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Galápagos (+ Guayaquil, Quito) – 12 dias

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Dormi cedo e dormi muito. Comecei a ler e chapei na cama. Às 6:30 o barco ainda estava navegando. Balançando, mas ok o suficiente para dormir. Parou quase umas 7:30 na Isla Genovesa. Dentro da caldera que se forma na ilha! Tempo era nublado. Eu achando que ia ser complicado tomar café com o barco balançando daquele jeito, mas ele parou de navegar um pouco antes.

 

Depois do café, partimos para fazer uma caminhada na Isla Genovesa. Novamente por trilha demarcada e sinalizada (inclusive com escadinha e corrimão na chegada), e com tempo máximo de estadia. O lugar é sensacional, com muitos bichos. Mas muitos. Tinha o red foot boobie (piquero de patas rojas), tinha o Nazca boobie (piquero de nazca). Tinha filhotes (que me parece incrivelmente grandes). E o que são aquelas patas vermelhas?? Belíssimas! E pássaros em profusão. Birdwatchers devem fazer a festa. Eu adorava ficar observando os piqueros, eles realmente não estão nem aí para vc, não demonstram qq medo em relação à sua presença. Depois de 2hs de trilha, voltamos. Infelizmente, mas o tempo de permanência em cada ilha é contado e respeitado pelos guias.

 

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Isla Genovesa, com sua fauna convivendo em harmonia

 

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Um piquero filhote

 

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Piquero de patas rojas / red footed boobies

 

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Foto da foto e um rasante

 

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Adoráveis piqueros!

 

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Adoráveis piqueros II ! E o que são essas patas vermelhas!

 

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A ilha é moradia de centenas (milhares?) de pássaros

 

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Olhos vermelhos (ou laranjas?)

 

A atividade seguinte era fazer snorkel. Sempre dentro da caldera, que onde estava o barco. Achei a água menos fria por lá, e com excelente visibilidade no começo. A peixarada me parecia ser a mesma que vimos no dia anterior (mas é necessário descontar meu desconhecimento das espécies). Nessa região o mar estava mais movimentado, com correntes um pouco fortes, o que prejudica um pouco o barato de ficar admirando os peixes. A galera viu alguns tubarões-martelo nesse snorkel – como eu fico sempre pra trás, não vi! Mas Katia viu. Foi tb numa parte em que a visibilidade estava pior. Até que, no finalzinho, um deles passou por debaixo de mim! Aheeeee, viva! Muito bacana, o bicho! Queria ter admirado mais, mas ele se mandou. E a atividade encerrou logo em seguida.

 

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A fauna marítima local

 

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O tubarão martelo, enfim! (tive de dar uma clareada na foto)

 

Almoçamos e o tempo melhorou de tarde, mas o céu não abriu como nos dois últimos dias.

 

O programa da tarde era ir para uma praia, onde faríamos uma trilha rápida e ficaríamos de relax. Uma galera decidiu ir nadando até a praia. Gostei da ideia e me juntei a eles. Nadando quer dizer snorkelando, claro. O restante foi de barco mesmo. No caminho, além dos peixes habituais, vi uma arraia enorme (que não soube identificar posteriormente). Corri atrás dela, mas ela foi bem mais rápida.

 

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A arraia (mas não dá pra ter noção de como era grande)

 

Chegamos na praia e o grupo já estava lá. Juntamo-nos a eles e fomos fazer a trilha. É bem rápida, bem curta. Mas nem por isso menos interessante: vários piqueros fazem a alegria da galera. Adorava ficar contemplando esses piqueros. Aliás, Galápagos é contemplação! Havia leões marinhos tb, uma galera ficou tentando nadar com eles. Acho que eles curtem essa brincadeira. Na volta, fui de barco mesmo. Mas os casca-grossas foram nadando.

 

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Rasantes

 

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Ele não tá nem aí pra vc, em termos de medo

 

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Ainda tinha essa piscina natural, onde se podia nadar com os leões marinhos

 

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Os olhos novamente

 

Sempre que voltávamos das atividades havia uns snacks ou sucos nos esperando no barco. Dessa vez havia pipoca. Sempre acho complicado parar de comer pipoca! Nesse dia jantamos mais cedo, pq o barco tinha uma longa jornada de Genovesa até San Cristobal, seriam 10hs de viagem. Era a última noite no barco. O guia explicou como seria o dia seguinte, falouo das gorjetas (há uma tradição de gorjetas em barcos assim, para a tripulação e guia; não teria ideia de qto dar, mas o Lonely Planet iluminou a coisa). Rolou aquele social final com a galera, fechamento das contas (pagar as cervas nossas de cada dia!), e fomos dormir cedo. Tomei dramin por precaução. Assim que o barco começou a navegar, e a balançar, fui dormir. E dormi muito bem.

 

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Mais um entardecer em Galápagos

 

No fim das contas são 3 dias inteiros no barco. Devo dizer que foi tudo realmente ótimo. O guia (Juan), o barco, a comida, os passeios, tudo excelente. Pagamos caro, mas curtimos muito. Valeu muito a pena. Lembrando sempre que é tudo questão de perspectiva – não estamos acostumados àquele luxo todo, então é tudo ótimo.

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Relato maravilhoso!!! Será muito útil para minha viagem à Galápagos em fevereiro de 2017. Iremos em um grupo de nove pessoas!

 

Você reservou os hotéis antes? Li vários relatos recomendando fechar por lá mesmo, mas não queria perder tempo com isso....

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Olá, Tallidubast. Obrigado!

Reservei antes via booking.com. Tal qual vc, eu tb não queria ficar perdendo tempo com isso na minha chegada.

