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Alcides

Huayna Potosí

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Fiz o Huayna Potosi entre os dias 02 e 04 de agosto, com a agência Bolivian Montains, por 400 dólares por pessoa. A agência é a mais conceituada (e cara) da Bolívia, mas eu tenho minhas críticas à agência... O guia estava com um pouco de pressa no dia do cume, e isso é muito ruim, mas consegui fazer o cume.

No primeiro dia você sai de La Paz (3600 metros) para o primeiro refúgio, ao lado da represa Zongo, a 4.750 metros aproximadamente, numa viagem de van que dura umas 2 horas, no máximo. No mesmo dia você faz um treinamento no glaciar para se acostumar com o uso de piolet e crampões. 

No segundo dia, sobe-se ao refúgio alto, a aproximadamente 5.150 metros de altitude, numa caminhada de 2 horas, difícil! O refúgio alto é bem confortável!

No terceiro dia, faz-se o ataque ao cume (6.088 metros), numa escalada que dura por volta de 6 horas (fizemos em 5 horas e 10 minutos), mas achei super díficil!

Existem dois trechos mais difíceis: um aproximadamente no meio do trajeto, que é uma parede de uns 60º de inclinação e aproximadamente uns 8 a 10 metros de altura!

O segundo trecho mais difícil é a crista que leva ao cume... Não gosto nem de lembrar! kkkkk... São uns 80 metros no total.. uma largura de apenas uns 40 centímetros... talvez nem isso em alguns trechos! O uso de crampões e piolet são fundamentais na crista final!

A subida é difícil por causa do esforço físico enorme em função da altitude... E porque existem dois trechos difíceis, um pouco técnicos... 

Ao todo, a escalada no dia do cume leva 5 km, em um desnível de aproximadamente 930 metros.

A melhor época para ir é de maio a setembro, e as temperaturas podem chegar a -10º C... um pouco menos até... Eu peguei -12ºC.

Eu diria que o segredo é:

1)Ter um bom condicionamento físico: Eu tinha completado uma maratona inteira (42,2 km) em abril (três meses antes da escalada) e estava super bem fisicamente, e mesmo assim achei o dia do cume muito difícil! Vi pessoas desistindo no meio do caminho por fadiga...Algumas nem saíram do refúgio alto!!

2) Aclimatar bem antes de tentar a subida, o que significa, pelo menos, uns 5 dias em La Paz. Uma ótima dica é subir o Chacaltaya antes, onde você pode chegar a 5.400 metros de altitude!

3) Ir devagar! Muito devagar! 

 

Qualquer dúvida, estou à disposição!!!

 

 

 

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On 27/03/2017 at 6:10 PM, Jgrossi said:

Senhores,

 

Tenho algumas perguntas acerca da escalaminhada ao cume do Huyana Potosí, se alguém puder me ajudar, ficarei muito grato!

 

1º - Do acampamento base, onde o pessoal passa a noite na véspera do ataque, qual a distância percorrida e quantos metros de ascensão entre o acampamento e o cume?

2º - Vejo a lista de equipamentos necessários, listados por agências, no entanto, acho que alguns itens exagerados, alguém aqui já se deu o trabalho de listar os equipamentos essenciais para esta empreitada (até o campo base e outra até o cume)?

3º - Na lista de equipamentos relacionadas por agências, eles indicam a utilização de uma cargueira de 60 litros. Acredito que ninguém irá fazer o ataque ao cume com uma cargueira de 60 litros nas costas. Estou certo?

4º - Vejo que o pessoal utiliza balaclava durante a subida para se proteger do frio. Em meu caso, sou o tipo que sente calor absurdo, e quando faço trilhas, acabo tirando a maioria dos agasalhos. Em Salkantay, por exemplo, no 2º dia, onde atingimos o ponto mais alto da trilha (4,6 km), atingi este ponto usando calça de trilha, bota e camiseta Dri-fit (transpirando muito). Será que usar balaclava não é um exagero? Estou bem familiarizado com as 3 camadas de roupas, com material de primeira linha, mas, mesmo assim, sofro com calor e transpiração.

