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Olá viajante!

Bora viajar?

Galápagos (+ Guayaquil, Quito) – 12 dias

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Por que Equador?

A escolha da vez para nossas férias de 10 dias estava entre Equador e África do Sul. Equador era um dos poucos países em que não havíamos colocado os pés na América do Sul (os outros são a Venezuela, e infelizmente acho que vai demorar para irmos lá, e aqueles 3 menos conhecidos ao norte), é o país de Galápagos, de Quito e seu belo centro histórico. África do Sul teve bastante promoção por conta de a TAM inaugurar rota para lá, mas a logística era bem ruim, nos faria perder uns 2 dias de viagem (1 ida, 1 volta), o que é precioso numa viagem curta. Acabou que a Copa lançou promoção para Equador e fechamos.

 

Se vamos ao Equador, teríamos de ir a Galápagos. Isso era lei. Então decidimos que a viagem seria a Galápagos, o máximo que fosse. Mas com ao menos um dia em Quito tb.

 

Eu tinha tentado bastante com TAM e Avianca um bilhete ida e volta até Galápagos com pausa de 2 noites em Quito. Os preços em ambas eram exorbitantes. Maiores que se comprasse separado a ida e volta para o Equador com Copa e Galápagos com eles. Então assim fiz, comprei separado. Não que tenha ficado barato, pelo contrário – Galápagos é uma viagem cara – mas saiu mais em conta do que priorizar uma das duas cias aéreas. Promoções para Galápagos são relativamente raras, e nós tínhamos datas específicas para viajar. Ou seja, os custos aéreos foram altos.

 

Roteirizando

Para curtir Galápagos a ideia era arrumar algum barco cujo roteiro nos satisfizesse e que coubesse no prazo em que estaríamos por lá. Chegar em Puerto Ayora, descolar esse barco, e curtir os dias que restassem fazendo passeios. Esse era o Plano A. Caso não rolasse, eu teria um plano B já pronto para rodar entre as 3 ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) durante os nossos dias por lá. Mas acabei não fazendo esse plano pormenorizadamente antes – na verdade bolei +- um roteiro enquanto esperava a conexão no Panamá! Mas não haveria erro.

 

A minha ideia é sempre maximizar o tempo disponível, pq sei que, por mais que se queira voltar a um lugar, raramente se volta. Lembro-me de ter ido a Torres Del Paine em 2008 e de ter ficado maravilhado com o lugar, de fazer planos de voltar e percorrer o circuito W do parque. Até hoje não voltei – a prioridade é conhecer novos lugares. Daí maximizar o tempo disponível onde quer que eu esteja. E o plano B traçado para Galápagos nos proporcionaria o melhor das três ilhas mais habitadas da região, já com passeios pré-determinados para cada dia. Fomos, então, confortáveis para lá: qq das opções nos atenderia.

 

Por acreditar que conseguiríamos um barco saindo de Puerto Ayora, acreditei que o barco retornaria e terminaria no mesmo lugar, então comprei passagem de ida e saída para lá. Mais tarde consegui trocar para sair de San Cristobal, que foi onde ficamos depois do cruzeiro (sim, nós descolarmos um!).

 

Roteiro bem resumido

D1 – Guayaquil (chegada à tarde)

D2/4 – Galápagos - Puerto Ayora

D4/7 – Cruzeiro por Galápagos

D7/10 – Galápagos – San Cristobal

D10/12 - Quito

 

Tínhamos 10 dias de férias, com 2 do fim de semana, 12. Saímos na madrugada do 1º dia e chegamos na manhã do dia seguinte ao 12º, já dia de trabalhar.

 

Orçamento

Eu teria chutado a faixa de 75USD/dia para o Equador, não fosse por Galápagos. Com Galápagos o orçamento precisa de reforço. Sobretudo se vc quiser fazer cruzeiro, o que era nosso objetivo. Aí precisa de muito reforço! Em 12 dias gastamos 1.600 USD cada, incluindo 700 USD de cruzeiro. Isso inclui todos os gastos de viagem no local (alimentação, passeios, hospedagem, transporte e as cervas nossas de cada dia), exclusive passagens aéreas, que foram compradas antecipadamente.

