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Equador em 10 dias de Quito a Riobamba, Gastos + Fotos


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@rafa_conPaís no qual passei 90 agradáveis dias,conheço bem,mas não tenho vontade de voltar,justamente por um ponto que você falou por alto.O transporte é muito ruim.Alguns ônibus são importados com banheiro, mas não se pode usar,pois eles não tem garagem.O país não tem empresas de ônibus, sim cooperativa. Cada um dirige seu próprio ônibus é,muitas vezes,faz da porta da casa a garagem. Outro prob lema é receberem cartão o que já vi que continua do mesmo jeito. 

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Em 22/09/2022 em 23:38, rafa_con disse:

Primeiramente, quero agradecer a @Gabriel Damasio e @eucarolina por seus relatos sobre o Equador aqui no fórum que me ajudaram muito a fazer praticamente todos os passeios por conta própria e economizar bastante.

Nosso objetivo principal nessa viagem eram trilhas e montanhas e por isso nosso ritmo de foi bem lento com bastante tempo de descanso. Algumas pessoas nesse mesmo período de tempo incluem mais cidades e lugares.

1) ROTEIRO

07/09/2022 (quarta) - Chegada em Quito, caminhada pelo Centro Histórico

08/09/2022 (quinta) - Teleférico, trilha até o cume do Rucu Pichincha

09/09/2022 (sexta) - Mitad del Mundo, ônibus para Latacunga

10/09/2022 (sabado) - Quilotoa

11/09/2022 (domingo) - Cotopaxi

12/09/2022 (segunda) - Ônibus para Baños, Casa del Árbol

13/09/2022 (terça) - Pailón del Diablo

14/09/2022 (quarta) - Ônibus para Riobamba, caminhada pela cidade

15/09/2022 (quinta) - Chimborazo

16/09/2022 (sexta) - Ônibus para Quito

17/09/2022 (sábado) - Retorno para o Brasil

Obs.: Eu escolhi setembro primeiro porque para mim é conveniente tirar férias em setembro e, segundo, tinha visto que era um mês que chovia bem pouco no Equador. De fato, chove pouco, mas pegamos dias com muitas nuvens o que atrapalhou principalmente a vista do Cotopaxi. Mas enfim... Talvez seja melhor ir no verão mesmo. 

2) CUSTOS para o casal

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Obs. Os dólares físicos consegui uma sobra com a minha vó que tinha viajado antes. Por isso o valor de conversão foi ok. O resto usei o cartão Wize da minha conta multi-moedas e foi muito bom pois a cotação é excelente. Sacamos dinheiro 3 vezes durante a viagem porque eu dei uma vacilada nas contas, mas se tivesse sacado uma só, a taxa no Banco Guayaquil (o bando rosa pink) era de 1,50 USD por saque, independente do valor. Alguns locais eu consegui passar o cartão de débito da Wize, mas a real é que na maioria das situações (ônibus rodoviário, restaurantes, lojinhas) é melhor ter dinheiro. Tive problema até em farmácia pra usar o cartão. O cartão eu passei basicamente em mercado e em atrações de Quito (Teleférico e Mitad del Mundo). 

Outro ponto, a primeira vez que converti dólar na conta multi-moeda da Wize, consegui aquela baixa que teve entre abril e maio de 2022 se não me engano, menos de 5 reais. Ajudou bastante na economia. As demais conversões eu fiz durante a viagem mesmo conforme a necessidade... 

3) RELATO 

DIA 1 - 07/09/2022 - QUARTA-FEIRA

Saímos de GRU a 1:30 da manhã e chegamos em Quito as 12:04. Tivemos uma escala no Panamá de 3 horas. Na imigração não nos pediram nem a carteira de vacinação da covid e nem o formulário do viajante (https://declaracionsalud-viajero.msp.gob.ec/) que havíamos preenchido e impresso. Existe um ônibus que sai do aeroporto até a cidade que custa 8USD por pessoa. Não consegui descobrir em qual lugar da cidade ele deixa você, por isso acabei optando por ir de táxi: 25 USD até o Mariscal. Era um hostel embora tivessemos alugado pelo AirBNB, um quarto, cozinha banheiro bem completinho e confortável. Só que infelizmente, por causa da localização no Mariscal, bairro das baladas, a música alta vai até de madrugada, dificuldando o sono. Atrapalhou bastante, mas fora isso... Indico. 

Neste mesmo dia fomos até o centro histórico caminhando, cerca de 2km. Apenas demos uma volta pelas ruazinhas, não entramos em nenhum um local em específico e nem na catedral. Aliás, a catedral é bem bonita. Encontramos um mercado para comprar jantar, lanches e café da manhã e voltamos de ônibus. Num primeiro momento parece difícil entender os ônibus de Quito, mas quem tem boca vai a Roma, nada que sair perguntando para todos não resolva. 

DIA 2 - 08/09/2022 - QUINTA-FEIRA

Logo cedo, estudamos com o pessoal do hostel como fazia pra chegar de ônibus no teleférico. Eles nos indicaram o número da linha que passava numa avenida grande sentido oeste da cidade. Esse ônibus nos deixou na rua que dá acesso ao teleférico. De lá, ainda tivemos que subir mais 1km até a entrada do teleférico. Isso tudo porque a passagem do ônibus era 0,35 USD e um táxi custaria 4 USD. Subidinha puxada ainda por causa da altura mas iríamos ainda subir muita coisa, não dava pra reclamar.

