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Olá viajante!

Bora viajar?

Pico Paraná

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  • Membros

Copiei este relato do augusto por que são informações consistentes do Pico do Paraná necessárias neste tópico. Ela foi editada em relatos de viagem o qual ele é editor.

 

 

 

E aí galera.

Estou disponibilizando mais um outro relato da subida de mais um Pico.

É bem hard, mas pelo menos a trilha está bem demarcada. Não tem erro. Nessa subida passei por alguns apertos, então recomendo p/ quem for lá que veja se o tempo estiver bom.

 

 

 

Boa leitura.

 

Não conhecia a trilha e só tinha duvidas quanto aos perigos de assaltos nela, mas procurei informação c/ o pessoal de Curitiba (CPM) e me disseram que na trilha não ocorriam roubos.

Os assaltos que ocorriam nas montanhas do PR eram no Anhangava, então estava tranqüilo (na verdade não ocorrem mais também). Só tinha receio das torrenciais chuvas que estavam ocorrendo na região sul naquela semana e como já tinha marcado alguns dias de folga, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo.

 

Saí de São Paulo em direção a Curitiba no dia 04/Abril, em um Domingo planejando retornar no dia 07 ou 08 (Quarta ou Quinta-feira). Levei um relato do Beck que estava na Revista dele e algumas outras dicas que encontrei na net.

 

Sai do Terminal Tiete, em Sampa no ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que era um mau presságio.

No posto do Tio Doca (Shell), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois fica logo após a Represa de Capivari. Descendo no Posto tive que retornar 2 Km até o Km 46 onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.

 

Uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada pela estrada, passei ao lado de vários pés de caquis, que estavam abarrotados e ao longo da estrada. Uma pena era que os caquis estavam moles demais, o que inviabilizava levar alguns para a trilha. Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas a trilha é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa "BRUNO" ou Fazenda Pico do Paraná. Logo à frente passa-se ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais à frente haverá uma outra bifurcação, onde se deve seguir pela esquerda (Placa BRUNO).

 

Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda Pico do Paraná, onde termina a estrada, cerca de 1 hora e 30 minutos desde a Rodovia. Cheguei aqui pouco depois das 14:00 hrs.

 

Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e a direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca). Após passar o riacho (pegue água aqui) há uma pequena casa à esquerda onde se deve pagar uma taxa de R$3,00/pessoa e R$5,00 pelo estacionamento.

 

O Dílson, que é o responsável pela Fazenda diz que o dinheiro é para a manutenção da trilha e que a Fazenda ainda disponibiliza banheiro e chuveiro quente para os montanhistas (uma mão na roda p/ quem tá voltando do pico). No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar c/ muita gente voltando do Pico.

 

A trilha se inicia ao lado do estacionamento, no lado direito, onde a trilha entra na mata. Com um trecho muito forte de subida durante uns 40 minutos e vistas de toda a Fazenda, a Rodovia e a Represa ao fundo. Há também alguns mirantes naturais, onde encontrei vários montanhistas descansando. Logo a trilha se estabiliza e segue para a esquerda, passando por um lago de água parada (água não-potável) à esquerda e algumas clareiras onde podem ser montadas barracas.

 

Após cerca de 2 horas desde a Fazenda, a trilha emerge numa área de vegetação bem baixa com o Pico do Caratuva bem à frente com suas antenas de rádio localizadas no topo e o Pico do Itapiroca do lado direito, um pouco escondido. Até esse ponto devem ter passado por mim cerca de 15 pessoas, entre grupos e alguns solitários voltando do pico. Assim que a trilha volta a entrar em mata fechada novamente, existe uma clareira do lado direito, onde cabem umas 5 barracas e onde montei a minha e passei a 1ª noite. Já era por volta das 16:00 hrs e ainda vários montanhistas passaram por ali e perguntando para eles como estava a trilha do PP, diziam que estava muito escorregadia e o Pico do Paraná e seu entorno estava a maior parte do tempo encoberto. Como não tinha trazido muita água lá da Fazenda, agora era buscar em bicas que se localizavam um pouco à frente, cerca de 15 minutos de onde eu estava. Peguei cerca de 2 litros de água e fiz o meu jantar. A noite chegou e rapidamente tudo ficou encoberto.

