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Enrico Luzi

Volta ao Mundo - A Grécia de Metéora, Atenas, Naxos e Anafi

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Oi pessoal!

 

Mais um relato aqui proveniente da minha volta ao mundo. Igual ao post da Albânia que fiz há pouco tempo, esse da Grécia vem primeiro com um texto livre sobre nossa experiência e em seguida as dicas mais diretas ao ponto. Se você quer ler um, outro, ou os dois já sabe onde ir.

A ideia, em vez de contar exatamente como fiz, é explicar como descobri a informação pra faze-lo e deixar cada um escolher e pesquisar o que quiser e se aprofundar mais no que interessa. Espero que gostem :D

 

Parte 1/2 - Nossa experiência

 

Grécia: a tão esperada, e o inesperado

 

O motorista que deveria nos deixar em Ioannina, no norte da Grécia, esqueceu de parar. Sinalizamos e ele nos deixou descer próximo ao cruzamento entre uma entrada para a cidade, o lugar nenhum e uma pequena farmácia. O sol era de rachar. Lá fomos nós perguntar por transporte. A simpatia do farmacêutico foi tanta! Fez umas ligações e nos explicou que não tinha jeito. Derretemos por alguns minutos na beira da rodovia até parar um senhorzinho, carro velho, banco de trás lotado: reorganizou tudo por nós! O rapaz do hotel serviu bebidas feitas em casa, as moças do trem deram umas aulas de grego básico. Os garçons eram sorridentes, a senhora da bilheteria do cinema fez piadas e, na ilha, o monge abriu a porta fora da hora. Até no correio (o lugar mais difícil sempre) tivemos ajuda!

 

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Nosso primeiro roteiro pelo país que inventou a democracia começava por subir ao Olimpo, o monte onde, diz a mitologia, moram os deuses. Como tudo na Grécia começa pela mitologia, parecia o correto a ser feito. No entanto, atrasados como sempre, chegamos no alto verão e isso não combina com visitas divinas que demandem tanto esforço físico. A temperatura, na realidade, influenciou muito da nossa experiência. Pensamos que a prática no verão brasileiro nos salvaria, mas a verdade é a que a aridez bateu em cheio nos nossos planos e a próxima visita será em outra estação.

 

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Mosteiros se equilibram em Meteora

Foi com essa exclamação engraçada que um amigo reagiu a algumas fotos que fizemos em Meteora, o complexo de mosteiros da Igreja Ortodoxa de Kalambaka, no norte da Grécia. Rimos bastante da observação profissional do geólogo, mas garantimos que a síntese se aplica para além do aspecto natural. Não há informação segura sobre a origem dos templos, mas evidências apontam para ocupação das cavernas por monges já no século XI e acredita-se que pelo século XIV iniciaram a construção dos mosteiros. Eram 20, apenas seis sobreviveram. E não devia mesmo haver melhor lugar para a reclusão: até 1920 não havia escadas! Soa intrigante como conseguiram colocar os mosteiros em lugares tão altos e inacessíveis, e como puderam viver lá, "equilibrados" sobre pilares de pedra de 305 (a mais baixa) e 549 metros (a mais alta) de altura.

 

Se toda a paisagem de Meteora nos impressionou, nos emocionou entrar em uma igrejinha de Kalambaka, a da Dormição da Mãe de Deus: por fora ninguém diz, mas trata-se de uma construção ainda mais antiga, do século XI. A falta de conservação das pinturas que cobrem todas as paredes e a escuridão do templo aprofundaram a sensação de volta ao passado. Ao mesmo tempo, as evidências de uso presente de um lugar tão antigo ajudaram a nos situar sobre o país em que pisávamos.

 

Ao perdedor, o melhor endereço

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Na versão mitológica para a criação de Atenas (aqui um rápido e roto resumo), disputando a opinião dos cidadãos sobre quem deveria ser seu patrono, os deuses fizeram oferendas. Poseidon presenteou os cidadãos com cavalos feitos de espuma do mar, indicando proteção em tempos de guerra. Atena lhes deu a oliveira, um símbolo para o conhecimento. E o nome da capital nos aponta a vencedora, honrada com templos na Acrópole, lugar de culto dos gregos antigos: ainda imponente, mesmo em ruínas há séculos, reina sobre a cidade, refletindo o sol ou flutuando na iluminação noturna.

 

Parece não haver um minuto de sossego para visitar a Acrópole. Provavelmente a maior das relíquias da arqueologia grega, certamente a mais conhecida, recebe milhares de turistas todos os dias. Vão subindo a colina, seguindo as placas e indicações dos guias que não param de apontar para as pedras e repetir diuturnamente detalhes e números difíceis de reter sobre a milenar história de cada um dos templos. Turistas independentes se mesclam na multidão em busca da sinalização do sítio, que ajuda a entender onde se está.

 

Mesma sorte falta a quem tiver curiosidade de ver a Ágora: no lugar onde Platão e seus discípulos teriam passado a vida argumentando, algumas árvores, algumas pedras, nem uma linha sobre o que elas significaram. Por ali, no chão, vimos o sinal "plataforma do orador" e supomos, decepcionados, que falavam a partir dali. Do ponto de vista da informação, bem mais interessante é uma visita ao moderno museu da Acrópole. Dizem que foi construído em resposta aos governos que se negam a devolver os tesouros do passado grego, com o recorrente argumento de que faltava estrutura adequada para mantê-los em segurança. Os itens que não foram saqueados foram comprados em negociações questionáveis, e os gregos requerem seu patrimônio, por genuíno orgulho e também porque quem expõe as peças arrecada alguns milhões em turismo. No moderno museu, placas que são um protesto indicam o lugar onde ficarão este ou aquele item quando (e se) repatriado.

 

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Atenas, além de ser a capital, é a área mais povoada da Grécia. É dessas cidades que sufocam – não apenas pela temperatura já mencionada, mas porque os prédios brancos, milhares de quadradinhos, se apinham lado a lado até o perder da vista. Entre eles, e nas escavações do subsolo para a construção do metrô, o passado vai emergindo em ruínas, entre a velocidade do presente e os mistérios do futuro da Grécia. Passamos o tempo visitando um ou outro dos sítios arqueológicos e vivemos de ótima comida, de sorvete para aplacar o calor, e do prazer de estar por ali. Mas distante não estava mal. A verdade é que, para os padrões atuais, o deus perdedor do tal concurso para patrono de Atenas ficou com o melhor endereço: em Cabo Sunion, a 70km do centro da cidade, o templo de Poseidon se debruça sobre o mar e garante um por do sol avassalador.

