corpo esfriar! Até que a tática funcionou!
      bora começar, né?! A trilha eram 5 dias e 4 noites! E eu vou separar aqui pelos dias pra ficar mais fácil, tá?!
      Só lembrando que na maior parte do caminho eu não tinha relógio, celular, qq tipo de comunicação via net e banho..... só de lencinho umedecido. E pra todo o resto.... DALE COCA! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      1º DIA – Morri 350 mil vezes! Chorei! Me arrependi de não ter lido o email, mas sobrevivi!
       
      O guia nos pegou no hostel, fomos até outra praça lá com ele, entramos na van e começamos a conhecer as outras pessoas do grupo. Tudo gringo! Socorooooooo! Era hora de tentar desenferrujar meu inglês!
       
      Paramos pra tomar café da manhã (esse é o único que não tá incluso o pacote)! Conhecemos as outras pessoas que estavam na outra van. No total estávamos em 18. No grupo tinha gente da Austrália, França, Inglaterra, Alemanha, Canadá, Itália e mais uns perdidos que eu não devo ter entendido (não se esqueçam que meu inglês tava enferrujado!kkkk)
      O guia parou para os explicar algumas coisas e pediu para que nos apresentássemos!
      Me apresentei e já falei de cara que não falava muito bem inglês , mas que tentaria me comunicar da melhor maneira possível. Uma canadense depois até me perguntou qto tempo fazia que eu não estudava. Daí depois ela falou que eu me virava bem pra quem não falava direito.. pq eu tentava. Daí eu brinquei “tenho que tentar... adoro falar!” hauhauahauhauha
       
      O pessoal foi bem bacana comigo. Mesmo com um inglês-tupiniquim, eles me ajudavam e consegui bater papo a trilha toda! Hauahuahauhaauh
      Olha só.... vou logo avisado que só decorei nome de alguns lugares, por isso fiz questão de guardar o mapa pra trazer pra vocês, tá?! Mas se eu não me engano..... partimos de Mollepata! Kkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      Ah! Pra mim, era tudo igual.... mas vamos lá... vou tentar!
       

      Caminhamos um tempão...... um tempão mesmo....... eu tava num ritmo bom..... e fui vendo que fui ficando por último! Mas tava achando que tava tudo bem!
      Lembram daquela propaganda ... não lembro o nome da empresa, mas tinha uma musiquinha assim "350km! 350km! para um pouquinho, descansa um pouquinho.... 350km!" e dai depois ia aumentando.... pois eh! parecia eu na trilha! Toda hora essa musica vinha na cabeça! kkkkkk
       
      A trilha até parecia um pouco com as daqui do Brasil. Tava tudo muito bom.... qdo deu uma subida meio estranha.... o ar não entrava mais! Eu puxava e não vinha!
      O guia percebeu que eu tava começando a passar mal e me pediu pra parar.... catou umas plantinhas , bateu na mão com uma lavanda que tinha na mochila e me deu pra respirar.
      Ok! Passou... bora subir.....
      Cadê o ar? Jesus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! não tem ar naquelas bandas!!!!!!!!
      Aí eu tava entendendo porque vendia cilindro de oxigênio nas lojas e eu tava achando exagero!
      Tô lá botando os bofes pra fora e o guia tentando me acalmar!
      Ok! Passou.... bora subir.....
      Daí tinha um gringo lá passando mal tb, mas o problema dele foi outro. Foi piriri!
      E eu tô achando que tá tudo sob controle..... toca o ar sumir de novo!
      Ai gente! Nessa hora eu comecei a ficar nervosa! Pior que ficar nervosa não adianta pq junta com o choro e vc não sabe se tá morrendo e tanto chorar ou de não conseguir puxar o ar.
      Só sei que foi assim até a hora do almoço!
       
      Conseguimos chegar no acampamento base! Os cozinheiros trouxeram primeiro a entrada, depois a sopa e depois o almoço.
      Eu sinceramente não entendia o motivo da sopa, mas ela era tão gostosinha e eu tava começando a ficar com frio que acabava comendo.
      E todas as refeições eram assim e já no terceiro dia não aguentava mais comer sopa. Toda refeição eu falava que não ia mais comer a sopa e sempre acabava comendo sem dar nenhum piu! Hauhauahauhauhauahauhauha E depois das refeições..... DALE COCA!!!!!!!
      Só de lembrar do chá, meu estômago embrulha, mas me ajudou muito na hora, viu?!kkk
       
      Eu acho que eles montavam os acampamentos em pontos estratégicos. Pq depois das refeições vinham sempre as descidas..... tb.... de estômago vazio já era tenso...imagina depois de comer feito um louco! Kkk
       
      Despois das refeições só vinha descida, mas não era moleza, viu?! Quase não parávamos pra descansar e andávamos por horas!
      Eu acho que esse caminho poderia ser colocado também naquela lista de trilhas de peregrinação, sabe?! Nossa! Dá pra pagar os seus pecados e das suas próximas 2 ou 3 gerações.... de taaaanto que a gente anda!
       
      Mas nem posso reclamar muito porque depois do almoço eu conseguia acompanhar o ritmo da minha amiga (ela estava sempre no pelotão da frente...kkk).
      Pela manhã eu geralmente fazia a trilha sozinha pq ficava pra trás. A tarde conseguia acompanhar o ritmo de um ou outro! E assim ia.....
       



      As vezes com fotos, eu acho que não dá pra ter noção direito de como é o lugar. Resolvi tentar fazer alguns vídeos. Beeeeem amadores mesmo. Só pra vocês terem noção de como são os lugares.
      Só que é assim.... eu vou gravando, tentando falar, as vezes feliz, as vezes lamentando e não vou editar pq eu já tô quadrada aqui tentando fazer o relato e organizando as fotos. Se eu pensar no vídeo tb, vou desistir! Então .... um pouquinho da chegada na nossa Base nesse link!
       
