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Alcides

Huayna Potosí

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Oi Fabricio

Combinar Atacama + Titicaca + Chacaltaya + Condoriri é uma ótima aclimatação. Pelo seu roteiro vc terá aproximadamente 16 dias de aclimatação. Mas aclimatação é muito variável, como vc não tem experiência vai sentir na hora. Durante a preparação vai sentindo como o seu corpo esta adaptado. E tome bastante água, muito mais do que o normal do que ingerimos. Isso para mim é o que mais ajuda.

Agora o importante é treinar. Caminhando, fazendo trilha, correndo, nadando, subindo degraus ou seja o que for. Se precisar de mais ajuda disponha.

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Estive lá em 2012 e voltarei em 2015. Brasileiros não são respeitados na montanha. Pelo menos não como são os europeus pelos bolivianos.

 

Então, não importa o quanto isso te custe a mais, contrate um guia só para você. Em grupo, o guia tem mais poder em fazer alguém desistir. No mano a mano, você tem mais poder de decisão. Sobre os guias, o trabalho deles é te levar ao cume. Mas ele vai se esforçar em fazer você desistir. Se informe sobre a comida, a água, os equipamentos, os abrigos. E se ele acelerar, imponha o seu ritmo.

 

A aclimatação é fundamental. Fique alguns dias caminhando por La Paz, sofra a altitude e deixe o corpo reagir. Eu ainda fiquei uma noite em Copacabana, subi o Chacaltaya e fui em alguns outros pontos altos de La Paz. Tudo isso me ajudou muito lá em cima, não senti nenhum sintoma de mal estar acima dos 5000m.

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tambem tenho interresse em chegar ao cume, mas muitos relatos dizem que os guias fazem de tudo para vc nao conseguir, isto e preocupante, mas acho que contra a força de vontade de nos; e dificil contrariar....

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Não é verdade que eles fazem de tudo pra vc não conseguir... O guia ficava me incentivando o tempo todo.

 

Pra quem quer subir recomendo pegar um guia só pra vc, sem mais ninguém, nem amigo junto, pois se um desiste, voltam todos.

 

Levem comida liofilizada, pra não passar mal com a comida que vão te servir na montanha, quando subi algumas pessoas não conseguiram pois passaram mal.

 

Brasileiro tem fama ruim mesmo e não é pra menos, o guia me falou que o pessoal chega la pra subir sem qualquer preparo e aclimatação, acha que é barbada e acaba se dando mal. Ai depois culpam os guias, agencia e etc.

 

Pra ter uma ideia o ataque ao cume leva de 6 a 7 horas isso com paradas de 5 min, no meu caso foram 3 paradas de 5 min por ai.. E da pra entender pois vc começa a ficar com frio quando para..... então se o cara mal caminha 2 ou 3 hora aqui, vai caminhar la com ar rarefeito...

 

Me preparei 1 ano pra isso, academia, bike e caminhada... e foi a coisa mais difícil que ha fiz na vida, teve horas que me perguntava se realmente iria conseguir.

 

Mas quando cheguei no topo foi a melhor sensação que já tive, fui tomado por um orgulho que nunca tinha sentido. dava risada sozinho.. rsrs

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tambem tenho interresse em chegar ao cume, mas muitos relatos dizem que os guias fazem de tudo para vc nao conseguir, isto e preocupante, mas acho que contra a força de vontade de nos; e dificil contrariar....

 

Independente disso, você pode se aventurar e tentar. Mas se prepare em relação a comida, água e equipamento. Não deixe tudo na responsabilidade dele e da agência. Quanto maior for seu grau de independência, menor será a influência dos guias.

 

E se ele acelerar, peça para reduzir ao invés de tentar acompanha-lo. Apenas uma hora que seja andando num ritmo mais forte do que você pode, acima de 5000 metros e temperatura negativa, é tudo que ele precisa pra te minar. Imponha seu ritmo e cuide da sua hidratação.

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Olá. Eu to querendo ir em abril, tentar o Huyana, de novo. Tentei em 2013, mas não fiz uma aclimatação, meu par era um suiço que se achava... Bem tudo deu errado e só consegui chegar a 5.800. O guia ajudou bastante, ele se livrou do suiço para eu ficar mais confortavel (porque o suiço queria imprimir um ritmo mais acelerado). Mas mesmo assim não deu para mim. Bem, na minha próxima tentativa quero aclimatar melhor e contratar um guia só para mim. Não é difícil não desde que esteja com as roupas certas e aclimatado. Achei o Cotopaxi mais dificil. Alguém indo pra lá em abril?

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Legal, qual foi o mês que vc escalou? Aclimatar é importantíssimo.

Caso descubra que não role em março, talvez eu vá em abril também!

Será que já tem agencias operando?

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Boa tarde pessoal,

 

Pra quem for pra Bolívia só pra escalar o Huayna (e não pra fazer turismo convencional) quantos dias é necessário para se aclimatar e subir o Huayna Potosí? Pergunto isso porque conheço a Bolívia, então pretendo voltar somente pra subir a montanha, mas estou preocupado com a quantidade de dias para a aclimatação.

 

Obrigado.

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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