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Mari D'Angelo

5 golpes em Paris (e como fugir deles)

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Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/5-golpes-em-paris-e-como-fugir-deles/

 

Paris é o tipo de cidade que tem algo encantador a cada esquina (ok, sou suspeita, mas é verdade!). Como não andar maravilhado pelos parques e jardins? Não passar um tempão só observando a fachadas de igrejas tão fantásticas como a Notre Dame e a Sacre Coeur? E as milhares de fotos na Torre Eiffel então? Nem os viajantes mais avessos a lugares clichê resistem a ela!

 

Mas é preciso ter muito cuidado! É justamente em lugares assim que os turistas são mais roubados. Acontece um pouco o inverso de outros lugares como aqui em São Paulo, lá é possível se sentir mais seguro em ruas vazias (claro que ainda assim é preciso ter cuidado) do que em pontos turísticos cheios de gente (e polícia)!

 

Conheça os principais golpes e o que fazer para não ser vítima:

 

1. Pickpockets

 

Os pickpockets ou batedores de carteira atuam em lugares onde há uma grande concentração de pessoas que geralmente estão distraídas e relaxam na atenção com suas bolsas e mochilas. E não pense que isso só acontece com gente que anda por ai dando bandeira, eles são tão rápidos que qualquer vacilo, por menor que seja, é suficiente pra você perder alguns euros ou ainda pior, passaporte, celular…

 

Onde acontece? Nos vagões do metrô, dentro dos museus, na Torre Eiffel (inclusive lá em cima!), Champs Elisées, Versailles, Notre Dame, Montmartre… Qualquer ponto turístico com uma grande concentração de gente.

 

Como evitar? Sempre ande com o passaporte e o dinheiro no porta-dólar (aquele que fica dentro da calça) ou em lugares extremamente seguros, nunca em bolsos externos de mochilas ou no bolso de trás da calça por exemplo. Quando for tirar fotos ou olhar mapas não descuide da mochila. Fique sempre atento ao ser abordado pelas pessoas na rua (enquanto um te distrai o outro pode estar agindo) e desconfie se alguém se aproximar demais e de forma rápida no metrô pouco antes das portas abrirem.

 

 

 

2. Golpe da aliança

 

Chega a ser inacreditável que isso realmente funcione de tão bobo que é, mas se continua sendo aplicado, ainda deve ter muita gente que cai. Acontece assim, você está caminhando e de repente alguém que você nem tinha notado se agacha bem na sua frente e se levanta com uma aliança perguntando se é sua, você diz que não e a pessoa tenta, com histórias das mais diversas, fazer com que você fique com ele em troca de “alguns euros”, dizendo que o anel é de ouro (o que óbviamente é mentira) e que você poderia ganhar muito mais com ele do que o “troquinho” que vai dar a boa alma que o encontrou.

 

Onde acontece? Aqui o foco é um pouco diferente, os golpistas (homens e mulheres) buscam lugares mais tranquilos como as ruas próximas ao Musée D’Orsay e o Jardin de Tuileries (onde meu pai quase caiu, mesmo eu já o tendo avisado sobre isso. Estávamos andando e de repente ele ficou pra trás, quando vimos estava conversando com alguém e ao voltar ele falou que era o tal golpe, e que quase ficou com o anel, ri demais!).

 

Como evitar? Se qualquer pessoa aparecer na sua frente com um anel, ignore e saia andando.

 

 

 

3. Abaixo-assinado

 

Esse é o que mais me irrita! Muitas meninas romenas, menores de idade, vagam em grupos pelos pontos turísticos da cidade abordando turistas e moradores com listas de abaixo-assinados em prol de alguma instituição para cegos, órfãos, deficientes físicos… não importa, é mentira! Elas coletam assinaturas e pedem alguma contribuição, normalmente já preenchem vários campos com valores como 10, 20 euros, assim tentam persuadir a vítima a dar uma quantia maior. Normalmente elas se fingem de surdas-mudas, mas assim que você vira as costas já estão tagarelando em alto e bom som! Elas também agem distraindo os turistas para tentar furtar alguma coisa fácil, fique atento!

 

Onde acontece? No pé da Torre Eiffel, em frente ao Pompidou, nas pontes do Sena… Onde há uma grande e rápida circulação de pessoas.

 

Como evitar? Faça a mesma coisa da dica anterior, ignore saia andando! Elas são insistentes, podem ficar andando atrás de você por um tempo, no máximo responda um enérgico NÃO, mas nunca extenda a conversa.

 

 

 

4. Pulseirinha

 

Esse eu vi bastante na Itália, mas em Paris é comum ver nos pés da Sacre Coeur, em Montmartre. Aliás, passe o mais rápido possível por ali, é tanta gente tentando vender coisas e aplicar golpes que as vezes é como uma corrida de obstáculos para chegar até o topo desviando deles. Normalmente são homens que se dirigem a você na maior simpatia: “brasileira?” “argentina?” “italiana?”… (eles aprendem a falar essas palavras em cada língua, vejam só que poliglotas!) Vão chutando até você dar um sinal positivo e ai já vem colocar uma fitinha no seu braço, se você fizer a besteira de estendê-lo, ele vai pedir dinheiro em troca. E não é fácil devolver o “presente”, depois que você diz não, toda a simpatia se transforma em grosseria!

 

Onde acontece: Montmartre, na base da escadaria para chegar a Sacre Coeur.

 

Como evitar: Ignore! Ou finja falar chinês, turco ou qualquer coisa do tipo (e não entender nenhuma outra língua, claro!), era assim que nos divertíamos ao passar por lá! Rsrsrs

 

 

 

5. Ilusionistas

 

Sabe aquele joguinho antigo de adivinhar em qual dos 3 copinhos está a bolinha? Em Montmartre ele não é assim tão inocente! É usado como um golpe para chamar apostadores que é claro, sempre vão sair perdendo! Além de manipular o jogo para ficar com o dinheiro eles também se aproveitam da aglomeração de curiosos para furtar o que estiver disponível.