 

Ilhas e decisões difíceis

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Míkonos, Creta, Santorini. Algumas poucas ilhas gregas são tão famosas no Brasil que quase ofuscam um fato que pode ser atordoante: chegam a 6 mil se até as muito pequenas forem contabilizadas. Menos de 300 são habitadas e estão organizadas em grupos – Ciclades, Peloponeso... Podem estar a mais de 300km do porto de Piraeus, em Atenas, e são ligadas por um sistema de transporte até eficiente, mas muito caro. Para onde ir? Começamos a fazer essa pergunta meses antes de chegar e seguimos com ela a cada vez que encontrávamos um grego ou alguém que passou ou viveu por lá. A chocante verdade é que a cada vez que questionávamos surgia uma nova lista, com nomes que nunca ouvimos falar.

 

Decidimos evitar aquelas que são mais conhecidas, caras e cheias. Resolvemos que seria uma boa ideia ver ao menos duas – mas logo percebemos que mais que isso demandaria mais orçamento e tempo já que, para o que nos interessava, as barcas não são diárias. A bem conectada Naxos está no meio das Ciclades e é conhecida por ser mais fértil que as demais. Brindou nossa visita com muito vento contra a pedalada e fez valer o esforço com uma linda praia de mar turquesa. De lá seguimos para Anafi, por assim dizer, uma irmã pequena de Santorini. A chegada foi curiosa: centenas de passageiros desceram na irmã maior e os 20 que ficaram sorriram com a sensação de terem feito a escolha certa. E foi. A arquitetura é o clássico das casinhas brancas, a comida é fresca, as pessoas são sorridentes, o mar e o céu se confundem em azuis. Inesperada foi o único ônibus que circulava a ilha. O motorista, cantando, batucando e dirigindo, a essa altura já esperávamos mais um grego legal. Enfim, esperávamos tudo de bom da Grécia e, no final, o melhor foi aquilo sobre o que não pensamos: nos gregos.

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Parte 2 - Os bizús

 

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Faltou pouco para a Grécia não ser cortada do nosso roteiro. Por um lado, achávamos que o país merecia um tempo que não tínhamos. Por outro, já estávamos muito ansiosos para chegarmos à Turquia e ao Irã, nossos destinos seguintes. Pairava secretamente no ar, ainda, uma certa antipatia por aquele lugar das entendiantes capas de revistas de viagem... No fim, fomos. E nos hipnotizamos com o brilho do mar em longos cafés da manhã na varanda do nosso pedacinho de paraíso. Para um roteiro de duas semanas enxuto e bem aproveitado, com algumas ideias do que fazer diferente de nós, confira aí nossas dicas.

 

Nosso roteiro

 

Vindos da Albânia, descemos em Ioanina, ou quase, para pegarmos um ônibus até Trikala, a cidade que usaríamos como base para visitar os monastérios de Meteora. Saímos de trem para Atenas e de seu porto navegamos até as lindas ilhas de Naxos e Anafi. Uma opção lógica seria cruzar por mar até a Turquia e seguir viagem, mas era mais econômico retornarmos à Atenas e seguir (de ônibus) até Istambul, além do quê havia  desencontro de datas das barcas entre as ilhas.

 

No mapa, além da nossa rota, é possível ver alguns pontos de destaque, incluindo lugares que consideramos ir e que você poderia incluir no seu roteiro. Um deles é o Monte Olimpo, que pode ser subido em 1 cansativo dia, ou em 2 com pernoite em um abrigo. Outra parada interessante seria em Marathon. Ali os gregos resistiram a uma invasão persa em 490AC e o corredor Pheidippides partiu a pé até Atenas (depois de várias outras correrias...) para informar sobre a vitória no estádio Panathinaiko. A distância? Uns 40km. Soa familiar?

 

[googlemap]https://www.google.com/maps/d/embed?mid=zk9uJhq3uqhI.kMIgPFH-KSHM[/googlemap]

 

Moeda/câmbio

 

A Grécia utiliza o Euro como moeda e a cotação em Ago/2014 era de 1 Euro = R$ 3,2. Nossa média de gastos foi de 32 euros/dia/pessoa, a mais alta da viagem até então. Dois fatos explicam isso: não utilizamos Couchsurfing e ficamos apenas 13 dias, diluindo pouco o valor dos transportes caros, principalmente entre ilhas, que representaram 38% de todos gastos.

 

Alimentação

 

Contando todos os restaurantes e compras, gastamos 11 euros/dia/pessoa. É fácil se virar bem por lá com os mercados e restaurantes. Frutos do mar, salada grega, iogurtes... Refeições por 5 a 6 euros eram comumente encontradas, sem ter que apelar para os tradicionais sanduíches.

 

Visto

 

Brasileiros NÃO precisam de visto para a Grécia para estadias de até 90 dias num período de 180 dias. É a regra que se aplica aos países que fazem parte tratado de Schengen.

 

Data da viagem

 

Fomos entre 24/Ago e 05/Set de 2014. Não é uma boa época, conforme tantos nos avisaram. Fomos mesmo porque era o que dava pra fazer... O verão está em super auge e o calor de Atenas é realmente insuportável (não seja presunçoso como nós, achando que saiu do Brasil e qualquer calor é ok...rs). Como essa época é de férias na Europa, os preços costumam variar para cima, mais uma desvantagem.

 

Idioma

 

Não tenha medo do grego! Pode parecer muito difícil, mas para quem fala português as semelhanças logo aparecerão. Para se virar com mais facilidade, é bom aprender o alfabeto, pois nem todas as placas e avisos estarão traduzidas. Se você é matemático, engenheiro, físico ou transita em áreas afins, vai se dar bem: o som de cada letra grega é o seu nome. Quer ver só?

 

O nome da cidade que mencionamos anteriormente, Kalampaka, se escreve em grego assim: Καλαμπακα.

 

Pra ler você pega cada letra e vê o nome:

 

Κ - kappa

α - alfa

λ - lambda

α - alfa

μ - ni

π - pi

α - alfa

κ - kappa

α - alfa

 

Olha lá, Kalampaka, igualzinho. Decorar a tabelinha abaixo (ou levar de cola) pode facilitar.