 

Voos (rota – aérea – preço por pessoa)

Rio – Panamá - Guayaquil / Quito – Panamá – Rio (Copa) – 1.600 BRL

Guayaquil – Baltra (Latam) – 1.400 BRL

*Baltra – Quito (Avianca) – 1.700 BRL

 

*Compramos o voo direto da Avianca para Quito, mas eles cancelaram o voo, nos jogando em outro com escala em Guayaquil. Até foi bom, pq isso nos permitiu alterar o aeroporto da volta para San Cristobal.

 

 

Hotéis

Dessa vez com breves comentários. Como sempre, priorizamos a localização, em seguida o menor preço (aliado a boas avaliações; ou ainda, aliado a não muitas avaliações ruins)

- Malecon Inn (Guayaquil) – 40 USD – bem guerreiro. Talvez existam melhores opções de custo-benefício na região próxima ao Malecon. De qq forma, nos atendeu.

- El Descanso del Petrel (Puerto Ayora) – 45 USD (depois um downgrade para 30 USD) – galera muito legal, mas acho que há opções com melhor custo-benefício na região.

- Hostal San Francisco (San Cristobal) – 25USD – guerreiro, de frente para o malecon, ótimo preço!

- Posada del Maple (Quito) – 37 USD – simples, aconchegante e numa rua muito calma de Mariscal. O melhor da viagem.

 

Com exceção de San Cristobal, todos os outros foram reservados previamente via booking.com.

 

Leituras de viagem

- Lonely Planet - Ecuador

- Relato da deiafranzoi – Deia está sempre à minha frente!

- Relato do Fmatsusaki – Esse cara deve ser uma ótima companhia de viagem, altíssimo astral.

- Relato do EdJr – Pouco tempo antes de ir, deparo-me com esse excelente relato!

[há outros ótimos relatos no mochileiros, e acho que li todos; os 3 acima foram referenciais e os levei impressos – me acompanharam por quase toda a viagem]

- Vanessa Barbara – No zoológico de Darwin – Cerca de um mês antes da viagem eu estava folheando a Revista Piauí que acabara de comprar qdo vejo essa matéria. Foi outro texto que li, reli e imprimi para levar para a viagem, onde reli mais vezes.

(tenho certa mania de reler ótimos relatos, sobretudo depois de ter ido nos lugares)

Editado por Visitante

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  • Era dia de partir no nosso cruzeiro, então fomos curtir o que faltava na cidade. Fizemos checkout e saímos cedo. Tempo bem nublado. Cidade ainda acordando. Fomos novamente na direção do mercado – o fo

  • Barco partiu umas 4 da madrugada e navegou até umas 6. Balançou um pouco, nada que incomodasse. Estava nublado nessa manhã. Era dia de conhecer as Ilhas Santiago e Bartholomé.   Nosso barco (esque

  • Dormi cedo e dormi muito. Comecei a ler e chapei na cama. Às 6:30 o barco ainda estava navegando. Balançando, mas ok o suficiente para dormir. Parou quase umas 7:30 na Isla Genovesa. Dentro da caldera

Featured Replies

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Relato maravilhoso!!! Será muito útil para minha viagem à Galápagos em fevereiro de 2017. Iremos em um grupo de nove pessoas!

 

Você reservou os hotéis antes? Li vários relatos recomendando fechar por lá mesmo, mas não queria perder tempo com isso....

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Olá, Tallidubast. Obrigado!

Reservei antes via booking.com. Tal qual vc, eu tb não queria ficar perdendo tempo com isso na minha chegada.

Mas em Puerto Ayora eu só reservei por uma noite, pq não sabia como seria minha estadia por lá -- minha meta era descolar um barco o quanto antes. Acabei estendendo a estadia por mais uma noite. Em San Cristóbal eu segui a indicação do Lonely Planet e fui direto no Hostal San Francisco.

 

Talvez vc tenha dificuldade de fechar hospedagem para 9 pessoas via booking, mas vc pode tentar entrar em contato direto com as pousadas.