Mas em Puerto Ayora eu só reservei por uma noite, pq não sabia como seria minha estadia por lá -- minha meta era descolar um barco o quanto antes. Acabei estendendo a estadia por mais uma noite. Em San Cristóbal eu segui a indicação do Lonely Planet e fui direto no Hostal San Francisco.

 

Talvez vc tenha dificuldade de fechar hospedagem para 9 pessoas via booking, mas vc pode tentar entrar em contato direto com as pousadas.

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Obrigada pela resposta!

 

No caso do San Francisco, não encontro informações sobre ele na internet :shock:

Vc gostou? Chegou a reservar antes?

25USD é um preço bacana!!!

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O Hostal San Francisco não tem nada na Inet mesmo, só tinha a referência dele no Lonely Planet. Não tinha como reservar antes.

Simples e barato, tudo o que eu quero!

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Chegamos em San Cristóbal umas 6:30. Era o primeiro dia da viagem com sol de manhã! Mas nublou logo depois da visita ao ótimo Centro de interpretação local, que realmente conta a história de Galápagos. Muito bacana, vale a pena, para quem quer conhecer melhor a história das ilhas. Parte delas eu me lembrei de ter ligo no relato da Vanessa Barbara.

 

Enquanto esperávamos nossas mochilas chegarem do barco, fomos verificar passeio para Leon Dormido. Na faixa de 100 a 110 USD. Dois caras do grupo foram naquele dia mesmo, nós deixamos pra ir no dia seguinte. Fui descolar um lugar para ficarmos tb. Segui a dica do Lonely Planet e fui conferir o Hostal San Francisco. 25 USD a diária pra casal (e 15USD para individual). Ótimo!! Boa parte da galera do barco estacionou por lá tb. Ainda fui até a Avianca verificar se era possível alterar nosso bilhete de volta, originalmente comprado para sair de Baltra. O atendente me disse que era melhor eu tentar via call center, pq nosso bilhete havia sido alterado, então era possível que pudéssemos mudar o lugar de embarque sem custo. Achei estranho eu ter de ligar para o call center, estando ali na presença física na loja, mas ele me disse que ele não tinha esse poder de alterar sem custo. Ok.

 

Largamos nossas coisas no hostal e fomos passear por Tijeretas. São trilhas fáceis e urbanizadas a partir do Centro de Interpretação. Se vc vai para cima, vai chegar nesse belo mirante da região. Qdo chegamos lá, vimos que a trilha seguia adiante (mas agora não urbanizada) até uma praia chamada Baquerizo Moreno (salvo engano meu). Gostamos da ideia e seguimos. A trilha vai piorando para quem está de chinelos, mas nada impeditivo. Passamos por belos visuais e, cerca de 40 minutos depois, chegamos na praia. Vazia! O mar não estava tão bonito, havia algas no mar. E leões marinhos nadando. Mas o que estava insuportável mesmo eram as moscas. No que chegamos, elas vieram em bando. Estranho, pareciam as moscas do outback australiano. Muito desagradáveis. A ponto de nos expelir de volta da praia, eheheheh.

 

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Cerro Tijeretas, San Cristóbal

 

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A praia, de onde as moscas nos expulsaram!

 

Voltamos e fui fazer snorkel nas Tijeretas. Água cristalina, ótima visibilidade. No caminho, uma iguana estacionada tranquilamente na escada de acesso. Depois ficamos explorando os outros caminhos que as trilhas levam, mirantes, estátua do Darwin e Playa Carola, onde havia vários leões marinhos nadando com a galera.

 

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Pássaro em curso

 

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Leão Marinho bebê, em Playa Punta Carola, San Cristóbal

 

Ainda paramos na Playa Mann, onde ficamos um tempo observando os leões marinhos, suas brigas entre si, espantando as moscas, etc. Geralmente as brigas me pareceram gritos e mostrar dentes. E logo depois voltar a dormir, que é o que mais fazem qdo não estão se divertindo e nadando. E nadam muito bem!

 

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Praia com os locais

 

Custamos a achar um lugar com peixe e com preço bacana – estávamos acostumados à rua guerreira de Puerto Ayora e aos pratos de 10 USD. Vimos que os restaurantes fecham cedo por lá, os que havíamos mapeado como mais baratos estavam fechados. Mas entramos um a 12USD que satisfez.

 

Ainda ficamos rodando pela cidade de noite, curtindo os leões marinhos. Eles estão nas praias, nas praças. São locais. De noite se concentram por ali, fica cheio deles. Em San Cristóbal os leões marinhos se destacam.

 

Aliás, o malecon de lá é uma área bacana de ficar passeando. Não tem lá tanto o que ver/fazer, mas é bem urbanizado, inclusive com dois banheiros públicos gratuitos.

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Acordamos cedo e fomos passear. Encontro na agência para Leon Dormido era somente às 8:30. Tava nublado e, enquanto passeávamos, vimos tudo molhado. Será que choveu? Não, o mar estava de ressaca e invadiu o malecon. As ondas batiam forte, o mar parecia indócil. Mau sinal para Leon Dormido!

 

Barco partiu depois das 9. Era largo, amém! O mar acalmou logo que saímos da baía. Vi as praias que passamos no dia anterior de trilha, acho que havia gente na Playa Barquerizo Moreno. Estariam sendo atacados pelas moscas tb?

 

A primeira parada foi na praia Cerro Brujo, mas o guia sugeriu de não nadarmos, para manter corpo aquecido. Como não nadar?? Mas não nadamos, apenas passeamos pela praia e curtimos. Tempo foi relativamente curto naquele belo lugar. Por outro lado, estava nublado ainda, o que sempre prejudica a percepção. Havia leões marinhos, iguanas, caranguejos. E algumas moscas. Acho que moscas são meio que pragas da Ilha.