 

No dia seguinte sai em direção ao PP por volta das 07:30 hrs com o tempo totalmente fechado e andando uns 20 mts há uma bifurcação, à esquerda que leva ao Pico do Caratuva e ao um pequeno riacho onde se pode pegar água. Não recomendo subir por essa trilha, já que é bem íngreme. Segui pela bifurcação da direita, que vai contornando o Caratuva. A trilha agora é quase toda por trechos de raízes expostas, onde o caminhar se torna mais lento. Cerca de 15 minutos depois da bifurcação há uma bica à esquerda da trilha e depois de quase 1 hora há uma outra bifurcação para a direita que leva ao Pico do Itapiroca, onde se chega no topo uns 30 minutos depois.

 

Procurei um lugar p/ esconder minha mochila e subi até o topo somente com a máquina fotográfica. Chega-se primeiro a uma parte plana bem abaixo do topo e daqui sai uma outra trilha que entra por uma mata fechada e depois emerge quase próximo do topo. Aqui em cima de uma rocha há uma caixinha que contém o livro do cume. Assinei e deixei uma mensagem. Daqui até o topo ainda são uns 3 minutos, onde pode ver em dias claros toda a crista do PP. Cheguei aqui por volta das 09:30 hrs. No dia que passei por aqui não dava p/ se ver nada. Totalmente encoberto. A descida é bem rápida e voltei para a trilha em direção ao PP.

 

Passei ainda por mais uns 2 riachos e como nos dias anteriores tinha chovido bastante encontrei varias poças de água e um lamaçal só. Pelo menos a bota estava agüentando o tranco. A trilha sempre vai contornando o Pico do Caratuva pela direita e logo se estabiliza. Agora a trilha é feita por uma vegetação baixa e logo passa por uma grande clareira bem no meio da trilha. Aqui chamam de Abrigo 1. Dessa clareira sai uma trilha à esquerda para o Pico do Caratuva. Não chega a ser difícil encontrá-la. Há também uma outra clareira uns 20 mts à frente. Cheguei aqui por volta das 11:00 hrs com o tempo totalmente encoberto e se o tempo estivesse bom daria p/ ver perfeitamente o maciço do PP e todo o percurso da crista para se chegar nele. Passando as clareiras, onde cabem umas 10 barracas, mas sem água, a trilha se inicia por uma pequena crista, mas a partir desse ponto, sempre descendo por uns 20 minutos até chegar à base do PP, onde tem início a pior parte da trilha.

 

Chegando na base, inicia-se uma longa subida íngreme, sendo que no 1º momento há um enorme paredão não muito inclinado a ser ultrapassado, mas que alguns grampos fixados na rocha ajudam. E tome subida. Passado cerca de 40 minutos desde a base do PP chega-se ao Abrigo 2 com algumas pequenas clareiras muitos boas para montar barracas e onde existe um Refúgio semi-destruído na borda à esquerda. Somente suas paredes estão de pé, não havendo teto. Aqui também é o ultimo ponto p/ se pegar água, que se localiza seguindo por uma trilha que passa ao lado do Refúgio e segue pela encosta à esquerda. A bica é bem pequena.

 

Saindo das clareiras para a direita, há uma trilha que vai p/ o Pico do Camelo, visível daqui, mas bem abaixo do PP onde se chega em uns 20 minutos.