Valor do teleférico é 8,50 USD. Chegamos lá praticamente na hora de abertura. O final do teleférico tem vários mirantes a 4,100m de altitude. Dali pegamos nossa trilha rumo ao cume do Rucu Pichincha. Vi que algumas pessoas não sabiam onde essa trilha ia dar, pois bem, era pro cume da montanha. A trilha tem ao todo 10km (5 pra ir e 5 pra voltar) é extremamente bem demarcada, tem alguns trechos com alguma dificuldade técnica, nada absurdo, deu tranquilamente pra fazer sem guia, até porque tinha até que bastante gente fazendo a trilha esse dia também. Outro ponto é que tem duas rotas possíveis (veja uma foto abaixo, é um cartaz que tem na entrada do teleférico) claro que fizemos a mais fácil. O problema maior é a subida final, antes do cume, ela é extremamente íngrime e com pedras soltas. Com altitude fica ainda mais complicado. De qualquer forma, chegamos lá e foi incrível. Quase 4,700m de altura. Sobre tempo de percurso: começamos a trilha as 10h, as 14h chegamos no cume e por volta das 16h30 estávamos no teleférico de volta. Chegamos bem podres de cansados, nem a música alta atrapalhou essa noite de sono. 

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Rotas possíveis - a mais fácil é a vermelha

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Início tranquilo

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Final bem íngrime, olha a placa azul lá em cima indicando o caminho rs

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Cume

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No retorno, o Cotopaxi apareceu pra gente, que visu!

DIA 3 - 09/09/2022 - SEXTA-FEIRA

Novamente consultamos o pessoal do hostel para saber como chegar de ônibus no Mitad del Mundo que é bem longe do centro da cidade. Tivemos que pegar um ônibus do tipo 'trolebus' (o que vai pelo corredor de ônibus) até o terminal Ofelia, no norte da cidade. Este é um pouco mais barato, custa 0,25 USD. No terminal, pega-se um outro ônibus até o Mitad del Mundo que custa 0,15 USD que eu descobri perguntando qual era. Levou praticamente 1h30 até lá. A entrada custou 5 USD. Ao redor do monumento tem uma pequena 'vila' de lojinhas e restaurantes. Curiosamente, eu encontrei alguns suvenirs mais baratos lá do que em Quito. Subimos até topo do monumento, tiramos fotos, ao total devemos ter ficado 1h por lá. Não fomos na 'linha do Equador verdadeira' por preguiça mesmo (como a maioria deve saber, eles erraram a localização do monumento por uns 200 metros, mas enfim...).

Voltamos também de ônibus para o hostel, almoçamos em um restaurante ali das proximidades que custou 2 USD e logo seguimos para o Terminal Quitumbe, no extremo sul de Quito, cerca de 40 minutos de ônibus. Lá, encontramos a rodoviária (chamada Terminal Terrestre) e empresas que iam para Latacunga. Se me lembro bem, a passagem foi 1,75 USD. Nesse ônibus encontramos uma espanhola que nos acompanhou nos dias seguintes. 

O Terminal Terrestre de Latacunga era bem pertinho da cidade e deu pra sair de lá a pé. Nosso AirBNB em Latacunga era uma gracinha e indico demais. A cidade também me cativou muito mais que Quito, um clima andino incomparável.

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DIA 4 - 10/09/2022 - SÁBADO

Combinamos de encontrar a espanhola numa praça para irmos juntos ao Terminal Terrestre e encontrar o ônibus até Quilotoa. Sim, existe um ônibus direto e ele custou 2 USD. Pegamos o ônibus das 9h30 e levou cerca de 2 horas para chegarmos no destino final. O ônibus nos deixa na entrada da 'vila' de Quilotoa onde pagamos mais 2 USD para entrar. Caminha-se mais um pouco até chegar na 'borda' da cratera (Explicação para quem não sabe: Quilotoa é um vulcão com uma lagoa em sua cratera, vc chega por cima dele e desce até lá em baixo). A trilha até a lagoa é de 1,7km e pelo menos na época que fui, tinha muita pedra solta e areia, subia bastante pó. Mesmo pra descer foi complicado. O tempo estava lindo e toda a paisagem era deslumbrante. Pra subir foi beeeeem puxado, mas pra quem tinha feito o Rucu Pichincha né kkkkkkk acho que levamos 1h pra subir. Chegando lá em cima ainda fizemos uma pequena trilha ao entorno da cretera. Aliás, por lá tem várias trilhas: você pode fazer o contorno por baixo, na 'praia', por cima, no meio.... pra quem tem tempo as opções são infinitas. 

Pra voltar, fizemos diferente, como o ônibus direto iria sair apenas as 17h30, pegamos uma caminhonete até Zumbagua (5 USD divido em 6 pessoas que juntou lá na hora) e de lá um outro ônibus para Latacunga. Chegamos eram quase 19h mas valeu muito a pena. Nesse dia ainda encontramos um restaurantezinho aberto muito bom de 1,50 USD a refeição mas infelizmente ele não abriria no dia seginte (domingo). Ainda nessa noite de sábado, queríamos descobrir como ir ao Cotopaxi no dia seguinte mas a espanhola contou que chegar de ônibus na entrada do parque (na verdade, descer na rodovia próximo a estrada que dá acesso ao parque) e ir de caminhonete, essa caminhonete poderia sair até 20 USD por pessoa. Não sei se isso é verdade mas me assustou. Negociei com o o meu host do AirBNB e acabei indo com ele... Também ficou 20 USD por pessoa mas pelo menos indo direto de carro até lá, sem a necessidade de se preocupar com um segundo meio de transporte. 