 

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Praia de Cerro Brujo, bela mesmo sem sol

 

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Esse é o Sally Lightfoot, talvez o único galapageño que se afasta rapidamente dos humanos

 

O barco partiu então para Leon Dormido. Assim que nos aprontamos para a 1ª sessão de snorkel, o tempo abriu! Viva! No entanto, que decepção!! A visibilidade estava muito ruim, não via nada! Dava pra identificar alguns peixes lá no fundo, vários deles, mas estava muito ruim de ver. A ressaca tinha prejudicado fatalmente aquele dia. Ao menos vimos duas tartarugas gigantes e eu curti bastante aquele túnel entre as rochas. Mas foi só. Para quem esperava ver tubarões martelo e ter uma visibilidade ímpar – que é o que efetivamente se encontra por lá, foi bem abaixo. Demos azar no dia! Foi como se São Pedro, sempre nosso amigo, nos dissesse que naquele dia não dava pra salvar da Natureza.

 

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Tartarugões, foi tudo o que conseguimos ver em Leon Dormido

 

Depois de um almoço guerreiro no barco, partimos para o 2o snorkel, que foi basicamente a mesma coisa. Achei a água gelada pacas, mais que em Genovesa. E olha que estávamos de wetsuit! Dessa vez vimos apenas uma tartaruga. Surgiu um cara de outro grupo falando que havia tubarões ao fundo, vários. Mas eu não via nada. Ninguém via, só ele. Talvez mergulhando, sei lá. Dali de cima havia muitos sedimentos.

 

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Mais uma, e só ela

 

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Entre as rochas

 

O lugar é lindo e fazia uma bela tarde, mas demos azar. A lua tinha mudado, sei lá, talvez tenha sido isso. Ouvimos algumas versões, mas o fato é que a ressaca tinha prejudicado.

 

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Leon Dormido, Kicker Rock

 

Voltamos para San Cristobal e fomos direto ver o lance da passagem da Avianca. Tive séria dificuldade de encontrar um telefone para ligar para o call center, então fui na loja de novo, agora com as passagens nas mãos. Mostrei as passagens, falei que queria mudar para sair de San Cristobal no mesmo dia. E o cara mudou. O mesmo do dia anterior, que tinha falado para eu ligar para o call center! Vai entender! Enfim, problema resolvido. A custo zero!

 

Pegamos um taxi (3 USD) para conhecer La Loberia. Foi outra decepção, por conta da ressaca. Decepção, vale dizer, em relação à expectativa, pq o lugar é muito bonito. Havia poucos lobos marinhos, raras iguanas, e só. O mar estava sinistro de forte, tipo Copacabana nos piores dias de ressaca. Bandeira estava vermelha, sinalizando para não entrar. Fizemos a trilha toda, era um dia lindo, mas nada de mais. Tinha mais lobos marinhos na Praça da cidade!

 

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Um raro lobo marinho na La Loberia, em dia de ressaca

 

Voltamos e tinha táxi pra voltar para a cidade. Amém, pq o sol estava bem forte naquele horário. Conversando com o taxista, conseguimos marcar tour por 50 USD para parte alta na sexta de manhã cedo, antes de viajar. Do que eu havia pesquisado, o tour saía por 60 USD. Decorei que era o taxista Christian, taxi #26.

 

Fomos então curtir o por do sol na Playa Mann, com cervas e leões marinhos andando aqui e acolá. Vale dizer que em toda nossa estadia não vimos uma só pessoa tocando nos lobos marinhos. Diversas placas informam para não fazer isso e, felizmente, nos pareceu que é regra seguida.

 

Já de noite fui buscar alguma agência para fechar o passeio à Isla Española, que vi anunciando pela cidade. Queria muito ir lá, é onde há a maior concentração de albatrozes da região. Demos sorte! Como fui imprudentemente tarde – as agências fecham umas 19hs – bateu certo desespero de não conseguir descolar o passeio ao ver várias agências fechadas. Felizmente uma delas estava aberta, a Wreck, que fica numa das ruas logo depois da saída do muelle. Fiquei conversando com o Davi, um cara grandão boa praça que gerencia o local. A agência com quem havíamos feito o passeio para Leon Dormido tinha me dado o preço de 195 USD para a Isla Española (sim, preços galapageños!). Ao menos era uma referência. Na Wreck, o Davi já reduziu para 180. E, vendo que eu não parecia decidido, desceu para 150. E eu gostando muito – ainda que, claro, seja uma facada para um passeio de um dia (mas veja a distância e compreenderá!). Fechei! Passaríamos metade do dia viajando (2hs cada perna), mas vale a lei fundamental de sempre: melhor ir do que não ir. Qdo na vida terei novamente a chance de ir na Isla Española?

 

Além disso, era a chance de vermos os piqueros de patas azules. Vimos um solitário no malecon de San Cristobal, já de noite. Era para ter na Loberia, mas não tinha. Era para ter no Cerro Brujo, mas tb não tinha.

 

De noite fomos um bar no malecon, ficamos só de petisco e cervas. Quase tudo fecha na cidade às 22hs. Inclusive um bar que havíamos mapeado, El Barquero, que teoricamente abria às 21hs.

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Era para estar agência umas 7:20, mas fomos passear um pouco antes. Nesse dia estava mais que nublado, rolava um sereninho de manhã cedo.

 

Barco partiu, e seriam 2hs de lancha (tipo as que fazem transporte entre as ilhas). Tomei um dramin e mesmo assim quase mareei. Fico impressionado com a galera vendo filme e até lendo livro de letras pequenas nessas ocasiões. Queria ser assim, mas o barco quicando interfere no meu organismo. Chega uma hora em que o barco para pq tem uns golfinhos saltando na área. Muito bacana! Foi bom para eu me recuperar da palidez tb.

