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Buenos Aires/Mendoza/Santiago/Bariloche/El Calafate/Ushuaia em 24 dias (Ago/2011) - com fotos


Amilton & Poly

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  • Colaboradores

Quem somos: um casal de vinte e poucos anos, apreciadores da natureza e de aventura; e este será nosso segundo relato e primeiro mochilão internacional.

 

Planejamento: eu e minha namorada planejamos durante 7 meses o tão sonhado mochilão! Para montar o roteiro utilizamos inúmeros relatos dos mochileiros e o livro “Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul” (editora: O Viajante/ Trilhas e Montanhas - 5° edição).

 

Rotas: decidimos ir e voltar por Buenos Aires pois diminuiria os custos com passagens.

Os trechos de ônibus foram longos porém não foram tão cansativos já que são bem confortáveis, tem tv e serviço de bordo (café da manhã/ almoço/ lanches/ jantar).

 

São Paulo(Guarulhos) - BsAs = avião (pluna)

BsAs - Mendoza = ônibus (El rápido)

Mendoza - Santiago = avião (aerolíneas)

Santiago - Mendoza = avião (aerolíneas)

Mendoza - Bariloche = ônibus (andesmar)

Bariloche - Calafate = ônibus (marga)

Calafate - Ushuaia = avião (aerolíneas)

Ushuaia - BsAs = avião (aerolíneas)

BsAs - São Paulo (Guarulhos) = avião (pluna)

 

Câmbio: no Brasil cambiamos reais em dólares e pesos.

Levamos reais, dólares, pesos e cartão.

O melhor câmbio foi em BsAs no Banco La Nacion no aeroporto de Ezeiza.

 

Gastos: demonstraremos gastos por pessoa dos deslocamentos entre cidades e passeios (R$=reais, Ar$=pesos argentinos, C$= pesos chilenos).

 

Perrengues: não se assustem é que levamos um pouco de azar rs ::putz::

- Fronteira fechada para Santiago: a ideia era ir de ônibus de BsAs a Santiago, porém no dia da viajem o cara do guichê da CATA internacional (El Rapido) disse que a fronteira para Santiago estava fechada por causa da neve! A saída era irmos de BsAs a Mendoza e de Mendoza ir de avião para Santiago. Foi o que fizemos para não tirar Santiago do roteiro.

- Tour Viña/ Valpo cancelado: compramos o tour pelo hostel, porém no dia anterior ao passeio o recepcionista nos comunicou que o tour seria cancelado devido ao protesto dos estudantes.

- Furto em Mendoza: estávamos na rodoviária de Mendoza aguardando o ônibus para Bariloche. Numa distração furtaram nossa mochila que estava a máquina digital. Devido a isso não temos fotos dos primeiros dias de BsAs, Santiago e Mendoza.

- Cancelamento de passagem em Calafate: 2 dias antes de irmos para Ushuaia passamos na loja da Aerolíneas para tirar dúvidas qto a passagens. Pra nossa surpresa e desespero nos disseram que o vôo Calafate-Ushuaia não existia mais. Como assim né? Cancelaram e não informaram (coisas deste tipo são comuns na Aerolíneas). A saída: ir de ônibus até a cidade de Rio Galegos e de lá pegar avião para Ushuaia (a própria Aerolineas fez a transferência de vôo) .

- Câmbio em Calafate e Ushuaia: em Calafate só existe uma casa de câmbio que cambia real e funciona das 10h às 15h, ou seja, é o horário dos passeios. Conseguimos cambiar só no último dia e a cotação é horrível. No Ushuaia chegamos na tarde de sexta, a casa de câmbio fecha durante o fim de semana e na segunda era feriado lá. Resultado: pagamos o passeio no cartão que em média ficou 10% mais caro.

- Falta de água no Ushuaia: no 2° dia acabou água na cidade. A água voltou na cidade toda menos no hostel que estávamos (oo azar rsrs). Resultado: deixaram a gente tomar banho no hotel de luxo do lado (mesmo dono do hostel) e devolveram o dinheiro das diárias (sabia que a sorte iria nos encontrar rsrsrsr).