 

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Atrações

 

Resolvemos dividir nossa estadia em três etapas: os monastérios de Meteora, Atenas e as ilhas. Muitas outras coisas nos interessavam, mas o tempo andava contado devido à estadia mais longa em alguns lugares dos balcãs (e a urgência de chegar à Rússia antes do inverno).

 

Meteora

 

A Grécia esteve em constante batalha contra invasores, fossem romanos, otomanos, persas... Buscando um pouco de paz, alguns monges resolveram se isolar nos pináculos de Meteora lá pelo séc. IX, morando nas reentrâncias das rochas. Séculos depois começaram a construir os monastérios, içando o material e permitindo a subida de poucas pessoas através de escadas, que eram baixadas apenas sob demanda.

 

O resultado foi a construção de mais de 20 monastérios, seis resistiram.

 

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O acesso pode ser feito por um tour ou por conta própria. Ônibus rodam entre o monastério principal, Meteoron, e a cidade de Kalampaka. Já entre os monastérios não há transporte, é necessário andar (alguns são próximos uns dos outros...) ou pegar um taxi. É possível também alugar uma scooter na cidade (se você tiver licença para dirigir).

 

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Uma boa fonte de horários atualizados para visitar os monastérios é o site Visit Meteora, pois em cada dia da semana um está fechado, então é necessário se programar de acordo caso esteja interessado em algum específico.

 

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Atenas

 

Bares, restaurantes, cinemas, festas, história e ruínas, muitas ruínas !! Tem muito para ver e fazer no lugar mais quente e abafado que fomos em toda viagem até o momento.

 

- A Acrópole é o ápice de uma visita à Atenas. Aliás, o nome também indica: em grego, acrópole quer dizer cidade construída no alto - e há várias acrópoles no mundo, mas esta é "A" Acrópole. O ingresso custa 12 euros e com ele você pode visitar todas as ruínas no morro da Acrópole de Atenas (o Parthenon, templos dedicados à deusa Atena, o balcão das cariátides - colunas em forma de mulheres -,  todos estes no topo, e atrações na parte baixa do morro, como o Teatro de Dionísio). O mesmo bilhete permite a entrada na Ágora, no Museu Arqueológico de Kerameikos e na Biblioteca de Hadrian, que estão em outras partes da cidade. Para detalhes atualizados dos descontos e dias gratuitos você pode acessar o site oficial aqui. Em geral, as atrações abrem de 8h às 17h. Chegamos às 8h à Acrópole e às 8h30 os visitantes do cruzeiros já estão no topo e ficar  superlotado! Irritado, fui embora e voltei no meio do horário do almoço, 12h30, para ver as atrações da parte baixa do morro. No  topo ainda parecia bem cheio, mas bem menos ruim do que de manhã. Só que é a hora de derreter também...

 

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- A Ágora não tem muitas explicações ou sinalização sobre as ruínas. Não fizemos, mas por este motivo acreditamos que pode ser interessante contratar um tour guiado. A região em seu redor tem vários bares e restaurantes, vale a caminhada.

 

- O Museu da Acrópole fica bem em frente a entrada principal da Acrópole. É mesmo imperdível e nós quase perdemos, deixamos pro último dia! Custa 5 euros (há várias possibilidades de gratuidade, inclusive para jornalistas). Confira os horários no site. Quando visitar, não se esqueça de que há "arqueologistas anfitriões" identificados com uniformes e dispostos a responder suas perguntas (em inglês) sobre a exposição de 9h às 17h. O museu foi financiado principalmente pelo governo britânico em forma de (quase) compensação pelas peças que estão no British Museum de Londres e que eles não querem devolver de jeito algum.

 

- Um programa que adoramos foi ir a um dos muitos cinemas ao ar livre na cidade. O Cine Paris foi nosso escolhido: é lindo! Do lado da tela você tem a vista incrível da Acrópole iluminada. Pegamos uma sessão de fim de tarde e vimos o sol baixar e as luzes se acenderem. A lista de opções cinematográficas e outras possibilidades da cidade pode ser acessada no Guia de Atenas.

 

- De uma tacada só é possível visitar a praça Syntagma, onde está o parlamento e o coração político da cidade, e a troca de guardas, que ocorre de hora em hora, quando o relógio marca 30min após hora certa, e o estádio Panathinaikos que tem mais de 2000 anos de existência.

 

- Por fim, um dos lugares, senão o lugar, que mais gostamos foi o templo de Poseidon, a 70km da cidade, de frente para o mar em Cabo Sunion. Fácil de chegar pegando o ônibus da Ktel no ponto do mapa abaixo.

 

[googlemap]https://www.google.com/maps/d/embed?mid=zk9uJhq3uqhI.kb-b1BU1_9jg[/googlemap]

 

Horários conforme a foto a seguir. Porém, fique atento porque há duas rotas: a cênica, e a sem graça (igual a que o Maps montou em cima...).

 

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As ilhas

 

A Grécia tem milhares de ilhas e escolher uma ou duas pra ir foi das tarefas mais difíceis na viagem. Primeiro, por indicações variadas das pessoas que encontrávamos e, depois, pela logística e preço.

 

As ilhas se dividem em alguns grupos com características diferentes de vegetação, clima, cultura e tipos de praias. Algumas matérias interessantes podem ser lidas no Telegraph e Lonely Planet.

 

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Nós decidimos investir nas Ciclades e acabamos em Naxos e Anafi. Com peso no coração, eliminei Amorgos pela dificuldade da logística de horários e dias das barcas. Mykonos, a ilha festeira, foi deixada de fora. Santorini é um hub de barcas no sul das Ciclades, muitas passam por ali e seguem para outros locais, como a que usamos para chegar em Anafi,  a vizinha menor.

 

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Amorgos

 

Ir pra Amorgos se resumiria a uma experiência cinematográfica. A ilha foi cenário do filme "The Big Blue" com o Jean Reno, e era um sonho de consumo. Terei que voltar para conferir...

 

https://www.youtube.com/embed/82onGmBx9ZM

 

Naxos

 

A ilha tem uma Hora (a cidade mais importante das ilhas é chamada assim) bem grande e várias praias, inclusive para prática de windsurf. A praia de Plaka foi nossa preferida com sua areia branca e mar transparente. Em qualquer lugar é possível alugar bicicletas, scooters, quadriciclos ou carros (motores apenas se você tiver licença para dirigir). A ilha é bem montanhosa, então para chegar ao lado leste é necessário um transporte que seja capaz de lidar com o sobe e desce. Não temos carteira de moto e apenas uma loja concordou em alugar, mas quando disse que seria para atravessar a ilha nos proibiram, perigoso demais! Achei que para não querer alugar o risco provavelmente era real e simplesmente pegamos um par de bikes e rodamos todas praias da costa oeste. Factível, mas cansativo: o vento não ajuda muito!