De vez em quando o tempo abria e dava p/ se ver toda a crista restante de subida do PP, distante ainda cerca de 1 hora. Continuando a subida em direção ao topo, a trilha vai se tornando mais lenta e difícil, com lances de escalada em rocha que são um pouco perigoso. É necessário tomar muito cuidado para não sofrer algum acidente. Cerca de 2 minutos antes do topo existe uma pequena clareira à direita, suficiente para umas 2 ou 3 barracas. Junto dessa clareira também há uma trilha para esquerda que leva a um pico do Ibitirati mais abaixo. Chega-se no cume do PP pelo lado direito sem maiores dificuldades.

 

O topo é plano e possui algumas clareiras (3 ou 4) suficiente para umas 10 barracas ou mais. A visão daqui alcança o litoral, uma parte da cidade de Curitiba e todos os picos ao redor. Cheguei aqui por volta das 15:00 hrs. Há também um livro do cume que fica dentro de uma caixinha fixada em uma rocha. Pelo teor das mensagens dava para notar que a maioria que sobe até o topo retorna no mesmo dia, por isso lixo inexistia aqui. Um problema de se acampar aqui é que o topo é um local muito exposto, mas prendendo bem a barraca não haverá dificuldades.

 

Devido às chuvas dos dias anteriores, o solo estava bem encharcado e quando chegou a noite a chuva voltou com força total, continuando até a madrugada. Foi um Deus nos acuda porque onde estava começou a se formar poças de água embaixo da barraca e não deu outra. Logo estariam entrando pelos micro-furos no piso. Se eu não estivesse com o isolante, o saco de dormir estaria já estaria molhado. Por volta das 03:00 hrs da madrugada a chuva cessou e notei que a temperatura não estava tão baixa (cerca de 4°C).

 

Voltei para a barraca e dormi por mais algumas horas. Por volta das 08:00 hrs da manha (06/04 - Terça-feira) acordei, tomei um belo café da manhã e passei boa parte do tempo tentando limpar embaixo da barraca, o que foi tempo perdido, pois algo de pior ainda me aguardava.

 

Sai por volta das 09:30 hrs em direção ao Pico do Caratuva. O tempo estava todo encoberto e a vegetação toda molhada, então já imaginava que chegaria uma sopa lá no topo. Foi pior. Qdo estava chegando no Abrigo 2 a chuva retornou e com intensidade. Como estava com parte da roupa toda molhada, a chuva resolveu fazer o restante do serviço.

Pelo menos estava com uma capa para a mochila, evitando que a mesma também se molhasse. Resolvi nem pegar água na bica, pois já nem contava subir o Caratuva. A água da chuva ia formando um verdadeiro riacho pela trilha que ia descendo, mas depois de 1 hora, quase chegando no Abrigo 1 a chuva cessou e o tempo abria de vez em quando dando para ver toda a crista do PP.

 

No abrigo 1 torci algumas peças de roupas para secar um pouco da água e fiquei por um tempo ali pensando se subiria o Caratuva ou não. A alternativa que eu tinha era subir o Caratuva e acampar no topo descendo no dia seguinte pelo outro lado, mas havia um problema de eu não ter água. E se na subida da trilha, eu passar por algum riacho? A outra alternativa era voltar pela mesma trilha p/ a sede da Fazenda e acampar por lá, para no dia seguinte ir embora. Fiquei alguns minutos pensando no que fazer e resolvi seguir a 1ª alternativa.

 

Em vez de tomar a trilha que vai seguindo para à esquerda, contornando o Caratuva, para subir até o topo deve tomar uma trilha que sobe em linha reta, saindo das clareiras do Abrigo 1. Na subida não existem bifurcações o que facilita um pouco, mas logo a chuva retornou e tomei outro caldo e p/ piorar, nada de encontrar o riacho p/ se pegar água. A subida vai alternando por vegetação de capim baixo e árvores pequenas, porém sem escaladas por rochas. O solo estava bastante encharcado, então várias vezes enfiei o pé na lama.