 

 

Buenos Aires

1° dia (03/08/11): São Paulo - BsAs: chegamos às 18:25h em Ezeiza (4h de vôo com conexão em Montevideo). Para chegar ao centro pegamos o ônibus 8 (aprox. 1:30h). Ficamos no Avenue Hostel, bem meia boca, porém ótima localização (a meia quadra da 9 de Julho, metrô em frente, carrefour a 1 quadra, quase em frente do Café Tortoni). Saímos para comer bife de chorizo e empanadas.

 

Sites:

-- http://www.booking.com/hotel/ar/avenue-hostel.pt.html?aid=311840;label=avenue-hostel-1drmYPtWSMLeWnXqWCWaLwS8540239753;ws=&gclid=CPGyv6ml4q0CFY-R7QodPSW02w

-- http://www.subte.com.ar/contenido/home.asp

 

 

2° dia (04/08/11): fomos ao Zoo Lujan (próximo ao metrô Plaza Italia pegue o ônibus 57. É mais ou menos 2h pra ir e 2h pra voltar). Vale muito a pena e é muito emocionante entrar nas jaulas com os animais.

Na volta andamos nas ruas do centro e de noite fomos de taxi no Hard Rock Café (bairro Recoleta) que fica dentro do Shopping Buenos Aires Design. Lá comemos um combo que vem 3 tipos de carne ao molho barbecue e batata frita.

 

Sites:

-- http://www.zoolujan.com/

-- http://www.hardrock.com/locations/cafes3/cafe.aspx?LocationID=131&MIBEnumID=3

 

3º dia (05/08/11): Fomos à Galeria Pacífico, tomamos sorvete Freddo na Calle Florida (o mais famoso é o de doce de leite mas tem outros sabores muito bons tbm). Fomos à praça San Martin (uma praça bem grande) e depois ao El Ateneo (interessante ver a cultura do portenho. No Ateneo as pessoas liam sentadas no chão ou nas escadas). No fim da tarde pegamos o ônibus no Terminal Retiro rumo a Mendoza.

 

Mais embaixo tem a continuação, já que de Ushuaia voltamos para BsAs.

 

São Paulo - BsAs: R$ 545,50 ida e volta

Avenue hostel: Ar$180,00 quarto privativo

Avenue hostel: Ar$40,00 quarto coletivo (porém estava vazio)

Zoo Lujan: Ar$100,00 (entrada) + Ar$40,00 (ônibus ida e volta)

Ônibus BsAs - Mendoza: Ar$380,00

 

Sites:

-- http://www.omnilineas.com.ar/

-- http://www.catainternacional.com/

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129225625.JPG 500 375 Hard Rock]Hard Rock[/picturethis]

 

Mendoza - Santiago

4º dia (06/08/11): chegamos em Mendoza 9:00h. Como nosso vôo para Santiago só sairia às 16h fomos conhecer o centro: Plaza Independencia (a água da fonte é azul) e Parque San Martin (lindo parque). No Parque fizemos um tour para conhecer os principais pontos do parque (é muito grande) até o Cerro da Gloria onde se tem visão ampla das Cordilheiras.

O vôo para Santiago tem muitas turbulências, porém a visão que se tem das Cordilheiras é inexplicável.

O aeroporto de Santiago tem mais fiscalização que na Argentina, tem até cães farejadores.

Fomos de ônibus e metrô para o Ecohostel. O hostel é limpo, organizado, café da manhã ótimo, pessoal atencioso, quartos grandes e banheiros limpos, o único ruim é que não tem comércio muito próximo.

Fechamos o passeio de Concha y Toro no hostel (como tinha mais 2 brasileiros tivemos desconto saindo mais barato que na Turistik que é a agência mais conhecida por lá).

Tentamos sair pra comer mas não encontramos nada aberto (era umas 22h) então compramos coisas no mercado mesmo.

