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Galápagos (+ Guayaquil, Quito) – 12 dias

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Dormi cedo e dormi muito. Comecei a ler e chapei na cama. Às 6:30 o barco ainda estava navegando. Balançando, mas ok o suficiente para dormir. Parou quase umas 7:30 na Isla Genovesa. Dentro da caldera que se forma na ilha! Tempo era nublado. Eu achando que ia ser complicado tomar café com o barco balançando daquele jeito, mas ele parou de navegar um pouco antes.

 

Depois do café, partimos para fazer uma caminhada na Isla Genovesa. Novamente por trilha demarcada e sinalizada (inclusive com escadinha e corrimão na chegada), e com tempo máximo de estadia. O lugar é sensacional, com muitos bichos. Mas muitos. Tinha o red foot boobie (piquero de patas rojas), tinha o Nazca boobie (piquero de nazca). Tinha filhotes (que me parece incrivelmente grandes). E o que são aquelas patas vermelhas?? Belíssimas! E pássaros em profusão. Birdwatchers devem fazer a festa. Eu adorava ficar observando os piqueros, eles realmente não estão nem aí para vc, não demonstram qq medo em relação à sua presença. Depois de 2hs de trilha, voltamos. Infelizmente, mas o tempo de permanência em cada ilha é contado e respeitado pelos guias.

 

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Isla Genovesa, com sua fauna convivendo em harmonia

 

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Um piquero filhote

 

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Piquero de patas rojas / red footed boobies

 

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Foto da foto e um rasante

 

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Adoráveis piqueros!

 

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Adoráveis piqueros II ! E o que são essas patas vermelhas!

 

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A ilha é moradia de centenas (milhares?) de pássaros

 

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Olhos vermelhos (ou laranjas?)

 

A atividade seguinte era fazer snorkel. Sempre dentro da caldera, que onde estava o barco. Achei a água menos fria por lá, e com excelente visibilidade no começo. A peixarada me parecia ser a mesma que vimos no dia anterior (mas é necessário descontar meu desconhecimento das espécies). Nessa região o mar estava mais movimentado, com correntes um pouco fortes, o que prejudica um pouco o barato de ficar admirando os peixes. A galera viu alguns tubarões-martelo nesse snorkel – como eu fico sempre pra trás, não vi! Mas Katia viu. Foi tb numa parte em que a visibilidade estava pior. Até que, no finalzinho, um deles passou por debaixo de mim! Aheeeee, viva! Muito bacana, o bicho! Queria ter admirado mais, mas ele se mandou. E a atividade encerrou logo em seguida.

 

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A fauna marítima local

 

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O tubarão martelo, enfim! (tive de dar uma clareada na foto)

 

Almoçamos e o tempo melhorou de tarde, mas o céu não abriu como nos dois últimos dias.

 

O programa da tarde era ir para uma praia, onde faríamos uma trilha rápida e ficaríamos de relax. Uma galera decidiu ir nadando até a praia. Gostei da ideia e me juntei a eles. Nadando quer dizer snorkelando, claro. O restante foi de barco mesmo. No caminho, além dos peixes habituais, vi uma arraia enorme (que não soube identificar posteriormente). Corri atrás dela, mas ela foi bem mais rápida.

 

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A arraia (mas não dá pra ter noção de como era grande)

 

Chegamos na praia e o grupo já estava lá. Juntamo-nos a eles e fomos fazer a trilha. É bem rápida, bem curta. Mas nem por isso menos interessante: vários piqueros fazem a alegria da galera. Adorava ficar contemplando esses piqueros. Aliás, Galápagos é contemplação! Havia leões marinhos tb, uma galera ficou tentando nadar com eles. Acho que eles curtem essa brincadeira. Na volta, fui de barco mesmo. Mas os casca-grossas foram nadando.

 

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Rasantes

 

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Ele não tá nem aí pra vc, em termos de medo

 

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Ainda tinha essa piscina natural, onde se podia nadar com os leões marinhos

 

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Os olhos novamente

 

Sempre que voltávamos das atividades havia uns snacks ou sucos nos esperando no barco. Dessa vez havia pipoca. Sempre acho complicado parar de comer pipoca! Nesse dia jantamos mais cedo, pq o barco tinha uma longa jornada de Genovesa até San Cristobal, seriam 10hs de viagem. Era a última noite no barco. O guia explicou como seria o dia seguinte, falouo das gorjetas (há uma tradição de gorjetas em barcos assim, para a tripulação e guia; não teria ideia de qto dar, mas o Lonely Planet iluminou a coisa). Rolou aquele social final com a galera, fechamento das contas (pagar as cervas nossas de cada dia!), e fomos dormir cedo. Tomei dramin por precaução. Assim que o barco começou a navegar, e a balançar, fui dormir. E dormi muito bem.

 

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Mais um entardecer em Galápagos

 

No fim das contas são 3 dias inteiros no barco. Devo dizer que foi tudo realmente ótimo. O guia (Juan), o barco, a comida, os passeios, tudo excelente. Pagamos caro, mas curtimos muito. Valeu muito a pena. Lembrando sempre que é tudo questão de perspectiva – não estamos acostumados àquele luxo todo, então é tudo ótimo.

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Relato maravilhoso!!! Será muito útil para minha viagem à Galápagos em fevereiro de 2017. Iremos em um grupo de nove pessoas!

 

Você reservou os hotéis antes? Li vários relatos recomendando fechar por lá mesmo, mas não queria perder tempo com isso....

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Olá, Tallidubast. Obrigado!

Reservei antes via booking.com. Tal qual vc, eu tb não queria ficar perdendo tempo com isso na minha chegada.

Mas em Puerto Ayora eu só reservei por uma noite, pq não sabia como seria minha estadia por lá -- minha meta era descolar um barco o quanto antes. Acabei estendendo a estadia por mais uma noite. Em San Cristóbal eu segui a indicação do Lonely Planet e fui direto no Hostal San Francisco.

 

Talvez vc tenha dificuldade de fechar hospedagem para 9 pessoas via booking, mas vc pode tentar entrar em contato direto com as pousadas.

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Obrigada pela resposta!

 

No caso do San Francisco, não encontro informações sobre ele na internet :shock:

Vc gostou? Chegou a reservar antes?

25USD é um preço bacana!!!

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O Hostal San Francisco não tem nada na Inet mesmo, só tinha a referência dele no Lonely Planet. Não tinha como reservar antes.

Simples e barato, tudo o que eu quero!

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Chegamos em San Cristóbal umas 6:30. Era o primeiro dia da viagem com sol de manhã! Mas nublou logo depois da visita ao ótimo Centro de interpretação local, que realmente conta a história de Galápagos. Muito bacana, vale a pena, para quem quer conhecer melhor a história das ilhas. Parte delas eu me lembrei de ter ligo no relato da Vanessa Barbara.

 

Enquanto esperávamos nossas mochilas chegarem do barco, fomos verificar passeio para Leon Dormido. Na faixa de 100 a 110 USD. Dois caras do grupo foram naquele dia mesmo, nós deixamos pra ir no dia seguinte. Fui descolar um lugar para ficarmos tb. Segui a dica do Lonely Planet e fui conferir o Hostal San Francisco. 25 USD a diária pra casal (e 15USD para individual). Ótimo!! Boa parte da galera do barco estacionou por lá tb. Ainda fui até a Avianca verificar se era possível alterar nosso bilhete de volta, originalmente comprado para sair de Baltra. O atendente me disse que era melhor eu tentar via call center, pq nosso bilhete havia sido alterado, então era possível que pudéssemos mudar o lugar de embarque sem custo. Achei estranho eu ter de ligar para o call center, estando ali na presença física na loja, mas ele me disse que ele não tinha esse poder de alterar sem custo. Ok.

 

Largamos nossas coisas no hostal e fomos passear por Tijeretas. São trilhas fáceis e urbanizadas a partir do Centro de Interpretação. Se vc vai para cima, vai chegar nesse belo mirante da região. Qdo chegamos lá, vimos que a trilha seguia adiante (mas agora não urbanizada) até uma praia chamada Baquerizo Moreno (salvo engano meu). Gostamos da ideia e seguimos. A trilha vai piorando para quem está de chinelos, mas nada impeditivo. Passamos por belos visuais e, cerca de 40 minutos depois, chegamos na praia. Vazia! O mar não estava tão bonito, havia algas no mar. E leões marinhos nadando. Mas o que estava insuportável mesmo eram as moscas. No que chegamos, elas vieram em bando. Estranho, pareciam as moscas do outback australiano. Muito desagradáveis. A ponto de nos expelir de volta da praia, eheheheh.

 

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Cerro Tijeretas, San Cristóbal

 

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A praia, de onde as moscas nos expulsaram!

 

Voltamos e fui fazer snorkel nas Tijeretas. Água cristalina, ótima visibilidade. No caminho, uma iguana estacionada tranquilamente na escada de acesso. Depois ficamos explorando os outros caminhos que as trilhas levam, mirantes, estátua do Darwin e Playa Carola, onde havia vários leões marinhos nadando com a galera.

 

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Pássaro em curso

 

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Leão Marinho bebê, em Playa Punta Carola, San Cristóbal

 

Ainda paramos na Playa Mann, onde ficamos um tempo observando os leões marinhos, suas brigas entre si, espantando as moscas, etc. Geralmente as brigas me pareceram gritos e mostrar dentes. E logo depois voltar a dormir, que é o que mais fazem qdo não estão se divertindo e nadando. E nadam muito bem!

 

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Praia com os locais

 

Custamos a achar um lugar com peixe e com preço bacana – estávamos acostumados à rua guerreira de Puerto Ayora e aos pratos de 10 USD. Vimos que os restaurantes fecham cedo por lá, os que havíamos mapeado como mais baratos estavam fechados. Mas entramos um a 12USD que satisfez.

 

Ainda ficamos rodando pela cidade de noite, curtindo os leões marinhos. Eles estão nas praias, nas praças. São locais. De noite se concentram por ali, fica cheio deles. Em San Cristóbal os leões marinhos se destacam.

