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Mari D'Angelo

As incríveis falésias de Etretat

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Tenho uma verdadeira atração por lugares paradisíacos (se for desconhecido, melhor ainda), assim que coloco o nome de um desses lugares no Google Images, já sei que não vou sossegar até conhecê-lo pessoalmente! É verdade que essa lista é muito maior na coluna de “quero conhecer” do que “já conhecidos”, mas é meu objetivo mudar isso ao longo da vida.

 

Estávamos quase no meio da nossa temporada de 6 meses em Paris e chegamos à conclusão de que, com planejamento, dava pra fazer mais viagens do que tínhamos estipulado, afinal, o tempo era curto e queríamos conhecer o máximo de lugares possíveis. Pesquisamos valores de trem e lá fomos nós para um bate-volta em Etretat!

 

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A pequena cidade fica na região da Alta-Normandia, no norte da França. Em aproximadamente 2:30 de trem chega-se à cidade portuária de Le Havre. Nossa ideia era pegar o ônibus de lá para Etretat, mas como ele demoraria quase 1h pra sair e não tínhamos tanto tempo assim, fomos ver o valor da corrida entre os vários taxis parados na estação. Não tínhamos muita noção da distância mas sabíamos que não era tão longe. Aqui começa um episódio cômico, se não tivesse sido tão deprimente e despendioso no dia! Não me lembro o motivo, mas negociamos o preço em inglês. Eu o ouvi dizendo sixteen, e achando um ótimo valor, entramos no carro. Quando o taxímetro passava dos 20e, comecei a ficar brava, achando que o motorista tinha nos enganado, quando chegou a 30e e ele nos mostrava feliz e tranquilo as vaquinhas na estrada, comecei a perceber que tinha algo errado… sempre tive problemas em diferenciar o som do sixteen e do sixty! Resumindo, gastamos preciosos 60 euros em alguns minutos de carro e ao chegar no tão sonhado destino, só conseguia chorar de desespero por ter feito tamanha idiotice!

 

Passado o choque, olhei para a incrível paisagem à minha frente e vi que mesmo assim, o dia seria maravilhoso! A praia de Etretat é de pedras (e não areia) como em grande parte da Europa, o mar em tons de azul e verde é cercado pelas enormes falésias brancas de calcário, que são as atrações principais do lugar. Com a maré baixa é possível adentrar em uma de suas grutas e ter uma vista diferente, “de dentro” do mar, porém o responsável por este local é bem enfático ao pedir para as pessoas se retirarem quando chega o horário de a maré subir, há inclusive uma placa dizendo que na parte superior da “caverna” é seguro, e que é necessários esperar a maré baixar para descer, mas quem vai querer arriscar ficar por ali, né!?

 

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Um calçadão (se é que se pode usar no superlativo) separa a praia da cidade, e liga as duas subidas para caminhar por cima das falésias. Começamos pela da esquerda, a falaise d’Amont(que o escritor Guy de Maupassant comparou à um elefante molhando a tromba no mar, e depois de vê-lo, fica difícil enxergar outra coisa!). A vista quase completa de todo aquele conjunto natural com a pequenina cidade no meio é magnífica! A caminhada é longa, mas com tantas paradas pra admirar o visual, não fica tão cansativo.

 

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De volta à base, passamos no mercado pra fazer um lanchinho rápido e continuar. Se tiver com tempo (e gostar), a especialidade da região são as ostras, há uma infinidade de opções! Para os mais básicos, a gallete (uma variação do crepe) também é muito tradicional.

 

A falaise d’Aval, do lado direito da praia, é menos extensa. Depois de uma subida íngreme e cansativa, avista-se a charmosa capela de Notre-Dame de la Garde, toda de pedra! Ela foi destruída durante a 2ª Guerra mundial e reconstruída em 1950. Atrás dela um monumento de gosto duvidoso homenageia os aviadores Nungesser e Coli, os primeiros a tentar cruzar o oceano atlântico norte.

 

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A cidade que já foi uma vila de pescadores é hoje destino comum dos parisienses nas férias de verão. Além da natureza exuberante, o conjunto de casinhas de madeira no centro turístico parece ter saído de um cenário de filme. No fim do dia, pegamos o ônibus de volta para a estação de trem em Le Havre (no centro de informações há um folheto com os horários).

 

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Tenho certeza que esse foi o melhor bate-volta que já fiz na vida! E garanto que Monet concordaria comigo, ele era um grande fã de Etretat e a retratou em diversos quadros.

 

No site oficial há informações sobre as atrações, assim como hospedagem e alimentação: http://www.etretat.net

 

Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/as-incriveis-falesias-de-etretat/

Facebook Quero ir Lá: https://www.facebook.com/queroirla.com.br

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