 

Tour Parque San Martin: Ar$8,00

Avião Mendoza - Santiago: Ar$563,00 (ida e volta)

Ecohostel: C$19000,00 quarto privativo

 

Sites:

-- http://www.turismo.mendoza.gov.ar/

-- http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g294305-d1067246-Reviews-Ecohostel_Chile-Santiago.html

 

Santiago

5º dia (07/08/11): fomos conhecer o centro: almoçamos salmão no mercado central (comida boa e barata), Universidad Católica do Chile, Palacio La Moneda, Catedral, Plaza de Armas e outros prédios históricos. Tentamos ir no Cerro Santa Lucia, porém já estava fechado (era fim da tarde). Por isso fomos no bairro Bellavista em uma feira de artesanato e no Patio Bellavista, uma galeria a céu aberto muito bonita e organizada com lojas e barzinhos. Foi lá que tomamos o Mote com Huesillos, bebida não alcoólica muito boa.

 

Sites:

-- http://www.patiobellavista.cl/

-- http://mercadocentral.cl/

 

6º dia (08/08/11): saímos cedo (de van) para vinícola de Concha y Toro, fica a pouco mais de 50Km de Santiago, o passeio é bem interessante eles contam a historia da vinícola, apresentam os vinhos e, claro, oferecem degustação (2 tipos de vinho), o passeio durou aproximadamente 4 horas e no final cada um ganha uma taça de brinde. Na volta almoçamos novamente no Mercado Central e de tarde fomos de metrô conhecer o estádio Monumental/Colo-colo mas estava fechado pra visitas restou irmos ao cerro San Cristobal durante a noite. A vista de Santiago à noite é linda! Ao descer do funicular comemos pancho com palta ( cachorro quente com molho de abacate). Dá também para descer a pé, no caminho tem um zoológico.

 

Site:

-- http://www.conchaytoro.com/web/tour/?lang=es

 

7º dia (09/08/11): nesse dia reservamos pra fazer tour Viña e Valpo, porém devido ao protesto dos estudiantes, foi cancelado, ::carai:: então decidimos buscar uma alternativa o que foi sugerido pelo Ecohostel: Cajon del Maipo. Fomos por conta, seguindo as instruções do hostel. O complexo fica na grande Santiago é um cinturão verde aos pés das Cordilheiras com trilhas, tiroleza, rafting, caminhada, camping, etc. Decidimos fazer um trekking de aproximadamente 3 horas (ida e volta). Valeu a pena, a paisagem com cachoeiras no decorrer da caminhada é muito da hora, e saber que está andando aos pés das Cordilheiras é sensacional!!

Na volta fomos novamente no cerro San Cristobal para ver o pôr-do-sol e o reflexo no gelo das Cordilheiras, maravilhoso!!

 

Site:

-- http://www.cajondelmaipo.com/como_llegar.php

 

Concha y Toro: C$22000,00

Cerro San Cristobal: C$3600,00 (C$1800,00 cada subida + descida)

Cajon Del Maipo: C$4000,00 (para o trekking)

Ecohostel: C$57000,00 quarto privativo (3 diárias)

 

Santiago - Mendoza

8º dia (10/08/11): Acordamos cedo pra voltar pra Mendoza. Chegamos depois de um vôo turbulento na qual a mulherada gritou até umas horas!!!. Como nosso ônibus para Bariloche só iria sair de noite preferimos ficar pelo centro. De noite tomamos o ônibus sentido Bariloche quel durou 20 horas. Foi cansativo mas blz!!!

 

Ônibus Mendoza - Bariloche: Ar$450,00

 

Bariloche

9º dia (11/08/11): chegamos em Bariloche 16:30h com frio e chuva! Da rodoviária fomos para o Centro Cívico de coletivo (20min) pegar informações da cidade. Ficamos no Hostel Condor de Los Andes, muito limpo, pessoal gente boa, calefação, tem até lareira, mercado ao lado, a 2 quadras do centro cívico. No hostel fechamos o passeio do Circuito Chico para o dia seguinte. Á noite comemos no hostel mesmo.