 

Aliás, o malecon de lá é uma área bacana de ficar passeando. Não tem lá tanto o que ver/fazer, mas é bem urbanizado, inclusive com dois banheiros públicos gratuitos.

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Acordamos cedo e fomos passear. Encontro na agência para Leon Dormido era somente às 8:30. Tava nublado e, enquanto passeávamos, vimos tudo molhado. Será que choveu? Não, o mar estava de ressaca e invadiu o malecon. As ondas batiam forte, o mar parecia indócil. Mau sinal para Leon Dormido!

 

Barco partiu depois das 9. Era largo, amém! O mar acalmou logo que saímos da baía. Vi as praias que passamos no dia anterior de trilha, acho que havia gente na Playa Barquerizo Moreno. Estariam sendo atacados pelas moscas tb?

 

A primeira parada foi na praia Cerro Brujo, mas o guia sugeriu de não nadarmos, para manter corpo aquecido. Como não nadar?? Mas não nadamos, apenas passeamos pela praia e curtimos. Tempo foi relativamente curto naquele belo lugar. Por outro lado, estava nublado ainda, o que sempre prejudica a percepção. Havia leões marinhos, iguanas, caranguejos. E algumas moscas. Acho que moscas são meio que pragas da Ilha.

 

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Praia de Cerro Brujo, bela mesmo sem sol

 

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Esse é o Sally Lightfoot, talvez o único galapageño que se afasta rapidamente dos humanos

 

O barco partiu então para Leon Dormido. Assim que nos aprontamos para a 1ª sessão de snorkel, o tempo abriu! Viva! No entanto, que decepção!! A visibilidade estava muito ruim, não via nada! Dava pra identificar alguns peixes lá no fundo, vários deles, mas estava muito ruim de ver. A ressaca tinha prejudicado fatalmente aquele dia. Ao menos vimos duas tartarugas gigantes e eu curti bastante aquele túnel entre as rochas. Mas foi só. Para quem esperava ver tubarões martelo e ter uma visibilidade ímpar – que é o que efetivamente se encontra por lá, foi bem abaixo. Demos azar no dia! Foi como se São Pedro, sempre nosso amigo, nos dissesse que naquele dia não dava pra salvar da Natureza.

 

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Tartarugões, foi tudo o que conseguimos ver em Leon Dormido

 

Depois de um almoço guerreiro no barco, partimos para o 2o snorkel, que foi basicamente a mesma coisa. Achei a água gelada pacas, mais que em Genovesa. E olha que estávamos de wetsuit! Dessa vez vimos apenas uma tartaruga. Surgiu um cara de outro grupo falando que havia tubarões ao fundo, vários. Mas eu não via nada. Ninguém via, só ele. Talvez mergulhando, sei lá. Dali de cima havia muitos sedimentos.

 

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Mais uma, e só ela

 

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Entre as rochas

 

O lugar é lindo e fazia uma bela tarde, mas demos azar. A lua tinha mudado, sei lá, talvez tenha sido isso. Ouvimos algumas versões, mas o fato é que a ressaca tinha prejudicado.

 

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Leon Dormido, Kicker Rock

 

Voltamos para San Cristobal e fomos direto ver o lance da passagem da Avianca. Tive séria dificuldade de encontrar um telefone para ligar para o call center, então fui na loja de novo, agora com as passagens nas mãos. Mostrei as passagens, falei que queria mudar para sair de San Cristobal no mesmo dia. E o cara mudou. O mesmo do dia anterior, que tinha falado para eu ligar para o call center! Vai entender! Enfim, problema resolvido. A custo zero!

 

Pegamos um taxi (3 USD) para conhecer La Loberia. Foi outra decepção, por conta da ressaca. Decepção, vale dizer, em relação à expectativa, pq o lugar é muito bonito. Havia poucos lobos marinhos, raras iguanas, e só. O mar estava sinistro de forte, tipo Copacabana nos piores dias de ressaca. Bandeira estava vermelha, sinalizando para não entrar. Fizemos a trilha toda, era um dia lindo, mas nada de mais. Tinha mais lobos marinhos na Praça da cidade!

 

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Um raro lobo marinho na La Loberia, em dia de ressaca

 

Voltamos e tinha táxi pra voltar para a cidade. Amém, pq o sol estava bem forte naquele horário. Conversando com o taxista, conseguimos marcar tour por 50 USD para parte alta na sexta de manhã cedo, antes de viajar. Do que eu havia pesquisado, o tour saía por 60 USD. Decorei que era o taxista Christian, taxi #26.

 

Fomos então curtir o por do sol na Playa Mann, com cervas e leões marinhos andando aqui e acolá. Vale dizer que em toda nossa estadia não vimos uma só pessoa tocando nos lobos marinhos. Diversas placas informam para não fazer isso e, felizmente, nos pareceu que é regra seguida.

 

Já de noite fui buscar alguma agência para fechar o passeio à Isla Española, que vi anunciando pela cidade. Queria muito ir lá, é onde há a maior concentração de albatrozes da região. Demos sorte! Como fui imprudentemente tarde – as agências fecham umas 19hs – bateu certo desespero de não conseguir descolar o passeio ao ver várias agências fechadas. Felizmente uma delas estava aberta, a Wreck, que fica numa das ruas logo depois da saída do muelle. Fiquei conversando com o Davi, um cara grandão boa praça que gerencia o local. A agência com quem havíamos feito o passeio para Leon Dormido tinha me dado o preço de 195 USD para a Isla Española (sim, preços galapageños!). Ao menos era uma referência. Na Wreck, o Davi já reduziu para 180. E, vendo que eu não parecia decidido, desceu para 150. E eu gostando muito – ainda que, claro, seja uma facada para um passeio de um dia (mas veja a distância e compreenderá!). Fechei! Passaríamos metade do dia viajando (2hs cada perna), mas vale a lei fundamental de sempre: melhor ir do que não ir. Qdo na vida terei novamente a chance de ir na Isla Española?

 

Além disso, era a chance de vermos os piqueros de patas azules. Vimos um solitário no malecon de San Cristobal, já de noite. Era para ter na Loberia, mas não tinha. Era para ter no Cerro Brujo, mas tb não tinha.

 

De noite fomos um bar no malecon, ficamos só de petisco e cervas. Quase tudo fecha na cidade às 22hs. Inclusive um bar que havíamos mapeado, El Barquero, que teoricamente abria às 21hs.

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Era para estar agência umas 7:20, mas fomos passear um pouco antes. Nesse dia estava mais que nublado, rolava um sereninho de manhã cedo.

 

Barco partiu, e seriam 2hs de lancha (tipo as que fazem transporte entre as ilhas). Tomei um dramin e mesmo assim quase mareei. Fico impressionado com a galera vendo filme e até lendo livro de letras pequenas nessas ocasiões. Queria ser assim, mas o barco quicando interfere no meu organismo. Chega uma hora em que o barco para pq tem uns golfinhos saltando na área. Muito bacana! Foi bom para eu me recuperar da palidez tb.

 

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Golfinhos saudando nossa chegada

 

E enfim, chegamos a Punta Suarez, na Isla Española. De cara já vimos iguanas nadando. Um barato! E, ao descer, cheio de iguanas! Cheeeeeeio. Tivemos de abrir espaço entre elas algumas vezes (a distância prudente de 2 metros acabou relevada nessas ocasiões). Leões marinhos, sempre. E piqueros!! E os de patas azuis (blue footed)! Viva! Ainda que apenas 4, mas afinal, enfim! Curti muito os piqueros. Fomos para a parte de trás, onde se tem um visual espetacular da Ilha. Num ponto há o Hueco Soplador, que é aquele efeito da onda batendo na pedra e gerando um jato pra cima, do tipo que há em San Andrés.

 

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Iguana nadadora

 

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Iguanas engarrafando as ruas

 

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Iguana admirando o love entre piqueros

 

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Mais love

 

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Mais um bebê

 

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Hueco Soplador

 

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Vegetação na Isla Española

 

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Isla Española

 

E o grande barato da ilha, que são os albatrozes. Sensacional! Um barato observar a dança de acasalamento deles, fascinante. Eles tb não se importam com a nossa presença. Andam de um jeito bem gaiato. E ficam batendo os bicos. Os piqueros tb fazem uma dança bem bacana de se ver, levantando as patas alternadamente, meio que mostrando “olha como são belas as minhas patas azuis!” Depois de 2hs de trilha, voltamos para o barco.

 

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O convívio da fauna na Isla Española

 

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Os piqueros de patas azules / Blue footed boobies

 

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Diferentes tons de azul

 

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Albatrozes...

 

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...e suas patonas

 

Depois de um almoço muito saboroso (mais um ponto para a Wreck!), partimos para, se não me engano, Gardner Bay, onde faríamos snorkel. Éramos apenas 8 passageiros, 3 deles mergulhariam. O restante era snorkel. Água tava bem gelada. Tipo a do dia anterior. Mais que Genovesa e Santiago. E, tal qual o dia anterior, havia muitos sedimentos. Muitos. Ainda era o efeito ressaca, mas já era esperado. Prejudica a visibilidade, que era até boa. Ao menos havia leões marinhos para nadar conosco e nos divertir. Foi basicamente o que curtimos por lá.

 

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Nosso companheiro de mergulho

 

A volta foi tranquila, sem dramin. Até dormi. E vimos mais golfinhos pelo caminho! Acho que a Wreck jogou preço lá embaixo pq barco era da agência mesmo e sairia dia seguinte com espaço ocioso. Melhor ter mais receita! De qq forma, foi tudo excelente com eles. E ainda nos deram a gravação da filmagem feita com GoPro durante o snorkel. O guia ia filmando e depois disponibiliza para vc colocar num pen drive.

 

Chegamos em Puerto Barquerizo depois das 5. Fazia frio, talvez pq meu corpo estava frio do snorkel (e da viagem) ainda. Ficamos rodando pelo malecon e curtindo os leões marinhos, como de hábito. Sempre mto bacana ver os locais. Além de estarem nas praças, vimos alguns leões marinhos adentrando a área de um restaurante à beira mar. Estavam confortavelmente dormindo na frente de uma bancada de bar de um lounge mais requintado. Nesse dia apelamos para a comfort food e fomos numa pizzaria. Depois ainda tomamos uma saideira no El Barquero, que estava aberto. Mas vazio, só havia nós por lá.