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Obrigada pela resposta!

 

No caso do San Francisco, não encontro informações sobre ele na internet :shock:

Vc gostou? Chegou a reservar antes?

25USD é um preço bacana!!!

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O Hostal San Francisco não tem nada na Inet mesmo, só tinha a referência dele no Lonely Planet. Não tinha como reservar antes.

Simples e barato, tudo o que eu quero!

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Chegamos em San Cristóbal umas 6:30. Era o primeiro dia da viagem com sol de manhã! Mas nublou logo depois da visita ao ótimo Centro de interpretação local, que realmente conta a história de Galápagos. Muito bacana, vale a pena, para quem quer conhecer melhor a história das ilhas. Parte delas eu me lembrei de ter ligo no relato da Vanessa Barbara.

 

Enquanto esperávamos nossas mochilas chegarem do barco, fomos verificar passeio para Leon Dormido. Na faixa de 100 a 110 USD. Dois caras do grupo foram naquele dia mesmo, nós deixamos pra ir no dia seguinte. Fui descolar um lugar para ficarmos tb. Segui a dica do Lonely Planet e fui conferir o Hostal San Francisco. 25 USD a diária pra casal (e 15USD para individual). Ótimo!! Boa parte da galera do barco estacionou por lá tb. Ainda fui até a Avianca verificar se era possível alterar nosso bilhete de volta, originalmente comprado para sair de Baltra. O atendente me disse que era melhor eu tentar via call center, pq nosso bilhete havia sido alterado, então era possível que pudéssemos mudar o lugar de embarque sem custo. Achei estranho eu ter de ligar para o call center, estando ali na presença física na loja, mas ele me disse que ele não tinha esse poder de alterar sem custo. Ok.

 

Largamos nossas coisas no hostal e fomos passear por Tijeretas. São trilhas fáceis e urbanizadas a partir do Centro de Interpretação. Se vc vai para cima, vai chegar nesse belo mirante da região. Qdo chegamos lá, vimos que a trilha seguia adiante (mas agora não urbanizada) até uma praia chamada Baquerizo Moreno (salvo engano meu). Gostamos da ideia e seguimos. A trilha vai piorando para quem está de chinelos, mas nada impeditivo. Passamos por belos visuais e, cerca de 40 minutos depois, chegamos na praia. Vazia! O mar não estava tão bonito, havia algas no mar. E leões marinhos nadando. Mas o que estava insuportável mesmo eram as moscas. No que chegamos, elas vieram em bando. Estranho, pareciam as moscas do outback australiano. Muito desagradáveis. A ponto de nos expelir de volta da praia, eheheheh.

 

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Cerro Tijeretas, San Cristóbal

 

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A praia, de onde as moscas nos expulsaram!

 

Voltamos e fui fazer snorkel nas Tijeretas. Água cristalina, ótima visibilidade. No caminho, uma iguana estacionada tranquilamente na escada de acesso. Depois ficamos explorando os outros caminhos que as trilhas levam, mirantes, estátua do Darwin e Playa Carola, onde havia vários leões marinhos nadando com a galera.

 

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Pássaro em curso

 

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Leão Marinho bebê, em Playa Punta Carola, San Cristóbal

 

Ainda paramos na Playa Mann, onde ficamos um tempo observando os leões marinhos, suas brigas entre si, espantando as moscas, etc. Geralmente as brigas me pareceram gritos e mostrar dentes. E logo depois voltar a dormir, que é o que mais fazem qdo não estão se divertindo e nadando. E nadam muito bem!

 

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Praia com os locais

 

Custamos a achar um lugar com peixe e com preço bacana – estávamos acostumados à rua guerreira de Puerto Ayora e aos pratos de 10 USD. Vimos que os restaurantes fecham cedo por lá, os que havíamos mapeado como mais baratos estavam fechados. Mas entramos um a 12USD que satisfez.

 

Ainda ficamos rodando pela cidade de noite, curtindo os leões marinhos. Eles estão nas praias, nas praças. São locais. De noite se concentram por ali, fica cheio deles. Em San Cristóbal os leões marinhos se destacam.