 

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Golfinhos saudando nossa chegada

 

E enfim, chegamos a Punta Suarez, na Isla Española. De cara já vimos iguanas nadando. Um barato! E, ao descer, cheio de iguanas! Cheeeeeeio. Tivemos de abrir espaço entre elas algumas vezes (a distância prudente de 2 metros acabou relevada nessas ocasiões). Leões marinhos, sempre. E piqueros!! E os de patas azuis (blue footed)! Viva! Ainda que apenas 4, mas afinal, enfim! Curti muito os piqueros. Fomos para a parte de trás, onde se tem um visual espetacular da Ilha. Num ponto há o Hueco Soplador, que é aquele efeito da onda batendo na pedra e gerando um jato pra cima, do tipo que há em San Andrés.

 

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Iguana nadadora

 

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Iguanas engarrafando as ruas

 

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Iguana admirando o love entre piqueros

 

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Mais love

 

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Mais um bebê

 

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Hueco Soplador

 

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Vegetação na Isla Española

 

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Isla Española

 

E o grande barato da ilha, que são os albatrozes. Sensacional! Um barato observar a dança de acasalamento deles, fascinante. Eles tb não se importam com a nossa presença. Andam de um jeito bem gaiato. E ficam batendo os bicos. Os piqueros tb fazem uma dança bem bacana de se ver, levantando as patas alternadamente, meio que mostrando “olha como são belas as minhas patas azuis!” Depois de 2hs de trilha, voltamos para o barco.

 

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O convívio da fauna na Isla Española

 

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Os piqueros de patas azules / Blue footed boobies

 

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Diferentes tons de azul

 

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Albatrozes...

 

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...e suas patonas

 

Depois de um almoço muito saboroso (mais um ponto para a Wreck!), partimos para, se não me engano, Gardner Bay, onde faríamos snorkel. Éramos apenas 8 passageiros, 3 deles mergulhariam. O restante era snorkel. Água tava bem gelada. Tipo a do dia anterior. Mais que Genovesa e Santiago. E, tal qual o dia anterior, havia muitos sedimentos. Muitos. Ainda era o efeito ressaca, mas já era esperado. Prejudica a visibilidade, que era até boa. Ao menos havia leões marinhos para nadar conosco e nos divertir. Foi basicamente o que curtimos por lá.

 

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Nosso companheiro de mergulho

 

A volta foi tranquila, sem dramin. Até dormi. E vimos mais golfinhos pelo caminho! Acho que a Wreck jogou preço lá embaixo pq barco era da agência mesmo e sairia dia seguinte com espaço ocioso. Melhor ter mais receita! De qq forma, foi tudo excelente com eles. E ainda nos deram a gravação da filmagem feita com GoPro durante o snorkel. O guia ia filmando e depois disponibiliza para vc colocar num pen drive.

 

Chegamos em Puerto Barquerizo depois das 5. Fazia frio, talvez pq meu corpo estava frio do snorkel (e da viagem) ainda. Ficamos rodando pelo malecon e curtindo os leões marinhos, como de hábito. Sempre mto bacana ver os locais. Além de estarem nas praças, vimos alguns leões marinhos adentrando a área de um restaurante à beira mar. Estavam confortavelmente dormindo na frente de uma bancada de bar de um lounge mais requintado. Nesse dia apelamos para a comfort food e fomos numa pizzaria. Depois ainda tomamos uma saideira no El Barquero, que estava aberto. Mas vazio, só havia nós por lá.

 

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Leão marinho dormindo na calçada em frente ao bar

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Choveu de noite e até umas 5:30. O tour para a parte alta estava marcado para as 6:30. O sol abrindo, que bom. No entanto, bastou entrar alguns kms ilha dentro que havia cerração na parte alta, e chuva. A região da laguna totalmente debaixo de nuvem. Fomos então para a Galapaguera, já perto do outro lado. Rolava uma chuvinha de leve, mas ok. Somente nós àquela hora por lá. Vimos as tartarugas bebê, vimos outras outras grandes. As grandes ficam ao relento, fazem ninhos. As bebê são criadas em separado, para proteção. É bem bacana.

 

Descemos pra Playa Chino. Tempo ruim, chuvinha ocasional. A praia é muito bacana mesmo assim, com leões marinhos, mas sem pássaros. Alguns poucos pelicanos deram as caras por lá. Nada de piqueros, que, conforme relatos, era relativamente comum de se ver lá. Novamente era o efeito ressaca. Mar estava revolto, havia alguma chuva. Tudo indica que a galera local faz churras por ali, há toda uma estrutura para isso. Voltamos para para tentar ir na Laguna Junco de novo. Neblina no caminho. Junco totalmente nublada, dentro da nuvem mesmo, visibilidade zero. E chuvinha. Só subimos e descemos. Nada pra ver, infelizmente. Lembro-me da foto do Fmatsusaki, com o visual da ilha. No nosso caso, o visual era de dentro da nuvem, ahahahaha.

 

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Leão marinho mamando em Puerto Chino

 

Encerramos nosso passeio visitando a Casa del Ceibo, que foi muito bacana. É uma casa no alto de uma árvore milenar, o ceibo. Tem tb um quarto na parte de baixo. Galera pode se hospedar lá, mas aí acho que não deve rolar visita. Na casa de cima é completa, com banheiro, cozinha e 2 camas, e varandinha! Mto bacana, da vontade de ficar lá e curtir o lugar. Ainda mais com aquele clima de fim de chuvinha que rolava. Na de baixo é um espaço simples e único, com um vaso. Sei lá como seria dormir lá. Meio claustrofóbico de ficar, mas interessante de se ver.