 

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Leão marinho dormindo na calçada em frente ao bar

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Choveu de noite e até umas 5:30. O tour para a parte alta estava marcado para as 6:30. O sol abrindo, que bom. No entanto, bastou entrar alguns kms ilha dentro que havia cerração na parte alta, e chuva. A região da laguna totalmente debaixo de nuvem. Fomos então para a Galapaguera, já perto do outro lado. Rolava uma chuvinha de leve, mas ok. Somente nós àquela hora por lá. Vimos as tartarugas bebê, vimos outras outras grandes. As grandes ficam ao relento, fazem ninhos. As bebê são criadas em separado, para proteção. É bem bacana.

 

Descemos pra Playa Chino. Tempo ruim, chuvinha ocasional. A praia é muito bacana mesmo assim, com leões marinhos, mas sem pássaros. Alguns poucos pelicanos deram as caras por lá. Nada de piqueros, que, conforme relatos, era relativamente comum de se ver lá. Novamente era o efeito ressaca. Mar estava revolto, havia alguma chuva. Tudo indica que a galera local faz churras por ali, há toda uma estrutura para isso. Voltamos para para tentar ir na Laguna Junco de novo. Neblina no caminho. Junco totalmente nublada, dentro da nuvem mesmo, visibilidade zero. E chuvinha. Só subimos e descemos. Nada pra ver, infelizmente. Lembro-me da foto do Fmatsusaki, com o visual da ilha. No nosso caso, o visual era de dentro da nuvem, ahahahaha.

 

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Leão marinho mamando em Puerto Chino

 

Encerramos nosso passeio visitando a Casa del Ceibo, que foi muito bacana. É uma casa no alto de uma árvore milenar, o ceibo. Tem tb um quarto na parte de baixo. Galera pode se hospedar lá, mas aí acho que não deve rolar visita. Na casa de cima é completa, com banheiro, cozinha e 2 camas, e varandinha! Mto bacana, da vontade de ficar lá e curtir o lugar. Ainda mais com aquele clima de fim de chuvinha que rolava. Na de baixo é um espaço simples e único, com um vaso. Sei lá como seria dormir lá. Meio claustrofóbico de ficar, mas interessante de se ver.

 

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La Casa del Ceibo

 

Voltamos ao malecon, e lá fazia sol. Como não houve trilha no junco, chegamos um pouco depois das 10hs, mais cedo que previsto, Fazia um balo dia em Baquerizo Moreno. E, poucos kms ilha adentro, chovia. O contraste mora logo ali. Tomamos um café, passeamos pelo malecon e fomos andando para o aeroporto. Tão pertinho, dá pra ir numa boa (se vc está leve de bagagem, claro).

 

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Pelicano em San Cristóbal

 

Tchau, Galápagos!

 

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Chegamos em Quito já no fim da tarde. Pegamos um taxi (25USD) para Mariscal, onde ficamos hospedados. Economizaríamos 9USD se pegássemos o busum executivo, mas achamos melhor ir de taxi mesmo, era sexta-feira hora do rush. Largamos as mochilas no hotel (meio antiquado, mas o melhor da viagem) e fomos explorar a área. Ou melhor, jantar primeiro. O lugar que estava listado no Lonely Planet de comida equatoriana a preços aceitáveis estava fechado. Então acabamos entrando num mexicano (El Mariachi, acho eu), de que gostei muito (Katia nem tanto). Havia um burrito gigante para duas pessoas, mas que na verdade alimentaria 4. Caprichadíssimo na carne. Saí gordo de lá.

 

Depois ficamos rodando por Mariscal. Tudo bem cheio naquela sexta-feira de noite, muitas boites com fila na porta e karaokês. Nosso foco era provar as cervas artesanais da região. Gostamos muito das cervas da Camino del Sol, que fica bem na Praça Foch. Para ficar ainda melhor, estavam com uma bela promoção sobre o preço do cardápio. Do outro lado tinha o Quito Brew Pub. Tomamos uma, mas não curtimos. Encerramos a noite então na La Compania Brew Pub, lugar de cervas excelentes, e praticamente do lado das outras duas. Acabamos meio que expulsos de lá, parece que os bares fecham cedo (meia noite). Um lugar que gostaríamos de ter ido era no caminho do hotel. Tínhamos passado por lá antes e anunciaram uma banda cover dos Doors a 5 USD pra entrar. A ideia era boa. Qdo passamos lá na hora, estava borbulhando de gente, muito cheio. Enfim, fomos dormir.

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Esse era nosso dia inteiro em Quito. Dia de explorar impiedosamente. Tomamos o café e logo saímos. Eram umas 8hs. Fomos andando até o centro histórico. Fizemos caminhada sugerida pelo Lonely Planet, só que de forma inversa ao que o guia sugeria.

 

Acho desnecessário relatar cada lugar que fomos. Mas posso dizer que foi ótimo! Igrejas: tem várias. Entramos em várias. Algumas delas são mais que espetaculares. A primeira foi a Basílica Del Voto Nacional, uma igreja diferente do estilo colonial habitual, gótica, imponente. 2USD pra entrar, mais 2USD pra subir a torre. Claro que subimos. E a parada é vertical!! Uma escada sinistra, mas curta, que leva ao alto. Belíssimo visual.

 

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Basílica do Voto Nacional, em que as gárgulas foram substituídas pela fauna local

 

Dentre as igrejas que achei além do espetacular, eu citaria a de São Francisco (pelo conjunto da obra, não somente pela igreja em si) e a Iglesia de La Compania de Jesus, que é a mais cara para entrar (5USD), possivelmente a mais rica e não pode fotografar dentro. Aquela igreja é impressionante. As igrejas de Quito me impressionaram muito, são muito ricas. Nota 10! Mas a da La Compania fica num pedestal, no alto.

 

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Igreja e Monastério de San Francisco, o maior complexo religioso do continente americano

 

Uma igreja grátis de que gostei muito foi a La Merced, que fica perto da de São Francisco e da Plaza Grande. É bem rica, muito bonita por dentro. Chegamos a dar entrevista para uma turma de colégio na saída dessa igreja, ahahahah. A de Sto Domingo, outra bastante badalada, estava fechada.

 

Rodamos bastante por aquela manhã. O centro fica cheio aos sábados, muita gente circulando. Rola bastante comércio local tb. E estão construindo metrô na cidade – algumas áreas estavam bloqueadas para as obras. Espero que resista aos tremores de terra (não sentimos nenhum tremor!).

 

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Plaza Grande, no centro histórico de Quito

 

Rodamos pelo centro por toda manhã e uma parte da tarde, então pegamos um taxi (3USD) para o Panecillo. O visual é muito bacana lá de cima, pode se ver como Quito é grande. E baixa, ao menos naquela área. A santa é mesmo grande. Muita gente acha feia. Enfim, curtimos o lugar. E descemos a pé. Não vimos policiais no começo, só mais para o fim. Foi na boa, mas vc precisa descer desencanado.

 

De volta ao Centro, já fim de tarde, retornamos a La Ronda. Estivéramos lá antes, de manhã, mas de manhã não é o horário em que essa região funciona. Consta que as coisas começam a abrir às 16hs e vai até tarde da noite, nos fins de semana. Como estávamos andando desde as 8 da manhã e já passava das 17hs, foi nosso pouso final no centro. Primeiro saboreamos umas cervas artesanais num ótimo lugar (Reina de la paz). Depois ficamos subindo e descendo a rua, vendo a coisa esquentar, resistindo aos apelos dos vários chamados para restaurantes e casas de show, curtimos alguns canelazos, vimos apresentações folclóricas que nos pareceu ser uma coisa mais local (isso já era meio fora de La Ronda, numa área mais popular). Depois paramos, comemos e relaxamos um pouco. E mais canelazo, eheheh.

 

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La Ronda, de dia

 

Ainda demos uma caminhada até a Plaza Grande pra ver como fica de noite. Ainda tinha uma boa quantidade de gente nas ruas, embora o comércio estivesse fechado. Então pegamos um taxi para Mariscal (3USD). Fomos direto para a cervejaria Cherusker, que não conseguimos espaço na noite anterior. Na verdade, achei a noite de sábado menos badalada do que a de sexta por lá. Fizemos ainda nosso pub crawl final e nos despedimos da última noite no Equador. Novamente mais ou menos à meia-noite.

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    • Por wealsi
      Amigos, fiz uma viagem em 2017 pelo Equador, tendo ficado ao todo 14 dias no país. Me encantei com o que vi,  realmente me surpreendeu, principalmente porque poucos brasileiros acabam indo até lá, então acabou sendo um destino meio inusitado.
      Em 2014 minha cidade (Cuiabá-MT) recebeu alguns jogos da Copa do Mundo e vieram muitos gringos para cá, acabei pegando o contato de algumas pessoas, dentre eles com meu brother Andres, um Equatoriano que estava por aqui. Me chamou para ir um dia conhecer o Equador e assim o fiz. Em abril de 2017 acabei tirando ferias compulsórias e, como nao tinha planejado nenhuma viagem, mandei um zap perguntando se aquele convite feito em 2014 ainda estaria de pé rsrsrs 
      Foi minha primeira viagem internacional, não sabia falar nem ingles e nem espanhol, fui com a cara e a coragem para um país totalmente estranho para nós brasileiros. O fato de ter esse contato lá acabou me ajudando muito, se eu tivesse ido sozinho, sem falar outro idioma, acredito que teria me complicado um pouco, pois como lá eles nao constumam receber muitos brasileiros, o portugues acaba sendo uma lingua estranha para eles. Nos primeiros dias encontrei bastante dificuldade pra me comunicar, eu falava calmamente e parecia que estava falando em japones, os equatorianos nao entendiam quase nada e vice-versa.
      Minha sorte foi ter esse brother por lá, que acabou me ensinando algumas coisas do espanhol e com isso pode me virar tranquilamente. Acabou que ele e o irmão dele me guiaram por Quito e pelas cidades nos arredores.
      Vamos lá ao que fiz:
      1 - QUITO:

