Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Walterpa

Paraguai no feriado de 21/04: um breve relato

Posts Recomendados

[EDITADO EM 22/04]

 

Dando retorno de minha viagem ao Paraguai, pois me sinto na obrigação moral de retribuir as preciosas informações que retirei daqui.

 

Como surgiu a ideia de ir ao Paraguai: vontade de conhecer a América Latina, começando pelos paises mais próximos e depois estendendo as distancias. Além, é claro, de ter apenas quatro dias do feriado.

 

Objetivos: melhorar a compreensão e fluência de espanhol; conhecer a cultura local; testar meios de baratear as viagens; fazer contato com outros mochileiros.

 

Roteiro programado: chegar sexta à tarde, recorrer um pouco do centro de Asunción, dormir no hostel, ir a Tobati sábado de manha, praticar a aventura Tobati com a agência AventuraXtrema, dormir em San Bernardino, ir a Paraguari domingo pela manha, ir na Eco Reserva Mbatovi, voltar a Asunción domingo à tardinha para ficar até terça pela manhã. Ufa!

 

1° dia: chegada as 14:15 (hora local).

 

Maior temporal que já houve na história. Achei que o avião não pousaria. Cambiei R$ 40 para o caso de ter que pegar um táxi, mas a ideia era ir de ônibus. Cambio de valor semelhante aos demais pontos de cambio, por incrível que pareça. Fui até o guichê de informações turísticas, onde fui muito bem atendido e recebi dois panfletos super completos: um livreto apenas sobre a capital e um caderninho sobre todo o país. E aí começa a loucura...

 

Na saída do guichê turístico vi dois brasileiros pagando quase R$ 100 por uma corrida de 15km sem reclamar. Resolvi manter a ideia de pegar o bus, visto que a parada fica a 200m da porta do aeroporto e a passagem custa cerca de R$ 1,50.

 

Fiquei esperando a chuva diminuir para sair do aero, então puxei papo com um tiozinho que estava na mesma situação. Foi assim que descobri como é falado o guarani... devo ter entendido umas três palavras de cada dez. Conversamos, ele começou a falar espanhol e então disse enfaticamente que a língua deles era o PARAGUAIO. Quem chamou de língua guarani foram os espanhóis e tal e coisa... Quando o temporal deu uma leve trégua, corri os primeiros 100m até as cancelas de entrada e saída de carros, e foi o tempo da tormenta voltar com tudo. Quando estava aguardando, passou um maluco em uma camionete, se apiedou da minha situação e ofereceu uma carona. Aceitei, é claro. Começamos a papear, o cara muito gente boa. Passamos em frente à sede da Conmebol, em Luque, então entramos no assunto futebol. O cara era Cerrista fanático, eu Gremista nem tão fanático, então falamos muito tempo sobre jogadores, ídolos, jogos de Libertadores e por aí afora. Expliquei em que hostel ficaria e qual seria meu planejamento para sábado, na cidade de Tobati. Ele argumentou que seria uma contramão, mais pela tempestade do que pela distância, então me convidou para dormir em sua casa. Cara, que loucuuura!! Couchsurfing sem convite prévio? Hehe! Morava com toda familia: pais e três irmas mais novas. Me apresentou a todos, a exceção do pai que estava viajando a trabalho. Me levou na casa de sua namorada, talvez o lugar mais humilde que já freqüentei. Pobreza, honestidade e humanidade na mesma medida. Da mesma forma, me levou a uma casa que está em fase final de construção, que será a sede da empresa que quer abrir em parceria com o sogro. Que gente interessante! Recebem um estranho em sua casa com a maior hospitalidade e bondade, ainda que se tratasse de um lugar muitíssimo humilde. Aliás, só depois de estar lá descobri que nem agua encanada havia. Periodicamente os caminhoes do governo abastecem uma fonte a partir da qual os moradores podem retirar agua em baldes ou toneis. Isso a 30km de Asunción!!

 

Como estava muito cansado, jantamos e pelas 22:30 já estava dormindo.

 

Continua...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

[EDITADO EM 22/04]

 

Bem, esqueci de mencionar algumas coisas no primeiro post, visto que escrevi no celular ainda no hostel em Asuncion, em uma manhâ chuvosa. A partir do momento em que aceitei ficar na casa do amigo paraguaio, de modo que não era necessário ir até Asunción, ele sugeriu fazermos um pequeno tour pelas cercanias. Passamos por Areguá sem entrar na cidade; vimos o lago Ypacaray a partir de um balneário na cidade homônima; passamos por Luque onde são fanáticos por um clube de futebol local, que tem as mesmas cores do Boca Juniors (e também pintam as paredes de amarelo e azul); fomos até a catedral de Caacupe onde todos os anos ocorre uma grande procissão católica e passamos por outros locais que já nem lembro o nome. Tudo é tão próximo e mal sinalizado que fica difícil distinguir uma cidade da outra.