 

Aliás, o malecon de lá é uma área bacana de ficar passeando. Não tem lá tanto o que ver/fazer, mas é bem urbanizado, inclusive com dois banheiros públicos gratuitos.

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Acordamos cedo e fomos passear. Encontro na agência para Leon Dormido era somente às 8:30. Tava nublado e, enquanto passeávamos, vimos tudo molhado. Será que choveu? Não, o mar estava de ressaca e invadiu o malecon. As ondas batiam forte, o mar parecia indócil. Mau sinal para Leon Dormido!

 

Barco partiu depois das 9. Era largo, amém! O mar acalmou logo que saímos da baía. Vi as praias que passamos no dia anterior de trilha, acho que havia gente na Playa Barquerizo Moreno. Estariam sendo atacados pelas moscas tb?

 

A primeira parada foi na praia Cerro Brujo, mas o guia sugeriu de não nadarmos, para manter corpo aquecido. Como não nadar?? Mas não nadamos, apenas passeamos pela praia e curtimos. Tempo foi relativamente curto naquele belo lugar. Por outro lado, estava nublado ainda, o que sempre prejudica a percepção. Havia leões marinhos, iguanas, caranguejos. E algumas moscas. Acho que moscas são meio que pragas da Ilha.

 

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Praia de Cerro Brujo, bela mesmo sem sol

 

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Esse é o Sally Lightfoot, talvez o único galapageño que se afasta rapidamente dos humanos

 

O barco partiu então para Leon Dormido. Assim que nos aprontamos para a 1ª sessão de snorkel, o tempo abriu! Viva! No entanto, que decepção!! A visibilidade estava muito ruim, não via nada! Dava pra identificar alguns peixes lá no fundo, vários deles, mas estava muito ruim de ver. A ressaca tinha prejudicado fatalmente aquele dia. Ao menos vimos duas tartarugas gigantes e eu curti bastante aquele túnel entre as rochas. Mas foi só. Para quem esperava ver tubarões martelo e ter uma visibilidade ímpar – que é o que efetivamente se encontra por lá, foi bem abaixo. Demos azar no dia! Foi como se São Pedro, sempre nosso amigo, nos dissesse que naquele dia não dava pra salvar da Natureza.

 

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Tartarugões, foi tudo o que conseguimos ver em Leon Dormido

 

Depois de um almoço guerreiro no barco, partimos para o 2o snorkel, que foi basicamente a mesma coisa. Achei a água gelada pacas, mais que em Genovesa. E olha que estávamos de wetsuit! Dessa vez vimos apenas uma tartaruga. Surgiu um cara de outro grupo falando que havia tubarões ao fundo, vários. Mas eu não via nada. Ninguém via, só ele. Talvez mergulhando, sei lá. Dali de cima havia muitos sedimentos.

 

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Mais uma, e só ela

 

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Entre as rochas

 

O lugar é lindo e fazia uma bela tarde, mas demos azar. A lua tinha mudado, sei lá, talvez tenha sido isso. Ouvimos algumas versões, mas o fato é que a ressaca tinha prejudicado.

 

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Leon Dormido, Kicker Rock

 

Voltamos para San Cristobal e fomos direto ver o lance da passagem da Avianca. Tive séria dificuldade de encontrar um telefone para ligar para o call center, então fui na loja de novo, agora com as passagens nas mãos. Mostrei as passagens, falei que queria mudar para sair de San Cristobal no mesmo dia. E o cara mudou. O mesmo do dia anterior, que tinha falado para eu ligar para o call center! Vai entender! Enfim, problema resolvido. A custo zero!

 

Pegamos um taxi (3 USD) para conhecer La Loberia. Foi outra decepção, por conta da ressaca. Decepção, vale dizer, em relação à expectativa, pq o lugar é muito bonito. Havia poucos lobos marinhos, raras iguanas, e só. O mar estava sinistro de forte, tipo Copacabana nos piores dias de ressaca. Bandeira estava vermelha, sinalizando para não entrar. Fizemos a trilha toda, era um dia lindo, mas nada de mais. Tinha mais lobos marinhos na Praça da cidade!