      Me encantei com a cidade, tanto que acabei ficando por ali mais tempo que desejava, fiquei ao todo 8 dias na cidade. Foi minha primeira interaçao com o exterior, entao tudo estava deslumbrante.
      A cidade é grande, tem 1,6 milhoes de habitantes. Se parece com qualquer cidade grande brasileira, com muitos carros (a grande maioria velhos), ruas, engarrafamentos, sujeira, etc... Via de regra é uma cidade bonita, pois como está em região de serra, vc acaba tendo muitasa vistas belissimas.
      Quito está na regiao da cordilheira dos antes, localizada a quase 3000m de altitude, então, se prepare para possivelmente ser alcançado pelo Mal de Altitude, a tao famosa "Soroche''. É possivel que sinta vertigem, ansia de vomito, dor de cabeca, indisposicao... Sintomas comuns quando se ultrapassa os 2500m. Se te atacar, fique tranquilo pois em até umas 12h seu organismo estará acostumado e as coisas se normalizarao, vc nao conviverá com ela durante toda a viagem. Para amenizar os sintomas, tomar um chá de coca pode ajudar.
      Outro detalhe importante: Faz frio, ás vezes muito frio! Peguei temperatura de 2graus por lá. Durante o dia é comum o sol apareccer, entao é bom estar preparado para as duas situaçoes. Se voce costuma ser uma pessoa friorenta, leve bons agasalhos para nao sofrer.
      Os onibus lá, assim como os carros, sao em sua maioria velhos. Os taxis, idem. Qdo estive por lá ainda não havia UBER e a internet era um fator dificultador, pois todo crédito que eu colocava em poucos minutos a operadora me roubava tudo, era impressionante como podiam ser piores que a VIVO. Os valores das passagens de onibus sao mto baixos (depende das linhas, mas na media 20cents) e os taxis tb sao baratos.
      Para se hospedar é recomendavel ficar na regiao de MIRAFLORES, fica na parte central da cidade, com acesso a tudo e repleta de hosteis, bares, lanchonetes, com muitos gringos zanzando por lá.
      A regiao bohemia é a PLAZA FOCH, uma praça muito tradicional e bonita, frequentada por toda a gringaiada, cheia de bares e casas noturnas. A vida noturna em Quito comeca cedo (20h ta tudo aberto) e encerra cedo tb (2h da matina o povo comeca a te chutar de lá). Outra região famosa pela vida noturna é a CALLE LA RONDA, uma rua muito bonita, histórica, muito bem preservada e cheia de bares e restaurantes (principalmente restaurantes).
      Pegue um onibus daqueles de turismo, que sai da Plaza Grande (muito conhecida e charmosa, ótima para tomar um café no final do dia). Um daqueles onibus de 2 andares, ele percorre os principais pontos turisticos da cidade e voce pode descer em qualquer um deles, ficar o tempo que quiser e depois pegar o proximo onibus usando o mesmo ticket.
      Um passeio imperdivel é ir ao teleferico Quito. O teleferico leva voce para mais de 1000m acima da cidade, ficando a 4050m de altitude. Muito alto, a vista é muito linda da cidade e do vulcao Cotopaxi. Vale a pena. Faz muito frio, leve agasalho.
      Separe pelo menos um dia para caminhar pelo centro historico de Quito. Ele é muito conhecido e nao é a toa. É o centro historico mais bem preservado de toda a América Latina, reconhecido como patimonio da unesco. Lindissimo!
      Mas, como em todo passeio, sempre há aquele lugar mais desejado de se conhecer, a cereja do bolo... Em de Quito (acho que em todo Equador), a cereja do bolo é: conhecer onde passa a Linha do Equador... Aquela mesma linha imaginária que tanto estudamos nos livros de geografia, aquela que divide o mundo em dois hemisferios: o norte e o sul. Foi construido um monumento chamado Monumento Mitad Del Mundo, muito bonito mesmo. Lá existe uma linha desenhada no chao, mostrando exatamente onde passa a Linha do Equador, além de ter um museu bem legal e um mirante que voce pode acessar e ter uma vista previlegiadissima do parque, além das lojas lindas de souvenirs.
      Fiquei 8 dias na cidade, mas acho que 4 ou 5 dias no maximo estaria bom por ali. Minha hospedagem foi na casa do meu amigo.
      Em quito, recomendo ir a: Plaza foch / Calle La Ronda / Virgem del Panicilio / Calle de las 7 cruces (rua com 7 igrejas, incluindo a mais famosa do pais, a Companhia de Jesus) / Iglesia Compañia de Jesus (Cheia de ouro por dentro, linda, a mais famosa do pais) / Basilica del Voto Nacional / Teleferico de Quito / Plaza Grande / Palacio do Presidente (se pode visitar, aberta todos os dias, porém dependendo do fluxo é necessario agendar) / Monumento Mitad del Mundo
      2 - OTAVALO:

      Na minha estadia em Quito, reservei 2 dias para conhecer a cidade, que fica a umas 2h ao norte. Fiz a viagem de onibus, partindo da estacao ce onibus de Quito.
      Otavalo e muito conhecida pela sua feira, mas na verdade a cidade é pequena, então se pensar apenas em termos de cidade, nao reserva muitas emocoes em termos de turismo.
      No meu caso, como estava com o imão do meu amigo equatoriano, ele me levou até uma comunidade andina que existe proximo a cidade e passamos um dia e uma noite por lá. Foi uma experiencia incrivel ver como vive uma comunidade andina (é como se fosse uma comunidade indigena nossa, porem de indios dos andes, que só n andam pelados pq faz mto frio rsrsrs), comemos por lá a comida feita por eles, dormimos nas casas deles, passamos o dia conversando de tudo, conhecendo como estudam, como trabalham, como as criancas se divertem, de tudo... foi muito show!
      Aproveitamos que estavamos por la e fomos conhecer a laguna de um vulcao que esta desativado. A laguna se chama Laguna Cuicocha, formada na boca do vulcao cotacachi. É uma paisagem belissima, de um lago formado ao longo de milhares de anos com águas cristalinas. Fizemos um passeio de barco por lá, foi muito jóia.
      3 - COTOPAXI:

      Terceiro ma ior vulcao ativo do mundo, tem 5800m de altitude, um passeio realmente incrivel.
      Esta localizado a 60km ao sul de Quito, é possivel chegar lá tomando um onibus a partir da estacao rodoviaria de Quito. Para subir o vulcao é necessario um guia, que vc pode contratar antecipadamente ou simplesmente chegar até a base do vulcao e procurar uma das casinhas que tem ali com guias (fiz assim). Voce aguarda formar um grupo suficiente para lotar uma caminhonete e entao voces partem rumo a subida.
      A subida e descida demora algumas horas. Boa parte do trajeto e feita de carro e voce acaba subindo somente a parte final do vulcao, o que ja é muito cansativo devido ao oxigenio escasso, aos fortissimos ventos, ao terreno que é arenoso e cheio de pedras, e  propria inclinacao da montanha. A experiencia é muito legal, me senti como um alpinista pois as rajadas de vento que batem sao muito fortes e barulhentas, voce sobre com fumaça saindo da sua boca o tempo todo e quando está subindo tem uma vista espetacular do horizonte, vendo incllusive por cima das nuvens.
      No ponto mais alto da subida há gelo (nunca tinha visto tambem).
      Vale muito a pena! Se nao me engano, o custo com o guia foi de 20 dolares. Separe praticamente um dia para o passeio.
      4 - BAÑOS:

      Cidade que fica ao sul de Quito, a algumas horas de viagem. Fica na cordilheira dos andes também, situada mais precisamente na base do vulcao 
      A cidade fica no pé do vulcao Chimborazo, o mais alto do pais (mais de 6200m). Este vulcao frequentemente está soltando fumaça. As aguas termais que saem da base desse vulcao inundam varios pontos turisticos da cidade, por isso tem esse nome de Baños, por haver inumeras piscinas naturais por lá.
      É um ponto turistico perfeito e encantador. Durante o dia, é repleto de atividades pra turista nenhum botar defeito. A cidade é muito conhecida pelo turismo radical, la voce pode alugar bugues, bikes, fazer  tirolesa, rapel, para-quedismo... muiras opcoes mesmo, é ate dificil de escolher.
      No meu caso,  como estavamos em 2, alugamos um bugue. Nos custou 55 dolares (caro), se nao me engano por 3h de aluguel. Fiz tirolesa sobre uma cachoeira que tem por ali, passando por cima de um grande canyon, o que me custou se nao me engano 5 dolares.
      Uma visita que vale muito a pena e a uma cachoeira que chama El Pailon Del Diablo. Ela fica afastada da cidade, a alguns minutos. Voce pode alugar um bugue, ou uma bike para chegar ate la. O trajeto é feito pela rodovia, dividindo espaco com onibus, caminhoes, carros... muito legal, vale a pena! A cachoeira é grande, tem uma estutura turistica bem impressionante, voltada para o rustico, mas muito bem preparada. Bem legal o passeio!
      Tem muitas pousadas, muitas casas noturnas, bares. A noite é movimentada, assim como o dia. Os gringos saem a caça... cachaca, mulherada e homaiada a role...
      Aqui me hospedei em um hostel. Muito legal, foi minha primeira experiencia em hostel, achei super bacana. O hostel era bem jovem, tinha mesa de sinuca, musica, bar, filme rolando a todo tempo... gente de todo mundo conversando. Fiquei um pouco timido porque nao falava nenhuma lingua ali, entao estava deslocado kkkk Mas foi muito legal.
      5 - RIOBAMBA:

      Comecei a mudar meu trajeto, com o intuito de chegar a Guayaquil, de onde partiria meu voo de volta. Decidi parar nesta cidade. Pequena, bem aconchegante, fria. Tem um passeio de trem que voce pode fazer que sai dali e vai para outras cidades, mas nao sai todos os dias. Nessa cidade bebi muita cerveja e wiskye. Até aqui meu amigo Andres ainda me acompanhava e tentava me convencer a seguir para montañita, porém a essa altura eu ja estava com meus dias contatos para partir, nao tinha mais tempo para ir a outra cidade.
      Nos hospedamos em um hostel barato, pois meu objetivo ali ja era apenas passar por mais uma cidade antes de chegar a guayaquil.
      6 - GUAYAQUIL:

      A cidade mais populosa do Equador, possui mais de 2,2milhoes de habitantes. 
      Particularmente, nao vi graca nenhuma na cidade. É uma metropole que nao tem muitos predios, é muito quente e humida, ótima para voce contrarir doencas. Eu peguei tercol na cidade, coisa que jamais tinha pego antes.
      Me hospedei em um hostel barato, pois ja havida bebido boa parte de meus dolares e o hostel estava lotado de venezuelanos fugidos de se pais. O nivel era fulera, mas nao muito tambem. Nao tinh ar-coondicionado, entao era quente o hostel, muito quente. Parecia mais um albergue no sentido estrito. Nao gostei, recomendo que procure algo meio termo e que opte por local com ar-condicionado.
      Os unicos 3 pontos turisticos que sao unanimidade sao: A - Malecon 2000, uma orla que foi toda construida as margens do rio Guayas, é praticamente um shopping a ceu aberto, muito bonita; B - Plaza das Iguanas, uma praca com dezenas de iguanas que vivem ali, voce pode tirar fotos com ela, alimenta-las, beija-jas, abraca-las, frita-las... fazer de tudo ali que elas ne ligam. C -  Escadaria de Las Peñas, uma escadaria bem bonita, que voce sobe e ao final tem um mirante de onde se pode ver a cidade.
      Na praca das iguanas peguei um desses onibus de turismo de 2 andares, nao gostei, a cidade é muito quente o calor era escaldante la em cima e embaixo voce nao  ve nada demais.
      Fiquei 2 dias em Guayaquil, o que achei mais que suficiente, depois parti de volta.
      Sobre a cidade, minha recomendacao é que voce a conheca, pois é a maior do pais e voce frequentemente ira ouvir falar dela quando se fala de Equador, principalmente quando tem jogo de futebol, varios dos grandes times equatorianos sao sediados ali. Porem, nao gere muita expectativa, pois é uma cidade grande convencional.
       
      RAPIDINHAS:

      * MOEDA DO PAIS: Dólar Americano. Isso mesmo, a mesma moeda que vc usa nos EUA é a oficial aqui. A propósito, lá realmente circulam muiiiiiiiiiitas moedas. Para nós aqui no Brasil, moedas quase nao tem mais valor, porém lá voce irá ficar cheio de moeda. Tudo que voce compra, te dao um monte de moeda de troco. 
      * IDIOMA: Espanhol (não compreendem o portugues com tanta facilidade como em outros paises como Peru, Bolivia, Argetina... onde sao acostumados a receber brasileiros). Muitos falam ingles tb.
      * GEOGRAFIA: O país é um destino realmente muito bacana, pois como é pequeno, voce pode visitar a Amazonia (parte da Amazonia fica no norte do país), a "Sierra" (a Cordilheira dos Andes, ela corta o país ao meio e é onde está localizada Quito e muitas otras cidades... As altitudes ali passam dos 4000m... a cordilheira dos andes é conhecida por "La Sierra", repleta de vulcões), a praia (lado oeste do pais).
      * CLIMA: Irá variar muito de acordo com o local onde voce esteja do país. Se estiver na regiao central, na cordilheira dos andes, o clima será de montanha, com o frio predominando quase sempre, é bom ir bem agasalhado (leve umas roupas leves tb, pq de dia costuma fazer um solzinho com calor moderado). Se estiver na região Amazonica o clima será tropical, com chuvas e calor moderado. Se estiver na regiao mais próxima ao litoral, o clima será quente e húmido e, acredite, faz caloooorrrr (palavra de cuiabano já conhecedor disso).
      * COMIDA: Comem muita batata (papa em espanhol), abacate (aguacate), milho (maíz) e carne de frango (pollo) ou porco (cerdo). Encontrar carne de vaca por ali é meio raro.
      * BRASILEIROS LÁ: Nao é um destino muito comum para nós, primeiro por estar longe e nao haver voos diretos, segundo porque acaba saindo um pouco caro se voce considerar o fator moeda, já que o dolar sempre acaba nos matando. Em toda minha viagem, topei apenas com um brasieiro que estava fazendo intercambio por lá. O pais é muito visitado por americanos e europeus, é impressionante como eu vi varias nacionalidades distintas nos livros de acesso aos diversos pontos turisticos pelos quais passei. Brasileiro nao vi nenhum assinando nos livros.
      * TRANSLADO ENTRE AS CIDADES: No meu caso, apenas utilizei onibus para ir de Quito a Otavalo, para ir de Quito ao Cotopaxi e tambem de Riobamba a Guayaquil. O acesso a eles e muito facil, sempre pelos terminais rodoviarios, e tambem é barato perto dos nossos precos aqui no Brasil. Os demais translados fiz de carro, com meu amigo equatoriano,
      * GASOLINA: A gasosa vendida la é quase pura, diferente da nossa misturadona e custa em torno de 1 dolar o galao (com 4 litros), ou seja... +- 0,25 cents por litro... +- R$ 0,75 o litroooo... assim mata o papai...
      * RECOMENDACOES DE CIDADES/REGIOES A VISITAR: Otávalo, Quito, Baños, Riobamba, Cuenca (n fui), Guayquil, Montañita (n fui) e, claro, se voce tiver tempo e dinheiro, o famosissimo Arquipelago de Galápagos (n fui).
      * RECOMENDACOES GERAIS: Leve  protetor solar, o sol realmente queima / Leve agasalhos e roupas leves, pois o clima la pode variar muito durante o dia / Se vc tiver estomago fraco, busque nao comer muito as comidas de rua, pois costumam ser pesadas, fortes,  gordurosas / Água: tenha sempre em maos, sempre disponivel, pois na altitude voce se desidrata muito / Quando puder e se vc gostar, compre uma dessas bolsinhas porta-moeada, pois vc ira precisar guardá-las rsrs, sao muitas realmente, isso pode te ajudar a nao perde-las (lembre que é dolar, vale ouro pra nós brasileiros).
      *VALE A PENA? Qdo voltei de viagem, muitas pessoas começaram a me perguntar sobre o país, sobre o pq de eu ter ido para lá e se havia algo para se ver no Equador... essas coisas tipicas do pessoal que quando pensa em exterior só pensa em USA, Europa, Argentina, Chile e Peru. Só posso dizer uma coisa para voces: VALE MUITO A PENA!  O país é perfeito pra turismo, muito 10 mesmo, muitas opcoes de coisas para se ver em um pequeno pedaço de chão, fora que qdo vc fala q e brasileiro o pessoal lá adora, acham muito diferente ver um brasileiro por lá... me senti um ET kkk.... Ta com duvidas se vale a pena por o Equador no seu roteiro? VALE! E olha que estou escrevendo esse relato em out/2019, há exatos 2 anos e meio depois da viagem e já tendo conhecido outros 4 países depois.
      Espero ter contribuido com o grupo, pois aqui foi muito importante para me ajudar no preparo da viagem que fiz. Seguem mais algumas fotos:

      Veste tipica dos andes
       

      Vista do Teleferico de QUITO 
       

      Plaza Foch - Muito bom pra beber e conhecer gente
       

      Alto do Vulcao Cotopaxi - Muito vento, muito frio
       

      Bug que alugamos na cidade de Baños, é caro, mas vale a pena. Pode-se alugar bikes tb, que sao uma otima opcao.
       

      Vista da corredeira da cachoeira Pailon del Diablo, em Baños tb
       

      Stifler (ou stifodão) do American Pie - Obviamente mentira, era um australiano gente-fina que comandava o bar do primeiro hostel no qual me hospedei na vida, em Baños
       

      Monuento Mitad del mundo, em Quito (imperdível, se nao for lá nao foi ao Equador)
    • Por Victor Prates
      A cidade de Quito, capital do Equador, está situada no planalto andino, em um vale rodeado por montanhas e vulcões. A 2.850 metros sobre o nível do mar, é a segunda capital mais alta do mundo (na verdade, é a primeira considerando que La Paz não é a capital da Bolívia, apenas a sede do governo).
      Quando fiquei sabendo que havia um vulcão na capital que apresentava um lindo panorama da cidade e de muitos vulcões do Equador, eu quis subi-lo imediatamente.
      Este vulcão é o Pichincha, o qual é dividido em dois cumes principais: o Guagua e o Rucu. O Guagua Pichincha é a cratera principal, porém coloquei o Rucu Pichincha como meu objetivo. Isto porque, o Rucu pode ser alcançado em apenas 1 dia e eu não tinha os dois que são necessários para fazer o Guagua. Segue abaixo mapa mostrando ambos os cumes e as trilhas para chegar neles, bem como o Teleférico e a cidade de Quito.
       
      Este relato apresentará os detalhes para você atingir o cume do Rucu Pichincha (trilha amarela do mapa acima), mas se você quiser se aventurar ao Guagua, há duas opções:
      ·         Realizar a Integral Pichinha, uma trilha bem extensa para alcançar ambos os cumes e aí o recomendado é acampar no refúgio que está na beira da cratera do Guagua. Total: 11 km e 1500 metros de ascensão por trilha (trilhas verde e amarela do mapa).
      ·         Subir de carro a estrada que sai do povoado de Lloa, bem próximo de Quito. Total: 16 km e 1900 metros de ascensão por estrada de terra (trilha azul do mapa acima).
      O meu tracklog do Rucu Pichincha foi postado na página do Wikiloc e pode ser encontrado neste link aqui. Se você quiser realizar a Integral Pichincha, recomendo que siga a descrição do Santiago González, a qual se encontra neste link.
       