 

Onde acontece? Também em Montmartre, na principal rua para subir à Sacre Coeur, a Rue de Steinkerque que é cheia de lojas de souvenir e consequentemente, muitos turistas.

 

Como evitar? Simplesmente não pare para observar e muito menos jogar. Não há problema em passar por esta rua, olhar e entrar nas lojas, só é preciso ficar atento.

 

 

Lembrando que a maioria desses problemas não está só em Paris (especialmente os pickpockets), mas também em outras grandes cidades da Europa como Roma, Barcelona e Londres. Mas com alguns cuidados e muita atenção é fácil se livrar das roubadas e ter uma viagem tranquila!

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Muito bom Mari !

 

Em Roma tem o golpe da rosa também.

A pessoa chega junto a um casal e diz estar dando uma rosa e sai, depois de alguns minutos ele volta e tentar vender essa mesma rosa e você não consegue mais devolve-la.. ::grr::

 

Certa vez na Champs Elysee fui parado por um Asiatico bem vestido que me pediu para comprar algumas bolsas para ele na loja da Louis Vuitton e que ele me daria o dinheiro adiantado. Segundo ele, a loja limitava uma quantidade maxima de compra e ele queria comprar mais.

Achei estranha a historia e fui embora. Não sei se é golpe ou não.

 

abs,

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Golpes como o da cigana com o anel, pulserinhas nas escadarias de Montmartre, abaixo assinados, joguinhos de ilusionistas, etc, são teoricamente fáceis de evitar: a mellhor forma de não cair neles é simplesmente ignorar, sair rápido de perto ou dizer enfaticamente NÃO na língua local (por isso é bom sempre conhecer vocabulário básico da língua falada no país que você visita).

 

Desses 4 golpes citados acima, talvez o mais chatinho de se desvenciliar é o das fitinhas nas escadarias da Basílica de Sacre Coeur, pois já vi muitos relatos de que os golpistas chegam a ser "agressivos" na tentativa de amarrar o pulso da pessoa com a tal fitinha. Para quem quer evitar esse tipo de coisa, existe a opção de chegar até a basílica usando "rotas alternativas" (por exemplo, o funicular para evitar as escadas, ou mesmo chegar pelas ruas laterais. Nas duas vezes que eu fui lá, eu fiz exatamente isso, subi pelo funicular e não fui importunada.

 

O golpe da cigana com o anel é até engraçado porque antes mesmo de chegar em Paris com minha mãe na primeira vez em que estivemos lá, eu já tinha alertado a ela sobre isso, e não é que ela quase cai nisso por TRÊS vezes (na frente do Museu d'Orsay, na Ponte Alexandre III e na frente da Ópera Garnier)?? Ela sempre acaba dando trela para as ciganas, antes de se dar conta. Na tereira vez, eu quase tive um xilique pela ingenuidade dela e então ela prometeu que da próxima vez, vai dar um chute no anel que está no chão ... ::quilpish::

 

O do abaixo assinado existe em vários lugares da Europa. No inicio do ano, eu fiquei uma semana em Berlim, e todo o dia pela manhã eu passava por uma ponte na entrada da Ilha dos Museus, e lá vinham umas meninas com as pranchetas e os papéis querendo que eu assinasse. Acho que depois de uns quatro NEIN, DANKE!! bem ríspidos, elas desistiram de mim....

 

Tem outros golpes além desses: tem o cara que se diz italiano, muito simpático, que se diz empresário de grandes marcas italianas e que esteve na "Semana da Moda" em Paris (pode ser em outro lugar também) e gastou todo seu dinheiro em gandaia, e aí ficou sem dinheiro para abastecer o carro para voltar para Milão, mas olha que conveniente, ele tem no porta-mala do carro um monte de casacos de couro de grifes italianas, Versace, Dolce Gabbanna, Prada, etc, que sobrou do estoque da Semana da Moda e se você der 50 euros para ele poder voltar para casa, ele vai te dar de presente de agradecimento um desses casacos. Os tais casacos existem mesmo, e ele de fato dá o casaco para a criatura que cai nisso, mas não se sabe se os tais casacos são mesmo de couro, se são falsificados "made in china" comprados no Ali Express por 2 dólares ou, sendo legítimos, são tipo carga roubada. Uma tia minha caiu nesse golpe, e nem se deu conta na verdade que era golpe, ficou bem feliz com o casaco, que até hoje ela não sabe a origem! ::quilpish::

 

Na Itália, especialmente na Estação Termini em Roma, tem uns caras que ficam observando as pessoas nas plataformas de embarque dos trens, especialmente dos trens de alta velocidade tipo Freccia Rossa, pois sabem que ali tem muitos turistas. Eles aproveitam a parada do trem, entram nas cabines e ficam aguardando as pessoas entrarem com as malas. Percebendo que são turistas, eles se oferecem para carregar as malas, como se fossem funcionários da companhia de trem, e depois pedem dinheiro.