 

10º dia (12/08/11): Circuito Chico: conhecemos a loja de óleo de rosa mosqueta, o Parque llao llao (onde tem um hotel de luxo) e uma vista linda e o Cerro Campanario onde tem uma das 7 vistas mais lindas do mundo segundo a National Geographic e onde pegamos neve caindo pela primeira vez!! Para subir o Cerro Campanario tem teleférico, lá em cima tem uma lanchonete com lareira e vários miradores, vale muito a pena. Fizemos esse passeio pela manhã. À tarde fomos ao Cerro Otto (têm ônibus de graça que leva, porém com horários definidos) onde conhecemos a famosa e romântica cafeteria giratoria e a noite passeamos pelas diversas chocolaterias do centro civico (a mais famosa é a Mamushka).

 

11º dia (13/08/11): esse foi o dia de fazer o Skibunda no Complexo de Piedras Blancas (se não tiver roupa de neve, alugue) foi muito divertido, o ticket lhe dá direito a 6 descidas de diversos níveis de dificuldade, voltamos no início da tarde ao hostel onde almoçamos e fizemos compras de chocolates e por fim o famoso fondue de queijo.

 

12º dia (14/08/11) Último e o mais esperado dia de esquiar. Fomos cedo de ônibus ao Cerro Catedral (já havíamos comprado, em uma das lojas de turismo do centro, a aula para iniciante e o aluguel dos equipamentos tudo pela escola La Base). Lá existem muitas escolas de ski e snowboard, aluguel de equipos, lanchonetes etc. Eles começam dando dicas básicas de como esquiar, blablabla, depois soltam a gente na pista de gelo onde aí sim vão ensinando como se equilibrar, freiar melhorar a velocidade, etc. Tivemos 2 horas de classe (aula), e no total ficamos 4 horas esquiando. Pra dois principiantes foi muito da hora. valeu muito a experiência. Voltamos estourados, mas muitos felizes de Bariloche. Cidade linda e divertida.

 

Hostel Condor de Los Andes: Ar$200,00 quarto coletivo (porém vazio) (4 diárias)

Circuito Chico: Ar$70,00

Cerro Campanario: Ar$20,00

Cerro Otto: Ar$70,00

Piedras Blancas: Ar$220,00

Cerro Catedral (aula+aluguel equipos): Ar$230,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230226.JPG 500 375 Legenda da Foto]Llao Llao - Bariloche.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230458.JPG 375 500 Legenda da Foto]Piedras Blancas - Bariloche.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230735.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ski Cerro Catedral - Bariloche[/picturethis]

 

Bariloche - El Calafate

13º dia (15/08/11): 8:20h da matina e ja estávamos na estrada (de novo). Foram 27h de viajem.

 

Ônibus Bariloche - Calafate: $648,00

 

El Calafate

14º dia (16/08/11): Depois de muitos, muitos Km rodados e lindas paisagens de neve chegamos em El Calafate e fomos direto ao Calafate Hostel, bem tranquilo, limpo e com um dos melhores desayunos da nossa viagem. Fomos ao mercado fazer compras e nas agências de turismo comprar o passeio do Glaciar Perito Moreno (o mais esperado do mochilão).

 

15º dia (17/08/11): Acabamos comprando o passeio pelo hostel. Às 9h saímos para o Parque Nacional Todos los Glaciares, onde pagamos a taxa cobrada pelo parque e fizemos o Safari Nautico na qual uma embarcação nos levou á alguns metros da “cara sur” do Glaciar Perito Moreno. O safari dura mais ou menos 1:30h e vale a pena. Depois seguimos até os diversos miradores para ver o perito de vários ângulos e proximidades - emocionante!!!. Regressamos para Calafate onde jantamos Cordeiro Patagônico no La Tablita, não deixem de ir, uma delicia e preço bom.

 

16º dia (18/08/11): Pela manhã andamos pela cidade (só tem uma avenida) e fomos ver o lago que tem flamingos (no fim da avenida). Durante todas as nossas caminhadas pela cidade fomos acompanhados pelos cachorros de Calafate rs. De tarde fomos ao Museo Glaciarium. Em um ponto comum pega-se uma van que leva ao Museu. O museu fica no meio do nada, porém com muitas paisagens bonitas, é moderno e bem interessante, é interativo tbm. De noite andamos pelas lojas e tomamos o famoso sorvete de framboesa e calafate, mtooo bom!

