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Caminho da fé a pé - fev /16 ( caminho inverso: De Aparecida a São Carlos -SP) + Todos Ramais em Julho/2016

Posts Recomendados

10° dia - 09.02.2016 - Terça-feira

 

Saída de Inconfidentes e chegada ao distrito de Barra - MG

+- 35 kms em aprox. 07:45 horas

(Sendo 4 kms à mais devido erro percurso )

Acumulado CF: 274 kms

 

Hotel deixou café e banana.

Saímos antes das 6 horas,  trecho bem tranquilo até próximo de Barra, com algumas subidas/descidas leves, somente antes de Barra que pegamos uma subida/descida fortíssima.

Erramos o caminho num bairro e andamos +- 2 kms na ida e 2 na volta.

Torresmo e coca na zetti em crizolia  $12

 

Altitude distrito de barra: 900 msnm

 

Hospedagem: Pousada da joelma/João, camas beliches Boas,  quarto /banheiro compartilhado,  tv compartilhada, wifi. Preço: $50 por pessoa com 1 refeição e café da manhã bem simples. NÃO RECOMENDO.

Prefiram seguir um pouco mais e dormir na pousada da DONA NATALINA.

 

Acumulado CRER + CF:  1085 kms

 

Algumas fotos:

Muito barro pelo caminho

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Linda casa no centro de Ouro fino

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Menino da porteira

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Logo após esta ponte de madeira, entramos errado, de novo.caminhamos 4 kms a mais, infelizmente não deu para chegar na casa da dona Natalina, uma pena..

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11° dia - 10.02.2016 - Quarta-feira

 

Saída do distrito de Barra e chegada a Andradas - MG

+- 21 kms em aprox. 05 horas.

Acumulado CF: 295 kms

 

O café em Barra foi muito fraco, sorte que sempre carregamos petiscos..

 

Subimos rápido a serra bem íngreme para fotografar o nascer do dia, lindo visual de montanha no topo.

Paramos na dona Natalina para tomar um cafezinho e prosear.

 

Depois dessa subida forte, o trecho é praticamente reto ou descida, na serra dos lima que tem uma descida forte em asfalto.

 

Grandes plantações de café.

Na chegada a Andradas pegamos uns 3 kms de asfalto com subida média,  com sol bem forte.

As informações que tínhamos era que Andradas tem somente 3 hotéis,  das outras 2 vezes ficamos no Hotel Palace,  e não gostamos. Então fomos conhecer os outros dois da cidade, e constatamos que são bem piores ainda. Então não teve jeito.

Comemos Self-service à vontade na praça próxima ao hotel a $15,90 por pessoa.

Compras supermercado  $26

Açai 500 ml $10

 

Altitude Andradas: 900 msnm

 

Hospedagem: hotel Palace, centro, carpete antigo,  camas regulares, frigobar, tv, wifi, ventilador, banheiro minúsculo. Preço : $50 por pessoa com café da manhã.

Tem computador a $5 a hora.

Não serve café antes das 06:30hrs.

Não tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF: 1106 Kms

 

Algumas fotos:

Nossa intenção era passar aqui à tarde, para domir na casa da dona Natalina...mas tivemos esse lindo amanhecer.

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Lindas flores pelo caminho

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Serra dos Lima, ao fundo Andradas-MG, e mais acima, onde vamos passar no dia posterior...

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A mesma árvore que tiramos foto uns 5 anos atrás....

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Lindas flores, de brinde um coração

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12° dia - 11.02.2016 - Quinta-feira

 

Saída de Andradas - SP e chegada a Águas da Prata - EP

+- 30 kms em aprox. 07 horas

Acumulado CF: 325 kms

 

O hotel nem deixou um cafezinho pronto, não tem opção melhor na cidade.

Saímos bem cedo trecho tranquilo até início subida para pico do gavião,  pegamos estrada de terra e subimos muito, lindo visual de montanha e nascer do sol.

Depois começamos a descer com algumas subidas leves.

No final pequeno trecho em asfalto com lindo visual de montanha.

Antes de ir pra pousada já Almoçamos Self-service  $39,90 o kg ou $25 por pessoa à vontade.

Compras supermercado  $39

 

Altitude Águas da Prata : 850 msnm

 

Hospedagem: refúgio do peregrino, camas beliche Boas,  ventilador, tv compartilhada, wifi ruim, banheiro coletivo, cozinha completa (sem microondas) Preço: $35 por pessoa sem café da manhã(tem pó de café e utensílios).

Tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF: 1136 kms

 

Algumas fotos:

Quase no topo depois de Andradas, chegando ao pico do gavião

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Chegando a pousada próximo ao pico do gavião

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Árvores secas

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Águas da Prata ao fundo....enfim chegamos

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13° dia - 12.02.2016 - Sexta-feira

 

Saída de Águas da Prata e chegada à São Roque da Fartura (distrito de Águas da Prata) - SP

+- 23 kms em aprox. 05:40 horas

Acumulado CF: 348 kms

 

Dia dos maiores problemas. Erramos o caminho duas vezes(o CF não foi projetado pra ser feito ao inverso).

A primeira vez foi no início,  ao invés de seguir reto, viramos à esquerda sentido são João boa vista,  passamos três porteiras e sem querer consertamos a cagada  anterior. É que numa bifurcação a sinalização estava confusa e resolvemos não seguir as setas. Resolvemos seguir reto,  passamos em algumas fazendas e chegamos numa sede de uma delas, um funcionário informou que Fartura era pra seguir reto e virar a esquerda. Não vimos essa entrada, só fomos perceber uns 4 kms adiante, voltamos novamente,  aí sim fizemos o certo.

 

Esse trecho para quem faz no sentido contrário é muito complicado, devido ao mato alto e algumas confusões que geram na leituras das setas. O caminho da fé não foi idealizado pra ser percorrido ao inverso.

 

Lindo visual de montanha, ar puro, muitos pássaros e animais. Subidas fortes, alguns trechos com muitas pedras, outros com mato alto e muito barro. Um dos trechos mais bonito do caminho da fé.

 

Na chegada a pousada da cidade uma ponte caiu, tem que pedir ao morador da chacara ensinar o caminho certo.

Na pousada da cida não tinha ninguém, resolvemos seguir mais a frente e para nossa satisfação encontramos um ótimo lugar, um dos melhores da viagem.

 

Altitude São Roque da Fartura: 1340 msnm

 

Hospedagem: Pousada Paina, camas ótimas, quarto cheiroso, banheiro compartilhado, ventilador,  tv compartilhada, sem wifi (nem precisa, lugar lindo) na beira do asfalto saída para são João BV, lindo visual. Pessoas encantadoras, a matriarca Clair  atende os peregrinos como membros da sua família. Tivemos momentos felizes em companhia de toda família. Até nos levaram de caminhão,  pra ver o pôr do sol e o lindo visual de todas cidades que vamos passar nos dias posteriores. Preço: $60 por pessoa com uma refeição e café da manhã.  ALTAMENTE RECOMENDADO.

Fizeram até galinha caipira pra nós(chegamos e vimos umas galinhas caipiras, aí perguntamos: vcs fazem galinha aqui? Ela: vcs gostam? Nós : gostamos!)

E ficou por isso mesmo....

E não é que ela matou uma e serviu no almoço para nós.

PESSOAL ALTAMENTE COMPROMETIDOS EM ATENDER BEM SEUS SEMELHANTES. ::otemo::::otemo::

Verifique antes preço e disponibilidade.

Tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF: 1157 kms

 

Algumas fotos:

No amanhecer já estávamos bem acima, Águas da Prata abaixo

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Comendo goiabas pelo caminho

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Depois de errar o caminho pela primeira vez, chegamos na sede de uma grande fazendo(após a porteira).

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Descemos essa montanha aí.....tivemos que retornar, pois erramos de novo....