 

Esse golpe, não teve jeito: minha mãe caiu como uma patinha!! Eu pedi que ela subisse no trem primeiro que eu alcançaria as malas para ela antes de eu subir. Fizemos como combinado e ao ver um senhorzinho se oferecendo para levar as malas para o nosso lugar, ela DEIXOU!! E eu berrando ali na escadinha, "Não, mãe, não!!!". Não adiantou, hehe, porque ela não entendeu o que estava acontecendo. Resultado, tive de pagar o malandro e então eu abri uma niqueleira onde tinha uma nota de 5 Euros e outra de 10 euros. Eu dei a de 5 Euros, mas o infeliz passou a falar grosso, dizendo que não, que tinha de ser a de 10 Euros... Para evitar confusão, eu acabei dando a de 10 Euros mesmo e quase descasquei minha mãe pelo ocorrido! ::quilpish::

 

Esses caras tem livre trânsito pelos trens enquanto eles estão parados na estação. Qualquer pessoa pode entrar e sair dos trens enquanto eles estão parados nas plataformas (o que eu considero uma falha de segurança, inclusive). Os fiscais só conferem as passagens depois que o trem parte.

 

Quanto aos PICKPOCKETS, eu acho o tipo mais complicado, pois muitas vezes, eles não fazem nenhum tipo de distração mais descarada e evidente. É uma pessoa que esbarra em você dentro do metrô ou na rua, e você nem percebe que está se distraindo. E aí eles te furtam a carreira, o passaporte, etc. Uma das coisas que eu tento fazer é já sair do hotel com um mapa de roteiro na cabeça para não ter de abrir a bolsa ou mostrar que eu tenho um mapa na rua ou no metrô. Carteira ou passaporte em bolso de calça, nem pensar. Também não uso mochila justamente para não ficar com minhas coisas "de costas" sem eu ter visibilidade. Prefiro usar uma bolsa trespassada (tipo carteiro, mas não muito grande), sempre com fecho de zipper para eu não ter de abrir escancarada, e fico sempre segurando a alça com uma das mãos. E quado viajo sozinha, assim é superfácil me "mimetizar" com a população local, passando por uma simples habitante da cidade que eu estou visitando (viajando em grupo é mais difícil, porque falamos português entre nós, hehe)

 

Outra coisa que eu faço é preferencialmente não sentar ou ficar perto das portas dos metrôs, escolhendo geralmente os bancos do meio, justamente para evitar ser surpreendida rapidamente na hora que a porta fechar. E outra: evito ao máximo os horários de pico no transporte público, pois se eu estu de férias, não vou ficar andando em metrô lotado! ::otemo::

 

Bem, essas são minhas dicas para evitar esse tipo de problema.

 

Abs,

 

Cris

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Makiley e Cris, não tem jeito, todo mundo tem uma história dessas em alguma cidade européia né!? Eu escrevi aí só de Paris, mas em Roma também vi muitos (e até caí em alguns!), Barcelona, Londres, Berlim... (esse que você falou das meninas na praça dos museus também vi, elas são extremamente irritantes!)

Ótimas dicas também Cris! Acho que apesar de ter muitos golpes por lá, é só ficar bem esperto e não acreditar em histórias estranhas que tudo dá certo! =)

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Golpes como o da cigana com o anel, pulserinhas nas escadarias de Montmartre, abaixo assinados, joguinhos de ilusionistas, etc, são teoricamente fáceis de evitar: a mellhor forma de não cair neles é simplesmente ignorar, sair rápido de perto ou dizer enfaticamente NÃO na língua local (por isso é bom sempre conhecer vocabulário básico da língua falada no país que você visita).

 

Desses 4 golpes citados acima, talvez o mais chatinho de se desvenciliar é o das fitinhas nas escadarias da Basílica de Sacre Coeur, pois já vi muitos relatos de que os golpistas chegam a ser "agressivos" na tentativa de amarrar o pulso da pessoa com a tal fitinha. Para quem quer evitar esse tipo de coisa, existe a opção de chegar até a basílica usando "rotas alternativas" (por exemplo, o funicular para evitar as escadas, ou mesmo chegar pelas ruas laterais. Nas duas vezes que eu fui lá, eu fiz exatamente isso, subi pelo funicular e não fui importunada.

 

O golpe da cigana com o anel é até engraçado porque antes mesmo de chegar em Paris com minha mãe na primeira vez em que estivemos lá, eu já tinha alertado a ela sobre isso, e não é que ela quase cai nisso por TRÊS vezes (na frente do Museu d'Orsay, na Ponte Alexandre III e na frente da Ópera Garnier)?? Ela sempre acaba dando trela para as ciganas, antes de se dar conta. Na tereira vez, eu quase tive um xilique pela ingenuidade dela e então ela prometeu que da próxima vez, vai dar um chute no anel que está no chão ... ::quilpish::

 

O do abaixo assinado existe em vários lugares da Europa. No inicio do ano, eu fiquei uma semana em Berlim, e todo o dia pela manhã eu passava por uma ponte na entrada da Ilha dos Museus, e lá vinham umas meninas com as pranchetas e os papéis querendo que eu assinasse. Acho que depois de uns quatro NEIN, DANKE!! bem ríspidos, elas desistiram de mim....

 

Tem outros golpes além desses: tem o cara que se diz italiano, muito simpático, que se diz empresário de grandes marcas italianas e que esteve na "Semana da Moda" em Paris (pode ser em outro lugar também) e gastou todo seu dinheiro em gandaia, e aí ficou sem dinheiro para abastecer o carro para voltar para Milão, mas olha que conveniente, ele tem no porta-mala do carro um monte de casacos de couro de grifes italianas, Versace, Dolce Gabbanna, Prada, etc, que sobrou do estoque da Semana da Moda e se você der 50 euros para ele poder voltar para casa, ele vai te dar de presente de agradecimento um desses casacos. Os tais casacos existem mesmo, e ele de fato dá o casaco para a criatura que cai nisso, mas não se sabe se os tais casacos são mesmo de couro, se são falsificados "made in china" comprados no Ali Express por 2 dólares ou, sendo legítimos, são tipo carga roubada. Uma tia minha caiu nesse golpe, e nem se deu conta na verdade que era golpe, ficou bem feliz com o casaco, que até hoje ela não sabe a origem! ::quilpish::

 

Na Itália, especialmente na Estação Termini em Roma, tem uns caras que ficam observando as pessoas nas plataformas de embarque dos trens, especialmente dos trens de alta velocidade tipo Freccia Rossa, pois sabem que ali tem muitos turistas. Eles aproveitam a parada do trem, entram nas cabines e ficam aguardando as pessoas entrarem com as malas. Percebendo que são turistas, eles se oferecem para carregar as malas, como se fossem funcionários da companhia de trem, e depois pedem dinheiro.