 

No topo do Caratuva cheguei cerca de 1 hora depois, com o tempo fechado e vento muito forte. Já eram por volta das 13:00 hrs e não encontrei riacho nenhum mesmo, o que era um problema, pois estava sem uma gota de água. Até tentei procurar alguma bica de água, mas nada. Então não me restou alternativa senão descer pelo outro lado e acampar lá embaixo. O topo desse pico é marcado pela colocação de antenas de retransmissão de rádio. Existem boas clareiras onde dá p/ montar barracas sendo algumas protegidas do vento. Há até um livro do cume, que fica dentro de um cano de PVC, preso em uma das antenas.

 

A trilha de descida é bem fácil de encontrar, porém é ainda mais íngreme que a do PP, por isso todo cuidado é pouco. Fiquei imaginando alguém subindo por essa trilha. Deve ser bem difícil e não vale a pena. A vantagem é que a trilha é feita em mata fechada e as raízes expostas e os galhos ajudam muito na descida.

Existe uma pequena bifurcação à direita depois de uns 30 minutos, que provavelmente leva a outros picos, mas a trilha correta é sempre descendo. Logo cheguei a um pequeno riacho, onde peguei alguma água e continuei descendo. Mais à frente a trilha passa por um outro riacho e logo chega na bifurcação, que p/ à direita leva à sede da Fazenda e à esquerda ao PP (no dia anterior tinha passado por aqui).

 

Daqui p/ frente já conhecia a trilha e o tempo já estava bom (tinha até um sol bem forte). Passei ao lado da clareira, onde tinha acampado a 1ª noite e segui em frente, chegando logo na trilha de campo aberto. Do topo do Caratuva até ali tinha levado quase 1 hora. Resolvi então procurar um local plano junto à trilha e colocar p/ secar o que tinha molhado (mochila, isolante, barraca, bota, parte do saco de dormir.........).

 

Desse ponto dava p/ se ver que o topo do Caratuva e os picos ao redor o tempo estava muito bom, mas só foi anoitecer que o tempo se fechou novamente. A noite foi tranqüila e não choveu. Pelo menos isso, né?

 

No dia seguinte (07/04 - Quarta-feira) acordei cedo, procurei organizar bem a mochila e desci em direção à sede da Fazenda. Foi um percurso bem rápido e fiz algumas paradas. Cheguei na sede por volta das 10:00 hrs. Um funcionário da Fazenda estava próximo do início da trilha e aí pedi a ele p/ tomar um banho de chuveiro quente (os $3,00 tinham que servir para alguma coisa, né?), pois meus banhos na trilha tinham sido "bem nas coxas".

Fiquei por um bom tempo no banho (que delicia!) e sai em direção à Rodovia por volta das 11:00 hrs, mas como tinha a informação de que o ônibus para Curitiba passava entre 15:00 e 16:00 hrs, por isso fui numa caminhada bem lenta e sem pressa.

 

Passei ainda na plantação de caquis que estavam ao longo da estrada, peguei alguns e fui comendo até a Rodovia, aonde cheguei por volta das 14:00 hrs.

Existe um ponto de ônibus na Rodovia que fica ao lado do final da estrada, mas resolvi ir até o Posto do Tio Doca, onde fiquei aguardando o ônibus até quase as 16:00 hrs, chegando em Curitiba pouco antes das 17:00 hrs e em São Paulo pouco minutos antes 00:00 hrs, a tempo de pegar o Metrô e voltar p/ casa.

 

 

DICAS

 

# Existe um Hotel no Posto Tio Doca, para quem quiser ir de noite e ficar até o amanhecer para iniciar a trilha bem descansado. Só não sei os valores

 

# O telefone do responsável pela Fazenda Pico do Paraná (onde se inicia a trilha) é: Sr. Dílson

(041) 9906-5574

(041) 272-6959

 

# Água potável na estrada de acesso até a Fazenda não existe. Até têm alguns pequenos riachos, mas a água não é confiável, já que passa por algumas residências. Água somente na sede da Fazenda a poucos mts do inicio da trilha, na base do Caratuva, onde existe uma bifurcação (nas duas trilhas é só caminhar uns 10 minutos e encontrará um riachinho) e no Abrigo 2, a cerca de 1 hora do cume do PP.