      PROGRAMAÇÃO
      Como Chegar
      Antes de iniciar a trilha para o topo do Rucu, é preciso ir ao Teleférico de Quito, que fica no Bairro La Mariscal.
      Fui de taxi e paguei 4 dólares até o teleférico. Os táxis no Equador, no geral, são baratos e compensam muito se você estiver viajando em grupo. Além disso, a Uber também funciona muito bem nas ruas de Quito.
      O horário de funcionamento do teleférico é de segunda a quinta das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00. O trajeto até o Mirador Los Volcanes dura 20 minutos. Este mirante, além de apresentar uma maravilhosa vista de Quito e seus arredores, também coincide com o ponto de início do trekking.
      Neste link você poderá ver informações detalhadas sobre o Telefériqo de Quito.
      Para retornar ao meu hostel após descer do pico, paguei 1 dólar de van até a Calle Mariscal Sucre, que é a avenida que atravessa a cidade de norte a sul. Daqui procurei táxis que me cobrassem os mesmos 4 dólares da ida, porém estavam me pedindo 10 dólares ☹. Me disseram que era por causa do trânsito, mas provavelmente foi por minha cara de gringão mesmo. Lembrando que a distância até minha hospedagem era de apenas 3 km.
      Pra minha sorte havia um ônibus que passava a 100 metros dali e que ia até a Avenida Cristóbal Cólon, a qual estava próxima da minha hospedagem. Tomei o bus de número 67 e paguei somente 25 centavos de dólar. Bem melhor que os 10 dólares do amigo taxista.
       
      Quando Ir
      A época de seca nos Andes equatorianos vai de junho a novembro. Fiz a trilha para o Rucu Pichincha em setembro e o tempo estava excelente.
      É recomendável fazer a trilha bem cedo, já que pela tarde é comum que as montanhas ao redor de Quito sejam encobertas por nuvens.
       
      O Que Levar
      ·         Calça de trekking
      ·         Camiseta
      ·         Bota ou tênis de trilha
      ·         Jaqueta corta vento
      ·         Leve segunda pele e blusa de fleece para o caso de fazer frio
      ·         Mochila pequena (< 30L)
      ·         Boné/chapéu
      ·         3 L de água
      ·         Snacks para trilha
      ·         Protetor solar
      ·         Câmera fotográfica
       
      RESUMO DE GASTOS (2017)
      ·         Água e comidas para a trilha = US$ 7,00
      ·         Táxi ao teleférico = US$ 4,00
      ·         Valor de subida e descida do teleférico = US$ 8,50
      ·         Van do teleférico até a Avenida Calle Mariscal Sucre = US$ 1,00
      ·         Ônibus até Cristóbal Cólon com Amazonas = US$ 0,25
       
      GASTOS TOTAIS = US$ 20,75
       
      O RELATO
      Numa quarta-feira de setembro, acordei às 7:00, tomei café e peguei um táxi do Bairro La Mariscal até o Telefériqo de Quito. Ele é o meio de acesso para o Mirador Los Volcanes, ponto inicial do trekking para o cume do Rucu Pichincha.
      Cheguei no Teleférico às 8:40 e, pra minha surpresa, ainda não estava funcionando. Como já disse, de segunda a quinta funciona das 09:00 às 20:00 e de sexta a domingo das 8:00 às 20:00 e só descobri isso ao chegar lá.
      Mas foi bom porque nessa espera conheci o Gal, um israelense extremamente simpático que queria fazer a mesma trilha. Pensei em perguntar da Mulher Maravilha, mas não tive coragem. Ele só me disse que é um nome comum no país (a atriz que interpreta a personagem no universo da DC é uma israelense chamada Gal Gadot. Nunca pensei que fosse falar da Mulher Maravilha num relato de viagens).
      Voltando pro que interessa... Ele me disse que não estava seguro em como seria seu desempenho em altitude, já que como o Brasil, Israel não possui altas montanhas. Então ele resolveu aproveitar o meu embalo e disposição para me acompanhar nesta empreitada.
      Compramos os bilhetes do teleférico por 8,50 dólares, que servem para subida e descida da montanha. Não perca o bilhete que você receberá, pois o mesmo também serve como comprovante de descida. Caso perca, terá que pagar mais 8,50 para descer.
      O trecho dura cerca de 20 minutos até o Mirador Los Volcanes, um mirante na cota 3.950 m que apresenta lindas vistas de Quito e dos principais vulcões do Equador. O céu estava completamente azul e a visibilidade era tremenda. De lá se podia ver lindamente os vulcões Cotopaxi, Cayambe, Antisana, Rumiñahui e Illinizas. Inclusive, é possível enxergar o topo do Chimborazo, a montanha mais alta do país, com 6.268 m de altura, e que está a 140 km de Quito!!
      Para que você possa contemplar este visual, recomendo que comece a trilha o mais cedo que puder. Explicarei o porquê mais adiante.
      Gal e eu tiramos algumas fotos do cenário e partimos para iniciar a trilha.
      Em poucos minutos de caminhada, pode-se contemplar o belo cume proeminente do Rucu Pichincha.
      Os primeiros 3,7 km são de aproximação à montanha e possuem um grau menor de dificuldade, já que a inclinação da subida não é tão acentuada.
      Porém, enquanto caminhávamos nos questionávamos por onde subiríamos até o topo, já que não era possível visualizar uma possível rota de subida. Isto porque a face que se vê do começo da trilha é de pura rocha.
      Assim que nos aproximamos da montanha, notamos que a trilha a contorna pela sua direita, por trás daquela face rochosa que vimos de longe.
      A partir deste ponto, a trilha está menos marcada, mas não há como se perder. Seguimos caminhando por detrás do pico por um terreno com uma inclinação um pouco mais elevada.
      Após cerca de 500 metros de distância, há um ponto que parece que a trilha acaba, mas é um lance em que é preciso subir uns 2 metros pela rocha mesmo. É um trecho um pouco delicado, mas não se preocupe, pois não é escalada.
      Mas a parte tensa do trekking só ia começar 500 metros mais pra frente. Neste ponto, a altitude já é um fator determinante (4.500 msnm) e é bem quando o terreno fica bem inclinado e bem arenoso, dificultando o rendimento da caminhada.
      Aqui, Gal e eu fizemos várias paradas para controlar os batimentos cardíacos e o ritmo respiratório.
      O visual era ainda mais espetacular, com a cidade de Quito lá embaixo e aquele cenário vulcânico bem característico por todos os lados.
      Deste ponto em diante, tem que tomar mais cuidado com a orientação, já que por vezes ela não é tão óbvia.
      E iniciamos a investida final para o cume. Caminhamos por meia hora por trilha bem inclinada até chegar numa placa. Daqui é preciso tornar para a esquerda para a investida final.
      Agora, percorre-se a última meia hora para o cume num terreno rochoso um pouco exposto e não muito marcado. É preciso tomar cuidado.
      Finalmente, após mais de 800 metros de desnível acumulado e 5,7 km percorridos em 3 horas, atingimos o cume do famigerado Rucu Pichincha.
      O cume do Rucu está na cota 4.784 msnm e é bem pequeno, o que proporciona um lindo visual 360º do panorama da região.
      A vista era deslumbrante. Pode-se ver todo o visual da cidade de Quito e do vale em que a cidade está situada. Também se vê todos aqueles famosos vulcões equatorianos acima citados, só que daquela perspectiva que só topos de morros podem proporcionar.
      Do cume, também se pode ver o imenso vulcão Guagua Pichincha, que fica a 4 km do Rucu. Como explicado na INTRO, o Guagua é a cratera principal e o Rucu é a cratera velha do mesmo vulcão, o Pichincha.
      Aqui no topo podem aparecer carcarás sociáveis. Acredito que os turistas devem alimentá-los. Eles são selvagens, porém é impressionante ver o quão perto eles podem chegar.
      Ficamos por uma hora contemplando o incrível cenário e iniciamos a descida.
      Se para subir foram 3 horas, a descida se deu em apenas 1h30min.
      Chegamos de volta ao teleférico próximo das 14h. Neste momento o dia já tinha mudado completamente. Se de manhã o céu estava completamente limpo, agora havia muitas nuvens no Rucu Pichincha e nem era possível ver a montanha. Ao longe também havia uma névoa que impossibilitava contemplar os vulcões dos arredores de Quito.
      E, claro, bem nesta hora tinham mais turistas, porque não são todos que preferem acordar de manhãzinha. Mas garanto que recompensa muito mais levantar cedo, mesmo se você não for subir o vulcão. Este é um padrão que se repete frequentemente em Quito: manhã de céu azul e tarde com muitas nuvens.
      Aqui, Gal se despediu de mim e desceu de teleférico primeiro, enquanto fui tirar mais algumas fotos.
      Peguei uma filinha de uns 20 minutos para tomar o teleférico da volta. Imagino que aos finais de semana deva ser bem caótico.
      E foi isso. Foi um dia delicioso, muito recompensador e bem barato.
      Espero que tenham desfrutado.
      Seguem abaixo algumas fotos deste dia.

      Rucu Pichincha visto da trilha

      Lindo vale a a cidade de Quito lá embaixo

      Vista do Vulcão Cotopaxi do Mirados Los Volcanes

      Próximo ao cume do Rucu

      Vulcão Guagua Pichincha visto do cume do Rucu

      Vista de Quito do topo do Rucu
      Postei este relato no meu blog. Você pode acompanhá-lo no link http://trekmundi.com/rucu-pichincha/
      Beijos e abraços!             
       