 

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Um raro lobo marinho na La Loberia, em dia de ressaca

 

Voltamos e tinha táxi pra voltar para a cidade. Amém, pq o sol estava bem forte naquele horário. Conversando com o taxista, conseguimos marcar tour por 50 USD para parte alta na sexta de manhã cedo, antes de viajar. Do que eu havia pesquisado, o tour saía por 60 USD. Decorei que era o taxista Christian, taxi #26.

 

Fomos então curtir o por do sol na Playa Mann, com cervas e leões marinhos andando aqui e acolá. Vale dizer que em toda nossa estadia não vimos uma só pessoa tocando nos lobos marinhos. Diversas placas informam para não fazer isso e, felizmente, nos pareceu que é regra seguida.

 

Já de noite fui buscar alguma agência para fechar o passeio à Isla Española, que vi anunciando pela cidade. Queria muito ir lá, é onde há a maior concentração de albatrozes da região. Demos sorte! Como fui imprudentemente tarde – as agências fecham umas 19hs – bateu certo desespero de não conseguir descolar o passeio ao ver várias agências fechadas. Felizmente uma delas estava aberta, a Wreck, que fica numa das ruas logo depois da saída do muelle. Fiquei conversando com o Davi, um cara grandão boa praça que gerencia o local. A agência com quem havíamos feito o passeio para Leon Dormido tinha me dado o preço de 195 USD para a Isla Española (sim, preços galapageños!). Ao menos era uma referência. Na Wreck, o Davi já reduziu para 180. E, vendo que eu não parecia decidido, desceu para 150. E eu gostando muito – ainda que, claro, seja uma facada para um passeio de um dia (mas veja a distância e compreenderá!). Fechei! Passaríamos metade do dia viajando (2hs cada perna), mas vale a lei fundamental de sempre: melhor ir do que não ir. Qdo na vida terei novamente a chance de ir na Isla Española?

 

Além disso, era a chance de vermos os piqueros de patas azules. Vimos um solitário no malecon de San Cristobal, já de noite. Era para ter na Loberia, mas não tinha. Era para ter no Cerro Brujo, mas tb não tinha.

 

De noite fomos um bar no malecon, ficamos só de petisco e cervas. Quase tudo fecha na cidade às 22hs. Inclusive um bar que havíamos mapeado, El Barquero, que teoricamente abria às 21hs.

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Era para estar agência umas 7:20, mas fomos passear um pouco antes. Nesse dia estava mais que nublado, rolava um sereninho de manhã cedo.

 

Barco partiu, e seriam 2hs de lancha (tipo as que fazem transporte entre as ilhas). Tomei um dramin e mesmo assim quase mareei. Fico impressionado com a galera vendo filme e até lendo livro de letras pequenas nessas ocasiões. Queria ser assim, mas o barco quicando interfere no meu organismo. Chega uma hora em que o barco para pq tem uns golfinhos saltando na área. Muito bacana! Foi bom para eu me recuperar da palidez tb.

 

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Golfinhos saudando nossa chegada

 

E enfim, chegamos a Punta Suarez, na Isla Española. De cara já vimos iguanas nadando. Um barato! E, ao descer, cheio de iguanas! Cheeeeeeio. Tivemos de abrir espaço entre elas algumas vezes (a distância prudente de 2 metros acabou relevada nessas ocasiões). Leões marinhos, sempre. E piqueros!! E os de patas azuis (blue footed)! Viva! Ainda que apenas 4, mas afinal, enfim! Curti muito os piqueros. Fomos para a parte de trás, onde se tem um visual espetacular da Ilha. Num ponto há o Hueco Soplador, que é aquele efeito da onda batendo na pedra e gerando um jato pra cima, do tipo que há em San Andrés.

