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É possível viver mochileiro?

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À você que quer viajar sem retornar ao lar.

Se tiver algum imóvel, pode alugá-lo. Deixe a administração na responsabilidade de uma Imobiliária, e tenha uma conta bancária para que o pagamento do aluguel seja depositado em sua conta mensalmente.

Se for um comerciante, pode arrendar o seu comércio, deixando a administração na responsabilidade de uma Imobiliária.

Dá para sacar o dinheiro em qualquer lugar do Brasil, e mesmo no exterior.

 

Para quem não tem imóvel ou não é comerciante, se puder, construa um galpão (ainda que lentamente) e o alugue. Um galpão se aluga por no mínimo R$ 3.000.00 em São Paulo-SP.

Investir a economia em imóvel para locar é garantia de uma aposentadoria confortável. Então se poderá viajar para onde for possível.

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Eu no inicio fiquei meio cético com a idéia de ser possivel viver bem com 70, 100 reais por mês..

Ai eu li essa matéria: http://www.hypeness.com.br/2013/02/conheca-a-familia-alema-que-vive-praticamente-sem-usar-dinheiro/

 

E pesquisei, e vi que mais gente esta adotando esse estilo de vida, e apesar de ser um choque, a grande verdade é que o atual sistema que a gente vive (o monetário) um dia vai cair, e a tendencia é que outros sistemas apareçam, não duvido que o escambo seja uma dessas formas.

 

sendo assim, eu mudei um pouco minha opinião, acho que é possivel sim viver mochileiro, e com cerca de 100 reais por mês.

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Li muito das 25 páginas, e faço a mesma pergunta de um colega ai em cima: cadê o autor?

 

Alias... Vi MUITOS que deram UMA opinião, e nunca mais voltaram para compartilhar as experiências de (não) ir, ou que simplesmente acharam LINDO ler esses ideais e... ficar por isso mesmo! ::essa::

 

[Momento M.A. mode on]: ::xiu::

 

Hoje tenho 37 para 38 anos, tentei terminar CINCO (isso mesmo, cinco!) faculdades diferentes, trabalho com TI, estou quase abrindo a 3a carteira de trabalho (ja preenchi quase duas), ou seja, não duro muito nos empregos... No passado ganhava bem e aproveitei pra viajar (meus 20 e pouco anos) mas ia de carro...

 

Era batata: qualquer feriadinho, ou até mesmo fim de semana me enfiava no meu Uninho e percorria o Brasil (afinal, ganhava 10 sal minimos, e como usava o carro para trabalho ganhava KM). Bons tempos de alcool a 0,299, e minha Km era 0,30/km rodado... Viajava só com a grana da KM...

 

Com isso conheci muitos lugares do Brasil que amei, tive umas frias que me meti mas quem nunca...?

 

Mas o tempo passa e as coiasa ficam mais dificeis... Empresas faliram, troquei de emprego, projetos perdidos, demissões em massa, volta de inflação, achatamento de salários...

 

A verdade é que vamos nos acomodando a um estilo de vida. Não vou julgar quem quer ter estabilidade, que nos moldes brasileiros, significa casa própria, um carro e um emprego fixo com pelo menos 10 salários mínimos...

 

Mas, na minha opinião, essa 'estabilidade' não existe: depois de gastar um caminhão de grana na casa e escritura, deixe de pagar IPTU para ver se o governo não toma... Ou seu carro, ´pago em 200 suaves prestações com juros vergonhosos, onde você compra um, paga trÊs e depois não vale meio... Não licencie e não pague ipva, nem eventuais multas, e o carro é seu ou do governo? Ou que belo emprego, mas a economia vai mal e a empresa resove fazer uma "reestruturação" e vai mil pra rua... Ah, e quem era correntista do Banco Econômico, ou do Cruzeiro do Sul? Ou outro banco qualquer que faliu e seu dindin bau bau? Ou quem viveu em 1990, Collor e o confisco da poupança? Ou quem comprou apto da Encol e deu adeus a grana?...

 

A vida é imprevisível. E muito! ::hein:

 

Hoje eu não tenho nada além de 2 carros VELHOS ( e ouço tanta merda por causa disso, para os outros (e minha familia mesmo) sou um fracassado pois não tenho uma bíblia para pagar... ) e poucos eletrodomésticos que comprei ha 2 anos quando morava no RJ (hoje estou no interior de SP). Alias, por causa de chantagens emocionais familiares que abandonei o RJ e vim para perto dos meus pais (deixei a namorada no RJ ::kiss:: ).

 

Na boa, quase sempre bate o arrependimento, pois no RJ estava cursando faculdade e tava me virando sem apoio familiar (minha família sempre foi contra meu namoro e minha ida pro rio, SEMPRE torcida contra).

 

Minha familia mudou muito de casa, mudou muito de cidade, e quando estava pra "criar raizes" vinha uma mudança. Eu nunca (pelo menos em minhas lembranças) tive um lugar que me emocionou, que posso falar "ESSA É MINHA CASA", em que eu posso para, voltar e ver e chorar de alegria... Não, definitivamente não!

 

Tenho algo dentro de mim que me incomoda, e desde 1982 (quando cheguei nessa cidade, exceto pelos poucos anos que vivi fora dela) tenho a certeza que aqui NÃO É meu lugar (pois nunca tive sucesso aqui, e quandofui para o RJ tive mais sucesso em 2 anos que em 20 aqui).

 

Mas, afinal o que me prende aqui?

 

Os laços familiares e emocionais, apenas isso! Afinal, não tenho casa própria, nem emprego fixo, nem nada da tal "estabilidade" e do "tal" porto seguro.

