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Galápagos (+ Guayaquil, Quito) – 12 dias

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Por que Equador?

A escolha da vez para nossas férias de 10 dias estava entre Equador e África do Sul. Equador era um dos poucos países em que não havíamos colocado os pés na América do Sul (os outros são a Venezuela, e infelizmente acho que vai demorar para irmos lá, e aqueles 3 menos conhecidos ao norte), é o país de Galápagos, de Quito e seu belo centro histórico. África do Sul teve bastante promoção por conta de a TAM inaugurar rota para lá, mas a logística era bem ruim, nos faria perder uns 2 dias de viagem (1 ida, 1 volta), o que é precioso numa viagem curta. Acabou que a Copa lançou promoção para Equador e fechamos.

 

Se vamos ao Equador, teríamos de ir a Galápagos. Isso era lei. Então decidimos que a viagem seria a Galápagos, o máximo que fosse. Mas com ao menos um dia em Quito tb.

 

Eu tinha tentado bastante com TAM e Avianca um bilhete ida e volta até Galápagos com pausa de 2 noites em Quito. Os preços em ambas eram exorbitantes. Maiores que se comprasse separado a ida e volta para o Equador com Copa e Galápagos com eles. Então assim fiz, comprei separado. Não que tenha ficado barato, pelo contrário – Galápagos é uma viagem cara – mas saiu mais em conta do que priorizar uma das duas cias aéreas. Promoções para Galápagos são relativamente raras, e nós tínhamos datas específicas para viajar. Ou seja, os custos aéreos foram altos.

 

Roteirizando

Para curtir Galápagos a ideia era arrumar algum barco cujo roteiro nos satisfizesse e que coubesse no prazo em que estaríamos por lá. Chegar em Puerto Ayora, descolar esse barco, e curtir os dias que restassem fazendo passeios. Esse era o Plano A. Caso não rolasse, eu teria um plano B já pronto para rodar entre as 3 ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) durante os nossos dias por lá. Mas acabei não fazendo esse plano pormenorizadamente antes – na verdade bolei +- um roteiro enquanto esperava a conexão no Panamá! Mas não haveria erro.

 

A minha ideia é sempre maximizar o tempo disponível, pq sei que, por mais que se queira voltar a um lugar, raramente se volta. Lembro-me de ter ido a Torres Del Paine em 2008 e de ter ficado maravilhado com o lugar, de fazer planos de voltar e percorrer o circuito W do parque. Até hoje não voltei – a prioridade é conhecer novos lugares. Daí maximizar o tempo disponível onde quer que eu esteja. E o plano B traçado para Galápagos nos proporcionaria o melhor das três ilhas mais habitadas da região, já com passeios pré-determinados para cada dia. Fomos, então, confortáveis para lá: qq das opções nos atenderia.

 

Por acreditar que conseguiríamos um barco saindo de Puerto Ayora, acreditei que o barco retornaria e terminaria no mesmo lugar, então comprei passagem de ida e saída para lá. Mais tarde consegui trocar para sair de San Cristobal, que foi onde ficamos depois do cruzeiro (sim, nós descolarmos um!).

 

Roteiro bem resumido

D1 – Guayaquil (chegada à tarde)

D2/4 – Galápagos - Puerto Ayora

D4/7 – Cruzeiro por Galápagos

D7/10 – Galápagos – San Cristobal

D10/12 - Quito

 

Tínhamos 10 dias de férias, com 2 do fim de semana, 12. Saímos na madrugada do 1º dia e chegamos na manhã do dia seguinte ao 12º, já dia de trabalhar.

 

Orçamento

Eu teria chutado a faixa de 75USD/dia para o Equador, não fosse por Galápagos. Com Galápagos o orçamento precisa de reforço. Sobretudo se vc quiser fazer cruzeiro, o que era nosso objetivo. Aí precisa de muito reforço! Em 12 dias gastamos 1.600 USD cada, incluindo 700 USD de cruzeiro. Isso inclui todos os gastos de viagem no local (alimentação, passeios, hospedagem, transporte e as cervas nossas de cada dia), exclusive passagens aéreas, que foram compradas antecipadamente.

 

Voos (rota – aérea – preço por pessoa)

Rio – Panamá - Guayaquil / Quito – Panamá – Rio (Copa) – 1.600 BRL

Guayaquil – Baltra (Latam) – 1.400 BRL

*Baltra – Quito (Avianca) – 1.700 BRL

 

*Compramos o voo direto da Avianca para Quito, mas eles cancelaram o voo, nos jogando em outro com escala em Guayaquil. Até foi bom, pq isso nos permitiu alterar o aeroporto da volta para San Cristobal.

 

 

Hotéis

Dessa vez com breves comentários. Como sempre, priorizamos a localização, em seguida o menor preço (aliado a boas avaliações; ou ainda, aliado a não muitas avaliações ruins)

- Malecon Inn (Guayaquil) – 40 USD – bem guerreiro. Talvez existam melhores opções de custo-benefício na região próxima ao Malecon. De qq forma, nos atendeu.

- El Descanso del Petrel (Puerto Ayora) – 45 USD (depois um downgrade para 30 USD) – galera muito legal, mas acho que há opções com melhor custo-benefício na região.

- Hostal San Francisco (San Cristobal) – 25USD – guerreiro, de frente para o malecon, ótimo preço!

- Posada del Maple (Quito) – 37 USD – simples, aconchegante e numa rua muito calma de Mariscal. O melhor da viagem.

 

Com exceção de San Cristobal, todos os outros foram reservados previamente via booking.com.

 

Leituras de viagem

- Lonely Planet - Ecuador

- Relato da deiafranzoi – Deia está sempre à minha frente!

- Relato do Fmatsusaki – Esse cara deve ser uma ótima companhia de viagem, altíssimo astral.

- Relato do EdJr – Pouco tempo antes de ir, deparo-me com esse excelente relato!