 

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Iguana nadadora

 

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Iguanas engarrafando as ruas

 

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Iguana admirando o love entre piqueros

 

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Mais love

 

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Mais um bebê

 

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Hueco Soplador

 

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Vegetação na Isla Española

 

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Isla Española

 

E o grande barato da ilha, que são os albatrozes. Sensacional! Um barato observar a dança de acasalamento deles, fascinante. Eles tb não se importam com a nossa presença. Andam de um jeito bem gaiato. E ficam batendo os bicos. Os piqueros tb fazem uma dança bem bacana de se ver, levantando as patas alternadamente, meio que mostrando “olha como são belas as minhas patas azuis!” Depois de 2hs de trilha, voltamos para o barco.

 

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O convívio da fauna na Isla Española

 

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Os piqueros de patas azules / Blue footed boobies

 

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Diferentes tons de azul

 

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Albatrozes...

 

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...e suas patonas

 

Depois de um almoço muito saboroso (mais um ponto para a Wreck!), partimos para, se não me engano, Gardner Bay, onde faríamos snorkel. Éramos apenas 8 passageiros, 3 deles mergulhariam. O restante era snorkel. Água tava bem gelada. Tipo a do dia anterior. Mais que Genovesa e Santiago. E, tal qual o dia anterior, havia muitos sedimentos. Muitos. Ainda era o efeito ressaca, mas já era esperado. Prejudica a visibilidade, que era até boa. Ao menos havia leões marinhos para nadar conosco e nos divertir. Foi basicamente o que curtimos por lá.

 

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Nosso companheiro de mergulho

 

A volta foi tranquila, sem dramin. Até dormi. E vimos mais golfinhos pelo caminho! Acho que a Wreck jogou preço lá embaixo pq barco era da agência mesmo e sairia dia seguinte com espaço ocioso. Melhor ter mais receita! De qq forma, foi tudo excelente com eles. E ainda nos deram a gravação da filmagem feita com GoPro durante o snorkel. O guia ia filmando e depois disponibiliza para vc colocar num pen drive.

 

Chegamos em Puerto Barquerizo depois das 5. Fazia frio, talvez pq meu corpo estava frio do snorkel (e da viagem) ainda. Ficamos rodando pelo malecon e curtindo os leões marinhos, como de hábito. Sempre mto bacana ver os locais. Além de estarem nas praças, vimos alguns leões marinhos adentrando a área de um restaurante à beira mar. Estavam confortavelmente dormindo na frente de uma bancada de bar de um lounge mais requintado. Nesse dia apelamos para a comfort food e fomos numa pizzaria. Depois ainda tomamos uma saideira no El Barquero, que estava aberto. Mas vazio, só havia nós por lá.

 

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Leão marinho dormindo na calçada em frente ao bar

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Choveu de noite e até umas 5:30. O tour para a parte alta estava marcado para as 6:30. O sol abrindo, que bom. No entanto, bastou entrar alguns kms ilha dentro que havia cerração na parte alta, e chuva. A região da laguna totalmente debaixo de nuvem. Fomos então para a Galapaguera, já perto do outro lado. Rolava uma chuvinha de leve, mas ok. Somente nós àquela hora por lá. Vimos as tartarugas bebê, vimos outras outras grandes. As grandes ficam ao relento, fazem ninhos. As bebê são criadas em separado, para proteção. É bem bacana.

 

Descemos pra Playa Chino. Tempo ruim, chuvinha ocasional. A praia é muito bacana mesmo assim, com leões marinhos, mas sem pássaros. Alguns poucos pelicanos deram as caras por lá. Nada de piqueros, que, conforme relatos, era relativamente comum de se ver lá. Novamente era o efeito ressaca. Mar estava revolto, havia alguma chuva. Tudo indica que a galera local faz churras por ali, há toda uma estrutura para isso. Voltamos para para tentar ir na Laguna Junco de novo. Neblina no caminho. Junco totalmente nublada, dentro da nuvem mesmo, visibilidade zero. E chuvinha. Só subimos e descemos. Nada pra ver, infelizmente. Lembro-me da foto do Fmatsusaki, com o visual da ilha. No nosso caso, o visual era de dentro da nuvem, ahahahaha.