 

Esse golpe, não teve jeito: minha mãe caiu como uma patinha!! Eu pedi que ela subisse no trem primeiro que eu alcançaria as malas para ela antes de eu subir. Fizemos como combinado e ao ver um senhorzinho se oferecendo para levar as malas para o nosso lugar, ela DEIXOU!! E eu berrando ali na escadinha, "Não, mãe, não!!!". Não adiantou, hehe, porque ela não entendeu o que estava acontecendo. Resultado, tive de pagar o malandro e então eu abri uma niqueleira onde tinha uma nota de 5 Euros e outra de 10 euros. Eu dei a de 5 Euros, mas o infeliz passou a falar grosso, dizendo que não, que tinha de ser a de 10 Euros... Para evitar confusão, eu acabei dando a de 10 Euros mesmo e quase descasquei minha mãe pelo ocorrido! ::quilpish::

 

Esses caras tem livre trânsito pelos trens enquanto eles estão parados na estação. Qualquer pessoa pode entrar e sair dos trens enquanto eles estão parados nas plataformas (o que eu considero uma falha de segurança, inclusive). Os fiscais só conferem as passagens depois que o trem parte.

 

Quanto aos PICKPOCKETS, eu acho o tipo mais complicado, pois muitas vezes, eles não fazem nenhum tipo de distração mais descarada e evidente. É uma pessoa que esbarra em você dentro do metrô ou na rua, e você nem percebe que está se distraindo. E aí eles te furtam a carreira, o passaporte, etc. Uma das coisas que eu tento fazer é já sair do hotel com um mapa de roteiro na cabeça para não ter de abrir a bolsa ou mostrar que eu tenho um mapa na rua ou no metrô. Carteira ou passaporte em bolso de calça, nem pensar. Também não uso mochila justamente para não ficar com minhas coisas "de costas" sem eu ter visibilidade. Prefiro usar uma bolsa trespassada (tipo carteiro, mas não muito grande), sempre com fecho de zipper para eu não ter de abrir escancarada, e fico sempre segurando a alça com uma das mãos. E quado viajo sozinha, assim é superfácil me "mimetizar" com a população local, passando por uma simples habitante da cidade que eu estou visitando (viajando em grupo é mais difícil, porque falamos português entre nós, hehe)

 

Outra coisa que eu faço é preferencialmente não sentar ou ficar perto das portas dos metrôs, escolhendo geralmente os bancos do meio, justamente para evitar ser surpreendida rapidamente na hora que a porta fechar. E outra: evito ao máximo os horários de pico no transporte público, pois se eu estu de férias, não vou ficar andando em metrô lotado! ::otemo::

 

Bem, essas são minhas dicas para evitar esse tipo de problema.

 

Abs,

 

Cris

 

 

Oi, Cris. Como vai?

Estarei indo em Abril pela primeira vez a uma viagem internacional, e irei sozinha.

Eu estava bem tranquila, até que comecei a ler sobre esses golpes.

Conversei com uma menina que me deu seu relato, estava na frente da Torre em paris, veio um grupo de romenas pedindo para ela assinar um papel. Ela não quis dar atenção e essas meninas se juntaram, jogaram ela no chão e a agrediram , roubaram seus pertences (Iphone e dinheiro). Ela foi até a policia, mas nada pode ser feito, até pq são menores de idade, e essas romenas se aproveitam disso pra fazer suas farras.

A minha colega que passou por isso, acredita que o fato dela ter sido abordada dessa maneira é pq foi um alvo fácil. Sozinha, de baixa estatura, etc.

Li bastante sobre isso, muitos aconselham sair andando e ignorar, mas o que fazer nesse caso de insistência? Elas chegarem em grupos e chegar a uma agressão fisica? Como escapar? Saio correndo e gritando igual uma louca rs?

Sinceramente, isso me balançou muito. Estou com tudo programado, passagem comprada, mas vou SOZINHA...

Estou bastante preocupada! Você poderia me orientar, por favor?

E outra coisa, Levo meu passaporte no porta-dolar junto com o dinheiro? Levo meu passaporte original ou levo uma copia comigo? Levo todo dinheiro que tenho no meu porta dolar ou deixo parte no cofre do hostel?

 

Obrigada!! ::otemo::

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Olá, Susanne,

 

Eu creio que você não precisa se preocupar muito com isso não, bastando seguir as tradicionais recomendações de segurança e lendo em sites e blogs de viagens sobre as "atualizações", digamos assim, sobre esses golpes contra turistas nas principais cidades européias, para ver o que há de novo no assunto.

 

Quanto a essas "meninas" romenas, elas já passaram por mim em pelo menos duas vezes em que viajei sozinha, a primeira vez em Paris, justamente na região da Torre Eiffel, e depois em Berlim, na Ilha dos Museus.

 

Em Paris, de fato elas são muito mais incisivas e insistentes, podendo mesmo te seguir por um tempo (como aconteceu comigo), mas o que eu recomendo é simplesmente dizer mesmo de forma curta e grossa um sonoro "Não, obrigada", na língua local e não em inglês (no caso, em francês, "Non, Merci!!!), e dizer isso sem encarar muito e sair rapidmente da cena.