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Essa vista é da trilha por cima da cratera.

DIA 5 - 11/09/2022 - DOMINGO

Fomos com o meu host, Gabriel, eu, meu marido e a espanhola para o Cotopaxi, 20 USD por pessoa. Infelizmente esse dia estava feio e frio. Muito frio e vento. Eu já comecei a me lembrar de quando fizemos a travessia Petro-Tere e pegamos os Portais do Hércules fechado, que frustração. Enfim, fizemos uma primeira parada na Laguna De Limpiopungo, caminhamos um pouco ali no seu entorno e depois fomos de carro até o estacionamento montanha a cima. De lá, tem um trilha super íngrime até o Refugio José Ribas. O local estava bem cheio, acredito que por ser domingo. Por incrível que pareça, embora tenhamos ido no inverno, não havia muita neve no entorno do Refúgio o que me deixou bem triste também. De qualquer forma, experiência válida, não se pode ter tudo na vida né? Por causa do frio e do vento forte, não fomos até o glaciar, alguns metros acima do refúgio. Queríamos descer o quanto antes. Assim que entramos dentro do carro, começou uma chuva quase nevasca. Demos sorte. Voltamos para a cidade por volta de umas 16h e praticamente passamos o resto do dia descansando. 

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Laguna De Limpiopungo

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Subida íngrime até o Refúgio, muito vento e frio.

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Depois de descermos, esse foi o máximo que o tempo abriu

DIA 6 - 12/09/2022 - SEGUNDA

Quisemos dormir bastante esse dia pra descansar bem, fizemos o check out ao meio-dia e fomos para o Terminal Terrestre procurar pelo ônibus paa Baños. Embora sejam poucos quilometros, esse ônibus ficou meia hora parado no Terminal de Ambato e eu comecei a ficar com vontade de fazer xixi... Havia um banheiro no ônibus mas o cobrador não permitiu usar. Eu cheguei desesperada e chorando em Baños, já estava com muita dor de segurar xixi, foi bem triste.

Enfim, caminhamos até o Hostel que ficaríamos, o Timara. Limpinho, organizado, bem silencioso, cozinha completinha. Eu indico. Era por volta de uma 15h e graças ao relato do Gabriel que agradeci lá em cima, eu sabia que tinha um ônibus que ia até a Casa del Árbol e o último saia as 16h. Perguntei pro staff do hostel que me indicou e era bem perto. Pegamos esse ônibus que custa 1 USD pra subir e mais 1 USD pra descer e ele tem horários fixos. No caso deste último, sobre as 16h e desce as 18h. O trajeto leva uns 30 minutos. 

A entrada da Casa del Árbol é 1 USD e quando chegamos estava vazia. Deu para aproveitar todos os balanços do local sem filas, o tempo estava aberto e tivemos uma vista privilegiada do vulcão Tungurahua. Ainda conseguimos andar na tirolesa e relaxar na grama, foi muito agradável mesmo. Passeio bem gostoso, um acalento depois do meu sofrimento no ônibus. 

A cidade de Baños eu achei que foi a mais cara para comer.

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Relax

DIA 7 - 13/09/2022 - TERÇA

Fomos fazer o passeio de bike até o Pailón del Diablo. Saímos em busca de alugar bicicletas da forma mais barata possível que sabíamos: 5 USD e encontramos até que relativamente fácil.  O trajeto tem 16km até Río Verde e em maior parte é descida, ou plano ou subidas beeeem levinhas. No entanto, o barato saiu caro, acho que alugamos as piores bikes de todo Equador. A minha o pedal ficava caindo e a do meu marido estava muito dura, mesmo na descida precisava pedalar. De qualquer forma, a gente chegou lá. Fomos fazendo paradas para fotos, paramos para ver o pessoal nas atividades de tirolesa e afins, vimos algumas cachoeiras, foi bem tranquilo. Os motoristas respeitam bastante as bikes nesse percurso. 

Amarramos noss bike no centrinho e já notei algumas coisa que não sabia (ou tinha esquecido). Há duas entradas para a cachoeira, uma 'original' feita pelos equatorianos e é a que vemos as escadas e balcões bem em baixo da queda d'água. A outra teria sido feita por uma empresa americana. Nós só fomos na equatoriana mesmo. É uma trilha bem agradável em meio as árvores, acho que menos de 1km. Foi uma trilha tão boa que até pra subir foi fácil. Paga-se uma entrada de 2 USD na cascata e ela realmente é incrível. Tivemos a sorte de pegar um arco-íris, foi bem lindo. Dá pra chegar bem deibaixo dela passando por uma pequena caverna ou gruta. Passeio antamente recomendado. 