 

2° dia: plano furado e algumas surpresas

 

Acordei cedo com o canto dos galos e o mugido das vacas solicitando serem ordenhadas. Sim, o Paraguay é um pais predominantemente rural. Levantei só pelas 8h. Meu anfitrião desculpou-se por acordar tarde, visto que levanta todos os dias entre 5 e 6h. Que loucuuuura!! Fomos tomar cafe da manha, o qual consistia em cerca de uma dezena de tipos de pães: gordos, finos, bolinhas, fatias, massinhas... Aliás, no Paraguay qualquer refeição é servida com pão. Resolvemos ir até o centro da cidade fazer cambio (o banco estava aberto sábado!) e depois ir até a Cantera de Ypacaray. Trata-se de um pequeno lago entre rochas onde uma empresa de turismo de aventuras (Aventura Xtrema) costuma oferecer mergulhos guiados e também solo para os mais experientes. E.... primeira surpresa! Uma pessoa havia se afogado no local e um policial não nos deixou entrar. Concordamos, agradecemos, demos uma volta, ele falou em guarani com alguns conhecidos que estavam por ali e entramos pelo outro lado. Surpresa maior ainda ao ver que o local é feio e está sendo rapidamente devastado por 'artesãos' que quebram as rochas para depois entalha-las grosseiramente. Nesse meio tempo alguem gritou algo em guarani e meu guia fez sinal para corrermos. Era um aviso de que outro carro da policia estava chegando no local. Partimos dali.

 

Voltamos para casa para almoçar, o que fizemos rapidamente pois às 13h teríamos que estar na cidade de Tobati. Despedi-me daquela linda familia muito agradecido pela hospitalidade, por receber tão bem um estranho em sua casa. São muito amáveis os paraguaios, sem dúvida. Chegamos ao ponto de encontro na cidade de Tobati, um posto de gasolina. Após uns 10min de espera, liguei para a empresa e então... segunda surpresa! Devido ao temporal do dia anterior, onde de fato choveu rios de água, as pessoas desistiram da aventura. Tentaram me avisar no hostel onde ficariia hospedado, mas por razões óbvias não me encontraram. Combinamos de nos encontrar em San Bernardino, cidade sede da empresa.

 

Fomos até o local combinado, onde o famoso Lolo (dono da empresa) estava à nossa espera. Me despedi de Carlos e segui no carro de Lolo, onde seus cães me fizeram uma calorosíssima recepção, se jogando sobre mim, lambendo, latindo, soltando um cobertor de pêlos na minha roupa e etc. A sede da empresa está localizada a umas duas quadras do lago Ypacaray e se encontra na peatonal (calçadão) da cidade, bastante pequena mas bem bonitinha. Pratiquei arvorismo (circuito sobre a copa das árvores + tirolesa + mini-rapel) e depois fui dar uma volta de bike pela cidade. Me acompanhou na pedalada um colombiano que está dando um tempo em San Bernardino para juntar $$$, visando seguir sua jornada pela America do Sul. Começou em Bogotá, seguiu pela costa do Equador, foi até Lima, subiu até Cusco, rumou para a Bolivia e agora deu uma parada no Paraguay para depois seguir rumo à Argentina. Show!! Quando voltamos, estava pensando em oonde dormiria quando Lolo me ofereceu ficar em sua 'vivienda'. Uma casa grande e muito confortável, onde ele mora com a namorada e eventualmente recebe pessoal de outros países para passar alguns períodos. Aceitei. Passada básica no mercado, cozinhei um grude qualquer para comer e depois ficamos conversando. Quando falei do inicidente na cantera ele comentou com um ar de completa normalidade que só ele já havia retirado 24 mortos do local!! :shock::shock: Não contente com isto, me mostrou os vídeos do resgate de pelo menos cinco afogados, desde aqueles com causas simples (não sabiam nadar, estavam com roupas inadequadas, etc) até um louco que saltou amarrado a uma moto para ver se conseguia executar um backflip e sair do outro lado... ::quilpish:: Logo se vê que a manobra não restou bem-sucedida... Conversamos mais um tempo depois fui dormir.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

3°dia: plano novamente furado e Asuncion

 