 

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Anafi

 

Que achado! A barca lotada me fazia imaginar a praia da minha ilha "deserta" já com música alta e gritaria... A cada ilha, o anúncio para que os passageiros se preparassem e apenas uns 10 ou 20 se mexiam. Ao ouvir "Santorini" uma multidão furiosa levantou, centenas de pessoas buscando suas malas. A ilha parece ser linda, com a clássica Hora de casas branquinhas iluminadas pelas cores do por do sol que se aproximava. Mas, junto com outros 30 passageiros, permanecemos e seguimos em direção à Anafi. O mesmo cenário nos aguardava lá :D

 

A ilha tem várias praias ao longo da costa sul. É possível ir caminhando pelas trilhas e experimentando uma por uma, ou alugar uma bicicleta/scooter/carro. Ao fim da estrada, um convento e uma super cansativa trilha ao topo, para encontrar uma pequena igreja com incrível vista da ilha.

 

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Acomodação

 

Trikala - Hostel Meteora

 

As acomodações em Kalampaka eram muito mais caras do que ficar em Trikala e ir até lá de ônibus ou trem. O Hostel Meteora ajuda com toda logística, mapas e simpatia.

 

Atenas - Usamos AirBnB

 

Os hostels em Atenas, mesmo "budget", são caros e tem notas medianas. Por isso não nos pareceram tão convidativos quanto alugar um quarto por 20 euros (para duas pessoas) num apartamento em que poderíamos usar cozinha, sala de estar, etc. A cidade tem um ar largado e até perigoso em alguns cantos, portanto é interessante preocupar-se em ler comentários prévios para saber se está se hospedando em uma boa região.

 

Naxos - Studios Alsos

 

Ficamos na Guesthouse Studios Alsos e foi ótimo. A localização é boa, pertinho do centro de Naxos e eles te buscam no porto e levam sem custo. Quarto privado ensuite por 20 euros. A família dona do negócio é simpática e qualquer coisa basta anotar no caderninho na portaria e rapidinho eles resolvem.

 

Opções mais baratas são os campings. Chegamos a considerar o Maragas, o Plaka Camping e o Naxos Camping.

 

Anafi

 

Poucas opções em sites de reserva, mas na realidade quase toda casa tem um cantinho para alugar. Ligamos para um hotel e ao chegarmos nos empurraram para a casa de uma senhora, que tinha, possivelmente , a varanda mais alta da ilha. Custou 25 euros por noite por um apartamento inteiro a nossa disposição. E o contato? Não tem! Tem que chegar lá e procurar a casinha que fica embaixo da igreja, no ponto mais alto da ilha!

 

Transporte

 

Andamos de ônibus, trem e barco na Grécia e juntamos os melhores lugares para consultar preços e horários possíveis a seguir.

 

Ônibus

 

Para ônibus a empresa Ktelestá por todo lado e o site deles é uma boa fonte de informação. No entanto, para "alegria" dos viajantes, eles dividiram o site na localidades. O link anterior por exemplo é o genérico e dali você encontra na seção "Information about all Ktel Companies" o link pra cada site! Pra achar ônibus originando em algum lugar você precisa encontrar o site adequado. Pra Trikala usávamos o Ktel Trikala, por exemplo.

 

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Trem

 

Queríamos usar trem para chegar a Atenas, e de lá para Istambul. Infelizmente o trem que corria direto até a cidade turca não circula mais. É necessária uma troca na fronteira ou, mais fácil, ir de ônibus diretamente.

 

Para Atenas a partir de Trikala, acessamos o site da ferrovia grega, OSE, e fiz de tudo pra conseguir comprar por lá, mas não foi eficiente. Pelo menos deu pra consultar os horários e preços... Um dos trens não envolvia troca, fomos nesse, o valor foi o do "Cost at issuing desk", 13 euros.

 

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Veja que na coluna WEB é possível ver que ainda tem 9 passagens promocionais a 9 euros. Li em alguns foruns que selecionando esse trem e percorrendo os vagões na tela seguinte deveria ser possível encontrar os assentos coloridos de acordo com o preço. Mostrei isso na estação e tentei convencer, mas não colou...Se você conseguir, me conte :D

 

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Obs.: a estação de Trikala fecha por 3 horas para o almoço, entre 12h e 15h. Longo, longo almoço...

 

Barcas

 

As barcas podem ser compradas diretamente nas lojas perto do porto de Piraeus, ficam espalhadas pelas ruas em volta do metrô. Você pode consultar o site uma a uma ou usar um agregador. Testei vários e percebi que alguns omitiam certas empresas!! O melhor que encontrei foi o Petas. A barca Atenas-Naxos, por exemplo, é só buscar assim:

 

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Observe que para achar a barca eu tive que colocar a origem como "Piraeus" que é o nome do porto em Atenas. Em geral os portos tem o nome das ilhas ou cidades, mas alguns não, segue uma listinha das exceções:

 

Porto de Piraeus em Atenas

Porto de Rafina em Atenas

Porto de Lavrio em Atenas

Porto de Chania em Creta

Porto de Heraklion em Creta

Porto de Rethymnon em Creta

Porto de Katapola em Amorgos

 

E caso prefira buscar site por site das companhias de ferry, pode usar essa lista como referência.

 

Atenção pois nem todas as barcas operam todos os dias, principalmente nos trajetos entre ilhas menores. Os maiores hubs são Naxos, Santorini, Piraeus... A partir desses lugares é mais fácil achar transporte para os outros lugares. Sendo assim, se a sua intenção é fazer um conjunto de ilhas fora do caminho mais comum, fique esperto pois poderá ter que esperar um par de dias pra conseguir seguir viagem.

 

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Vc so conseguiu aumentar a minha ansiedade p. a minha viagem haha

Eu estou completamente perdida com o meu roteiro (nao programado) rs

Os tour's sao tranquilos de serem feitos por uma pessoa sozinha? Quanto tempo é de Atenas até Meteora?

Você tambem foi a Delfos?