       
       
       
    • Por Marcos A
      O nosso principal objetivo em visitar o Equador era subir o Cotopaxi. Para isso, planejamos um programa de aclimatação que é extremamente recomendado para aumentar o sucesso e diminuir as chances de ter o famoso mal de altitude. Quito foi escolhida como a nossa cidade base. Ponto de partida de todos os nossos hikings e subidas. Durante o tempo livre tentamos conhecer o que Quito tem de melhor. Dá uma olhada como foi.
      Quito
      Como chegamos
      Chegamos em Quito vindos do Canadá pela AeroMéxico. Gostamos bastante do serviço e a conexão na Cidade do México foi muito mais comoda do que se tivesse sido no Panamá. O voo de Toronto à Cidade do México e de lá até Quito tiveram duração de 4h e alguns quebrados cada um. Nada mal, não?
      Onde nos hospedamos
      Em todas as noites que passamos em Quito, ficamos hospedados no Centro Histórico. Exite uma corrente que diz para se hospedar no bairro La Mariscal. Eu entendo. Um bairro mais jovem, novo, mais vibrante durante a noite. Mas o Centro Histórico me agradou bastante. O hostel que ficamos foi o Masaya Hostel. Sem dúvida, o melhor hostel que ficamos até aqui, de longe! Limpo, organizado, repleto de serviços e conveniências e sua localização era perfeita. Pertinho das principais atrações do centro histórico e da calle La Ronda, conhecida pela sua noite agitada.
      O que fizemos
      CONHECEMOS O CENTRO HISTÓRICO DE QUITO
      Passear pelo centro histórico de Quito é uma experiência a parte. É considerado um dos mais bem preservados de toda a América Latina e de quebra é tombado pela Unesco, como o primeiro patrimônio cultural da humanidade em 1978. Quer mais?
      Os prédios históricos estão em excelente estado de preservação e o interior das igrejas é de impressionar, principalmente na Iglesia de la Compañía de Jesús e na Basílica del Voto Nacional.
      Tire um dia inteiro para conhecer tudo, é mais do que o suficiente. As principais atrações (no nosso ponto de vista), com destaque, são:
      Plaza de la Independencia: sente no banco da praça e veja a vida acontecer no centro da capital equatoriana. Palácio de Carondelet (residência oficial do presidente do Equador): se você tiver sorte, poderá ver a troca da guarda presidencial e quem sabe o próprio presidente do Equador, que costuma acompanhar a cerimônia. Catedral Metropolitana de Quito. Calle de las 7 cruces (Calle Garcia Moreno): 7 igrejas construídas umas perto das outra, elas fazem parte de uma das ruas mais charmosas de Quito. Visite uma por uma e termine o trajeto na Plaza de la Independencia. Iglesia de la Compañía de Jesús: a mais impressionante de todas as igrejas de Quito. Seu interior é totalmente folheado a ouro. Fotos não são permitidas e o acesso é pago (USD 10). Aqui também foi enterrado o corpo do presidente Gabriel García Moreno, um dos presidentes mais venerados do Equador. Plaza e Iglesia San Francisco: praça e igreja de mesmo nome, ambos valem a visita. O interior da igreja é também revestido em ouro, mas não como a Iglesia de la Compañía de Jesús. Plaza e Iglesia de Santo Domingo. Basílica del Voto Nacional: possui uma arquitetura gótica totalmente diferente das demais igrejas da cidade. Chega a lembrar a Catedral de Notre-Dame de Paris de tão imponente que é. O detalhe interessante é que você pode visitar os terraços da igreja que são acessíveis ao público. Dá pra ver a cidade de Quito de lá de cima. O único problema é conseguir subir, pois as escadas são bem estreitas e não é todo mundo que tem coragem de se arriscar por ali. USAMOS O TELEFÉRIQO
      Mesma regra vale para Bogotá. Se for a Quito, não deixe de ir ao TelefériQo. A forma mais simples de ir até a estação base do teleférico é de táxi. Do centro histórico até lá, uma corrida vai te custar no máximo 4 dólares. A viagem ida e volta custa USD 8.50 para estrangeiros.

      Entrada do teleférico de Quito.
      Além da vista incrível de Quito e dos arredores (se tiver sorte, vai poder ver quase todos os principais vulcões da redondeza), você pode lanchar ou fazer uma pequena caminhada até um dos mirantes. Entretanto, uma das coisas mais legais pra se fazer quando se usa o TelefériQo é subir até o cume do Rucu Pichincha (confere aí embaixo).
      SUBIMOS AO CUME DO VULCÃO RUCU PICHINCHA

      Se você curte uma boa caminhada com um pouco de adrenalina, sugiro fortemente você tentar subir o vulcão (inativo) Rucu Pichincha. A trilha é bem sinalizada na maior parte do tempo e o vulcão, com ponto mais alto à 4698 metros de altura, é uma das principais atividades de aclimatação se você almeja subir montanhas maiores no Equador. Foi o que fizemos e recomendamos bastante.
      Otaválo
      Otaválo vale a visita pois é uma cidade atípica. Além do mercado de artesanato, o que a maioria dos turistas vao ver, Otavalo e os seus arredores oferecem muito mais. Uma das coisas é a Laguna Cuicocha e os vulcões ao seu redor.
      Como chegamos
      Chegamos de ônibus, vindos de Quito (Terminal Carcelén). A passagem de Quito até Otavalo custou em torno de USD 2.5 por pessoa e durou 2h30 mais ou menos. A viagem foi tranquila e boa parte da estrada é duplicada.
      Onde nos hospedamos
      Ficamos no Hostel El Andariego, que ficava à algumas quadras da Plaza de los Ponchos, ponto principal da cidade de Otaválo. O hostel era simples, mas super limpo e confortável. Pagamos USD 23 por noite para um quarto privado sem café da manhã. Recomendo se você quer passar uma noite em Otaválo.
      O que fizemos
      MERCADO DE ARTESANATOS
      Principal atração da cidade de Otaválo. É considerado o maior mercado de artesanatos indígena do mundo. Funciona durante o ano todo e durante todos os dias da semana, mas se você quiser vê-lo em seu tamanho máximo, vá no sábado. Também nos sábados, acontece o mercado de animais. Não fomos nesse, só visitamos o de artesanatos mesmo e foi suficiente. 

      O que muita gente não sabe é que durante a noite o mercado continua em funcionamento só que com barracas de comidas típicas de todos os tipos. Se puder dormir um dia por lá, vale a pena visitar o mercado noturno. Foi lá que encontrei pamonha, que os equatorianos chamam de Humita.
      LAGUNA CUICOCHA
      A Laguna Cuicocha é uma destinação completa. Além das belas vistas da lagoa (que é a cratera de um vulcão inativo), você pode fazer o hiking ao seu redor em uma trilha chamada Sandero de las Orquídeas (sim, lá existem mais de 10 espécies diferentes de orquídeas, por isso o nome). São 14 km de trilha bem sinalizada que são feitos normalmente entre 4-5 horas. A trilha é linda e fica linda durante todo o percurso, principalmente pela presença dos vulcões ao redor da lagoa.

      Para acessar a Laguna Cuicocha, você tem que pegar um ônibus de Otaválo à Cotacachi e parar em Quiroga. Lá, você vai pegar um táxi rumo à lago. Tudo por menos de USD 6.
      Iliniza Norte

      Os Ilinizas, um conjunto de duas montanhas que eram antigamente um só vulcão é um ponto turístico muito conhecido pelos amantes da altitude. Não é muito comum vir conhecer uma das duas montanhas sem ter um plano maior pela frente, como por exemplo subir o Cotopaxi ou qualquer outro vulcão/montanha da redondeza. Foi o que fizemos. Subimos o Iliniza Norte, a menor das duas montanhas com 5126 metros de altura. Vale a pena! Assim como o Cotopaxi, o acesso ao Iliniza é feito normalmente com uma agência.
      Cotopaxi
      O vulcão Cotopaxi é um dos principais destinos no Equador, pois oferece de tudo. É o vulcão mais ativo do Equador com 5897 metros. Para ter acesso ao Cotopaxi, normalmente você terá que contratar os serviços de uma agência.
      Para os curiosos, você pode subir até o refúgio e tomar um chá com bolo quentinho. Pros que querem descanso, você pode se hospedar em umas das várias haciendas e ficar admirando o silêncio e a vista. Você pode andar a cavalo ou de bicicleta pelo Parque Nacional Cotopaxi com o vulcão de plano de fundo. E para os aventureiros e corajosos, você também pode tentar descer parte do vulcão de bicicleta ou subir ao cume do vulcão.

      Subir ao cume do Cotopaxi não foi fácil, mas a experiência foi incrível e posso afirmar sem nenhuma dúvida que se você for ao Equador e não conhecer o Cotopaxi, você vai se arrepender muito! Vai por mim.
      Conclusão
      Essa primeira parte da nossa visita ao Equador foi muito intensa. A cidade de Quito, além de ser nossa base durante quase 10 dias, foi também a nossa casa. Foi uma bela surpresa e gostamos bastante de cada rua e atração. Não tenho nem palavras para descrever os arredores, as coisas que fizemos a partir de Quito. A mais marcante vai ser sem dúvida, ter subido ao cume do Cotopaxi. Só de lembrar, já dá saudade...
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Marcos A
      Ah Galápagos! Famosa pela teoria da evolução de Charles Darwin, hoje é muito mais do que isso. Nos últimos anos, as ilhas vêm recebendo cada vez mais turistas de todo o mundo, em busca das mais variadas atrações que as ilhas oferecem: cruzeiros luxuosos, mergulhos, observação dos animais e plantas, trilhas por vulcões ativos e descanso em praias paradisíacas. Difícil de acreditar que um lugar como esse existe. Gostou do aperitivo? Então dá uma olhada no que fizemos por lá durante a nossa visita.
      Ilha de Santa Cruz
      Ficamos 3 dias em Santa Cruz e achamos o suficiente para conhecer por completo as principais atrações da ilha. Conhecemos as principais praias, demos um rolê em Puerto Ayora e conhecemos a famosa Estação Científica Charles Darwin. Planejamos também visitar um das fazendas para observar as tartarugas gigantes, mais o passeio melou aos 45 minutos do segundo tempo.
      Como chegamos
      Voo de Quito (com escala em Guayaquil) à Baltra, uma pequena ilha ao norte de Santa Cruz. Todo o trajeto foi feito com a companhia Tame. Já adianto que o preço da passagem vai te desanimar um pouco. Fizemos a estratégia de chegar por Santa Cruz (Baltra) e ir embora de Galápagos por San Cristóbal. Assim, ganhamos tempo e deu pra aproveitar mais cada ilha.
      Onde nos hospedamos
      Em Santa Cruz, nos hospedamos no Galápagos Best Hostel. O local é bem simples e bem afastado do centro de Puerto Ayora (uns 20 minutos de caminhada). Entretanto, gostamos bastante do hostel. Era limpo, água quente e os quartos privados tinham uma mini cozinha. Fizemos o café da manhã todos os dias que ficamos em Santa Cruz. Valeu a pena!
      O que fizemos
      Santa Cruz foi de longe a ilha com a melhores praias. Além disso, é a ilha mais desenvolvida do arquipélago, então, você vai encontrar mais opções de restaurantes, comercio, agências, etc.
      PUERTO AYORA
      A maior cidade de Galápagos, também a mais desenvolvida. Puerto Ayora é o ponto de partida para quem quer conhecer tudo em Galápagos. Agências de viagens estão espalhadas por várias ruas. Em uma das ruas principais, a Av. Charles Darwin, você vai encontrar inúmeras opções de restaurantes, dos mais ocidentais (hambúrguer, pizza, batata frita, etc.) até os mais tradicionais de comida local. Nós, por outro lado, amamos a Av Binford. A rua concentra vários restaurantes de comida realmente local. De noite fica super movimentada. Se você quer um almoço com um precinho mais amigo ( por volta de USD 5.00), é lá que você vai encontrar.