Acordei cedo, fui falar com a rapaziada da AX e comentaram que não havia um grupo sufciente para fazer a aventura em Tobati naquele dia. Com a negativa, liguei novamente para os proprietários da Eco Reserva Mbatovi, na cidade de Paraguari, os quais talvez tenham sido os menos amigáveis da minha estada no país. Todas as três vezes me 'sugeriram' usar um automóvel para chegar à reserva e usaram respostas protocolares, maquinais. As três vezes tive que lhes reinformar que estava de turista, usando transporte coletivo e não tinha carro, então só faltou dizerem que não tinham o que fazer. Devem estar lotados de turistas, pelo jeito... Pena, pois a Eco Reserva parece bastante bonita. Avaliei as opções, dei mais uma volta pela agradabilissima San Ber, tirei umas fotos no Hotel do Lago - o mais antigo do país em funcionamento - e resolvi partir para Asuncion. O sistema de transporte coletivo apresenta uma grande variedade de opções, no entanto os ônibus são extremamente velhos, poluentes, inseguros, barulhentos e frequentados por toda a sorte de figuras. O que mais tem são vendedores de tudo o que se possa imaginar que entram e saem a todo momento. Chipas, frutas embaladas e a granel, doces de amendoim, rapaduras, refrigerantes, pastéis deixam um cheiro agradabilíssimo no interior das conduções, como se pode imaginar. Desci em San Lorenzo, uma das maiores cidades nas cercanias de Asuncion, esperei alguns minutos e já veio outro onibus com destino ao centro de Asuncion. Confesso que me assustei ao entrar na cidade desta forma, pois me pareceu um caos completo. Fumaça, sujeira, lixo, barulho, concreto por todos os lados, nada de sinalização... Me deu a impressão de estar ingressando em uma cidade da África Subsaariana, e não em uma das capitais do Mercosul.

 

Rumei meio perdido no ônibus, tentando me localizar em uns mapinhas de bolso, até que passamos pela rua do hostel e saltei ali mesmo. Um calor abafado, meio sufocante, e as ruas quase desertas. Estranho... Fui a caminho do hostel, até que o encontrei em um lugar agradável, considerando a situação. Consegui uma cama em um quarto coletivo para seis pessoas. Saí corrrendo para o mercado comprar comida, pois não tinha almoçado e já eram umas 15h. Cozinhei algo, comi e fiquei atirado numa rede, visto que nesse momento o tempo já estava nublado e o hostel estava uma calmaria total. Entrei no clima, hehe. Gostei da hopsitalidade dos donos, do ambiente agradável e da tranquilidade. Estranhei duas coisas: os viajantes não pareciam muito interessados em manter contato com outros viajantes, mas o que mais me espantou foi o uso absurdo dos tablets, notebooks e celulares de forma obsessiva. Ninguém conversava, nem mesmo os conhecidos, apenas teclavam em seus equipamentos. Tentei entabular uma conversa, sem muito sucesso, então fui ler um pouco. Haviam franceses, alemães, norteamericanos, sulamericanos e coreanas naquela noite. Jantei e uma paraguaia que estava por lá sugeriu irmos à Loma San Jeronimo, um lugar parecido com uma favela que dizem ser turístico. Dei um jeito de sair rapidinho daquele lugar terrível. Voltando ao hostel, fui assistir um filme, para o qual uma colombiana resolveu acompanhar a sessão. Incrível como as mulheres estão encarando viagens sozinhas, ao passo que os homens parecem na maioria estar acompanhados de pelo menos um outro amigo. A noite foi meio conturbada, visto que dividir quarto com mais cinco pessoas é uma tarefa que exige um tanto de desapego e relax. Um brasileiro, pra variar, resolveu acordar as 5h30 e teclar no celular com as teclas fazendo barulhinhos insuportáves a cada toque. Parecia uma máquina de escrever, ainda mais naquele silêncio que estava... Imaginem se ele parou, mesmo após os pedidos de silêncio.

 

Continua...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

4º dia: Asunción, a feia

A segunda-feira, véspera de feriado no BR, amanheceu nublada e chuvosa. Depois de um café da manhã bem servido, para os padrões dos hostels, o pessoal resolveu ficar (adivinhem!) teclando em seus equipos eletrônicos. A dona do hostel, muito simpática, me comentou que era comum chover durante um período do dia e abrir sol no outro. Ou seja, muito provavelmente o sol apareceria à tarde. Resolvi pegar os mapas e dicas de viagem para traçar um roteiro para a tarde, começando pelo centro histórico, dando uma volta de barco pelo Rio Paraguay e, se desse tempo, visitando o Parque da Saúde ou até mesmo o Parque Nu Guazu. Depois disso, tomei uma térmica de mate, li um pouco mais uns livros que levei junto e almocei pelas 12h30.

 

Dito e feito: após as 13h cessou a chuva e me toquei a pé para o centro. De início já estranhei por estar tão próximo ao centro de uma capital e haver uma infinidade de casas abandonadas, terrenos semi-baldios, construções mal-cuidadas e pequenas oficinas. Resolvi começar pela tal Escalinata Antequera, uma escadinha que fica na rua de mesmo nome. E... nada! Só uma escadinha que une uma rua superior à rua de baixo. No centro de Porto Alegre tem uma muito semelhante, até mais bonita. Mal e mal se pode ver um fiapo do rio por sobre uns telhados. Haviam ali uns estudantes matando aula e algumas pessoas nos bancos mateando e mexendo no celular. Cinco minutos, umas duas fotos e continuei.