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Fantástico seu roteiro e seus dicas são altamente valiosas! Sinto-me mais perdida agora, também vou fazer uma viagem sozinha à Grécia, saindo de Roma, ficarei do dia 24/08 ao dia 06/09!! Mas nunca fui a um lugar com informações tão confusas sobre transporte to com medo de me perder ou perder o transporte. Enfim...

 

Por esse site de ônibus eu consigo saber as linhas de ônibus que partem do aeroporto até o centro, e do centro até o porto? A maioria dos roteiro são para pessoas que alugam carro ou fazem tudo de taxi, e não queria gastar tanto, pelo menos em Atenas.

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      Neste post montei um roteiro bem detalhado, com indicação de restaurantes, de onde fazer compras e etc. Além disso, tem muita dica bacana também que, com toda a certeza será muito útil durante a sua viagem.
      Assim, se você vai viajar para Grécia, não deixe de dar uma olhada neste roteiro em Atenas porque ele está bem detalhado e informativo
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      Olá mochileiros!
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      Segue o link para quem desejar começar do começo rs
      https://www.mochileiros.com/topic/84446-roma-3-dias-3-pessoas-fotos-preços-e-itinerário
      Resumindo o inicio da viagem - Voo saindo de Florianópolis com escala em Guarulhos e chegando em Roma, Imigração foi uma piada - tanta preparação pra nada.
      Média de troca de euro foi 4,50, Comprei as passagens com MaxMilhas, Alugamos AirBnb. 
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      Saindo de Roma, foi a vez de irmos a Santorini, na Grécia. 
       
      Dia 13/04
      Voo marcado para 12h45, a partir do aeroporto de Fiumicino. Atrasou um pouco, e o voo em si demorou 1h45. Adicionando 1 hora a mais pelo fuso horario de Santorini, chegamos no aeroporto de Thera por volta de 16h15. Ficamos no hotel San Giorgio, que acima de 2 diárias oferecia transfer grátis de e para o aeroporto.
      Chegamos lá e o encanto foi imediato. Quarto recém reformado, cheiroso e super confortável!

       
      Deixamos as malas e saímos pra comer em um restaurante próximo (aliás, tudo é proximo, Thera é super pequena e tudo é de fácil acesso) chamado Greek Bites. Super delicioso, comida regional, maravilhosa!

      Passamos no mercado e compramos algumas coisas para o café, além de água, que não é potável na ilha. [agua 0,50 ; croissant 1 ; suco 1,50, snacks 1]
      Passeamos um pouco pelo centro (uma rua rs) e voltamos pro hotel para um merecido descanso.
       
      Dia 14/04
      Acordamos cedo e fomos para o terminal de onibus.
      Vi em muitos relatos e sites que é indispensável alugar carro quando vier para Santorini; e discordo completamente. Não era viavel alugar carro pois ficariamos apenas 2 dias e não dirigimos, mas mesmo que esse não fosse o caso, achei suuper tranquilo andar de onibus. O terminal é bem localizado, onibus de viagem limpos e baratos. [1,80 a 2,40 dependendo do destino]
      Segue fotos dos horarios de onibus, não tem muitos, mas são precisos. 

       
      Nosso destino nesse dia foi a maravilhosa Oia. Como saimos cedo, ainda estava bem vazio, e conseguimos aproveitar bem o lugar, sem multidões.

       

      Voltamos para Thera e almoçamos no restaurante Pelican Kipos.
      A decoração e ambiente encantam logo de primeira, e a comida fecha a experiencia com chave de ouro.
      Descansamos um pouco depois do almoço e no fim da tarde seguimos para uma igrejinha próxima, chamada Virgin Mary Church, pra ver o tão falado por do sol.
      Bom, não tem o que falar.. As fotos dizem tudo.

       



       
      Na volta, jantamos em uma lanchonete meio vintage, chamada D’s Burgers. Super gostoso e um ótimo atendimento! [Burger 6, Fritas 4, Refri 2]
       
      Dia 15/04
      Café da manhã no Our Corner, no centro de Thera [waffle 10, sanduiche 6]
      De lá fomos até o terminal pegar um onibus para Perissa, a famosa praia de areia preta. Lá almoçamos e bebemos em um barzinho também chamado de Corner - Food and Drinks.
      O sol abriu e nos deu uma manhã maravilhosa de presente.

      No fim da tarde saimos pra ver a caldeira pela ultima vez, porém com o céu nublado não conseguimos aproveitar o por do sol novamente.
      Jantamos no Lucky’s Souvlakis, bem bom e barato, ótimo pra aproveitar a cozinha local.
       
      Dia 16/04
      De manhã tomamos café em uma lanchonete próxima, chamada Crepe House. Também gostoso, porém demoradinho.
      De lá, voltamos pro hotel pra fazer o checkout e pegar novamente o transfer de volta pro aeroporto.
      E assim acabou nossa mágica viagem a Santorini, curta porém inesquecível.
       
      Links
      Hotel - https://bit.ly/2Jgv117
       
      Preços para 3 dias, 3 pessoas
      Voo Roma - Santorini - 269 euros
      Hotel - 196 euros
      Almoço Greek Bites - 40 euros
      Mercado - 50 euros
      Onibus - 25 euros
      Pelican Kipos - 50 euros
      D's Burgers - 30 euros
      Our Corner - 30 euros
      Corner Food Perissa - 60 euros
      Lucky's Souvlakis - 30 euros
       
      Impressões e Dicas
      Sempre levem um casaco. O tempo foi completamente imprevisivel, mudando em questão de 1 hora, mas o vento era sempre constante.
      Cidade super calma, bem rural, estilo praia. Todas as lojas e supermercado ficam em apenas uma rua principal, tudo fácil de achar.
      Transito tranquilo, porém ninguém usa capacete, principalmente quem aluga quadriciclo rs
      Os pratos vinham sempre bem fartos, e sempre pedíamos pra dividir e provar de tudo.
       
      Continua em Atenas..
    • Por andersonjardim
      Eu e minha namorada etivemos na Grécia, agora, final de junho. Ficamos apenas 1 dia em Atenas, 2 dias em Zakyntos e 4 na Kefalonia. O plano inicial era passar 1 dia em Lefkada e voltar para Kefalonia, mas infelizmente, por questões de logística (horário do ferry e voo pra Paris), não deu pra esticar a viagem até lá.
      A viagem foi pautada por Navagio, ou seja, não poderia ir a Grécia e não ir a Navagio e por isso abrimos mão de Creta e do que apelidamos de “Grécia das fotos”, que são Mikonos e Santorini. E NÃO NOS ARREPENDEMOS!
       