 

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Leão marinho mamando em Puerto Chino

 

Encerramos nosso passeio visitando a Casa del Ceibo, que foi muito bacana. É uma casa no alto de uma árvore milenar, o ceibo. Tem tb um quarto na parte de baixo. Galera pode se hospedar lá, mas aí acho que não deve rolar visita. Na casa de cima é completa, com banheiro, cozinha e 2 camas, e varandinha! Mto bacana, da vontade de ficar lá e curtir o lugar. Ainda mais com aquele clima de fim de chuvinha que rolava. Na de baixo é um espaço simples e único, com um vaso. Sei lá como seria dormir lá. Meio claustrofóbico de ficar, mas interessante de se ver.

 

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La Casa del Ceibo

 

Voltamos ao malecon, e lá fazia sol. Como não houve trilha no junco, chegamos um pouco depois das 10hs, mais cedo que previsto, Fazia um balo dia em Baquerizo Moreno. E, poucos kms ilha adentro, chovia. O contraste mora logo ali. Tomamos um café, passeamos pelo malecon e fomos andando para o aeroporto. Tão pertinho, dá pra ir numa boa (se vc está leve de bagagem, claro).

 

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Pelicano em San Cristóbal

 

Tchau, Galápagos!

 

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Chegamos em Quito já no fim da tarde. Pegamos um taxi (25USD) para Mariscal, onde ficamos hospedados. Economizaríamos 9USD se pegássemos o busum executivo, mas achamos melhor ir de taxi mesmo, era sexta-feira hora do rush. Largamos as mochilas no hotel (meio antiquado, mas o melhor da viagem) e fomos explorar a área. Ou melhor, jantar primeiro. O lugar que estava listado no Lonely Planet de comida equatoriana a preços aceitáveis estava fechado. Então acabamos entrando num mexicano (El Mariachi, acho eu), de que gostei muito (Katia nem tanto). Havia um burrito gigante para duas pessoas, mas que na verdade alimentaria 4. Caprichadíssimo na carne. Saí gordo de lá.

 

Depois ficamos rodando por Mariscal. Tudo bem cheio naquela sexta-feira de noite, muitas boites com fila na porta e karaokês. Nosso foco era provar as cervas artesanais da região. Gostamos muito das cervas da Camino del Sol, que fica bem na Praça Foch. Para ficar ainda melhor, estavam com uma bela promoção sobre o preço do cardápio. Do outro lado tinha o Quito Brew Pub. Tomamos uma, mas não curtimos. Encerramos a noite então na La Compania Brew Pub, lugar de cervas excelentes, e praticamente do lado das outras duas. Acabamos meio que expulsos de lá, parece que os bares fecham cedo (meia noite). Um lugar que gostaríamos de ter ido era no caminho do hotel. Tínhamos passado por lá antes e anunciaram uma banda cover dos Doors a 5 USD pra entrar. A ideia era boa. Qdo passamos lá na hora, estava borbulhando de gente, muito cheio. Enfim, fomos dormir.

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Esse era nosso dia inteiro em Quito. Dia de explorar impiedosamente. Tomamos o café e logo saímos. Eram umas 8hs. Fomos andando até o centro histórico. Fizemos caminhada sugerida pelo Lonely Planet, só que de forma inversa ao que o guia sugeria.

 

Acho desnecessário relatar cada lugar que fomos. Mas posso dizer que foi ótimo! Igrejas: tem várias. Entramos em várias. Algumas delas são mais que espetaculares. A primeira foi a Basílica Del Voto Nacional, uma igreja diferente do estilo colonial habitual, gótica, imponente. 2USD pra entrar, mais 2USD pra subir a torre. Claro que subimos. E a parada é vertical!! Uma escada sinistra, mas curta, que leva ao alto. Belíssimo visual.

 

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Basílica do Voto Nacional, em que as gárgulas foram substituídas pela fauna local

 

Dentre as igrejas que achei além do espetacular, eu citaria a de São Francisco (pelo conjunto da obra, não somente pela igreja em si) e a Iglesia de La Compania de Jesus, que é a mais cara para entrar (5USD), possivelmente a mais rica e não pode fotografar dentro. Aquela igreja é impressionante. As igrejas de Quito me impressionaram muito, são muito ricas. Nota 10! Mas a da La Compania fica num pedestal, no alto.