[há outros ótimos relatos no mochileiros, e acho que li todos; os 3 acima foram referenciais e os levei impressos – me acompanharam por quase toda a viagem]

- Vanessa Barbara – No zoológico de Darwin – Cerca de um mês antes da viagem eu estava folheando a Revista Piauí que acabara de comprar qdo vejo essa matéria. Foi outro texto que li, reli e imprimi para levar para a viagem, onde reli mais vezes.

(tenho certa mania de reler ótimos relatos, sobretudo depois de ter ido nos lugares)

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Chegamos em Guayaquil às 12hs. Pegamos um tai para o hotel (6USD, mas acho que era pra ser 5) e saímos para passear. Em Guayaquil não tem muito erro: é ir para o Malecon e curtir o longo passeio por lá. Belos visuais, bares e restaurantes, monumentos, parques, mirantes, museus, tem de tudo naquela longa faixa para pedestres. Com segurança onipresente ao longo de todo o trajeto. Fomos andando em direção a Las Peñas, o bairro/morro que fica logo ao fim (ao norte) do Malecon.

 

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O charme de Las Peñas

 

Las Peñas é um bairro bem pitoresco da cidade. É onde nasceu a cidade, fica num morro e tem casas centenárias. É a atração principal da cidade. A prefeitura passou a década passada restaurando e regenerando o lugar. Há segurança (pareceu-me privada) em diversos locais, inclusive orientando os turistas sobre a melhor rota para subir (há uma principal, mas pegamos uma escadaria que sai de outro lugar). Como foi todo reformado, está bem turístico também. Rodamos bastante por lá, inclusive subindo ao Cerro Santa Ana, que tem vista panorâmica da cidade, e que talvez seja um dos grandes baratos do que se fazer por lá. Muito bacana. Mesmo com tempo nublado. Tive a impressão de que a área empobreceu, talvez tenha se tornado perigosa (não pesquisei sobre isso, é chute!) e foi revitalizada.

 

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Do alto do Cerro Santa Ana, Las Peñas

 

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Farol no Cerro Santa Ana, Las Peñas

 

Descemos e voltamos ao Malecon. Fomos andando até a outra ponta. Há um mercadinho e uma enorme estrutura metálica que não estava sendo aproveitada na época. O Malecon é mesmo um grande barato em termos de renovação de uma cidade. Mas eu esperava que as fachadas de frente para o Malecon fossem mais valorizadas. Pelo estado de algumas, não são.

 

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Malecon Simon Bolivar

 

Fomos então explorar a parte de dentro de Guayaquil, sair do Malecon. O principal talvez seja a Plaza Bolivar, onde vc convive com iguanas (e pombos!) tranquilamente. A praça é delas, das iguanas. E, embora não tenha visto ninguém tocando nos bichos, vimos gente dando comida – a despeito das placas pedindo para que não o fizessem. Aquela coisa que já conhecemos. De qq forma é bem bacana andar num parque com as iguanas soltas! Em frente à Praça tem a catedral da cidade, que fomos conferir. Conferimos tb outras atrações que eu havia listado – uma delas era subir a torre do relógio, que estava fechada de manhã.

 

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A catedral de Guayaquil, vista da Plaza Bolivar

 

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Plaza Bolivar: iguanas, pombos e pessoas

 

Bateu a noite e fomos fazer nossa refeição do dia. Escolhemos um restaurante de comida local meio padrão médio, que ficava nos arredores, Cocolon. Vazio, talvez por ser muito cedo tb. Comida muito boa, pelo menos!

 

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Palácio Municipal de Guayaquil, de dia e de noite

 

Após a janta fomos anda mais. Refazer todo o caminho até Las Peñas, ver como a coisa rola de noite. Várias das casas em Las Peñas anunciavam bares e clubes noturnos, então era sinal de que a vida noturna por lá era agitada. E, claro, curtir o visual noturno lá no alto. O caminho pelo Malecon, mesmo de noite, era bem tranquilo. Seguranças por toda parte.

 

Las Peñas era outro lugar de noite. Bem mais agitado, bares e inferninhos chamando vc pra entrar. Na rua principal, a que todos tomam pra subir, é onde estão concentrados. Naquela hora, ainda relativamente cedo, os lugares me pareciam ainda vazios. Não sei como é tarde da noite. Curtimos o visual do alto da cidade, tomamos umas cervas e descemos para nosso caminho de volta. Precisávamos do sono dos justos pq o dia seguinte já era de Galápagos!

 

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O belo visual de Guayaquil à noite (a partir do Malecon e Cerro Santa Ana)

 

Voltamos bem cansados – como deve ser!

 

[todas as fotos são do Instagram da Katia]

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Acordamos cedo para o café do hotel. Guerreiro, como o hotel. Fomos direto para o aeroporto. Achava que era necessário dar mais tempo para voos para Galápagos, tinha lido sobre filas, checagem de malas e etc. Então fomos cedo. Taxi 5 USD, preço fechado.

 

Foi tudo bem rápido no aeroporto. Tem a fila da taxa e a fila da checagem da bagagem. Talvez nem precisávamos fazer, já que não despachamos nossas mochilas. Ou melhor, praticamente não havia fila. Pagamos a taxa de 50 USD por pessoa para Galápagos. E fomos fazer hora no aeroporto, até a partida.

 

Curioso: ao meu lado no voo para Baltra um senhor equatoriano puxou assunto. Ele estava com a esposa, foi simpático. Começamos a conversar, falamos de viagem, Brasil, Equador e tal. E aí ele me pede meu contato. Estranho. Mas vamos lá. Logo a seguir ele entrega e começa a falar de marketing de rede e etc. Hmmm, amway total, captei a mensagem, entendi o propósito. Parei de dar corda +- delicadamente e voltei a ler meus guias de Galápagos.

 

Chegamos em Baltra sob sol. Estava nublado em Guayaquil. Chegamos e já pegamos o primeiro ônibus (que, aliás, era da Avianca) que faz a rota até o canal. O visual do canal já é espetacular!! Caribenho, eu diria. Chegando do outro lado, ficamos na fila a esperar o busum que custa 1USD cada. O taxi sai por 18USD. Fui então comprar uma água e já tomei conhecimento dos preços galapageños: 1,5 USD (claro que naquele local específico ainda tem o adicional da ausência de concorrência). Em Guayaquil era 0,50USD.