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Já no caminho certo, algumas subidas fortes

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Lindíssimo visual de montanha

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14° dia - 13.02.2016 - Sábado

 

Saída de São roque da Fartura e chegada a Vargem Grande do Sul - SP

+- 25 Kms em aprox. 05:10 horas

Acumulado CF: 373 kms

 

Dona Clair preparou café da manhã(omelete, suco manga da fruta, batata doce, banana... e muitoooo AMOR) antes das 06 horas, nossa intenção era subir até o topo e aguardar o nascer do sol, mas..sabem daqueles lugares que vc não quer ir embora e as pessoas não querem que vc vá. Então,  o lugar eh esse: VILA PAINA. QUE POVO MARAVILHOSO! Deu dor no coração sair de lá,  mas peregrino tem que estar em movimento. MUITA SAUDADE!!!

Um dos dias mais incríveis da minha vida...nunca me senti tão a vontade como lá. INCRÍVEL!

Ficamos conversando até 06:30hrs, dona Clair nos acompanhou até quase o topo, isso ninguém queria ir embora.

SIMPLESMENTE MARAVILHOSO.

 

Despedimos e subimos o restante,  no topo lindo visual. Viramos à direita e começamos a descer, a alguns quilômetros chegamos no asfalto, viramos à esquerda e caminhamos um pequeno trecho,  logo à esquerda entramos novamente numa estrada de terra(vimos uma cobra grande atropelada) com plantação de cana de açúcar dos dois lados..

 

Seguimos sem grandes problemas até a pousada da CIDINHA(todo mundo falava muito bem dela, queríamos conhecê lá pessoalmente). Ela ia viajar e estava num salão de beleza em Vargem Grande (segundo o esposo dela). Frustrados por não conhecê - lá,  seguimos viagem num solão medonho...

 

Uns 8 kms pára  um carro vermelho perto da minha esposa que seguia a frente de mim, fiquei preocupado, de longe vi uma pessoa descendo. Pensei pronto tivemos algum problema, apertei o passo e eis que vejo na minha frente a CIDINHA.  Ela disse que queria nos conhecer também. ...aí foi só alegria. QUE PESSOA MARAVILHOSA! como é bom ter essas pessoas a nos acolher no caminho. TEMOS MUITA SORTE.

Despedimos dela, pois o pessoal estava esperando ela para viajar.

SÃO VERDADEIRAMENTE ESSAS PESSOAS QUE FAZEM O CAMINHO, e não nós!

 

Seguimos até Vargem Grande num trecho com algumas subidas/descidas leves. Chegamos no asfalto novamente, e uns 15 minutos já chegamos ao hotel.  Calor infernal!

Almoçamos perto do hotel a $38,90 o kg num restaurante Self-service

Compras supermercado $30

Compras diversas  $20

 

Altitude Vargem Grande do Sul :  750 msnm

 

Hospedagem: Príncipe Hotel, centro, camas pequenas mas Boas,  frigobar, wifi, tv, ventilador, café espresso na portaria de graça, preço :  $133 o casal com café da manhã.

Esse preço é apto com ar condicionado,  sem ar é um pouco mais barato.

 

Acumulado CRER + CF :  1179 kms

 

Algumas fotos:

Vila dos Painas, representada pela matriarca dona Clair, esse povo ficará nos nossos corações pelo resto de nossas existências...simplesmente demais...

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Vila dos Painas, visto de cima.... que dia MARAVILHOSO, ENTRE OS 5 MELHORES DIAS NA ESTRADA, DA MINHA VIDA

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Depois estrada de terra, entramos a esquerda e pegamos pequeno trecho em asfalto..

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Grandes plantações de cana-de-açúcar

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15° dia - 14.02.2016 - Domingo

 

Saída de Vargem Grande do sul e chegada a Casa Branca - SP

+- 30 kms em aprox. 05:45 horas.

Acumulado CF: 403 kms

 

Acordamos às 04:15, o hotel não disponibiliza café da manhã antes das 06:30hrs. Somente tinha espresso grátis na portaria.

 

Saímos antes das 05, na saída da cidade, num matagal, ouvimos umas pessoas ouvindo funk, com cuidado passamos despercebidos.

O trecho até itobi eh em asfalto sem acostamento com algumas subidas e descidas leves. Em 3 horas já chegamos no trevo de acesso à cidade. Descansamos um pouco e, seguindo informações de um morador, pegamos à esquerda pela rodovia asfaltada. Segundo ele mais à frente tinha uma placa do caminho da fé. Acontece que não vimos nenhuma placa, então caminhamos mais 15 kms até centro de Casa Branca.

Essa rodovia tem mais movimento do que a outra, mas tinha acostamento e um gramado nas margem. Algumas subidas/descidas leves. Calor infernal.

Em Casa Branca têm 2 hotéis, um na entrada da cidade e outro defronte prefeitura, além da pousada peregrina.

No posto da entrada da cidade pegamos água filtrada.

Comemos num restaurante mineiro próximo à Caixa Econômica Federal a $ 32,90 o kg.

Compramos alguns picolés  $6

Supermercado e mercearias fechados por ser domingo.

 

Altitude Casa Branca:  770 msnm

 

Hospedagem :  Hotel Alfonso's, em frente prefeitura, camas ótimas, tv, wifi, ar condicionado, frigobar, sacada , reformado.

Preço: $160 casal com café da manhã.

Tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF: 1209 kms

 

Algumas fotos:

Asfalto sem acostamento entre Vargem Grande x Itobi

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Asfalto com acostamento

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Chegando...

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16° dia - 15.02.2016 - Segunda-feira

 

Saída de Casa Branca e chegada a Tambaú - SP

+- 31 kms em aprox. 06:50 horas

(+- 1 km entre hotel e início trecho)

Acumulado CF: 434 kms

 

Hotel forneceu umas frutas mas sem cafezinho.

 

Saímos antes das 05 horas, caminhamos até igreja NS desterro onde começa esse trecho.

Pegamos estrada asfaltada e viramos à direita numa estrada de terra com muito lixo. Seguimos entre várias plantações. Até pegar novamente a mesma estrada asfaltada que depois de algum tempo terminou o asfalto e começou estrada de terra com pouco movimento de veículos.

Chegamos novamente estrada asfaltada e à cidade.

Trecho com pouca  sombra. Muito calor e sol forte.

Fomos ao supermercado que tem Self-service à vontade por $16,90 por pessoa.

Compras de supermercado  $35

 

Altitude Tambaú: 750 msnm

 

Hospedagem :  hotel Tarzan, ao lado da matriz, cama razoável,  wifi, tv, ar condicionado(terrivelmente barulhento). Preço : $140 casal com café da manhã.

Tem filtro d'agua.

Obs.: esse hotel não disponibiliza café da manhã antes das 06:30hrs. NÃO RECOMENDO

 

Acumulado CRER + CF: 1230 kms

 

Algumas fotos:

Igreja NS desterro, início deste trecho, fica a mais ou menos um quilometro do hotel

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Passamos por vários canaviais, calor infernal, sem sombra...

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Saímos estrada de terra e entramos numa estrada asfaltado, logo à frente o asfalto termina e começa novamente estrada de terra com muito movimento de veículos e com muita poeira, logo à frente começa lindo caminho no meio de árvores..

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Um caminho com muita sombra pra refrescar..

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17° dia - 16.02.2016 - Terça-feira

 

Saída de Tambau e chegada a Santa Rita do Passa Quatro - SP

+- 30 Kms em aprox. 06:20 horas.

Acumulado CF: 464 kms

 

Choveu muito a noite toda, esperamos até as 08 para sair com segurança.

Tomamos o café da manhã simples do hotel.

Chegamos até o trevo e seguimos reto até final da rua, depois viramos à direita e seguimos até uma olaria.

Pegamos uma estrada asfaltada sem acostamento com algumas subidas/descidas médias,  mas tudo muito tranquilo.

Chegamos numa árvore bem grande do lado esquerdo e viramos, inicio estrada de terra, pequeno trecho também muito tranquilo.

Perto do morro do itatiaia essa estrada de terra termina e começa novamente o asfalto.

Andamos pequeno trecho e já entramos estrada asfaltada com muito movimento até a cidade.

Almoçamos Self-service perto hotel  $19,90 por pessoa à vontade.

Compras supermercado  $21

 

Altitude Santa Rita do Passa Quatro: 780 msnm

 

Hospedagem :  hotel São Paulo (19)3582-1981, entrada da cidade, camas ótimas, tv, wifi, ventilador, frigobar. Reformado e em lugar tranquilo. Preço $ 125 casal com café da manhã. RECOMENDO.

Tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF: 1260 kms

 

Algumas fotos:

Trevo Tambaú, o caminho continua reto do outro lado, só atravessar e seguir reto....muita chuva

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Parte deste trecho é em asfalto sem acostamento, muito perigoso:

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Paramos nesta árvore pra comer uns petiscos, aqui viramos a esquerda e pegamos pequeno trecho em terra....

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Entramos novamente na estrada asfaltada sem acostamento até a cidade:

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18° dia - 17.02.2016 - Quarta-feira

 

Saída de Santa Rita do Passa Quatro e chegada a descalvado - SP

+- 30 Kms em aprox. 09:15 horas.

Acumulado CF: 494 kms

 

Hotel serviu café da manhã antes das 05 horas.

 

Fomos informados que uma ponte caiu na estrada de terra, por isso pegamos estrada asfaltada, no trevo à esquerda sentido Porto Ferreira, caminhamos um bom trecho nesta estrada perigosa,  sem acostamento e muitas curvas fechadas.

Num entroncamento encontramos um motoclista que estava vindo da estrada de terra que a ponte caiu, segundo ele, pedestre dava para passar, mas com cuidado. Como tivemos muitos casos de travessias de rios no CRER, arriscamos e fomos. Motivados pela falta de segurança  da estrada asfaltada.

Seguimos reto até entrocamento (visualizamos os marcos do CF), viramos à esquerda e logo a frente a ponte que a chuva levou. Tivemos que descer um barranco íngreme até pequeno leito e atravessá -lo em cima dumas pedras e muito barro.

Depois foi tranquilo até  Porto Ferreira.

Atravessamos toda cidade até a Via Anhanguera viramos à esquerda perto duma fábrica de garrafas de vidros pra cerveja e bebidas em geral. O asfalto terminou e pegamos uma estrada de terra bem demarcada até estrada asfaltada. Entramos na cidade num calor infernal.  Devido ao forte calor priorizamos um hotel que possuía ar condicionado.

Tomamos açai 750 mls $10,50

Self-service num restaurante longe do centro (lá mama) à noite $27 o kg

Compras supermercado  $20

 

Altitude descalvado: 700 msnm

 

Hospedagem :  Hotel Descalvado, praça matriz, camas simples, tv pequena, wifi, ventilador, ar condicionado. Preço : $160 casal com café da manhã.

Servem café antes das 06:30hrs

Tem filtro d'agua.

 

Acumulado CRER + CF:  1290 msnm

 

Algumas fotos:

Portal saída de Santa Rita do Passa Quatro antes amanhecer.

Quando chegar ao asfalto vire a direita(caminho certo), à esquerda caminho pelo asfalto(não faz parte do caminho da fé)

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Seguindo informações na cidade que ponte tinha caído na estrada de terra, resolvemos ir pelo asfalto, mas encontramos motoqueiro que informou que pedestre passava:

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As forte chuvas levaram essa ponte, com cuidado passamos por aqui sem grandes transtornos

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Chegamos em Porto Ferreira, atravessamos toda a cidade, e na via anhanguera viramos à esquerda e entramos numa estrada de terra..

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Chegando na via anhanguera..

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Lindo caminho entre árvores

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19° dia - 18.02.2016 - Quinta-feira

 

Saída de Descalvado e chegada no SPA Água Santa - São Carlos  - SP

+- 23 Kms eOk.

m aprox. 05 horas.

Acumulado CF: 517 kms

 

 

O hotel gentilmente forneceu café da manhã antes das 05 manhã(ótimo por sinal).

 

Choveu a madrugada toda, com raios. Acordamos bem cedo e o tempo ainda encoberto, decidimos ir assim mesmo.

 

Chegamos até estação ferroviária antiga e mais a frente pegamos estrada vicinal com muita lama e com subidas/descidas leves.

Neste trecho não têm muitas setas indicativas do CF, pra nós que estávamos fazendo ao contrário era ainda mais complicado. O googlemaps nos ajudou bastante.

 

Chegamos na porteira da fazenda Santa Rita (maior fazenda produtora de leite do Brasil. São 1600 vacas leiteiras que produzem 60.000 litros de leite por dia), e ficamos em dúvida,  nisso estava saindo uma caminhonete  com 2 funcionários,  conversamos demoradamente com eles  (explicaram tudo desta fazenda),  eles informaram que o caminho era sempre reto até estrada asfaltada onde tínhamos que atravessar ponte e descer pela rodovia.

 

Chegando próximo a rodovia vimos 3 pessoas caminhando à frente, encontramos pouco depois,  estavam hospedados num SPA logo à frente. Eles retornaram conosco, nos convidaram pra tomar um chá com eles no SPA,  entramos e conversamos com os hóspedes e funcionários. Ali demos por encerrado o dia.

Informaram que o ônibus que vinha de descalvado para São Carlos passava por volta do meio dia. Despedimos do pessoal, e fomos para o outro lado da rodovia onde era o ponto de parada dele.

Um tempo depois um carro com um senhor ofereceu carona até São Carlos,  claro que aceitamos. Pouco depois ele nos deixou na rodoviária.  Pra facilitar nossa vida no outro dia, resolvemos dormir próximo da rodoviária, pois planejamos sair no primeiro ônibus . Vimos os horários do outro dia cedo pra retornar ao spa e continuar o último dia.

Almoçamos Self-service em frente rodoviária  $15,50 por pessoa à vontade.

Compras supermercado  $30

 

Altitude São Carlos:  885 msnm

 

Hospedagem :  Indaia hotel residence,  próximo rodoviária e centro da cidade, camas ótimas, tv a cabo, frigobar, ar condicionado. Preço  $150  casal com café da manhã. RECOMENDO.

 

Acumulado CRER + CF: 1313 kms

 

Algumas fotos:

Lindo Amanhecer.

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Choveu muito durante a madrugada, muito barro na estrada

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muito barro

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Que lugar agradável

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Caminhando juntamente com os hospedes do Spa Água Santa. Ficamos um bom tempo conversando com o pessoal dentro do Spa, nossa intenção era fazer descalvado x São Carlos num só dia, mas desistimos, devido ao forte calor. Pegamos um busão que para na frente dele e fomos até rodoviária de São Carlos.

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Encontramos esses pessoal a uns 3 kms, fomos convidados a conhecer o Spa e tomar um chá, pessoal super animados.

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    • Por Ronaldo Paixão
      Caminho da Fé – Pedra do Baú – Travessia da Serra Fina – Agulhas Negras e Prateleiras (PNI).
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      Eu estava precisando me desligar da vida que eu vinha levando. Estava precisando fazer o que eu mais gostava, caminhar bastante, travessias em trilhas, subir montanhas, me isolar do mundo “civilizado”.
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      Falei com meu irmão que ele teria que se virar sozinho em nosso comércio. Falei com minha família que eu estava indo por não sei quanto tempo, mas que eu voltaria qualquer dia.
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      Como eu iria para vários lugares, diferentes um do outro, tive que levar muita coisa na mochila. Coisas que usaria em algum passeio, mas que seriam dispensáveis  em outro. Ainda assim tentei levar o mínimo possível.
      Ítens que levei:
      -    Mochila Osprey Kestrel 48 litros com Camel Back de 2 litros
      -    Dois cantis de 900 ml. Um com caneca de alumínio.
      -    Rede Amazon e tarp Amazon da Guepardo.
      -    Saco de dormir Deuter 0º
      -    4 camisas dry fit
      -    2 blusas finas de fleece.
      -    2 calças quechua de secagem rápida
      -    6 cuecas
      -    3 pares de meia
      -    1 boné
      -    1 touca
      -    1 par de luvas (daquelas de pedreiro)
      -    1 par de sandálias Quechua
      -    1 par de botas La Sportiva
      -    Kit Fogareiro + panela pequena
      -    2 isqueiros
      -    1 canivete
      -    1 colher plástica
      -    1 botija de gás Nautika pequena
      -    GPS
      -    Celular (para fotografias)
      -    Caderneta e caneta
      -    1 Anorak
      -    Corda e cordelete
      -    Bolsa de nylon (para transportar a mochila no ônibus)
       