 

Semana passada perdi meu emprego, com apenas três meses, numa multinacional americana (por atritos com a chefia, que era nova na empresa e não sabia NADA sobre o negócio, trocando os pés pelas mãos...). Queria passar o Carnaval perto da namorada, mas não foi bem aceita a idéia por ela (por problemas familiares da parte dela). Então, do nada, veio na cabeça uma antiga idéia que eu tava planejando ha anos: mochilão por PY, AR, UR

 

Sair daqui, ir pra Foz, Assunción, BsAs e Montevidéu, voltando via terrestre por Porto Alegre.

 

Mas como ano passado fui e Foz e dei uma volta no PY e em Puerto Yguazu (AR), perdi o "tesão" de ir até assunción.

 

Época de Carnaval e achar passagens baratas? Piada!

 

Consegui a principio ir pra Porto Alegre pela Azul (saindo de Campinas) por 169 ida e 169 volta, planejando ir via terrestre até Punta Del Este, e ir passear até Bs As e voltar... Isso saria por cerca de 750 (montevideo x PoA e avião ida e volta).

 

Mas fuçando um pouco consegui passagem SP-BsAs direto pela Aerolineas 420 reais + tx (total 695), ou seja, 2 hs de voo to na Argentina.

 

Estou lendo (alias, devorando) o Mochileiros.com, com dicas e mais dicas, até parar aqui nesse tópico

 

Será que não é essa minha praia perdida?

 

Então decidi fazer o mochilão Hard core: só as passagens compadas, nada de hotel e nada demais. Só uns poucos dolares e a mochila na costas...

 

Vou colocar em prática todas as dicas aqui apresentadas para poder fazer render o meu dindin e visitar o maior numero de lugares possiveis (NÃO curto baladas, curto História)

 

Quem sabe não é O embrião para minha vida mochileira? :?::?::?::?:::hahaha::

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Muita coisa louca...Louca que eu digo não de forma pejorativa, mas como realidades enrustidas de impossível.

Não sei o que exige mais coragem, viver essa vida que não se vive e realmente viver...

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Um tapa na cara de muita gente, inclusive na minha.

 

Dois vídeos que valem muito a pena.

Talvez já tenham assistido, talvez não. Tem muito a ver com a filosofia "mochileira".

 

Abraços a todos.

 

Seguem os links

 

 

 

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Me impressionou a IDADE do Eduardo Marinho (o cara do 1. vídeo)- 50 anos??? Nem parece com 35...

 

É pra se pensar, e concordo demais com o exposto nos dois vídeos

 

Amanhã cedo vou pra BsAs, com essa filosofia em mente, só a passagem, sem mais nada planejado...

::Cold::

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DuKralho. Eu a muito vinha lendo as atualizações dessa área do fórum e via que não era o único com umas idéias adversar da maioria.

Eu acho que a maioria (senão todos) que vivem com essa ideia enraizada na cabeça de que o mundo não como dizem que é são sofredores.

Porque realmente abraçar esse desejo é caro e não digo de dinheiro.

É ir contra uma sociedade deturpada, muitas vezes contra a família, é lutar na tentativa de abrir os olhos da mente das pessoas (ou viver sozinho), paga-se caro pra ser feliz e não deveria ser assim. Difícil deveria ser viver uma vida errada, difícil deveria ser querer o mal, porque tornar a real felicidade algo tão dificultoso é fora de compreensão, ou realmente é só pra quem merece :)

Videos show.

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Muito mais sofrível é não realizar o desejo e sonho impulsivo da própria personalidade: abrir as asas do espírito e voar para a liberdade infinita.

Todos trazemos em nosso cromossomo a natureza primitiva do homem nômade, como herança mnemônica (memória) hereditária de nossos ancestrais. Este "espírito" ainda vive dentro de nós; e quer se libertar. Por isso tanta inquietação em nosso ego; a vontade de fugir e pular a cerca do "lugar comum" que nos aprisiona em uma vida cotidiana, que nos obriga a viver uma realidade semelhante à de um "buraco negro" do universo cósmico, onde os eventos se repetem imutáveis em ciclos periódicos eternos.

Brada e urge o espírito errante que tem conduzido o homem através dos continentes sobre a Terra, ao longo dos milênios, desde quando deixou a África, o berço de toda espécie de vida no planeta.

Os nossos olhos apontam para o horizonte desde sempre; nossos pés tendem a caminhar nessa direção. É natural, instintivo. Resistir à esse impulso nos adoece o corpo e a alma. A depressão é só um dos sintomas de causa dessa prisão.

 

Desde que o homem deixou de ser nômade e tomou posse de terra e criou fronteira em torno de si, em verdade, consciente ou não, erigiu o muro circular de sua própria prisão. Criou uma fortaleza com muralha e grande portão para barrar-se a si mesmo. Fez disso um cativeiro "semi aberto" para sair e retornar. O seu "lugar comum" compartilhado.

 

Já repararam que quando chega o feriado e as férias que todos ficam ansiosos para sair/fugir/viajar para lugares distantes? Isto é a manifestação instintiva de libertação desse "espírito nômade" que se alberga no interior de nosso supra-ego.

 

Não matemos a nós mesmos sufocando o àmago do nosso id (id: o eu superior, mais profundo e íntimo). Soltemo-nos das prisões, este homem errante que não pode viver cativo. Pois que a privação da livre mobilidade se converte em eutanásia ao espírito humano.

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É possível viver mochileiro? Sim, é!

 

Para qualquer um? NÃO!!

 

Nessa ultima viagem pela Am do Sul, fui testar o espirito mochileiro, e realmente não me dei bem com isso, pois percebi que eu gosto de conforto que o dinheiro proporciona, completamente avesso a cultura mochileira...

 

Isso não é necessariamente ruim, são apenas estilos diferentes.

 

Renunciar ao mundo e por o pé na estrada é para poucos...

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