 

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Cruzamos o canal e já nos deparamos com essa cor de água

 

Eis que chega o busum e assistimos a um espetáculo deprimente da correria e furação de fila. Felizmente fomos sentados, mas teve gente que foi em pé (os que tiveram de colocar as malas grandes no bagageiro – mais um bom motivo para viajar leve!). Ao longo da viagem (Puerto Ayora fica do outro lado da ilha), o tempo nublou completamente. É comum por lá essa mudança brusca. Vc está na praia e está sol, vc entra 10km adentro da ilha e está nublado e até chovendo.

 

Chegamos, achamos nosso hostel, largamos nossas coisas e partimos para curtir Tortuga Bay, que era nossa programação para o dia. Longa e agradável caminhada até lá. Trilha toda urbanizada até a praia. A partir de Puerto Ayora o caminho não é sinalizado, mas a galera informa na boa. No caminho compramos um filtro solar pela facada de 20USD (!!).

 

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Caminho todo urbanizado

 

Tortuga Bay estava bem nublada qdo chegamos. Como tantas vezes já havia lido, não há tartarugas, o que há são iguanas. Que não estão nem aí pra vc. Como a praia brava estava fria e brava, seguimos para a mansa, que estava calma e com uma galera curtindo. Fomos para uma parte mais alta, do alto de umas pedras que ficam no canto. É onde chegam os taxi boats. De lá conseguimos ver, num relance de 1 segundo, um tubarão martelo! Uau! Voltamos para a praia e fui snorkelar, talvez ainda encontrasse outros! Mas nada, a visibilidade estava bem ruim. Em parte pela água mesmo, em parte tb por estar bem nublado. Paradoxal um mar estar bonito e a visibilidade não estar boa. Ficamos então curtindo as iguanas e os espetaculares caranguejos locais (Grapsus grapsus?) e voltamos para a cidade.

 

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Fim de tarde em Tortuga Bay

 

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Os habitantes da praia

 

Nossa meta daquela noite era percorrer as agências para descolar um cruzeiro. Ou para ver as opções disponíveis (se houvesse!). Várias delas anunciam ofertas “Last minute” para cruzeiros, mas acabamos entrando numa delas que colocava os preços na chamada. Dada a nossa disponibilidade de dias, o cara nos ofereceu duas opções: uma com um barco categoria luxo (luxury) de 4d/3n por 700 USD cada. Roteiro era pelas ilhas Mosquera, Santiago, Bartholomé, Genovesa e San Cristobal, onde encerraria. Ele dizia que esse estava sob desconto pesado. A outra tb era de 4d/3n, barco categoria turístico-superior (ou coisa parecida), que é um degrau abaixo do luxo, mas começava na primeira noite e seguia para as ilhas do sul, voltando a Puerto Ayora. Saímos para avaliar. A 2ª opção eu teria pego se fosse a única disponível, sobretudo pq queria conhecer a Isla Española. Mas a 1ª opção atraía bastante. Os preços estavam na faixa do que tínhamos em mente (era caro, mas já fomos preparados para o orçamento galapageño); tinha Genovesa no roteiro, uma ilha que geralmente só se acessa em viagens de barco; e o barco era tipo luxo (esquema patrão!!) e parecia mais largo, o que daria maior estabilidade. Além disso, só viajaria de noite, qdo estivéssemos dormindo. Eu não gostaria, e Katia realmente não queria barco sacolejando, então estabilidade era algo a ser considerado. Era uma quinta-feira e ambos sairiam somente no sábado. Depois de rápida avaliação na pracinha de Puerto Ayora, decidimos por esse roteiro mesmo. Talvez devêssemos verificar em mais agências, mas, no geral, elas vendem as mesmas saídas. Voltamos lá e fechamos. Plano A ativado!

 

Se eu pudesse escolher um lado, escolheria sul. Mas achei que o outro barco oferecia mais, e pelo mesmo preço. E tinha Genovesa! E Bartholomé, um dos mais famosos cartões postais de Galápagos. Sempre temos de fazer escolhas, não haveria como visitar tudo, e acho que escolhemos bem. A consequência disso seria retirar Isabela do nosso roteiro. Ok, fica para uma outra ocasião – e espero que haja outra ocasião! Ah, e acabamos visitando a Isla Española, a partir de San Cristóbal.

 

Fomos então celebrar nossa escolha com mais cerva na orla (Cerva em Guayaquil: 1,25 USD x Cerva em Galápagos: 2,50 USD), depois fomos jantar na famosa rua cheia de restaurantes guerreiros, onde vc pode escolher o peixe brujo que quiser ou a lagosta (viva! :0) que desejar. Pratos na faixa de 10 USD, lagosta custa mais caro (acho que até 25USD). Comida guerreira boa. Depois de batermos um pouco de perna pela cidade para curtir a noite, fomos dormir. Puerto Ayora encerra suas atividades muito cedo.

 

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A rua dos restaurantes de rua

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Choveu de madrugada. Na verdade já serenava qdo voltamos pro hostel no dia anterior. Acordamos cedo, pedimos para ficar uma noite adicional, mas nosso quarto seria ocupado naquele dia. Nos ofereceram um quarto guerreiro por 30 USD, sem ar condicionado nem tv. Não precisava de ar condicionado naqueles dias, não ligo pra tv e a redução de preço foi muito bem aceita! Ótimo downgrade!

 

A ideia era ir para Las Grietas, mas o tempo muito nublado mudou nossos planos. Deixamos para mais tarde, apostando que o sol surgiria ao longo do dia. Fomos passear pelo mercado de peixe, onde ficam leões marinhos, pelicanos e outros bichos locais (comuns por lá, cativantes para nós de fora). Fica a turistada (nós!) admirando (e fotografando). A bicharada fica de olho nas sobras de peixe, e isso faz a festa da galera de fora. E tem tb as lagostas vivas que chegam pescadas e são vendidas ali mesmo, ainda vivas. Parte delas estarão expostas logo mais naquela rua dos restaurantes guerreiros. Aliás, do mercado nós seguimos para essa rua guerreira para tomarmos um café da manhã, guerreiro tb.