 

# A água do Abrigo 2 fornece água em pequena quantidade. Talvez no inverno, quando chove menos, a qualidade da água pode não ser boa (é melhor perguntar p/ o Dílson).

 

# Sinal de celular da operadora Vivo se consegue na crista e no topo dos picos. Me disseram que celulares da Tim também possuem sinal na região.

 

# Existem varias clareiras na trilha para montar barracas, antes de se chegar nos Abrigos 1 e 2. Elas estão localizadas a cerca de 40 minutos do início da trilha e outra a cerca 50 minutos, onde existe um lago de água parada. A ultima clareira antes do abrigo 1 está junto à base do Pico do Caratuva.

 

# Se vier de carro economizará uma boa caminhada desde a Rodovia e estacionamento não é problema, porque ao lado do inicio da trilha há um imenso gramado usado como estacionamento, mas que é cobrado $5,00. Eu não perguntei, mas acho que é por dia.

 

# O valor da passagem em ônibus convencional, saindo de São Paulo é de cerca de $40,00 (referencia - mês de Abril/2004) pela Viação Cometa ou Itapemirim. Já o valor da passagem de ônibus do início da estrada até Curitiba está em pouco mais de $4,00.

 

# A região, por estar próxima do litoral, apresenta chuvas constantes, por isso é quase obrigatório levar uma capa de mochila.

 

# A menos que vc esteja treinando para uma corrida de aventura, não recomendo fazer o PP em 1 dia, pois o trecho de subida da crista do PP é bem íngreme e extremamente perigoso e vale ficar alguns minutos contemplando a vista porque é uma região muito bonita.

 

Breve estarei colocando as fotos no meu album virtual e passarei o endereço.

 

Abcs.

 

 

Augusto

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  • Não procure pelo posto do tio doca que vai se perder... O posto faliu e mudou de dono/nome. Agora é posto Mahle.

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  • Membros

Beleza Rmcolpani! Vcs vão acampar de sexta pra sábado ou chegam lá sábado de manhã mesmo?

Eu vou encarar uns 150 km, é pouco perto dos teus 500... por enquanto tô solo. Quero ver se convenço um amigo.

Saio de PG provavelmente no sábado bem cedo...

 

abraço!

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  • Membros

Fui no final de julho deste ano no PP para fazer o ataque.

 

Meu preparo físico é médio, mas tenho bastante experiência com trilhas. Fiz o ataque com uma mochila com comida, água e agasalhos. Ela devia estar pesando algo em torno de 5 a 6 Kg. O tempo estava nublado com cerração, tudo molhado da placa Caratuva - Pico Paraná em diante. Um bastão de caminhada ajudou bastante no trecho da trilha na mata.

 

Levei 2:47 h para subir do camping até o topo do Pico Paraná e 2:30 h para descer. Sem dúvida nenhuma sem mochila cargueira é muito mais fácil!

 

Não estou colocando esta mensagem para me gavar, muito pelo contrário. Pois, antes de ir ao PP li muitos relatos dizem que era o bicho e que era muito díficil, etc. Claro que depende do ponto de referência, pra mim foi até tranquilo. Sem dúvidas poderiamos ter subido mais rápido ainda se conhecessemos o caminho, estivessemos mais leves (levando apenas o necessário), não parassemos tanto para fotos, não tivessemos realizado na véspera uma travessia de 3 dias, etc.