 

Grato.

 

José Grossi

José, talvez você já tenha ido e voltado, mesmo assim vou tentar responder sua pergunta...

O huyana tem dois refúgios.. o primeiro a cerca de 4750 metros... O segundo a cerca de 5.150 metros... 

Do segundo refúgio (excelente, diga-se de passagem) ao cume (6088 metros) são cerca de 5 km, 940 metros de desnível... Em geral a escalada leva 6 horas... 

Sobre as roupas... Eu usei balaclava e todas as camadas de roupas típicas de alta montanha, e não senti frio nenhum nas pernas, tronco e cabeça, mas senti frio nas maos e nos pés... Mesmo usando luvas grossas e duas camadas de meias (inclusive uma camada da marca Lorpen, específica para alta montanha).

Acho que se você proteger bem as extremidades, não terá problemas de frio como eu tive... 

Sobre a mochila no ataque ao cume... Eu tive um desentendimento com o guia sobre isso... Eu quis sair pro cume sem mochila nenhuma! Mas ele insistiu para que eu levasse uma mochila pequena de 30 litros, apenas para levar água e chocolates para comer no caminho... Eu discordei porque queria subir o mais leve possível... 

No final acabei levando a mochila de 30 litros mas acabei não usando pra nada!

Minha opinião é: leve apenas uma garrafa de água e alguns chocolates pra beliscar... Mais nada... Se pra isso vc precisar de uma mochila minúscula, leve apenas essa mochila minúscula... 

Um abraço!

 

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Em 12/10/2017 em 00:51, Thicarpel disse:

José, talvez você já tenha ido e voltado, mesmo assim vou tentar responder sua pergunta...

O huyana tem dois refúgios.. o primeiro a cerca de 4750 metros... O segundo a cerca de 5.150 metros... 

Do segundo refúgio (excelente, diga-se de passagem) ao cume (6088 metros) são cerca de 5 km, 940 metros de desnível... Em geral a escalada leva 6 horas... 

Sobre as roupas... Eu usei balaclava e todas as camadas de roupas típicas de alta montanha, e não senti frio nenhum nas pernas, tronco e cabeça, mas senti frio nas maos e nos pés... Mesmo usando luvas grossas e duas camadas de meias (inclusive uma camada da marca Lorpen, específica para alta montanha).

Acho que se você proteger bem as extremidades, não terá problemas de frio como eu tive... 

Sobre a mochila no ataque ao cume... Eu tive um desentendimento com o guia sobre isso... Eu quis sair pro cume sem mochila nenhuma! Mas ele insistiu para que eu levasse uma mochila pequena de 30 litros, apenas para levar água e chocolates para comer no caminho... Eu discordei porque queria subir o mais leve possível... 

No final acabei levando a mochila de 30 litros mas acabei não usando pra nada!

Minha opinião é: leve apenas uma garrafa de água e alguns chocolates pra beliscar... Mais nada... Se pra isso vc precisar de uma mochila minúscula, leve apenas essa mochila minúscula... 

Um abraço!

 

Obrigado amigo, por falta de agenda livre ainda não fui, porém, está em meu radar como uma das próximas aventuras que realizarei... Com certeza!

As informações foram muito elucidativas e tiraram algumas dúvidas que eu tinha. A distância é pouca, o desnível não seria um problema se não fosse acima dos 5K... Certamente caracteriza um grande desafio, terei que estar preparado e no dia certo. Quanto mochila de ataque, concordo contigo, quanto menos peso melhor. Até tenho uma mochilinha compacta que facilitaria muito a questão:

https://www.lojaoutside.com.br/mochila-sea-to-summit-ultrasil-daypack

Muito leve e compacta, certamente resolveria a questão.

Estou planejando a atividade, quem sabe eu consiga uma agenda no início do próximo ano!

Obrigado pelas informações!

 

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Pessoal, eu pratico atividade física diariamente, até que tenho um bom condicionamento físico. Fora isso... pra subir os 6k, eles exigem algum curso técnico?

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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