 

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Igreja e Monastério de San Francisco, o maior complexo religioso do continente americano

 

Uma igreja grátis de que gostei muito foi a La Merced, que fica perto da de São Francisco e da Plaza Grande. É bem rica, muito bonita por dentro. Chegamos a dar entrevista para uma turma de colégio na saída dessa igreja, ahahahah. A de Sto Domingo, outra bastante badalada, estava fechada.

 

Rodamos bastante por aquela manhã. O centro fica cheio aos sábados, muita gente circulando. Rola bastante comércio local tb. E estão construindo metrô na cidade – algumas áreas estavam bloqueadas para as obras. Espero que resista aos tremores de terra (não sentimos nenhum tremor!).

 

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Plaza Grande, no centro histórico de Quito

 

Rodamos pelo centro por toda manhã e uma parte da tarde, então pegamos um taxi (3USD) para o Panecillo. O visual é muito bacana lá de cima, pode se ver como Quito é grande. E baixa, ao menos naquela área. A santa é mesmo grande. Muita gente acha feia. Enfim, curtimos o lugar. E descemos a pé. Não vimos policiais no começo, só mais para o fim. Foi na boa, mas vc precisa descer desencanado.

 

De volta ao Centro, já fim de tarde, retornamos a La Ronda. Estivéramos lá antes, de manhã, mas de manhã não é o horário em que essa região funciona. Consta que as coisas começam a abrir às 16hs e vai até tarde da noite, nos fins de semana. Como estávamos andando desde as 8 da manhã e já passava das 17hs, foi nosso pouso final no centro. Primeiro saboreamos umas cervas artesanais num ótimo lugar (Reina de la paz). Depois ficamos subindo e descendo a rua, vendo a coisa esquentar, resistindo aos apelos dos vários chamados para restaurantes e casas de show, curtimos alguns canelazos, vimos apresentações folclóricas que nos pareceu ser uma coisa mais local (isso já era meio fora de La Ronda, numa área mais popular). Depois paramos, comemos e relaxamos um pouco. E mais canelazo, eheheh.

 

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La Ronda, de dia

 

Ainda demos uma caminhada até a Plaza Grande pra ver como fica de noite. Ainda tinha uma boa quantidade de gente nas ruas, embora o comércio estivesse fechado. Então pegamos um taxi para Mariscal (3USD). Fomos direto para a cervejaria Cherusker, que não conseguimos espaço na noite anterior. Na verdade, achei a noite de sábado menos badalada do que a de sexta por lá. Fizemos ainda nosso pub crawl final e nos despedimos da última noite no Equador. Novamente mais ou menos à meia-noite.

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Era o dia de despedida. E de subir no teleférico. Saímos cedo, pegamos um taxi por 5USD até lá. Sem filas naquela hora (e com o tempo nublado), fomos direto para o cable car. Não sentimos muito a altitude lá em cima. Depois de curtir o visual, fizemos parte da trilha que vai para um dos pontos altos nos arredores. Visuais espetaculares! Curtimos um bom tempo lá por cima. Mas tínhamos de voltar, pq nosso voo de volta sairia no meio da tarde. Descemos, pegamos a van que fica por lá mesmo (5USD) de volta para Mariscal. Ainda passeamos um pouco, mas quase tudo estava fechado naquele fim de manhã de domingo. Somente cafés abertos.

 

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Subindo o TelefériQo

 

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Na trilha acima do TelefériQo

 

Pegamos um taxi (25USD) de volta para o aeroporto. Motorista muito bacana de se conversar, falamos de Brasil, Equador, Dilma, Correa, anos negros no Equador, dólar como moeda e tantos outros assuntos que vieram à tona. Nem sentimos o tempo passar. E aí começaria o périplo de volta ao Rio, via Panamá. O dia seguinte já era dia de trabalhar!

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