      Dia1:
      Começando por Atenas, chegamos por em uma sexta por volta de 23:30. Por conta dos horários dos voos (a saída de Atenas para Zakynthos foi as 05:30) optamos por ficar no hotel do aeroporto, o Sofitel, que é um pouco caro mas compensou pela praticidade e por não ter necessitado de um táxi (o centro de Atenas fica bem longe do aeroporto, mais de 40 minutos de metrô). No dia seguinte acordamos não muito cedo e fomos direto pra Acropolis. Pegamos o metrô no próprio aeroporto, descemos na estação Syntagma e fomos a pé. A passagem , salvo engano, custou 7 euros, e por lá ficamos o dia inteiro. Mas apenas 1 dia em Atenas foi pouco. Não tivemos tempo de jantar nos tradicionais restaurantes gregos de Plaka, onde se quebram os pratos após a refeição (aparentemente uma tradição bem divertida!), e a visita às diversas atrações da Acrópolis foi bem puxada. Ficamos realmente cansados de tanto andar.
       
      Dia 2:
      No domingo de manhã fomos pra Zakyntos, de avião pela Aegean, e a passagem custou 84 euros por pessoa, já com taxas. Era um avião daqueles pequenos, mas confortável e o voo tranquilo.
      Chegamos em Zakyntos por volta de 06:30, e não sei porque deixamos pra alugar o carro na hora, o que obviamente foi uma tremenda de uma burrada. É impossível se deslocar na ilha sem um veículo e sem GPS! Somente duas lojas estavam abertas: Avis e Hertz, ou seja, a facada foi beeeeem grande. Sem opções, locamos um Golf (o único que tinha no momento) e pagamos a “bagatela” de 222 euros por duas diárias.
      Bom, deixando a raiva de lado seguimos para o nosso hotel, Vigla, que fica em Volimai, o que de carro levou uns 40 minutos. Na verdade são pequenas casas chamadas vilas, umas 4 ou 5, simples mas bem amplas e equipadas, e com uma vista incrível de Agios Nikolaos. O ponto negativo do hotel é que fica totalmente isolado, no alto de um morro, e como não tínhamos coragem de dirigir a noite (as ruas não tem iluminação), acabou que ficávamos “presos” durante a noite, depois das 21h.
      Enfim, devidamente acomodados não demoramos muito e fomos logo para o que interessava: Navagio! Pra chegar lá foi super tranquilo, bastou jogar no google maps ‘Porto Vromi’ e o GPS nos guiou até o destino, sem sustos. Lá compramos o passeio que custou 15 euros, em um barco médio pra grande (mais um erro de quem é afobado demais). De Vromi até Navagio são uns 15 a 20 minutos, e ficamos na praia cerca de uma hora, que já estava bem cheia, mas nada que atrapalhasse. Na volta o barco passa, literalmente apenas passa, pelas Blue Caves, e por ser um barco grande, não deu pra curtir dentro das cavernas e tampouco houve paradas pra nadar, o que foi broxante. Por isso, ao chegar ao porto procure barcos menores, barcos pequenos mesmo, assim, você terá um passeio exclusivo e ainda poderá entrar nas caves e parar pra nadar.
      Do Porto Vromi seguimos para o mirante, o que também foi bem tranquilo, o google maps nesses dois trajetos foi certeiro. Pra conseguir a melhor vista, siga andando à direita do mirante, uns 5 minutos e você terá uma vista perfeita de Navagio. E que vista, o visual é indescritível!
      E pra finalizar o dia fomos pra Agios Nikolaos, a 5 minutos do nosso hotel, onde há um pequeno porto (para onde parte o ferry para Kefalonia) e uma belíssima praia, excelente pra ali terminar o dia. Na verdade, não há um agito noturno nessa região. Existem alguns restaurantes espalhados, alguns mercadinhos, mas o movimento não nos pareceu muito empolgante.
       
      Dia 3:
      Neste dia saímos contornando a costa leste, sem rumo, parando de praia em praia, tais como: Makris Gialos, Xigia, Alikanas e Tsilivi.
      Tanto Alikanas e Tsilivi possuem uma boa estrutura de praia, restaurantes, hotéis, bares, mercados, locadoras de carro e etc. Portanto são uma ótima opção para se passar o dia.
      Pra quem prefere andar a noite a pé, ver gente, ficar em restaurantes até mais tarde ou coisa do tipo, deve se hospedar em Tsilivi ou Alikanas. Essas regiões são bem cara de cidade praiana. E as praias tem estrutura com barracas que oferecem duas cadeiras e guarda sol por cerca de 6 euros.
      As outras praias que visitamos em Zakynthos não são tão especiais como Navagio, e valem apenas uma parada para fotos.
       
      Dia 4:
      Cedo, fomos para o porto de Agios Nikolaos, para pegar o ferry pra Kefalonia, que parte às 09:30. Havíamos combinado com a locadora de devolver o carro no próprio porto, mesmo eles não tendo loja lá. Ponto pra AVIS! O ticket custou 8 euros e compramos na hora, super tranquilo, aliás o ferry era bem grande e estava vazio.
      Desembarcamos por volta de 11:30 no porto de Lourdata, e como não aprendemos a lição, chegamos sem já ter alugado o carro. Para nossa surpresa o lugar não tem estrutura alguma e pra melhorar só tinha um taxi que quando vimos, já estava ocupado. Conversamos com esse taxista, que ficou de mandar algum colega nos buscar. Subimos um morrinho até uma lanchonete que havia no local, que não pode nos ajudar pois não tinha nem telefone. Sugeriu que aguardássemos o ônibus local, sem nenhuma noção de quando passava...Felizmente, 10 minutos depois apareceu um taxi chamado pelo outro taxista, e que inclusive dividimos com um casal de poloneses. Eles ficaram numa região super afastada do centro (Argostoli) e apesar de alguma estrutura de restaurantes e hotéis, fica longe da praia. Sem carro, como planejavam os poloneses, não rola...
      Na Kefalonia ficamos hospedados em Argostoli, principal cidade da ilha, no hotel blue Paradise. Hotel simples, pequeno, mas bem localizado, com ótimos restaurantes ao redor e com um excelente custo beneficio (4 diárias por 114 euros ).
      Check-in feito fomos alugar um carro. Na rua do hotel tem uma locadora e lá alugamos um Smart por 200 euros (pegamos na terça a noite com opção de entregar no sábado de manhã no aeroporto). Como o carro só estaria disponível à noite, fomos de taxi (15 euros ida e volta) pra Platis Gialos. Essa região possui boa estrutura de hotéis e restaurantes e fica a 5 minutos do centro de Argostoli. Lá ficamos na mega barraca Costa Costa, que tem uma excelente infraestrutura, boa praia e bem animada . Voltamos pro hotel por volta das 19h, praia já vazia apesar de ainda claro. Saímos pra jantar rapidinho na pracinha ao lado do hotel e fomos dormir.
       