      Pensa no frio!!! Muuuuuuuuuuuuuuuuuito frio!!!!!!! Ok! Agora aumenta ainda mais!!!!!! Eu nem pensei que eu pudesse vestir tanta roupa ao mesmo tempo.
      Fiz um sistema massa de camadas e dormi feito um bebê! Aliás....foi a única noite que dormi beeeem mesmo! Não sei se apaguei por causa do cansaço, ou se foi pq consegui me acomodar legal, mas o pessoal lá falou que não conseguiu dormir direito.
      Eu fiz assim.... meia calça, segunda pele, leagging e antes de entrar o saco de dormir, me enrolei no cobertor que levei.
      E com a blusa foi a mesma coisa. Usei uma blusa do mesmo material que a meia calça, segunda pele, blusa e um baita casaco de esquimó! Kkk
      O saco de dormir foi um de -10graus! Dizem que em julho e agosto esfria mais. E existe a possibilidade de alugar o saco de dormir lá com eles também.
      Jantamos e voltamos pra barraca felizes e contentes!
       
      2º DIA – O arrependimento me devorou por inteira e quase virei oferenda de PacchaMama! kkk
      Por volta das 5h da manhã os cozinheiros acordavam a gente pra entregar o chá de coca! “Buenos Dias!!!”
      A gente tinha meia hora pra se arrumar, pegar as coisas a começar a andar.
      O guia não me deixou seguir com o grupo pq eu ia passar mal novamente. Deixa eu corrigir..... ele não falou “ah! Vc não vai! Vai ficar aqui”
      Ele conversou comigo, me explicou que a subida seria mais íngreme. Falou que Salkatay está a quase 5mil metros e que não teria como me socorrer se eu passasse mal pq não teria resgate lá. Pra minha segurança ele achou melhor que eu contratasse um cavalo pra subir até lá em cima e depois eu continuaria!
      Eu não queria pagar, mas tava com medo de botar os bofes pra fora de verdade!
      Então..... pela primeira vez na vida... montei no bichinho e ele começou a andar sozinho.
      Primeiro eu pensei que era cavalo. Depois no caminho descobri que era uma mula. Qdo a mula começou a andar eu fiquei preocupada pq o guia q ia com a gente tava levando os outros dois gringos que tb estavam passando mal. E a mula ia sozinha... e não tinha ninguém na minha frente!
       

      Daí eu grudava na cela com medo de cair, não conseguia olhar pra trás pq tava vestindo todas as roupas que eu tinha levado e a mula lá... andando.....
      Eu tava ficando quadrada já! Acho que foram 2 horas subindo!
      Fora o susto! Primeira vez que eu tava montando um trem daquele! E a mula ia sozinha e passava na beirinha do precipício! Ai! Daí eu desembestava a grudar na cela e rezar pra tudo que era santo! Hauahuahauhauahauhauahauha
      Mentira! Não rezo pra santo, mas eu grudava na cela e fechava os olhos tamanho meu cagaço!
      Um trechinho bem honesto de um video pra ver como eu não mintooooooo. Essa mula só sobe pela beirinha!
      E um trechinho que a mula teve que descer! Chorei! De verdade! Rolou até uma lagrima! Hauhauahauhauhauahauhauhauahauhauahauhauahuhauhauhaauhauha
       
      Quando cheguei lá em cimão de tudo, só agradecia! Não sabia se ria ou se chorava! Salkataaaaaaay
       

      Abraçava a mula e ela nem tchum pra mim! Confesso que no inicio eu não queria pq achava que ia dar conta, pq tava com dó da mula, pq não queria gastar o dinheiro, mas no final fiquei tão grata por tudo que acho que foi essencial! Naquele momento eu entendi que eu preciso aprender a respeitar o limite do meu corpo! Até mesmo por questão de segurança! Acho que não tem “história que valha a pena” quando colocamos a nossa segurança em risco!
       



      E a volta foi bem mais tranquila!
      A trilha é beeeeem demarcada! Mas eu caso de dúvidas.... Perguntem para as mulas! Hahaha
      É sério! Elas transportam tudo naquele trecho. Vão e voltam sozinhas! Fiquei impressionada! Kkkkkkkkk

      Depois de mais uma hora ou um pouco mais de caminhada..... parada pro almoço!
      Aaaaaaaaaaaaaaahhhhh!!!!!! Esqueci de avisar. Nessas paradas tem tipo umas barraquinhas.... nem sei se tem algo que a gente possa comprar aqui no brasil, mas vende água, refri, chocolate... claro que custa tudo muito caro! E tem banheiro tb! Então... preparem as moedas! Geralmente 1 sole!
       


      E depois do almoço reforçado o que temos??? Descida!!!!!!
      Vocês não estão entendendo gente..... descida de verdade! Descida caprichada! Descida pra marmanjo nenhum botar defeito! Acho que foram 4 ou 5 horas de caminhada!
      Minhas pernas não respondiam mais! Meu corpo todo tava dolorido!
      Eu já tava ficando meio puta da vida tentando ainda entender pq não tinha lido o maldito email! E olha que a Jessica foi negociando tudo e arrumando tudo! Mas eu (pra variar) tava fazendo trilhões de coisas ao mesmo tempo).
       
      De verdade? Em certos momentos cheguei a me questionar se tava valendo a pena todo aquele sacrifício! Todo o desgaste físico e emocional!
      A gente não tava com a nossa galera de trilha, sabe?! Eu tô acostumada a fazer bagunça do inicio ao fim! Tô acostumada a dar merda no caminho, mas um anima aqui, outro puxa ali. Tô acostumada a cantar, brincar, zuar.... e cara! Aquela galera ali não era a MINHA GALERA!
       