 

Um fato que deve ter ajudado bastante é que devido as nuvens não viamos mais que 20 metros a frente. Perdemos todo referencial de subidas, dificuldade a frente, penhascos, etc. Como tudo estava molhado, aquelas taquarinhas idem, acabamos totalmente encharcados na subida. Um minuto parado e já começava a bater queixo! Mais uma motivação para subir sem parar. Era uma terça e só tinha nós na trilha, então nas vias ferrata não perdemos tempo esperando alguem subir ou descer por elas. Na subida e descida lá na bica, parei e tomei maltodextrina, energia extra sem dúvidas!

 

Portanto, respeitando o condicionamento físico de cada um e o clima deve ser até normal levar 3h - 3:30 h para subir e umas 3h para descer com o mínimo peso possível!

 

 

 

fala pessoal!

 

Estou com uns dias livres, e queria aproveitar o domingo de eleição para dar uma chegada no PP, que eu não conheço ainda.

 

Porém, o tempo em todo o sudeste do país não está animando nenhuma atividade trilheira no início da semana, parece que tem uma frente fria chegando aí trazendo frio e chuva para todos os cantos que eu pesquisei algum passeio... mas vamos ver...

 

Queria saber de vocês, os 'supermans' que fizeram bate-volta ao cume, levaram quanto tempo em cada trecho??? Imagino que o benefício de caminhar sem cargueira seja enorme nesse tipo de tirlha com muitos obstáculos.

 

E como ficam os tempos com cargueira? Aproxidamente 7 horas no total do Dilson até o A2, é isso? Alguém tem idéia do tempo por trecho?

 

Grande abraço a todos.

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  • Membros

Humm, interessante hein.;;

 

Penso em fazer um ataque ao PP bate-volta.

Dormindo no camping do Dilson, dá para dividir mais ou menos assim:

 

Das 06:00 às 10:00 seria o tempo máximo necessário para chegar ao A2;

Das 10:00 às 12:00 seria o tempo máximo necessário para chegar ao cume, descansar e lanchar.

Das 13:00 às 17:00 seria o tempo máximo necessário para voltar ao Dilson.

 

Se o ritmo encaixar melhor, os tempos baixam, embora não acredito que consiga fazer semelhante ao colega Tiago Korb, mas creio eu que em menos tempo do que acima... Esses tempos seriam os horários limites para abortar o ataque. "Se são 10:00 e você não está no A2, volte".

 

Dificuldades de navegação não existem mesmo? São só as 2 bifurcações principais??

Com o tempo totalmente encoberto sem enxergar nada vi que o pessoal aqui já foi até lá...

 

Abraços

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  • Membros
Beleza Rmcolpani! Vcs vão acampar de sexta pra sábado ou chegam lá sábado de manhã mesmo?

Eu vou encarar uns 150 km, é pouco perto dos teus 500... por enquanto tô solo. Quero ver se convenço um amigo.

Saio de PG provavelmente no sábado bem cedo...

 

abraço!

 

Não vou acampar lá não, quero chegar e já iniciar a subida pra não pegar tanto tráfego na trilha e lotação nos acampamentos pois, ao que parece, o negócio vai estar bem movimentado.

 

 

 

fala pessoal!

 

Estou com uns dias livres, e queria aproveitar o domingo de eleição para dar uma chegada no PP, que eu não conheço ainda.

 

Porém, o tempo em todo o sudeste do país não está animando nenhuma atividade trilheira no início da semana, parece que tem uma frente fria chegando aí trazendo frio e chuva para todos os cantos que eu pesquisei algum passeio... mas vamos ver...

 

Queria saber de vocês, os 'supermans' que fizeram bate-volta ao cume, levaram quanto tempo em cada trecho??? Imagino que o benefício de caminhar sem cargueira seja enorme nesse tipo de tirlha com muitos obstáculos.

 

E como ficam os tempos com cargueira? Aproxidamente 7 horas no total do Dilson até o A2, é isso? Alguém tem idéia do tempo por trecho?

 

Grande abraço a todos.