 

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La Casa del Ceibo

 

Voltamos ao malecon, e lá fazia sol. Como não houve trilha no junco, chegamos um pouco depois das 10hs, mais cedo que previsto, Fazia um balo dia em Baquerizo Moreno. E, poucos kms ilha adentro, chovia. O contraste mora logo ali. Tomamos um café, passeamos pelo malecon e fomos andando para o aeroporto. Tão pertinho, dá pra ir numa boa (se vc está leve de bagagem, claro).

 

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Pelicano em San Cristóbal

 

Tchau, Galápagos!

 

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Chegamos em Quito já no fim da tarde. Pegamos um taxi (25USD) para Mariscal, onde ficamos hospedados. Economizaríamos 9USD se pegássemos o busum executivo, mas achamos melhor ir de taxi mesmo, era sexta-feira hora do rush. Largamos as mochilas no hotel (meio antiquado, mas o melhor da viagem) e fomos explorar a área. Ou melhor, jantar primeiro. O lugar que estava listado no Lonely Planet de comida equatoriana a preços aceitáveis estava fechado. Então acabamos entrando num mexicano (El Mariachi, acho eu), de que gostei muito (Katia nem tanto). Havia um burrito gigante para duas pessoas, mas que na verdade alimentaria 4. Caprichadíssimo na carne. Saí gordo de lá.

 

Depois ficamos rodando por Mariscal. Tudo bem cheio naquela sexta-feira de noite, muitas boites com fila na porta e karaokês. Nosso foco era provar as cervas artesanais da região. Gostamos muito das cervas da Camino del Sol, que fica bem na Praça Foch. Para ficar ainda melhor, estavam com uma bela promoção sobre o preço do cardápio. Do outro lado tinha o Quito Brew Pub. Tomamos uma, mas não curtimos. Encerramos a noite então na La Compania Brew Pub, lugar de cervas excelentes, e praticamente do lado das outras duas. Acabamos meio que expulsos de lá, parece que os bares fecham cedo (meia noite). Um lugar que gostaríamos de ter ido era no caminho do hotel. Tínhamos passado por lá antes e anunciaram uma banda cover dos Doors a 5 USD pra entrar. A ideia era boa. Qdo passamos lá na hora, estava borbulhando de gente, muito cheio. Enfim, fomos dormir.

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Esse era nosso dia inteiro em Quito. Dia de explorar impiedosamente. Tomamos o café e logo saímos. Eram umas 8hs. Fomos andando até o centro histórico. Fizemos caminhada sugerida pelo Lonely Planet, só que de forma inversa ao que o guia sugeria.

 

Acho desnecessário relatar cada lugar que fomos. Mas posso dizer que foi ótimo! Igrejas: tem várias. Entramos em várias. Algumas delas são mais que espetaculares. A primeira foi a Basílica Del Voto Nacional, uma igreja diferente do estilo colonial habitual, gótica, imponente. 2USD pra entrar, mais 2USD pra subir a torre. Claro que subimos. E a parada é vertical!! Uma escada sinistra, mas curta, que leva ao alto. Belíssimo visual.

 

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Basílica do Voto Nacional, em que as gárgulas foram substituídas pela fauna local

 

Dentre as igrejas que achei além do espetacular, eu citaria a de São Francisco (pelo conjunto da obra, não somente pela igreja em si) e a Iglesia de La Compania de Jesus, que é a mais cara para entrar (5USD), possivelmente a mais rica e não pode fotografar dentro. Aquela igreja é impressionante. As igrejas de Quito me impressionaram muito, são muito ricas. Nota 10! Mas a da La Compania fica num pedestal, no alto.

 

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Igreja e Monastério de San Francisco, o maior complexo religioso do continente americano

 

Uma igreja grátis de que gostei muito foi a La Merced, que fica perto da de São Francisco e da Plaza Grande. É bem rica, muito bonita por dentro. Chegamos a dar entrevista para uma turma de colégio na saída dessa igreja, ahahahah. A de Sto Domingo, outra bastante badalada, estava fechada.

 

Rodamos bastante por aquela manhã. O centro fica cheio aos sábados, muita gente circulando. Rola bastante comércio local tb. E estão construindo metrô na cidade – algumas áreas estavam bloqueadas para as obras. Espero que resista aos tremores de terra (não sentimos nenhum tremor!).

 

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Plaza Grande, no centro histórico de Quito

 

Rodamos pelo centro por toda manhã e uma parte da tarde, então pegamos um taxi (3USD) para o Panecillo. O visual é muito bacana lá de cima, pode se ver como Quito é grande. E baixa, ao menos naquela área. A santa é mesmo grande. Muita gente acha feia. Enfim, curtimos o lugar. E descemos a pé. Não vimos policiais no começo, só mais para o fim. Foi na boa, mas vc precisa descer desencanado.

 

De volta ao Centro, já fim de tarde, retornamos a La Ronda. Estivéramos lá antes, de manhã, mas de manhã não é o horário em que essa região funciona. Consta que as coisas começam a abrir às 16hs e vai até tarde da noite, nos fins de semana. Como estávamos andando desde as 8 da manhã e já passava das 17hs, foi nosso pouso final no centro. Primeiro saboreamos umas cervas artesanais num ótimo lugar (Reina de la paz). Depois ficamos subindo e descendo a rua, vendo a coisa esquentar, resistindo aos apelos dos vários chamados para restaurantes e casas de show, curtimos alguns canelazos, vimos apresentações folclóricas que nos pareceu ser uma coisa mais local (isso já era meio fora de La Ronda, numa área mais popular). Depois paramos, comemos e relaxamos um pouco. E mais canelazo, eheheh.

 

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La Ronda, de dia

 

Ainda demos uma caminhada até a Plaza Grande pra ver como fica de noite. Ainda tinha uma boa quantidade de gente nas ruas, embora o comércio estivesse fechado. Então pegamos um taxi para Mariscal (3USD). Fomos direto para a cervejaria Cherusker, que não conseguimos espaço na noite anterior. Na verdade, achei a noite de sábado menos badalada do que a de sexta por lá. Fizemos ainda nosso pub crawl final e nos despedimos da última noite no Equador. Novamente mais ou menos à meia-noite.