 

Não fale mais do que isso e não fale em inglês, diga em francês mesmo, ainda que você não saiba falar nada além de "non, merci" e "oui". Nas imediaçõe da Torre Eiffel (Champ de Mars), evite também os caminhos laterais que estão vazios, prefira sempre as vias que possuem um certo tráfego de turistas para quando se afastar.

 

Estando sozinha, eu também aconselho inclusive a guardar smartphones, câmeras fotográficas, carteiras, passaportes, mapas e qualquer outra coisa que te identifique irremediavelmente como turista, quando estiveres nas imediações desses locais mais "visados", tipo nos jardins da Torre Eiffel, na áera do Louvre, na Opera Garnier, Montmartre,etc.

 

Não quero dizer com isso que você não tire fotografias nesses locais, mas minha tática tem sido não mostrar meus apretrechos fotográfico nos lugares quando estou visivelmete sozinha, mas com o bafo na nuca de um grupo suspeito, como essas romenas.

 

Em situações como essas, principalmente nas imediações da Torre Eiffel, minha tática foi tirar fotografias no Champ de Mars nos locais mais centrais, e na proximidade de grupos de outros turistas que pareçam simplesmente turistas inocentes mesmo. No meu caso, eu vi que havia um grupo menor de japoneses (ou asiáticos, não tem muito como identificar de que país são) e então fiquei perto deles para tirar as fotos tranquilamente e até pedi para um deles tirar uma foto minha.

 

Depois, guardei tudo na bolsa e saí por uma ala lateral vazia do Champ de Mars (meu erro) e então fui abordada por umas duas ou três romenas. Disse bem alto "Non, Merci", caminhei mais rápido e desviei delas. Elas me seguiram por uns cinco a dez passos, falei mais forte outra vez "non, merci" e apressei ainda mais o passo (mas sem correr), e depois, como eu não respondi mais, elas foram embora. Enfim, no meu caso, creio que elas me abordaram justamente por eu eu estava sozinha numa daquelas alas laterais dos jardins que estava totalente vazia. Enquanto estive perto de outros turistas ou em caminhos com mais pessoas, não me aconteceu nada.

 

Eu não uso mochila, nem mesmo a "mochila de ataque", porque além de não gostar de nada nas minhas costas, eu acho que estou atraindo esse tipo de golpista com um mochila. Eu uso sempre uma bolsa com alça transpassada (tipo alça de "bolsa carteiro"), e que também tem uma alça de mão que me permite segurar a bolsa bem junto ao meu corpo. Assim, com todos os meus apetrechos turisticos guardados, quando estou viajando sozinha muitas vezes passo por uma pessoa local, hehe.

 

Outra coisa que eu faço quando estou viajando sozinha é antes de sair para a rua estudar muito bem o mapa, a localização e o roteiro dos pontos que vou visitar naquele dia, inclusive as paradas e estações de metrô, justamente para evitar ter de tirar o mapa da bolsa. Incluisve eu uso antes o Google street view para me familirizar com os lugares que eu não conheço.

 

Quanto ao dinheiro, eu tenho andado com cada vez menos cash e usado mais o Travel Money e raramente o cartão de crédito. Ainda assim, eu levo uma certa quantidade em cash mesmo, e nesse caso, eu sempre levo na doleira dentro da calça. Deixo apenas uma quantia pequena, tipo 15 Euros, dentro de um bolso interno com ziper dentro da bolsa. Nesse bolso interno, eu também guardo meu passaporte e meus cartões. Eu nunca tive problema com isso.

 

Quanto a deixar o dinheiro no cofre, isso depende muito!. Inicialmente, eu não deixava nada de dinheiro ou documento nos cofres, mesmo em hoteis, mas hoje em dia, eu se eu sinto confiança no staff do hotel, eu deixo uma parte do dnheiro no cofre, sim. Também nunca tive problema com isso e espero que continue assim! :)

 

Por fim, já ouvi relatos de pessoas conhecidas que foram furtadas no metrô de Paris e eu mesmo presenciei um "furto" meio "violento" (uma contradição, hehe) no metrô de Barcelona. Mas posso te dizer que em todas essas situações, as pessoas "vacilaram", digamos assim. Meu médico, por exemplo, me contou que simplesmente deixou a carteira no bolso traseiro da calça e entrou num metrô lotado, ou seja, mesmo em Paris, seria previsível o desfecho, hehe.

 

A guria que eu vi sendo furtada no metrô de Barelona foi mais vacilona ainda: ela estava em pé, bem na porta do vagão, com uma enorme mochila nas costas, com uma mão segurando o pilar e falando no celular com a outra mão, totalmente distraída, e bem na parada de uma estação, quando a porta estava aberta. É óbvio que quando deu o sinal sonoro de fechar as portas, um cara que estava sentando na frente dela deu um pulo muito ágil e arrancou o celular dela e saiu correndo pela porta bem quando estava sendo fechada. Ela fez um ES-CÂN-DA-LO por causa do celular, parecia que tinham matado a guria (e foi só o celular que ele pegou), mas putz, ela simplesmente "deu a maior bandeira"!

 

Moral da história: mesmo sendo na Europa, nao custa nada ficar atenta e seguir as recomendações de segurança que você também tomaria em qualquer meio de transporte público no Brasil ou em alguma área movimentada e turística daqui também.

 

Abs,

 

Cris

K.

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Lendo esse post, me lembrei da minha experiência em Paris. No dia em que cheguei, a primeira coisa que fiz foi um walking tour e a guia nos falou sobre os golpes aplicados em Paris.