      Dia 5:
      Neste dia acordamos cedo e fomos pra praia mais famosa da Kefalonia, Myrtos.. Mais uma vez o GPS foi confiável. Passamos a manhã nessa praia maravilhosa, de um azul estonteante. Há apenas uma barraca de praia que serve bebidas e alguns snacks, nada elaborado. Há uma gruta ao lado da praia, onde dá pra mergulhar tranquilamente.
      À tarde, seguimos para outra praia, Petani. Bem distante de onde estávamos, mas que por fim, valeu a visita. Linda praia! Basicamente 2 restaurantes e alguns poucos hotéis. Vale a visita, mas não a hospedagem.
       
      Dia 6:
      No sexto dia fomos a Melissani Cave. Achamos o passeio bem sem graça, é bem bonito e tal mas na minha opinião não vale a pena o tempo e o dinheiro gasto. De melisani seguimos para Antisamos beach, uma bela praia que possui uma boa infraestrutura, que inclusive conta com dois restaurantes que não cobram pela cadeira e guarda sol.
       
      Dia 7:
      Para o último ficamos em dúvida entre ir para Fiskardo e Assos ou para Skala beach com paradas nas praias de Lourdas e Mounda. Optamos pela segunda opção. E bateu um arrependimento quando vimos que as praias não eram tão charmosas quanto as outras que havíamos visto nos dias anteriores. Pena não termos ido à Fiskardo e Assos, vilas que pareciam bem legais.
    • Por afonsosolak
      Rica em cultura, rainha da história e de vida vida vibrante, a cidade de deusa Atenas e capital Grega é a fundadora da civilização ocidental. Atenas é uma cidade orgulhosa, quem sabe com razão, por ter sido o berço da filosofia e da democracia, por ter promovido a ciência e voltado os olhos da humanidade para as estrelas.
       
      Os antigos deuses e dividades da clássica Atenas ainda estão presentes visualmente na cidade. Aparecem em adornos e detalhes que vão da arte à arquitetura, isso quando ambos os conceitos não se misturam se entrelaçam, confundindo até mesmo os mais críticos. Mascotes e lugares recebem seus nomes divinos. Livros, filmes e outras mídias cansam de citar o tema. Eu, humildemente, não poderia deixar de dar meu pitaco também!
       
       
      Um dia que passes em Atenas será o suficiente para descobrir uma cidade que mistura o antigo e o novo. Não estranhe os monumentos Greco-Romanos compartilhando o mesmo quarteirão com edifícios modernos, é algo típico por lá! Outros nos confundem: A Acadêmia de Atenas, o Parlamento Grego e o Zappeion são contruções do século XIX que foram projetadas para que parecessem edifícios antigos e refletir o patrimônio arquitetônico de Atenas.
       
      Se você não é do tipo que fica plantado em museus, um dia será suficiente para conhecer Atenas. Comece visitando a Acrópole e seus templos antigos: Parhenon, Erectheion e Athena Nike. Em seguida desça pela colina e passe pelo Areópago, esta imensa rocha entre a Acrópole e a Ágora Antiga. Suba até a colina da Pnyx, a área utilizada na Clássica Atenas para os encontros das assembleias democráticas. Retorne passando pela Ágora Antiga até chegar novamente na zona urbana de Plaka (TEXTO COM FOTOS EM http://www.theworldbyfon.com/2015/04/um-dia-em-atenas_19.html#more ).
       
      O almoço típico será aqui, no bairro de Plaka! Peça algo com iogurte ou queijo branco! Mas atenção, o tempero grego costuma ser mais forte que o normal! Se você é do tipo que gosta de fazer umas comprinhas, aqui é também é o lugar!
       
       
      Ao leste da Acrópole está o o Templo de Zeus, que assim como a maioria das outras atrações é grátis para estudantes. Se você não for estudante, visite a Acrópole antes e com o mesmo bilhete poderá entrar no Templo de Zeus. O inverso não vale! Este foi o maior tempo grego, com 105 colunas, das quais apenas 16 continuam em pé, mas que já te dão uma boa idéia do tamanho que era esta belezinha! No cantinho da quadra está o "Arco de Adriano e não de Teseu", o Imperador responsável pelo fim dos trabalhos do Templo de Zeus.
       
      Do Templo de Zeus passe pelo estádio Olímpico de Atenas, construído para as primeiras Olimpíadas Modernas! Dali você pode aproveitar e caminhar pelas sombras das árvores do Jardins Nacionais até chegar em frente ao Parlamento. De hora em hora os soldados fazem a troca da guarda.
       
       
      Atravessando a rua e descendo as escadas você estará na Praça Sintagma, que se você provavelmente
      conheceu quando veio do aeroporto pelo metrô. Este é o coração de Atenas! Vale à pena passar um tempo em algum bar ou cafeteria observando o movimento da praça e a grande quantidade de cães de rua (até o Lonely Planet fala disso).
       
      Depois, quase no fim do dia, uma rápida subida até o Monte de Philopappus, seja caminhando (40 min) ou pelo funicular, te trará outras vistas panorâmicas de Atenas e Piraeus, a região portuária. Quando você chegar lá igrejinha no topo, e tiver 360 graus de Atenas abaixo de você, pensará "Cara, era maior do que eu pensei!".
       
       
      Se você prestou atenção, em nenhum momento citei o trasporte público, pois realmente não é necessário! A partir daqui você já está pronto para voltar para o seu cruzeiro ou para aeroporto e continuar sua viagem ou preparar-se pra a festa da noite! Se você é daqueles que gosta de ver "tim-tim por tim-tim" dos museus, reserve um dia mais e durma na capital grega e não deixe de confirir o Museu Arqueológico Nacional, o Museu Benaki e o Museu Nunismático.
       