 

Parque Nacional: Ar$70,00

Safari náutico: Ar$70,00

Guia para o parque nacional: Ar$90,00

Museu Glaciarium: Ar$70,00 entrada + Ar$25,00 van ida e volta

Calafate Hostel: Ar$135,00 quarto coletivo (porém vazio) (3 diárias)

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231024.JPG 500 375 Legenda da Foto]Perito Moreno - Calafate[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231159.JPG 500 375 Legenda da Foto]Perito Moreno - Calafate[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231323.JPG 500 375 Legenda da Foto]Museu Glaciarium[/picturethis]

 

El Calafate - Ushuaia

17º dia (19/08/11): Acordamos cedo para seguir de van até Rio Galegos, pois com o imprevisto do vôo El calafate - Ushuaia seguiríamos Rio Galegos - Ushuaia. Chegamos no início da tarde e a cidade estava coberta de neve pois tinha nevado muito nos últimos 3 dias ::Cold:: . Ficamos no Hostel Free Style, na verdade a única opção disponível pois a cidade estava superlotada devido alta temporada de esqui. A noite compras no supermercado e descanso.

 

Ônibus El Calafate - Rio Gallegos: Ar$90,00

Avião Rio Gallegos - Ushuaia: $482,00

 

Ushuaia

18º dia (20/08/11): fomos no passeio do Parque Nacional da Terra do Fogo de van na companhia de outros brasileiros. Na primeira parada embarcamos no Trem do Fim do Mundo o “Ferrocarril Austral”. O trem passa por 3 estações e em cada vagão uma gravação vai contando toda a história local dos presos que utilizavam esse trem, e tbm de outros fatores políticos. Depois, voltamos pra van onde continuamos até o Lago Lapataya, miradores, museu/restaurante e por fim fomos de van até o final da Ruta 3, ou seja no fim do mundo. Na volta a van nos deixou no porto onde faríamos, de Catamarã, o tour até o famoso Farol do Fim do Mundo e Ilha de Los Lobos (onde tem leões marinhos e aves que parecem pinguins). Muito bacana.

 

19º dia (21/08/11): optamos em fazer no último dia o passeio de 4X4 por onde passamos pelo Cerro Castor (apenas passagem), Lago Escondido, Lago Fagnano. O guia nos deixa na beira do Lago Fagnano e segue com o 4x4. Quando o alcançamos ele nos esperava com uma fogueira e um desayuno com medialunas, café e chá. Na volta passamos por um concurso de esculturas no gelo e paramos num Clube de inverno para almoçar. Retornamos ao centro de Ushuaia pra gastar alguns $$.

 

20º dia (22/08/11): neste dia passeamos pela orla do porto, praças, miradores da cidade e centro. Aproveitamos tbm o hostel, já que era o que tinha a melhor infraestrutura e vistas.

 

Van + guia para parque nacional: Ar$150,00

Ferrocarril: Ar$155,00

Catamarã: Ar$155,00 + $7,00 (taxa do porto)

Passeio 4x4: Ar$350,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231719.JPG 500 375 Legenda da Foto]Tren del Fim del Mundo - Ushuaia[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231853.JPG 500 375 Legenda da Foto]Lago Fagnano - Ushuaia[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232002.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cidade de Ushuaia[/picturethis]

 

Ushuaia - BsAs

21º dia (23/08/11): Fomos pela manhã embora para BsAs e dessa vez descemos no Aeroparque, bem mais perto do centro. Fomos novamente para o Avenue Hostel. Andamos pela Calle Florida comprando lembrancinhas. Fomos na Casa Rosada de noite (é mais bonita que de dia). Fomos para Puerto Madero na Ponte da Mulher (representação de um casal dançando tango). Comemos pizza em um dos restaurantes da 9 de Julho (não deixem de comer as pizzas de BsAs, como eles vendem por pedaço dá pra provar várias).