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    • Por NatalieM
      Olá, vou para Quito em junho e a principio pensei no seguinte roteiro:

       
      Porém estou com algumas duvidas: É possível fazer Vulcão Cotopaxi e Lagoa Quilotoa no mesmo dia e por conta, apenas contratando o guia obrigatório? Caso não seja alguém tem dica de agências que façam esse passeio?
      Mitad del Mundo, Otavalo e Termas Papallacta são possíveis de chegar de ônibus por conta própria?
      Alguém tem dicas de outros lugares bacanas para conhecer?
       
      Obrigada!!!
    • Por mcm
      Com 4 dias para o Réveillon 18/19, tínhamos várias opções em mãos. Uma delas era rever Quito, mas dependia de uma promoção, ou ao menos de uma tarifa razoável da Copa. Que rolou, enfim. Meses depois a Gol começou a voar direto para lá, mas partindo de São Paulo e nem todos os dias da semana.
      Para os dias em Quito, a ideia era fazer alguns passeios nos arredores. Sobretudo Cotopaxi. Tentei muito um tour para Cotopaxi para a 2ª feira dia 31. Ninguém saía naquela data. Dadas as condições (frio, altitude, caminhada), Katia também começou a dar pra trás e não querer ir. Então deixamos de lado. Mas rolaria Quilotoa.
      Chegamos e logo pegamos o taxi para a cidade. Preço fixo de 25 USD. Chegamos rápido a Mariscal, largamos as coisas na pousada e partimos para rever a cidade. Primeira parada, Plaza Foch. Aproveitamos para perguntar algumas coisas na banquinha de informações turísticas que tem lá, e fomos muito bem atendidos. Muita simpatia, tanto da moça quanto do segurança/policial da área. Ela deu dicas do réveillon, de como chegar a alguns pontos que tínhamos mapeado, e tal.
      Logo fomos então conhecer a Olga Fisch Folklore, que é na verdade uma loja de design, mas que pode ser encarado também como um museu. Muito bacana, e bem caro – as coisas são visivelmente de alta qualidade.
      Dali pegamos o busum para perto da Capilla del Hombre. Descemos e pegamos um taxi baratinho, tudo conforme a moça das informações tinha nos sugerido. A Capilla del Hombre faz parte de um complexo onde morou o artista Oswaldo Guayasamín. Fizemos primeiro um tour bem bacana pela casa dele, hoje Fundação Guayasamín, e depois um outro tour no anexo, a própria Capilla, que é um enorme espaço dedicado à arte dele. Ambos espaços muito legais, repletos de obras de arte.
       
       
       
      Encerrado o passeio, não conseguimos taxi para voltar. Voltamos andando e pegamos o busum em direção ao centro. Ideia foi rever aquelas praças e igrejas históricas da cidade. Não entramos em todas as igrejas novamente (algumas são pagas), apreciamos de fora mesmo. Quito tem um centro histórico muito bacana. 
       
       
       
      Encerramos o passeio já de noite por La Ronda. Dessa vez estava bem cheio. Rodamos bastante por lá, demos uma pausa, tomamos alguns canelazos. Divertido ver a galera chamando para os restaurantes, e depois pegamos taxi de volta pra Mariscal. 
       
      Domingo foi o dia de tour a Quilotoa. Saímos cedo para o ônibus, que parte de perto da Plaza Foch. Vários ônibus partem daquela região de manhã cedo, basta vc identificar em qual lista vc está. Fomos praticamente os últimos a chegar – mas dentro do horário --, então ficamos lá no fundão. Tem um guia, que faz apresentações gerais e tal, e vimos que a maioria da galera era americana. 
      Primeira parada do tour é num mercado enorme que eu tinha anotado como sendo o de Saquisili, mas... que agora tenho dúvidas se não foi o de Pujili. Seja lá qual tenha sido, foi bacana. Circulamos um pouco para aquele people-watch inicial. Depois fomos às compras. Compramos morangos, amora, banana, chocolate e rapadura. Tudo muito barato. Tudo custa 1 dólar, e ainda pedíamos apenas meia porção. E as frutas bem bonitas e saborosas.
       
      Parada seguinte foi numa casa indígena no meio da estrada. Eu fico meio constrangido com essas visitas, me remete diretamente à mesma atividade turística que se faz na Amazônia (“visita à comunidade indígena”), de modo que deixei o tempo passar. Fiquei vendo a criançada parando os carros na estrada e cobrando pedágio (para o réveillon, e isso ocorria em diversos locais).
      E, enfim, Quilotoa. Previsão para aquele dia era de chuva. E de 4 graus de temperatura. Chegamos a pegar cerração pesada no caminho. No local, o céu estalava de azul. Fazia algum frio, mas muito acima de 4 graus. Amem. Logo do alto se tem a melhor visão do espetáculo que é a lagoa de Quilotoa. É de babar. De não querer sair dali, de não retirar os olhos daquele cenário. E, claro, fotos e mais fotos.
       