Um dia estava com uma amiga na Champs de Mars, em frente a Torre Eiffel, e vinha umas meninas irritantes falando: Speak English? Na primeira dissemos que sim, e foi uma encheção, mas dissemos que não tinha dinheiro e deixamos ela falando sozinha. Depois de 30 segundos veio outra, com a mesma abordagem: "Speak English?", eu disse não. Não contente ela disse "Hablas Español?" Dissemos que não! Aí perguntou que língua falávamos, e deixamos a menina falando sozinha. Em suma, passamos uns 15 minutos ali e fomos abordados por umas 6 meninas... No final estava querendo dar uma voadora nelas... rsrsrs

Em Montmartre, observei os ilusionistas, na rua mais próxima das escadarias da Sacre Coeur, mas nem dei bola, só continuei andando. O pior foi nas escadarias, queria curtir a vista de Paris, aí vinha o cara com aquela fitinha. O pior é que ele acertou que era brasilieiro... rsrsrs Aí ficou insistindo e eu subi as escadas, até que eu falei em francês "Je ne voudrais pas!". Me deixaram passar, mas foi tenso.

Em Berlim, também tinha bastante gente de abaixo-assinado, mas não fui quase incomodado.

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    • Por Mari D'Angelo
      No dia 14 de Julho, a França comemora o dia da queda da Bastilha, quando se iniciou a revolução francesa que deu fim a monarquia.
       
      A festa nacional francesa começa na verdade no dia 13 de julho, com o tradicional baile dos bombeiros em algumas das casernas de Paris, dizem ser algo bem animado e que geralmente rola até um strip-tease dos heróis nacionais rs, mas acabamos não indo conhecer.
       

       
      No dia 14 acordamos bem cedo (ou pelo menos era o que pensávamos) para assistir ao desfile militar, mas quando chegamos, a Champs-Élysées já estava completamente lotada! (Ao meu ver, mais de turistas que de franceses). Procuramos em vão um lugar onde pudéssemos enxergar alguma coisa mas depois de alguns minutos sem ver mais do que cabeças e máquinas fotográficas desistimos e sentamos num gramado para esperar a apresentação dos aviões (que era o que eu mais queria ver). Foi até interessante, primeiro passaram diversos tipos de aviões da força aérea, em seguida os helicópteros e os paraquedistas, e por fim algo como a “esquadrilha da fumaça” francesa, eu esperava várias acrobacias colorindo o céu de azul, vermelho e branco, mas passaram apenas uns poucos aviões soltando as três cores da bandeira em linha reta e nada mais. Saí um pouco decepcionada por não ter visto grande coisa, mas de qualquer forma, achei legal ter participado deste momento, da série “coisas pra fazer uma vez na vida”.
       

       
      Como estava tudo muito lotado, decidimos voltar a pé para casa, ainda acompanhamos um pouco a dispersão dos soldados e seguimos nosso caminho às margens do Sena. Depois de comer alguma coisa e recuperar o sono perdido, chegou a hora da segunda (e mais esperada) comemoração do dia, os fogos de artifício na Torre Eiffel.
       
      O início seria só a noite mas chegamos com muitas horas de antecedência, e mesmo assim, novamente, já estava lotado! Optamos por ficar no final do Champ de Mars, no tablado da instalação “Mur pour la paix” (um monumento em aço, madeira e vidro com a palavra “paz” escrita em diversos idiomas) era bem longe, mas achei que tivemos uma visão perfeita! A espera trouxe uma recompensa impagável, acompanhamos o sol se pondo lentamente ao lado da Torre, um daqueles momentos em que a gente agradece ao universo por fazer parte deste mundo.
       

       
      Quando já escurecia (no verão isso significa que já é mais de 22h), as luzes da Torre começaram a se acender e o hino nacional marcou o começo da apresentação. Os franceses cantavam “A Marselhesa” com verdadeira emoção, muitos chorando, foi um momento bastante emocionante até para nós que somos brasileiros.
       

       
      A queima de fogos foi incrível, um verdadeiro show com o tema “Liberté, Egalité, Fraternité”. A narração da história combinada com músicas francesas, música eletrônica, Nirvana e até Beatles e sincronizada com a iluminação na Torre ficou perfeita! E no fim uma grande surpresa, no ano em que a França, depois de muita discussão, finalmente aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo (nossa, como ouvimos falar do Mariage pour tous!), a Torre ficou inteira colorida homenageando esse avanço!
       

       
      Na hora de ir embora, nem cogitamos o metrô, também não encontramos uma Velib (sistema de locação de bikes) disponível então fomos caminhando por uma boa parte até achar uma bicicleta para terminar o trajeto.
       
      Foi uma das coisas mais lindas que já vi, valeu cada segundo esperando e cada passo dado pra chegar até lá.
       
      Texto original, mais fotos e um vídeo da queima de fogos aqui: http://www.queroirla.com.br/um-14-de-julho-em-paris/
    • Por Mari D'Angelo
      Visitar Barcelona é, entre outras coisas, imergir profundamente no mundo colorido e orgânico de Gaudí. O arquiteto catalão nasceu em Reus e passou a maior parte de sua vida em Barcelona, onde deixou um grande legado de obras modernistas, sempre inspiradas em elementos encontrados na natureza. Suas técnicas normalmente fugiam do convencional para época, como por exemplo o uso da maquete invertida em que ele utilizava correntes e cordas com pesos nas pontas e através de um espelho via a imagem invertida. Além é claro, dos mosaicos coloridos feitos com fragmentos de cerâmica ou vidro, sua marca registrada.
       
      A casa Batlló, patrimônio mundial da UNESCO, foi algo que me deixou perplexa, nem com toda pesquisa feita antes de ir pra lá imaginava que pudesse ser algo tão incrível! É caro, muito caro (21,50€) e talvez isso faça muita gente desistir, mas sinceramente recomendo guardar uns eurinhos a mais e ter essa experiência.
       