      O pessoal era muito fechado! Tudo bem que a gente tinha praticamente acabado de se conhecer, mas tem gente que eu faço trilha na primeira e rola “amizade de infância”, sabe?!
      Eu precisei de ajuda pra descer uma pedra cabulosa lá depois do lance da mulinha e não rolou uma mãozinha sequer! Ai gente... confesso..... chorei até de saudades! Acho que nunca chorei tanto numa trilha por motivos tão diversos! kkkkkkkk
      Tinha hora que eu lembrava de algumas trilhas.... em especial a mágica que eu fiz pra Pedra da Mina e bateu uma saudade! Rolava um nó na garganta e aquele questionamento “que diabos eu tô fazendo aqui?”
      E enquanto eu e minha amiga caminhávamos (já sem esperanças de chegar no acampamento base ainda durante o dia) e com esse monte de questionamentos a cabeça, segurando o nó na garganta e tentando dizer pro arrependimento que não tinha nada pra se fazer.... bem ali... onde a trilha fez a curva..... surgiu o acampamento base! Nossa! Deu um alivio tão grande e desembestamos a descer! Arrisco a dizer que a felicidade estourou no peito que mal coube! Kkkkkkkkkkkkkkk
      Tirei a bota, jogamos nossas coisas dentro da barraca e fomos comer depois!
       
      A galera já tava animada! Tinha um pessoal com cerveja, batendo papo de forma bem descontraída! E eu lá.... tagarelando meu inglês com um “portunhol” improvisado com os franceses e os italianos! Pessoal “gente boa” pra bater papo! Pacientes que só vendo! Hahaha
       
      Antes do jantar negociamos como seria o dia seguinte. E o nosso guia nos apresentou os cozinheiros e o homem que cuidava dos cavalos (não lembro como eles o chamam por lá)
      Como a gente tava liberando peso no terceiro dia poderíamos entregar tudo o que quiséssemos para os cavalos carregarem. Eu não tinha muita coisa. Só dois quilos mesmo. A mochila nem pesava tanto. Então... eu e a Jessica ficamos com uma mochilinha de ataque só pra colocar agua e barrinhas e a câmera (que tem um peso considerável! kkk)
      Daí no dia seguinte caminharíamos até um certo trecho e depois pegaríamos uma van (tb inclusa no pacote) e de lá seguiríamos para Santa Tereza!
       
      3º DIA – Tipo SPA!
      O dia começou bem.... acordamos tarde..... 6h da matina! “Buenos dias!!!” e DALE COCA!
       


      Era o último dia do moço dos cavalos lá, então a gente tinha combinado de fazer uma vaquinha. Lá eles chamam de propina! Agradecemos pelo bom serviço prestado, entregamos e nos despedimos..... chinelar, né?!
       








       
      Andamos muuuuuito. Era um caminho sem fim! Eu tava achado que não ia acabar nunca! E o guia solta assim: “ah! Vamos parar pra descansar no shop center”
       

      OK! OK! Valeu!!!! Kkk
      Caminhamos mais um pouco e pegamos uma van... sei lá como eles chamam lá! Só sei que subi naquele treco e dei graças a Deus por conseguir dar uma folguinha pras pernas...hauhauahauha
       

      Fizemos a pausa para o almoço e enquanto os cozinheiros terminavam de arrumar tudo, os meninos pararam pra jogar futebol!
       


       
      Depois pegamos novamente o ônibus e seguimos para o local onde ficaríamos acampados a noite. Pegamos algumas coisas para visitar as águas termais de Santa Tereza!
      Ali sim..... eu tive tratamento de princesa! Hauhauahauhauahauhauahauh
      Detalhe.... eu não tinha levado chinelo por causa do peso. Lá nesse lugar que ficamos acampados, vendiam uns chinelos super leves. Foi tãoooooooooooooo bom tirar o pé da bota e usar chinelo! Hauhauahuh foram os 5 soles mais bem gastos de toda a viagem! Kkkkkkkkkk
       
      A entrada das aguas termais não tava incluso. Nem o transporte. Se eu não me engano, era opcional! Total 15 soles! E tava bom demais! Kkk nós estávamos a base de lencinhos umedecidos a 3 dias! Eu saí daquela piscina enrugadíssima!!!!
       

      Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!! Detalhe! De brinde ainda vieram os “el taradões!” os caras vão pra lá com umas câmeras a prova dágua só esperando as gringas mergulharem! Tudo bem que os australianos fizeram uma barreira lá pra gente, mas ai.... que “el malões” hauhauahuahauhauah
      Voltamos para o acampamento e o nosso guia começou a explicar como seria o dia seguinte. Tínhamos a opção de tirolesa. Quem não queria, poderia ir caminhando não sei mais qtos mil quilômetros ou poderia pegar a van até a hidrelétrica.
      Eu de primeira já falei que não queria descer de tirolesa pq gosto das coisas debaixo dos meus pés!
      É sério! Se eu gostasse já teria saltado de um mote de coisa por aí! Mas morro de medo... só que eu não queria me separar do grupo novamente, né?! Então..... resolvi optar pela tirolesa!
       
      4º DIA – Sou montanhista, não passarinho – Morri parte 2!!!
      Café da manhã mais que caprichado e despedida dos cozinheiros! Afinal... dia seguinte seria nosso grande dia, né?!
       



       
      Entramos a van rumo a Cola de Mono. A empresa é oooooootima também!
      O lugar é lindo e tem área de camping. Eu gostaria de ter ficado lá descansando! Rsrsrs

       
      Tirolesaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! SÓ QUE NÃO!
      Não sei o que me deu! Eu tava lá... toda montada e equipada subindo a montanha lá deles bem bonitinha! Subi toda animada e quando vi a altura de onde estávamos começou a faltar ar. Passei mal, tiveram que me acudir, foi uma confusão danada!
      De verdade? Acho que dessa vez eu passei mal de nervoso! Não tinha como ter problema de altitude ali!
      Eu via o pessoal descendo e não conseguia chegar na beiradinha que já desembestava a passar mal.
      O esquema da tirolesa deles eram 6 cabos. As montanhas eram interligadas pelos cabos em alturas diferentes. Juuuuuuuro que tentei!
      Daí eu ia descendo a pé e falava pro guia “não! Tô melhor! Vou descer!”
      Daí qdo ele ia me prender no cabo eu começava a passar mal, chorava, voltava!
      Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!! Se eu pudesse voar, teria nascido com asas, ora bolas! Hauahuahauhauahuahauhauahauha
      Não deu gente! Dessa vez... não rolou!
      Mas ó! Pra deixarem vocês com vontade, vou colocar um vídeo que a Jéssica gravou e ficou beeeeeeeeem bacana!
       