      Caminho da Fé. Águas da Prata até Aparecida.
      Caminho da Fé – 1º dia. 30Km
      05-09-2018
      Águas da Prata (SP) até Andradas (MG).
      Início 05:15 horas e chegada 12:55 horas
      Almoço : Pavilhão hamburgueria
      Jantar: bolachas e sanduba no hotel.
      Pernoite: Palace Hotel.
      Seguindo o conselho de um cara que desceu comigo e iria fazer o caminho de bike eu iniciei cedo para evitar o sol. Só que por esse motivo fui sem comida. Só comi uns pedacinhos de rapadura que ele me deu e uma banana que ganhei de um ciclista.
      Pelo longo tempo inativo, eu senti um pouco o peso dos 17Kg que estava levando na mochila.
      Caminho da Fé – 2º dia. 36 Km
       06-09-2018.
      Andradas (MG) até Crisólia (MG).
      Partida às 08:00 horas e chegada às 17:40 horas.
      Almoço: salgadinho no Bar Constantino, comunidade da Barra.
      Jantar: miojo num banco ao lado da rede.
      Pernoite: rede 
      Subidas cavernosas. Serra dos Lima, Barra, Taguá e Crisólia. 
      Cheguei tarde, fui numa pousada carimbar a credencial e depois procurei duas árvores para esticar a rede, fazer o rango e dormir. Nesse dia não teve banho.
      Caminho da Fé – 3º dia. 38 Km
      07-09-2018
      Crisólia (MG) até Borda da Mata(MG). 
      Partida às 07:30 e chegada às 18:00 horas.
      Almoço: pastel no Bar do Maurão em Inconfidentes
      Jantar: x-salada em lanchonete perto do hotel.
      Pernoite: Hotel Virgínia.
      Feriado da Independência. Fui acordado às 6 da manhã com queima de fogos e hinos. Passagem por Ouro Fino e Inconfidentes. Desfile cívico em todas as cidades.
      No hotel em borda da mata conheci um casal de cicloturistas que estava com um carro de apoio. Consegui que levassem um pouco das minhas coisas até Estiva. Foram 6 Kg a menos para carregar.
       
      Caminho da Fé – 4º dia. 17,5 Km.
      08-09-2018.
      Borda da Mata(MG) até Tocos do Mogi (MG).
      Início às 08:00 horas e chegada às 12:40 horas.
      Almoço: um pouco de morangos colhidos no caminho.
      Jantar: Lanche na festa da padroeira.
      Pernoite: Pousada do Zé Dito. (muito boa e barata)
      Dia mais curto. A pousada ficava no calçadão principal, onde estava acontecendo a festa da padroeira. Estava difícil dormir. O jeito foi sair para a festa e tomar umas, apesar do frio que fazia de noite.
        
      Caminho da Fé – 5º dia. 21,5 Km
      09-09-2018
      Tocos do Mogi (MG) até Estiva (MG).
      Início às 09:00 horas e chegada às 14:20 horas.
      Almoço: moranguinhos (quase 1 Kg) e queijo fresco com caldo de cana.
      Jantar: Restaurante perto da pousada.
      Pernoite: Pousada Poka.
      Trecho muito bonito. Muitas plantações de morango. Muitos pássaros.
      Na pousada eu recuperei minhas coisas que haviam sido deixadas ali e já consegui ajeitar um novo transporte delas até Potim, já pertinho de Aparecida.
      Caminho da Fé – 6º dia. 20 Km
      10-09-2018
      Estiva (MG) até Consolação (MG).
      Partida às 07:30 e chegada às 12:45 horas.
      Almoço, jantar e pernoite: Pousada Casarão
      Destaques deste dia. Cervejinha gelada num bar onde um piá gordinho queria tirar uma selfie comigo. E também queria meu bastão de selfie de qualquer jeito.
      Também destaque para o canto da seriema, triste e ao mesmo tempo bonito, que se fez presente muitas vezes. Também tem a subida da serra do Caçador, cavernosa.
      Além disso, nesse trajeto é comum vermos carros de boi e também “canteiros”onde os agricultores esparramam o polvilho para secar.


      Caminho da Fé -  7ºdia. 22,5 Km
      11-09-2018.
      Consolação (MG) até Paraisópolis (MG).
      Início às 07:00 e chegada às 12:30 horas.
      Almoço: Restaurante Sabor de Minas. Muito bom e barato. Comi pra danar.
      Janta: coxinha na praça.
      Pernoite: Hotel Central
      Foi um dia especialmente marcado pela presença dos pássaros ao longo do caminho, canários, sabiás, pássaros pretos, coleirinhas, gralhas, joões-de-barro, tucanos, maritacas. E aves maiores, como gaviões, seriemas e garças brancas.
      Também vale destacar a grande quantidade de flores, principalmente nos portões das casas dos sítios.
      Caminho da Fé – 8º dia. 28,5 Km.
      12-09-2018
      Paraisópolis (MG) até A pousada da Dona Inês, que fica 4 Km depois do distrito de Luminosa, município de  Brazópolis.
      Início às 07:55 e chegada às 15:15 horas.
      Almoço: Salgadinho e coca numa mercearia em Brazópolis.
      Jantar e Pernoite: Pousada da Dona Inês.
      Foi o dia mais quente desde o início do caminho. Era meu aniversário de 52 anos e ficou marcado porque depois do jantar na Pousada, uma amiga de caminho, a Fabiana, puxou um parabéns a você, junto com as outras cerca de 20 pessoas que estavam ali. Fiquei bem emocionado.
       
      Caminho da Fé – 9º dia. 33 Km
      13-09-2018
      Pousada Dona Inês (Luminosa-MG) até Campos do Jordão (SP).
      Início às 05:45 e chegada às 18:45 horas.
      Almoço: Restaurante Araucária. Fica perto da placa que indica a entrada para a pousada da Dona Rose e da madeireira Marmelo. Comida muito boa.
      Jantar: Caldo de Mandioca com carne. NIX Caldos e lanches.
      Pernoite: Refúgio dos Peregrinos
      Na verdade, a quilometragem total desse dia foi de 51 Km porque no meio do caminho decidi que iria subir a Pedra do Baú. Isso me custou várias horas e me fez chegar em Campos do Jordão já de noite. Mas valeu muito a pena.
      O dia amanheceu lindo. Logo de cara a temida subida da Luminosa, mas que não é nada de tão difícil.
      Depois é asfalto até o fim do dia.
      A pousada Refúgio dos Peregrinos é bem diferente. Tem uma tabela de preços na parede. Você anota o que consumiu, faz as contas, paga e faz o troco. Tudo na base da confiança.

      Caminho da Fé - 10º dia. 52 Km
      14-09-2018
      Campos do Jordão(SP) até Pindamonhangaba(SP).
      Início às 06:00 horas e chegada às 17:45 horas.
      Almoço: Sanduíche em Piracuama.
      Jantar e pernoite: Pousada Chácara Dois Leões.
      Nesse dia todos os que estavam no refúgio dos peregrinos foram por Guaratinguetá, menos eu que fui por Pindamonhangaba. Descida pela linha do trem até próximo a Piracuama, com uma garoa fininha que de vez em quando virava um chuvisco.
      De tarde foi só asfalto e chuva. Cheguei na pousada já escurecendo. Foi o dia mais cansativo, pela quilometragem, pela chuva e principalmente pelo asfalto.

      Caminho da Fé - 11º dia. 24 Km.
      15-09-2018.
      Pindamonhangaba(SP) até Aparecida(SP).
      Início às 09:00 horas e chegada às 15:15 horas.
      Almoço: Pesqueiro Potim. Comida muito boa. Comi feito um louco. Aqui eu recuperei o restante de minhas coisas que tinham vindo no carro de apoio de amigos.
      Pernoite: Hotel em Aparecida.
      Esse era o último dia no caminho. Um misto de ansiedade por chegar e de nostalgia antecipada das experiências vividas e das paisagens do caminho.
      A chegada na basílica é emocionante, não importa em que você acredita, ou se acredita em algo.
      Fica a saudade dos lugares. Dos amigos. Dos passarinhos.