 

Fiz o PP com cargueira (16,5 kg) em ~6h 30m (subida). Como foi a primeira vez e o tempo colaborou com nenhuma nuvem no céu fui parando bastante para bater fotos e apreciar o visual, que é espetacular.

 

A navegação rumo ao PP é muito tranquilo. Também tive essa preocupação mas só consegue se perder lá quem se perde em escada.

 

Encontrei uns carinhas lá na fazenda que fizeram bate e volta e eles confirmaram esse tempo dito aí, em torno de 5h o percurso total.

  • 1 mês depois...
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  • Membros

Fala galera, sou de Londrina, to esquematizando com uns amigos de passar uns 4 a 6 dias me aventurando nessa trilhas.Tenho experiência com trilhas médias, com pouco uso de técnicas, pesquisei bastante, e gostaria de saber o básico de equipamento para uma aventura tranquila, e também sobre o indice de ciminalidade do local, até porque ouvi falar muito sobre assaltos e fico com receios, pois justamente estou indo a esses lugares para me desprender das preocupações urbanas e ter um maior contato com a natureza.

 

Desde já agredeço.

Postado
  • Membros

Dante, os assaltos ocorreram na Itupava e Anhangava, que ficam em Quatro Barras. Por estarem muito próxima a cidade facilita a ação dos marginais.

No PP eu só soube de dois casos, de um colega e eu!!! ::grr:: Mas foi furto de objetos deixados no carro, agora com a cobrança do Dilson acredito que esteja mais tranquilo, aliás nunca mais soube de nada por lá.

Sobre os equipos, precisa do básico: mochila, barraca, saco de dormir, isolante, fogareiro, lanterna, etc... escalada técnica não tem, e soube que foram repostos alguns degraus.

Por desencargo podes levar um cordelete para içar as cargueiras nas partes mais expostas...

Ah! Lembrei agora, o Dilson exige lanterna, pilhas extras e apito, blz?

Postado
  • Membros

Otávio, muito obrigado pelas dicas cara, os equipamentos basicos ta tudo providenciado já. Quanto aos delitos, fico mais tranquilo em saber que não ocorrem assim com a frequência que imaginei.

Então os apitos e lanternas também já estão prontos,agora é só aguardar uns companheiros meus decidirem a melhor data, e bora pra mais uma aventura.

 

Abraço, tudo de bom.

  • 3 meses depois...
Postado
  • Membros
Ótima informação Ogum! Eu não sabia disso não.

Quanto aos rios que cortam a trilha eu tenho certeza que é mais de duas vezes, mas não sei quantas. Após o A1 creio não haver mais nenhum, exceto a "bica" lá no A2.

 

Já tomei água da bica cimentada, dos riachos que cortam a trilha Caratuva --> PP e aquele que corta a trilha do Caratuva, a maioria sem tratamento e felizmente nunca passei mal. Apenas uma vez quando fui com o Marcos tivemos que usar purificantes, pois o riacho estava bem fraco, resolvemos não arriscar.

Uma diaréia no meio da trilha não ia fazer nada bem, então sempre leve um purificante!

 

entre a bica cimentada e o a1 eu contei uma vez 3 riachos. outra vez, 4 veios de água. entre o ai e o a2 não tem nada.

a bica do a2 seca em épocas muito secas.

eu nunca tomei água dos camelos, sei pelo relato de gente que encontro por lá, nas 3 vezes que fui. conversei com gente que frequenta aquilo há 30 anos... hehehe

a água dos camelos escorre do piso, do a2 e outros cantos, portanto escorre tb pelas partes onde o povo usa como banheiro. por isso deve ser usada apenas como emergência mesmo.

mas dá pra evitar isso.

uma dica é ver como está a bica cimentada. se ela estiver forte, tem água no a2. se ela tá fraquinha, pode encher seus cantis e mandar ver, pq não vai ter água no a2.