Para voltar com as bikes ficam algumas caminhonetes ali na saída mesmo, pagamos 6 USD para levar nós dois e as duas bikes de volta para Baños. Chegamos até que bem cedo, talvez unas 15h, não imaginava que fosse ser tão rápido. A noite decidimos ir nas Termas de de la Virgen só pra ver como é. Não sei se valeu muito a pena, a entrada foi 4 USD para cada. Mas mais uma experiencia pra conta. Ah, eu acabei não alugando a touca de banho porque não encontrei um local para isso e ninguém me chamou a atenção. Estava de cabelo preso e passei batida. 

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As piores bikes de todo Equador

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Pailón del Diablo

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As termas

DIA 8 - 14/09/2022 - QUARTA

Saímos no limite do nosso check out rumo ao Terminal para procurar o ônibus a Riobamba. Eu tinha pegado um AirBNB em Riobamba bem próximo do Terminal Terrestre de lá. Infelizmente, o ônibus que pegamos nos deixou em outro local, tivemos que pegar mais um ônibus da cidade para chegar. Depois de instalados, saimos a pé pela cidade para procurar um mercado e também para conhecer um pouco. Nossa host nos deu algumas dicas de como poderíamos chegar no Chimborazo por conta (embora eu já tinha lido aqui) e também para ter noção dos preços. Acabou ficando mais barato que o Cotopaxi em Latacunga.  

DIA 9 - 15/09/2022 - QUINTA

O dia amanhaceu nublado pra caramba e eu já comecei a achar que ia ser frustrante ir até o Chimborazo e pegar tudo fechado. Fomos até o Terminal de Riobamba e o indicado era pegar um ônibus até Guaranda. Olhando no mapa, eu pensei que esse ônibus iria pela rodovia 492 direto. Para nossa surpresa, quando chega em San Juan, ele entra por uma estradinha que para exatamente na frente da entrada do parque nacional. Deve ter levado 1h ou 1h30 até lá e durante todo o percurso a neblina era densa, apenas chegando bem perto que começamos ver aquele grandão. A entrada do parque é gratuita mas para subir até o primeiro refúgio (Refúgio Carrel) pega-se uma caminhonete e ela custou 25 USD. Se tivessemos em mais pessoas teria barateado, mas não existia uma única alma viva ali que tinha chegado de ônibus, como nós. O trajeto tem 8km que quem quiser pode ir a pé, mas precisa de tempo... Precisaria chegar bem cedinho, não era nosso caso. O motorista ainda fez uma pressão e nos deu 2 horas a partir do estacionamento do Refúgio Carrel pra subir até a Laguna Condor Cocha e voltar. Eu achei que ia ser pouco, mas realmente foi mais que suficiente.

Esse dia, embora o céu também estivesse meio encoberto, estava um clima bem agradável e sem vento forte. Subimos muito facilmente, por incrível pareça. Acho que estávamos bem aclimatados. Além disso, a subida não é muito íngrime. Paramos no segundo refúgio o Edward Whymper e em seguida fomos até a Laguna, a 5,100m de altitude e lugar mais alto que chegamos nessa viagem. Novamente, o tempo estava encoberto mas agradável e também não tinha muita neve por ali. No entanto, tiramos ótimas fotos.  Descemos para a entrada do parque e resolvemos lanchar por ali olhando pra montanha. Em alguns momentos o tempo até abriu e deu pra ver ela toda. Depois ainda ficamos observando as Vicuñas, foi tudo bem agradável. 

O ônibus de volta passa em horários redondos inteiros, foi o que nos passaram. Nos preparamos para pegar o das 15h mas ele atrasou alguns minutos. Mas deu tudo certo. Na volta, pela janela traseira do ônibus, deu pra ver o 'outro lado' do Chimborazo, e não tinha uma única nuvem em cima dele. Só o lado do refúgiu estava nublado, para a cidade estava aberto. Ficamos dois bobos na última fileira do ônibus olhando pra trás. 

Chegando em Riobamba, descansamos a arrumamos as mochilas para a 'partida final'. 

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Vista do ônibus chegando

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Caminhando próximo a Laguna a 5.100 metros

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Quado deu pra ver o topo durante o nosso lanche

DIA 10 - 16/09/2022 - SEXTA

Dormimos até o limite do horário possível e pegamos um ônibus de volta a Quito. foi o percurso mais caro de toda a viagem, 5,50 USD para cada um e 3h45 de viagem. Em Quito, chegamos a tarde e ficamos no mesmo AirBNB dos primeiros dias. Como nosso voo seria no dia seguinte as 6 da manhã, nossa host conseguiu um taxista para nos levar as 3h30 pro aeroporto por 25 USD (mesmo valor que pagamos para vir). Nosso voo de volta teve uma escala de 7 horas no Panamá, onde tivemos que fazer uma refeição no aeroporto pago no cartão de crédito, foi a coisa mais cara de toda a viagem. 

4) CONCLUSÃO

Gostamos muito de viajar pelo Equador, no geral achei um povo honesto, não senti taaaanta exploração com turista, e beleza naturais incríveis. Voltaria com certeza para conhecer outras montanhas menos famosas e em uma época do ano diferente na esperança de ver mais neve (se o aquecimento global permitir) e um céu mais limpo. Não encontramos nenhum turista brasileiro no nosso caminho, mas muito europeus e os próprios equatorianos viajando no e conhecendo o seu país. Outro detalhe é que o sotaque deles é bem neutro, dá pra entender muito bem o espanhol deles, até consegui aprender mais palavras para o meu pobre espanhol. Além disso, a viagem ficou bem barata apesar dos custos em dólar. Recomendo!

