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Alcides

Huayna Potosí

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Estive no Huayna Potosi em julho/17, me preparei bastante e fiz em 3 dias. Paguei 450 reais com todo equipamento.

O ataque ao cume foi o momento de maior esforço físico da minha vida. Se quiserem enfrentar este tipo de aventura o segredo é se preparar bem fisicamente e se aclimatar bastante, pois nesta altitude o corpo cansa muito rápido. Ah e o psicológico forte, pois a vontade de desistir é constante.

Se tudo der errado estarei no Huayna Potosi em julho novamente. O objetivo principal este ano é o Chachani e Coropuna (Peru), mas se o Coropuna não der certo farei Chachani, Misti e depois volto para Bolívia e faço Huayna Potosi.

 

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Existem muitas datas de saida de grupos pra essa aventura? Quero fazer em julho, mas não sei quando chego em La Paz. È como a trilha salkantay que tem saidas diarias?

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Em 23/03/2018 em 13:12, p_rasec disse:

Estive no Huayna Potosi em julho/17, me preparei bastante e fiz em 3 dias. Paguei 450 reais com todo equipamento.

O ataque ao cume foi o momento de maior esforço físico da minha vida. Se quiserem enfrentar este tipo de aventura o segredo é se preparar bem fisicamente e se aclimatar bastante, pois nesta altitude o corpo cansa muito rápido. Ah e o psicológico forte, pois a vontade de desistir é constante.

Se tudo der errado estarei no Huayna Potosi em julho novamente. O objetivo principal este ano é o Chachani e Coropuna (Peru), mas se o Coropuna não der certo farei Chachani, Misti e depois volto para Bolívia e faço Huayna Potosi.

 

@p_rasec , vc fez com qual agencia? Recomenda?

Logo irei a La Paz com um amigo e tentaremos subir o Huayna Potosi.

A duvida está com relação a agencias.. peguei o nome de algumas aqui no fórum porém lá decidiremos. Pelo que vi aqui os preços giram em torno dos 1000Bs e elas oferecem basicamente os mesmos serviços.

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@PedroMora a agência não lembro o nome, mas fica na Calle Sagarnaga, na segunda quadra subindo da Praça São Francisco, ao lado esquerdo do Hostel York.

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Acabei indo em agosto e fomos com uma agencia que chama: Hiking Bolivia (há comentários bons e ruins dela). Nós não tivemos problema algum durante a ascensão e nada a reclamar da agencia. Subimos com um guia chamado Lorenzo e o mesmo foi super prestativo e atencioso.

Há também uma agencia que se chama: High Camp Lodge. Iamos fechar com essa agencia pela organização da loja e o modo como fomos tratados, mas o atendente da outra agencia soube vender melhor e nos deu um desconto maior também. Na montanha vi muita gente dessa agencia e de fato me pareceu uma estrutura melhor. Inclusive encontramos um brasileiro que não conseguiu chegar ao cume mas super recomendou a agencia. 

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Surgiu hoje uma promoção muito boa para a Bolívia (R$ 636 já com as taxas). 

Estou querendo fazer o cume de Huayna Potosí. Se algum montanhista/aventureiro tiver na mesma vibe de uma montanha, partiu!! 

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Continuando o assunto.... 

Fiz algumas cotações com agências para Huayna Potosi (que fornece praticamente tudo, desde alojamento, comida, roupas e equipamentos). A média de preço para 3 dias (com tudo incluído) ficou entre 150 a 160 dólares. 
As expedições começam agora em março.  

Se algum colega se interessar. Partiu pra lá!!! 



 

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Oi pessoal, tudo bom?

Estou a algum tempo pesquisando qual seria o melhor hiking para fazer pela Bolívia e esse foi o fórum mais atual que eu encontrei. 
Será que vocês poderiam me dar uma ajudinha? São tantas opções que eu estou um pouco perdida!
Minha experiência anterior foi no Nepal,  subir de Pokara (1400m) até Panchase (2500m), em doze horas de subida, sem guia. Achei bem fácil, trilha demarcada mas cheguei lá em cima exausta.
Vou no início de Maio, não estou com o meu melhor preparo físico da vida e vou aclimatar uma semana em La paz / Salar antes de subir. Vou com a minha esposa que nunca fez nenhum tipo de hiking antes, só algumas trilhas.
Eu gostaria de saber se vocês indicariam fazer o trek de três dias de condoriri até huayna potosi, de três dias e duas noites ou se valeria mais a pena fazer o Laguna Glaciar, tanto pela beleza, segurança e nível de dificuldade / exigência de preparo físico.


Além disso, vocês teriam alguma referencia de uma agência chamada Hiking Bolivia? É confiável?
 

Muito obrigada!

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Olá Thalulany...
A Hiking Bolívia é uma agência muito utilizada pelos brasileiros, sendo bem avaliada quando o assunto é Huayna Potosi. 

O único questionamento que já vi sobre ela refere-se aos equipamentos, que segundo relatos são bem 'batidos' já, porém, a ascensão fica em média 150 dólares americanos, enquanto que com outras esse valor passa de USD 200. 

Já em referência à escalada, como sua esposa não tem experiência sugiro você fazer Laguna Glaciar heim... a escalada é punk. 

Abração e bons ventos! 

 

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.
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