 

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Mercado de peixes de Puerto Ayora

 

Descolamos um taxi (taxis em Galápagos são sempre pick-ups) para fazermos o tradicional roteiro que vai a Los Gemelos e um rancho onde ficam as famosas tartarugas gigantes galapageñas e os tuneis de lava. Sai a 40 USD e seguimos uma recomendação da menina do hostel, que ligou para um motorista que ela conhecia, Javier. De fato, foi muito bom. Los gemelos são dois grandes buracos que a galera se ilude (e eventualmente se decepciona) achando que são crateras de vulcão. É bacaninha, curtimos rapidamente e fomos para o rancho. Em termos de rancho, existem dois, que ficam próximo um ao outro. Primícias e El Chato. Por sugestão do Javier, fomos no El Chato. E aí nos maravilhamos com todas aquelas tartarugas enormes! Aquilo sim, é Galápagos! Lá tb tem os tuneis de lava. Percorremos os dois que vimos. É interessante, mas o barato mesmo são os tararugões. Ficamos um bom tempo admirando a galera.

 

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As tartarugas gigantes de Galápagos, no El Chato

 

No fim, um casal argentino perguntou se havia problema em desviarmos um pouco do nosso roteiro para irmos até a Garrapatera, uma praia que fica do outro lado da ilha. Não estava no nosso roteiro, não queria exatamente ficar curtindo praia. Sem problemas, mas pedimos ao Javier para nos deixar ao menos fazer a trilha até a praia, ao menos para conhece-la. E, de fato, é bem bonita. Melhor ainda que fazia sol naquela hora. Fomos apenas conferir, logo retornamos.

 

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El Garrapatero

 

Passeio com o Javier foi muito bacana, eu recomendo. Conversamos bastante, e ele dava explicações gerais sobre o que víamos, sobre tartarugas, Galápagos, Equador, etc. Acho bacana qdo tem essa interação. Quero dizer, ele não é apenas o taxista que te transporta.

 

De volta a Puerto Ayora, pegamos o taxi boat (0,80 USD) para curtir Las Grietas. Vc desce num píer, segue o caminho, passa por uma praia (de los alemanes) e depois segue por umas salinas bem bacanas. E chega em Las Grietas, que é um barato. Havia uma galera por lá curtindo, uma parte me pareceu ser local mesmo. Fiz bastante snorkel por lá, visibilidade é muito boa. Curti um tempo, depois fomos seguimos a trilha que vai margeando o rio. E retornamos. Ainda demos uma pausa na Playa Alemanes, aquela que fica no caminho. Curtimos o fim de tarde por lá. Esquema relax!

 

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Salinas no caminho até Las Grietas

 

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Las Grietas

 

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Visual da trilha de Las Grietas

 

De resto ficamos batendo perna pela cidade, tomando cervas aqui e acolá, sobretudo nas arquibancadas da pracinha à beira-mar, vendo a galera local. Jantamos novamente na rua guerreira, e dessa vez pedi um peixe brujo encocado.

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Era dia de partir no nosso cruzeiro, então fomos curtir o que faltava na cidade. Fizemos checkout e saímos cedo. Tempo bem nublado. Cidade ainda acordando. Fomos novamente na direção do mercado – o foco era o Charles Darwin Research Station, mas precisávamos fazer hora até abrir. Então curtimos novamente um pouco do mercado de peixes e, um pouco adiante, uma área de mosaicos bem bacana. Outra coisa interessante do dia foi que pareceu rolar uma atividade entre os estudantes de limpeza de áreas públicas, especificamente áreas verdes. Vimos uma galera recolhendo lixo em diversos cantos, sempre onde havia verde. Das coisas que saem (e a quantidade) é que vemos como tem gente sem noção no planeta.

 

O Charles Darwin Research Station é muito bacana. Vc não entra na área das tartarugas, tal qual fizemos no El Chato. Elas ficam separadas, reservadas, tipo zoológico. Mas isso não torna o lugar desagradável, de jeito algum. Adorei ficar observando as tartarugas – que, por sua vez, são de espécie diferente das que vimos no El Chato. O pescoço das do Darwin era especificamente longo. Valeu muito a pena, e é grátis (embora doações sejam sugeridas).

 

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Tartaruga do CDRS

 

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O pescoção da residente

 

Depois fomos na Laguna de las Ninfas, um lago bacana que tem perto do centrinho, com belo visual e mangues a observar. Tb havia estudantes coletando lixo por lá.

 

E enfim fomos para a agência pouco antes da hora marcada. Chegando lá o cara logo chamou um taxi e nos mandou para o porto. Disse que alguém havia se atrasado no voo e que era para encontramos o grupo no aeroporto. Nosso taxi pifou no meio do caminho! Ahahaha, simplesmente o motor pifou. Não seria problema, pq rola camaradagem e eventualmente haveria taxis passando. E foi o que ocorreu. E tínhamos folga para o horário que estava estabelecido para nosso encontro no aeroporto. Enfim, chegamos e havia um cara da tripulação nos esperando. E então descobrimos que éramos os últimos, e que todos os demais do grupo já estavam no barco! Mais tarde apuramos que deve ter ocorrido algum telefone sem fio na história. Possivelmente o horário de apresentação foi adiantado, ou retificado, e não fomos informados a tempo – na verdade, não deixamos qq contato (não nos foi pedido!) na agência. Enfim, depois de alguma demora, chegamos ao barco. E que barco!