      Juuuuuuro que tentei! Mas não consegui. Os guias automaticamente pediram meu dinheiro de volta lá no caixa e explicaram que passei mal! UFA!
      Lá direto no parque custa 160 soles (eu particularmente acho que compensa pela estrutura que eles oferecem), mas como nosso grupo era grande, custou para cada um 80 soles.
      Passado o susto, voltamos para a van e seguimos para a hidrelétrica!
      Fizemos a paradinha clássica para almoçar. Dessa vez como os cozinheiros não iam com a gente, prepararam o marmitão! Comemos frio, mas tava bom! e danamos a andar!
      Eu não sei nem por quaaaaaaantas horas andamos. Sempre beirando os trilhos do trem que ligam até Águas Calientes.
       





       
      Contei sobre os australianos, né?! Um sarro!
      As roupas, o jeito de falar, brincavam com tudo e toda hora estavam cantarolando.
      Entre uma paradinha e outra.... achavam um jeito pra descontrair. Nessa hora aí eu acho que eles estavam jogando bocha (é assim que se escreve?)
      Quando nos demos conta.... tava todo mundo olhando e formando até torcida!
      Eles com toda certeza fizeram a diferença na trilha (me animaram bastante)!
       

      Enfim...... Águas Calientes!
       

      No caminho tivemos um problema porque uma canadense passou mal. Acho que ela tava machucada e desmaiou de cansaço! Conseguiram improvisar um carrinho de mão e os gringos correram pra carregar! Foi um Deus nos acuda, mas chegamos na cidade e ela reagiu bem.
       
      Em Águas Calientes nosso grupo se dividiu! Tinhamos algumas opções de hospedagens.
      Pegamos a mais barata e vou falar que tava de muuuuuuuuuito bom tamanho! Eu e a Jéssica ficamos um quarto pra nós duas. Tudo bem limpinho e organizado. Só pecou numa coisa.... eu tava bem feliz e contente e de repente..... banho frio! A água não esquentava por nada. O quarto não tinha interfone e estávamos no 4ºandar. BANHO QUENTE É PARA OS FRACOS! Hauahauhauahauhauhauahauha
      Tava precisando muuuuuito daquele banho! Pulei, gritei, xinguei! Mas tomei meu banho! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk
      A noite fomos jantar num restaurante lá perto eeeeeeeee???? Sopaaaaaaaaaaaaaa!!!!!kkkkk
      Tomei a sopa e jantei ! posso falar? A comida dos cozinheiros lá da trilha tava muuuuuuuuito melhor!
      Ah!!!! Não falei sobre a bebida local, né?! O PISCO! É como a nossa cachaça!
      Pura não rola, mas os coquetéis são bem legais! O pisco Sour é mais fraco, mas mesmo assim, não é bom! Então... resolvi arriscar um coquetel de pisco com maga, maracujá e limão.
      Super recomendo!
      O Guia nos explicou sobre as opções de machuppichu. Poderíamos ir a pé ou de ônibus.
      Eu bem pensei que a Jéssica quisesse ir a pé, mas nem precisei fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança! Ela mesmo acabou falando sobre o ônibus! Ai!!! Eu tava tão feliz! Kk
      Saímos do restaurante e fomos comprar o bilhete de ônibus. Pagamos 18,50 dólares ida e volta! O primeiro sai as 5h30!
      Recomendações : TUDO EM MP É ABSURDAMENTE CARO!!!!!!!!!!!!!
      Os guias não olham as mochilas, mas você não pode entrar com mochilas grandes. Só as pequenas! Levamos garrafinha d´agua, barrinhas de cereais, câmera e muita disposição!
      Bora dormir!!!!! Uma cama enorme só pra mim!!!!!!!!!!! Tava no paraiso! Kkk
       
      5º DIA – O grande dia!!!!!!!!!!!
      Chegamos lá no ônibus no horário combinado! Entre 4h30 e 5h!
      Eu ainda tava caindo pelas tabelas! Era um mix de sono e pisco! Hauahuahauhauhauahauha
      Compramos um sanduiche que tomate e queijo e de brinde.... abacate! Nossa! não aguento nem lembrar! Tudo eles usam o abacate. Ficou gostoso! Mas tuuuuudo tinha abacate! Salada, sanduiche, comida! Ai!!!!
      Bom.... pegamos o ônibus e subimos. Um inglês e uma canadense foram com a gente. O restante da galera foi tudo caminhando! A galera tem mó “sangue no zóio” pela amor de Deus! Eles estavam treinando rumo aos 360km! Só pode! Hauhauahauhauhauah
       

      Aqui tem um detalhe IMPORTANTÍSSIMOOOOOOOOOOOO! Quase tivemos um treco porque aquela mocinha simpática da empresa não tinha explicado isso a gente!
      Pra comprar o ingresso de MachuPicchu precisa informar um número de documento. Pode ser passaporte ou RG. Nós informamos o RG.
      Eu .... levei os dois! A Jéssica só levou o passaporte!
      Lá na portaria vc tem que apresentar o documento que está no ingresso, ou seja, Jéssica com passaporte e no ingresso o número do RG? Como entramos? A Jéssica conseguiu imprimir a cópia do Rg dela, mas por via das dúvidas.....na hora do tumulto entramos numa fila onde a fiscal nem conferia documento. Só carimbava e passava a gente!
      Detalhe.... a partir das 9h o pessoal disponibiliza o carimbo de machupicchu pra botar lá o seu passaporte! Fica lindo!
       

      Então gente..... bora parar de falar e olhar as fotos, né?!
       












      O nosso guia nos explicou sobre a história de MP, como funcionava o esquema na civilização Inca e nosso passeio guiado levou mais ou menos umas 2 horas.
      Tiramos a foto oficial do grupo! Trocamos facebook! Fizemos a vaquinha lá da proprina e depois cada um foi pra um canto! Eu e a Jéssica fomos até o mirante.... onde é tirada a tal foto clássica!
       
      Lá dentro da cidade tem a Montanha de MachuPicchu e tem a Montanha de
      Huayna Picchu . Custa 10 dólares e tem que comprar com antecedência também. Ficamos um pouco a dúvida se subiríamos ou não, mas no final optamos por tentar!
       