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Ameiii seu relato @rafa_con, viajei de novo aqui com vc.

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  • 3 meses depois...
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Em 22/09/2022 em 21:38, rafa_con disse:

Primeiramente, quero agradecer a @Gabriel Damasio e @eucarolina por seus relatos sobre o Equador aqui no fórum que me ajudaram muito a fazer praticamente todos os passeios por conta própria e economizar bastante.

Nosso objetivo principal nessa viagem eram trilhas e montanhas e por isso nosso ritmo de foi bem lento com bastante tempo de descanso. Algumas pessoas nesse mesmo período de tempo incluem mais cidades e lugares.

1) ROTEIRO

07/09/2022 (quarta) - Chegada em Quito, caminhada pelo Centro Histórico

08/09/2022 (quinta) - Teleférico, trilha até o cume do Rucu Pichincha

09/09/2022 (sexta) - Mitad del Mundo, ônibus para Latacunga

10/09/2022 (sabado) - Quilotoa

11/09/2022 (domingo) - Cotopaxi

12/09/2022 (segunda) - Ônibus para Baños, Casa del Árbol

13/09/2022 (terça) - Pailón del Diablo

14/09/2022 (quarta) - Ônibus para Riobamba, caminhada pela cidade

15/09/2022 (quinta) - Chimborazo

16/09/2022 (sexta) - Ônibus para Quito

17/09/2022 (sábado) - Retorno para o Brasil

Obs.: Eu escolhi setembro primeiro porque para mim é conveniente tirar férias em setembro e, segundo, tinha visto que era um mês que chovia bem pouco no Equador. De fato, chove pouco, mas pegamos dias com muitas nuvens o que atrapalhou principalmente a vista do Cotopaxi. Mas enfim... Talvez seja melhor ir no verão mesmo. 

2) CUSTOS para o casal

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Obs. Os dólares físicos consegui uma sobra com a minha vó que tinha viajado antes. Por isso o valor de conversão foi ok. O resto usei o cartão Wise da minha conta multi-moedas e foi muito bom pois a cotação é excelente. Sacamos dinheiro 3 vezes durante a viagem porque eu dei uma vacilada nas contas, mas se tivesse sacado uma só, a taxa no Banco Guayaquil (o bando rosa pink) era de 1,50 USD por saque, independente do valor. Alguns locais eu consegui passar o cartão de débito da Wise, mas a real é que na maioria das situações (ônibus rodoviário, restaurantes, lojinhas) é melhor ter dinheiro. Tive problema até em farmácia pra usar o cartão. O cartão eu passei basicamente em mercado e em atrações de Quito (Teleférico e Mitad del Mundo). 

Outro ponto, a primeira vez que converti dólar na conta multi-moeda da Wise, consegui aquela baixa que teve entre abril e maio de 2022 se não me engano, menos de 5 reais. Ajudou bastante na economia. As demais conversões eu fiz durante a viagem mesmo conforme a necessidade... 

3) RELATO 

DIA 1 - 07/09/2022 - QUARTA-FEIRA

Saímos de GRU a 1:30 da manhã e chegamos em Quito as 12:04. Tivemos uma escala no Panamá de 3 horas. Na imigração não nos pediram nem a carteira de vacinação da covid e nem o formulário do viajante (https://declaracionsalud-viajero.msp.gob.ec/) que havíamos preenchido e impresso. Existe um ônibus que sai do aeroporto até a cidade que custa 8USD por pessoa. Não consegui descobrir em qual lugar da cidade ele deixa você, por isso acabei optando por ir de táxi: 25 USD até o Mariscal. Era um hostel embora tivéssemos alugado pelo AirBNB, um quarto, cozinha banheiro bem completinho e confortável. Só que infelizmente, por causa da localização no Mariscal, bairro das baladas, a música alta vai até de madrugada, dificultando o sono. Atrapalhou bastante, mas fora isso... Indico. 

Neste mesmo dia fomos até o centro histórico caminhando, cerca de 2km. Apenas demos uma volta pelas ruazinhas, não entramos em nenhum um local em específico e nem na catedral. Aliás, a catedral é bem bonita. Encontramos um mercado para comprar jantar, lanches e café da manhã e voltamos de ônibus. Num primeiro momento parece difícil entender os ônibus de Quito, mas quem tem boca vai a Roma, nada que sair perguntando para todos não resolva. 

DIA 2 - 08/09/2022 - QUINTA-FEIRA

Logo cedo, estudamos com o pessoal do hostel como fazia pra chegar de ônibus no teleférico. Eles nos indicaram o número da linha que passava numa avenida grande sentido oeste da cidade. Esse ônibus nos deixou na rua que dá acesso ao teleférico. De lá, ainda tivemos que subir mais 1km até a entrada do teleférico. Isso tudo porque a passagem do ônibus era 0,35 USD e um táxi custaria 4 USD. Subidinha puxada, ainda mais por causa da altura, mas iríamos subir muita coisa ainda, não dava pra reclamar.