 

Avião Ushuaia - BsAs: $360,00

Avenue Hostel: $40,00 quarto coletivo

 

22º dia (24/08/11) Logo cedo pegamos o ônibus 64 com destino ao bairro de La boca onde compramos o boleto pra visitar o Museo de La Passion Boquense e a famosa La Bombonera. Pra quem curte futebol como eu é imperdivel, o guia explica tudo sobre o Boca Jrs e sua torcida. O passeio durou toda manhã e ao sairmos fomos conhecer o Caminito com suas apresentações de tango, artesanatos e restaurantes. A arquitetura do caminito é bonita de ver, porém o bairro é bem precário e aparenta ser bem inseguro, sugiro que fiquem bem atentos por lá. No restante da tarde conhecemos o bairro de Palermo Soho (onde tem outlets) e fomos novamente na Galeria Pacifico.

Decidimos buscar algo autêntico do povo portenho, pois achamos que os Shows de tango eram muito pra turista e queríamos algo mais representativo, mais real, depois de inúmeras perguntas aos moradores de BsAs indicaram-nos o Show no La Viruta, o local é simples, não é hollywoodiano, mas todos os dias tem apresentações e aulas de tango, muito pouco conhecido, principalmente entre os turistas. Fizemos uma ótima opção aprendemos a dançar alguns passinhos de tango (pelo menos tentamos), assistimos diversas apresentações, o pessoal super legal. Fica uma superdica

 

23º dia (25/08/11): Último dia pra curtir. Depois de tantos dias fora de casa tínhamos muitos lugares pra ir e pouco tempo. Resolvemos conhecer o Cabildo, Casa Rosada de dia, Palacio del Congresso, Catedral Metropolitana (onde é o mausoléu de San Martin), Café Tortoni, Teatro Colon (com tour guiado), Cementerio da Recoleta (túmulo de Evita Perón), Museo de Bellas Artes, Floralis Generica, Faculdad del Derecho e Obelisco

 

Museo do Boca: Ar$50,00

La Viruta: Ar$25,00

Teatro Colón: Ar$60,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232126.JPG 500 375 Legenda da Foto]Casa Rosada - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232643.JPG 500 375 Legenda da Foto]La Bombonera - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232820.JPG 500 375 Legenda da Foto]Caminito - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232944.JPG 500 375 Legenda da Foto]La Viruta - BsAs[/picturethis]

 

 

BsAs - São Paulo

24º dia (26/08/11): acordamos bem cedo pq tínhamos que estar em Ezeiza às 8h. No aeroporto fizemos o procedimento do Tax Free. Retorno para São Paulo (Guarulhos). Fim da Trip!!!

 

Foi nosso primeiro Mochilão fora do país, e podemos dizer que apesar das coisas que aconteceram valeu mto a pena. Indicamos essa modalidade de viagem: aprendemos muito, passamos por muitas aventuras, voltamos muito ricos culturalmente. Foi sem dúvida uma experiência emocionante e inesquecível. ::otemo::

 

Dicas: ::prestessao::

-o free shop de Montevideo dá 10% de desconto.

-os ônibus só aceitam moedas.

-táxi em BsAs é bem barato.

- não achamos as coisas (roupas etc) de BsAs baratas. Porém para quem gosta de marca existe o bairro Palermo Soho com inúmeros outlets.

-quando comprar peça Tax Free.

- comida é muito barata, 1 prato geralmente dá para 2 pessoas.

- em Santiago o lugar com o melhor custo/benefício para comer é o mercado central.

-evitar cambiar no aeroporto de Santiago pois eles cobram uma taxa pra cambiar.

- em Bariloche as lojas abrem só depois das 17h e ficam até às 22:00h, portanto dá para fazer todos os passeios durante o dia sem preocupação em pegar loja/ comércio fechado.

- em viagens de ônibus deixe sempre em local fácil os documentos (passaporte, documentos de entrada no país) pois qdo a polícia para o ônibus eles pedem os documentos de todos os passageiros.

- os famosos alfajores são deliciosos, pra quem gosta vale a pena comprar grandes quantidades, de preferência em supermercados que saem em média 20% mais barato.

- manter-se sempre em plena vigilancia, pois o número de furtos nos calçadões de BsAs e nas rodoviárias é quase constante, portanto atenção redobrada e andem sempre com mochilas na frente.