       
       
       
      Mas é chegada a hora de descer até a lagoa. Sob tempo contado, porque depois tem de subir tudo de volta. Com a altitude para somar, galera recomenda reservar o dobro, ou mais, do tempo de descida. É justo. Ou subir de mula, coisa que não faríamos – e não fizemos.  Descer é, de fato, muito fácil. Apenas ter cuidado com alguma eventual escorregada (é bem inclinado) e com as mulas subindo eventualmente em velocidade acima do razoável. Além, claro, das inúmeras pausas para fotos e para contemplar novos perfis daquele lugar. Fora isso vc desce pulando e correndo, se quiser. Nós demoramos a descer, por conta das paradas para fotos e contemplação. Levamos um pouco mais de meia hora.
      Lá embaixo curtimos um pouco a lagoa, contemplamos ainda mais o visual e aproveitamos para comer um pouco das frutas que compramos. Tem camping por lá, havia uma galera meio “local”. E havia caiaques também.
      E logo voltamos inclinação acima. Já disse, mas repito: é bem inclinado. Estava seco, fazia muita poeira. Mas muita mesmo. Roupas (e narinas, e até a boca) sofreram. Fomos subindo aos poucos, evitando parar, mas paramos algumas vezes, pra descansar mesmo. Altitude tem seu peso. E nesse ritmo levamos 50 minutos para subir, com uma ou outro parada para fotos.
      Chegamos +- na hora programada, mas o local de almoço ainda não estava disponível, atrasou um pouco. Almoço foi bom, e logo depois partimos de volta. São 180 kms de distância, coisa de 3 horas. Depois da caminhada + almoço, bateu aquele bode bacana no busum e chapei.
      Dependendo da disponibilidade, acho que valeria uma noite no lugar. Tem pousadas por lá, acho que não tem outras atrações que não a lagoa em si (e nem precisa!), mas curtiria contemplar aquele lugar por mais tempo. E evitar as horas de estrada num único dia.
      De volta a Mariscal, fomos direto para a pousada tirar, e isolar, nossas roupas entorpecidas de poeira e tomar um banho merecido. Na janta, vimos que Mariscal simplesmente morre nos domingos à noite. Quase nada aberto, completamente diferente do dia anterior. Mas felizmente encontramos um bar mexicano, que salvou a noite.
      Segunda-feira dia 31 foi dia de finalmente conhecer La Mitad del Mundo. Fomos procurar o transporte que teoricamente sairia da Plaza Foch a cada hora pela manhã, mas não vimos nenhum. Talvez porque fosse dia 31. Então fomos de esquema busum mesmo, andando até a Av. Amazônia. Foi dica da simpaticíssima moça da banca de informações turísticas na Plaza Foch. O transporte custaria 5 USD para cada. O esquema busum custou 40 centavos. É muito barato.
      No caminho passamos pela Av. Amazônia, palco das festividades do dia 31. Estavam armando diversos palcos alegóricos. Pareceu bacana, ficamos no pique de voltar para ver como era.
      O esquema busum (precisa descer num terminal e pegar outro ônibus, e as pessoas são muito solicitas ao informar) leva 1,5 hora e larga vc a várias quadras da Mitad. Ao menos o busum que pegamos. Mas é tranquilo andar. Ficamos quase 4 horas curtindo a Mitad. É meio que um shopping (pago) a céu aberto, com algumas atrações (inclusas no preço). Tudo isso, claro, além do barato de estar na suporta metade do mundo. O perfeccionismo mais recente identificou que a metade fica a alguns metros de lá. Mas... e daí? Vale pelo barato de estar lá.
       
       
       
       
       
       
      Além do monumento na dita metade do mundo e de diversas lojas, o lugar tem alguns pequenos museus e salas de exposições. É bacaninha, curtimos. Na volta pegamos o tal transporte dedicado de 5 USD, que levou metade do tempo para nos levar de volta. Vimos muitos homens fantasiados de mulher pelo caminho, pedindo pedágio nos sinais de trânsito. O motorista negava e ficava numa boa. 
      Mariscal estava cheia. Fomos direto para a Av. Amazônia. Estava lotaaaaaaada. Muito bacana, maior galera fantasiada. Alguns cobravam de meio a 1 USD para tirar foto, outros pediam contribuição voluntária, e outros apenas curtiam que vc tirasse foto com e/ou deles. Parecia na verdade um grande Halloween em pleno dia 31. Muitas famílias com crianças. E três palcos ao longo da longa avenida. Mesmo lotado, era possível caminhar – devagar e com as massas. Fomos de ponta a ponta ida e volta, um barato. Sol a pino.
       

      Em contraste com o que habitualmente vemos no Brasil, vi muito pouca gente com cerveja na mão. Mas recebi oferta, em alto e bom tom, de cocaína (!!) por um cidadão. Nem olhei para o meliante. A área era bastante policiada – cheguei até a fotografar um grupo de guardas que perceberam a foto e sorriram.
      Outra coisa que vimos muito nessa época por lá eram carros levando um boneco amarrado no capô. Esses chamavam mais a atenção, mas na realidade havia outros tantos bonecos espalhados aqui e ali. Acho que seriam posteriormente queimados na virada de ano, representando deixar para trás o que foi de ruim. Veríamos essa queima mais tarde. Além desses, havia homens vestidos de mulher espalhados pelas ruas. Meio tipo Carnaval, mas alguns deles pediam pedágio nos sinais. Era bacana identificar essas coisas que não temos por aqui, ao menos não no réveillon.
      Depois de algumas horas curtindo a avenida indo e voltando, fomos dar uma pausa para recarga em algum lugar mais afastado, mas logo retornamos para a festa. Escolhemos ficar perto do palco (cheio pacas) curtindo os shows locais. Galera tava empolgada. 
       
      Jantamos, voltamos para a pousada, e saímos de volta umas 23hs para ver o que rola na virada de ano. Fomos novamente até a Av. Amazônia para ver o agito e... um breu! Toda aquela galera, toda aquela festa se esvaiu. Galera curte de dia, de noite vai para casa, pelo visto. Maior contraste!
      Então ficamos na Plaza Foch, que era onde efetivamente havia gente. Reveillon da turistada rolou por lá mesmo. Muitos “Globos del Deseo”, que eram balões que a galera tentava levantar – não vi nenhum subir direito. Ainda tinha gente fantasiada, algumas mulheres com arco de unicórnio e outras paradas. A Plaza tava bastante policiada, bem tranquila. Havia espaço de sobra para circular (tudo indica que os locais curtem a virada de ano em casa mesmo). À meia-noite a galera começa a queimar os bonecos. Taca álcool e taca fogo. Um deles era o indefectível Maduro, que foi muito homenageado com palavras de baixo calão. E, em meio ao fogaréu dos bonecos, galera começa a pular a fogueira. O fundamento é pular o que se está deixando para trás. Mas acaba virando uma grande diversão geral. 
       