Valor do teleférico é 8,50 USD. Chegamos lá praticamente na hora de abertura. O final do teleférico tem vários mirantes a 4,100m de altitude. Dali pegamos nossa trilha rumo ao cume do Rucu Pichincha. Vi que algumas pessoas não sabiam onde essa trilha ia dar, pois bem, era pro cume da montanha. A trilha tem ao todo 10km (5 pra ir e 5 pra voltar) é extremamente bem demarcada, tem alguns trechos com alguma dificuldade técnica, nada absurdo, deu tranquilamente pra fazer sem guia, até porque tinha bastante gente fazendo a trilha esse dia também. Outro ponto é que tem duas rotas possíveis (veja uma foto abaixo, é um cartaz que tem na entrada do teleférico) claro que fizemos a mais fácil. O problema maior é a subida final, antes do cume, ela é extremamente íngreme e com pedras soltas. Com altitude fica ainda mais complicado. De qualquer forma, chegamos lá e foi incrível. Quase 4,700m de altura. Sobre tempo de percurso: começamos a trilha as 10h, as 14h chegamos no cume e por volta das 16h30 estávamos no teleférico de volta. Chegamos bem podres de cansados, nem a música alta atrapalhou essa noite de sono. 

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Rotas possíveis - a mais fácil é a vermelha

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Início tranquilo

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Final bem íngreme, olha a placa azul lá em cima indicando o caminho rs

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Cume

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No retorno, o Cotopaxi apareceu pra gente, que visu!

DIA 3 - 09/09/2022 - SEXTA-FEIRA

Novamente consultamos o pessoal do hostel para saber como chegar de ônibus no Mitad del Mundo que é bem longe do centro da cidade. Tivemos que pegar um ônibus do tipo 'trolebus' (o que vai pelo corredor de ônibus) até o terminal Ofelia, no norte da cidade. Este é um pouco mais barato, custa 0,25 USD. No terminal, pega-se um outro ônibus até o Mitad del Mundo que custa 0,15 USD que eu descobri perguntando qual era. Levou praticamente 1h30 até lá. A entrada custou 5 USD. Ao redor do monumento tem uma pequena 'vila' de lojinhas e restaurantes. Curiosamente, eu encontrei alguns suvenires mais baratos lá do que em Quito. Subimos até topo do monumento, tiramos fotos, ao total devemos ter ficado 1h por lá. Não fomos na 'linha do Equador verdadeira' por preguiça mesmo (como a maioria deve saber, eles erraram a localização do monumento por uns 200 metros, mas enfim...).

Voltamos também de ônibus para o hostel, almoçamos em um restaurante ali das proximidades que custou 2 USD e logo seguimos para o Terminal Quitumbe, no extremo sul de Quito, cerca de 40 minutos de ônibus. Lá, encontramos a rodoviária (chamada Terminal Terrestre) e empresas que iam para Latacunga. Se me lembro bem, a passagem foi 1,75 USD. Nesse ônibus encontramos uma espanhola que nos acompanhou nos dias seguintes. 

O Terminal Terrestre de Latacunga era bem pertinho da cidade e deu pra sair de lá a pé. Nosso AirBNB em Latacunga era uma gracinha e indico demais. A cidade também me cativou muito mais que Quito, um clima andino incomparável.

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DIA 4 - 10/09/2022 - SÁBADO

Combinamos de encontrar a espanhola numa praça para irmos juntos ao Terminal Terrestre e encontrar o ônibus até Quilotoa. Sim, existe um ônibus direto e ele custou 2 USD. Pegamos o ônibus das 9h30 e levou cerca de 2 horas para chegarmos no destino final. O ônibus nos deixa na entrada da 'vila' de Quilotoa onde pagamos mais 2 USD para entrar. Caminha-se mais um pouco até chegar na 'borda' da cratera (Explicação para quem não sabe: Quilotoa é um vulcão com uma lagoa em sua cratera, vc chega por cima dele e desce até lá em baixo). A trilha até a lagoa é de 1,7km e pelo menos na época que fui, tinha muita pedra solta e areia, subia bastante pó. Mesmo pra descer foi complicado. O tempo estava lindo e toda a paisagem era deslumbrante. Pra subir foi beeeeem puxado, mas pra quem tinha feito o Rucu Pichincha né kkkkkkk acho que levamos 1h pra subir. Chegando lá em cima ainda fizemos uma pequena trilha ao entorno da cratera. Aliás, por lá tem várias trilhas: você pode fazer o contorno por baixo, na 'praia', por cima, no meio.... pra quem tem tempo as opções são infinitas. 

Pra voltar, fizemos diferente, como o ônibus direto iria sair apenas as 17h30, pegamos uma caminhonete até Zumbagua (5 USD divido em 6 pessoas que juntou lá na hora) e de lá um outro ônibus para Latacunga. Chegamos eram quase 19h mas valeu muito a pena. Nesse dia ainda encontramos um restaurantezinho aberto muito bom de 1,50 USD a refeição mas infelizmente ele não abriria no dia seguinte (domingo). Ainda nessa noite de sábado, queríamos descobrir como ir ao Cotopaxi no dia seguinte, mas a espanhola contou que chegar de ônibus na entrada do parque (na verdade, descer na rodovia próximo a estrada que dá acesso ao parque) e ir de caminhonete, essa caminhonete poderia sair até 20 USD por pessoa. Não sei se isso é verdade, mas me assustou. Negociei com o o meu host do AirBNB e acabei indo com ele... Também ficou 20 USD por pessoa mas pelo menos indo direto de carro até lá, sem a necessidade de se preocupar com um segundo meio de transporte. 