- aerolíneas argentinas cancelam vôos e não avisam, por isso sempre confirmem os vôos.

- prefiram cambiar em grandes centros (BsAs e Santiago), pois conseguem melhores cotações.

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      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
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      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
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      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
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      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por Carol.Barbosa94
      Olá, 
      Aqui vou descrever sobre os meus passeios, gastos e como foi a minha viagem ao Chile do dia 02 a 10 de Outubro de 2019. Época fora da temporada de neve, porém, com uma beleza encantadora e ainda assim pude ver e sentir a neve.
      Vou deixar meus insta aqui pra quem quiser mais informações: @barbosa_carolin
      Passagens Aérea (ida e volta):
      R$ 709,00 Guarulhos x Santiago
      R$ 239,00 Santiago × Calama
      Companhia SKY Airline (comprei pelo site Maxmilhas). É possível encontrar bem mais barato, mas comprei muito em cima da hora hehe...
       
      Cambio:
      Comprei $25.000 pesos no aeroporto de Santiago, a cotação é ruim, mas é melhor que trocar no Brasil e saiu 153 pesos por real. Então gastei R$ 170,00 (com uma taxa de $1.043,00 pesos incluso, que é cobrado na casa de câmbio do aeroporto)
       
      A conversão é feita assim: o total de pesos que você precisa dividido pela cotação do dia. 
      Ex: 26.043,00 ÷ 153 = R$ 170,21
      Sugiro trocar no aeroporto só o que for usar para o translado.
      Transfer Aeroporto x Hostel (ida e Volta)
      De Calama p/ San Pedro leva em média 1h30 de viagem e o transfer é tabelado e custa $20.000 pesos ida e volta com desconto. (Só ida ou volta $12.000)
      Do aeroporto de Santiago até o hostel no centro ida e volta com desconto ficou por $13.320,00 pesos. (Só ida ou volta $7.400)
       
      Total Transfers: R$ 210,00
       
      Hospedagens:
      Em San Pedro de Atacama, fiquei no Tiny Hostel, super limpo e organizado e perto de tudo. 29.300 pesos (R$ 174,40) por 3 dias e meio e não paguei os 19% do IVA porque apresentei o PDI e identidade.
      Em Santiago, fiquei no Hostal Yungay localizado no centro e indicado para quem busca mais tranquilidade a noite. O custo foi bem parecido com de Atacama, porém foram 05 diárias por 29.400 pesos. Devido a diferença de cãmbio o meu gasto foi de R$ 175,60.

      No Total, gastei R$ 350,00 para 08 diárias.
       
      Passeios:
      1° Dia - Valle de la Luna: É um tour maravilhoso, com paisagens incríveis, passando pelas dunas e mais alguns pontos famosos como as 3 Marias. Geralmente feito na parte da tarde e encerra com um lindo pôr do sol. 
      2° Dia - Lagunas de Baltinache: São 7 lagunas simplesmente lindas!!! Fiquei encantada com aquele lugar, pode entrar na primeira e na última Laguna, água extremamente salgada e gelada rsrs... Também encerramos com um pôr do sol maravilhoso.
      A noite fiz o Tour astronômico. Super recomendo. 
      3°  Dia - Piedras Rojas e Lagunas Antiplanicas: Pra quem não sabe, a entrada na Piedras Rojas está fechada, podemos ir apenas até o mirante, mas é um passeio fantástico também, só o caminho até chegar lá já faz valer a pena. Muitas histórias, vegetação, animais. Ainda passamos pela placa de  Capricórnio. Nas Lagunas de Miscanti e Miñiques pudemos ver um pouco mais de perto os vulcões com o mesmo nome. Paisagem que parece uma pintura de tão lindo que é.
      4° Dia - Deixei livre para conhecer um pouco mais de San Pedro e fazer algumas comprinhas de lembrancinhas. No seu dia livre pode alugar uma bike também para desbravar um pouco mais.
       