 

Era um Galaxy, tipo luxo. Galera já tinha almoçado, nós fomos apresentados e já chegaram nossos pratos. Total de 17 passageiros. Depois ficamos explorando o barco e nossa habitação – não estamos acostumados a tanto luxo, ehehehehe. Finesse, esquema patrão total. E ficamos tb conhecendo a galera. Não tinha certeza se seria um grupo fechado, de tour, ao qual nos integraríamos, ou se seria galera independente. Era galera independente. A maioria mais jovem, mas havia um casal alemão mais velho (nos 50s). A nacionalidade seguia o padrão Europa/Estados Unidos. Mas tinha uma dupla de Israel, um cara muito legal da Indonésia (que namorava uma brasileira) e outro da Coreia. Somente nós éramos da América Latina. A língua oficial, então, era o inglês.

 

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Esquema-patrão no Galaxy I!

 

Algum tempo depois do almoço fomos para a Isla Mosquera. Era a primeira atividade. Ficamos duas horas por lá. Muitos leões marinhos, uma enormidade de caranguejos de coloração alaranjado-vermelha (depois passamos a ver esses caranguejos em toda parte, mas eu adorava admirá-los -- são praticamente os únicos bichos da região que se afastam de vc ao menor sinal de encurtamento de distância). Rola uma praia na ilha, mas ficamos curtindo os bichos mesmo. Isso é Galápagos! E naquele lugar, naquela hora, havia sol, muito sol. Amem!

 

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Isla Mosquera

 

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Alta densidade demográfica caranguejeira na pedra

 

Aliás, como estava sol, curtimos nosso primeiro pôr do sol com sol na viagem. Nesse dia conhecemos a tripulação na janta, com apresentação individualizada. Depois da janta foi aquele social de conhecer a galera. Cervas a 3 USD no barco. Caro, claro. Mas esperava que fosse ainda mais.

 

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Pôr do sol em Galápagos

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Barco partiu umas 4 da madrugada e navegou até umas 6. Balançou um pouco, nada que incomodasse. Estava nublado nessa manhã. Era dia de conhecer as Ilhas Santiago e Bartholomé.

 

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Nosso barco (esquema-patrão!!)

 

Primeira atividade, logo depois do café da manhã, era conhecer a Isla Santiago. O barco nos leva e fazemos uma trilha por lá. Achei o visual da ilha qq coisa de sensacional. Caminhávamos sob lava vulcânica empedrada. Curti demais aquele visual. De alguma forma eu acho que vulcões e atividades correlatas me fascinam.

 

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Trilha de lava na Isla Santiago

 

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Tudo de lava na Isla Santiago

 

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Pé na lava (solidificada)

 

Aliás, vale dizer que em todas as ilhas não habitadas que fomos há trilhas demarcadas e sinalizadas, e há grande respeito pelas regras em cada uma delas. Existe um tempo máximo que se pode ficar e não é permitido caminhar fora das trilhas.

 

Depois da trilha, voltamos para o barco pq rolaria um snorkel numa região da mesma ilha Santiago. Havia wetsuits para alugar por toda a viagem, ao custo de 35 USD. Achei muito caro e decidi tentar encarar a água sem isso, mas quase todos alugaram (somente eu e mais 2 que não). E deu numa boa. A água é bem fria, não se iluda. Obriguei-me a me movimentar sempre enquanto nadava e, qdo voltava do snorkel, ia direto para uma chuveirada quente.

 

O snorkel na Ilha Santiago foi muito bom, com muito boa visibilidade. Vimos três tartarugas galapageñas, além de uma grande variedade de peixes.

 

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Tartarugão

 

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A abudante fauna marítima local

 

Depois do almoço rolou o 2º snorkel, agora nos arredores da Isla Bartholomé, onde poderia haver pinguins. Logo que mergulhei, vi duas coisas, e aos montes: estrelas marinha e água-viva. As estrelas era um grande barato, as águas-vivas eram um grande problema. Eu ficava tentando me desviar delas, ou seja, isso tomava minha atenção – e não as estrelas, que era o que eu deveria estar curtindo naquele momento! Mas relaxei e logo me acostumei – às águas-vivas, por bem dizer! Vimos dois tubarões, mas ambos escondidos sob rochas. Eles pareciam esconder-se de nós.

 

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Água-viva de sei lá qual tipo, só sei que tinha de desviar delas o tempo todo

 

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Estrelas do mar, abudantes na área

 

Eu ficava sempre para trás do grupo, que avançava com muita rapidez pro meu gosto (eu curto ficar admirando meio que longamente algum peixe). Eis que, num determinado momento, eu estava fotografando uns peixes e eles simplesmente disparam para longe de mim. Oh, oh, sinal de que vem algo atrás de mim! Qdo viro para trás, um susto. Era um leão marinho, olhando bem para mim! E logo se mandou. Refiz-me rapidamente do susto e, ingenuamente, disparei a seguir o bicho. É inútil, qdo ele dispara vc não tem vez. O susto foi pq, no dia anterior, o guia havia nos recomendado não nadar com os leões marinhos na Isla Mosquera, pq havia um macho dominando a área. De qq forma, mais à frente havia outros leões marinhos nadando com a galera.

 

Fora isso, vimos alguns escassos pinguins numa região. Disseram que há algumas poucas dezenas deles por ali. Vimos algumas poucas unidades. Nenhum deles nadando.

 

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Pinguim solitário

 

Depois de uma horinha de snorkel, o barco começa a chamar a galera para voltar. Uma hora é um tempo razoável, sobretudo por conta da temperatura da água. No entanto, naquele momento fazia sol, o que melhorava muito as coisas.

 

Às 16hs partimos para fazer uma trilha na Isla Bartholomé. É, na verdade, o clássico caminho que termina no alto de um morro e que proporciona fotos do que talvez seja o grande cartão postal de Galápagos. A trilha é toda urbanizada com madeira. Ah, no caminho até lá, de barco, vimos pinguins nadando. Muito bacana! Poderiam ter nadado antes, né? Eheheheh.

 

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Pinguim nadando

 

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Isla Bartholomé

 

Qdo chegamos lá em cima, havia um outro grupo, que logo desceu. Ficamos, então, com o pedaço inteiramente à nossa disposição. Joguei a ideia de ficamos por lá até o sol se pôr e, talvez por não haver oposição à ideia, foi o que rolou. Ainda bem! Curtimos um entardecer dos mais espetaculares.