      Em Huayna Picchu só podem entrar 400 pessoas por dia divididas em grupos. O primeiro grupo eu não lembro o horário, mas o segundo só pode entrar das 10h as 11h e lá fomos nós!
       




      É uma escada medonhaaaaaaaaaa! Uns degrauzinhos que não cabe em o pé direito! E daaaale subida!!!
      E depois quando vc acha que já subiu tudo............... a caverna que liga até São Thomé das Letras, meu povo! Hauahuahauhauahauhauahauhauhaauhauha
       


       
      E a vista é recompensadora!!!!!! Simplesmente incrível!
       


       
      Eu vou fechar as fotos de MP com a clássica!
       

       
      MachuPicchu é de tirar o fôlego e ver tudo de lá de cima de Huayna Picchu, não tem palavras que consigam descrevem!
      Mas posso falar? Me deu uma saudade do Brasil! Me deu uma saudade de tudo! Uma vontade de voltar pra casa correndo... Senti saudades da minha galera de trilha, senti saudades dos picos que temos por aqui!
      Eu gostei da viagem e agora montando o relato as fotos, vendo os vídeos que eu tô conseguindo processar e digerir tudo o que aconteceu, mas posso falar?
      Não troco Machupicchu nenhum por qq cantinho do meu País!
       
      E eu pensando lá.... mesmo com todos os problemas que temos, com toda roubalheira, com todas as injustiças que estamos cansados de ver..... e eu lá em Machupicchu morreeeeeeeeeeendo de saudades!!!!! Só me restou curtir mais um pouquinhoe controlar a ansiedade, né?!
       
      Voltamos pra águas calientes com aquele saborzinho de “missão cumprida”, sabe?!
       
      Almoçamos, fizemos as comprinhas no mercado de artesanato, voltamos pro hotel para pegar as malas (pq já tínhamos feito o check out) e encontramos a galera pra mais um piiiiisco!!!!!!!!
       
      Pegamos o trem rumo a sei lá onde! Paramos uma cidade onde tinha um povo fazendo a maior bagunça pra pegar os gringos perdidos rumo a cusco! Kkk
      Eu tava tão cansada, tão exausta que eu vi lá o povo tentando se entender e eu lá de canto só balançando a cabeça dizendo “ok! Ok!” hauhauahauhauha
       
      Pegamos um outro ônibus e descemos em Cusco por volta das 23h.
      Nossa! Nem queria saber de Mama Africa, nem nada! Queria saber da minha cama!
      Dormi feito um bebê!
       
      No dia seguinte, fui tomar café e vi o jipe da Isa e do Rafa! Fiquei tão feliz!
      Descobri que o hostel tinha um monte de brasileiro, principalmente cariocas! Fizemos amaior bagunça! Haha
      Detalhe.... a bagunça tava rolando solta aqui no Brasil. Um Amigo tava tentando me atualizar e me fazer entender o que tava acontecendo... bem aquele momento das manifestações!!
      Como estávamos em um número considerável de brasileiros no hostel, resolvemos fazer a nossa manifestação em Cusco tb! Kkkkkkkkk
       

       
      Voltei para o Brasil feliz da Vida!
      Cheguei numa quinta-feira em meio ao tumulto e mal tinha desfeito minhas malas já tava na rua com a minha bandeira enrolada no pescoço!
      Pode ter sido um conjunto de tudo, mas eu posso garantir que NA MINHA OPINIÃO a melhor parte da viagem foi ter voltado pro Brasil! Me diverti com os brasileiros que estavam lá! Conheci gringos que fazem tanta bagunça quanto a gente, mas voltar pra sua casa e ver que tá tudo uma bagunça pq “estamos em reforma”.... isso pra mim, foi demais!
       
      Claro! Ok! MachuPicchu! Oláááá!!!!!
      Todo mochileiros que se preze quer correr até lá e tirar a foto clássica, né?!
      Foi meu primeiro carimbo no passaporte e acho que fiz bonito!
       
      Mas olha só... nada paga poder voltar pra casa!!!! Primeira coisa que eu fiz foi comer arroz, feijão e ovo frito! Kkkkkkkkkkkkkk
       
      Tenho um monte de amigos que viajam pro exterior e nem sabe o que existe por aqui!
      Sinceramente? Pode ser que depois eu olhe esse relato e diga “nossa! Qta baboseira falei. A viagem foi muito bacana e eu não soube aproveitar direito”
      Mas hoje eu posso afirmar com todas as letras que não troco MP pela minha viagem até Pico dos Marins, Não troco pela minha travessia Lapinha X Tabuleiro, muito menos pela trilha louca que fiz com uns amigos até a Pedra da Mina (e olha que nem chegamos até o topo!)
       
      Não tem nada no mundo que substitua as minhas viagens com meus amigos! Perdi as contas de qtas vezes vi o Sol lá lindão... nascendo e se pondo e a gente lá... só olhado.... agradecendo por tudo!
      Poxa! Eu fiquei muito brava pq não vi uma vez se quer o sol nascendo no Peru.... ok! No avião!
      E eu só lembrava das minhas trilhas com meus amigos! Rsrsrs
       
      Tudo bem! Aprendi também algumas coisas com essa viagem:
      - aprendi a comprimir direitinho o saco de dormir! Na base da porrada, gritos e da pancadaria, mas aprendi!
      - aprendi que lanterna de cabeça é essencial pra tudo! As vezes, até pra usar no hostel! kkk
      - aprendi que não existe idioma certo quando existe boa vontade da parte do receptor!
      - aprendi o que já sabia .... que na maioria das vezes o que importa de verdade não é o seu ponto final, mas sim o desenrolar da história! Cheguei em MachuPicchu, mas o caminho tb foi incrível!
      - e aprendi que não tem lugar melhor no mundo do que a minha casa! Ainda mais quando estamos assim... do jeito que eu gosto..... tudo junto e misturado!
      E adivinhem só? Fui pra passeata com a minha família e com meus novos/velhos amigos de mochila! Eu poderia ter presente melhor???
       