      Outro destaque é o Mercado de Peixes de Puerto Ayora. É lá que os barcos carregados de pescado chegam para serem pesados, lavados e vendidos. Mas a clientela não é só de pessoas. Toda a fauna de Galápagos se reúne por lá: leões marinhos, pelicanos, pássaros, iguanas, etc. Todo mundo esperando a oportunidade perfeita para roubar um pedaço de peixe. Vale a visita.
      TORTUGA BAY E PLAYA MANSA

      Tortuga Bay. As ondas eram mais intensas. Vimos vários surfistas por lá.
      Pegando uma trilha de 2 km por dentro da vegetação típica de Galápagos, você vai acessar primeiramente Tortuga Bay, uma praia onde o banho não é recomendado, mas que é linda mesmo assim. O acesso a praia é gratuito. A areia é branquinha e o mar azul claro. Várias iguanas passam constantemente por você e em algumas pedras, você vai poder ver os famosos caranguejos vermelhos de Galápagos.

      Playa Mansa. Dá pra entender o nome, não dá?
      Andando mais um bocadinho, você vai chegar no ponto alto de Puerto Ayora, a Playa Mansa. Tire pelo menos metade de um dia para relaxar nessa praia. A água é bem calma e você pode ficar um tempinho na areia, perto das árvores, só relaxando. O único problema é que a praia pode ficar muito cheia a partir do final da manhã.
      LAS GRIETAS E PLAYA LOS ALEMANES
      Normalmente você vai fazer Las Grietas e Playa los Alemanes em uma só tacada. Pra chegar lá, você vai ter que pegar um barco no porto de Puerto Ayora por USD 0.5 que vai te levar até um hotel/restaurante. Descendo, é só seguir a plaquinha que indica "Las Grietas" que não tem erro. Depois de percorrer uma trilha bem curta, você vai chegar em Las Grietas. Um pedaço de mar localizado entre dois rochedos enormes, ideal pra se refrescar rodeado de peixes.

      Já a Playa los Alemanes é bem pequenininha, mas muito linda. Ficamos sentados alguns minutos olhando a paisagem e pudemos ver, sem entrar na água, vários peixes e duas arraias que passavam tranquilamente entre os banhistas.

      PLAYA EL GARRAPATERO
      Essa praia fica mais afastada de Puerto Ayora. Pra chegar lá, tivemos que pegar um táxi que nos custou, ida e volta, por volta de 30 dólares. A praia é maravilhosa. O taxista te deixa em um estacionamento (combine o horário da volta) e você tem que andar por uns 15 minutos antes de chegar na praia propriamente dita. 

      Playa El Garrapatero.
      O lugar é um paraíso. Quando fomos, vimos alguns leões marinhos (um inclusive dormia a menos de 2 metros das nossas mochilas), pelicanos, iguanas e uma garça cinza linda. Além disso, se você quiser, você pode alugar caiaques que ficam disponíveis na entrada da praia. Não chegamos a perguntar os preços, mas fica a dica.
      ESTAÇÃO CIENTÍFICA CHARLES DARWIN

      Fica pertinho de Puerto Ayora e dá pra ir andando mesmo. Lá funciona um centro de pesquisa e recuperação animal. O centro é aberto ao público e a entrada é gratuita. Dentre as principais atrações, você vai poder visitar um pequeno museu da biodiversidade das ilhas de Galápagos; vai poder ver o George, a tartaruga mais famosa de Galápagos que morreu em 2012 (ele foi empalhado e se encontra em uma câmara resfriada para sua preservação); e vai poder ver inúmeras tartarugas gigantes e iguanas que estão sob cuidado do centro. Vale muito a pena a visita.
      Ilha San Cristobal
      Foram somente dois dias em São Cristóbal, mas muito intensos. Aqui, a principal atração foi os leões marinhos. Estavam por todos os lados, em todas as praias que visitávamos.
      Como Chegamos
      Chegamos de barco, vindos de Puerto Ayora. Compramos os tickets em uma agência de viagens qualquer perto do porto. Sim, você pode comprar o ticket entre as ilhas em qualquer agência. Eles contactam as empresas que fazem os percursos e tudo funciona direitinho. Só não deixe pra última hora, porque a procura é grande e são poucos barcos por dia. Pagamos USD 30 por pessoa para a viagem de barco entre Santa Cruz e San Cristóbal.
      A viagem demora cerca de 2 horas e meia e é um pouco desconfortável. A lancha é bem pequena (devem caber umas 20 pessoas no máximo) e não há espaço para acomodar os braços. Além disso, dependendo da condição do mar, a viagem pode ser um pouco enjoativa. Tivemos sorte que o mar estava calmo no dia que fomos.
      Onde nos hospedamos
      Em San Cristóbal nos hospedamos no Guesthouse Hostal Cattleya. Sabe aquelas pousadas do Brasil, onde os próprios donos tocam o lugar e conseguem fazer você se sentir em casa? Ficamos em um quarto triplo (reservamos em cima da hora...) bem simples, mas arrumadinho e limpo. O café da manhã estava incluso e era preparado pelo donos (pão comprado no dia, frutas, iogurte, e um cafezinho bem preparado). No momento da reserva, a dona entrou em contato comigo para pedir mais informações da nossa chegada. Quando chegamos em Puerto Baquerizo Moreno, o marido dela já estava nos esperando e enquanto nos acompanhava a caminho do hotel ele nos deu várias dicas. Recomendadíssimo!
      O que fizemos
      Basicamente praias e contato com a natureza! Tínhamos somente 2 dias para aproveitar a ilha então resolvemos gastar todo o tempo na praia, curtindo o tempo que faltava antes de voltar pra casa.
      PUERTO BAQUERIZO MORENO

      Pôr do sol em Puerto Baquerizo Moreno. Não preciso acrescentar nada...
      Capital de Galápagos e ponto de partida para todas as praias da redondeza. Diferente de Puerto Ayora, as praias aqui estava um pouco mais perto do centro. Fomos andando para todas elas sem nenhum problema. Aproveite o final da tarde para ver os leões marinhos que se encontram aos montes e para comer em um dos restaurantes espalhados pela rua principal da cidade.
      PLAYA MANN
      A Playa Mann é a mais próxima do centro de Puerto Baquerizo Moreno e uma das mais populares para ver o pôr do sol em San Cristóbal. No final da tarde, centenas de pessoas se reúnem nas areias da praia para ver o espetáculo e alguns se arriscam a tomar um banho de mar. A praia também é frequentada pelos leões marinhos. 

      Se você estiver procurando um lugar para almoçar ou tomar um suco de fruta, é na Playa Mann que você vai encontrar vários restaurantes. São restaurantes simples, mas que servem uma comida deliciosa e com preço em conta. Recomendo.
      PLAYA PUNTA CAROLA

      Um pouco mais ao norte da Playa Mann, se encontra a Playa Punta Carola. A praia não é tão boa para banho pois é repleta de rochas. Entretanto, a água é cristalina e você vai ter a companhia constante de leões marinhos que usa a areia da praia para descansar. Ela também é mais intocada que a sua vizinha Playa Mann, com mais árvores e locais de descanso. É de lá que parte a trilha para o mirador Cerro Tijeretas, parada obrigatória em San Cristóbal.
      MIRADOR CERRO TIJERETAS E MUELLE TIJERETAS

      Uma pequena trilha vai te levar para o mirador Cerro Tijeretas. O mirador proporciona vistas incríveis de San Cristóbal, principalmente de Muelle Tijeretas, um pequeno pier onde a galera aproveita pra mergulhar e observar a vida marinha da ilha. Na mesma trilha, se encontra a famosa estátua de Charles Darwin.
      PLAYA LA LOBERIA

      Lobos marinhos descansando na beira da praia - La Loberia.
      Foi o dia mais tranquilo da nossa visita à San Cristóbal. Não tínhamos hora pra ir e nem para voltar. O plano era ir bem cedo para Playa La Loberia, voltar mais ou menos de tarde e ver o por do sol na Playa Mann (pela segunda vez). Fomos andando do hostel até a praia. Foi uma caminhada longa, mas nada impossível. 

      Lá, tivemos nossa mais intensa experiencia com leões marinhos da viagem. Eles estavam por todos os lados. Não é a toa que a praia se chama La Loberia. Eles mandam por lá. Não se importavam com ninguém e em alguns momentos, até chegavam a avançar nas pessoas que entravam na água. Um momento muito especial foi quando vimos um casal de leões marinhos brincando dentro da água e correndo um do outro. Nadavam muito rápido, saltando como golfinhos para fora da água. Valeu muito a pena visitar essa praia!
      Conclusão sobre Galápagos
      Galápagos foi um lugar que me expôs a vários tipos de emoções e experiencias. Galápagos é um paraíso, repleto de vida e energia, que vai te fazer pensar sobre como estamos cuidando da nossa natureza. Um lugar onde a vida selvagem consegue viver em quase-harmonia com os homens. Um lugar inesquecível.
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com


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