 

Chegando finalmente ao início do recorrido, me surpreendi negativamente com a sujeira do local e com o barulho e incrível poluição que a frota antiguissima dos onibus consegue produzir. Paira uma névoa cinzenta, fedorenta horrível, sobre nossa cabeças. Cheguei à Plaza Uruguaya e me deparei com uma pracinha modesta, cercada, com uma pequena livraria (caríssima!) e um monumento no centro. Pensei tratar-se de uma praça imponente, mas não é maior do que as pracinhas de meio quadra da cidade de interior onde resido atualmente. Segunda decepção. No outro lado da praça avistei o prédio da antiga Estação Central do Ferrocarril, até onde fui. A funcionária da portaria estava ouvindo Roberto Carlos cantando em espanhol em um radinho de pilhas ::bruuu:: e comendo algo que parecia ser um sonho, toda lambuzada de açucar por todo o rosto. Nem me viu chegar. Entrei no museu, muito mal conservado e sem explicações lógicas que unam as partes da história, apenas uma pilha de livros e outros objetos expostos em quatro salinhas. Saindo das salinhas, há dois vagões da época estacionados na estação. Em um deles, antigo comedor (isso mesmo), se pode ingressar e tirar umas fotos. O outro estava trancado. Grande museu... ::bruuu:: 15 minutos e fui embora.

 

Saindo do museu à direita, andando uma quadra se chega à principal rua do centro, a Calle Palma.

 

[CONTINUA]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Rumei pela Calle Palma, que apesar a principal rua do centro da cidade é até bem modesta, pequena. Passei pelos pontos principais e alguns outros não tão movimentados. Queria ir ao Cabildo, mas bem em frente fica uma favela e tinha uma galerinha sinistra circulando por ali de olho nos turistas distraídos. Desisti. Uma das quadras da Plaza Independencia, que dá acesso ao Cabildo e Catedral, apesar de ser um dos pontos principais da cidade estava com várias malocas erguidas bem no seu centro. Um horror. Muito artesanato sendo vendido pot todos os cantos, predominantemente por indígenas que ficam jogados em qualquer lugar das calçadas, no chão mesmo. Até no aeroporto acontece a venda de artesanias, no chão do saguão! :shock::o

 

Resolvi parar para tomar um café, comer algo e depois ir em direção ao porto para dar uma volta pelo Rio Paraguay. O barco que faz o trajeto recém havia saído para levar pessoas ao outro lado. O pessoal que estava por ali informou que em no máximo 15 minutos ele estaria de volta para outra saída. Aguardei 40 minutos e o barco não fez menção de sair para fazer o caminho de volta. Fui embora. O pessoal continuou lá, meio que achando normal o atraso. Essa foi uma das coisas que reparei em Asuncion: horários definitivamente existem para NÃO ser cumpridos por lá, ainda que seja um serviço da municipalidade ou federal, muitas coisas abrem e fecham ao prazer de quem se encontra no local. No Museu da Conmebol ocorreu o mesmo - cheguei às 11h e o guarda informou que estava fechado para o almoço. Argumentei que era um pouco cedo para almoçar e perguntei quais os horários de funcionamento, no que ele respondeu que abriam e fechavam de acordo com o movimento, ou a falta dele. Perguntei se poderia visitar à tarde, e ele disse que SE o funcionário responsável viesse seria lá pelas 16h, mas não tinha muita certeza disso.

 

Esse tipo de coisa foi minando cada vez mais a má impressão que já havia tido da cidade. Resolvi caminhar um pouco pela Costanera, que está revitalizada e é até que bonita, mas logo voltei ao centro e depois ao hostel - depois de passar no supermercado. Os moradores e lá advertem para que se dê toda uma volta para sair ou ingressar da Costanera por locais específicos, pois se cortar caminho vai sair dentro da favela que ja mencionei anteriormente, portanto pode ser um atalho que custa caro.

 

Esta noite foi a que realmente valeu a pena ter ficado na cidade, pois agora havia uma galera mais aberta a conversar e fazer novas amizades. Me dei muito bem com um argentino que está morando lá há algum tempo e também um libiano de Tripoli, cuja língua-mãe é o árabe, porém fala italiano devido À colonização do país e o inglês por ser um viajante inveterado. Conheceu 65 países já! ::hãã2:: Falamos em espanhol, inglês e até um pouco de italiano, e esse foi um ponto muito positivo da viagem: não ter falado uma palavra em português durante toda a estadia no país. Se pode ficar afiado em poucos dias! Muitas risadas, conversa e troca de experiências incrível. Valeu a pena, realmente.