      Fiquei em Aparecida até segunda-feira, quando fui ao correio e despachei para casa algumas lembrancinhas que tinha comprado e coisas que tinha levado e que vi que não ia usar. A calça jeans e a camisa de passeio. Umas cordas. Um dos fleeces e a bolsa de transporte.
       
      A Vida e o Caminho da Fé.
      Durante esse derradeiro dia de caminhada me veio à mente uma analogia entre a vida e o  “caminho da fé”.
      O caminho da fé cada um começa de onde quiser, mas todos com o mesmo destino. No caminho o destino é a basílica de Aparecida, na vida a gente sabe o destino.
      No caminho as pessoas vão chegando, amizades vão sendo feitas. Uns mais lentos outros mais apressados. Uns madrugadores outros nem tanto. Uns alegres e comunicativos, outros mais quietos e introspectivos. Muitos de bike, passam pela gente voando, só dá tempo para um “bom dia”. Assim também é a vida e os amigos que vamos fazendo. Uns continuam por perto, outros se distanciam, mas continuam amigos
      No caminho não importa sua classe social, sua cor, opção sexual, grau de instrução ou idade. O destino é o mesmo para todos. Assim também é na vida.
      No caminho a jornada é longa, alguns dias são mais difíceis, parecendo que não vão terminar. Outros passam leves e agradáveis, a gente nem queria que terminassem. Igualzinho a nossa vida
      Temos que superar o cansaço, as bolhas, os pés inchados, joelhos e tornozelos doendo, a mochila pesada que nos deixa com os ombros marcados. Enfrentar as subidas, as descidas, os buracos, as pedras, a fome e a sede em alguns momentos.
      Por mais difíceis que sejam esses obstáculos, eles são superados. Ficam para trás. Igualzinho na vida.
      O caminho também nos oferece muitas coisas boas. Simples, mas inesquecíveis. Os pássaros cantando ao lado da estrada. A beleza e o perfume das flores. Os riachos que nos permitem um banho refrescante depois de uma subida cansativa. As conversas com os amigos. O pôr do sol por trás das montanhas. A janta e a cama quente que nos restabelecem para o dia seguinte. O nascer do sol de um novo dia, nos lembrando que sempre nos é dada uma nova chance de sermos felizes. Assim também acontece na nossa vida.
      Seja no caminho da fé, ou na vida, o destino a gente sabe qual é. O importante é deixar para trás o que para trás ficou. E aproveitar ao máximo a jornada.
       
      Pedra do Baú.
      Eu sempre gosto de planejar meus passeios, travessias. Mas sobre a Pedra do Baú eu não sabia nada. Só de ouvir falar, de ler alguma coisa de relance. Mesmo assim era uma coisa que eu tinha vontade de fazer algum dia, se desse certo.
      Era o dia 13-09-2018, meu nono dia no caminho da Fé. Era de manhã e eu caminhava pela rodovia, junto com um peregrino de nome Donizete, que eu conhecera na pousada da Dona Inez. Passamos por uma placa que indicava a entrada para o Parque Estadual da Pedra do Baú.
      Eu falei para ele: - Donizete, vai em frente que eu vou subir a Pedra do Baú.
      Ele disse: - Cara, isso vai demorar. Você só vai chegar em Campos do Jordão de noite. Isso se der tudo certo.
      Daí eu disse:- Tem que ser hoje. Não sei se vou ter outra chance. Quem sabe eu nunca mais passe por aqui.
      Me despedi dele e entrei na estradinha que levava ao parque. Escondi minha mochila e fui só de ataque, levando água, uma rapadura, uma paçoca, o GPS e o celular para tirar as fotografias.
      Depois de uns 4 Km cheguei onde começavam as trilhas e entrei na que indicava Pedra do Baú, face norte. Passei por uns caras que eram guias e estavam levando equipamentos de escalada. Depois de um tempo cheguei num local que tinha uma escada amarela grande, fixada na parede de pedra. Não pensei duas vezes. Subi aquela escada e depois continuei uma escalaminhada, com misto de escalada em alguns pontos, até que já estava bem alto e não tinha mais para onde subir. Estava pensando até em desistir e voltar embora, quando avistei uns caras no cume de um morro que eu julguei ser o Baú, mas acho que era o Bauzinho.

      Gritei para eles e eles responderam de volta. Perguntei como chegava na Pedra do Baú e eles me disseram para descer de novo e seguir mais em frente.
      Desci e estava chegando ao ponto em que tinha começado a subida quando vi eles vindo. Esperei por eles. Conversamos por um tempo e eles me deram as informações sobre como chegar até onde a subida começava realmente.
      Segui em frente pela trilha e pouco depois eu chegava na base da Pedra do Baú, onde um guia estava terminando os preparativos para iniciar a subida com um casal de clientes. Capacetes, corda, mosquetões, etc.
      Eu estava ali de bermuda, boné e botina.
      Eu vi aquela parede enorme e aquela sequência de grampos na pedra que eu não sabia onde terminaria. Pensei: - vou esperar ele começar a subida e assim pego uma carona. Se o negócio apertar eu peço arrego para ele.
      Foi quando ele virou pra mim e perguntou: - Vai subir?
      Falei que sim e ele disse:- Pode ir na frente então. A gente ainda vai demorar uns minutos.
      Eu pensei:- já era minha carona. 
      Era uma parede de pedra quase vertical e muito exposta, que devia ter mais de 300 metros de altura.
      O jeito foi encher o peito de ar, mirar para cima e começar a subida.
      Subi meio que com medo no começo, mas também com muita confiança Parei algumas vezes no meio para tirar fotos. Passei por mais dois guias com clientes antes de chegar ao cume. Um deles foi bem legal e me deu umas dicas sobre o percurso que faltava.
      Muitos trechos com vento forte e eu pensava: - se eu parar agora eu travo. E ia em frente. Os últimos grampos, quando se está chegando no cume são especialmente complicados, porque você tem que abandonar a “segurança” que os grampos te dão para poder chegar no cume.
      Mas depois de uns 20 minutos de subida, lá estava eu no cume da Pedra do Baú. 
      Foi um momento mágico. Bem mais do que eu esperava. O visual era incrível. Tirei foto de tudo que é jeito. Deitado sobre a beira do abismo, em pé, etc.

      Aqui vou abrir um parênteses. Apesar de estar no caminho da Fé, um caminho católico, onde se passa por muitas igrejas, as únicas vezes na vida que eu senti realmente uma presença muito forte, do que alguns podem chamar de Deus, foi quando estive no cume de alguma montanha ou embaixo de uma cachoeira. Nunca em uma igreja. Deixei de frequentá-las faz muito tempo. 
      Me lembro de ter me encontrado com “Deus”, no cume do Alcobaça (2013), em Petrópolis. Embaixo da cachoeira do Tabuleiro, literalmente, em 2013 (e agora em 2019 de novo). Nos Portais de Hércules, Travessia Petro-Tere, em 2014. No cume do Pico Paraná em 2015 (não encontrei quando retornei em 2017). Na base das Torres  e no Mirante Francês, no Parque Nacional Torres del Paine, em 2016. E agora, na Pedra do Baú.
      É uma sensação difícil de explicar. É como se você se sentisse realmente parte de um todo, de uma coisa muito maior. Se sentisse nada e tudo ao mesmo tempo. Uma paz muito grande torna conta da gente. E em todas essas vezes eu senti a presença do meu pai, já falecido.
      Restava agora a descida, que metia mais medo que a subida. Principalmente os primeiros grampos, onde tinha que se virar de costas para o abismo para alcançar os grampos. A
      Mesmo assim a  descida foi rápida e durou cerca de 15 minutos.
      Cheguei na base e peguei o caminho de volta pela trilha. Pouco tempo depois quase pisei em uma jararaca de cerca de um metro de comprimento. Ela estava junto a uma pedra onde eu iria colocar meu pé. Ela se mexeu e eu a vi. Consegui dar um pulinho e evitei pisar nela. Foi por muito pouco.
      Segui rápido pela trilha e tempo depois eu já estava de volta à rodovia, rumo a Campos do Jordão.
      A Pedra do Baú foi muito gratificante. Mais do que eu esperava. Mais do que eu merecia.
       