      Olha só! Não tô desmerecendo os outros países, não tá?! Só estou dando a minha humiiiiilde opinião!
      Espero que a Jéssica faça o relato dela também porque com certeza será muito diferente do meu! Talvez anime vocês mais do que eu! Hauahauhauahauhauhaauhauahauhauahauhauha
       
      Sei que me prolonguei demais nesse relato... mas vocês sabem como é, né?! Quem gosta de falar, gosta de escrever também!
       
      Vamos lá.... já sei que vão me perguntar.... gastos.... entre R$1500,00 e R$2mil.
      Com tudo! Passeio, passagem, hospedagem e lembrancinhas!!!
      Quem quiser pode me passar o email que eu mando o roteiro que a empresa me mandou tb. Aqueles dos 85km e eu não li. Continuei não lendo! Hauahauhauahauha
       
      Dicas. Junho é ótimo pra ir pra cusco! Julho e Agosto são os meses mais frios!
      Muuuuuuuuuuuuuita coca!!!!!! Muuuuuuuuuita coca!!!!!!!!
       
      Dá pra trazer chá, bala e acho que rola até folha!
      Não passamos pela receita federal. Simplesmente, pegamos as malas e fomos embora! Isso eu tô falado no aeroporto de São Paulo, tá?!
       
      Dá pra negociar o preço de tudo por lá. Tem local que aceita o pagamento até em reais! Achei isso surreal.
      Eu levei dólares e soles na mão. Acho que fica melhor pra negociar, mas eles fazem o cambio de tudo na hora.
       
      Comprar material de trekking pode ser uma boa, mas não se esqueçam que nem tudo é original.
       
      Ingresso para Machupicchu só vale para o próprio dia e o ônibus é válido por 3 dias!
       
      Acho que vale a pena levar Passaporte e RG. Tem lugar que implica com uma coisa aqui e outra coisa ali!
       
       
      Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!! E as trilhas são bem demarcadas, mas em caso de dúvidas, sigam as mulas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
       
      Beijos a todos e até a próxima!
       
       
      Mais fotos -
       
      www.facebook.com.br/caroldemochila
    • Por juniorcv
      Pessoal,
       
      Pesquisando sobre como chegar a Choquequirao, me deslumbrei com um site chamado Leap Local. Este site ensina os viajantes a agirem localmente, não deixando que exploradores tomem as riquezas de um lugar.
       
      Traduzi o artigo para que todos possam ter acesso mais fácil a essas informações. O artigo original (em inglês) não tem imagens. Acrescentei algumas pra deixar vocês com água na boca.
       
      Aproveitem!!!!
       
      ----------------------------------
       
      [t1]COMO CHEGAR A CHOQUEQUIRAO?[/t1]
       
      A resposta curta é: ande! Há uma resposta mais longa, no entanto. A maioria das excursões organizadas de Cusco investe pouco dinheiro na região de Apurimac (que é onde está Choquequirao). Ao invés disso levam os trekkers de ônibus diretamente para o início da trilha e contornam as cidades de acesso de Cachora e Huanipaca. Lhe daremos as informações que você precisa para agir localmente, investir com responsabilidade em Apurimac e, ao mesmo tempo, poupar dinheiro.
       

       
      [t3]Introdução[/t3]
       
      Uma pergunta difícil que nos fazendo muitas vezes em Leap Local é, exatamente o que é agir localmente e como você define o turismo responsável? Um exemplo óbvio extremo do turismo irresponsável é reservar uma excursão ao Peru com uma agência de Londres que usa guias ingleses e você fica em uma cadeira de hotel norte-americana. Muito pouco do seu dinheiro vai para a economia local que está visitando. Mas não há regras preto no branco e muitas vezes você precisa usar o seu julgamento e ser pragmático.
       
      Choquequirao é um bom exemplo. Você pode reservar um tour em Cusco com uma agência cusquenha que utiliza seus próprios guias do Vale Sagrado. Tão longe, tão local, mas Choquequirao, que está em Apurimac, vê muito pouco do seu dinheiro, que foi todo pra região de Cusco. Isso é um problema? As cidades de acesso para Choquequirao, Cachora e Huanipaca, são ambas cidades pobres, com pouca infra-estrutura. Devido a isso, os trekkers são levados direto de ônibus. No entanto, os moradores dessas cidades gostariam de se beneficiar do turismo e começar a construir uma infra-estrutura local necessária.
       
      Você pode ajudar a superar este obstáculo, indo diretamente para Cachora e organizar a sua caminhada a Choquequirao, que é fácil de fazer, garantindo-lhe um bom momento com o pessoal local que recomendamos. E você vai economizar um dinheiro considerável sobre o preço anunciado pelas agências de Cusco.
       
      [t3]Visão Geral da Rota[/t3]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110206034150.jpg 500 293.439716312 Mapa geral Cusco x Choquequirao]Mapa geral Cusco x Choquequirao.[/picturethis]
       
      - Ônibus de Cusco a Abancay, desembarcando em Ramal
      - Microônibus, táxi compartilhado ou a pé (é descida) de Ramal para Cachora
      - Estadia de uma noite em Cachora para organizar a sua caminhada
      - Trek 5 dias (4 noites) para Choquequirao e voltando, incluindo um dia em Choquequirao
      - Leap Local recomenda voltar através de Huanipaca
      - Potencialmente ficar mais uma noite em Cachora ou Huanipaca
      - Minibus ou táxi compartilhado de volta a Ramal (você terá feito o suficiente por andar e agora é para cima!)
      - Acenar para um ônibus de volta para Cusco
      - Descanso e recuperação em Cusco!
       
      [t3]De Cusco a Cachora e de volta[/t3]
       
      Existem vários operadores de ônibus na rota de Cusco para Abancay e não é incomum acabar preso em um comboio de três ônibus atrás de um caminhão lento num trecho montanhoso da estrada! Nós viajamos com ônibus Bredde e voltamos com a mesma empresa. Ambos custam 15 soles para a ida e mais 15 soles para a volta.
       