 

5º dia: Conmebol frustrada e retorno ao RS

 

Após o café da manhã, me despedi do pessoal e rumei com o ônibus linha 30 para Luque, cidade onde fica o aeroporto, a sede da Conmebol e o parque Nu Guazu. Como relatei acima, não possível entrar no museu do futebol, e não havia tempo suficiente para caminhar pelo gigantesco parque Nu Guazu. Vi uma placa em frente, dizendo que ali se enconttrava o centro de treinamento do time de futebol Guarani. Fui conferir. Tratava-se de uma base aérea e centro militar, cujas instalações essa equipe usa para treinar suas equipes juvenis. É uma ampla área verde, falei com o guardinha e ele me deixou circular por ali numa boa. Caminhei um pouco, tirei fotos de aviões em exposição, deitei na grama e fiz um tempinho até chegar a hora de rumar para o aeroporto. Fui a pé, 15 min de caminhada, e daí de volta ao BR.

 

Impressões gerais:

 

Já havia lido relatos de que os paraguaios eram um povo amável, mas é mais que isso>: eles são absurdamente hospitaleiros, gentis, cordiais e abertos a informar e receber os estrangeiros. Evidente que é uma via de mão dupla, é preciso ser gentil para que a gentileza retorne a você. O turismo ainda é bastante incipiente e a capital está sendo preparada para tal, mas no momento é bastante precário ainda. Não há a grandeza de Buenos Aires, o charme de Montevidéu ou a beleza de Santiago, longe disso. O maravilhoso relato da (do?) colega MCM retrata bem como pode ser uma divertida viagem com amigos à Asunción, a qual pode ser muito legal - como seria qualquer viagem com amigos para qualquer lugar do mundo. No entanto, se pretende fazer uma trip solo, pode ser bastante decepcionante, ao contrário das capitais que citei acima. Se nas capitais da AR, UR e CH se pode ficar tranquilamente visitando lugares diferente durantte uma semana ou mais, em Asuncion não necessita mais do que dois dias.

 

O ponto negativo é o descumprimento ou ausência de horários de funcionamennto dos pontos turísticos. Nunca se sabe a que horas os lugares abrem, fecham ou mesmo se vão estar abertos naquele dia. Isso parece ser determinado pelo humor e vontade de quem está ali naquele dia, o que é péssimo para o turismo. Ademais, fora a Costanera, não há uma revitalização/valorização dos locais de interesse, apenas alguém atirado em uma mesa na porta permitindo o ingresso sem muito desejo de explicar do que se trata aquela atração, etc.

 

Vale a pena para conhecer, como qualquer viagem é válida, mas não pretendo retornar a Asuncion - pelo menos não tão cedo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por VidaSemParedes
      Visitei Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira com o Paraguai e a Argentina e fiz um bate-volta rápido para fazer compras no Paraguai. Vale a pena comprar perfumes, roupas, cosméticos e eletrônicos, desde que em lojas confiáveis.
       
      Listei abaixo algumas dicas para quem também pretende fazer compras no Paraguai:
      1. Não troque dinheiro no Paraguai. Prefira as casas de câmbio da Av. das Cataratas em Foz do Iguaçu.
      2. Visite apenas as lojas renomadas e as dos grandes shoppings, evite as lojas de "calçada" e os ambulantes.
      3. Algumas lojas fecham cedo, então programe sua ida para a parte da manhã, por garantia.
      4. É possível pagar em reais, dólares, cartões de débito e crédito....
      5. Não manuseie dinheiro na rua.
      6. Existem várias formas de chegar em Ciudad del Este, mas recomendo pegar um ônibus até perto da Ponte da Amizade, e atravessá-la a pé. É legal, e durante o dia, não tem problema.
      Mais dicas eu escrevi nesse artigo sobre compras no Paraguai.
    • Por Jaaziel
      Alguém afim de cair numa trip pelo Mercosul (fazer roteiro ainda), de carona e sem grana?
      É a minha primeira vez e estou super ativo para sair o mais rápido possível. 
      Topam fazer grupo no WhatsApp?