       
      Serra Fina.
      Fiquei em Aparecida até na segunda-feira, 17-09-2018 e daí fui para Passa Quatro (MG), onde cheguei já escuro na rodoviária local. Peguei um ônibus circular e fui para o hostel Serra Fina, do Felipe, onde fiquei até na sexta-feira quando comecei a travessia. Choveu na terça, quarta e quinta, mas na sexta a previsão era de tempo limpo que duraria tempo mais que suficiente para a travessia e por isso decidi esperar e aproveitar para descansar e ler. Mesmo assim fui até a toca do lobo, pra passear e conhecer o Ingazeiro gigante. Também fui conhecer o centro da cidade.
      A região estava em alvoroço. Dois rapazes cariocas estavam perdidos em algum ponto da travessia e vários bombeiros, guias e montanhistas estavam à procura deles. Por sorte conseguiram um ponto onde tinha sinal de celular e conseguiram passar a localização e foram resgatados. Se bem que já estavam próximos de uma propriedade rural.
      Passa Quatro é uma cidadezinha linda e é um lugar onde eu moraria tranquilamente.
      O Hostel Serra Fina também é muito bom e o Felipe é um cara nota dez. Eu me senti em casa.
      Todas as travessias que eu faço eu vou sozinho. Não que não goste de pessoas. É que eu gosto de ir no meu rítmo. Gosto de ficar sozinho. Andar sozinho. Pensar na vida, etc. A intenção era fazer essa travessia também de modo solitário.
      Mas na quinta-feira de noite chegou ao hostel uma gaúcha baixinha, menor que eu até, que iria começar a travessia na sexta também, então decidimos começar juntos. A mochila dela era enorme e certamente tinha coisa que não precisava.
       
      Começamos o primeiro dia da travessia, 21-09-2018, uma sexta-feira, mais tarde do que eu queria. Saímos da toca do lobo já era meio-dia.
      Logo no começo da travessia, primeira subida, eu percebi que ela iria me atrasar, mas já que estávamos juntos, seguiríamos juntos. Foi quando ele me disse:- Vai na frente, você anda mais rápido. Eu disse que não, mas ela insistiu. Disse que ficaria bem. Eu então dei um até logo e disse que a reencontraria no Capim Amarelo..A subida é intensa e o ganho de altitude é rápido.
      Talvez pelo “treino” feito no Caminho da Fé eu não senti muito e passei por mais gente no caminho. Primeiro por 3 mineiros (que depois se tornariam grandes amigos) e depois por outros dois caras que pareciam ser militares.
      Cheguei ao cume do Capim Amarelo eram 15:15 horas. Praticamente 3 horas só de subida. Montei minha “barraca”, que era na verdade a minha rede estendida sob a lona que tinha sido disposta como se fosse uma barraca canadense. Fiz um rango e fiquei apreciando a paisagem. Como sabia da falta de água eu decidi que não levaria comida que precisasse de água no preparo, então comi basicamente tapioca de queijo, ou de nutella, ou de salaminho, paçoca, geléia de Mocotó e castanhas, durante toda a travessia.
      Os mineiros chegaram um pouco mais tarde e armaram suas tendas. Os militares chegaram quando já estava começando a escurecer. Eles não traziam barracas, dormiram de bivaque.
      Quando já estava quase escuro chegou um grupo que iria passar direto pelo Capim Amarelo e acampar no Maracanã. Perguntei pela gauchinha e me disseram que ela tinha montado acampamento em algum local no meio do caminho. Depois disso fiquei sabendo que ela desistiu e retornou para Passa Quatro. E que depois reiniciou a travessia na segunda-feira, tendo que ser resgatada de helicóptero no cume dos 3 Estados. E que depois disso voltou mais uma vez, acompanhada de um escoteiro, só que mais uma vez desistiram, abortando a travessia na Pedra da Mina, via Paiolinho.
      Estávamos a 2490 m de altitude e o pôr do sol e a noite foram lindos e gelados. Meu termômetro marcou a mínima de 3,5ºC.

       
      O dia 22-09-2018 era o segundo dia da travessia. A intenção era dormir no cume da Pedra da Mina.
      Depois do café da manhã, junto com os mineiros, desarmei e guardei toda a tralha e deixei o Capim Amarelo para trás às 10:20 horas.
      Logo no começo encontrei uma garrafa de uísque que tinha sido esquecida pelos militares. Voltei até onde os mineiros estavam e depois de bebermos uns goles eu retornei para a trilha, levando a garrafa para devolvê-la assim que encontrasse os rapazes. Não demorou muito para encontrá-los porque eles tinham pegado uma trilha errada logo na saída do Capim Amarelo.
      Depois de muito sobe e desce, mata fechada, bambuzal, escalaminhada, trepa pedra, cheguei na cachoeira vermelha e no ponto de abastecimento de água. Estava cedo e daria para pernoitar no cume. Foi o que fiz e cheguei ao cume eram 16:40 horas.
      Chegando ao cume estendi a minha lona fazendo um teto que ligava uma parede de pedras empilhadas até o chão Estendi ali embaixo o isolante e joguei o saco de dormir por cima. Essa noite não teria o mosquiteiro. Deixei a rede guardada.
      Comi meu jantar, assinei o livro de cume e fui apreciar o fim da tarde, o pôr do sol e as estrelas aparecendo. A noite estava bem fria.
      Os 3 mineiros chegaram quando a noite já tinha caído. Ajudei eles a montarem as barracas e depois ficamos conversando até altas horas. Os militares chegaram ainda mais tarde e no dia seguinte abandonariam a travessia, descendo pelo Paioloinho.
      Essa noite teve como temperatura mínima 3,7º C, mas a sensação foi de que era uma noite muito mais fria que a anterior. Talvez pela exposição ao vento, o que não tinha acontecido pela proteção que o capim elefante fornecera na noite anterior.
      A noite foi linda, repleta de estrelas e prometia um amanhecer incrível, fato que aconteceu. O único porém foi a grande quantidade de pessoas que estavam na Mina, quase todos fazendo bate-volta, o que trouxe muito barulho até algumas horas da noite. Apesar disso dormi muito bem e acordei bem disposto. A água até aqui não tinha sido problema.

      O dia 23-09-2018 era o terceiro dia da travessia e amanheceu espetacular, apesar de muito frio. Acordei antes do sol nascer e escolhi um bom lugar para apreciar o espetáculo. Depois disso o café da manhã (sem café) e desmontar acampamento. A surpresa foi quando levantei o saco de dormir e vi que uma aranha bem grande tinha vindo se aquecer embaixo dele. Peguei a bichinha com cuidado e a levei para perto de uma moitinha de capim.
      A travessia começou mesmo já eram 10:50 horas da manhã e daí para frente decidi caminhar junto com os 3 mineiros, afinal a gente combinava bastante. E assim saímos nós 4 da Pedra da Mina, eu , o Vinícius (Vini), o Daniel (boy) e o Nelson (Bozó). E assim passamos pelo Vale do Ruah, onde abastecemos os cantis pela última vez, com água que deveria ser suficiente até as 16 horas do dia seguinte. Daí foi uma grande sequência de morros até chegarmos ao Pico dos Três Estados às 17:20 horas.
      Mais uma vez montei a lona no estilo canadense, dispus a rede com mosquiteiro dentro e esparramei minhas coisas. De noite nos reunimos junto ao triângulo de ferro que representa a divisa dos 3 estados para a janta.
      Os caras já tinham pouca água. Eu ainda tinha meus dois cantis cheios e mais um bom tanto no camelback. Dessa maneira cedi um cantil para que eles fizessem a janta e bebessem o que sobrasse. Essa noite foi a mais fria, com o termômetro marcando 2,7º C, mas o capim elefante nos protegeu bem dos ventos e deu para dormir muito bem.