 

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Pôr do sol clássico na Isla Bartholomé

 

Voltamos para o barco já anoitecendo. Era noite de lua cheia (de vez em qdo damos sorte de ter uma lua espetacular assim, em lugares mágicos!), curtimos o céu estrelado. Foi um dia ótimo, com visuais extraordinários, ótimo snorkel, social com a galera, e muito boa comida. O barco partiria de madrugada para a Isla Genovesa.

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Valeu, Fábio!

Genovesa foi sublime. Piqueros Nazca, de Patas Rojas e tantos outros (MUITOS) pássaros. Além de ter sido o único lugar que consegui ver um tubarão martelo fazendo snorkel.

Genovesa é o tema do próximo dia a publicar (devo publicar hoje ou amanhã).

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    • Por NatalieM
      Olá, vou para Quito em junho e a principio pensei no seguinte roteiro:

       
      Porém estou com algumas duvidas: É possível fazer Vulcão Cotopaxi e Lagoa Quilotoa no mesmo dia e por conta, apenas contratando o guia obrigatório? Caso não seja alguém tem dica de agências que façam esse passeio?
      Mitad del Mundo, Otavalo e Termas Papallacta são possíveis de chegar de ônibus por conta própria?
      Alguém tem dicas de outros lugares bacanas para conhecer?
       
      Obrigada!!!
    • Por mcm
      Com 4 dias para o Réveillon 18/19, tínhamos várias opções em mãos. Uma delas era rever Quito, mas dependia de uma promoção, ou ao menos de uma tarifa razoável da Copa. Que rolou, enfim. Meses depois a Gol começou a voar direto para lá, mas partindo de São Paulo e nem todos os dias da semana.
      Para os dias em Quito, a ideia era fazer alguns passeios nos arredores. Sobretudo Cotopaxi. Tentei muito um tour para Cotopaxi para a 2ª feira dia 31. Ninguém saía naquela data. Dadas as condições (frio, altitude, caminhada), Katia também começou a dar pra trás e não querer ir. Então deixamos de lado. Mas rolaria Quilotoa.
      Chegamos e logo pegamos o taxi para a cidade. Preço fixo de 25 USD. Chegamos rápido a Mariscal, largamos as coisas na pousada e partimos para rever a cidade. Primeira parada, Plaza Foch. Aproveitamos para perguntar algumas coisas na banquinha de informações turísticas que tem lá, e fomos muito bem atendidos. Muita simpatia, tanto da moça quanto do segurança/policial da área. Ela deu dicas do réveillon, de como chegar a alguns pontos que tínhamos mapeado, e tal.
      Logo fomos então conhecer a Olga Fisch Folklore, que é na verdade uma loja de design, mas que pode ser encarado também como um museu. Muito bacana, e bem caro – as coisas são visivelmente de alta qualidade.
      Dali pegamos o busum para perto da Capilla del Hombre. Descemos e pegamos um taxi baratinho, tudo conforme a moça das informações tinha nos sugerido. A Capilla del Hombre faz parte de um complexo onde morou o artista Oswaldo Guayasamín. Fizemos primeiro um tour bem bacana pela casa dele, hoje Fundação Guayasamín, e depois um outro tour no anexo, a própria Capilla, que é um enorme espaço dedicado à arte dele. Ambos espaços muito legais, repletos de obras de arte.
       
       
       
      Encerrado o passeio, não conseguimos taxi para voltar. Voltamos andando e pegamos o busum em direção ao centro. Ideia foi rever aquelas praças e igrejas históricas da cidade. Não entramos em todas as igrejas novamente (algumas são pagas), apreciamos de fora mesmo. Quito tem um centro histórico muito bacana. 
       
       
       
      Encerramos o passeio já de noite por La Ronda. Dessa vez estava bem cheio. Rodamos bastante por lá, demos uma pausa, tomamos alguns canelazos. Divertido ver a galera chamando para os restaurantes, e depois pegamos taxi de volta pra Mariscal. 
       
      Domingo foi o dia de tour a Quilotoa. Saímos cedo para o ônibus, que parte de perto da Plaza Foch. Vários ônibus partem daquela região de manhã cedo, basta vc identificar em qual lista vc está. Fomos praticamente os últimos a chegar – mas dentro do horário --, então ficamos lá no fundão. Tem um guia, que faz apresentações gerais e tal, e vimos que a maioria da galera era americana. 
      Primeira parada do tour é num mercado enorme que eu tinha anotado como sendo o de Saquisili, mas... que agora tenho dúvidas se não foi o de Pujili. Seja lá qual tenha sido, foi bacana. Circulamos um pouco para aquele people-watch inicial. Depois fomos às compras. Compramos morangos, amora, banana, chocolate e rapadura. Tudo muito barato. Tudo custa 1 dólar, e ainda pedíamos apenas meia porção. E as frutas bem bonitas e saborosas.
       
      Parada seguinte foi numa casa indígena no meio da estrada. Eu fico meio constrangido com essas visitas, me remete diretamente à mesma atividade turística que se faz na Amazônia (“visita à comunidade indígena”), de modo que deixei o tempo passar. Fiquei vendo a criançada parando os carros na estrada e cobrando pedágio (para o réveillon, e isso ocorria em diversos locais).
      E, enfim, Quilotoa. Previsão para aquele dia era de chuva. E de 4 graus de temperatura. Chegamos a pegar cerração pesada no caminho. No local, o céu estalava de azul. Fazia algum frio, mas muito acima de 4 graus. Amem. Logo do alto se tem a melhor visão do espetáculo que é a lagoa de Quilotoa. É de babar. De não querer sair dali, de não retirar os olhos daquele cenário. E, claro, fotos e mais fotos.
       