      Aproveito o post para comentar sobre o Quick Facts, a nova coluna do The World by Fon. São parágrafos breves com uma explicação sobre algum tema interessante no contexto das viagens do Fon! O primeiro foi postado ontem! Confere lá!
       
      E como sempre, se você gostou, peço que gentilmente curta ou compartilhe através das redes sociais ou dos botões aqui embaixo. Isso me ajuda muuuito!
       
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      Um abraço maior que o Atlântico!
       
      Fon
    • Por namags
      Olá Mochileiros!!
       
      Venho neste meu terceiro relato falar sobre a breve e incrível viagem que fiz à Grécia!
      Além de gostar de compartilhar experiências, fiquei com um pouco de receio quando resolvi ir, não apenas pelos conflitos econômicos, mas pelo País ter um alfabeto diferente, deslocamento pelas ilhas e por estar sozinha .
       
      Quando resolvi tirar férias em junho esqueci de um pequeno detalhe: inicio da alta temporada em muitos lugares ou locais não recomendados pelo clima. Além disso tinha o preço o dólar que não ajudava (continua não ajudando rs) e objetivos de gastos que não poderia ser muito.
       
      Confesso que pesquisei diversos roteiros e lugares incríveis, mas desejei muito a Grécia! Sabendo pouco sobre os problemas econômicos de lá, me programei pra levar dinheiro e desencanar de chegar nos lugares caso houvesse alguma greve.. era um risco a assumir. Mas pensei também por ser alta temporada e ter poucas vagas em hoteis e hostels, uma boa chance de ser uma ótima viagem.
       
      Pesquisei roteiros aqui no mochileiros em vários sites bacanas de viagens e as dicas foram super úteis! E por incrível que pareça é MUITO fácil se deslocar por lá! Um dos motivos pra relatar a viagem é acrescentar informações técnicas pra quem planeja ir um dia.
       
      Foram 10 dias de viagens, sendo 3 noites em Atenas, 3 em Mykonos, 2 em Santorini e 1 noite em Atenas.
      Passagem: por ser verão europeu, as passagens são mais caras... mas consegui uma promoção da Swiss que facilitou muito a vida! E detalhe.. comprei no final de abril!!
      Obs: Não existe voo direto do Brasil pra Grécia. As grandes empresas europeias fazem escalas.
       
      Com a passagem garantida, fui ver hotel e ferrys!
      Mykonos e Santorini tem aeroporto e é outra opção de translado. Optei pelo ferry por ser mais barato.
      Em relação aos ferrys, nos sites http://www.greekferries.gr e http://www.go-ferry.com/, você pode pesquisar diversas empresas que fazem os translados. Algumas delas são a Hellenic Seaways, Sea Jets e Blue Star Ferries. Recomendo comprar no site da própria empresa.
       
      Problema que tive na compra dos ferrys
      Pesquisando no site, vi que pela Blue Star estava com ótimo preço pra econômica, mas meu cartão não passou diversas vezes e quando consegui, eles cobravam uma taxa do ticket absurdamente alta. No final, comprei pela Hellenic Seaways. Ela é mais cara comparada a outras na classe econômica, mas tem a vantagem de ser mais rápida (highspeed) - super vantajoso na volta de Santorini pra Atenas
      Obs: você tem que retirar os tickets na agência antes de embarcar! Fique tranquilo que são bem localizadas e super rápido! Só esteja com o passaporte em mãos!
       
      Ferrys
      40 euros Atenas- Porto Piraeus para Mykonos
      61 euros de Mykonos pra Santorini
      59 euros Santorini para Atenas (Piraeus)
       
      Em relação as hospedagens
      Sabendo que seria verão, já fui atrás de hospedagem. Seguindo sugestões, em Atenas fiquei no Athens Backpackers, Mykonos no Morfoula's Studio e Santorini no Hotel Antonia.
      Optei por ficar em hotel em Mykonos e Santorini por descansar mais. É mais caro do que hostel, mas nada melhor do que um pouco de privacidade.
       
      93 euros o Hostel em Atenas
      135 euros Morfoula's
      98 euros Hotel Antonia
       
      Por fim, o dinheiro. Li que não é um País caro e devido a crise, resolvi só levar em espécie. Mas também levei cartão de crédito para alguma emergência. No hostel eles não aceitavam mais cartão de crédito, apenas dinheiro pela situação.
       
      Em relação a bagagem, inicialmente pensei em ir com a minha mochila de 78l da trilhas e rumos, mas por ser um roteiro tranquilo, optei pela mala. No final a ida foi com 12kg e a volta 17kg (comprei váááários sabonetes de oliva hahahaha).
       
      Passagem, hotel, translados e roteiro garantidos.. bora viajar!!
       
      Cheguei em Atenas no período da tarde (6h de diferença do Brasil) e resolvi ir de trem e metrô até o hostel.
      Se você pesquisa pelo Google, ele passará os nomes das estações em grego ... maaaaaas ainda bem que nas estações tem a tradução para o nosso alfabeto!
      Eles tem poucas linhas de metrô e o deslocamento foi super tranquilo levando uns 40 minutos até a estação Acrópole. A passagem saindo e indo para o aeroporto para qualquer estação de metro custa 8 euros, e o metrô pela cidade custa 1,60 euros. Outra opção é pegar um táxi, mas não sei o valor. Importante: não tem catraca no metrô, você apenas válida o ticket. Teoricamente alguém irá verificar depois, mas não sei se foi pela crise, ninguém conferiu e teve dias que usei o metrô de graça porque eles não estavam cobrando.
       

       
      Uma coisa legal do metrô é que algumas estações tem réplicas de estátuas gregas, objetos encontrados nas escavações... diversos mini museus rs
       

       
      O hostel fica na região de Acrópole, que é dos points turísticos de Atenas! Tem diversas opções de restaurantes nos mais diversos preços e gostos pra todos! Ao lado fica Plaka, uma região cheia de restaurantes e lojas de lembrancinhas. Confesso que a maioria das lojas tem as mesmas coisas, mas vale a pena andar por elas e achar um bom preço!
       



       
      Gostei muito do hostel, principalmente da localização e pela bela vista do Partenon! Conheci diversas pessoas super legais e foi bem animado! A única coisa que não curti foi que o chuveiro que encharcava todo o banheiro.



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