      Ônibus Bredde deixa Cusco as 06:00, 10:00, 13:00 e 20:00 a partir do Terminal Terrestre. Cheque pelo menos meia hora antes da partida para comprar seu bilhete.
       
      Você precisa desembarcar em Ramal. O ônibus não vai parar a menos que você indique, assim preste atenção quando as placas indicarem o KM 145. Ramal é logo ali no KM 148. Isso é cerca de 3 a 4 de Cusco.
       
      Em Ramal você pode obter um micro-ônibus até Cachora por 5 soles. No entanto, estes não são freqüentes e tendem a ser no início e no final do dia. Há táxis em Ramal e custa 25 soles por táxi. Em quanto mais pessoas for, mais barato fica! Ou você pode andar ladeira abaixo, que leva cerca de 45mins a 1 hora. Não siga a estrada, que faz um zigue-zague; ao invés disso, saia da pista e ande em linha reta até Cachora, que é visível logo abaixo.
       
      Para retornar de Cachora, você pode pegar um táxi ou um minibus. Estes saem mais cedo (das 8 às 11h) para Abancay. Saia em Ramal, na estrada principal de Cusco - Abancay. Os ônibus param aqui, então acene para o primeiro que vai para Cusco e compre o seu bilhete a bordo.
       
      Todos os preços são cotados para maio de 2007.
       
      [t3]Cachora[/t3]
       
      Fique em alguns dos estabeleciomentos locais:
       
      - Hospedaje Salcantay
      - Hospedaje Choquequiraw [sic]
      - Luisa Sullcahuasami Lopez
      - Los Tres Balcones
       
      Organize seus cavalos e guias com esse pessoal local:
       
      - Dajme e Pedro Sullcahuasami Lopez
      - Los Tres Balcones
      - Domingo Peño Danon
       
      [t3]A trilha para Choquequirao[/t3]
       
      A trilha é excelente, recém-construída e mantida pelo INC. Você pode andar sozinho, sem um guia ou cavalos, mas acrescentando uma mula, obviamente, alivia sua mochila e pegando um guia você irá obter mais informações sobre o percurso e Choquequirao em si.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110206034505.jpg 389.632107023 500 Trilha para Choquequirao]Trilha para Choquequirao.[/picturethis]
       
      O INC construiu locais de acampamento com banheiro e água encanada. Estes são gratuitos, e em cada um moram famílias que podem fornecer alimentos básicos. Além disso, existem um quarto acampamento particular no início da caminhada. Os acampamentos são:
       
      Colmena (KM 4)
      Chiquisca (KM 17)
      Santa Rosa (KM 25)
      Marampata (KM 28)
       
      acampamento
       
      Além disso, existe um acampamento da INC na própria Choquequirao (KM 32), que não tem alimento e não está nas Ruínas, mas um pouco antes. Marampata se torna um acampamento melhor à noite, uma vez que detém o sol da tarde.
       

       
      Um itinerário popular é:
       
      Dia 1: Cachora a Chiquisca
      Dia 2: Chiquisca para Marampata
      Dia 3: Marampata a Choquequirao (aproximadamente 4 km), explorar as ruínas, acampar em Choquequirao
      Dia 4: Choquequirao para Chiquisca
      Dia 5: Chiquisca para Cachora e se a hora permitir, pode-se voltar para Cusco, ou fazê-lo no dia seguinte
       
      Obviamente, uma grande vantagem de organizar seu próprio trek, é que você faz seu roteiro. Por isso, se você se sentir cansado, você pode parar mais cedo!
       
      Se andar sem um guia ou cavalos, a navegação é fácil depois dedeixar Cachora! Siga o vale a estrada abaixo, seguindo a linha de postes de telégrafo. Vire à esquerda como se quisesse atravessar o rio e logo você verá um pedestal de concreto azul grande escrito KM 0. Mantenha sua posição a esquerda e o caminho cruza o rio e sobe até Colmena. A partir daí, a estrada sobe e segue até Capuliyoc, antes de descer no Apurimac. De lá, o caminho é muito óbvio.
       


       
      [t3]Alternativa: sair por Huanipaca[/t3]
       
      O mapa acima relacionado não mostra a saída por Huanipaca, mas é fácil fazer isto. De Choquequirao existe um caminho alternativo, que desce até ao cruzamento do Rio Tambobamba com o Rio Apurimac. Esta é a Playa Santo Ignacio. De lá o caminho segue o Rio Tambobamba e se ergue acima do vale. Esta é uma subida muito mais suave do que se retornar a Cachora, e é muito linda. A partir do oásis de bananas em St Igancio através de uma terra rica com bandos de periquitos verdes até a própria Huanipaca na borda do planalto.
       
      A distância é ligeiramente mais curta do que rota de volta para Cachora. Cerca de 25km de Choquequirao para Huanipaca.
       
      mulas nas montanhas
       
      Se andar sem um guia ou cavalos, uma vez que você chegar ao Rio Tambobamba, não siga a estrada, que tem um longo zigue-zague (tá correta a tradução de switchbacks??). Ao invés disso, vá para o caminho óbvio que segue o vale do Tambobamba até Huanipaca.
       
      O percurso tem apenas um acampamento INC.
       
      A descida de Choquequirao para Playa Ignacio é demasiado íngreme para os cavalos. Alguns guias são capazes de arranjar uma maneira de contornar isso, mas se você quiser fazer esta rota, vai requerer mais organização.
       

       
      Acampe em:
       
      - Santo Ignacio
       
      Hospede-se no:
       
      - Hostal Tambobamba em Tambobamba (não é uma propriedade local)
       
      [t3]Huanipaca[/t3]
       
      Fique com um de nossos locais:
       
      Hostal Paraiso
      Hostal Virgen del Carmen
       
      Para voltar de Huanipaca, como acontece com Cachora, micro-ônibus saem de manhã para Abancay, e irão deixá-lo em Ramal por 5 soles (Maio 2007).
       