       
       
       
      Mas é chegada a hora de descer até a lagoa. Sob tempo contado, porque depois tem de subir tudo de volta. Com a altitude para somar, galera recomenda reservar o dobro, ou mais, do tempo de descida. É justo. Ou subir de mula, coisa que não faríamos – e não fizemos.  Descer é, de fato, muito fácil. Apenas ter cuidado com alguma eventual escorregada (é bem inclinado) e com as mulas subindo eventualmente em velocidade acima do razoável. Além, claro, das inúmeras pausas para fotos e para contemplar novos perfis daquele lugar. Fora isso vc desce pulando e correndo, se quiser. Nós demoramos a descer, por conta das paradas para fotos e contemplação. Levamos um pouco mais de meia hora.
      Lá embaixo curtimos um pouco a lagoa, contemplamos ainda mais o visual e aproveitamos para comer um pouco das frutas que compramos. Tem camping por lá, havia uma galera meio “local”. E havia caiaques também.
      E logo voltamos inclinação acima. Já disse, mas repito: é bem inclinado. Estava seco, fazia muita poeira. Mas muita mesmo. Roupas (e narinas, e até a boca) sofreram. Fomos subindo aos poucos, evitando parar, mas paramos algumas vezes, pra descansar mesmo. Altitude tem seu peso. E nesse ritmo levamos 50 minutos para subir, com uma ou outro parada para fotos.
      Chegamos +- na hora programada, mas o local de almoço ainda não estava disponível, atrasou um pouco. Almoço foi bom, e logo depois partimos de volta. São 180 kms de distância, coisa de 3 horas. Depois da caminhada + almoço, bateu aquele bode bacana no busum e chapei.
      Dependendo da disponibilidade, acho que valeria uma noite no lugar. Tem pousadas por lá, acho que não tem outras atrações que não a lagoa em si (e nem precisa!), mas curtiria contemplar aquele lugar por mais tempo. E evitar as horas de estrada num único dia.
      De volta a Mariscal, fomos direto para a pousada tirar, e isolar, nossas roupas entorpecidas de poeira e tomar um banho merecido. Na janta, vimos que Mariscal simplesmente morre nos domingos à noite. Quase nada aberto, completamente diferente do dia anterior. Mas felizmente encontramos um bar mexicano, que salvou a noite.
      Segunda-feira dia 31 foi dia de finalmente conhecer La Mitad del Mundo. Fomos procurar o transporte que teoricamente sairia da Plaza Foch a cada hora pela manhã, mas não vimos nenhum. Talvez porque fosse dia 31. Então fomos de esquema busum mesmo, andando até a Av. Amazônia. Foi dica da simpaticíssima moça da banca de informações turísticas na Plaza Foch. O transporte custaria 5 USD para cada. O esquema busum custou 40 centavos. É muito barato.
      No caminho passamos pela Av. Amazônia, palco das festividades do dia 31. Estavam armando diversos palcos alegóricos. Pareceu bacana, ficamos no pique de voltar para ver como era.
      O esquema busum (precisa descer num terminal e pegar outro ônibus, e as pessoas são muito solicitas ao informar) leva 1,5 hora e larga vc a várias quadras da Mitad. Ao menos o busum que pegamos. Mas é tranquilo andar. Ficamos quase 4 horas curtindo a Mitad. É meio que um shopping (pago) a céu aberto, com algumas atrações (inclusas no preço). Tudo isso, claro, além do barato de estar na suporta metade do mundo. O perfeccionismo mais recente identificou que a metade fica a alguns metros de lá. Mas... e daí? Vale pelo barato de estar lá.
       
       
       
       
       
       
      Além do monumento na dita metade do mundo e de diversas lojas, o lugar tem alguns pequenos museus e salas de exposições. É bacaninha, curtimos. Na volta pegamos o tal transporte dedicado de 5 USD, que levou metade do tempo para nos levar de volta. Vimos muitos homens fantasiados de mulher pelo caminho, pedindo pedágio nos sinais de trânsito. O motorista negava e ficava numa boa. 
      Mariscal estava cheia. Fomos direto para a Av. Amazônia. Estava lotaaaaaaada. Muito bacana, maior galera fantasiada. Alguns cobravam de meio a 1 USD para tirar foto, outros pediam contribuição voluntária, e outros apenas curtiam que vc tirasse foto com e/ou deles. Parecia na verdade um grande Halloween em pleno dia 31. Muitas famílias com crianças. E três palcos ao longo da longa avenida. Mesmo lotado, era possível caminhar – devagar e com as massas. Fomos de ponta a ponta ida e volta, um barato. Sol a pino.
       

      Em contraste com o que habitualmente vemos no Brasil, vi muito pouca gente com cerveja na mão. Mas recebi oferta, em alto e bom tom, de cocaína (!!) por um cidadão. Nem olhei para o meliante. A área era bastante policiada – cheguei até a fotografar um grupo de guardas que perceberam a foto e sorriram.
      Outra coisa que vimos muito nessa época por lá eram carros levando um boneco amarrado no capô. Esses chamavam mais a atenção, mas na realidade havia outros tantos bonecos espalhados aqui e ali. Acho que seriam posteriormente queimados na virada de ano, representando deixar para trás o que foi de ruim. Veríamos essa queima mais tarde. Além desses, havia homens vestidos de mulher espalhados pelas ruas. Meio tipo Carnaval, mas alguns deles pediam pedágio nos sinais. Era bacana identificar essas coisas que não temos por aqui, ao menos não no réveillon.
      Depois de algumas horas curtindo a avenida indo e voltando, fomos dar uma pausa para recarga em algum lugar mais afastado, mas logo retornamos para a festa. Escolhemos ficar perto do palco (cheio pacas) curtindo os shows locais. Galera tava empolgada. 
       