      Meu contato pra quem tiver interesse
      55 11 979509059 
       
    • Por PriAbdias
      Período: 11 a 16/08/18
      Pessoas: 8 adultos e 3 crianças (2, 5 e 6 anos)
      Passagens: Latam – voo direto SDU a FOZ.
      Hotel: Tarobá – muito bom. Hotel com boa estrutura: área para crianças, piscina, guarda volumes, sala de repouso, sala de TV, agência de viagem, loja, cadeira de massagem, outros. Boa localização, limpeza e equipe muito atenciosa.
      Normalmente, compro tudo separado, mas comparando os preços, compensou fazer pela Decolar que trouxe voo direto e hotel de boa qualidade, podendo parcelar em 10x.
      Preços – maioria do Ticket Loko
      Roteiro dia a dia:
      Dia 1 (sábado) – pegamos ônibus 120 em direção ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), valor R$ 3,55. É ônibus comum de linha, não daqueles rodoviários que têm bagageiro etc. Mas, entramos com nossas malas e foi tranquilo. Aproximadamente meia hora até o hotel.
      Fizemos o check in, almoçamos no mercado Mufato que fica perto do hotel. Aproveitamos para comprar itens como biscoitos, água, bolinhos, enfim, coisas essenciais para quem está com crianças. No mercado, há caixa 24h.
      Por volta de 17h30, saímos para o Marco das 3 fronteiras brasileiro. Lá no Marco, compramos o passaporte 3 fronteiras, custa R$ 89 para adultos e R$ 39 criança (a partir de 6 anos; se for menor de 6, não precisa comprar, pois a criança só vai pagar R$ 10 nas Cataratas). Dá direito à entrada no Marco, Cataratas e visita à Itaipu com Ecomuseu – além de alguns descontos que não usamos. Vale a pena!
      O Marco brasileiro é muito bonito, tem apresentações de dança, loja e locais para comer. Estava um frio absurdo. Se for à Foz no inverno, esteja sempre com agasalho na bolsa.
       
      Dia 2 (domingo) – em frente ao hotel, há um quiosque do Ticket Loko onde compramos os ingressos para todos os demais passeios que queríamos fazer. Eles trabalham com descontos e, passando de R$ 500, a compra pode ser parcelada em até 3x no cartão.
      Uma viagem à Foz, basicamente, inclui ficar saindo e entrando de atrações pagas. Não é aquele tipo de viagem de colocar a cadeira de sol na areia da praia e ficar o dia inteiro curtindo o vento. Então, separe um dinheirinho. Algumas agências (como a própria Decolar) vendem ingressos podendo parcelar em 10x, mas costuma sair mais caro que o Ticket Loko.
      Após a compra dos ingressos, pegamos o ônibus 120 sentido Cataratas. Resolvemos visitar primeiro o Parque das Aves (R$42,75). O local é muito bonito. Não almoçamos, comemos numa lanchonete lá no parque – a coxinha é maravilhosa!
      Saindo do parque, seguindo por uns 5 minutos, está o Parque Nacional das Cataratas \o/ (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). Não sei se pela data (Dia dos Pais), o parque não estava tão cheio. Após entregar os tickets, você entra numa fila para apanhar um ônibus que para em alguns pontos dentro do parque. Conseguimos sentar na parte superior que é semiaberta, dali fomos curtindo o visual. Descemos no ponto a partir do qual se acessa uma trilha de cerca de 1,2 km para as Cataratas. Quem tiver dificuldades de locomoção, pode descer num ponto acima. A caminhada na trilha é muito tranquila, você vai adentrando e tendo a vista daquela maravilhosa obra de Deus. É fabuloso.
      Por volta de 16h, fomos até o ponto da trilha para fazer o passeio Macuco Safari (R$199). Primeiro, pegamos uma caminhonete até certo trecho, depois você pega um veículo elétrico que te deixa num ponto onde você pode guardar suas coisas (R$10, o armário). Leve roupa, chinelo e toalha. Como fomos no inverno, ao sair do passeio estava muito frio, felizmente, tínhamos levado casaco. Em seguida, pega-se um funicular que desce até o ponto do rio onde embarca-se num bote. O bote vai seguindo pelo rio e chega em um ponto onde se pode admirar as cataratas, depois ele segue para a parte mais emocionante que é o banho!!! O tempo total de passeio e deslocamentos é de cerca de 2 horas.
      O passeio é caro, mas vale muito. Nesse passeio, fomos meu marido, minha cunhada, minha filha de 5 anos (não pagou, acho que só cobram para crianças a partir de 8 anos) e eu. Eles dizem que o passeio é seguro e, me parece que crianças a partir de 2 anos já podem ir. Não recomendo para crianças tão pequenas, pois ele fica em baixo da queda d’água por uns segundos, parece que você vai se afogar, além daquele volume de água batendo no quengo rsrs. Minha filha curtiu a emoção do barco, mas não gostou da água gelada rsrs. Procurei protegê-la com meu corpo para que ela não tivesse essa sensação de perder o fôlego. No final, esse é um passeio que recomendo muito e que faria de novo!
      Na saída, há táxis e ponto de ônibus da linha 120.
      Dia 3 (segunda) – reservei esse dia para ir ao Paraguai, pois tinha lido que costuma ser mais vazio às segundas. Pegamos um ônibus perto do mercado (R$ 6). Demorou um pouco, pois a travessia da ponte é muito lenta.
      Antes da viagem, vi muitos vídeos sobre o Paraguai que me ajudaram a ter noção das coisas. É fundamental fazer uma lista, pois são muitas coisas para ver e o processo de compra nas lojas não costuma ser rápido (não é só escolher o produto e pagar no caixa; em geral, tem que fazer cadastro, se quiser testar, tem que entrar em outra fila etc etc.). Durante a viagem, acabamos voltando por mais 2 vezes. Percebemos que seria mais rápido ir de táxi e atravessar a pé. Os táxis ao lado do TTU cobram cerca de 18 reais, levam uns 10 minutos e, para atravessar a ponte, leva-se mais uns 10 minutos andando. Não nos pediram documentos para entrar e, para sair, em uma das vezes, um dos carros foi revistado. Tranquilo.
      Apesar de o dólar estar alto quando fomos (variando em R$3,96), ainda assim, compensa comprar. As lojas mais baratas que vimos foram: Mega e Mega Eletrônicos, Atacadão Games, Charme (Perfumes), uma loja logo na entrada do Shopping Del Este, lado direito, também tinha bons preços para produtos de cabelo.
      Recomendo levar somente bagagem de mão (até 10kg) e comprar, antes, um despacho de bagagem de volta (até 23kg). Daí, é só comprar uma mala no Paraguai para poder trazer as coisas sem preocupação com o peso. Com os índices de furto de bagagem, sugiro despachar roupas e itens de menor valor e levar as coisas mais caras na bagagem de mão.
       