      Todos os passeios em San Pedro de Atacama ficaram por 87.500 pesos. (R$ 520,00) o pacote fechado com a mesma agência "Tour Connection" que super indico, os guias são maravilhosos. Agora vamos seguir para Santiago onde fiz os passeios com a Agência Bora Pro Chile Br e recomendo muito, excelente atendimento e acompanhamento do inicio ao fim de cada passeio.
       
      5° Dia - Manhã livre no centro, fiz a visita guiada no Palácio de la Moneda agendei Com 1 mês de antecedência e assisti um pedaço da troca de guardas e conheci a Catedral.
      Na parte da tarde fui com a agência na Vinícola Undurraga. É simplesmente linda. 
      6° Dia - Viña Del Mar e Valparaíso. Que lugar lindo, alegre e cheio de Cores e arte. Não deixe de conhecer, é um dos principais passeios.
      7° Dia - Portillo. O passeio mais esperado por  mim. Que paisagem linda do inicio da estrada até a fronteira com a Argentina. Paisagens de quadro. Vale muito a pena conhecer, aquela Laguna del Inca é surreal!!
      8° Dia - Vale Nevado & Farellones Sunset (Esse eu fiz com a agência Morandé) Pra quem assim como eu é apaixonada por montanha e pelo pôr do sol, esse passeio é super recomendado. Mesmo sem neve foi incrível.
       
      Todos os passeios em Santiago ficaram por 105.000 pesos (R$ 600,00) fechando os 3 primeiros com a mesma agencia e o ultimo com uma agencia diferente.
       
      Total com passeios e tickets de entradas R$ 1.120,00
       
      Alimentação:
      A média que estabeleci para refeição foi de 12.000 pesos por dia, mas gastei bem menos. Como alguns passeios oferecem café da manhã, teve outro que oferecia almoço, então acabei economizando. Ao todo gastei R$ 545,00 em refeições. Lá existe os pratos prontos com entrada+prato principal+sobremesa por 4.000 pesos, McDonalds, Subway ou o famoso La Piccola Italia, são opções bem econômicas para comer.
       
       
      GASTO TOTAL DESSA VIAGEM: R$ 3.173,00 







    • Por John Nunes
      Olá galera!!
      Estou procurando dicas de economia para uma viagem à Buenos Aires e Montevideo, bem como dicas de lugares baratos ou gratuitos para visitar e curtir.
      Não achei opções de ônibus de Argentina para Uruguai.
      Data da viagem: Mês de maio, sem data fixa, se tiver alguém alguém indo pra lá nessa época, dá um salve aí!!
       
       
       
       
       
    • Por Par de Sorrisos
      🚆 TREN de BUENOS AIRES a ROSARIO "EL ROSARINO": TRENES ARGENTINOS 🇦🇷 | VLOG VIAJANTE 🌎
       
       
       
      Oi gente! Embarcamos no trem "El Rosarino" 🚆 que nos levava da estação Retiro em Buenos Aires à estação Rosário Norte na Argentina 🇦🇷 e o documentamos. Este trem funciona durante o dia e chega ao seu destino à noite. Mostramos nosso roteiro para que tenham uma visão em vídeo de como é viajar nos trens argentinos e neste trecho que vai de Buenos Aires a Rosário.
      Deixamos aqui a página Trens da Argentina para que você possa ampliar as informações sobre o sistema de trens 👉 http://bit.ly/39OFAFf
      Se você quiser comprar passagens de trem, também temos um tutorial sobre como fazê-lo 👉 https://youtu.be/7KjfbSl4Qbw
      E se isso não bastasse, também documentamos o trecho Rosário a Buenos Aires que também fazemos neste meio de transporte que gostamos de usar 👉 https://youtu.be/rvKE-JFSQdQ
      Com todas essas informações disponíveis (e mais), você pode ver que gostamos de viajar de trem 🚆.
      00:00 Intro
      00:38 Estación Retiro
      04:40 Trem
      09:06 Buenos Aires - Rosario
      14:00 Estación Rosario Norte
      15:46 Par de Sorrisos
      Esperamos que gostem, fizemos com muito amor.
      Seja feliz e beba água 💧
      Um beijo! 💙
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