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Essa vista é da trilha por cima da cratera

DIA 5 - 11/09/2022 - DOMINGO

Fomos com o meu host, Gabriel, eu, meu marido e a espanhola para o Cotopaxi, 20 USD por pessoa. Infelizmente esse dia estava feio e frio. Muito frio e vento. Eu já comecei a me lembrar de quando fizemos a travessia Petro-Tere e pegamos os Portais do Hércules fechado, que frustração. Enfim, fizemos uma primeira parada na Laguna De Limpiopungo, caminhamos um pouco ali no seu entorno e depois fomos de carro até o estacionamento montanha a cima. De lá, tem um trilha super íngreme até o Refugio José Ribas. O local estava bem cheio, acredito que por ser domingo. Por incrível que pareça, embora tenhamos ido no inverno, não havia muita neve no entorno do Refúgio o que me deixou bem triste também. De qualquer forma, experiência válida, não se pode ter tudo na vida né? Por causa do frio e do vento forte, não fomos até o glaciar, alguns metros acima do refúgio. Queríamos descer o quanto antes. Assim que entramos dentro do carro, começou uma chuva quase nevasca. Demos sorte. Voltamos para a cidade por volta de umas 16h e praticamente passamos o resto do dia descansando. 

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Laguna De Limpiopungo

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Subida íngreme até o Refúgio, muito vento e frio.

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Depois de descermos, esse foi o máximo que o tempo abriu, o refúgio tá ali no meio daquelas nuvens a esquerda

DIA 6 - 12/09/2022 - SEGUNDA

Quisemos dormir bastante esse dia pra descansar bem, fizemos o check out ao meio-dia e fomos para o Terminal Terrestre procurar pelo ônibus para Baños. Embora sejam poucos quilômetros, esse ônibus ficou meia hora parado no Terminal de Ambato e eu comecei a ficar com vontade de fazer xixi... Havia um banheiro no ônibus mas o cobrador não permitiu usar. Eu cheguei desesperada e chorando em Baños, já estava com muita dor de segurar xixi, foi bem triste.

Enfim, caminhamos até o hostel que ficaríamos, o Timara. Limpinho, organizado, bem silencioso, cozinha completinha. Eu indico. Era por volta de uma 15h e graças ao relato do Gabriel que agradeci lá em cima, eu sabia que tinha um ônibus que ia até a Casa del Árbol e o último saia as 16h. Perguntei pro staff do hostel que me indicou de onde o ônibus saia e era bem perto. Pegamos esse ônibus que custa 1 USD pra subir e mais 1 USD pra descer, ele tem horários fixos. No caso deste último, sobre as 16h e desce as 18h. O trajeto leva uns 30 minutos. 

A entrada da Casa del Árbol é 1 USD e quando chegamos estava vazia. Deu para aproveitar todos os balanços do local sem filas, o tempo estava aberto e tivemos uma vista privilegiada do vulcão Tungurahua. Ainda conseguimos andar na tirolesa e relaxar na grama, foi muito agradável mesmo. Passeio bem gostoso, um acalento depois do meu sofrimento no ônibus. 

A cidade de Baños eu achei que foi a mais cara para comer.

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Relax

DIA 7 - 13/09/2022 - TERÇA

Fomos fazer o passeio de bike até o Pailón del Diablo. Saímos em busca de alugar bicicletas da forma mais barata possível que sabíamos: 5 USD e encontramos até que relativamente fácil.  O trajeto tem 16km até Río Verde e em maior parte é descida, ou plano ou subidas beeeem levinhas. No entanto, o barato saiu caro, acho que alugamos as piores bikes de todo Equador. A minha o pedal ficava caindo e a do meu marido estava muito dura, mesmo na descida precisava pedalar. De qualquer forma, a gente chegou lá. Fomos fazendo paradas para fotos, paramos para ver o pessoal nas atividades de tirolesa e afins, vimos algumas cachoeiras, foi bem tranquilo. Os motoristas respeitam bastante as bikes nesse percurso. 

Amarramos nossa bike no centrinho de Río Verde e já notei uma coisa que não sabia (ou tinha esquecido). Há duas entradas para a cachoeira: uma 'original' feita pelos equatorianos e é a que vemos as escadas e balcões bem em baixo da queda d'água, a outra teria sido feita por uma empresa americana e vai por cima. Nós só fomos na equatoriana mesmo. É uma trilha bem agradável em meio as árvores, acho que menos de 1km. Foi uma trilha tão boa que até pra subir foi fácil. Paga-se uma entrada de 2 USD na cascata e ela realmente é incrível. Tivemos a sorte de pegar um arco-íris, foi bem lindo. Dá pra chegar bem debaixo dela passando por uma pequena caverna ou gruta. Passeio altamente recomendado. 

Para voltar com as bikes ficam algumas caminhonetes ali na saída mesmo, pagamos 6 USD para levar nós dois e as duas bikes de volta para Baños. Chegamos até que bem cedo, talvez umas 15h, não imaginava que fosse ser tão rápido. A noite decidimos ir nas Termas de de la Virgen só pra ver como é. Não sei se valeu muito a pena, a entrada foi 4 USD para cada, mas mais uma experiência pra conta. Ah, eu acabei não alugando a touca de banho porque não encontrei um local para isso e ninguém me chamou a atenção. Estava de cabelo preso e passei batida. 