      No dia seguinte pela manhã, o Bozó sugeriu que fizéssemos café. Lá se foram mais 500 ml de água. Mas foi muito bom aquele cafezinho e aquela vista que se tinha lá de cima. De lá dava para ver Prateleiras e Agulhas Negras, minha próxima empreitada.
      Era o dia 24-09-2018, nosso quarto e último dia de travessia.
      Deixamos o 3 Estados às 09:40 da manhã. 
      Esse foi um dia bem sofrido. Uma sequência de morros. Sobe e desce. Muitos trechos de mata, e bambuzal. Mas o principal obstáculo era a falta de água. Minha água era para dar tranquilamente, mas depois da janta, café e dividir com os amigos, eu tinha deixado o 3 Estados somente com a água que restava no camelback, que era pouco mais de meio litro.
      Fomos racionando, mas quando chegamos no Alto dos Ivos, todos bebemos o que nos restava de água. Foram mais 3 horas até encontrarmos água de novo.
      A falta de água aliada ao esforço físico fez com que o Vini começasse a passar mal. Mesmo assim tocamos em frente.Chegamos inclusive a beber água acumulada nas bromélias.
      Eu e o Bozó, que estávamos melhor, seguimos mais rápido enquanto Daniel ficou para trás acompanhando o Vini. Chegamos ao ponto de água e enchemos os cantis e o Bozó voltou correndo para encontrá-los e matar a sede dos amigos.
      Já eram 16:50 horas quando chegamos na rodovia BR-354, onde o resgate que eles tinham combinado estava esperando. A Patrícia, que era a dona da caminhonete de resgate me deu uma carona até Itamonte, onde seria meu pernoite. 
      Por coincidência, a Patrícia era o resgate dos rapazes que estavam perdidos quando cheguei em Passa Quatro. Como eles não chegaram no ponto de resgate no dia combinado, ela entrou em contato com os bombeiros e com a família dos rapazes.
      Era o fim da travessia. Uma das mais puxadas e mais bonitas que já fiz. Foi também a última vez que vi os amigos Daniel e Vinícius. O Bozó eu encontrei de novo em Belo Horizonte agora em maio de 2019.

      Foi uma travessia que exigiu muito, mas que ofereceu muito mais em troca. Alvoradas e crepúsculos inesquecíveis. Paisagens sem igual, amizade, companheirismo. E que deixou uma vontade enorme de retornar e fazê-la novamente.

       
      Parque Nacional de Itatiaia.
      Agulhas Negras e Prateleiras.
      Desde que eu estava no hostel em Passa Quatro, eu já estava procurando um guia para o Parque Nacional de Itatiaia. Sabia que se tudo desse certo eu terminaria a travessia na segunda-feira 24-09 e na terça-feira 25-09 queria ir para o PNI, para subir o Agulhas Negras e o Prateleiras. Durante os telefonemas para casa, eu vi que teria que voltar logo. Dessa maneira, eu teria que fazer os dois cumes no mesmo dia.
      Entrei em contato com vários guias, mas ninguém queria fazer os dois cumes em um único dia. Uns disseram que não dava. Outros disseram que não era permitido. Até que encontrei um cara. Tudo isso pela internet e pelo tal de whats app, que eu nunca tinha usado antes disso.
      Deixamos mais ou menos combinado. Ele me cobraria 300 reais pela guiada. Eu sabia que o PNI exigia equipamentos para a subida aos cumes. Eu não tinha esses equipamentos. Após o PNI eu teria que voltar para casa, minha jornada terminaria ali, portanto não precisaria mais ficar regulando a grana.
      Durante a travessia da Serra Fina a gente ficou sem contato.
      No final da travessia, o resgate dos mineiros me deu uma carona. Eu tinha planejado ficar no Hostel Picus, ou no Yellow House, mas ambos estavam fechados. Dessa forma fui com eles até Itamonte, onde me deixaram e seguiram rumo a Passa Quatro. Saí procurando hotel ou pousada e acabei ficando no Hotel Thomaz. O Hotel era bom e tinha um restaurante onde eu jantei. Só que fica bem na rodovia e eu peguei um quarto de frente para a rodovia e o barulho dos caminhões e carros freando durante toda a noite incomodou um pouco e prejudicou o sono.
      Na manhã do dia 25-09-2018, terça-feira, acordei bem cedo, tomei banho, preparei as coisas que levaria para o Parque, entrei em contato com o guia e desci para tomar o café da manhã no Hotel. Por volta das 7 horas o guia chegava de carro para me pegar e seguirmos para o parque. Durante o caminho fomos conversando e falei pra ele sobre a travessia e sobre o caminho da fé e pedra do Baú, que tinha feito recentemente. Ele também é guia na travessia da Serra Fina.
      Chegamos ao parque fizemos os procedimentos de entrada, onde um guarda-parque alertou que caso não começássemos a subida do Prateleiras até as 14 horas, não deveríamos continuar. Desse modo, às 08:45 da manhã iniciamos nossa caminhada rumo a base do Agulhas Negras. Ele apertou o passo, acho que querendo me testar. Eu fui acompanhando de boa. Paramos num riozinho para abastecer a água e fazer um lanchinho, já próximo da base.  A conversa ia progredindo e ele me falou que achava que eu era um cara que parecia estar preparado e que normalmente ele guiava por uma via conhecida como Via Normal ou Via Pontão, mas que se eu quisesse a gente poderia tentar uma via diferente, pra se divertir um pouco. Falei pra ele que ele é quem estava guiando e que por mim tudo bem. Dessa maneira subimos por uma via menos utilizada, que passa por dentro de uma espécie de chaminé que é conhecida como útero. Na verdade quando você emerge dessa “chaminé” é como se você estivesse nascendo. Não levamos capacete, nem cadeirinha, apenas uma corda e uma fita. Usamos a corda somente duas vezes, uma delas para rapelar e depois subir um lance de rocha que fica entre o falso cume e o cume verdadeiro onde fica o livro de cume. Atingimos o cume verdadeiro às 10:40 horas.


      Comemos, descansamos um pouco, apreciamos a paisagem, tiramos várias fotos e depois iniciamos a descida. Dessa vez por uma via diferente, a Via Bira.
      No início da descida um rapel de uns 40 metros por uma descida bem íngreme junto a uma fenda e uma parede. Bem legal. Foi uma descida bem bacana. Uma via bem mais interessante que a tradicional.
      Eram 12:40 quando chegamos de volta ao ponto onde tínhamos iniciado a caminhada. Fizemos um lanche rápido e às 13:00 horas partimos em direção ao Prateleiras. Desta vez sem mochila, sem corda, sem água. Só levamos uma fita de escalada, que foi usada uma única vez. Achei bem mais tenso que o Agulhas, apesar de mais rápido. Muita fenda, muito lance exposto, muito salto de uma pedra para outra com abismos logo embaixo.
      No ataque final, nos últimos 15 minutos, o cara me salvou por duas vezes. A primeira em um lance de escalada livre onde se tem que fazer uma força contrária. Como não tem "pega", a gente sobe com os pés numa face da fenda, empurrando a outra face para baixo. Complicado. Eu tava a abrindo o bico de cansaço aí ele me deu a mão e a puxada final. Depois disso, num paredão bem inclinado, tinha que começar a subir quase correndo agarrando na pedra para conseguir chegar ao fim. Faltando um meio metro para o fim dessa rampa minha bota começou a escorregar na pedra e eu fiquei sem força. Gritei ele e novamente me deu a mão ajudando a chegar. Muito tenso.
      Atingimos o cume às 13:50 e depois de alguns minutos começamos a descida. Paramos para comer uma bananinha e paçoca e descemos mais tranquilos. Às 14:58 estávamos de volta ao local onde tinha ficado o carro.
      Daí o cara olha pra mim e fala: - Agulhas e Prateleiras em 6 horas. Nada mal.
      E rachamos o bico de dar risada.

      Tinha acabado de subir dois cumes que sempre tinha sonhado. Agulhas Negras e Prateleiras. Os dois em cerca de 6 horas. Eu estava muito feliz. 
      O visual de cima dessas montanhas é incrível. Mas a experiência da subida é demais. A adrenalina a mil. Saber que um escorregão e já era. Isso não tem preço que pague.
      Acabei ficando amigo do guia e ele me deu uma carona para Itanhandu no dia seguinte, onde pegaria o ônibus de volta pra minha terra.
      Dormi mais uma noite no mesmo hotel, dessa vez num quarto de fundos e o sono foi muito melhor. Desci para comer um sanduíche de pernil numa lanchonete próxima e bebi uma coca-cola de 1 litro. Depois de todo aquele esforço eu merecia.
       