      [t3]Conclusão[/t3]
       
      Deixando de lado o turismo responsável por um minuto, fazendo esta caminhada agindo localmente irá custar-lhe muito pouco. Em maio de 2007, você poderia facilmente gastar menos de 200 soles, e isso contrasta favoravelmente com agências de Cusco cobrando $200: três vezes mais. Quando você, em seguida, considerar que seu dinheiro está sendo gasto diretamente em Apurimac, ajudando Cachora começar a desenvolver uma infra-estrutura turística, e melhorar assim sua qualidade de vida, então vencemos ao agir localmente!
    • Por peter tofte
      Estivemos em Lares para fazer um trekking de aclimatação de 3 dias, de 26 a 28/05/2015, uma preparação para o Circuito de Ausangate que faríamos logo em seguida. Fomos em quatro, eu (BA), Luciano (SP), Fábio e Andrea (DF).
       
      No caminho de Cusco para Lares passamos por lugares espetaculares. Parte do trajeto foi pelo Vale Sagrado. Em Pisaq cruzamos o rio Urubamba. Pouco adiante passamos pela vila de Calca. Avistamos um tambo, sítio arqueológico, onde os incas armazenavam grãos. Antes do Abra Lares (passo Lares, de 4.461 metros) seguimos por uma estrada muito sinuosa e bonita. Definitivamente motorista bêbado não se cria no Peru. Teve gente na van que ficou mareada com tantas curvas.
       

       

       
      Pegamos um engarrafamento provocado por ovelhas e alpacas, conduzidas por pastoras indígenas (o termo “cholas” é considerado por muitos como depreciativo), pouco depois do passo.
       

       
      Chegamos a pequena vila de Lares, mais conhecida por suas águas termais. Decidimos não tomar um banho termal porque iríamos começar uma trilha muito relaxados. Ia dar moleza e atrasar. O arrieiro e o guia Cirilo distribuíram a carga entre os cavalos e seguimos debaixo de chuva leve. O caminho do 1º dia é basicamente por uma estrada rural onde observávamos os sítios dos campesinos. Uma ascensão suave.
       

       
      Lanchamos a beira de um rio. Pouco depois começamos uma subida mais puxada, eu ofegante. Passamos então para um platô elevado onde, após uma curva, se descortinava o pequeno vilarejo de Huacahuasi, 3.800 m, local do nosso primeiro acampamento. Levamos cerca de 4 a 5 horas. Povoado pobre. Mas havia perto um hotel da rede Mountain Lodges of Peru, hotel de luxo para quem aprecia montanhas com mordomias.
       
      Uma pequena, velha e alquebrada igreja colonial de adobe chamava a atenção por sua beleza decadente.
       

       
      Ficamos nos fundos de uma pequena casa, no quintal, onde montamos nossas tendas (levamos nossas próprias barracas e comida). As indígenas se sentavam sem cerimônia ao lado das barracas, abriam suas mantas e vendiam artesanato têxtil. O papel de compradora ficava com Andrea, nomeada compulsoriamente a assistente social do grupo. Ela brincou muito com as crianças.
       

       

       
      Fizemos a janta na barraca refeitório e fomos dormir cedo.
       
      No dia seguinte amanheceu frio. Por volta das seis horas já estávamos acordados. Partimos após o café, desarme das barracas, arrumação das mochilas e dos duffels. Mal saímos do vilarejo e já começamos a subir rumo ao Abra Ipsaycocha. Bela vista do vale que ficava cada vez mais lá embaixo. Uma sucessão de casinhas e cercas de pedra que dividiam os pastos.
       

       

       
      A subida arrefeceu num pequeno platô onde haviam algumas casas. Descansamos um pouco e logo partimos. Mais adiante uma parada técnica para necessidades. Um companheiro se afastou muito da trilha, andando bastante, para fazer o nº 2 com privacidade. Só que podíamos vê-lo de onde estávamos, o que foi motivo de boas risadas.
       
      Na direção E-SE se destacava o pico do nevado Sirihuani com 5.359 m.
       

       
      Chegamos no Abra Ipsaycocha, de 4.350 m. Fotos e apertos de mão no que seria o primeiro passo desta viagem. Descemos e, em cerca de 40 minutos, chegamos a bonita laguna Ipsaycocha onde decidimos almoçar. Comemos e deitamos para descansar e curtir o pouco sol que havia. A água do lago estava gelada. Não tive coragem de me banhar e ganhar uma cerveja Cusqueña que me ofereceram se caísse na água. Na foto abaixo o guia Cirilo veste um traje típico dos campesinos da região.
       

       
      Começamos uma longa descida rumo a Patachanca, 3.700 m, outro vilarejo que seria nosso segundo pernoite. Belas vistas do vale a nossa direita.
       
      Pouco depois de armadas as tendas e jantarmos, resolvemos sair para tomar uma cerveja. Quem disse que tinha algo aberto depois das 7 – 8 horas da noite?
       
      Ao menos tomei uma ducha gelada. Apesar do chuveiro elétrico ligado ele não conseguia aquecer a água. A noite foi estrelada e fria. De manhã uma fina camada de gelo recobria as barracas.
       

       
      Como no 3º dia a trilha na verdade seria através de uma estrada poeirenta, com tráfego de veículos, preferimos fretar uma van até Ollantaytambo, onde facilmente pegaríamos outra van para Cusco. A estrada seguia por um vale estreito e bonito, mas andar pela estrada tiraria a essência do trekking.
       
      Em Ollantaytambo, onde normalmente as pessoas pegam um trem para Machu Picchu, bebemos umas cervejas e comemos tira gostos enquanto aguardávamos as vans. A van custou apenas 10 soles para Cusco. É incrível como táxi e transporte são baratos no Peru. Aqui no Brasil seriam5 vezes mais caro.
       

       
      Este é um pequeno trekking legal que sugiro para quem deseja fazer aclimatação antes de começar algo mais pesado ou dispõe de poucos dias. Lares permite 3 ou mais roteiros alternativos, a depender do nº de dias de que você disponha e do que deseja ver.
       
      O relato de Ausangate vem em seguida, mas redigido pelo amigo Renato, que foi quem sugeriu e promoveu o trekking maravilhoso que fizemos ao redor daquela montanha.
       
      Abs!


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