       
      No dia 1 fomos no teleférico. Curtimos novamente, estava mais aberto dessa vez. Chegando cedo, muito pouca fila. Tentamos uma trilha, mas acabamos desviando muito do alvo e voltamos. Curtimos a caminhada e o visual. O esforço naquela altitude é evidentemente redobrado.
       
      Descemos e paramos no parque La Carolina. Fomos caminhando e conhecendo o parque, que estava cheio naquele 1º de janeiro. Uma pista de atletismo (pública) me parecia excelente, do tipo que nunca vi parecida no Brasil. 
      Fomos andando em direção a Mariscal, passamos pelo Jardim Botânico e... estava aberto! Sempre acho que tudo vai estar fechado no dia 1º (teleférico não!), e eis que o jb nos surpreende. Então vamos, claro. E o lugar é bem bacana, curtimos bastante. Com destaque para uma belíssima área de bonsais, mas que infelizmente acabamos tendo de acelerar para seguir para o aeroporto. 
       
      E assim foi mais um Réveillon e algum canto do mundo!
    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por felipenedo
      Olá Mochileiros!!!
      Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018.
       
      Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar!
       
      Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar!
      www.profissaoviageiro.com
      Insta: @profissaoviageiro
       
       
      Então......
      As coisas mudam tão rápido na vida...
      Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis!
       
      Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela.
       
      Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria.
       
      E assim foi:
       
      18/02/2018 – Santa Cruz
      Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado!
       
      A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos.
      Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar.
      Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!!


       
      Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora.
      Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino.
       
      Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá.
      Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam.
      Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar.
      Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia.
      Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!!
       
      Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito!


       
       
      Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes.
      Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes.
       
      Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa.


       
      Já na volta parei na praia para curtir um pouco.




       
      De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar.

       
      Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício!

       
      19/02/2018 – Santa Cruz
       
      Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito!

       
      Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia...
      Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!!











       
       
      Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento.
      Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam.






       
       
      De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00.
      Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos.
      Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá.







       
       
      Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!!


       
      Túneis de Lava

       
      Los Gemelos

       
      Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz.
      Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena.
      Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz.
       
      Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal
       PQP, ele me ajudou muito!
      Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00.
       
       
       
      20/02/2018 – Isabela
       
      Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto.
       
      Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem.
       
      Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado.
       
      Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir!
       
      Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz.
      As cores do mar são impressionantes!
       
      Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco.
       
      Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não.
       
      Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte...
       
      O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel).
       
      Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos.
       
      Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar.



       
       
      Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho.


       
      Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas.
      Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados.


       
      Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá.

       
      Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas.

       
      Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos.
       
      A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho.
      Sensacional!

       
      Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa.
       
      O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio.

       
      Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse


       
      Na volta só paramos para as tartarugas mesmo.

       
      Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem.
       
      Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!!
       
      Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo!

       
      Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar.
      Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks.

       
      Estava tudo muito bom.

       
      Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo!
       
       
      21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal
       
      De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar.
      O tour saiu por US$ 35,00
       
      Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos!

       
      Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby

       
      Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo!

       
      Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso.
      Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro!


       
      A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais!




       
      Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou!
      Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo.



      De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos.

       
      Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc.




       
      E com isso, encerramos o passeio.
       
      Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo!
      No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!!
       
      O contato do Carlos lá em Isabela é:
      Carlos Valencia
      +593 096 7643662
       
       
      O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno!
      Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros.
      E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo!
      No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito!
      Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe.



       
      Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás.
      Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo.
       
      Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas!
       
      Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas.
      No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila.


       
      Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel.
       
      Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida.





       
      Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda!


       
      Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!!
       


       
       
      22/02/2018 – San Cristóbal
       
      Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour.
       
      O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer.
       
      A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas.


       
      Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes!



       
      Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........


       
      A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá.



       
      Tinha muita ave ali!
       
      Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby

       
      Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo.
      Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida.



       
      E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional



       
      A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional!




       
       
      Do lado de fora também é bem legal!



       
      E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana!


       
      Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir.



       
       
      23/02/2018 – San Cristóbal
       
      Esse dia tirei para conhecer La Loberia.
       
      É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas.
       
      Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo.
      O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê.


       
      Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco.

       
      Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz.
       
      De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei.
       
       
      24/02/2018 - Santa Cruz
       
      Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho.
       
      A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso!
       
      O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho.

       
      Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho.
       
      O barco vai tranquilo até Gordon Rocks.


       
      Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora.
      Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto!

       
      Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água!

       
      O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados.
      Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho.



       
      Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano!
       
      Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso!



       
      Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera.

       
      Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!!

       
      Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada.

       
      De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo....

       
       
      25/02/2018 - Santa Cruz
       
      Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente.
       
      Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã!
       
      Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio.
       
      Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!!
       
      Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo.
       
      Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!!

       
      Mais fotos do passeio:






       
      No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar!




       
      Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem.
      Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar.


       
      O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também.






       
      Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho.
      Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo!
       
      Existe uma visitação controlada no local que ele fica.
      Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste..........
       
      Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta.
      Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo.
       
      Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho!
      Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz.

       
      Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos!

       
      Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições!



       
       
      Então me despedi de Galápagos.

       
       
      26/02/2018 – Santa Cruz
       
      No aerporto


       
      Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá!
       
      Valeu!!!!
       




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