uma dica que dou pro pessoal é ir de mochila grande e carregar umas duas garrafas pet de 2 litros além dos seus cantis normais. garrafa pet não pesa, mas ocupa espaço. se tiver fraquinha, encha-as tb. vai carregar mais peso, mas não vai ficar a mercê de outras águas mais esquisitas por aí.

a águia dos riachos no costado do caratuva é meio esquisita. já tomei, na primeira vez não achei a bica do PP e na volta tomei água dali. não passei mal. mas enchi de purificante - até na água da bica cimentada eu gosto de botar purificante.

o problema de uma diarréia é que ela te tira todas as forças. e a trilha do PP é 4x4: usa-se muito as pernas e os braços. o peter tofte fala que prefere 36 kms lá nos marins do que os 12 da trilha do PP. então fazer aquela trilha de volta com uma baita diarréia não gera apenas desconforto, mas um risco exagerado de quedas na trilha com os respectivos ferimentos.

uma fratura naquela trilha é fácil pra quem não tá no seu pefeito estado físico. a trilha é hard, vamos considerar. pode ser de fácil orientação, e relativamente curta, mas hard, bem hard.

 

Segundo medições feitas na trena, a trilha do PP tem 8 km, então ida e volta dá 16.

Sobre os 2 rios entre a bica cimentada e o A1, sempre pegamos uma vazão legal, nada de espuma ou cor estranha na água, e nunca tivemos problemas de tomar as águas daqueles 2 locais sem purificante. Mas fica anotada a dica do puri se algum dia a água daqueles locais estiver estranha! ;)

Postado
  • Membros
Olá a todos,

 

Que bom que o tópico reviveu !

 

Parece que a trilha é hard mesmo ! heheheeheh

 

Alguém que já vez a trilha Paranapiacaba até o poço das moças pode dizer se é do mesmo grau de dificuldade.?

 

Abraços

 

Do Dílson até o alto do PP vc vai de 970 até 1870m de alt.

Porém, da bifurca pro Itapiroca até o fundo do vale entre A1 e A2, vc desce de 1680 pra 1400m. E lembre-se que o mesmo desinível será superado tb no retorno, então temos 2 x 280 = 560.

Assim, a ascensão total fica nuns 1460m, portanto, teoricamente mais difícil que a mera descida de serra que existem em trilhas parapiacabanas q descem até o litoral. E pelas fotos me pareceu q esta trilha piacabana não tem as raízes e pedras que ocorrem na trilha do PP, o q dá um plus na dificuldade da trilha do PP.

Postado
  • Membros
opa,

 

eu estou planejando subir o PP daqui duas semanas. Eu gostaria de saber se para dormir eu preciso de um saco de dormir ou so um lenço... nao sei se a temperatura cai bastante a noite nesse lugar ::Cold::

 

benoît

 

Não li o tópico + pra frente então não li se vc chgou a tilhar por lá.

Mas adianto que temps de 30 graus nos topos são artigo de luxo, embora existam dias quentes, onde vc clama por uma sombra msm estando a mais de 1700m de altitude.

Mas na média, o verão nos cumes do Ibitiraquire fica pau-a-pau com o inverno da área urbana de Sampa. Ou seja, o lance é olhar a previsão pra Curita (no Simepar, no Mbar 25km do Inmet e no Eta 20 do Cptec) e descontar 5 graus da previsão q estiver mais fria. Temps abaixo de 10 são raras nos cumes no verão, mas o vento pode jogar a sensaçao nos 5. ::Cold::

Se vc for acampar, aconselho levar um goró pra esquentar. Uma vez eu, meu brow e a cunhada acampamos no Caratuva em jan/09,levei uma lata de Amsterdam de 0,5l e 11% de álcool e tomei antes de mimir, foi a garantia de um sono sem pausas das 4 as 10 da matina. Mas goró durante a caminhada não acho aconselhável, ainda mais no PP, q está longe de ser um passeio no parque.

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