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      Na manhã da quarta-feira, 26-09, eu parti de volta para Maringá, com uma parada longa em São Paulo, de onde saí de noite e cheguei em casa na manhã de 27-09-2018.
      Decidi ir pra casa a pé. Pra caminhar um pouco. rsrsrs.
      Logo depois do almoço eu estava em casa e na manhã do dia seguinte tudo voltaria à mesma rotina de antes.
      Mas eu não era o mesmo cara que tinha saído 23 dias antes. 
      Eu tinha caminhado mais de 420 Km. Tinha estado em 3 dos dez pontos mais altos do país. Tinha visto o sol nascer e se por proporcionando espetáculos inesquecíveis. Tinha conhecido gente da melhor qualidade, o povo bom e humilde do interior de Minas Gerais.
      Dá para aguentar essa rotina por mais um tempo, numa boa.
       
    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.
    • Por casal100
      ROTEIRO À PÉ:
       
      RIO GRANDE DO SUL:
      Portão
      Bom Princípio
      Carlos Barbosa
      Garibaldi
      Bento Gonçalves - Vale dos vinhedos
      Bento Gonçalves - Pinto Bandeira
      Bento Gonçalves - pela cidade
      Bento Gonçalves - caminho de Pedras
      Caxias do Sul - flores da Cunha
      Caxias do Sul - estrada dos imigrantes
      Nova Petropolis
      Gramado - Natal de Luz
      Canela - Cachoeira do Caracol
      Gramado - pela cidade (parques, centro)
      Santa Maria Herval
      Picada Café
      Ivoti
      Sapiranga
      Três Coroas
      São Francisco de Paula
      São Francisco de Paula  (parques, lagos e pela cidade)
      Tainhas
      Cambará do Sul
      Cambará do Sul - Canyon Itambezinho
      Cambará do sul - canyon Fortaleza
      Torres - praia
       
      SANTA CATARINA:
      Praia Grande - descida Serra do faxinal
      Balneário Gaivota - Praia
      Balneário arroio do Silva - Praia
      Balneário Rincão - Praia
      Balneário corrente - Praia
      Farol de Santa Marta - Praia
      Laguna - cidade histórica + Praia
      Orleans
      Guatá  (distrito de Lauro Muller) pé da serra do Rio do Rastro
      Bom Jardim da Serra
      ROTEIRO DE ÔNIBUS :
      São Joaquim
      Urubici
      Bom Retiro
      Lages
      Fraiburgo
      CONTINUAÇÃO À PÉ SANTA CATARINA:
      Videira
      Treze Tílias
      Água Doce
      Jaborá
      Concórdia
      Seara
      Chapecó
       
      PARANÁ (ÔNIBUS):
      Curitiba
      Paranagua
      Morretes
       
      QUILÔMETROS /DIAS: +- 1.300 kms em 53 dias
       
      PESSOAS:
      No planejamento da viagem nossa preocupação era de como seríamos recebidos nas pequenas cidades, visto que algumas delas não tinham vocação turística, e "mochileiros"poderiam ser "novidade". Mas, essa preocupação foi rapidamente deixada de lado.
      Fomos recebidos muito bem em todos os lugares (exceto dois episódios, que não afetou em nada nossa caminhada).
      Ficamos impressionados com a educação e o acolhimento da população do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sempre solícitos às nossas demandas.
      Poxa, que saudade de tudo aquilo, em breve voltaremos.
       
      CIDADES:
      Praticamente todas as cidades desse roteiro tinham pousada ou hotel, somente o distrito de tainhas-SC não tem, somente restaurante (mas esse trecho tem serviço de ônibus intermunicipal).
       
      ESTRADAS:
      Optamos em fazer pelas estradas asfaltadas(alguns trechos fizemos em estrada de terra), pois não conseguimos informações sobre estradas secundárias nesta região.
       
      COBRAS:
      Nunca vimos tantas cobras como na serra Gaúcha, teve dia que vimos umas 5, quase minha esposa pisou numa em uma rodovia asfaltada.
      Elas ficam enroladas na pista de rolamento, é normal vê-las todas esmagadas por veículos, ficam parecendo um desenho no chão (pois vários veículos passam por cima).
       
      ANIMAIS SELVAGENS:
      Outra coisa que nos chamou atenção, vimos muitas espécies(raposa, cobras, tatu, macacos, roedores, porco espinho etc) passando lentamente perto de nós.
       
      PRECONCEITO:
      Tivemos um fato lamentável num hotel fazenda.
      O gerente nos recebeu num descaso tremendo, nem respondia nossas perguntas, foi preciso a intervenção de uma funcionária para resolver a situação (quase mandei o cara a pqp), o infeliz está no lugar errado.
      O outro caso foi mais leve, mas fiquei puto.
      Tirando isso, foi muito tranquilo ser mochileiro naquela região, muito tranquilo mesmo.
       
      PREÇOS HOTÉIS:
      Variou de $25 a 95 por pessoa (mas a crise pegou todo mundo ), em alguns lugares priorizamos ficar em lugares melhores,
      Sempre pechinchamos os preços, na maioria dos casos conseguimos descontos, principalmente à vista.
      Não fizemos nenhuma reserva, foi muito tranquilo.
       
      PREÇOS REFEIÇÕES:
      variou de $10 a $35 por pessoa à vontade.
      Peso : de $20 a $44 o quilo.
      Obs.: em média coloque $22 por refeição sem bebidas.
       
      ABUSO CONTRA TURISTA:
      Só tivemos alguns casos de abuso, mas nada gritante:
      Você chega em duas pessoas e pede somente um cafezinho pequeno, o cara trás dois grandes (claro, mais caro) e na maior cara de pau diz que pedimos dois.
      Isso aconteceu nuns 5 lugares na serra gaúcha, lamentável!
      Obs.: para nos proteger disso, fazíamos assim: chegávamos nos caixas do estabelecimento e pagava antecipadamente, acabou o problema.
       
      CARONA: precisamos pegar carona em algumas oportunidades, e foi até tranquilo conseguir.
      .fomos ao canyon Itambezinho e no Fortaleza à pé, e voltamos de carona, foi tranquilo.
      .quando visitamos uma cachoeira em Cambará do sul, fomos à pé e voltamos de carona ( neste dia pegamos três, cada um nos levou num pequeno trecho).
      .dividimos o trecho entre Seara e Chapecó-SC em dois, como o ônibus demoraria muito, resolvemos ir de carona, demorou uns 40 minutos para aparecer.
       
      SEGURANÇA:
      Em momento algum tivemos problema, somente em Porto Alegre (visita ao mercado central que nos orientaram a ter cuidado), mas os moradores de PA estão preocupados.
      .na saída de Caxias do Sul, saída para estrada dos imigrantes tem um lugar que me pareceu inseguro, mas nada complicado.
       
      NEGOCIAÇÃO HOSPEDAGEM:
      Sempre negocie, em alguns casos conseguimos descontos de 10% abaixo dos sites de hospedagem. Principmente nesta crise, em alguns casos somente nós dois estavam hospedados no hotel.
    • Por casal100
      Realizamos no período de 19 a 28 de julho de 2015, o circuito completo do Vale europeu em Santa Catarina. Foram 10 dias contemplando e vivienciando lugares, pessoas maravilhosas.
      Destaco alguns locais incriveis: Pomerode, blumemau, fazenda campo do zinco e sua maravilhosa cachoeira, lindos mirantes, estradas encantadoras, pessoas hospitaleiras e cordiais. Nāo tivemos nenhum incidente.
       
      Começamos antes do circuito, fazendo o caminho entre blumenau e pomerode a pé, e no final fizemos do mesmo modo a rota enxaimel em Pomerode, por isso o roteiro foi concluido em 10 dias.
       
      Brevemente relato completo.


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