      Jantamos, voltamos para a pousada, e saímos de volta umas 23hs para ver o que rola na virada de ano. Fomos novamente até a Av. Amazônia para ver o agito e... um breu! Toda aquela galera, toda aquela festa se esvaiu. Galera curte de dia, de noite vai para casa, pelo visto. Maior contraste!
      Então ficamos na Plaza Foch, que era onde efetivamente havia gente. Reveillon da turistada rolou por lá mesmo. Muitos “Globos del Deseo”, que eram balões que a galera tentava levantar – não vi nenhum subir direito. Ainda tinha gente fantasiada, algumas mulheres com arco de unicórnio e outras paradas. A Plaza tava bastante policiada, bem tranquila. Havia espaço de sobra para circular (tudo indica que os locais curtem a virada de ano em casa mesmo). À meia-noite a galera começa a queimar os bonecos. Taca álcool e taca fogo. Um deles era o indefectível Maduro, que foi muito homenageado com palavras de baixo calão. E, em meio ao fogaréu dos bonecos, galera começa a pular a fogueira. O fundamento é pular o que se está deixando para trás. Mas acaba virando uma grande diversão geral. 
       
       
      No dia 1 fomos no teleférico. Curtimos novamente, estava mais aberto dessa vez. Chegando cedo, muito pouca fila. Tentamos uma trilha, mas acabamos desviando muito do alvo e voltamos. Curtimos a caminhada e o visual. O esforço naquela altitude é evidentemente redobrado.
       
      Descemos e paramos no parque La Carolina. Fomos caminhando e conhecendo o parque, que estava cheio naquele 1º de janeiro. Uma pista de atletismo (pública) me parecia excelente, do tipo que nunca vi parecida no Brasil. 
      Fomos andando em direção a Mariscal, passamos pelo Jardim Botânico e... estava aberto! Sempre acho que tudo vai estar fechado no dia 1º (teleférico não!), e eis que o jb nos surpreende. Então vamos, claro. E o lugar é bem bacana, curtimos bastante. Com destaque para uma belíssima área de bonsais, mas que infelizmente acabamos tendo de acelerar para seguir para o aeroporto. 
       
      E assim foi mais um Réveillon e algum canto do mundo!
    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por felipenedo
      Olá Mochileiros!!!
      Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018.
       
      Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar!
       
      Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar!
      www.profissaoviageiro.com
      Insta: @profissaoviageiro
       
       
      Então......
      As coisas mudam tão rápido na vida...
      Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis!
       
      Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela.
       
      Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria.
       
      E assim foi:
       
      18/02/2018 – Santa Cruz
      Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado!
       
      A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos.
      Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar.
      Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!!


       
      Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora.
      Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino.
       
      Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá.
      Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam.
      Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar.
      Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia.
      Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!!
       
      Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito!


       
       
      Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes.
      Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes.
       
      Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa.


       
      Já na volta parei na praia para curtir um pouco.




       
      De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar.

       
      Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício!

       
      19/02/2018 – Santa Cruz
       
      Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito!

       
      Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia...
      Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!!











       
       
      Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento.
      Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam.






       
       
      De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00.
      Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos.
      Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá.







       
       
      Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!!


       
      Túneis de Lava

       
      Los Gemelos

       
      Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz.
      Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena.
      Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz.
       
      Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal
       PQP, ele me ajudou muito!
      Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00.
       
       
       
      20/02/2018 – Isabela
       
      Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto.
       
      Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem.
       
      Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado.
       
      Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir!
       
      Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz.
      As cores do mar são impressionantes!
       
      Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco.
       
      Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não.
       
      Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte...
       
      O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel).
       
      Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos.
       
      Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar.



       
       
      Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho.


       
      Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas.
      Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados.


       
      Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá.

       
      Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas.

       
      Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos.
       
      A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho.
      Sensacional!

       
      Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa.
       
      O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio.

       
      Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse


       
      Na volta só paramos para as tartarugas mesmo.

       
      Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem.
       
      Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!!
       
      Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo!

       
      Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar.
      Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks.

       
      Estava tudo muito bom.

       
      Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo!
       
       
      21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal
       
      De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar.
      O tour saiu por US$ 35,00
       
      Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos!

       
      Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby

       
      Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo!

       
      Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso.
      Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro!


       
      A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais!




       
      Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou!
      Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo.



      De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos.

       
      Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc.




       
      E com isso, encerramos o passeio.
       
      Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo!
      No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!!
       
      O contato do Carlos lá em Isabela é:
      Carlos Valencia
      +593 096 7643662
       
       
      O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno!
      Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros.
      E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo!
      No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito!
      Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe.



       
      Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás.
      Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo.
       
      Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas!
       
      Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas.
      No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila.


       
      Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel.
       
      Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida.





       
      Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda!


       
      Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!!
       


       
       
      22/02/2018 – San Cristóbal
       
      Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour.
       
      O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer.
       
      A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas.


       
      Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes!



       
      Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........


       
      A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá.



       
      Tinha muita ave ali!
       
      Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby

       
      Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo.
      Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida.



       
      E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional



       
      A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional!




       
       
      Do lado de fora também é bem legal!



       
      E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana!


       
      Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir.



       
       
      23/02/2018 – San Cristóbal
       
      Esse dia tirei para conhecer La Loberia.
       
      É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas.
       
      Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo.
      O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê.


       
      Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco.

       
      Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz.
       
      De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei.
       
       
      24/02/2018 - Santa Cruz
       
      Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho.
       
      A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso!
       
      O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho.

       
      Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho.
       
      O barco vai tranquilo até Gordon Rocks.


       
      Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora.
      Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto!

       
      Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água!

       
      O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados.
      Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho.



       
      Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano!
       
      Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso!



       
      Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera.

       
      Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!!

       
      Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada.

       
      De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo....

       
       
      25/02/2018 - Santa Cruz
       
      Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente.
       
      Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã!
       
      Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio.
       
      Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!!
       
      Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo.
       
      Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!!

       
      Mais fotos do passeio:






       
      No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar!




       
      Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem.
      Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar.


       
      O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também.






       
      Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho.
      Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo!
       
      Existe uma visitação controlada no local que ele fica.
      Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste..........
       
      Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta.
      Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo.
       
      Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho!
      Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz.

       
      Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos!

       
      Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições!



       
       
      Então me despedi de Galápagos.

       
       
      26/02/2018 – Santa Cruz
       
      No aerporto


       
      Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá!
       
      Valeu!!!!
       




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