      Dia 3 (terça-feira) – esse dia estava reservado para cataratas argentinas, mas alguns de nós não estávamos bem fisicamente e mudamos a programação. Fica para a próxima.
      À tarde, fomos no complexo Dreamland. Eu só tinha interesse no Vale dos Dinossauros e Bar de gelo. Porém, como o ingresso para fazer as 4 atrações era quase o mesmo preço de fazer só 2, acabamos comprando o pacote 4 em 1 que inclui Museu de Cera, Maravilhas do Mundo, Vale dos Dinossauros e Bar de gelo, já que alguns não conheciam (R$ 128, 86 adulto, para criança era em torno de 80 reais, não anotei). Minha dica é que se veja uns vídeos dos locais para se ter noção dos locais e avaliar se vale. Eu gostei muito do Vale, principalmente, por causa das crianças. O bar de gelo também é muito divertido, mas é muito difícil ficar até o final – os dedos congelam. Dica: apesar de eles oferecerem casaco e luva, leve agasalho pesado, principalmente, luvas, touca e meias. Nós levamos tudo, mas, ainda assim, alguns tiveram que sair antes, pois as crianças não aguentaram muito. Faz parte, mas, gostei kkk. Eles tiram várias fotos lá dentro. Ficam bem legais. Compramos o kit que eles mandam pelo WhatsApp por ser mais barato.
      No final, pegamos um táxi até o shopping onde jantamos.
      Dia 4 (quarta-feira) – pela manhã, pegamos um ônibus no TTU e fomos para Itaipu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras). São as linhas 101 a 103; leva uns 30 minutos. Fizemos a visita panorâmica que é a permitida para crianças. O passeio é maravilhoso, é muito bonito ver uma empresa desse porte em nosso país, no trajeto, vê-se a integração da tecnologia com a natureza (muitas árvores e animais pelo caminho). Saindo de Itaipu, fomos ao Ecomuseu (ingressos já inclusos no passaporte 3 fronteiras).
      Ao lado do hotel Tarobá, há uma lanchonete/restaurante que serve pratos bons, com preço bacana. Almoçamos e descansamos um pouco.
      Às 16h, tínhamos agendado o citytour (R$ 60 adulto e R$30 criança) que vai para Argentina. Aqui, precisa apresentar documentos para entrar e sair e, se a criança estiver com apenas um dos pais, tem que ter a autorização autenticada em cartório daquele que está ausente. O roteiro inclui paradas na Aripuca (vale comprar a compota de madeira comestível), Marco das Três Fronteiras (vista bonita) e centro comercial (local simples onde se pode comprar doce de leite, azeite e outros).
      Dia 5 (quinta-feira) – fomos ao Paraguai pela manhã e depois arrumamos as malas para voltar. Como estávamos em um grupo grande, e agora com mais malas, optamos por um transfer.
      Essa viagem foi muito boa. Pegamos dias de sol e noites bem frias. O destino Foz, Ciudad Del Este e Puerto Iguazu tem muitas atrações e, como falei, a maioria é paga. Por outro lado, costuma se achar bons preços de passagens e hospedagem e o preço da alimentação é muito parecido com o que se paga no Rio de Janeiro, 25/30 reais numa refeição. Sobre a quantidade de dias, achei ideal o tempo que ficamos, pois conseguimos passear com calma. Ter disponível um carro alugado traz conforto e rapidez, mas, em geral, os deslocamentos podem ser feitos com os ônibus de linha ou táxi, sem grandes dificuldades. Algumas atividades como Cataratas Argentinas, Museu 3d, Templo Budista e Mesquita não foram feitas, pois tivemos contratempos de saúde. Ir a churrascarias e sair à noite não era nosso foco por conta das crianças.
      A viagem é super indicada para crianças e pessoas de todas as idades. Ver as cataratas é algo que todos deveriam fazer, pelo menos, uma vez na vida!
       