      PS. A casa é tão incrível que serviu de inspiração para os cenários do Castelo Rá-tim-bum!
       

       
      O edifício construído em 1877 fica no bairro modernista de Barcelona, no Passeo de Grácia, uma das avenidas mais famosas da cidade. Foi reformado por Gaudí entre 1904 e 1906 a pedido do proprietário, Don José Battló Casanovas. A princípio a ideia era demolir todo o prédio e recomeçar do zero, mas no fim acabou sendo “apenas” uma reforma. Há vários mistérios em relação aos simbolismos utilizados pelo arquiteto, a teoria mais famosa é de que o telhado, com suas escamas coloridas representa um dragão, que ao lado da cruz, homenageia São Jorge. Os balcões da fachada tem formatos que se assemelham à crânios, e por isso o conjunto ganhou o apelido de “casa dos ossos”.
       
      Fomos em uma chuvosa e fria noite de novembro e tivemos que encarar uma pequena fila (mas é possível comprar pela internet, o que não fizemos!). Ao entrar você recebe um áudio-guia que faz toda a diferença na visita, dê o play e viaje com as explicações e ambientações de cada cantinho da casa.
       
      A visita começa no térreo, onde já é possível perceber que Gaudí se inspirou totalmente nos elementos marítimos e nas características de diversos animais. Não há um elemento reto na casa, desde os objetos até as paredes cuja textura lembra escamas de peixe. O corrimão da escada de carvalho que leva ao andar nobre sugere a espinha dorsal de um grande animal. Os vasos são peças de Pujol I Bausis ceramista.
       

       
      As portas e janelas, todas com formatos orgânicos, são feitas de madeira e vidro, sendo a parte de cima ornamentada com vitrais coloridos que dão um efeito incrível. Gaudí se preocupou muito para que a casa recebesse bastante iluminação natural, para isso fez aberturas estratégicas em alguns locais e trabalhou as portas com vidros foscos, para que a luz passasse de um ambiente para outro sem perder a privacidade.
       
      No andar principal há uma curiosa lareira em cerâmica com formato de cogumelo que foi contruída onde antes era o escritório. José Battló pediu que ela tivesse bancos confortáveis para que a família desfrutasse do espaço em dias frios.
       

       
      O salão principal é uma das partes mais interessantes, o teto, todo retorcido, sugere o movimento da água e o lustre central simboliza uma água-viva. A enorme janela tem vista para a badalada avenida. Pensando na questão do arejamento, Gaudí criou um esquema simples e genial de abertura de ventosas localizadas abaixo das portas para entrada regulada do ar (quase que como um ar condicionado da época).
       

       
      No pátio externo há uma fonte e um colorido jardim de cerâmica, feito com as sobras da fachada. Mas como estava chovendo bastante, não conseguimos aproveitar muito as partes externas da casa.
       
      O pátio interno é todo coberto por azulejos em diferentes tonalidades de azul, com tons mais claros nos andares baixos, onde há menos entrada da luz e tons mais escuros nos andares altos, além disso as janelas também seguem esse conceito, sendo maiores nos andares inferiores e menores nos superiores. Neste local é possível perceber totalmente a inspiração de Gaudí nos ambientes marinhos, vidros irregulares dão a sensação de estar embaixo d’água.
       

       
      No último andar, chamado de águas furtadas, todas as paredes tem uma coloração verde água, os arcos parabólicos catenários que sustentam o terraço tem o formato de costelas e projeções representam o que funcionava nos locais. No fim, um vídeo bastante lúdico mostra todo o encanto da casa que acabamos de visitar.
       

       
      No terraço há um conjunto de chaminés decoradas com mosaicos de cerâmica e o suposto dragão.
       
      Além de todo o trabalho estético e arquitetônico, Gaudí também desenhou a fonte usada nos números das portas, projetou detalhes como as maçanetas (que eram feitas para encaixar anatomicamente na mão) e criou diversos móveis, como estas cadeiras expostas no fim da visita.
       

       
      Dicas úteis:
       
      Site oficial: http://www.casabatllo.es
       
      Valor: Adulto 21,50€ | Estudante 18,50€ | Crianças -7 anos não pagam (outros valores no site)
       
      Horário: Todos os dias, das 09:00 às 21:00 (Entrada até as 20:00)
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/por-dentro-da-surreal-casa-battlo-de-gaudi/
    • Por Mari D'Angelo
      Quando se vai pra Londres com dois Beatlemaníacos, a esticadinha até Liverpool é obrigatória!
       
      Tínhamos apenas 5 dias em Londres, é super pouco e muita coisa fica de fora. Mas mesmo assim, acho que vale sim a pena “matar” um dia para conhecer o passado e a história de John, Paul, Ringo e George.
       

       
      Depois de muita discussão sobre como iríamos, optamos pelo trem (não é o mais barato, mas é o mais rápido). Compramos pelo site http://www.thetrainline.com,'>http://www.thetrainline.com, aqui a dica é examinar todos os horários possíveis de ida e volta, as vezes uma saída uma hora mais cedo/tarde é a metade do preço. Pegamos o trem na estação Euston e em menos de 2:30 depois desembarcávamos na Lime Street, em Liverpool.
       
      Primeiro passo foi achar o centro de informações turísticas, que fica pertinho da estação, nossa ideia era comprar o Magic Mystery Tour, o famoso ônibus amarelo que faz todo o roteiro Beatles. Mas, para nossa surpresa (e felicidade), a funcionária perguntou se não preferíamos tour privativo, pagando menos. Claro que preferíamos! Mas como bons brasileiros, já estávamos esperando qual seria a pegadinha. Depois de muitas perguntas aceitamos, ainda meio desconfiados, e agendamos horário e local para o motorista nos pegar.
       