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As piores bikes de todo Equador

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Pailón del Diablo

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As termas

DIA 8 - 14/09/2022 - QUARTA

Saímos no limite do nosso check out rumo ao Terminal para procurar o ônibus a Riobamba. Eu tinha pegado um AirBNB em Riobamba bem próximo do Terminal Terrestre de lá. Infelizmente, o ônibus que pegamos nos deixou em outro local, tivemos que pegar mais um ônibus da cidade para chegar. Depois de instalados, saímos a pé pela cidade para procurar um mercado e também para conhecer um pouco. Nossa host nos deu algumas dicas de como poderíamos chegar no Chimborazo por conta (embora eu já tinha lido aqui) e também para ter noção dos preços. Acabou ficando mais barato que o Cotopaxi em Latacunga.  

DIA 9 - 15/09/2022 - QUINTA

O dia amanheceu nublado pra caramba e eu já comecei a achar que ia ser frustrante ir até o Chimborazo e pegar tudo fechado. Fomos até o Terminal de Riobamba e o indicado era pegar um ônibus até Guaranda. Olhando no mapa, eu pensei que esse ônibus iria pela rodovia 492 direto. Para nossa surpresa, quando chega em San Juan, ele entra por uma estradinha que para exatamente na frente da entrada do parque nacional. Deve ter levado 1h ou 1h30 até lá e durante todo o percurso a neblina era densa, apenas chegando bem perto que começamos ver aquele grandão. A entrada do parque é gratuita mas para subir até o primeiro refúgio (Refúgio Carrel) pega-se uma caminhonete e ela custou 25 USD. Se tivéssemos em mais pessoas teria barateado, mas não existia uma única alma viva ali que tinha chegado de ônibus, como nós. O trajeto tem 8km que quem quiser pode ir a pé, mas precisa de tempo... Precisaria chegar bem cedinho, não era nosso caso. O motorista ainda fez uma pressão e nos deu 2 horas a partir do estacionamento do Refúgio Carrel pra subir até a Laguna Condor Cocha e voltar. Eu achei que ia ser pouco, mas realmente foi mais que suficiente.

Esse dia, embora o céu também estivesse meio encoberto, estava um clima bem agradável e sem vento forte. Subimos muito facilmente, por incrível pareça. Acho que estávamos bem aclimatados. Além disso, a subida não é muito íngreme. Paramos no segundo refúgio o Edward Whymper e em seguida fomos até a Laguna, a 5,100m de altitude e lugar mais alto que chegamos nessa viagem. Novamente, o tempo estava encoberto mas agradável e também não tinha muita neve por ali. No entanto, tiramos ótimas fotos.  Descemos para a entrada do parque e resolvemos lanchar por ali olhando pra montanha. Em alguns momentos o tempo até abriu e deu pra ver ela toda. Depois ainda ficamos observando as vicuñas, foi tudo bem agradável. 

O ônibus de volta passa em horários redondos inteiros, foi o que nos passaram. Nos preparamos para pegar o das 15h mas ele atrasou alguns minutos, nenhum grande problema. Na volta, pela janela traseira do ônibus, deu pra ver o 'outro lado' do Chimborazo, e não tinha uma única nuvem em cima dele. Só o lado do refúgio estava nublado, para a cidade estava aberto. Ficamos dois bobos na última fileira do ônibus olhando pra trás. 

Chegando em Riobamba, descansamos a arrumamos as mochilas para a 'partida final'. 

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Vista do ônibus chegando

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Caminhando próximo a Laguna a 5.100 metros

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Quando deu pra ver o topo durante o nosso lanche

DIA 10 - 16/09/2022 - SEXTA

Dormimos até o limite do horário possível e pegamos um ônibus de volta a Quito. foi o percurso mais caro de toda a viagem, 5,50 USD para cada um e 3h45 de viagem. Em Quito, chegamos a tarde e ficamos no mesmo AirBNB dos primeiros dias. Como nosso voo seria no dia seguinte as 6 da manhã, nossa host conseguiu um taxista para nos levar as 3h30 pro aeroporto por 25 USD (mesmo valor que pagamos para vir). Nosso voo de volta teve uma escala de 7 horas no Panamá, onde tivemos que fazer uma refeição no aeroporto pago no cartão de crédito, foi a coisa mais cara de toda a viagem. 

4) CONCLUSÃO

Gostamos muito de viajar pelo Equador, no geral achei um povo honesto, não senti taaaanta exploração com turista, e belezas naturais incríveis. Voltaria com certeza para conhecer outras montanhas menos famosas e em uma época do ano diferente na esperança de ver mais neve (se o aquecimento global permitir) e um céu mais limpo. Não encontramos nenhum turista brasileiro no nosso caminho, mas muitos europeus e os próprios equatorianos viajando e conhecendo o seu país. Outro detalhe é que o sotaque deles é bem neutro, dá pra entender muito bem o espanhol, até consegui aprender mais palavras para o meu pobre espanhol. Além disso, a viagem ficou bem barata apesar dos custos em dólar. Recomendo!

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Obrigado por ter compartilhado. Muito inspirador.

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