    • Por Jalinis
      Ola só haitiano eu precisa más informações sobre visto Paraguai porque eu tem um meu primo lá no chili ele quer colocar visto Paraguai passaporte dele ta comigo aqui no Brasil tem como eu colocar visto Paraguai para ele aqui no Brasil por favor [email protected]
    • Por delucarina
      Este é o relato de uma viagem de casal realizada em Outubro de 2015 por Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú e Ciudad del Este. Não vamos colocar o roteiro do modo como fizemos, mas, sim, do modo que teríamos feito se tívessemos as informações necessárias para evitar várias idas e vindas. Apesar de ser um roteiro famoso, é difícil encontrar informações para passeios fora da rota tradicional (por exemplo, Ciudad del Este sem compras e Puerto Iguazú além das Cataratas).
       
      Para mais vídeos, relatos e fotos, curta nossa página no face (https://www.facebook.com/dandoumpulo/) e acompanhe nosso site (http://www.dandoumpulo.com).
       
      Comece por… Paraguai!
      Por que começar o roteiro das cataratas pelo Paraguai? Porque lá está o Salto del Monday, uma cachoeira linda, de fácil acesso e barata! Claro que é muito menor do que as Cataratas… mas é uma ótima opção para perder o medo de fazer turismo no Paraguai, que é sim um país com muita coisa a oferecer. E para quem está em família e sem grana para ver as Cataratas, é uma opção!
       
      Assim que atravessar a Ponte de Amizade (atravessamos sempre a pé, sem problemas,mas com as mochilas para frente do corpo, por precaução), passe na aduana. Lá há um stand de turismo do Paraguai, com vários mapas e com um pessoal muito receptivo, que dará informações detalhadas de como chegar aos destinos.
      Contudo, caso aproveite para carimbar o passaporte, não esqueça que, oficialmente, para entrar no país é preciso a vacina da febre amarela.
       
      Siga reto, depois da aduana, por toda a avenida de comércio (sem se deixar convencer pelos vendedores, porque há sim casos de gato vendido por lebre), até o supermercado Arco-Íris. Na rua deste mercado há um ponto em que passa o ônibus da empresa Matiauda, e na placa da frente está escrito “áreas 1, 2, 3, 4, 5”. O preço é 2500 guaranis (R$ 1,00). É só informar o cobrador/motorista que você descerá em Salto del Monday (pronuncie mondai). O ônibus irá parar próximo a uma escolinha de futebol. De lá até o Salto são uns 300 metros caminhando (é só perguntar que o pessoal na rua vai informando onde é).
       
      A entrada é 12000 guaranis (menos de R$ 10,00). Lá há um circuito de arvorismo pequeno, que talvez interesse às crianças. No parque há uma lanchonete e é um lugar propício para piquenique em família.
       
      Digamos que você tenha feito esse passeio pela manhã. Na volta, desça de novo no mercado Arco-Íris e vá para a pracinha atrás do mercado, onde passa o ônibus para Hernandarias. Na plaquinha do ônibus estará escrito Jacurupucú (na dúvida, pergunte se vai até Itaipu).
       
      O preço do busão é 3000 Gs (pouco mais de R$ 1) e ele te deixa a uma quadra da entrada de Itaipu. O circuito é feito de ônibus dentro da represa e é gratuito, ao contrário do lado brasileiro. Mesmo para quem não curte tanto esse tipo de roteiro, ver como o lugar funciona e suas estruturas gigantes impressiona. Mais uma vez acho um ótimo passeio para fazer com crianças, para que elas entendam de vez muitos dos conceitos das aulas de geografia.
       
      Um outro passeio possível no Paraguai, mas que acabamos não fazendo, são as missões. Há muita gente que trabalha em Ciudad del Este e mora na região das missões; por isso, para evitar trânsito, o ideal é pegar o ônibus (no terminal) lá pelas 8 da manhã. Em 3 ou 4 horas de viagem ele te deixará nas missões jesuíticas. Aí é curtir o dia inteiro e voltar à noite para Ciudad.






×