      Eis que chega Danny, um tipo cabeludinho, com rosto de caricatura e muito simpático!
       
      O fato é que valeu muito mais a pena! Estávamos em 5, a capacidade máxima do carro e pagamos £45 no total, enquanto no Magic Mytery o valor é £16,95 por pessoa, ou seja, se estiver em um grupo de 3 pessoas já compensa pegar o tour privativo! O motorista-guia vai contando as histórias de cada lugar (em inglês), mostra fotos antigas dos integrantes da banda em frente aos lugares que visitamos e de quebra ainda vai colocando as músicas de acordo com os lugares que vamos conhecer, muito mágico! (ps. só não sei como ele aguenta ouvir as mesmas músicas todos os dias rs). Enquanto descíamos em todos os pontos, sem muvuca e sem pressa, víamos o ônibus amarelo só passando rápidamente, ou seja, eles cobram mais caro e oferecem bem menos.
       

       
      Ah, prepare-se para entrar em desespero a cada curva, como lá é mão inglesa, nós que não estamos acostumados temos a impressão constante de que o carro vai bater, ou que crianças no banco do passageiro estão dirigindo o carro! Rs
       
      A primeira parada foi a casa onde nasceu Ringo Starr, ela esteve a ponto de ser demolida para revitalização da área. Não é possível entrar, mas você pode fazer como milhares de turistas (especialmente brasileiros) e deixar sua marca nos painéis que cobrem a porta e a janela.
       
      Um detalhe interessante, que confesso não me lembrar precisamente da história, é uma inscrição extremamente sutil, feita pelo pai do baterista, entre os tijolos da casa em frente à de Ringo, escrito “Beatles”.
       
      Próxima parada, Penny Lane, umas das ruas de Liverpool (e também o nome do bairro onde ela se encontra). O local é famoso pela música, escrita por Paul, onde ele retrata diversos locais que fizeram parte da rotina de todos eles, como a Barber shop, que demos uma entradinha para conhecer. Antigamente a prefeitura tinha que recolocar as placas da rua constantemente, pois os fãs as “levavam de lembrança”, hoje as placas não existem mais e o nome agora é pintado nos muros.
       

       
      ps. Aqui nosso motorista-guia se mostrou também um ótimo fotógrafo, pediu nossa câmera e arrumou um ângulo perfeito para uma foto diferente!
       
      De lá, seguimos para a antiga casa de Paul McCartney, onde ele e John Lennon começaram uma das parcerias mais famosas da história. Dizem até que vez ou outra ele aparece na cidade e passa por lá. Ela é aberta para visitação porém não entramos (inclusive é um roubo, mais de £20! ).
       
      Em seguida fomos para o Strawberry Fields, o antigo orfanato próximo a casa de John, onde ele e sua tia Mimi participavam das festas anuais no jardim. O icônico portão é hoje uma réplica.
       

       
      Próxima parada, casa onde John Lennon passou a infância e a adolescência. Aqui também é possível visitar, mas também não entramos (mas tiramos muitas fotos imitando a pose de John no portão em um antigo retrato).
       
      Seguimos para o lugar onde Lennon e McCartney se conheceram, a St. Peter’s Church, onde John estava tocando com sua banda Quarrymen e um amigo em comum os apresentou. Ainda no mesmo local há um cemitério com as lápides de Eleanor Rigby e McKenzie, citados na música que leva o nome da garota.
       

       
      Pra finalizar o tour, Danny perguntou se preferíamos ir até a casa do George, que era um pouco mais afastada ou conhecer o bar onde John Lennon costumava beber, o Ye Cracke. A resposta foi unânime, o bar! Como os tours convencionais não costumam passar por lá, estava super vazio, apenas um grupo de ingleses barulhentos dividiam o local conosco.
       
      Saímos a pé em direção ao Cavern Club, o trajeto era curto, mas o frio congelante estava difícil de aguentar! No caminho passamos pelo centrinho de Liverpool e como já era quase Natal, tudo estava enfeitado! (Ao contrário da maioria das pessoas do mundo eu amo coisas natalinas!)
       
      Terminamos a noite no Cavern, que foi o lugar onde ocorreu a primeira apresentação dos Beatles, depois disso eles tocaram lá muitas outras vezes, foi também onde conheceram seu empresário Brian Epstein. Depois da fama, a banda não voltou a tocar lá. A casa foi demolida em 1973 e anos depois reconstruída alguns metros depois do local original. Hoje ela é frequentada por turistas, com alguns itens originais dos Beatles e sempre um cover tocando, adivinha… Beatles! Rs
       
      Ah, cuidado para não entrar no genérico, no outro lado da rua.
       

       
      Com certeza um fã de Beatles faria deste texto um livro, eu como não tenho tanto conhecimento assim (e já não me lembro de tudo que ouvi por lá) me limito a compartilhar a experiência de uma simpatizante, que adorou a cidadezinha dos quatro garotos de Liverpool!
       
      Informações úteis:
       
      Trem Londres-Liverpool: http://www.thetrainline.com
       
      Tour privativo: http://www.fab4tours.co.uk | 2 horas – £45 para até 5 pessoas (mais opções no site)
       
      Ônibus Magic Mystery Tour: http://www.cavernclub.org/the-magical-mystery-tour/ | £16,96 por pessoa (mais opções no site)
       
      Ingressos para as casas onde eles viveram na infância: http://www.nationaltrust.org.uk/beatles-childhood-homes/
       
      Relato original com mais fotos e trilha sonora http://www.queroirla.com.br/liverpool-para-beatlemaniacos-ou-nao/


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